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02 - SOFISTAS E SÓCRATES

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ellem bruna

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Questões resolvidas

Sabe-se que os primeiros registros feitos pelos seres humanos eram marcados em paredes, folhas de palmeiras, tijolos de barro, tábuas de madeira. A primeira inovação foi o papiro, que tinha como matéria-prima uma planta. Depois ele foi substituído pelo pergaminho – feito de pele de animais –, que tinha maior durabilidade e que tornava a escrita mais fácil. No século II, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca, os chineses inventaram o papel.
Sobre os filósofos citados no texto, assinale a alternativa correta.
a) Sócrates não concorda com a ação dos sofistas para os quais a verdade dependia de como se falava e convencia-se. Para ele, a prática sofista criava apenas uma aparência de conhecimento (doxa) não recordando a verdade (alétheia).
b) Sócrates entende que o homem produz, ou seja, cria a verdade e o conhecimento através do uso da palavra. Daí sua proposta ser conhecida como maiêutica (maieutiké).
c) Aristóteles afirma que o ser humano, por ser dotado de sentidos, busca a realização dos prazeres e da felicidade (eudaimonia), ou seja, do Bem, e, para isso, os sentidos têm função fundamental, pois é somente por meio da sensibilidade que o homem pode atingir o Bem.
d) Platão acredita que existe um mundo além deste, um mundo metafísico, ao qual deu o nome de Mundo Ideal. Para ele, os sentidos informam a respeito do Mundo Ideal, enquanto que o pensamento revela sobre o Mundo Material.
e) Platão mostra uma desvalorização do Mundo Inteligível, colocando-o como secundário em relação ao Mundo Sensível. Para ele, as ideias podem deixar de existir, uma vez que mudanças no mundo Material/Sensível também as afetam.

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Questões resolvidas

Sabe-se que os primeiros registros feitos pelos seres humanos eram marcados em paredes, folhas de palmeiras, tijolos de barro, tábuas de madeira. A primeira inovação foi o papiro, que tinha como matéria-prima uma planta. Depois ele foi substituído pelo pergaminho – feito de pele de animais –, que tinha maior durabilidade e que tornava a escrita mais fácil. No século II, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca, os chineses inventaram o papel.
Sobre os filósofos citados no texto, assinale a alternativa correta.
a) Sócrates não concorda com a ação dos sofistas para os quais a verdade dependia de como se falava e convencia-se. Para ele, a prática sofista criava apenas uma aparência de conhecimento (doxa) não recordando a verdade (alétheia).
b) Sócrates entende que o homem produz, ou seja, cria a verdade e o conhecimento através do uso da palavra. Daí sua proposta ser conhecida como maiêutica (maieutiké).
c) Aristóteles afirma que o ser humano, por ser dotado de sentidos, busca a realização dos prazeres e da felicidade (eudaimonia), ou seja, do Bem, e, para isso, os sentidos têm função fundamental, pois é somente por meio da sensibilidade que o homem pode atingir o Bem.
d) Platão acredita que existe um mundo além deste, um mundo metafísico, ao qual deu o nome de Mundo Ideal. Para ele, os sentidos informam a respeito do Mundo Ideal, enquanto que o pensamento revela sobre o Mundo Material.
e) Platão mostra uma desvalorização do Mundo Inteligível, colocando-o como secundário em relação ao Mundo Sensível. Para ele, as ideias podem deixar de existir, uma vez que mudanças no mundo Material/Sensível também as afetam.

Prévia do material em texto

O INÍCIO DO PERÍODO ANTROPOLÓGICO DA FILOSOFIA: SOFISTAS E SÓCRATES
OS SOFISTAS
Breve Contextualização
No século V a.C., Atenas vivenciou profundas transformações políticas, sociais e culturais. A democracia estava se consolidando, e a ágora tornou-se o centro da vida cívica, onde os cidadãos debatiam questões públicas. Nesse contexto, emergiram os sofistas, professores itinerantes que ofereciam ensino em diversas áreas do saber, com ênfase na capacidade de argumentar e persuadir.
A Importância da Retórica e da Oratória
A retórica e a oratória eram vistas pelos sofistas como ferramentas essenciais na democracia ateniense. A habilidade de falar bem e argumentar de forma convincente era crucial para influenciar decisões na ágora e nos tribunais, e os sofistas eram mestres nessa arte.
Persuasão como Instrumento Cidadão
Para os sofistas, a persuasão não era apenas uma habilidade, mas um instrumento necessário para a participação ativa na sociedade. Eles acreditavam que, através da argumentação eficaz, um cidadão poderia defender seus interesses e contribuir para o debate público.
O Relativismo Sofístico em Relação à Verdade
Os sofistas são frequentemente associados ao relativismo, a ideia de que a verdade é subjetiva e pode variar de acordo com a perspectiva de cada indivíduo. Eles questionavam a existência de verdades absolutas e defendiam que o conhecimento é relativo às circunstâncias e ao contexto em que é aplicado.
Principais Sofistas
Entre os mais conhecidos sofistas estão Protágoras, conhecido pela frase "O homem é a medida de todas as coisas", que ressalta a relatividade do conhecimento; Górgias, que destacava o poder da palavra e da linguagem; e Hípias, versátil em seus conhecimentos e ensinamentos.
	QUADRO RESUMO 1
	ASPECTOS
	DESCRIÇÃO
	Contexto
	· Atuação na democracia ateniense. Debates na ágora como centro da vida cívica.
	Retórica e Oratória
	· Vistos como ferramentas essenciais para persuasão e influência em decisões públicas.
