Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Poderes da Administração Pública 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
 
Arquivo revisado e atualizado até 15/09/2025 
 
 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 3 
 
 
Sumário 
 
Sumário ............................................................................................................................................... 3 
DIREITO ADMINISTRATIVO .......................................................................................................... 5 
QUAL DEVE SER O FOCO? .................................................................................................................... 5 
1. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO ................................................................................................... 5 
1.1. Poderes-deveres ........................................................................................................................... 5 
1.2. Abuso de poder .............................................................................................................................. 6 
2. PODER VINCULADO E PODER DISCRICIONÁRIO ................................................................... 8 
2.1. Poder Vinculado/Regrado ........................................................................................................... 8 
2.2. Poder Discricionário ...................................................................................................................... 8 
2.3. Limites da discricionariedade e controle judicial .............................................................. 10 
3. PODERES EM ESPÉCIE .................................................................................................................... 12 
3.1. Poder Normativo (ou regulamentar) .................................................................................... 13 
3.1.1. Espécies de regulamentos ............................................................................................... 14 
3.1.2. Classificações dos regulamentos .................................................................................. 19 
3.2. Poder Hierárquico....................................................................................................................... 19 
3.3. Poder Disciplinar ........................................................................................................................ 24 
3.4. Poder de Polícia .......................................................................................................................... 27 
3.4.1. Conceito ................................................................................................................................. 27 
3.4.2. Natureza dos atos ............................................................................................................... 28 
3.4.3. Sentidos do poder de polícia ........................................................................................... 29 
3.4.4. Polícia Judiciária x Administrativa .................................................................................. 29 
3.4.5. Ciclos do Poder de Polícia x Delegação do Poder de Polícia ................................ 31 
3.4.6. Atributos do Poder de Polícia ......................................................................................... 37 
3.4.6.1. Discricionariedade ....................................................................................................... 37 
3.4.6.2. Autoexecutoriedade ................................................................................................... 38 
3.4.6.3. Coercibilidade (ou exigibilidade) ............................................................................ 40 
3.4.7. Prazo para aplicar penalidades ...................................................................................... 40 
3.4.8. Poder de polícia originário e delegado ......................................................................... 41 
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO ................................................................................................ 43 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 5 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
TODOS OS ARTIGOS RELACIONADOS AO TEMA 
⦁ Art. 84, IV e VI, CF/88 
⦁ Art. 11 a 17, Lei 9784/99 
⦁ Art. 53 a 55, Lei 9784/99 
⦁ Art. 1°, §1° da Lei nº 9.873/99 
⦁ Art. 78, CTN 
 
ARTIGOS MAIS IMPORTANTES – NÃO DEIXE DE LER! 
CF/88 
⦁ Art. 84, IV, CF/88 
⦁ Art. 12, 13 e 14, Lei 9784/99 
⦁ Art. 78, CTN 
 
QUAL DEVE SER O FOCO? 
 
1- Poder discricionário x vinculado 
2- Decreto autônomo 
3- Delegação e avocação de competências 
4- Fases ou ciclo do poder de polícia. Atributos do poder de polícia. Polícia administrativa e 
judiciária. 
5- Delegação de competências 
 
1. PODERES DA ADMINISTRAÇÃO 
 
1.1. Poderes-deveres 
 
Para o adequado cumprimento de suas competências constitucionais, a legislação confere à 
Administração Pública competências especiais. Sendo prerrogativas ligadas a obrigações, as 
competências administrativas constituem verdadeiros poderes-deveres instrumentais para a 
defesa do interesse público. 
 
De acordo com Rafael Oliveira: 
 
“Os poderes administrativos são prerrogativas instrumentais conferidas aos 
agentes públicos para que, no desempenho de suas atividades, alcancem o 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
Dde toda e qualquer ação estatal 
deve ser a promoção e a proteção dos direitos fundamentais. Em consequência, no Estado 
Democrático de Direito, os direitos fundamentais exercem uma dupla função em relação à ação 
estatal: fundamentam e limitam o exercício das prerrogativas públicas.” Pg. 275 do Livro “Curso de 
Direito Administrativo” da Editora Gen. 
 
3.4.2. Natureza dos atos 
 
É poder negativo, mas em alguns casos também é positivo. Ex: Exigência para o proprietário 
conferir função social à propriedade. 
 
Podemos citar alguns exemplos que demonstram a dimensão da multiplicidade de situações 
em que o poder de polícia é empregado: 
 
✔ Apreensão de mercadoria estragada em depósito alimentício; 
✔ Suspensão de atividades lesivas ao meio ambiente; 
✔ Fiscalização exercida sobre pessoas físicas ou jurídicas pelos conselhos de fiscalização 
profissional; 
✔ Apreensão de mercadoria ilegal na alfândega; 
✔ Interdição de um estabelecimento que viole normas sanitárias; 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 29 
 
 
✔ Aplicação de uma multa a restaurante que infringiu normas ligadas à proteção da saúde 
pública; 
✔ Lavratura de auto de infração contra empresa que violou normas relativas à vigilância 
sanitária; 
✔ Demolição de edifício particular que ameaçava ruir; 
✔ Expedição de porte de arma de fogo. 
 
3.4.3. Sentidos do poder de polícia 
 
(1) Sentido amplo: compreende toda e qualquer atuação estatal restritiva à liberdade e 
propriedade; 
(2) Sentido restrito: diretamente relacionada ao exercício da função administrativa. Pode ser: 
 
● Preventiva. Ex.: quando trata de disposições genéricas e abstratas como, por 
exemplo, as portarias e regulamentos que se materializam nos atos que disciplinam 
horário para funcionamento de determinado estabelecimento, proíbem desmatar 
área de proteção ambiental, soltar balões, entre outros. 
● Repressiva: ao praticar atos específicos observando sempre a obediência à lei e aos 
regulamentos, como por exemplo, dissolver passeata tumultuosa, apreender 
revistas pornográficas, aplicação de multa etc. 
● Fiscalizadora: quando previne eventuais lesões, como, por exemplo, vistoria de 
veículos, fiscalização de pesos e medidas entre outros. 
 
A atuação pode ensejar obrigações negativas (não fazer) ou positivas (fazer) 
 
3.4.4. Polícia Judiciária x Administrativa 
 
● Judiciária – Incide sobre as pessoas, atividade legislativa. 
 
⋅ Não se exaure em si mesma; 
⋅ Incide sobre os próprios indivíduos; 
⋅ Predominantemente repressiva. 
 
● Administrativa – Incide sobre bens e direitos, edição de atos administrativos. 
 
⋅ Exaure-se em si mesma; 
⋅ Incide sobre bens e direitos; 
⋅ Eminentemente preventiva. 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 30 
 
 
 
Vamos esquematizar? 
POLÍCIA JUDICIÁRIA X POLÍCIA ADMINISTRATIVA 
JUDICIÁRIA 
Incide sobre as pessoas, atividade legislativa. 
● Não se exaure em si mesma; 
● Incide sobre os próprios indivíduos; 
● Predominantemente repressiva. 
ADMINISTRATIVA 
Incide sobre bens e direitos, edição de atos 
administrativos. 
● Exaure-se em si mesma; 
● Incide sobre bens e direitos; 
● Eminentemente preventiva. 
 
PODER DE POLÍCIA X PODER DAS POLÍCIAS (PODER POLICIAL) 
(STJ, HC 830.530-SP, julgado em 27/9/2023) 
Poder de Polícia Poder das Polícias ou Poder Policial 
“Conceito de direito administrativo previsto no 
art. 78 do Código Tributário Nacional e 
explicado pela doutrina como "atividade do 
Estado consistente em limitar o exercício dos 
direitos individuais em benefício do interesse 
público". (PODER DE POLÍCIA 
ADMINISTRATIVA). 
“É típico dos órgãos policiais, é marcado pela 
possibilidade de uso direto da força física para 
fazer valer a autoridade estatal, o que não se 
verifica nas demais formas de manifestação do 
poder de polícia, que somente são legitimadas a 
se valer de mecanismos indiretos de coerção, 
tais como multas e restrições administrativas de 
direitos.” (PODER DE POLÍCIA JUDICIÁRIA). 
 
PODER DE POLÍCIA X FUNÇÃO DE POLÍCIA 
(Diogo de Figueiredo Moreira) 
Poder de Polícia Função de Polícia 
Exercício pelo legislador e compreende a 
criação de limites e condições às liberdades e 
aos direitos. 
Exercida pelo administrador, restringindo-se à 
aplicação da lei. 
 
SUPREMACIA GERAL X SUPREMACIA ESPACIAL 
● Supremacia Geral: O exercício do poder de polícia tem por destinatários todos os 
particulares que se submetem à autoridade estatal. 
● Supremacia Especial: Quando os administrados travam relações jurídicas específicas 
com o Estado. 
 
* Inicialmente, entendia-se que essas relações de sujeição especial ficavam excluídas do 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 31 
 
 
Direito, sendo desnecessário observar o devido processo legal. A doutrina moderna entende 
que se aplica o princípio da legalidade a tais relações, mas de forma mais flexível, 
reconhecendo-se maior liberdade à atuação administrativa. 
* A distinção entre supremacia geral e especial é usada para definir poder de polícia (geral) e 
disciplinar (especial). 
 
3.4.5. Ciclos do Poder de Polícia x Delegação do Poder de Polícia 
 
O Poder de Polícia compreende 4 ciclos: 
 
(1) Ordem de Polícia 
(2) Consentimento de Polícia 
(3) Fiscalização de Polícia 
(4) Sanção de Polícia 
 
(1) ORDEM DE POLÍCIA: é o preceito legal básico que dá validade à limitação prevista, para 
que não se pratique ato que lesionará o interesse público ou para que não deixe de fazer 
algo que evitará a lesão ao interesse público. 
⮚ Ex: Código de Trânsito Brasileiro que contém normas genéricas e abstratas para a 
obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.(2) CONSENTIMENTO DE POLÍCIA: é o ato administrativo que confere anuência ao exercício 
de atividade ou ao uso de propriedade. Pode ser: 
⮚ Licença: ato vinculado; 
⮚ Autorização: Ato discricionário. 
 
