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marcenaria
e restauração de
moveis
e patrimônios em
madeira
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e restauração de
moveise restauração de
moveise restauração de
e patrimônios em
madeirae patrimônios em
madeirae patrimônios em
instituto de tecnologia social
marcenariamarcenariamarcenaria
CURSO DE
QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL
Volume2MARCENARIA
C O N T I N U A Ç Ã O
Marcenaria Vol 2.indd 1 10/6/2015 9:31:15 AM
Marcenaria Vol 2.indd 2 10/6/2015 9:31:17 AM
Instituto de Tecnologia Social - ITS Brasil (Org.)
_________________________
São Paulo - SP - Brasil
ITS BRASIL
2015
marcenaria
e restauração de
moveis
e patrimônios em
madeira
marcenariamarcenaria
e restauração de
moveise restauração de
moveise restauração de
e patrimônios em
madeirae patrimônios em
madeirae patrimônios em
CURSO DE
QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL
Volume2MARCENARIA
Marcenaria Vol 2.indd 3 10/6/2015 9:31:47 AM
Copyright © ITS BRASIL, 2015
Permitida reprodução total ou parcial com menção expressa da fonte
Prefeitura de São Paulo 
Fernando Haddad
Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo (SDTE)
Artur Henrique da Silva Santos
Secretaria Adjunta
Sandra Faé
Coordenadoria do Trabalho
José Trevisol
INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL - ITS BRASIL
Ficha Catalográfica
I47e INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL
 Curso de Qualificação Profissional Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios 
 em Madeira.- / [Instituto de Tecnologia Social, Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho e
 Empreendedorismo-SDTE]. — São Paulo: Instituto de Tecnologia Social / PMSP-SDTE, 2015.
 286 p. (em 3 volumes): il. 20,5 X 30 cm
 Inclui bibliografia
 ISBN: 978-85-64537-17-0
 1. Marcenaria 2. Restauração de Móveis e Patrimônios em Madeira 3. Empreendedorismo 
 4. Educação Profissional I. Título, II. ITS BRASIL, III. Secretaria de Desenvolvimento, 
 Trabalho e Empreendedorismo (SDTE).
CDD 370
Rua Rego Freitas, 454, cj. 73 | República | CEP: 01220-010 | São Paulo | SP
Tel./fax (11) 3151-6499 | e-mail: its@itsbrasil.org.br | www.itsbrasil.org.brinstituto de tecnologia social
Projeto “Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros – Capacitação por intermédio do curso de
Restauração de Móveis e Patrimônio em Madeira e Atividades de Pré – incubação de Empreendimento
Econômico Solidário – Convênio nº: 021/SMDTE/2014; Processo nº: 2014-0.250.472-8.
CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente
Marisa Gazoti Cavalcante de Lima
Primeiro vice-presidente
Pascoalina J. Sinhoretto
Segundo vice-presidente
Laércio Gomes Lage
Membros
Alcely Strutz Barroso, Maria Lúcia Barros Arruda
Gerente executiva
Suely Aparecida Ferreira
CONSELHO FISCAL
Alfredo de Souza, Maria Lúcia Bastos Padilha, 
Hamilton da Silva Guimarães
Equipe
Maria Vilma Roberto, Carlos Henrique Ferreira Carvalho,
Edilma Maria de Sousa, Jackeline Aparecida Ferreira Romio,
José Ozias Siqueira, Maria Aparecida Souza 
Equipe de Produção de Conteúdo
Irma R. Passoni, Jesus Carlos Delgado García, Luiz Otávio de Alencar Miranda, 
Paublo Gomez Picco, Samuel Paixão Oliveira.
Equipe Docente
Armelindo Passoni, Luiz Otávio de Alencar Miranda, Samuel Paixão Oliveira
Ficha Catalográfica
Luiz Otávio de Alencar Miranda
Edição e Revisão de Textos
Maurício Ayer
Edição de arte e diagramação
Tadeu Araújo | Hortelã Design
Pesquisa de imagens
Samuel Paixão Oliveira e Luiz Otávio de Alencar Miranda
Gráfica
Gráfica Xamã
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Curso de
Qualificação Profissional
Marcenaria e restauração
de móveis e patrimônios
em madeira
Instituto de Tecnologia Social - ITS Brasil (Org.)
_________________________
São Paulo - SP - Brasil
ITS BRASIL
2015
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índiceíndiceíndiceíndice
1ª AULA
Formação Empreendedora: Reestruturação Produtiva e Emprego – Parte 1 ........................................................................................14
Formação Técnica: Carpintaria .........................................................................................................................................................................................................15
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................25
2ª AULA
Formação Empreendedora: Reestruturação Produtiva e Emprego – Parte 2 ........................................................................................26
Formação Técnica: Ferramentas Manuais ..............................................................................................................................................................................27
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................35
3ª AULA
Formação Empreendedora: As Mudanças na Produção ...........................................................................................................................................36
Formação Técnica: Ferramentas Elétricas Portáteis .......................................................................................................................................................38
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................41
4ª AULA
Formação Empreendedora: Trabalho Qualifi cado e Trabalho Precarizado – Parte 1 ......................................................................42
Formação Técnica: Máquinas Estacionárias..........................................................................................................................................................................43
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................47
5ª AULA
Formação Empreendedora: Trabalho Qualifi cado e Trabalho Precarizado – Parte 2 ......................................................................48
Formação Técnica: Lixas – Parte 1 .................................................................................................................................................................................................49
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................52
6ª AULA
Formação Empreendedora: Profi ssões que se Transformam................................................................................................................................53
Formação Técnica: Lixas – Parte 2 .................................................................................................................................................................................................54
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................55
7ª AULA
Formação Empreendedora: Atividades Industriais e Atividades de Serviços ........................................................................................56
Formação Técnica: Massas Especiais para Marcenaria ................................................................................................................................................57
Formação Práticaque permite maior 
precisão para cortes de pequena profundidade. Esta ferramenta 
está ligeiramente associada à confecção do encaixe cauda 
de andorinha para pequenas peças, como gavetas, caixas e 
pequenas estruturas.
 Suta: esquadro falso, importante ferramenta que traça 
linhas paralelas em qualquer ângulo com apoio do transferidor, 
servindo também como copiador de marcações que podem ser 
transferidas rapidamente para outra peça.
 Turquesa: indicado para retirar pregos ou parafusos de 
diferentes tamanhos, servindo também para cortar pregos 
com cabeça.
 Travador de serrote corneta: é mais simples que o alicate 
travador e é usado para travar os dentes de serrotes; entretanto, 
não há regulagem como na outra ferramenta, exigindo maior 
habilidade do operador para o travamento dos dentes do serrote.
Imagens: Google Imagens, 2015.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapas 7 e 8.
7) Furação para encaixe:
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
8) Ensembles:
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Quais são os possíveis usos dos produtos pré-industrializados?
______________________________________________________________________________________________________________________
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Atividade Prática:
Apresentar as ferramentas no quadro de armazenamento.
______________________________________________________________________________________________________________________
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______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
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AULA
3 Formação Empreendedora:
As mudanças na produção
Em qualquer produção de bens são necessários três elementos, sem os quais a produção não acontece. 
