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Os sintomas apresentados por Flávia são consequência da compressão do plexo braquial na cintura escapular (na síndrome do desfiladeiro torácico) e do nervo mediano no túnel do carpo. Seus movimentos durante a digitação e durante atendimento ao telefone provavelmente sobrecarregaram a musculatura, levando a respostas de hipertrofia e de inflamação. 
A sensação de dormência nos MMSS e a alteração da motricidade fina resultam da incapacidade de transporte das vesículas sinápticas (contendo neurotransmissores) pelas cinesinas do corpo dos neurônios até às terminações axonais através dos microtúbulos, devido à compressão. Isso resulta em falta de neurotransmissor na fenda sináptica.
Além disso, a dor referida é consequência direta da deformação mecânica das terminações nervosas que promove a despolarização das fibras da dor. Processos de inflamação também podem ocorrer com a liberação de mediadores químicos que levam à “sensibilização periférica” da dor, que se caracteriza por uma alteração no limiar de nociceptores, com consequentes hiperalgia (sensibilidade exacerbada ao estímulo nóxico) e/ou alodinia (sensações não dolorosas sendo experimentadas como dor). Os axônios dos nociceptores também liberam substâncias que sensibilizam esses receptores a estímulos que, anteriormente, não eram nocivos ou dolorosos. Como a dor é intermintente, não faz sentido pensar em trauma seguido de fratura ou câncer.
Fratura de clavícula
A clavícula é um dos ossos fraturados com maior frequência. A postura da pessoa com a clavícula quebrada é com um membro sustentando o outro, já que o membro “caído” ao lado do corpo causa dor. O ECOM eleva o fragmento medial do osso, mas o trapézio não é capaz de manter elevado o membro por conta do seu peso, o que causa a queda do ombro. Pode causar lesões de partes moles, vascular e do plexo braquial – músculos, nervos e vasos são estruturas que passam junto ao osso, o que faz com que elas tenham mais chances de serem lesadas.
Lesão do Plexo Braquial
Plexo braquial começa no pescoço e se estende até a axila. Tem suas raízes nos ramos anteriores de C5 a C8 e T1. Atravessam a abertura entre o músculo escaleno anterior e o médio. Qualquer coisa que diminua o triângulo formado por esses músculos pode lesar o plexo braquial (e artérias subclávias).
Na divisão do plexo, a divisão anterior inerva os compartimentos anteriores (flexores) e a posterior inerva os compartimentos posteriores (extensores). Lesões de plexo afetam o movimento e a sensibilidade – paralisia e anestesia. Podem ocorrer por estiramento (geralmente causa lesões mais baixas (C7-T1)), trauma (geralmente causa lesões mais altas (C5-C7)) e até mesmo cirurgias. 
→C5-C6: músculos que atuam no ombro ou fletem o cotovelo
→C7 e C8: músculos que estendem cotovelo ou fazem parte do antebraço
→T1: músculos intrínsecos da mão
Paralisia de Duchenne
Lesões na parte superior do plexo que paralisam os músculos supridos por C5 e C6 (deltoide, bíceps, braquial e raquiorradial). Ocorre frequentemente pelo estiramento do pescoço do bebê durante o parto. Como consequência, o ombro fica abduzido, braço em rotação medial e cotovelo distendido.
Síndromes Compressivas
1) Síndrome do Túnel do Carpo
Há uma compressão do nervo mediano ou tendões por conta das estruturas rígidas que envolvem o túnel. Pode ser causada pela redução do volume do túnel ou aumento de suas estruturas
Pode ser causada por retenção hídrica, infecção e até excesso de exercícios com os dedos. Os sintomas podem progredir proximalmente para o antebraço e axila.
A compressão do nervo mediano pode causar parestesia, hipoestesia e anestesia. Ramos do Mediano:
· Ramo cutâneo palmar: tem origem proximal, não atravessando o túnel, o que faz com que a sensibilidade na região palmar não seja afetada.
· Ramo motor terminal: perda progressiva da coordenação e força no polegar, o que causa a perda da capacidade de realizar movimentos finos.
2) Síndrome do Desfiladeiro Torácico 
Ocorre a nível cervicotoracoaxilar. A compressão pode ocorres nos espaços:
a) INTERESCALENO – região formada pelos músculos escaleno anterior, escaleno médio e pela borda superior da primeira costela. Entre os escalenos está o plexo braquial, mais superiormente, e a artéria subclávia, inferiormente. A veia subclávia passa anteriormente ao músculo escaleno anterior
b) COSTOCLAVICULAR – formado pela face anterior da primeira costela e pelo terço interno e médio da clavícula. Sob ela, está o músculo subclávio e o ligamento costocoracóide. Esse espaço abriga respectivamente a veia subclávia, anteriormente, a artéria axilar e as divisões do plexo braquial posteriormente. Variações ou anormalidades da primeira costela podem fazer compressões neurovasculares, entretanto, a compressão nessa região é principalmente devido a movimentações que aproximem a clavícula da primeira costela.
c) RETROPEITORAL MENOR – o feixe vasculovenoso sai do espaço anterior e penetra por um canal estreito limitado pela porção inicial do músculo peitoral menor e seu tendão de inserção no processo coracóide da escápula. Abriga de dentro para fora, respectivamente, a veia e artéria subclávia e os cordões do plexo braquial. A compressão ocorre, pois com a hiperabdução o processo coracóide se rebaixa, pressionando as estruturas neurovasculares contra o M. peitoral menor. Essas estruturas são levadas para fora do canal e vão ao encontro da cabeça do úmero.
→Fatores Predisponentes: idade, sexo feminino, biótipo longilíneo, profissões que necessitam elevação do braço.
→Sintomas Neurológicos: dor, parestesia, alteração de motricidade fina, fraqueza muscular.
→Sintomas Vasculares Venosos: ingurgitamento venoso, edema, trombose (tríade de Virchow).
→Sintomas Vasculares Arteriais: isquemia, palidez, cianose.
TESTES:
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