	Persuasão como Ferramenta Cívica
	· A habilidade de argumentar era crucial para a defesa dos interesses pessoais e a participação nos debates públicos.
	Relativismo em relação à Verdade
	· Crença de que a verdade é subjetiva e depende do contexto e da perspectiva individual.
	Principais Sofistas
	· Protágoras ("O homem é a medida de todas as coisas"), Górgias (poder da palavra e linguagem), Hípias (conhecimentos amplos e variados).
SÓCRATES
1. Breve Contextualização
Sócrates, atuando em Atenas no mesmo período dos sofistas, distinguiu-se por sua abordagem única à filosofia. Em vez de aceitar pagamento por seus ensinamentos, ele se engajava em diálogos com as pessoas nas ruas, questionando e examinando suas crenças e valores.
2. O Método Socrático: Ironia e Maiêutica
O método socrático é fundamentado na ironia e na maiêutica. A ironia socrática envolve fingir ignorância para estimular o interlocutor a expressar suas ideias mais claramente. A maiêutica, por outro lado, é a arte de fazer perguntas que guiam o interlocutor a descobrir verdades por si mesmo, assemelhando-se ao processo de parto de ideias.
3. A Maiêutica e o Conhecimento Latente
Sócrates acreditava que todo conhecimento é inato e que a maiêutica pode ajudar a "dar à luz" esse conhecimento latente. Ele via o processo educativo como uma forma de lembrar o que a alma já sabe, em vez de transmitir conhecimentos novos.
4. A Verdade e a Vida Virtuosa
Para Sócrates, a busca pela verdade estava intrinsecamente ligada à busca por uma vida virtuosa. Ele defendia que o conhecimento do bem levaria naturalmente à ação correta, e que a ignorância era a causa do mal e do comportamento imoral.
5. Dóxa como Aparência de Conhecimento e Alétheia como Verdade
Sócrates diferenciava entre dóxa (opinião) e alétheia (verdade). Dóxa representa as crenças e suposições não examinadas que muitas vezes são aceitas como verdade, enquanto alétheia é a verdade revelada através do exame e do questionamento crítico.
6. Método Dialético
O método dialético de Sócrates envolvia o diálogo contínuo em busca da verdade. Através de perguntas e respostas, ele desafiava as suposições e promovia um entendimento mais profundo dos conceitos e ideias.
7. "Só sei que nada sei"
Esta famosa frase atribuída a Sócrates resume sua postura filosófica. Reconhecendo sua própria ignorância, ele permanecia aberto ao aprendizado e à revisão de suas ideias, enfatizando a importância da busca contínua pelo conhecimento e pela compreensão.
	QUADRO RESUMO 2
	ASPECTOS
	DESCRIÇÃO
	Contexto
	· Questionamentos filosóficos nas ruas de Atenas. Crítico dos sofistas e de sua metodologia.
	Método Socrático: Ironia e Maiêutica
	· Ironia usada para provocar reflexão. Maiêutica utilizada para guiar as pessoas a descobrir verdades por si mesmas.
	Maiêutica e Conhecimento Latente
	· Crença de que o conhecimento é inato e a maiêutica ajuda a revelar esse conhecimento latente.
	Verdade e Vida Virtuosa
	· Busca pela verdade intrinsecamente ligada à busca por uma vida virtuosa.
	Dóxa vs Alétheia
	· Distinção entre a aparência do conhecimento (dóxa) e a verdade (alétheia).
	Método Dialético
	· Uso do diálogo para explorar questões filosóficas e chegar a um entendimento mais profundo.
	Aporia
	· O estado de perplexidade ou impasse intelectual que frequentemente é o resultado das discussões socráticas, levando à reflexão mais profunda e ao questionamento dos próprios pressupostos.
	"Só sei que nada sei"
	· Reconhecimento da própria ignorância como um ponto de partida para a busca contínua pelo conhecimento e compreensão.
EXERCÍCIOS
Desde a Antiguidade grega, percebe-se a importância da linguagem no contexto das relações humanas. Um dos aspectos da linguagem está relacionado à arte retórica, à capacidade de bem construir um discurso. Vejamos o que afirma Aristóteles: “Assentemos que a retórica é a faculdade de ver teoricamente o que, em cada caso, pode ser capaz de gerar a persuasão. Nenhuma outra arte possui esta função, porque as demais artes têm, sobre o objeto que lhes é próprio, a possibilidade de instruir e de persuadir; por exemplo, a medicina, sobre o que interessa à saúde e à doença, a geometria, sobre as variações das grandezas, a aritmética, sobre os números; e o mesmo acontece com as outras artes e ciências. Mas a retórica parece ser capaz de, por assim dizer, no concernente a uma dada questão, descobrir o que é próprio para persuadir. Por isso dizemos que ela não aplica suas regras a um gênero próprio e determinado”.
Fonte: ARISTÓTELES. Arte retórica e arte poética. Trad. Antônio Pinto de Carvalho. São Paulo: Difusão Europeia do
Livro, 1959. p. 24.
De acordo com o fragmento acima, a retórica é a arte da persuasão, ou seja, o ato de fazer uso da palavra para convencer os outros, algo típico dos grandes oradores. Entre os gregos havia um grupo de filósofos que ensinavam retórica aos jovens atenienses.
Quem eram esses filósofos?
a) Os estoicos.
b) Os sofistas.
c) Os epicuristas.
d) Os pré-socráticos.
Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico:
O século de Péricles (V a.C) constitui o período áureo da cultura grega, quando a democrática Atenas desenvolve intensa vida cultural e artística. No âmbito da especulação filosófica, os sofistas vivem nessa época, e alguns deles são interlocutores de Sócrates.
(ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo:
Moderna, 1993, p. 93.). Adaptado.
O texto sinaliza a significância do pensamento grego nesse período de intensa revolução cultural. Os sofistas entram em cena com o uso da especulação racional na tentativa de compreender a realidade, que se manifesta aos homens.
Os sofistas tinham como primazia
a) a especulação sobre a natureza.
b) a reflexão sobre a religião.
c) o valor da teoria em detrimento da prática.
d) o enfoque sobre o pensamento mítico e sua verdade.
e) a persuasão e o exercício da função política que dependiam do bom uso da palavra.
Quem pratica a retórica fará que apareça a mesmacoisa às mesmas pessoas, ora justa, quando quiser, ora injusta. O Palamedes de Eleia discorria com tanta arte que aos seus ouvintes as mesmas coisas pareciam semelhantes e dessemelhantes, unas e múltiplas, permanentes e transitórias.
(Platão. Fedro, 2016. Adaptado.)
Platão refere-se
a) ao idealismo.
b) ao empirismo.
c) à sofística.
d) à fenomenologia.
e) ao estoicismo.
Leia o texto a seguir sobre o conhecimento filosófico:
No período socrático ou antropológico, no âmbito da filosofia grega, surgem os sofistas. A palavra era antigamente sinônimo de sábio. Porém, no século V a.C., toma um matiz pejorativo e se aplica a um grupo de mestres ambulantes, que recorrem aos cidadãos gregos, ensinando o que eles chamam de sabedoria.
(COLOMER, Klimke. Historia de la filosofia. Madrid: Labor, 1961, p.39) Adaptado.
No âmbito do conhecimento filosófico, o texto retrata que, no período socrático ou antropológico, os sofistas representam algo totalmente novo nesse cenário com relação ao estudo do homem. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
a) Os sofistas foram, na verdade, reputados como grandes mestres de cultura; inicia-se a fase antropológica.
b) Os sofistas foram sábios nos estudos da natureza cosmológica e deram pouca importância ao problema antropológico.
c) Com a sofística, inicia-se uma nova fase no período filosófico, o estudo de Deus.
d) Os sofistas não reconheceram o valor formativo do saber e elaboraram o conceito de natureza, excluindo o homem da sua consideração.
e) Os sofistas influenciaram parcialmente o curso da investigação filosófica, com seu enfoque teórico frente aos problemas prático-educativos.
“A reputação questionável dos sofistas é a coroa da moeda cuja cara é a reputação de Platão e seu retrato de Sócrates. No século IV a. C., quando os grandes sofistas estavam todos mortos há muito, Platão escreveu mais de vinte diálogos, em muitos dos quais cria um personagem chamado Sócrates, baseado no verdadeiro Sócrates (que morrera no ano 399). Muitos desses diálogos mostram Sócrates em debate com os melhores sofistas de sua época. Platão traz à luz, nessas conversas imaginárias, diversas preocupações legítimas quanto às repercussões políticas e éticas das atividades associadas aos sofistas”.
Fonte: OSBORNE, Catherine. Filosofia Pré-Socrática. Porto Alegre: l&PM, 2013, p. 136.
Em muitos de seus diálogos, Platão põe em relação o seu próprio pensamento e a sofística. Sócrates encarnou um modelo de filósofo construído por Platão.
Acerca da relação entre o filósofo e/ou o sofista e a verdade em Platão, é afirmar:
a) O sofista usa a dialética para chegar à verdade.
b) O filósofo busca remuneração ao ensinar a verdade.
c) O sofista disputa com o filósofo a conquista da verdade.
d) O filósofo se caracteriza pelo compromisso com a verdade.
O sofista é um diálogo de Platão do qual participam Sócrates, um estrangeiro e outros personagens. Logo no início do diálogo, Sócrates pergunta ao estrangeiro, a que método ele gostaria de recorrer para definir o que é um sofista.
Sócrates: – Mas dize-nos [se] preferes desenvolver toda a tese que queres demonstrar, numa longa exposição ou empregar o método interrogativo?
Estrangeiro: – Com um parceiro assim agradável e dócil, Sócrates, o método mais fácil é esse mesmo; com um interlocutor. Do contrário, valeria mais a pena argumentar apenas para si mesmo.
(Platão. O sofista, 1970. Adaptado.)
É correto afirmar que o interlocutor de Sócrates escolheu, do ponto de vista metodológico, adotar
a) a maiêutica, que pressupõe a contraposição dos argumentos.
b) a dialética, que une numa síntese final as teses dos contendores.
c) o empirismo, que acredita ser possível chegar ao saber por meio dos sentidos.
d) o apriorismo, que funda a eficácia da razão humana na prova de existência de Deus.
e) o dualismo, que resulta no ceticismo sobre a possibilidade do saber humano.
Não tinha outra filosofia. Nem eu. Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim; embolsei três versos de Virgílio, dois de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas, para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as cousas a fraseologia, a casca, a ornamentação.
ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
A descrição crítica do personagem de Machado de Assis assemelha-se às características dos sofistas, contestados pelos filósofos gregos da Antiguidade, porque se mostra alinhada à
a) elaboração conceitual de entendimentos.
b) utilização persuasiva do discurso.
c) narração alegórica dos rapsodos.
d) investigação empírica da physis.
e) expressão pictográfica da pólis.
Os sofistas inventam a educação em ambiente artificial, o que se tornará uma das características de nossa civilização. Eles são os profissionais do ensino, antes de tudo pedagogos, ainda que seja necessário reconhecer a notável originalidade de um Protágoras, de um Górgias ou de um Antifonte, por exemplo. Por um salário, eles ensinavam a seus alunos receitas que lhes permitiam persuadir os ouvintes, defender, com a mesma habilidade, o pró e o contra, conforme o entendimento de cada um.
