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1º EM – LITERATURA LISTA DE EXERCÍCIOS – PRIMEIROS CANTOS – GONÇALVES DIAS (PESO 4,0) 1) Gonçalves Dias consolidou o romantismo no Brasil. Sua “Canção do exílio” pode ser considerada tipicamente romântica porque a) Apoia-se nos cânones formais da poesia clássica greco-romana; emprega figuras de ornamento, até com certo exagero; evidencia a musicalidade do verso pelo uso de aliterações. b) Exalta a terra natal; é nostálgica e saudosista; o tema é tratado de modo sentimental, emotivo. c) Utiliza-se do verso livre, como ideal de liberdade criativa; sua linguagem é hermética, erudita; glorifica o canto dos pássaros e a vida selvagem. d) Poesia e música se confundem, como artifício simbólico; a natureza e o tema bucólico são tratados com objetividade; usa com parcimônia as formas pronominais de primeira pessoa. e) Refere-se à vida com descrença e tristeza; expõe o tema na ordem sucessiva, cronológica; utiliza-se do exílio como o meio adequado de referir-se à evasão da realidade. 2) Leia atentamente os Textos para responder à questão. Canção do exílio Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. GONÇALVES DIAS, A. In: Primeiros cantos (1847). Nova Canção do Exílio Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto. O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor. Só, na noite, seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe. Onde é tudo belo e fantástico, só, na noite, seria feliz. (Um sabiá, na palmeira, longe.) Ainda um grito de vida e voltar para onde é tudo belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe. (ANDRADE, Carlos Drummond de. A rosa do povo. 21. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000) O poema Canção do Exílio, de Antônio Gonçalves Dias (Texto 3), foi escrito no final da primeira metade do século XIX, quando o poeta se encontrava em Portugal, inspirado em versos de Goethe que lhe serviram de mote. O poema tornou-se emblemático do tema e inspirou outros poetas em esmo compositores. Entre os que se remetem explicitamente, em suas criações, ao poema de Gonçalves Dias, está Carlos Drummond de Andrade. Acerca dos dois poemas, observe as afirmações abaixo e responda à questão em seguida. I - A letra do Hino Nacional Brasileiro, composta em 1909 por Joaquim Osório Duque Estrada, remete ao poema de Gonçalves Dias, nos versos “teus risonhos, lindos campos ‘têm mais flores’;/ ‘nossos bosques têm mais vida,’/ ‘nossa vida’ no teu seio ‘mais amores’”. II - Em Drummond, são mobilizados signos como o sabiá, as palmeiras, a noite, presentes em Gonçalves Dias. Em ambos, tais signos concentram a ideia da nostalgia do torrão natal (ampliada pela distância e pelo ensimesmamento), despertada pela lembrança de elementos da natureza brasileira. III - A ausência de rimas no poema de Drummond o distancia do sentido proposto pelo poema de Gonçalves Dias, uma vez que o efeito melodioso e rítmico resultante das rimas amplia o efeito de saudade, ao evocar a musicalidade brasileira. IV - Publicado em 1945, o poema Nova Canção do Exílio reflete o pessimismo e a ironia drummondianos, ao retomar os temas presentes em Gonçalves Dias, convertendo-os em crítica ao isolamento sentido pelo silenciamento ainda imposto pela censura, em tempos imediatamente pós-guerra. A alternativa que apresenta as afirmativas corretas é: A) I, III e IV, somente. B) I e II, somente. C) II, III e IV, somente. D) III e IV, somente. E) I, II, III e IV. 3) Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão. O CANTO DO PIAGA I Ó Guerreiros da Taba sagrada, Ó Guerreiros da Tribo Tupi, Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi. Esta noite - era a lua já morta – Anhangá me vedava sonhar; Eis na horrível caverna, que habito, Rouca voz começou-me a chamar. Abro os olhos, inquieto, medroso, Manitôs! que prodígios que vi! Arde o pau de resina fumosa, Não fui eu, não fui eu, que o acendi! Eis rebenta a meus pés um fantasma, Um fantasma d’imensa extensão; Liso crânio repousa a meu lado, Feia cobra se enrosca no chão. O meu sangue gelou-se nas veias, Todo inteiro - ossos, carnes – tremi. Frio horror me coou pelos membros, Frio vento no rosto senti. Era feio, medonho, tremendo, Ó Guerreiros, o espectro que eu vi. Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi! [...] Vem trazer-vos crueza, impiedade – Dons cruéis do cruel Anhangá; Vem quebrar-vos a maça valente, Profanar Manitôs, Maracás. Vem trazer-vos algemas pesadas, Com que a tribo Tupi vai gemer; Hão-de os velhos servirem de escravos Mesmo o Piaga inda escravo há de ser! Fugireis procurando um asilo, Triste asilo por ínvio sertão; Anhangá de prazer há de rir-se, Vendo os vossos quão poucos serão. Vossos Deuses, ó Piaga, conjura, Susta as iras do fero Anhangá. Manitôs já fugiram da Taba, Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá! DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998 No contexto poético, são versos que mais caracterizam enfaticamente o pavor do homem branco: a) “Eis na horrível caverna, que habito, / Manitôs! que prodígios que vi! b) “Esta noite - era a lua já morta – / Anhangá me vedava sonhar;” c) “Um fantasma d’imensa extensão; / Feia cobra se enrosca no chão. d) “Triste asilo por ínvio sertão;/ Anhangá de prazer há de rir-se,[...]” e) “Vem trazer-vos algemas pesadas, / Mesmo o Piaga inda escravo há de ser! 4) Leia atentamente: Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar — sozinho, à noite — Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. (Coimbra, julho de 1843) Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1846. Sobre o poema de Gonçalves Dias, analise as seguintes afirmações: I. É marcado pela função emotiva da linguagem, por extrema subjetividade e pelo desequilíbrio entre o “lá” (onde o eu lírico não está) e o “cá” (onde ele se encontra). II. O caráter nacionalista é enfatizado no poema, do qual alguns versos compõem o Hino Nacional Brasileiro. III. A pátria, assim como a natureza e a mulher amada são idealizadas no poema, no qual o eu lírico extravasa seu sentimento amoroso. IV. Casemiro de Abreu, outro poeta da mesma época, também tratou do tema “saudade”, como se pode observar no poema “Meus oito anos”, mas, diferente de Gonçalves Dias, o objeto da saudade, em Casemiro, é a infância, não a pátria. Quais estão corretas? a) Apenas II. b) Apenas III e IV. c) Apenas I, II e IV. d) Apenas II, III e IV. e) I, II, III e IV. 5) as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão. O CANTO DO PIAGA I Ó Guerreiros da Taba sagrada, Ó Guerreiros da Tribo Tupi, Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi. Esta noite - era a lua já morta – Anhangá me vedava sonhar; Eis na horrível caverna, que habito, Rouca voz começou-me a chamar. Abro os olhos, inquieto, medroso, Manitôs! que prodígios que vi! Arde o pau de resina fumosa, Não fui eu, não fui eu, que o acendi! Eis rebenta a meus pés um fantasma,Um fantasma d’imensa extensão; Liso crânio repousa a meu lado, Feia cobra se enrosca no chão. O meu sangue gelou-se nas veias, Todo inteiro - ossos, carnes – tremi. Frio horror me coou pelos membros, Frio vento no rosto senti. Era feio, medonho, tremendo, Ó Guerreiros, o espectro que eu vi. Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi! [...] Vem trazer-vos crueza, impiedade – Dons cruéis do cruel Anhangá; Vem quebrar-vos a maça valente, Profanar Manitôs, Maracás. Vem trazer-vos algemas pesadas, Com que a tribo Tupi vai gemer; Hão-de os velhos servirem de escravos Mesmo o Piaga inda escravo há de ser! Fugireis procurando um asilo, Triste asilo por ínvio sertão; Anhangá de prazer há de rir-se, Vendo os vossos quão poucos serão. Vossos Deuses, ó Piaga, conjura, Susta as iras do fero Anhangá. Manitôs já fugiram da Taba, Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá! DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998 Pode-se afirmar que, ao iniciar seu canto, o eu lírico confere ao Piaga a) exortação dos deuses aos guerreiros para lhes chamar a atenção sobre a crueldade de Anhangá. b) fala evocativa aos guerreiros da sua tribo sobre a revelação que lhe fora manifestada pelos deuses. c) preleção sobre atmosfera nebulosa e vaga dos sonhos de deuses guerreiros como alerta para as tribos. d) alerta sobre o descuido com os companheiros a respeito de uma iminente catástrofe da natureza. e) exposição do leitor para a bravura revelada pela capacidade bélica daquelas tribos tupis. 6) Leia: Minha terra tem palmeiras Onde canta o Sabiá, As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. Antônio Gonçalves Dias (1823-1864) O tema geral do poema está relacionado com: a) a saudade. b) a morte. c) a prisão. d) a gratidão 7) Leia atentamente: PREFÁCIO São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai- os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor. É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço. Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava um sonho, notas que o vento levou, – como isso dou a lume essas harmonias. São as páginas despedaçadas de um livro não lido... E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e da minha solidão, agora que ela vai seminua e tímida por entre vós, derramar em vossas almas os últimos perfumes de seu coração, ó meus amigos, recebei-a no peito, e amai-a como o consolo que foi de uma alma esperançosa, que depunha fé na poesia e no amor – esses dois raios luminosos do coração de Deus. AZEVEDO, Álvares de. Lira dos vinte anos. In: Obra completa. Organização de Alexei Bueno. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000. p. 120. Se ao invés de usar períodos compostos como em "É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço.", o autor tivesse escolhido períodos simples: "É uma lira sem cordas. É uma primavera sem flores. É uma coroa de folhas sem viço.", a imagem construída a respeito de sua obra não seria a mesma, porque a) o pressuposto produzido pelo uso do termo sem indica a impossibilidade de os poemas retratarem a completude das coisas do mundo. b) a oposição entre os objetos naturais e os produzidos pelo homem autoriza a interpretação de que a natureza seja a musa inspiradora dos poemas. c) o subentendido produzido pelo uso do mas leva o leitor ao entendimento de que a obra é comparada a produções rudimentares. d) a contradição marcada pelo uso do mas permite a compreensão de que a essência das coisas se mantém mesmo quando lhes falta o atributo principal. e) a antítese instaurada na comparação entre realidade e ficção produz a ideia de que a poesia deva realçar a aparência das coisas. 8) Leia o fragmento seguinte e assinale a alternativa correta: Minha musa “Minha musa não é como ninfa Que se eleva das águas – gentil – Co’um sorriso nos lábios mimosos, Com requebros, com ar senhoril. ………………………………………….. Não é como a de Horácio a minha Musa; Nos soberbos alpendres dos Senhores Não é que ela reside; Ao banquete do grande em lauta mesa, Onde gira o falerno em taças d’oiro, Não é que ela reside. Ela ama a solidão, ama o silêncio, Ama o prado florido, a selva umbrosa, E da rola o carpir. Ela ama a viração da tarde amena, O sussurro das águas, os acentos De profundo sentir. ……………………………………….” Gonçalves Dias a) O fragmento transcrito, constante dos Primeiros Cantos, de Gonçalves Dias, registra uma adesão à poética de inspiração clássica. b) O fragmento transcrito, constante dos Primeiros cantos, de Gonçalves Dias, revela a influência do indianismo romântico. c) O fragmento transcrito, constante dos Primeiros cantos, de Gonçalves Dias, constitui verdadeira profissão de fé romântica, pela negação dos modelos clássicos. d) O fragmento transcrito, constante dos Primeiros cantos, de Gonçalves Dias, é marcado por um sentimento místico profundo, bem ao gosto do Romantismo. e) O fragmento transcrito, constante dos Primeiros cantos, de Gonçalves Dias, inclui-se no âmbito do saudosismo brasílico, tão presente na obra do Autor. 9) Leia atentamente: Canção do exílio “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.” Gonçalves Dias. Poesia. 9. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1979. p. 11. Sobre o poema, escrito em Coimbra, Portugal, é correto afirmar: a) O poema retrata o sofrimento do eu lírico em função da distância da mulher amada. O termo “Sabiá”, recorrente nos versos, refere-se figurativamente ao amor feminino. b) A utilização dos termos “cá” e “lá” atém-se principalmente à necessidade de criar rimas, mais do que ao desejo do poeta de estabelecer o contraste entre espaços distintos. c) Para o eu lírico, estar exilado não significa necessariamente estar longe da terra, mas das suas referências de infância, fator que acentua a expressão saudosista do poema. d) Nesse poema, é possível reconhecer uma dialética amorosa trabalhada entre o desejo sexual pela mulher e sua idealização. O desejo se configura pelo verso “Mais prazer encontro eu lá” e a idealização, pelos versos “Não permita Deus que eu morra/Sem que eu volte para lá”. e) A ênfase na exuberância da paisagem é estruturada a partir do jogo de contrastes entre a natureza tropical e a natureza europeia. Os versos da segunda estrofe reiteram a grandiosidade paisagística brasileira, além de enfatizarem a identidade do eu lírico. 10) Leia atentamente: Leito de folhas Verdes Por que tardas, Jatir, que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração, movendo as folhas, Já nos cimos do bosque rumoreja. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas, Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco, Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor, como estas preces, No silêncio da noite o bosque exala.Brilha a lua no céu, brilham estrelas, Correm perfumes no correr da brisa, A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor, melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol, não mais, vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Sejam vales ou montes, lago ou terra, Onde quer que tu vás, ou dia ou noite, Vai seguindo após ti meu pensamento; Outro amor nunca tive; és meu, sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram, Não sentiram meus lábios outros lábios, Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas A arazóia na cinta me apertaram. Do tamarindo a flor jaz entreaberta, Já solta o bogari mais doce aroma Também meu coração, como estas flores, Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor, que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! Do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas! A informação principal do texto é: a) A certeza do eu-lírico a cerca do amor de Jatir e da brevidade de seu retorno. b) A confirmação de que o amor do eu-lírico por Jatir vence distância e obstáculos. c) O eu-lírico está a espera de seu amado sem qualquer esperança de sua chegada. d) O retorno do amado é aguardado não só pela amada como também pela natureza. GABARITO 1) B 2) B 3) B 4) C 5) B 6) A 7) D 8) C 9) E 10) D