Classificação das licenças ou autorizações: 
 
▪ Licença ou autorização por operação: O ato se esgota com a sua emissão, sem estabelecer 
relação jurídica permanente entre particular e Estado. Ex: Licença para construir edifício; 
▪ Licença ou autorização operativa (ou de funcionamento): estabelece relação jurídica 
especial e duradoura entre o particular e o Estado. Ex: Emissão da carteira corporifica a 
vontade o Poder Público. 
 
(3) FISCALIZAÇÃO DE POLÍCIA: é a verificação se as ordens de polícia estão sendo cumpridas 
(se não está sendo exercida uma atividade vedada ou se uma atividade consentida está 
sendo executada dentro dos limites estabelecidos). 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 32 
 
 
Ex: Administração instala equipamentos eletrônicos para verificar se há respeito à 
velocidade estabelecida em lei. 
 
(4) SANÇÃO DE POLÍCIA: é a fase em que, verificada afronta à ordem de polícia, é aplicada a 
pena de polícia. Ex: aplicação das multas de trânsito. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
LEGISLAÇÃO (ORDEM DE POLÍCIA) e FISCALIZAÇÃO são as únicas fases que sempre existirão 
num ciclo de polícia; O CONSENTIMENTO nem sempre estará presente, pois há atos que, embora 
sem consentimento, são aplicados por previsão legal. 
 
DELEGAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA: LIMITES E POSSIBILIDADES 
(Aprofundamento para subjetivas) 
1ª Corrente (majoritária): Impossibilidade de delegação do poder de polícia a particulares, o que 
NÃO impede o exercício privado de atividades materiais acessórias, prévias ou posteriores ao 
poder de polícia. Celso Antônio, Marçal Justen. 
 
2ª Corrente: Possibilidade de delegação de fiscalização e consentimento aos particulares, 
integrantes ou não da administração indireta. Diogo de Figueiredo. 
 
3ª Corrente: Pode haver delegação do poder de polícia para entidades de direito privado que 
integram a Administração Pública. Cláudio Brandão; 
 
4ª Corrente: Pode delegar, desde que preenchidos três requisitos: 
i. Delegação feita por lei, NÃO se admitindo via contrato; 
ii. Apenas a fiscalização pode ser delegada; 
iii. Entidades privadas delegatárias devem integrar a Administração indireta, não sendo 
lícita a delegação às entidades privadas em geral. Carvalho Filho. 
 
STF: É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de 
direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente 
público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime 
não concorrencial, inclusive quanto à aplicação de SANÇÃO. 
 
STJ: Possibilidade de delegação da FISCALIZAÇÃO e CONSENTIMENTO de polícia para 
empresas públicas e sociedades de economia mista. 98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 33 
 
 
 
O ordenamento jurídico reconhece a possibilidade de exercício de poderes públicos, inclusive de 
autoridade, por particulares em alguns casos, como comandantes de aeronaves, atividade de 
notários, instâncias da justiça desportiva. 
 
O autor Rafael Oliveira entende possível a delegação a particulares, desde que respeitados os 
seguintes requisitos: 
 
i. Exercida preponderantemente por entidades de direito público e, excepcionalmente, por 
entidades de direito privado. 
ii. Princípio da legalidade (juridicidade): a delegação deve ser por norma constitucional ou 
legal, que deve fixar o exercício e limites para a função delegada; 
iii. Conteúdo da delegação: apenas podem ser delegadas atividades instrumentais ou 
técnicas, sendo vedada a transferência regular das atividades punitivas ou vinculadas à 
soberania; 
iv. Obediência à razoabilidade e proporcionalidade; 
v. Respeitar direitos e garantias dos administrados. 
 
DELEGAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA: FUNDAMENTOS DO ENTENDIMENTO DO STF 
(Aprofundamento para subjetivas) 
A tese da indelegabilidade do poder de polícia as pessoas jurídicas de direito privado, 
fundamenta-se em quatro pilares argumentativos: 
 
(i) ausência de autorização constitucional; 
(ii) indispensabilidade da estabilidade do serviço público para o seu exercício; 
(iii) impossibilidade de delegação da prerrogativa da coercibilidade, atributo intrínseco ao 
poder de polícia, por ser atividade típica de Estado, e 
(iv) incompatibilidade da função de polícia com finalidade lucrativa. 
 
No julgamento, o STF afastou todos os pilares acima, de modo a permitir a delegação do Poder 
de Polícia para as Pessoas Jurídicas de Direito Privado nos moldes fixados na tese de repercussão 
geral, como se vê a partir de agora. 
 
(i) ausência de autorização constitucional; 
 
Não se sustenta a lógica da indelegabilidade por ausência de permissivo constitucional. É que o 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 34 
 
 
regime jurídico híbrido das estatais prestadoras de serviço público em regime de monopólio é 
plenamente compatível com a delegação, nos mesmos termos em que se admite a 
constitucionalidade do exercício delegado de atividade de polícia por entidades de regime jurídico 
de direito público. 
[...] tem-se como possível o exercício de uma função de Estado (poder de polícia) por uma pessoa 
jurídica integrante da Administração Pública indireta prestadora de serviço público. 
 
(ii) indispensabilidade da estabilidade do serviço público para o seu exercício; 
 
[...] vale lembrar que nem todos os servidores estatutários possuem estabilidade. Os ocupantes 
de cargos em comissão não possuem tal garantia, sendo, inclusive, demissíveis ad nutum. Além 
deles, os servidores em estágio probatório também não contam com a estabilidade até o término 
do período de prova. Todavia, essas peculiaridades não deslegitimam a prática atos derivados do 
poder de polícia. 
 
(iii) impossibilidade de delegação da prerrogativa da coercibilidade,atributo intrínseco ao 
poder de polícia, por ser atividade típica de Estado; 
 
Em relação às estatais prestadoras de serviço público de atuação própria do Estado e em regime 
de monopólio, não há razão para o afastamento do atributo da coercibilidade inerente ao exercício 
do poder de polícia, sob pena de esvaziamento da finalidade para a qual aquelas entidades foram 
criadas. 
 
(iv) incompatibilidade da função de polícia com finalidade lucrativa. 
 
As estatais prestadoras de serviço público de atuação própria do Estado não exploram atividade 
econômica em regime de concorrência. A razão é óbvia: a atuação típica do Estado não se dirige 
precipuamente ao lucro. É dizer, se a entidade exerce função pública típica, a obtenção de lucro 
não é o seu fim principal. 
A possibilidade de ocorrem abusos de poder no exercício do poder de polícia delegado. É certo 
que eventuais abusos não decorrem, exclusivamente, da atuação de pessoas jurídicas de direito 
privado, mas também de pessoas jurídicas de direito público. Fato é que os abusos devem ser, 
constantemente, apurados e reprimidos pelo Estado, de modo a diminuir a sua incidência. 
 
ATENÇÃO!!! Cumpre ressaltar a única fase do ciclo de polícia que, por sua natureza, é 
absolutamente indelegável: a ordem de polícia, ou seja, a função legislativa. Os atos de 
consentimento, de fiscalização e de aplicação de sanções podem ser delegados a estatais que, à 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 35 
 
 
luz do entendimento desta Corte, possam ter um regime jurídico próximo daquele aplicável à 
Fazenda Pública. 
 
RESUMINDO 
● Fiscalização – Delegável; 
● Atos de consentimento – Delegável; 
● Poder de Legislar – Indelegável 
● Aplicar sanções – Delegável 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de 
direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social 
majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do 
Estado e em regime não concorrencial. 
 
O fato de a pessoa jurídica integrante da Administração Pública indireta destinatária da 
delegação da atividade de polícia administrativa ser constituída sob a roupagem do regime 
privado não a impede de exercer a função pública de polícia administrativa. 
 
O regime jurídico híbrido das estatais prestadoras de serviço público em regime de monopólio é 
plenamente compatível com a delegação, nos mesmos termos em que se admite a 
constitucionalidade do exercício delegado de atividade de polícia por entidades de regime 
jurídico de direito público. Isso porque a incidência de normas de direito público em relação 
àquelas entidades da Administração indireta tem o condão de as aproximar do regime de direito 
público, do regime fazendário e acabar por desempenhar atividade própria do Estado. 
 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao desdobrar o ciclo de polícia, entende que somente os 
atos relativos ao consentimento e à fiscalização são delegáveis, pois aqueles referentes à 
legislação e à sanção derivam do poder de coerção do Poder Público. Segundo a teoria do ciclo 
de polícia, o atributo da coercibilidade é identificado na fase de sanção de polícia e caracteriza-se 
pela aptidão que o ato de polícia possui de criar unilateralmente uma obrigação a ser adimplida 
pelo seu destinatário. 
 
Apesar da substancialidade da tese, verifica-se que, em relação às estatais prestadoras de 
serviço público de atuação própria do Estado e em regime de monopólio, não há razão para o 
afastamento do atributo da coercibilidade inerente ao exercício do poder de polícia, sob pena de 
esvaziamento da finalidade para a qual aquelas entidades foram criadas. 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 36 
 
 
 
A Constituição da República, ao autorizar a criação de empresas públicas e sociedades de 
economia mista que tenham por objeto exclusivo a prestação de serviços públicos de atuação 
típica do Estado, autoriza, consequentemente, a delegação dos meios necessários à realização 
do serviço público delegado, sob pena de restar inviabilizada a atuação dessas entidades na 
prestação de serviços públicos. 
 
Por outro lado, cumpre ressaltar a única fase do ciclo de polícia que, por sua natureza, é 
absolutamente indelegável: a ordem de polícia, ou seja, a função legislativa. A competência 
legislativa é restrita aos entes públicos previstos na Constituição da República, sendo vedada 
sua delegação, fora das hipóteses expressamente autorizadas no tecido constitucional, a 
pessoas jurídicas de direito privado. 
 
Em suma, os atos de consentimento, de fiscalização e de aplicação de sanções podem ser 
delegados a estatais que possam ter um regime jurídico próximo daquele aplicável à Fazenda 
Pública. 
 
Na espécie, cuida-se de recurso extraordinário contra acórdão do STJ o qual prestigiou a tese de 
que somente os atos relativos ao consentimento e à fiscalização seriam delegáveis. 
 
Diante disso, o Tribunal, por maioria, ao apreciar o Tema 532 da repercussão geral, conheceu e 
deu provimento a recurso extraordinário para reconhecer a compatibilidade constitucional da 
delegação da atividade de policiamento de trânsito à empresa, nos limites da tese jurídica 
objetivamente fixada pelo Pleno. 
 
