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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO - ICSC 
 
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
GIOVANNA LACERDA LOURENÇO 
RA: F19CHH-0 
TURMA: WA8268 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Relevância dos Controles Internos nas Empresas em Conformidade 
com a Lei Sarbanes-Oxley (SOX): Minimizando Riscos em Auditorias e 
Prevenindo Fraudes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GIOVANNA LACERDA LOURENÇO 
F19CHH-0 
TURMA: WA8268 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Relevância dos Controles Internos nas Empresas em Conformidade 
com a Lei Sarbanes-Oxley (SOX): Minimizando Riscos em Auditorias e 
Prevenindo Fraudes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estágio Curricular Supervisionado está previsto no Art.7 
da Resolução CNE CES 10 2004 de 16/12/2004, como 
um componente curricular obrigatório e tem como 
principal objetivo a integração entre a teoria e a prática, 
provendo uma relação direta entre os conhecimentos 
adquiridos durante o curso de Ciências Contábeis. 
Orientador: Prof. Derneval 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ..................................................... 2 
1.1. Razão Social .......................................................................................... 2 
1.2. Origem .................................................................................................... 2 
1.3. Evolução ................................................................................................. 2 
1.4. Endereço ................................................................................................ 3 
1.5. Ramo de Atividade ................................................................................ 3 
1.6. Filiais ...................................................................................................... 3 
1.7. Missão e Objetivos da Empresa ........................................................... 4 
1.8. Principais concorrentes ........................................................................ 5 
1.9. Principais produtos ............................................................................... 6 
1.10. Organograma geral da organização ................................................. 7 
2. APRESENTAÇÃO DA ÁREA ESTAGIADA ............................................... 8 
2.1. Nome do Departamento/Setor .............................................................. 8 
2.2. Organograma ......................................................................................... 8 
2.3. Descrição sucinta das funções contidas no organograma do 
departamento/setor ...................................................................................... 9 
3. DESCRIÇÃO DETALHADA DAS ATIVIDADES REALIZADAS NA 
FUNÇÃO EXERCIDA ...................................................................................... 11 
4. CONTEXTUALIZAÇÃO Prática e TEÓRICA ............................................ 12 
4.1. Identificação de problemas na área estagiária ................................. 12 
4.2. Encaminhamento de solução para os problemas identificados ..... 13 
4.3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................ 14 
4.3.1 História da Lei Sarbanes Oxley ........................................................ 14 
4.3.2 Aplicabilidade da Lei ......................................................................... 16 
4.3.3 A Lei Sarbanes-Oxley e seus principais pontos referentes a 
Auditoria e Controles Internos .................................................................. 16 
4.3.4 Conceitos de Auditoria ...................................................................... 22 
4.3.5 Fraudes ............................................................................................... 24 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................. 26 
REFERÊNCIAS ............................................................................................ 27 
 
1 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
No início do século XXI, o mercado financeiro dos Estados Unidos foi 
abalado por um dos maiores escândalos corporativos da história: o colapso da 
Enron. Em meio a revelações de fraudes contábeis e má gestão, a empresa, 
outrora considerada uma das maiores do país, admitiu inflar seus lucros, 
resultando em sua falência em novembro de 2001. 
A Arthur Andersen, uma prestigiada firma de auditoria global, envolvida 
na auditoria independente da Enron, também viu sua reputação manchada pelo 
escândalo. Esses eventos desencadearam uma onda de desconfiança e 
instabilidade no mercado, levando à promulgação da Lei Sarbanes-Oxley em 
2002. 
Esta legislação, elaborada para restaurar a confiança dos investidores e 
garantir a transparência corporativa, teve um impacto profundo no mercado 
financeiro, destacando a importância dos controles internos e do papel 
fundamental da auditoria na prevenção de fraudes e na proteção dos interesses 
dos acionistas. 
Neste trabalho, examinaremos em detalhes a origem, as principais seções 
e os impactos da Lei Sarbanes-Oxley no mercado de capitais norte-americano. 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
 
 
1. APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO 
 
1.1. Razão Social 
A razão social da companhia é Grant Thornton Auditoria e Consultoria 
Ltda. 
 
1.2. Origem 
A Companhia teve sua origem em meados de 1980 com o Sr. Alexander 
fundador da empresa Alexander Grant Co., que em sua jornada de expansão 
internacional, juntou-se a 49 outras empresas de contabilidade, incluindo a de 
Reginald Thornton, situada no Reino Unido, que na época era uma das firmas 
reconhecida por sua alta qualidade nos trabalhos executados, carteira de 
clientes renomados, bom número de pessoal e valores semelhantes ao que o Sr 
Alexandre buscava para expandir e então formar uma organização global, a 
Grant Thornton International. 
 
1.3. Evolução 
Os primeiros passos vieram em 1924, quando Alexander Richardson 
Grant tinha 26 anos e decidiu fazer uma mudança na carreira, deixando a 
estabilidade como contador sênior em uma empresa consolidada para realizar 
seu sonho de empreender e fundar a Alexander Grant & Co. em Chicago. A 
princípio seu foco seria atender empresas de médio porte. 
Apesar da sua morte prematura de Grant em 1938, a empresa Alexander 
Grant & Co. continuou a crescer nacionalmente sob a orientação de vários 
diretores executivos dinâmicos e inovadores, levando a visão do seu fundador 
ainda mais longe. Mais ao final da década de 1960, a liderança da empresa 
decidiu que era o momento ideal para expandir internacionalmente. 
3 
 
 
 
 
Em 1969, com Wallace E. Olson no comando, Alexander Grant & Co. 
juntou-se a empresas da Austrália, Canadá e Reino Unido para estabelecer a 
nova empresa, Alexander Grant Tansley Witt – organização operou com sucesso 
por 10 anos. 
Enquanto isso, Reginald Thornton fundou sua própria firma em Oxford e 
iniciou uma conversa com um jovem do escritório de inspeção tributária que 
questionou sua avaliação fiscal. 
Assim começou o relacionamento de Thornton Baker com a Morris 
Motors, um player novo e emergente no setor automotivo no Reino Unido, que 
se tornaria um dos clientes mais próximos e mais longos da Thorton Baker. 
 
1.4. Endereço 
No Brasil a matriz encontra-se sediada na Avenida Luis Caros Berrini, Nº 
105 – Vila Olímpia 04571- 000 - São Paulo. 
 
1.5. Ramo de Atividade 
Os ramos de atividade da companhia são: Auditoria, Consultoria, Tributos, 
BPS (Business Process Solutions) e ESG (Sustentabilidade econômica, 
ambiental, social e de governança). 
 
