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Questões resolvidas

O usuário tem seus direitos e deveres enumerados na Lei 9.784/99: Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I - expor os fatos conforme a verdade; II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário; IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.
No concurso da PGE AL (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: Pode-se afirmar que, em um processo administrativo, é dever do administrado:
A) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado.
B) Ter vista dos autos, mediante pagamento das custas.
C) Não agir de modo temerário.
D) Ter vista dos autos, assim como obter cópias de documentos nesses contidos, mediante pagamento das custas.
E) Fazer-se assistir sempre por advogado.

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Questões resolvidas

O usuário tem seus direitos e deveres enumerados na Lei 9.784/99: Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos neles contidos e conhecer as decisões proferidas; III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais serão objeto de consideração pelo órgão competente; IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando obrigatória a representação, por força de lei. Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo de outros previstos em ato normativo: I - expor os fatos conforme a verdade; II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; III - não agir de modo temerário; IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o esclarecimento dos fatos.
No concurso da PGE AL (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: Pode-se afirmar que, em um processo administrativo, é dever do administrado:
A) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição de interessado.
B) Ter vista dos autos, mediante pagamento das custas.
C) Não agir de modo temerário.
D) Ter vista dos autos, assim como obter cópias de documentos nesses contidos, mediante pagamento das custas.
E) Fazer-se assistir sempre por advogado.

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Processo Administrativo 
 
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Arquivo revisado e atualizado até 24/12/2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
SUMÁRIO 3 
DIREITO ADMINISTRATIVO 8 
QUAL DEVE SER O FOCO? 8 
RESUMO DA DOUTRINA 8 
1. PROCESSO ADMINISTRATIVO 8 
1.1. Processo Administrativo X Procedimento Administrativo 9 
1.2. Finalidades do Processo Administrativo 10 
1.3. Obrigatoriedade dos processos administrativos 10 
1.4. Princípios aplicáveis ao processo administrativo 10 
1.5. Processo Administrativo Federal x Processo Administrativo Estadual ou Municipal 14 
1.5.1. Delegação de Competência (Lei 9.784) 16 
1.5.2. Avocação de competência 16 
1.6. Considerações específicas sobre a Lei Federal 17 
1.6.1. Dos atos processuais (Lei 9.784/99) 17 
1.6.1.1. Forma, tempo e lugar dos atos processuais 17 
1.6.1.2. Comunicação dos atos processuais 18 
1.7. Fases do Processo Administrativo (Lei 9.784/99) 19 
1.7.1. Instauração 19 
1.7.2. Instrução processual, defesa e relatório (Lei 9.784/99) 19 
1.7.3. Decisão (Lei 9.784/99) 21 
1.7.3.1 – Decisão coordenada 21 
1.8 – Motivação dos atos processuais (Lei 9.784/99) 24 
1.9. Extinção do Processo (Lei 9.784/99) 24 
1.10. Recursos Administrativos (Lei 9.784/99) 25 
1.11. Direitos e deveres do Administrado 27 
1.12. Processo Administrativo Disciplinar 30 
2. JULGADOS E SÚMULAS IMPORTANTES 31 
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO 54 
 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
TEMA DO DIA 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Processo administrativo. 
ARTIGOS IMPORTANTES 
Lei 9784/99 – Arts. 11, 12 ,14, 53, 54, 55, 59, 61, 66 e 67 
 
QUAL DEVE SER O FOCO? 
 
1- Poder discricionário x vinculado 
2- Decreto autônomo 
3- Delegação e avocação de competências 
4- Fases ou ciclo do poder de polícia. Atributos do poder de polícia. Polícia administrativa e 
judiciária. 
5- Princípios do processo administrativo 
6- Delegação de competências 
7- Fases do processo administrativo 
 
RESUMO DA DOUTRINA 
 
1. PROCESSO ADMINISTRATIVO 
O princípio do devido processo legal está previsto na CF/88, em seu art. 5º, LIV, e é aplicável 
também à Administração Pública e ao Poder Legislativo, além da seara jurisdicional. Além disso, a 
CF/88 também prescreve que aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, são 
assegurados o contraditório e a ampla defesa (art. 5º, LV, CF). 
 
Com o objetivo de regulamentar a disciplina constitucional do processo administrativo, foi 
promulgada a Lei 9.784/99, a fim de estabelecer normas básicas sobre o processo administrativo 
no âmbito da Administração Federal direta e indireta (lei federal). 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
1.1. Processo Administrativo X Procedimento Administrativo 
Segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro, processo e procedimento não se confundem. O 
primeiro é instrumento indispensável para o exercício de função administrativa, enquanto o 
segundo é o conjunto de formalidades que devem ser observadas para a prática de certos atos 
administrativos. 
 
a) Processo Administrativo: Série concatenada de atos administrativos, respeitando ordem 
posta na lei, com finalidade específica, ensejando a prática de ato final. Segundo Mazza, é o vínculo 
jurídico entre a Administração e o usuário, estabelecido para a tomada de uma decisão. 
 
Trata-se de competência legislativa autônoma, inexistindo competência da União para a 
elaboração de normas gerais sobre a matéria. 
 
b) Procedimento Administrativo: Forma pela qual os atos do processo se desenvolvem. É rito 
respeitado pela Administração para se alcançar a finalidade do processo. Segundo Mazza, é a 
sequência ordenada de atos tendentes à tomada da decisão. 
 
O Brasil adotou sistema de jurisdição única, ou sistema inglês, no qual o processo 
administrativo não exaure a discussão de nenhuma matéria com caráter de definitividade, sendo 
sempre admitida a discussão da matéria já decidida na via judicial. Logo, o sentido de COISA 
JULGADA ADMINISTRATIVA é restrito a essa seara. 
 
O direito administrativo possui como tendência a processualização das atividades 
administrativas, tendo em vista27227-DF, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 27/01/2021 (Info 716). 
 
Não há nulidade do PAD pela suposta inobservância do direito à não autoincriminação, 
quando a testemunha, até então não envolvida, noticia elementos que trazem para si 
responsabilidade pelos episódios em investigação 
Caso concreto: foi instaurado PAD para apurar a conduta de João, servidor do INSS. Pedro, outro 
servidor da autarquia que trabalhava no mesmo setor do investigado, foi convocado para depor 
na condição de testemunha, tendo assinado termo de compromisso de dizer a verdade. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/23529b09a37f0a0c1e11e01d8619b93a?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/23529b09a37f0a0c1e11e01d8619b93a?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
danux
Realce
danux
Realce
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Ocorre que Pedro não apenas confirmou as imputações feitas contra João, mas também 
confessou que participou dos ilícitos em apuração. Ao final do PAD, João e Pedro foram 
demitidos. 
Pedro alegou que que o PAD que originou sua demissão se encontraria eivado de ilicitude, 
considerando que foi obrigado a produzir provas contra si mesmo. 
Não houve nulidade. 
Quando o servidor foi chamado, ele não era investigado. Ele prestou voluntariamente seu 
depoimento e, em nenhum momento, insurgiu-se contra isso, o que permite concluir que, 
também voluntariamente, ele dispensou o uso da faculdade de não incriminar a si próprio. Logo, 
ele não pode, posteriormente, invocar o direito ao silêncio considerando que, por sua própria 
vontade, apontou, durante sua oitiva, fatos que atraíram para si a responsabilidade solidária 
pelos ilícitos em apuração. 
STJ. 1ª Seção. MS 21205-DF, Rel. Min. Sérgio Kukina, julgado em 14/10/2020 (Info 682) 
 
Não há parcialidade de membro da Comissão Processante apenas por compor outra 
Comissão em PAD, que apura outros fatos pelos quais é investigado o mesmo servidor 
público 
A participação de membro da comissão processante em mais de 
um processo administrativo disciplinar envolvendo o mesmo investigado não macula a 
imparcialidade quando a apuração tratar de fatos distintos. 
STJ. 1ª Seção. MS 22.019/DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. p/ acórdão Min. Og 
Fernandes, julgado em 27/05/2020. 
 
É possível a cassação de aposentadoria de servidor público pela prática, na atividade, de 
falta disciplinar punível com demissão 
Informativo: 666   
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
A pena de cassação de aposentadoria é compatível com a Constituição Federal, a despeito do 
caráter contributivo conferido àquela, especialmente porque nada impede que, na seara própria, 
haja o acertamento de contas entre a administração e o servidor aposentado punido. 
Assim, constatada a existência de infração disciplinar praticada enquanto o servidor estiver na 
ativa, o ato de aposentadoria não se transforma num salvo conduto para impedir o 
sancionamento do ilícito pela administração pública. Faz-se necessário observar o regramento 
contido na Lei n. 8.112/1990, aplicando-se a penalidade compatível com as infrações apuradas. 
STJ. 1ª Seção. MS 23608-DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. Acd. Min. Og Fernandes, 
julgado em 27/11/2019 (Info 666). 
STF. 2ª Turma. AgR no ARE 1092355, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 17/5/2019. 
 
Cabe recurso hierárquico próprio ao Presidente da República contra penalidade disciplinar 
aplicada por delegação com base no Decreto 3.035/99 
Informativo: 657   
O art. 141, I, da Lei nº 8.112/90 prevê que as penalidades disciplinares de demissão e cassação 
de aposentadoria ou disponibilidade de servidores públicos ligados ao Poder Executivo federal 
devem ser aplicadas pelo Presidente da República. 
Por meio do Decreto nº 3.035/99, o Presidente da República delegou aos Ministros de Estado e 
ao Advogado-Geral da União a atribuição para aplicar tais penalidades. 
Assim, o Advogado-Geral da União, com base no Decreto nº 3.035/99, possui competência para, 
em processo administrativo disciplinar, aplicar pena de demissão a Procurador da Fazenda 
Nacional, que é membro integrantes da carreira da AGU. 
Vale ressaltar, contudo, que cabe recurso hierárquico próprio ao Presidente da República contra a 
aplicação dessa penalidade. 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
STJ. 1ª Seção. MS 17449-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 14/08/2019 (Info 
657). 
 
Se a infração disciplinar praticada for, em tese, também crime, o prazo prescricional 
do processo administrativo será aquele que for previsto no art. 109 do CP, esteja ou não esse 
fato sendo apurado na esfera penal 
Informativo: 651   
O prazo prescricional previsto na lei penal se aplica às infrações disciplinares também 
capituladas como crime independentemente da apuração criminal da conduta do servidor. 
Para se aplicar a regra do § 2º do art. 142 da Lei nº 8.112/90 não se exige que o fato esteja 
sendo apurado na esfera penal (não se exige que tenha havido oferecimento de denúncia ou 
instauração de inquérito policial). 
Se a infração disciplinar praticada for, em tese, também crime, deve ser aplicado o prazo 
prescricional previsto na legislação penal independentemente de qualquer outra exigência. 
STJ. 1ª Seção. MS 20857-DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. Acd. Min. Og Fernandes, 
julgado em 22/05/2019 (Info 651). 
 