São eles:
1. Matéria: que será transformada em outro bem ou produto.
2. Energia: que pode ser trabalho humano ou a energia que movimenta as máquinas.
3. Informação: que orienta o que fazer, como fazer, quando fazer.
A forma de produção mecanizada – ou mecanização – introduz máquinas movidas a energia animal, elétri-
ca ou térmica, que substituem parcialmente a energia humana. A máquina faz algumas etapas da produção, 
mas o operador da máquina também realiza muitos procedimentos manuais, além de acionar, regular e fazer 
funcionar a máquina.
Uma forma de produção mais recente é a automatização. Ela introduziu outros tipos de máquinas: as que 
produzem sem a intervenção direta do homem. São os sistemas automatizados, ou unidades de processamen-
to, que fazem a máquina operar. Cabe ao trabalhador preparar esses sistemas e acompanhar o processo de 
produção. No sistema automatizado de produção, as máquinas fazem o produto sempre do mesmo jeito. Para 
modifi car o produto, é preciso também modifi car componentes da máquina que o produz.
Há também a automação, que é diferente da automatização. A automação possibilita que se façam mu-
danças nos produtos sem alterar a estrutura física das máquinas. Essas máquinas automáticas são chamadas 
de fl exíveis, pois podem ser reprogramadas para fazer operações diferentes. Um exemplo é o computador, 
que pode ser programado para inúmeras atividades, desde redigir um simples texto, até gerenciar complexos 
processos industriais. O que permitiu este avanço foi a difusão da base microeletrônica.
RESUMINDO...
Na forma de produção artesanal, o homem transforma a matéria usando sua 
própria energia ou força, com a ajuda de ferramentas e instrumentos. As infor-
mações são transmitidas de pessoa para pessoa.
Automatização: máquinas que produzem sem a intervenção direta do ho-
mem; para modifi car o produto, é preciso também modifi car componentes da 
máquina que o produz.
Automação: possibilita que se façam mudanças nos produtos sem alterar a es-
trutura física das máquinas.
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ATIVIDADE
Nas imagens reproduzidas a seguir, identifi que diferenças entre o processo de produção mecanizado e o 
processo de produção automatizado.
Para memorizar, identifi que as principais diferenças entre o
processo de produção automatizado e o processo mecanizado:
Processo de produção AUTOMATIZADO
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
_________________________________________
Processo de produção MECANIZADO
_________________________________________
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Processo de produção MECANIZADO
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Fotos: Google Imagens, 2015.
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Formação Técnica:
Ferramentas elélicas portáteis
AULA
3
 Furadeira de impacto: ferramenta indispensável tanto na 
ofi cina de marcenaria quanto em obras, responsável por furos 
para montagem de móveis, furos para pregos ou na função 
martelete para furar alvenaria.
 Lixadeira angular/politriz: parecida com a esmerilhadeira, 
ela se diferencia por ter uma base de lixamento maior. Contudo,para alguns modelos, esta base superior é móvel, o que 
possibilita adaptar-se ao formato da peça a ser lixada. Porém, por 
se tratar de uma lixadeira de movimento rotacional, é importante 
saber manuseá-la para evitar possíveis deformações na peça. 
Com ela é possível desbastar grande quantidade de madeira ou 
até proporcionar fi no acabamento com a utilização de lixas de 
gramaturas fi nas.
 Lixadeira de cinta: indicada para lixar madeiras de média 
a alta densidade, com curtas espessuras, como sarrafos, 
caibros, vigas, dormentes, etc., porque seu corpo é estreito e 
as gramaturas de suas lixas geralmente são de alto poder de 
desbaste, não sendo indicadas para trabalhos com chapas 
industrializadas.
 Lixadeira orbital: excelente lixadeira para polimento da 
camada superfi cial da madeira, uma vez que sua vibração 
proporciona um acabamento mais acetinado (sedoso). 
Geralmente cada marca de equipamento especifi ca um modelo 
de lixa adequada ao tamanho da base da lixadeira, mas é 
normal usar folhas de lixa seca ou vermelha para lixar. Lembre-
se, esta lixadeira é usada exclusivamente para a promoção do 
acabamento de polimento da madeira e não para desbaste 
profundo em casos de madeira rústica.
 Lixadeira roto-orbital: semelhante à lixadeira orbital 
pela vibração, a diferença esta no movimento rotacional que 
este equipamento faz enquanto vibra, promovendo melhor 
nivelamento da superfície da madeira. Todavia, o acabamento 
adquirido não é tão bom se comparado à lixadeira orbital, já que 
a utilidade desta ferramenta é realizar o semiacabamento da 
superfície da madeira, ou seja, gerar a calibração/nivelamento 
da madeira para a obtenção de peça alinhada e pronta para a 
próxima etapa de acabamento.
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 Parafusadeira: ferramenta que agiliza e dá mais conforto 
para parafusar, exigindo menos força do operador. Há diferentes 
modelos no mercado, podendo ser elétricas ou à bateria, gerando 
rapidez e praticidade principalmente em montagem de móveis. 
Importante saber que mesmo tendo um equipamento como 
este, não se deve dispensar as chaves de fenda e philips usuais, 
pois em cantos isolados de difícil acesso ou em pontos onde a 
ferramenta não entra somente a chaves poderão entrar.
 Plaina elétrica: indicada para realizar trabalhos em madeira 
maciça, com o objetivo desempenar e ajustar madeiras que 
apresentam curtas espessuras, como portas, patentes, vigas, 
caibros, ripas, sarrafos, pontaletes, etc. Fique atento ao modelo 
e marca do seu equipamento, pois existem plainas com facas 
descartáveis e outras com facas fi xas que são afi adas após a 
perda do corte.
 Serra esquadria: usada especialmente para cortar madeiras 
e outros materiais em diferentes ângulos de acordo com o tipo 
de lâmina de serra usada. Na marcenaria este equipamento 
possibilita corte com ângulos precisos, sendo o mais usado o de 
45 graus para molduras e guarnições.
 Serra circular: confundida com a serra mármore, diferencia-se 
por seu corpo maior, composto por um disco de diâmetro maior. 
No trabalho com madeira, a serra circular é mais utilizada na 
carpintaria, no corte de madeira de alta densidade, na montagem 
de estruturas como treliças/tesouras, vigamentos e armações 
de caixotaria. Apesar de ser um equipamento perigoso, está 
largamente presente nas ofi cinas, mesmo com a disposição de 
serras circulares de bancadas.
 Serra tico-tico de mesa: muito utilizada para fabricar 
artesanatos confeccionados em MDF com espessuras de até 
10 mm. Seu principal diferencial está na lâmina superfi na que 
proporciona o corte de curvas fechadas. Em madeira maciça 
recomenda-se a usinagem de madeiras de baixa densidade.
 Serra tico-tico: ótima para cortes retos e principalmente 
traçados curvos, além de cortes em meia esquadria (45 graus). Em 
marcações de plano de corte em chapas industrializadas, como 
MDF e compensado, este equipamento garante maior agilidade 
e aproveitamento do material, permitindo cortar a chapa, para 
que depois seja lançada para a serra esquadrejadeira para um 
corte alinhado e medida fi nal de cada peça. No caso de madeira 
maciça, as serras tico-tico que apresentam potência abaixo de 
400 watts não são indicadas, pois travam, podendo estragar o 
equipamento, lâmina e também a madeira.
