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marcenaria e restauração de moveis e patrimônios em madeira marcenariamarcenaria e restauração de moveise restauração de moveise restauração de e patrimônios em madeirae patrimônios em madeirae patrimônios em instituto de tecnologia social marcenariamarcenariamarcenaria CURSO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Volume2MARCENARIA C O N T I N U A Ç Ã O Marcenaria Vol 2.indd 1 10/6/2015 9:31:15 AM Marcenaria Vol 2.indd 2 10/6/2015 9:31:17 AM Instituto de Tecnologia Social - ITS Brasil (Org.) _________________________ São Paulo - SP - Brasil ITS BRASIL 2015 marcenaria e restauração de moveis e patrimônios em madeira marcenariamarcenaria e restauração de moveise restauração de moveise restauração de e patrimônios em madeirae patrimônios em madeirae patrimônios em CURSO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Volume2MARCENARIA Marcenaria Vol 2.indd 3 10/6/2015 9:31:47 AM Copyright © ITS BRASIL, 2015 Permitida reprodução total ou parcial com menção expressa da fonte Prefeitura de São Paulo Fernando Haddad Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE) Artur Henrique da Silva Santos Secretaria Adjunta Sandra Faé Coordenadoria do Trabalho José Trevisol INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL - ITS BRASIL Ficha Catalográfica I47e INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso de Qualificação Profissional Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira.- / [Instituto de Tecnologia Social, Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo-SDTE]. — São Paulo: Instituto de Tecnologia Social / PMSP-SDTE, 2015. 286 p. (em 3 volumes): il. 20,5 X 30 cm Inclui bibliografia ISBN: 978-85-64537-17-0 1. Marcenaria 2. Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira 3. Empreendedorismo 4. Educação Profissional I. Título, II. ITS BRASIL, III. Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE). CDD 370 Rua Rego Freitas, 454, cj. 73 | República | CEP: 01220-010 | São Paulo | SP Tel./fax (11) 3151-6499 | e-mail: its@itsbrasil.org.br | www.itsbrasil.org.brinstituto de tecnologia social Projeto “Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros – Capacitação por intermédio do curso de Restauração de Móveis e Patrimônio em Madeira e Atividades de Pré – incubação de Empreendimento Econômico Solidário – Convênio nº: 021/SMDTE/2014; Processo nº: 2014-0.250.472-8. CONSELHO DELIBERATIVO Presidente Marisa Gazoti Cavalcante de Lima Primeiro vice-presidente Pascoalina J. Sinhoretto Segundo vice-presidente Laércio Gomes Lage Membros Alcely Strutz Barroso, Maria Lúcia Barros Arruda Gerente executiva Suely Aparecida Ferreira CONSELHO FISCAL Alfredo de Souza, Maria Lúcia Bastos Padilha, Hamilton da Silva Guimarães Equipe Maria Vilma Roberto, Carlos Henrique Ferreira Carvalho, Edilma Maria de Sousa, Jackeline Aparecida Ferreira Romio, José Ozias Siqueira, Maria Aparecida Souza Equipe de Produção de Conteúdo Irma R. Passoni, Jesus Carlos Delgado García, Luiz Otávio de Alencar Miranda, Paublo Gomez Picco, Samuel Paixão Oliveira. Equipe Docente Armelindo Passoni, Luiz Otávio de Alencar Miranda, Samuel Paixão Oliveira Ficha Catalográfica Luiz Otávio de Alencar Miranda Edição e Revisão de Textos Maurício Ayer Edição de arte e diagramação Tadeu Araújo | Hortelã Design Pesquisa de imagens Samuel Paixão Oliveira e Luiz Otávio de Alencar Miranda Gráfica Gráfica Xamã Marcenaria Vol 2.indd 4 10/6/2015 9:31:47 AM Curso de Qualificação Profissional Marcenaria e restauração de móveis e patrimônios em madeira Instituto de Tecnologia Social - ITS Brasil (Org.) _________________________ São Paulo - SP - Brasil ITS BRASIL 2015 Marcenaria Vol 2.indd 5 10/6/2015 9:31:47 AM índiceíndiceíndiceíndice 1ª AULA Formação Empreendedora: Reestruturação Produtiva e Emprego – Parte 1 ........................................................................................14 Formação Técnica: Carpintaria .........................................................................................................................................................................................................15 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................25 2ª AULA Formação Empreendedora: Reestruturação Produtiva e Emprego – Parte 2 ........................................................................................26 Formação Técnica: Ferramentas Manuais ..............................................................................................................................................................................27 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................35 3ª AULA Formação Empreendedora: As Mudanças na Produção ...........................................................................................................................................36 Formação Técnica: Ferramentas Elétricas Portáteis .......................................................................................................................................................38 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................41 4ª AULA Formação Empreendedora: Trabalho Qualifi cado e Trabalho Precarizado – Parte 1 ......................................................................42 Formação Técnica: Máquinas Estacionárias..........................................................................................................................................................................43 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................47 5ª AULA Formação Empreendedora: Trabalho Qualifi cado e Trabalho Precarizado – Parte 2 ......................................................................48 Formação Técnica: Lixas – Parte 1 .................................................................................................................................................................................................49 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................52 6ª AULA Formação Empreendedora: Profi ssões que se Transformam................................................................................................................................53 Formação Técnica: Lixas – Parte 2 .................................................................................................................................................................................................54 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................55 7ª AULA Formação Empreendedora: Atividades Industriais e Atividades de Serviços ........................................................................................56 Formação Técnica: Massas Especiais para Marcenaria ................................................................................................................................................57 Formação Práticaque permite maior precisão para cortes de pequena profundidade. Esta ferramenta está ligeiramente associada à confecção do encaixe cauda de andorinha para pequenas peças, como gavetas, caixas e pequenas estruturas. Suta: esquadro falso, importante ferramenta que traça linhas paralelas em qualquer ângulo com apoio do transferidor, servindo também como copiador de marcações que podem ser transferidas rapidamente para outra peça. Turquesa: indicado para retirar pregos ou parafusos de diferentes tamanhos, servindo também para cortar pregos com cabeça. Travador de serrote corneta: é mais simples que o alicate travador e é usado para travar os dentes de serrotes; entretanto, não há regulagem como na outra ferramenta, exigindo maior habilidade do operador para o travamento dos dentes do serrote. Imagens: Google Imagens, 2015. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 34 10/6/2015 9:32:23 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 35 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapas 7 e 8. 7) Furação para encaixe: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 8) Ensembles: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Quais são os possíveis usos dos produtos pré-industrializados? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Atividade Prática: Apresentar as ferramentas no quadro de armazenamento. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 2 A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 35 10/6/2015 9:32:23 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 36 AULA 3 Formação Empreendedora: As mudanças na produção Em qualquer produção de bens são necessários três elementos, sem os quais a produção não acontece. São eles: 1. Matéria: que será transformada em outro bem ou produto. 2. Energia: que pode ser trabalho humano ou a energia que movimenta as máquinas. 3. Informação: que orienta o que fazer, como fazer, quando fazer. A forma de produção mecanizada – ou mecanização – introduz máquinas movidas a energia animal, elétri- ca ou térmica, que substituem parcialmente a energia humana. A máquina faz algumas etapas da produção, mas o operador da máquina também realiza muitos procedimentos manuais, além de acionar, regular e fazer funcionar a máquina. Uma forma de produção mais recente é a automatização. Ela introduziu outros tipos de máquinas: as que produzem sem a intervenção direta do homem. São os sistemas automatizados, ou unidades de processamen- to, que fazem a máquina operar. Cabe ao trabalhador preparar esses sistemas e acompanhar o processo de produção. No sistema automatizado de produção, as máquinas fazem o produto sempre do mesmo jeito. Para modifi car o produto, é preciso também modifi car componentes da máquina que o produz. Há também a automação, que é diferente da automatização. A automação possibilita que se façam mu- danças nos produtos sem alterar a estrutura física das máquinas. Essas máquinas automáticas são chamadas de fl exíveis, pois podem ser reprogramadas para fazer operações diferentes. Um exemplo é o computador, que pode ser programado para inúmeras atividades, desde redigir um simples texto, até gerenciar complexos processos industriais. O que permitiu este avanço foi a difusão da base microeletrônica. RESUMINDO... Na forma de produção artesanal, o homem transforma a matéria usando sua própria energia ou força, com a ajuda de ferramentas e instrumentos. As infor- mações são transmitidas de pessoa para pessoa. Automatização: máquinas que produzem sem a intervenção direta do ho- mem; para modifi car o produto, é preciso também modifi car componentes da máquina que o produz. Automação: possibilita que se façam mudanças nos produtos sem alterar a es- trutura física das máquinas. A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 36 10/6/2015 9:32:23 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 37 ATIVIDADE Nas imagens reproduzidas a seguir, identifi que diferenças entre o processo de produção mecanizado e o processo de produção automatizado. Para memorizar, identifi que as principais diferenças entre o processo de produção automatizado e o processo mecanizado: Processo de produção AUTOMATIZADO _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ Processo de produção MECANIZADO _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ Processo de produção MECANIZADO _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ Processo de produção AUTOMATIZADO _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ Fotos: Google Imagens, 2015. A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 37 10/6/2015 9:32:24 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 38 Formação Técnica: Ferramentas elélicas portáteis AULA 3 Furadeira de impacto: ferramenta indispensável tanto na ofi cina de marcenaria quanto em obras, responsável por furos para montagem de móveis, furos para pregos ou na função martelete para furar alvenaria. Lixadeira angular/politriz: parecida com a esmerilhadeira, ela se diferencia por ter uma base de lixamento maior. Contudo,para alguns modelos, esta base superior é móvel, o que possibilita adaptar-se ao formato da peça a ser lixada. Porém, por se tratar de uma lixadeira de movimento rotacional, é importante saber manuseá-la para evitar possíveis deformações na peça. Com ela é possível desbastar grande quantidade de madeira ou até proporcionar fi no acabamento com a utilização de lixas de gramaturas fi nas. Lixadeira de cinta: indicada para lixar madeiras de média a alta densidade, com curtas espessuras, como sarrafos, caibros, vigas, dormentes, etc., porque seu corpo é estreito e as gramaturas de suas lixas geralmente são de alto poder de desbaste, não sendo indicadas para trabalhos com chapas industrializadas. Lixadeira orbital: excelente lixadeira para polimento da camada superfi cial da madeira, uma vez que sua vibração proporciona um acabamento mais acetinado (sedoso). Geralmente cada marca de equipamento especifi ca um modelo de lixa adequada ao tamanho da base da lixadeira, mas é normal usar folhas de lixa seca ou vermelha para lixar. Lembre- se, esta lixadeira é usada exclusivamente para a promoção do acabamento de polimento da madeira e não para desbaste profundo em casos de madeira rústica. Lixadeira roto-orbital: semelhante à lixadeira orbital pela vibração, a diferença esta no movimento rotacional que este equipamento faz enquanto vibra, promovendo melhor nivelamento da superfície da madeira. Todavia, o acabamento adquirido não é tão bom se comparado à lixadeira orbital, já que a utilidade desta ferramenta é realizar o semiacabamento da superfície da madeira, ou seja, gerar a calibração/nivelamento da madeira para a obtenção de peça alinhada e pronta para a próxima etapa de acabamento. A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 38 10/6/2015 9:32:24 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 39 Parafusadeira: ferramenta que agiliza e dá mais conforto para parafusar, exigindo menos força do operador. Há diferentes modelos no mercado, podendo ser elétricas ou à bateria, gerando rapidez e praticidade principalmente em montagem de móveis. Importante saber que mesmo tendo um equipamento como este, não se deve dispensar as chaves de fenda e philips usuais, pois em cantos isolados de difícil acesso ou em pontos onde a ferramenta não entra somente a chaves poderão entrar. Plaina elétrica: indicada para realizar trabalhos em madeira maciça, com o objetivo desempenar e ajustar madeiras que apresentam curtas espessuras, como portas, patentes, vigas, caibros, ripas, sarrafos, pontaletes, etc. Fique atento ao modelo e marca do seu equipamento, pois existem plainas com facas descartáveis e outras com facas fi xas que são afi adas após a perda do corte. Serra esquadria: usada especialmente para cortar madeiras e outros materiais em diferentes ângulos de acordo com o tipo de lâmina de serra usada. Na marcenaria este equipamento possibilita corte com ângulos precisos, sendo o mais usado o de 45 graus para molduras e guarnições. Serra circular: confundida com a serra mármore, diferencia-se por seu corpo maior, composto por um disco de diâmetro maior. No trabalho com madeira, a serra circular é mais utilizada na carpintaria, no corte de madeira de alta densidade, na montagem de estruturas como treliças/tesouras, vigamentos e armações de caixotaria. Apesar de ser um equipamento perigoso, está largamente presente nas ofi cinas, mesmo com a disposição de serras circulares de bancadas. Serra tico-tico de mesa: muito utilizada para fabricar artesanatos confeccionados em MDF com espessuras de até 10 mm. Seu principal diferencial está na lâmina superfi na que proporciona o corte de curvas fechadas. Em madeira maciça recomenda-se a usinagem de madeiras de baixa densidade. Serra tico-tico: ótima para cortes retos e principalmente traçados curvos, além de cortes em meia esquadria (45 graus). Em marcações de plano de corte em chapas industrializadas, como MDF e compensado, este equipamento garante maior agilidade e aproveitamento do material, permitindo cortar a chapa, para que depois seja lançada para a serra esquadrejadeira para um corte alinhado e medida fi nal de cada peça. No caso de madeira maciça, as serras tico-tico que apresentam potência abaixo de 400 watts não são indicadas, pois travam, podendo estragar o equipamento, lâmina e também a madeira. A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 39 10/6/2015 9:32:25 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 40 Tupia manual: equipamento especial para execução de diversos trabalhos de usinagem de madeiras maciças e chapas industrializadas, uma vez que foi desenvolvida para trabalhar com diferentes tipos de fresas. É capaz de realizar trabalhos de corte, desbaste e polimentos, como rebordadeira de laminado decorativo, molduras, rasgos para venezianas, rebaixo para patente e polimento. Há dois tipos no mercado com diversas marcas: tupia laminadora (a) e tupia de coluna (b). Moto esmeril: equipamento muito importante, sendo responsável pela manutenção de ferramentas de cortes e outros afi ns, seja na afi ação de formões e ferro de plaina, moldagem de brocas e pequenas chapas de metal, lixamentos e acertos de laminas e limpeza de limas. Para se trabalhar esta ferramenta é necessário ter grande habilidade, caso contrário poderá ser fatal para a vida útil de suas ferramentas. Assim, conhecer suas pedras de rebolo é de extrema importância, para que haja acerto na execução das operações com as ferramentas. Geralmente fabricadas com óxido de alumínio, as pedras apresentam ótima resistência sendo separadas por gramaturas e uso. Rebolo escova de aço: ótimo acessório para a limpeza de limas (murças, bastardas e bastardinhas), grosas, pedra de afi ação e lâminas de serras. De acordo com a necessidade de uma limpeza leve ou mais agressiva, o operador pode optar por rebolos de escova de aço de fi os moles, médios e duros. Rebolo reto � no 100/120: acessório responsável pela afi ação de ferramentas, como ferros de plainas, formões, goivas, chapas de aço, punção, brocas comuns de aço rápido e aço carbono, etc. Por ter um abrasivo fi no (fechado), proporciona um desbaste rápido e por isso não é indicado para uso em chapas com metais moles. Rebolo reto médio 60/80: acessório indicado para afi ação e acabamento fi nal de ferramentas de corte. Possuindo um abrasivo médio (semiporoso), permite um desbaste com menor impacto, garantindo acerto no fi o fi nal. (a) (b) A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 40 10/6/2015 9:32:25 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 41 Rebolo reto grosso 24/36: indicado para moldar materiais ferrosos, com objetivo de conceber uma determinada forma, seu abrasivo grosso (poroso), garante um desbaste mais lento em relação aos rebolos comuns, permitindo maior controle na retirada de material, com menos desgaste. Rebolo reto para widia: Fabricado com carbureto de silício, é especialmente indicado para a afi ação de ferramentas em widia (metal duro), permitindo um desbaste preciso com ótimo acabamento e resistência da pedra. Importante lembrar que há pedras de espessuras mais fi nas nas mesmas tipologias caso haja necessidade. Atividade Prática: Apresentar as ferramentas em atividade práticas no salão de trabalho. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapa 9. 9) Colagem dos pés: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Quais as etapas do planejamento de um desenho técnico? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Fonte Imagens: Google Imagens, 2015. Formação Prática AULA 3 A U LA - 3 Marcenaria Vol 2.indd 41 10/6/2015 9:32:26 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 42 AULA 4 Formação Empreendedora: Trabalho qualifi cado e trabalho precar� ado - Parte 1 Trabalho Decente A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma entidade internacional, ligada à ONU, que estuda e busca criar normas para que o trabalho se desenvolva de forma a ajudar todas as pessoas do mundo. A ideia de trabalho decente foi criada na OIT com o objetivo de defi nir como o trabalho pode contribuir para o desenvolvimento humano. O “trabalho decente”, no conceito da OIT, é composto por quatro partes: Emprego: o trabalho não só deve ser produtivo e útil para a sociedade, mas ele também deve ser remu- nerado de maneira justa. E não se trata apenas do trabalho formal, com carteira assinada, mas também do trabalho informal; Seguridade social: todo trabalhador deve ter acesso a formas de seguridade social, que o ajuda em caso de acidente e também lhe garantam uma aposentadoria justa; Direitos dos trabalhadores: o trabalho não pode ocorrer em condições perigosas, nem pode ser algo que atrapalhe o desenvolvimento das pessoas. Esta é uma das razões para o trabalho infantil ser proibido; Diálogo social: os trabalhadores devem ter direito à voz não só no espaço do trabalho, mas também na sociedade como um todo. Os trabalhadores devem ter o direito de se organizar em sindicatos ou outros espaços, que permitam ao trabalhador participar de mesas e espaços de negociação e diálogo, seja com os Governos, seja com os empresários. Como se pode ver, o trabalho decente é um conceito que une vários aspectos dos direitos humanos, pois reafi rma a dignidade da pessoa por meio do trabalho em condições justas. É importante lembrar que este conceito também se aplica aos trabalhadores do setor informal, uma par- cela considerável dos trabalhadores brasileiros de hoje. No passado, a criação dos sindicatos foi um passo importante para melhorar a situação do trabalhador. No modelo econômico atual, os sindicatos ainda têm im- portância, mas nossa sociedade precisa descobrir novas estratégias e mecanismos para conter a “precarização” e a piora das condições de trabalho. Com a reestruturação produtiva, a exigência de qualifi cação para a contratação dos funcionários vem aumentando. As atividades profi ssionais que exigem mais qualifi cação sempre foram e ainda continuam sendo as mais valorizadas. Também existem ofertas de trabalho com me- nos exigência de qualifi cação, mas, certamente, os trabalhadores desenvolvem suas próprias técnicas, desenvolvendo agilidade e efi ciência. Muitas funções com grau baixo de exigência de qualifi cação são indispensáveis para o bom fun- cionamento da sociedade em geral. O mais impor- tante é que todo trabalhador que contribui para o funcionamento da coletividade tem de ser valori- zado, não importando se seu trabalho exige pouca ou muita qualifi cação. Trabalho precarizado: trabalho mal remunerado. Condições precárias de trabalho: ambientes e situações que não oferecem segurança e estabilidade, ou seja, as condições de realização são precárias. A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 42 10/6/2015 9:32:26 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 43 ATIVIDADE Imagine que depois de uma festa sobraram duas pias lotadas de louças, copos, talheres e panelas sujas. Para fazer esse serviço, foram contratadas duas pessoas: Joana, que já trabalhou em um restaurante; e Rosa, que trabalhou em uma locadora e nunca enfrentou uma pia nesse estado. Como foi o trabalho de cada uma delas? Avalie o modo de trabalhar, o tempo gasto e o resultado. Anote suas observações. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação técnica: Máquinas estacionárias AULA 4 Máquinas estacionárias Coletor de pó: muito útil para marcenarias que trabalham com muito MDF e madeira maciça. Com seus tubos conectores, é capaz aspirar todo o pó e serragem para dentro dos tonéis em segundos, evitando o acúmulo resíduos na ofi cina, tanto no piso como no ar. De acordo com o modelo do equipamento, é possível conectar até seis máquinas, baixando os níveis de pó e serragem da ofi cina em 80%, porém para marcenarias de menor porte acaba sendo difícil adquiri-lo, devido ao pouco espaço existente no ambiente de trabalho. Coladeira de � ta de borda: maquinário feito para realizar a colagem de fi ta de borda nos topos de madeiras industrializadas, como MDF e compensado com lâminas de madeirados sintéticos e laqueados. Para facilitar o manuseio de grandes peças é possível ter o auxílio de uma mesa de roletes para melhor deslize da chapa. Para marcenaria com intensa carga de produção de móveis, investir em uma máquinas como esta pode gerar ganhos signifi cativos, pois acelera a produção, permitindo mais dinamismo e produtividade por parte dos profi ssionais: marceneiros, meio ofi ciais e auxiliares, por agilizar uma atividade considerada sistemática e demorada, porém necessária para a fi nalização do projeto de móvel concebido. A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 43 10/6/2015 9:32:27 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 44 Compressor: equipamento desenvolvido para trabalhos especiais de pintura e para envernizar e laquear, em que o componente químico requer alta pressão por ar comprimido para alcançar acabamento adequado devido aos diluentes especiais que cada produto utiliza, como laca nitrocelulose, laca poliuretado, verniz nitrocelulose, verniz poliuretano bicomponente e resina nitro. Tem uma mangueira por onde o ar comprimido passa gerando pressão ao revólver (pistola de pintura), garantindo cobertura em mais profundidade na madeira. Furadeira horizontal: Máquina ideal para trabalhos com furos e canais vazados ou interrompidos que necessitam de mais agilidade, precisão e ótimo acabamento, principalmente para furos para encaixe de respigas, em produções em série, como: cadeiras, bancos, mesas, portas, portões, etc. Por ter fácil ajuste dos componentes, com mesa regulável e mandril ajustável por alavanca, é possível executar em poucos segundo furos de variados diâmetros com excelente limpeza, sem a necessidade do uso de formões e limas bastardas. Nesta furadeira é possível usar brocas de madeira do tipo três pontas, brocas de aço rápido, mas as fresas de furação é recomendável que sejam em aço duro, por serem mais precisas na furação e resistentes à perda de fi o. Furadeira vertical: máquina essencial para furações verticais que necessitam de mais força de arranque. Por meio de fresas, brocas e serras-copo, proporciona um furo limpo e reto graças à sua base horizontal e sua alavanca de arranque. Com ela é possível executar furos de dobradiças copos, furos de dispositivos de montagem para móveis, furos para encaixes de peças com mais agilidade. Lixadeira de � ta/cinta: maquinário indispensável para marcenariasque executam trabalhos com grandes chapas, já que este equipamento facilita o lixamento de peças como portas, montantes, dentre outros, seja em madeiras maciças ou industrializadas. Importante saber que além de seu estrado para assentar grandes chapas, há também o disco para lixa e a pequena base no topo da mesma para trabalhos menores. A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 44 10/6/2015 9:32:27 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 45 Plaina desengrossadeira: criada para trabalhar em conjunto com a plaina desempenadeira, esta máquina tem a função de copiar o lado já aplainado antes de um processo de usinagem na plaina desempenadeira. Assim, por possuir suas facas na parte superior, copia o lado inferior da madeira, para a face não aplainada, isso até ela alcançar a medida/espessura desejada. Sendo assim, em alguns casos em que a madeira não esteja minimamente reta, não é recomendado passá-la neste maquinário, pois por mais que muitos profi ssionais insistam, ao passar a mesma, ela só apresentará ambas as face limpas, com a bitola/ espessura ajustada, mas não devidademente desempenadas. Plaina desempenadeira: única indicada para retirar o empeno de madeiras maciças. Não é indicado o uso em madeiras industrializadas, como MDF, compensados e painéis sarrafeados, abrindo-se exceções apenas em casos de extrema importância. No ato da usinagem é necessário sempre identifi car em qual lado se encontra o empeno, para assim colocar a madeira na posição correta. Nesta máquina é possível acertar duas faces da madeira perpendicularmente, ou seja, juntamente com a guia posicionada na vertical é possível obter uma madeira totalmente esquadrejada ao logo do seu comprimento, para depois ser lançada na plaina desengrossadeira, para um nivelamento completo. Serra circular de mesa: ideal para marcenarias que realizam trabalhos com madeiras maciças de alta densidade, já que possui um forte motor de cerca de 3 a 5 HP (cavalos), o que permite cortes na longitudinal com maior rapidez. Para tanto, é necessário utilizar um disco de serra de alto desempenho, com pouco dente e mais respiros, para corte bruto de vigas, pilares, prancha e pranchões. Tradicionalmente apresenta elementos básicos: guia copiadora e canaleta para mesa pequena de esquadrejamento, podendo ter disco rígido ou regulável em ângulo inclinado. Serra esquadrejadeira: uma das principais máquinas da marcenaria, tem papel indispensável em cortes longitudinais e transversais em madeiras maciças, mas sobretudo em chapas industrializadas. Com seu corpo extenso, sua mesa corre pelos carris inferiores possibilitando até mesmo o corte da chapa em seu tamanho total. Tem também uma guia para regulagem de espessuras diversas. Alguns modelos dispõem da regulagem do disco em determinados ângulos, com a qual é possível confeccionar encaixes, rebaixos, meias esquadrias, etc. Isso torna este equipamento o mais completo dentre todos na ofi cina de marcenaria. Saiba que esta máquina leva este nome por gerar esquadro no corte das peças serradas, garantindo o ângulo perfeito de 90 graus, essencial para móveis em geral, pois garante perfeito alinhamento e esquadro na montagem. A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 45 10/6/2015 9:32:27 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 46 Serra de � ta: lâmina de serra que trabalha na vertical possibilitando cortes retos, em curvas e chanfrados, sendo a responsável por realizar cortes gabaritados de encostos e pernas de cadeiras, mesas, montantes decorativos, circunferências em chapas e outros tantos tipos de trabalhos com desenhos únicos. Importante saber que de acordo com a madeira usada é necessário ter a lâmina adequada, pois além da largura das lâminas de serra, a quantidade de dentes e materialidade da mesma permitirá mais agilidade ou lentidão, ou então, pelo contrário, provocar até a quebra da lâmina em caso de força excessiva sobre a madeira cortada. Torno: no torno é possível trabalhar com madeiras maciças de qualquer densidade, sempre com espessuras iguais nas quatros faces. Nesta máquina é possível conceber os mais variados torneados, dependendo exclusivamente da capacidade do profi ssional, sempre servido de ferramentas como goivas ou formões. Nele são feitos mancebos, balaustres, guarda-copos, taças de madeira, vasilhames, piões, cabideiros, puxadores, etc. Tupia estacionária: segunda máquina mais importante na ofi cina de marcenaria tradicional, permite o uso de fresas e discos de serra no sentido horizontal, dando a liberdade de realizar a confecção de batentes, molduras, respigas diversas, portas, janelas, assoalhos, lambris, rebaixos e canaletas. Imagens: Google Imagens, 2015. Atividade Prática: Apresentar as máquinas em atividade práticas no salão de trabalho. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 46 10/6/2015 9:32:28 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 47 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Finalização da construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapa 10. 10) Acabamento fi nal: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Quais são os instrumentos usados para construir um desenho técnico? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 4 A U LA - 4 Marcenaria Vol 2.indd 47 10/6/2015 9:32:28 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 48 AULA 5 Formação Empreendedora: Trabalho qualifi cado e trabalho precar� ado -Parte 2 Parte das mudanças provocadas pela reestruturação produtiva tem a ver com a terceirização, ou seja, com a prática de entregar etapas do trabalho para serem feitas por profi ssionais ou empresas que não pertencem à empresa responsável pela produção. Terceirização - é a prática de entregar etapas do trabalho para serem feitas por profi ssionais ou empresas que não pertencem à empresa responsável pela produção. “No Brasil, a noção de terceirização foi trazida por multinacionais na década de 1950, pelo interesse que tinham em se preocupar apenas com a essência do seu negócio. A indústria automobilística é exemplo de terceirização: ao contratar a prestação de serviços de terceiros para a produção de componentes do automóvel, reunindo peças fabricadas por aqueles e procedendo à montagem � nal do veículo”. A qualidade das relações de trabalho está ligada à qualidade de vida dos trabalhadores. ATIVIDADE Marinalva encontrou trabalho de faxineira em uma empresa de limpeza para prestar serviços em eventos. A empresa fornece uniforme, luvas e todo o material de trabalho. Ela não tem carteira assinada e, quando � ca doente, perde o dia. Quando não tem serviço, Marinalva não ganha. Quando tem, precisa trabalhar direto, até nos � ns de semana. Marinalva não tem direito a férias pagas nem ao décimo terceiro salário. Marinalva não contribui para o INSS. Assinale as alternativas corretas: ( ) O trabalho de Marinalva exige muita qualifi cação. ( ) O trabalho de Marinalva deve ser considerado trabalho precarizado. ( ) A empresa que contrata Marinalva respeita a legislação trabalhista. ( ) Marinalva trabalha numa empresa terceirizada. Muitos empregados crêem que, para conse- guir fl exibilidade na produção, precisam também de fl exibilidade nos vínculos trabalhistas com seus empregados. Essa prática introduz no setor de re- cursos humanos das empresas uma política vol- tada para a redução de custos. As empresas que terceirizam têm um quadro de trabalhadores fi xos bastante reduzido. As empresas que terceirizam contratam outras empresas para realizar serviços ou etapas da produ- ção. Essas “outras empresas” são as terceirizadas. As empresas terceirizadas contratam os traba- lhadores à medida que recebem encomendas de trabalho. Quando um contrato acaba ou é anulado, todo o grupo de trabalhadores perde o emprego ou é deslocado para outra atividade. É a rotatividade da mão-de-obra: ora se trabalha aqui, ora se trabalha ali, ora não se trabalha. Essa situação gera insegu- rança para os trabalhadores. Segundo afi rma o professor Sérgio Pinto Martins: A U LA - 5 Marcenaria Vol 2.indd 48 10/6/2015 9:32:28 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 49 Formação Técnica: Formação técnica - L� as - Parte 1 AULA 5 Lixar é tarefa indispensável. Quem busca qualidade de acabamento e durabilidade do artefato, deve saber que o processo de lixamento não está somente ligado à questão estética do móvel. Uma tarefa bem executada com as lixas poderá proporcionar ao móvel muito mais resistência em todos os seus aspectos, como a estrutu- ra natural da madeira, revestimentos – lâminas de madeira e laminados decorativos, pinturas –, primes, lacas e esmaltes sintéticos, selamentos e envernizações. Pois o lixamento feio de maneira correta proporcionará o aumento da durabilidade de todos os itens ligados à sua fabricação, garantindo resistência natural. Ocorrências por um bom lixamento Estabilidade das junções e encaixes, estrutura fi rme e rígida, com mínimos riscos de rompimento. Alinhamento e nivelamento do revestimento sobre a superfície da madeira, melhor aderência e resistência, com melhor acabamento. Resistência e estabilidade da pintura, maior aderência sobre a madeira, maior rendimento do produto sintético e ótimo acabamento da superfície da madeira. Maior aderência da madeira ao produto aplicado, aumento ou estabilidade da resistência natural do produto, ótimo acabamento da superfície da madeira. Ocorrências por mau lixamento Descolamento das junções, dilatação, com possível rompimento da estrutura. Pouca aderência da cola entre as faces da madeira, descolagem das lâminas, bolhas, quebra do revestimento em cantos. Descascamentos da pintura, trincas, perda de resistência, desgaste acelerado, menor aderência da madeira, menor rendimento do produto sintético e péssimo acabamento da superfície da madeira. Desbotamento do acabamento sintético, acabamento grosseiro, menor aderência na madeira e perda de resistência original do produto aplicado. Itens ligados à construção de um móvel Encaixes, junções, ligações e sambladuras entre madeiras. Chapa industrializada ou prancha maciça para revestimento de lâminas. Pinturas – lacas e esmaltes sintéticos. Seladoras, vernizes e stain. Antes de realizar o procedimento de lixamento é necessário fazer o reconhecimento dos tipos e das grama- turas/granulações das lixas disponíveis no mercado, pois será pela identifi cação do abrasivo que saberemos qual lixa deverá ser escolhida, o que se confi rma pelo número na parte inversa da folha de lixa. Assim se esco- A U LA - 5 Fo to s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Marcenaria Vol 2.indd 49 10/6/2015 9:32:28 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 50 Lixa vermelha: Lixa de uso misto, indicada para acabamentos de massas corridas, massas acrílicas e de madeira de qualquer densidade. Muito utilizada para lixar paredes entre demãos de pinturas. No uso do lixamento de madeira maciça ou industrializada, apesar de ser também indicada para madeira, não é considerada a melhor lixa para este uso, pois seu abrasivo tem pouca resistência e baixa durabilidade. Ainda assim, muitos profi ssionais da marcenaria optam por estes tipos pelo benefício que oferece em relação ao custo, sendo mais utilizada para lixar madeiras nas etapas de semiacabamento e acabamento. Lixa seca: lixa específi ca para madeira. Possui abrasivo com maior durabilidade, garantindo mais rendimento por folha de lixa. Com gramaturas fi nas, são indicadas para lixar madeiras maciças ou industrializadas exclusivamente na etapa de acabamento e polimento, para acabamentos especiais em pinturas, lacas, primes, seladora, vernizes e resinas. Geralmente encontra-se nas cores cinza ou rosada. Lixa amarela: Com materialidade inferior às demais lixas de madeira, essa lixa apresenta um abrasivo com baixa durabilidade, pois seus poros comumente se soltam da folha, além de terem gramatura grosseira, prejudicando o acabamento da superfície da madeira. Ou seja, dependendo da densidade de lixa (numeração), pode arranhar facilmente o artefato, tendo o efeito inverso na busca por melhor acabamento. Lixa d’água � na: fabricada para o lixamento de ferro, esta lixa é geralmente usada dentro de ofi cinas de funilaria por profi ssionais funileiros especialistas no acabamento de polimento da lataria e reparos gerais de autos. Estas lixas contêm gramaturas com característica de um abrasivo superfi no e por isso são identifi cadas com numerações altíssimas como 800, 2.000, entre outros, além de serem à prova de umidade. Na marcenaria, alguns profi ssionais as utilizam para acabamentos em lacas e vernizes PU e resinas de fi bra de vidro. Identi� cando os tipos de lixas lhe a lixa adequada ao artefato que está sendo confeccionando. Desta forma temos: lixas de gramaturas grossas, classifi cadas como lixas de alto desbaste, que possuem baixas numerações: 50, 60, 80, etc. Lixas de gramaturasfi nas, classifi cadas como lixas de baixo desbaste, que possuem numerações altas: 240, 280, 320, etc. Entretanto, há também um grupo de lixas consideradas de uso intermediário, com gramaturas médias, com numerações 150, 180 e 220, podendo ser utilizadas para lixar tanto madeiras maciças quanto madeiras industrializadas. Deve-se sempre levar em consideração a densidade das madeiras. A U LA - 5 Marcenaria Vol 2.indd 50 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 51 Lixa d’água grossa: também fabricada para o lixamento de ferro, a diferença está nos seus grãos de elevada densidade. Este tipo de lixa é indicado para um desbaste mais pesado, ou seja, é utilizada para lixar peças recém-soldadas, em que o ferro encontra-se grosseiro e sem porosidade para um acabamento mais fi no. Normalmente sua numeração fi ca entre 50 a 120. Os trabalhos realizados com estas lixas estão relacionados a serralherias onde o material ferro está em aspecto mais bruto. Assim como a lixa d’água fi na, ela é identifi cada pela cor preta ou cinza do grão, com moderada resistência à umidade. Lixa redonda: usada em lixadeira estacionária, esmerilhadeira, politriz, lixadeira roto-orbital e furadeira, de acordo com o tamanho e o modelo do equipamento, estas lixas de granulação variada podem ser utilizada para desbastes pesados, a fi m de calibrar a madeira ou até mesmo para a fi nalidade de um bom acabamento e polimento, dependendo exclusivamente do tipo de equipamento usado. Lixa de � ta/cinta: usada em lixadeiras estacionárias e lixadeiras de cintas manuais, existe em variados tamanhos, mas sua gramatura geralmente é indicada para o lixamento de madeiras maciças. Pode também ser utilizada em madeira industrializada, porém neste caso deve-se ter um maior cuidado, já que o poder de desbaste desta lixa é ampliado pelo giro constante da máquina. Entretanto, conforme a variação do abrasivo utilizado é possível chegar um ótimo acabamento, além de acelerar com efi ciência a produção na marcenaria. Imagens: Google Imagens, 2015. Numerações e letras Primeiramente devemos nos certifi car de que a lixa que estamos usando é realmente a correta para o artefa- to que queremos lixar. Acima, vimos as cores que caracterizam para qual tipo de material a lixa é preparada. Porém, muito além disso, é importante também saber identifi car o abrasivo da lixa e a letra correspondente à durabilidade da mesma. Dê preferência para lixas de marcas conhecidas, pois além de oferecerem vasta tipo- logia e gramaturas diferentes, possibilitam rápido reconhecimento de suas características no verso da folha, onde algumas até indicam os materiais indicados para se lixar. A letra signifi ca o tipo de material de que é feito a lixa, ou seja, pela letra podemos saber sua real resistência. Vejamos: A = papel leve G = papel pesado especial H = papel pesado T = papel à prova d’água K = pano e cola R = pano e resina S = combinação de papel e pano W = pano à prova d’água F = fi bra Observação: o número à frente da letra é usado apenas para controle interno dos fabricantes. 320 = referente a numeração do grão, o poder abrasivo da lixa T = letra que indica essa lixa tem um papel à prova d’água - sendo assim LIXA D’ÁGUA A U LA - 5 Marcenaria Vol 2.indd 51 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 52 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 1 e 2. 1) Desenho: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 2) Orçamento: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: O que é escala? Qual a sua importância no desenho? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 5 A U LA - 5 Marcenaria Vol 2.indd 52 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 53 AULA 6 Formação Empreendedora: Profi ssões que se transformam À medida que os processos de trabalho, as tecnologias e a sociedade mudam, as pro� ssões também se modi� cam: algumas desaparecem e outras se transformam. Precisamos pensar nas necessidades do país, mas também pensar nas necessidades das pessoas. Ou seja, toda a formação deve buscar fundamentos científi cos e o contato com áreas que permitam a refl exão sobre eles. Não é verdade que um marceneiro não precisa pensar e não precisa de um fundamento científi co. O fato de ele executar um trabalho técnico não implica não ter essa informação geral. Há experiências no Brasil que nos permitem inferir que, mesmo no ensino fundamental, você pode tra- balhar certos fundamentos. A técnica tem que estar associada a isso. E preciso pensar em uma formação que articule formação científi ca e técnica de forma muito intensa, para que as pessoas tenham capacidade de transformação e de adaptação, porque as profi ssões também se transformam. Os ferramenteiros e os frisadores da década de 1970 e 1980, na área da metalúrgica, por exemplo, não existem mais como profi ssões. Se a formação dessas pessoas foi estritamente técnica, difi cilmente elas se recolocarão no mercado de trabalho, ao passo que se elas tiveram uma formação geral sólida, as chances de recolocação aumentam. ATIVIDADE Converse em grupo sobre a importância do saber, do conhecer a arte de um ofício. Lembre-se de ressaltar a necessidade de fi car “ligado” no que acontece no mundo, para sempre planejar um futuro profi ssional mais sólido e atualizado. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A ULA - 6 Marcenaria Vol 2.indd 53 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 54 Entendendo as etapas de desbaste e acabamento O segredo do lixamento é cumprir as quatro etapas seguintes: calibração, semiacabamento, acabamento e polimento. Assim se obtém um artefato com excelência em acabamento. Bom saber para � car atento: o bom lixamento não é aquele onde o principal objetivo é chegar num artefato liso, mas sim em um artefato totalmente livre de irregularidades, como riscos, ondulações, desníveis e amassa- dos. A partir desta observação é preciso entender que o verdadeiro objetivo é eliminar tais defeitos buscando deixar a peça nivelada. Por consequência, após várias passadas de lixa, a peça obtém uma superfície lisa e sedosa. Vejamos mais em detalhe essas quatro etapas básicas. 1. Calibração Nesta etapa serão corrigidas as irregularidades mais grosseiras da superfície da madeira, como desníveis e ondulações. É o momento de tirar a maior quantidade de material conforme a necessidade. Para esta tarefa são indicadas lixas de granulação 50 a 120. Contudo, deve-se levar em consideração a densidade da madeira, só assim você saberá qual lixa usar: Madeira de baixa densidade: 100 a 120. Madeira de média densidade: 80. Madeira de alta densidade: 50 a 60. Fique ligado: o uso de certas lixas pode variar de acordo com o estado em que a madeira se encontra, podendo ser eliminada alguma etapa e se prosseguir gradualmente a etapa seguinte. 2. Semiacabamento Nesta etapa você vai eliminar os riscos deixados pelas lixas grossas na madeira. Aqui são indicadas lixas de granulação 100 a 120, independentemente da densidade da madeira. Porém, em madeiras que apresentam baixas densidades deve-se partir diretamente para a próxima etapa. 3. Acabamento Esta é a terceira e última etapa de lixamento que se faz com madeira crua. É preciso ter cuidado, pois se trata do toque fi nal do seu trabalho antes do polimento. Nesta tarefa são indicadas lixas de granulação 150, 180 e 220 para qualquer densidade de madeira, sendo executada manualmente ou por intermédio de uma lixadeira orbital. 4. Polimento Após fi nalizar a etapa de acabamento entramos na parte de aplicação de acabamentos sintéticos: seladoras, vernizes, primes, lacas e resinas. Neste processo são indicadas lixas de granulação 240 a 600. Este trabalho visa a deixar o aspecto da madeira sedoso, com um polimento superliso. Importante lembrar que após cada de- mão de verniz e outros acabamentos, deve-se dar uma quebrada de lixa para se obter o polimento desejado, para maior aderência do produto sintético aplicado. Lembrando que: Lixas 240 a 280 são indicadas para vernizes poliuretanos, seladoras e vernizes nitros comuns. Lixas 320 a 380 são indicadas para primes e laca nitroceluloses. Lixas 400 a 600 são indicadas para gomas lacas, vernizes especiais PU-bicomponente, nitroceluloses e resinas poliéster. Formação Técnica: Formação técnica - L� as Parte 2 AULA 6 A U LA - 6 Marcenaria Vol 2.indd 54 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 55 Atividade Prática: A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, descreva as etapas de lixas feitas sobre a peça. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 3 e 4. > Batente 3) Ajuste na peça: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 4) Fixação: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Como a escala é construída? __________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 6 A U LA - 6 Marcenaria Vol 2.indd 55 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 56 Existem várias classifi cações para diferenciar as atividades econômicas. Essas classifi cações levam em conta algumas características das atividades. Por exemplo: a classifi cação em setores primário, secundário e terciário. Assim, as atividades econômicas são classifi cadas de acordo com as suas características: No setor primário se incluem todas as atividades econômicas diretamente ligadas à natureza, como alimentos e produção de matéria prima para outros setores da economia; No setor secundário estão as atividades industriais e os processos de transformação que, com o uso de máquinas, transformam as matérias primas em outros bens ou produtos; O setor terciário inclui o comércio todos os tipos de prestação de serviços. As palavras-chave do setor terciário são serviços e atendimento ao cliente. ATIVIDADE A lista a seguir é uma classifi cação feita pelo IBGE, segundo um padrão nacional e internacional, chamado Classifi cação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Marque P para as atividades do setor primário; S para as atividades do setor secundário e T para as atividades do setor terciário. ( ) Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração fl orestal ( ) Pesca ( ) Indústrias Extrativas ( ) Indústrias de Transformação ( ) Produção e distribuição de eletricidade, gás e água ( ) Construção ( ) Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos ( ) Alojamento e alimentação ( ) Transporte, armazenagem e comunicações ( ) Intermediações fi nanceira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados ( ) Educação ( ) Saúde e serviços sociais ( ) Outros serviços coletivos, sociais e pessoais ( ) Serviços Domésticos ( ) Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais AULA 7 Formação Empreendedora: Atividades industriais e atividades de serviços A U LA - 7 Marcenaria Vol 2.indd 56 10/6/2015 9:32:29 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 57 Cite cinco tipos de atividades econômicas que você conhece e marque (P) para as atividades do setor primário; (S) para as atividades do setor secundário e (T) para as atividades do setor terciário. ( ) ______________________________________________________________________________________ ( ) ______________________________________________________________________________________ ( ) ______________________________________________________________________________________( ) ______________________________________________________________________________________ ( ) ______________________________________________________________________________________ Formação técnica: Massas especiais para marcenaria AULA 7 Acrílica PVA de madeira A massa para madeira é um componen- te acrílico PVA (polímero vanila) solúvel em água. Produzida a partir da mistura de pó de madeira maciça com cola PVA e corantes naturais, é menos agressiva e mais leve para aplicação na madeira. Indispensável para o trabalho na marcenaria e também no restau- ro, é possível corrigir de pequenas a médias imperfeições na superfície da madeira, além de prepará-la para uma possível pintura, seja com lacas coloridas ou tintas sintéticas. Co- nhecida popularmente como Massa F12, está disponível em várias cores de madeiras natu- rais como imbuia, pau-marfi m, tabaco, mog- no e cerejeira, entre outras. Para uma boa aplicação é preciso utilizar uma espátula flexível e realizar um preen- chimento superficial, evitando excesso, em primeiro lugar para que não ocorra desper- dício, mas principalmente para evitar que o excesso vaze para o entorno do local aplica- do, devido à pigmentação ocorrida no pro- cesso de secagem, já que isso pode man- char a superfície da madeira. A secagem da massa varia de acordo com a quantidade aplicada, podendo demorar minutos, horas ou até mesmo ter que ficar de um dia para o outro. Após a cura, recomenda-se lixar para obtenção de nivelamento e uniformidade em relação à madeira, utilizado-se lixas de granulações intermediárias: com numera- ções 150, 180 e 220. DICAS Não exagere na quantidade de massa aplicada, pois mesmo sendo a base de água ela contém cola PVA em sua composição, o que faz com que todo excesso em volta da área aplicada fi que queimado, difi cultando o acabamento fi nal. Não use espátulas duras na aplicação. Fo to s: Ce nt ro d e Fo rm aç ão d e Ar te sã os e A rt ef at os e m M ad ei ra : P ro je to A rt es N as ce nt es , 2 01 1/ 20 13 . A U LA - 7 Marcenaria Vol 2.indd 57 10/6/2015 9:32:31 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 58 Nunca se esqueça de umedecer a madeira que será aplicada para ver se a massa corresponde ao mesmo tom de coloração. Muitas vezes o tom da massa não corresponde ao da madeira, neste caso, é importante o conhecimento das misturas de cores para formar outros tons. Tenha sempre em mãos um tingimento em pó para pintura nas cores: amarelo, vermelho e mar- rom, que ajudará na confecção de outros tons de madeiras maciças. Quando houver excesso na área aplicada, evite usar a lixa diretamente sobre a massa, pois isso acabará com a vida útil dela. Utilize uma raspa- deira para remover superfi cialmente este exce- dente. Após fi nalizar esta tarefa, lixe a massa até nivelá-la com a madeira. A massa F12 para madeira não é indicada para correções em quinas muito densas. Neste caso, prefi ra realizar uma cirurgia com técnica de in- crustação. Caso aconteça da massa secar na embalagem, simplesmente jogue um pouco de água com um pouco de cola PVA e misture bem até atingir ho- mogeneidade. Limpe bem a tampa do recipiente evitando sujeira ao longo das bordas, coloque a massa de volta e tampe bem, evitando assim a en- trada de ar. Em alguns caso, utilize um plástico fi l- me sobre a abertura do recipiente colocando logo em seguida a tampa, evitando assim a entrada de ar e a corrosão do mesmo caso seja de metal. MASSAS SINTÉTICAS Massa plástica Massa de uso automotivo, geralmente de cor branca e cinza, a massa plástica tem capacidade de secagem rápida, graças à mistura do catalisador. Mui- tas ofi cinas de marcenaria passaram a utilizar este produto pela vantagem que oferece em relação à demora de secagem da massa acrílica PVA, propor- cionando ganho de tempo e, consequentemente, de lucro, pois passou-se a produzir mais, principalmente no segmento de móveis laqueados coloridos. Esta massa é ideal para correções nos casos em que se requer rapidez de acabamento, como em reparos de quinas e buracos de grande dimensão, especifi camente em chapas de compensado, aglo- merado, OSB e MDP. Porém, por não ser uma massa natural, não dispõe de tonalidades com as da massa acrílica PVA. Assim, quando utilizada diretamente em madeira maciça é preciso dar a cor adequada utilizan- do tingimentos para envernizações incolores. A secagem pode variar de acordo com a quanti- dade de massa utilizada e de catalisador adicionado, normalmente por gotas. O ideal é colocar de 3 a 5 go- tas de catalisador observando sempre o percentual adequado para a quantidade de massa. Assim uma quantidade além do ideal pode não somente preju- dicar a trabalhabilidade da massa, por fazer a massa secar rápido demais trazendo sério risco de perda do material, como também atrapalhando o seu lixamen- to, por formar uma massa demasiado rígida. Massa rápida Massa automotiva para acabamento de superfí- cies, a massa rápida está presente em ofi cinas de fu- nilaria, principalmente para correção de pequenas e médias imperfeições e cavidades na lataria. Na marcenaria seu uso tem a mesma fi nalidade: preencher cavidades na superfície, mas também pre- encher poros de madeira maciça e compensados, a fi m de promover um alto nivelamento para o rece- bimento de pinturas especiais, como lacas e tintas sintéticas, com objetivo de eliminar o acabamento poroso natural da madeira. Depois de seca recomen- da-se lixar a superfície com gramaturas 180 ou 220, para se obter uma superfície totalmente lisa e livre de imperfeições. Dentre as massas sintéticas ela é a mais complexa, pois não pode ser tingida e sua aplicação não é tão simples, exigindo espátulas bem fl exíveis e preenchimentos graduais. Ou seja, não é indicada a aplicação de uma segunda camada de massa sem que a primeira tenha secado ou pelo menos ter inicia- A U LA - 7 Marcenaria Vol 2.indd 58 10/6/2015 9:32:32 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 59 do sua cura. Desta maneira, seu tempo de secagem pode se tornar relativamente mais longo, pois a cada aplicação é necessária uma camada fi na sem grande excessos, variando apenas na proporção da cavidade ou do nível de porosidade que a madeira apresenta. Massa de madeira sintética Diferente da massa acrílica PVA, a massa de ma- deira sintética está ligada à correção de pequenas imperfeições em madeiras que receberão pinturas em esmaltes sintéticos, tintas a óleo e também lacas nitroceluloses. Entretanto, como não produz um pre- enchimento efi ciente com boa estabilidade como a massa rápida, não é recomendada para o preenchi- mento de superfícies porosas, limitando seu uso a pe- quenas cavidades e ranhuras. Além disso, esta massa só deve ser usada em artefatos que receberão pintu- ras, já que em geral este material não se encontra em outras cores a não ser o tradicional branco, que justa- mente facilita a aplicação de tintas e lacas coloridas. Massa acrílica tradicional e massa corrida Relacionadas a pinturas, correções de cantos de paredes e rodapés e acabamentos de cantos de batentes dentre outros, a massa acrílica tradicional e corrida é mais comumente utilizada na junção de madeira e alvenaria, quando há a montagem de móveis embutidos sendo necessário fechar os fri- sos existentes entre a parede e omóvel. Neste caso, é importante observar a cor da parede para usar a mesma tonalidade de massa. Aplicada adequa- damente, garantirá um móvel totalmente unido à alvenaria, sem qualquer abertura. A aplicação deve ser feita com espátula estreita e fl exível, para assim evitar excessos causadores de manchas, já que nes- te processo de acabamento se evita o uso de lixas, pois somente o arremate da massa perfeitamente aplicado resultará num ótimo acabamento. ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) Cores Padrão Branca Cores Especiais (Blister)( ) Cimaru Marfi m Jatobá Cerejeira Sucupira Mogno Imbuia Nó-de-Pinus Ipê Castanho Cerezo Carmel DF ( ) Ébano DF ( ) Freijó Granada DF ( ) Marfi m Sena DF ( ) Marfi m DF ( ) Marfi m Natural ( ) Jatobá Clássico DF ( ) Mogno DF ( ) Nogueira Murano DF ( ) Freijó DF Freijó Rústico, Nogueira Capri e Tauari ( ) Maple Verona DF Carvalho Douro ( ) Pátina Branca DF Branco Malibú, Peroba Gris ( ) Pátina Pérola DF ( ) Pátina Bege DF Nogueira Antígua ( ) Pátina Marfi m DF ( ) Ipê Ambar Amendoa Curaçao, Nogueira Baú, Nogueira Palermo, Nogueira Samba, Parquet Nogueira, Teca Ávila ( ) Ipê DF Carvalho Java, Ipê Antibes, Nogueira Italiana ( ) Carvalho Provençal DF ( ) Carvalho DF Cavalho Antigo, Carvalho Colonial, Cavalho Montreal, Cavalho Reno, Nogueira Mel, Parquet Maple ( ) Carvalho Malta Cavalho Creta, Carvalho Ibiza, Cavalho Viena, Teca Vermont ( ) Carvalho Santorini DF Atividade Prática: A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, quais tonalidades foram utilizadas no artefato. A U LA - 7 Marcenaria Vol 2.indd 59 10/6/2015 9:32:32 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 60 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 5 e 6. > Folha de Porta. 5) Ajustes na folha da porta: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 6) Marcação para instalação das dobradiças: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: O que é gabarito e qual a sua importância no desenho? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 7 A U LA - 7 Marcenaria Vol 2.indd 60 10/6/2015 9:32:32 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 61 AULA 8 Formação Empreendedora: Diferenciando produção de bens e prestação de serviços Na economia urbana predominam atividades de dois setores: o secundário (atividades industriais) e o terciário (atividades de serviço). A tendência atu- al é de crescimento do setor de serviços. Em muitos países, os serviços já correspondem a mais de 70% da atividade econômica. Mas, como podemos dife- renciar atividade industrial de atividade de serviços? Diferenciando atividade industrial & atividade de serviços: A indústria transforma matéria-prima em bens ou produtos. Serviços oferecem ações e informações para atender às necessidades dos clientes. Comércio, transportes, ensino, saúde, adminis- tração, fi nanças são atividades do setor de serviços. O trabalho do taxista, por exemplo, é transportar passageiros; da cabeleireira é cortar ou pentear o cabelo das clientes; o garçom é servir à mesa; do ATIVIDADE Na tabela abaixo liste as atividades econômicas do seu bairro e classifi que-as segundo o setor da economia. Identifi que também se fazem parte da produção de bens ou de serviços. guia de turismo é dar informações, oferecer roteiros e guiar seus clientes em passeios. Se você teve dú- vidas para realizar a atividade anterior, não se preo- cupe: hoje em dia essas incertezas são comuns, pois as características das atividades agro-extrativistas, industriais e de serviços estão se misturando. A mecanização da agricultura e das atividades extrativistas, por exemplo, deu a esse setor, que é primário, características próprias do setor secun- dário. Em consequência, muitas atividades do setor primário estão cada vez mais parecidas com as das indústrias. É, entre outros, o caso das atividades ex- trativistas de minerais, como o petróleo e o gás na- tural, chamadas de indústria extrativista. Nos outros setores isso também acontece. Cada vez mais os produtos industriais são vendidos acom- panhados de uma série de serviços. Ao comprar um celular, por exemplo, que é um produto industrial, o consumidor tem direito a assistência técnica, cen- trais de atendimento, promoções, clubes de consu- mo e outras formas de relacionamento. E essas são atividades do setor de serviços. Primário Secundário Terciário De Bens De Serviços SETOR PRODUÇÃOATIVIDADE ECONÔMICA A U LA - 8 Marcenaria Vol 2.indd 61 10/6/2015 9:32:32 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 62 Aço carbono Broca tradicional para furação de madeira, largamente encontrada nas pequenas ofi cinas de marcenaria e robistas, devido à sua relação custo-benefi cio, se comparado a outras brocas de preço elevado. Parecida com a broca de aço rápido, diferencia-se por seu corpo cilíndrico escuro. É indicada somente para madeiras de baixa a média densidade, estando disponíveis em formatos não muito compridos e em espessuras de até 12 mm. Três pontas Broca especial de três pontas, sendo a central para localizar perfeitamente a broca no ponto de furação, não permitindo que escape durante o trabalho. É utilizada em todo tipo de madeiras: duras, macias, compensados, laminados decorativos, aglomerados, etc., pois possui um corte super poderoso ao longo de seu corpo cilíndrico. Confeccionada em cromo-vanádio, garante maior estabilidade e maior resistência contra perda do corte na penetração da madeira, mesmo em espécies que contêm mais resinas. Chata Com formato diferente achatado, esta broca possui grande poder de corte, devido à ponta central, que impede que escape do ponto inicial, e às pontas laterais que riscam a madeira sem permitir que ao redor do furo lasque ou trinque. Outra característica desta broca é que ela possui hastes compridas, proporcionado furos de grande profundidade, e o corpo largo, possibilitando realizar furos cilíndricos de grande diâmetro. Formação Técnica: Brocas para � ração AULA 8 A ferramenta broca é uma haste metálica confec- cionada em metal de alta resistência, composta de canais helicoidais, parecidos com uma espiral que facilitam a saída de material penetrado na furação ou usinagem, até a ponta do gume inicial da broca, semelhante a um parafuso. Possuindo corte de ar- ranque em sua ponta, a broca penetra no material deixando um furo redondo de dimensões precisas. Na marcenaria, este acessório é de extrema im- portância, pois será de constante uso na furação de madeiras, chapas de aço, alvenaria etc. Contudo, é importante saber que há diferentes tipos de brocas para furações, com modelos específi cos paracada material, em especial brocas para madeira, aço, alve- Brocas para madeira Existe muita variedade de broca para madeira. Geralmente são feitas em aço carbono ou cromo-vanádio, exclusivamente para furar madeiras em geral, de baixa a alta densidade. A diferença entre elas está no for- mato, tamanho da bitola e comprimento, que garantem um furo mais preciso, rápido e seguro. Vejamos as principais brocas para madeira: naria e vidro, que de acordo com o material confec- cionado, permitindo maior autonomia na furação sem perda tempo e acabamento. A U LA - 8 Marcenaria Vol 2.indd 62 10/6/2015 9:32:33 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 63 Serpentina Dentre as que proporcionam furos profundos, a broca em serpentina é a mais indicada, pois é confeccionada com ótimo material que difi cilmente perde a afi ação. É indicada para trabalho em carpintaria, na furação de vigas, caibros, pontaletes e pilares. Com uma ponta centradora provida de rosca que difi cilmente escapa. Por possuir formato helicoidal alongado, torna a furação rápida e precisa, pois as aparas de madeira não se acumulam sobre a broca, permitindo um furo limpo, preciso e seguro. Sua ponta de fi xação para furadeira tem formato sextavado, garantindo maior aperto com menor trepidação. Broca max speed Broca especial devido a sua forma inicial que permite maior arranque na furação, sem o acúmulo de material, já que há três canais helicoidais pouco profundos. Sua materialidade e ponta piloto rosqueada garantem uma furação precisa, com ótima limpeza e profundidades médias, com sua haste sextavada. Por estas razões, essa broca é um acessório caro, mas que justifi ca o investimento. Ferro de pua Uma das primeiras brocas de furação solta usada com as ferramentas, Arco de pua e Furadeira mecânica antiga. Este tipo de broca continua sendo fabricada, já que o arco de pua ainda é comercializado e usado em trabalhos específi cos, porém os novos modelos estão mais funcionais e aperfeiçoados, da mesma maneira a própria broca ferro de pua. Serra-copo Geralmente usada para furar respiros de roupeiros, dispensas, cômodas e estrados de cama e outros trabalhos, que requerem diâmetros maiores. A broca serra-copo está disponível em variados tamanhos e materiais, para furar madeira, ferro, vidro e até mesmo concreto. Estas brocas consistem numa coroa dentada com um pino no centro que serve para centralizar o furo. Para furar madeira e derivados não é necessário grande experiência, basta escolher o tamanho da serra, centralizá-la corretamente no ponto e usar a furadeira em velocidade parcial. Verruma Sendo uma ferramenta antiga, esta broca manual serve exclusivamente para marcar os pontos para furação ou para casos de pequenos parafusos como os de dobradiças, fechaduras e corrediças. A partir da sua ponta rosqueada e pontiaguda consegue penetrar na madeira perfurando-a levemente, mostrando-se útil para fi xações rápidas de parafusos curtos. A U LA - 8 Marcenaria Vol 2.indd 63 10/6/2015 9:32:34 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 64 Aço rápido As brocas de aço rápido são propriamente preparadas para furar chapas de metais como alumínio, cobre e metais duros como ferro e aço. Confeccionada em aço rápido, a haste cilíndrica da broca tem mais resistência ao calor evitando o destemperamento. Entretanto é importante utilizar óleos especiais ou lubrifi cantes para que aumente a penetração no material evitando desgaste e o próprio destemperamento. Apesar de ser uma ferramenta projetada com o propósito específi ca da usinagem de metais, alguns profi ssionais a utilizam para furar também madeira, já que é um material muito mais leve em comparação ao metal. Porém, deve-se ter cuidado com a seiva da madeira que pode cegar a broca ao longo de várias furações. Widea Esta broca foi criada para furar materiais de alta resistência, como paredes de alvenaria, concreto, ladrilho, mármore, betão, etc. Não serve para furar metais ou madeira já que seu corpo, apesar de também ser helicoidal, não possui corte, ou seja, não tem afi ação. Com sua ponta em forma de fl echa é capaz de furar em segundos qualquer parede. Lembrando que, sempre que estiver usando esta broca, é importante colocar a furadeira na posição de martelete para maior impacto. Widea SDS plus Esta broca é ideal para trabalhos constantes em furos em alvenaria e materiais rígidos, como concreto, pedras etc. Possuindo o mesmo formato da broca widea tradicional, apresenta três importantes diferenças: contém duplo metal duro em sua ponta e ao longo do corpo, três canais helicoidais, e não é presa com mandril e sim por um sistema de engate de furadeiras marteletes. Por conta disso, são muito mais precisas, oferecendo mais agilidade tanto em furações e demolições. Multiconstruction (construção múltipla) Esta broca foi desenvolvida para realizar perfurações mistas, ou seja, com apenas uma broca é possível furar mais de oito materiais diferentes: ladrilho, cerâmica, azulejo, eternite, plástico, alumínio, aço de construção, material leve, madeira, alvenaria, pedra natural e concreto. Por possuir níquel e aço rápido em sua haste e duplo aço duro em sua ponta superior, permite perfurações rápidas e precisas em diferentes tipos de materiais. O acabamento superfi cial é obtido pela deposição de níquel evitando corrosões. Brocas para metais Brocas para alvenaria São brocas hiper-resistentes usadas para furar materiais de alta resistência como concreto, mármore, gra- nito e azulejo, entre outros. No comércio, são encontrados dois tipos de brocas, cada uma fabricada com materiais distintos em sua ponta superior: aço temperado e aço duro (conhecida popularmente com ponta de diamante por ter alta resistência). Broca especial de alta perfuração A U LA - 8 Marcenaria Vol 2.indd 64 10/6/2015 9:32:34 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 65 Broca para vidro e cerâmica Broca desenvolvida a partir de material de alta resistência, com ponta envolvida por um núcleo de diamante, possibilitando perfurações em cerâmicas e vidros comuns e temperados de variadas espessuras. Diante disto, em móveis que necessitam de perfurações especifi cas para a instalação de puxadores e ferragem diversas. ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 7 e 8. > Folha de Porta. 7) Encaixe para as dobradiças da folha e do batente: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 8) Pendurar a folha de porta: __________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Como aferir o gabarito de um artefato em madeira? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Atividade Prática: A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, verifi que qual acessório broca foi utilizado para a construção do artefato. ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 8 A U LA - 8 Marcenaria Vol 2.indd 65 10/6/2015 9:32:34 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 66 AULA 9 Formação Empreendedora: f� endo n� so empreendimento voar – Parte 1 A pessoa empreendedora é aquele indivíduo que detém uma forma..........................................................................................................................................................................................................................................60 8ª AULA Formação Empreendedora: Diferenciando Produção de Bens e Prestação de Serviços .............................................................61 Formação Técnica: Brocas para Furação ..................................................................................................................................................................................62 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................65 9ª AULA Formação Empreendedora: Fazendo nosso Empreendimento Voar – Parte 1 .....................................................................................66 Formação Técnica: Fresas ......................................................................................................................................................................................................................67 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................70 10ª AULA Formação Empreendedora: Fazendo Nosso Empreendimento Voar – Parte 2 .....................................................................................71 Formação Técnica: Pregos ....................................................................................................................................................................................................................72 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................76 índiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndice APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................9 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................................................................................10 Marcenaria Vol 2.indd 6 10/6/2015 9:31:48 AM 11ª AULA Formação Empreendedora - Empreendedor Tradicional.........................................................................................................................................77 Formação Técnica: Parafusos .............................................................................................................................................................................................................80 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................82 12ª AULA Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 1 ........................................................................................................................83 Formação Técnica: Ferragens para Marcenaria .................................................................................................................................................................84 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................85 13ª AULA Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 2 ........................................................................................................................86 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 1 ..........................................................................................................................................................87 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................88 14ª AULA Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 3 ........................................................................................................................90 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 2 ..........................................................................................................................................................91 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................91 15ª AULA Formação Empreendedora: Um outro Mundo é Possível ........................................................................................................................................92 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 3 ..........................................................................................................................................................93 Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................94 16ª AULA Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 1 .................................................................................................................................95 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 4 ..........................................................................................................................................................96 17ª AULA Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 2 .................................................................................................................................98 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 5 .......................................................................................................................................................100 18ª AULA Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 3 ..............................................................................................................................103 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 6 .......................................................................................................................................................104 19ª AULA Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 4 ..............................................................................................................................108 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 7 .......................................................................................................................................................109 20ª AULA Formação Empreendedora: A Economia e seus Fundamentos – Parte 1 ...............................................................................................110 Formação Técnica: Principais Ferragensespecial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos (mercadorias ou serviços), gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É uma pessoa inovadora que modifi ca, com sua forma de agir, qualquer área do conheci- mento humano. Empreendedorismo é o termo utilizado, no cenário econômico, para designar o funda- dor de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.8 (8) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo. Características de uma Pessoa Empreendedora A maioria dos textos que tratam das caracterís- ticas ou do “perfi l” de um empreendedor começa dizendo que um empreendedor tem “espírito cria- tivo e pesquisador”. Ou seja, o empreendedor é al- guém que consegue inventar, produzir, dar origem a novos produtos e ações; mas ao mesmo tempo é alguém que tem um olhar atento para tudo o que está a sua volta, é curioso e está sempre disposto a aprender coisas novas. É interessante que o empreendedor seja pensa- do como uma mistura entre criatividade e esforço de pesquisa. Muita gente acha que ser empreen- dedor é ter ideias geniais e sair fazendo. Mas estes textos mostram que ser empreendedor está mais próximo daquela expressão que diz que os resulta- dos alcançados são compostos 10% de imaginação e 90% de suor. Isto é: as boas ideias contam, mas elas não são sufi cientes sem a disposição para fa- zê-las acontecer. Ser criativo Ter disposição para pesquisar Olhar atento para as necessidades das pessoas Olhar atento para as oportunidades de novos negócios que aparecem Aceitar o risco como parte da atividade Confi ar na ideia que está se propondo a desenvolver Ter conhecimentos técnicos ou experiência para a gestão e para o desenvolvimento do produto e/ou serviço Ser capaz de tomar decisões e de se responsabilizar por elas Ser determinado Estabelecer metas (desde que sejam realizáveis, é claro) e trabalhar visando atingi-las Ser efi ciente Ser fl exível Ter iniciativa Ser persistente A U LA - 9 Marcenaria Vol 2.indd 66 10/6/2015 9:32:35 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 67 1) O que você achou dessas características? Quais dessas características você acredita que já possui? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 2). Você acha que essas características já nascem com a gente ou elas podem ser desenvolvidas? Quais dessas características você acha importante desenvolver? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 3) E quais dessas características você acha que “batem de frente” com as necessidades de um empreendimento econômico solidário? Por quê? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 4). Você concorda com a frase: “ (O empreendedor) trabalha sozinho. O processo visionário é individual”? Justifi que: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Fresas AULA 9 A fresa é uma ferramenta de corte lateral dispon- do de facas de corte para desbaste vertical ou hori- zontal. Existem vários tipos de fresas, cada uma com uma ou mais fi nalidades. Em geral, são usadas para usinar os dentes das engrenagens, abrir fendas em eixos ou copiar outras peças. No trabalho com madeira, elas são usadas para usinar (cortar, moldar, desbastar e furar), sendo possível confeccionar molduras, rebaixos de baten- tes, embutir parafusos e dobradiças, fazer encaixes para montagem de móveis, confeccionar espigas de lambril, cortar peças em variados formatos, fu- rações, etc. Assim, com base nas máquinas elétricas portáteis e estacionárias, há diversos equipamen- tos da marcenaria que fazem uso desses acessórios, dentre os quais podemos destacar: tupia lamina- deira/rebordadeira, tupia de coluna manual, tupia de coluna estacionária, furadeira vertical e furadeira horizontal. Importante destacar que a ferramenta fresa não deve ser entendida como uma broca, pois apesar de realizar furações ou iniciar o desbaste por sua ponta superior, ela é uma ferramenta de des- baste lateral, com facas que trabalham com arran- que fi nal horizontal, sendo possível correr a madei- ra ao sentido transversal em relação à posição de instalação na máquina. A U LA - 9 Marcenaria Vol 2.indd 67 10/6/2015 9:32:35 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 68 Fresas para tupia estacionária Estas fresas são preparadas para trabalhar a usinagem de madeiras maciças de média a alta densidade, que por sua alta rigidez exigem um poder de desbaste de maior resistência e desempenho de corte. Para tanto são usadas as facas de widea (aço duro) incrustadas no corpo de metal principal. Indicadas para trabalhos de marcenaria e carpintaria, são usadas na fabricação de portas maciças em geral, janelas de correr, venezianas, molduras, batentes, rodapés, assoalhos, forros, deques, encaixes e ornamentos em geral para móveis. Há variados tipos de fresas, todos geralmente preparados para a instalação tradicional na máquina estacionária tupia de colunas, com eixo central para a fi xação das ferramentas fresadoras de desbastes. Entretanto há equipamentos que contêm um corte vertical no eixo da tupia possibilitando a instalação de fresas concebidas de maneira artesanal por profi ssionais ferramenteiros. Deste modo é possível conseguir desenhos únicos, fora dos padrões comercializados. Fresas para tupia manual Estas fresas são menos resistentes se comparadas a fresas para tupia estacionária, por serem de aço rápido, o que limita o trabalho com madeiras maciças. Por bom senso, o profi ssional deve usá-las somente para o desbaste em madeiras de baixa a média densidade. Mesmo com esta limitação, as fresas para tupia manual têm larga utilização com fi nalidades diversas, por exemplo: usinar sobras de laminados decorativos, moldurar artesanatos e cantos de móveis, fabricar pequenas molduras, fazer canaletas para gavetas, embutir dobradiças, elaborar encaixes e rebaixos, copiar desenhos por meio de gabaritos, etc. No comércio de ferramentas há grande variedade de fresas para tupia manual laminadeira e de coluna, porém seu custo poderá se elevar de acordo com o modelo e materialidade das fresas. O mais comum em ofi cinas é adquirir estojos com kits básicos para os trabalhos do dia-a-dia, seja em madeira maciça ou industrializadas. A U LA - 9 Marcenaria Vol 2.indd 68 10/6/2015 9:32:35 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 69 Escareador Esta fresa é indicada para trabalhos em que se necessita que os parafusos fi xados fi quem visivelmente aparentes, porém parcialmente embutidos. Ou seja, com esta fresa se faz uma cavidadeinclinada de acordo com a bitola (espessura) da cabeça dos parafusos, deixando-o mais rente ou mais aprofundado na junção de madeiras, como é o caso de um montante de móvel fi xado nas prateleiras horizontais, por exemplo. O objetivo desta usinagem é obter um artefato mais acabado e durável, com as ferragens de fi xação não expostas, evitando problemas de estrutura e acidentes com estes componentes. Existem diferentes modelos de escareador, cada um projetado para variadas funções e materiais, como para metais, alvenaria e madeira, entre outros. Na marcenaria, os tipos mais adotadas pelos profi ssionais marceneiros são: escareador com haste de comprimento médio com chanfro e diâmetro de 10,4 mm, conhecido entre os profi ssionais como “chapéu chinês”; e o escareador com broca ponta piloto, ideal para furos e escareações rápidas para fi xação de parafusos. Fresa copo Fresa especialmente desenvolvida para furação de portas de móveis que irão receber dobradiças especiais de pressão, conhecidas também como dobradiças de caneco ou copo. Sua perfuração é altamente precisa, oferecendo um corte limpo e perfeito, se o operador souber manuseá-la corretamente. Possui lâminas com alto poder de desbaste que evitam lascados ao redor do furo, caso as portas sejam revestidas com laminado decorativo, laminado de madeira ou mesmo em chapas de MDF já revestidas. É certo afi rmar que esta fresa possui grande vida útil, pois o copo é confeccionado com metal de alta resistência e lâminas de widea, garantindo maior autonomia e durabilidade. Suas medidas tradicionais estão relacionadas com as dobradiças disponíveis no mercado, com diâmetros de 35 mm e 26 mm, mas existem outras medidas, embora pouco usadas pelas marcenarias. Fresa topo para furação Fresa especial, confeccionada em aço rápido e lâminas de widea incrustadas, sendo utilizada exclusivamente para furações em topos de madeiras maciças de qualquer densidade, para encaixes de respigas, canaletas e rebaixos em grande quantidade. Trabalhos como este exigem maior resistência e autonomia da lâmina da fresa para que esta não perca o fi o após longas horas de trabalho, pois diferente das brocas que aquecem com constante uso, este tipo de ferramenta acessório possui grande poder de corte, alinhamento da haste e autolimpeza na furação, evitando assim o destemperamento. Desta forma, a fresa para furação, é a ideal para furações contínuas, instaladas em furadeira vertical e principalmente horizontal, devido à sua base móvel para limpeza do furo. Imagens: Google Imagens, 2015. A U LA - 9 Marcenaria Vol 2.indd 69 10/6/2015 9:32:36 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 70 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 9 e 10. > Folha de Porta. 