CGU tem competência para aplicar pena de demissão a servidor do Poder Executivo Federal 
mesmo que ele estivesse cedido para a Câmara dos Deputados 
Informativo: 629   
Compete ao Ministro de Estado Chefe da Controladoria-Geral da União a aplicação da 
penalidade de demissão a servidor do Poder Executivo Federal, independentemente de se 
encontrar cedido à época dos fatos para o Poder Legislativo Federal. 
STJ. 1ª Seção. MS 19994-DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 23/05/2018 (Info 629). 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Possibilidade de instauração de PAD com base em denúncia anônima 
Súmula 611-STJ: Desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou 
sindicância, é permitida a instauração de processo administrativo disciplinar com base em 
denúncia anônima, em face do poder-dever de autotutela imposto à Administração. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 09/05/2018, DJe 14/05/2018 (Info 624). 
 
No PAD, a alteração da capitulação legal imputada ao acusado não enseja nulidade, uma vez 
que o indiciado se defende dos fatos nele descritos e não dos enquadramentos legais 
O indiciado se defende dos fatos que lhe são imputados e não de sua classificação legal. 
Assim, a posterior alteração da capitulação legal da conduta, não tem o condão de gerar 
nulidade o Processo Administrativo Disciplinar. 
A descrição dos fatos ocorridos, desde que feita de modo a viabilizar a defesa do acusado, afasta 
a alegação de ofensa ao princípio da ampla defesa. 
STJ. 1ª Seção. MS 19.726/DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 13/12/2017. 
 
O STJ aprovou um enunciado de súmula nesse sentido. Vejamos: 
“Súmula 672 - A alteração da capitulação legal da conduta do servidor, por si só, não enseja a 
nulidade do processo administrativo disciplinar.” 
 
Portaria de instauração do PAD 
 
A Portaria de instauração do Processo Administrativo Disciplinar dispensa a descrição minuciosa 
da imputação, exigida tão somente após a instrução do feito, na fase de indiciamento, o que é 
capaz de viabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4b85256c4881edb6c0776df5d81f6236?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/a081c174f5913958ba8c6443bacffcb9?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
STJ. 3ª Seção. RO nos EDcl nos EDcl no MS 11.493/DF, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 
25/10/2017. 
 
A decretação de nulidade no processo administrativo depende da demonstração do efetivo 
prejuízo para as partes, à luz do princípio pas de nullité sans grief 
A nulidade do processo administrativo disciplinar somente deve ser declarada quando houver 
efetiva demonstração de prejuízo sofrido pela defesa do servidor. 
STJ. 2ª Turma. AgInt no RMS 53.758/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 
10/10/2017. 
 
Excesso de prazo para conclusão do PAD 
Súmula 592-STJ: O excesso deprazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar só 
causa nulidade se houver demonstração de prejuízo à defesa. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 13/09/2017, DJe 18/09/2017. 
 
Validade da prova emprestada no PAD 
Súmula 591-STJ: É permitida a “prova emprestada” no processo administrativo disciplinar, desde 
que devidamente autorizada pelo juízo competente e respeitados o contraditório e a ampla 
defesa. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 13/09/2017, DJe 18/09/2017. 
Este “empréstimo” da prova é permitido mesmo que o processo penal ainda não tenha transitado 
em julgado? 
SIM. É possível a utilização, em processo administrativo disciplinar, de prova emprestada 
validamente produzida em processo criminal, independentemente do trânsito em julgado da 
sentença penal condenatória. Isso porque, em regra, o resultado da sentença proferida no 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/e7b24b112a44fdd9ee93bdf998c6ca0e?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
processo criminal não repercute na instância administrativa, tendo em vista a independência 
existente entre as instâncias. 
STJ. 2ª Turma. RMS 33628-PE, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 2/4/2013 (Info 521). 
 
É possível PAD contra servidor público federal que pratica ilegalidade durante sua gestão em 
fundação privada de apoio à Universidade Federal 
 
É legal a instauração de procedimento disciplinar, julgamento e sanção, nos moldes da Lei nº 
8.112/90, em face de servidor público que pratica atos ilícitos na gestão de fundação privada de 
apoio à instituição federal de ensino superior. 
STJ. 1ª Seção. MS 21669-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 23/08/2017 (Info 613). 
 
Aplicação de crime continuado no PAD 
  
Há fatos ilícitos administrativos que, se cometidos de forma continuada pelo servidor público, 
não se sujeitam à sanção com aumento do quantum sancionatório previsto no art. 71, caput, do 
CP. 
STJ. 1ª Seção. REsp 1.471.760-GO, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 22/2/2017 (Info 
602). 
 
Competência para instaurar e julgar PAD relacionado com servidor cedido 
A instauração de processo disciplinar contra servidor efetivo cedido deve ocorrer, 
preferencialmente, no órgão em que tenha sido praticada a suposta irregularidade. 
Por outro lado, o julgamento e a eventual aplicação de sanção só podem ocorrer no órgão ao 
qual o servidor efetivo estiver vinculado. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/04a1bf2d968f1ce381cf1f9184a807a9?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/b17c0907e67d868b4e0feb43dbbe6f11?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/549406198764950208345d143aa67c7d?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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Ex: João é servidor efetivo (técnico judiciário) do TJDFT e foi cedido para um cargo em comissão 
no STJ. Quando ainda estava prestando serviços no STJ, João praticou uma infração disciplinar. A 
Instauração do PAD deverá ser feita preferencialmente pelo STJ. Por outro lado, o julgamento do 
servidor e aplicação da sanção deverão ser realizados obrigatoriamente pelo TJDFT. 
STJ. Corte Especial. MS 21991-DF, Rel. Min. Humberto Martins, Rel. para acórdão Min. João 
Otávio de Noronha, julgado em 16/11/2016 (Info 598) 
 
Impossibilidade de aprovação do relatório final por servidor que participou das investigações 
O servidor que realizou a sindicância pode também determinar a instauração de processo 
disciplinar, designando a comissão processante, e, ao final dos trabalhos, aprovar o relatório 
final? 
NÃO. O STJ decidiu que o servidor que participou das investigações na sindicância e concluiu que 
o sindicado havia cometido a infração disciplinar, tanto que determinou a instauração do PAD, 
não pode, posteriormente, ser a autoridade designada para aprovar o relatório final produzido 
pela comissão no processo administrativo, uma vez que ele já formou seu convencimento no 
sentido da culpabilidade do acusado. 
STJ. 3ª Seção. MS 15107-DF, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 26/9/2012 (Info 505). 
STJ. 3ª Seção. MS 7758/DF, Rel. Min. Ericson Maranho (Des. Conv. do TJ/SP), julgado em 
22/04/2015. 
 
Possibilidade de execução imediata de penalidade imposta em PAD 
Determinado servidor público federal recebeu pena de demissão 
em processo administrativo disciplinar contra si instaurado. O servidor interpôs recurso 
administrativo contra a decisão proferida. Ocorre que, antes mesmo de ser julgado o recurso, a 
Administração Pública já cessou o pagamento da remuneração do servidor e o afastou das 
funções. 
 
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É possível que a sanção aplicada seja desde logo executada mesmo que ainda esteja pendente 
recurso interposto no âmbito administrativo? 
SIM. É possível o cumprimento imediato da penalidade imposta ao servidor logo após o 
julgamento do PAD e antes do julgamento do recurso administrativo cabível. 
Não há qualquer ilegalidade na imediata execução de penalidade administrativa imposta em 
PAD a servidor público, ainda que a decisão não tenha transitado em julgado 
administrativamente. 
STJ. 1ª Seção. MS 19488-DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 25/3/2015 (Info 
559). 
 
Servidor já punido não pode ser novamente julgado para agravar sua pena 
Depois do servidor já ter sido punido, é possível que a Administração, com base na autotutela, 
anule a sanção anteriormente cominada e aplique uma nova penalidade mais gravosa? 
NÃO. A decisão administrativa que põe fim ao processo administrativo, à semelhança do que 
ocorre no âmbito jurisdicional, possui a característica de ser definitiva. 
Logo, o servidor público já punido administrativamente não pode ser julgado novamente para 
que sua pena seja agravada mesmo que fique constatado que houve vícios no processo e que ele 
deveria receber uma punição mais severa. 
Assim, a anulação parcial do processo administrativo disciplinar para adequar a penalidade 
aplicada ao servidor, consoante pareceres do órgão correspondente, ensejando aplicação de 
sanção mais grave ofende o devido processo legal e a proibição da reformatio in pejus. 
Obs: o posicionamento acima tem por base a Súmula 19 do STF, que dispõe: “É inadmissível 
segunda punição de servidor público, baseada no mesmo processo em que se fundou a 
primeira.” 
STJ. 3ª Seção. MS 10950-DF, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em 23/5/2012. 
 
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STJ. 1ª Seção. MS 11749/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 11/06/2014. 
 
Da revisão do PAD não poderá resultar agravamento da sanção aplicada, em virtude da 
proibição do bis in idem e da reformatio in pejus 
Não é possível a anulação de processo administrativo disciplinar já encerrado, com sanção já 
cumprida (ex: suspensão), para aplicação de penalidade mais severa (ex: demissão) pelos 
mesmos fatos. 
Não se admite o agravamento da penalidade imposta a servidor, após o encerramento do 
respectivo processo disciplinar, com o julgamento definitivo pela autoridade competente. Isso 
caracteriza revisão com reformatio in pejus, o que é rechaçado pela jurisprudência do STJ. 
Incide, na espécie, a Súmula nº 19-STF: É inadmissível segunda punição de servidor público, 
baseada no mesmo processo em que se fundou a primeira. 
Assim, o servidor público já punido administrativamente não pode ser julgado novamente para 
que sua pena seja agravada, mesmo que fique constatado que houve vícios no processo e que 
ele deveria receber uma punição mais severa. 
STJ. 1ª Seção. MS 11.749/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 11/06/2014. 
 