1.6. Filiais 
No Brasil estão distribuídos em 18 cidades sendo elas: 
São Paulo (Avenida Luis Caros Berrini, Nº 105 – Vila Olímpia 04571- 000 - São 
Paulo);Campinas (Av. José de Sousa Campos, 507 - 5° andar - Cambuí, 
Campinas - SP, 13025-320); Ribeirão Preto (Av. Luiz Eduardo Toledo Prado, 870 
- sala 602 6ºAndar - Vila do Golfe, Ribeirão Preto - SP, 14027-250); Porto Alegre 
(Av. Iguassu, 418 - 1404 - Petrópolis, Porto Alegre - RS, 90470-430); Londrina 
4 
 
 
 
 
(Av. Ayrton Senna da Silva, 300 - Palhano 1, Londrina - PR, 86050-460); Curitiba 
(Av. Iguaçu, 100 - 5° Andar - Rebouças, Curitiba - PR, 80230-020); Rio de 
Janeiro (Praia do Flamengo, 154 - Conjuntos 401/402 - Flamengo, Rio de Janeiro 
- RJ, 21210-030); Vitória (R. Leocádia Pedra dos Santos, 115 - 304 - Enseada 
do Suá); Goiânia (Av. Dep. Jamel Cecílio, 2929 - Torre B Sala 2701 - 27º andar 
- Jardim Goiás, Goiânia - GO, 74085-580); Belo Horizonte (Praça Carlos 
Chagas, 49 - 4° andar - Santo Agostinho, Belo Horizonte - MG, 30170-020); 
Uberlândia (R. Rio de Janeiro, 353 - Sala 403 - Brasil, Uberlândia - MG, 38400-
658); Salvador (Av. Tancredo Neves, 2539 - Sala 2016. Caminho das Árvores - 
CEP 41820-021); Fortaleza (Torre Norte - R. Des. Leite Albuquerque, 1300 - Sala 
520 - Aldeota, Fortaleza - CE, 60150-150); e Recife (R. Padre Carapuceiro, 752 
- 6° andar - Boa Viagem, Recife - PE, 51020-280). 
 
1.7. Missão e Objetivos da Empresa 
A Grant Thornton Brasil, está sempre comprometida com os mais altos 
valores globais, que orientam sua maneira de trabalhar e impulsionam seu 
crescimento. A missão é não apenas fornecer serviços de excelência aos seus 
clientes, mas também impactar positivamente as comunidades locais e apoiar o 
desenvolvimento das carreiras de seus colaboradores. 
Priorizamos seis pilares fundamentais que refletem seu compromisso com 
a excelência em todas as áreas de atuação. A inovação está no cerne de tudo o 
que fazem, impulsionando-os a buscar constantemente novas e melhores 
formas de atender às necessidades de seus clientes e do mercado. 
Além disso, a sustentabilidade é uma preocupação central em todas as 
suas operações. A Companhia se mostra sempre empenhada em minimizar o 
5 
 
 
 
 
impacto ambiental e em contribuir para um futuro mais sustentável para as 
gerações futuras. 
A busca pela excelência é um valor fundamental que permeia todas as 
suas atividades. O compromisso com a qualidade e a precisão em cada serviço 
que prestam é inabalável. 
Colocando seus clientes em primeiro lugar, buscam sempre compreender 
suas necessidades e superar suas expectativas. O sucesso da empresa está 
diretamente ligado ao sucesso de seus clientes. 
O senso de dono é uma característica distintiva de sua cultura corporativa. 
Cada membro da equipe é incentivado a agir como se fosse proprietário da 
empresa, assumindo responsabilidade e mostrando iniciativa em todas as suas 
atividades. 
E Por fim, um compromisso inabalável com as pessoas onde seus 
colaboradores, clientes e as comunidades em que operam. Estão dedicados a 
criar um ambiente de trabalho inclusivo e de apoio, onde todos tenham a 
oportunidade de crescer e prosperar. 
 
1.8. Principais concorrentes 
Seus principais concorrentes são as empresas que ocupam liderança no 
ramo de auditoria: 
• Deloitte Brasil 
• EY Brasil 
• KPMG Brasil 
• PWC Brasil 
 
6 
 
 
 
 
1.9. Principais produtos 
A Companhia oferece os seguintes produtos para seus clientes: 
Auditoria: Oferecem análise independente e eficaz das demonstrações 
financeiras para gerar insights profundos e suportar as tomadas de decisões 
estratégicas de forma assertiva, atendendo as exigências dos acionistas, 
proprietários, investidores e demais stakeholders. 
Consultoria: Oferecem soluções estratégicas e táticas que agregam valor 
aos negócios dos seus clientes. Potencializando ao máximo o crescimento das 
empresas, criando oportunidades de mercado e protegendo a sua reputação. 
Tributos: A complexidade do sistema tributário brasileiro favorece o 
cenário de contingências fiscais. A empresa ajuda as organizações com sua 
gestão e compliance tributário, focados na otimização da carga tributária e na 
maximização de oportunidades. 
BPS (Business Process Solution): Por meio da automação de processos 
utilizando inteligência artificial, auxiliando os clientes em seus processos e 
operações administrativas, financeiros, contábeis, fiscais, de recursos humanos, 
gestão ambiental e governança, de forma integrada, para que se permitam focar 
e suas estratégias direcionadas ao seu core business de atuação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
 
 
1.10. Organograma geral da organização 
 
 
(Fonte: disponível em: https://grantthorntonbrasil.com.br acesso em 07.07.2024) 
 
8 
 
 
 
 
2. APRESENTAÇÃO DA ÁREA ESTAGIADA 
 
2.1. Nome do Departamento/Setor 
O Estágio Curricular foi realizado no departamento de Auditoria, área que 
em estágio. 
 
2.2. Organograma 
2 Organograma específico do departamento/setor 
 
Sócio 
I 
Gerente Sênior 
I 
Supervisor 
I 
Auditor Sênior II 
I 
Auditor Sênior 
I 
Assistente II 
I 
Assistente I 
I 
Trainee 
 
(Fonte: Desenvolvido pelo autor deste trabalho em 2024) 
 
 
 
 
9 
 
 
 
