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social”, para que Poder Público e particular colaborem na realização de um 
interesse comum, não se fazendo presente a contraposição de interesses, com feição comutativa e 
com intuito lucrativo, que consiste no núcleo conceitual da figura do contrato administrativo, o que 
torna inaplicável o dever constitucional de licitar (CF, art. 37, XXI). 10. A atribuição de título jurídico 
de legitimação da entidade através da qualificação configura hipótese de credenciamento, no qual 
não incide a licitação pela própria natureza jurídica do ato, que não é contrato, e pela inexistência 
de qualquer competição, já que todos os interessados podem alcançar o mesmo objetivo, de modo 
includente, e não excludente. 
 
 
 
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O concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Paraná, aplicado pela banca CESPE em 2017, 
apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “Segundo o STF, as atividades de saúde, 
ensino e cultura devem ser viabilizadas por intervenção direta do Estado, não podendo a execução 
desses serviços essenciais ser realizada por meio de convênios com organizações sociais.” 
Comentários: alternativa incorreta. Incorreta a alternativa porque, também do julgado pelo STF da 
ADI 1923, podemos extrair os seguintes excertos: A atuação do poder público no domínio econômico 
e social pode ser viabilizada por intervenção direta ou indireta, disponibilizando utilidades materiais 
aos beneficiários, no primeiro caso, ou fazendo uso, no segundo caso, de seu instrumental jurídico 
para induzir que os particulares executem atividades de interesses públicos através da regulação, 
com coercitividade, ou através do fomento, pelo uso de incentivos e estímulos a comportamentos 
voluntários. (...) A figura do contrato de gestão configura hipótese de convênio, por consubstanciar 
a conjugação de esforços com plena harmonia entre as posições subjetivas, que buscam um negócio 
verdadeiramente associativo, e não comutativo, para o atingimento de um objetivo comum aos 
interessados: a realização de serviços de saúde, educação, cultura, desporto e lazer, meio ambiente 
e ciência e tecnologia, razão pela qual se encontram fora do âmbito de incidência do art. 37, XXI, da 
CF. 
 
 
 
O concurso para Advogado do Instituto de Previdência de São José dos Pinhas no Paraná, realizado 
em 2017 pela banca FAUEL – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de 
Londrina, apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “O STF pronunciou-se pela 
inconstitucionalidade da hipótese de dispensa de licitação para a contratação entre o Poder Público 
e organizações sociais.” 
Comentários: alternativa incorreta. No julgamento da ADI 1923 o STF, por decisão majoritária, julgou 
parcialmente procedente o pedido apenas para dar à Lei nº 9.637, de 1998, interpretação conforme 
a Constituição. É possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: As dispensas de 
licitação instituídas no art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 e no art. 12, §3º, da Lei nº 9.637/98 têm a 
finalidade que a doutrina contemporânea denomina de função regulatória da licitação, através da 
qual a licitação passa a ser também vista como mecanismo de indução de determinadas práticas 
sociais benéficas, fomentando a atuação de organizações sociais que já ostentem, à época da 
contratação, o título de qualificação, e que por isso sejam reconhecidamente colaboradoras do Poder 
Público no desempenho dos deveres constitucionais no campo dos serviços sociais. O afastamento 
do certame licitatório não exime, porém, o administrador público da observância dos princípios 
constitucionais, de modo que a contratação direta deve observar critérios objetivos e impessoais, 
com publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados. 
 
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4. OSCIP 
 
A Lei Federal nº 9.790, de 1999, dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP. 
 
Sem fins lucrativos: é a pessoa jurídica de direito privado que não distribui, entre os seus sócios ou 
associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou 
líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o 
exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do respectivo objeto social. 
 
Todas as explanações acerca da competência dos demais entes da federação para tratarem em suas leis 
locais acerca das OS se aplicam às OSCIP. 
Importante ressaltar que, inicialmente, a Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014, que trata do Marco 
Regulatório das Organizações da Sociedade Civil – MROSC, tinha fixado em seu artigo 4º que as suas 
disposições se aplicariam às relações da Administração Pública com as entidades qualificadas como OSCIP, 
tratadas pela Lei nº 9.790, de 1999, e regidas por termos de parceria. 
Ocorre que a Lei nº 13.204, de 2015, ao alterar dispositivos da Lei nº 13.019, de 2014, revogou o aludido art. 
4º e incluiu o inciso VI no art. 3º para fixar expressamente que a lei do MROSC não se aplica aos termos de 
parceria celebrados com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, desde que cumpridos 
os requisitos da Lei nº 9.790, de 1999. 
Tal qual ocorre com a OS, a OSCIP é uma qualificação, um título. 
Ocorre que, diferentemente da OS cuja concessão do título é discricionária, a outorgada da qualificação 
como OSCIP é um ATO VINCULADO ao cumprimento dos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, de 1999. 
 
 
 
#ficadica 
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As pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que tenham sido constituídas e 
se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 anos, desde que os respectivos 
objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, 
de 1999, podem se qualificar como OSCIP. 
 
Essa limitação de constituição e regular funcionamento há, no mínimo, 3 anos, não existia no texto originário 
da lei das OSCIP, tendo sido incluída pela Lei nº 13.019, de 2014. 
 
 
O concurso para Juiz Federal da 3ª Região, realizado em 2016 por banca própria, apresentou a 
seguinte assertiva em uma de suas questões: “Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que tenham sido 
constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 1 (um) ano, desde que os 
respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos pela Lei nº 
9.790/1999.” 
Comentários: assertiva incorreta. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.790, de 1999, com a redação 
da Lei nº 13.019, de 2014, podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado 
sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no 
mínimo, 3 (três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos em lei. 
 
 
 
 
 
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O concurso para Advogado do Instituto de Previdência de São José dos Pinhas no Paraná, realizado 
em 2017 pela banca FAUEL – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de 
Londrina, apresentou a seguinte alternativaem uma de suas questões: “Podem qualificar-se como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins 
lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 
2 (dois) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos legais.” 
Comentários: alternativa incorreta. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.790, de 1999, com a redação 
da Lei nº 13.019, de 2014, podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado 
sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no 
mínimo, 3 (três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos em lei. 
 
 
A qualificação como OSCIP, observado em qualquer caso o princípio da universalização dos serviços no 
respectivo âmbito de atuação da entidade, somente será conferida às pessoas jurídicas de direito privado, 
sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades: 
 
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==fb5a9==
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O concurso para Juiz Federal da 3ª Região, realizado em 2016 por banca própria, apresentou a 
seguinte assertiva em uma de suas questões: “Dentre os objetos sociais possíveis para a qualificação 
instituída pela Lei nº 9.790/1999 está o de realização de estudos e pesquisas para o 
desenvolvimento, a disponibilização e a implementação de tecnologias voltadas à mobilidade de 
pessoas, por qualquer meio de transporte.” 
Comentários: assertiva correta. Correta a assertiva, já que a Lei nº 13.019, de 2014, incluiu o inciso 
XIII no art. 3º da Lei nº 9.970, de 1999, para permitir como um dos objetivos sociais autorizadores 
de qualificação como OSCIP a realização de estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a 
disponibilização e a implementação de tecnologias voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer 
meio de transporte. 
 
 
A dedicação às atividades acima indicadas qualificáveis como OSCIP se configura mediante: 
 
 
 
Por outro lado, NÃO podem se qualificar como OSCIP, ainda que se dediquem às atividades constantes no 
diagrama anterior: 
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O concurso para Juiz Federal da 3ª Região, realizado em 2016 por banca própria, apresentou a 
seguinte assertiva em uma de suas questões: “Não são passíveis de qualificação como Organizações 
da Sociedade Civil de Interesse Público, as sociedades comerciais, os sindicatos, as associações de 
classe ou de representação de categoria profissional, nem as instituições religiosas ou voltadas para 
a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais.” 
Comentários: assertiva correta. De acordo com art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999: NÃO são passíveis 
de qualificação como OSCIP: I - as sociedades comerciais; II - os sindicatos, as associações de classe 
ou de representação de categoria profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas para a 
disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais; IV - as organizações 
partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; V - as entidades de benefício mútuo destinadas 
a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios; VI - as entidades e 
empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; VII - as instituições hospitalares 
privadas não gratuitas e suas mantenedoras; VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal 
não gratuito e suas mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as cooperativas; XI - as fundações 
públicas; XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão 
público ou por fundações públicas; XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de 
vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 
 
 
 
O concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Paraná, aplicado pela banca CESPE em 2017, 
apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “Cumpridos os requisitos legais, caso 
uma OS requeira a qualificação como OSCIP, o poder público deverá outorgar-lhe o referido título, 
pois se trata de decisão vinculada do ministro da Justiça.” 
Comentários: alternativa incorreta. Incorreta a alternativa porque, de acordo com o inciso IX do art. 
2º da Lei nº 9.790, de 1999, as Organizações Sociais – OS não são passíveis de qualificação como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP 
 
 
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O concurso para Advogado do Instituto de Previdência de São José dos Pinhas no Paraná, realizado 
em 2017 pela banca FAUEL – Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de 
Londrina, apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “As organizações sociais, 
desde que preenchidos os requisitos legais, podem receber a qualificação de Organização da 
Sociedade Civil de Interesse Público.” 
Comentários: alternativa incorreta. De acordo com o inciso IX do art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999, as 
Organizações Sociais – OS não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil 
de Interesse Público – OSCIP. 
 
 
Estabelece ainda a Lei Federal nº 9.790, de 1999, para qualificação como OSCIP, a necessidade de constar no 
Estatuto as seguintes disposições: 
 
AS PESSOAS JURÍDICAS INTERESSADAS EM SE QUALIFICAR COMO OSCIP DEVEM SER REGIDAS POR ESTATUTOS QUE 
EXPRESSAMENTE DISPONHAM SOBRE: 
observância dos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da 
eficiência 
adoção de práticas de gestão administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma 
individual ou coletiva, de benefícios ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no 
respectivo processo decisório 
constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os 
relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo 
pareceres para os organismos superiores da entidade 
previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo patrimônio líquido seja transferido a 
outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social da 
extinta 
previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a qualificação como OSCIP, o respectivo acervo 
patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos durante o período em que perdurou aquela 
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qualificação, seja transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP, preferencialmente que 
tenha o mesmo objeto social 
possibilidade de se instituir remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na 
gestão executiva e para aqueles que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, 
os valores praticados pelo mercado, na região correspondente a suaárea de atuação 
normas de 
prestação de 
contas a serem 
observadas pela 
entidade, que 
determinem, no 
mínimo: 
observância dos princípios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasileiras 
de Contabilidade 
que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exercício 
fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, 
incluindo-se as certidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-
os à disposição para exame de qualquer cidadão 
realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o 
caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme 
previsto em regulamento 
prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas 
OSCIP conforme determina o parágrafo único do art. 70 da Constituição Federal. 
Atenção: os servidores públicos podem participar da composição de conselho ou da diretoria de OSCIP, 
bem como ser remunerados por isso. 
 
 
O concurso para Promotor de Justiça do Estado de Santa Catarina, realizado em 2016 por banca 
própria, apresentou a seguinte assertiva: “De acordo com a Lei n. 9.790/99 (Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público), que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito 
privado, sem fins lucrativos, como OSCIP, exige-se, para tanto, que sejam regidas por estatutos cujas 
normas expressamente disponham sobre a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, 
dotado de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e 
sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da 
entidade, sendo vedada a participação de servidores públicos na composição desse conselho.” 
Comentários: assertiva incorreta. A assertiva está incorreta apenas por sua parte final. O parágrafo 
único do art. 4º da Lei nº 9.790, de 1999, já permitia a participação de servidores públicos na 
composição de conselho de OSCIP, mas vedava a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer 
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título. Mas a Lei nº 13.019, de 2014, alterou o aludido dispositivo, continuando a permitir a 
participação de servidor público, só que agora excluindo a vedação de remuneração ou subsídio. Ou 
seja, atualmente, o servidor tanto pode participar da composição de conselho de OSCIP quanto ser 
remunerado por isso. A parte inicial da assertiva está correta e em linha com o art. 4º, incido III, da 
Lei nº 9.790, de 1999, que prevê que o estatuto da OSCIP deve dispor sobre a constituição de 
conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de 
desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres 
para os organismos superiores da entidade. 
 
 
Além disso, presentes os requisitos para habilitação como OSCIP, a entidade interessada deve formular 
requerimento escrito ao Ministério da Justiça, instruído com os seguintes documentos em cópia autenticada: 
 
 
#ficadica 
O Ministério da Justiça possui prazo de 30 dias, a partir do recebimento do requerimento, 
para deferir ou indeferir o pedido. 
 
Atenção 1:sendo DEFERIDO o pedido, o Ministério da Justiça deve emitir, no prazo de 15 dias 
da decisão, certificado de qualificação da requerente como OSCIP. 
 
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Atenção 2:sendo INDEFERIDO o pedido, por descumprimento de algum dos dispositivos legais, o 
Ministério da Justiça deve dar ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial. 
 
4.1. TERMO DE PARCERIA 
 
Termo de Parceria: é o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas 
como OSCIP destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a execução 
das atividades de interesse público previstas em lei. 
 
Fixe que deve preceder à celebração do Termo de Parceria consultas aos Conselhos de Políticas Públicas das 
áreas correspondentes de atuação existentes, nos respectivos níveis de governo. 
Superadas as consultas, o Termo de Parceria deve ser firmado de comum acordo entre o Poder Público e a 
OSCIP, discriminando direitos, responsabilidades e obrigações das partes signatárias. 
A Lei nº 9.790, de 1999, fixa as seguintes cláusulas essenciais para o Termo de Parceria: 
 
CLÁUSULAS ESSENCIAIS PARA O TERMO DE PARCERIA: 
do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela OSCIP 
de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou 
cronograma 
de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante 
indicadores de resultado 
de previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item 
as categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de 
pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, 
empregados e consultores 
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que estabelece as obrigações da OSCIP, entre as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de 
cada exercício, relatório sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo 
específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos 
gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previsões de receitas e despesas 
de publicação, na imprensa oficial do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das 
atividades celebradas entre o órgão parceiro e a OSCIP, de extrato do Termo de Parceria e de 
demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido em 
regulamento, contendo os dados principais da documentação obrigatória de competência da OSCIP, sob 
pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria 
 
#ficadica 
A OSCIP deve publicar, no prazo máximo de 30 dias contados da assinatura do Termo de 
Parceria, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação 
de obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do 
Poder Público. 
 
Atenção: caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração do Termo de 
Parceria, este será gravado com cláusula de inalienabilidade. 
 
4.2. FISCALIZAÇÃO DO TERMO DE PARCERIA 
Compete ao órgão do Poder Público da área de atuação correspondente à área fomentada, em conjunto 
com os Conselhos de Políticas Públicas das áreas correspondentes de atuação existentes, em cada nível de 
governo, acompanhar a execução do Termo de Parceria com a OSCIP, realizando a análise dos resultados 
atingidos por meio de Comissão de Avaliação, composta de comum acordo entre o órgão parceiro e a OSCIP. 
Realizada a avaliação, a Comissão deve encaminhar à autoridade competente relatório conclusivo sobre a 
execução do Termo de Parceria. 
Ademais, cabe dizer que o Termo de Parceria também está sujeito ao controle social, nos termos da 
legislação. 
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Nessa linha, o Ministério da Justiça deve permitir, mediante requerimento dos interessados, livre acesso 
público a todas as informações pertinentes às OSCIP. 
Frise-se que a prestação de contas relativa à execução do Termo de Parceria deve demonstrara correta 
aplicação dos recursos públicos recebidos e o adimplemento do objeto do Termo de Parceria, mediante a 
apresentação dos seguintes documentos: 
 
DOCUMENTOS A SEREM APRESENTADOS PELA OSCIP NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DA EXECUÇÃO DO TERMO DE PARCERIA: 
relatório anual de execução de atividades, contendo especificamente relatório sobre a execução do 
objeto do Termo de Parceria, bem como comparativo entre as metas propostas e os resultados 
alcançados 
demonstrativo integral da receita e despesa realizada na execução 
extrato da execução física e financeira 
demonstração de resultados do exercício 
balanço patrimonial 
demonstração das origens e das aplicações de recursos 
demonstração das mutações do patrimônio social 
notas explicativas das demonstrações contábeis, caso necessário 
parecer e relatório de auditoria, se for o caso 
 
#ficadica 
Os responsáveis pela fiscalização do Termo de Parceria, ao tomarem conhecimento de 
qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública 
pela OSCIP, devem dar imediata ciência ao Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério 
Público, sob pena de responsabilidade solidária. 
 
Atenção 1:havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os 
responsáveis pela fiscalização devem representar ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União 
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para que requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o 
sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter 
enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, incluindo a investigação, o exame e o 
bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos 
termos da lei e dos tratados internacionais. 
Atenção 2:até o término da ação processada nos termos do CPC, o Poder Público permanecerá como 
depositário e gestor dos bens e valores sequestrados ou indisponíveis, devendo velar pela continuidade 
das atividades sociais da organização parceira. 
 
4.3. DESQUALIFICAÇÃO DA OSCIP 
A perda da qualificação como OSCIP pode ocorrer a pedido ou mediante decisão proferida em processo 
administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual devem ser assegurados 
ampla defesa e o devido contraditório. 
Enfatize-se que é vedada às entidades qualificadas como OSCIP participar em campanhas de interesse 
político-partidário ou eleitorais, sob quaisquer meios ou formas, sendo o seu descumprimento motivo para 
a desqualificação. 
 
#ficadica 
Vedado o anonimato, qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, 
é parte legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação 
como OSCIP, desde que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude. 
 
4.4. JURISPRUDÊNCIA ACERCA DA OSCIP 
 
Consolido aqui as principais jurisprudências sobre as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - 
OSCIP. 
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TERMOS DE PARCERIA ENTRE MUNICÍPIO E OSCIP PARA IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS 
FEDERAIS EM AÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA.AUSÊNCIA DE DOLO OU CULPA ENSEJADORA DE 
ATO ÍMPROBO. AGRAVOS REGIMENTAIS DO MPF E DO MP/PR DESPROVIDOS. (...) 2. Cinge-
se a controvérsia em saber se resulta em ato de improbidade administrativa a conduta do 
ex-Prefeito do Município de Palotina/PR ao firmar termos de parceria e convênios entre o Município 
e o IBIDEC, qualificado como OSCIP, para implementação de programas federais em saúde pública. (...) 
4. O excelso Supremo Tribunal Federal, em recente decisum na ADI1.923/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, julgada 
em 16.4.2015, entendeu pela parcial procedência do pedido para conferir interpretação conforme à 
Constituição Federal à Lei 9.637/98 (Lei das Organizações Sociais) eà Lei 8.666/93, para que a seleção de 
pessoal pelas Organizações Sociais seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com 
observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado 
por cada entidade.5. In casu, não se verifica tenha o Prefeito pretendido agir em mascaramento da 
relação de emprego a partir de uma suposta terceirização ilícita da saúde pública.6. Efetivamente, não 
se mostrou vedado ao administrador público municipal firmar convênios com OSCIP na área de saúde 
pública, pelos seguintes motivos: (a) a própria Constituição Federal afirma que as instituições privadas 
poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, o que significa um claro nihil 
obstat ao ingresso de entidades do Terceiro Setor no âmbito das ações em saúdepública como área-fim; 
(b) partiu-se da premissa de que o Estado não é capaz de cumprir sua missão constitucional e precisa 
convocar os cidadãos ao auxílio na prestação dos serviços sociais; (c) a utilização das formas jurídicas 
de participação de Organizações Sociais, surgidas em cenário nacional na década de 1990, poderia ser 
vista como o modelo ideal de colaboração do particular com o Estado, numa perspectiva moderna de 
eficiência dos serviços públicos; e (d)é admissível a compreensão do Prefeito segundo a qual, para 
aexecução dos programas federais, haveria a necessidade de contratação de agentes específicos e 
possivelmente temporários,sobretudo considerando a especificidade do profissional em Saúde 
daFamília.7. Referida análise está sujeita a aspectos que estão sob odiscrímen do administrador 
público, dentro de um ambiente político-democrático para a concepção de ideal intervenção do Estado 
nos domínios sociais. Na hipótese, entendeu o então Prefeito de Palotina/PR que, para o alcance dos 
objetivos sociais, a execução mais eficiente se daria por uma entidade parceira, pois, em sua esfera de 
atuação como Chefe do Executivo local, as disponibilidades municipais não seriam suficientes para, em 
determinado momento, prestar a política pública advinda de programas federais em saúde.8. Ausente ato 
doloso ou em culpa grave causador de prejuízo ao Erário na realização de convênio entre Município e 
OSCIP, não há falar em ato de improbidade administrativa, até porque os serviços em saúde pública foram 
efetivamente prestados aos munícipes. (AgRg no AREsp 567988/PR, Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, 
05/05/2016) 
A organização da sociedade civil de interesse público - OSCIP, mesmo ligada ao Programa 
Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado - PNMPO, não pode ser classificada ou 
equiparada à instituição financeira, carecendo, portanto, de legitimidade ativa para 
requerer busca e apreensão de bens com fulcro no Decreto-Lei n. 911/1969. (Informativo 
600: REsp1311071-SC, Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, 21/03/2017) 
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PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DANO QUALIFICADO. ART. 163, 
PARÁGRAFO ÚNICO, INCISO III, DO CP. BEM DE PROPRIEDADE DE ORGANIZAÇÃO DA 
SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO - OSCIP. ANALOGIA IN MALAN PARTEM. AÇÃO 
PENAL PRIVADA. ILEGITIMIDADE ATIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. EXTINÇÃO DA 
PUNIBILIDADE. ART. 107, VI, DO CP. RESTABELECIMENTO DA R. SENTENÇA. Não é possível qualificar o dano 
cometido a bem privado - de propriedade da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, OSCIP 
- ainda que por afetação deste a uma atividade pública, sob pena de ocorrência de analogia in malan 
partem.Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 1716871/SP, Ministro Felix Fischer, 15/03/2018) 
Ao firmar termo de parceria com Oscip que em avença anterior deixou de 
obedecer normas técnicas na execução de projeto semelhante e de mesma 
natureza, apresentando erros graves na prestação dos serviços, o gestor assume 
o risco de insucesso e de prejuízo ao erário, respondendo solidariamente pelo 
dano. (Boletim de Jurisprudência 143/2016: Acórdão 9912/2016, Ministro substituto Marcos Bemquerer) 
É necessário verificar, previamente à celebração de termos de parceria custeados 
com recursos do Fundo Nacional de Saúde, se a entidade destinatária dos 
recursos apresenta condições técnicas, operacionais e institucionais para 
executar a contento o objeto pretendido. (Boletim de Jurisprudência 90/2015: 
Acórdão 1655/2015, Ministro Benjamin Zymler) 
É vedado à entidade convenente transferir a execução do convênio para 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), mediante termo de 
parceria. (Boletim de Jurisprudência 76/2015: Acórdão 1850/2015, Ministro 
Walton Alencar Rodrigues) 
A celebração de termo de parceria para execução de serviços de atividades meio, 
passíveis de serem licitados e prestados por meio de contrato administrativo, não 
se coaduna com as finalidades previstas nos arts.3º e9º da Lei 9.790/99 e 
configura fuga à licitação. A lei estabelece como objetivo dos termos de parceria 
celebrados com Oscips a prestação de serviços públicos à sociedade, ou seja, a prestação de atividades 
finalísticas do Estado à população. (Boletim de Jurisprudência 70/2015: Acórdão 246/2015, Ministro 
substituto Augusto Sherman) 
É vedado às entidades qualificadas como Organização da Sociedade Civil de 
Interesse Público (Oscip), atuando nessa condição, participar de processos 
licitatórios promovidos pela Administração Pública Federal.(Boletim de 
Jurisprudência 30/2014: Acórdão 746/2014, Ministro Marcos Bemquerer) 
 
 
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5. ENTIDADES DE APOIO 
 
De acordo com a professora Maria Sylvia7, são entidades de apoio: 
 
as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por servidores públicos, 
porém em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para a prestação, 
em caráter privado de serviços sociais não exclusivos do Estado, mantendo vínculo jurídico com 
entidades da Administração Direta ou Indireta, em regra por meio de convênio. 
 
 
O concurso para Auditor do Tribunal de Contas do Estado da Bahia, realizado em 2018 pela banca 
CESPE, apresentou a seguinte questão: Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, 
instituídas por servidores públicos, em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou 
cooperativa, para a prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado e que 
mantêm vínculo jurídico com entidades da administração direta ou indireta, em regra por meio de 
convênio, denominam-se 
a) entidades de apoio. 
b) serviços sociais autônomos. 
c) organizações sociais. 
d) autarquias em regime especial. 
e) organizações da sociedade civil de interesse público 
Resposta: alternativa “a”. A questão apresenta a literalidade da definição de Entidades de Apoio de 
autoria da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, constante em seu livro Direito Administrativo 
(página 636, 30ª edição). Lembre-se que: b) serviços sociais autônomos são pessoas jurídicas de 
direito privado, não integrantes da Administração Pública indireta, criadas ou autorizadas por lei 
 
 
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para realizarem atividade de interesse público não exclusivo do Estado, sem fins lucrativos; c) 
organização social: é uma qualificação, um título, concedido pelo Poder Executivo, em ato 
discricionário(STF ADI 1923: ato discricionário não é ato arbitrário), a uma entidade do terceiro setor 
cujo objeto de atuação é em determinadas áreas específicas de interesse do Ente Político, que não 
sejam de execução exclusiva do Estado, mas em geral serviço público social de titularidade do Estado 
(Lei nº 9.637, de 1998); d) autarquias de “regime especial” são espécies do gênero autarquias que 
apresentam no plano legal algumas características peculiares que as distinguem do “regime 
comum”; e) organização da sociedade civil de interesse público: também é uma qualificação, um 
título, outorgado em ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, de 
1999. 
 