Termo inicial do prazo prescricional do PAD 
O art. 142, § 2º da Lei nº 8.112/90 prevê que o prazo prescricional da ação disciplinar “começa a 
correr da data em que o fato se tornou conhecido”. 
Para que o prazo prescricional tenha início, é necessário que a irregularidade praticada pelo 
servidor chegue ao conhecimento da autoridade competente para instaurar o PAD ou o prazo já 
se inicia caso outras autoridades do serviço público saibam do fato? 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/fdaa09fc5ed18d3226b3a1a00f1bc48c?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/8bf1211fd4b7b94528899de0a43b9fb3?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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O termo inicial da prescrição é a data do conhecimento do fato pela autoridade competente para 
instaurar o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e não a ciência de qualquer autoridade da 
Administração Pública. 
STJ. 1ª Seção. MS 20615/DF, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 08/03/2017. 
Súmula 635-STJ: Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei nº 
8.112/1990 iniciam-se na data em que a autoridade competente para a 
abertura do procedimento administrativo toma conhecimento do fato, 
interrompem-se com o primeiro ato de instauração válido - sindicância de 
caráter punitivo ou processo disciplinar - e voltam a fluir por inteiro, após 
decorridos 140 dias desde a interrupção. 
 
Independência das instâncias 
Não deve ser paralisado o curso de processo administrativo disciplinar apenas em função de 
ajuizamento de ação penal destinada a apurar criminalmente os mesmos fatos investigados 
administrativamente. 
As esferas administrativa e penal são independentes, não havendo falar em suspensão 
do processo administrativo durante o trâmite do processo penal. 
STJ. 1ª Seção. MS 18090-DF, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 8/5/2013 (Info 523). 
 
Inaplicabilidade do princípio da insignificância no caso de infração disciplinar que gere 
demissão 
Deve ser aplicada a penalidade de demissão ao servidor público federal que obtiver proveito 
econômico indevido em razão do cargo, independentemente do valor auferido (no caso, eram 
apenas R$ 40,00). Isso porque não incide, na esfera administrativa, o princípio da insignificância 
quando constatada falta disciplinar prevista no art. 132 da Lei 8.112/1990. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f61d6947467ccd3aa5af24db320235dd?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f61d6947467ccd3aa5af24db320235dd?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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STJ. 1ª Seção. MS 18090-DF, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 8/5/2013 (Info 523). 
 
Súmula 650-STJ: A autoridade administrativa não dispõe de 
discricionariedade para aplicar ao servidor pena diversa de demissão 
quando caracterizadas as hipóteses previstas no art. 132 da Lei nº 
8.112/90. 
 
PAD é independente em relação à ação de improbidade administrativa 
As punições aplicáveis no PAD são independentes em relação às sanções determinadas na ação 
judicial de improbidade administrativa, não havendo bis in idem caso o servidor seja punido nas 
duas esferas. 
STJ. 1ª Seção. MS 15848/DF, Rel. Min. Castro Meira, julgado em 24/04/2013. 
 
Instaurado o competente processo administrativo disciplinar, fica superado o exame de 
eventuais irregularidades ocorridas durante a sindicância 
Se houve alguma irregularidade na sindicância, mas depois instaurou-se 
um processo administrativo disciplinar válido, aquela irregularidade é considerada sanada 
considerando que no PAD é que o interessado terá ampla defesa e contraditório. 
STJ. 2ª Turma. RMS 37.871/SC, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 07/03/2013. 
 
Aplicação da pena de demissão, em PAD, pela prática de improbidade administrativa 
É possível a demissão de servidor por improbidade administrativa 
em processo administrativo disciplinar. 
Infração disciplinar grave que constitui ato de improbidade é causa de demissão do servidor, 
em processo administrativo, independente de processo judicial prévio. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d149231f39b05ae135fa763edb358064?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/d149231f39b05ae135fa763edb358064?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/41f1f19176d383480afa65d325c06ed0?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
daniellerocha
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daniellerocha
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
STJ. 3ª Seção. MS 14140-DF, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 26/9/2012. 
 
Intimação do processado 
Em processo administrativo disciplinar é válida a intimação realizada mediante remessa de 
telegrama para o servidor público sendo que o AR foi recebido por terceiro? 
• SIM. STJ. 1ª Seção. EDcl no MS 17.873/DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 
28/08/2013. 
• NÃO. STJ. 3ª Seção. MS 14016-DF, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 
29/2/2012. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
 
 
TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 1238 
 
São inadmissíveis, em processos administrativos de qualquer espécie, provas 
consideradas ilícitas pelo Poder Judiciário. 
 
TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 314 
 
É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de 
recurso administrativo. 
 
TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 565 
 
É possível a exclusão, em processo administrativo, de policial militar que comete faltas 
disciplinares, independentemente do curso de ação penal instaurada em razão da mesma 
conduta. 
 
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daniellerocha
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 
Aplicação do prazo decadencial de 5 anos do art. 54 para Estados e Municípios e 
inconstitucionalidade de legislação estadual que disponha de prazo diverso. 
STF decidiu recentemente que, em regra, o prazo decadencial para que a 
Administração Pública anule atos administrativos inválidos é de 5 anos, aplicável a 
todos os entes federativos, por força do princípio da isonomia. Trata-se, assim, de uma 
inconstitucionalidade MATERIAL e não formal: 
É inconstitucional lei estadual que estabeleça prazo decadencial 
de 10 (dez) anos para anulação de atos administrativos 
reputados inválidos pela Administração Pública estadual. STF. 
Plenário. ADI 6019/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do 
acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 12/4/2021 (Info 
1012). 
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou 
dispositivo da lei paulista que estabelece o prazo de dez anos 
para anulação de atos administrativos declarados inválidos pela 
administração pública estadual. (...) 
Prevaleceu, no julgamento, o voto do ministro Luís Roberto 
Barroso, segundo o qual o prazo decenal previsto na Lei estadual 
10.177/1998, que regula o processo administrativo no âmbito da 
administração pública paulista, afronta o princípio da igualdade. 
Barroso explicou que o prazo de cinco anos se consolidou como 
marco temporal geral nas relações entre o poder público e 
particulares, e o STF somente admite exceções ao princípio da 
isonomia quando houver necessidade de remediar um 
desequilíbrio específico entre as partes. 
O ministro destacou que os demais estados aplicam,indistintamente, o prazo de cinco anos para anulação de atos 
 
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ATENÇÃO!!
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
administrativos com efeitos favoráveis aos administrados, por 
previsão em lei própria ou por aplicação analógica do artigo 54 da 
Lei 9.784/1999, que rege o processo administrativo no âmbito 
federal. "Não há fundamento constitucional que justifique a 
situação excepcional do Estado de São Paulo, justamente o mais 
rico e, certamente, um dos mais eficientes da federação”, 
assinalou. (...) 
 
 
É possível a cassação de aposentadoria de servidor público pela prática, na atividade, 
de falta disciplinar punível com demissão 
Informativo: 975   
Não há inconstitucionalidade na previsão da penalidade de cassação de aposentadoria de 
servidores públicos, disposta nos arts. 127, IV, e 134 da Lei nº 8.112/90. 
A aplicação da penalidade de cassação de aposentadoria ou disponibilidade é compatível 
com o caráter contributivo e solidário do regime próprio de previdência dos servidores 
públicos. 
A perda do cargo público foi prevista no texto constitucional como uma sanção que 
integra o poder disciplinar da Administração. É medida extrema aplicável ao servidor que 
apresentar conduta contrária aos princípios básicos e deveres funcionais que 
fundamentam a atuação da Administração Pública. 
A impossibilidade de aplicação de sanção administrativa a servidor aposentado, a quem a 
penalidade de cassação de aposentadoria se mostra como única sanção à disposição da 
Administração, resultaria em tratamento diverso entre servidores ativos e inativos, para o 
sancionamento dos mesmos ilícitos, em prejuízo do princípio isonômico e da moralidade 
administrativa, e representaria indevida restrição ao poder disciplinar da Administração 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4b55df75e2e804bab559aa885be40310?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/informativo/listar?numero=975
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
em relação a servidores aposentados que cometeram faltas graves enquanto em 
atividade, favorecendo a impunidade. 
STF. Plenário. ADPF 418, Rel. Alexandre de Moraes, julgado em 15/04/2020. 
 
A estabilidade prevista no art. 149 da Lei nº 8.112/90 deve ser no cargo, não sendo 
suficiente que o membro da comissão goze de estabilidade no serviço público 
 Informativo: 970   
O art. 149 da Lei nº 8.112/90 determina que a comissão condutora 
do processo administrativo disciplinar seja composta por servidores estáveis e se exige 
que, no momento da designação, estes já tenham atingido a estabilidade no desempenho 
do cargo que exercem e que os legitima participar da comissão. 
Não haverá, contudo, nulidade do PAD se, no caso concreto, a Administração Pública, ao 
perceber o vício formal, substituiu o servidor em estágio probatório por outro estável, sem 
aproveitar qualquer ato decisório do servidor substituído. Isso porque, nesta hipótese, não 
terá havido qualquer prejuízo concreto à defesa. 
STF. 2ª Turma. RMS 32357/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 17/3/2020 (Info 970). 
 
No PAD, vigora a independência relativa das esferas penal e administrativa, havendo 
repercussão apenas em se tratando de absolvição no juízo penal por inexistência do 
fato ou negativa de autoria 
Informativo: 970   
A sentença proferida no âmbito criminal somente repercute na esfera administrativa 
quando reconhecida: 
a) a inexistência material do fato; ou 
b) a negativa de sua autoria. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bdad073d2c77b0525e32a0e9784089ea?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/informativo/listar?numero=970
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f02a8fde79ddf5b978cd9ae9d408b7c1?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f02a8fde79ddf5b978cd9ae9d408b7c1?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/f02a8fde79ddf5b978cd9ae9d408b7c1?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Assim, se a absolvição ocorreu por ausência de provas, a administração pública não está 
vinculada à decisão proferida na esfera penal. 
STF. 2ª Turma. RMS 32357/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 17/3/2020 (Info 970). 
 
A Súmula Vinculante 5 continua válida 
A Súmula Vinculante 5 continua válida. 
O STF rejeitou proposta da OAB que pretendia o cancelamento do verbete. 
Após a edição da SV 5, não houve mudança na legislação, na jurisprudência ou na 
percepção da sociedade a justificar a revisão ou o cancelamento do enunciado. 
A súmula vinculante deve ter certo grau de estabilidade, somente devendo ser cancelada 
ou revista em caso de superveniência de fatos suficientemente relevantes. 
Assim, a faltade defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não 
ofende a CF. 
STF. Plenário. PSV 58/DF, julgado em 30/11/2016 (Info 849). 
 