 
2.3. Descrição sucinta das funções contidas no organograma do 
departamento/setor 
Sócio: direção, supervisão e execução do trabalho de auditoria de acordo 
com as normas técnicas e com as exigências legais e regulatórias aplicáveis; e 
emissão do relatório apropriado nas circunstâncias; 
Gerente Sênior: Gerencia e planeja as atividades de auditoria, avalia 
controles internos e analisa a aplicação adequada dos procedimentos para 
controlar as informações, identificar possíveis falhas e promover alterações, 
interpretando os resultados no cumprimento dos planos de ação; 
Supervisor: Elabora métricas, relatórios de monitoria de performance e de 
qualidade. Apresenta cases para melhorias, supervisiona equipe e se reportar a 
gerência; 
Auditor Sênior: Realiza auditoria operacional e contábil, baseando-se em 
programas específicos de auditoria. Verifica os livros contábeis, fiscais e 
comerciais apurando a veracidade entre os lançamentos e os documentos. Atua 
de forma integrada com os assistentes, visando apoiá-los quando das análises 
das demonstrações financeiras e contábeis; 
Assistente: Faz análise e cumprimento de normas, elabora relatórios com 
pareceres, recomendações, demonstrativos, descrições dos procedimentos 
praticados e não conformidades. Controla testes quantitativos e qualitativos, faz 
a identificação de riscos e fraudes, realiza inventários, acompanha e elabora 
normas e procedimentos; 
Trainee: Acompanha e desenvolve atividades na área de Auditoria, 
envolvendo a análise de documentos e processos organizacionais, a fim de 
10 
 
 
 
 
capacitar para ocupação do cargo profissional planejado e aprimorar o 
conhecimento dos negócios, produtos ou serviços da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
 
 
3. DESCRIÇÃO DETALHADA DAS ATIVIDADES REALIZADAS NA 
FUNÇÃO EXERCIDA 
3.1. Descrever, detalhadamente, as atividades realizadas na função 
exercida. 
Durante o trabalho de auditoria desenvolvo as diversas atividades a 
seguir: 
Auxílio a equipe no desenvolvimento de procedimentos de verificação, 
analisando o cruzamento dos dados contábeis com documentos enviados por 
terceiros. Reviso documentos financeiros, como balanço, projeções de 
resultados e fluxos de caixa. 
Avalio e testo os controles internos implementados pela empresa para 
garantir a eficácia na prevenção e detecção de erros ou fraudes. Analiso 
transações individuais para garantir que sejam corretamente registradas e 
específicas. Identifico e avalio os riscos associados às operações e transações 
da empresa. 
Após a conclusão dos trabalhos, o auditor sócio responsável emite um 
relatório que destaca as nossas descobertas. Isso pode incluir recomendações 
para melhorias nos processos internos. Garantir que a empresa esteja em 
conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes. Embora tenham a 
principal responsabilidade de detectar fraudes seja no sistema de controle 
interno da empresa,nossa equipe também desempenha um papel na 
identificação de possíveis irregularidades. Mantendo a organização dos 
documentos físicos, e desenvolvimento de papéis de trabalho com testes 
substantivos e analíticos com a finalidade de apresentar a situação da empresa 
o mais transparente possível para a fundamentação da opinião da nossa opinião 
como auditor na entrega do seu relatório. 
12 
 
 
 
 
 
4. CONTEXTUALIZAÇÃO PRÁTICA E TEÓRICA 
 
4.1. Identificação de problemas na área estagiária 
A Contabilidade, em seu escopo mais abrangente, é a ciência que analisa 
e registra os elementos que compõem o patrimônio das organizações, 
abordando tanto os aspectos quantitativos quanto os qualitativos das operações 
e eventos que influenciam esse patrimônio. Dentro dessa disciplina, a Auditoria 
se destaca como uma especialização que se concentra em avaliar a eficiência e 
a eficácia dos controles relacionados ao patrimônio. Em outras palavras, a 
Auditoria realiza uma análise detalhada e meticulosa das transações, 
procedimentos, operações, práticas e demonstrações financeiras de uma 
organização. 
Como mencionado por Crepaldi (2023, p.8), a prática da Auditoria envolve 
a avaliação de áreas críticas nas empresas, visando prevenir situações que 
possam facilitar fraudes, desvios e subornos, por meio de testes regulares nos 
controles internos específicos de cada entidade. A promulgação da Lei 
Sarbanes-Oxley (SOX) em 2002 pelo Congresso dos Estados Unidos foi uma 
resposta direta à descoberta de fraudes em empresas de grande porte, que 
causaram prejuízos significativos para investidores e clientes, abalando a 
confiança no mercado. O objetivo dos legisladores ao criar essa legislação foi 
aumentar a transparência e a responsabilidade no ambiente de controle das 
empresas. 
Dado o exposto, torna-se claro que a Auditoria desempenha um papel 
fundamental nas organizações, atuando como uma medida crucial para mitigar 
13 
 
 
 
 
riscos e evitar ocorrências de fraudes. Dessa forma, surge como problema 
central de pesquisa a seguinte indagação: De que forma a implementação da 
Lei Sarbanes-Oxley (SOX) contribuiu para aprimorar os processos de 
Auditoria dentro das organizações, considerando seus impactos 
específicos e benefícios observados? 
 
4.2. Encaminhamento de solução para os problemas identificados 
A Lei Sarbanes-Oxley (SOX) foi promulgada por Paul Sarbanes e 
Michael Oxley, membros do Congresso dos Estados Unidos, em resposta a uma 
série de escândalos que abalaram empresas conceituadas no mercado norte-
americano. Seu propósito principal é promover transparência nas atividades 
contábeis e financeiras das entidades. A SOX é composta por 11 capítulos e 69 
artigos que detalham as obrigações que as empresas devem cumprir para estar 
em conformidade com a lei. Todas as organizações com ações listadas na Bolsa 
de Valores de Nova Iorque são obrigadas a implementar controles para atender 
aos requisitos da SOX. 
Segundo Silva e Junior (2008), a Lei Sarbanes-Oxley (SOX) representa 
um marco significativo no mercado de capitais, comparável em importância aos 
eventos desencadeados pela quebra da Bolsa de Nova York em 1929 e às 
regulamentações promulgadas pela Securities and Exchange Commission 
(SEC) em 1933 e 1934. O segundo capítulo da SOX é dedicado de forma 
exclusiva à regulação dos auditores independentes. Nele, são estabelecidas 
proibições de certos serviços, a necessidade de pré-aprovarão da contratação 
do auditor, diretrizes para o relacionamento entre o auditor e o comitê de 
auditoria, e medidas para mitigar conflitos de interesse. 
14 
 
 
 
 
A implementação da Lei Sarbanes-Oxley trouxe desafios financeiros 
significativos para as empresas, que necessitaram investir valores elevados em 
modificações de seus sistemas internos e em auditorias externas independentes. 
Contudo, caso as organizações busquem aprimorar processos para prevenir 
erros e fraudes, pode valer a pena avaliar os benefícios advindos do 
fortalecimento dos controles internos conforme estabelecido pela legislação. 
Ao mesmo tempo, merece atenção a capacidade de trazer ganhos para 
a companhia como um todo através de melhorias nos procedimentos internos, 
mitigando riscos e assegurando a conformidade legal. 
 
