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AULA 1 – MORFONOLOGIA E FONÉTICA Fonética é a ciência que estuda os sons de uma língua que são emitidos pelo ser humano. Dessa forma, a fonética preocupa-se em analisar os fones (sons) materializados pela fala, sem que haja uma preocupação com a significação linguística. A realização material desses sons é o objeto de estudos da fonética. A fonética estuda a produção da fala e, portanto, leva em conta a variação linguística, os processos fisiológicos que permitem a emissão de sons e as características individuais em relação à fala, como a pronúncia e as condições físicas (rouquidão, emissão de voz nasal devido a uma gripe etc.). A análise fonética ocupa-se da articulação que possibilita ao falante produzir sons ou fones. Fonte: www.sapezal.mt.gov.br Em nossas aulas, estudaremos os dois ramos mais tradicionais da Fonética: a fonética articulatória e a fonética acústica. http://www.sapezal.mt.gov.br/ Para aprofundar seus conhecimentos sobre Fonética, leia as páginas 09 e 10 do livro FIORIN, J. L. (Org.). Introdução à linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2010. Esse livro está disponível na Biblioteca Virtual (Pearson). Fonologia é a ciência que estuda os sons de acordo com sua função no sistema de comunicação de uma determinada língua, ou seja, os fonemas. Portanto, nos estudos da Fonologia, inserem- se as diferenciações e combinações de fonemas das quais se depreende um significado. Assim, os estudos fonológicos ocupam-se das diferenças fônicas que estabelecem significados distintos, como em sabia / sabiá / sábia ou em sumo / suco / soco, por exemplo. Faz parte da fonologia o estudo das realizações individuais dos fonemas (voz diferente, pronúncia diferente etc.), considerando a sua significação. Assim como a fonética, a fonologia também se divide em campos de estudos, a saber: A fonologia possui dois grandes domínios de estudo, que serão o objeto de nossos estudos: a fonêmica e a prosódia. A fonêmica (ou fonemática) ocupa-se em estudar os traços distintivos dos fonemas e as regras previstas para a combinação de fonemas na cadeia da fala. Fonte: lucileneolson.blogspot.com.br A prosódia estuda os elementos fônicos que acompanham a realização de dois ou mais fonemas (o acento, o tom, a entoação). Fonte: lucileneolson.blogspot.com.br A correspondência entre a letra e o som e a transcrição fonética Fonemas não são letras. Fonema é uma realidade acústica captada pelos ouvidos; letra é a representação gráfica do sistema sonoro de uma língua. Assim, foram convencionados o alfabeto gramatical e o alfabeto fonético. Transcrevemos a palavra “casa”, da fala para a escrita, combinando as letras c + a + s + a. Essa grafia é a que conhecemos por meio dos estudos gramaticais. A transcrição do som da letra (fone) obedece ao Alfabeto Fonético Internacional – AFI, também conhecido por sua sigla em inglês IPA (International Phonetic Alphabet). O AFI ou IPA tem como objetivo padronizar a transcrição dos sons de diferentes idiomas. Por esse motivo, o AFI possui 107 letras, 52 sinais diacríticos e quatro marcas de prosódia. As letras indicam o som básico do fone; os sinais diacríticos são utilizados quando a letra não é suficiente para especificar detalhes da produção do som; as marcas de prosódia transcrevem aspectos da fala, como a entonação, a velocidade etc. http://lucileneolson.blogspot.com.br/ http://dialogoderoda.blogspot.com.br/ Ampliando o foco Para aprofundar seus conhecimentos sobre o alfabeto fonético internacional, leia o texto Alfabeto Fonético Internacional. Com o avanço da tecnologia, foi necessário, também, criar um sistema de escrita fonética legível por computadores, o Speech Assessment Methods Phonetic Alphabet – Sampa (Alfabeto Fonético dos Métodos de Avaliação da Fala). O Sampa, desenvolvido originalmente em 1980, procurou adotar o máximo de caracteres do IPA, mas acrescentou outros sinais, para atender a especificidades da linguagem da informática, como o @, que corresponde ao “e”. Ampliando o foco Para aprofundar seus conhecimentos sobre o Sampa, leia o texto X-SAMPA. Os caracteres fônicos da norma culta e da oralidade O português brasileiro é reconhecido pelos linguistas como um código que se distingue da língua portuguesa. Isso porque nós utilizamos duas variedades da língua: a norma culta e a oralidade, especialmente pelos registros coloquiais e dialetos regionais. Por esse motivo, desenvolveu-se uma transcrição fonética que atenda às nossas características fônicas. Por exemplo, a letra “s” no final de um vocábulo pode ser pronunciada, no português brasileiro, com o som de “z” ou o som de “x”. Ampliando o foco Para aprofundar seus conhecimentos sobre o alfabeto fonético do português brasileiro, leia o texto Fonética e fonologia do português brasileiro. Assim, os estudos sobre fonética e fonologia norteiam a nossa compreensão sobre as diversas modalidades de fala no português brasileiro. Ampliando o foco Para aprofundar seus conhecimentos sobre Fonologia, leia as páginas 33 a 36 do livro FIORIN, J. L. (Org.). Introdução à linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2010. Esse livro está disponível na Biblioteca Virtual (Pearson). https://www.todamateria.com.br/alfabeto-fonetico-internacional/ https://pt.wikipedia.org/wiki/X-SAMPA http://ppglin.posgrad.ufsc.br/files/2013/04/Livro_Fonetica_e_Fonologia.pdf