9) Finalizar a instalação: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 10) Instalação das fechaduras: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: O que é protótipo e qual a sua importância na construção do artefato? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 9 A U LA - 9 Marcenaria Vol 2.indd 70 10/6/2015 9:32:36 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 71 AULA 10 Formação Empreendedora: F� endo n� so empreendimento voar – parte 2 ATIVIDADE Um encontro é pouco para a gente retirar dessa experiência tudo aquilo que ela ensina para a gente. Agora vamos nos dedicar a registrar nossas impressões sobre como foi produzir a nossa pipa. Registrando nossas primeiras impressões... O que você achou da atividade desenvolvida na aula anterior? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ O que você observou da atividade que poderia servir para um empreendimento econômico? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Quais aspectos da atividade você gostaria de aprofundar? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 10 Marcenaria Vol 2.indd 71 10/6/2015 9:32:36 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 72 O prego é um instrumento constituído de uma haste linear para fi xação de peças unidas por sobreposição. Os primeiros pregos no Brasil eram confeccionados em madeira, com a es- pécie pau-ferro, de maior resistência por sua altíssima densi- dade. Outras espécies com alta rigidez, como o pau-roxo e o pau-marfi m, também eram usadas, sobretudo nas primeiras casas coloniais, até o momento que se instalaram as primeiras ofi cinas para a fabricação de pregos forjados em bigornas com os antigos profi ssionais ferreiros. Passados os anos, já confec- cionados em metal, com uma das pontas afi adas, juntamente com a industrialização e novas tecnologias, surgiram outros tipos específi cos para variadas construções, mesmocom o sur- gimento dos parafusos com rosca autoatarrachante e sober- ba. Usados exclusivamente para unir peças com fi m defi niti- vo ou fi xar partes temporariamente, os pregos atuais podem ser encontrados em diferentes tamanhos, formas e materiais, como: prego sem e com cabeça, prego de aço, pregos de ferro comum, prego de aço galvanizado etc. Vejamos os principais tipos utilizados para fi xação de madeira. Formação Técnica: Pregos AULA 10 Pregos antigos de metal forjados manualmente. Perceba a diferença de bitola e a cabeça deslocada do centros, da mesma maneira que não eram confeccionadas com perfeito alinhamento. Fo nt e Im ag en s: ht tp :// w w w .a lte ro em er .d e/ . Prego com cabeça Dentre todos os pregos, o com cabeça é o mais usado, independente da tipologia, já que sua cabeça proporciona maior penetração e união dos módulos, possibilitando uma fi xação mais segura e rígida. Aplicações: construção de casas, confecção de estruturas, construções pesadas, marcenaria, caixotes e usos domésticos. Prego sem cabeça O prego sem cabeça é mais usado por ofi cinas de marcenaria e artesanato, pois proporciona um acabamento limpo em relação ao prego com cabeça, além de ser fácil de puncioná-lo para dentro da madeira. Outro benefício é não manchar a madeira com ferrugem, o que geralmente ocorre com o prego com cabeça, conforme as peças envelhecem. Aplicações: marcenaria, móveis, assoalhos, deques, rodapés, guarnições, portas, janelas e etc. Prego galvanizado Este prego é comum aos demais já citados, porém com uma simples e importante diferença: tem maior resistência à corrosão graças a um banho especial que recebe ao fi nal na fabricação, garantindo maior vida útil e eliminando o aparecimento de manchas de ferrugem. Aplicações: móveis especiais, molduras, deques e fi xação externa em construção civil. A U LA - 10 Marcenaria Vol 2.indd 72 10/6/2015 9:32:37 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 73 Prego telheiro Este prego é indicado para fi xação de telhas do tipo tradicional de fi brocimento. Por ser 100% galvanizado, protege contra a corrosão e não vaza, graças à borracha fl exível em sua ponta superior. Também é resistente à dilatação da madeira e movimentação do telhado, pois tem um corpo em espiral, proporcionando maior fi xação e segurança às telhas. Aplicações: telhas de fi brocimento, aço, alumínio, folhas de zinco com espessura de até 5 mm com pequenas ondas de até 39 mm sobre estrutura de madeira. Prego para tacos Possuindo um formato em L, este prego é o mais indicado para fi xação de tacos, assoalhos e batentes, pois seu formato sextavado permite maior aderência ao objeto fi xado. Aplicações: fi xação de tacos, assoalhos e batentes diversos. Prego anelado O prego anelado é considerado um dos pregos que proporciona melhor fi xação entre peças, isso porque seu corpo é estabelecido por anéis chanfrados que possibilitam maior aderência, garantindo alta resistência a movimentações e expressivo rendimento de material. Aplicações: madeiras de baixa densidade (macias), caixotes em geral, paletes, embalagens e móveis. Prego ardox Este prego tem alto poder de penetração, garantindo melhor fi xação entre peças. Com ótima aderência em madeiras de alta densidade, possui corpo helicoidal, garantindo maior estabilidade e resistência à movimentação das peças unidas. Aplicações: paletes, embalagens, caixotes gerais, estrutura de madeira e suportes de madeiras. Prego quadrado Possuindo formato quadrado com canto em ângulo de 90° graus, com quatro lados, torna-se o prego mais adequado para trabalhos em peças fi xadas que possam exercer intenso movimento, garantindo total conexão e não permitindo que a madeira movimente-se, o que ocasionaria a desunião. Não enferruja por ser galvanizado a fogo. Aplicações: cascos de embarcações, acabamento interno de embarcações, mata- burros e deques de piscinas. Prego cabeça dupla Este prego é característico de obras de construção civil, por ser considerado um elemento temporário. Com dupla cabeça é possível fi xá-lo e removê-lo quantas vezes necessário, reduzindo bastante a perda de material. Aplicações: fechamento de formas, fi xação dos aprumadores, escoramento de lajes, estruturas de bandejas e estruturas temporárias. A U LA - 10 Marcenaria Vol 2.indd 73 10/6/2015 9:32:37 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 74 Para a fi xação de peças com pregos é necessário realizar um procedimento de união com técnica adequada, a fi m de promover a estabilidade e resistência da estrutura. Nas imagens é possível verifi car usos básicos no dia-a-dia de uma ofi cina de marcenaria. Porém, sem a devida técnica, pode- se comprometer a madeira, provocando rachaduras e a instabilidade da estrutura fi xada, com movimentação e desunião dos módulos. De modo que utilizar o prego correto é essencial e fazer o uso de uma furadeira manual é garantir a integridade estrutural natural da madeira, evitando movimentações de dilatação e patologias como corrosão por penetração forçada. Dicas gerais para � xação de pregos Atividade Prática: Descreva quais fresas foram utilizadas nas atividades práticas durante o curso. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Certo Errado Certo Errado Certo Errado Certo Errado Im ag en s: ht tp :// eq ui pe de ob ra .p in i.c om .b r/ co ns tr uc ao -re fo rm a/ 51 /c ui da do s- ao -p re ga r- co nfi ra -d ic as -p ar a- fi x ar -d e- m an ei ra -2 65 47 9- 1. as px . A U LA - 10 Marcenaria Vol 2.indd 74 10/6/2015 9:32:38 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 75 MEDIDAS (mm) Designação Espessura Comprimento 5x5 1,00 11,5 6x6 1,10 13,8 7x7 1,20 16,1 8x8 1,30 18,4 9x9 1,40 20,7 10x10 1,50 23,0 10x12 1,50 27,6 11x11 1,60 25,3 12x12 1,80 27,6 12x15 1,80 34,5 13x15 2,00 34,5 13x18 2,00 41,4 13x21 2,00 48,3 14x15 2,20 34,5 14x18 2,20 41,4 14x21 2,20 48,3 15x15 2,40 34,5 15x18 2,40 41,4 15x21 2,40 48,3 16x18 2,70 41,4 16x21 2,70 48,3 16x24 2,70 55,2 16x27 2,70 62,1 17x21 3,00 48,3 17x24 3,00 55,2 17x27 3,00 62,1 17x30 3,00 69,0 18x24 3,40 55,2 18x27 3,40 62,1 18x30 3,40 69,0 18x33 3,40 75,9 18x36 3,40 82,8 18x36 3,40 82,8 19x27 3,90 62,1 19x30 3,90 69,0 20x30 4,40 69,0 20x33 4,40 75,9 20x36 4,40 82,8 20x42 4,40 96,6 21x33 4,90 75,9 21x36 4,90 82,8 21x42 4,90 96,6 21x45 4,90 103,5 22x42 5,40 96,6 22x45 5,40 103,5 22x48 5,40 110,4 23x54 5,90 124,2 23x60 5,90 138,0 24x60 6,40 138,0 25x66 7,00 151,8 26x72 7,60 165,6 26x84 7,60 193,2 26x96 7,60 220,8 A U LA - 10 Tabela de Medida de pregos Marcenaria Vol 2.indd 75 10/6/2015 9:32:38 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 76 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.) Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 11 e 12. > Finalização - Folha de porta. 11) Teste de funcionamento da fechadura: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 12) Acabamento e limpeza: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Quais os princípios de construção de um protótipo? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Exemplos de protótipos Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Formação Prática AULA 10 A U LA - 10 Marcenaria Vol 2.indd 76 10/6/2015 9:32:39 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 77 AULA 11 Formação Empreendedora: Empreendedor tradicional O empreendedorismo social se refere aos trabalhos realizados pelo empreendedor social, pessoa que reconhece problemas sociais e tenta utilizar ferramentas empreendedoras para resolvê-los; o empreende- dor social difere do empreendedor tradicional, pois tenta maximizar retornos sociais ao invés de maximi- zar apenas o lucro. De maneira mais ampla, o termo pode se referir a qualquer iniciativa empreendedora feita com o intuito de avançar causas sociais e ambientais. Essa iniciativa pode ser com ou sem fi ns lucrativos, englobando tanto a criação de um centro de saúde com fi ns lucrativos em uma aldeia onde não exista nenhuma assistência à saúde, como a distribuição de remédios gratuitos para a população pobre. ATIVIDADE O empreendedor tradicional CASO: Empresárias utilizam uma tradicional banca de jornal para vender camisetas exclusivas, com estampas e frases diversas. Uma banca de jornal ou uma loja? As duas coi- sas. Na fachada, as notícias aparecem gigantes, como marca registrada. Dentro do local, em vez de jornais e revistas, camisetas. “É uma peça do vestuá- rio que é um meio de comunicação. A pessoa se ex- pressa quando usa”, explica uma das donas da Banca de Camisetas, Suzana Jeha. Estampados nas roupas, diferentes pensamentos, em palavras ou desenhos. A ideia principal do negócio é justamente que as pessoas se identifi quem com as frases e estampas. Há três anos, Suzana aliou-se a Débora Suconic e criou a grife. “A Débora tinha a ideia. Eu, o espaço, na Vila Madalena. Uma banca de jornais é chamativa, cheia de cores. Eu vejo o lugar como um pequeno compartimento, um mundo à parte”, diz Suzana. No peito, clientes mostram o segredo do sucesso Após a camiseta já ter sido explorada durante muito tempo, por diversas grifes – famosas ou não – a dupla viu na peça uma forma de ganhar dinheiro com criatividade. “Nossos concorrentes são todos e ninguém. Todos, porque atualmente é difícil encon- trar uma loja de roupas em que camisetas não sejam vendidas. E ninguém... nas nossas mãos, o item ga- nhou abordagem exclusiva”, explica Débora. O desafi o da dupla é não dar rótulo ao negócio, para atender a todos os tipos de públicos. “Numa banca de jornal encontramos as revistas de fofoca junto com as de economia. Queremos que o negó- cio tenha o espírito múltiplo de uma banca. Não lemos nem revista de moda para não atrapalhar a inspiração”, detalha Suzana. () Empresárias utilizam uma tradicional banca de jornal para vender camisetas exclusivas, com estampas e frases diversas. O movimento da “loja” é tamanho que elas atraem até artistas famosos, como a família do cantor Xororó. (Por Neide Martingo) 77 A U LA - 11 Marcenaria Vol 2.indd 77 10/6/2015 9:32:39 AM 78 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 78 Na prática As sócias não têm curso universitário comple- to. Débora “fez faculdade da vida”. Atuou vários anos como produtora na editora Abril. A experi- ência em varejo foi adquirida quando trabalhava em grifes como Huis Clos e Glória Coelho. Suzana ocupou vários cargos na MTV. Mesmo assim, revelam vários motivos de ter orgulho da Banca de Camisetas. Com três anos de existência, a banca tem sete lojas próprias – inclusive em shoppings. Suzana cuida da comunicação da gri- fe. Débora, da organização das lojas. A expectativa das empresárias é que o fatu- ramento cresça até 30% este ano. Mas contando com uma novidade: a expansão por intermédio das franquias. “Nós recebemos muitas ligações de interessados no negócio. Em média, seis por dia. Temos cerca de 100 pessoas inscritas e estamos analisando a história de cada um”, diz Suzana. Para ser “aprovado”, segundo ela, é preciso que o aspirante a franqueado tenha experiência em varejo e esteja conectado ao dia-a-dia de uma loja. Até setembro, os planos prevêem até cinco franquias. E há negociações para a abertura de unidades em Portugal, Miami e México. “Elas po- dem estar na rua ou nos shoppings, não sabemos ainda como será”, afi rma Suzana. Criação As proprietárias fazem parte da equipe de criação. Elas dizem que as pessoas podem “fa- lar” por intermédio das camisetas. “As frases e as ilustrações ajudam os usuários a se comunicar e mostrar o estado de espírito daquele dia: român- tico, triste, alegre, preocupado”, explica Débora. As peças são 100% algodão. “São macias, não deixam cheiro e podem ser usadas mesmo no in- verno, com uma malha por cima”, sugere Débora. A grife está lançando uma linha mais artesa- nal. “As camisetas serão exclusivas e poderão ser usadas numa festa, por exemplo”, detalha Suzana. As peças vão custar aproximadamente 80% mais que as tradicionais. Letreiro O nome Banca de Camisetas nasceu natural- mente. Uma união de banca de jornal, onde foi instalada a loja, com o único produto vendido e grande variedade de cores e modelos. “Assim como os jornais e as revistas, as cami- setas são um canal de comunicação. As pessoas podem mostrar o estado de espírito por meio das frases e estampas, ou da ausência delas”, diz a só- cia do negócio, Suzana Jeha. A grife nasceu há três anos, na Vila Madale- na, em São Paulo, e já conta com sete pontos- -de-venda – inclusive em shoppings. Os próxi- mos passos são lançar uma rede de franquias e abrir filiais do negócio em outros países, como Portugal e EUA.9 (9) Fonte: Diário do Comércio, seção Empreendedores. In: http://www.dcomercio.com.br/especiais/empreendedores/. Segredo: Suzana e Débora não têm graduação universitária. Elas aprenderam com as difi culdades en- frentadas na rotina e viram o negócio prosperar pelo mais tradicional meio de propaganda e marketing, o boca-a-boca. Suzana afi rma que confi a na fé e no faro para dar cada passo, além das informações que recebe de amigos e da mídia. “Antes de expandir a grife por intermédio da abertura de franquias, que- remos estruturar o que já existe”, explica ela. O sucesso do negócio é tamanho que artistas e intelectuais freqüentam o ambiente. Um dos consumi- dores mais conhecidos é o Júnior, da dupla Sandy e Júnior. Pedra: As proprietárias da Banca de Camisetas, Suzana Jeha e Débora Suconic apostam na criatividade para ter sucesso. Esse é o desafi o da dupla – crescer sem perder a autenticidade. “Não queremos apenas lucro. Quando uma empresa cresce muito, perde a identidade”, afi rma Débora Suconic. O desafi o da dupla é não dar “cara” ao negócio. “Em uma banca de jornal tradicional encontramos as revistas de fofoca junto com as de economia. Queremos que o negócio tenha o espírito de uma banca. Não lemos nem revista de moda para não atrapalhar a inspiração”, diz Suzana. 7878 A U LA - 11 Marcenaria Vol 2.indd 78 10/6/2015 9:32:39 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 79 Discutindo o caso a) Essa história dá o que pensar, não é? O que você achou mais interessante dessa história? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ b) Pensando naquele quadro com as característicasdo empreendedor, quais delas você identifi ca que as duas empresárias possuem? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ c) Você identifi ca algum aspecto especial dessa história que explique o sucesso do empreendimento? Qual (ou quais)? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ d) Você consegue imaginar as razões que levaram as duas empresárias a montar esse empreendimento? Em geral, quais são as razões que levam as pessoas a montar negócios? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ e) Em sua opinião, quais são as chances de um empreendimento desse tipo (criado num misto de criatividade e improviso) dar certo? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ f ) Você consegue identifi car aspectos diferenciais no empreendimento “Banca de Camisetas”? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ g) Você acha que a maneira charmosa delas contarem a história condiz com a realidade? Por quê? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 11 Marcenaria Vol 2.indd 79 10/6/2015 9:32:39 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 80 O parafuso é composto de uma cabeça seguida de uma haste linear com corpo em ressalto helicoi- dal (espiral), que pode ser cilíndrico ou cônico. Tem como objetivo a fi xação de objetos e elementos de móveis, como: tampos, montantes, prateleiras, roda- pés, etc. Geralmente podem ser rosqueados e des- rosqueados e têm um poder de fi xação maior que o dos pregos, permitindo a desmontagem rápida e reutilização. Um parafuso que seja apertado girando no sentido horário é chamado de rosca à direita. A cabeça pode ser confeccionada nas formas tradicionais das chaves de fenda ou philips. Existem outros tipos usados em diferentes trabalhos, como os modelos sextavado, allen, etc. Os parafusos po- dem ser introduzidos de modo a fi car internamente no objeto ou podem também ultrapassá-lo, neste caso utilizando porcas rosqueantes. Os parafusos são feitos de uma larga variedade de materiais, sendo o aço o mais comum, mas caso ambiente exija resistência ao tempo e à corrosão, o Formação Técnica: Para� sos AULA 11 aço inoxidável, o titânio e o bronze são os materiais mais utilizados. Também existem parafusos de plás- tico, nylon, porcelana e vidro. Geralmente estão associados a elementos que possam em algum momento ser desmontados. No caso da movelaria, os parafusos são largamente utilizados na confecção de móveis como armários para cozinha, roupeiros, escrivaninhas, camas, pra- teleiras, etc. Contudo, em móveis fi xos, geralmente maciços, como cadeiras, mesas, mesas de centro, bancos, etc., o uso de parafusos não é o mais indi- cado, já que estes são confeccionados com o uso de encaixes e cola. Cabeça Chata Cabeça Flangeada Cabeça Flangeada Cabeça Oval Chave de fenda Chave de boca Chave inglesa Chave phillips Chave estrela Chave pozidriv Chave torx Chave spanner Chave allen Chave robertson Chave tri-wing Chave torq-set A U LA - 11 Marcenaria Vol 2.indd 80 10/6/2015 9:32:40 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 81 Chave zeta Esquadrias de alumínio – cabeça panela Fixer phillips cabeça chata Fixer phillips cabeça panela Fixer phillips cabeça oval Fixer phillips cabeça fl angeada Fixer pozidrive cabeça panela Móveis madeira soft Móveis cabeça cônica Móveis (tampinha) Móveis sextavado interno Móveis escareados Fixer pozidrive - cabeça chata Chave L Madeira tradicional Parafusos para madeira Parafusos autoatarraxantes fenda e phillips Cabeça chata Cabeça panela Cabeça oval Cabeça panela Parafusos para � xação de camas Parafuso para cama furado com porca retangular e arruela Parafuso para cama fendado com porca quadrada Parafusos para puxadores Parafuso para puxadores multi size – cabeça fl angeada fenda combinada Parafuso para puxadores – cabeça fl angeada - fenda combinada Parafuso francês Parafuso francês com porca sextavada A U LA - 11 Marcenaria Vol 2.indd 81 10/6/2015 9:32:40 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 82 Dicas de fi xação usando parafusos Os parafusos para madeira, em sua maioria da classe autorrachante, são dispositivos de montagem tradicionais que exercem a junção entre elementos, além de suportar consideráveis cargas de acordo com suas dimensões de comprimento e largura. Contudo, só terá um bom desem- penho se a madeira utilizada estiver rígida, seca e pouco porosa, para que assim a conexão aconteça de forma natural, sem comprometer a estabili- dade natural da madeira. Para que possamos realizar uma fi xação entre elementos com qualida- de estrutural e acabamento, é necessário realizar furos pilotos nos pontos de conexão, isso antes de inserirmos os parafusos defi nitivamente. Com uma broca de espessura mais fi na em relação aos anéis da rosca do pa- rafusos, fazemos um furo passante na primeira peça a ser parafusada, em seguida é essencial fazer o segundo furo, mirando a primeira perfuração na segunda peça que dará a fi xação total. É devidamente importante que o parafuso ultrapasse no mínimo 60% de seu comprimento para a segun- da peça, onde só assim teremos uma fi xação fi rme e segura. Formação Prática AULA 11 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.) Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 1, 2 e 3. 1) Desenho: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 2) Orçamento: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 3) Seleção do material: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Qual a importância da proporção para a produção de móveis? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 11 Rosca Broca MarcenariaVol 2.indd 82 10/6/2015 9:32:40 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 85 AULA 12 Formação empreendedora: Empreendedor solidário - Parte 1 O EMPREENDEDOR SOLIDÁRIO é aquele que coloca a ética e a integridade acima de tudo; reconhece a importância do lu- cro, mas sabe qual é o seu lugar na escala de valores. Não participa de jogatinas e corrupções, pois reconhece no seu negó- cio uma forma de contribuir e não de ex- trair. Vê, sim, a realidade e seus problemas, mas acredita que contribuirá para o todo atuando de maneira correta e leal. Sabe que exemplo gera exemplo. ATIVIDADE O empreendedor solidário Você conhece esse poema, de João Cabral de Melo Neto? Vamos ler? Tecendo a manhã10 1 Um galo sozinho não tece uma manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro; de um outro galo que apanhe o grito de um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzem os � os de sol de seus gritos de galo, para que a manhã, desde uma teia tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. 2 E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, se entretendendo para todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. (João Cabral de Melo Neto) (10) Fonte: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/intertext. Im ag em : G oo gl e Im ag en s, 20 09 . A U LA - 12 Marcenaria Vol 2.indd 85 10/6/2015 9:32:40 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 86 1. O que você achou do poema? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 2. Por que você acha que começamos a falar do “empreendedor solidário” a partir desse poema? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 3. Quais as características do empreendedor solidário que o diferenciam do empreendedor que fomos carac- terizando nas últimas atividades? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ As ferragens são dispositivos que completam o móvel facilitando sua utilização e aumentando sua vida útil. Se considerarmos os primeiros tipos para mobiliário e elementos construtivos, como portas e janelas de períodos históricos mais anti- gos, teremos um conjunto de ferragem que cum- pre um papel mais estético do que funcional, com formas inusitadas para fi ns decorativos. Algumas ferragens específi cas, como dobradiças, puxadores e fechaduras de portas, estão entre as poucas que ao longo dos anos mantiveram uma linha homogê- nea, sem muitas alterações de design, porém com ganhos de performance e resistência. Consideran- do essas observações, atualmente o papel de mo- bilidade e estabilidade continua sendo o conceito principal do fabricante, porém há também uma vasta variedade de ferragens agregam valor ao ar- tefato graças ao seu design, dando estilo ao mo- biliário pelo seu formato, material e a própria fun- cionalidade. Hoje, há dispositivos para inúmeras aplicações, seja para gaveteiros, portas giratórias e móveis especiais, como closets, escrivaninhas, etc. A partir dessas aplicações, classifi camos as ferra- gens da seguinte maneira: Formação Técnica: Ferragens para marcenaria AULA 12 Fechamento/trava: fechos, trincos, fechaduras etc. Deslocamento: rodízios. Articuladores: braços e dobradiças. Abertura: corrediças e trilhos. Montagem: dispositivos de fi xação – parafusos, conectores (rastex), trapézio e cantoneira. Complementares funcionais decorativas: puxadores, tapa furos, suportes, aramados, pés, prendedores, etc. Os materiais utilizados para a fabricação des- tes elementos historicamente são confeccionados com ferro bruto, passando pelo cobre e o bronze, principalmente por serem resistentes à oxidação. Hoje os materiais mais usados são latão, aço inox e alumínio, porém, há também ferragens de madei- ra, acrílico e plástico, geralmente para puxadores de gavetas comuns. Mas é importante sabermos que em algumas ferragens podemos encontrar dois ou mais materiais para estabelecer o dispositi- vo para sua função projetada. A U LA - 12 Marcenaria Vol 2.indd 86 10/6/2015 9:32:40 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 87 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 4, 5 e 6. 4) Pré-corte da madeira: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 5) Corte ajustado: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 6) Colagem da fórmica: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 minutos) Pesquise e responda: Como construir o conceito de proporção de um móvel? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 12 A U LA - 12 Marcenaria Vol 2.indd 87 10/6/2015 9:32:41 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 88 AULA 13 Formação Empreendedora: Empreendedor solidário - Parte 2 EMPREENDEDORES SOLIDÁRIOS são pessoas que manifestam uma efetiva preocupação com o bem-estar social, nas áreas de saúde, educação, habitação e alimentação. Querem uma empresa solidária: internamente, na forma de uma equipe comprometida com os valores essenciais do trabalho e da vida; externa- mente, na forma de uma relação de transparência e fi delidade com seu público. ATIVIDADE Objetivo: partindo da vivência em jogo cooperativo levar os participantes a exercitarem os processos de transformações, tomada de decisão bem como o desenvolvimento da consciência sobre a importância da cooperação. “Vivendo e Aprendendo a Jogar” Agora nós vamos fazer uma experiência diferente: e se a gente tentar jogar um jogo que a gente conhece desde pequeno de outra maneira? O que será que acontece? Será que nós somos capazes de nos adaptar a novas regras? Será que isso éfácil? Só experimentando para saber... DINÂMICA Dança das cadeiras (cooperativa) Objetivo: terminar o jogo com todos os participantes sentados nas cadeiras que sobrarem! Recursos: cadeiras para todos os participantes Número de participantes: mínimo 10 Descrição: quando a música parar, todos sentam usando as cadeiras e os colos uns dos outros. Em seguida retiramos algumas cadeiras. E todos os participantes continuam no jogo. Na maior parte das vezes, os grupos avançam até conseguirem sentar em uma única cadeira ou ainda utilizando-se somente do corpo de seus parceiros. Neste processo, os participantes vão percebendo que podem se liberar dos velhos, desnecessários e bloqueadores “padrões competitivos”. Na medida em que se desprendem dos antigos hábitos, passam a resgatar e fortalecer a expressão do “potencial cooperativo” para jogar e viver. Tempo previsto: 5 minutos ou prossegue até que o educador encerre. Propósito: despertar a consciência da cooperação diante de situações de Alta Turbulência. Vivenciar situações de pressão e mudanças, tomada de decisão, iniciativa, criatividade, integração e aquecimento. Metodologia: exposição dialogada. Im ag em : G oo gl e Im ag en s, 20 09 . A U LA - 13 Marcenaria Vol 2.indd 88 10/6/2015 9:32:41 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 89 Fechamento e trava: estas ferragens estão re- lacionadas a móveis gerais que contêm portas co- muns de madeiras industrializadas ou porta em madeira maciças, de entrada ou saída, internas e externas, podendo ser trancadas ou simplesmente Conclusões: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 1 AULA 13 Trava Ferro Chato Trinco Para Portão Trava Ferrolho Fio Redondo Trava Tarjeta Fio Redondo Trinco Universal Trinco Porta Cadeado Fecho Comum Trava Tranquetas Fecho de Segurança Fechadura para Gaveta Trava Rolete Duplo Trava Haste Dupla Fechadura Portas Internas Fechadura Portas Externas Im ag em : G oo gl e Im ag en s, 20 15 . travadas dependendo exclusivamente da tipologia das ferragens, sendo essa categoria separada em: fechaduras, fechos, trincos e travas. Observe nas imagens abaixo as principais ferra- gens de fechamento e trava. A U LA - 13 Marcenaria Vol 2.indd 89 10/6/2015 9:32:42 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 90 FECHADURA BANHEIRO FECHADURA BANHEIRO COLETIVO FECHADURA PORTA DE CORRER FECHADURA PORTA PIVOTANTE TRAVA E FECHO PORTA CAMARÃO Im ag em : G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Formação prática AULA 13 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 7, 8 e 9. 