Ausência de transcrição integral de dados obtidos por meio de interceptação 
telefônica não gera nulidade 
Mesmo em matéria penal, a jurisprudência do STF e do STJ é no sentido de que não é 
necessária a degravação integral das escutas, sendo bastante que dos autos constem 
excertos suficientes a embasar o oferecimento da denúncia. 
O servidor processado, que também é réu no processo criminal, tem acesso à 
integralidade das interceptações e, se entender necessário, pode juntar 
no processo administrativo os eventuais trechos que considera pertinentes ao deslinde da 
controvérsia. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c3e878e27f52e2a57ace4d9a76fd9acf?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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daniellerocha
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
O acusado em processo administrativo disciplinar não possui direito subjetivo ao 
deferimento de todas as provas requeridas nos autos, ainda mais quando consideradas 
impertinentes ou meramente protelatórias pela comissão processante (art. 156, §1º, Lei 
nº 8.112/90). 
STF. 1ª Turma. RMS 28774/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. 
Roberto Barroso, julgado em 9/8/2016 (Info 834). 
 
Ilegitimidade ativa do MP para impetrar MS questionando decisão administrativa que 
reconheceu a prescrição em processo administrativo 
O Procurador-Geral da República não possui legitimidade ativa para impetrar mandado 
de segurança com o objetivo de questionar decisão que reconheça a prescrição da 
pretensão punitiva em processo administrativo disciplinar. 
A legitimidade para impetrar mandado de segurança pressupõe a titularidade do direito 
pretensamente lesado ou ameaçado de lesão por ato de autoridade pública. 
O Procurador-Geral da República não tem legitimidade para a impetração, pois não é o 
titular do direito líquido e certo que afirmara ultrajado. 
Para a impetração do MS não basta a demonstração do simples interesse ou atuação 
como custos legis, uma vez que os direitos à ordem democrática e à ordem jurídica não 
são de titularidade do Ministério Público, mas de toda a sociedade. 
STF. 2ª Turma. MS 33736/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em 21/6/2016 (Info 831). 
 
 
Processo administrativo disciplinar e súmula vinculante 14 STF 
A SV 14 NÃO pode ser aplicada para os casos de sindicância, que objetiva elucidar o 
cometimento de infrações administrativas. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/bca82e41ee7b0833588399b1fcd177c7?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/0584ce565c824b7b7f50282d9a19945b?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
daniellerocha
Comentário do texto
Súmula Vinculante 14 - Acesso de advogado ao inquérito policial

É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Pela simples leitura da súmula percebe-se que a sindicância não está incluída em seu 
texto, já que não se trata de procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária. 
STF. 1ª Turma. Rcl 10771 AgR/RJ, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 4/2/2014 (Info 
734). 
 
Empréstimo das interceptações telefônicas do processo criminal para o PAD 
Origem: STF e STJ - 
A prova colhida mediante autorização judicial e para fins de investigação ou processo 
criminal pode ser utilizada para instruir procedimento administrativo punitivo. 
Assim, é possível que as provas provenientes de interceptações telefônicas autorizadas 
judicialmente em processo criminal sejam emprestadas para 
o processo administrativo disciplinar. 
STF. 1ª Turma. RMS 28774/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. 
Roberto Barroso, julgado em 9/8/2016 (Info 834). 
STJ. 1ª Seção. MS 16146-DF, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em 22/5/2013. 
 
Desnecessidade de intimação do servidor após o relatório final para alegações finais 
Origem: STF e STJ - 
Após o relatório ter sido produzido pela comissão, ele deverá ser apresentado ao servidor 
processado para que este possa impugná-lo? Existe previsão na Lei nº 8.112/90 de 
alegações finais a serem oferecidas pelo servidor após o relatório final ter sido concluído? 
NÃO. Não é obrigatória a intimação do interessado para apresentar alegações finais após 
o relatório final de processo administrativo disciplinar. 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/cf004fdc76fa1a4f25f62e0eb5261ca3?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=edaniellerocha
Realce
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Inexiste previsão na Lei nº 8.112/1990 de intimação do acusado após a elaboração do 
relatório final da comissão processante. 
STF. 1ª Turma. RMS 28774/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. 
Roberto Barroso, julgado em 9/8/2016 (Info 834). 
STJ. 1ª Seção. MS 18090-DF, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 8/5/2013 (Info 
523). 
 
Inexistência de impedimento de que os membros da comissão do primeiro PAD, que 
foi anulado, participem da segunda comissão 
Origem: STF e STJ - 
Respeitados todos os aspectos processuais relativos à suspeição e impedimento dos 
membros da Comissão Processante previstos pelas Leis 8.112/90 e 9.784/99, não há 
qualquer impedimento ou prejuízo material na convocação dos mesmos servidores que 
anteriormente tenham integrado Comissão Processante, cujo relatório conclusivo foi 
posteriormente anulado (por cerceamento de defesa), para comporem a segunda 
Comissão de Inquérito. 
Assim, não há qualquer impeditivo legal de que a comissão de inquérito 
em processo administrativo disciplinar seja formada pelos mesmos membros de comissão 
anterior que havia sido anulada. 
STF. 1ª Turma. RMS 28774/DF, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. 
Roberto Barroso, julgado em 9/8/2016 (Info 834). 
STJ. 1ª Seção. MS 16192/DF, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 10/04/2013. 
 
 
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daniellerocha
Realce
daniellerocha
Realce
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Condenação pelo Tribunal de Contas independe do resultado do PAD 
Se o servidor público responder a processo administrativo disciplinar e for absolvido, 
ainda assim poderá ser condenado a ressarcir o erário, em tomada de contas especial, 
pelo Tribunal de Contas da União. 
STF. 1ª Turma. MS 27867 AgR/DF, rel. Min. Dias Toffoli, 18/9/2012 (Info 680). 
 
Enunciado 33 da I Jornada de Direito Administrativo CJF/STJ 
O prazo processual, no âmbito do processo administrativo, deverá ser contado em dias corridos 
mesmo com a vigência dos arts. 15 e 219 do CPC, salvo se existir norma específica estabelecendo 
essa forma de contagem. 
 
Referências Bibliográficas: 
Rafael Carvalho Rezende Oliveira. Curso de Direito Administrativo 
Matheus Carvalho: Manual de Direito Administrativo 
Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino. Direito Administrativo descomplicado. 
Dizer o Direito. http://www.dizerodireito.com.br/ 
Legislação Estadual 
Maria Sylvia Zanella di Pietro. Direito Administrativo. 
Odete Medauar. Direito Administrativo Moderno. 
Alexandre Mazza. Manual de Direito Administrativo. 
Fernanda Marinela. Manual de Direito Administrativo. 
Dizer o Direito 
 
 
TAREFAS PARA O ESTUDO ATIVO 
 
01. Diferencie: 
 
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http://www.dizerodireito.com.br/
daniellerocha
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
Processo Administrativo Procedimento Administrativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
02. Quais as finalidades do processo administrativo? 
 
 
 
 
 
 
03. Quais os princípios aplicáveis ao processo administrativo? 
 
 
 
 
 
04. Segundo o STF, é admissível, em processos administrativos, provas consideradas ilícitas 
pelo Poder Judiciário? 
 
 
 
 
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05. Segundo o STF, qual o prazo decadencial para que a Administração Pública anule seus 
atos? 
 
 
 
 
 
06. Diferencie: 
Delegação de Competência Avocação de Competência 
 
 
 
 
 
 
 
 
07. Quais são os requisitos de intimação em processos administrativos? Qual a consequência do 
desatendimento da intimação? 
 
 
 
 
 
08. Quem são os legitimados como interessados no processo administrativo? 
 
 
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09. Em quais situações, no âmbito da Administração Pública Federal, as decisões 
administrativas poderão ser tomadas mediante decisão coordenada? 
 
 
 
 
 
10. O que é a decisão coordenada? 
 
 
 
 
 
11. Em quais situações não se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos? 
 
 
 
 
 
12. O que é a “motivação aliunde”? 
 
 
 
 
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13. Como ocorre a extinção do processo administrativo? 
 
 
 
 
 
14. Descreva cada uma das espécies de recursos administrativos? 
1) Hierárquico próprio 
 
 
 
2) Hierárquico 
impróprio 
 
 
 
 
3) Pedido de 
reconsideração 
 
 
 
 
4) Revisão 
 
 
 
 
15. Conceitue “processo administrativo disciplinar”. 
 
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16. De acordo com o STJ, quando o interessado poderá ser notificado por edital no processo 
administrativo? 
 
 
 
 
 
17. De acordo com o STJ, é permitida instauração de PAD com base em denúncia anônima? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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	SUMÁRIO 
	DIREITO ADMINISTRATIVO 
	QUAL DEVE SER O FOCO? 
	RESUMO DA DOUTRINA 
	1. PROCESSO ADMINISTRATIVO 
	1.1. Processo Administrativo X Procedimento Administrativo 
	1.2. Finalidades do Processo Administrativo 
	1.3. Obrigatoriedade dos processos administrativos 
	1.4. Princípios aplicáveis ao processo administrativo 
	1.5. Processo Administrativo Federal x Processo Administrativo Estadual ou Municipal 
	1.5.1. Delegação de Competência (Lei 9.784) 
	1.5.2. Avocação de competência 
	1.6. Considerações específicas sobre a Lei Federal 
	1.6.1. Dos atos processuais (Lei 9.784/99) 
	1.6.1.1. Forma, tempo e lugar dos atos processuais 
	1.6.1.2. Comunicação dos atos processuais 
	1.7. Fases do Processo Administrativo (Lei 9.784/99) 
	1.7.1. Instauração 
	1.7.2. Instrução processual, defesa e relatório (Lei 9.784/99) 
	1.7.3. Decisão (Lei 9.784/99) 
	1.7.3.1 – Decisão coordenada 
	1.8 – Motivação dos atos processuais (Lei 9.784/99) 
	1.9. Extinção do Processo (Lei 9.784/99) 
	1.10. Recursos Administrativos (Lei 9.784/99) 
	1.11. Direitos e deveres do Administrado 
	1.12. Processo Administrativo Disciplinar 
	2. JULGADOS E SÚMULAS IMPORTANTES 
	A administração pública, quando se vê diante de situações em que a conduta do investigado se amolda às hipóteses de demissão e de cassação de aposentadoria de servidor, não dispõe de discricionariedade para aplicar pena menos gravosa (Súmula 650-STJ) 
	Na portaria de instauração do PAD não é necessário que seja feita uma exposição detalhada dos fatos que serão apurados 
	É possível a aplicação, por analogia, do prazo decadencial de 5 anos previsto na Lei do processo administrativo federal para Estados e Municípios que não tiverem leis (súmula 633-STJ) 
	Termo inicial e causa de interrupção do prazo prescricional das infrações administrativas (Súmula 635-STJ) 
	É necessária condenação anterior na ficha funcional do servidor ou, no mínimo, anotação de fato que o desabone, para que seus antecedentes sejam valorados como negativos na dosimetria da sanção disciplinar 
	Quando o interessado poderá ser notificado por edital no processo administrativo? 
	Não há nulidade do PAD pela suposta inobservância do direito à não autoincriminação, quando a testemunha, até então não envolvida, noticia elementos que trazem para si responsabilidade pelos episódios em investigação 
	Não há parcialidade de membro da Comissão Processante apenas por compor outra Comissão em PAD, que apura outros fatos pelos quais é investigado o mesmo servidor público 
	É possível a cassação de aposentadoria de servidor público pela prática, na atividade, de falta disciplinar punível com demissão 
	Cabe recurso hierárquico próprio ao Presidente da República contra penalidade disciplinar aplicada por delegação com base no Decreto 3.035/99 
	Informativo: 657   
	Se a infração disciplinar praticada for, em tese, também crime, o prazo prescricional do processo administrativo será aquele que for previsto no art. 109 do CP, esteja ou não esse fato sendo apurado na esfera penal 
	CGU tem competência para aplicar pena de demissão a servidor do Poder Executivo Federal mesmo que ele estivesse cedido para a Câmara dos Deputados 
	Possibilidade de instauração de PAD com base em denúncia anônima 
	No PAD, a alteração da capitulação legal imputada ao acusado não enseja nulidade, uma vez que o indiciado se defende dos fatos nele descritos e não dos enquadramentos legais 
	Portaria de instauração do PAD 
	A decretação de nulidade no processo administrativo depende da demonstração do efetivo prejuízo para as partes, à luz do princípio pas de nullité sans grief 
	Excesso de prazo para conclusão do PAD 
	Validade da prova emprestada no PAD 
	É possível PAD contra servidor público federal que pratica ilegalidade durante sua gestão em fundação privada de apoio à Universidade Federal 
	 
