Prévia do material em texto
Direito de vizinhança ● Consideram-se vizinhos os que podem sofrer repercussão de atos propagados de prédios ou contíguos próximos ou que com estes possam ter vínculos jurídicos. ● Assim, vizinho é aquele que sofre efeitos do uso da propriedade alheia (Ex: emanação de gases fétidos, festas com música alta, brigas, crianças bagunceiras, latidos de animais, etc). ● Os direitos de vizinhança são obrigações propter rem, porque vinculam os confinantes, acompanhando a coisa. Obrigações dessa natureza só existem em relação à situação jurídica do obrigado, de titular do domínio ou de detentor de determinada coisa, e, portanto, de vizinho. Bens jurídicos tutelados ● Saúde ● Segurança ● Sossego Hipóteses normatizadas pelo Código Civil ● Do uso anormal da propriedade ● Das árvores limítrofes ● Da passagem forçada ● Da passagem de cabos e tubulações ● Dos limites entre prédios e do direito de tapagem ● Das águas ● Do direito de construir Do uso anormal da propriedade ● Dispõe o art. 1.277 do Código Civil: ➢ “O proprietário ou o possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam, provocadas pela utilização de propriedade vizinha. ➢ Parágrafo único. Proíbem-se as interferências considerando-se a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança” ● Atos de interferência a) Atos ilícitos b) Atos abusivos c) Atos lesivo Ato ilícitos ● Ilegais são os atos ilícitos que obrigam à composição do dano, nos termos do art. 186 do Código Civil, como, por exemplo, atear fogo no prédio vizinho. ● Ainda que não existisse o supratranscrito art. 1.277, o prejudicado estaria protegido pela norma do art. 186, combinada com o art. 927, caput, do mesmo diploma, que lhe garantem o direito à indenização. ● Se o vizinho, por exemplo, danifica as plantações de seu confinante, o ato é ilegal e sujeita o agente à obrigação de ressarcir o prejuízo causado. ● Tem como solução jurídica fazer cessar o ato ilícito Atos abusivos ● Abusivos são os atos que, embora o causador do incômodo se mantenha nos limites de sua propriedade, mesmo assim vem a prejudicar o vizinho, muitas vezes sob a forma de barulho excessivo. ● Consideram-se abusivos não só os atos praticados com o propósito deliberado de prejudicar o vizinho, senão também aqueles em que o titular exerce o seu direito de modo irregular, em desacordo com a sua finalidade social. ● Tem como solução jurídica se manter nos limites. Atos lesivos ● São lesivos os atos que causam dano ao vizinho, embora o agente não esteja fazendo uso anormal de sua propriedade e a atividade tenha sido até autorizada por alvará expedido pelo Poder Público. ● É o caso, por exemplo, de uma indústria cuja fuligem esteja prejudicando ou poluindo o ambiente, embora normal a atividade. ● Tem como solução jurídica,a indenização. Uso anormal: é tanto o ilícito como o abusivo, em desacordo com sua finalidade econômica ou social, a boa-fé ou os bons costumes. ● Preleciona WASHINGTON DE BARROS MONTEIRO que, “se normal, regular, ordinário e comum o uso da propriedade, sem que se lhe increpe qualquer excesso malicioso ou intencional, se tem como justo e jurídico; se, porém, nele se vislumbra qualquer exorbitância, qualquer exagero, suscetível de ser remediado ou atenuado, mas não foi, o uso será nocivo, ilícito, condenado pelo direito” Para se aferir a normalidade ou a anormalidade da utilização de um imóvel procura-se: ● Verificar a extensão do dano ou do incômodo causado – Se, nas circunstâncias, este se contém no limite do tolerável, não há razão para reprimi-lo. Com efeito, a vida em sociedade impõe às pessoas a obrigação de suportar certos incômodos, desde que não ultrapassem os limites do razoável e do tolerável ● Examinar a zona onde ocorre o conflito, bem como os usos e costumes locais – Não se pode apreciar com os mesmos padrões a normalidade do uso da propriedade em um bairro residencial e em um industrial, em uma cidade tranquila do interior e em uma capital. O parágrafo único do art. 1.277 determina que se considere “a natureza da utilização, a localização do prédio, atendidas as normas que distribuem as edificações em zonas, e os limites ordinários de tolerância dos moradores da vizinhança”. ● Considerar a anterioridade da posse – Porque, em princípio, não teria razão para reclamar quem construísse nas proximidades de estabelecimentos barulhentos ou perigosos. É o que sustenta a teoria da pré-ocupação. Por ela, aquele que primeiramente se instala em determinado local acaba, de certo modo, estabelecendo a sua destinação. Tal teoria não pode, entretanto, ser aceita em todos os casos e sem reservas. Se o barulho é demasiado ou se a lei proíbe o incômodo, o proprietário não pode valer-se da anterioridade de seu estabelecimento para continuar molestando o próximo. Soluções para a composição dos conflitos ● Se o incômodo é normal, tolerável, não deve ser reprimido – A reclamação da vítima será aferida segundo o critério do homo medius. Só serão atendidas reclamações relativas a danos considerados insuportáveis ao homem normal. ● Se o dano for intolerável, deve o juiz, primeiramente, determinar que seja reduzido a proporções normais – Pode o juiz, por exemplo, fixar horários de funcionamento da atividade considerada nociva (somente durante o dia, p. ex.), exigindo a colocação de aparelhos de controle da poluição, levantando barreiras de proteção etc. ➢ Preceitua, com efeito, o art. 1.279 do Código Civil: “Ainda que por decisão judicial devam ser toleradas as interferências, poderá o vizinho exigir a sua redução, ou eliminação, quando estas se tornarem possíveis” ● Se não for possível reduzir o incômodo a níveis suportáveis, determinará o juiz a cessação da atividade – Quando nem mediante o emprego de medidas adequadas se conseguir reduzir o incômodo a níveis suportáveis, ou quando a ordem judicial para que sejam adotadas não for cumprida, determinará o juiz o fechamento da indústria ou do estabelecimento, a cessação da atividade ou até a demolição de obra, se forem de interesse particular 738. ● Não se determinará a cessação da atividade se a causadora do incômodo for indústria ou qualquer atividade de interesse social – Se o incômodo não puder ser reduzido aos graus de tolerabilidade mediante medidas adequadas, será imposto ao causador do dano a obrigação de indenizar o vizinho. ➢ Dispõe efetivamente o art. 1.278 do Código Civil que o direito atribuído ao prejudicado, de fazer cessar as interferências nocivas especificadas no art. 1.277, não prevalece quando “forem justificadas por interesse público, caso em que o proprietário ou o possuidor, causador delas, pagará ao vizinho indenização cabal”. Das árvores limítrofes ● Preceitua o art. 1.282 do Código Civil: “A árvore, cujo tronco estiver na linha divisória, presume-se pertencer em comum aos donos dos prédios confinantes”. ● Sendo comum a árvore, os frutos e o tronco pertencem a ambos os proprietários. Do mesmo modo, se for cortada ou arrancada deve ser repartida entre os donos. Não pode um deles arrancá-la sem o consentimento do outro. Se a sua presença estiver causando prejuízo e não obtiver o consentimento do vizinho, deverá recorrer ao Judiciário. ● Com relação aos frutos que caírem naturalmente, aplica-se a regra do art. 1.284 do Código Civil: pertencem ao dono do solo onde tombarem, “se este for de propriedade particular”.Tal regra constitui exceção ao princípio de que o acessório segue o principal. ● Enquanto o fruto estiver aderido a árvore, pertence ao dono da árvore. ● Todavia, se os frutos caírem em uma propriedade pública, não mais existirá o perigo das contendas e, por essa razão, o proprietário continuará sendo o seu dono, cometendo furto quemdeles se apoderar ● Estatui ainda o art. 1.283 do Código Civil: “As raízes e os ramos de árvore, que ultrapassarem a estrema do prédio, poderão ser cortados, até o plano vertical divisório, pelo proprietário do terreno invadido”. Da passagem forçada ● Dispõe o art. 1.285, caput, do Código Civil: “O dono do prédio que não tiver acesso a via pública, nascente ou porto, pode, mediante pagamento de indenização cabal, constranger o vizinho a lhe dar passagem, cujo rumo será judicialmente fixado, se necessário”. ● O imóvel encravado é o que não tem acesso a via pública, nascente ou porto. ● O direito de exigir do vizinho que lhe deixe passagem só existe quando o encravamento é natural e absoluto. Não pode ser provocado pelo proprietário. Não pode este vender a parte do terreno que lhe dava