 
4.3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
4.3.1 História da Lei Sarbanes Oxley 
A Lei Sarbanes-Oxley, comumente abreviada como SOX ou SarBox, foi 
promulgada pelo presidente George W. Bush em 30 de julho de 2002, como 
resultado de investigações conduzidas por uma comissão parlamentar e pelo 
Senado dos Estados Unidos. Essas investigações foram desencadeadas por 
uma série de escândalos contábeis que abalaram o mercado financeiro norte-
americano. Empresas respeitadas foram envolvidas em fraudes contábeis 
significativas, manipulando seus resultados financeiros para inflar os lucros, 
enquanto, na realidade, estavam à beira da falência devido a dívidas 
substanciais. Os congressistas americanos Paul Sarbanes e Michael Oxley 
foram os principais arquitetos desta legislação, que ficou conhecida por seus 
sobrenomes. 
A Lei SOX é um conjunto de reformas que busca aumentar a 
transparência, reparar a perda da credibilidade pública nos 
15 
 
 
 
 
líderes empresariais e ressaltar a importância de padrões éticos 
nas informações reportadas aos investidores. Procura também 
intensificar os controles internos, comunicação e transparência 
nas organizações, visando, primordialmente, trazer credibilidade 
às demonstrações financeiras disponibilizadas ao mercado. 
 
(GELATTI; MENEGHETTI; SILVA, 2012, p.70). 
Além disso, as autoras ressaltam que a lei foi elaborada com o propósito 
de salvaguardar os acionistas das empresas listadas na Bolsa de Valores de 
Nova York contra práticas fraudulentas. Isso implicou na necessidade de 
aprimoramento das estruturas de controle financeiro interno dessas companhias, 
visando a aumentar a transparência em suas operações. Em outras palavras, a 
SOX tem como objetivo principal detectar, enfrentar e prevenir fraudes que 
possam afetar o desempenho financeiro das organizações, assegurando a 
conformidade com as normas regulatórias. 
Segundo Heimoski e Timi (2020) na lei SOX temos a definição de quais 
registros contábeis e não contábeis devem ser mantidos em arquivo e, por 
quanto tempo. Além disto, a lei trás diversas instruções sobre a forma que os 
resultados, contas e demonstrações financeiras no geral devem ser 
apresentados. 
A Lei Sarbanes-Oxley foi dividida em 11 capítulos, sendo eles: 
 
Fonte: Silveira, Duca e Mario (2010, p. 6)Capítulos e Artigos da Lei Sarbanes-Oxley. 
 
16 
 
 
 
 
4.3.2 Aplicabilidade da Lei 
Empresas americanas e estrangeiras de capital aberto que negociam 
ações na Bolsa de Valores de Nova York e, por conseguinte, divulgam suas 
demonstrações financeiras junto à Securities and Exchange Commission (SEC) 
estão sujeitas à obrigação de cumprir a Lei Sarbanes-Oxley (SOX). A SEC é o 
órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos, equivalente à 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. 
 
4.3.3 A Lei Sarbanes-Oxley e seus principais pontos referentes a Auditoria e 
Controles Internos 
A implementação da Lei SOX resultou em uma série de melhorias em 
práticas já estabelecidas, bem como na introdução de novos elementos para 
fortalecer os controles internos das empresas, visando promover a transparência 
contábil. Um exemplo significativo é a criação, em 2002, do PCAOB (Public 
Company Accounting Oversight Board), uma entidade sem fins lucrativos 
supervisionada pela SEC (Securities and Exchange Commission). O PCAOB foi 
estabelecido com a missão específica de supervisionar as atividades de auditoria 
das empresas de capital aberto, com o objetivo de proteger os interesses dos 
investidores, garantindo que os relatórios de auditoria forneçam informações 
precisas e confiáveis. Entre as responsabilidades atribuídasao PCAOB, 
destacam-se: 
 
• O registro das empresas de auditoria independente 
autorizadas a funcionar no país; 
• O estabelecimento de padrões de auditoria, controle de 
qualidade, ética, independência e outros relacionados ao 
desempenho dos serviços de auditoria; 
• Condução de inspeções nas empresas de auditoria; 
• Condução de investigações, procedimentos disciplinares e 
imposição de sanções apropriadas tanto para as empresas de 
auditoria quanto para os sócios e gerentes destas instituições; 
17 
 
 
 
 
• Performar quaisquer outros serviços e/ou atribuições 
consideradas necessárias (pela SEC ou pelo próprio PCAOB) 
para assegurar e promover altos padrões profissionais e a 
qualidade dos serviços de auditoria oferecidos pelas empresas 
registradas; 
• Assegurar que as empresas de auditoria observem os critérios 
estabelecidos pela Sarbanes-Oxley, regulamentos do próprio 
PCAOB, padrões profissionais e legislação societária, tanto no 
desempenho de suas atribuições quanto na geração dos 
relatórios correspondentes. 
(BORGERTH, 2018, p. 20 e 21). 
 
 
Ainda segundo Borgerth (2018), o Conselho da PCAOB deve ser formado 
por cinco membros, determinados pela SEC. Dois destes membros devem ser 
contadores devidamente certificados, sendo que os cinco membros devem servir 
a PCAOB com exclusividade, sem possibilidade de remuneração por empresas 
privadas durante o período em que fizerem parte do conselho da entidade. 
De acordo com a autora, após 180 dias da criação do PCAOB, ficou 
vetada o exercício das funções de auditoria para qualquer empresa do ramo que 
não estivesse autorizada pelo órgão. No formulário de registro junto ao órgão, 
as empresas de auditoria se comprometem a cooperar e se submeter a 
quaisquer tipos de solicitação de prestação de testemunho em casos de 
investigação sobre possíveis fraudes. 
Até dezembro de 2005, o PCAOB já havia editado os seguintes 
regulamentos: 
 
