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ENZIMAS Enzimas são substâncias de natureza proteica, formado por aminoácidos. são orgânicas por que tem moléculas na sua estrutura Toda enzima é uma proteína (terciária ou quaternária), mas nem toda proteína é enzima. Ph, temperatura, desnaturação das proteínas * Exceção: Ribozimas (enzimas formadas por RNA). O que faz? Catalisam (aceleram) reações químicas, faz com que uma reação química aconteça de forma mais rápida. transformando o reagente (substrato) em produto. Ex: substrato da amilase, é o amido E o produto várias moléculas separado Como agem: A enzima se liga ao substrato, e quebra o substrato em produtos A enzima pode ser reutilizada várias vezes se estiver estável ● São Orgânicas ● Nosso corpo produz (se fossem ingeridas, seriam degradas e seria absorvido apenas AA). ● Estão nas células e nos fluidos corporais; ● As enzimas regem todo funcionamento celular ● Metabolismo: Anabólico (construção) Catabólico (degradação) As enzimas têm alta especificidade; A especificidade enzimática é a propriedade das enzimas apresentar preferência por seus substratos. - Tamanho e forma tridimensional; - Afinidade com o substrato Alto grau de especificidade: Modelo chave-fechadura e induzido Uma enzima que tem um local de encaixe perfeito para um substrato e quebra o substrato em produto. Modelo ajuste induzido a enzima pode se moldar para encaixar no substrato (aperto de mão) quando o substrato se liga à enzima, a forma tridimensional da enzima muda (a enzima se molda ao substrato). Alguns autores comparam esse encaixe com um aperto de mão Energia de ativação Uma reação não catalisada tem uma energia de ativação maior que a catalisada. (gasta muita energia) As enzimas provêem uma maneira para que as reações ocorram com menor energia de ativação. Seja mais rápida e não gasta muita energia Ex: A enzima orotidina-5'- descarboxilase, catalisa a formação de monofosfato de uridina sem a enzima a reação levaria 78 milhões de anos e com a enzima demora 25 milissegundos. Proteínas são instável Fatores que influenciam a atividade catalítica das enzimas • Temperatura e pH; • Concentração da enzima; • Presença de inibidores. • Quanto maior for a concentração das enzimas, maior será a velocidade da reação • Presença de inibidores PH: do 7 pro 0 é ácido, mais próximo do 7 leve e mai proximo 0 mais forte lado direito. Nomenclatura das Enzimas Adição do sufixo ase ao nome do substrato. Exemplo: Urease – Enzima que catalisa a hidrólise da uréia em amônia Existem 3 métodos para nomenclatura enzimática: • Nome Recomendado: Mais curto e utilizado o sufixo "ase" para caracterizar a enzima. Exemplo: Urease (Enzima que catalisa a hidrólise da ureia em amônia) • Nome Sistemático: Mais complexo, nos dá informações precisas sobre a função metabólica da enzima ou a descrição da ação realizada. Exemplo: ATP-Glicose-Fosfo-Transferase – indica que ela catalisa a transferência de um grupo fosfato do ATP para a glicose. • Nome Usual : Consagrados pelo uso. Exemplos: Tripsina, Pepsina, Ptialina Classificação das Enzimas As enzimas são classificadas nos seguintes grupos, conforme o tipo de reação química que catalisam: ● Oxidorredutases: reações de oxidação (perde) redução (ganho) ou transferência de elétrons. A mais comum. ● Transferases: transferem grupos funcionais como amina, fosfato, carboxil. Faz transferências de uma molécula para outra. Ex: A hexoquinase (presente nos músculos e demais tecidos) transferência do grupo fosfato para a molécula de glicose Dessa forma a glicose não sai de dentro da célula. ● Hidrolases: reações de hidrólise de ligação covalente Ex: Peptidases ou proteases Uma proteína = Dois aminoácidos ligados Toda vez q usa a água para quebrar uma reação química, chamada de hidrólise A quebra dos alimentos é feita por um grupo especial de enzimas, chamadas enzimas