7) Verifi cação de medidas das gavetas: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 8) Corte da madeira para as gavetas: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 13 Marcenaria Vol 2.indd 90 10/6/2015 9:32:43 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 91 9) Montagem da gaveta com encaixes: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 minutos) Pesquise e responda: O que é a tipologia de um móvel? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 13 Marcenaria Vol 2.indd 91 10/6/2015 9:32:43 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 92 AULA 14 Formação Empreendedora: Empreendedor solidário - Parte 3 OBJETIVO: Possibilitar aos participantes a consolidação de aquisição das informações por meio da organização dos conteúdos abordados e realização de produção textual. CONTEÚDO: Vamos fazer um exercício de organizar um pouco tudo o que viemos discutindo até agora. Vamos usar a tabela abaixo apenas para que seja mais fácil visualizar as diferenças e as semelhanças. Mas é importante observar que isso não signifi ca que tais características não se misturem na prática; afi nal, a realidade é sempre bem mais complexa do que nossa tabela. ATIVIDADE Empreendedor tradicional X Empreendedor solidário Objetivos Formação Como trabalha Como administra o empreendimento Como tem as ideias Como se pensa em relação ao empreendimento O que espera do empreendimento A U LA - 14 EMPREENDEDOR TRADICIONAL EMPREENDEDOR SOLIDÁRIO Marcenaria Vol 2.indd 92 10/6/2015 9:32:44 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 93 Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 2 AULA 1414 Deslocamento: projetadas para garantir mobilidade a móveis e estruturas que precisam de movimenta- ção, esta ferragem leva o nome de rodízio. É encontrado em diferentes tamanhos e variados materiais, o que determina a quantidade de carga que suporta, geralmente calculada por unidade. Observe os principais tipos: RODÍZIOS INDUSTRIAIS RODÍZIOS PARA MÓVEIS Im ag em : G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Formação Prática AULA 14 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 10, 11 e 12. 10) Instalação de ferragens (corrediças) nas gavetas: ______________________________________________________________________________________________________________________ 11) Preparação das portas (furação, instalação de dobradiças, colagem da fórmica): ______________________________________________________________________________________________________________________ 12) Instalação das portas: ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 14 Marcenaria Vol 2.indd 93 10/6/2015 9:32:45 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 94 AULA 15 Formação Empreendedora: Um outro mundo é p� sível UM NOVO MUNDO POSSÍVEL! Segundo dados da ONU e da FAO, de 6,5 bilhões de pessoasque habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria, sendo que 950 milhões sofrem desnutrição crônica. O mundo clama por respostas à atual crise, por um espaço plural e aberto de en- contro que estimule o debate, a refl exão, a troca de experiências e movimentos engajados em ações concretas pela construção de um outro mundo, mais solidário, mais democrático e justo. Intensas mudanças têm acontecido no mundo do trabalho, especialmente com a atual crise fi nanceira que assola todas as partes do globo. A época do pleno emprego foi-se embora com os milhões de dólares de vários investidores e os fi nancistas engrossam as fi las de desempregados em todos os lugares. Na verdade, esta crise surgiu da ganância dos homens e das pessoas escravas do consumo que têm suas vidas atreladas à posse de mercadorias, na maioria das vezes, desnecessárias à vida diária. ATIVIDADE Que mundo do trabalho é esse? “Não há vagas” “Desemprego cresce em todas as regiões metropolitanas” “Indústria pretende demitir 5.000 até o fi nal do ano” “O rendimento médio dos assalariados diminui pelo terceiro mês seguido” “Empresas terceirizam serviços para diminuir custos” Você reconhece as frases acima? Elas não foram tiradas de nenhum jornal específi co. No entanto, a gente sabe que elas poderiam muito bem ter sido manchetes de qualquer jornal ou revista nos últimos 20 anos. Para começarmos, então, a conversa de hoje, vamos refl etir um pouco sobre as mudanças que têm acon- tecido no mercado de trabalho nos últimos anos. Vamos todos puxar pela memória as lembranças de nossos avós, pais, irmãos etc. para saber como era o mundo do trabalho e como chegamos a tal ponto. Para nos aju- dar, vamos utilizar a tabela entregue pelo técnico de incubação. Lembranças à obra, então! REFLETINDO... 1. Como foi fazer este exercício de olhar para as histórias de trabalho de familiares? Você percebeu alguma coisa que nunca tinha notado? Se sim, o que? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 15 Marcenaria Vol 2.indd 94 10/6/2015 9:32:45 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 95 2. As histórias das famílias dos colegas de turma são parecidas com a sua? Em quais aspectos? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 3. O que era necessário até os anos 70 para ter um emprego, ou pelo menos um trabalho? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 4. E nos anos 80, o que era necessário? O que mudou? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 5. Como você enxerga o mercado de trabalho hoje em dia? Você acha que mudou desde que você começou a trabalhar? Mudou para melhor ou para pior? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 3 AULA 15 Braços articuladores: as ferragens de articulação talvez apresentem a maior variedade entre todas as fer- ragens para móveis, com dispositivos funcionais e bastantes úteis, com diversos modelos para dezenas de aplicações. Estas ferragens suprem a necessidade de articulação para abertura e fechamento de portas, com garantia de resistência e ótimo acabamento. Podemos então classifi car essas ferragens em: braços e dobradiças. BRAÇOS ARTICULADORES LIFT DOBRÁVEL COM TRAVA DOBRÁVEL COM ROLDANA PISTÃO A GÁS CATRACA ARTICULADOR COMUM FREE FLAP SENSO HASTE Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 15 Marcenaria Vol 2.indd 95 10/6/2015 9:32:46 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 96 Formação Prática AULA 15 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 13 e 14. 13) Acabamento - seladora, verniz, reparos (se houver necessidade) e limpeza: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 14) Entrega - precauções de conservação para o transporte: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 15 Marcenaria Vol 2.indd 96 10/6/2015 9:32:46 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 97 Caso: Cooperativa de costureiras “Unidos Venceremos” AULA 16 Formação Empreendedora: A economia solidária - Parte 1 A ECONOMIA SOLIDÁRIA é um movimento em construção. Consiste em uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza que valoriza a qualidade de vida do ser humano e não o lucro. A produção, consumo e venda de produtos e serviços são decisões tomadas por todos os que participam. O mais importante é preservar os valores principais da economia solidária. Assegurados estes valores, cada grupo de pessoas pode decidir como funcionar sem perder a identidade com a economia soli- dária. Por esse motivo é que os empreendimentos são também autogestionários. O TRABALHO E A ECONOMIA SOLIDÁRIA Falar do mundo do trabalho hoje em dia até que foi fácil, não? Afi nal, a gente tem muitas experiên- cias nesse mundo. A gente pode nunca ter parado com calma para pensar sobre o assunto, mas a gente SABE como é que as coisas funcionam porque viveu. Mas em relação ao trabalho que ocorre dentro das cooperativas e empreendimentos econômi- cos solidários, será que a gente consegue imaginar como as coisas funcionam? Será que a gente já é ca- paz de SABER como é que tudo isso funciona? Já adiantamos a resposta: difi cilmente a gente já pode saber... Por que a economia solidária é um mo- vimento em construção. O que signifi ca: é mais fácil a gente saber como a gente QUER que ela funcione, do que saber como ela já funciona. Além disso, são diversas experiências, em diferentes contextos des- se nosso país e isso garante que cada local encontre o seu jeito de ir fazendo. Agora chega de conversa e vejamos como são estas experiências de economia solidária! Tecendo uma vida melhor: UNIVENS - Cooperativa Unidos Venceremos A cooperativa está localizada na Zona Norte da cidade de Porto Alegre. O trabalho iniciou em 1995 com o objetivo de oferecer uma atividade econô- mica para mulheres sem oportunidade de trabalho. Estas mulheres começaram confeccionando lençóis para o hospital, mas logo partiram para outras fren- tes, como a produção de multimistura, a confecção de camisetas e uniformes para empresase, recente- mente, a serigrafi a. Hoje o grupo é composto por 25 mulheres e 2 homens e trabalha em três setores: cos- tura (principalmente camisetas), serigrafi a e alimen- tação (bolos para festas e jantares sob encomenda). A cooperativa movimenta por mês em torno de R$ 25.000,00 e cada sócia/o recebe 350 reais mensais. Todas/os são moradoras/es de um bairro com forte tradição comunitária. São vizinhas/os, conhe- cem-se há tempo e participaram anteriormente de lutas e movimentos comunitários. No início as reu- A U LA - 16 Marcenaria Vol 2.indd 97 10/6/2015 9:32:46 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 98 (11) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp1.htm. niões eram realizadas na capela da comunidade e a maior parte do trabalho era feito na casa das asso- ciadas, pois não havia espaço sufi ciente para a pro- dução coletiva. Através da mobilização para o Orça- mento Participativo conseguiram um espaço cedido pela Prefeitura, na Incubadora. Descobriram que a capacidade é algo que se adquire de acordo com as oportunidades que vão tendo na vida e aprenderam a administrar. Compa- rado com os primeiros anos houve crescimento da produção e da remuneração. Hoje o grupo está mais coeso e preocupado com projetos mais amplos. O marketing da Univens está direcionado às or- ganizações sindicais, movimentos populares, enti- dades de natureza sociopolítica e eventos, como o FSM, campanhas sindicais e eleitorais etc. O grupo participa de várias instâncias de articulação: Orça- mento Participativo, Fórum da Economia Popular Solidária, Etiqueta Popular, Feiras da Economia So- lidária e outras.11 Considerações: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 4 AULA 16 Dobradiça: a dobradiça é um dispositivo mecânico que conecta dois objetos, permitindo a articulação en- tre eles. As dobradiças costumam ser fabricadas em metal, normalmente aço ou latão, mas também em plás- tico e alumínio. Geralmente contém duas peças, cada uma delas fi xada a um objeto interligadas por um pino/ eixo que permite a articulação. Podemos encontrá-las facilmente em portas tradicionais, janelas e móveis de acordo com a seguinte classifi cação: Dobradiças comuns de circulação. Dobradiças de usos especiais. Dobradiças invisíveis. Dobradiças de pressão. Para portas comuns de circulação Pino solto porta lisa Porta camarão Pino bola porta maciça Quinta redonda pino solto Quadrada porta balcão Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 16 Marcenaria Vol 2.indd 98 10/6/2015 9:32:46 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 99 Para portões Comum espelhada Haste dupla para parafusar Haste estreita Leme Haste dupla para chumbar Ferreiro Usos especiais Janela veneziana Porta vai e vem Bandeirola porta-janela Janela hamburguesa Porta pivontante (giratória) Dobradiça piano - móveis Dobradiças Invisíveis: estas ferragens são indicadas para articulação de portas, tampos e divisórias de pe- quenos objetos e móveis, proporcionando um acabamento totalmente invisível, por sua instalação embutida. Dessa forma, podemos destacar estes componentes como elementos de acabamento indireto, já que só os veremos ao abrir ou movimentar o objeto. USO GERAL PARA MÓVEL E AFINS Oculta T Pino roscado Cilindro Pino Copo Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 16 Marcenaria Vol 2.indd 99 10/6/2015 9:32:48 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 100 Caso 1: Pão Sol Uma política pública para a segurança alimentar e nutricional AULA 17 Formação Empreendedora: A economia solidária - Parte 2 OFICINA SETORIAL PÃO SOL - Osasco Espaço-ofi cina estruturado para capacitação de benefi ciários em técnicas relacionadas à produção e comercialização de produtos da área de alimentação, desde panifi cação, confeitaria até manipulação de ali- mentos. Funciona como incubadora setorial do seg- mento alimentação. O projeto Pão Sol será integrado às demais políticas de geração de trabalho e renda do segmento alimen- tação, podendo estar em interface com o projeto Feira Móvel e Solidária, que comercializa também parte dos produtos da área da alimentação. Segurança Alimentar e Nutricional - é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade sufi ciente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. O programa Pão Sol - Segurança Alimentar foi desenvolvido para que a população mais necessitada de Osasco ampliasse suas opções de trabalho. Seus objetivos e metas consolidaram a criação da Padaria Popular Solidária. Trata-se de um espaço de capacitação técnica na área da alimentação e incubação de empreendimentos. O objetivo é tornar esse equipamento uma referência na alimentação em Osasco e região. Conclusões: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 17 Marcenaria Vol 2.indd 100 10/6/2015 9:32:49 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 101 12 Fonte: http://www.milenio.com.br/mance/balanco1999.htm. Conclusões: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Caso 2: Rede Sol Rede de cooperação entre produtores Em agosto de 1999, foi organizada no Bairro Novo, periferia sul de Curitiba, a Feira dos Produ- tores, com aproximadamente 60 feirantes, tendo apoio da Associação de Moradores local, com a � nalidade de comercializar diretamente os seus produtos. Todos buscavam comprar os produtos uns dos outros, contribuindo assim para garantir as vendas de cada um. A feira funcionava somente aos sábados e na rua, exposta a chuvas, ventos e outras intempéries. Após alguns meses de funcionamento as di� culdades foram se alargando. Alguns feiran- tes tinham pouco apoio da família. Outros não que- riam montar barracas para aqueles que chegavam mais tarde, e assim, aos poucos o número de feiran- tes foi diminuindo. Por � m, restaram doze. Estes, en- tão, decidiram estruturar um ponto permanente de comercialização. Assim, em março de 2000, convidaram outros produtores, alugaram um conjunto comercial no BairroNovo e montaram a Rede Sol, atuando nas áreas de confecções, artesanato, utilidades do- mésticas, armarinhos, conveniências, alimentação, plantas, ornamentação e aviário. Participam do empreendimento cerca de 20 pro- dutores ou comerciantes. Cada qual contribui com uma taxa mensal de 20 reais que cobre despesas � - xas (aluguel, eletricidade, água, telefone etc.). Há uma escala de revezamento na loja, com cada um dos produtores atuando alguns dias por mês como vendedores. O espaço tem sido divulgado nas comunidades da região e o volume de vendas vem aumentando aos poucos. O faturamento do empreendimento vem crescendo a cada mês. Em março, mês da inaugura- ção, a receita foi de R$ 900,00; em abril saltou par R$ 1.600,00 e na primeira quinzena de maio já alcançou R$ 1.000,00 com a previsão de atingir o � nal do mês com um faturamento superior a R$ 2.000,00. Alguns produtores (no setor de alimentação e confecções) têm um faturamento que lhes permi- te manter-se no ponto. Outros três - um que pro- duzia bolsas e outros dois que trabalhavam com artesanato -, tendo um volume menor de vendas, preferiram sair do empreendimento, uma vez que os custos compostos pela taxa, deslocamento e ali- mentação (nos dia de permanência) chegavam a quarenta reais. Alguns dos participantes estão integrados em outros espaços de economia solidária e participam de cursos de formação para quali� car a sua atua- ção como empreendedores em uma perspectiva de economia solidária. 12 A U LA - 17 Marcenaria Vol 2.indd 101 10/6/2015 9:32:49 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 102 Reta Curva Alta Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 5 AULA 17 Dobradiças de pressão para móveis: feitas em aço, são fabricadas geralmente com aberturas de 110o (graus), podendo ser encontradas em outros ângulos como os de 45o (135o), 130o e 160o, entre outros. O diâ- metro do caneco é de 35 ou 26 mm, porém há canecos maiores para casos especiais e a profundidade média do caneco de 11,3 mm. Existem dobradiças retas, curvas e supercurvas, que servem para diferentes aplicações em portas de móveis e dependerão somente do modelo e ambiente em que serão instaladas, com diferentes fechamentos e aberturas. Dobradiça reta: a dobradiça reta é utilizada em portas de móveis que precisam de um recobrimen- to total do topo do montante (parede). É recomen- dada para móveis simples de duas portas ou para colocar na primeira e na última porta de um armário com várias portas seguidas, ou seja, usada em por- tas laterais. Não é recomendado o uso desta dobra- diça em portas que abrem espelhadamente, devido ao espaçamento que ela querer quando instalada. Vantagens: Fácil de instalar. Fecho próprio graças à pressão mecânica. Regulagem caso a porta perca o alinhamento. Amortecimento para linhas especiais. Fácil de trocar. Desvantagens: Custo elevado de acordo com o modelo. Sem manutenção caso haja perda da pressão. Menor vida útil se comparada às de pino tra- dicionais. A U LA - 17 Marcenaria Vol 2.indd 102 10/6/2015 9:32:49 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 103 Dobradiça curva: este tipo de dobradiça é usada em armários que possuem várias portas seguidas. Ela é indicada principalmente para as portas centrais, pois tem um recobrimento par- cial do topo do montante, com um mecanismo que garante a abertura das portas sem que uma atrapalhe ou impeça o funcionamento das ou- tras. Deste modo, para portas espelhadas esta dobradiça é a melhor opção. Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 17 Marcenaria Vol 2.indd 103 10/6/2015 9:32:49 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 104 Dobradiças angulares especiais: dobradiças para usos especiais devido ao nível de abertura que cada tipo permite, ou seja, usadas para móveis especiais quando se quer a abertura das portas em ângulos fora do padrão tradicional de 110º graus. A partir disso, podemos escolher entre dobradiças curvas e esta, que propor- cionam aberturas que podem variar entre 25º a 260º. Dobradiça supercurva: esta dobradiça tra- balha de forma diferente em relação às que estu- damos anteriormente. Apesar de muito parecida com a dobradiça de pressão curva, ela se diferen- cia unicamente por sua base frontal estar eleva- da, fazendo com que a porta não bata no topo do montante. Trabalha na parte interna do móvel, embutindo as portas para dentro das paredes, de modo a mudar bastante a visão do posiciona- mento das portas no móvel. Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 17 Marcenaria Vol 2.indd 104 10/6/2015 9:32:50 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 105 Caso: Reciclando ideias Discussão da experiência do empreendimento cooperativista do Loteamento Cavalhada AULA 18 Formação Empreendedora: A economia solidária - Parte 3 Unidade de reciclagem de resíduos sólidos do Loteamento Cavalhada O Loteamento Cavalhada é um assentamento de famílias que foram retiradas de zonas consideradas de risco pela Prefeitura de Porto Alegre. A unidade de reciclagem, que iniciou suas atividades no fi nal de 1996, foi a forma encontrada para proporcionar às famílias deslocadas uma atividade econômica. Trabalham na unidade 46 pessoas. O trabalho se realiza num galpão de alvenaria de 550 m², equipado com quatro prensas e duas balan- ças. Com exceção de uma prensa, doada pela AVI- PAL, todos os investimentos foram feitos pelo setor público (SMIC e DMLU). O trabalho consiste em se- parar os resíduos que são trazidos pelos caminhões da coleta seletiva, prensá-los e enfardá-los para a comercialização. Ocorre um revezamento nas diver- sas atividades, sendo que todos os participantes são aptos a realizarem todas as tarefas. O contrato com a Prefeitura oferece escolari- zação para todos os catadores que não possuem ensino fundamental básico. Organizado em forma de associação, o grupo tem uma direção eleita por dois anos, que pode ser reeleita. Atualmente são representados pela Federação dos Recicladores em nível estadual e nacional. As decisões do cotidiano são tomadas pela diretoria, e é realizada uma as- sembleia sempre que necessário para discutir o an- damento do trabalho o planejamento e questões fundamentais. A Unidade proporciona aos seus participantes renda média de R$ 360,00 a 400,00, além da possi- bilidade de gestão do seu próprio trabalho. Muitos dos integrantes da Unidade anteriormente sobrevi- viam catando papel nas ruas da cidade e agora tra- balham com muito mais segurança, menor esforço físico e maior retorno econômico. Em comparação com os dados da primeira pesquisa, os associados se encontram hoje numa situação melhor. Aumen- tou sua remuneração, eles têm hoje uma conta ban- cária com cartão para receber o pró-labore e fazer compras, quase todos já sabem escrever o seu nome e a grande maioria continua estudando. Hoje, eles têm atividades de lazer, montaram uma banda de Rap, um time de futebol e um grupo de teatro que dá palestras sobre a importância de separação e tratamento do lixo, para preservação do meio ambiente. Participam de diversos movimentos sociais, da associação do bairro e do Orçamento Par- ticipativo para o qual elegeram um conselheiro.13 (13) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp2.htm. Conclusões: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 18 Marcenaria Vol 2.indd 105 10/6/2015 9:32:50 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 106 Corrediças: as corrediças servem para melhorar o desempenho do abrir e fechar das gavetas, já que po- dem ser constituídas de roldanas, esferas, molas e engrenagens, agilizando e suavizando estes movimentos. Diferente de simples– Parte 8 .......................................................................................................................................................111 21ª AULA Formação Empreendedora: A Economia e seus Fundamentos - Parte 2 ................................................................................................112 Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 9 .......................................................................................................................................................115 22ª AULA Formação Empreendedora: A História Confi rma..........................................................................................................................................................116 Formação Técnica: Colas .....................................................................................................................................................................................................................117 23ª AULA Formação Empreendedora: Uma outra Economia é Possível ...........................................................................................................................118 Formação Técnica: Orçamento......................................................................................................................................................................................................119 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................................................................................................................................................................122 Marcenaria Vol 2.indd 7 10/6/2015 9:31:48 AM Marcenaria Vol 2.indd 8 10/6/2015 9:31:48 AM 9 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil Apresentação Prezados alunos e alunas! A Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE/PMSP), em parceria com o Instituto de Tecnologia Social (ITS BRASIL), tem a satisfação de oferecer ao público a apostila do Curso de Quali� cação Pro� ssional em Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira, viabilizada graças à cooperação desenvolvida entre o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT&I), a SDTE/PMSP, a Subprefeitura de Parelheiros (SPPA/PMSP) e o ITS BRASIL, para implementação em Parelheiros do Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros (CFAP) que funciona desde 2008. O CFAP já formou 24 turmas entre os anos de 2009 e 2015. Foram inscritos 541 jovens e adultos, destes, 332 alunos iniciaram o curso e 320 foram certifi cados. Destes 320 certifi cados, 221 estão empregados, cinco empresas foram formalizadas e 14 estão em processo de formalização, empresas estas que empregam em média três trabalhadores. O Instituto de Tecnologia Social vem garantido anualmente a oferta de quatro cursos, são eles: a) Construtor de Móveis, b) Montador de Móveis, c) Restaurador de Móveis e Patrimônios em Madeira e c) Empreendedorismo, além da Incubação de Empreendimentos. São atendidos cerca de 128 jovens e adultos por ano no CFAP. Ao elaborar este curso, houve a preocupação em proporcionar infra-estrutura e ambiente adequados à aprendizagem e ao desenvolvimento de competência profi ssional no setor produtivo e econômico da marcenaria e da restauração de móveis e patrimônios em madeira, visando à ampliação de oportunidades de geração de trabalho e renda, a promoção do desenvolvimento e a inclusão social dos benefi ciários. O Curso de Quali� cação Pro� ssional em Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira tem duração de 420 horas-aula. Ao fi nal, os benefi ciários recebem o certifi cado de qualifi cação profi ssional. Esperamos que todos vocês participem ativamente, frequentando as aulas, realizando as atividades e se empenhando, tanto quanto possível, a fi m de obter excelente aproveitamento. Bom estudo! Artur Henrique Secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo - SDTE/PMSP A PR ES EN TA Ç Ã O Marcenaria Vol 2.indd 9 10/6/2015 9:31:48 AM 10 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil metodologia de ensino praticada no Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros foi desenvolvida em conjunto com a comunidade local, com o objetivo de o ensino proposto estar o mais próximo possível da realidade do educando. Ela se compõe de quatro aspectos: a) Formação humana e cidadã; b) Formação técnica; c) Formação prática; e d) Formação empreendedora. O educando deve sentir-se incluído e convidado a refl etir sobre cada tema trabalhado. Paulo Freire, quando fala da possibilidade de aprendizado negado pela “escola burocrática” que ensina uma “educação bancária”, refere-se a esta troca de experiência de mundo. Pois a leitura dos signos é precedida da leitura do mundo, e a leitura dos signos não pode ser neutra, é sempre apoiada em uma visão e caminho de construção de si mesmo e da sociedade. Quem aprende sempre aprende para um porquê, o ato de aprender nunca é isolado. “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” (FREIRE, 1998, p.25). Não há desafi o que não seja ao mesmo tempo estímulo, pois todo ser humano é convidado a superar seus próprios limites. Assim o aprendizado é uma lida constante entre dons e limitações, na busca de objetivos. Somos convidados a conhecer o universo profi ssional do artesão e do marceneiro e na leitura do mundo do trabalho, descobrir, vantagens e desvantagens, de trilhar este caminho profi ssional. O Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros forma para quê? É uma pergunta frequente no cotidiano escolar, pois pensamos em um caminho gerador de possibilidades reais para a comunidade. Ou seja, não há o que esperar para gerar trabalho e renda para a região de Parelheiros. No entanto a urgência não nos deve tirar o dever de sempre fazer mais quanto à formação de pessoas problematizadoras da sociedade. “Quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado” (FREIRE, 1998, p.25). Essa dinâmica de ensino-aprendizagem, presente na obra de Paulo Freire, orienta nossas ações educativas, pois acreditamos em empreendedores, pessoas que podem transformar a sociedade a partir da profi ssionalização, gerando emprego para os familiares e para a região. Ensinar valores, como a preservação do meio ambiente, não em uma visão egoísta, de preservar para garantir o “meu” futuro, mas para garantir o futuro de todos, ou seja, com o valor humano de viver em comunidade, com ética. Para que este processo de ensino- aprendizagem possa verdadeiramente acontecer, é necessário que o educando, trilhe um caminho de descoberta pessoal, de assumir-se como ser social. Não de comodismo pessoal, desinteressado pelo seu próprio desenvolvimento profi ssional ou educacional, como se dissesse: “eu sou assim e ninguém pode fazer nada”, ou mesmo crente dos ditados populares que dizem: “pau que nasce Introdução A IN TR O D U Ç Ã O Este manual do Curso de Qualifi cação Profi ssional em Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira é composto de 3 volumes. Eles estão divididos da seguinte forma: Volume 1: Marcenaria; Volume 2: Marcenaria (continuação) e Volume 3: Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira. Neste Volume 2 estão as 23 aulas seguintes do Curso de Marcenaria. Marcenaria Vol 2.indd 10 10/6/2015 9:31:48 AM 11 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil torto, morre torto”, “quem é bom já nasce feito”. A descoberta do assumir-se é melhor compreendida quando Paulo Freire diz: Outro sentido mais radical tem a assunção ou assumir quando digo: uma das tarefas mais importantes da prática educativo- crítica é propiciar as condições em que os educandos em suas relações uns com os outros e todos com o professor ou professora ensaiam a experiência profunda de assumir-se. Assumir-se como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos, capaz deguias de madeira ou plástico, algumas corrediças permitem a total abertura das gavetas, mantendo-as fi rmes e sem cair quando abertas. Feitas em aço, de acordo com o modelo, podem ser banhadas em epóxi, inox ou zincadas, capazes de suportar ações do tempo, evitando oxidações. Capaz de sustentar grandes cargas, sua capacidade estrutural varia de 15 a 100 quilogramas, isto é claro, levando em consideração a corrediça adequada para o tamanho da gaveta e a carga colocada sobre ela. Vejamos as principais corrediças encontradas no mercado: Roldana: estabelecidas por rolamentos, fecho comum. Telescópica: estabelecidas por esferas, fecho com trava, disparador e amortecedor. Invisível one-touch: estabelecida por molas e catracas, fecho com disparador e amortecedor. Invisível slowmotion: estabelecida por molas e catracas, fecho com amortecedor. Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 6 AULA 18 Corrediça de roldana: esta corrediça é conside- rada a mais simples e a menos resistente. Fabricada em aço e banhada em epóxi, possui um pequeno rolamento para o deslize, conhecido como roldana, facilitando a abertura da gaveta. Uma desvantagem em relação às demais corrediças é a necessidade de um espaçamento maior entre as gavetas para que seja possível instalá-la e automaticamente retirá-la. É recomendado o espaçamento de pelo menos 20 mm entre cada gaveta, lembrando que isso aconte- cerá sempre no sentido vertical. É importante estar atento à espessura do par de corrediça, para que as- sim se faça o devido cálculo de desconto para largu- ra fi nal da caixa da gaveta. Sendo assim, para cada conjunto de corrediça teremos 12,5 mm espessura para cada lateral da caixa da gaveta, ou seja, se so- marmos as duas, teremos ao total 25 mm. Sua ca- pacidade de carga limita-se apenas a 25 kg por par, mesmo em corrediças com comprimentos maiores. Suas dimensões tradicionais são: 250 mm, 280 mm, 300 mm, 350 mm, 400 mm, 450 mm, 500 mm, 550 mm e 600 mm. Corrediça telescópica: corrediça moderna, pos- sui design inovador e funcionalidade e resistência superior à corrediça de roldana, graças a seu corpo reforçado em aço inox e sistema de esferas que per- mite uma fácil instalação e deslize sutil, eliminando qualquer tipo de movimentação inadequada da gaveta. Disponíveis nos tamanhos de 250 mm, 300 mm, 350 mm, 400 mm, 450 mm, 500 mm, 550 mm e 600 mm, suporta cargas de até 100 kg por par. Dife- rente da corrediça de roldana, esta trabalha com um espaçamento menor entre gavetas, com 10 mm no Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . sentido vertical, proporcionando gavetas maiores com mais aproveitamento do espaço interno. Sua espessura é pouco maior em relação à corrediça de roldana, com 12,7 mm, totalizando 25,4 mm, costu- mando-se arrendondar para 25,5 mm, mantendo uma gaveta sólida, mas com abertura suavizada. Vale ressaltar que temos dois tipos de corrediças telescópicas, diferenciando-se unicamente pela lar- gura e mínima diferença no formato. Assim temos a corrediça tradicional de 45 mm de largura e corredi- ça light de 35 mm. A U LA - 18 Marcenaria Vol 2.indd 106 10/6/2015 9:32:50 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 107 Fo to s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Corrediça telescópica light de 35 mm Corrediça telescópica de 45 mm Com o passar dos anos estas corrediças sofreram algumas intervenções para melhoria de sua funcionalida- de, principalmente no quesito abertura e fechamento. Assim, ganhou um novo sistema, disposto por molas e engates, que juntamente com as esferas proporcionam dois tipos de aberturas: Fecho com amortecimento: sistema que permite um fechamento suavizado da gaveta evitando batidas e garantindo mais vida útil tanto à gaveta quando à própria corrediça. Fecho com amortecimento e disparador para abertura rápida: sistema que permite a abertura da gave- ta com apenas um toque ao centro da mesma, eliminando a necessidade de instalar puxadores. A U LA - 18 Marcenaria Vol 2.indd 107 10/6/2015 9:32:51 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 108 Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Amortecimento Amortecimento e Disparador Corrediça invisível: corrediça rígida, sólida e design simples, não foram projetadas para fi car aparentes, o que faz esta ferragem ser considerada entre as corrediças a mais completa, já que seu ma- terial é reforçado e utiliza um sistema de abertura e fechamento avançado, por meio de engrenagens, molas e pistões. Deste modo, é garantido um des- lize perfeito e abertura total da gaveta que leva o título de invisível pelo fato da mesma ser instalada abaixo da caixa da gaveta. Por ser uma ferragem de custo elevado, ela está presente somente em móveis de alto padrão de acabamento. Seu com- primento pode variar em 300 mm, 350 mm, 400 mm, 450 mm, 500 mm e 550 mm, podendo supor- tar cargas de até 80 kg por par. No mercado existem atualmente dois tipos de corrediças invisíveis que originalmente levam os nomes de slowmotion e one touch, que proporcio- nam melhores deslizes de aberturas e fechamento: Slowmotion (amortecimento): neste sistema o fechamento da gaveta é suavizado evitando ba- tidas, garantindo sobrevida tanto à gaveta quando à própria corrediça por ser fabricada com material de alta resistência. Confeccionado com sistema de trilho em pequenas catracas e molas, essa corre- diça promove uma abertura total da gaveta, sem inclinar ou sair dos trilhos. Slowmotion Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Importante destacar que este sistema de amortecimento e disparadores foi trazido a esta corrediça com a fi nalidade de garantir sofi sticação a uma corrediça mais simples e de preço mais acessível, mesmo apresen- tando bom desempenho em resistência e qualidade na abertura de gavetas. Vale lembrar que este sistema foi criado a partir de um modelo de corrediça de alto padrão de funcionalidade e estética, conhecido como corrediças invisíveis, de valor agregado muito mais alto, impossibilitando a comprar para pequenos projetos de marcenaria sob medida. A U LA - 18 Marcenaria Vol 2.indd 108 10/6/2015 9:32:51 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 109 One touch Exemplo de gavetas projetadas para receber a corrediça invisível. Note que em suas laterais não há ferragem aparente. Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . One touch (disparador em um toque): neste sistema a abertura da gaveta é obtido com um toque ape- nas no centro da gaveta. Com seu sistema de disparadores de pistão e molas ajustáveis para amortecimento, também é possível fechá-la a partir do mesmo toque. Assim, a instalação de puxadores não se faz necessária e impactos nos montantes do móvel são improváveis. A U LA - 18 Marcenaria Vol 2.indd 109 10/6/2015 9:32:51 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 110 P AULA 19 Formação Empreendedora: A economia solidária - Parte 4 Caso: Fome de quê? Discussão da experiência do Grupo GESMA (Grupo Ecumênico Santa Marta) A experiência tem suas origens na ocupação da Fazenda Santa Marta, no Município de Santa Maria, em 1991. Na época, cerca de 3600 famílias ocupa- ram a área, pertencente ao Governo do Estado, e nos anos seguintes lutaram por melhorias no local. Para combater o problema da falta de emprego, 6 famílias iniciaram o projeto de uma padaria comu- nitária, atividade na época inexistente no local, e deram origem ao GESMA. Na fase atual, trabalham no GESMA 8 pessoas, de 4 famílias diferentes. Todas essas pessoas são mora- dores do assentamento, com alguma qualifi cação profi ssional, e que se encontravam desempregadas. Das oito pessoas, seis trabalham na produção e ven- da no local da padaria e as outras duas atuam na distribuição e venda para outros comerciantes. Tra- balham com escalas variáveis de horário, visto que a produção e venda de pães exige trabalhonas mais variadas horas do dia e da noite. Todos os participantes são moradores do assen- tamento. A experiência de entre-ajuda foi forjada na própria luta pelo assentamento e suas melhorias. Todos são católicos, mas se denominam um grupo ecumênico, pois receberam apoio das Igrejas Católi- ca, Anglicana, Luterana e Metodista. O grupo procura manter sua posição no assen- tamento, concorrendo com outras padarias de fora. Para isso, mantém os dois vendedores dando aten- dimento constante aos pequenos estabelecimentos próximos. Outras formas de comercialização rea- lizadas pelo grupo são a venda no local da produ- ção, onde há um espaço especialmente para isso, o fornecimento de lanches para entidades, como sindicatos e pastorais, e a participação nas feiras organizadas pela COOESPERANÇA. É através desta organização, inclusive, que se articulam com ou- tros grupos para troca de experiências. Os recursos para compra de equipamentos e construção do pré- dio foram fi nanciados pela Cáritas Regional e pelo Projeto Esperança de Santa Maria, sendo que este último proporcionou aos participantes também um curso de panifi cação. A remuneração dos participantes na época era entre R$ 200,00 e R$ 250,00.14 (14) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp3.htm. Conclusões: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 19 Marcenaria Vol 2.indd 110 10/6/2015 9:32:51 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 111 Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 7 AULA 1919 Trilho e sistema de correr: esses sistemas per- mitem que portas sejam abertas por deslocamento horizontal, ou seja, deslizando sobre a ferragem a partir de trilhos + roldanas, perfi s + roldanas, trilhos + rolamentos esféricos ou trilhos + rodízios. Porta - Roldana Embutida Porta - Roldana Aparente Essa união de elementos promove o deslize das portas, que podem ser instaladas em qualquer ta- manho, observando somente o tipo de sistema de correr, para que assim as portas tenham o desconto para sua dimensão fi nal correta. Móveis - Roldana Embutida Móveis - Roldana Aparente Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 14 . A U LA - 19 Marcenaria Vol 2.indd 111 10/6/2015 9:32:52 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 112 ASPECTOS Objetivos Papéis Relações internas Representação Relações Humanas Projeto de Desenvolvimento Relação com outras empresas ECONOMIA CAPITALISTA Acumulação e lucro Patrão X Empregado Gerente X Empregado Hierárquicas Associações de empresários (Ex.: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-FIESP) Competitivas, individualistas Concentrador de renda, monopolista e “predador” do meio ambiente e do trabalho Redes para diminuir custos, mas de caráter concorrencial ECONOMIA SOLIDÁRIA Geração de trabalho e renda e melhoria da qualidade de vida Associados co-responsáveis pela gestão do empreendimento e pela produção/prestação de serviços Horizontais Associações (Ex.: União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil- UNISOL e Associação de Trabalhadores e Empresas de Autogestão-ANTEAG); Fóruns (Ex.: Fórum Brasileiro de Economia Solidária) Solidárias e cooperativas Social e ambientalmente sustentáveis Redes para melhoria das formas de inserção AULA 20 Formação Empreendedora: A economia e seus � ndamentos - Parte 1 O principal objetivo desta aula é apresentar aos participantes do curso um modelo comparativo dos pro- cessos de geração de trabalho e renda, favorecendo o desenvolvimento da consciência crítica. (15) A tabela comparativa que ora apresentamos foi elaborada com base no quadro extraído da cartilha 25 anos de Economia Popular Solidária, publicação da Cáritas Brasileira, Brasília, 2006, Série Cartilhas n. 2, p. 16. Fonte: 25 anos de Economia Popular Solidária. Brasília: Cáritas Brasileira, 2006, p. 16. A U LA - 20 Economia Capitalista x Economia Solidária15 Marcenaria Vol 2.indd 112 10/6/2015 9:32:52 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 113 Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 8 AULA 2020 Dispositivos de montagem: estes dispositivos foram criados para facilitar a montagem e desmon- tagem de móveis, garantindo praticidade, agilidade, ótima resistência e estética. Contudo, é importante conhecer bem o dispositivo, pois alguns necessitam de alta precisão no momento de instalação, para que funcionem devidamente como foram projeta- dos. Desta maneira, observar o manual de instru- ções de uso é essencial e, para algumas delas, pode ser conveniente criar ou adquirir alguns gabaritos de montagem, pois facilitam muito a vida do profi s- sional no dia-a-dia da marcenaria. Conectores de Montagem Girofi x Rastex Tambor Rafi x Tambor Trapézio Bucha + Parafuso Conectores de Prateleira Pino + Tubo Cadeira Tubinho InvisívelPino Chato Conectores - Cantoneiras Cantoneira L Multiuso Fixação de Armário Mata Junta Cadeirinha Reforçado Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 12 . Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 12 . A U LA - 20 Marcenaria Vol 2.indd 113 10/6/2015 9:32:54 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 114 AULA 21 Formação Empreendedora: A economia e seus � ndamentos - Parte 2 Como a Economia Solidária começou? “Economia Solidária surge como um modo de produção e distribuição alternativo ao capitalismo, criado e recriado periodicamente pelos que se encontram (ou temem fi car) marginalizados do mercado de trabalho.” (Paul Singer) Vamos ler o texto abaixo, para entender melhor o assunto: A proposta da Economia Solidária não sur- ge da formulação teórica de intelectuais da Universidade, mas da experiência prática de trabalhadores que ao longo da história, em diversos países, vêm procurando alternativas frente à desigualdade e à marginalização pro- duzidas pela competição e relações de subor- dinação características do capitalismo. São princípios dos empreendimentos da Economia Solidária: Posse coletiva de meios de produção e distribuição; Gestão democrática; Repartição do excedente anual (sobras); Capital (cota-parte) não é remunerado. Ao longo do desenvolvimento da Economia Solidária, encontram-se experiências de: trabalhadores organizados como produto- res associados que se reintegram à divisão social do trabalho, podendo competir com empresas capitalistas; pequenos produtores do campo e da cidade que se associam para comprar e vender em conjunto, eliminando intermediários; assalariados que se associam para adquirir em conjunto bens e serviços de consumo, visando ganho de escala; pequenos produtores e assalariados se asso- ciam para reunir suas poupanças em fundos rotativos que lhes permite obter emprésti- mos a juros baixos. No Brasil, a partir da década de 80, a Eco- nomia Solidária ressurgiu com a reação de mo- vimentos sociais frente à crise de desemprego em massa, intensifi cada nos anos 90, com a abertura do mercado às importações. Desde a década de 90, a Economia Solidária é tema de debates, pesquisas acadêmicas, políticas públicas e, principalmente, tem sido experi- mentada por um número cada vez maior de trabalhadores, desempregados e populações marginalizadas. Apesar de ainda não ser visível para a so- ciedade como um todo, esse movimento (que é político) forma um setor da economia, articu- lado pelos princípios que o regem mais do que pelo tipo de atividade econômica – que é tão diversa quanto das empresas capitalistas. A aposta daqueles que acreditam na Economia Solidária éque os diversos empreendimentos que dela participam se inter-relacionem, crian- A U LA - 21 Marcenaria Vol 2.indd 114 10/6/2015 9:32:54 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 115 do assim um setor econômico que gera renda para cada vez mais trabalhadores. Atuam do movimento de Economia Solidária no Brasil hoje: Cooperativas industriais; Empreendimentos populares; Movimentos sociais; Sindicatos; Fóruns Municipais, Estaduais e Fórum Brasi- leiro de Economia Solidária; Políticas públicas de fomento à Economia Solidária; Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES). Existem hoje centenas cooperativas in- dustriais do setor metalúrgico, de mineração, de confecção, de produção de máquinas, de produção de artefatos de couro, agrícolas, en- tre outras. Essas cooperativas foram em geral formadas através de processo falimentar das empresas originais em que trabalhadores, com apoio de assessores sindicais, conse- guem se apossar da massa falida da empresas formando cooperativas, salvando postos de trabalho. Essas cooperativas estão organiza- das em associações, principalmente a ANTE- AG (Associação Nacional de Trabalhadores de Empresas Autogestionárias e de Participação Acionária) e a UNISOL BRASIL (União e Solida- riedade das Cooperativas Empreendimentos de Economia Social do Brasil). Os empreendimentos populares são assim chamados por serem constituídos por pesso- as das camadas mais pobres, em geral sem capital, por iniciativa própria da comunidade ou pela participação em programas de políti- cas públicas. Para apoiar a constituição desses empreendimentos foram criadas Incubadoras Universitárias em diversos estados brasileiros, em universidades públicas e particulares. Em 1999, foi criada a Rede Universitária de Incu- badoras de Cooperativas Populares, além da (16) Fonte: http://www.itcp.usp.br/?q=node/12. Rede Unitrabalho, que a precedeu. Movimentos sociais também fazem parte desse resgate da proposta do cooperativismo e da Economia Solidária. Dentre eles, mais reconhecidamente, está o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que assentou centenas de milhares de famílias e organizam diversos tipos de cooperativas, criando uma escola de formação de técnicos em cooperativismo. O envolvimento dos sindicatos, principal- mente através da defesa dos trabalhadores de empresas em processo falimentar foi cres- cendo, à medida que diminuiu a resistência à ideia de uma luta diferente da habitual contra os patrões, mas a luta pela garantia do traba- lho e da renda para cooperados. Na CUT, por exemplo, foi criada a Agência de Desenvol- vimento Solidário (ADS-CUT), que apoia as cooperativas formadas através de técnicos e projetos para segmentos. Todas essas iniciativas começaram a ga- nhar identidade política no 1º Fórum Social Mundial em que se estabeleceu a necessida- de de organizar Fóruns Municipais, Estaduais e Fórum Brasileiro de Economia Solidária, do qual participam empreendimentos, agências de fomentos, movimentos sociais, represen- tantes do poder público e parlamentares. Atualmente, há no Ministério do Trabalho e Emprego a Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES/MTE), dirigida pelo Profes- sor Paul Singer. Essa secretaria tem o papel de articulação de políticas públicas, e atualmente desenvolve o mapeamento da Economia So- lidária, o que nos dará a dimensão do número de empreendimentos existentes e permitirá o desenho de políticas públicas mais adequadas. Além disso, apoia projetos em regiões estraté- gicas e articula parceiros do próprio governo federal para o desenvolvimento de projetos. No âmbito municipal, houve diversas experiências de políticas públicas, com diversos desenhos, de fomento à Economia Solidária, no Rio Gran- de do Sul, Pernambuco, Ceará e São Paulo (...). 16 A U LA - 21 Marcenaria Vol 2.indd 115 10/6/2015 9:32:54 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 116 Pensando sobre o assunto: 1. Como surge a economia solidária? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 2. Você já tinha ouvido falar de economia solidária antes? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 3. Você concorda que a partir dos anos 80 houve muitas mudanças que contribuíram para que a economia solidária surgisse? Quais principais mudanças você destacaria? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 4. O que estava acontecendo na sua vida profi ssional nesse período do fi nal dos anos 70 e início dos anos 80? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 5. A partir da leitura do texto, quais atividades você identifi caria à economia solidária, além dos empreendi- mentos econômicos solidários? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 21 Marcenaria Vol 2.indd 116 10/6/2015 9:32:54 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 117 Formação Técnica: Principais ferragens - Parte 9 AULA 2121 Complementares funcionais decorativas: estas ferragens, além funcionais, em sua maioria são projetadas para complementar o móvel, pro- porcionando beleza e sofi sticação. Essas caracterís- ticas podem ser ou não geradas de acordo com o formato e a materialidade, já que o acabamento fi - nal dessas ferragens depende primeiro delas mes- mas, para depois serem instaladas com êxito nos móveis, cumprindo sua função. Dentre as ferragem funcionais decorativas podemos destacar: puxado- res, pés e pernas, mãos francesas, aramados, supor- tes de cabide, etc. Mão Francesa Puxador de Concha Puxador de Barra Puxador de Plástico Puxador de Inox Puxador de Porcelana Puxador de Acrílico Pés de Móveis Puxador de Madeira Puxador de Latão Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 12 . Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 12 . A U LA - 21 Marcenaria Vol 2.indd 117 10/6/20159:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 118 AULA 22 Formação Empreendedora: A história confi rma Empreendimentos solidários: cooperativas, associações populares e grupos informais (de produção, de serviços, de consumo, de comercialização e de crédito solidário, em âmbito rural e urbano); empresas recupe- radas de autogestão (antigas empresas capitalistas falidas recuperadas pelos/as trabalhadores/as); agriculto- res familiares; fundos solidários e rotativos de crédito, entre outros. Os empreendimentos solidários caracterizam-se por se basearem nos princípios da autogestão na sua or- ganização interna e o fato de serem suprafamiliares com caráter de atividade econômica. Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto / É realidade. (Prelúdio, Raul Seixas) Atores do Movimento de Economia Solidária no Brasil Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) estrutura-se de forma a garantir a articulação entre três segmentos do movimento de Economia Solidá- ria: empreendimentos solidários, entidades de as- sessoria e fomento, e gestores públicos. Denominamos de empreendimentos solidários as diversas formas concretas de manifestação da Economia Solidária, que são de uma riqueza e diver- sidade consideráveis. Os empreendimentos solidá- rios são os principais protagonistas e público-alvo do FBES, compondo a maioria da representação em todas as instâncias decisórias do FBES. Vale citar algumas formas de manifestação da Economia Solidária, para se perceber a magnitude e heterogeneidade do segmento de empreendimen- tos solidários: cooperativas, associações populares e grupos informais (de produção, de serviços, de consumo, de comercialização e de crédito solidário, nos âmbitos rural urbano); empresas recuperadas de autogestão (antigas empresas capitalistas fali- das recuperadas pelos/as trabalhadores/as); agri- cultores familiares; fundos solidários e rotativos de crédito (organizados sob diversas formas jurídicas e também informalmente); clubes e grupos de trocas solidárias (com ou sem o uso de moeda social, ou moeda comunitária); redes e articulações de comer- cialização e de cadeias produtivas solidárias; lojas de comércio justo; agências de turismo solidário. Os empreendimentos solidários caracterizam-se por se basearem nos princípios e valores expressos na Car- ta de Princípios da Economia Solidária, dos quais se destacam o exercício da autogestão na sua organi- zação interna e o fato de serem suprafamiliares com caráter de atividade econômica. Outro segmento do movimento consiste nas en- tidades de assessoria e fomento, que normalmente se organizam na forma de associações sem fi ns lucra- tivos (ONGs) ou universidades (incubadoras tecnoló- gicas e grupos de extensão) e prestam serviços de apoio e fomento aos empreendimentos solidários, A U LA - 22 Marcenaria Vol 2.indd 118 10/6/2015 9:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 119 ATIVIDADE Responda: De acordo com atividade prática exercida, descreva em qual momento foi necessário a utilização de algumas das colas apresentadas. __________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Colas AULA 2222 seja na forma de ações de formação (tanto técnica quanto econômica e política), seja na forma de apoio direto (em estrutura, assessoria, consultoria, elabora- ção de projetos e/ou oferecimento de crédito) para a incubação e promoção de empreendimentos. O terceiro segmento do movimento de Econo- mia Solidária brasileiro é o de gestores públicos, composto por representantes de governos munici- pais e estaduais que tenham em sua gestão progra- mas explicitamente voltados à Economia Solidária. Este segmento se faz representar nacionalmente por uma rede de gestores públicos, que tem cadeira na Coordenação Nacional do FBES como uma das entidades/redes nacionais.17 (17) Fonte: Verbete “Economia Solidária”, publicado na Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia solid%C3%A1ria#A_Economia_Solid.C3.A1ria_no_Brasil. As colas são componente químicos que proporcionam aderência de peças, podendo exercer pega/secagem rápida, média ou lenta, isto devido as propriedade da tipologia de cada cola. Na marcenaria é essencial a utili- zação de colas para o trabalho do dia-a-dia, seja para revestimentos, colagem de estruturas, correções de aca- bamentos e montagem de gabaritos. Contudo de acordo com cada trabalho que será executado é altamente importante que o profi ssional fi que atento as tipologias de cola criadas para colagem de elementos, vejamos: Cola de Contato: esta cola é essencialmente utilizada para a colagem de revestimentos gerais da madeira, como Laminados Melamínicos, Laminado de Madeira, Laminado Pet, Fita de Bordo, pvc, os, acrílico e chapas fi nas de madeira. Por ser uma cola de pega média, ou seja, permite que em poucos minutos ambas as peças sejam conectadas, permi- te uma produção mais acelerada, porém esta colas não deve ser utilizada para colagem de estruturas, isto porque não foi desenvolvida para exercer mo- vimentação e dilatação, causando a descolagem e rompimentos dos elementos unidos. Cola de Contato Instantaneo: esta cola foi desenvolvida para colagem de pequenas estruturas que não exerçam movimentação, ou seja, engrosso de tampos, prateleiras, correções de cantos quebra- dos e colagem por sobreposição. Possibilitando rá- pida secagem, com aderência instantânea, trabalho com mdf, com montagem de moveis modulados e montagem de gavetas torna-se imensamente útil, por permitir manejo do artefato ao mesmo tempo. Cola Branca PVA: versátil, está cola é mais uti- lizada na marcenaria, sendo uma das mais antigas criadas. Solúvel em água, a cola pva proporciona alto desempenho de estruturas de madeiras maciças e artefatos gerais, onde através de encaixes bem exe- cutados, pode-se se eleminado pregos e parafusos e somente trabalhar com a resistência da mesma. Porém sua secagem é lenta, com média 12h a 24h de cura, isto de acordo com complexidade do arte- fato. Recomenda-se umedecer o local da união dos elementos para melhor aderência e resistência geral do artefato após a cura e dependendo é necessário utilizar prensas artesanais, grampos e sargentos. Cola PU: está cola permite altíssimo desempe- nho de colagem de estruturas que exijam grandes esforços, como portas e portões de madeiras, jane- las, assoalhos, decks, batentes, pisos laminados, etc. Sua consistência assemelha-se a uma pasta, sen- do necessário a utilização de prensas para que os ele- mentos se ajustem e promovam uma aderência mais efi ciente para uma essencial resistência estrutural. A U LA - 22 Marcenaria Vol 2.indd 119 10/6/2015 9:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 120 AULA 23 Formação Empreendedora: Uma outra economia é p� sível Vamos exercitar o raciocínio e a visão crítica sobre os processos de construção de economia solidária no Brasil, o papel das entidades de assessoria e fomento e sua importância para o segmento. ATIVIDADE - Muitas cabeças são melhores que uma? No encontro passado a tivemos contato com a história da economia solidária. Para a gente começar o dia hoje, vamos pôr nossas cabeças para funcionar testando nossa memória. 