	Aplicação de crime continuado no PAD 
	Competência para instaurar e julgar PAD relacionado com servidor cedido 
	Impossibilidade de aprovação do relatório final por servidor que participou das investigações 
	Possibilidade de execução imediata de penalidade imposta em PAD 
	Servidor já punido não pode ser novamente julgado para agravar sua pena 
	Da revisão do PAD não poderá resultar agravamento da sanção aplicada, em virtude da proibição do bis in idem e da reformatio in pejus 
	Termo inicial do prazo prescricional do PAD 
	Independência das instâncias 
	Inaplicabilidade do princípio da insignificância no caso de infração disciplinar que gere demissão 
	PAD é independente em relação à ação de improbidade administrativa 
	Instaurado o competente processo administrativo disciplinar, fica superado o exame de eventuais irregularidades ocorridas durante a sindicância 
	Aplicação da pena de demissão, em PAD, pela prática de improbidade administrativa 
	Intimação do processado 
	TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 1238 
	TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 314 
	TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 565 
	 
	Aplicação do prazo decadencial de 5 anos do art. 54 para Estados e Municípios e inconstitucionalidade de legislação estadual que disponha de prazo diverso. 
	É possível a cassação de aposentadoria de servidor público pela prática, na atividade, de falta disciplinar punível com demissão 
	A estabilidade prevista no art. 149 da Lei nº 8.112/90 deve ser no cargo, não sendo suficiente que o membro da comissãogoze de estabilidade no serviço público 
	No PAD, vigora a independência relativa das esferas penal e administrativa, havendo repercussão apenas em se tratando de absolvição no juízo penal por inexistência do fato ou negativa de autoria 
	A Súmula Vinculante 5 continua válida 
	Ausência de transcrição integral de dados obtidos por meio de interceptação telefônica não gera nulidade 
	Ilegitimidade ativa do MP para impetrar MS questionando decisão administrativa que reconheceu a prescrição em processo administrativo 
	Processo administrativo disciplinar e súmula vinculante 14 STF 
	Empréstimo das interceptações telefônicas do processo criminal para o PAD 
	Desnecessidade de intimação do servidor após o relatório final para alegações finais 
	Inexistência de impedimento de que os membros da comissão do primeiro PAD, que foi anulado, participem da segunda comissão 
	Condenação pelo Tribunal de Contas independe do resultado do PADos seguintes fatores: 
● Legitimidade: maior participação do administrado na elaboração das 
decisões administrativas; 
● Garantia: Confere maior garantia aos administrados, sobretudo em 
processos punitivos; 
● Eficiência 
 
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1.2. Finalidades do Processo Administrativo 
 
● Instrumento de controle da atividade pública: Todos os atos do 
processo ficam sujeitos ao controle e fiscalização da autoridade 
responsável. 
● Garantia da democracia: É instrumento hábil a impedir 
arbitrariedades do Poder Público; 
● Diminuição dos encargos do Judiciário: O processo administrativo 
reduz a litigiosidade; 
● Aperfeiçoar a atuação estatal 
 
1.3. Obrigatoriedade dos processos administrativos 
 
Doutrina e Jurisprudência entendem que a validade dos atos administrativos que podem 
repercutir na esfera jurídica dos particulares está condicionada à prévia realização do processo 
regular, em que se respeite o contraditório e ampla defesa. 
 
1.4. Princípios aplicáveis ao processo administrativo 
 
a) Oficialidade (Impulso Oficial): Os processos administrativos podem ser instaurados SEM a 
necessidade de provação de qualquer particular interessado, e não depende de manifestação deste 
para o seu impulso. 
 
b) Devido processo legal: Abarca a garantia de transparência na condução do processo, para 
se evitar abusos e arbitrariedades pelo administrador. Possui dois sentidos: 
● Sentido procedimental (procedural due process): a Administração 
deve respeitar os procedimentos e as formalidades previstas na lei; 
● Sentido substantivo (substantive due process): A atuação 
administrativa deve ser pautada pela razoabilidade, sem excessos. 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 
c) Contraditório e ampla defesa: É o direito do particular de saber o que acontece no processo 
administrativo ou judicial de seu interesse, bem como de se manifestar na relação processual. 
● Defesa Técnica: É facultado aos particulares acusados em processos administrativos 
disciplinares a faculdade de se fazerem representar por advogado. 
 
● Defesa Prévia: O particular deve poder se manifestar antes de ser proferida decisão 
administrativa acerca da matéria objeto do processo. Porém, em situações 
emergenciais que coloquem o interesse público em perigo, admite-se que a atuação 
administrativa anteceda à manifestação do particular (CONTRADITÓRIO DIFERIDO). 
 
● Duplo grau de julgamento ou direito ao recurso administrativo: É a prerrogativa de 
reanálise dos atos praticados pela Administração, por provocação do particular, 
devendo ser motivado. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Súmula vinculante 21 
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de 
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
SÚMULA N. 373, STJ. É ilegítima a exigência de depósito prévio para 
admissibilidade de recurso administrativo. 
 
d) Direito à informação: NÃO pode ser negado ao particular interessado do feito o direito de 
ter vista e tirar cópia dos atos processuais considerados relevantes. 
 
 
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JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Súmula vinculante 3 
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o 
contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar 
anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, 
excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de 
aposentadoria, reforma e pensão. 
 
e) Instrumentalidade das formas: É aproveitamento dos atos processuais, admitido até o 
saneamento do processo quando se tratar de nulidade sanável, cuja inobservância não prejudique 
a administração ou o administrado. 
 
f) Informalismo ou formalismo necessário: Em geral, os atos praticados pelos particulares em 
processos administrativos não dependem de forma prescrita em lei. 
 
g) Verdade Real: O processo administrativo busca a verdade material em contraponto aos 
processos jurídicos. Logo, os processos administrativos admitem todos os tipos de provas lícitas, 
apresentados em qualquer fase do processo, ainda que após o encerramento da instrução. 
 
Inclusive, na busca pela verdade real, é admissível, em sede de recursos administrativos, a 
reformatio in pejus. 
h) Gratuidade: Os processos administrativos são gratuitos, não havendo cobrança de custas, 
emolumentos ou ônus sucumbenciais. 
 
i) Legalidade: O agente público só pode atuar conforme determinação legal, sendo todos os 
atos do processo previamente estipulados em lei e de observância obrigatória do administrador. 
 
j) Motivação (obrigatória): É dever imposto ao ente estatal de indicar os pressupostos de fato 
e de direito que motivaram a prática dos atos administrativos (é princípio constitucional implícito). 
 
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Também são aplicáveis ao processo administrativo os seguintes princípios: finalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade ou proporcionalidade, segurança jurídica. 
 
 
No concurso da PGE MS (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 A administração pública está sujeita a uma série de princípios, alguns previstos de modo 
implícito e outros de modo explícito tanto na legislação quanto na Constituição Federal 
de 1988, os quais balizam o exercício da função administrativa. Essa série de princípios, 
conforme a Lei n.º 9.784/de 1999, inclui o princípio 
 
A) da vedação de retrocesso. 
B) da segurança jurídica. 
C) da liberdade de acesso a órgãos e repartições públicas. 
D) da modicidade na cobrança de despesas processuais 
E) do controle judicial. 
 
 A alternativa considerada correta foi a letra B. 
 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
PROCESSO ADMINISTRATIVO INSTAURADO POR AGÊNCIAS REGULADORAS X PRINCÍPIO 
DA PUBLICIDADE (INFO 1045, STF) 
 
“Os processos administrativos sancionadores instaurados por agências reguladoras contra 
concessionárias de serviço público devem obedecer ao princípio da publicidade durante toda 
a sua tramitação, ressalvados eventuais atos que se enquadrem nas hipóteses de sigilo 
previstas em lei e na Constituição”. 
 
Fundamento: 
 
Em regra, a imposição de sigilo a processos administrativos sancionadores, 
instaurados por agências reguladoras contra concessionárias de serviço 
público, é incompatível com a Constituição. 
 
 
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Isso porque (i) a regra no regime democrático instaurado pela Constituição 
de 1988 é a publicidade dos atos estatais, sendo o sigilo absolutamente 
excepcional; (ii) a Constituição Federal afasta a publicidade em apenas duas 
hipóteses: informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança do Estado 
e da sociedade e proteção à intimidade, vida privada, honra e imagem das 
pessoas; (iii) essas exceções constitucionais, regulamentadas pelo legislador 
especialmente na “Lei de Acesso à Informação”, devem ser interpretadas 
restritivamente, sob forte escrutínio do princípio da proporcionalidade; e (iv) 
o STF deve se manter vigilante na defesa da publicidade estatal, pois 
retrocessos à transparência pública têm sido recorrentes.ADI 5371/DF, 
relator Min. Roberto Barroso. INFORMATIVO 1045. 
 