• Padrões de Auditoria nº 01: aprovado pela SEC em 14 de 
maio de 2004 e obrigatório para os relatórios de auditoria 
emitidos a partir desta data. Segundo esse regulamento, as 
empresas de auditoria são obrigadas a atestar em seus 
relatórios que seus trabalhos estão em consonância com os 
padrões estabelecidos pelo PCAOB. A fim de dar início às suas 
atividades, o PCAOB adotou, em caráter provisório, os padrões 
de auditoria formulados pelo AICPA (American Institute of 
Certified Public Accountants): Declaração de Procedimentos de 
Auditoria nº 95 – Padrões de Auditoria Geralmente Aceitos, em 
vigor em 16 de abril de 2003. 
• Padrões de Auditoria nº 02: aprovado pela SEC em 17 de 
junho de 2004 e obrigatório de acordo com o calendário 
estabelecido para a Seção 404 da Lei Sarbanes-Oxley. Esse 
18 
 
 
 
 
regulamento estabelece os procedimentos a serem observados 
pelos auditores independentes para certificar a Seção 404 da 
Lei. Essa seção, que versa sobre os controles internos das 
empresas, é uma das mais complexas e, por isso, vem sendo 
uma das que mais demandam investimentos das empresas no 
sentido de se adequar às exigências da Lei. 
• Padrões de Auditoria nº 03: aprovado pela SEC em 25 de 
agosto de 2004 e obrigatório a partir de 15 de novembro do 
mesmo ano. Esse regulamento estabelece os critérios para a 
documentação que deve ser preparada e mantida pelas 
empresas de auditoria, e seu grande propósito é evitar situações 
em que documentação comprometedora venha a ser destruída, 
como ocorreu no caso Enron em que a Arthur Andersen destruiu 
documentos comprometedores. 
(BORGERTH, 2018, p. 22). 
 
 
No Capítulo II da SOX, temos a Independência do Auditor, onde no final 
do ano 2000 com base no exemplo do que a Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM) realizou no Brasil, a SEC trouxe novas regras para o conceito de 
independência dos auditores. A Seção 201 da Lei Sarbanes-Oxley traz a 
proibição de alguns serviços que não estão relacionados à auditoria, sendo 
eles: 
 
• Guarda de livros: é vetada aos auditores a elaboração das 
demonstrações contábeis a serem por eles auditadas ou 
mesmo da base de dados que servirá para o preparo destas 
demonstrações. 
• Desenho e implementação de sistemas de informação 
financeira: é vetada aos auditores a operação ou supervisão 
dos sistemas de informação, ou a administração da rede local 
dos seus clientes de auditoria. Além disso, estes auditores não 
podem prestar serviço referente ao desenho ou implementação 
de sistemas ou mesmo equipamentos que agreguem à base de 
dados que suporta os relatórios financeiros ou gera informação 
considerada relevante para sua elaboração. 
• Cálculo do valor econômico, opinião sobre o valor justo, 
ou participação em relatórios com esta finalidade: é vetado 
às empresas de auditoria o cálculo do valor justo, ou afins, das 
empresas por elas auditadas. De uma forma geral, esse tipo de 
informação é utilizado para processo de venda, incorporação 
ou fusão de empresas e é fortemente baseado em informações 
contábeis. Desse modo, fica comprometida a independência 
das empresas que auditam as informações que constituíram 
insumo para esse tipo de avaliação. 
• Serviços atuariais: é vetado às empresas de auditoria o 
envolvimento do cálculo dos valores atuariais a serem 
registrados para a manutenção dos fundos de pensão ou 
cálculo de benefícios pós- empregos dos planos patrocinados 
pelas empresas por elas auditadas. 
19 
 
 
 
 
• Serviço de auditoria interna: é vetado às empresas de 
auditoria prestar serviços de auditoria interna às empresas para 
as quais já presta serviços de auditoria externa. 
• Funções administrativas: é vetada às empresas de 
auditoria a prestação de serviços, mesmo que temporários, de 
diretor, executivo ou funcionário a quem presta serviços de 
auditoria, ou participar do processo decisório ou mesmo da 
supervisão ou monitoração contínua a estas empresas. 
• Recursos humanos: é vetada às empresas de auditoria a 
função de recrutamento e contratação de empregados e/ou 
executivos para as empresas por elas auditadas. 
• Corretor: é vetado às empresas de auditoria atuar como 
corretor, promotor ou underwriter das empresas para as quais 
presta serviços de auditoria. Também é vetado que estas 
empresas participem das decisões de investimento, executem 
operações de compra/venda de investimentos, ou mantenham 
a custódia de ativos em prol de seus clientes. 
• Serviços legais: é vetada às empresas de auditoria a 
prestação de serviços de natureza legal a seus clientes, uma 
vez que eles devem ser realizados por escritórios de advocacia 
legalmente registrados para esta finalidade. 
• Opinião técnica: é vetado às empresas de auditoria se 
pronunciar ou testemunhar a favor de seus clientes perante 
seus concorrentes. 
(BORGERTH, 2018, p. 24 e 25). 
A SEC estabeleceu que os serviços não relacionados à auditoria e não 
abordados na Seção 201 da Lei Sarbanes-Oxley podem ser fornecidos por 
empresas de auditoria, contanto que obtenham prévia aprovação do PCAOB. 
Isso inclui serviços de consultoria tributária. No entanto, algumas restrições 
adicionais foram especificadas: 
 
• Deverá haver rodízio do sócio encarregado da conta, a cada 
5 anos (Seção 203). No Brasil, tanto a CVM quanto o Banco 
Central são mais severos, estabelecendo o rodízio da própria 
empresa de auditoria a cada cinco anos. 
• O auditor deverá se reportar ao Comitê de Auditoria, e não 
mais à Diretoria Financeira da empresa auditada (Seção 204). 
• Uma empresa que já tenha prestado serviços de auditoria a 
uma empresa não poderá ser contratada novamente antes que 
tenha decorrido o período mínimo de um ano entre uma 
contratação e outra (Seção 206). 
(BORGERTH, 2018, p. 26). 
 