acesso à via pública e, depois, pretender que outro vizinho lhe dê passagem; ● É sempre indenizável Da passagem de cabos e tubulações ● Dispõe, com efeito, o art. 1.286 do aludido diploma: ➢ O proprietário, é obrigado a tolerar “Mediante recebimento de indenização que atenda, também, à desvalorização da área remanescente, o proprietário é obrigado a tolerar a passagem, através de seu imóvel, de cabos, tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública, em proveito de proprietários vizinhos, quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. Dos limites entre prédios e do direito de tapagem ● Estabelece o Código Civil regras para a demarcação dos limites entre prédios, dispondo que o proprietário “pode constranger o seu confinante a proceder com ele à demarcação entre os dois prédios, a aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados, repartindo-se proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas” (art. 1.297, caput, segunda parte). ● A ação apropriada é a demarcatória (CPC/2015, arts. 569 a 587). ● O que caracteriza a demarcação como direito de vizinhança é o fato de repartirem-se proporcionalmente entre os interessados as respectivas despesas. ● Direito de tapagem está relacionado a privacidade. Das águas ● O Código Civil disciplina a utilização de aqueduto ou canalização de águas no art. 1.293, permitindo a todos canalizar pelo prédio de outrem as águas a que tenham direito, mediante prévia indenização a seu proprietário, não só para as primeiras necessidades da vida como também para os serviços da agricultura ou da indústria, escoamento de águas supérfluas ou acumuladas, ou a drenagem de terrenos. ● O § 1º prevê indenização ao proprietário que sofre prejuízo com a construção da obra destinada à canalização, com infiltrações ou irrupções, advindas do canal; ● o § 2º dispõe que o proprietário pode exigir que a canalização seja subterrânea, para não afetar áreas edificadas, hortas, jardins etc.; ● e o § 3º, por fim, estabelece que a construção do aqueduto é incumbência do seu dono e deve ser feita de modo a causar o menor prejuízo aos proprietários dos imóveis vizinhos. ● O art. 1.290 do aludido diploma prevê o direito às sobras das águas nascentes e das águas pluviais, dispondo: “O proprietário de nascente, ou do solo onde caem águas pluviais, satisfeitas as necessidades de seu consumo, não pode impedir, ou desviar o curso natural das águas remanescentes pelos prédios inferiores” Do direito de construir ● O direito de construir constitui emanação do direito de propriedade. Assegura este ao proprietário a faculdade de usar e dispor do que lhe pertence, como lhe aprouver (CC, art. 1.228), nele incluído a de edificar as construções que quiser ● Todavia, o exercício do direito de propriedade não é absoluto, condicionando-se a outros valores, que merecem igual tutela da lei, seja no interesse dos vizinhos, seja naquele do bem-estar da coletividade. ● Tal direito encontra, assim, limitações no direito dos vizinhos e nos regulamentos administrativos, para que seja preservada a harmonia social, submetendo-se o uso do solo urbano aos princípios gerais disciplinadores da função social da propriedade. ● Já as limitações de direito privado constituem as restrições de vizinhança, consignadas em normas civis ou resultantes de convenções particulares. ● Assim, por exemplo, “não é lícito encostar à parede divisória chaminés, fogões, fornos” suscetíveis de produzir interferências prejudiciais ao vizinho (CC, art. 1.308), nem construir de maneira que o seu prédio “despeje águas, diretamente, sobre o prédio vizinho” (art. 1.300). ● As ações mais comuns entre vizinhos são a demolitória e a indenizatória. ● Prescreve, com efeito, o art. 1.301 do Código Civil: ➢ “É defeso abrir janelas, ou fazer eirado, terraço ou varanda, a menos de metro e meio do terreno vizinho. ➢ § 1º As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória, bem como as perpendiculares, não poderão ser abertas a menos de setenta e cinco centímetros. ➢ § 2º As disposições deste artigo não abrangem as aberturas para luz ou ventilação, não maiores de dez centímetros de largura sobre vinte de comprimento e construídas a mais de dois metros de altura de cada piso” Condomínio