RE 633782/MG, rel. min. Luiz Fux, julgamento virtual finalizado em 23.10.2020. (RE-633782) 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício de poder de polícia de trânsito, 
inclusive para imposição de sanções administrativas legalmente previstas. 
 
RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, 6.8.2015. 
(RE-658570) 
 
 
ATENÇÃO 
Em 2023 o STF entendeu que as guardas municipais são reconhecidamente órgãos de 
segurança pública e aquelas devidamente criadas e instituídas integram o Sistema Único de 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 37 
 
 
Segurança Pública (SUSP). STF. Plenário. ADPF 995/DF, Rel.Min. Alexandre de Moraes, 
julgado em 28/8/2023 (Info 1105). 
 
Em 2025 foi fixada a seguinte tese: É constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício 
de ações de segurança urbana pelas Guardas Municipais, inclusive policiamento ostensivo 
e comunitário, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública previstos 
no art. 144 da Constituição Federal e excluída qualquer atividade de polícia judiciária, sendo 
submetidas ao controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos termos do 
artigo 129, inciso VII, da CF. Conforme o art. 144, § 8º, da Constituição Federal, as leis 
municipais devem observar as normas gerais fixadas pelo Congresso Nacional. RE 608588 – 
Tema 656 
 
É legítimo o poder de polícia conferido à ANATEL para fiscalizar as atividades de 
radiodifusão. STF. Plenário. ADI 4039/DF, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual 
finalizado em 24.6.2022. (Info 1060) 
 
 
 
CESPE / CEBRASPE - 2024 - PGE-PR - Procurador (Adaptado) 
 Assinale a opção correta relativa aos poderes administrativos, considerando, no que 
couber, a jurisprudência do STF. 
 
É possível a delegação do poder de polícia, por meio de contrato de gestão, a uma 
empresa estatal que preste exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado 
e em regime não concorrencial. 
 
Item considerado errado 
 
3.4.6. Atributos do Poder de Polícia 
 
3.4.6.1. Discricionariedade 
 
Consiste na liberdade conferida pelo legislador ao administrador para escolher o melhor 
momento de atuação ou a sanção mais adequada. Porém, o poder de polícia também pode se 
manifestar por atos vinculados. Ex: Licenças para construir; 
 
Tema relevante: discricionariedade dos atos administrativos e Doutrina Chenery -> Por essa 
teoria, o Judiciário não pode anular um ato administrativo sob o argumento de que a AP não se 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 38 
 
 
valeu da melhor metodologia técnica. Surgiu do julgamento do caso SEC (CVM americana) x 
CheneryCorp. pela Suprema Corte norte-americana. O fundamento para tanto é que em temas 
envolvendo questões técnicas e complexas, os Tribunais não possuem a qualificação necessária 
para concluir se os critérios adotados pela AP são corretos ou não. Somente a própria AP é que 
tem um corpo técnico competente para tanto. Tal doutrina foi recentemente usada pelo STJ para 
deferir pedido de suspensão de segurança contra decisão judicial que havia suspendido o 
reajuste de tarifas do transporte público (Ag. Int. na SLS 2.240/SP). 
 
Cuidado em uma prova discursiva! 
 
Para a doutrina tradicional, encampada por Hely Lopes Meirelles, uma das características do poder 
de polícia é a discricionariedade. De fato, entende-se que a discricionariedade é a regra 
apresentada nos atos decorrentes do exercício do poder de polícia. Ou seja, a princípio, os atos de 
polícia são praticados pelo agente público, no exercício de competência discricionária, podendo 
definir a melhor atuação nos limites e contornos autorizados pela lei. (Leve isso com você para a 
prova objetiva!) 
No entanto, não se pode dizer que o poder de polícia é sempre discricionário, porque ele também 
pode se manifestar por atos vinculados, como, por exemplo, as licenças para construção. Nesses 
casos, a lei estabelece requisitos objetivos para a concessão da licença e, uma vez cumpridos os 
requisitos legais, o particular terá direito subjetivo à concessão do alvará pleiteado, sem que o 
agente público tenha qualquer margem de escolha. Ante o exposto, contemplamos que o poder de 
polícia pode se manifestar tanto por atos vinculados quanto por atos discricionários. 
 
Nas palavras do professor Ricardo Alexandre: A discricionariedade consiste na liberdade de 
escolha da autoridade pública sobre a conveniência e oportunidade do exercício do poder de 
polícia. No entanto, embora a discricionariedade dos atos de polícia seja a regra, em algumas 
situações o exercício do poder de polícia é vinculado, não deixando margem para que a autoridade 
responsável possa fazer qualquer tipo de opção. A título de exemplo, comparemos os atos de 
concessão de alvará de licença e de autorização, respectivamente. No caso do alvará de licença, o 
ato é vinculado, o que significa que a licença não poderá ser negada quando o requerente 
preencher os requisitos legais para sua obtenção. (Direito Administrativo Esquematizado). 
 
3.4.6.2. Autoexecutoriedade 
 
Prerrogativa da administração de implementar seus atos sem a participação do Judiciário. O 
contraditório é diferido, pois em caso excepcional, a Administração pode praticar ato de polícia 
para impedir prejuízo à coletividade, conferindo direito de defesa após a prática do ato. 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 39 
 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Alguns atos de polícia NÃO possuem o atributo, a exemplo da multa que não é adimplida e a 
respectiva cobrança ocorre por execução fiscal. 
 
EXECUTORIEDADE X EXIGIBILIDADE 
- Executoriedade (executoriedade propriamente dita ou direta): o Administrador utiliza meios 
diretos de coerção para implementar a vontade administrativa. 
 
- Exigibilidade (executoriedade indireta): meios indiretos de coerção 
 
É necessário previsão legal expressa para reconhecer a autoexecutoriedade? 
 
▪ 1ª corrente: Depende de lei ou do caráter emergencial da medida. Di Pietro, Celso 
Antônio, José dos Santos Carvalho Filho; 
▪ 2ª corrente: A executoriedade é regra e só pode ser afastada por expressa vedação 
legal. Hely Lopes, Diogo de Figueiredo. 
 
A autoexecutoriedade NÃO significa arbitrariedade, pois a atuação administrativa sempre 
deverá observar a juridicidade (regras e princípios no ordenamento jurídico). 
 
TEMA RELEVANTE: A administração pública possui interesse de agir para tutelar em juízo atos 
em que ela poderia atuar com base em seu poder de polícia 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
Um dos atributos do poder de polícia é a autoxecutoriedade. Isso significa que a Administração 
Pública pode, com os seus próprios meios, executar seus atos e decisões, sem precisar de prévia 
autorização judicial. A Administração, contudo, pode, em vez de executar o próprio ato, ingressar 
com ação judicial pedindo que o Poder Judiciário determine essa providência ao particular. Ex: 
diante de uma irregularidade grave, a Administração Pública poderia, em tese, interditar o 
estabelecimento. Se ela, em vez de executar esta ordem diretamente, ajuíza ação pedindo que o 
Poder Judiciário determine essa providência, tal ação não pode ser julgada extinta por falta de 
interesse de agir. A autoexecutoriedade não retira da Administração Pública a possibilidade 
de valer-se de decisão judicialque lhe assegure a providência fática que almeja, pois nem 
sempre as medidas tomadas pelo Poder Público no exercício do poder de polícia são 
suficientes. STJ. 2ª Turma. REsp 1651622/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 
28/03/2017 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 40 
 
 
3.4.6.3. Coercibilidade (ou exigibilidade) 
 
Impõem restrições ou condições a serem cumpridas pelos particulares. Há atos que são 
despidos de coercibilidade, a exemplo da licença solicitada pelo particular. 
 
3.4.7. Prazo para aplicar penalidades 
 
As sanções decorrentes do poder de polícia devem respeitar um prazo prescricional de 5 
(cinco) anos. Neste sentido, a Lei nº 9.873/99, em seu art. 1°, define que 
 
"Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, 
direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à 
legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração 
permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado". 
 
Verifica-se, portanto, que o ente estatal deve respeitar o prazo quinquenal de prescrição para 
aplicação de sanções de polícia, tendo início a contagem do prazo com a prática do ato lesivo pelo 
particular ou da cessação da conduta continuada que configure infração de caráter permanente, 
ressalvadas a situação de o fato objeto da ação punitiva da Administração também constituir crime, 
uma vez que, nestes casos, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei pena. 
 
Se não houver lei estadual ou municipal prevendo o prazo prescricional da sanção de polícia, 
este prazo será de 5 anos, com base no art. 1º do Decreto 20.910/32 
 
Ademais, cumpre ressaltar que a legislação prevê a possibilidade de prescrição intercorrente, 
trienal, diante da inércia da Administração Pública no julgamento do processo administrativo. 
Corroborando ao exposto, dispõe o art. 1°, §1° da Lei nº 9.873/99, 
 
"Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de 
três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão 
arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte interessada, sem 
prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da 
paralisação, se for o caso". 
 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 41 
 
 
3.4.8. Poder de polícia originário e delegado 
 
Nos dizeres de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a doutrina tem dividido os meios de 
atuação da polícia administrativa em dois grupos: Poder de Polícia Originário e Poder de Polícia 
Delegado. Conforme os autores: 
 
● Poder de Polícia Originário: É aquele exercido pelas pessoas políticas do Estado (União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios), alcançando os atos administrativos provenientes de 
tais pessoas; 
● Poder de Polícia Delegado: É aquele executado pelas pessoas administrativas do Estado, 
integrantes da chamada Administração Indireta. Diz-se delegado porque esse poder é 
recebido pela entidade estatal a qual pertence. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Considerações sobre a multa de trânsito (sua aplicação decorre do exercício do Poder de Polícia) 
 
● Aplicação da multa: natureza autoexecutória, podendo a Administração impor 
penalidade pecuniária ao administrado, sem a necessidade de recorrer ao Judiciário. 
● Cobrança da multa: Acaso NÃO paga no vencimento, a cobrança da multa NÃO é 
dotada de autoexecutoriedade, devendo a Administração valer-se de instrumentos próprios para 
viabilizar a cobrança. 
 