No capítulo III temos a Responsabilidade das Empresas ou então 
Responsabilidade Corporativa, para a autora Borgerth (2018) este capítulo 
20 
 
 
 
 
pode ser considerado um dos mais importantes da Lei. Nele são abordados 
mais alguns assuntos que tratam sobre a auditoria,entre eles: 
 
• Comitê de auditoria (Seção 301): as empresas abertas, 
inclusive as estrangeiras, deverão contar com um Comitê de 
Auditoria que terá por finalidade desvincular o serviço de 
auditoria independente da diretoria financeira das empresas. O 
Comitê será responsável não apenas pela seleção da empresa 
de auditoria, mas também pela supervisão do seu serviço e 
aprovação da prestação de serviços adicionais (proibidos no 
Brasil pela Instrução nº 308 da CVM). Para isso, os membros 
deste Comitê devem ser independentes (non- affiliated 
persons), havendo, pelo menos, um especialista financeiro. 
Caso a empresa não apresente um especialista financeiro em 
seu Comitê, esse fato deve ser amplamente divulgado no 
Relatório 20F. 
• O comitê deve responder diretamente ao Conselho de 
Administração. 
(BORGERTH, 2018, p. 27). 
A SEC implementou um modelo de declaração que exige a assinatura 
trimestral do presidente da empresa e do diretor financeiro (anualmente para 
empresas estrangeiras). Esta declaração atesta a veracidade das informações 
divulgadas pela empresa e a eficácia dos controles internos que embasam essas 
informações. A introdução deste certificado na Seção 302 da Lei Sarbanes-Oxley 
aumentou a confiabilidade dos resultados divulgados. Uma vez assinado, os 
administradores responsáveis enfrentam penalidades severas, podendo até 
serem condenados a até 20 anos de prisão em caso de informações falsas. 
Avaliação dos controles internos (Seção 404): no Certificado 
previsto na Seção 302, os administradores atestam a efetividade 
dos controles internos da empresa. Nesta Seção, são 
estabelecidos os critérios para sua avaliação. Todos os 
relatórios financeiros da empresa devem apresentar 
informações sobre os sistemas de controles internos e 
procedimentos de teste para verificar sua precisão. Esses testes 
não poderão ser realizados em períodos superiores a 90 dias 
antes da divulgação da informação. 
 
De acordo com Borgerth (2018) O COSO (The Committee of Sponsoring 
Organizations) é uma iniciativa privada independente, que estuda fatores que 
podem levar à geração de relatórios fraudulentos. As empresas são orientadas 
21 
 
 
 
 
pela SEC a adotar os padrões de controles internos que são estabelecidos pelo 
comitê mencionado. 
Abaixo veremos as cinco maiores associações profissionais norte-
americanas que são responsáveis pelo patrocínio do COSO: 
 
(Associações contábeis e financeiras norte-americanas.Fonte: Oliveira e Linhares (2007, p. 166). 
 
Os fundamentos representados pelo COSO estão baseados em quatro 
conceito-chaves, sendo eles: 
 
• Controle Interno é um processo: Controles Internos não 
representam um fim, mas meios para se atingir um 
determinado fim 
• Controles Internos são conduzidos por pessoas: Não se 
trata apenas de um manual ou um formulário, mas abrange 
todo o conjunto de pessoas que interagem com a companhia, 
independentemente do nível em que atuam. 
• O que se espera com uma política de Controles Internos: 
A obtenção de uma razoável certeza a respeito da qualidade 
da informação, pois não há como se chegar à garantia total. 
• Para que são gerados Controles Internos: Controles 
Internos são gerados para se alcançar objetivos em uma 
categoria específica, ou em várias categorias, que, embora 
separadas, são inter- relacionadas. 
(BORGERTH, 2018, p. 38). 
 
Além dos conceitos-chaves mencionados, o COSO apresenta dimensões 
que devem ser abordadas em um sistema de controles internos, segue abaixo: 
 
• Ambiente de controle: não basta para a empresa ter pontos 
isolados de controle, é necessário que todo o funcionamento 
da empresa seja um grande ambiente de controle. Essa 
dimensão engloba conceitos como: conduta, atitude, 
consciência e competência, valores éticos etc. 
22 
 
 
 
 
• Estabelecimento de metas: as metas a serem avaliadas 
devem ser estabelecidas e comunicadas de forma clara e 
eficiente. 
• Identificação de problemas: os sistemas precisam ter a 
capacidade de sinalizar sempre que algum fato fora do padrão 
esperado venha a ocorrer. 
• Avaliação de risco: identificação dos pontos que podem 
representar possibilidade de perdas para a empresa, quer seja 
em função de ocorrências internas ou externas, com avaliação 
do possível impacto e probabilidade de ocorrência. 
• Resposta ao risco: as empresas, uma vez conhecidos os 
riscos e probabilidades a que estão sujeitas, devem elaborar 
planos de contingência que venham a mitigar a perda na 
ocorrência de um sinistro. Esse plano de contingência pode se 
referir a riscos que devem ser evitados, mantidos, reduzidos ou 
transferidos, de acordo com a avaliação do impacto x 
probabilidade. 
• Atividades de controle: compreendem revisões analíticas, 
reuniões de diretoria para acompanhamento dos negócios, 
painéis de controle etc., além de segregação de funções e 
atividades, controles de acesso, políticas e procedimentos 
formalizados, e tem como base fundamentar o controle das 
transações e verificação de consistências, efetuando 
conciliações, sempre que necessário. 
• Informação e comunicação: abrange a comunicação interna 
(informações sobre o papel e a responsabilidade de cada um; 
valores éticos e morais adotados pela empresa e o fluxo 
eficiente de acompanhamento dos processos) e a externa 
(mercado, valores éticos e morais, informações contábeis). 
• Monitoramento: um bom sistema de controle interno jamais 
chega ao nível de acabado, ele precisa passar por constantes 
testes e aprimoramentos, à medida que novos cenários se 
tornam conhecidos ou que fragilidades são identificadas. 
(BORGERTH, 2018, p. 39 e 40). 
 
4.3.4 Conceitos de Auditoria 
Segundo Mattos (2017) a auditoria advém de tempos antigos, por volta do 
século XVII. Embora na época ainda não houvesse de fato o termo auditor, 
alguns contadores incluíram em suas rotinas as atividades de averiguação de 
contas. A auditoria foi criada para apoiar os administradores na otimização de 
processos e, consequentemente, de resultados. 
De acordo com Motta (1988), no Brasil, a auditoria surgiu por volta de 
1940 devido a chegada das companhias multinacionais. Isso se deve ao fato de 
os investidores de outros países quererem garantias sobre seus investimentos, 
23 
 
 
 
 
que até então eram auditados por seus auditores brasileiros, treinados para o 
desempenho da função sob a supervisão de auditores estrangeiros. 
Ainda sobre a chegada da auditoria no Brasil, Demetrius informa que: 
Foram igualmente importantes para o fortalecimento da 
atividade de auditoria no Brasil, a promulgação da Lei n. 6.385, 
de 7 de dezembro de 1976, que dispôs sobre o mercado de 
valores mobiliários e criou a Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM), bem como a Lei n. 6.404/76 (Lei das Sociedades por 
ações), ambas regulamentando o serviço do auditor 
independente. A partir de então, diversas normas profissionais 
do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e da CVM (mais 
recentemente com o auxílio do Comitê de Pronunciamentos 
Contábeis 
– CPC) têm incrementado os deveres e direitos da profissão de 
auditor no Brasil. 
(DEMETRIUS, 2ª Ed., 2018, p. 21). 
 