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 Tupia manual: equipamento 
especial para execução de diversos 
trabalhos de usinagem de madeiras 
maciças e chapas industrializadas, 
uma vez que foi desenvolvida para 
trabalhar com diferentes tipos de 
fresas. É capaz de realizar trabalhos 
de corte, desbaste e polimentos, 
como rebordadeira de laminado 
decorativo, molduras, rasgos para 
venezianas, rebaixo para patente 
e polimento. Há dois tipos no 
mercado com diversas marcas: tupia 
laminadora (a) e tupia de coluna (b).
 Moto esmeril: equipamento muito importante, sendo 
responsável pela manutenção de ferramentas de cortes e outros 
afi ns, seja na afi ação de formões e ferro de plaina, moldagem 
de brocas e pequenas chapas de metal, lixamentos e acertos de 
laminas e limpeza de limas.
Para se trabalhar esta ferramenta é necessário ter grande 
habilidade, caso contrário poderá ser fatal para a vida útil de 
suas ferramentas. Assim, conhecer suas pedras de rebolo é de 
extrema importância, para que haja acerto na execução das 
operações com as ferramentas. Geralmente fabricadas com 
óxido de alumínio, as pedras apresentam ótima resistência 
sendo separadas por gramaturas e uso.
 Rebolo escova de aço: ótimo acessório para a limpeza 
de limas (murças, bastardas e bastardinhas), grosas, pedra de 
afi ação e lâminas de serras. De acordo com a necessidade de 
uma limpeza leve ou mais agressiva, o operador pode optar por 
rebolos de escova de aço de fi os moles, médios e duros.
 Rebolo reto � no 100/120: acessório responsável pela 
afi ação de ferramentas, como ferros de plainas, formões, goivas, 
chapas de aço, punção, brocas comuns de aço rápido e aço 
carbono, etc. Por ter um abrasivo fi no (fechado), proporciona 
um desbaste rápido e por isso não é indicado para uso em 
chapas com metais moles. 
 Rebolo reto médio 60/80: acessório indicado para afi ação 
e acabamento fi nal de ferramentas de corte. Possuindo um 
abrasivo médio (semiporoso), permite um desbaste com menor 
impacto, garantindo acerto no fi o fi nal. 
(a)
(b)
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 Rebolo reto grosso 24/36: indicado para moldar materiais 
ferrosos, com objetivo de conceber uma determinada forma, 
seu abrasivo grosso (poroso), garante um desbaste mais lento 
em relação aos rebolos comuns, permitindo maior controle na 
retirada de material, com menos desgaste.
 Rebolo reto para widia: Fabricado com carbureto de silício, 
é especialmente indicado para a afi ação de ferramentas em 
widia (metal duro), permitindo um desbaste preciso com ótimo 
acabamento e resistência da pedra. Importante lembrar que 
há pedras de espessuras mais fi nas nas mesmas tipologias caso 
haja necessidade.
Atividade Prática:
Apresentar as ferramentas em atividade práticas no salão de trabalho.
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapa 9.
9) Colagem dos pés:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Quais as etapas do planejamento de um desenho técnico?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Fonte Imagens: Google Imagens, 2015.
Formação Prática
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AULA
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Formação Empreendedora:
Trabalho qualifi cado e
trabalho precar� ado - Parte 1
Trabalho Decente
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma entidade internacional, ligada à ONU, que estuda e 
busca criar normas para que o trabalho se desenvolva de forma a ajudar todas as pessoas do mundo. A ideia 
de trabalho decente foi criada na OIT com o objetivo de defi nir como o trabalho pode contribuir para o 
desenvolvimento humano. O “trabalho decente”, no conceito da OIT, é composto por quatro partes:
 Emprego: o trabalho não só deve ser produtivo e útil para a sociedade, mas ele também deve ser remu-
nerado de maneira justa. E não se trata apenas do trabalho formal, com carteira assinada, mas também 
do trabalho informal;
 Seguridade social: todo trabalhador deve ter acesso a formas de seguridade social, que o ajuda em caso 
de acidente e também lhe garantam uma aposentadoria justa;
 Direitos dos trabalhadores: o trabalho não pode ocorrer em condições perigosas, nem pode ser algo 
que atrapalhe o desenvolvimento das pessoas. Esta é uma das razões para o trabalho infantil ser proibido;
 Diálogo social: os trabalhadores devem ter direito à voz não só no espaço do trabalho, mas também na 
sociedade como um todo. Os trabalhadores devem ter o direito de se organizar em sindicatos ou outros 
espaços, que permitam ao trabalhador participar de mesas e espaços de negociação e diálogo, seja com 
os Governos, seja com os empresários.
Como se pode ver, o trabalho decente é um conceito que une vários aspectos dos direitos humanos, pois 
reafi rma a dignidade da pessoa por meio do trabalho em condições justas.
É importante lembrar que este conceito também se aplica aos trabalhadores do setor informal, uma par-
cela considerável dos trabalhadores brasileiros de hoje. No passado, a criação dos sindicatos foi um passo 
importante para melhorar a situação do trabalhador. No modelo econômico atual, os sindicatos ainda têm im-
portância, mas nossa sociedade precisa descobrir novas estratégias e mecanismos para conter a “precarização” 
e a piora das condições de trabalho.
Com a reestruturação produtiva, a exigência de 
qualifi cação para a contratação dos funcionários 
vem aumentando. As atividades profi ssionais que 
exigem mais qualifi cação sempre foram e ainda 
continuam sendo as mais valorizadas.
Também existem ofertas de trabalho com me-
nos exigência de qualifi cação, mas, certamente, os 
trabalhadores desenvolvem suas próprias técnicas, 
desenvolvendo agilidade e efi ciência.
Muitas funções com grau baixo de exigência de 
qualifi cação são indispensáveis para o bom fun-
cionamento da sociedade em geral. O mais impor-
tante é que todo trabalhador que contribui para o 
funcionamento da coletividade tem de ser valori-
zado, não importando se seu trabalho exige pouca 
ou muita qualifi cação.
Trabalho precarizado: trabalho mal remunerado.
Condições precárias de trabalho: ambientes e situações que não oferecem segurança e 
estabilidade, ou seja, as condições de realização são precárias.
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ATIVIDADE
Imagine que depois de uma festa sobraram duas pias lotadas de louças, copos, talheres e panelas sujas. Para 
fazer esse serviço, foram contratadas duas pessoas: Joana, que já trabalhou em um restaurante; e Rosa, que 
trabalhou em uma locadora e nunca enfrentou uma pia nesse estado. Como foi o trabalho de cada uma 
delas? Avalie o modo de trabalhar, o tempo gasto e o resultado. Anote suas observações.
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______________________________________________________________________________________________________________________
Formação técnica:
Máquinas estacionárias
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Máquinas estacionárias
 Coletor de pó: muito útil para marcenarias que trabalham 
com muito MDF e madeira maciça. Com seus tubos conectores, 
é capaz aspirar todo o pó e serragem para dentro dos tonéis 
em segundos, evitando o acúmulo resíduos na ofi cina, tanto no 
piso como no ar. De acordo com o modelo do equipamento, é 
possível conectar até seis máquinas, baixando os níveis de pó e 
serragem da ofi cina em 80%, porém para marcenarias de menor 
porte acaba sendo difícil adquiri-lo, devido ao pouco espaço 
existente no ambiente de trabalho. 