1.5. Processo Administrativo Federal x Processo Administrativo Estadual ou Municipal 
 
Para o Processo administrativo Federal aplica-se a Lei 9.784/99, sendo editadas nos Estados 
e Municípios leis próprias para a regulamentação da matéria. Todavia, nos Estados e Municípios em 
que não haja lei específica, a 9.784 pode ser utilizada. Nesse sentido, o STJ consolidou 
entendimento, decidindo que a Lei 9.784/99 é aplicável subsidiariamente às demais entidades 
federativas que não possuam lei própria de processo administrativo (AgRg no Ag 935624/RJ). 
Tanto é que tal entendimento resultou na Súmula 633: 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
SÚMULA 633, STJ: A Lei n. 9.784/1999, especialmente no que diz 
respeito ao prazo decadencial para a revisão de atos administrativos no 
âmbito da Administração Pública federal, pode ser aplicada, de forma 
subsidiária, aos estados e municípios, se inexistente norma local e 
específica que regule a matéria. 
 
 
A Lei nº 9.784/99 é subsidiária, devendo ser aplicada a legislação específica, se houver. 
 
 
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ATENÇÃO 
O STF decidiu recentemente que, em regra, o prazo decadencial para que a Administração 
Pública anule atos administrativos inválidos é de 5 anos, aplicável a todos os entes federativos, 
por força do princípio da isonomia: 
É inconstitucional lei estadual que estabeleça prazo decadencial de 10 (dez) anos para 
anulação de atos administrativos reputados inválidos pela Administração Pública 
estadual. STF. Plenário. ADI 6019/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. 
Roberto Barroso, julgado em 12/4/2021 (Info 1012). 
Logo, fique atento se a questão cobra o entendimento sumulado do STJ ou o entendimento 
recente do STF, pois estão em aparente conflito. 
 
A Administração deverá obedecer aos seguintes princípios previstos na Lei 9.784/99: 
● Legalidade; 
● Finalidade; 
● Motivação; 
● Razoabilidade; 
● Proporcionalidade; 
● Moralidade; 
● Ampla Defesa; 
● Contraditório; 
● Segurança jurídica; 
● Interesse Público; 
● Eficiência. 
 
O processo administrativo pode iniciar-se por provocação interessado ou de ofício, por 
interesse da Administração Pública, sendo tal poder decorrente do Direito de Petição. 
 
 
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Competência Administrativa: A competência para a prática de atos administrativos deve ser 
definida em lei ou em ato administrativo geral, sendo irrenunciável, imprescritível e insuscetível de 
prorrogação. Embora a impossibilidade de renúncia de competência, é admitida por lei a delegação 
e avocação da competência, desde que de forma temporária e excepcional, devendo ser justificada. 
 
1.5.1. Delegação de Competência (Lei 9.784) 
 
A delegação é a extensão da competência efetivada de um agente competente para outro de 
mesma hierarquia ou hierarquia inferior. É ato discricionário, pode ser revogado a qualquertempo e 
NÃO implica a renúncia de competência. 
O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial. 
 
É VEDADA a delegação de competência: 
I – Edição de atos de caráter normativo; 
II – Decisão de recursos administrativos; 
III – Matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade. 
1.5.2. Avocação de competência 
 
É a possibilidade de o agente público tomar para si, temporariamente a competência de 
agente subordinado. 
Suspeição e impedimento: A Lei 9.784 dispõe que estão impedidos de proferir decisão no 
processo aqueles agentes que tenham interesse direto ou indireto na causa, por qualquer motivo, 
ainda que tenha competência legalmente atribuída; que tenha participado ou venha a participar 
como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, 
companheiro ou parente e afins até o terceiro grau; esteja litigando judicial ou administrativamente 
com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. 
 
1.6. Considerações específicas sobre a Lei Federal 
 
 
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1.6.1. Dos atos processuais (Lei 9.784/99) 
 
1.6.1.1. Forma, tempo e lugar dos atos processuais 
 
Em princípio, os atos do processo administrativo NÃO dependem de forma determinada, 
salvo disposição legal em contrário. No entanto, todas as páginas dos processos serão numeradas 
sequencialmente e rubricadas, devendo ainda os atos do processo serem escritos e em vernáculo. 
 
O prazo genérico para a prática de atos é de 05 (cinco) dias, salvo razões de força maior. 
 
 
ATENÇÃO 
A Lei 13.726/18 racionalizou atos e procedimentos administrativos dos Poderes da União, 
dos Estados, do DF e dos Municípios e instituiu o Selo de Desburocratização e Simplificação. 
 
Art. 3º Na relação dos órgãos e entidades dos Poderes da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios com o cidadão, é dispensada a 
exigência de: 
I - reconhecimento de firma, devendo o agente administrativo, confrontando 
a assinatura com aquela constante do documento de identidade do 
signatário, ou estando este presente e assinando o documento diante do 
agente, lavrar sua autenticidade no próprio documento; 
II - autenticação de cópia de documento, cabendo ao agente administrativo, 
mediante a comparação entre o original e a cópia, atestar a autenticidade; 
III - juntada de documento pessoal do usuário, que poderá ser substituído 
por cópia autenticada pelo próprio agente administrativo; 
 
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IV - apresentação de certidão de nascimento, que poderá ser substituída por 
cédula de identidade, título de eleitor, identidade expedida por conselho 
regional de fiscalização profissional, carteira de trabalho, certificado de 
prestação ou de isenção do serviço militar, passaporte ou identidade 
funcional expedida por órgão público; 
V - apresentação de título de eleitor, exceto para votar ou para registrar 
candidatura; 
VI - apresentação de autorização com firma reconhecida para viagem de 
menor se os pais estiverem presentes no embarque. 
1.6.1.2. Comunicação dos atos processuais 
 
O interessado deve ser comunicado de todos os atos processuais. 
 
Requisitos de intimação em processos administrativos: 
 
1. Identificação do interessado e nome do órgão ou entidade 
administrativa; 
2. Finalidade da intimação; 
3. Data, hora e local em que deve comparecer; 
4. Se o intimado deve comparecer pessoalmente ou se pode fazer-se 
representar; 
5. Informação da continuidade do processo independente de seu 
comparecimento; 
6. Indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. 
 
A intimação deve observar a antecedência mínima de 03 dias úteis para o comparecimento. 
 
 
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O desatendimento da intimação NÃO importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a 
renúncia a direito pelo administrado, de modo que no processo administrativo, a revelia não produz 
os efeitos que costuma produzir nos processos judiciais. 
1.7. Fases do Processo Administrativo (Lei 9.784/99) 
 
1.7.1. Instauração 
 
O processo administrativo será instaurado mediante portaria do órgão responsável, por 
provocação do interessado ou ex officio, por interesse da Administração Pública. 
 
São legitimados como interessados no processo administrativo (Art. 9º): 
● titulares dos direitos e interesses, pessoas físicas ou jurídicas; 
● terceiros interessados; 
● organizações e associações representativas, no tocante a direitos e interesses 
coletivos; 
● pessoas ou associações legalmente constituídas quanto a direitos ou interesses 
difusos. 
 
A lei ainda confere legitimação às entidades representantes de determinadas classes ou de 
toda a coletividade para defesa de interesses coletivos e difusos. 
 
1.7.2. Instrução processual, defesa e relatório (Lei 9.784/99) 
 
A fase instrutória é a fase de dilação probatória nos procedimentos administrativos, podendo, 
em decorrência do princípio da oficialidade, a produção de provas em processo administrativo ser 
feita pelo interessado ou pela própria administração, de ofício, independente da provocação do 
particular. 
 
 
 
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 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Em processos administrativos, só não se admitem as provas obtidas por meios ilícitos. O 
STF decidiu que: “São inadmissíveis, em processos administrativos de qualquer espécie, 
provas consideradas ilícitas pelo Poder Judiciário.”. As provas declaradas ilícitas pelo Poder 
Judiciário não podem ser utilizadas, valoradas ou aproveitadas em processos administrativos 
de qualquer espécie. A Constituição Federal preconiza, de modo expresso, a inadmissibilidade, 
no processo, de provas obtidas com violação a normas constitucionais ou legais. Nesse sentido, 
não é dado a nenhuma autoridade pública valer-se de provas ilícitas em prejuízo do cidadão, seja 
no âmbito judicial, seja na esfera administrativa, independentemente da natureza das pretensões 
deduzidas pelas partes. Ademais, as provas declaradas nulas em processos judiciais não podem 
ser valoradas e aproveitadas, em desfavor do cidadão, em qualquer âmbito ou instância 
decisória. (ARE 1316369/DF, relator Ministro Edson Fachin, redator do acórdão Ministro Gilmar 
Mendes, julgamento finalizado no Plenário Virtual em 9.12.2022. INFORMATIVO 1079) 
 
É facultado ao interessado, na fase instrutória e antes de proferida decisão no processo, 
juntar documentos e pareceres, requerer diligências e perícias, bem como aduzir alegações 
referentes à matéria objeto do processo. 
 
Também pode ser cobrada a emissão de PARECERES de órgãos consultivos. Nesse caso, o 
prazo para emissão de parecer será de 15 dias, salvo norma específica ou necessidade 
devidamente justificada de maior prazo. 
 
Não sendo emitido parecer, podem ocorrer as seguintes situações: 
● Se o PARECER FOR OBRIGATÓRIO E VINCULANTE, será 
paralisado o processo até a apresentação do parecer, sem prejuízo da 
responsabilização civil, penal e administrativa do agente que deu causa à 
não emissão do parecer ao atraso. 
 
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Sublinhado
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● Se o PARECER FOR OBRIGATÓRIO E NÃO VINCULANTE, o 
processo poderá prosseguir sem a emissão do parecer, inclusive com 
decisão final, sem prejuízo da responsabilização civil, penal e 
administrativa do agente que deu causa à não emissão do parecer 
devido, no prazo fixado por lei. 
 
Encerrada a fase instrutória, os interessados terão o prazo de 10 dias para manifestação, 
salvo se outro prazo for fixado por disposição legal específica. 
 
1.7.3. Decisão (Lei 9.784/99) 
 
Concluída a instrução, o poder público terá o prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período, 
desde que justificadamente, para proferir decisão final no processo. 
 
1.7.3.1 – Decisão coordenada 
 
O capítulo XI-A, acrescido à Lei nº 9.784/99, pela Lei 14.210/21, trata da decisão coordenada. 
 
De acordo com o art. 49-A, no âmbito da Administração Pública federal, as decisões 
administrativas que exijam a participação de 3 (três) ou mais setores, órgãos ou entidades poderão 
ser tomadas mediante decisão coordenada, sempre que: 
I - for justificável pela relevância da matéria; 
II - houver discordância que prejudique a celeridade do processo 
administrativo decisório. 
 