Perceba, portanto, que a entidade de apoio é instituída por servidores públicos, em nome próprio, e por seus 
próprios recursos na modalidade de pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, do tipo fundação, 
associação ou cooperativa, cujo objeto finalístico é o mesmo da entidade a ser apoiada. 
Nessa linha, as entidades de apoio realizam atividade privada, não sujeitas ao regime público, mas em 
colaboração ao ente público, por meio de convênio, sendo comum sua criação em hospitais públicos, 
instituições de educação e de pesquisa científica e tecnológica. 
 
#ficadica 
Convênio é uma forma de ajuste entre o poder público e entidades públicas 
ou privadas para a realização de objetivos de interesse comum, mediante 
mútua colaboração. Portanto, convênio é um acordo e não um contrato, já 
que os interesses dos convenentes são convergentes e não contrapostos. 
 
Atenção 1:a celebração de convênio não depende de licitação, tanto que a própria Lei nº 8.666, de 1993, 
afirma em seu art. 116 que as suas disposições se aplicam apenas no que couber aos convênios, acordos, 
ajustes ou outros instrumentos congêneres celebrados por órgãos e entidades da Administração. Contudo, 
a celebração de convênio, acordo ou ajuste pelos órgãos ou entidades da Administração Pública depende 
de prévia aprovação de competente plano de trabalho proposto pela organização interessada, o qual 
deverá conter, no mínimo, as seguintes informações: 
 
a) identificação do objeto a ser executado; 
b) metas a serem atingidas; 
c) etapas ou fases de execução; 
d) plano de aplicação dos recursos financeiros; 
e) cronograma de desembolso; 
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f) previsão de início e fim da execução do objeto, bem assim da conclusão das etapas ou fases 
programadas; 
g) se o ajuste compreender obra ou serviço de engenharia, comprovação de que os recursos próprios para 
complementar a execução do objeto estão devidamente assegurados, salvo se o custo total do 
empreendimento recair sobre a entidade ou órgão descentralizador. 
 
Atenção 2: assinado o convênio, a entidade ou órgão repassador dará ciência dele à Assembleia Legislativa 
ou à Câmara Municipal respectiva. 
 
É comum nos convênios entre o ente público e a entidade de apoio a previsão de que a pessoa jurídica de 
direito privado, sem fins lucrativos, instituída para apoiar o ente público se utilize de bens públicos móveis 
(mobiliário, computador, equipamentos de laboratórios, ...) ou imóveis (sala, andar ou um prédio público 
como sede da entidade de apoio). 
Nessa linha, a professora Maria Sylvia levanta dúvida sobre a legalidade da forma de atuação de muitas das 
Entidades de Apoio, pelo fato de se utilizarem livremente do patrimônio público e de servidores públicos, 
sem observância do regime jurídico imposto à Administração Pública. E arremata: 
 
Em suma, o serviço é prestado por servidores públicos, na própria sede da entidade pública, com 
equipamentos pertencentes ao patrimônio desta última; só que quem arrecada toda a receita e 
a administra é a entidade deapoio. E o faz sob as regras de entidades privadas, sem a observância 
das exigências de licitação (nem mesmo os princípios da licitação) e sem a realização de qualquer 
tipo de processo seletivo para a contratação de empregados. Essa é a vantagem dessas 
entidades: elas são a roupagem com que se reveste a entidade pública para escapar às normas 
do regime jurídico de direito público. 
 
Uma das espécies do gênero entidade de apoio é a fundação de apoio, definida no ordenamento jurídico na 
Lei nº 10.973, de 2004, com a redação dada pela Lei nº 13.242, de 2016. 
 
Fundação de apoio:é fundação criada com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e 
extensão, projetos de desenvolvimento institucional, científico, tecnológico e projetos de estímulo à 
inovação de interesse das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação - ICTs, registrada e credenciada 
no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, nos termos da Lei no 8.958, de 
1994, e das demais legislações pertinentes nas esferas estadual, distrital e municipal. 
 
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As fundações de apoio devem ser constituídas como fundações de direito privado, sem fins lucrativos, nos 
termos do Código Civil, com estatutos cujas normas expressamente disponham sobre a observância dos 
princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e eficiência, e sujeitas, em 
especial: 
 
A Lei nº 8.958, de 1994, citada na definição de fundação de apoio, dispõe sobre a relação das Instituições 
Federais de Ensino Superior – IFES e das Instituições Científicas e Tecnológicas – ICT com as fundações de 
apoio. 
Nesta lei, há a autorização expressa de que as IFESs e as ICTs celebrem convênio e contratos, com dispensa 
de licitação, por prazo determinado com as fundações instituídas com a finalidade de apoiar: 
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Frise-se que a dispensa de licitação só se aplica aos contratos, isto porque convênio já não exige processo 
licitatório. 
Ademais a fundamentação para essa dispensa de licitação para celebração de contrato com as fundações de 
apoio está no inciso XIII do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993: 
 
Art. 24. É dispensável a licitação: (...) 
XIII - na contratação de instituição brasileira incumbida regimental ou estatutariamente da 
pesquisa, do ensino ou do desenvolvimento institucional, ou de instituição dedicada à 
recuperação social do preso, desde que a contratada detenha inquestionável reputação ético-
profissional e não tenha fins lucrativos; 
 
 
 
 
#ficadica 
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Veda-se a subcontratação total do objeto dos ajustes realizados pelas IFES e demais ICTs com 
as fundações de apoio, bem como a subcontratação parcial que delegue a terceiros a 
execução do núcleo do objeto contratado. 
 
Importante ressaltar que a atuação das fundações de apoio em projetos de desenvolvimento institucional 
para melhoria de infraestrutura deve se limitar às obras laboratoriais e à aquisição de materiais, 
equipamentos e outros insumos diretamente relacionados às atividades de inovação e pesquisa científica e 
tecnológica. 
 
Desenvolvimento institucional: é os programas, projetos, atividades e operações especiais, inclusive de 
natureza infraestrutural, material e laboratorial, que levem à melhoria mensurável das condições das IFES e 
demais ICTs, para cumprimento eficiente e eficaz de sua missão, conforme descrita no plano de 
desenvolvimento institucional, vedada, em qualquer caso, a contratação de objetos genéricos, desvinculados 
de projetos específicos. 
 
Veda-se o enquadramento no conceito de desenvolvimento institucional, quando financiadas com recursos 
repassados pelas IFES e demais ICTs às fundações de apoio, de atividades como: 
 
 manutenção predial ou infraestrutural; 
 conservação; 
 limpeza; 
 vigilância; 
 reparos; 
 copeiragem; 
 recepção; 
 secretariado; 
 serviços administrativos na área de informática, gráficos, reprográficos e de telefonia; 
 demais atividades administrativas de rotina, bem como as respectivas expansões vegetativas, 
inclusive por meio do aumento no número total de pessoal; e 
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 tarefas que não estejam objetivamente definidas no Plano de Desenvolvimento Institucional da 
instituição apoiada. 
 
Ademais, cumpre dizer que a fundações de apoio não podem: 
 
AS FUNDAÇÕES DE APOIO NÃO PODEM: 
contratar cônjuge, companheiro ou 
parente, em linha reta ou colateral, por 
consanguinidade ou afinidade, até o 3º 
grau, de: 
servidor das IFES e demais ICTs que atue na direção das 
respectivas fundações 
ocupantes de cargos de direção superior das IFES e demais 
ICTs por elas apoiadas 
contratar, sem licitação, pessoa jurídica que 
tenha como proprietário, sócio ou cotista: 
seu dirigente 
servidor das IFES e demais ICTs 
cônjuge, companheiro ou parente em linha reta ou colateral, 
por consanguinidade ou afinidade, até o 3º grau de seu 
dirigente ou de servidor das IFES e demais ICTs por elas 
apoiadas 
utilizar recursos em finalidade diversa da prevista nos projetos de ensino, pesquisa e extensão e de 
desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à inovação 
 
Importante ressaltar que as fundações de apoio devem adotar regulamento específico de aquisições e 
contratações de obras e serviços, a ser editado por meio de ato do Poder Executivo de cada nível de governo, 
para execução de convênios, contratos, acordos e demais ajustes que envolvam recursos provenientes do 
poder público. 
Além disso, desde que a IFES ou a ICT anua expressamente, a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, 
como secretaria executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT, o 
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq, as agências financeiras oficiais de 
fomento e empresas públicas ou sociedades de economia mista, suas subsidiárias ou controladas, podem 
celebrar convênios e contratos, com dispensa de licitação, por prazo determinado, com as fundações de 
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apoio, com finalidade de dar apoio às IFES e às demais ICTs, inclusive na gestão administrativa e financeira 
dos projetos. 
No que tange à execução e convênios, contratos, acordos e demais ajustes na forma desta Lei, as fundações 
de apoio devem: 
 
 
#ficadica 
As IFES e demais ICTs contratantes podem autorizar, de acordo com as normas aprovadas 
pelo órgão de direção superior competente e limites e condições previstos em regulamento, 
a participação de seus servidores nas atividades realizadas pelas fundações de apoio, sem 
prejuízo de suas atribuições funcionais. 
Atenção 1:a participação de servidores da IFES e das ICTs nas atividades das fundações de 
apoio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, podendo as fundações contratadas, para sua 
execução, conceder bolsas de ensino, de pesquisa e de extensão, de acordo com os parâmetros a serem 
fixados em regulamento 
Atenção 2:é vedada aos servidores públicos federais a participação nas atividades da fundação de apoio 
durante a jornada de trabalho a que estão sujeitos, excetuada a colaboração esporádica,remunerada ou 
não, em assuntos de sua especialidade, de acordo com as normas estabelecidas em regulamento. 
Por fim, cabe dizer que devem ser divulgadas na íntegra na página da internet da fundação de apoio: 
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AS FUNDAÇÕES DE APOIO DEVEM DIVULGAR EM SUAS PÁGINAS NA INTERNET: 
os instrumentos contratuais firmados e mantidos pela fundação de apoio com as IFES e demais ICTs, bem 
como com a FINEP, o CNPq e as Agências Financeiras Oficiais de Fomento 
os relatórios semestrais de execução dos contratos, indicando os valores executados, as atividades, as 
obras e os serviços realizados, discriminados por projeto, unidade acadêmica ou pesquisa beneficiária 
a relação dos pagamentos efetuados a servidores ou agentes públicos de qualquer natureza em 
decorrência dos contratos 
a relação dos pagamentos de qualquer natureza efetuados a pessoas físicas e jurídicas em decorrência dos 
contratos 
as prestações de contas dos instrumentos contratuais, firmados e mantidos pela fundação de apoio com 
as IFES e demais ICTs, bem como com a FINEP, o CNPq e as Agências Financeiras Oficiais de Fomento 
 
Antes de passarmos para a resolução de exercícios e, de modo que o tema do Terceiro Setor fique 
centralizado em uma única aula, transcrevo aqui a teoria acerca do Serviço Social Autônomo que abordamos 
na aula 1. 
 
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6. SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS 
 
Exemplos genuínos de entidades paraestatais são os serviços sociais autônomos que são pessoas jurídicas 
de direito privado, não integrantes da Administração Pública indireta, criadas ou autorizadas por lei para 
realizarem atividade de interesse público não exclusivo do Estado, sem fins lucrativos, e que por esse motivo 
são fomentadas, incentivadas e subvencionadas pela Administração Pública. 
Em que pese atividade de interesse coletivo, não é atribuição dos Serviços Sociais Autônomos a prestação 
de serviços públicos, mas sim de interesses de grupos sociais ou profissionais. 
Os exemplos clássicos de serviços sociais autônomos advêm do denominado “Sistema S”. 
O “Sistema S” define “o conjunto de organizações das entidades corporativas voltadas para o treinamento 
profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que além de terem seu nome 
iniciado com a letra S, têm raízes comuns e características organizacionais similares”8. 
Integram, entre outros, o denominado Sistema S: 
 
 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI: criado pelo Decreto-Lei nº 4.048, de 1942; 
 
 Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC: Decreto-Lei nº 8.621, de 1.946, que atribui à 
Confederação Nacional do Comércio o encargo de criar, organizar e administrar o SENAC; 
 
 Serviço Social da Indústria – SESI: Decreto-Lei nº 9.403, de 1.946, que atribui à Confederação Nacional 
do Comércio o encargo de criar, organizar e dirigir o SESI; 
 
 Serviço Social do Comércio – SESC: Decreto-Lei nº 9.853, de 1.946, que atribui à Confederação 
Nacional do Comércio o encargo de criar e organizar o SESC; 
 Serviço Social do Transporte – SEST: Lei nº 8.706, de 1993, que atribuiu à Confederação Nacional do 
Transporte – CTN o encargo de criar, organizar e administrar o SEST; 
 
 Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT: Lei nº 8.706, de 1993, que atribuiu à 
Confederação Nacional do Transporte – CTN o encargo de criar, organizar e administrar o SENAT; 
 
 Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR: criado pela Lei nº 8.315, de 1991, em atendimento 
ao art. 62 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT; 
 
 
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 Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE: a Lei nº 8.029, de 1990, em seu 
art. 8º, autorizou o Poder Executivo a desvincular da Administração Pública Federal o Centro 
Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa - CEBRAE, mediante sua transformação em serviço 
social autônomo. Nessa linha, o Decreto nº 99.570, de 1990, o fez passando o novo serviço social 
autônomo a denominar-se Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE; e 
 
 Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – SESCOOP: a MP nº 2.168, de 2001, autorizou 
a criação do SESCOOP. 
 
Cabe dizer também que essas entidades privadas de serviço social fazem jus à contribuição compulsória 
dos empregadores sobre a folha de salários, conforme previsto no art. 149 e 240 da CRFB, o que caracteriza 
caso de parafiscalidade: 
 
Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no 
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como 
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, 
I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o 
dispositivo. 
Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições compulsórias dos 
empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades privadas de serviço social e 
de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. 
 
 
 
 
#ficadica 
Em que pese ainda haver um debate em curso quanto à constitucionalidade 
da Lei nº 13.467, de 2017, que tratou da Reforma Trabalhista, fato é que ao 
tornar a contribuição sindical facultativa, ou, em outras palavras, 
condicionada à expressa autorização prévia do empregado, esta lei alterou 
a regra matriz de incidência do aludido tributo, retirando um elemento essencial de sua definição, prevista 
no art. 3º do CTN, que é a compulsoriedade. Portanto, a partir da aludida lei, deixou de estar instituída a 
contribuição sindical tributária pela União. O que há agora é uma contribuição facultativa. 
 
É importante ressaltar também que serviço social autônomo pode existir independentemente de estar ligado 
à Confederações ou Federações Sindicais de qualquer espécie. 
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O que importa é que essas entidades tenham natureza de direito privado, sejam criadas ou autorizadas por 
lei, mesmo sem integrar a Administração Pública Indireta, para realizarem atividades de interesse público, 
sem fins lucrativos. 
São exemplos de Serviços Sociais Autônomos não vinculados à Confederações ou Federações Sindicais: 
 
a) Associação das Pioneiras Sociais: a Lei nº 8.246, de 1991, autorizou o Poder Executivo à instituir Serviço 
Social Autônomo da Associação das Pioneiras Sociais, pessoa jurídica de direito privado sem fins 
lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, com o objetivo de prestar assistência médica 
qualificada e gratuita a todos os níveis da população e de desenvolver atividades educacionais e de 
pesquisa no campo da saúde, em cooperação com o Poder Público; 
 
b) APEX-BRASIL: a Lei nº 10.668, de 2003, cujo artigo 1º previu estar o Poder Executivo autorizado a instituir 
o Serviço Social Autônomo Agência de Promoção de Exportações do Brasil – Apex-Brasil, na forma de 
pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, com o 
objetivo de promover a execução de políticas de promoção de exportações, em cooperação com o Poder 
Público, especialmente as que favoreçam as empresas de pequeno porte e a geração de empregos; e 
 
c) ABDI: a Lei nº 11.080, de 2004, autorizou o Poder a instituir Serviço SocialAutônomo, pessoa jurídica de 
direito privado sem fins lucrativos, de interesse coletivo e de utilidade pública, denominada Agência 
Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, com a finalidade de promover a execução de políticas 
de desenvolvimento industrial, especialmente as que contribuam para a geração de empregos, em 
consonância com as políticas de comércio exterior e de ciência e tecnologia. 
 
Ressalte-se, também, que os Serviços Sociais Autônomos têm sido criados por todos os Entes da Federação 
e não só a União. 
Por fim, vejamos algumas características adicionais acerca dos Serviços Sociais Autônomos: 
 
CARACTERÍSTICAS DOS SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS: 
Não se sujeitam à Licitação, devendo, contudo, contemplar os princípios gerais em seus regulamentos 
próprios 
Não se submetem a concurso público para admissão de pessoal 
Eventual excedente de receitas frente à despesa caracteriza superávit e não lucro, devendo ser aplicado 
em suas finalidades essenciais 
Sujeitam-se ao controle do Tribunal de Contas 
Não fazem jus aos privilégios processuais da Fazenda Pública 
Não estão sujeitos à Justiça Federal 
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Vejamos algumas jurisprudências acerca do Serviço Social Autônomo: 
Os serviços sociais autônomos integrantes do denominado Sistema "S", vinculados a 
entidades patronais de grau superior e patrocinados basicamente por recursos recolhidos do 
próprio setor produtivo beneficiado, ostentam natureza de pessoa jurídica de direito privado 
e não integram a administração pública, embora colaborem com ela na execução de 
atividades de relevante significado social. Tanto a CF de 1988, como a correspondente legislação de 
regência(como a Lei 8.706/1993, que criou o Serviço Social do Trabalho – SEST) asseguram autonomia 
administrativa a essas entidades, sujeitas, formalmente, apenas ao controle finalístico, pelo tribunal de 
contas, da aplicação dos recursos recebidos. Presentes essas características, não estão submetidas à 
exigência de concurso público para a contratação de pessoal, nos moldes do art. 37, II, da CF. Precedente: 
ADI 1.864, rel. min. Joaquim Barbosa, DJE de 2-5-2008. [RE 789.874, rel. min. Teori Zavascki, j. 17-9-2014, 
P, DJE de 19-11-2014, Tema 569.] 
A questão suscitada neste recurso versa sobre a forma da execução das decisões que 
condenam a Paranaprevidência, pessoa jurídica de direito privado e prestadora de serviço 
social autônomo em cooperação governamental, a pagar quantia em dinheiro. Discute-se qual 
rito deve ser observado: se o rito do art. 475-J ou o rito do art. 730, ambos do CPC, à luz do 
art. 100 da CF. Esta Corte possui jurisprudência firmada no sentido de que as entidades paraestatais que 
possuem personalidade de pessoa jurídica de direito privado não fazem jus aos privilégios processuais 
concedidos à Fazenda Pública. [AI 841.548 RG, rel. min. Cezar Peluso, j. 9-6-2011, P, DJE de 31-8-2011, Tema 
411.] Vide AI 349.477 AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 11-2-2003, 2ª T, DJ de 28-2-2003 
Conflito negativo de atribuições. MPF e Ministério Público estadual. Suposta irregularidade na 
aplicação de recursos por ente sindical e serviço social autônomo. (...) O Senai, a exemplo do 
Sesi, está sujeito à jurisdição da Justiça estadual, nos termos da Súmula 516/STF. (...) Seja em 
razão da pessoa, seja em razão da natureza dos recursos objeto dos autos, não se tem por 
justificada a atuação do MPF, posto que não se vislumbra na hipótese a incidência do art. 109 da CF. [ACO 
1.953 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 18-12-2013, P, DJE de 19-2-2014.] 
Os serviços sociais autônomos do denominado Sistema "S", embora compreendidos na 
expressão de entidade paraestatal, são pessoas jurídicas de direito privado, definidos como 
entes de colaboração, mas não integrantes da administração pública. Quando o produto das 
contribuições ingressa nos cofres dos serviços sociais autônomos perde o caráter de recurso 
público. [ACO 1.953 AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, j. 18-12-2013, P, DJE de 19-2-2014.] 
ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO POPULAR. ALIENAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A 
PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO DO SISTEMA 'S'. SERVIÇOS SOCIAIS AUTÔNOMOS. 
SESC E SENAC. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DA HIPÓTESE DO ART. 17, INCISO I, 'e', DA 
LEI N. 8.666/1993 (LICITAÇÃO DISPENSADA). (...) 4. Os serviços sociais autônomos não 
integram a Administração Pública indireta; são pessoas jurídicas de direito privado que cooperam com o 
Estado, mas que com este não se confundem. Nessa linha, não podem se beneficiar da exceção à regra 
de licitação prevista na alínea 'e' do inciso I do art. 17 da Lei n. 8.666/1993 (licitação dispensada); ao 
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contrário, enquadram-se no comando contido no caput do art. 17, que, expressamente, exige a licitação, 
na modalidade concorrência, para a venda de imóveis da Administração Pública às entidades 
paraestatais. (REsp 1241460, Ministro Benedito Gonçalves, 08/10/2013) 
Salvo na aquisição de bens e serviços de pequeno valor, nos termos definidos em 
seus regulamentos, os serviços sociais autônomos deverão exigir comprovação 
de regularidade com a seguridade social tanto nas contratações decorrentes de 
licitação quanto nas contratações diretas, realizadas mediante dispensa ou 
inexigibilidade de licitação. (Relatora Ana Arraes, Acórdão 2743/2017) 
Os Serviços Sociais Autônomos não se sujeitam à estrita observância da Lei 
8.666/1993, mas sim aos seus regulamentos próprios devidamente publicados, 
os quais devem se pautar pelos princípios gerais do processo licitatório e seguir 
os postulados gerais relativos à Administração Pública, em especial os da 
legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da isonomia e da publicidade.(Relator Marcos Bemquerer, 
Acórdão 2198/2015) 
Os serviços sociais autônomos se sujeitam ao controle do TCU, uma vez que 
administram recursos públicos de natureza tributária, advindos de contribuições 
parafiscais e destinadas ao atendimento de fins de interesse público. (Relator 
Marcos Bemquerer, Acórdão 2079/2015). 
A penalidade de inabilitação para o exercício de cargo em comissão e função 
comissionada no âmbito da Administração Pública Federal (art. 60 da Lei 
8.443/1992) não alcança os cargos e funções no âmbito dos serviços sociais 
autônomos, uma vez que estes não integram a Administração Pública direta ou 
indireta.(Relator Augusto Sherman, Acórdão 2325/2014, 03/09/2014) 
As associações sindicais de grau superior, quando arrecadam ou administram 
recursos próprios de natureza privada, não estão obrigadas a prestar contas 
desses recursos, embora estejam sujeitas à jurisdição do TCU no atinente a 
eventuais desvios de recursos públicos que aufiram e administrem. Apenas o 
serviço social autônomo ao qual se vinculam está obrigado a prestar contas anuais. (Relator André de 
Carvalho, Acórdão 1620/2008, 13/08/2008) 
Os Serviços Sociais Autônomos somente podem ser contratados por dispensa de 
licitação com base no art. 24, inciso XXIV, da Lei 8.666/1993, caso atendam 
sobretudo aos requisitos contidos nos arts. 2º, 3º e 4º da Lei 9.637/1998 e 
venham a ser formalmente qualificados, por ato do Poder Executivo, como 
organizações sociais nos termos do art. 1º da mesma lei e, ainda, caso o objeto da contratação seja 
relacionado às atividades incluídas em contrato de gestão celebrado com a esfera de governo à qual 
pertence o órgão ou entidade contratante. (Relator Augusto Sherman, Acórdão 421/2004, 14/04/2004) 
 
 
 
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Oconcurso para Defensor Púbico de Alagoas, aplicado pelo CESPE em 2017, apresentou a seguinte 
questão: Os serviços sociais autônomos: 
 
a) são beneficiados pelos privilégios processuais de dilação de prazo recursal. 
b) devem ser criados mediante autorização por lei. 
c) são alcançados pelos sistemas de precatórios. 
d) possuem personalidade jurídica de direito público. 
e) estão obrigados a realizar procedimento licitatórios. 
Resposta: alternativa “b”. Os serviços sociais autônomos são pessoas jurídicas de direito privado, 
não integrantes da Administração Pública indireta, criadas ou autorizadas por lei para realizarem 
atividade de interesse público, sem fins lucrativos, não exclusivo do Estado, e que por esse motivo 
são fomentadas, incentivadas e subvencionadas pela Administração Pública. Incorretas as 
alternativas “a” e “c” porque, como não integram a Administração Pública, não usufruem de 
privilégios processuais da Fazenda Pública nem respondem pelos débitos oriundos de decisão 
judicial transitada em julgado por meio de precatório (STF AI 841.548 RG) e sim devem atender aos 
mesmos institutos e procedimentos das pessoas jurídicas de direito privado. Incorreta a alternativa 
“d” porque, em que pese serem criadas ou autorizadas por lei, não integram a Administração 
Indireta e possuem personalidade jurídica de direito privado (STF ADI 1.864). Incorreta a alternativa 
“e” porque os Serviços Sociais Autônomos não se sujeitam à estrita observância da Lei 8.666/1993, 
mas sim aos seus regulamentos próprios devidamente publicados, os quais devem se pautar pelos 
princípios gerais do processo licitatório e seguir os postulados gerais relativos à Administração 
Pública, em especial os da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da isonomia e da 
publicidade (TCU Acórdão 2198/2015). 
 