 Coladeira de � ta de borda: maquinário feito para 
realizar a colagem de fi ta de borda nos topos de madeiras 
industrializadas, como MDF e compensado com lâminas de 
madeirados sintéticos e laqueados. Para facilitar o manuseio de 
grandes peças é possível ter o auxílio de uma mesa de roletes 
para melhor deslize da chapa. Para marcenaria com intensa 
carga de produção de móveis, investir em uma máquinas como 
esta pode gerar ganhos signifi cativos, pois acelera a produção, 
permitindo mais dinamismo e produtividade por parte dos 
profi ssionais: marceneiros, meio ofi ciais e auxiliares, por agilizar 
uma atividade considerada sistemática e demorada, porém 
necessária para a fi nalização do projeto de móvel concebido.
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 Compressor: equipamento desenvolvido para trabalhos 
especiais de pintura e para envernizar e laquear, em que o 
componente químico requer alta pressão por ar comprimido 
para alcançar acabamento adequado devido aos diluentes 
especiais que cada produto utiliza, como laca nitrocelulose, 
laca poliuretado, verniz nitrocelulose, verniz poliuretano 
bicomponente e resina nitro. Tem uma mangueira por onde o 
ar comprimido passa gerando pressão ao revólver (pistola de 
pintura), garantindo cobertura em mais profundidade na madeira.
 Furadeira horizontal: Máquina ideal para trabalhos com 
furos e canais vazados ou interrompidos que necessitam de 
mais agilidade, precisão e ótimo acabamento, principalmente 
para furos para encaixe de respigas, em produções em série, 
como: cadeiras, bancos, mesas, portas, portões, etc. Por ter 
fácil ajuste dos componentes, com mesa regulável e mandril 
ajustável por alavanca, é possível executar em poucos segundo 
furos de variados diâmetros com excelente limpeza, sem 
a necessidade do uso de formões e limas bastardas. Nesta 
furadeira é possível usar brocas de madeira do tipo três pontas, 
brocas de aço rápido, mas as fresas de furação é recomendável 
que sejam em aço duro, por serem mais precisas na furação e 
resistentes à perda de fi o.
 Furadeira vertical: máquina essencial para furações 
verticais que necessitam de mais força de arranque. Por meio 
de fresas, brocas e serras-copo, proporciona um furo limpo e 
reto graças à sua base horizontal e sua alavanca de arranque. 
Com ela é possível executar furos de dobradiças copos, furos de 
dispositivos de montagem para móveis, furos para encaixes de 
peças com mais agilidade.
 Lixadeira de � ta/cinta: maquinário 
indispensável para marcenariasque executam 
trabalhos com grandes chapas, já que este 
equipamento facilita o lixamento de peças como 
portas, montantes, dentre outros, seja em madeiras 
maciças ou industrializadas. Importante saber que 
além de seu estrado para assentar grandes chapas, 
há também o disco para lixa e a pequena base no 
topo da mesma para trabalhos menores.
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 Plaina desengrossadeira: criada para trabalhar em conjunto 
com a plaina desempenadeira, esta máquina tem a função de 
copiar o lado já aplainado antes de um processo de usinagem 
na plaina desempenadeira. Assim, por possuir suas facas na 
parte superior, copia o lado inferior da madeira, para a face não 
aplainada, isso até ela alcançar a medida/espessura desejada. 
Sendo assim, em alguns casos em que a madeira não esteja 
minimamente reta, não é recomendado passá-la neste maquinário, 
pois por mais que muitos profi ssionais insistam, ao passar a 
mesma, ela só apresentará ambas as face limpas, com a bitola/
espessura ajustada, mas não devidademente desempenadas.
 Plaina desempenadeira: única indicada para retirar 
o empeno de madeiras maciças. Não é indicado o uso em 
madeiras industrializadas, como MDF, compensados e 
painéis sarrafeados, abrindo-se exceções apenas em casos 
de extrema importância. No ato da usinagem é necessário 
sempre identifi car em qual lado se encontra o empeno, para 
assim colocar a madeira na posição correta. Nesta máquina é 
possível acertar duas faces da madeira perpendicularmente, 
ou seja, juntamente com a guia posicionada na vertical é 
possível obter uma madeira totalmente esquadrejada ao 
logo do seu comprimento, para depois ser lançada na plaina 
desengrossadeira, para um nivelamento completo.
 Serra circular de mesa: ideal para marcenarias que 
realizam trabalhos com madeiras maciças de alta densidade, 
já que possui um forte motor de cerca de 3 a 5 HP (cavalos), 
o que permite cortes na longitudinal com maior rapidez. 
Para tanto, é necessário utilizar um disco de serra de alto 
desempenho, com pouco dente e mais respiros, para corte 
bruto de vigas, pilares, prancha e pranchões. 
Tradicionalmente apresenta elementos básicos: guia copiadora e 
canaleta para mesa pequena de esquadrejamento, podendo ter 
disco rígido ou regulável em ângulo inclinado.
 Serra esquadrejadeira: uma das principais máquinas da 
marcenaria, tem papel indispensável em cortes longitudinais e 
transversais em madeiras maciças, mas sobretudo em chapas 
industrializadas. Com seu corpo extenso, sua mesa corre pelos 
carris inferiores possibilitando até mesmo o corte da chapa em 
seu tamanho total. Tem também uma guia para regulagem de 
espessuras diversas. Alguns modelos dispõem da regulagem 
do disco em determinados ângulos, com a qual é possível 
confeccionar encaixes, rebaixos, meias esquadrias, etc. Isso 
torna este equipamento o mais completo dentre todos na 
ofi cina de marcenaria. Saiba que esta máquina leva este nome 
por gerar esquadro no corte das peças serradas, garantindo o 
ângulo perfeito de 90 graus, essencial para móveis em geral, 
pois garante perfeito alinhamento e esquadro na montagem.
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 Serra de � ta: lâmina de serra que trabalha na vertical 
possibilitando cortes retos, em curvas e chanfrados, sendo a 
responsável por realizar cortes gabaritados de encostos e pernas 
de cadeiras, mesas, montantes decorativos, circunferências 
em chapas e outros tantos tipos de trabalhos com desenhos 
únicos. Importante saber que de acordo com a madeira usada 
é necessário ter a lâmina adequada, pois além da largura das 
lâminas de serra, a quantidade de dentes e materialidade da 
mesma permitirá mais agilidade ou lentidão, ou então, pelo 
contrário, provocar até a quebra da lâmina em caso de força 
excessiva sobre a madeira cortada. 
 Torno: no torno é possível trabalhar com madeiras maciças de 
qualquer densidade, sempre com espessuras iguais nas quatros 
faces. Nesta máquina é possível conceber os mais variados 
torneados, dependendo exclusivamente da capacidade do 
profi ssional, sempre servido de ferramentas como goivas ou 
formões. Nele são feitos mancebos, balaustres, guarda-copos, 
taças de madeira, vasilhames, piões, cabideiros, puxadores, etc.
 Tupia estacionária: segunda máquina mais importante na 
ofi cina de marcenaria tradicional, permite o uso de fresas e discos 
de serra no sentido horizontal, dando a liberdade de realizar 
a confecção de batentes, molduras, respigas diversas, portas, 
janelas, assoalhos, lambris, rebaixos e canaletas.
Imagens: Google Imagens, 2015.
Atividade Prática:
Apresentar as máquinas em atividade práticas no salão de trabalho.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Finalização da construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapa 10.