O parágrafo 1º estabelece o conceito de decisão coordenada, segundo o qual seria a instância 
de natureza interinstitucional ou intersetorial que atua de forma compartilhada com a finalidade de 
simplificar o processo administrativo mediante participação concomitante de todas as autoridades 
 
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e agentes decisórios e dos responsáveis pela instrução técnico-jurídica, observada a natureza do 
objeto e a compatibilidade do procedimento e de sua formalização com a legislação pertinente. 
 
O § 4º afirma ainda que a decisão coordenada não exclui a responsabilidade originária de 
cada órgão ou autoridade envolvida. 
 
Importante observar que a decisão coordenada obedecerá aos princípios da legalidade, da 
eficiência e da transparência, com utilização, sempre que necessário, da simplificação do 
procedimento e da concentração das instâncias decisórias, conforme dispõe o parágrafo 5º. 
 
 
ATENÇÃO 
Art. 49-A, §6º. Não se aplica a decisão coordenada aos processos administrativos: 
I - de licitação; 
II - relacionados ao poder sancionador; ou 
III - em que estejam envolvidas autoridades de Poderes distintos. 
 
Segundo o art. 49-B, poderão habilitar-se a participar da decisão coordenada, na qualidade 
de ouvintes, os seguintes interessados: 
I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou 
interesses individuais ou no exercício do direito de representação; 
II - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses 
que possam ser afetados pela decisão a ser adotada; 
III - as organizações e associações representativas, no tocante a direitos e 
interesses coletivos; 
IV - as pessoas ou as associações legalmente constituídas quanto a direitos 
ou interesses difusos. 
 
 
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 PROCESSO ADMINISTRATIVONesse sentido, o parágrafo único estabelece a participação na reunião, que poderá incluir 
direito a voz, será deferida por decisão irrecorrível da autoridade responsável pela convocação da 
decisão coordenada. 
 
O art. 49-E afirma que cada órgão ou entidade participante é responsável pela elaboração de 
documento específico sobre o tema atinente à respectiva competência, a fim de subsidiar os 
trabalhos e integrar o processo da decisão coordenada. Nessa linha, o parágrafo único estabelece 
que esse documento abordará a questão objeto da decisão coordenada e eventuais precedentes. 
 
Observe-se que o art. 49-F apregoa que eventual dissenso na solução do objeto da decisão 
coordenada deverá ser manifestado durante as reuniões, de forma fundamentada, acompanhado 
das propostas de solução e de alteração necessárias para a resolução da questão. 
 
O seu parágrafo único ainda estabelece que não poderá ser arguida matéria estranha ao 
objeto da convocação. 
 
Por fim, o art. 49-G. A conclusão dos trabalhos da decisão coordenada será consolidada em 
ata, que conterá as seguintes informações: 
I - relato sobre os itens da pauta; 
II - síntese dos fundamentos aduzidos; 
III - síntese das teses pertinentes ao objeto da convocação; 
IV - registro das orientações, das diretrizes, das soluções ou das propostas 
de atos governamentais relativos ao objeto da convocação; 
V - posicionamento dos participantes para subsidiar futura atuação 
governamental em matéria idêntica ou similar; e 
VI - decisão de cada órgão ou entidade relativa à matéria sujeita à sua 
competência. 
 
 
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De acordo com o § 1º, até a assinatura da ata, poderá ser complementada a fundamentação 
da decisão da autoridade ou do agente a respeito de matéria de competência do órgão ou da 
entidade representada. A ata será publicada por extrato no Diário Oficial da União, do qual deverão 
constar, além do registro das orientações, das diretrizes, das soluções ou das propostas de atos 
governamentais relativos ao objeto da convocação, os dados identificadores da decisão coordenada 
e o órgão e o local em que se encontra a ata em seu inteiro teor, para conhecimento dos 
interessados, conforme dispõe o parágrafo 3º. 
1.8 – Motivação dos atos processuais (Lei 9.784/99) 
 
A Lei 9.784/99 determina o dever de motivar os atos administrativos todas as vezes que: 
a) Neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; 
b) Imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; 
c) Decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; 
d) Dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; 
e) Decidam recursos administrativos; 
f) Decorram de reexame de ofício; 
g) Deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão; 
h) Discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; 
i) Importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato 
administrativo. 
 
A Lei ainda prevê a MOTIVAÇÃO ALIUNDE, que ocorre todas as vezes que a motivação de 
um determinado ato remete à motivação de ato anterior que embasa a sua edição, ou seja, ao invés 
de o administrado justifica a razão de seu ato, justifica com base em motivos expostos em ato 
prévio. 
 
1.9. Extinção do Processo (Lei 9.784/99) 
 
 
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Se faz por ato administrativo devidamente fundamentado, desde que comprovados os 
requisitos estampados na lei de inutilidade ou impossibilidade da decisão, ou até mesmo 
prejudicialidade por fatos posteriores. 
 
A manifestação de desistência do processo pelo interessado não gera, necessariamente, 
extinção do feito, podendo a administração pública dar continuidade do processo, se exigido pelo 
interesse público. 
 
 
 
1.10. Recursos Administrativos (Lei 9.784/99) 
 
Em sentido amplo, o recurso administrativo é meio formal de impugnação das decisões 
administrativas e possui as seguintes espécies: 
 
● Recurso hierárquico próprio: dirigido à autoridade hierárquica 
superior àquela que proferiu a decisão recorrida – Fundado na hierarquia 
administrativa; 
● Recurso hierárquico impróprio: Interposto para fora da entidade 
que proferiu a decisão recorrida. Ante ausência de hierarquia, o cabimento 
depende de previsão legal expressa. 
● Pedido de reconsideração: É o requerimento de exame destinado à 
própria autoridade que proferiu a decisão recorrida. Segundo o STF, o 
pedido de reconsideração na via administrativa NÃO interrompe o prazo 
para o mandado de segurança. 
● Revisão: Possibilita a revisão, a qualquer tempo, a pedido ou de 
ofício, da decisão administrativa, quando surgirem fatos novos ou 
circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção 
aplicada, sendo vedado o agravamento de penalidade. 
 
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O prazo para a interposição de recurso administrativo, salvo lei específica dispondo em 
contrário, é de 10 dias, devendo o recurso ser encaminhado como pedido de reconsideração à 
autoridade superior, se dentro de 05 dias não houver reconsideração, pela autoridade julgadora. 
 
Recebido o recurso, a outra parte interessada será intimada para apresentação de 
contrarrazões, em prazo de 05 dias. 
 
A autoridade do recurso deverá julgá-lo no prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período, 
mediante ato devidamente justificado. 
 
Salvo disposição legal em contrário, os recursos administrativos NÃO têm efeito suspensivo, 
podendo ser concedido pela autoridade superior.O limite de tramitação na instância administrativa é de 03 instâncias, ou seja, é possível o 
julgamento inicial e mais 02 recursos, se houver estrutura hierárquica para tanto, ocorrendo, após o 
trâmite por todas as instâncias, a COISA JULGADA ADMINISTRATIVA. 
 
NÃO será conhecido recurso interposto fora do prazo, por quem não é legitimado ou após 
exaurida a esfera administrativa. 
 
Na seara administrativa, NÃO há vedação à reformatio in pejus e uma decisão de recurso 
administrativo poderá piorar a situação do recorrente, em respeito ao princípio da verdade material 
e legalidade estrita da atuação administrativa. 
 
É possível ainda revisar os processos administrativos punitivos. NÃO há prazo para pedido de 
revisão, que depende da alegação de fatos novos a serem analisados pela autoridade julgadora 
que justifiquem o entendimento de inadequação da penalidade aplicada. 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
No julgamento da revisão NÃO pode resultar agravamento da penalidade inicialmente 
aplicada, ou seja, nestes casos é VEDADA a reformatio in pejus. 
 
Segundo Rafael Oliveira, há na doutrina divergência sobre a possibilidade de provimento do 
recurso administrativo para agravar a situação do recorrente, havendo três entendimentos sobre o 
tema: 
1º - impossibilidade de agravamento da sanção disciplinar quando do 
julgamento do recurso administrativo pela autoridade superior, uma vez que 
o princípio da proibição da reformatio in pejus deve ser considerado 
princípio geral de direito, aplicando-se aos processos judiciais e 
administrativos (Diógenes Gasparini, Lúcia Valle Figueiredo, Romeu Felipe 
Bacellar Filho, Álvaro Lazzarini); 
 
2º - admite a aplicação de sanção mais grave pela autoridade superior nos 
casos de ilegalidade estrita da decisão proferida pela autoridade inferior, 
mas nega a possibilidade de agravamento da sanção por razões subjetivas 
(José dos Santos Carvalho Filho0, e; 
 
3º - possibilidade de agravamento da situação do recorrente, sendo 
inaplicável o princípio da proibição da reformatio in pejus ao processo 
administrativo disciplinar (Hely Lopes Meirelles, Odete Medauar). 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
STJ: Se a infração disciplinar praticada for, em tese, também crime, o prazo prescricional do 
processo administrativo será aquele que for previsto no art. 109 do CP, esteja ou não esse fato 
sendo apurado na esfera penal. (STJ. 1ª Seção. MS 20.857-DF, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia 
Filho, Rel. Acd. Min. Og Fernandes, julgado em 22/05/2019 - Info 651) 
 
 
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 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
1.11. Direitos e deveres do Administrado 
 
O usuário tem seus direitos e deveres enumerados na Lei 9.784/99: 
Art. 3º O administrado tem os seguintes direitos perante a Administração, 
sem prejuízo de outros que lhe sejam assegurados: 
I - ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores, que deverão 
facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento de suas obrigações; 
II - ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a 
condição de interessado, ter vista dos autos, obter cópias de documentos 
neles contidos e conhecer as decisões proferidas; 
III - formular alegações e apresentar documentos antes da decisão, os quais 
serão objeto de consideração pelo órgão competente; 
IV - fazer-se assistir, facultativamente, por advogado, salvo quando 
obrigatória a representação, por força de lei. 
Art. 4º São deveres do administrado perante a Administração, sem prejuízo 
de outros previstos em ato normativo: 
I - expor os fatos conforme a verdade; 
II - proceder com lealdade, urbanidade e boa-fé; 
III - não agir de modo temerário; 
IV - prestar as informações que lhe forem solicitadas e colaborar para o 
esclarecimento dos fatos. 
 