 
 
 
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7. QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES 
7.1. LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS 
 
1. (2019/MP-GO/MP-GO/Promotor Substituto (prova anulada) A Lei n. 9.637/98, também conhecida 
como “Lei das Organizações Sociais”, teve sua constitucionalidade questionada no Supremo Tribunal 
Federal, por meio da ADI 1923/DF. No ano de 2016, o STF julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 
parcialmente procedente para dar, ao referido diploma legal, interpretação conforme à Constituição. 
Nos termos do que resultou decidido pelo STF na ADI 1923/DF: 
a) a Lei n. 9.637/98 disciplina uma forma de fomento a iniciativa privada para o desenvolvimento de 
atividades que o constituinte atribuiu ao particular, mas que, por sua utilidade pública, podem ser 
fomentadas pelo Estado. 
b) a Lei n. 9.637/98 instituiu uma forma de delegação de serviços públicos. 
c) por se cuidarem de entidades privadas, as organizações sociais, na execução dos contratos de gestão, não 
estão sujeitas a regime de direito público, razão por que estão dispensadas da observância dos princípios e 
regras regentes da Administração Pública, em especial, nas contratações de bens e serviços, de realizar 
licitação e, nas contratações de pessoal, de realizar concurso público. 
d) a atuação do Ministério Público, como órgão de controle, dar-se-á somente nos casos em que houver dano 
ao erário, mediante representação da autoridade administrativa responsável pela fiscalização do contrato 
de gestão. 
 
2. (2019/VUNESP/Prefeitura Ribeirão Preto-SP/Procurador do Município) A Lei n° 9.790/99 traz a 
possibilidade de as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, serem qualificadas, pelo 
Poder Público, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs e poderem com 
ele relacionar-se por meio de parceria. São passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público: 
a) as instituições comunitárias de créditos sem vinculação com o sistema financeiro nacional. 
b) os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional. 
c) as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais. 
d) as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações. 
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e) as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados. 
 
3. (2019/VUNESP/Pref. Francisco Morato/Procurador) Considere o seguinte caso hipotético: a Prefeitura 
do Município “X” pretende qualificar como organização social uma pessoa jurídica de direito privado 
cuja atividade é dirigida à proteção e preservação do meio ambiente. O Procurador “Y” é instado a se 
manifestar sobre a aplicação da Lei no 9.637/98 e o contrato de gestão que será firmado com vistas à 
formação da parceria. É correto afirmar que o Poder Executivo, nos termos da referida espécie 
normativa, poderá qualificar como organizações sociais pessoa jurídica de direito privado sem fins 
lucrativos 
a) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, e o contrato 
de gestão deve ser elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização 
social. 
b) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, entretanto o 
instrumento apto a firmar a referida parceria será o denominado acordo de cooperação. 
c) cuja atividade seja dirigida exclusivamente ao ensino, por meio do instrumento denominado de acordo de 
parceria a ser firmado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 
d) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, entretanto o 
instrumento apto a firmar a referida parceria será o denominado convênio de gestão, elaborado de comum 
acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 
e) cuja atividade seja dirigida exclusivamente à cultura e à saúde, por meio do instrumento denominado de 
acordo de parceria a ser firmado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização 
social. 
 
4. (2019/CESPE/TJ-BA/Juiz de Direito) O contrato de franquia 
a) pode ocorrer no âmbito da administração pública indireta e visa à prestação de serviço uti singuli, 
aplicando-se ao contrato, subsidiariamente, as regras da Lei de Franquia Empresarial. 
b) é uma nova forma de parceria entre a administração pública e as entidades do terceiro setor. 
c) é uma nova forma de ajuste de prestação de serviço público de competência concorrente entre os entes 
federados, com a observância de normas gerais estabelecidas de comum acordo. 
d) pode ocorrer no âmbito da administração pública direta e visa à prestação de serviço público uti universi, 
aplicando-se ao contrato as regras da Lei de Franquia Empresarial. 
e) é tipicamente empresarial e, assim, não se concilia com as finalidades da administração pública nem com 
as da administração indireta que explore atividade econômica. 
 
5. (2019/CEBRASPE/TJ-SC/Juiz Substituto) A respeito de organizações sociais, assinale a opção 
correta considerando o entendimento do STF em sede de controle concentrado. 
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a) É inconstitucional a previsão legal de cessão de servidor público a organização social: essa hipótese 
configura desvio de função. 
b) O contrato de gestão não configura hipótese de convênio, uma vez que prevê negócio jurídico de natureza 
comutativa e se submete ao mesmo regime jurídico dos contratos administrativos. 
c) As organizações sociais, por integrarem o terceiro setor, integram a administração pública, razão pela qual 
devem submeter-se,em suas contratações com terceiros, ao dever de licitar. 
d) O indeferimento do requerimento de qualificação da organização social deve ser pautado pela 
publicidade, transparência e motivação, mas não precisa observar critérios objetivos, devendo ser respeitada 
a ampla margem de discricionariedade do Poder Público. 
e) A qualificação da entidade como organização social configura hipótese de simples credenciamento, o qual 
não exige licitação em razão da ausência de competição. 
 
6. (2018/CESPE/TCM-BA/ Auditor) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas 
por servidores públicos, em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para a 
prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado e que mantêm vínculo jurídico 
com entidades da administração direta ou indireta, em regra por meio de convênio, denominam-se 
a) entidades de apoio. 
b) serviços sociais autônomos. 
c) organizações sociais. 
d) autarquias em regime especial. 
e) organizações da sociedade civil de interesse público. 
 
7. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca das organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP) e dos atos administrativos, julgue o item seguinte. 
A concessão, pelo poder público, da qualificação como OSCIP de entidade privada sem fins lucrativos é ato 
vinculado ao cumprimento dos requisitos legais estabelecidos para tal. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
8. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca das organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP) e dos atos administrativos, julgue o item seguinte. 
Situação hipotética: Após celebrar termo de parceria com a União e receber recursos públicos, determinada 
OSCIP anunciou a contratação de terceiros para o fornecimento de material necessário à consecução dos 
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objetivos do ajuste. Assertiva: Nessa situação, para efetivar a contratação de terceiros, a OSCIP deverá 
realizar licitação pública na modalidade concorrência. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
9. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca dos princípios e dos poderes da administração pública, 
da organização administrativa, dos atos e do controle administrativo, julgue o item a seguir, considerando 
a legislação, a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores. 
Situação hipotética: Uma instituição religiosa que oferece programa educacional de alfabetização para 
pessoas de baixa renda pretende a qualificação como organização da sociedade civil de interesse público por 
meio de um termo de parceria a ser firmado com a União. Assertiva: Há vedação expressa em lei federal ao 
pleito da instituição religiosa. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10. (2018/CESPE/DPE-PE/Defensor Público) Considerando-se as novas formas de desestatização da 
prestação de serviços públicos de caráter social, as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos 
que, atendidos os requisitos previstos em lei, firmam parceria com o poder público, por instrumento de 
contrato de gestão, para a execução de atividades de interesse público — especialmente ensino, pesquisa 
científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde — 
recebem a qualificação de 
 
a) agência executiva. 
b) fundação pública. 
c) organização social. 
d) organização da sociedade civil de interesse público. 
e) serviço social autônomo. 
 
11. (2018/CESPE/CGM DE JOÃO PESSOA/Auditor de Controle Interno) No tocante às organizações da 
sociedade civil de interesse público e aos consórcios públicos, julgue o item subsequente. 
O instrumento que estabelece o vínculo entre o poder público e as organizações da sociedade civil de 
interesse público é o termo de parceria. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
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12. (2018/CESPE/TCE-PB/Auditor de Contas Públicas) As organizações sem fins lucrativos que são 
voltadas à resolução de problemas coletivos de interesse social e podem prestar serviços públicos são 
a) as sociedades de economia mista. 
b) os consórcios públicos. 
c) os convênios públicos. 
d) as fundações. 
e) as organizações da sociedade civil de interesse público. 
 
13. (2017/CESPE/TRF-1ª REGIÃO/Analista Judiciário) A respeito da organização do Estado e da 
administração pública, julgue o item a seguir. 
São exemplos de entidades paraestatais os serviços sociais autônomos, como o Serviço Social da Indústria 
(SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
14. (2017/IBFC/TJ-PE/Analista Judiciário) Assinale a alternativa que não apresenta conteúdo de 
cláusula essencial do Termo de Parceria firmado entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público (OSCIP): 
a) estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou 
cronograma 
b) previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante 
indicadores de resultado 
c) determinação de plano plurianual de atividades que serão executadas sem a necessidade de amparo do 
Poder Público 
d) objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade 
Civil de Interesse Público 
e) previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as 
categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a 
serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e 
consultores 
 
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15. (2017/IBFC/TJ-PE/Analista Judiciário) As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público 
(OSCIP) são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos regulamentadas por lei. Neste contexto, 
não são passíveis de qualificação como OSCIP, exceto. 
a) organizações partidárias 
b) cooperativas 
c) fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações 
públicas 
d) organizações sem fins lucrativos focadas na promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio 
histórico e artístico 
e) sociedades comerciais 
 
16. (2017/CESPE/TCE-PE/Analista de Controle) A respeito dos processos eletrônicos do TCE/PE e das 
organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP), julgue o item subsequente. 
Os requisitos para que uma organização seja qualificada como OSCIP incluem a exigência de que o seu 
estatuto contenha normas expressas sobre a observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, 
da moralidade, da publicidade, da economicidade e da eficiência. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
17. (2017/CESPE/TCE-PE/Analista de Gestão) No que tange a regime jurídico-administrativo, 
organização administrativa e teoria do direito administrativo brasileiro, julgue o item a seguir. 
Uma pessoa jurídica qualificada como organização social pode, simultaneamente, ser qualificada como 
organização da sociedade civil de interesse público. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
18. (2017/CESPE/SERES-PE /Agente Penitenciário (Superior) Pessoa jurídica de direito privado, sem fins 
lucrativos, que tenha sido instituída por iniciativa de particulares e que receba delegação do Poder Público 
mediante contrato de gestão para desempenhar serviço público de natureza social denomina-se 
a) organização social. 
b) entidade de apoio. 
c) empresa pública. 
d) organizaçãoé vinculada ou discricionária? E como OSCIP? 
15) Qual o prazo de funcionamento mínimo da organização para se qualificar como OSCIP? 
16) Quais atividades permitem se qualificar como OSCIP? 
17) Quem está vedado a se qualificar como OSCIP? 
18) Quais os principais aspectos a constar no Estatuto da OSCIP? 
19) O servidor público pode participar da composição de conselho ou diretoria de OSCIP? Se sim, pode ser 
remunerado? 
20) Qual o órgão/autoridade que qualifica como OS? E como OSCIP? 
21) Qual o prazo que a autoridade competente possui para deferir ou indeferir o pedido de qualificação 
como OSCIP? O certificado de qualificação como OSCIP deve ser expedido em que prazo? 
22) O que é o termo de parceria? 
23) Qual o prazo, contado da assinatura do termo de parceria, que a OSCIP possui para publicar 
regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, 
bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público? 
24) Quais bens da OSCIP serão gravados com cláusula de inalienabilidade? 
25) Em que casos pode ocorrer a desqualificação da OS e da OSCIP? 
26) O que são as entidades de apoio? E a fundação de apoio? 
27) Qual a diferença entre convênio e contrato? 
Se você não tem certeza de uma ou algumas das respostas a esses questionamentos, fique atento que elas 
estarão ao longo da aula de hoje! 
2. TERCEIRO SETOR 
 
Inicialmente, lembre-se de que na aula 1 nós fizemos uma breve introdução ao Terceiro Setor. 
Naquela oportunidade, esclarecemos que a classificação em primeiro, segundo e terceiro setor particiona a 
totalidade de atividades exercidas por uma sociedade em função do agente que a pratica e sua finalidade 
precípua. 
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O primeiro setor de atividade se refere aos agentes do Estado, cujas atividades buscam administrar o 
interesse público ou da coletividade, inclusive quando intervêm no domínio econômico, mas sem finalidade 
lucrativa. 
Já o segundo setor se refere aos agentes privados que atuam no mercado e que buscam precipuamente a 
finalidade lucrativa. 
Por fim, o terceiro setor se refere àqueles agentes privados que não integram o Estado, mas que exercem 
atividades de interesse da coletividade sem finalidade lucrativa. 
Ou seja, colaboram com o Estado, mas sem com ele se confundir. 
 
A expressão Organização Não Governamental – ONG pode ter, no mínimo, 
duas acepções: 
a) uma ampla, na qual se entende ser toda organização que não seja 
instituída pelo Estado. Isto é, seriam não governamentais todas as pessoas jurídicas enquadradas no 
segundo e no terceiro setor da economia, só afastando as entidades do primeiro setor; e 
b) outra estrita, na qual se entende como pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, e que 
ofertam serviços sociais de interesse coletivo das mais variadas matizes: saúde, educação, assistência 
social, meio ambiente, cultura, segurança, entre outros. Ou seja, é o gênero do qual todas as pessoas 
jurídicas enquadráveis no terceiro setor seriam espécie. 
E como vimos na aula 1, em função de os agentes privados do Terceiro Setor exercerem atividades de 
interesse coletivo, sem finalidade lucrativa, convergindo seus interesses ao do Estado, são por este 
fomentados, estimulados ou subsidiados. 
Rememore, também, o estudo histórico que aproxima as expressões Terceiro Setor e “Entidade Paraestatal”. 
 
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#ficadica 
A expressão Entidade Paraestatal, utilizada inicialmente no direito italiano, tem por 
significado entidades que caminham lado a lado com o Estado. A doutrina inicial sobre o tema 
(José Cretella Júnior, por exemplo), influenciada pelo direito italiano, identificava as entidades 
paraestatais como sendo as Autarquias. Posteriormente, as entidades paraestatais seriam o 
meio-termo entre ente público e privado, isto é, passaram a ser consideradas as pessoas 
jurídicas de direito privado, criadas por lei específica, com patrimônio público ou misto, para 
execução de atividades de interesse coletivo. Nesse segundo momento (Hely Lopes Meirelles, por 
exemplo), têm-se as empresas públicas, sociedades de economia mista e serviços sociais autônomos, por 
exemplo. Nessas acepções, entidades paraestatais, estavam incluídas na Administração Pública indireta. O 
§1º do art. 84 da Lei nº 8.666, de 1993, encampou esse posicionamento ao prever que “Equipara-se a 
servidor público, para os fins desta Lei, quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, 
assim consideradas, além das fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, as demais 
entidades sob controle, direto ou indireto, do Poder Público”). Em um terceiro momento, as entidades 
paraestatais passaram a ser consideradas entidades não estatais e, portanto, de direito privado, que 
realizariam atividades de interesse público que, em regra, não é exclusivo do Estado, mas é fomentado por 
este. Nessa nova fase (Celso Antônio Bandeira de Mello e Maria Sylvia Zanella Di Pietro, por exemplo), as 
entidades paraestatais não estão incluídas na Administração Pública indireta, podendo nelas serem 
incluídos os serviços sociais autônomos, as Organizações Sociais – OS, as Organizações da Sociedade Civil 
de Interesse Público – OSCIP e as Organizações da Sociedade Civil - OSC1. 
 
Destarte, entidades do Terceiro Setor (ONGs em sentido estrito), da qual hoje também se aproxima o 
conceito de Entidade Paraestatal, são as entidades privadas que realizam atividades de interesse público sem 
fins lucrativos, coexistindo com as atividades do Primeiro Setor (Estado) e do Segundo Setor (Mercado – ONG 
em sentido amplo). 
Dessa forma, por realizarem atividades de interesse público, são fomentadas pelo Estado, recebendo 
proteção, financiamento e medidas de colaboração. 
E essa aproximação entre Estado e entidade do terceiro setor apresenta um grande campo de estudo no 
Direito Administrativo, abrindo margem para enorme conteúdo programático a ser explorado pelas bancas. 
A depender do tipo de atividade, algumas leis têm estabelecido requisitos para qualificar essas entidades do 
Terceiro Setor e, com essa qualificação (OS, OSCIP, OSC, de Utilidade Pública, de Interesse Social, entre 
outras), a elas ofertarem benefícios financeiros e incentivos materiais, humanos ou tecnológicos. 
 
 
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Nessa linha, temos, entre outras: 
 
 a Lei Federal nº 9.637, de 1998, que dispõe sobre a qualificação de entidades como Organizações 
Sociais - OS; 
 
 a Lei Federal nº 9.790, de 1999, a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP; 
 
 as Leis Federais nº 8.958, de 1994, e nº 10.973, de 2004, que tratam das Entidades de Apoio e 
definem Fundação de Apoio; 
 
 a Lei Federal n 13.019, de 2014, que trata do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade 
Civil – MROSC; e 
 
 as diversas leis de autorização ou de criação dos Serviços Sociais Autônomos. 
 
Na aula de hoje, aprofundaremos algumas das principais figuras do terceiro setor, exceto o serviço social 
autônomo que já exploramos de forma percuciente na aula 1 e apenas rememoraremos o tema aqui. 
Deixaremos, ainda, para a próxima aula a análise da Lei nº 13.019, de 2014 – Marco Regulatório das 
Organizações da Sociedade Civil – MROSC. 
Cabe desde já enfatizar a importância de inúmeros conceitos que veremos na aula de hoje e na próxima aula 
que são muito explorados em provas. 
Entre esses conceitosda sociedade civil de interesse público. 
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e) serviço social autônomo 
 
19. (2017/CESPE/TRE-BA/Analista Judiciário) O Poder Público deferiu título de organização social a 
uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, cuja atividade é dirigida à preservação do meio 
ambiente. 
Considerando-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que eventuais 
trabalhadores contratados pela referida entidade após a qualificação serão considerados 
 a) agentes honoríficos, sendo facultativa a promoção de processo seletivo objetivo e impessoal. 
b) empregados públicos, sujeitos à regra constitucional do concurso público. 
c) servidores públicos, sujeitos à regra constitucional do concurso público. 
d) empregados privados, selecionados mediante processo seletivo objetivo e impessoal. 
e) empregados privados, sendo facultativa a promoção de processo seletivo objetivo e impessoal. 
 
20. (2017/FMP CONCURSOS/PGE-AC/Procurador do Estado) O contrato de gestão é o instrumento 
firmado entre o poder público e a entidade qualificada como organização social para fins de formação de 
parceria entre as partes com o ânimo de fomento e de execução de atividades relativas a determinadas 
áreas previstas em lei, dentre as quais NÃO se inclui 
a) o ensino e a pesquisa científica. 
b) a cultura. 
c) a saúde. 
d) o desenvolvimento tecnológico. 
e) nenhuma das alternativas anteriores responde ao comando da questão. 
 
21. (2017/FAUEL/PREV SÃO JOSÉ-PR/Advogado) Sobre o chamado “Terceiro Setor” e as entidades 
paraestatais, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Os Serviços Sociais Autônomos, apesar de não integrarem a Administração Pública, recebem recursos 
públicos, provenientes das contribuições sociais, submetendo-se à exigência de licitação para a realização de 
compras e contratação de serviços. 
b) O STF pronunciou-se pela inconstitucionalidade da hipótese de dispensa de licitação para a contratação 
entre o Poder Público e organizações sociais. 
c) Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de 
direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 2 (dois) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos legais. 
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d) As organizações sociais, desde que preenchidos os requisitos legais, podem receber a qualificação de 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 
e) A qualificação de uma pessoa jurídica como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público é ato 
vinculado, de forma que o pedido só pode ser indeferido na hipótese de a pessoa jurídica requerente 
desatender a algum dos requisitos legais. 
 
22. (2017/CESPE/TJ-PR/Juiz de Direito) Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor, assinale 
a opção correta. 
a) Segundo o STF, o procedimento de qualificação pelo poder público de entidades privadas como OS 
prescinde de licitação. 
b) Segundo o STF, as atividades de saúde, ensino e cultura devem ser viabilizadas por intervenção direta do 
Estado, não podendo a execução desses serviços essenciais ser realizada por meio de convênios com 
organizações sociais. 
c) Cumpridos os requisitos legais, caso uma OS requeira a qualificação como OSCIP, o poder público deverá 
outorgar-lhe o referido título, pois se trata de decisão vinculada do ministro da Justiça. 
d) Caso uma OSCIP ajuíze ação cível comum de rito ordinário, o foro competente para o julgamento da causa 
será a vara da fazenda pública, se existente na respectiva comarca, já que se trata de uma entidade que 
integra a administração pública 
 
23. (2017/CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário) Pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, não 
integrante da administração pública, que atua na área de ensino e pode contratar diretamente com o 
poder público por dispensa de licitação, para a prestação de serviços contemplados no contrato de gestão 
firmado com o ente público, é denominada 
a) sociedade de economia mista. 
b) instituição comunitária de educação superior. 
c) organização da sociedade civil. 
d) organização social. 
e) organização da sociedade civil de interesse público. 
 
24. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ANDRADINA-SP/Procurador Jurídico) Determinada Prefeitura 
Municipal pretende transferir a administração de um Hospital Público do Município para uma empresa 
privada. Nessa hipótese, considerando a legislação que rege a matéria referente ao Terceiro Setor, é 
correto afirmar que a pretendida transferência 
 
a) não pode ser concretizada, uma vez que a área da saúde pública não admite ser administrada por terceiros. 
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b) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização Social. 
c) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse 
Público. 
d) pode ser efetivada por meio de Termo de Parceria com uma Organização Social. 
e) não pode ser efetivada com entidades privadas, podendo ser concretizada apenas por meio de parcerias 
com entes públicos. 
 
25. (2016/IDECAN/CÂMARA DE ARACRUZ-ES/Procurador Legislativo) Nos termos da doutrina do 
Direito Administrativo, quanto às entidades que atuam paralelamente ao Estado, é correto afirmar que 
a) o credenciamento de organizações não governamentais para fins de repasse de recursos públicos ocorre 
por meio do instrumento de consórcio público. 
b) as organizações sociais firmam termos de parceria com o poder público, instrumento pelo qual assumem 
a gestão de determinados serviços públicos não lucrativos. 
c) conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a OAB e demais Conselhos de Classe são pessoas 
jurídicas de direito público integrantes da Administração Pública Indireta. 
d) as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público são entidades privadas, sem fins lucrativos e, 
portanto, não integram o rol de entidades da Administração Pública Indireta. 
 
26. (2016/FEPESE/PREFEITURA DE LAGES-SC/Administrador) Assinale a alternativa correta. 
a) As instituições hospitalares privadas são Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público devido a sua 
função social. 
b) Sindicatos e associações de classe são um exemplo de Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público, desde que não tenham fins lucrativos. 
c) A qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público somente será conferida às 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham como finalidade a 
promoção da cultura. 
d) A qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público somente será conferida a 
autarquias voltadas à educação. 
e) Entidades que comercializam planos de saúde não são passíveis de qualificação como Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público. 
 
27. (2016/CESPE/TCE-PR/Analista de Controle) Em relação à administração pública direta e indireta, 
assinale a opção correta. 
a) O vínculo entre o poder público e as organizações da sociedade civil de interesse público é estabelecido 
mediante a celebração de contrato de gestão, no qual deverão estar previstos os direitos e as obrigações dos 
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pactuantes e destinado à formação de vínculo de cooperação entreas partes para o fomento e a execução 
das atividades de interesse público. 
b) Organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam 
dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde. 
c) Os serviços sociais autônomos, que são instituídos pelo poder público por meio de lei, integram a 
administração pública. 
d) Não é obrigatória a participação de agentes do poder público no conselho de administração das 
organizações sociais, exigindo-se, contudo, que seja formado por membros representantes de entidades da 
sociedade civil e por membros com notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral, a serem 
eleitos pelos integrantes do conselho. 
e) A qualificação das organizações sociais será concedida pelo Ministério da Justiça por meio de ato 
vinculado. 
 
28. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), o Poder Executivo, observados os requisitos legais, poderá qualificar como organizações sociais 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à 
pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à 
cultura e à saúde. E é por meio de contrato de gestão que o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social formam parcerias para fomento e execução de atividades relativas às áreas 
suprarelacionadas. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
29. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão, ao tomarem conhecimento 
de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por 
organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, e representarão ao Ministério 
Público, à Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente 
a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem 
como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao 
patrimônio público, sob pena de responsabilidade solidária. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
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30. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.790/99 (Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público), que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito 
privado, sem fins lucrativos, como OSCIP, exige-se, para tanto, que sejam regidas por estatutos cujas 
normas expressamente disponham sobre a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado 
de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações 
patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade, sendo vedada a 
participação de servidores públicos na composição desse conselho. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
31. (2016/IOBV/PREFEITURA DE CHAPECÓ-SC/Procurador Municipal) Determinado Município firmou 
convênio com uma Organização Social de assistência aos deficientes visuais, repassando-lhe mensalmente 
verbas públicas, e cedendo também uma sala em escola municipal para o desempenho das atividades. 
Diante da situação em epígrafe, é correto afirmar: 
a) Este convênio tão somente poderá ter realizado por intermédio de uma licitação, na modalidade 
Concorrência, uma vez que a livre escolha feita pela Administração não se enquadra nos casos de dispensa 
de licitação. 
b) Uma vez que recebeu verbas públicas, a referida Organização Social deverá obrigatoriamente realizar 
procedimentos licitatórios para a utilização destes recursos. 
c) As organizações sociais, por integrarem o Terceiro Setor, não fazem parte do conceito constitucional de 
Administração Pública, razão pela qual não se submetem, em suas contratações ao dever de licitar, visto a 
ausência de determinação constitucional. 
d) As organizações sociais como as entidades paraestatais se submetem aos procedimentos licitatórios, nos 
mesmos moldes da Administração Direta. 
 