Condomínio Tradicional ● Trata-se da existência de dois ou mais titulares do direito de propriedade sobre a coisa única (pro indiviso), ocasionando a divisão do exercício da propriedade em cotas ou frações ideais. Origem ● De forma voluntária ou espontânea: é o que se origina da vontade dos condôminos, ou seja, quando duas ou mais pessoas adquirem o mesmo bem. ● Acidental ou eventual: é o que resulta da vontade de terceiros, ou seja, do doador ou do testador, ao efetuarem uma liberalidade a várias pessoas ● Legal ou forçado: decorre de previsão legal expressa, como no caso de paredes, cercas, muros e valas (CC, art. 1.327). Forma: ● Pro diviso: quando a coisa admite divisão no mundo fático e ou jurídico ● Pro indiviso: quando a coisa não admite divisão no mundo fático ou jurídico, pela sua própria natureza ou por vontade das partes. ● Transitório: é o convencional ou eventual, que pode ser extinto a todo tempo pela vontade de qualquer condômino. ● Permanente: é o legal, que perdura enquanto persistir a situação que o determinou (paredes divisórias, p. ex.). Administração ● Pode ser uma pessoa contratada sobre consenso de todos os condomínios ● Ou ser algum co-proprietários mediante consenso de todos ● Ele administra todas as despesas de acordo com a cota parte de cada co-proprietário. Direitos e deveres ● Com relação aos direitos, dispõe o art. 1.314 do Código Civil: “Cada condômino pode usar da coisa conforme sua destinação, sobre ela exercer todos os direitos compatíveis com a indivisão, reivindicá-la de terceiro, defender a sua posse e alhear a respectiva parte ideal, ou gravá-la”. ● Exerce os quatro direitos do proprietário (usar gozar dispor e reaver), no limite da sua cota parte. ● deveres: participar de todas as despesas, responder por danos que deu causa. Cada condômino responde aos outros “pelos frutos que percebeu da coisa comum e pelo dano que lhe causou” (CC, art. 1.319) Extinção ● Voluntária e consensual: todos concordam com a extinção do condomínio ● Voluntária e não consensual: art.504,CC que diz que rege a regra de alienação de coisa de condomínio, segue a regra de preferência: oferece primeiro a quem fez mais benfeitorias, quem tiver mais cotas, quem primeiro fazer o depósito. ● Judicial: a) ação divisória só é possível na hipótese de bens imóveis diviseis b) ação de extinção de condomínio Condomínio Edilício Conceito: ● O condomínio edilício, por sua vez, refere-se exclusivamente aos imóveis onde coexistem partes comuns e partes exclusivas, por exemplo: num edifício residencial, o apartamento é propriedade exclusiva e partes como elevadores, piscinas, portaria etc., são partes comuns, sendo que cada condômino é dono de seu apartamento mais uma fração ideal nas partes comuns. Instituição:● Todo condomínio em edificações deve ter, obrigatoriamente, o ato de instituição, a Convenção de Condomínio e o Regulamento (Regimento Interno). ➢ Segundo o art. 1.332, CC/2002, institui-se o condomínio edilício, por ato entre vivos ou testamento, registrado no Cartório de Registro de Imóveis, devendo constar daquele ato, além do disposto em lei especial: a) discriminação e individualização das unidades de propriedade exclusiva, extremadas uma das outras e das partes comuns; b) a determinação da fração ideal atribuída a cada unidade, relativamente ao terreno e partes comuns; c) o fim a que as unidades se destinam. ➢ Segundo dispõe o art. 1.334, caput, do Código Civil, a convenção deve obrigatoriamente conter, além das cláusulas que os condôminos houverem por bem estipular: ➢ I – a quota proporcional e o modo de pagamento das contribuições dos condôminos para atender às despesas ordinárias e extraordinárias do condomínio; ➢ II – sua forma de administração; ➢ III – a competência das assembléias, forma de sua convocação e ‘quorum’ exigido para as deliberações; ➢ IV – as sanções a que estão sujeitos os condôminos, ou possuidores; ➢ V – o regimento interno”. ➢ Qualquer alteração posterior da convenção reclama o quorum de dois terços das frações ideais, também deliberada em assembleia. ➢ A convenção poderá ser feita “por escritura pública ou por instrumento particular” (CC, art. 1.334, § 1º). ➢ São equiparados aos proprietários, “salvo disposição em contrário”, os