 
Para Demetrius (2018), é importante frisar que os processos de auditoria 
passaram por muitas transformações, sendo que duas delas podem ser citadas 
como as principais. 
 
(1) O aumento progressivo do volume e da velocidade dos 
negócios empresariais, fato que acarretou a impossibilidade da 
auditoria da totalidade das transações de muitas das entidades; 
(2) O surgimento gradual de mecanismos de controles internos 
e sistemas informatizados, que passaram a constituir boa parte 
das preocupações da atividade de auditoria. 
(DEMETRIUS, 2ª Ed., 2018, p. 22). 
 
Os principais órgãos relacionados a auditoria no Brasil são: 
 
• Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - entidade autárquica 
em regime especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com 
personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de 
autoridade administrativaindependente, ausência de 
subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus 
dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária. 
• Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) - 
associação de empresas de auditoria com a função de discutir, 
desenvolver e aprimorar as questões éticas e técnicas da 
profissão de auditor e de contador e, ao mesmo tempo, atuar 
como porta-voz dessas categorias diante de organismos 
públicos e privados e da sociedade em geral. 
• Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade (CFC e 
CRCs) 
24 
 
 
 
 
- o CFC é o Conselho Federal de Contabilidade, criado pelo 
Decreto- Lei n.º 9.295, de 27 de maio de 1946, sendo o órgão 
maior da Contabilidade no Brasil, de natureza normativa, que 
coordena e congrega todos os Conselhos Regionais. Já o CRC 
é o órgão responsável pelo registro do profissional da 
contabilidade e pela fiscalização do exercício da atividade 
contábil no Brasil. 
• Instituto dos Auditores Internos do Brasil (Audibra) – entidade 
civil, sem fins lucrativos, de pessoas físicas atuando em 
atividades de auditoria interna em qualquer modalidade. 
(COUTO; MARINHO, 2012, p. 68). 
 
4.3.5 Fraudes 
“O termo fraude aplica-se a ato intencional de omissão ou manipulação 
de transações, adulteração de documentos, registros e demonstrações 
contábeis”. (Crepaldi, 2023, p. 177). 
De acordo com Heimoski e Timi (2020) as fraudes contábeis podem ser 
cometidas contra as empresas e instituições, por pessoas jurídicas e físicas, 
contra o governo ou contra o mercado, por exemplo. 
Segundo já ensinava Lopes de Sá (2017), as fraudes podem 
estar em diversos lugares, tais como em documentos, títulos de 
crédito e cheques, em bens de uso, mercadorias, balanços, 
prestações de contas, livros contábeis Diário e Razão, 
Demonstrações Contábeis diversas, nas Declarações Fisco-
contábeis, em contratos e correspondências e mesmo em 
arquivos digitais. Ainda segundo o mesmo autor, as fraudes 
podem ser de essência ou conteúdo, ou, ainda, de forma, 
podendo derivar de diversos motivos, que são elencados em sua 
obra (Sá, 2017). Resumidamente, os motivos ensejadores de 
fraudes são os seguintes: falsa intitulação, falsa classificação, 
falso histórico, falsa apuração, falso cálculo, entre outros. 
(HEIMOSKI E TIMI, 2020, p. 30). 
As autoras ainda informam que um dos tipos de fraude contábil, é a 
concorrência desleal, que constitui em crime conforme artigo 195. O artigo 
mencionado possui muitas informações, onde podemos destacar como 
hipóteses que qualificam o crime, os itens citados abaixo: 
 
• Publicar, prestar e divulgar falsa informação sobre o 
concorrente; 
• Empregar, por meio fraudulento, e desviarem proveito próprio 
ou de outrem a clientela de outrem; 
25 
 
 
 
 
• Usar sinal ou propaganda alheios como se fossem seus; 
• Expor o nome ou razão social de outrem; 
• Falsificar produto de outro; 
• Dar ou prometer dinheiro a empregado de outro para obter 
vantagem ou informações; 
• Sendo empregado de uma empresa, aceitar dinheiro ou 
recompensa para passar, a outros, documentos e informações; 
• Divulgar informações, produtos, entre outros que não lhe 
pertencem. 
(HEIMOSKI E TIMI, 2020, p. 32 e 33). 
 
Falando sobre dados brasileiros, segundo Heimoski e Timi (2020) a PWC 
(Pricewaterhouse Coopers Brasil Ltda, 2018) realizou uma pesquisa, que 
resultou nos seguintes dados: 40,50% das fraudes brasileiras tem origem em 
perdas por apropriação indébita, 30,40% por corrupção, 81,20% dos fraudadores 
têm segundo grau ou mais e, 85% das fraudes são cometidas por funcionários 
ou colaboradores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O trabalho apresentado foi desenvolvido através do Estágio Curricular 
realizado na empresa Grant Thornton Auditoria e Consultoria Ltda. O tema foi 
escolhido com base na vivência na empresa e por ter me identificado mais dentro 
dos quatros de faculdade. A criação da Lei Sarbanes-Oxley representou um 
marco significativo na história regulatória dos mercados financeiros, não apenas 
nos Estados Unidos, mas também internacionalmente. Inicialmente destinada a 
abordar questões específicas do mercado americano, sua influência se estendeu 
globalmente devido à transparência que introduziu nas práticas empresariais. 
Ao focar nas seções relacionadas aos controles internos e auditoria, esta 
pesquisa destacou a interdependência desses temas. A implementação dos 
requisitos da lei impulsionou as empresas a aprimorarem seus controles 
internos, reduzindo assim as oportunidades para atividades fraudulentas. Além 
disso, a exigência de auditorias independentes aumentou desde a promulgação 
da SOX, refletindo a complexidade das normas e a necessidade de expertise 
externa para sua implementação eficaz. 
Ao proibir certos tipos de serviços e limitar a duração das auditorias em 
uma mesma empresa, a lei promoveu a independência e a renovação das 
práticas de auditoria, mitigando o risco de não conformidade nas operações 
empresariais. 
Em suma, a Lei Sarbanes-Oxley proporcionou benefícios tangíveis para o 
processo de auditoria, fortalecendo a confiança dos investidores e promovendo 
a integridade e transparência nos mercados financeiros globais. 
 