32. (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP/Analista) Assinale a alternativa que contempla 
duas áreas em que a Administração Pública pode firmar um contrato de gestãocom uma organização 
social. 
a) Cultura e saúde. 
b) Preservação do meio ambiente e administração da justiça. 
c) Administração e gerenciamento de rodovias e pesquisa científica. 
d) Ensino universitário e administração de obras públicas. 
e) Desenvolvimento tecnológico e segurança pública. 
 
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33. (2016/FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/Auditor Fiscal) Edinaldo e Pedro, estudantes de direito, 
travaram intenso debate a respeito da sujeição, ou não, dos serviços sociais autônomos à exigência 
constitucional de que a investidura em cargo ou emprego público dependa de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos. 
 
À luz da sistemática constitucional e da interpretação que lhe vem sendo dispensada pelo Supremo 
Tribunal Federal, é correto afirmar que os serviços sociais autônomos, 
a) por integrarem a Administração Pública direta, devem observar a referida exigência constitucional. 
b) na medida em que não integram a Administração Pública, não devem observar a referida exigência 
constitucional. 
c) por integrarem a Administração Pública indireta, devem observar a referida exigência constitucional. 
d) somente estarão sujeitos à referida exigência constitucional quando receberem contribuições parafiscais. 
e) por serem entes paraestatais, devem observar a referida exigência constitucional. 
 
34. (2016/FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/Auditor Fiscal) Sobre as normas gerais acerca da 
prestação de serviços públicos por Organizações Sociais – OS's, assinale a afirmativa correta 
a) A qualificação de pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos em Organização Social depende 
de lei específica de iniciativa do chefe do Poder Executivo. 
b) A Organização Social formada será integrante da Administração Indireta do ente federado que a criou, 
estando submetida aos princípios da hierarquia e do controle. 
c) Não obstante a qualificação como Organização Social, a entidade de direito privado qualificada está 
submetida à prévia licitação para a prestação do serviço delegado. 
d) A qualificação da entidade privada como Organização Social depende de licitação na modalidade de 
concorrência, salvo se por inviabilidade de competição a mesma for inexigível. 
e) As entidades qualificadas como Organização Social não integram a estrutura da Administração Pública e 
não possuem fins lucrativos, mas se submetem ao controle financeiro do Poder Público, inclusive do Tribunal 
de Contas. 
 
35. (2016/TRF-3ª REGIÃO/TRF-3ª REGIÃO/Juiz Federal) Dadas as assertivas abaixo a respeito das 
OSCIPs, assinale a alternativa correta. 
I – Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de 
direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 1 (um) ano, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos pela Lei nº 9.790/1999. 
II – Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as 
sociedades comerciais, os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional, 
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nem as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais. 
III – Dentre os objetos sociais possíveis para a qualificação instituída pela Lei nº 9.790/1999 está o de 
realização de estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a implementação de 
tecnologias voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio de transporte. 
Estão corretas 
a) Apenas I e II. 
b) I, II e III. 
c) Apenas II. 
d) Apenas II e III. 
 
 
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7.2. GABARITO SEM COMENTÁRIOS 
 
1. A 
2. A 
3. A 
4. A 
5. E 
6. A 
7. CERTO 
8. ERRADO 
9. CERTO 
10. C 
11. CERTO 
12. E 
13. CERTO 
14. C 
15. D 
16. CERTO 
17. ERRADO 
18. A 
19. D 
20. E 
21. E 
22. A 
23. D 
24. B 
25. B 
26. E 
27. B 
28. CERTO 
29. ERRADO 
30. ERRADO 
31. C 
32. A 
33. B 
34. E 
35. D 
 
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7.3. QUESTÕES RESOLVIDAS E COMENTADAS 
 
1. (2019/MP-GO/MP-GO/Promotor Substituto (prova anulada) A Lei n. 9.637/98, também conhecida 
como “Lei das Organizações Sociais”, teve sua constitucionalidade questionada no Supremo Tribunal 
Federal, por meio da ADI 1923/DF. No ano de 2016, o STF julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 
parcialmente procedente para dar, ao referido diploma legal, interpretação conforme à Constituição. 
Nos termos do que resultou decidido pelo STF na ADI 1923/DF: 
a) a Lei n. 9.637/98 disciplina uma forma de fomento a iniciativa privada para o desenvolvimento de 
atividades que o constituinte atribuiu ao particular, mas que, por sua utilidade pública, podem ser 
fomentadas pelo Estado. 
b) a Lei n. 9.637/98 instituiu uma forma de delegação de serviços públicos. 
c) por se cuidarem de entidades privadas, as organizações sociais, na execução dos contratos de gestão, não 
estão sujeitas a regime de direito público, razão por que estão dispensadas da observância dos princípios e 
regras regentes da Administração Pública, em especial, nas contratações de bens e serviços, de realizar 
licitação e, nas contratações de pessoal, de realizar concurso público. 
d) a atuação do Ministério Público, como órgão de controle, dar-se-á somente nos casos em que houver dano 
ao erário, mediante representação da autoridade administrativa responsável pela fiscalização do contrato 
de gestão. 
Comentários 
Correta a alternativa “a”. O acórdão do julgamento da ADI 1923/DF contém expressamente que as atividades 
desempenhadas pelas organizações sociais são alvo de fomento público. Abaixo está transcrito parte do 
acórdão com esse entendimento: 
5. O marco legal das Organizações Sociais inclina-se para a atividade de fomento público no 
domínio dos serviços sociais, entendida tal atividade como a disciplina não coercitiva da conduta 
dos particulares, cujo desempenho em atividades de interesse público é estimulado por sanções 
premiais, em observância aos princípios da consensualidade e da participação na Administração 
Pública. 
 
 
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Incorreta a alternativa “b”. Conforme se nota em trecho do acórdão da ADI 1923/DF, resta claro o 
entendimento de que as atividades exercidas pelas OSs nas áreas previstas no art. 1º da Lei Federal nº 
9.637/98 prescindem de delegação estatal. Vejamos trecho do acórdão: 
 
2. Os setores de saúde (CF, art. 199, caput), educação (CF, art. 209, caput), cultura (CF, art. 215), 
desporto e lazer (CF, art. 217), ciência e tecnologia (CF, art. 218) e meio ambiente (CF, art. 225) 
configuram serviços públicos sociais, em relação aos quais a Constituição, ao mencionar que “são 
deveres do Estado e da Sociedade” e que são “livres à iniciativa privada”, permite a atuação, por 
direito próprio, dos particulares, sem que para tanto seja necessária a delegação pelo poder 
público, de forma que não incide, in casu, o art. 175, caput, da Constituição. 
 
Incorreta a alternativa “c”. O erro da alternativa está em afirmar que as organizações sociais estão 
dispensadas da observância dos princípios e regras regentes da Administração Pública. Por não serem órgãos 
públicos, de fato não precisam realizar licitações ou concursos públicos, mas o STF deixou transparecer que 
a tais entidades deve haver incidência dos princípios da Administração Pública, com destaque à 
impessoalidade: 
15. As organizações sociais, por integrarem o Terceiro Setor, não fazem parte do conceito 
constitucional de Administração Pública, razão pela qual não se submetem, em suas 
contratações com terceiros, ao dever de licitar, o que consistiria em quebra da lógica de 
flexibilidade do setor privado, finalidade por detrás de todo o marco regulatório instituído pela 
Lei. Por receberem recursos públicos, bens públicos e servidores públicos, porém, seu regime 
jurídico tem de ser minimamente informado pela incidência do núcleo essencial dos princípios 
da Administração Pública (CF, art. 37, caput), dentre os quais se destaca o princípio da 
impessoalidade, de modo que suas contratações devem observar o disposto em regulamento 
próprio (Lei nº 9.637/98, art. 4º, VIII), fixando regras objetivas e impessoais para o dispêndio de 
recursos públicos. 
16. Os empregados das Organizações Sociais não são servidores públicos, mas sim empregados 
privados, por isso que sua remuneração não deve ter base em lei (CF, art. 37, X), mas nos 
contratos de trabalho firmados consensualmente. Por identidade de razões, também não se 
aplica às Organizações Sociais a exigência de concurso público (CF, art. 37, II), mas a seleção de 
pessoal, da mesma forma como a contratação de obras e serviços, deve ser posta em prática 
através de um procedimento objetivo e impessoal. 
Incorreta a alternativa “d”. No julgamento da ADI 1923/DF, resta claro o entendimento que o Ministério 
Público e o Tribunal de Contas da União não têm suas respectivas atuações restringidas pela Lei Federal nº 
9.637/98, conforme o trecho do acórdão abaixo transcrito: 
18. O âmbito constitucionalmente definido para o controle a ser exercido pelo Tribunal de Contas 
da União (CF, arts. 70, 71 e 74) e pelo Ministério Público (CF, arts. 127 e seguintes) não é de 
qualquer forma restringido pelo art. 4º, caput, da Lei nº 9.637/98, porquanto dirigido à 
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estruturação interna da organização social, e pelo art. 10 do mesmo diploma, na medida em que 
trata apenas do dever de representação dos responsáveis pela fiscalização, sem mitigar a 
atuação de ofício dos órgãos constitucionais. 
 
Gabarito: Letra “a”. 
 
2. (2019/VUNESP/Prefeitura Ribeirão Preto-SP/Procurador do Município) A Lei n° 9.790/99 traz a 
possibilidade de as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, serem qualificadas, pelo 
Poder Público, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs e poderem com 
ele relacionar-se por meio de parceria. São passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público: 
a) as instituições comunitárias de créditos sem vinculação com o sistema financeiro nacional. 
b) os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional. 
c) as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais. 
d) as organizaçõespartidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações. 
e) as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados. 
Comentários 
Correta a alternativa “a”. Nos incisos do art. 2º, a Lei Federal nº 9.790/99 dispõe as pessoas jurídicas que não 
são passíveis de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público.Não há vedação para 
as instituições comunitárias de créditos sem vinculação com o sistema financeiro nacional. 
Incorreta a alternativa “b”. Em consonância com a Lei Federal 9.790/99, art. 2º, II; não são passíveis de 
qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer 
forma às atividades descritas no art. 3o desta lei os sindicatos, as associações de classe ou de representação 
de categoria profissional. 
Incorreta a alternativa “c”. Em consonância com a Lei Federal 9.790/99, art. 2º, III; não são passíveis de 
qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer 
forma às atividades descritas no art. 3o desta lei as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação 
de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais. 
Incorreta a alternativa “d”. Em consonância com a Lei Federal 9.790/99, art. 2º, IV; não são passíveis de 
qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer 
forma às atividades descritas no art. 3o desta lei as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas 
fundações. 
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Incorreta a alternativa “e”. Em consonância com a Lei Federal 9.790/99, art. 2º, VI; não são passíveis de 
qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer 
forma às atividades descritas no art. 3o desta lei as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas 
fundações as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados. 
Resposta: alternativa “a”. 
 
3. (2019/VUNESP/Pref. Francisco Morato/Procurador) Considere o seguinte caso hipotético: a Prefeitura 
do Município “X” pretende qualificar como organização social uma pessoa jurídica de direito privado 
cuja atividade é dirigida à proteção e preservação do meio ambiente. O Procurador “Y” é instado a se 
manifestar sobre a aplicação da Lei no 9.637/98 e o contrato de gestão que será firmado com vistas à 
formação da parceria. É correto afirmar que o Poder Executivo, nos termos da referida espécie 
normativa, poderá qualificar como organizações sociais pessoa jurídica de direito privado sem fins 
lucrativos 
a) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, e o contrato 
de gestão deve ser elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização 
social. 
b) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, entretanto o 
instrumento apto a firmar a referida parceria será o denominado acordo de cooperação. 
c) cuja atividade seja dirigida exclusivamente ao ensino, por meio do instrumento denominado de acordo de 
parceria a ser firmado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 
d) cujas atividades sejam dirigidas, entre outras, à proteção e preservação do meio ambiente, entretanto o 
instrumento apto a firmar a referida parceria será o denominado convênio de gestão, elaborado de comum 
acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 
e) cuja atividade seja dirigida exclusivamente à cultura e à saúde, por meio do instrumento denominado de 
acordo de parceria a ser firmado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização 
social. 
Comentários 
Correta a alternativa “a”. As áreas das atividades a serem desempenhadas por instituições privadas para 
serem qualificadas como organizações sociais estão elencadas no art. 1º da Lei Federal nº 9.637/98: ensino, 
pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e 
saúde. Além disso, o art. 5º da mesma lei prevê que o ajuste firmado entre a Administração Pública e a 
organização social se chama contrato de gestão, enquanto que o art. 6º prevê que ele será elaborado de 
comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a organização social. 
Incorreta a alternativa “b”. Embora a alternativa cite a preservação do meio ambiente, como área de atuação 
das OSs, o ajuste firmado não se chama acordo de cooperação. Acordo de cooperação está previsto na Lei 
nº 13.019/14, que trata das organizações da sociedade civil. 
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Incorreta a alternativa “c”. Há várias áreas para atuação das OSs, e não somente ensino. Ademais, o vínculo 
não se chama “acordo de parceria”. 
Incorreta a alternativa “d”. A nomenclatura “convênio de gestão” não encontra previsão em nenhum ato 
normativo do Poder Público. 
Incorreta a alternativa “e”. Conforme o art. 1º da Lei nº 9.637/98, há várias áreas de participação das OSs, e 
não apenas cultura e saúde. Além desse erro, tem-se também que o vínculo não se chama “acordo de 
parceria”. 
Gabarito: Letra “a”. 
 
4. (2019/CESPE/TJ-BA/Juiz de Direito) O contrato de franquia 
a) pode ocorrer no âmbito da administração pública indireta e visa à prestação de serviço uti singuli, 
aplicando-se ao contrato, subsidiariamente, as regras da Lei de Franquia Empresarial. 
b) é uma nova forma de parceria entre a administração pública e as entidades do terceiro setor. 
c) é uma nova forma de ajuste de prestação de serviço público de competência concorrente entre os entes 
federados, com a observância de normas gerais estabelecidas de comum acordo. 
d) pode ocorrer no âmbito da administração pública direta e visa à prestação de serviço público uti universi, 
aplicando-se ao contrato as regras da Lei de Franquia Empresarial. 
e) é tipicamente empresarial e, assim, não se concilia com as finalidades da administração pública nem com 
as da administração indireta que explore atividade econômica. 
Comentários: 
Correta a alternativa “a”. Trata-se do entendimento da Profª Maria Sylvia Zanella DiPietro, que defende a 
compatibilidade do instituto das franquias, previsto na Lei Federal nº 8.955/94, com as entidades da 
Administração Indireta. Toma-se como exemplo o que ocorre com as franquias postais no âmbito da Empresa 
Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, conforme Lei Federal nº 11.668/08. 
Incorreta a alternativa “b”. “Contrato de franquia” não é nomenclatura aplicável ao estudo dos vínculos que 
podem ser formados entre Administração Pública e terceiro setor. Não há nenhum instrumento com essa 
nomenclatura no estudo do terceiro setor. 
Incorreta a alternativa “c”. Uma nova forma de ajuste de prestação de serviço público de entes federados 
diferentes poderia ser o consórcio público ou o convênio de cooperação, nos termos do art. 241 da CRFB. 
Incorreta a alternativa “d”. Trata-se de um conceito empresarial aplicável apenas no âmbito da 
Administração Indireta, desde que exista previsão legislativa autorizativa. 
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Incorreta a alternativa “e”. Embora seja tipicamente empresarial, há leis no Brasil que viabilizam a aplicação 
das franquias no âmbito da Administração Indireta, tal qual ocorre com as agências de correios franqueadas. 
Gabarito: “a” 
 
5. (2019/CEBRASPE/TJ-SC/Juiz Substituto) A respeito de organizações sociais, assinale a opção 
correta considerando o entendimento do STF em sedede controle concentrado. 
a) É inconstitucional a previsão legal de cessão de servidor público a organização social: essa hipótese 
configura desvio de função. 
b) O contrato de gestão não configura hipótese de convênio, uma vez que prevê negócio jurídico de natureza 
comutativa e se submete ao mesmo regime jurídico dos contratos administrativos. 
c) As organizações sociais, por integrarem o terceiro setor, integram a administração pública, razão pela qual 
devem submeter-se, em suas contratações com terceiros, ao dever de licitar. 
d) O indeferimento do requerimento de qualificação da organização social deve ser pautado pela 
publicidade, transparência e motivação, mas não precisa observar critérios objetivos, devendo ser respeitada 
a ampla margem de discricionariedade do Poder Público. 
e) A qualificação da entidade como organização social configura hipótese de simples credenciamento, o qual 
não exige licitação em razão da ausência de competição. 
Comentários: 
Incorreta a alternativa “a”. Há previsão legal acerca da cessão de servidor no art. 14 da Lei Federal nº 
9.637/98 (art. 14): “É facultado ao Poder Executivo a cessão especial de servidor para as organizações sociais, 
com ônus para a origem”. 
Incorreta a alternativa “b”. Segundo o entendimento do STF (ADI 1.923/DF), o contrato de gestão teria 
natureza jurídica de convênio por abranger conjugação de esforços para a formação de um negócio jurídico 
associativo, e não comutativo. Além disso, há objetivo comum, o que exclui a obrigatoriedade de licitação 
prevista no art. 37, XXI, da CRFB. 
Incorreta a alternativa “c”. As organizações sociais não fazem parte do conceito constitucional de 
Administração Pública. Sendo assim, não há razão para se submeterem ao dever de licitar. 
Incorreta a alternativa “d”. Segundo a ADI 1.923, é de se ter por vedada qualquer forma de arbitrariedade, 
de modo que o indeferimento do requerimento de qualificação, além de pautado pela publicidade, 
transparência e motivação, deve observar critérios objetivos fixados em ato regulamentar expedido em 
obediência ao art. 20 da Lei nº 9.637/98. 
Correta a alternativa e”. A atribuição de título jurídico de legitimação da entidade através da qualificação 
configura hipótese de credenciamento, no qual não incide a licitação pela própria natureza jurídica do ato, 
que não é contrato, e pela inexistência de qualquer competição, já que todos os interessados podem alcançar 
o mesmo objetivo, de modo includente, e não excludente. 
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Resposta: “e”. 
 
6. (2018/CESPE/TCM-BA/ Auditor) Pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas 
por servidores públicos, em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para a 
prestação, em caráter privado, de serviços sociais não exclusivos do Estado e que mantêm vínculo jurídico 
com entidades da administração direta ou indireta, em regra por meio de convênio, denominam-se 
a) entidades de apoio. 
b) serviços sociais autônomos. 
c) organizações sociais. 
d) autarquias em regime especial. 
e) organizações da sociedade civil de interesse público. 
Comentários 
Resposta: alternativa “a”. A questão apresenta a literalidade da definição de Entidades de Apoio de autoria 
da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, constante em seu livro Direito Administrativo (página 636, 30ª 
edição). 
Incorreta a alternativa “b”: serviços sociais autônomos são pessoas jurídicas de direito privado, não 
integrantes da Administração Pública indireta, criadas ou autorizadas por lei para realizarem atividade de 
interesse público não exclusivo do Estado, sem fins lucrativos; 
Incorreta a alternativa “c”: organização social é uma qualificação, um título, concedido pelo Poder Executivo, 
em ato discricionário (STF ADI 1923: ato discricionário não é ato arbitrário), a uma entidade do terceiro setor 
cujo objeto de atuação é em determinadas áreas específicas de interesse do Ente Político, que não sejam de 
execução exclusiva do Estado, mas em geral serviço público social de titularidade do Estado (Lei nº 9.637, de 
1998); 
Incorreta a alternativa “d”: autarquias de “regime especial” são espécies do gênero autarquias que 
apresentam no plano legal algumas características peculiares que as distinguem do “regime comum”; 
Incorreta a alternativa “e”: organização da sociedade civil de interesse público: também é uma qualificação, 
um título, outorgado em ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, de 1999. 
Gabarito: “a”. 
 
7. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca das organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP) e dos atos administrativos, julgue o item seguinte. 
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A concessão, pelo poder público, da qualificação como OSCIP de entidade privada sem fins lucrativos é ato 
vinculado ao cumprimento dos requisitos legais estabelecidos para tal. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: certo. De acordo com o §2º do art. 1º da Lei nº 9.790, de 1999, a outorga da qualificação como 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos 
instituídos pela aludida lei. 
 
8. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca das organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP) e dos atos administrativos, julgue o item seguinte. 
Situação hipotética: Após celebrar termo de parceria com a União e receber recursos públicos, determinada 
OSCIP anunciou a contratação de terceiros para o fornecimento de material necessário à consecução dos 
objetivos do ajuste. Assertiva: Nessa situação, para efetivar a contratação de terceiros, a OSCIP deverá 
realizar licitação pública na modalidade concorrência. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: errado. De acordo com o art. 14 da Lei nº 9.790, de 1999, a organização parceira fará publicar, no 
prazo máximo de trinta dias, contado da assinatura do Termo de Parceria, regulamento próprio contendo os 
procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, bem como para compras com emprego 
de recursos provenientes do Poder Público, observados os princípios da legalidade, impessoalidade, 
moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência. 
 
9. (2018/CESPE/STJ/Analista Judiciário) Acerca dos princípios e dos poderes da administração pública, 
da organização administrativa, dos atos e do controle administrativo, julgue o item a seguir, considerando 
a legislação, a doutrina e a jurisprudência dos tribunais superiores. 
Situação hipotética: Uma instituição religiosa que oferece programa educacional de alfabetização para 
pessoas de baixa renda pretende a qualificação como organização da sociedade civil de interesse público por 
meio de um termo de parceria a ser firmado com a União. Assertiva: Há vedação expressa em lei federal ao 
pleito da instituição religiosa. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
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Comentários 
Resposta: certo. De acordo com o art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999, NÃO são passíveis de qualificação como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público: I - as sociedades comerciais; II - os sindicatos, as 
associações de classe ou de representação de categoria profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas 
para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais; IV - as organizações 
partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; V - as entidades de benefício mútuo destinadasa 
proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios; VI - as entidades e empresas 
que comercializam planos de saúde e assemelhados; VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas 
e suas mantenedoras; VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas 
mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as cooperativas; XI - as fundações públicas; XII - as fundações, 
sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas; XIII 
- as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a 
que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 
 
10. (2018/CESPE/DPE-PE/Defensor Público) Considerando-se as novas formas de desestatização da 
prestação de serviços públicos de caráter social, as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos 
que, atendidos os requisitos previstos em lei, firmam parceria com o poder público, por instrumento de 
contrato de gestão, para a execução de atividades de interesse público — especialmente ensino, pesquisa 
científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde — 
recebem a qualificação de 
 
a) agência executiva. 
b) fundação pública. 
c) organização social. 
d) organização da sociedade civil de interesse público. 
e) serviço social autônomo. 
Comentários 
Resposta: alternativa “c”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. Já o art. 5º da aludida lei 
prevê que contrato de gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades 
relativas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde. 
 
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11. (2018/CESPE/CGM DE JOÃO PESSOA/Auditor de Controle Interno) No tocante às organizações da 
sociedade civil de interesse público e aos consórcios públicos, julgue o item subsequente. 
O instrumento que estabelece o vínculo entre o poder público e as organizações da sociedade civil de 
interesse público é o termo de parceria. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: certo. De acordo com o art. 9º da Lei nº 9.790, de 1999, Termo de Parceria é o instrumento passível 
de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público – OSCIP destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e 
a execução das atividades de interesse público previstas na aludida lei. 
 
12. (2018/CESPE/TCE-PB/Auditor de Contas Públicas) As organizações sem fins lucrativos que são 
voltadas à resolução de problemas coletivos de interesse social e podem prestar serviços públicos são 
a) as sociedades de economia mista. 
b) os consórcios públicos. 
c) os convênios públicos. 
d) as fundações. 
e) as organizações da sociedade civil de interesse público. 
Comentários 
Resposta: alternativa “e”. A redação da questão não é das melhores porque é imprecisa. Mas o cerne dela é 
se ater à expressão “problemas coletivos de interesse social”. Ou seja, ainda que a organização (pessoa 
jurídica) possa prestar serviço público, ela é voltada precipuamente a resolução de problemas coletivos de 
interesse social com a acepção de assistência social, amparo à pessoa humana e aspectos humanitários. 
Assim, correta a alternativa “e”, já que a OSCIP, pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, 
qualificada com o cumprimento dos requisitos da Lei nº 9.790, de 1999, tem como objetivo social uma das 
finalidades constantes no art. 3º da aludida lei (assistência social, cultura, educação, saúde, meio ambiente, 
patrimônio histórico e artístico, entre outros). 
Incorreta a alternativa “a” porque as sociedades de economia mista, nos termos do art. 173 da CRFB, quando 
necessário aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, precipuamente 
exploram atividade econômica. Perceba, portanto, que, em que pese a criação por lei de sociedade economia 
mista (sociedade anônima) buscar a resolução de problemas coletivos, estes são de âmbito econômico e não 
de interesse propriamente social. É certo, contudo, que nos termos do art. 175 da CRFB, o Poder Público, 
por meio das sociedades de economia mista, pode prestar diretamente serviços públicos. Outro ponto, ainda 
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quanto à alternativa “a”, é que para os particulares que investem na sociedade de economia mista de capital 
aberto exploradora de atividade econômica comprando ações negociadas em bolsa de valores, ela tem 
finalidade precipuamente lucrativa. Em regra, esse não é o interesse precípuo do Estado quando cria a 
sociedade de economia mista, mas fato é que do ponto de vista de atuação no mercado elas buscam não só 
cumprir o objetivo público para qual foi criada, mas ao explorarem atividade econômica acabam buscando 
a obtenção de lucro na perspectiva de seu acionista privado. 
Incorreta a alternativa “b” porque nos termos dos artigos 1º e 2º da Lei nº 11.107, de 2005, a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem constituir consórcios públicos para a realização de 
interesse comum entre eles, sendo o objetivo do consórcio determinado pelos próprios entes da Federação. 
Ou seja, não necessariamente à resolução de problemas coletivos de interesse social. A gama de atuação do 
consórcio é amplíssima, respeitados os limites competenciais constitucionais. 
 Incorreta a alternativa “c” porque convênio é um instrumento jurídico e não uma organização como afirma 
o enunciado. 
Incorreta a alternativa “d” porque as fundações privadas cujo instituidor é pessoa privada (art. 62 do Código 
Civil) ou as fundações públicas, sejam as de personalidade pública (Autarquia Fundacional ou Fundação 
Autárquica) sejam as de personalidade privada (art. 62 do Código Civil), também possuem amplo espectro 
de atuação, por exemplo, em pesquisa científica e tecnologia alternativa, o que não apresenta a semântica 
de “problemas coletivos de interesse social” na acepção que a banca buscou. Reitero que a banca, a meu 
ver, foi infeliz na imprecisão do termo “interesse social” utilizado, dando margem a interpretações diversas. 
 