HADOT, P. O que é a filosofia antiga? São Paulo: Loyola, 2010 (adaptado).
O texto apresenta uma característica dos sofistas, mestres da oratória que defendiam a(o)
a) ideia do bem, demonstrado na mente com base na teoria da reminiscência.
b) relativismo, evidenciado na convencionalidade das instituições políticas.
c) ética, aprimorada pela educação de cada indivíduo com base na virtude.
d) ciência, comprovada empiricamente por meio de conceitos universais.
e) religião, revelada pelos mandamentos das leis divinas.
De tão repetida, a verdade insofismável de que a história não se repete transforma-se no seu contrário, em sofisma. Agora mesmo, venais¹ travestidos de vestais² repisam que o Terror curitibano esconde uma guilhotina no porão e estamos todos com a cabeça a prêmio.
: que pode ser vendido; exposto à venda.
: honesto; casto; virgem.
(Mário Sérgio Conti, Folha de S.Paulo, 01/07/2017) 
O termo em negrito “” significa:
a) um argumento que parte de premissas verdadeiras, ou tidas como verdadeiras, e chega a uma conclusão lógica verdadeira; o mesmo que silogismo.
b) um procedimento que consiste em generalizar a partir da observação de casos particulares.
c) uma linguagem persuasiva com a finalidade de convencer; o mesmo que retórica.
d) uma análise feita de forma acurada para se chegar a uma decisão ponderada.
e) um argumento falso, formulado de propósito para induzir outrem a erro; o mesmo que falácia.
Na primeira parte da Apologia de Sócrates, escrita por Platão, Sócrates apresenta a sua defesa diante dos cidadãos atenienses, afirmando que: “(...) considerai o seguinte e só prestai atenção a isto: se o que digo é justo ou não. Essa de fato é a virtude do juiz, do orador (...)”
A partir da análise do fragmento, qual é, segundo Sócrates, a virtude do juiz, do orador, a que se refere o texto em questão?
a) Lidar com a mentira.
b) Dizer a verdade.
c) Tergiversar a verdade.
d) Convencer-se das acusações.
e) É deixar-se guiar somente pela defesa.
Sabe-se que os primeiros registros feitos pelos seres humanos eram marcados em paredes, folhas de palmeiras, tijolos de barro, tábuas de madeira. A primeira inovação foi o papiro, que tinha como matéria-prima uma planta. Depois ele foi substituído pelo pergaminho – feito de pele de animais –, que tinha maior durabilidade e que tornava a escrita mais fácil.
No século II, a partir do córtex de plantas, tecidos velhos e fragmentos de rede de pesca, os chineses inventaram o papel.
de de pesca, os chineses inventaram o papel. Em 1448, Johann Fust, juntamente com Gutenberg, fundou a Werk der Buchei (Fábrica de Livros), onde foi publicada a Bíblia de Gutenberg, livro que tinha 42 linhas. O aumento da oferta de papel e o aprimoramento das técnicas de impressão em larga escala ajudaram a consolidaro livro como veículo de informação e entretenimento.
Em 1971, a tecnologia inovou o mundo da leitura com os e-books, livros digitais que podem ser lidos em vários aparelhos eletrônicos.
Disponível em: . Acesso em: 14 fev. 17. (Parcial e adaptado.)
Sócrates, um dos maiores expoentes da Filosofia, não deixou nada escrito. Foram as obras de Platão, seu principal discípulo, as responsáveis por quase tudo que se sabe sobre suas ideias e sua personalidade. Sócrates foi o primeiro dos três grandes filósofos gregos que estabeleceu as bases do pensamento ocidental (os outros dois foram Platão e Aristóteles). Sócrates nasceu em Atenas, por volta de 470 a.C., e conduziu a transição do pensamento dos antigos cosmologistas gregos, que viviam refletindo sobre a origem do universo, para preocupações maiores com a ética e a existência humana.
Disponível em: . Acesso em: 27 mar. 17. (Parcial e adaptado.)
Sobre os filósofos citados no texto, assinale a alternativa correta.
a) Sócrates não concorda com a ação dos sofistas para os quais a verdade dependia de como se falava e convencia-se. Para ele, a prática sofista criava apenas uma aparência de conhecimento (doxa) não recordando a verdade (alétheia).
b) Sócrates entende que o homem produz, ou seja, cria a verdade e o conhecimento através do uso da palavra. Daí sua proposta ser conhecida como maiêutica (maieutiké).
c) Aristóteles afirma que o ser humano, por ser dotado de sentidos, busca a realização dos prazeres e da felicidade (eudaimonia), ou seja, do Bem, e, para isso, os sentidos têm função fundamental, pois é somente por meio da sensibilidade que o homem pode atingir o Bem.
d) Platão acredita que existe um mundo além deste, um mundo metafísico, ao qual deu o nome de Mundo Ideal. Para ele, os sentidos informam a respeito do Mundo Ideal, enquanto que o pensamento revela sobre o Mundo Material.
e) Platão mostra uma desvalorização do Mundo Inteligível, colocando-o como secundário em relação ao Mundo Sensível. Para ele, as ideias podem deixar de existir, uma vez que mudanças no mundo Material/Sensível também as afetam.
Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.
RACHELS, J. : Gradiva, 2009.
O sofista Trasímaco, persoagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de
a) determinações biológicas impregnadas na natureza humana.
b) verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.
c) mandamentos divinos inquestionáveis legados das tradições antigas.
d) convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.
e) sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.
Não ouvireis, cidadãos atenienses, discursos enfeitados de locuções e de palavras, ou adornados como os dos meus acusadores, mas coisas ditas simplesmente com as palavras que me vierem à boca; pois estou certo de que é justo o que digo. Considerai o seguinte, e só prestai atenção a isso: se o que digo é justo ou não: essa, de fato, é a virtude do juiz, do orador – dizer a verdade.
(Platão. Apologia de Sócrates, s/d. Adaptado.)
Sócrates defendeu-se de seus acusadores diante do tribunal de Atenas. Nota-se, pela leitura do excerto, que o filósofo pede aos seus juízes que prestem atenção no
a) caráter espontâneo de sua oratória, desvinculada da realidade dos fatos.
b) seu aspecto físico, comprobatório da inocência de seus propósitos.
c) argumento de sua retórica, composta por qualidades literárias.
d) seu desempenho político, dedicado à defesa da democracia.
e) conteúdo do seu discurso, desprovido de tentativas de seduções formais.
Segundo os sofistas, a persuasão
a) é um instrumento, por excelência, do cidadão, na sociedade democrática.
b) tem por efeito apresentar a verdade, em si, ao seu interlocutor.
c) deve servir para capacitar o exercício do estilo da escritura.
d) é uma prática que corrompe o exercício da cidadania.
e) ensina a mentir de uma forma convincente.
A questão da verdade é encarada pelos sofistas como
a) um a priori do espírito.
b) proveniente da divindade.
c) expressão de poder absoluto.
d) produção técnica da racionalidade.
e) expressão absoluta do conhecimento.
“Os grandes cientistas de Tales a Demócrito e Anaxágoras costumam ser descritos nos livros de história ou de filosofia como ‘pré-socráticos’, como se sua principal função fosse sustentar a fortaleza filosófica até o advento de Sócrates, Platão e Aristóteles, e talvez influenciá-los um pouco. Na verdade, os antigos jônios representam uma tradição diferente e bastante questionadora, muito mais compatível com a ciência moderna.”
SAGAN, Carl. A espinha dorsal da noite. In: Cosmos. Trad. bras. Paulo Seiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
É implícita a essa passagem de Carl Sagan (1934- 1996) acerca do surgimento e da história da filosofia grega a visão de que
a) depois de Sócrates os filósofos não estudaram a natureza.
b) Sócrates rompeu com os métodos dos filósofos jônicos.
c) os pensadores anteriores a Sócrates não eram filósofos.
d) Platão e Aristóteles não conheceram teses présocráticas.
No diálogo Hípias Maior, de Platão, Sócrates declara: “Recentemente, alguém me pôs em grande apuro, numa discussão em que eu rejeitava determinadas coisas como feias e elogiava outras por serem belas, havendo me perguntado em tom sarcástico, o interlocutor: qual é o critério, Sócrates, para reconheceres o que é belo e o que é feio? Vejamos, poderás dizer-me o que seja o belo?”.
Considerando a passagem acima e a obra de que foi extraída, é correto afirmar que, de acordo com Sócrates:
a) só é possível dizer o que é o belo depois de se ter identificado determinadas coisas como belas.
b) a dificuldade se coloca para os juízos sobre a beleza, mas não para os juízos de verdade, tais como “isto é uma mesa”.
c) para identificar algo como belo, é preciso antes conhecer o que é o belo.
d) o critério para distinguir entre o belo e o feio varia segundo as pessoas.
e) não há distinção entre o belo e as coisas belas.
Sócrates: “Quem não sabe o que uma coisa é, como poderia saber de que tipo de coisa ela é? Ou te parece ser possível alguém que não conhece absolutamente quem é Mênon, esse alguém saber se ele é belo, se é rico e ainda se é nobre? Parece-te ser isso possível? Assim, Mênon, que coisa afirmas ser a virtude?”.
PLATÃO. Ménon fo de Janeiro PUC-Rio São Paulo: Loyola, 2001 (adaptado)
A atitude apresentada na interlocução do filósofo com Mênon é um exemplo da utilização do(a)
a) escrita epistolar.
b) método dialético.
c) linguagem trágica.
d) explicação fiscalista.
e) suspensão judicativa.
“Meti-me, então, a explicar-lhe que supunha ser sábio, mas não o era. A consequência foi tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes. Ao retirar-me, ia concluindo de mim para comigo: ‘Mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber”.
PLATÃO, Defesa de Sócrates, v. II. São Paulo: Abril Cultural, 1972, p. 15. Apud ARANHA, M.L.A. e MARTINS, M.H.P.
Filosofando. São Paulo, Moderna: 2009.
A partir do trecho, é correto afirmar que a sabedoria de Sócrates consiste em
a) reconhecer a própria ignorância e ver nisso uma grande virtude.
b) recusar-se a reconhecer a sabedoria alheia por pura vaidade.
c) atribuir valor ao conhecimento dos sábios sem lhes fazer críticas.
d) acreditar que ele e os outros são conhecedores de importantes verdades.
A crítica de Sócrates aos sofistas consiste em mostrar que o ensinamento sofístico limita-se a uma mera técnica ou habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que se diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. A consequência disso era que, devido à influênciados sofistas, as decisões políticas na Assembleia estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica, que poderiam não ser os mais sábios ou virtuosos.
(Danilo Marcondes. Iniciação à história da filosofia, 2010.)
De acordo com o texto, a crítica socrática aos sofistas dizia respeito
a) ao entendimento de que o verdadeiro conhecimento baseava-se no exercício da retórica.
b) à desvalorização da pluralidade de opiniões e de posicionamentos político-ideológicos.
c) ao prevalecimento das técnicas discursivas nas decisões da Assembleia acerca dos rumos das cidades-Estado.
d) ao predomínio de líderes pouco sábios e com poucas virtudes na composição da Assembleia.
e) à defesa de formas tirânicas de exercício do poder desenvolvida pela retórica convincente.
“Tenho isto em comum com as parteiras: sou estéril em sabedoria; e aquilo que há anos muitos censuram em mim, que interrogo os outros, mas nunca respondo por mim porque não tenho pensamentos sábios a expor, é censura justa”. (Teeteto, 15c).
O trecho acima é do livro Teeteto, de Platão, no qual Sócrates (469 – 399 a.C.) descreve sua arte chamada de maiêutica, em grego, o parto, sendo que, pelo que se entende pelo excerto, a principal caracterização da maiêutica é a aporia, que pode ser entendida como um método de refletir filosoficamente que
a) reforça as hipóteses sem fundamentação.
b) desvela a ignorância dos interlocutores.
c) valoriza os pensamentos intransigentes.
d) aceita a opinião comum como sabedoria.
Há um tempo, belas e boas são todas as ações justas e virtuosas. Os que as conhecem nada podem preferir-lhes. Os que não as conhecem, não somente não podem praticá-las como, se o tentam, só cometem erros. Assim praticam os sábios atos belos e bons, enquanto os que não o são só podem descambar em faltas. E se nada se faz justo, belo e bom que não pela virtude, claro é que na sabedoria se resumem a justiça e todas as mais virtudes.
XENOFONTE. Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. Apud CHALITA, G. Vivendo a filosofia. São Paulo: Ática, 2005.
Ao fazer referência ao conteúdo moral da filosofia socrática narrada por Xenofonte, o texto indica que a vida virtuosa está associada à
a) aceitação do sofrimento como gênese da felicidade suprema.
b) moderação dos prazeres com vistas à serenidade da alma.
c) contemplação da physis como fonte de conhecimento.
d) satisfação dos desejos com o objetivo de evitar a melancolia.
e) persecução da verdade como forma de agir corretamente.
A partir da charge apresentada e dos conhecimentos acerca da maiêutica, método de análise científica criado por Sócrates, pode-se afirmar que esse método tem como objetivo principal
a) possibilitar ao homem a busca do conhecimento ainda latente dentro de si mesmo.
b) promover a reflexão e a compreensão do que é irreal.
c) responder e analisar perguntas, sem apoio lógico, de maneira sucessiva até se chegar à verdade.
d) ratificar o pensamento icônico por ele formulado: penso, logo existo.
e) evidenciar o paradoxo socrático: “eu só sei que nada sei”.
Citado como um dos fundadores da filosofia ocidental, com registros de suas ideias realizados pelo mais conhecido de seus seguidores, teve muitos adeptos do seu método e tornou-se precursor da dialética, na qual se encaminha um diálogo por meio de visões opostas.
A contextualização apresentada referese ao filósofo:
a) Tomás de Aquino.
b) Aristóteles.
c) Sócrates.
d) Pitágoras.
e) Platão.
Na Grécia antiga, a partir do século VII a.C., houve um fenômeno de proporções significativas que alcançou os dias atuais. Trata-se do surgimento da Filosofia como mecanismo de construção do conhecimento baseado na razão. Dentre as várias discussões, que iam da composição do Cosmo até a virtude moral do Ser Humano, destaca-se a criação de um método, por parte de Sócrates, que propunha o caminho do conhecimento rumo à verdade.
Assinale a alternativa que mostra a estrutura proposta por este método socrático.
a) A percepção dos conflitos como base do grande desafio, ou seja, o alcance da verdade residente no interior do indivíduo. Este método ficou conhecido como dialética e polemou.
b) A construção do conhecimento pela sondagem e observação dos fenômenos comportamentais dos indivíduos. Este método ficou conhecido como empiria e ereyna.
c) A negação da realidade e a busca da retórica convincente, fazendo com que a narrativa fosse determinante. Este método ficou conhecido como homilia e afegese.
d) A refutação do senso comum para que o verdadeiro conhecimento, que residia no interior do indivíduo, viesse à tona. Este método ficou conhecido como ironia e maiêutica.
e) A confirmação do ceticismo por meio da negação de qualquer possibilidade de se conhecer o universo ao redor. Este método ficou conhecido como skeptico e agnosto.
É comum se afirmar que Sócrates era um filósofo dado ao diálogo e que se encontrar com ele para debater era sempre uma atividade de risco. Isso porque a forma dialogal preferida desse pensador consistia em colocar em prática a sua Maiêutica, cuja primeira parte era a Ironia. Essa Ironia Socrática deve ser interpretada como
a) uma postura de deboche e desconsideração em relação ao saber popular da época.
b) uma etapa do método socrático segundo o qual o saber dos filósofos pitagóricos precisava ser ironizado para demonstrar sua fragilidade e inconsistência.
c) um método criado por Sófocles e adotado por Sócrates para provar a existência de seres superiores, também chamados deuses.
d) uma prática discursiva criada pelos sofistas e adotada por Sócrates para defender a importância da filosofia crítica.
e) uma etapa do método socrático que consiste em utilizar-se de perguntas com o objetivo de levar o interlocutor a reconhecer a impropriedade de seu saber e, assim, torná-lo apto a construir um novo saber a partir das ideias inatas.
(...) Sócrates criou um método de investigação do conhecimento por intermédio da ideia de “trazer o conhecimento à luz” por meio de sucessivas questões para chegar à verdade. Esse caminho usado por Sócrates era um verdadeiro “parto”, em que ele induzia os seus discípulos a praticarem mentalmente a busca da verdade última. O princípio da filosofia de Sócrates estava na frase “conhece-te a ti mesmo”. Antes de lançar-se em busca de qualquer verdade, o homem deve analisar-se e reconhecer a própria ignorância. Sócrates inicia sua discussão e conduz seu interlocutor a tal reconhecimento, por meio do diálogo, que é a primeira fase do seu método em busca da verdade (...).
Disponível em: http://pgl.gal/. Acesso em: 5 fev. 2019.
O método socrático de busca do conhecimento é denominado de
a) Escolástica.
b) Maiêutica.
c) Patrística.
d) Contratualismo.
e) Empirismo.
Tomemos o exemplo de Sócrates: é precisamente ele quem interpela as pessoas na rua, os jovens no ginásio, perguntando: “Tu te ocupas de ti?” O deus o encarregou disso, é sua missão, e ele não a abandonará, mesmo no momento em que for ameaçado de morte. Ele é certamente o homem que cuida do cuidado dos outros: esta é a posição particular do filósofo.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
O fragmento evoca o seguinte princípio moral da filosofia socrática, presente em sua ação dialógica:
a) Examinar a própria vida.
b) Ironizar o seu oponente.
c) Sofismar com a verdade.
d) Debater visando a aporia.
e) Desprezar a virtude alheia.
Dentre as alternativas abaixo, assinale a que melhor servir para explicar “por que” a filosofia grega divide-se em pré- socrática, socrática e pós-socrática.
a) Para homenagear o filósofo Sócrates, que foi morto injustamente pelo regime totalitário ateniense.
b) Para reconhecer a importância do pensamento de Sócrates, discípulo de Platão e grande mestre da antiguidade clássica.
c) Porque Sócrates foi o primeiro filósofo que se dedicou a demonstrar a inconsistência dos relatos mitológicos.
d) Porque no período socrático a filosofia deixou de ocupar-se somente do cosmos, passando a ter o homem como preocupação central.e) Porque Sócrates conseguiu claramente determinar a importância da democracia como regime de governo justo, tendo sido morto por suas ideias consideradas subversivas.
Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.
BRÊHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.
O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na
a) contemplação da tradição mítica.
b) sustentação do método dialético.
c) relativização do saber verdadeiro.
d) valorização da argumentação retórica.
e) investigação dos fundamentos da natureza
A filosofia grega está dividida em dois períodos, antes e depois de Sócrates. Embora ele não tenha deixado nenhum escrito, seus ensinamentos são estudados até os tempos atuais.
A alternativa em que se registra uma afirmativa referente a esse filósofo é a
a) A ironia desenvolvida pelo filósofo grego tem em seu escopo a parturição de ideias metafisicas e irreais.
b) A maiêutica representa na filosofia socrática um conjunto de argumentos falaciosos e desprovidos da intencionalidade da verdade.
c) Tanto a maiêutica quanto a ironia socrática, ao longo do devir histórico social, representam um engodo epistemológico substancial.
d) A maiêutica socrática representa uma tentativa no estabelecimento de dogmas irrefutáveis.
e) A ironia e a maiêutica figuram na filosofia socrática como metodologias de investigação.
Atente ao texto a seguir:
A história, antes de ser a história dos fatos, é a história do pensamento; antes de ser a história das ações materiais dos homens, é a história das ideias que deram origem àquelas ações materiais. Pela mesma razão, julgamos que a história da filosofia é, precipuamente, a história do pensamento humano, aplicado à solução dos problemas básicos do ser e da vida e, em segundo lugar, a história da vida dos filósofos.
PADOVANI, Umberto; CASTAGNOLA, Luís. História da Filosofia, 1993, p. 5.
No tocante à filosofia na história, é CORRETO afirmar que
a) o primeiro período do pensamento grego se inicia no VI século a. C., sendo denominado de período religioso.
b) o período da Filosofia Moderna tem como característica básica o enfoque naturalista, estudando o mundo externo.
c) na filosofia socrática, a ética e o conhecimento surgem como as questões centrais.
d) os filósofos pré-socráticos preocupam-se, exclusivamente, com os problemas da relação entre a razão e a fé.
e) a Filosofia Cristã norteia-se pela natureza das coisas, cujo enfoque recai sobre a cosmologia.
Instrução: A questão toma por base o seguinte fragmento do diálogo Fedro, de Platão (427-347 a.C.).
Fedro
SÓCRATES: – Vamos então refletir sobre o que há pouco estávamos discutindo; examinaremos o que seja recitar ou escrever bem um discurso, e o que seja recitar ou escrever mal.
FEDRO: – Isso mesmo.
SÓCRATES: – Pois bem: não é necessário que o orador esteja bem instruído e realmente informado sobre a verdade do assunto de que vai tratar?
FEDRO: – A esse respeito, Sócrates, ouvi o seguinte: para quem quer tornar-se orador consumado não é indispensável conhecer o que de fato é justo, mas sim o que parece justo para a maioria dos ouvintes, que são os que decidem; nem precisa saber tampouco o que é bom ou belo, mas apenas o que parece tal – pois é pela aparência que se consegue persuadir, e não pela verdade.
SÓCRATES: – Não se deve desdenhar, caro Fedro, da palavra hábil, mas antes refletir no que ela significa. O que acabas de dizer merece toda a nossa atenção.
FEDRO: – Tens razão.
SÓCRATES: – Examinemos, pois, essa afirmação. FEDRO: – Sim.
SÓCRATES: – Imagina que eu procuro persuadir-te a comprar um cavalo para defender-te dos inimigos, mas nenhum de nós sabe o que seja um cavalo; eu, porém, descobri por acaso uma coisa: “Para Fedro, o cavalo é o animal doméstico que tem as orelhas mais compridas”...
FEDRO: – Isso seria ridículo, querido Sócrates.
SÓCRATES: – Um momento. Ridículo seria se eu tratasse seriamente de persuadir-te a que escrevesses um panegírico do burro, chamando-o de cavalo e dizendo que é muitíssimo prático comprar esse animal para o uso doméstico, bem como para expedições militares; que ele serve para montaria de batalha, para transportar bagagens e para vários outros misteres.
FEDRO: – Isso seria ainda ridículo.
SÓCRATES: – Um amigo que se mostra ridículo não é preferível ao que se revela como perigoso e nocivo? FEDRO: – Não há dúvida.
SÓCRATES: – Quando um orador, ignorando a natureza do bem e do mal, encontra os seus concidadãos na mesma ignorância e os persuade, não a tomar a sombra de um burro por um cavalo, mas o mal pelo bem; quando, conhecedor dos preconceitos da multidão, ele a impele para o mau caminho, – nesses casos, a teu ver, que frutos a retórica poderá recolher daquilo que ela semeou?
FEDRO: – Não pode ser muito bom fruto.
SÓCRATES: – Mas vejamos, meu caro: não nos teremos excedido em nossas censuras contra a arte retórica? Pode suceder que ela responda: “que estais a tagarelar, homens ridículos? Eu não obrigo ninguém – dirá ela – que ignore a verdade a aprender a falar. Mas quem ouve o meu conselho tratará de adquirir primeiro esses conhecimentos acerca da verdade para, depois, se dedicar a mim. Mas uma coisa posso afirmar com orgulho: sem as minhas lições a posse da verdade de nada servirá para engendrar a persuasão”.
FEDRO: – E não teria ela razão dizendo isso?
SÓCRATES: – Reconheço que sim, se os argumentos usuais provarem que de fato a retórica é uma arte; mas, se não me engano, tenho ouvido algumas pessoas atacá-la e provar que ela não é isso, mas sim um negócio que nada tem que ver com a arte. O lacônio declara: “não existe arte retórica propriamente dita sem o conhecimento da verdade, nem haverá jamais tal coisa”.
(Platão. Diálogos. Porto Alegre: Editora Globo, 1962.)
Após uma leitura atenta do fragmento do diálogo Fedro, podese perceber que Sócrates combate, fundamentalmente, o argumento dos mestres sofistas, segundo o qual, para fazer bons discursos, é preciso
a) evitar a arte retórica.
b) conhecer bem o assunto.
c) discernir a verdade do assunto.
d) ser capaz de criar aparência de verdade.
e) unir a arte retórica à expressão da verdade.
Sócrates foi um dos mais importantes filósofos da Antiguidade. Para ele, a filosofia não era um simples conjunto de teorias, mas uma maneira de viver. Sobre o pensamento e a vida de Sócrates, é correto afirmar:
a) Sócrates acreditava que passar a vida filosofando, isto é, a examinar a si mesmo e a conduta moral das pessoas, era uma missão divina, na qual um deus pessoal o auxiliava.
b) Nas conversações que mantinha nos lugares públicos, da Atenas do século V a.C., Sócrates repetia nada saber para, assim, não responder às questões que formulava e motivar seus interlocutores a darem conta de suas opiniões.
c) Em polêmica com Aristóteles, para quem a cidade nasce de um acordo ou de um contrato social, Sócrates escreveu a “República”, na qual demonstra ser o homem um animal político.
d) O exercício da filosofia, para Sócrates, consistia em questionar e em investigar a natureza dos princípios e dos valores que devem governar a vida e, devido a esse comportamento, contraiu inimizades de homens poderosos, que o executaram sob a acusação de impiedade e de corromper a juventude.
e) A maiêutica socrática é a arte de trazer à luz, por meio de perguntas e de respostas, a verdade ou os conhecimentos mais importantes à vida que cada pessoa retém em sua alma.
	GABARITO
	TIPO
	1 
	B
	FIXAÇÃO
	2 
	E
	FIXAÇÃO
	3 
	C
	FIXAÇÃO
	4 
	A
	FIXAÇÃO
	5 
	D
	AVALIATIVA
	6 
	A
	AVALIATIVA
	7 
	B
	AVALIATIVA
	8 
	B
	AVALIATIVA
	9 
	E
	AVALIATIVA
	10
	B
	AVALIATIVA
	11
	A
	AVALIATIVA
	12
	D
	AVALIATIVA
	13
	E
	AVALIATIVA14
	A
	FIXAÇÃO
	15
	D
	FIXAÇÃO
	16
	B
	AVALIATIVA
	17
	C
	AVALIATIVA
	18
	B
	AVALIATIVA
	19
	A
	AVALIATIVA
	20
	C
	AVALIATIVA
	21
	B
	AVALIATIVA
	22
	E
	AVALIATIVA
	23
	A
	AVALIATIVA
	24
	C
	FIXAÇÃO
	25
	D
	AVALIATIVA
	26
	E
	FIXAÇÃO
	27
	B
	FIXAÇÃO
	28
	A
	AVALIATIVA
	29
	D
	AVALIATIVA
	30
	B
	AVALIATIVA
	31
	E
	FIXAÇÃO
	32
	C
	FIXAÇÃO
	33
	D
	AVALIATIVA
	34
	E
	FIXAÇÃO
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