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Retórica e Argumentação no Contexto Filosófico e Jurídico Objetivo Geral: Compreender os fundamentos filosóficos da retórica e da argumentação, analisando sua aplicação no espaço judicial e suas implicações éticas, a partir do pensamento de Sócrates, Platão, Aristóteles e dos sofistas. 📖 1. A Retórica como Ferramenta de Persuasão Retórica é a arte de falar bem para convencer. Sua origem está na Grécia Antiga, onde, nas ágores (praças públicas), cidadãos precisavam argumentar em sua defesa — o que aproxima muito esse conceito da ideia de um júri popular. ▪ Os Sofistas (Protágoras, Górgias) Não buscavam a verdade, mas a vitória no discurso. Ensinavam técnicas para vencer debates, independentemente da justiça da causa. Górgias defendia que o poder da palavra era quase mágico: “o discurso é um poderoso senhor”. Protágoras dizia: “o homem é a medida de todas as coisas”, ou seja, não existe verdade absoluta, tudo depende do ponto de vista. 🔎 Conexão com o júri: No tribunal, muitas vezes não se vence por ser justo, mas por saber se comunicar melhor. Isso nos leva a refletir: a justiça pode ser distorcida pela linguagem? 📖 2. A Crítica de Sócrates e Platão Sócrates, ao contrário dos sofistas, buscava a verdade por meio do diálogo. Criou a maiêutica, método que usa perguntas para fazer o outro refletir e chegar à verdade por si mesmo. Acreditava que convencer sem verdade é enganar, e isso é antiético. Platão, seu discípulo, criticava duramente a retórica sofista, que considerava uma simulação de sabedoria, perigosa e sedutora. Para Platão, a retórica deveria servir à justiça, não à manipulação. 🔎 Conexão com o júri: Se um advogado usa a palavra para emocionar e manipular, ele está sendo sofista ou filósofo? A defesa deve emocionar ou esclarecer?