13. (2017/CESPE/TRF-1ª REGIÃO/Analista Judiciário) A respeito da organização do Estado e da 
administração pública, julgue o item a seguir. 
São exemplos de entidades paraestatais os serviços sociais autônomos, como o Serviço Social da Indústria 
(SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: certo. Como vimos, há uma aproximação na doutrina atual entre Entidade Paraestatal e Terceiro 
Setor, aí se enquadrando, por exemplo, os serviços sociais autônomos (Sistema S), as organizações sociais 
(OS), as organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP), as organizações da sociedade civil (OSC) 
e entidades de apoio. Compõem o Sistema S (o conjunto de organizações das entidades corporativas voltadas 
para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que além de 
terem seu nome iniciado com a letra S, têm raízes comuns e características organizacionaissimilares) 
atualmente uma grande gama de entidades, entre as quais, SENAI, SENAC, SESI, SESC, SEST, SENAT, SENAR, 
SEBRAE e SESCOOP. 
 
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14. (2017/IBFC/TJ-PE/Analista Judiciário) Assinale a alternativa que não apresenta conteúdo de 
cláusula essencial do Termo de Parceria firmado entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público (OSCIP): 
a) estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução ou 
cronograma 
b) previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem utilizados, mediante 
indicadores de resultado 
c) determinação de plano plurianual de atividades que serão executadas sem a necessidade de amparo do 
Poder Público 
d) objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela Organização da Sociedade 
Civil de Interesse Público 
e) previsão de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulando item por item as 
categorias contábeis usadas pela organização e o detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a 
serem pagos, com recursos oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e 
consultores 
Comentários 
Resposta: alternativa “c”. De acordo com o §2º do art. 10 da Lei nº 9.790, de 1999, são cláusulas essenciais 
do Termo de Parceria: I - a do objeto, que conterá a especificação do programa de trabalho proposto pela 
OSCIP; II - a de estipulação das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de execução 
ou cronograma; III - a de previsão expressa dos critérios objetivos de avaliação de desempenho a serem 
utilizados, mediante indicadores de resultado; IV - a de previsão de receitas e despesas a serem realizadas 
em seu cumprimento, estipulando item por item as categorias contábeis usadas pela organização e o 
detalhamento das remunerações e benefícios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou 
vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores; V - a que estabelece as 
obrigações da OSCIP, entre as quais a de apresentar ao Poder Público, ao término de cada exercício, relatório 
sobre a execução do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo específico das metas propostas 
com os resultados alcançados, acompanhado de prestação de contas dos gastos e receitas efetivamente 
realizados, independente das previsões mencionadas no inciso IV; VI - a de publicação, na imprensa oficial 
do Município, do Estado ou da União, conforme o alcance das atividades celebradas entre o órgão parceiro 
e a OSCIP, de extrato do Termo de Parceria e de demonstrativo da sua execução física e financeira, conforme 
modelo simplificado estabelecido no regulamento, contendo os dados principais da documentação 
obrigatória do inciso V, sob pena de não liberação dos recursos previstos no Termo de Parceria. 
 
15. (2017/IBFC/TJ-PE/Analista Judiciário) As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público 
(OSCIP) são pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos regulamentadas por lei. Neste 
contexto, não são passíveis de qualificação como OSCIP, exceto. 
a) organizações partidárias 
b) cooperativas 
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c) fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações 
públicas 
d) organizações sem fins lucrativos focadas na promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio 
histórico e artístico 
e) sociedades comerciais 
Comentários 
Resposta: alternativa “d”. De acordo com o art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999, não são passíveis de qualificação 
como OSCIP: I - as sociedades comerciais; II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de 
categoria profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, 
práticas e visões devocionais e confessionais; IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas 
fundações; V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo 
restrito de associados ou sócios; VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e 
assemelhados; VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; VIII - as escolas 
privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as 
cooperativas; XI - as fundações públicas; XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado 
criadas por órgão público ou por fundações públicas; XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer 
tipos de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. A 
descrição da alternativa “d” está em linha com a autorização de habilitação como OSCIP constante no art. 
3º, inciso II, da aludida lei. 
 
16. (2017/CESPE/TCE-PE/Analista de Controle) A respeito dos processos eletrônicos do TCE/PE e das 
organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP), julgue o item subsequente. 
Os requisitos para que uma organização seja qualificada como OSCIP incluem a exigência de que o seu 
estatuto contenha normas expressas sobre a observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, 
da moralidade, da publicidade, da economicidade e da eficiência. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: certo. De acordo com o art. 4º da Lei nº 9.790, de 1999, exige-se ainda, para qualificarem-se como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas 
por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre: I - a observância dos princípios da legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e da eficiência; II - a adoção de práticas de gestão 
administrativa, necessárias e suficientes a coibir a obtenção, de forma individual ou coletiva, de benefícios 
ou vantagens pessoais, em decorrência da participação no respectivo processo decisório; III - a constituição 
de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios de 
desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os 
organismos superiores da entidade; IV - a previsão de que, em caso de dissolução da entidade, o respectivo 
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patrimônio líquido será transferido a outra pessoa jurídica qualificada como OSCIP, preferencialmente que 
tenha o mesmo objeto social da extinta; V - a previsão de que, na hipótese de a pessoa jurídica perder a 
qualificação como OSCIP, o respectivo acervo patrimonial disponível, adquirido com recursos públicos 
durante o período em que perdurou aquela qualificação, será transferido a outra pessoa jurídica qualificada 
como OSCIP, preferencialmente que tenha o mesmo objeto social; VI - a possibilidade de se instituir 
remuneração para os dirigentes da entidade que atuem efetivamente na gestão executiva e para aqueles 
que a ela prestam serviços específicos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, 
na região correspondente a sua área de atuação; VII - as normas de prestação de contas a serem observadas 
pela entidade, que determinarão, no mínimo: a) a observância dos princípios fundamentais de contabilidade 
e das Normas Brasileiras de Contabilidade; b) que se dê publicidade por qualquer meio eficaz, no 
encerramento do exercício fiscal, ao relatório de atividades e das demonstrações financeiras da entidade, 
incluindo-se ascertidões negativas de débitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os à disposição para exame 
de qualquer cidadão; c) a realização de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o 
caso, da aplicação dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme previsto em regulamento; 
d) a prestação de contas de todos os recursos e bens de origem pública recebidos pelas Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público será feita conforme determina o parágrafo único do art. 70 da 
Constituição Federal. 
 
17. (2017/CESPE/TCE-PE/Analista de Gestão) No que tange a regime jurídico-administrativo, 
organização administrativa e teoria do direito administrativo brasileiro, julgue o item a seguir. 
Uma pessoa jurídica qualificada como organização social pode, simultaneamente, ser qualificada como 
organização da sociedade civil de interesse público. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: errado. As Organizações Sociais não são passíveis de serem qualificadas como OSCIP. Essa previsão 
consta no art. 2º, inciso IX, da Lei nº 9.790, de 1999: não são passíveis de qualificação como OSCIP: I - as 
sociedades comerciais; II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria 
profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões 
devocionais e confessionais; IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; V - as 
entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados 
ou sócios; VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; VII - as 
instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; VIII - as escolas privadas dedicadas ao 
ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as cooperativas; XI - as 
fundações públicas; XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão 
público ou por fundações públicas; XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação 
com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 
 
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18. (2017/CESPE/SERES-PE /Agente Penitenciário (Superior) Pessoa jurídica de direito privado, sem fins 
lucrativos, que tenha sido instituída por iniciativa de particulares e que receba delegação do Poder Público 
mediante contrato de gestão para desempenhar serviço público de natureza social denomina-se 
a) organização social. 
b) entidade de apoio. 
c) empresa pública. 
d) organização da sociedade civil de interesse público. 
e) serviço social autônomo 
Comentários 
Resposta: alternativa “a”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. Já o art. 5º da aludida lei 
prevê que contrato de gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades 
relativas às áreas do ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde. Portanto, frise-se que organização social é uma qualificação, um 
título, concedido pelo Poder Executivo, em ato discricionário (STF ADI 1923: ato discricionário não é ato 
arbitrário), a uma entidade do terceiro setor cujo objeto de atuação é em determinadas áreas específicas de 
interesse do Ente Político, que não sejam de execução exclusiva do Estado, mas em geral serviço público 
social de titularidade do Estado. 
 
19. (2017/CESPE/TRE-BA/Analista Judiciário) O Poder Público deferiu título de organização social a 
uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, cuja atividade é dirigida à preservação do meio 
ambiente. 
Considerando-se o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar que eventuais 
trabalhadores contratados pela referida entidade após a qualificação serão considerados 
 a) agentes honoríficos, sendo facultativa a promoção de processo seletivo objetivo e impessoal. 
b) empregados públicos, sujeitos à regra constitucional do concurso público. 
c) servidores públicos, sujeitos à regra constitucional do concurso público. 
d) empregados privados, selecionados mediante processo seletivo objetivo e impessoal. 
e) empregados privados, sendo facultativa a promoção de processo seletivo objetivo e impessoal. 
Comentários 
Resposta: alternativa “d”. De acordo com o julgamento do STF na ADI 1923, no qual, por decisão majoritária, 
foi julgado parcialmente procedente para dar à Lei nº 9.637, de 1998, interpretação conforme a Constituição, 
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é possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: “(...)os empregados das Organizações 
Sociais não são servidores públicos, mas sim empregados privados, por isso que sua remuneração não deve 
ter base em lei (CF, art. 37, X), mas nos contratos de trabalho firmados consensualmente. Por identidade de 
razões, também não se aplica às Organizações Sociais a exigência de concurso público (CF, art. 37, II), mas a 
seleção de pessoal, da mesma forma como a contratação de obras e serviços, deve ser posta em prática 
através de um procedimento objetivo e impessoal. 
 
20. (2017/FMP CONCURSOS/PGE-AC/Procurador do Estado) O contrato de gestão é o instrumento 
firmado entre o poder público e a entidade qualificada como organização social para fins de formação de 
parceria entre as partes com o ânimo de fomento e de execução de atividades relativas a determinadas 
áreas previstas em lei, dentre as quais NÃO se inclui 
a) o ensino e a pesquisa científica. 
b) a cultura. 
c) a saúde. 
d) o desenvolvimento tecnológico. 
e) nenhuma das alternativas anteriores responde ao comando da questão. 
Comentários 
Resposta: alternativa “e”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. 
 
21. (2017/FAUEL/PREV SÃO JOSÉ-PR/Advogado) Sobre o chamado “Terceiro Setor” e as entidades 
paraestatais, assinale a alternativa CORRETA. 
a) Os Serviços Sociais Autônomos, apesar de não integrarem a Administração Pública, recebem recursos 
públicos, provenientes das contribuições sociais, submetendo-se à exigência de licitação para a realização 
de compras e contratação de serviços. 
b) O STF pronunciou-se pela inconstitucionalidade da hipótese de dispensa de licitação para a contratação 
entre o Poder Público e organizações sociais. 
c) Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de 
direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 2 (dois) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos legais. 
d) As organizações sociais, desde que preenchidos os requisitos legais, podem receber a qualificação de 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 
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e) A qualificação de uma pessoa jurídica como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público é ato 
vinculado, de forma que o pedido só pode ser indeferido na hipótese de a pessoa jurídica requerente 
desatender a algum dos requisitos legais. 
Comentários 
Resposta: alternativa “e”. 
Correta a alternativa “e” já que em linha com a previsão do §2º do art. 1º da Lei nº 9.790, de 1999, que prevê 
expressamente que a outorga da qualificação como OSCIP é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos 
instituídos pela Lei nº 9.790, de 1999. Além disso, o §3º do artigo 6º elenca os motivos para indeferimento 
do pedido de qualificação como OSCIP. 
Incorreta a alternativa “a” porque os serviços sociais autônomos não se submetem à licitação, devendo, 
contudo, contemplar os princípios gerais da licitação em seus regulamentos próprios de aquisição, compras 
e contratações. Nessa linha veja o teor do acórdão 2198/2015 do TCU: os Serviços Sociais Autônomos não se 
sujeitam à estrita observância da Lei 8.666/1993, mas sim aos seus regulamentos próprios devidamente 
publicados, os quais devem se pautar pelos princípios gerais do processo licitatório e seguir os postulados 
gerais relativos à Administração Pública, em especial os da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, 
da isonomia e da publicidade. (Relator Marcos Bemquerer). 
Incorreta a alternativa “b”, já que no julgamento da ADI 1923 o STF, por decisão majoritária, julgou 
parcialmente procedente o pedido apenas para dar à Lei nº 9.637, de 1998, interpretação conforme a 
Constituição. É possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: As dispensas de licitação 
instituídas no art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 e no art. 12, §3º, da Lei nº 9.637/98 têm a finalidade que a 
doutrina contemporânea denomina de função regulatória da licitação, através da qual a licitação passa a ser 
também vista como mecanismo de indução de determinadas práticas sociais benéficas, fomentando a 
atuação de organizações sociais que já ostentem, à época da contratação, o título de qualificação, e que por 
isso sejam reconhecidamente colaboradoras do Poder Público no desempenho dos deveres constitucionais 
no campo dos serviços sociais. O afastamento do certame licitatório não exime, porém, o administrador 
público da observância dos princípios constitucionais, de modo que a contratação direta deve observar 
critérios objetivos e impessoais, com publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados. 
Incorreta a alternativa “c”, já que, de acordo com o art. 1º da Lei nº 9.790, de 1999, com a redação da Lei nº 
13.019, de 2014, podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos 
que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 (três) anos, desde 
que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos em lei. 
Incorreta a alternativa “d” porque, de acordo com o inciso IX do art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999, as 
Organizações Sociais – OS não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público – OSCIP. 
 
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22. (2017/CESPE/TJ-PR/Juiz de Direito) Acerca das entidades paraestatais e do terceiro setor, assinale 
a opção correta. 
a) Segundo o STF, o procedimento de qualificação pelo poder público de entidades privadas como OS 
prescinde de licitação. 
b) Segundo o STF, as atividades de saúde, ensino e cultura devem ser viabilizadas por intervenção direta do 
Estado, não podendo a execução desses serviços essenciais ser realizada por meio de convênios com 
organizações sociais. 
c) Cumpridos os requisitos legais, caso uma OS requeira a qualificação como OSCIP, o poder público deverá 
outorgar-lhe o referido título, pois se trata de decisão vinculada do ministro da Justiça. 
d) Caso uma OSCIP ajuíze ação cível comum de rito ordinário, o foro competente para o julgamento da causa 
será a vara da fazenda pública, se existente na respectiva comarca, já que se trata de uma entidade que 
integra a administração pública 
Comentários 
Resposta: alternativa “a”. 
Correta a alternativa “a”, já que no julgamento da ADI 1923 no STF, é possível extrair o seguinte excerto da 
longa ementa do julgado: O procedimento de qualificação de entidades, na sistemática da Lei, consiste em 
etapa inicial e embrionária, pelo deferimento do título jurídico de “organização social”, para que Poder 
Público e particular colaborem na realização de um interesse comum, não se fazendo presente a 
contraposição de interesses, com feição comutativa e com intuito lucrativo, que consiste no núcleo conceitual 
da figura do contrato administrativo, o que torna inaplicável o dever constitucional de licitar (CF, art. 37, XXI). 
10. A atribuição de título jurídico de legitimação da entidade através da qualificação configura hipótese de 
credenciamento, no qual não incide a licitação pela própria natureza jurídica do ato, que não é contrato, e 
pela inexistência de qualquer competição, já que todos os interessados podem alcançar o mesmo objetivo, 
de modo includente, e não excludente. 
Incorreta a alternativa “b” porque, também do julgado pelo STF da ADI 1923, podemos extrair os seguintes 
excertos: A atuação do poder público no domínio econômico e social pode ser viabilizada por intervenção 
direta ou indireta, disponibilizando utilidades materiais aos beneficiários, no primeiro caso, ou fazendo uso, 
no segundo caso, de seu instrumental jurídico para induzir que os particulares executem atividades de 
interesses públicos através da regulação, com coercitividade, ou através do fomento, pelo uso de incentivos 
e estímulos a comportamentos voluntários. (...) A figura do contrato de gestão configura hipótese de 
convênio, por consubstanciar a conjugação de esforços com plena harmonia entre as posições subjetivas, que 
buscam um negócio verdadeiramente associativo, e não comutativo, para o atingimento de um objetivo 
comum aos interessados: a realização de serviços de saúde, educação, cultura, desporto e lazer, meio 
ambiente e ciência e tecnologia, razão pela qual se encontram fora do âmbito de incidência do art. 37, XXI, 
da CF. 
Incorreta a alternativa “c” porque, de acordo com o inciso IX do art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999, as 
Organizações Sociais – OS não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público – OSCIP. 
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Incorreta a alternativa “d” porque as OSCIP como todas as organizações integrantes do Terceiro Setor, não 
integram a Administração Pública. 
 
23. (2017/CESPE/TRE-PE/Analista Judiciário) Pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, não 
integrante da administração pública, que atua na área de ensino e pode contratar diretamente com o 
poder público por dispensa de licitação, para a prestação de serviços contemplados no contrato de gestão 
firmado com o ente público, é denominada 
a) sociedade de economia mista. 
b) instituição comunitária de educação superior. 
c) organização da sociedade civil. 
d) organização social. 
e) organização da sociedade civil de interesse público. 
Comentários 
Resposta: alternativa “d”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitosprevistos em lei. Já o art. 5º da aludida lei 
prevê que contrato de gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades 
relativas às áreas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde. Além disso, tanto a OS quanto qualquer outra organização do Terceiro 
Setor não integram a Administração Pública direta ou indireta. Por fim, cabe dizer que está dispensada de 
licitação, nos termos do inciso XXIV do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993, a celebração de contratos de 
prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de 
governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. 
 
24. (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ANDRADINA-SP/Procurador Jurídico) Determinada Prefeitura 
Municipal pretende transferir a administração de um Hospital Público do Município para uma empresa 
privada. Nessa hipótese, considerando a legislação que rege a matéria referente ao Terceiro Setor, é 
correto afirmar que a pretendida transferência 
 
a) não pode ser concretizada, uma vez que a área da saúde pública não admite ser administrada por 
terceiros. 
b) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização Social. 
c) pode ser efetivada por meio de contrato de gestão com uma Organização da Sociedade Civil de Interesse 
Público. 
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d) pode ser efetivada por meio de Termo de Parceria com uma Organização Social. 
e) não pode ser efetivada com entidades privadas, podendo ser concretizada apenas por meio de parcerias 
com entes públicos. 
Comentários 
Resposta: alternativa “b”. 
Correta a alternativa “b”, já que, nos termos da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá qualificar 
como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam 
dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. Além disso, pode o Poder Público, 
por meio de contrato de gestão, firmar com a entidade qualificada como organização social a execução de 
atividades relativas às áreas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e 
preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. 
Incorretas as alternativas “a” e “e” porque, conforme já decidiu o STF no julgamento da ADI 1923, a prestação 
de serviço de saúde pode se dar de forma direta (o próprio Poder Público prestando, seja por entidade da 
Administração Direta ou Indireta) ou de forma indireta (por meio de particulares, por delegação). 
Incorretas as alternativas “c” e “d” porque, contrato de gestão é celebrado com OS (organização social) e 
não com OSCIP. O Poder Público pode celebrar termo de parceria com OSCIP, nos termos da Lei nº 9.790, de 
1999. 
 
25. (2016/IDECAN/CÂMARA DE ARACRUZ-ES/Procurador Legislativo) Nos termos da doutrina do 
Direito Administrativo, quanto às entidades que atuam paralelamente ao Estado, é correto afirmar que 
a) o credenciamento de organizações não governamentais para fins de repasse de recursos públicos ocorre 
por meio do instrumento de consórcio público. 
b) as organizações sociais firmam termos de parceria com o poder público, instrumento pelo qual assumem 
a gestão de determinados serviços públicos não lucrativos. 
c) conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a OAB e demais Conselhos de Classe são pessoas 
jurídicas de direito público integrantes da Administração Pública Indireta. 
d) as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público são entidades privadas, sem fins lucrativos e, 
portanto, não integram o rol de entidades da Administração Pública Indireta. 
Comentários 
Resposta: alternativa “d”. De fato, as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, qualificadas 
como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, nos termos da Lei nº 9.790, de 1999, 
não integram a Administração Pública direta ou indireta. 
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Incorreta a alternativa “a” porque consórcio público, figura tratada pela Lei nº 11.107, de 2005, com base no 
art. 241 da CRFB, é pessoa jurídica que pode ser constituída pela União, Estados, DF e Municípios, com 
personalidade jurídica de direito público (associação pública) ou de direito privado, não sendo, portanto, 
forma de credenciamento de organizações não governamentais – ONGs. 
Incorreta a alternativa “b” porque as organizações sociais – OS firmam contrato de gestão com o Poder 
Público, nos termos da Lei nº 8.637, de 1998. Quem firma termo de parceria com o Poder Público são as 
organizações da sociedade civil de interesse público – OSCIP, com base na Lei nº 9.790, 1999. 
Incorreta a alternativa “c” já que, conforme decisão do STF no julgamento da ADI 3026, a OAB não é 
enquadrada como Autarquia Profissional, não integrando, portanto, a Administração Indireta. Segundo o 
STF, a OAB é “serviço público independente, categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas 
existentes no direito brasileiro”. 
 
26. (2016/FEPESE/PREFEITURA DE LAGES-SC/Administrador) Assinale a alternativa correta. 
a) As instituições hospitalares privadas são Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público devido a sua 
função social. 
b) Sindicatos e associações de classe são um exemplo de Organizações da Sociedade Civil de Interesse 
Público, desde que não tenham fins lucrativos. 
c) A qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público somente será conferida às 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos objetivos sociais tenham como finalidade a 
promoção da cultura. 
d) A qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público somente será conferida a 
autarquias voltadas à educação. 
e) Entidades que comercializam planos de saúde não são passíveis de qualificação como Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público. 
Comentários 
Resposta: alternativa “e”. De acordo com art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999: NÃO são passíveis de qualificação 
como OSCIP: I - as sociedades comerciais; II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de 
categoria profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, 
práticas e visões devocionais e confessionais; IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas 
fundações; V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo 
restrito de associados ou sócios; VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e 
assemelhados; VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; VIII - as escolas 
privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as 
cooperativas; XI - as fundações públicas; XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado 
criadas por órgão público ou por fundações públicas; XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer 
tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 
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Incorreta a alternativa “a” porque, para serem qualificadas como OSCIP, as pessoas jurídicas de direito 
privado sem fins lucrativos devem cumprir os requisitos previstostemos: 
 
Contrato de Gestão: é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
Organização Social - OS, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de 
atividades relativas às áreas relacionadas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, 
à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. 
 
Chamamento Público: é o procedimento destinado a selecionar organização da sociedade civil para firmar 
parceria por meio de termo de colaboração ou de fomento, no qual se garanta a observância dos princípios 
da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade 
administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são 
correlatos(inciso XII do art. 2º da Lei nº 13.019, de 2014). 
 
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Termo de Colaboração: é o instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela 
administração pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco propostas pela administração pública que envolvam a transferência de recursos 
financeiro (inciso VII do art. 2º da Lei nº 13.019, de 2014) 
 
 
Termo de Fomento:é o instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela 
administração pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco propostas pelas organizações da sociedade civil, que envolvam a transferência de 
recursos financeiros (inciso VIII do art. 2º da Lei nº 13.019, de 2014) 
 
Acordo de Cooperação:é o instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pela 
administração pública com organizações da sociedade civil para a consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco que não envolvam a transferência de recursos financeiros (inciso VIII-A do art. 2º da Lei 
nº 13.019, de 2014) 
 
Termo de Parceria: é o instrumento passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas 
como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP, destinado à formação de vínculo de 
cooperação entre as partes, para o fomento e a execução das atividades de interesse público previstas em 
lei (art. 9º da Lei nº 9.790, de 1999) 
 
Fundação de apoio:é fundação criada com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e 
extensão, projetos de desenvolvimento institucional, científico, tecnológico e projetos de estímulo à 
inovação de interesse das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação - ICTs, registrada e credenciada 
no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, nos termos da Lei no 8.958, de 
1994, e das demais legislações pertinentes nas esferas estadual, distrital e municipal. 
 
A seguir segue um diagrama com as figuras jurídicas enquadráveis como entidades do Terceiro Setor: 
 
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O concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Paraná, aplicado pela banca CESPE em 2017, 
apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “Caso uma OSCIP ajuíze ação cível 
comum de rito ordinário, o foro competente para o julgamento da causa será a vara da fazenda 
pública, se existente na respectiva comarca, já que se trata de uma entidade que integra a 
administração pública.” 
Comentários: alternativa incorreta. Incorreta a alternativa porque as OSCIP como todas as demais 
organizações integrantes do Terceiro Setor (OS, OSC, Serviços Sociais Autônomos, Entidades de 
Apoio, entre outras), não integram a Administração Pública. 
 
 
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A professora Maria Sylvia apresenta um rol de características que, em regra, são comuns entre as entidades 
enquadradas no terceiro setor, vejamos2: 
 não são criadas por lei: em que pese o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR ter sido 
criado pela Lei nº 8.315, de 1991, em atendimento ao art. 62 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias – ADCT; o Decreto-Lei nº 4.048, de 1942, ter criado o Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial – SENAI; os demais serviços sociais autônomos, em regra, são autorizados à criação 
mediante lei; 
 
 não desempenham serviço público delegado pelo Estado: as entidades do Terceiro Setor 
desempenham atividade privada não exclusiva do Estado, mas de interesse público e em colaboração 
com este; 
 
 são incentivadas pelo Poder Público: qualificação ou outorga de título, vantagens fiscais, outorga de 
utilização de bens públicos móveis ou imóveis; cessão de servidores públicos; dotações 
orçamentárias; entre outros; 
 
 possuem vínculos jurídicos com o Poder Público: por meio dos mais diversos institutos jurídicos, tais 
como convênios, contrato de gestão, termo de parceria, termo de colaboração, termo de fomento, 
acordo de cooperação, entre outros congêneres; 
 
 devem prestar contas ao Tribunal de Contas e ao Poder Público signatário do liame jurídico quanto 
ao adimplemento de suas cláusulas, da utilização e emprego do dinheiro público; 
 
 atuam sob regime jurídico de direito privado, parcialmente derrogado por normas de direito 
público; 
 
 não se enquadram na Administração Pública, direta ou indireta (1º setor), nem como agente do 
mercado (2º setor). 
 
O “em regra” é apropriado porque, como também ressalva a ilustre professora Maria Sylvia3, as Organizações 
Sociais – OS, por exemplo, prestam serviço público por delegação do Poder Público: 
 
 
 
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(...) elas, como regra geral, prestam serviço público por delegação do Poder Público. Elas se 
substituem ao Poder Público na prestação de uma atividade que a este incumbe; elas prestam a 
atividade utilizando-se de bens do patrimônio público, muitas vezes contando com servidores 
públicos em seu quadro de pessoal, e são mantidas com recursos públicos; embora instituídas 
como entidades privadas, criadas por iniciativa de particulares, a sua qualificação como 
Organização Social constitui iniciativa do Poder Público e é feita com o objetivo específico de a 
elas transferir a gestão de determinado serviço público e a gestão de um patrimônio público. O 
grande objetivo é fugir ao regime jurídico a que se submete a Administração Pública e permitir 
que o serviço público seja prestado sob o regime jurídico do direito privado. No que diz respeito 
ao objeto do contrato de gestão que as vincula ao Poder Público, elas não prestam atividade 
privada de interesse público (serviços sociais não exclusivos do Estado, como as entidades do 
terceiro setor), mas serviço social de titularidade do Estado, a elas transferido mediante 
delegação feita por meio de contrato de gestão. 
 
Vamos aprofundar o estudo da Organização Social - OS a partir de agora. 
 
 
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3. ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - OS 
 
A Lei Federal nº 9.637, de 1998, dispõe sobre a qualificação de entidades como OS no âmbito da União e 
será a base do nosso estudo. 
Ressalte-se que a Lei nº 9.637, de 1998, estabelece os requisitos e regras para qualificação como OS no 
âmbito da Administração Pública Federal, nadana Lei nº 9.790, de 1999. Ademais, de 
acordo com o art. 2º da aludida lei, não são passíveis de qualificação como OSCIP as instituições hospitalares 
privadas, não gratuitas e suas mantenedoras. 
Incorreta a alternativa “b” porque, conforme o já citado art. 2º, não são passíveis de qualificação como OSCIP 
os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional. 
Incorreta a alternativa “c” porque o exercício de atividade cultural não é o único que permite a qualificação 
como OSCIP. 
Incorreta a alternativa “d” porque autarquia não pode ser qualificada como OSCIP, isso porque o art. 1º da 
Lei nº 9.790, de 1999, prevê que podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado sem 
fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 
(três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos 
instituídos por Lei. 
 
27. (2016/CESPE/TCE-PR/Analista de Controle) Em relação à administração pública direta e indireta, 
assinale a opção correta. 
a) O vínculo entre o poder público e as organizações da sociedade civil de interesse público é estabelecido 
mediante a celebração de contrato de gestão, no qual deverão estar previstos os direitos e as obrigações 
dos pactuantes e destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes para o fomento e a 
execução das atividades de interesse público. 
b) Organizações sociais são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam 
dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde. 
c) Os serviços sociais autônomos, que são instituídos pelo poder público por meio de lei, integram a 
administração pública. 
d) Não é obrigatória a participação de agentes do poder público no conselho de administração das 
organizações sociais, exigindo-se, contudo, que seja formado por membros representantes de entidades da 
sociedade civil e por membros com notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral, a serem 
eleitos pelos integrantes do conselho. 
e) A qualificação das organizações sociais será concedida pelo Ministério da Justiça por meio de ato 
vinculado. 
Comentários 
Resposta: alternativa “b”. De fato, o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1999, afirma que o Poder Executivo pode 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos da lei. Assim, se uma entidade já 
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foi qualificada como OS, ao menos formalmente, pode-se afirmar que ela é de direito privado, sem fins 
lucrativos, e atua em uma das atividades citadas. 
Incorreta a alternativa “a” porque o Poder Público e as OSCIP celebram termo de parceria, conforme fixa a 
Lei nº 9.970, de 1999. 
Incorreta a alternativa “c” porque os serviços sociais autônomos não necessariamente são instituídos pelo 
Poder Público e, de todo modo, não integram a Administração Pública, direta ou indireta. 
Incorreta a alternativa “d” porque, de acordo com o art. 3º da Lei nº 9.637, de 1998, o conselho de 
administração da OS deve ser estruturado conforme dispuser seu Estatuto, mas sendo composto por: 20 a 
40% de membros natos representantes do Poder Público. 
Por fim, incorreta a alternativa “e” porque, de acordo com o inciso II, do art 2º da Lei nº 9.637, de 1998, é 
requisito para habilitação como OS haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua 
qualificação como organização social, do Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de 
atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma 
do Estado. A qualificação que é concedida pelo Ministro da Justiça é como OSCIP, nos termos da Lei nº 9.970, 
de 1999, em especial seus artigos 5º e 6º: cumpridos os requisitos da lei, a pessoa jurídica de direito privado 
sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificação como OSCIP, deverá formular requerimento escrito 
ao Ministério da Justiça, instruído com cópias autenticadas dos documentos obrigatórios; recebido o 
requerimento, o Ministério da Justiça decidirá, no prazo de trinta dias, deferindo ou não o pedido. 
 
28. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), o Poder Executivo, observados os requisitos legais, poderá qualificar como organizações sociais 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à 
pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à 
cultura e à saúde. E é por meio de contrato de gestão que o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social formam parcerias para fomento e execução de atividades relativas às áreas 
suprarelacionadas. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: certo. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá qualificar como 
organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas 
ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. Já o art. 5º da aludida lei prevê que 
contrato de gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização 
social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às 
áreas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio 
ambiente, à cultura e à saúde. 
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29. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão, ao tomarem conhecimento 
de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por 
organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, e representarão ao Ministério 
Público, à Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente 
a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem 
como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao 
patrimônio público, sob pena de responsabilidade solidária. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
Comentários 
Resposta: errado. A assertiva está incorreta porque o examinador uniu em uma única afirmação dois 
dispositivos com orientações diversas constantes na Lei nº 9.637, de 1998. Trata-se das disposições dos 
artigos 9º e 10 da aludida lei, veja: Art. 9º Os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de 
gestão, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou 
bens de origem pública por organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena 
de responsabilidade solidária. Art. 10. Sem prejuízo da medida a que se refere o artigo anterior, quando assim 
exigir a gravidade dos fatos ou o interesse público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou 
recursos de origem pública, os responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à 
Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeiraao juízo competente a decretação 
da indisponibilidade dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente 
público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. 
Portanto, perceba que há uma gradação nos aludidos dispositivos. Quando houver qualquer irregularidade 
ou ilegalidade, os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato devem dar ciência ao Tribunal de 
Contas, sob pena de responsabilidade solidária. Por outro lado, quando forem graves os fatos ou o interesse 
público exigir (demonstra maior relevância do que no item anterior), em função de fundados indícios de 
malversação de bens ou recursos públicos, além de comunicar ao Tribunal de Contas, os responsáveis pela 
fiscalização devem representar ao MP e à AGU ou Procuradoria do ente. 
 
30. (2016/MPE-SC/MPE-SC/Promotor de Justiça) De acordo com a Lei n. 9.790/99 (Organizações da 
Sociedade Civil de Interesse Público), que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito 
privado, sem fins lucrativos, como OSCIP, exige-se, para tanto, que sejam regidas por estatutos cujas 
normas expressamente disponham sobre a constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado 
de competência para opinar sobre os relatórios de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações 
patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade, sendo vedada a 
participação de servidores públicos na composição desse conselho. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
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Comentários 
Resposta: errado. A assertiva está incorreta apenas por sua parte final. O parágrafo único do art. 4º da Lei nº 
9.790, de 1999, já permitia a participação de servidores públicos na composição de conselho de OSCIP, mas 
vedava a percepção de remuneração ou subsídio, a qualquer título. Mas a Lei nº 13.019, de 2014, alterou o 
aludido dispositivo, continuando a permitir a participação de servidor público, só que agora excluindo a 
vedação de remuneração ou subsídio. Ou seja, atualmente, o servidor tanto pode participar da composição 
de conselho de OSCIP quanto ser remunerado por isso. A parte inicial da assertiva está correta e em linha 
com o art. 4º, incido III, da Lei nº 9.790, de 1999, que prevê que o estatuto da OSCIP deve dispor sobre a 
constituição de conselho fiscal ou órgão equivalente, dotado de competência para opinar sobre os relatórios 
de desempenho financeiro e contábil, e sobre as operações patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para 
os organismos superiores da entidade. 
 
31. (2016/IOBV/PREFEITURA DE CHAPECÓ-SC/Procurador Municipal) Determinado Município firmou 
convênio com uma Organização Social de assistência aos deficientes visuais, repassando-lhe mensalmente 
verbas públicas, e cedendo também uma sala em escola municipal para o desempenho das atividades. 
Diante da situação em epígrafe, é correto afirmar: 
a) Este convênio tão somente poderá ter realizado por intermédio de uma licitação, na modalidade 
Concorrência, uma vez que a livre escolha feita pela Administração não se enquadra nos casos de dispensa 
de licitação. 
b) Uma vez que recebeu verbas públicas, a referida Organização Social deverá obrigatoriamente realizar 
procedimentos licitatórios para a utilização destes recursos. 
c) As organizações sociais, por integrarem o Terceiro Setor, não fazem parte do conceito constitucional de 
Administração Pública, razão pela qual não se submetem, em suas contratações ao dever de licitar, visto a 
ausência de determinação constitucional. 
d) As organizações sociais como as entidades paraestatais se submetem aos procedimentos licitatórios, nos 
mesmos moldes da Administração Direta. 
Comentários 
Resposta: alternativa “c”. A alternativa “c” está em linha com a jurisprudência do STF, STJ e TCU. As 
organizações do Terceiro Setor (OS, OSCIP, OSC, Serviço social Autônomo, Entidades de apoio, entre outras) 
não se enquadram no conceito de Administração Pública direta ou indireta, a elas não se aplicando 
ordinariamente o regime jurídico público. Elas se submetem ao regime jurídico privado, sendo este mitigado 
apenas em situações específicas e excepcionais. 
Incorreta a alternativa “d”, nessa linha. 
Incorreta também a alternativa “a”, já que no julgamento da ADI 1923 o STF, por decisão majoritária, julgou 
parcialmente procedente o pedido apenas para dar à Lei nº 9.637, de 1998, interpretação conforme a 
Constituição. É possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: As dispensas de licitação 
instituídas no art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 e no art. 12, §3º, da Lei nº 9.637/98 têm a finalidade que a 
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doutrina contemporânea denomina de função regulatória da licitação, através da qual a licitação passa a ser 
também vista como mecanismo de indução de determinadas práticas sociais benéficas, fomentando a 
atuação de organizações sociais que já ostentem, à época da contratação, o título de qualificação, e que por 
isso sejam reconhecidamente colaboradoras do Poder Público no desempenho dos deveres constitucionais 
no campo dos serviços sociais. O afastamento do certame licitatório não exime, porém, o administrador 
público da observância dos princípios constitucionais, de modo que a contratação direta deve observar 
critérios objetivos e impessoais, com publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados. 
Portanto, não se exige licitação para realização de convênio ou contrato do Poder Público com OS, neste 
caso. 
Incorreta a alternativa “b” porque também não se exige que a OS realize procedimento licitatório. Inclusive 
o art. 17 da Lei nº 9.637, de 1998, fixou que a OS deve publicar, no prazo máximo de 90 dias contados da 
assinatura do contrato de gestão, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a 
contratação de obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder 
Público. 
 
32. (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP/Analista) Assinale a alternativa que contempla 
duas áreas em que a Administração Pública pode firmar um contrato de gestãocom uma organização 
social. 
a) Cultura e saúde. 
b) Preservação do meio ambiente e administração da justiça. 
c) Administração e gerenciamento de rodovias e pesquisa científica. 
d) Ensino universitário e administração de obras públicas. 
e) Desenvolvimento tecnológico e segurança pública. 
Comentários 
Resposta: alternativa “a”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos previstos em Lei. 
 
33. (2016/FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/Auditor Fiscal) Edinaldo e Pedro, estudantes de direito, 
travaram intenso debate a respeito da sujeição, ou não, dos serviços sociais autônomos à exigência 
constitucional de que a investidura em cargo ou emprego público dependa de aprovação prévia em 
concurso público de provas ou de provas e títulos. 
 
À luz da sistemática constitucional e da interpretação que lhe vem sendo dispensada pelo Supremo 
Tribunal Federal, é correto afirmar que os serviços sociais autônomos, 
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a) por integrarem a Administração Pública direta, devem observar a referida exigência constitucional.b) na medida em que não integram a Administração Pública, não devem observar a referida exigência 
constitucional. 
c) por integrarem a Administração Pública indireta, devem observar a referida exigência constitucional. 
d) somente estarão sujeitos à referida exigência constitucional quando receberem contribuições parafiscais. 
e) por serem entes paraestatais, devem observar a referida exigência constitucional. 
Comentários 
Resposta: alternativa “b”. De acordo com a jurisprudência do STF, por exemplo, no julgamento da ADI 1.864 
e RE 789.874, tem-se que: os serviços sociais autônomos integrantes do denominado Sistema "S", vinculados 
a entidades patronais de grau superior e patrocinados basicamente por recursos recolhidos do próprio setor 
produtivo beneficiado, ostentam natureza de pessoa jurídica de direito privado e não integram a 
administração pública, embora colaborem com ela na execução de atividades de relevante significado social. 
Presentes essas características, não estão submetidas à exigência de concurso público para a contratação de 
pessoal, nos moldes do art. 37, II, da CF. Dessa jurisprudência decorreu a fixação da seguinte tese no tema 
569 de repercussão geral: Os serviços sociais autônomos integrantes do denominado Sistema "S" não estão 
submetidos à exigência de concurso público para contratação de pessoal, nos moldes do art. 37, II, da 
Constituição Federal. 
 
34. (2016/FGV/PREFEITURA DE CUIABÁ-MT/Auditor Fiscal) Sobre as normas gerais acerca da 
prestação de serviços públicos por Organizações Sociais – OS's, assinale a afirmativa correta 
a) A qualificação de pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos em Organização Social depende 
de lei específica de iniciativa do chefe do Poder Executivo. 
b) A Organização Social formada será integrante da Administração Indireta do ente federado que a criou, 
estando submetida aos princípios da hierarquia e do controle. 
c) Não obstante a qualificação como Organização Social, a entidade de direito privado qualificada está 
submetida à prévia licitação para a prestação do serviço delegado. 
d) A qualificação da entidade privada como Organização Social depende de licitação na modalidade de 
concorrência, salvo se por inviabilidade de competição a mesma for inexigível. 
e) As entidades qualificadas como Organização Social não integram a estrutura da Administração Pública e 
não possuem fins lucrativos, mas se submetem ao controle financeiro do Poder Público, inclusive do Tribunal 
de Contas. 
Comentários 
Resposta: alternativa “e”. 
Correta a alternativa “e”. A OS, assim qualificada pelo Poder Executivo nos termos da Lei nº 9.637, de 1998, 
e todas as outras organizações do Terceiro Setor (OSCIP, OSC, Serviço Social Autônomo, Entidades de Apoio, 
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...) não integram a Administração Pública, direta ou indireta. A elas não se aplica ordinariamente o regime 
jurídico público, submetendo-se ao regime jurídico privado, sendo este mitigado apenas em situações 
específicas e excepcionais. Nesta linha, no julgamento da ADI 1923 pelo STF, por decisão majoritária, foi 
julgado parcialmente procedente o pedido apenas para dar à Lei nº 9.637, de 1998, interpretação conforme 
a Constituição. É possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: (...) para afastar qualquer 
interpretação que restrinja o controle, pelo Ministério Público e pelo TCU, da aplicação de verbas públicas. 
 Incorreta a alternativa “a” porque a qualificação como OS é concedida discricionariamente pelo Poder 
Executivo, sem necessidade de lei. Frise-se que, no julgamento da já citada ADI 1923 o STF fixou a orientação 
de que a discricionariedade citada não pode ser confundida com arbitrariedade. Assim, os motivos para 
concessão ou não devem ser públicos para que haja controle social e dos órgãos competentes. 
Incorreta a alternativa “b” porque OS não integra Administração Indireta. 
Incorreta a alternativa “c” porque, nos termos do inciso XXIV do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993, há dispensa 
de licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, qualificadas 
no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no contrato de gestão. 
Incorreta a alternativa “d” porque, em linha com o julgamento da ADI 1923 pelo STF, o Poder Público não 
está sujeito à licitação para qualificação das pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos como OS, 
cumpridos os requisitos da Lei nº 9.637, de 1998. 
 
35. (2016/TRF-3ª REGIÃO/TRF-3ª REGIÃO/Juiz Federal) Dadas as assertivas abaixo a respeito das 
OSCIPs, assinale a alternativa correta. 
I – Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de 
direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 1 (um) ano, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos pela Lei nº 9.790/1999. 
II – Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as 
sociedades comerciais, os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional, 
nem as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais 
e confessionais. 
III – Dentre os objetos sociais possíveis para a qualificação instituída pela Lei nº 9.790/1999 está o de 
realização de estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a implementação de 
tecnologias voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio de transporte. 
Estão corretas 
a) Apenas I e II. 
b) I, II e III. 
c) Apenas II. 
d) Apenas II e III. 
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Comentários 
Resposta: alternativa “d”. 
Incorreta a assertiva I porque, de acordo com o art. 1º da Lei nº 9.970, de 1999, podem qualificar-se como 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de direito privado sem fins 
lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 (três) 
anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos em 
lei. 
Correta a assertiva II, já que, de acordo com art. 2º da Lei nº 9.790, de 1999: NÃO são passíveis de qualificação 
como OSCIP: I - as sociedades comerciais; II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de 
categoria profissional; III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, 
práticas e visões devocionais e confessionais; IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas 
fundações; V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo 
restrito de associados ou sócios; VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e 
assemelhados; VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; VIII - as escolas 
privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; IX - as organizações sociais; X - as 
cooperativas; XI - as fundações públicas; XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado 
criadas por órgão público ou por fundações públicas; XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer 
tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional a que se refere o art. 192 da Constituição Federal. 
Correta também a assertiva III, já que a Lei nº 13.019, de 2014, incluiu o inciso XIII no art. 3º da Lei nº 9.970, 
de 1999, para permitir como um dos objetivos sociais autorizadores de qualificação como OSCIP a realização 
de estudose pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a implementação de tecnologias 
voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio de transporte. 
 
 
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8. RESUMO 
 
 
1. Setores da Economia: 
 
 
2. Organização Não Governamental – ONG: sentido amplo (segundo e terceiro setores) – engloba todas as 
entidades que não sejam do Poder Público; sentido estrito (apenas terceiro setor) – pessoas jurídicas de 
direito privado, sem fins lucrativos, que realizam atividades de interesse coletivo nas mais diversas áreas 
(saúde, educação, assistência social, meio ambiente, cultura, segurança, entre outros) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. Terceiro Setor: entidades privadas que realizam atividades de interesse público sem fins lucrativos, 
coexistindo com as atividades do Primeiro Setor (Estado) e do Segundo Setor (Mercado). Por realizarem 
atividades de interesse público, são fomentadas pelo Estado, recebendo proteção, financiamento e 
medidas de colaboração. 
 
✓ Exemplos: os serviços sociais autônomos, as Organizações Sociais – OS (Lei nº 9.637, de 1998), as 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP (Lei nº 9.790, de 1999), as Organizações 
da Sociedade Civil - OSC (Lei nº 13.019, de 2014) e as entidades de apoio (Lei nº 8.958, de 1994, e Lei 
nº 10.873, de 2004). 
 
 
INSTRUMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA COM AS ORGANIZAÇÕES 
Nome 
Tipo de Organização 
envolvida 
Definição 
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Contrato de Gestão OS 
Firmado entre o Poder Público e a 
entidade qualificada como Organização 
Social - OS, com vistas à formação de 
parceria entre as partes para fomento e 
execução de atividades relativas às áreas 
relacionadas ao ensino, à pesquisa 
científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e preservação 
do meio ambiente, à cultura e à saúde. 
 
Termo de Colaboração OSC 
Instrumento por meio do qual são 
formalizadas as parcerias estabelecidas 
pela administração pública com 
organizações da sociedade civil para a 
consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco propostas pela 
administração pública que envolvam a 
transferência de recursos financeiro. 
 
Termo de Fomento OSC 
Instrumento por meio do qual são 
formalizadas as parcerias estabelecidas 
pela administração pública com 
organizações da sociedade civil para a 
consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco propostas pelas 
organizações da sociedade civil, que 
envolvam a transferência de recursos 
financeiros. 
 
Termo de Cooperação OSC 
Instrumento por meio do qual são 
formalizadas as parcerias estabelecidas 
pela administração pública com 
organizações da sociedade civil para a 
consecução de finalidades de interesse 
público e recíproco que não envolvam a 
transferência de recursos financeiros. 
 
Termo de Parceria OSCIP 
Instrumento passível de ser firmado 
entre o Poder Público e as entidades 
qualificadas como Organizações da 
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OSCIP destinado à formação de vínculo 
de cooperação entre as partes, para o 
fomento e a execução das atividades de 
interesse público previstas em lei. 
 
 
✓ Chamamento Público: é o procedimento destinado a selecionar organização da sociedade civil para 
firmar parceria por meio de termo de colaboração ou de fomento, no qual se garanta a observância 
dos princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da 
publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento 
objetivo e dos que lhes são correlatos. 
✓ Convênio: é uma forma de ajuste entre o poder público e entidades públicas ou privadas para a 
realização de objetivos de interesse comum, mediante mútua colaboração. Portanto, convênio é um 
acordo e não um contrato, já que os interesses dos convenentes são convergentes e não contrapostos. 
 
4. Características, em regra, comuns entre entidades do Terceiro Setor: não se enquadram na Administração 
Pública, direta ou indireta (1º setor), nem como agente do mercado (2º setor); são incentivadas pelo 
Poder Público; possuem vínculos jurídicos com o Poder Público; devem prestar contas ao Tribunal de 
Contas e ao Poder Público signatário do liame jurídico; atuam sob regime jurídico de direito privado, 
parcialmente derrogado por normas de direito público. 
 
5. Organizações Sociais: é uma qualificação, um título, concedido pelo Poder Executivo a uma pessoa 
jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa 
científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à 
saúde, atendidos aos requisitos previstos em lei. 
 
✓ A obtenção da qualificação como OS é pré-requisito para que essas pessoas jurídicas de direito privado 
possam se beneficiar de vantagens oferecidas pelo Estado (vantagens fiscais, como isenções e 
remissões; dotações orçamentárias; cessão de servidores públicos; utilização de bens públicos móveis 
e imóveis; dispensa de licitação para ser contratada pelo ente público; entre outras) 
✓ A OS deve publicar, no prazo máximo de 90 dias contados da assinatura do contrato de gestão, 
regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, 
bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público. 
✓ O somatório de membros do Conselho de Administração representantes do Poder Público e de 
entidades da sociedade civil deve corresponder a mais de 50% do Conselho. 
✓ Os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão devem dar ciência ao Tribunal de 
Contas, sob pena de responsabilidade solidária, quando tomarem conhecimento de qualquer 
irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por OS. 
✓ Além de comunicar ao Tribunal de Contas, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse 
público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os 
responsáveis pela fiscalização devem representar ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União 
ou à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente a decretação da 
indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de 
agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio 
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público, incluindo a investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações 
mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. 
✓ Faculta-se que o Poder Executivo realize a cessão especial de servidor para as OS, com o ônus 
permanecendo para a origem; 
✓ É dispensável a licitação para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações 
sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no 
contrato de gestão. 
✓ As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social 
e utilidade pública, para todos os efeitos legais. 
 