Atente-se à jurisprudência relevante sobre o Poder de Polícia: 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
Jurisprudência em teses STJ: EDIÇÃO N. 82: PODER DE POLÍCIA 
 
1) A administração pública possui interesse de agir para tutelar em juízo atos em que ela poderia 
atuar com base em seu poder de polícia, em razão da inafastabilidade do controle jurisdicional. 
 
2) O prazo prescricional para as ações administrativas punitivas desenvolvidas por Estados e 
Municípios, quando não existir legislação local específica, é quinquenal, conforme previsto no art. 
1º do Decreto n. 20.910/32, sendo inaplicáveis as disposições contidas na Lei n. 9.873/99, cuja 
incidência limita-se à Administração Pública Federal Direta e Indireta. 
 
3) Prescreve em cinco anos, contados do término do processo administrativo, a pretensão da 
Administração Pública de promover a execução da multa por infração ambiental. (Súmula n. 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 42 
 
 
467/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - TEMA 324) 
 
4) A prerrogativa de fiscalizar as atividades nocivas ao meio ambiente concede ao Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA interesse jurídico 
suficiente para exercer seu poder de polícia administrativa, ainda que o bem esteja situado 
dentro de área cuja competência para o licenciamento seja do município ou do estado. 
 
5) Ante a omissão do órgão estadual na fiscalização, mesmo que outorgante da licença 
ambiental, o IBAMA pode exercer o seu poder de polícia administrativa, já que não se confunde 
a competência para licenciar com a competência para fiscalizar. 
 
6) O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor - PROCON detém poder de polícia para 
impor sanções administrativas relacionadas à transgressão dos preceitos ditados pelo Código de 
Defesa do Consumidor art. 57 da Lei n. 8.078/90. 
 
7) O PROCON tem competência para aplicar multa à Caixa Econômica Federal CEF por infração 
às normas do Código de Defesa do Consumidor, independentemente da atuação do Banco 
Central do Brasil. 
 
8) A atividade fiscalizatória exercida pelos conselhos profissionais, decorrente da delegação do 
poder de polícia, está inserida no âmbito do direito administrativo, não podendo ser considerada 
relação de trabalho e, por consequência, não está incluída na esfera de competência da Justiça 
Trabalhista. 
 
9) Não é possível a aplicação de sanções pecuniárias por sociedade de economia mista, 
facultado o exercício do poder de polícia fiscalizatório.10) É legítima a cobrança da taxa de localização, fiscalização e funcionamento quando notório o 
exercício do poder de polícia pelo aparato administrativo do ente municipal, sendo dispensável a 
comprovação do exercício efetivo de fiscalização. 
 
11) Quando as balanças de aferição de peso estiverem relacionadas intrinsecamente ao serviço 
prestado pelas empresas ao consumidor, incidirá a Taxa de Serviços Metrológicos, decorrente do 
poder de polícia do Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial - 
Inmetro em fiscalizar a regularidade desses equipamentos. 
 
12) É legítima a cobrança da Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários 
decorrente do poder de polícia atribuído à Comissão de Valores Mobiliários CVM, visto que os 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 43 
 
 
efeitos da Lei n. 7.940/89 são de aplicação imediata e se prolongam enquanto perdurar o 
enquadramento da empresa na categoria de beneficiária de incentivos fiscais. 
 
13) Os valores cobrados a título de contribuição para o Fundo Especial de Desenvolvimento e 
Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização - FUNDAF têm natureza jurídica de taxa, tendo 
em vista que o seu pagamento é compulsório e decorre do exercício regular de poder de polícia. 
 
Referências Bibliográficas 
 
Dizer o Direito. http://www.dizerodireito.com.br/ 
Maria Sylvia Zanella di Pietro. Direito Administrativo. 
Matheus Carvalho: Manual de Direito Administrativo 
Rafael Carvalho Rezende Oliveira. Curso de Direito Administrativo 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino. Direito Administrativo descomplicado. 
 
 
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO 
01. Diferencie: 
Poderes da Administração Poderes do Estado 
 
 
 
 
 
 
 
 
02. Sobre o abuso de poder, responda: 
- Conceito 
 
 
 
 
 
- Diferencie 
Poder Vinculado Poder Discricionário 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 44 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
04. Sucintamente, explique os limites da discricionariedade e o controle judicial sobe os atos 
administrativos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05. Conceitue: 
1) Poder Normativo 
 
 
 
2) Poder Hierárquico 
 
 
 
3) Poder Disciplinar 
 
 
 
4) Poder de Polícia 
 
 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 45 
 
 
06. Dê as principais características das seguintes espécies de regulamentos: 
Executivos Autônomos 
 
 
 
 
 
 
 
 
07. O que é reserva de administração? 
 
 
 
 
 
08. O que é a deslegalização? 
 
 
 
 
 
09. Sobre o poder hierárquico, diferencie: 
Subordinação Vinculação 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Diferencie: 
Delegação Avocação 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 46 
 
 
 
 
 
 
 
11. O exercício do poder disciplinar é sempre discricionário? 
 
 
 
 
 
12. Descreva cada um dos seguintes sentidos do poder de polícia: 
1) Preventivo 
 
 
 
2) Repressivo 
 
 
 
3) Fiscalizador 
 
 
 
 
13. Diferencie: 
Polícia Judiciária Polícia Administrativa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 47 
 
 
14. O poder de polícia pode ser delegado? 
 
 
 
 
 
15. As guardas municipais podem realizar a fiscalização de trânsito? 
 
 
 
 
 
16. Quais são os atributos do poder de polícia? 
 
 
 
 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 6 
 
 
interesse público. Trata-se, em verdade, de poder-dever ou dever-poder, 
uma vez que o seu exercício é irrenunciável e se preordena ao atendimento 
da finalidade pública.” (OLIVEIRA, 2018, p. 311). 
 
Dessa forma, contemplamos que os poderes da administração funcionam como poderes-
deveres. Assim, sempre que o Estado “pode” atuar para alcançar o interesse público, ele na 
verdade deve. Não são faculdades, mas instrumentos conferidos à Administração para alcançar o 
interesse da coletividade. 
 
Verifica-se que são PODERES INSTRUMENTAIS, “instrumentos necessários a alcançar o 
interesse coletivo”, ou seja, ela tem esse poder como forma/meio/instrumento de se alcançar as 
necessidades coletivas. 
 
Diferença entre Poderes da Administração e Poderes do Estado (CARVALHO, 2017, p. 120): 
 
I- Poderes do Estado (poder orgânico): são centro de imputação do Poder 
estatal, que decorrem da tripartição dos poderes elaborada por 
Montesquieu (Executivo, Legislativo e Judiciário). Os poderes do Estado não 
são instrumentais, são poderes estruturais que realizam a atividade pública. 
II- Poderes da Administração (poder funcional): são as prerrogativas 
instrumentais conferidas aos agentes públicos para a realização do 
interesse público. 
 
Em face disto, os poderes da administração só serão legítimos enquanto busca alcançar o 
interesse coletivo, de modo que, se extrapolar o caráter da instrumentalidade, ocorrerá o chamado 
ABUSO DE PODER. 
 
1.2. Abuso de poder 
 
O Abuso de poder consiste no fato de ultrapassar o caráter da instrumentalidade, violando 
os limites legais. Em outras palavras, caso sejam praticados além dos limites do estritamente 
necessário à busca do interesse público, ocorrerá abuso de poder. 
 
Segundo Matheus Carvalho, “o abuso de poder pode decorrer de condutas comissivas – 
quando o ato administrativo é praticado fora dos limites legalmente impostos – ou de condutas 
omissivas – situações nas quais o agente público deixa de exercer uma atividade imposta a ele por 
lei, ou seja, quando se omite no exercício de seus deveres. Em ambos os casos, o abuso de poder 
configura ilicitude que atinge o ato dele decorrente.” (CARVALHO, 2017, p. 120) 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 7 
 
 
 
Subdivide-se em: 
⮚ Excesso de Poder: A autoridade pública atua fora dos limites de sua 
competência, ou seja, exorbita ou extrapola a competência que lhe foi 
atribuída. → VÍCIO DE COMPETÊNCIA 
 
⮚ Desvio de Poder: O agente público visa interesses individuais OU a 
autoridade busca o interesse público, mas NÃO respeita a finalidade da lei 
para determinado ato, ou seja, o agente do Estado pratica o ato, até mesmo 
dentro dos limites da competência a ele conferida, mas visando a alcançar 
outra finalidade que não aquela prevista em lei. → VÍCIO NA FINALIDADE 
 
Segundo ainda o professor Matheus Carvalho, o desvio de poder pode manifestar-se em 
duas situações (CARVALHO, 2017, p. 121): 
 
I- O agente público pratica um ato visando interesses individuais, de caráter 
pessoal, sem atentar para o interesse público. Nesse caso, há clara violação 
do princípio da impessoalidade; 
 
II- A autoridade pública pratica o ato respeitando a busca pelo interesse 
público, mas não respeitando a finalidade especificada por lei para aquele 
determinado ato. Exemplo: a exoneração é a perda do cargo de um servidor 
sem finalidade punitiva, enquanto a demissão tem essa finalidade. Não é 
lícito ao administrador exonerar um servidor subordinado que cometeu 
infração, porque foi desrespeitada a finalidade legal para a prática do ato. 
 
Assim, seja em decorrência de excesso ou desvio de finalidade, o abuso de poder ensejará a 
nulidade do ato administrativo. 
 
Vamos esquematizar? 
 
ABUSO DE PODER 
EXCESSO DE PODER DESVIO DE PODER 
O excesso de poder é o extrapolamento 
da competência que foi atribuída ao 
Agente Público, ou seja, a atuação deste 
vai além do que lhe foi conferido 
O desvio de poder se manifesta quando o 
agente pratica o ato visando outra 
finalidade que não aquela prevista pela 
lei. O agente busca fins diversos daquele 
previsto na regra de competência. 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 8 
 
 
Vício de competência Vício de finalidade 
Vício Sanável Vício insanável 
 
2. PODER VINCULADO E PODER DISCRICIONÁRIO 
 
2.1. Poder Vinculado/Regrado 
 
Está presente quando a lei estabelece uma única solução possível diante de uma situação de 
fato, fixando todos os requisitos e não deixando margem de apreciação subjetiva. Exemplo de 
poder vinculado é o de realização do lançamento tributário. 
 
Assim no Poder Vinculado, não há margem de escolha no caso concreto, pois todos os 
elementos do ato administrativo são vinculados. 
 