promitentes compradores e os cessionários de direitos relativos às unidades autônomas (art. 1.334, § 2º). Administração: ● É o síndico, que será eleitos, o mandato é de dois anos. Suas funções devem está na convenção de condomínio. Pode ser síndico um terceiro, ou um condômino proprietário, tais requisitos constaram na convenção de condomínio. ● As atribuições básicas do síndico estão previstas no art. 1.348, CC/2002, nos seguintes termos: a) convocar a assembléia dos condôminos; b) representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo c) ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; d) dar imediato conhecimento à assembleia da existência de procedimento judicial ou administrativo, de interesse do condomínio;cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as determinações da assembleia; e) diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores; f) elaborar o orçamento da receita e da despesa relativa a cada ano; g) cobrar dos condôminos as suas contribuições, bem como impor e cobrar as multas devidas; h) prestar contas à assembléia, anualmente e quando exigidas; i) realizar o seguro da edificação. Direitos e deveres: ● Direitos: São direitos do condômino: ➢ I – usar, fruir e livremente dispor de suas unidades:Pode assim vendê-la, alugá-la, cedê-la, emprestá-la, ocupá-la ou deixar de fazê-lo, sem necessidade da anuência dos demais condôminos e sem a obrigação de lhes dar preferência. ➢ II – usar das partes comuns, conforme a sua destinação, e contanto que não exclua a utilização dos demais compossuidores: deve obedecer à destinação do edifício, sendo proibido mudar a finalidade residencial para comercial, ou vice-versa. ➢ III – votar nas deliberações da assembleia e delas participar, estando quite”. ● Deveres: ➢ Conforme o art. 1.336, CC/2002, são deveres do condômino: ➢ I - contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção; ➢ II - não realizar obras que comprometam a segurança da edificação; ➢ III - não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas; ➢ IV - dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes. ➢ A contribuição de cada condômino deve observar a proporção das suas . ➢ Vale destacar que, não pagando o condômino a sua contribuição, ficará sujeito, na forma do § 1.o do mencionado art. 1.336, CC/2002, aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de um por cento ao mês e multa de até dois por cento sobre o débito. Extinção: ● Diferentemente do condomínio tradicional, que pode ser extinto, a todo tempo, pela divisão ou venda da coisa comum, o condomínio edilício, que incide sobre o solo e partes e coisas comuns do edifício e sobre a propriedade exclusiva das unidades, tem como característica essencial a indivisibilidade, sendo constituído para perpetuar-se no tempo. Desse modo, não pode ser extinto pelos condôminos, por convenção ou por via judicial, pois a indivisibilidade é da própria essência do instituto. ● Todavia, o condomínio pode extinguir-se por vários motivos, casuais ou jurídicos, como: a) pela destruição do imóvel por qualquer motivo, como, por exemplo, incêndio, terremoto, inundação (CC, art. 1.357, primeira parte); b) pela demolição voluntária do prédio, por razões urbanísticas ou arquitetônicas, ou por condenação do edifício pela autoridade pública, por motivo de insegurança ou insalubridade (Lei n. 6.709/79, art. 1º) ou por ameaça de ruína (CC, art. 1.357, segunda parte); c) pela desapropriação do edifício, caso em que a indenização será repartida na proporção do valor das unidades imobiliárias (CC, art. 1.358); d) pela confusão, se todas as unidades autônomas forem adquiridas por uma só pessoa 901. Condomínio de lotes: utiliza as mesmas regras dos condomínios edilícios. Multipropriedade ● Art. 1.358-C. Multipropriedade é o regime de condomínio em que cada um dos proprietários de um mesmo imóvel é titular de uma fração de tempo, à qual corresponde a faculdade de uso e gozo, com exclusividade, da totalidade do imóvel, a ser exercida pelos proprietários de forma alternada ● pode ser fixo, flutuante ou mista. ● Administração: vai se dar por meio de um empresa especializada ou um profissional habilitado para administração desse tipo de serviço ● Norma: misto ● Direitos: