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Enzimas Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger RNA Estrutura Enzimática Ribozimas Se covalente Apoenzima ou Apoproteína Grupo Prostético Holoenzima Cofator Coenzima Proteína Pode ser: • íon inorgânico • molécula orgânica Enzimas Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Classificação e nomenclatura das enzimas ❑ Nome comum e oficial ❑ Exemplo: ATP + glucose ADP + glucose 6-fosfato Enzima: ATP-glicose fosfotransferase – oficial Hexoquinase – comum ◼ Número da comissão de enzimas (No EC) ◼ Hexoquinase No EC: 2.7.1.1 ◼ 2 = transferase (classe) ◼ 7 = fosfotransferase (subclasse) ◼ 1 = OH como aceptor do fósforo ◼ 1 = glicose como aceptor do fósforo Classificação internacional das enzimas Classificação internacional das enzimas Número Classe Tipo de reação catalizada 1 Oxidoredutases Transferência de elétrons 2 Transferases Transferência de grupos 3 Hidrolases Reações de hidrólise 4 Liases Adição de grupos a dupla ligaçoes ou formação das mesmas por remoção de grupos 5 Isomerases Transferência de grupos formando isômeros 6 Ligases Formação de ligaçoes com energia do ATP CH2 CH3 CH2 CH2OH CH2 C O HR CH2 C O OH O C O Alcano Álcool Aldeído (cetona) Ácido carboxílico Dióxido de carbono H3C CH C O O- OH H3C C C O O- O Lactato Piruvato 2H+ + 2e- 2H+ + 2e- Lactato desidrogenase Oxidoredutases Transferases Hidrolases Liases Isomerases Ligases Classificação internacional das enzimas – Sub-classes 1. Oxido-redutases (reações de oxidação-redução ou transferência de elétrons) 1.1.atuando em CH-OH 1.2.atuando em C=O 1.3.atuando em C=O- 1.4.atuando em CH-NH2 1.5.atuando em CH-NH- 1.6.atuando em NADH, NADPH 2.Transferases (transferem grupos funcionais entre moléculas) 2.1.grupos com um carbono 2.2.grupos aldeído ou cetona 2.3.grupos acil 2.4.grupos glicosil 2.7.grupos fosfatos 2.8.grupos contendo enxofre 3.Hidrolases (reações de hidrólise) 3.1.ésteres 3.2.ligações glicosídicas 3.4.ligações peptídicas 3.5.outras ligações C-N 3.6.anidridos ácidos Como as enzimas funcionam? E + S ES EP E + P Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Enzimas X Energia Livre ❑ Energia livre = G ❑ Propriedades termodinâmicas da reação ❑ Diferença de energia livre (ΔG) entre produtos e reagentes determina se a reação será espontânea ou não ❑ Energia necessária para iniciar transformação de reagentes em produtos determina a velocidade da reação Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Energia livre X espontaneidade da reação ❑ ΔG - reação espontânea – Reação Exergônica ❑ ΔG + entrada de energia livre é necessária para a reação ocorrer – Reação Endergônica ❑ ΔG = 0 sistemas em equilíbrio ❑ ΔG depende somente da energia livre do produto da reação menos a dos reagentes e é independente da via de transformação ❑ ΔG não fornece qualquer informação sobre a velocidade da reação As enzimas aceleram as reações diminuindo G#, a energia de ativação Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Princípios que explicam força catalítica ❑ Interações fracas entre enzima/substrato e estado de transição ❑ A energia de ligação é usada para especificidade e catálise ❑ Grupos catalíticos específicos contribuem para catálise Modelo Encaixe induzido Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Encaixe induzido da hexoquinase Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Princípios que explicam força catalítica Energia de ligação Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Princípios que explicam força catalítica Energia de ligação Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Princípios que explicam força catalítica Energia de ligação Princípios que explicam força catalítica ❑ Grupos específicos que contribuem para catálise ❑ Catálise ácido-base ❑ Catálise covalente ❑ Catálise íon-metálica Catálise ácido-base Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Catálise covalente e ácido-base Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Catálise covalente e ácido-base Catálise ion metálica Mecanismo de ação da enzima álcool desidrogenase Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Fatores que alteram a atividade de uma enzima Medindo a atividade enzimática ❑ O ideal é encontrar um sistema onde o produto ou substrato absorve luz em um cumprimento de onda específico ❑ A reação é monitora espectrofotometricamente medido-se ou o aparecimento do produto ou desaparecimento do substrato Fatores que alteram a atividade de uma enzima ▪ Fatores decorrentes da natureza protéica das enzimas - pH - temperatura ▪ Fatores decorrentes da formação do complexo ES - concentração do substrato - concentração da enzima - afinidade da enzima pelo substrato ▪ Presença de inibidores Influência do pH do meio sobre a atividade enzimática ◼ Mantidas fixas as condições de -temperatura -concentração de substrato -concentração de enzima pH ótimo pH Influência do pH do meio sobre a atividade enzimática Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Influência da temperatura do meio sobre a atividade enzimática Influência da concentração da enzima sobre a atividade enzimática [E] Condições: - temperatura ótima - pH ótimo - [substrato] em excesso Influência da concentração do substrato sobre a atividade enzimática Condições: - temperatura ótima - pH ótimo - [enzima] fixa [S] Cinética enzimática Cinética de Michaelis-Menten E + S ES P k1 k-1 k2 k-2 ▪ 1913 Leonor Michaelis -Enzimologista Maude Menten - Pediatra ▪ Representaram uma reação enzimática em 2 etapas E + S K1 K2 ES K3 K4 E +P Cinética enzimática Cinética de Michaelis-Menten E + S K1 K2 ES K3 K4 E +P K= constante de velocidade= [produto] [substrato] Cinética enzimática Cinética de Michaelis-Menten E + S K1 K2 ES K3 K4 E +P Km = K2+ K3 K1 Estabilidade do complexo ES pode ser expressa pela relação entre as velocidades de dissociação e de formação do complexo Específico para cada enzima Cinética de Michaelis-Menten E + S K1 K2 ES K3 K4 E +P Cinética de Michaelis-Menten Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Linearização da equação de Michaelis Mentem Cinética de Michaelis-Menten Linearização cinética de Michaelis-Menten Lineweaver-Burk Plot Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Parâmetros cinéticos ❑ Km ❑ Vmax Km ◼ Km é uma constante com unidades em Molar (M) ◼ Km uma constante derivada das taxas de reação (velocidade) ◼ Km é, obedecendo-se as condições de Michaelis- Menten, uma estimativa da dissociação (e afinidade) do complexo ES ◼ Pequenos Km significa forte ligação; enquanto que altos Km significa fraca ligação Vmax ◼ Vmax é uma constante com unidades moles.s-1 ◼ Vmax é a velocidade máxima da reação teórica pois in vivo não é atingida ◼ Para atingir a Vmax seria necessário que TODAS as molécules de uma determinada enzima estivesse fortemente ligadas ao substrato ◼ Vmax é atingida naturalmente quando a [S] é aumentada Valores de Km de algumas enzimas Enzima Substrato Km (μM) Quimiotripsina Acetil-L- triptofanamida 5.000 Lisozima Hexa-N- acetilglicosamina 6 Β-galactosidase Lactose 4.000 Treonina deaminase Treonina 5.000 Anidrase carbônica CO2 8.000 Penicilinase Benzilpenicilina 50 Piruvato carboxilase Piruvato 400 HCO3 - 1.000 ATP 60 Arginina-tRNA sintetase Arginina 3 tRNA 0,4 ATP 300 Fatores que alteram a atividade de uma enzima Inibidores Constante de dissociação para o inibidor = Ki Ki = [E][I]/[EI] ❑ Reversível: Rápida dissociação do complexo enzima- inibidor (EI) ❑Competitiva Inibidor (I) se assemelha ao S e liga-se ao centro ativo. Diminui proporção de E ligadas ao S. ❑ Incompetitiva I e S podem se ligar simultaneamente a E. Diminuia concentração de E funcional. ❑Mista Diminui proporção de E ligadasao S e a concentração de E funcional. Inibição enzimática Inibição competitiva Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger aaaa Inibição Enzimática Competitiva ◼ Inibidor tem semelhança estrutural com o substrato ◼ O inibidor se liga no sítio ativo da enzima ◼ Aumento da [substrato] diminui a inibição ◼ Km aparente da enzima AUMENTA ◼ Em uma concentração suficientemente alta de substrato a VELOCIDADE da reação atinge a Vmáx observada na ausência do inibidor Inibição competitiva Inibição Competitiva Exemplo antibacteriano PABA Ácido fólico Diidropteroato sintetase bacteriana Essencial para o crescimento bacteriano Sulfanilamida Inibição incompetitiva Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Inibição incompetitiva ◼ Inibidor não tem semelhança estrutural com o substrato ◼ NÃO se liga no sítio ativo da enzima ◼ Aumento da [substrato] não diminui a inibição ◼ A VELOCIDADE máxima DIMINUI na presença do inibidor Inibição incompetitiva Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Inibição Incompetitiva Diminui a concentração de enzima ativa Velocidade Máxima da Reação Exemplos: Metais pesados - Pb+2 Inibição mista Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Inibição irreversível ❑ Lenta dissociação do complexo enzima-inibidor (EI) ❑ Inibidores suicidas ou baseados no mecanismo Inibição Enzimática Irreversível Inibidores Suicidas Inibidores com Base no Mecanismo ou Compostos, em geral, pouco reativos até se ligarem à enzima Convertido em um composto muito reativo que se combina IRREVERSIVELMENTE com a enzima Forma um produto que é um potente inibidor do próximo passo da via metabólica ou Regulação enzimática Regulação enzimática Enzimas regulatórias ▪ Controlam a etapa limitante em uma cadeia de reações enzimáticas. ▪ Tem sua atividade catalítica aumentada ou diminuída em resposta a determinados sinais, moléculas sinalizadoras (pequenos metabólicos ou cofatores). ▪ Não obedecem a cinética de Michaelis-Menten. Regulação enzimática Enzimas regulatórias ▪ Classes de enzimas reguladoras: ▪ Enzimas alostéricas ▪ Enzimas reguladas pela modificação covalente reversível ▪ Formas múltiplas (isoenzimas ou isozimas) ▪ Enzimas reguladas por clivagem proteolítica Regulação enzimática Controle alostérico ◼ Molécula reguladora se liga em locais diferentes do sítio ativo. ◼ Ligação induz alterações na conformação do sítio ativo. ◼ Cooperatividade Regulação alostérica Enzima menos ativa Enzima mais ativa Complexo Enzima- substrato ativo Fonte: Nelson e Cox, 2004. Regulação alostérica aspartato-transcarbamoilase Regulação alostérica Enzimas ALOSTÉRICAS Não-Micheliana Curva sigmóide Característica das enzimas alostéricas Fonte: Princípios de Bioquímica 5 ed- Lehninger Regulação enzimática Formas múltiplas de enzimas ◼ Isozimas ou isoenzimas ◼ Enzimas intracelulares que catalisam a mesma reação em diferentes tipos celulares ◼ Enzimas formadas por várias cadeias polipeptídicas (subunidades) permitindo diferentes associações ◼ Diferem em estrutura, parâmetros cinéticos e regulação ◼ Podem ser expressas em diferentes tecidos, organelas ou estágios de desenvolvimento Formas múltiplas de enzimas Isoenzimas Creatina quinase Creatina Fosfocreatina ATP ADP Dímero: subunidades B e M 3 isoenzimas Composição Tipo Localização BB CK1/CPK1 Cérebro MB CK2/CPK2 Coração MM CK3/CPK3 Músculo esquelético Aparecimento de CPK2 no sangue infarto do miocárdio Regulação enzimática Modificação covalente ◼ Lig. Covalente de um grupamento modificador ◼ Maioria das modificações é reversível ◼ Fosforilação e desfosforilação – mais comuns • As enzimas catalisadoras são as proteínas cinases ( fosforila terminal do ATP transferida para serina, treonina ou tirosina) • As proteínas fosfatases revertem os efeitos da cinases (por remoção hidrolítica das fosforilas unidas as proteínas) ◼ Presente em todos os processos metabólicos Modificações covalentes comuns da atividade protéica Modificação Molécula doadora Exemplo Função da proteína Fosforilação ATP Glicogênio fosforilase Homeostase da glicose, transf. E Acetilação Acetil-CoA Histonas Embalagem do DNA, transcrição Miristilação Miristil-CoA Src Transmissão do sinal ADP-ribosilação NAD RNA polimerase Transcrição Farnesilação Farnesil PPi Ras Transmissão do sinal γ-carboxilação HCO3 - Trombina Coagulação do sangue Sulfatação 3’fosfoadeno- sina-5’- fosfossulfato Fibrinogênio Formação do coágulo sanguíneo Ubiquitinação Ubiquitina Ciclina Controle do ciclo celular Modificação Covalente Fosforilação Enzima-OH Enzima-OPO3 - ATP ADP H2OHPO4 - Quinase Fosfatase A fosforilação de uma enzima pode aumentar ou diminuir a sua atividade Regulação enzimática Clivagem proteolítica específica ◼ Algumas enzimas são sintetizadas como precursores inativos que são ativados pela quebra de uma ou mais ligações peptícas ◼ Zimogênio ou protenzima = enz. Inativa ◼ Irreversível ◼ Ex: enzimas digestivas, da coagulação sanguínea, hormônios, colágeno, processos de desenvolvimento, morte celular programada Clivagem proteolítica específica Tripsinogênio Enteropeptidase ou Tripsina Tripsina Fonte: Nelson e Cox, 2004. Clivagem proteolítica específica Quimiotripsi- nogênio Inativa -Quimiotripsina Ativa α-Quimiotripsina Ativa Quimiotripsina Tripsina Fonte: Nelson e Cox, 2004. DEPARTAMENTO DE FISIOLOGIA Bioquímica FISOL0001 AVISO Este material é parte integrante da disciplina Bioquímica FISOL 0001 oferecida pela Universidade Federal de Sergipe e destina-se exclusivamente para uso educacional sem fins lucrativos. É expressamente proibida sua reprodução, distribuição e comercialização sem a autorização de seus produtores.