Por exemplo, o agente público que faltar mais 30 dias no serviço ensejará na demissão. 
Assim, se o agente público falta 30 dias não será demitido, todavia, se faltar mais de 30 não 
poderá deixar de ser demitido, pois o critério definido em lei é objetivo, é vinculado. 
 
“Poder vinculado ou regrado é aquele que o Direito Positivo – a lei – confere 
à Administração Pública para a prática de ato de sua competência, 
determinando os elementos e requisitos necessários à sua formalização. 
Nesses atos, a norma legal condiciona a sua expedição aos dados 
constantes de seu texto. Daí se dizer que tais atos são vinculados ou 
regrados, significando que, na sua prática, o agente público fica 
inteiramente preso ao enunciado da lei, em todas as suas especificações.” 
(MEIRELLES, 2013, p. 125) 
 
Elementos sempre vinculados dos atos administrativos: COMPETÊNCIA, FINALIDADE e FORMA. 
 
2.2. Poder Discricionário 
 
Nesse caso, o administrador também está subordinado à lei, porém, há situações nas quais o 
próprio texto legal confere margem de opção ao administrador e esse temo encargo de identificar 
a solução mais adequada para defender o interesse público. Exemplo: decreto expropriatório. 
 
Denota-se que existe uma margem de escolha, que deverá ocorrer dentro dos limites da lei, 
tendo como parâmetro o mérito administrativo – a escolha será feita com base na oportunidade e 
conveniência. Em outras palavras: essa margem de escolha conferida ao agente público é 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 9 
 
 
denominada de mérito (conveniência e oportunidade). Deve atender ao princípio da 
razoabilidade e proporcionalidade. 
 
“A atuação é discricionária quando a Administração, diante do caso 
concreto, tem a possibilidade de apreciá-lo segundo critérios de 
oportunidade e conveniência e escolher uma dentre duas ou mais soluções, 
todas válidas para o Direito.” (PIETRO, 2018, p. 292). 
 
É possível verificar a atuação discricionária na aplicação de lei que utilize conceitos jurídicos 
indeterminados. Se, para a delimitação do conceito, houver necessidade de apreciação 
subjetiva/valoração, segundo conceitos de valor, haverá discricionariedade. Por exemplo, a 
expressão “passeata tumultuosa” é um conceito jurídico vago. Deste modo, cada administrador no 
caso concreto deverá observar se aquela passeata é tumultuosa. Outro exemplo que podemos 
citar é o poder que a Administração Pública possui de fechar espetáculos pornográficos. Nessa 
esteira, o conceito de pornografia é indeterminado. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, “quando a administração emprega esse tipo de conceito, 
nem sempre existe discricionariedade; está não existirá se houver elementos objetivos, extraídos 
da experiência, que permitam a sua delimitação, chegando-se a uma única solução válida diante 
do direito. Neste caso, haverá apenas interpretação do sentido da norma, inconfundível com a 
discricionariedade.” (PIETRO, 2018, p. 300). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
A redação legal ultrapassada ou insatisfatória não enseja discricionariedade, mas mera 
interpretação (CARVALHO, 2017, p. 123). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Diferença entre poder discricionário e poder arbitrário: “discricionariedade é liberdade de ação 
administrativa, dentro dos limites permitidos em lei; arbítrio é ação contrária ou excedente da lei. 
Ato discricionário, quando autorizado, é legal e válido; ato arbitrário é sempre ilegítimo e 
inválido” (MEIRELLES, 2013, p. 127). 
 
Elementos dos atos administrativos que podem ser discricionários: MOTIVO e 
CONTEÚDO/OBJETO. 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 10 
 
 
Casos em que o MOTIVO será discricionário (PIETRO, 2018, p. 295): 
 
I- Quando a lei não o definir, deixando-o ao inteiro critério da 
Administração. Exemplo: exoneração de ofício de funcionário nomeado para 
cargo de provimento em comissão; 
II- Quando a lei define o motivo utilizando conceitos jurídicos 
indeterminados, que deixam à Administração a possibilidade de apreciação 
segundo critérios de oportunidade e conveniência. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Maria Sylvia Zanella Di Pietro considera que o elemento FORMA também pode ser discricionário 
no caso de a lei prever mais de uma forma possível para praticar o mesmo ato (PIETRO, 2018, p. 
294). 
 
Além disso, também considera que a FINALIDADE pode ser discricionária se considerada em 
sentido amplo (correspondendo ao interesse público), mas nunca se considerada em sentido 
restrito (resultado específico do ato que decorre da lei) (PIETRO, 2018, p. 294). 
 
2.3. Limites da discricionariedade e controle judicial 
 
O controle feito pelo Judiciário sobre os atos administrativos limitar-se-á à análise da sua 
legitimidade, ou seja, verificar se aquele ato foi praticado dentro dos limites da lei (controle de 
legalidade). 
 
Assim, em relação aos atos vinculados, o Poder Judiciário poderá examinar, em todos os 
seus aspectos, a conformidade do ato com a lei. Por outro lado, quanto aos atos discricionários, o 
controle judicial somente é possível quanto aos aspectos da legalidade, de modo que não pode 
haver interferência no mérito administrativo. Não pode adentrar na conveniência e oportunidade, 
mas somente verificar se está de acordo com a lei. 
 
 
Mérito Administrativo: É o aspecto do ato administrativo relativo à 
conveniência e oportunidade; só existe nos atos discricionários. Seria um 
aspecto do ato administrativo cuja apreciação é reservada à competência da 
Administração Pública. Dessa forma, o poder Judiciário não pode examinar 
o mérito dos atos administrativos (PIETRO, 2018, p. 297). 
 
STJ (RMS 20481): Em relação ao controle jurisdicional do processo 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 11 
 
 
administrativo, a atuação do Poder Judiciário circunscreve-se ao campo da 
regularidade do procedimento, bem como à legalidade do ato 
demissionário, sendo-lhe defesa qualquer incursão no mérito 
administrativo, a fim de aferir o grau de conveniência e oportunidade. 
 
A doutrina moderna não aceita que o Poder Judiciário analise o mérito 
administrativo, mas permite a verificação da validade dos atos 
discricionários à luz da legalidade, das normas e dos princípios 
constitucionais inspiradores da função administrativa (CARVALHO, 2017, p. 
143). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
No caso da discricionariedade proveniente dos conceitos jurídicos indeterminados, o limite do 
mérito para fins de averiguação de sua legitimidade é o princípio da razoabilidade e 
proporcionalidade. Isto porque, o princípio da razoabilidade é princípio constitucional, e se ele 
viola o referido, ele é ilícito (ilicitude/ilegitimidade). Atente-te para o fato que, no exercício do 
controle, o Judiciário deverá restringir-se à declaração da ilegalidade daquele ato, não 
devendo/podendo fazer substituir-se pela Administração. 
 
Teorias elaboradas para fixar limites ao exercício do poder discricionário (PIETRO, 2018, p. 
300):I- Teoria do desvio de poder: o desvio ocorre quando a autoridade usa do 
poder discricionário para atingir fim diferente daquele que a lei fixou. 
Quando isso ocorre, fica o Judiciário autorizado a decretar a nulidade do ato; 
 
II- Teoria dos motivos determinantes: quando a Administração indica os 
motivos que a levaram a praticar o ato, este somente será válido se os 
motivos forem verdadeiros. Para apreciar esse aspecto, o Judiciário terá que 
examinar os motivos, ou seja, os pressupostos de fato e as provas de sua 
ocorrência. 
 
CONTROLE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS: 
 
(1) O Administrador está livre para agir diante de competência discricionárias, mas nos devidos 
parâmetros do Direito, sem prejudicar ou desrespeitar os direitos dos Administrados. 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 12 
 
 
(2) A discricionariedade deve ser entendida de forma ampla, a abarcar não só a ideia de mérito 
administrativo, mas de conceitos indeterminados e a sua compreensão a partir de princípios. 
 
(3) O Poder Judiciário, quando chamado a emitir controle jurisdicional sobre atos administrativos, 
deve inicialmente verificar se os atos são discricionários ou vinculados. 
 
● Se vinculado – o controle se efetiva tendo por base a LEGALIDADE; 
● Se discricionário – Deve ser apreciada a correspondência da NORMA + MÉRITO 
 
(4) Existe corrente doutrinária que entende que o Judiciário NÃO pode analisar os atos 
administrativos discricionários de forma ampla, pois são expedidos segundo juízo de 
discricionariedade e oportunidade do administrador e se refere ao mérito administrativo. Por isso, 
outro poder que não o próprio que expediu o ato pode apreciá-lo, em face da separação dos 
poderes. 
 
(5) É pacífico o entendimento de que o Judiciário NÃO pode apreciar o mérito dos atos 
administrativos; 
 
(6) Cresce na doutrina e jurisprudência o entendimento de que é possível ao Judiciário a análise 
dos atos discricionários para se evitar arbitrariedades, desde que NÃO seja modificado o mérito 
administrativo. 
 
(7) Há possibilidade de o Judiciário verificar, à luz da legalidade, a validade dos atos 
administrativos discricionários. 
 
3. PODERES EM ESPÉCIE 
 
PODER 
NORMATIVO 
PODER 
HIERÁRQUICO 
PODER DISCIPLINAR PODER DE POLÍCIA 
Refere-se à 
faculdade que tem o 
Chefe do Poder 
Executivo de expedir 
decretos que, em 
regra, possuem 
apenas a finalidade 
de explicar a lei 
É uma decorrência da 
forma como se 
organiza a 
Administração Pública, 
havendo agentes ou 
órgãos cujas atuações 
se encontram 
subordinadas a outros 
agentes ou órgãos 
Autoriza a 
Administração Pública 
a aplicar penalidades 
aos servidores 
públicos e às demais 
pessoas sujeitas à 
disciplina 
administrativa. Dessa 
forma, somente está 
É destinado a 
disciplinar, restringir ou 
condicionar o exercício 
dos direitos individuais 
em prol dos interesses 
coletivos. 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 13 
 
 
superiores. sujeito ao poder 
disciplinar aquele que 
possui algum vínculo 
específico com a 
Administração, seja 
funcional ou 
contratual. 
 
3.1. Poder Normativo (ou regulamentar) 
 
É a prerrogativa reconhecida à Administração Pública para editar atos administrativos gerais 
para a fiel execução das leis. Contudo, esse poder vai além da edição de regulamentos, pois 
abarca outros atos normativos, como deliberações, instruções, resoluções. 
 
No exercício do poder regulamentar, o Estado não inova no Ordenamento Jurídico, criando 
direitos e obrigações, o que a Administração faz é expedir normas que irá assegurar a fiel execução 
da lei, sendo esta última inferior. 
 
Seu fundamento para a competência do Presidente encontra-se no art. 84, IV, da CF/88 
estende-se, por simetria, a Governadores e Prefeitos. 
 
O Poder Normativo é uma consequência do caráter relativo do princípio da separação dos 
poderes que, segundo a doutrina do checks and balances, permite a cada Poder o exercício de 
funções atípicas de forma a controlar o outro Poder. 
 
Segundo Rafael Oliveira, “o poder normativo da Administração Pública pode ser exercido 
basicamente por meio da delegação legislativa ou do próprio poder regulamentar. Enquanto a 
delegação legislativa possibilita a prática de ato normativo primário, com força de lei (ex.: medidas 
provisórias e leis delegadas, previstas, respectivamente, nos arts. 62 e 68 da CRFB), o poder 
regulamentar encerra uma atividade administrativa, de cunho secundário.” (OLIVEIRA, 2018, p. 
313) 
 
JULGADOS RELEVANTES! 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
O STJ entendeu que: “Não extrapola o poder regulamentar da Administração Pública, ou os 
princípios que a regem, Decreto Estadual que dispõe sobre o dever de agentes públicos 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 14 
 
 
disponibilizarem informações sobre seus bens e evolução patrimonial.”. O entendimento 
consolidado no STJ e no STF é de que os servidores públicos já estão, por lei, obrigados na 
posse e depois, anualmente, a disponibilizar informações sobre seus bens e evolução 
patrimonial, razão pela qual conclui-se que o Decreto Estadual n. 46.933/2016 não extrapolou o 
poder regulamentar, estando em sintonia com os princípios que regem a Administração Pública, 
previstos no art. 37 da CF/1988. A entrega dos dados à Administração não implica dizer que 
eles deverão ser expostos ao público em geral, cabendo àquela, já com as informações em mãos, 
adotar as cautelas necessárias para dar concretude ao art. 5º, LXXIX, da CF/1988, e à Lei Geral 
de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), ou seja, tais normas não proíbem a coleta dos dados, 
mas, antes, asseguram que os entes políticos-administrativos deverão respeitar o tratamento 
nelas conferido. (AgInt nos EDcl no RMS 55.819-MG, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, 
por unanimidade, julgado em 08/08/2022, DJe 17/08/2022. INFORMATIVO 747) 
 
3.1.1. Espéciesde regulamentos 
 
“Primordialmente, saliente-se que Regulamento e Decreto são referências 
ao mesmo ato normativo. Isso porque o Regulamento é o ato normativo 
privativo do chefe do Poder Executivo e Decreto é a sua forma. Em outras 
palavras, pode-se dizer que o Regulamento é expedido por meio de um 
Decreto.” (CARVALHO, 2017, p. 125). 
 
São as duas as espécies de regulamento existentes no Ordenamento Jurídico brasileiro: 
regulamentos executivos e os regulamentos autônomos: 
 
a) Regulamentos Executivos: editados para fiel execução de lei, NÃO inovam no 
ordenamento jurídico; 
 
● O regulamento executivo é norma geral e abstrata. É geral porque não tem 
destinatários determinados ou determináveis, atingindo quaisquer pessoas 
que se ponham nas situações reguladas; é abstrata porque dispõe sobre 
hipóteses que, se e quando verificadas no mundo concreto, gerarão as 
consequências abstratamente previstas. 
● São editados para fiel execução de lei; 
● NÃO inovam no Ordenamento jurídico; 
 
b) Regulamentos Autônomos: substituem a lei e inovam o ordenamento jurídico, não se 
submetem à intermediação legislativa 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
danux
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 15 
 
 
● O regulamento autônomo não se presta a detalhar a lei, mas sim 
substituem a Lei; 
● Os regulamentos autônomos podem inovar no Ordenamento Jurídico; 
● São considerados atos normativos primários, pois retiram sua força 
diretamente da Constituição e não se submetem à intermediação 
legislativa; 
 
Nesse sentido, preleciona Matheus Carvalho (2019): 
 
“Os regulamentos autônomos são regulamentos que atuam substituindo a 
lei e têm o condão de inovar o ordenamento jurídico, determinando normas 
sobre matérias não disciplinadas em lei. São substitutos da lei e não 
facilitadores da lei, uma vez que são expedidos sem contemplar qualquer 
lei anterior.” 
 
Os decretos autônomos se submetem ao controle de constitucionalidade direto. Assim, ao 
contrário do decreto meramente regulamentar (regulamento executivo), editado para detalhar a 
fiel execução da lei, o decreto autônomo (regulamento independente) está sujeito a controle de 
constitucionalidade. 
 
Para a doutrina majoritária, “os regulamentos autônomos vedados no ordenamento 
jurídico brasileiro, a não ser pela exceção do art. 84, VI, da Constituição Federal”. Por outro 
lado, há doutrina trazendo como exemplos de regulamentos autônomos os artigos 103-B, §4º, I 
(CNJ) e art. 130-A, §2º, I (CNMP), ambos da Constituição Federal. Por isso, fique atento ao 
enunciado da questão, pois ambos os entendimentos podem ser considerados corretos na prova. 
 
De acordo com Rafael Carvalho, “o debate envolvendo a legitimidade de edição dos 
regulamentos autônomos ganhou força novamente a partir de recentes alterações formais no texto 
da Constituição, bem como pelo trabalho da doutrina que aborda o fenômeno da 
constitucionalização do Direito, com a centralidade dos direitos fundamentais.” pg. 265 do Livro 
“Curso de Direito Administrativo” da Editora Gen. 
 
Ao lado dessas exceções supra, previstas expressamente na CF, Rafael Oliveira entende ser 
possível admitir outros casos não expressos de poder normativo, a partir do princípio da 
juridicidade. 
 
Vamos esquematizar? 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 16 
 
 
REGULAMENTOS EXECUTIVOS REGULAMENTOS 
AUTÔNOMOS 
Explicita a lei para a sua fiel execução. Trata de questão ainda não prevista em lei. 
Art. 84, IV da CF. Art. 84, VI, da CF – alterado com o advento da 
EC de 32 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente 
da República: IV - sancionar, promulgar e fazer 
publicar as leis, bem como expedir decretos e 
regulamentos para sua fiel execução; 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente 
da República: VI - dispor, mediante decreto, 
sobre: a) organização e funcionamento da 
administração federal, quando não implicar 
aumento de despesa nem criação ou extinção 
de órgãos públicos; b) extinção de funções ou 
cargos públicos, quando vagos. 
Não inova na ordem jurídica. INOVA na ordem jurídica 
Ato normativo secundário. Ato normativo primário. 
Não Admite delegação. Admite delegação. 
 
REGULAMENTOS AUTÔNOMOS – CONTROVÉRSIAS 
(Aprofundamento para subjetivas) 
● 1ª corrente: CONSTITUCIONALIDADE – Teoria dos Poderes implícitos: A administração 
tem a prerrogativa de suprir as omissões do legislativo por meio da edição de 
regulamentos que visem à concretização de seus deveres constitucionais. Hely Lopes. 
● 2ª corrente: INCONSTITUCIONALIDADE – Princípio da reserva de lei: A Administração só 
possui legitimidade para atuar se expressamente autorizada pelo legislador. Celso 
Antônio, Di Pietro, Carvalho Filho. 
 
RESERVA DE ADMINISTRAÇÃO 
 
Entendido como o núcleo funcional da administração resistente à lei, ou seja, o tratamento 
de algumas matérias seria adstrito à Administração, sendo ilícita ingerência do parlamento. 
 
● Reserva geral de administração: princípio da separação de poderes – a atuação de cada 
órgão estatal NÃO pode invadir ou cercear o núcleo essencial da competência de outros 
órgãos, sobretudo no exercício da discricionariedade administrativa; 
● Reserva específica de Administração: A CF destaca determinadas matérias, submetendo-
as à exclusiva competência administrativa do poder executivo. Ex: declaração pelo 
legislativo da nulidade de concurso realizado pelo executivo por suposta violação às 
normas legais. 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 17 
 
 
c) Regulamentos autorizados (delegados): Editados no exercício de função normativa 
delimitada em ato legislativo. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
O STF entendeu que:“É legítima — desde que observados os respectivos limites de controle 
externo, a precedência das disposições legais (princípio da legalidade) e as prerrogativas 
próprias conferidas aos órgãos do Poder Executivo — a edição de atos normativos por 
tribunais de contas estaduais com o objetivo de regulamentar procedimentalmente o 
exercício de suas competências constitucionais.” 
 
A inexistência de um poder normativo expressamente previsto na Constituição Federal serve 
como guia para a compreensão do papel que essa atribuição infraconstitucional dos tribunais de 
contas deve desempenhar, assim como o estabelecimento de seus limites. 
 
Na espécie, verificou-se que o Tribunal de Contas do Estado do Paraná não extrapolou os limites 
de seu controle externo. As normas impugnadas — que, essencialmente, visam regulamentar as 
práticas de fiscalização e a prestação de contas de recursos públicos repassados a entidades 
privadas sem fins lucrativos, por meio do Sistema Integrado de Transferências (SIT) — não 
inovaram no ordenamento jurídico. O conteúdo delas é meramente expletivo ou declaratório e, 
muitas das vezes, representa simples desenvolvimentos de dispositivos constantes em atos 
normativos primários. Além disso, elas foram editadas em decorrência de exigências derivadas 
do próprio texto constitucional (CF/1988, art. 71, parágrafo único), cuja observância é obrigatória 
por parte dos estados-membros (CF/1988, art. 75). 
(ADI 4.872/PR, relator Ministro Marco Aurélio, redator do acórdão Ministro Gilmar Mendes, 
julgamento finalizado em 15.2.2023. INFORMATIVO 1083) 
 
Ofende os arts. 2º e 84, II, da Constituição Federal norma de legislação estadual que 
estabelece prazo para o chefe do Poder Executivo apresentar a regulamentação de 
disposições legais. 
STF. Plenário. ADI 4728/DF, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 12/11/2021 (Info 1037). 
 
d) Regulamentos de necessidade: Produzidos em situação de emergência. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Cuidado para não confundir Poder Regulamentar com Poder Regulatório!!! 
 