digestivas. Essas enzimas são HIDROLASES porque fazem a hidrólise das macromoléculas. Hidrólise é um tipo de reação que utiliza água para romper ligações químicas. ● Liases: catalisam a quebra de ligações covalentes e a remoção de moléculas de água, amônia e gás carbônico. Faz remoção do gás carbono da molécula e transformando-a em outra molécula. Ex: Dehidratases e Descarboxilases ● Isomerases: reações de interconversão entre isômeros óticos ou geométricos. São duas moléculas que têm a mesma fórmula molecular, mas a estrutura é diferente. Quando tiver duas setas = faz a reação acontecer dos dois lados (reversível) Uma seta = irreversível ● Ligases: catalisam reações de formação de novas moléculas a partir da ligação entre duas pré existentes, sempre às custas de energia.. Liga dois coisas e formar um produto Ex: Sintetases • Na via gliconeogênese o piruvato formado de aminoácidos como a alanina e o lactato, é transformado em oxaloacetato para a formação de glicose. • Esta reação é catalisada pela piruvato carboxilase, enzima envolvida no ciclo de Krebs. Cinética das Enzimas Enzima + Substrato ↓ [Complexo = Enzima + Substrato] ↓ Enzima <- -> Produto Sítio ativo ou sítio catalítico das Enzimas SUCROSE: sacarose (açúcar de mesa) SUCRASE: Sacarase (enzima do suco entérico, produzida na parede do duodeno Tem como função a digestão de sacarose, transformando-a em glicose e frutose). https://symbl.cc/pt/2193/ https://symbl.cc/pt/2193/ As enzimas são classificadas em dois grupos distintos de moléculas: • Enzimas Simples – são aquelas formadas apenas por uma parte proteica, isto é, não há associações com substâncias de outra natureza química. Exemplo: as amilases que transformam amido em maltose, sendo encontradas na composição da saliva e do suco pancreático. • Enzimas Conjugadas ou holoenzimas – são enzimas formadas pela associação de uma parte proteica com outra parte não protéica, denominada, grupo prostético. A parte proteica de uma holoenzima é denominada apoenzima enquanto que a parte não protéica é denominada coenzima. HOLOENZIMA = COENZIMA + APOENZIMA ● Coenzima: geralmente é uma vitamina, sendo a parte não proteica, representa o centro ativo da enzima, isto é, local da molécula que reage com o substrato, onde se processam as reações. ● Apoenzima: é a parte proteica responsável pela escolha da reação, portanto, age como indicador do substrato. ● Substrato: é a molécula que reage com a enzima. Toda enzima se combina especificamente a um certo substrato por meio de um ponto de encaixe em sua estrutura química. Enzima + substrato -> complexo enzima x substrato -> enzima + produtos da reação VITAMINAS • As vitaminas são substâncias que o nosso organismo não tem condições de produzir e, por isso, precisam fazer parte da dieta alimentar. • Compostos orgânicos. Vitaminas - Coenzimas ● A molécula orgânica que se liga às enzimas para ativar uma reação. ● Muitas coenzimas são fortemente relacionadas com vitaminas. ● A maioria das vitaminas atuam como coenzimas (substâncias fundamentais para o funcionamento das enzimas) e não são produzidas pelo organismo, precisando ser obtidas através da alimentação. Coenzimas é um termo indicando vitaminas dentro do corpo. Isto é: Vitaminas está fora do corpo e Coenzima dentro do corpo Algumas enzimas requerem ambos, uma coenzima e um ou mais íons metálicos para exibirem sua atividade. Ex.: Fe+, Mg+ , Mn+ ou Zn+. Cofator ou Íon (LEHNINGER, 2014) Íons Metálicos : Cofatores inorgânicos: Cu2+= Citocromo oxidase Fe2+ ou Fe3+ = Citocromo oxidase, catalase, peroxidase K+= Piruvato quinase Mg2+ = Hexoquinase, glicose-6-fosfatase, piruvato quinase Mn2+ = Arginase, ribonucleotídeo redutase Mo = Dinitrogenase Ni+2 = Urease Se = Glutationa peroxidase Zn2+ = Anidrase carbônica, desidrogenase alcoólica, carboxipeptidase A e B Cinética Enzimática Determina a taxa ou velocidade