6.Jurisprudência sobre OS: ADI 1923 – interpretação da Lei nº 9.637, de 1998, conforme a Constituição; 
inexistência de violação à licitação; procedimento de qualificação como OS configura credenciamento; 
competência discricionária, mas não arbitrária; inexistência de dever de realizar concurso público; 
controle pelo Tribunal de Contas e Ministério Público; o contrato de gestão configura hipótese de 
convênio; procedimento público impessoal e pautado por critérios objetivos; OS não integra 
Administração Pública; não precisa licitar; seus empregados não são servidores públicos; previsão de 
percentual de representantes do poder público no conselho de administração das é constitucional; 
desqualificação depende de contraditório e ampla defesa; 
 
7. O Decreto Federal nº 9.190, de 1º de novembro de 2017, regulamentou o art. 20 da Lei nº 9.637, de 1998, 
para criar o Programa Nacional de Publicização - PNP, com o objetivo de estabelecer diretrizes e critérios 
para a qualificação de organizações sociais, a fim de assegurar a absorção de atividades desenvolvidas por 
entidades ou órgãos públicos da União. 
 
8. A Lei nº 91, de 1935, que tratava da declaração de utilidade pública às sociedades civis, às associações e 
às fundações constituídas no país com o fim exclusivo de servir desinteressadamente à coletividade, 
desde que cumpridos os seus requisitos, foi revogada em 2015, pela Lei nº 13.204. 
 
9. Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP: também é uma qualificação, um título, 
mas diferentemente da OS cuja concessão é discricionária, a outorgada da qualificação como OSCIP é um 
ATO VINCULADO ao cumprimento dos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, de 1999. 
✓ As pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, que tenham sido constituídas e se 
encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 anos, desde que os respectivos objetivos 
sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos pela Lei nº 9.790, de 1999, podem se 
qualificar como OSCIP. 
 
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✓ Os servidores públicos podem participar da composição de conselho ou da diretoria de OSCIP, bem 
como ser remunerados por isso. 
✓ O Ministério da Justiça possui prazo de 30 dias, a partir do recebimento do requerimento, para deferir 
ou indeferir o pedido de qualificar a organização como OSCIP. 
 
o Sendo DEFERIDO o pedido, o Ministério da Justiça deve emitir, no prazo de 15 dias da 
decisão, certificado de qualificação da requerente como OSCIP. 
o Sendo INDEFERIDO o pedido, por descumprimento de algum dos dispositivos legais, o 
Ministério da Justiça deve dar ciência da decisão, mediante publicação no Diário Oficial 
✓ A OSCIP deve publicar, no prazo máximo de 30 dias contado da assinatura do Termo de Parceria, 
regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de obras e serviços, 
bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Público. 
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✓ Caso a organização adquira bem imóvel com recursos provenientes da celebração do Termo de 
Parceria, este será gravado com cláusula de inalienabilidade. 
✓ Os responsáveis pela fiscalização do Termo de Parceria, ao tomarem conhecimento de qualquer 
irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública pela OSCIP, devem 
dar imediata ciência ao Tribunal de Contas respectivo e ao Ministério Público, sob pena de 
responsabilidade solidária. 
✓ Havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os responsáveis 
pela fiscalização devem representar ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União para que 
requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro 
dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido 
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, incluindo a investigação, o exame e o bloqueio 
de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no País e no exterior, nos termos da 
lei e dos tratados internacionais. 
✓ A perda da qualificação como OSCIP pode ocorrer a pedido ou mediante decisão proferida em processo 
administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no qual devem ser 
assegurados, ampla defesa e o devido contraditório. 
✓ Vedado o anonimato; qualquer cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é parte 
legítima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificação como OSCIP, desde 
que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude. 
 
10. Entidades de Apoio: são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, instituídas por 
servidores públicos, porém em nome próprio, sob a forma de fundação, associação ou cooperativa, para 
a prestação, em caráter privado de serviços sociais não exclusivos do Estado, mantendo vínculo jurídico 
com entidades da Administração Direta ou Indireta, em regra por meio de convênio. 
✓ As entidades de apoio realizam atividade privada, não sujeitas ao regime público, mas em colaboração 
ao ente público, por meio de convênio, sendo comum sua criação em hospitais públicos, instituições 
de educação e de pesquisa científica e tecnológica. 
 
11. Fundação de apoio: é fundação criada com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e 
extensão, projetos de desenvolvimento institucional, científico, tecnológico e projetos de estímulo à 
inovação de interesse das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação - ICTs, registrada e 
credenciada no Ministério da Educação e no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, nos termos 
da Lei no 8.958, de 1994, e das demais legislações pertinentes nas esferas estadual, distrital e municipal. 
✓ Autorização expressa de que as Instituições Federais de Ensino Superior – IFES e as Instituições 
Científicas e Tecnológicas – ICT celebrem convênio e contratos, com dispensa de licitação, por prazo 
determinado com as fundações de apoio. 
✓ Veda-se a subcontratação total do objeto dos ajustes realizados pelas IFES e demais ICTs com as 
fundações de apoio, bem como a subcontratação parcial que delegue a terceiros a execução do núcleo 
do objeto contratado. 
✓ Desenvolvimento institucional: trata-se dos programas, projetos, atividades e operações especiais, 
inclusive de natureza infraestrutural, material e laboratorial, que levem à melhoria mensurável das 
condições das IFES e demais ICTs, para cumprimento eficiente e eficaz de sua missão, conforme 
descrita no plano de desenvolvimento institucional, vedada, em qualquer caso, a contratação de 
objetos genéricos, desvinculados de projetos específicos. 
 
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12. Serviços Sociais Autônomos: são pessoas jurídicas de direito privado, não integrantes da Administração 
Pública indireta, criadas ou autorizadas por lei para realizarem atividade de interesse público não 
exclusivo do Estado, sem fins lucrativos, e que por esse motivo são fomentadas, incentivadas e 
subvencionadas pela Administração Pública. 
✓ O “Sistema S” define “o conjunto de organizações das entidades corporativas voltadas para o 
treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que além de 
terem seu nome iniciado com a letra S, têm raízes comuns e característicasorganizacionais similares. 
✓ Não se sujeitam a Licitação, devendo, contudo, contemplar os princípios gerais em seus regulamentos 
próprios. 
✓ Não se submetem a concurso público para admissão de pessoal. 
✓ Eventual excedente de receitas frente à despesa caracteriza superávit e não lucro, devendo ser 
aplicado em suas finalidades essenciais. 
✓ Sujeitam-se ao controle do Tribunal de Contas. 
✓ Não fazem jus aos privilégios processuais da Fazenda Pública. 
✓ Não estão sujeitas à Justiça Federal. 
✓ Impossibilidade de alienação de imóvel público ao Sistema S por licitação dispensada. 
 
 
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9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Caríssimo(a), finalizamos aqui essa nossa aula de hoje. 
Espero que este tema tenha ficado claro para você e que você garanta qualquer eventual questão em sua 
prova que o aborde. 
Como você bem sabe, uma questão pode ser o diferencial para sua aprovação, então não se pode vacilar 
quanto ao tema Terceiro Setor. 
Na próxima aula continuaremos abordando esta temática, analisando em sua integralidade o Marco 
Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019, de 2014). 
 
Qualquer dúvida, seja na teoria ou na resolução dos exercícios entre em contato por meio do Fórum de 
Dúvidas. 
Estou à sua disposição para aclarar ou aprofundar qualquer tema. 
Deixe lá também suas sugestões, críticas e comentários. 
Conte comigo como um parceiro em sua caminhada. 
Além disso, para ficar por dentro das notícias do mundo dos concursos públicos, recomendo que você siga o 
perfil do Estratégia Carreira Jurídica e do Estratégia Concursos nas mídias sociais! Você também poderá 
seguir meu perfil no Instagram. Por meio dele eu busco não só transmitir notícias de eventos do Estratégia e 
de fatos relativos aos concursos em geral, mas também compartilhar questões comentadas de concursos 
específicos que o ajudará em sua preparação! 
 
 
 
 
 
 
 
Que DEUS o abençoe com muita saúde e paz! 
 
Cordial abraço 
 
Wagner Damazio 
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69346674253 - JEAN CARLOS VASCONCELOS COSTAimpedindo que os demais entes da Federação produzam 
normativos específicos para tratar do tema às suas realidades locais. O modelo da lei federal pode ser 
utilizado ou não, a depender da conveniência do ente da federação. 
O Estado de São Paulo, por exemplo, mesmo antes da conversão da Medida Provisória 1.648-7, de 1988, na 
Lei Federal nº 9.637, de 1998, produziu um normativo específico disciplinando a qualificação como OS no 
estado paulista: a Lei Complementar nº 846, de 19984. 
Também o Município de São Paulo possui normativo específico para essa qualificação como OS. Trata-se da 
Lei nº 14.132, de 20065. 
Lembre-se que, em regra, a competência para legislar sobre Direito Administrativo é concorrente entre a 
União, os Estados e o DF, com base no art. 24 da CRFB. Em regra, porque, por exemplo, é competência 
privativa da União (art. 22, inciso XXVII, incluído pela emenda Constitucional nº 19, de 1998) legislar sobre 
normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, 
autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, 
XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III. Portanto, 
o tema da qualificação como OS é de competência concorrente entre União, Estados e DF. 
Além disso, os Municípios podem legislar sobre as regras para qualificação como OS em seus territórios como 
base no inciso I do art. 30 da CRFB, que autoriza os Municípios a legislarem sobre assuntos de interesse local. 
Cabe esclarecer, também, que a Lei Federal nº 13.019, de 2014, que trata do Marco Regulatório das 
Organizações da Sociedade Civil – MROSC, fixou expressamente em seu inciso III do art. 3º que ela não se 
aplica aos contratos de gestão celebrados com Organizações Sociais - OS, desde que cumpridos os requisitos 
da Lei nº 9.637, de 1998. 
Ademais, além das OS e OSCIP, há no cenário do terceiro setor as Organizações da Sociedade Civil de 
Interesse Público – OSCIP, tratadas pela Lei Federal nº 9.790, de 1999. 
 
 
 
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Assim, não confunda OS (Organização Social) nem com OSC (Organização da Sociedade Civil) nem com OSCIP 
(Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). 
As peculiaridades de cada uma delas serão estudadas a partir de agora. 
Tenha em mente, desde já, que OS é uma qualificação, um título, concedido pelo Poder Executivo a uma 
entidade do terceiro setor cujo objeto de atuação é em determinadas áreas específicas de interesse do Ente 
Político, que não sejam de execução exclusiva do Estado. 
Ou seja, não existe, por si só, a modalidade jurídica de direito privado OS. Em outras palavras, nenhuma 
pessoa jurídica de direito privado realiza a inscrição de seu ato constitutivo no respectivo registro, já com a 
denominação OS. 
Há, conforme prevê o art. 44 do Código Civil, as seguintes pessoas jurídicas de direito privado: 
 
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: 
I - as associações; 
II - as sociedades; 
III - as fundações. 
IV - as organizações religiosas; 
V - os partidos políticos. 
VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada. 
 
Mas nem todas essas pessoas jurídicas de direito privado podem ser qualificadas como OS pelo Poder 
Executivo. 
De acordo com a Lei nº 9.637, de 1998, desde que atendidos os requisitos por ela fixados, o Poder Executivo 
pode (ato discricionário) qualificar como OS as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas 
atividades sejam dirigidas a: 
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O concurso para Procurador do Estado do Acre, realizado em 2017 pela banca FMP Concursos, 
apresentou a seguinte questão: O contrato de gestão é o instrumento firmado entre o poder 
público e a entidade qualificada como organização social para fins de formação de parceria 
entre as partes com o ânimo de fomento e de execução de atividades relativas a determinadas 
áreas previstas em lei, dentre as quais NÃO se inclui 
a) o ensino e a pesquisa científica. 
b) a cultura. 
c) a saúde. 
d) o desenvolvimento tecnológico. 
e) nenhuma das alternativas anteriores responde ao comando da questão. 
Resposta: alternativa “e”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo 
poderá qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos 
requisitos previstos em lei. 
 
E a obtenção da qualificação como OS é pré-requisito para que essas pessoas jurídicas de direito privado 
possam se beneficiar de vantagens oferecidas pelo Estado (vantagens fiscais, como isenções e remissões; 
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dotações orçamentárias; cessão de servidores públicos; utilização de bens públicos móveis e imóveis; 
dispensa de licitação para ser contratada pelo ente público; entre outras). 
No que tange aos requisitos para que o Poder Executivo possa qualificar uma pessoa jurídica de direito 
privado, sem fins lucrativos, como OS, a aludida lei federal prevê: 
 
REQUISITOS PARA HABILITAÇÃO COMO OS: 
haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua qualificação como OS, pelo titular de órgão 
supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social (ministro, secretário 
estadual, secretário municipal)6, bem como por outra autoridade responsável pela Gestão Administrativa 
do Poder Executivo 
comprovar o 
registro de seu 
ato constitutivo, 
dispondo sobre: 
natureza social de seus objetivos relativos à respectiva área de atuação 
finalidade não-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes 
financeiros no desenvolvimento das próprias atividades (reinvestimento dos 
superávits) 
previsão expressa de a entidade ter, como órgãos de deliberação superior e de direção, 
um conselho de administração e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, 
asseguradas àquele composição e atribuições normativas e de controle básicas 
previstas em lei 
previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de 
representantes do Poder Público e de membros da comunidade, de notória capacidade 
profissional e idoneidade moral 
composição e atribuições da diretoria 
 
 
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obrigatoriedade de publicação anual, no Diário Oficial da União, dos relatórios 
financeiros e do relatório de execução do contrato de gestão 
no caso de associação civil, a aceitação de novos associados, na forma do estatuto 
proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer 
hipótese, inclusive em razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou 
membro da entidade 
previsão de incorporação integral do patrimônio, dos legados ou das doações que lhe 
foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas 
atividades, em caso de extinção ou desqualificação, ao patrimônio de outra organização 
social qualificada no âmbito da União, da mesma área de atuação, ou ao patrimônio da 
União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, na proporção dos recursos 
e bens por estes alocados 
 
 
 
3.1. CONTRATO DE GESTÃO 
 
Contratode Gestão: é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
Organização Social - OS, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de 
atividades relativas às áreas relacionadas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, 
à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde (áreas de interesse constantes na Lei Federal 
nº 9.637, de 1998). 
 
 
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O concurso para Promotor de Justiça do Estado de Santa Catarina, realizado em 2016 por banca 
própria, apresentou a seguinte questão: “De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), o Poder Executivo, observados os requisitos legais, poderá qualificar como 
organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades 
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e 
preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. E é por meio de contrato de gestão que o 
Poder Público e a entidade qualificada como organização social formam parcerias para 
fomento e execução de atividades relativas às áreas suprarelacionadas.” 
Comentários: assertiva correta. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder 
Executivo poderá qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem 
fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao 
desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, 
atendidos aos requisitos previstos em lei. Já o art. 5º da aludida lei prevê que contrato de 
gestão é o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como 
organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução 
de atividades relativas às áreas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde. 
 
 
A formação e celebração do contrato de gestão entre o ente público e as pessoas jurídicas de direito privado, 
sem fins lucrativos, que exerçam atividades em áreas de interesse coletivo, qualificadas como OS permite o 
controle de resultado pela Administração Pública e pela sociedade civil. 
Frise-se que o contrato de gestão é elaborado de comum acordo entre o órgão ou entidade supervisora e a 
OS, devendo discriminar as atribuições, responsabilidades e obrigações de cada um dos parceiros (Poder 
Público e OS). 
Ademais, o contrato de gestão deve observar os preceitos abaixo indicados, sem prejuízo de as autoridades 
supervisoras da área de atuação da entidade (Ministro, por exemplo) definirem as demais cláusulas do 
contrato de gestão do qual serão signatários: 
 
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Cabe dizer ainda que o contrato de gestão deve ser submetido à autoridade supervisora da área de atuação 
da entidade, após aprovação pelo Conselho de Administração da OS, órgão que estudaremos no tópico 
seguinte. 
 
 
 
 
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#ficadica 
A OS deve publicar, no prazo máximo de 90 dias contados da assinatura do contrato de 
gestão, regulamento próprio contendo os procedimentos que adotará para a contratação de 
obras e serviços, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder 
Público. 
 
 
O concurso para Defensor Público de Pernambuco, aplicado pelo CESPE em 2018, apresentou a 
seguinte questão: Considerando-se as novas formas de desestatização da prestação de serviços 
públicos de caráter social, as pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que, atendidos 
os requisitos previstos em lei, firmam parceria com o poder público, por instrumento de contrato de 
gestão, para a execução de atividades de interesse público — especialmente ensino, pesquisa 
científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde 
— recebem a qualificação de 
a) agência executiva. 
b) fundação pública. 
c) organização social. 
d) organização da sociedade civil de interesse público. 
e) serviço social autônomo. 
Resposta: alternativa “c”. De acordo com o art. 1º da Lei nº 9.637, de 1998, o Poder Executivo poderá 
qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas 
atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à 
proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos por ela 
previstos. Já o art. 5º da aludida lei prevê que contrato de gestão é o instrumento firmado entre o 
Poder Público e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação de parceria 
entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas ao ensino, à pesquisa 
científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e 
à saúde. 
 
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3.2. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA OS 
A Lei nº 9.637, de 1998, estabelece uma estrutura e composição mínima necessária ao Conselho de 
Administração para que a pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, possa ser qualificada como 
OS. 
 
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Importante ressaltar que a Lei nº 9.637, de 1998, fixa que o somatório de membros do Conselho de 
Administração representantes do Poder Público e de entidades da sociedade civil deve corresponder a mais 
de 50% do Conselho. 
 
 
O concurso para Analista do Tribunal de Contas do Paraná, aplicado pelo CESPE em 2016, apresentou 
a seguinte afirmativa em uma das questões da prova: “Não é obrigatória a participação de agentes 
do poder público no conselho de administração das organizações sociais, exigindo-se, contudo, que 
seja formado por membros representantes de entidades da sociedade civil e por membros com 
notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral, a serem eleitos pelos integrantes 
do conselho.” 
Comentários: assertiva incorreta. De acordo com o art. 3º da Lei nº 9.637, de 1998, o conselho de 
administração da OS deve ser estruturado conforme dispuser seu Estatuto, mas sendo composto 
por: 20 a 40% de membros natos representantes do Poder Público. 
 
 
Estabelece ainda a aludida lei federal as seguintes atribuições privativas ao Conselho de Administração como 
condição para qualificação como OS: 
 
ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARA QUALIFICAÇÃO COMO OS: 
fixar o âmbito de atuação da entidade, para consecução do seu objeto 
aprovar a proposta de contrato de gestão da entidade 
aprovar a proposta de orçamento da entidade e o programa de investimentos 
designar e dispensar os membros da diretoria 
fixar a remuneração dos membros da diretoria 
aprovar e dispor sobre a alteração dos estatutos e a extinção da entidade por maioria, no mínimo, de 
dois terços de seus membros 
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aprovar o regimento interno da entidade, que deve dispor, no mínimo, sobre a estrutura, forma de 
gerenciamento, os cargos e respectivas competências 
aprovarpor maioria, no mínimo, de dois terços de seus membros, o regulamento próprio contendo os 
procedimentos que deve adotar para a contratação de obras, serviços, compras e alienações e o plano 
de cargos, salários e benefícios dos empregados da entidade 
aprovar e encaminhar, ao órgão supervisor da execução do contrato de gestão, os relatórios gerenciais e 
de atividades da entidade, elaborados pela diretoria 
fiscalizar o cumprimento das diretrizes e metas definidas e aprovar os demonstrativos financeiros e 
contábeis e as contas anuais da entidade, com o auxílio de auditoria externa 
 
3.3. FISCALIZAÇÃO DO CONTRATO DE GESTÃO 
Compete ao órgão ou entidade supervisora a fiscalização da execução do contrato de gestão celebrado com 
a OS, realizando a análise periódica dos resultados por meio de Comissão de Avaliação, indicada pela 
autoridade supervisora da área correspondente, composta por especialistas de notória capacidade e 
adequada qualificação. 
Enfatize-se que compete à OS apresentar, ao término de cada exercício ou a qualquer momento, conforme 
indique o interesse público, relatório pertinente à execução do contrato de gestão, contendo comparativo 
específico das metas propostas com os resultados alcançados, acompanhado da prestação de contas 
correspondente ao exercício financeiro. 
Realizada a avaliação pela Comissão de Avaliação, esta deve produzir um relatório conclusivo sobre o 
trabalho executado pela OS, indicando à autoridade supervisora os resultados alcançados. 
 
#ficadica 
Os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão devem dar ciência ao 
Tribunal de Contas, sob pena de responsabilidade solidária, quando tomarem conhecimento 
de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem 
pública por OS. 
 
Atenção 1:além de comunicar ao Tribunal de Contas, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o 
interesse público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os 
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responsáveis pela fiscalização devem representar ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União ou 
à Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade 
dos bens da entidade e o sequestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou 
terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, incluindo a 
investigação, o exame e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações mantidas pelo demandado no 
País e no exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. 
Atenção 2:até o término da ação processada nos termos do CPC, o Poder Público permanecerá como 
depositário e gestor dos bens e valores sequestrados ou indisponíveis, devendo velar pela continuidade 
das atividades sociais da entidade. 
 
 
O concurso para Promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina, aplicado por banca 
própria em 2016, apresentou a seguinte assertiva: “De acordo com a Lei n. 9.637/98 (Organizações 
Sociais), os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato de gestão, ao tomarem 
conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem 
pública por organização social, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, e representarão 
ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União ou à Procuradoria da entidade para que requeira 
ao juízo competente a decretação da indisponibilidade dos bens da entidade e o sequestro dos bens 
dos seus dirigentes, bem como de agente público ou terceiro, que possam ter enriquecido 
ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, sob pena de responsabilidade solidária.” 
Comentários: assertiva incorreta. A assertiva está incorreta porque o examinador uniu em uma única 
afirmação dois dispositivos com orientações diversas constantes na Lei nº 9.637, de 1998. Trata-se 
das disposições dos artigos 9º e 10 da aludida lei, veja: Art. 9º Os responsáveis pela fiscalização da 
execução do contrato de gestão, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade na utilização de recursos ou bens de origem pública por organização social, dela darão 
ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. Art. 10. Sem prejuízo 
da medida a que se refere o artigo anterior, quando assim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse 
público, havendo indícios fundados de malversação de bens ou recursos de origem pública, os 
responsáveis pela fiscalização representarão ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União ou à 
Procuradoria da entidade para que requeira ao juízo competente a decretação da indisponibilidade 
dos bens da entidade e o seqüestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente público ou 
terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. Portanto, 
perceba que há uma gradação nos aludidos dispositivos. Quando houver qualquer irregularidade ou 
ilegalidade, os responsáveis pela fiscalização da execução do contrato devem dar ciência ao Tribunal 
de Contas, sob pena de responsabilidade solidária. Por outro lado, quando forem graves os fatos ou 
o interesse público exigir (demonstra maior relevância do que no item anterior), em função de 
fundados indícios de malversação de bens ou recursos públicos, além de comunicar ao Tribunal de 
Contas, os responsáveis pela fiscalização devem representar ao MP e à AGU ou Procuradoria do ente. 
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Portanto, não é em qualquer irregularidade verificada que deve haver representação ao MP, AGU 
ou Procuradoria correspondente, mas apenas quando a gravidade do caso assim indicar. 
 
 
3.4. BENEFÍCIOS PELA QUALIFICAÇÃO COMO OS 
 
Entre outras, são os seguintes os benefícios alcançados com a qualificação como OS: 
 
 
De acordo com a Lei nº 9.637, de 1998, podem ser destinados recursos orçamentários e bens públicos 
(móveis e imóveis) necessários ao cumprimento do contrato de gestão, sendo esta destinação de bens 
públicos dispensada de licitação e mediante permissão de uso, consoante cláusula expressa do contrato de 
gestão. 
Autoriza-se que os bens móveis públicos permitidos para uso pela OS sejam permutados por outros de 
igual ou maior valor, condicionado a que os novos bens integrem o patrimônio público e tenha havido prévia 
avaliação do bem e expressa autorização do Poder Público. 
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Faculta-se, ainda, que o Poder Executivo realize a cessão especial de servidor para as OS, com o ônus 
permanecendo para a origem, ou seja, a remuneração do servidor continua sendo realizada pelo Poder 
Público. 
Sobre a remuneração do servidor cedido à OS cabe enfatizar que: 
 
 a remuneração do servidor pode continuar a ser paga pelo Poder Público; 
 
 o servidor cedido continuará a perceber as vantagens do cargo a que fizer jus no órgão de origem, 
quando ocupante de cargo de primeiro ou de segundo escalão na organização social; 
 
 não será incorporada aos vencimentos pagos pelo Poder Público ao servidor qualquer vantagem 
pecuniária a ele eventualmente remunerada pela OS; 
 
 não é permitido à OS pagar vantagem pecuniária permanente com recursos provenientes do contrato 
de gestão ao servidor cedido, exceto quanto a adicional relativo ao exercício temporário de direção 
e assessoria; 
 
 
No que tange à concessão orçamentária e respectivos recursos financeiros, o desembolso deve ocorrer 
conforme cronograma fixado no próprio contrato de gestão. 
Frise-seque podem ser adicionadas aos créditos orçamentários destinados ao custeio do contrato de gestão 
parcelas de recursos para compensar desligamento de servidor cedido, desde que haja justificativa expressa 
da necessidade pela OS. 
No que tange à dispensa de licitação para celebração de contratos de prestação de serviços entre o Poder 
Público e as organizações sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades 
contempladas no contrato de gestão, ela está prevista no inciso XXIV do art. 24 da Lei nº 8.666, de 1993: 
 
Art. 24. É dispensável a licitação: 
XXIV - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações sociais, 
qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contempladas no 
contrato de gestão. 
 