PODER REGULAMENTAR PODER REGULATÓRIO 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 18 
 
 
Competência privativa do chefe do executivo; Competência atribuída às entidades 
administrativas, com destaque para as 
agências reguladoras; 
Envolve a edição de normas gerais para fiel 
cumprimento da lei; 
Engloba o exercício de atividades normativas, 
executivas e judicantes; 
Conteúdo político. Conteúdo técnico. 
. 
 
DESLEGALIZAÇÃO 
Consiste na possibilidade do Poder Legislativo, através de lei, transferir para a 
Administração Pública a competência para editar normas sobre assuntos cuja complexidade e 
velocidade de transformação exigem uma nova dinâmica normativa, que possibilita inclusive, o 
exercício de discricionariedade técnica. A questão deixa de ser tratada pela lei e passa a ser 
tratada pelo ato administrativo. 
 
Com efeito, consiste a deslegalização “na retirada, pelo próprio legislador, de certas 
matérias, do domínio da lei (domaine de laloi) passando-as ao domínio do regulamento 
(domaine de lordonnance)” (MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Agências reguladoras, In: 
Mutações do direito administrativo, Rio de Janeiro: Ed. Renovar, 2007, p. 218) 
 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES: 
 
● O STF admite, desde que ocorra dentro dos parâmetros estabelecidos na lei; 
● A lei que promove a deslegalização deve definir os parâmetros dentro dos quais a 
administração deve atuar; 
● A deslegalização surge como instrumento de atuação para as agências reguladoras. 
 
 
CESPE - 2015 - STJ - Analista Judiciário - Administrativa 
 O fenômeno da deslegalização, também chamada de delegificação, significa a retirada, 
pelo próprio legislador, de certas matérias do domínio da lei, passando-as para o 
domínio de regulamentos de hierarquia inferior. 
 
Item considerado CERTO. 
 
Conforme ensinamentos do Professor Ricardo Alexandre, em face da complexidade das 
atividades técnicas da Administração, modernamente, embora haja controvérsias quanto 
ao aspecto da constitucionalidade, a doutrina majoritária tem aceitado que as 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 19 
 
 
competências para regular determinadas matérias sejam transferidas pelo próprio 
legislador para órgãos administrativos técnicos. Trata-se do fenômeno da 
deslegalização, pelo qual a normatização sai da esfera da lei para a esfera do 
regulamento autorizado. 
 
 
CESPE / CEBRASPE - 2025 - PGE-PI - Procurador do Estado Substituto (Adaptado) 
 No que diz respeito aos poderes da administração pública, julgue os itens seguintes. 
É característica fundamental do poder normativo da administração pública a capacidade 
plena de inovar no ordenamento jurídico, por meio da criação de direitos e obrigações. 
 
Item considerado errado 
 
3.1.2. Classificações dos regulamentos 
 
● Regulamentos Jurídicos (normativos): Editados com fundamento em relação de 
supremacia estatal geral; 
● Regulamentos administrativos (ou de organização): estabelecem normas sobre a 
organização administrativa ou afetam apenas os particulares que se encontram em relação 
especial de sujeição com a administração. Ex: militares, presos, agentes públicos, estudantes de 
escolas públicas. 
o Relações de poder especial: relação mais estreita do particular com o Estado. 
 
3.2. Poder Hierárquico 
 
É poder de estruturação interna da atividade pública (dentro da mesma pessoa jurídica), de 
modo que NÃO existe manifestação de hierarquia externa. Não se pode falar em hierarquia entre 
pessoas jurídicas de órgãos diferentes. 
 
Trata-se, portanto, de relação de subordinação administrativa entre agentes públicos, que 
pressupõe o escalonamento VERTICAL de funções no interior da organização administrativa. Ou 
seja, é o poder de distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de 
seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de 
pessoal. 
 
Verbos: ordenar, fiscalizar, orientar, avocar, delegar, anular, sustar. 
 
De acordo com Matheus Carvalho, “a hierarquia é característica atinente à função 
administrativa do Estado, seja ela exercida tipicamente pelo Poder Executivo, ou pelos outros 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JOR
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 20 
 
 
poderes estatais, de forma atípica. Sendo assim, não se fundamenta na hierarquia o exercício das 
funções jurisdicionais ou legislativas do Estado.” (CARVALHO, 2017, p. 130). 
 
SUBORDINAÇÃO E VINCULAÇÃO 
 
No âmbito da organização administrativa, existem relações de subordinação e de vinculação 
que não se confundem. A relação de subordinação decorre naturalmente da hierarquia existente no 
interior dos órgãos e das entidades administrativas, pois há hierarquia em toda e qualquer 
desconcentração administrativa, seja entre órgãos da Administração Direta, seja no interior de 
determinada entidade da Administração Indireta. Portanto, a subordinação tem caráter interno, não 
havendo que falar em subordinação nas relações interadministrativas. 
 
Por outro lado, a relação de vinculação é encontrada entre entidades da Administração 
Indireta e os respectivos entes federados. Entre pessoas jurídicas distintas, em razão da autonomia 
dessas entidades. Assim, não existe hierarquia, mas apenas os controles previstos expressamente 
a legislação (vinculação). Trata-se de relação externa, envolvendo pessoas jurídicas dotadas de 
personalidade jurídica própria e autonomia. 
 
Em resumo: Não existe hierarquia entre a Administração Direta e as entidades componentes 
da Administração Indireta (existe controle ministerial/finalístico/tutela). O poder hierárquico 
também não é exercido sobre os órgãos consultivos. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
● Os órgãos administrativos consultivos, embora incluídos na hierarquia administrativa 
para fins disciplinares, fogem à relação hierárquica. 
 NÃO há hierarquia nas funções típicas jurisdicionais e legislativa 
 
O poder hierárquico confere uma série de prerrogativas aos agentes públicos 
hierarquicamente superiores em relação aos seus respectivos subordinados, a saber: 
 
● Ordens, a serem cumpridas por todos os subordinados; 
● Controle ou fiscalização; verificação do cumprimento por parte dos subordinados das 
ordens administrativas e das normas vigentes; 
● Alteração de competências via delegação ou avocação; 
● Rever atos praticados pelos subordinados para anulá-los, quando ilegais, ou revogá-los 
por conveniência e oportunidade, nos termos da respectiva legislação; 
● Resolução de conflitos de atribuições: prerrogativa de resolver, na esfera administrativa, 
conflitos positivos ou negativos de atribuições dos órgãos e agentes subordinados; 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 21 
 
 
● Disciplinar: apurada eventual irregularidade na atuação funcional do subordinado, a 
autoridade superior, após o devido processo legal, garantindo a ampla defesa e o 
contraditório, deverá aplicar as sanções disciplinares tipificadas na legislação 
 
Para atender a conveniências técnicas, sociais, econômicas, jurídicas ou territoriais, é possível 
a quem detém a competência legal distribuir transitoriamente parcela de suas atribuições por meio 
do instituto da delegação (art. 12, Lei 9.784/99). 
 
Além disso, diante de motivos relevantes devidamente justificados, o art. 15 da Lei 9.784/99 
permite que a autoridade hierarquicamente superior chame para si a competência de um órgão ou 
agente subordinado – avocação – medida excepcional e temporária. 
 
DELEGAÇÃO X AVOCAÇÃO 
A hierarquia justifica as hipóteses de avocação e delegação de competência. 
Delegação A delegação de atribuições, uma das manifestações do poder hierárquico, é o 
ato de conferir a outro servidor atribuições que, originalmente, eram de 
competência da autoridade delegante. 
 
Características: 
 
● Extensão de atribuições de um órgão a outro de mesma hierarquia ou de 
hierarquia inferior. 
● O ato de delegação de competência, revogável a qualquer tempo pela 
autoridade delegante, decorre do poder hierárquico, mas não precisa ser 
hierarquicamente subordinado. 
● Cláusula de Reserva: O agente delegante NÃO perde a competência 
delegada; 
● MS: Autoridade competente => Agente que praticou (Súmula 510 STF). 
Súmula n. 510, STF - Praticado o ato por autoridade, no 
exercício de competência delegada, contra ela cabe o 
mandado de segurança ou a medida judicial 
Com base nessa orientação, no julgamento do MS 
24.732 MC/DF, o STF decidiu que o foro da autoridade 
delegante não se transmite a autoridade delegada. 
Assim, se o ato foi praticado pela autoridade delegada, 
qualquer medida judicial proposta contra este ato 
deverá respeitar o foro da autoridade delegada (Ricardo 
Alexandre, 2019) 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 22 
 
 
● Nos termos propostos pela Lei nº 9.784, é vedada a delegação e 
avocação: 
✔ Casos de competência exclusiva definida em lei; 
✔ Para decisão de recurso hierárquico; 
✔ Para edição de atos normativos. 
 
Método para gravar: CE (competência exclusiva); NO (normativos) RA (recurso) 
– CENORA 
Avocação A avocação é fenômeno inverso ao da delegação e consiste na 
possibilidade de o superior hierárquico trazer para si temporariamente o 
exercício de competências legalmente estabelecidas para órgão ou agente 
hierarquicamente inferior. Destacamos que, ao contrário da delegação, não cabe 
avocação fora da linha hierárquica, uma vez que a utilização do instituto 
depende de um poder de vigilância e controle somente existente nas relações 
hierarquizadas. 
 
Características: 
 
● O chefe chama para si, de forma temporária, a competência que seria de 
agente subalterno. 
● A avocação é medida excepcional. 
● A excepcionalidade da avocação nos permite concluir que ela sempre 
deverá ser temporária. 
 
 
 
CESPE / CEBRASPE - 2021 - PGE-AL - Procurador do Estado 
Na hipótese de o dirigente de órgão público do estado de Alagoas delegar parte de sua 
competência, o ato de delegação 
 
a) será válido mesmo sem publicação em meio oficial. 
b) abrangerá decisão de recursos administrativos. 
c) não representará renúncia de sua competência. 
d) poderá restringir-se à edição de ato de caráter normativo. 
e) será irrevogávelno período da sua concessão. 
 
