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Avaliação e intervenção Da Fisioterapia Na Gravidez Contexto Cabe a nós preparar a gestante fisicamente para que tenha gravidez, parto e puerpério com FUNCIONALIDADE. Desta forma, a partir de uma boa avaliação, o fisioterapeuta dispõe de vários recursos terapêuticos e técnicas realizando exercícios respiratórios, alongamentos, relaxamentos, correção postural, exercícios de preparação para o parto, também trabalhando no fortalecimento das musculaturas dos membros superiores, inferiores, lombar e abdome, inclusive sobre a musculatura do assoalho pélvico, com intuito de prevenir e diminuir os casos de incontinência urinária e/ou fecal. Também é papel do fisioterapeuta, orientar e tratar quanto às atividades de vida diária das gestantes, através do aconselhamento ergonômico. (CASTRO; CASTRO;MENDONÇA, 2012; KOKIC et al., 2017). Entrevista No primeiro contato com a gestante, sempre perguntamos qual o objetivo dela em relação a Fisioterapia. Direcionará tanto a avaliação quanto os atendimentos tornando possível uma proposta terapêutica adequada. Trata-se de uma conversa com a gestante no qual são coletadas todas as informações relevantes para o processo de prevenção e promoção da saúde gestacional. FATORES DE CONTEXTO Entende-se por fatores contextuais o histórico completo de vida e do estilo de vida de um indivíduo, que engloba os fatores pessoais e ambientais. Ambos podem ter impacto sobre a funcionalidade e por isso é fundamental conhece- los para que os Fisioterapeutas identifique, individualmente, os aspectos que são passíveis de intervenção e quais estratégias precisam ser adotadas para que as metas terapêuticas sejam efetivamente alcançadas em cada caso. Fatores pessoais e Ambientais Fatores pessoais e ambientais são levantados com objetivo de contextualizar e dar base para construção do plano terapêutico. EX: idade, estado civil, nível de instrução, profissão, comorbidades, hábitos, experiências, estilo de vida, histórico pessoal e profissional, padrão geral de comportamento, características psicológicas entre outros. Estruturas e Funções do Corpo Sistemas Queixas Orientações/TTO Digestivo Constipação e Hemorróidas Orientação Nutricional Exercícios aeróbicos Mobilização pélvica Orientação para posicionamento de evacuação bem como força aplicada Cardiovascular Microvarizes, edemas MMII e cansaço nas pernas Orientação do uso de meias elásticas Fortalecimento dos Músculos dos MMII Exercícios Aeróbicos Cuidados posturais Respiratório Dispnéia Exercícios aeróbicos Exercícios Respiratórios diafragmáticos Geniturinário Incontinência Urinária Treinamento MAP Exercícios Aeróbicos Orientação sobre postura quando sentada no vaso técnicas de esvaziamento de bexiga OBS: ATENÇÃO A INFECÇÃO URINÁRIA Neuromuscular e esquelético Dor lombar e pélvica Limitação nas AVD´s e/ou atividades laborais Analgesia Mobilização +alongamentos +fortalecimento Adaptação do posto de trabalho É importante identificar a dor e sua intensidade para definir a abordagem terapêutica correta e gerar parâmetros para mensurar a efetividade do protocolo e ajustes propostos. Exame Físico Devemos Observar e registrar: Sinais Vitais Peso atual Adaptações Ex: Lordose cervical, anteriorização da cabeça, anteversão pélvica, lordose lombar, hiperextenção dos joelhos, aplainamento arco longitudinal medial dos pés... Exame Estático Posição Ortostática VISTA ANTERIOR VISTA LATERAL VISTA POSTERIOR posição da cabeça (se está inclinada ou rodada) nivelamento dos ombros simetria das clavículas e articulações acromioclaviculares Distância entre o tronco e os membros superiores altura e a rotação dos membros superiores posição do umbigo altura dos pontos altos das cristas ilíacas posição das patelas e dos joelhos (se são alinhados, varos ou valgos) posição dos maléolos mediais laterais forma dos arcos longitudinais mediais dos pés. posição da cabeça em relação ao plano sagital rotação dos ombros curvatura de cada segmento espinal posição da pelve altura das espinhas ilíacas anteriores e posteriores alinhamento dos joelhos (se estão retos, flexionados ou hiperestendidos) posição da cabeça Nivelamento dos ombros distância entre o tronco e os membros superiores altura e a rotação dos membros superiores posição dos maléolos mediais e laterais forma dos arcos longitudinais mediais dos pés nivelamento das espinhas e dos ângulos inferiores das escápulas distância das bordas mediais das escápulas à coluna alinhamento da coluna no plano coronal alinhamento das pregas glúteas simetria das linhas poplíteas alinhamento dos tendões do calcâneo angulação dos calcanhares em relação ao solo. posição da cabeça em relação ao plano sagital rotação dos ombros curvatura de cada segmento espinal posição da pelve altura das espinhas ilíacas anteriores e posteriores alinhamento dos joelhos (se estão retos, flexionados ou hiperestendidos) Exame Estático Posição Sentada e Decúbito dorsal Sentada com pés apoiados mas sem apoio da coluna Assim como no exame ortostático observa-se os mesmos parâmetros. Acrescenta-se avaliação da simetria mamária e aproveita para