 
27 
 
 
 
 
 REFERÊNCIAS 
 
BORGERTH, Vania Maria da Costa. SOX: entendendo a Lei Sarbanes-Oxley 
– Um caminho para a informação transparente. Cengage Learning Brasil, 
2018. 
COUTO, Babette; MARINHO, Rhoger. Contabilidade Criativa x Lei Sarbanes- 
Oxley: um enfoque sobre a credibilidade da Auditoria. Revista Brasileira de 
Contabilidade, [S.l.], n. 177, p. 64-75, abr. 2012. 
CREPALDI, Silvio A.; CREPALDI, Guilherme S. Auditoria Contábil: Teoria e 
Prática .Grupo GEN, 2023. E-book. ISBN 9786559775002. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559775002/. Acesso em: 
07 mai. 2024. 
DEMETRIUS, Alexandre Pereira. Auditoria das demonstrações contábeis. 2ª 
Ed., São Paulo: Saraiva Educação, 2018. 
GELATTI, Cristiane Braida; MENEGHETTI, Daniela; SILVA, Tania Moura da. 
Análise da adequação das empresas brasileiras à Lei Sarbanes- Oxley. 
Revista Brasileira de Contabilidade, [S.l.], n. 186, p. 68-83, abr. 2012. 
HEIMOSKI, Vanya Trevisan Marcon; TIMI, Sônia Regina Ribas. Fraudes 
Contábeis e Documentais. 1ª Ed., Contentus, 2020. 
MATTOS, João Guterres de. Auditoria (recurso eletrônico). Porto Alegre: Sagah, 
2017. 
OLIVEIRA, Marcelle Colares; LINHARES, Juliana Silva. A implantação de controle 
interno adequado às exigências da Lei Sarbanes-Oxley em empresas 
Brasileiras – Um estudo de caso. Revista Base (Administração e Contabilidade) 
da Unisinos, vol. 4, núm. 2, maio/agosto, 2007, p. 160-180 
28 
 
 
 
 
SILVA, Adriano Gomes da; JUNIOR, Antonio Robles. Os impactos na atividade de 
auditoria independente com a introdução da lei Sarbanes-Oxley. Revista Scielo 
Brasil – Contabilidade e Finanças. 19 (48), dez. 2008. 
 
 
 
 
29 
 
 
 
 
UNIP - Curso de Ciências Contábeis 
Estágio Curricular 
Campus Paraíso – Período Noturno 
TERMO DE CONVALIDAÇÃO DE ATIVIDADES DE ESTÁGIO 
CONTRATADO 
 
 
Aluno 
Nome: Giovanna Lacerda 
Lourenço 
RA:F19CHH0 Turma: WA8268 
E-mail: 
giovanna.lourenco2@aluno.unip.br 
Fones:(11) 97050-2079 
 
 
Organização 
Nome: Grant Thornton Auditoria e Consultoria Ltda 
Atividade: Auditoria 
Endereço: Av. Luís Carlos Berrini Nº 105 – Vila Olímpia - SP 
Telefones: (11) 3886-5100 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funções ou 
atividades 
 
 
Tempo de exercício: início em 17/10/2022 e término em 
..../...../ ..... (quando aplicável) 
Principais atividades: Auxílio em procedimentos de verificação, 
analisando o cruzamento dos dados contábeis com documentos 
enviados por terceiros. Realizo memorandos e walkthroughs 
para inventários e procedimentos específicos; auxílio no 
desenvolvimento de inventários; mantenho a organização dos 
documentos físicos, e desenvolvo papéis de trabalhopara 
entrega de relatórios. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assinatura do 
aluno 
Declaro que as informações acima são a expressão da verdade. 
Assinatura: 
Data: 04/08/2023 
 
 Quantidade de horas válidas para o estágio curricular: 
Parecer do 
..................................... 
Orientador 
Data: ...../...../ ........ Assinatura 
 ............................................................................ 
 
 Nota Final do Relatório de Estágio 
Professor avaliador: 
Assinatura Data 
Diretoria do ICSC 
Assinatura Data 
 
 
 
mailto:giovanna.lourenco2@aluno.unip.br
30 
 
 
 
 
UNIP - Curso de Ciências Contábeis 
Estágio Curricular 
Campus Paraíso – Período Noturno 
TERMO DE VALIDAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR 
Atividades práticas equivalentes 
 
Aluno 
 
Nome: Giovanna Lacerda Lourenço 
 
RA: F19CHH-0 
 
Turma: WA8268 
E-mail: 
giovanna.lourenco2@aluno.unip.br 
Fones: (11) 97050-2079 
 
Organização 
 Nome: Grant Thornton Auditoria e Consultoria Ltda 
 Atividade: Auditoria 
 Endereço: Av. Luís Carlos Berrini Nº105 – Vila Olímpia - SP 
Telefones: (11) 3886-5100 
 
 
 
Tipo de vínculo 
( x ) empregados com vínculo empregatício 
( ) sócio ou proprietário de empreendimento 
( ) trabalhador voluntário 
( ) trabalhador autônomo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funções ou 
atividades 
Cargo ou função atual: Trainee 
Jornada semanal de trabalho: 40h 
Tempo no cargo ou função: início em 17/10/2022 
Principais atividades: Auxílio em procedimentos de verificação, analisando 
o cruzamento dos dados contábeis com documentos enviados por terceiros. 
Realizo memorandos e walkthroughs para inventários e procedimentos 
específicos; auxílio no desenvolvimento de inventários; 
 
Cargo ou função anterior (na mesma organização): 
Jornada semanal de trabalho: 
Tempo no cargo ou função: início em ...../...../ ..... e término em 
...../...../..... 
Principais atividades: 
 
 
 
 
 Assinaturas: 
 
Declaramos que as informações acima são a expressão da verdade. 
Empresa Aluno 
Nome: Guilherme F. Bonini dos Santos Assinatura: 
 Cargo: Gerente de Auditoria 
 
Assinatura: 
 
Data: 04/08/2024 Data: 04/08/2024 
 
Parecer do 
Orientador 
Quantidade de horas válidas para o estágio curricular: 
..................................... 
 
Data: ...../...../ ........ Assinatura 
............................................................................ 
 
Validação da 
Universidade 
Nota Final do Relatório de Estágio 
Professor avaliador: 
Assinatura Data 
Diretoria do ICSC 
Assinatura Data 
 
mailto:giovanna.lourenco2@aluno.unip.br

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