1. O que você achou da atividade? ______________________________________________________________________________________________________________________ 2. Será que existem atividades e tarefas em que “muitas cabeças” não são necessárias? Quais? ______________________________________________________________________________________________________________________ DAS UTOPIAS Se as coisassão inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos se não fora A mágica presença das estrelas! (Mário Quintana) ATIVIDADE Muitas cabeças são melhores que uma? No encontro passado a tivemos contato com a história da economia solidária. Para a gente começar o dia hoje, vamos pôr nossas cabeças para funcionar testando nossa memória. 1. O que você achou da atividade? ______________________________________________________________________________________________________________________ 2. Será que existem atividades e tarefas em que “muitas cabeças” não são necessárias? Quais? ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 23 Marcenaria Vol 2.indd 120 10/6/2015 9:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 121 Formação Técnica: Orçamento AULA 2323 Desde tempos remotos o homem executa ta- refas para seu benefi cio e sobrevivência, transfor- mando assim matéria-prima em algo útil, como utensílios, armas, ferramentas e objetos diversos, como móveis e roupas. Com o tempo aprimorou- -se o estudo dessas áreas, transformando esses ho- mens em verdadeiros mestres em diferentes profi s- sões, como carpinteiro, pedreiros, ferreiro, alfaiate, arquiteto, marceneiro, agricultor etc. A partir do pequeno aglomerado civil, há a formação das pe- quenas cidades, possibilitando a esses habilidosos homens meios de se promoverem pela prestação de serviços, já que a população crescia a cada ano e poucos profi ssionais havia no local. Assim temos o marceneiro, como tantos outros que passaram a trabalhar na cidade, abrindo suas ofi cinas a fi m de oferecer os melhores produtos e serviços de essen- cial importância, para o crescimento e o desenvol- vimento da cidade. Até o surgimento da moeda, o que se tinha como forma de pagamento era a troca, seja de “bens” por “bens” ou de “bem” por “bens”. Todavia, quando a cidade passa a ser algo maior do que uma simples quantidade de casas ladeadas por uma via principal e passa a ultrapassar os limites do terreno, a competitividade aparece e novos profi ssionais chegam para acirrar a disputa de me- lhores preços. As moedas – de ouro, prata e bronze – passam a ser o principal modo de pagamento, o que faz com que todos os que vendem seus pro- dutos e serviços planejem o quanto estes mesmos valerão dentro do padrão econômico vigente. As- sim, surge o orçamento. O orçamento tem o papel de programar os cus- tos de produção: matéria-prima, mão de obra, cus- tos gerais de produção e lucro, de forma que, tanto o profi ssional que oferece o produto/serviço quanto o cliente que o recebe possam ser benefi ciados por um preço justo, sem perdas para ambas as partes. Por mais simples que seja elaborá-lo, muitos pro- fi ssionais de diferentes ramos acabam tendo enor- me difi culdade para calcular ou organizar os custos que envolvem a produção ou prestação de serviço, o que faz com que percam dinheiro ou até declarem falência, mesmo fazendo um serviço de ótima quali- dade. Por isso, vale destacar algumas dicas: Nunca dê um orçamento baseado simples- mente no custo da matéria-prima. Isso é uma roubada e você entenderá o porquê. Nunca faça suas compras sem ter toda a lista anotada no papel. Isso evita perda de tempo e garante o acerto no preço fi nal. Só a experiência vai poder dizer quantas ho- ras de trabalho serão gastas para realizar cada serviço e isso ninguém melhor do que você para saber. Vamos aos cálculos! Para fazer um orçamento, você vai precisar saber quanto seu produto custa realmente. Para isso é preciso entender as bases do real valor do produto/serviço: O custo da matéria-prima (madeira, cola, lami- nados, pregos e cia, etc.). O custo/hora de sua marcenaria. O número de horas gastas para produzir ou restaurar. O custo da mão de obra. O custo de comercialização do produto. O lucro que você deseja ter. Etapa 1: calcular a matéria-prima A matéria-prima será todo o material direto que estará envolvido na produção do objeto ou na prestação do serviço. Aqui, juntamente com papel e caneta, você anotará tudo que será gasto na con- fecção ou prestação de serviço analisando o proje- to requisitado. Após isso basta pesquisar o melhor preço ou simplesmente fazer a cotação com seu fornecedor. Etapa 2: custo/hora da marcenaria Este custo é o valor que você tem de gastar para manter seu negócio funcionando, ou seja, o custo de manutenção e funcionamento da mar- cenaria. Este cálculo é efetuado apenas uma vez e será recalculado caso haja alteração de um ou mais custos fixos. Para calcular o custo/hora de sua marcenaria você vai precisar saber quais são os seus custos fi xos e qual o total de horas de trabalho disponí- veis na mesma, ou seja, quantas horas sua ofi cina dispõe para produção ou restauro de móveis. Os A U LA - 23 Marcenaria Vol 2.indd 121 10/6/2015 9:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 122 ATIVIDADE Vamos ao Orçamento! Para exemplifi car usaremos o móvel que fabricamos durante o curso de marcenaria. Seguiremos as etapas na sequência vista acima para assim chegarmos a meta fi nal que é obter o preço defi ni- tivo do móvel, com todos os custos, inclusive com o lucro. Ótimo trabalho e vamos aos cálculos. ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ custos fi xos são aqueles que você tem que desem- bolsar todo o mês, como aluguel, luz, água, tele- fone, material de limpeza, manutenção, todos os salários (incluindo o seu pró-labore – salário do proprietário) e os encargos sociais (FGTS, INSS, fé- rias, 13º salário, abono). Para saber o total de horas de trabalho disponíveis na sua empresa, calcule o número de funcionários que trabalham incluindo você. Assim, teremos a seguinte média: Cada um trabalha 8 horas por dia, 5 dias por semana e 4,5 semanas em média por mês Desta maneira, temos o seguinte cálculo: (N° de funcionários) x 8 x 5 x 4,5 = X X = horas trabalhadas mensalmente por sua empresa Etapa 3: custo de produção para o produto/serviço Obtendo os primeiros dados, basta somar o cus- to total da matéria-prima e o custo de mão de obra sobre o produto/serviço, para assim obter o valor necessário para realizar o trabalho. Assim, temos o seguinte cálculo: (N° horas trabalhadas) x (R$ custo/hora) + (R$ custo da matéria prima) = Y Y = custo de produção para o produto/serviço Etapa 4: custo de comercialização Esse custo está ligado diretamente às taxas de comercialização empregadas em microempresas e microempreendedores individuais, que têm CNPJ, sendo necessário a emissão da nota fi scal (sendo um tributo comumente lançado em valor percen- tual). São impostos como ICMS, PIS, COFINS, Con- tribuição Social, etc., mais as comissões que você pagará ao arquiteto e/ou decorador e o valor gasto com transporte. Etapa 5: lucro O lucro é algo a ser pensado individualmente pois somente o profi ssional sabe o quanto quer lu- crar com o serviço prestado. Contudo não exagere, nem deixe por pouco. Uma base muito usada e re- comendada pela consultoria Sebrae é de 20% a 40% sobre o valor calculado até o momento. Lembre-se que esse lucro élíquido, já que todos os custos fo- ram incluídos nas contas. Etapa 6: cálculo � nal Enfi m o momento mais aguardado, pois aqui encontramos o valor correto para o nosso produto/ serviço. Para facilitar, existe uma fórmula fácil de ser usada para calcular sem muita difi culdade o preço fi nal para o seu orçamento: PREÇO= CUSTO DA RESTAURAÇÃO/PRODUTO x 100% 100% - (custo de comercialização + lucro) A U LA - 23 Marcenaria Vol 2.indd 122 10/6/2015 9:32:58 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 123 ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ A U LA - 23 Marcenaria Vol 2.indd 123 10/6/2015 9:32:58 AM 124 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil ARCO OCUPACIONAL – Madeira e Móveis. Coleção ProJovem Guia de Estudo – Programa Nacional de Inclusão de Jovens, 2006. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 5462. Rio de Janeiro, 1994. BASSANI, Jorge. São Paulo: cidade e arquitetura – um guia. São Paulo: Editora São Paulo, 2014. BOITO, Camillo. Os Restauradores. Cotia–SP: Ateliê Editorial, Artes & Ofícios 3, 2008. BORGES, Adélia. Maurício Azeredo: a construção da identidade brasileira no mobiliário. São Paulo: Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, 1999. BRANDI, Cesare. Teoria da Restauração. Cotia–SP: Ateliê Editorial, Artes & Ofícios 5, 2004. BRASIL, Ministério da Cultura. Sítios históricos e conjuntos de monumentos nacionais: norte, norteste e cen- tro–oeste. Brasília: Ministério da Cultura, Programa Monumenta, 2005. BRASIL, Ministério da Cultura. Sítios históricos e conjuntos de monumentos nacionais: Sudeste e Sul. Brasília: Ministério da Cultura, Programa Monumenta, 2005. CALADO, Margarida. & PAIS DA SILVA, Jorge Henrique. 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R EF ER ÊN C IA S Marcenaria Vol 2.indd 125 10/6/2015 9:32:59 AM Instituto de Tecnologia Social - ITS Brasil (Org.) _________________________ São Paulo - SP - Brasil ITS BRASIL 2015 Marcenaria Vol 2.indd 126 10/6/2015 9:32:59 AM Marcenaria Vol 2.indd 127 10/6/2015 9:32:59 AM instituto de tecnologia social marcenaria e restauração de moveis e patrimônios em madeira marcenariamarcenaria e restauração de moveise restauração de moveise restauração de e patrimônios em madeirae patrimônios em madeirae patrimônios em CURSO DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Marcenaria Vol 2.indd 128 10/6/2015 9:33:14 AMter raiva porque capaz de amar. Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto. A assunção de nós mesmos não signifi ca a exclusão dos outros. É a “outredade” do “não eu”, ou do tu, que me faz assumir a radicalidade de meu eu.1 Esta experiência de assumir-se é certamente a primeira etapa do processo de capacitação profi ssional do Centro de Formação de Artesãos. É a partir deste passo que o educando pode relacionar- se com a sociedade. É um processo de ensino-aprendizagem, educativo enfi m, comprometido com o desenvolvimento social, político e econômico da comunidade. Quando falamos em “econômico” queremos apontar para aquela economia que gera trabalho e renda para a região, comprometida desde sua origem com o desenvolvimento local. A formação humana e cidadã vai levar-nos a pensar o ser humano e a sociedade como primeiro passo da capacitação profi ssional. Abrange a importância do aprendizado e dos valores éticos para todas as atividades do ser humano como cidadão. Como membro de um grande corpo, cada um tem função e obrigações dentro deste complexo sistema, que não pode deixar de funcionar para garantir a vida social. A capacitação profi ssional, além de ser ferramenta de acesso ao mercado de trabalho, deve contribuir para o educando conhecer o universo profi ssional do artesão e na leitura do mundo do trabalho, descobrir, vantagens e desvantagens de trilhar este caminho profi ssional. Num projeto de desenvolvimento pessoal e social, tendo como objetivo geral a construção da cidadania, é preciso defi nir que mulher e homem queremos formar. Dentro da visão do ser humano autônomo e solidário, algumas atitudes e características devem ser desenvolvidas para que essas qualidades possam ser atingidas. A formação humana e cidadã trilha este caminho metodológico no desenvolvimento do conteúdo das aulas. A formação técnica quer refl etir a importância da técnica, com uma apresentação minuciosa, paciente e detalhada de todos os aspectos do exercício da profi ssão do artesão e do marceneiro. O homem sempre fez experiências, buscando encontrar aquilo que precisa para satisfazer suas necessidades. Aprendeu lidando diretamente (1) FREIRE,Paulo, PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Saberes Necessários à Prática Educativa. 25ª edição. Ed. Paz e Terra. 1998, p.18 e 19. IN TR O D U Ç Ã O Marcenaria Vol 2.indd 11 10/6/2015 9:31:48 AM 12 Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil com a natureza. Mais recentemente, passou a usar os conhecimentos científi cos. Assim, foi inventada a roda, a bicicleta, a carroça e a carruagem, o automóvel, o avião etc. Essas invenções possibilitam um deslocamento cada vez mais rápido de pessoas e de coisas. As invenções humanas surgem da necessidade e são frutos da criatividade e da observação. Com a formação prática, propomos aprender na prática, aspecto educativo que ocupa o maior tempo das aulas. São três horas, das quatro diárias de curso, dedicadas exclusivamente à prática. O Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros está equipado com máquinas e equipamentos de primeira qualidade, o que possibilita uma qualifi cação profi ssional de alto nível. O diferencial desta unidade de ensino pode ser completamente simbolizada com a frase, uma vez dita pelo ex-aluno Oscar Vicente Vieira: “aqui se aprende fazendo”. O método consiste em escolher produtos que são inovadores e de fácil comercialização no mercado, traça-se então a linha de produção de acordo com o perfi l da turma, que pode ser muito diferente de uma turma para outra. Então cria-se uma ordem de aplicação das técnicas da marcenaria e do artesanato1 em madeira nas etapas de construção do artefato em madeira. Experienciar as técnicas no fazer é muito mais efi ciente. Por que é assim que acontece em toda a nossa vida. Primeiro lemos o mundo, a vida e suas necessidades e depois lemos os signos de linguagem da aprendizagem técnica, própria da ciência, e não o contrário. Também existe a fase da formação empreendedora, quando substituem as aulas de formação humana e cidadã, elas acontecem todos os dias na primeira hora, das quatro horas diárias de curso. Nesta fase da formação empreendedora o educando está conhecendo a profi ssão e descobre a importância da marcenaria no mundo. Descobre que a beleza do artesanato e dos móveis fabricados na marcenaria podem ser de grande valor econômico. E que isso, ao mesmo tempo que traz grande prazer como profi ssional, pode trazer o sustento da família. Afi nal ter uma profi ssão traz reconhecimento e inclusão social, ser “ajudante geral” não é profi ssão, pois seria impossível dominar todas as técnicas para ser realmente um ajudante geral. Na verdade um ajudante geral é uma qualifi cação dada para o profi ssional sem qualifi cação, que normalmente vai trabalhar na limpeza e no auxílio superfi cial aos profi ssionais de uma seção ou setor de uma empresa. Esta é uma etapa muito importante da metodologia pois é neste momento que o empreendedor defi ne a organização estrutural da empresa. É fundamental preparar a empresa com princípios organizacionais básicos, garantindo assim o crescimento. A falta de organização pode, além de dar prejuízo, impedir o crescimento da empresa. (1) Nesta descrição das atividades de capacitação, serão citadas sempre em conjunto: marcenaria e artesanato em madeira. Pois o Centro de Formação de Artesão de Parelheiros capacita em marcenaria tradicional. O ramo da atividade profi ssional que usa máquinas elétricas estacionárias e portáteis, no entanto, prioriza o trabalho artesanal, o que garante um acabamento muito procurado no mercado. Pensamos que assim a inclusão no mercado de trabalho seja mais garantida. Introdução IN TR O D U Ç Ã O Marcenaria Vol 2.indd 12 10/6/2015 9:31:49 AM Vamos às aulas! ATENÇÃO, CANETA E PAPEL Marcenaria Vol 2.indd 13 10/6/2015 9:32:04 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 14 AULA 1 Formação Empreendedora: Reestruturação produtiva e emprego - Parte 1 As mudanças no modo de trabalhar e na produ- ção acontecem desde os primórdios da sociedade. Em alguns momentos, porém, são mais marcantes e infl uenciam todo o sistema social. Às vezes, o que provoca a grande mudança é um instrumento muito simples. Vejamos um exemplo: quando a enxada foi inventada, não se poderia ima- ginar que seria a base técnica de profunda mudança na forma de cultivo e na produtividade do trabalho no campo. Na verdade, para haver mudanças na socieda- de não basta que alguém invente algo, por mais maravilhosa que seja a invenção. É imprescindível que a invenção seja aceita e difundida. Para isso, os fatores sociais, econômicos e políticos são de- terminantes. As mudanças no modo de trabalhar e na produção acontecem o tempo todo. Para haver mudanças na sociedade é preciso que a invenção seja aceita e difundida. Podemos exemplifi car com Henry Ford. Ao cons- truir o carro modelo T, nos Estados Unidos, ele “acer- tou na mosca”. Percebeu uma necessidade do co- letivo e foi um sucesso. A produção em série desse modelo revolucionou a economia. No aspecto polí- tico, foi fundamental a popularização do automóvel. Ford dizia que sonhava ver os operários podendo comprar o bem que fabricavam. Produção em série é a produção de grande es- cala, de acordo com um só padrão, que permite di- minuir sensivelmente o custo do bem produzido. A atividade industrial com produção em série teve iní- cio na Inglaterra, com uma importante descoberta: a máquina a vapor. Produção em série é a produção de grande escala, de acordo com um só padrão, que permite diminuir sensivelmente o custo do bem produzido. De fato, a introdução da máquina a vapor no mundo da produção e do trabalho provocou mu- danças radicais no modo de viver, produzir e tra- balhar. No fi nal do século XVIII (1790), começaram a surgir as indústrias urbanas, que atraíram milhões de camponeses para as cidades. Essas transforma-ções, chamadas de Revolução Industrial, assinalaram o início da produção mecanizada. A partir da Revolução Industrial, houve um pro- cesso de acúmulo de invenções e descobertas e, nas últimas décadas, chegamos a outra fase de grandes mudanças, com a introdução de novas maneiras de trabalhar e de organizar a produção. Essas novas mu- danças são chamadas de reestruturação produtiva. Reestruturação produtiva: processo de acúmulo de invenções e descobertas, com a introdução de novas maneiras de trabalhar e de organizar a produção. A mudança tecnológica mais importante e generalizada consiste no uso da microeletrônica. A tecnologia sempre esteve presente nas trans- formações da produção e do trabalho. Na fase da reestruturação produtiva, a mudança tecnológica mais importante e generalizada é o uso da micro- eletrônica. Muita gente pensa que a microeletrônica está só nos computadores. Mas não é assim: convi- vemos com ela todos os dias e os dias inteiros. Va- mos ver como isso acontece? A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 14 10/6/2015 9:32:04 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 15 ATIVIDADE Organizados em grupo, vamos conversar um pouco sobre as profi ssões que não necessitam de energia para funcionar. Procurem observar a importância do trabalho artesanal, relacionado-o com o trabalho efetuado com bases microelétricas. Escreva uma frase como síntese da conversa: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Técnica: Carpintaria AULA 1 Acima (e também na próxima página) exemplos de trabalhos executados por carpinteiros, que reforçam o quão dinâmico é o trabalho deste profi ssional de grande conhecimento no emprego da madeira maciça, são estruturas de telhado, assoalhos, deques, pergolados, forros, escadas, guarda-corpos, caixilharia, habitações de madeira, formas para concretagem de estruturas de concreto armado e construção naval. A carpintaria, como sabemos, é um dos ofícios que trabalha com a madeira entre tantos outros que exis- tem atualmente. Porém, é importante lembrar que a carpintaria em si é considerada a primeira profi ssão a tra- balhar com êxito este material, pois foi a partir dela que houve a evolução para a marcenaria refi nada e outros ofícios que se dedicam a transformar a madeira em objetos úteis. Desta forma, consideremos a carpintaria como a mãe da marcenaria que, com o passar dos anos, permite dar às mesmas peças construídas pelos carpinteiros um toque com melhor acabamento, tendo como priori- dade a resistência do artefato por inteiro. Com essa união, temos um profi ssional carpinteiro mais caprichoso, que trabalha a madeira bruta, realizando trabalhos diversos como: treliças/tesouras, pergolados, móveis, asso- alhos, deques, portões, caixotarias, portas, janelas e elementos relacionados à construção naval. Fo to s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 15 10/6/2015 9:32:09 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 16 Nesta aula destacaremos os conhecimentos básicos da construção de uma treliça estrutural, conhecendo sua defi nição, suas diferenciadas formas, as madeiras aplicadas, o cálculo de caimento e as defi nições básicas des- de o projeto até sua montagem. Fo nt e Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Treliça e tesoura estrutural A treliça é um sistema triangular estrutural for- mado por elementos resistentes, defi nitivamente calculados, onde cada componente é classifi cado como barra. Esses elementos encontram-se liga- dos entre si por encaixes, soldas ou ferragens que ganham o nome de estribos. Todas essas uniões são defi nidas por cálculos precisos que medem as forças (cargas) atuantes sobre toda a estrutura, a fi m de ga- rantir a estabilidade. Seu principal objetivo é formar grandes vãos entre pilares, já que o popular concreto armado em muitos casos não é a melhor opção, por sua di- mensão volumosa, o grande gasto de material, alto custo de fabricação e a necessidade de mão de obra especializada. O sistema de treliça permite vãos em sistema biapoiados de enorme distância, sendo a melhor solução para construções como armazéns, depósitos e galpões industriais, etc. No caso de treliças armadas em madeira, é preciso defi nir bem algumas regras para que não haja pro- blemas estruturais, ou seja, causas que possam gerar possíveis rompimentos da estrutura, levando a “fl etir” (empeno ou quebra total da estrutura). Estas ocorrên- cias podem ser causadas por esforços de tração ou compressão, caso o projeto não for bem consolidado. Esquema de esforço (cargas) sobre a tesoura: ação e reação das forças de compressão e tração. A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 16 10/6/2015 9:32:11 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 17 Regras básicas para construção Utilizar madeiras de média a alta densidade. Utilizar madeiras perfeitamente secas e isentas de patologias, como xilófagos. Nas vigas que vão receber maior carga, fabricar a contrafl echa (para não fl etir). Evitar usar madeiras úmidas e com nós. Calcular a quantidade de madeira usada. Para construções básicas, como casas de duas águas, pré-defi nir largura e altura das vigas e caibros. As estruturas que irão receber toda a carga (colunas e pilares) devem ser muito bem dimensionadas para não ocorrerem futuras imperfeições, como deformações e rompimento total. Madeiras usadas Na construção de treliças ou tesouras em madeira, o cuidado deve ser redobrado, em comparação às feitas de aço. É de extrema importância ter o conhecimento sobre quais madeiras usar para confeccioná-las. Diferente do aço, que desde a siderurgia passa por intensos processos industriais para chegar ao ponto ideal de traba- lhabilidade, a madeira é um material orgânico que precisa dos devidos cuidados e técnicas, além do conheci- mento sobre as espécies que apresentam características ideais para o trabalho de madeiramento estrutural. Acima aprendemos que madeiras de média a alta densidade são consideradas as mais indicadas para este tipo de construção, porque apresentam propriedades físicas específi cas que garantem estabilidade e capacidade de aguentar o peso da própria armação da treliça. Exemplos: angelim, angelim pedra, cambara, cedro, cumaru, castanheira, eucalipto, garapeira, ipê, jatobá, pau-roxo, pau-ferro, peroba do norte, peroba rosa, sucupira, etc. Em algumas situações, vale destacar que a madeira pinus acaba entrando na construção de elementos mais leves com ripas, caibros, sarrafos e até vigas em casos especiais. Estruturas em tesoura feitas em madeiras de alta densidade, garapeira e peroba rosa (esquerda-centro), e madeiras de média densidade pinus caribaea (direita). Im ag en s: G oo gl e Im ag en s, 20 15 . Conhecendo as tipologias de tesouras tradicionais Imagens: web site - www.carpinteria.com.br, 2015. A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 17 10/6/2015 9:32:12 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 18 Terminologia – Classi� cação dos Elementos Linha/tirante: viga horizontal (tensor), que na tesoura está sujeita aos esforços de tração. Pendural ou montante (ponteiro): viga vertical no centro da tesoura que vai da cumeeira à linha da tesoura. Perna/empena: cada uma das vigas inclinadas que compõem a tesoura, formando os triângulos maiores. Mão francesa, escora, asna ou diagonal: são peças de ligação entre a linha/tirante e a perna/empena, encontra-se em posição oblíqua (inclinada) ao plano da linha. Geralmente trabalham à compressão. Terça: viga apoiada sobre as pernas/empena das tesouras ou sobre paredes para sustentação dos caibros; paralela à cumeeira e ao frechal. Chapuz: elemento para complemento de trava e amarra das terças, impedindo sua movimentação. Frechal: terça posicionadana parte do caimento inferior do telhado, sendo assentada sobre o topo da parede, servindo de apoio à tesoura. Contrafrechal: madeiramento abaixo da tesoura que faz a união com o pilar ou alvenaria. Caibro: peça de madeira que sustenta as ripas. Nos telhados, o caibro se assenta nas cumeeiras, nas terças e nos frechais. Ripa: pequena peça de madeira apoiada sobre o caibro para sustentação e instalação das telhas. Cumeeira: terça da parte mais alta do telhado. Grande viga de madeira, que une os dois lados da tesoura e onde se apoiam os caibros do madeiramento da cobertura. Também chamada de “espigão horizontal”. Estribo: ferragem que garantem a união entre as peças das tesouras. Pode trabalhar à tração ou cisalhamento. Tesoura: viga em treliça plana vertical formada de barras de madeira dispostas de modo a compor uma rede de triângulos, tornando o sistema estrutural indeslocável. Beiral: parte fi nal do caimento do madeiramento da tesoura. Tabeira/testeira: elemento instalado no beiral como forma de costaneira ou parte decorativa; também tem a função importante de equilibrar a última fi ada de telhas, evitando que escorreguem. mão francesa tesoura diagonal cumeeira Contraventamento das tesouras tração compressão cisalhamento fl exão torção Ilustrações de esquema de forças (F) atuantes na estrutura do telhado e travamento das seções de treliças/tesouras. A U LA - 1 Frechal Terça Ripa Cumeeira Caibro Telha Chapuz Tabeira Contra Frechal Tirante Pendural Estribo Escora Empena Parede Marcenaria Vol 2.indd 18 10/6/2015 9:32:13 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 19 A inclinação do telhado Antes de simplesmente saber teorias matemáticas, é importante saber que, para o cálculo do caimen- to da água do telhado, é necessário conhecer as várias telhas oferecidas no mercado, tais como as de cerâmica natural, as esmaltadas em várias cores, de vidro ou de cimento colorido. Decidir por um ou outro modelo, é importante antes não só consi- derar o aspecto estético, mas também o funcional, assim não se esqueça que as telhas, além da fun- ção de cobertura, têm a função de proteger toda a estrutura e precisam ser adequadas ao projeto. Por isso é importante fi car atento, pois cada tipo de telha exige um caimento de inclinação mínimo ou máximo para as águas da chuva escoarem com facilidade, e isso irá defi nir a altura da cumeeira. Portanto, fi que atento às características climáticas da região onde acontece a construção desta es- trutura, pois em regiões muito chuvosas pode ser necessário garantir uma inclinação adequada para que não haja sobrecarga além do estabelecido para a estrutura e para que o escoamento não seja prejudicado, comprometendo calhas e condutores verticais (tubulações). TIPOS DE TELHAS As telhas devem ser defi nidas na etapa de projeto para que não haja problemas de execução. Os tipos de telhas encontradas no mercado são: Telhas de barro cozido: dividi- das em francesa (indicada para telhados mais inclinados) e capa-canal, nos modelos plan, paulista, romana e colonial. Es- tas últimas são indicadas para climas quentes, pois permitem ótima ventilação. Telhas de cimento amianto (agora de � brocimento): nos tipos ondulados, modulados, meio tubo, canalete e canele- tão, dispensam a execução de estruturas fortes de madeira e são assentadas de acordo com as especifi cações do produto. Há também as capa-canal, que imitam as telhas de barro, em cores diversas. Telhas de metal, alumínio ou ferro: por não proporcionarem um bom isolamento acústico, são pouco utilizadas em resi- dências, mas exigem um cai- mento menor em relação às apresentadas acima. Francesa Cores: Vermelha, branca e de vidro Características: Telha cerâmica natural plana com duas cavidades na longitudinal fazendo a função de canal. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 44 kg Inclinação: 25 a 44% Paulista Cores: Vermelha e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal separados, curvos e diferentes entre si. Rendimento por m2: 26 peças Peso por m2: 57 kg Inclinação: 15 a 30% Colonial Cores: Vermelha, branca, palha, pêssego e de vidro Características: Telha cerâmica natural curva, cujas peças com as mesmas características fazem a função de capa e canal, bastando para isto invertê-las. Rendimento por m2: 23 peças Peso por m2: 55 kg Inclinação: 15 a 30% A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 19 10/6/2015 9:32:13 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 20 Plan Cores: Vermelha, branca e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal separados, diferentes entre si, e com linhas predominantemente retas. Rendimento por m2: 26 peças Peso por m2: 42 kg Inclinação: 15 a 30% Romana Cores: Vermelha, esmaltadas e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal retos conjugados. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 42 kg Inclinação: 30 a 60% Portuguesa ou colmar Cores: Vermelha, branca, pêssego, mediterrânea e esmaltada Características: Telha cerâmica com capa em curva e canal reto conjugado. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 42 kg Inclinação: 15 a 60% Americana Cores: Vermelha, branca e esmaltadas Características: Telha cerâmica natural com capa curva e canal em linha reta, conjugados de modo semelhante à telha portuguesa, mudando suas dimensões e curvatura. Rendimento por m2: 12 peças Peso por m2: 38 kg Inclinação: 30% Germânica, escama de peixe ou chapinha Cores: Vermelha e esmaltadas Características: Telha cerâmica natural plana com duas cavidades na longitudinal fazendo a função de canal. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 44 kg Inclinação: 35 a 90% Telha japonesa de concreto colonial Cores: Cinza, areia, rubi, branca, vermelha e tabaco. Características: Telha produzida em concreto (cimento de alta resistência, areia classifi cada e pigmento sintético). Peso: 2,5 kg Tamanho médio: 30cm Rendimento por m2: 14 unidades Peso por m2: 35 kg Inclinação: 40% A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 20 10/6/2015 9:32:14 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 21 Tégula Cores: Cinza, cinza grafi te, areia, avelã, rubi e tabaco. Características: Telha produzida em concreto (cimento de alta resistência, areia classifi cada e pigmento sintético). Rendimento por m2: 10 peças Peso por m2: 46 kg Inclinação: 30 a 40% Fibrocimento ondulada Cores: Branca e cinza Características: Telha ondulada de fi brocimento Rendimento por m2: variável Inclinação: 15 a 30% Cálculo do caimento do telhado Estudamos que cada tipo de telhado exige um determinado grau de inclinação em sua estrutura (medido em porcentagem) para impedir o refl uxo de água entre a sobreposição das telhas e também para defi nir o cai- mento máximo ou mínimo do telhado sem ter a necessidade de amarrá-las. Deste modo teremos que calcular o caimento de inclinação do telhado para chegarmos no melhor desenho de projeto. Para isso foi desenvolvi- da uma fórmula básica para acharmos a altura da cumeeira com base na inclinação escolhida de acordo com o modelo da telha. Importante saber que este cálculo não é estrutural, sendo uma fórmula simplifi cadora para ajudar em projetos de estruturas de telhado simples sem o acompanhamento de um engenheiro ou arquiteto. Assim temos a simples fórmula: h = L x % 2 %: Porcentagem inclinação da telha h: Altura da cumeeira L: Largura do telhado Vejamos dois exemplos de cálculo utilizando a fórmula: Exemplo 1: uma construção apresentando as seguintes dimensões utilizará a telha romana adotando 44% de inclinação para o projeto do telhado. 2,200m 10,000m 20,000m A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 21 10/6/2015 9:32:15 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 22 Exemplo 2: uma construção apresentando as seguintes dimensões utilizará a telha portuguesa adotando 25% de inclinação para o projeto do telhado. 18,000m 8,000m 10,000m8,000m 18,000m Acabamento do telhado Para todos os tipos de telhas o acabamento é feito por meio de cumeeiras e águas-furtadas. A telha de cume- eira é a parte mais alta do telhado, que faz a união entre as duas caídas d’água, onde são assentadas as telhas tradicionais. Para o arremate fi nal, sobre a cumeeira se coloca argamassa de cimento com cal e areia, com à fi na- lidade de travar a fi adas de telhas, dar acabamento e direcionar o fl uxo de água da chuva com mais efi ciência. Águas-furtadas são calhas com formato especial, colocadas nas junções embaixo das telhas com função de recolher a água da chuva e conduzi-la para fora do telhado. Outro componente importante a ser instalado são as calhas que recebem a água da cobertura, levando-a até o condutor. As águas-furtadas (rincões), calhas e condutores podem ser de plástico, chapa galvanizada, ferro ou cobre de maior resistência. O arremate do telhado é feito pela técnica de “emboçamento”, que requer a preparação de uma argamassa de cimento, cal e areia, igualmente feita para cumeeira. Neste caso, a fi nalidade é ligar as duas primeiras fi adas de telhas, evitando que elas escorreguem ou se levantem, permitindo que as demais sejam simplesmente encaixadas uma nas outras. 1,000m água caibros água-furtada cumeeira espigão beiral testeira ripas terças empena ou oitão tesoura Conhecendo o Telhado A estrutura, também conhecida como armação, é composta por várias partes A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 22 10/6/2015 9:32:16 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 23 Além da tesoura tradicional há também a possibilidade de se realizar trabalhos mais simples de estrutura em busca de economia e praticidade de acordo com a quantidade de caimentos. Observe nas imagens abaixo: pontalete terça berço Terças 6 cm x 8 cm Telhas de fi brocimento (cimento-amianto) Formas de montagem, união e trava de elementos Cantoneira CH 50 x 6mm Cobrejuntas de madeira pregadasChapa reta 50 x 6mm Ligação Empena - Linha, com parafuso Ligação Empena - Linha, com estribo Asna Estribo Asna Linha Pendural Detalhe da ligação entre a linha, asnas e pendural 450 prego (22 x 48 ou 22 x 42) prego (22 x 48 ou 22 x 42) com pregos -Detalhe da emenda das terças com pregos chapa 30 cm - Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas com pregosparafuso 0 1/2” 4,0 4,5 A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 23 10/6/2015 9:32:17 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 24 Formas corretas de unir os elementos da estrutura de treliças ou tesoura. Essa técnica tem como base a utilização de um componente chamado estribo, cuja função é travar os elementos ou até mesmo uni-los nos casos de encaixes, para aumentar o comprimento da madeira, no caso de vigas. Junta extrema para a pequeno x pequeno Direção do dente Cobrejuntas de madeira pregadas Corte AA Tirante Caibro Terça Pontalete Berço no sentido da perede Caibro Terça Pontalete Berço mão-francesa Laje pré Laje maciça Cumeeira No mínimo 40 cm Im ag en s: D ep ar ta m en to d e En ge nh ar ia C iv il U EP G , 1 99 2. A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 24 10/6/2015 9:32:17 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 25 ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas) Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapas 5 e 6. 5) Desempeno do material: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ 6) Corte da marcação para encaixe: ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.) Pesquise e responda: Qual são as principais diferenças entre o compensado e o aglomerado? ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________________________ Formação Prática AULA 1 A U LA - 1 Marcenaria Vol 2.indd 25 10/6/2015 9:32:17 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 26 A reestruturação produtiva não vem se fazendo somen- te com mudanças tecnológicas. As empresas mudaram sua forma de organizar o trabalho e a produção, com a fi nalida- de de produzir bens ou serviços variados, com maior agili- dade no tempo de atendimento aos clientes, e com custos menores. O relacionamento com clientes e fornecedores passou a ser prioritário. Atualmente, as empresas estão em maior contato com mercados de outras regiões e países. Com isso, vem aumen- tando a possibilidade de intercâmbio de produção e de con- sumo entre todos os países e regiões do planeta. Isso ocorre graças à rapidez do fl uxo de informações e ao aumento de possibilidades de globalização que, entre tantas outras con- sequências, infl uencia a forma de organizar a produção e pode até determiná-la. AULA 2 Formação Empreendedora: Reestruturação produtiva e emprego - Parte 2 ATIVIDADE De acordo com o texto lido, assinale as alternativas corretas. (...) Chamamos de reestruturação produtiva as mudanças que aconteceram na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor. (...) A globalização e as novas tecnologias, principalmente a microeletrônica, são importantes fatores da reestruturação produtiva. (...) As novas maneiras de produzir e de organizar o trabalho que acontecem atualmente são chamadas de Revolução Industrial. (...) Chamamos de reestruturação produtiva as atuais mudanças nas formas de produzir e de organizar o trabalho. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 26 10/6/2015 9:32:17 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 27 Para que uma pessoa possa exercer o ofício da marcenaria com profi ssionalismo é importante conhecer as ferramentas com as quais irá lidar em seu trabalho. É com essas ferramentas que o profi ssional da madeira fabrica diversos artefatos artesanalmente, com mais agilidade e facilidade. Porém, além de conhecê-las, é indispensável saber manuseá-las. Vamos identifi car e saber para que serve cada uma dessas ferramentas na marcenaria. Alicate de bico: usado para apoiar pregos e parafusos e é muito útil para remover hastes de dobradiças de pino, além de seu tradicional uso na elétrica. Alicate bico de papagaio:utilizado para ajustes rápidos de porcas e parafusos sextavados. Alicate de corte: usado cortar pequenos pregos e parafusos e é útil para remover grampos de peças em tapeçaria, além do seu tradicional uso na elétrica. Alicate de pressão: usado para uma série de funções, como desapertar parafusos com sextavado danifi cado, cortar tubulações metálicas, etc. Em geral, é utilizado para fi xar e segurar peças. Alicate universal: usado para retirada de pregos e parafusos danifi cados quando não se obtém a aderência total com ferramentas como turquesa ou pé de cabra, além do seu tradicional uso na elétrica. Alicate travador de serrote: ferramenta usada para travar os dentes de serrotes que estão desalinhados, colocando cada dente para um lado oposto ao outro. Arco de pua: ferramenta tradicional de furação, muito usada na construção do ramo madeireiro, principalmente a carpintaria. Foi largamente usada nas primeiras ferrovias brasileiras para furação dos dormentes. Mesmo com o surgimento de furadeiras elétricas e à bateria, ainda há muitos profi ssionais que mantêm seu uso em diferente aplicações, como na movelaria e carpintaria. Arco de pua (engrenagem): com a mesma função do arco de pua tradicional, ou seja, para furações em geral, estas ferramentas melhoraram o desempenho no ato de furar, garantindo mais precisão e agilidade. A engrenagem permite a realização de furos em série ao se girar a manivela no sentido vertical, proporcionando menor gasto de energia ao operador, uma vez que não há necessidade de manejá-la com muita força, comparado ao arco de pua tradicional, com o qual, para executar o furo, é necessário fazer o giro na horizontal, o que demanda mais energia. Formação Técnica: Ferramentas manuais AULA 2 A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 27 10/6/2015 9:32:18 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 28 Arco de � ta: ferramenta específi ca para os trabalhos de cortes que necessitam de precisão e detalhamentos, por terem curvas e quinas muito fechadas. Em trabalhos como marchetaria com lâminas de madeira e confecções de encaixes de calda e malhetes de andorinha é comum se recorrer a esta ferramenta, também conhecida como “serra tico-tico manual”. Arco de serra: usado principalmente para cortes de chapas de ferro e alumínio. Na marcenaria serve apenas para cortar peças pequenas de madeira de baixa a média densidade. Contudo, há várias tipologias desta ferramenta de acordo com a necessidade, além de lâminas de serra para corte de diversos materiais: ferro, madeira, PVC etc. Arco de serra (mini): utilizado para trabalhos menores, para os quais o tradicional arco de serra mostra-se muito rígido, podendo romper a madeira. Usa-se bastante esta ferramenta para confecções de artesanatos e cortes de pequenas tiras de madeira para ornamentação de objetos. Bancada de madeira: este equipamento é de extrema importância para a execução do trabalho na marcenaria. Cerca de 70% do trabalho do marceneiro será realizado na bancada: colagens, prensas, lixamento, acabamentos, montagens, etc. Além de facilitar a organização do ambiente de trabalho, já que possui um rebaixo para colocar ferramentas, possui duas morças, uma central e outra em uma de suas extremidades, para fi xar e prensar pequenas peças. É fundamental ter muito zelo por este importante equipamento. Compasso de ferro: usado para desenhar circunferências e semicírculos na madeira, podendo ter apoio de um transferidor ou suta. Tradicionalmente este compasso vem do ramo da ferramentaria e serralherias. Cortador de laminado de madeira: extremamente útil para profi ssionais que trabalham com laminados de madeira. Com dentes seriados como os de um serrote, possibilita um ótimo corte no sentido longitudinal da lâmina de madeira para revestimento da superfície da chapa. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 28 10/6/2015 9:32:19 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 29 Cortador de � ta de borda: usado para refi lar (cortar) as sobras da fi ta de borda após a colagem, proporciona ótimo acabamento nos topos da madeira. Contudo deve-se ter bastante cuidado ao manusear esta ferramenta para não arranhar a superfície do artefato. Cortador de laminado decorativo: com sua ponta de diamante (widea) risca-se várias vezes a lamina até se obter o corte. Importante observar que o corte só é obtido no movimento de recuo da ferramenta em direção ao operador. Chave de fenda e philips: importante ferramenta para aperto de parafusos, pois possibilita o arranque por meio do cabo, que serve como alavanca. Mesmo que hoje o mercado de ferramentas elétricas ofereça a famosa parafusadeira, esse tipo de ferramenta difi cilmente sairá de linha e da maleta do marceneiro. Chave allen: Chave especial com suas duas pontas em formato sextavado, para aperto de sistemas de montagem diferentes dos convencionais para móveis, com sofás de madeira, camas, mesas, cadeiras, prateleiras, etc. Usadas também para manutenção de máquinas portáteis e estacionárias. Chave inglesa: muito útil para apertar porcas de parafusos franceses. Com sua possibilidade de regulagem fi ca desnecessário, na maioria dos casos, a aquisição de chaves de aperto individuais (chaves de boca). Escova de aço: seu principal uso é na limpeza de limas, grosas, serrotes, fresas e discos de serra. Na restauração, utiliza- se para limpeza de ferragens, como puxadores, espelhos de fechaduras, dobradiças, etc. Recomendam-se escovas de aço de cerdas médias e duras. Espátula: usada para aplicar massas de madeira do tipo PVA, massa plástica, acrílica, corrida e massa rápida. Recomendam-se espátulas de ½” (12 mm), 1” (25 mm), 2” (50 mm) de preferência flexíveis. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 29 10/6/2015 9:32:19 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 30 Espátula dentada: usada para limpar madeiras sujas com massas rígidas, concreto e sujeiras impregnadas, geralmente de demolição. Há profi ssionais que a usam para aplicar colas, como a de contato, ou massas, como a PVA, em chapas de madeira. Esquadro: uma das principais ferramentas da marcenaria, é indispensável, pois além de servir para traçar linhas, seu principal uso está na verifi cação do esquadro na madeira serrada ou do artefato montado no ângulo perfeito de 90 graus, obtendo uma montagem totalmente simétrica com maior alinhamento. Com ela é possível medir, traçar linhas, transferir marcações e até mesmo traçar linhas e 45º graus (meia esquadria). Estilete: usado para cortar diferentes materiais, porém mais largamente usado para cortar as sobras de fi ta de borda de topos de madeira. No ofício da marchetaria é utilizado para o corte de lâminas de madeira com grande precisão. Formão: ferramenta de corte usada para entalhar a madeira e realizar cavas para encaixe de dobradiça, encaixes para estruturas de móveis em junção de furo-respiga, em sua maioria em plano retos. Saber manusear esta ferramenta é essencial para futuros marceneiros que pensam em produzir móveis maciços e restaurar artefatos em madeira. Goiva: ferramenta parecida com o formão porém usada para entalhe de objetos artísticos em madeira, como em artes sacras, fl orais, etc. No trabalho em tornearia em madeira, a goiva surge como ferramenta essencial, pois sua variedade de formas possibilita torneados únicos. Seu ótimo desempenho no desbaste deve-se a seu aço de alta qualidade, que evita a perda do fi o ou a quebra. Graminho: ferramenta artesanal extremamente funcional e útil. Criada para copiar e transferir marcações, na produção e manipulação de maior quantidade de peças iguais. É possível com esta ferramenta realizar a transferência das marcações de uma peça matriz para as demais, num processo ágil, em que o alinhamento das marcações é garantido, com precisão maior que a do metro ou mesmo do esquadro, seja para cortar, furar ou entalhar. Geralmente o próprio profi ssional marceneiro pode confeccioná-la,fabricando-a apenas com uma ou duas hastes, sempre em madeira maciça. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 30 10/6/2015 9:32:20 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 31 Grampeador: ferramenta geralmente usada por tapeceiros. Na marcenaria utiliza-se na confecção de portas e janelas com telas, instalação de fundos de gavetas, guarda-roupas, etc. Com o tamanho diferenciado dos grampos, é possível adquirir esta ferramenta em dois tipos: de pressão manual e elétrica, com pressão por ar comprimido. Grampo: usado para prensar pequenas e medianas peças, fazer reparos em caso de restauro (como colagem de rachaduras e cirurgias) e fi xar peças na bancada. Obs.: uma vez identifi cada a necessidade do grampo, utilize-o no tamanho ideal, sendo que os mais usados são os de 4”, 6”, 8”, 10” e 12”. Grampo sargento: como o grampo, serve para prensar e fi xar. A diferença está no seu corpo que possibilita um trabalho com peças maiores. As dimensões mais utilizadas são de 500 mm, 600 mm, 800 mm, 1.200 mm e 1.500 mm. Grosa: usada para desbastar somente madeiras de média a alta densidade, tratando-se de uma ferramenta de alto poder de penetração nos veios da madeira. Utilizada para desbastar a madeira para correção da superfície de peças serradas na máquina serra tico-tico ou serra de fi ta estacionária. Lima bastarda: usada para desbastar madeiras de baixa a média densidade, proporcionando melhor acabamento em quinas, além de ser ótima para dar acabamento em peças cortadas na serra de fi ta, entre outras fi nalidades. Obs.: não use em ferro pois ela não é adequada para esse tipo de desbaste. Lima meia-cana bastarda: é igual à lima bastarda em todos os seus usos, a diferença está no seu formato, sendo um lado côncavo (arredondado), o que possibilita melhor acabamento em peças convexas. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 31 10/6/2015 9:32:20 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 32 Lima murça: usada para desbastar ferro, eliminando sobras aparentes, permitindo-se obter mais acabamento para ferragens. Obs.: não use em madeira, pois ela acabará entupindo as ranhuras, comprometendo o desbaste futuro de peças de ferro. Lima murça triangular: criada exclusivamente para afi ar serrotes, não deve ser usada em madeira. Importante destacar que cada tipo de serrote – de modelos como os universais, de costas e de faca – pode apresentar variações na abertura e tamanho dos dentes. Deste modo, é necessário pesquisar qual lima triangular se adequa ao serrote para não gerar deformações nele. Macete: ferramenta confeccionada artesanalmente em madeira, usada geralmente no trabalho de entalhe, no impacto com formão e goivas, já que sendo de madeira, pouco danifi ca o topo destas ferramentas de corte. Obs.: para obter um bom macete, evite madeiras leves pois é importante que ele seja pesado para maior impacto (madeiras de alta densidade). Martelo: usado para inserir pregos na madeira para junção de elementos e retirar pequenos pregos. Obs.: não use para retirar grandes pregos e nunca bata diretamente na madeira. Importante lembrar que na marcenaria há uma variedade de pregos utilizados, com pequenas e grandes dimensões. Assim, adquira pelo o menos duas medidas de martelos: 25 mm e 18 mm. Martelo de borracha: esta ferramenta está relacionada à montagem de peças, pois seu material da ponta superior é borracha ou náilon, para que assim o impacto seja amortecido com mais aderência sem comprometer o acabamento com marcas de amassados. Metro de medição: essencial, é uma ferramenta que está sempre no bolso do marceneiro. De maneira geral possibilita um manuseio rápido e prático para medição de artefatos, para construção de móveis gerais, estruturas, etc. No restauro utiliza- se muito em pequenas a médias distâncias, seja em uma peça para cirurgia ou até a um componente faltante. Deve-se atentar às marcas, pois alguns metros não apresentam boa calibragem das medidas, agregando ou simplesmente apresentando perda de medida a cada dobra do metro. Dê preferência aos metros com unidade de medida em centímetro, pois ferramentas que apresentam polegada começam a desaparecer do mercado, devido a uma normatização das unidades de medidas estabelecidas no Brasil, atualmente sendo em milímetro. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 32 10/6/2015 9:32:21 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 33 Paquímetro: ferramenta de medição de alta precisão, muito empregada na verifi cação de bitolas, pequenas dimensões internas e perfurações feitas por brocas. Para trabalhos de alto acabamento, elaboração de gabaritos e ferramentas acessórias, o paquímetro é especialmente importante. Pé de cabra: essencial para retirar grandes pregos de madeiras de demolição e para desmontar peças coladas, como paletes, assoalhos, tacos e forro de lambris. Pedra de a� ação: essencial para afi ação de ferramentas cortante, como formões, raspilhas (ferro de plaina) e goivas. Obs.: Ao adquirir tal acessório tome cuidado com a marca e o tipo de material da pedra, pois ela deve ter dois lados distintos para afi ação, um lado com gramatura pouco porosa (de alta densidade) e outro com gramatura regular (de média densidade), o que evita o desgaste acelerado do material. Punção: usado com o auxílio do martelo para embutir pregos com ou sem cabeça para dentro da madeira. Plaina manual: ferramenta indicada para aparar madeira com o objetivo de alcançar o seu nivelamento. Obs.: perfeita para usar em madeiras de qualquer densidade, contudo, para que exerça bem o desbaste, é fundamental que sua faca esteja em perfeitas condições: reta e afi ada. Plaina pequena: ferramenta indicada para aparar madeira e rebarbas de laminados decorativos (fórmica). Diferente da plaina manual tradicional, ela apara levemente a madeira proporcionando um ótimo acabamento. Raspilha (ferro de plaina): além de estar ligada principalmente à plaina, com primeira função de desbaste, ela também é uma excelente ferramenta para raspagem, sendo ideal para a remoção do acabamento envelhecido ou degradado de peças a serem restauradas. Obs.: existem diferentes tipos de facas, sendo que as mais conhecidas são as de aço rápido e aço duro. Régua: utilizada para traçar e medir linhas compridas. Obs.: dê preferência para réguas de alumínio, graduadas em milímetros, perfeitamente calibradas e alinhadas, já que as de madeira tendem a empenar, apresentando pouca precisão das medidas, podendo se degradar mais rápido pela ação de fungos. A U LA - 2 Marcenaria Vol 2.indd 33 10/6/2015 9:32:22 AM Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil 34 Re� lador de laminado decorativo (� leteador): ferramenta especial que corta lâminas decorativas em espessuras diversas, dependendo exclusivamente da espessura do topo da madeira, fatiando a lâmina em fi letes igualmente a uma fi ta de borda. Sargento de barra: ideal para prensar artefatos de médio a grande porte, como tampos, prateleiras e encaixes de estruturas gerais de móveis, como cadeiras, mesas, tamboretes, camas. Por ser uma barra no formato de T, mantém-se rigidamente alinhada, proporcionado um melhor e efi ciente aperto entre os elementos. Serrote de costas: ideal para cortar madeira de pequeno a médio porte como sarrafos, ripas e caibros. Por conter uma haste rígida em sua parte superior, possibilita um corte mais preciso se comparado ao serrote universal. Contudo, não é adequado para madeiras de grande espessura, já que sua haste impossibilita que a serra corra e adentre na madeira. De acordo com o modelo, são precisos para cortes retos para encaixes e maquetes dentados e de andorinhas. Serrote universal: ideal para cortar madeira de médio a grande porte com mais agilidade, como vigas, caibros, pontaletes, pranchas, etc. Em construção de móveis maciços e carpintaria tem papel importante, isto em marcenaria tradicionais. Serrote de faca: serrote de cabo,