orientar quando ao modelo e tamanho do sutiã. Em decúbito dorsal com quadril e joelhos fletidos Avaliação da diástase abdominal elevar lentamente a cabeça e os ombros até que a espinha da escápula deixe o colchão, mantendo os joelhos fletidos e os pés apoiados. O terapeuta coloca os dedos transversalmente na linha média do abdome acima da cicatriz umbilical: se houver uma separação, os dedos afundarão dentro da fenda. Avaliar a capacidade de contração dos MAP por inspeção. A correta contração muscular é caracterizada pela movimentação do centro tendíneo do períneo para dentro e para cima. A avaliação das funções dos MAP (tônus, controle, coordenação, força e resistência) por palpação será importante para a definição do diagnóstico funcional e a prescrição dos exercícios terapêuticos específicos. Exame Dinâmico Flexão Anterior Extensão Flexão Lateral Rotação Avaliação Neurológica Teste de Phalen ou Phalen invertido Teste de Lasègue Intervenção Fisioterapêutica Entre as modalidades terapêuticas utilizadas pela Fisioterapia durante a gestação para a prevenção e para o tratamento das disfunções neuromusculoesqueléticas, estão: exercícios de fortalecimento e alongamento específicos correções e treinamento de padrões de movimentos termoterapia massoterapia eletroterapia hidroterapia uso de órteses correções ergonômicas Ergonomia No período Gestacional Conceito A Ergonomia é a ciência que estuda o homem e suas necessidades físicas e psíquicas para desenvolver equipamentos, utensílios e dispositivos, e organizar o trabalho de modo que as tarefas sejam executadas com conforto, eficiência e segurança. Sua finalidade é adaptar o ambiente às características do ser humano para otimizar o bem-estar e a habilidade de o individuo realizar uma atividade. Os conceitos da ergonomia são largamente adotados no ajuste do ambiente de trabalho, mas se aplicam a qualquer situação em que haja interação do indivíduo com o ambiente, como realizar tarefas cotidianas e de cuidados com a casa e com os filhos, lidar com tecnologia/produtos etc. Neste capítulo serão apresentadas as orientações posturais e os aspectos básicos da abordagem ergonômica durante a gestação. Deve-se ter em mente, entretanto, que não há uma postura ideal universal, porque os tecidos de cada indivíduo se adaptam de maneiras distintas para se ajustaremàs demandas que surgem. As lesões ocorrem quando os tecidos são incapazes de proceder a essa adaptação. Desse modo, caso a gestante já apresente queixas musculoesqueléticas, em vez de comparar seu alinhamento postural com um padrão ideal, a avaliação do fisioterapeuta deve focar naquelas posturas ou movimentos que causam a dor ou desconforto (Mueller e Maluf, 2002). Introdução Sono e despertar Atividades Domésticas Atividades Domésticas Atividades Domésticas Postura sentada Quando a grávida passa a maior parte do tempo sentada, porque trabalha num escritório com computadores, a primeira coisa é assegurar que as costas estão completamente apoiadas no assento da cadeira. Para isso, podem ser utilizados pequenos truques, como o uso de um suporte ergonômico para os pés e de uma almofada na zona dorsal. Atenção para o apoio do antebraço evitando sobrecarregar a articulação dos punhos. Recomendações Ajudar o esquema de pausas (p. ex., pausas mais curtas, porém mais frequentes) conforme a necessidade exigida pela situação (identificada por meio de análise ergonômica) Limitar o trabalho a 8 h diárias e 40 h semanais, incluindo as pausas na jornada Ajustar as horas trabalhadas (p. ex., horário flexível, turno diurno em vez do noturno). Na medida do possível, evitar turnos seguidos e trabalho noturno, a não ser que o sono diurno adequado seja possível Minimizar ou eliminar o trabalho cujo ritmo é determinado por máquina, em que a trabalhadora não tem controle sobre seu ritmo Desenvolver esquemas de trabalho que permitam a divisão e o rodízio de tarefas. A gestante deve poder controlar a realização da atividade, assim como se recusar a realizá-la ou pedir ajuda sempre que sentir que a carga é excessiva Preparar um local para que a gestante possa deitar –se e elevar os MMII. Considerações Finais É importante destacar que a legislação trabalhista brasileira, por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), artigo392, parágrafo 4°, respalda mudanças de função ou setor de trabalho caso o mesmo possa provocar problemas para a saúde materno-fetal (Brasil, 1999). A prevenção é o caminho mais apropriado, tanto do ponto de vista do indivíduo, que tem minimizadas as chances de deterioração de sua qualidade de vida, quanto coletivamente, uma vez que, para as empresas, a gravidez não é um fenômeno temporário, e sim permanente. (Paul et al.,1995). Modalidades terapêuticas aplicadas as gestantes DUPLAS 06/05- Modalidades aplicadas as gestantes 1. Pilates 2. Praticas Integrativas 3. Fisioterapia Aquática 4. Analgesia e terapia manual 13/05- Modalidades aplicadas as gestantes 1. Treino de equilíbrio 2. Exercícios de Estabilização lombar e alongamentos 3. Mobilidade pélvica 4. Programa de exercícios aeróbicos e anaeróbicos 5. Exercícios Respiratórios Seminário