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Perceba, portanto, a gama de benefícios que podem compor as vantagens havidas pela qualificação como 
OS: utilização de bens públicos, utilização da mão de obra de servidores públicos cedidos, repasses de 
recursos financeiros, concessão de vantagens fiscais, dispensa de licitação para ser contratada pelo ente 
público, entre outras. 
Portanto, é necessário aos órgãos de controle ser bastante atuantes quanto ao cumprimento da prestação 
de contas por parte dessas entidades, de modo a evitar abusos e malversação do patrimônio público. 
Outro ponto relevante de ser abordado aqui é o fato de a Lei nº 9.637, de 1998, prever expressamente que 
as entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e 
utilidade pública, para todos os efeitos legais. 
 
 
A Lei nº 91, de 28 de agosto de 1935, tratava da declaração de utilidade pública às sociedades civis, às 
associações e às fundações constituídas no país com o fim exclusivo de servir desinteressadamente à 
coletividade, desde que cumpridos os seus requisitos. 
 
Ocorre que, em 2015, a Lei nº 13.204, que alterou alguns dispositivos do MROSC (Lei nº 13.019, de 2014), 
revogou a Lei nº 91, de 1935. 
Ou seja, não há mais no ordenamento jurídico da União nem a concessão de novos títulos de Utilidade 
Pública nem a necessidade de prestação de contas anual para sua manutenção. 
Por fim, a Lei nº 9.637, de 1998, fixa que os efeitos da qualificação da OS em âmbito federal pode ser 
extensível às entidades qualificadas como OS pelos Estados, DF e Municípios, desde que haja reciprocidade 
e que a legislação local não contrarie os preceitos da legislação federal. 
 
3.5. DESQUALIFICAÇÃO DA OS 
Constatado o descumprimento de cláusula do contrato de gestão, o Poder Executivo pode proceder à 
desqualificação da entidade como OS. 
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Importante ressaltar que a desqualificação deve obrigatoriamente ser precedida de processo administrativo, 
assegurado o direito de ampla defesa, respondendo os dirigentes da organização social, individual e 
solidariamente, pelos danos ou prejuízos decorrentes de sua ação ou omissão. 
Como consequência da desqualificação, sem prejuízo quanto às sanções cabíveis, ocorrerá a reversão dos 
bens públicos permitidos e valores entregues à utilização pela então OS. 
Por fim, quanto ao tema OS, cabe consignar três informações constantes nas disposições finais da Lei nº 
9.637, de 1998, que para não corrermos o risco de perder nenhuma questão é bom que você saiba: 
 
a) se uma OS absorver a realização de atividades da área da saúde, ela deve considerar no contrato de gestão 
os princípios do Sistema Único de Saúde – SUS para o atendimento à comunidade; 
 
b) a entidade que absorver atividade de rádio e televisão educativa pode receber recursos e veicular 
publicidade institucional de entidades de direito público ou privado, a título de apoio cultural, admitindo-se 
o patrocínio de programas, eventos e projetos, vedada a veiculação remunerada de anúncios e outras 
práticas que configurem comercialização de seus intervalos; 
 
c) o Decreto Federal nº 9.190, de 1º de novembro de 2017, regulamentou o art. 20 da Lei nº 9.637, de 1998, 
para criar o Programa Nacional de Publicização - PNP, com o objetivo de estabelecer diretrizes e critérios 
para a qualificação de organizações sociais, a fim de assegurar a absorção de atividades desenvolvidas por 
entidades ou órgãos públicos da União, de acordo com as seguintes diretrizes: 
 
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3.6. JURISPRUDÊNCIA ACERCA DA OS 
 
Antes de passarmos para o estudo das OSCIP, consolido aqui as principais jurisprudências sobre as 
Organizações Sociais – OS. Esclareço desde já que incluo quase que na integralidade o julgamento da ADI 
1923 pela importância e profundidade com a qual a Lei nº 9.637, de 1998, foi avaliada pelo STF. 
 
Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 
TERCEIRO SETOR. MARCO LEGAL DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. LEI Nº 9.637/98 E NOVA 
REDAÇÃO, CONFERIDA PELA LEI Nº 9.648/98, AO ART. 24, XXIV, DA LEI Nº 8.666/93. MOLDURA 
CONSTITUCIONAL DA INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO ECONÔMICO E SOCIAL. 
SERVIÇOS PÚBLICOS SOCIAIS. SAÚDE (ART. 199, CAPUT), EDUCAÇÃO (ART. 209, CAPUT), CULTURA (ART. 
215), DESPORTO E LAZER (ART. 217), CIÊNCIA E TECNOLOGIA (ART. 218) E MEIO AMBIENTE (ART. 225). 
ATIVIDADES CUJA TITULARIDADE É COMPARTILHADA ENTRE O PODER PÚBLICO E A SOCIEDADE. DISCIPLINA 
DE INSTRUMENTO DE COLABORAÇÃO PÚBLICO-PRIVADA. INTERVENÇÃO INDIRETA. ATIVIDADE DE 
FOMENTO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE RENÚNCIA AOS DEVERES ESTATAIS DE AGIR. MARGEM DE 
CONFORMAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE ATRIBUÍDA AOS AGENTES POLÍTICOS DEMOCRATICAMENTE 
ELEITOS. PRINCÍPIOS DA CONSENSUALIDADE E DA PARTICIPAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 
175, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO. EXTINÇÃO PONTUAL DE ENTIDADES PÚBLICAS QUE APENAS CONCRETIZA 
O NOVO MODELO. INDIFERENÇA DO FATOR TEMPORAL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO DEVER 
CONSTITUCIONAL DE LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI).PROCEDIMENTO DE QUALIFICAÇÃO QUE CONFIGURA 
HIPÓTESE DE CREDENCIAMENTO. COMPETÊNCIA DISCRICIONÁRIA QUE DEVE SER SUBMETIDA AOS 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA PUBLICIDADE, MORALIDADE, EFICIÊNCIA E IMPESSOALIDADE, À LUZ DE 
CRITÉRIOS OBJETIVOS (CF, ART. 37, CAPUT). INEXISTÊNCIA DE PERMISSIVO À ARBITRARIEDADE. CONTRATO 
DE GESTÃO. NATUREZA DE CONVÊNIO. CELEBRAÇÃO NECESSARIAMENTE SUBMETIDA A PROCEDIMENTO 
OBJETIVO E IMPESSOAL. CONSTITUCIONALIDADE DA DISPENSA DE LICITAÇÃO INSTITUÍDA PELA NOVA 
REDAÇÃO DO ART. 24, XXIV, DA LEI DE LICITAÇÕES E PELO ART. 12, §3º, DA LEI Nº 9.637/98. FUNÇÃO 
REGULATÓRIA DA LICITAÇÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA IMPESSOALIDADE, DA PUBLICIDADE, DA 
EFICIÊNCIA E DA MOTIVAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXIGÊNCIA DE LICITAÇÃO PARA OS CONTRATOS 
CELEBRADOS PELAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS COM TERCEIROS. OBSERVÂNCIA DO NÚCLEO ESSENCIAL DOS 
PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (CF, ART. 37, CAPUT). REGULAMENTO PRÓPRIO PARA 
CONTRATAÇÕES. INEXISTÊNCIA DE DEVER DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO PARA CONTRATAÇÃO 
DE EMPREGADOS. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IMPESSOALIDADE, ATRAVÉS DE 
PROCEDIMENTO OBJETIVO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS DOS SERVIDORES 
PÚBLICOS CEDIDOS. PRESERVAÇÃO DO REGIME REMUNERATÓRIO DA ORIGEM. AUSÊNCIA DE SUBMISSÃO 
AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PARA O PAGAMENTO DE VERBAS, POR ENTIDADE PRIVADA, A SERVIDORES. 
INTERPRETAÇÃO DOS ARTS. 37, X, E 169, §1º, DA CONSTITUIÇÃO. CONTROLES PELO TRIBUNAL DE CONTAS 
DA UNIÃO E PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PRESERVAÇÃO DO ÂMBITO CONSTITUCIONALMENTE DEFINIDO 
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PARA O EXERCÍCIO DO CONTROLE EXTERNO (CF, ARTS. 70, 71, 74 E 127 E SEGUINTES). INTERFERÊNCIA 
ESTATAL EM ASSOCIAÇÕES E FUNDAÇÕES PRIVADAS (CF, ART. 5º, XVII E XVIII). CONDICIONAMENTO À 
ADESÃO VOLUNTÁRIA DA ENTIDADE PRIVADA. INEXISTÊNCIA DE OFENSA À CONSTITUIÇÃO. AÇÃO DIRETA 
JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE PARA CONFERIR INTERPRETAÇÃO CONFORME AOS DIPLOMAS 
IMPUGNADOS. (...) 3. A atuação do poder público no domínio econômico e social pode ser viabilizada por 
intervenção direta ou indireta, disponibilizando utilidades materiais aos beneficiários, no primeiro caso, 
ou fazendo uso, no segundo caso, de seu instrumental jurídico para induzir que os particulares executem 
atividades de interesses públicos através da regulação, com coercitividade, ou através do fomento, pelo 
uso de incentivos e estímulos a comportamentos voluntários. 5. O marco legal das Organizações Sociais 
inclina-se para a atividade de fomento público no domínio dos serviços sociais, entendida tal atividade 
como a disciplina não coercitiva da conduta dos particulares, cujo desempenho em atividades de interesse 
público é estimulado por sanções premiais, em observância aos princípios da consensualidade e da 
participação na Administração Pública. 6. A finalidade de fomento, in casu, é posta em prática pela cessão 
de recursos, bens e pessoal da Administração Pública para as entidades privadas, após a celebração de 
contrato de gestão, o que viabilizará o direcionamento, pelo Poder Público, da atuação do particular em 
consonância com o interesse público, através da inserção de metas e de resultados a serem alcançados, 
sem que isso configure qualquer forma de renúncia aos deveres constitucionais de atuação. 7. Na essência, 
preside a execução deste programa de ação institucional a lógica que prevaleceu no jogo democrático, de 
que a atuação privada pode ser mais eficiente do que a pública em determinados domínios, dada a 
agilidade e a flexibilidade que marcam o regime de direito privado. 8. Os arts. 18 a 22 da Lei nº 9.637/98 
apenas concentram a decisão política, que poderia ser validamente feita no futuro, de afastar a atuação 
de entidades públicas através da intervenção direta para privilegiar a escolha pela busca dos mesmos 
fins através da indução e do fomento de atores privados, razão pela qual a extinção das entidades 
mencionadas nos dispositivos não afronta a Constituição, dada a irrelevância do fator tempo na opção pelo 
modelo de fomento – se simultaneamente ou após a edição da Lei. 9. O procedimento de qualificação de 
entidades, na sistemática da Lei, consiste em etapa inicial e embrionária, pelo deferimento do título jurídico 
de “organização social”, para que Poder Público e particular colaborem na realização de um interesse 
comum, não se fazendo presente a contraposição de interesses, com feição comutativa e com intuito 
lucrativo, que consiste no núcleo conceitual da figura do contrato administrativo, o que torna inaplicável o 
dever constitucional de licitar(CF, art. 37, XXI). 10. A atribuição de título jurídico de legitimação da 
entidade através da qualificação configura hipótese de credenciamento, no qual não incide a licitação 
pela própria natureza jurídica do ato, que não é contrato, e pela inexistência de qualquer competição, já 
que todos os interessados podem alcançar o mesmo objetivo, de modo includente, e não excludente. 11. 
A previsão de competência discricionária no art. 2º, II, da Lei nº 9.637/98 no que pertine à qualificação tem 
de ser interpretada sob o influxo da principiologia constitucional, em especial dos princípios da 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência(CF, art. 37, caput). É de se ter por vedada, assim, 
qualquer forma de arbitrariedade, de modo que o indeferimento do requerimento de qualificação, além 
de pautado pela publicidade, transparência e motivação, deve observar critérios objetivos fixados em ato 
regulamentar expedido em obediência ao art. 20 da Lei nº 9.637/98, concretizando de forma homogênea 
as diretrizes contidas nos inc. I a III do dispositivo. 12. A figura do contrato de gestão configura hipótese 
de convênio, por consubstanciar a conjugação de esforços com plena harmonia entre as posições 
subjetivas, que buscam um negócio verdadeiramente associativo, e não comutativo, para o atingimento 
de um objetivo comum aos interessados: a realização de serviços de saúde, educação, cultura, desporto 
e lazer, meio ambiente e ciência e tecnologia, razão pela qual se encontram fora do âmbito de incidência 
do art. 37, XXI, da CF. 13. Diante, porém, de um cenário de escassez de bens, recursos e servidores públicos, 
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no qual o contrato de gestão firmado com uma entidade privada termina por excluir, por consequência, a 
mesma pretensão veiculada pelos demais particulares em idêntica situação, todos almejando a posição 
subjetiva de parceiro privado, impõe-se que o Poder Público conduza a celebração do contrato de gestão 
por um procedimento público impessoal e pautado por critérios objetivos, por força da incidência direta 
dos princípios constitucionais da impessoalidade, da publicidade e da eficiência na Administração Pública 
(CF, art. 37, caput). 14. As dispensas de licitação instituídas no art. 24, XXIV, da Lei nº 8.666/93 e no art. 12, 
§3º, da Lei nº 9.637/98 têm a finalidade que a doutrina contemporânea denomina de função regulatória 
da licitação, através da qual a licitação passa a ser também vista como mecanismo de indução de 
determinadas práticas sociais benéficas, fomentando a atuação de organizações sociais que já ostentem, à 
época da contratação, o título de qualificação, e que por isso sejam reconhecidamente colaboradoras do 
Poder Público no desempenho dos deveres constitucionais no campo dos serviços sociais. O afastamento 
do certame licitatório não exime, porém, o administrador público da observância dos princípios 
constitucionais, de modo que a contratação direta deve observar critérios objetivos e impessoais, com 
publicidade de forma a permitir o acesso a todos os interessados. 15. As organizações sociais, por 
integrarem o Terceiro Setor, não fazem parte do conceito constitucional de Administração Pública, razão 
pela qual não se submetem, em suas contratações com terceiros, ao dever de licitar, o que consistiria em 
quebra da lógica de flexibilidade do setor privado, finalidade por detrás de todo o marco regulatório 
instituído pela Lei. Por receberem recursos públicos, bens públicos e servidores públicos, porém, seu 
regime jurídico tem de ser minimamente informado pela incidência do núcleo essencial dos princípios da 
Administração Pública (CF, art. 37, caput), dentre os quais se destaca o princípio da impessoalidade, de 
modo que suas contratações devem observar o disposto em regulamento próprio (Lei nº 9.637/98, art. 
4º, VIII), fixando regras objetivas e impessoais para o dispêndio de recursos públicos. 16. Os empregados 
das Organizações Sociais não são servidores públicos, mas sim empregados privados, por isso que sua 
remuneração não deve ter base em lei (CF, art. 37, X), mas nos contratos de trabalho firmados 
consensualmente. Por identidade de razões, também não se aplica às Organizações Sociais a exigência de 
concurso público (CF, art. 37, II), mas a seleção de pessoal, da mesma forma como a contratação de obras 
e serviços, deve ser posta em prática através de um procedimento objetivo e impessoal. 17. Inexiste 
violação aos direitos dos servidores públicos cedidos às organizações sociais, na medida em que 
preservado o paradigma com o cargo de origem, sendo desnecessária a previsão em lei para que verbas 
de natureza privada sejam pagas pelas organizações sociais, sob pena de afronta à própria lógica de 
eficiência e de flexibilidade que inspiraram a criação do novo modelo.18. O âmbito constitucionalmente 
definido para o controle a ser exercido pelo Tribunal de Contas da União (CF, arts. 70, 71 e 74) e pelo 
Ministério Público (CF, arts. 127 e seguintes) não é de qualquer forma restringido pelo art. 4º, caput, da Lei 
nº 9.637/98, porquanto dirigido à estruturação interna da organização social, e pelo art. 10 do mesmo 
diploma, na medida em que trata apenas do dever de representação dos responsáveis pela fiscalização, 
sem mitigar a atuação de ofício dos órgãos constitucionais. 19. A previsão de percentual de representantes 
do poder público no Conselho de Administração das organizações sociais não encerra violação ao art. 5º, 
XVII e XVIII, da Constituição Federal, uma vez que dependente, para concretizar-se, de adesão voluntária 
das entidades privadas às regras do marco legal do Terceiro Setor. 20. Ação direta de 
inconstitucionalidade cujo pedido é julgado parcialmente procedente, para conferir interpretação 
conforme à Constituição à Lei nº 9.637/98 e ao art. 24, XXIV, da Lei nº 8666/93, incluído pela Lei nº 
9.648/98, para que: (i) o procedimento de qualificação seja conduzido de forma pública, objetiva e 
impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e de acordo com parâmetros fixados 
em abstrato segundo o que prega o art. 20 da Lei nº 9.637/98; (ii) a celebração do contrato de gestão seja 
conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da 
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CF; (iii) as hipóteses de dispensa de licitação para contratações (Lei nº 8.666/93, art. 24, XXIV) e outorga de 
permissão de uso de bem público (Lei nº 9.637/98, art. 12, §3º) sejam conduzidas de forma pública, 
objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF; (iv) os contratos a serem 
celebrados pela Organização Social com terceiros, com recursos públicos, sejam conduzidos de forma 
pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 da CF, e nos termos do 
regulamento próprio a ser editado por cada entidade; (v) a seleção de pessoal pelas Organizações Sociais 
seja conduzida de forma pública, objetiva e impessoal, com observância dos princípios do caput do art. 37 
da CF, e nos termos do regulamento próprio a ser editado por cada entidade; e (vi) para afastar qualquer 
interpretação que restrinja o controle, pelo Ministério Público e pelo TCU, da aplicação de verbas públicas. 
ADI 1923, Relator min. Ayres Brito, Relator p/ Acórdão Min. Luiz Fux, publicado em 17/12/2015. 
Aplicabilidade estrita da prerrogativa processual do prazo recursal em dobro (CPC, art. 188). 
Para na previdência. Entidade paraestatal (ente de cooperação). Inaplicabilidade do benefício 
extraordinário da ampliação do prazo recursal (...). As empresas governamentais (sociedades 
de economia mista e empresas públicas) e os entes de cooperação (serviços sociais 
autônomos e organizações sociais) qualificam-se como pessoas jurídicas de direito privado e, nessa 
condição, não dispõem dos benefícios processuais inerentes à Fazenda Pública (União, Estados-membros, 
Distrito Federal, Municípios e respectivas autarquias), notadamente da prerrogativa excepcional da 
ampliação dos prazos recursais (CPC, art. 188).[AI 349.477 AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 11-2-2003, 2ª T, 
DJ de 28-2-2003.]Vide AI 841.548 RG, rel. min. Cezar Peluso, j. 9-6-2011, P, DJE de 31-8-2011, Tema 411. 
DIREITO ADMINISTRATIVO - MANDADO DE SEGURANÇA - LEI 9.637/98 -ORGANIZAÇÃO 
SOCIAL - DESCUMPRIMENTO DE CONTRATO DE GESTÃO -DESQUALIFICAÇÃO DA ENTIDADE 
IMPETRANTE - ATO DA MINISTRA DE ESTADODO MEIO AMBIENTE - AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO 
DOS PRINCÍPIOS DA AMPLADEFESA, CONTRADITÓRIO E DEVIDO PROCESSO LEGAL - ANÁLISE 
DASUBSTANCIOSA DEFESA APRESENTADA PELA IMPETRANTE - LEGALIDADE ECONSTITUCIONALIDADE DO 
PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE CULMINOU COM OATO IMPETRADO - AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E 
CERTO A SER PROTEGIDOPELA VIA ELEITA. 1. O presente mandamus é dirigido contra ato praticado pela 
Excelentíssima Senhora Ministra de Estado do Meio Ambiente, que,analisando o processo administrativo 
n. 02000.001704/2001-14,acolheu o relatório da Comissão Processante e aprovou o parecer 
n.346/CONJUR/MMA/2004, por seus jurídicos fundamentos, determinando a desqualificação da 
Organização Social impetrante.3. Diversamente do que alega a impetrante, não houve cerceamento de 
defesa, tampouco ocorreu violação dos princípios do contraditório e do devido processo legal. Isso porque 
o processo administrativo foi regularmente instaurado e processado, oportunizando-se o oferecimento de 
defesa pela impetrante, que foi exaustivamente analisada pelo Ministério do Meio Ambiente. (...) 8. 
Registre-se que as alegações da impetrante são contrárias aos princípios que regem a Administração 
Pública e as atividades do chamado "terceiro setor", pois a qualificação de entidades como organizações 
sociais e a celebração de contratos de gestão tiveram origem na necessidade de se desburocratizar e 
otimizar a prestação de serviços à coletividade, bem como viabilizar o fomento e a execução de 
atividades relativas às áreas especificadas na Lei 9.637/98 (ensino, pesquisa científica, desenvolvimento 
tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde). Assim, apesar de, na espécie, 
competir ao Ministério do Meio Ambiente a fiscalização, a avaliação e o acompanhamento dos resultados 
do contrato de gestão, essas providências não afastam a responsabilidade do impetrante de cumprir as 
metas acordadas com o Poder Público.(MS 10527, Ministra Denise Arruda, 14/09/2005). 
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6. A Sexta Turma deste Superior Tribunal de Justiça, por ocasião dojulgamento do 
Recurso Especial nº 1.519.662/DF, também de minha relatoria, com julgamento 
concluído em 18 de agosto do corrente ano, à unanimidade, assentou entendimento de 
que "o conceito de entidades paraestatais existente no § 1º do artigo 327 do Código 
Penalcontempla as chamadas Organizações Sociais, estas previstas noâmbito federal 
pela Lei nº 9.637/98 e na órbita distrital pela Leinº 2.415/99", de maneira que, levando 
em conta que "o ICS foi qualificado como Organização Social pelo artigo 19 da Lei Distrital nº 2.415/99, 
tem-se que seus dirigentes são equiparados a funcionários públicos para os efeitos penais, submetendo-se 
àssanções direcionadas aos crimes praticados por funcionários públicos contra a administração pública em 
geral, em razão da norma extensiva prevista no § 1º do artigo 327 do Código Penal, que equipara a 
funcionário público, todo o agente que exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal". (AgRg 
no REsp 1459388/DF, Ministra Thereza de Assis Moura, 12/12/2015). 
SÚMULA Nº 091: A falta de remessa, em tempo hábil e para os devidos fins, aos 
órgãos competentes de Controle Interno, dos Orçamentos e Balanços das 
Entidades da Administração Indireta e outras organizações, sob a fiscalização do 
Estado, sujeita os seus Administradores ou responsáveis pela omissão às 
sanções ou penalidades cabíveis, na forma da lei. 
 
O concurso para Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Paraná, aplicado pela banca CESPE em 2017, 
apresentou a seguinte alternativa em uma de suas questões: “Segundo o STF, o procedimento de 
qualificação pelo poder público de entidades privadas como OS prescinde de licitação.” 
Comentários: alternativa correta. Correta a alternativa, já que no julgamento da ADI 1923 no STF, é 
possível extrair o seguinte excerto da longa ementa do julgado: O procedimento de qualificação de 
entidades, na sistemática da Lei, consiste em etapa inicial e embrionária, pelo deferimento do título 
jurídico de “organizaçãoorganizacionais similares. 
✓ Não se sujeitam a Licitação, devendo, contudo, contemplar os princípios gerais em seus regulamentos 
próprios. 
✓ Não se submetem a concurso público para admissão de pessoal. 
✓ Eventual excedente de receitas frente à despesa caracteriza superávit e não lucro, devendo ser 
aplicado em suas finalidades essenciais. 
✓ Sujeitam-se ao controle do Tribunal de Contas. 
✓ Não fazem jus aos privilégios processuais da Fazenda Pública. 
✓ Não estão sujeitas à Justiça Federal. 
✓ Impossibilidade de alienação de imóvel público ao Sistema S por licitação dispensada. 
 
 
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9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Caríssimo(a), finalizamos aqui essa nossa aula de hoje. 
Espero que este tema tenha ficado claro para você e que você garanta qualquer eventual questão em sua 
prova que o aborde. 
Como você bem sabe, uma questão pode ser o diferencial para sua aprovação, então não se pode vacilar 
quanto ao tema Terceiro Setor. 
Na próxima aula continuaremos abordando esta temática, analisando em sua integralidade o Marco 
Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Lei nº 13.019, de 2014). 
 
Qualquer dúvida, seja na teoria ou na resolução dos exercícios entre em contato por meio do Fórum de 
Dúvidas. 
Estou à sua disposição para aclarar ou aprofundar qualquer tema. 
Deixe lá também suas sugestões, críticas e comentários. 
Conte comigo como um parceiro em sua caminhada. 
Além disso, para ficar por dentro das notícias do mundo dos concursos públicos, recomendo que você siga o 
perfil do Estratégia Carreira Jurídica e do Estratégia Concursos nas mídias sociais! Você também poderá 
seguir meu perfil no Instagram. Por meio dele eu busco não só transmitir notícias de eventos do Estratégia e 
de fatos relativos aos concursos em geral, mas também compartilhar questões comentadas de concursos 
específicos que o ajudará em sua preparação! 
 
 
 
 
 
 
 
Que DEUS o abençoe com muita saúde e paz! 
 
Cordial abraço 
 
Wagner Damazio 
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