da reação formação do complexo ES (enzima + substrato) e a sua decomposição para a formação do P + E (produto + enzima). Abordagem central para estudar o mecanismo de reações catalisadas por enzimas. Fatores que interferem na atividade enzimática Concentração de substrato: Se aumentarmosa concentração de moléculas do substrato, a velocidade aumenta até que todas as enzimas estejam ocupadas, atingindo uma velocidade máxima Vmax Variação da velocidade da reação em função da concentração do substrato • A velocidade aumenta linearmente com o aumento do substrato (indica que existe enzima livre no sistema). • A velocidade é constante (velocidade máxima – Vmax), mesmo com o aumento da concentração do substrato. • Indica que todas as enzimas estão ligadas ao substrato, formando o complexo ES Fatores que interferem na atividade enzimática 1. Temperatura • Enzimas são proteínas, se a temperatura altera ocorre desnaturação (perde a forma e consequentemente perde a função). • Temperatura ideal: 37° (temperatura do nosso corpo). • Febre: diminui atividade enzimática. Numa infecção, o nosso corpo eleva a temperatura para destruir as proteínas da bactéria. 2. pH: O pH ótimo de uma enzima reflete variações no estado de ionização de resíduos de aminoácidos do sítio ativo. Pepsina: atua no estômago quebrando proteínas = pH ótimo: 2. Tripsina: atua no intestino delgado quebrando proteínas = pH ótimo: 7-8. 3. Inibidores enzimáticos: Inibidores enzimáticos são substâncias que interferem na atividade das enzimas, bloqueando o processo catalítico. EX: Inibidores fisiológicos (controla quando vai funcionar ou não) * Fármacos (medicamentos) * Substâncias tóxicas (venenos, gases) Qualquer substância que reduz a velocidade de uma reação enzimática. Ou parar completamente. Irreversível: Fez e inibiu e nunca mais volta a acontecer Reversível: podem voltar a acontecer a reação Reversível: Podem voltar a acontecer a reação. Inibidores enzimáticos: INIBIDOR REVERSÍVEL O inibidor estabelece com a enzima um complexo com uma ligação instável, não covalente. É fraca e pode soltar e voltar normalmente. Como a ligação é instável, após a dissociação (se solta) com o inibidor, a enzima pode retomar sua atividade Como a ligação é instável, após a dissociação com o inibidor, a enzima pode retomar sua atividade. Existem três tipos de inibição enzimática reversível: 1. Competitiva = o inibidor compete pelo sítio ativo da enzima com o substrato 2. Não competitiva; 3. Incompetitiva. Esses tipos podem ser distinguidos experimentalmente pelos efeitos do inibidor sobre a cinética de reação da enzima. Inibidores enzimáticos: INIBIDOR REVERSÍVEL COMPETITIVO O inibidor apresenta estrutura semelhante ao substrato da enzima. O inibidor liga-se ao sítio ativo da enzima, que não pode realizar o processo catalítico, pois seu sítio ativo está ocupado para poder ligar-se ao substrato correto. Portanto o inibidor compete como substrato pelo sítio de ação. O inibidor se liga ao mesmo sítio ativo do substrato. Inibidores enzimáticos: INIBIDOR REVERSÍVEL NÃO -COMPETITIVO Um inibidor não competitivo pode se combinar com a enzima livre ou complexo ES, interferindo na ação de ambos. Ligam-se a um sítio da enzima diferente do sítio ativo, muitas vezes ocasionando formação da mesma de forma que ela não forme o complexo ES na velocidade usual e, uma vez formado, ele não se desdobra na velocidade normal para originar o produto. Ex:a proteína α1-antitripsina que liga-se à tripsina e inibe a ação desta. O inibidor distorce a enzima ou liga a enzima ao mesmo, liga com substrato inibidor. Inibidor se liga em outra região, diferente do sítio ativo. Inibidores enzimáticos: INIBIDOR REVERSÍVEL INCOMPETITIVO Só se liga se a enzima estiver ligada ao seu substrato. Caracteriza-se pelo fato de o inibidor não se combinar com a enzima livre, nem afetar sua reação com o substrato