Item C foi considerado o correto 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 23 
 
 
É importante a leitura dos artigos 11 a 17 da Lei nº 9784/99, pois muitas vezes as provas 
cobram a literalidade dos artigos: 
 
Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos 
administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de 
delegação e avocação legalmente admitidos 
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver 
impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou 
titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, 
quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, 
social, econômica, jurídica ou territorial. 
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de 
competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes. 
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação: 
I - a edição de atos de caráter normativo 
II - a decisão de recursos administrativos 
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no 
meio oficial. 
§ 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, 
os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação 
e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição 
delegada. 
§ 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade 
delegante. 
§ 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente 
esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado. 
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes 
devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída 
a órgão hierarquicamente inferior. 
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os 
locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional 
competente em matéria de interesse especial. 
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo 
deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para 
decidir. 
 
Segundo Matheus Carvalho, “dentro de uma estrutura hierarquizada surgem atribuições 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 24 
 
 
(poderes-deveres), como o dever de fiscalizar, o dever de obediência às ordens dadas pelos 
superiores, o controle sobre a atividade dos órgãos inferiores para verificar a legalidade de seus 
atos, podendo anular os ilegais, e até mesmo, revogar os inoportunos ou inconvenientes, bem 
como as atribuições de delegar e avocar competência, nos moldes autorizados por lei.” 
(CARVALHO, 2017, p. 128-129). 
 
 
OBSERVAÇÃO 
Não existe hierarquia entre a Administração Direta e as entidades componentes da 
Administração Indireta (existe controle ministerial/finalístico/tutela). 
 
O poder hierárquico também não é exercido sobre os órgãos consultivos. 
 
3.3. Poder Disciplinar 
 
“O Poder Disciplinar trata da atribuição pública de aplicação de sanções 
àqueles que estejam sujeitos à disciplina do ente estatal. Com efeito, é o 
poder de aplicar sanções e penalidades, apurando infrações dos servidores 
ou outros que são submetidos à disciplina da Administração, ou seja, a 
todos aqueles que tenham vínculo de natureza especial com o Estado, 
como é o exemplo daqueles particulares que celebraram contratos com o 
Poder Público. A função deste poder é sempre aprimorar a prestação do 
serviço público punindo a malversação do dinheiro público ou a atuação em 
desconformidade com a lei.” (CARVALHO, 2017, p. 130). 
 
Dessa forma, o Poder Disciplinar consiste na possibilidade de a Administração aplicar 
punições àqueles que possuem algum vínculo específico com a Administração, seja de natureza 
funcional ou contratual. 
 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES 
 
● As sanções NÃO podem ser aplicadas a particulares, devendo existir um vínculo de 
natureza especial. 
● É um poder interno, não permanente e discricionário. Na verdade, é vinculado quanto ao 
dever de punir e discricionário quanto à seleção da pena aplicável. 
 
ATENÇÃO!!! Súmula 650-STJ: A autoridade administrativa não dispõe de 
discricionariedade para aplicar ao servidor pena diversa de demissão 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 25 
 
 
quando caracterizadas as hipóteses previstas no art. 132 da Lei nº 
8.112/90. STJ. 1ª Seção. Aprovada em 22/09/2021. 
 
A despeito de a Súmula 650 do STJ ter sido editada com base na Lei 
8.112/90, pode-se entender que a pena de demissão é ato vinculado em 
todo e qualquer estatuto de servidor público 
 
● A aplicação de qualquer uma dessas penalidades exige instauração de prévio processo 
administrativo com garantia de contraditório e ampla defesa, sob pena de nulidade da 
punição. 
● O Poder Disciplinar pode decorrer do Poder Hierárquico, haja vista tratar-se a hierarquia de 
uma espécie de vinculação especial, mas também pode decorrer dos contratos celebrados 
pela Administração Pública, sejam regidos pelo direito público ou pelo direito privado. 
● É um poder interno, sancionatório, por meio do qual a administração pública pode aplicar 
sanção às pessoas a este vinculado. 
 
 
OBSERVAÇÃO 
O poder disciplinar é um poder sancionatório, mas nem toda sanção configura poder disciplinar, 
visto que o poder disciplinar decorre da existência de um vínculo especial entre o Estado e o 
sujeito que está sendo punido, do contrário estará diante da manifestação do poder de polícia. 
Assim, quando o Estado pune pessoas que têm um vínculo específico com ele, trata-se de uma 
manifestação do poder disciplinar. Por outro lado, quando o Estado sanciona particulares que 
não possuem esse vínculo, está exercendo o poder de polícia. 
 
Ex. sanção aplicada ao servidor público (vínculo específico) → poder disciplinar. 
Ex. aplicaçãode multa ao particular → (sem vínculo) manifestação do poder de polícia. 
 
Atente-se que particulares podem sofrer a incidência do poder disciplinar. Para isso, exige-se 
uma relação de sujeição especial, isto é, a exigência de um vínculo específico (aqueles que se 
sujeitam à disciplina administrativa). 
 
PGE/RN: O Poder disciplinar pode ser decorrente do poder hierárquico, mas 
também pode projetar efeitos para além das relações travadas interna 
corporis. 
 
 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 26 
 
 
 
ATENÇÃO 
1. Regra geral 
 
 O poder disciplinar incide sobre servidores públicos e empregados públicos por faltas 
funcionais, conforme o regime jurídico a que estão submetidos. 
 Fundamento: artigo 116 da Lei nº 8.112/1990 (regime jurídico dos servidores públicos 
federais), por exemplo. 
 
2. Exceções – Particulares sujeitos a regime especial de vinculação 
 
Particulares podem ser submetidos a sanções administrativas com fundamento em 
poder disciplinar quando possuem vínculo especial com o Estado, como: 
 
a) Contratados pela Administração (ex: contratos administrativos) 
 Empresas contratadas podem sofrer sanções por inexecução contratual (advertência, 
multa, suspensão, declaração de inidoneidade). 
 Fundamento: Lei nº 14.133/2021, arts. 156 a 160. 
 
b) Concessionários e permissionários de serviço público 
 Podem sofrer penalidades por descumprimento de obrigações contratuais ou legais. 
 Fundamento: Lei nº 8.987/1995, art. 38. 
 
c) Candidatos a concurso público 
 Sujeitam-se a sanções (eliminação, suspensão de certames) por condutas irregulares 
durante o processo seletivo. 
 
Para o STF, é impossível substituir o mérito administrativo pelo Poder Judiciário, estando o 
controle limitado à legalidade das sanções aplicadas. 
 
 
ATENÇÃO 
É lição comum na doutrina que o poder disciplinar é exercido de forma discricionária. A 
afirmação deve ser analisada com bastante cuidado no que concerne ao seu alcance. Caso o 
indivíduo sob disciplina administrativa cometa infração, não restará qualquer opção ao gestor 
senão aplicar-lhe a penalidade legalmente prevista, ou seja, a aplicação da pena é ato vinculado. 
A discricionariedade, quando existente, é relativa à graduação da penalidade ou à escolha 
entre as sanções legalmente cabíveis, uma vez que no direito administrativo não predomina o 
princípio da pena específica (que corresponde à necessidade de prévia definição em lei da 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 27 
 
 
infração funcional e da exata sanção cabível). 
 
 
ATENÇÃO 
O poder disciplinar pode ter facetas de discricionariedade e vinculação, a depender do caso 
concreto. Porém, em ambos os casos, para aplicar penalidade, deve assegurar o contraditório e 
ampla defesa. 
 
 
CESPE / CEBRASPE - 2024 - PGE-PR - Procurador (Adaptado) 
 Assinale a opção correta relativa aos poderes administrativos, considerando, no que 
couber, a jurisprudência do STF. 
 
O exercício do poder disciplinar pressupõe que seu destinatário seja agente público, 
independentemente da natureza do seu vínculo jurídico com a administração pública. 
Item considerado errado 
 
3.4. Poder de Polícia 
 
3.4.1. Conceito 
 
O poder de polícia consiste na prerrogativa que tem o Estado de restringir, frenar, limitar a 
atuação do particular em razão do interesse público. É fruto da compatibilização do interesse 
público em face do privado. 
 
Tenha em mente que o poder de polícia não é um poder interno, decorre da Supremacia do 
Interesse Público, não dependendo para sua manifestação de nenhum vínculo especial (ao 
contrário do que exige o poder disciplinar). 
 
Definição: art. 78 CTN - Considera-se poder de polícia atividade da 
administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou 
liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de 
interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos 
costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades 
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à 
tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais 
ou coletivos. 
De acordo com Rafael Oliveira, “a expressão “poder de polícia” tem sido criticada por 
importante parcela da doutrina que sustenta a necessidade de abolição do termo ou a sua 
98306
98306
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
D
AN
IE
LL
E 
AR
AU
JO
 R
O
C
H
A 
02
47
86
29
16
0 
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 Poderes da Administração Pública 
 
 28 
 
 
substituição por outras nomenclaturas, tais como “limitações administrativas à liberdade e à 
propriedade” ou “Administração ordenadora”. Isto porque a amplitude do conceito do poder de 
polícia faz com que essa função administrativa não se destaque das demais atividades realizadas 
pelo Estado. 
 
Vale dizer: o Estado sempre deve buscar o bem-estar social e todas as funções 
administrativas, inclusive o denominado poder de polícia, visam, em última análise, a aplicação da 
lei. Ademais, o termo “polícia” denota certo caráter autoritário, pois remete ao pretérito Estado de 
Polícia, quando as normas eram ditadas pelo monarca, substituído pelo atual Estado de Direito que 
remete à criação de normas jurídicas ao Legislativo. De lado as críticas em comento, a expressão 
“poder de polícia” encontra-se consagrada na legislação (ex.: art. 145, II, da CRFB e art. 78 do 
CTN) e ainda é utilizada pela maior parte da doutrina e da jurisprudência pátrias.” – pg. 271 do 
Livro “Curso de Direito Administrativo” da Editora Gen. 
 
Ainda de acordo com Rafael Oliveira, “tradicionalmente, afirma-se que o fundamento do 
poder de polícia é a supremacia do interesse público sobre o interesse privado. A autoridade 
estatal tem como objetivo a manutenção da ordem pública. Todavia, em razão da 
constitucionalização do Direito Administrativo e da centralidade dos direitos fundamentais, 
entendemos que seria mais adequado afirmar que o fundamento

Mais conteúdos dessa disciplina