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(Aprofundamento para subjetivas) 
Em âmbito Federal, a Administração Pública tem o prazo decadencial de 05 anos para anular 
seus atos administrativos, quando geradores de efeitos favoráveis aos destinatários, SALVO 
comprovada má-fé. 
Qual o prazo quando a lei é omissa na fixação do prazo decadencial? 
1º Entendimento: O prazo decadencial é contado apenas a partir da entrada em vigor da 
legislação que estipula o prazo decadencial, tendo em vista o princípio da irretroatividade da lei. 
STJ; 
2º Entendimento: Em razão do princípio da segurança jurídica, na hipótese de omissão 
legislativa, deve ser aplicado o prazo prescricional previsto no art. 205 do CC/02 (10 ANOS); 
3º Entendimento: Prevê a aplicação analógica dos prazos extintivos previstos na legislação 
administrativa que, normalmente, consagra o prazo de prescrição e decadência de 05 anos. 
Súmula 633 do STJ - A Lei n. 9.784/1999, especialmente no que diz respeito ao prazo 
decadencial para a revisão de atos administrativos no âmbito da Administração Pública federal, 
pode ser aplicada, de forma subsidiária, aos estados e municípios, se inexistente norma local e 
específica que regule a matéria. 
Além disso, o STJ possui entendimento no seguinte sentido (Jurisprudência em Teses): 
Situações flagrantemente inconstitucionais não se submetem ao prazo decadencial de cinco 
anos previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999, não havendo que se falar em convalidação pelo 
mero decurso do tempo. 
O prazo previsto no artigo 54 da Lei 9.784/1999 para a administração rever seus atos não pode 
ser aplicado de forma retroativa, devendo incidir somente após a vigência do referido diploma 
legal.2
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
 
 
No concurso da PGE AL (2021), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Pode-se afirmar que, em um processo administrativo, é dever do administrado: 
 
A) Ter ciência da tramitação dos processos administrativos em que tenha a condição 
de interessado. 
B) Ter vista dos autos, mediante pagamento das custas. 
C) Não agir de modo temerário. 
D) Ter vista dos autos, assim como obter cópias de documentos nesses contidos, 
mediante pagamento das custas. 
E) Fazer-se assistir sempre por advogado. 
 
A alternativa considerada correta foi a letra C. 
 
 
No concurso da PGDF (2022), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Acerca do processo administrativo disciplinar, julgue os itens seguintes, considerando o 
entendimento dos tribunais superiores sobre a matéria. 
A Lei n.º 9.784/1999, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para a 
revisão de atos administrativos no âmbito da administração pública federal, pode ser 
aplicada de forma subsidiária aos estados e municípios, se inexistente norma local e 
específica que regule a matéria. 
 
O item foi considerado CERTO. 
 
1.12. Processo Administrativo Disciplinar 
 
O Processo Administrativo Disciplinar é uma espécie de procedimento que via a aplicação de 
uma sanção administrativa aos servidores públicos. Assim, difere das esferas cível e penal, que 
estão sob a reserva de jurisdição (atuação do Poder Judiciário). 
 
 
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Cada ente da federação tem a sua legislação própria a respeito do Processo Administrativo 
Disciplinar, que pode ser uma lei autônoma ou mesmo incluída dentro do Estatuto dos Servidores 
Públicos. 
 
Conforme ensina Matheus Carvalho: 
“não é possível a aplicação de quaisquer penalidades administrativas, sem 
que haja o prévio processo administrativo, em que sejam asseguradas as 
garantias do contraditório e da ampla defesa. Neste sentido, a aplicação de 
penalidades sem o devido processo legal se afigura ilícita e abusiva.” 
 
Assim, é corolário do Processo Administrativo Disciplinar o respeito ao devido processo legal, 
ao contraditório e a ampla defesa. 
 
Como acima explicado, cada ente possui um regramento próprio, tanto com relação ao 
procedimento (prazos, recursos etc.), bem como tipos de sanção para cada ato praticado. Assim, 
recomenda-se sempre a leitura atenta dos dispositivos legais atinentes ao Processo Administrativo 
Disciplinar, às penalidades e sanções. 
 
Todavia, uma uniformização sobre o tema pode ser encontrada na jurisprudência do Tribunais 
Superiores, sendo imprescindível conhecer os entendimentos do STF e STJ, conforme elencado no 
próximo tópico. 
 
2. JULGADOS E SÚMULAS IMPORTANTES 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STF 
Defesa técnica: 
Súmula Vinculante nº 5 do STF: A falta de defesa técnica por advogado 
no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. 
 
 
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No concurso da PGDF (2022), o tema foi cobrado da seguinte forma: 
 Acerca do processo administrativo disciplinar, julgue os itens seguintes, considerando o 
entendimento dos tribunais superiores sobre a matéria. 
A falta de defesa técnica por advogado em processo administrativo disciplinar não viola 
a Constituição Federal de 1988. 
 
O item foi considerado CERTO. 
 
 
JURISPRUDÊNCIA DO STJ 
 
● TEMA REPETITIVO 1294: 
O Decreto n. 20.910/1932 não dispõe sobre a prescrição intercorrente, não podendo ser 
utilizado como referência normativa para o seu reconhecimento em processos administrativos 
estaduais e municipais, ainda que por analogia. 
REsp 2.002.589-PR, REsp 2.137.071-MG, Rel. Ministro Afrânio Vilela, Primeira Seção, por 
unanimidade, julgado em 10/12/2025 (Tema 1294). Informativo 874 
 
A autoridade administrativa pode se utilizar de fundamentação per relationem nos processos 
disciplinares. Súmula 674 (STJ). 
 
Não há óbice para que a autoridade administrativa apure a falta disciplinar do servidor 
público independentemente da apuração do fato no bojo da ação por improbidade 
administrativa (Súmula 651-STJ) 
 
Informativo: 714   
Súmula 651-STJ: Compete à autoridade administrativa aplicar a servidor público a pena de 
demissão em razão da prática de improbidade administrativa, independentemente de prévia 
condenação, por autoridade judicial, à perda da função pública. 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 21/10/2021. 
 
A administração pública, quando se vê diante de situações em que a conduta do investigado 
se amolda às hipóteses de demissão e de cassação de aposentadoria de servidor, não dispõe 
de discricionariedade para aplicar pena menosgravosa (Súmula 650-STJ) 
 
 Informativo: 714   
Súmula 650-STJ: A autoridade administrativa não dispõe de discricionariedade para aplicar ao 
servidor pena diversa de demissão quando caracterizadas as hipóteses previstas no art. 132 da 
Lei nº 8.112/90. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 22/09/2021. 
 
Na portaria de instauração do PAD não é necessário que seja feita uma exposição detalhada 
dos fatos que serão apurados 
Informativo: 665   
Súmula 641-STJ: A portaria de instauração do processo administrativo disciplinar prescinde da 
exposição detalhada dos fatos a serem apurados. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 18/02/2020, DJe 19/02/2020. 
 
É possível a aplicação, por analogia, do prazo decadencial de 5 anos previsto na Lei 
do processo administrativo federal para Estados e Municípios que não tiverem leis (súmula 
633-STJ) 
Súmula 633-STJ: A Lei nº 9.784/99, especialmente no que diz respeito ao prazo decadencial para 
a revisão de atos administrativos no âmbito da Administração Pública federal, pode ser aplicada, 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/14319d9cfc6123106878dc20b94fbaf3?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/informativo/listar?numero=714
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/7c93ebe873ef213123c8af4b188e7558?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/c7c46d4baf816bfb07c7f3bf96d88544?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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DIREITO ADMINISTRATIVO 
 PROCESSO ADMINISTRATIVO 
 
de forma subsidiária, aos estados e municípios, se inexistente norma local e específica que regule 
a matéria. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019. 
 
Termo inicial e causa de interrupção do prazo prescricional das infrações administrativas 
(Súmula 635-STJ) 
 
Súmula 635-STJ: Os prazos prescricionais previstos no art. 142 da Lei nº 8.112/1990 iniciam-se 
na data em que a autoridade competente para a abertura do procedimento administrativo toma 
conhecimento do fato, interrompem-se com o primeiro ato de instauração válido - sindicância de 
caráter punitivo ou processo disciplinar - e voltam a fluir por inteiro, após decorridos 140 dias 
desde a interrupção. 
STJ. 1ª Seção. Aprovada em 12/06/2019, DJe 17/06/2019 
 
É necessária condenação anterior na ficha funcional do servidor ou, no mínimo, anotação de 
fato que o desabone, para que seus antecedentes sejam valorados como negativos na 
dosimetria da sanção disciplinar 
 
Caso concreto: na decisão do processo administrativo instaurado contra o servidor, a 
administração pública aplicou contra ele a pena de suspensão pelo prazo máximo (90 dias) sob o 
argumento de que os seus “antecedentes funcionais” deveriam ser qualificados como negativos 
já que se trata de “servidor veterano, com larga experiência” e, portanto, deveria ter conduzido 
com mais zelo e cuidado a tarefa que estava sob sua responsabilidade. 
Invocou o art. 128 da Lei nº 8.112/90: “Na aplicação das penalidades serão considerados (...) a os 
antecedentes funcionais.” 
 
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https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4c525a48acc0084b077750ac333c67c1?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/4c525a48acc0084b077750ac333c67c1?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/48c8c3963853fff20bd9e8bee9bd4c07?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/48c8c3963853fff20bd9e8bee9bd4c07?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
https://www.buscadordizerodireito.com.br/jurisprudencia/detalhes/48c8c3963853fff20bd9e8bee9bd4c07?categoria=2&subcategoria=20&palavra-chave=%22processo+administrativo%22&criterio-pesquisa=e
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Ocorre que isso não pode ser considerado como “antecedentes funcionais” negativos. 
A Administração só poderia considerar como desfavorável o fato de o servidor ter sido tão 
imprudente, mesmo tendo larga experiência, se a legislação autorizasse o exame da 
culpabilidade do agente, tal como o art. 59 do CO permite. No entanto, a Lei nº 8.112/90 só 
admite considerar, na “dosimetria” da sanção disciplinar, os antecedentes funcionais, que 
ostentam concepção técnica própria. Nesse passo, para que os antecedentes funcionais do 
servidor fossem considerados negativos, deveria constar na ficha funcional do impetrante 
alguma condenação anterior, ou, no mínimo, alguma anotação de fato que desabonasse seu 
histórico funcional, o que não era o caso. 
STJ. 1ª Seção. MS 22606-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria, julgado em 10/11/2021 (Info 718) 
 
Quando o interessado poderá ser notificado por edital no processo administrativo? 
Em processo administrativo, a notificação por edital reserva-se exclusivamente para as hipóteses 
de: 
a) interessado indeterminado; 
b) interessado desconhecido; ou 
c) interessado com domicílio indefinido. 
STJ. 1ª Seção. MS

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