normal. O inibidor se combina com o complexo ES para originar um complexo ternário inativo ESI, incapaz de sofrer a etapa subsequente da reação para produzir o produto. Podem ser observada em reações catalisadas por enzimas que possuem mais de um substrato. Inibidores enzimáticos: Reversível: podem voltar a acontecer a reação Inibidores enzimáticos: INIBIDORES IRREVERSÍVEIS Os inibidores irreversíveis são aqueles inibidores que se ligam no sítio ativo da enzima, de modo a formar um complexo estável, ou seja, há a formação de uma ligação covalente entre o inibidor e a enzima, o que pode promover uma destruição dos grupos funcionais essenciais da enzima. Essa inibição é progressiva, aumentando com o tempo até que atinja uma máxima inibição. As substâncias que modificam quimicamente os resíduos de aminoácidos específicos podem agir como inibidores irreversíveis. Inibidores enzimáticos: INIBIDORES IRREVERSÍVEIS Exemplos: • Alguns inibidores irreversíveis são venenos, como é o caso de inseticidas organofosforados: DDT (diclorodifeniltricloroetano) inibe a ação da acetilcolinesterase acúmulo de acetilcolina - causa asfixia. • O Gás cianeto se combina com a enzima citocromo-oxidase (age na cadeia respiratória mitocondrial) morte celular. ENZIMAS Inibidores enzimáticos na clínica Muitas drogas desenvolvidas atualmente para o tratamento de patologias são inibidores enzimáticos. Exemplo : Inibidores da acetilcolinesterase, têm o efeito de manter a função cognitiva dos pacientes em um nível constante, além de melhorar as condições gerais. Na presença de inibidores, há um aumento na concentração e no tempo de ação da acetilcolina na sinapse. Inibidores enzimáticos também são usados no tratamento de pessoas com AIDS. São inibidores de proteases do vírus HIV que previnem que células T infectadas produzam novas cópias do vírus. Regulação da atividade enzimática- Uma característica importante da maioria das enzimas é que suas atividades não são constantes mas podem ser moduladas. Ou seja, as atividades das enzimas podem ser reguladas para que funcionem de forma adequada às necessidades fisiológicas variadas que possam surgir durante a vida da célula. Os três principais mecanismos de regulação são: 1. Inibição por "feedback“ 2. Regulação Alostérica 3. Regulação por fosforilação Inibição por "feedback“ O produto de uma via metabólica inibe a atividade de uma enzima envolvida na sua síntese.- Exemplo: a isoleucina é um aminoácido sintetizado por uma série de reações a partir da treonina. O primeiro passo na via é catalisado pela enzima treonina desaminase que é inibida por isoleucina, o produto final da via. Regulação Alostérica A inibição por Feedback é um exemplo de regulação alostérica, no qual a atividade da enzima é controlada pela ligação de pequenas moléculas em sítios regulatórios sobre a enzima. O termo "regulação alostérica" vem do fato de que a molécula reguladora não se liga ao sítio ativo, mas em um outro local da proteína (allo = "outro" estérico = "local"). Quando o inibidor se liga em outro local da enzima, diferente do seu sítio ativo que é onde um dos substratos se liga. No caso da treonina deaminase , a ligação da molécula reguladora (isoleucina) inibe a atividade enzimática. Em outros casos, moléculas regulatórias podem servir como ativadores, estimulando, em vez de inibir a enzima alvo. Regulação Alostérica - A ligação da molécula reguladora muda a conformação da proteína, que por sua vez altera a forma do sítio ativo e sua atividade catalítica. Regulação por fosforilação A fosforilação é um mecanismo muito comum na regulação da atividade enzimática. A adição de grupos fosfato estimula ou inibe as atividades de muitas enzimas. Por exemplo: células musculares respondem à epinefrina (adrenalina) quebrando o glicogênio em glicose, fornecendo assim energia para a atividade muscular aumentada.