10) Acabamento fi nal:
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Quais são os instrumentos usados para construir um desenho técnico?
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Formação Prática
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AULA
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Formação Empreendedora:
Trabalho qualifi cado e trabalho 
precar� ado -Parte 2
Parte das mudanças provocadas pela reestruturação produtiva tem a ver com a terceirização, ou seja, com a 
prática de entregar etapas do trabalho para serem feitas por profi ssionais ou empresas que não pertencem à 
empresa responsável pela produção.
Terceirização - é a prática de entregar etapas do trabalho para serem feitas por
profi ssionais ou empresas que não pertencem à empresa responsável pela produção.
“No Brasil, a noção de terceirização foi trazida por multinacionais na década de 1950, pelo interesse que 
tinham em se preocupar apenas com a essência do seu negócio. A indústria automobilística é exemplo 
de terceirização: ao contratar a prestação de serviços de terceiros para a produção de componentes do 
automóvel, reunindo peças fabricadas por aqueles e procedendo à montagem � nal do veículo”.
A qualidade das relações de trabalho está ligada à qualidade de vida dos trabalhadores.
ATIVIDADE
Marinalva encontrou trabalho de faxineira em uma empresa de limpeza para prestar serviços em eventos. A 
empresa fornece uniforme, luvas e todo o material de trabalho.
Ela não tem carteira assinada e, quando � ca doente, perde o dia. Quando não tem serviço, Marinalva não ganha. 
Quando tem, precisa trabalhar direto, até nos � ns de semana.
Marinalva não tem direito a férias pagas nem ao décimo terceiro salário. Marinalva não contribui para o INSS.
Assinale as alternativas corretas:
( ) O trabalho de Marinalva exige muita qualifi cação.
( ) O trabalho de Marinalva deve ser considerado trabalho precarizado.
( ) A empresa que contrata Marinalva respeita a legislação trabalhista.
( ) Marinalva trabalha numa empresa terceirizada.
Muitos empregados crêem que, para conse-
guir fl exibilidade na produção, precisam também 
de fl exibilidade nos vínculos trabalhistas com seus 
empregados. Essa prática introduz no setor de re-
cursos humanos das empresas uma política vol-
tada para a redução de custos. As empresas que 
terceirizam têm um quadro de trabalhadores fi xos 
bastante reduzido.
As empresas que terceirizam contratam outras 
empresas para realizar serviços ou etapas da produ-
ção. Essas “outras empresas” são as terceirizadas.
As empresas terceirizadas contratam os traba-
lhadores à medida que recebem encomendas de 
trabalho. Quando um contrato acaba ou é anulado, 
todo o grupo de trabalhadores perde o emprego ou 
é deslocado para outra atividade. É a rotatividade da 
mão-de-obra: ora se trabalha aqui, ora se trabalha 
ali, ora não se trabalha. Essa situação gera insegu-
rança para os trabalhadores.
Segundo afi rma o professor Sérgio Pinto Martins:
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Formação Técnica:
Formação técnica - L� as - Parte 1
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Lixar é tarefa indispensável. Quem busca qualidade de acabamento e durabilidade do artefato, deve saber 
que o processo de lixamento não está somente ligado à questão estética do móvel. Uma tarefa bem executada 
com as lixas poderá proporcionar ao móvel muito mais resistência em todos os seus aspectos, como a estrutu-
ra natural da madeira, revestimentos – lâminas de madeira e laminados decorativos, pinturas –, primes, lacas 
e esmaltes sintéticos, selamentos e envernizações. Pois o lixamento feio de maneira correta proporcionará o 
aumento da durabilidade de todos os itens ligados à sua fabricação, garantindo resistência natural.
Ocorrências por
um bom lixamento
Estabilidade das junções e encaixes, 
estrutura fi rme e rígida, com 
mínimos riscos de rompimento.
Alinhamento e nivelamento do 
revestimento sobre a superfície 
da madeira, melhor aderência e 
resistência, com melhor acabamento.
Resistência e estabilidade da pintura, 
maior aderência sobre a madeira, 
maior rendimento do produto 
sintético e ótimo acabamento da 
superfície da madeira. 
Maior aderência da madeira ao 
produto aplicado, aumento ou 
estabilidade da resistência natural 
do produto, ótimo acabamento da 
superfície da madeira.
Ocorrências por
mau lixamento
Descolamento das junções, 
dilatação, com possível 
rompimento da estrutura.
Pouca aderência da cola entre as 
faces da madeira, descolagem 
das lâminas, bolhas, quebra do 
revestimento em cantos.
Descascamentos da pintura, 
trincas, perda de resistência, 
desgaste acelerado, menor 
aderência da madeira, menor 
rendimento do produto sintético e 
péssimo acabamento da superfície 
da madeira.
Desbotamento do acabamento 
sintético, acabamento grosseiro, 
menor aderência na madeira e 
perda de resistência original do 
produto aplicado.
Itens ligados à
construção de um móvel
Encaixes, junções, 
ligações e sambladuras 
entre madeiras.
Chapa industrializada 
ou prancha maciça para 
revestimento de lâminas.
Pinturas – lacas e 
esmaltes sintéticos.
Seladoras,
vernizes e stain.
Antes de realizar o procedimento de lixamento é necessário fazer o reconhecimento dos tipos e das grama-
turas/granulações das lixas disponíveis no mercado, pois será pela identifi cação do abrasivo que saberemos 
qual lixa deverá ser escolhida, o que se confi rma pelo número na parte inversa da folha de lixa. Assim se esco-
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 Lixa vermelha: Lixa de uso misto, indicada para acabamentos 
de massas corridas, massas acrílicas e de madeira de qualquer 
densidade. Muito utilizada para lixar paredes entre demãos 
de pinturas. No uso do lixamento de madeira maciça ou 
industrializada, apesar de ser também indicada para madeira, 
não é considerada a melhor lixa para este uso, pois seu abrasivo 
tem pouca resistência e baixa durabilidade. Ainda assim, muitos 
profi ssionais da marcenaria optam por estes tipos pelo benefício 
que oferece em relação ao custo, sendo mais utilizada para lixar 
madeiras nas etapas de semiacabamento e acabamento.
Lixa seca: lixa específi ca para madeira. Possui abrasivo com 
maior durabilidade, garantindo mais rendimento por folha de 
lixa. Com gramaturas fi nas, são indicadas para lixar madeiras 
maciças ou industrializadas exclusivamente na etapa de 
acabamento e polimento, para acabamentos especiais em 
pinturas, lacas, primes, seladora, vernizes e resinas. Geralmente 
encontra-se nas cores cinza ou rosada.
Lixa amarela: Com materialidade inferior às demais lixas de 
madeira, essa lixa apresenta um abrasivo com baixa durabilidade, 
pois seus poros comumente se soltam da folha, além de terem 
gramatura grosseira, prejudicando o acabamento da superfície da 
madeira. Ou seja, dependendo da densidade de lixa (numeração), 
pode arranhar facilmente o artefato, tendo o efeito inverso na 
busca por melhor acabamento.
Lixa d’água � na: fabricada para o lixamento de ferro, esta lixa é 
geralmente usada dentro de ofi cinas de funilaria por profi ssionais 
funileiros especialistas no acabamento de polimento da lataria 
e reparos gerais de autos. Estas lixas contêm gramaturas 
com característica de um abrasivo superfi no e por isso são 
identifi cadas com numerações altíssimas como 800, 2.000, entre 
outros, além de serem à prova de umidade. Na marcenaria, 
alguns profi ssionais as utilizam para acabamentos em lacas e 
vernizes PU e resinas de fi bra de vidro.
Identi� cando os tipos de lixas
lhe a lixa adequada ao artefato que está sendo confeccionando. 
Desta forma temos: lixas de gramaturas grossas, classifi cadas como lixas de alto desbaste, que possuem 
baixas numerações: 50, 60, 80, etc. Lixas de gramaturasfi nas, classifi cadas como lixas de baixo desbaste, que 
possuem numerações altas: 240, 280, 320, etc. Entretanto, há também um grupo de lixas consideradas de 
uso intermediário, com gramaturas médias, com numerações 150, 180 e 220, podendo ser utilizadas para 
lixar tanto madeiras maciças quanto madeiras industrializadas. Deve-se sempre levar em consideração a 
densidade das madeiras.
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Lixa d’água grossa: também fabricada para o lixamento de 
ferro, a diferença está nos seus grãos de elevada densidade. 
Este tipo de lixa é indicado para um desbaste mais pesado, ou 
seja, é utilizada para lixar peças recém-soldadas, em que o ferro 
encontra-se grosseiro e sem porosidade para um acabamento 
mais fi no. Normalmente sua numeração fi ca entre 50 a 120. 
Os trabalhos realizados com estas lixas estão relacionados a 
serralherias onde o material ferro está em aspecto mais bruto. 
Assim como a lixa d’água fi na, ela é identifi cada pela cor preta ou 
cinza do grão, com moderada resistência à umidade.
Lixa redonda: usada em lixadeira estacionária, esmerilhadeira, 
politriz, lixadeira roto-orbital e furadeira, de acordo com o 
tamanho e o modelo do equipamento, estas lixas de granulação 
variada podem ser utilizada para desbastes pesados, a fi m de 
calibrar a madeira ou até mesmo para a fi nalidade de um bom 
acabamento e polimento, dependendo exclusivamente do tipo 
de equipamento usado.
 Lixa de � ta/cinta: usada em lixadeiras estacionárias e 
lixadeiras de cintas manuais, existe em variados tamanhos, 
mas sua gramatura geralmente é indicada para o lixamento 
de madeiras maciças. Pode também ser utilizada em madeira 
industrializada, porém neste caso deve-se ter um maior cuidado, 
já que o poder de desbaste desta lixa é ampliado pelo giro 
constante da máquina. Entretanto, conforme a variação do 
abrasivo utilizado é possível chegar um ótimo acabamento, além 
de acelerar com efi ciência a produção na marcenaria. 
Imagens: Google Imagens, 2015.
Numerações e letras
Primeiramente devemos nos certifi car de que a lixa que estamos usando é realmente a correta para o artefa-
to que queremos lixar. Acima, vimos as cores que caracterizam para qual tipo de material a lixa é preparada. 
Porém, muito além disso, é importante também saber identifi car o abrasivo da lixa e a letra correspondente à 
durabilidade da mesma. Dê preferência para lixas de marcas conhecidas, pois além de oferecerem vasta tipo-
logia e gramaturas diferentes, possibilitam rápido reconhecimento de suas características no verso da folha, 
onde algumas até indicam os materiais indicados para se lixar. A letra signifi ca o tipo de material de que é feito 
a lixa, ou seja, pela letra podemos saber sua real resistência. Vejamos:
A = papel leve
G = papel pesado especial
H = papel pesado
T = papel à prova d’água
K = pano e cola
R = pano e resina
S = combinação de papel e pano
W = pano à prova d’água
F = fi bra
Observação: o número à frente da letra é usado 
apenas para controle interno dos fabricantes.
320 = referente a 
numeração do grão, o 
poder abrasivo da lixa
T = letra que 
indica essa lixa 
tem um papel à 
prova d’água - 
sendo assim
LIXA D’ÁGUA
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 1 e 2.
1) Desenho:
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2) Orçamento:
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: O que é escala? Qual a sua importância no desenho?
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Formação Prática
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6 Formação Empreendedora:
Profi ssões que se transformam
À medida que os processos de trabalho, as tecnologias e a sociedade mudam, as pro� ssões também se 
modi� cam: algumas desaparecem e outras se transformam.
Precisamos pensar nas necessidades do país, mas também pensar nas necessidades das pessoas. Ou seja, 
toda a formação deve buscar fundamentos científi cos e o contato com áreas que permitam a refl exão sobre 
eles. Não é verdade que um marceneiro não precisa pensar e não precisa de um fundamento científi co. O fato 
de ele executar um trabalho técnico não implica não ter essa informação geral.
Há experiências no Brasil que nos permitem inferir que, mesmo no ensino fundamental, você pode tra-
balhar certos fundamentos. A técnica tem que estar associada a isso. E preciso pensar em uma formação que 
articule formação científi ca e técnica de forma muito intensa, para que as pessoas tenham capacidade de 
transformação e de adaptação, porque as profi ssões também se transformam.
Os ferramenteiros e os frisadores da década de 1970 e 1980, na área da metalúrgica, por exemplo, não 
existem mais como profi ssões. Se a formação dessas pessoas foi estritamente técnica, difi cilmente elas se 
recolocarão no mercado de trabalho, ao passo que se elas tiveram uma formação geral sólida, as chances de 
recolocação aumentam.
ATIVIDADE
Converse em grupo sobre a importância do saber, do conhecer a arte de um ofício. Lembre-se de ressaltar a 
necessidade de fi car “ligado” no que acontece no mundo, para sempre planejar um futuro profi ssional mais 
sólido e atualizado.
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Entendendo as etapas de desbaste e acabamento 
O segredo do lixamento é cumprir as quatro etapas seguintes: calibração, semiacabamento,
acabamento e polimento. Assim se obtém um artefato com excelência em acabamento.
Bom saber para � car atento: o bom lixamento não é aquele onde o principal objetivo é chegar num artefato 
liso, mas sim em um artefato totalmente livre de irregularidades, como riscos, ondulações, desníveis e amassa-
dos. A partir desta observação é preciso entender que o verdadeiro objetivo é eliminar tais defeitos buscando 
deixar a peça nivelada. Por consequência, após várias passadas de lixa, a peça obtém uma superfície lisa e 
sedosa. Vejamos mais em detalhe essas quatro etapas básicas. 
1. Calibração
Nesta etapa serão corrigidas as irregularidades mais grosseiras da superfície da madeira, como desníveis e 
ondulações. É o momento de tirar a maior quantidade de material conforme a necessidade. Para esta tarefa 
são indicadas lixas de granulação 50 a 120. Contudo, deve-se levar em consideração a densidade da madeira, 
só assim você saberá qual lixa usar:
Madeira de baixa densidade: 100 a 120.
Madeira de média densidade: 80.
Madeira de alta densidade: 50 a 60.
Fique ligado: o uso de certas lixas pode variar de acordo com o estado em que a madeira se
encontra, podendo ser eliminada alguma etapa e se prosseguir gradualmente a etapa seguinte.
2. Semiacabamento 
Nesta etapa você vai eliminar os riscos deixados pelas lixas grossas na madeira. Aqui são indicadas lixas de 
granulação 100 a 120, independentemente da densidade da madeira. Porém, em madeiras que apresentam 
baixas densidades deve-se partir diretamente para a próxima etapa.
3. Acabamento
Esta é a terceira e última etapa de lixamento que se faz com madeira crua. É preciso ter cuidado, pois se trata do 
toque fi nal do seu trabalho antes do polimento. Nesta tarefa são indicadas lixas de granulação 150, 180 e 220 
para qualquer densidade de madeira, sendo executada manualmente ou por intermédio de uma lixadeira orbital.
4. Polimento
Após fi nalizar a etapa de acabamento entramos na parte de aplicação de acabamentos sintéticos: seladoras, 
vernizes, primes, lacas e resinas. Neste processo são indicadas lixas de granulação 240 a 600. Este trabalho visa 
a deixar o aspecto da madeira sedoso, com um polimento superliso. Importante lembrar que após cada de-
mão de verniz e outros acabamentos, deve-se dar uma quebrada de lixa para se obter o polimento desejado, 
para maior aderência do produto sintético aplicado. Lembrando que: 
 Lixas 240 a 280 são indicadas para vernizes poliuretanos, seladoras e vernizes nitros comuns. 
 Lixas 320 a 380 são indicadas para primes e laca nitroceluloses.
 Lixas 400 a 600 são indicadas para gomas lacas, vernizes especiais PU-bicomponente, nitroceluloses e 
resinas poliéster. 
Formação Técnica:
Formação técnica - L� as Parte 2
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Atividade Prática:
A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, descreva as etapas de lixas feitas sobre a peça.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 3 e 4.
> Batente
3) Ajuste na peça:
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4) Fixação:
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Como a escala é construída?
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Formação Prática
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Existem várias classifi cações para diferenciar as atividades econômicas. Essas classifi cações levam em conta 
algumas características das atividades. Por exemplo: a classifi cação em setores primário, secundário e terciário.
Assim, as atividades econômicas são classifi cadas de acordo com as suas características:
 No setor primário se incluem todas as atividades econômicas diretamente ligadas à natureza, como 
alimentos e produção de matéria prima para outros setores da economia;
 No setor secundário estão as atividades industriais e os processos de transformação que, com o uso de 
máquinas, transformam as matérias primas em outros bens ou produtos;
 O setor terciário inclui o comércio todos os tipos de prestação de serviços. As palavras-chave do setor 
terciário são serviços e atendimento ao cliente.
ATIVIDADE
A lista a seguir é uma classifi cação feita pelo IBGE, segundo um padrão nacional e internacional, chamado 
Classifi cação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Marque P para as atividades do setor primário; S para as atividades do setor secundário e T para as atividades 
do setor terciário.
( ) Agricultura, pecuária, silvicultura e exploração fl orestal
( ) Pesca
( ) Indústrias Extrativas
( ) Indústrias de Transformação
( ) Produção e distribuição de eletricidade, gás e água
( ) Construção
( ) Comércio, reparação de veículos automotores, objetos pessoais e domésticos
( ) Alojamento e alimentação
( ) Transporte, armazenagem e comunicações
( ) Intermediações fi nanceira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados
( ) Educação
( ) Saúde e serviços sociais
( ) Outros serviços coletivos, sociais e pessoais
( ) Serviços Domésticos
( ) Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais
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Formação Empreendedora:
Atividades industriais
e atividades de serviços 
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Cite cinco tipos de atividades econômicas que você conhece e marque (P) para as atividades do setor 
primário; (S) para as atividades do setor secundário e (T) para as atividades do setor terciário.
( ) ______________________________________________________________________________________
( ) ______________________________________________________________________________________
( ) ______________________________________________________________________________________( ) ______________________________________________________________________________________
( ) ______________________________________________________________________________________
Formação técnica:
Massas especiais para marcenaria
AULA
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Acrílica PVA de madeira 
A massa para madeira é um componen-
te acrílico PVA (polímero vanila) solúvel em 
água. Produzida a partir da mistura de pó 
de madeira maciça com cola PVA e corantes 
naturais, é menos agressiva e mais leve para 
aplicação na madeira. Indispensável para o 
trabalho na marcenaria e também no restau-
ro, é possível corrigir de pequenas a médias 
imperfeições na superfície da madeira, além 
de prepará-la para uma possível pintura, seja 
com lacas coloridas ou tintas sintéticas. Co-
nhecida popularmente como Massa F12, está 
disponível em várias cores de madeiras natu-
rais como imbuia, pau-marfi m, tabaco, mog-
no e cerejeira, entre outras. 
Para uma boa aplicação é preciso utilizar 
uma espátula flexível e realizar um preen-
chimento superficial, evitando excesso, em 
primeiro lugar para que não ocorra desper-
dício, mas principalmente para evitar que o 
excesso vaze para o entorno do local aplica-
do, devido à pigmentação ocorrida no pro-
cesso de secagem, já que isso pode man-
char a superfície da madeira. A secagem da 
massa varia de acordo com a quantidade 
aplicada, podendo demorar minutos, horas 
ou até mesmo ter que ficar de um dia para o 
outro. Após a cura, recomenda-se lixar para 
obtenção de nivelamento e uniformidade 
em relação à madeira, utilizado-se lixas de 
granulações intermediárias: com numera-
ções 150, 180 e 220.
DICAS
 Não exagere na quantidade de massa aplicada, pois 
mesmo sendo a base de água ela contém cola PVA em 
sua composição, o que faz com que todo excesso em 
volta da área aplicada fi que queimado, difi cultando o 
acabamento fi nal.
 Não use espátulas duras na aplicação. 
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 Nunca se esqueça de umedecer a madeira que 
será aplicada para ver se a massa corresponde ao 
mesmo tom de coloração.
 Muitas vezes o tom da massa não corresponde ao da 
madeira, neste caso, é importante o conhecimento 
das misturas de cores para formar outros tons.
 Tenha sempre em mãos um tingimento em pó 
para pintura nas cores: amarelo, vermelho e mar-
rom, que ajudará na confecção de outros tons de 
madeiras maciças.
 Quando houver excesso na área aplicada, evite 
usar a lixa diretamente sobre a massa, pois isso 
acabará com a vida útil dela. Utilize uma raspa-
deira para remover superfi cialmente este exce-
dente. Após fi nalizar esta tarefa, lixe a massa até 
nivelá-la com a madeira.
 A massa F12 para madeira não é indicada para 
correções em quinas muito densas. Neste caso, 
prefi ra realizar uma cirurgia com técnica de in-
crustação.
 Caso aconteça da massa secar na embalagem, 
simplesmente jogue um pouco de água com um 
pouco de cola PVA e misture bem até atingir ho-
mogeneidade. Limpe bem a tampa do recipiente 
evitando sujeira ao longo das bordas, coloque a 
massa de volta e tampe bem, evitando assim a en-
trada de ar. Em alguns caso, utilize um plástico fi l-
me sobre a abertura do recipiente colocando logo 
em seguida a tampa, evitando assim a entrada de 
ar e a corrosão do mesmo caso seja de metal. 
MASSAS SINTÉTICAS
 Massa plástica
Massa de uso automotivo, geralmente de cor 
branca e cinza, a massa plástica tem capacidade de 
secagem rápida, graças à mistura do catalisador. Mui-
tas ofi cinas de marcenaria passaram a utilizar este 
produto pela vantagem que oferece em relação à 
demora de secagem da massa acrílica PVA, propor-
cionando ganho de tempo e, consequentemente, de 
lucro, pois passou-se a produzir mais, principalmente 
no segmento de móveis laqueados coloridos.
Esta massa é ideal para correções nos casos em 
que se requer rapidez de acabamento, como em 
reparos de quinas e buracos de grande dimensão, 
especifi camente em chapas de compensado, aglo-
merado, OSB e MDP. Porém, por não ser uma massa 
natural, não dispõe de tonalidades com as da massa 
acrílica PVA. Assim, quando utilizada diretamente em 
madeira maciça é preciso dar a cor adequada utilizan-
do tingimentos para envernizações incolores.
A secagem pode variar de acordo com a quanti-
dade de massa utilizada e de catalisador adicionado, 
normalmente por gotas. O ideal é colocar de 3 a 5 go-
tas de catalisador observando sempre o percentual 
adequado para a quantidade de massa. Assim uma 
quantidade além do ideal pode não somente preju-
dicar a trabalhabilidade da massa, por fazer a massa 
secar rápido demais trazendo sério risco de perda do 
material, como também atrapalhando o seu lixamen-
to, por formar uma massa demasiado rígida.
 Massa rápida
Massa automotiva para acabamento de superfí-
cies, a massa rápida está presente em ofi cinas de fu-
nilaria, principalmente para correção de pequenas e 
médias imperfeições e cavidades na lataria.
Na marcenaria seu uso tem a mesma fi nalidade: 
preencher cavidades na superfície, mas também pre-
encher poros de madeira maciça e compensados, a 
fi m de promover um alto nivelamento para o rece-
bimento de pinturas especiais, como lacas e tintas 
sintéticas, com objetivo de eliminar o acabamento 
poroso natural da madeira. Depois de seca recomen-
da-se lixar a superfície com gramaturas 180 ou 220, 
para se obter uma superfície totalmente lisa e livre de 
imperfeições. Dentre as massas sintéticas ela é a mais 
complexa, pois não pode ser tingida e sua aplicação 
não é tão simples, exigindo espátulas bem fl exíveis 
e preenchimentos graduais. Ou seja, não é indicada 
a aplicação de uma segunda camada de massa sem 
que a primeira tenha secado ou pelo menos ter inicia-
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do sua cura. Desta maneira, seu tempo de secagem 
pode se tornar relativamente mais longo, pois a cada 
aplicação é necessária uma camada fi na sem grande 
excessos, variando apenas na proporção da cavidade 
ou do nível de porosidade que a madeira apresenta.
 Massa de madeira sintética
Diferente da massa acrílica PVA, a massa de ma-
deira sintética está ligada à correção de pequenas 
imperfeições em madeiras que receberão pinturas 
em esmaltes sintéticos, tintas a óleo e também lacas 
nitroceluloses. Entretanto, como não produz um pre-
enchimento efi ciente com boa estabilidade como a 
massa rápida, não é recomendada para o preenchi-
mento de superfícies porosas, limitando seu uso a pe-
quenas cavidades e ranhuras. Além disso, esta massa 
só deve ser usada em artefatos que receberão pintu-
ras, já que em geral este material não se encontra em 
outras cores a não ser o tradicional branco, que justa-
mente facilita a aplicação de tintas e lacas coloridas. 
 Massa acrílica tradicional e massa corrida
Relacionadas a pinturas, correções de cantos 
de paredes e rodapés e acabamentos de cantos de 
batentes dentre outros, a massa acrílica tradicional 
e corrida é mais comumente utilizada na junção de 
madeira e alvenaria, quando há a montagem de 
móveis embutidos sendo necessário fechar os fri-
sos existentes entre a parede e omóvel. Neste caso, 
é importante observar a cor da parede para usar 
a mesma tonalidade de massa. Aplicada adequa-
damente, garantirá um móvel totalmente unido à 
alvenaria, sem qualquer abertura. A aplicação deve 
ser feita com espátula estreita e fl exível, para assim 
evitar excessos causadores de manchas, já que nes-
te processo de acabamento se evita o uso de lixas, 
pois somente o arremate da massa perfeitamente 
aplicado resultará num ótimo acabamento.
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
Cores Padrão
Branca
Cores Especiais (Blister)( )
Cimaru
Marfi m
Jatobá
Cerejeira
Sucupira
Mogno
Imbuia
Nó-de-Pinus
Ipê
Castanho
Cerezo Carmel DF
( )
Ébano DF
( )
Freijó Granada DF
( )
Marfi m Sena DF
( )
Marfi m DF
( )
Marfi m Natural
( )
Jatobá Clássico DF
( )
Mogno DF
( )
Nogueira
Murano DF
( )
Freijó DF
Freijó Rústico, Nogueira 
Capri e Tauari
( )
Maple Verona DF
Carvalho Douro
( )
Pátina Branca DF
Branco Malibú,
Peroba Gris
( )
Pátina Pérola DF
( )
Pátina Bege DF
Nogueira Antígua
( )
Pátina Marfi m DF
( )
Ipê Ambar
Amendoa Curaçao, 
Nogueira Baú, Nogueira 
Palermo, Nogueira 
Samba, Parquet 
Nogueira, Teca Ávila
( )
Ipê DF
Carvalho Java, Ipê 
Antibes, Nogueira 
Italiana
( )
Carvalho Provençal DF
( )
Carvalho DF
Cavalho Antigo, Carvalho 
Colonial, Cavalho 
Montreal, Cavalho Reno, 
Nogueira Mel, Parquet 
Maple
( )
Carvalho Malta
Cavalho Creta, Carvalho 
Ibiza, Cavalho Viena, Teca 
Vermont
( )
Carvalho Santorini DF
Atividade Prática:
A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, quais tonalidades foram utilizadas no artefato.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 5 e 6.
> Folha de Porta.
5) Ajustes na folha da porta:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
6) Marcação para instalação das dobradiças:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: O que é gabarito e qual a sua importância no desenho?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
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AULA
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Formação Empreendedora:
Diferenciando produção de 
bens e prestação de serviços 
Na economia urbana predominam atividades de 
dois setores: o secundário (atividades industriais) e 
o terciário (atividades de serviço). A tendência atu-
al é de crescimento do setor de serviços. Em muitos 
países, os serviços já correspondem a mais de 70% 
da atividade econômica. Mas, como podemos dife-
renciar atividade industrial de atividade de serviços?
Diferenciando atividade industrial
& atividade de serviços:
 A indústria transforma matéria-prima em 
bens ou produtos.
 Serviços oferecem ações e informações 
para atender às necessidades dos clientes.
Comércio, transportes, ensino, saúde, adminis-
tração, fi nanças são atividades do setor de serviços. 
O trabalho do taxista, por exemplo, é transportar 
passageiros; da cabeleireira é cortar ou pentear o 
cabelo das clientes; o garçom é servir à mesa; do 
ATIVIDADE
Na tabela abaixo liste as atividades econômicas do seu bairro e classifi que-as segundo o setor da economia. 
Identifi que também se fazem parte da produção de bens ou de serviços.
guia de turismo é dar informações, oferecer roteiros 
e guiar seus clientes em passeios. Se você teve dú-
vidas para realizar a atividade anterior, não se preo-
cupe: hoje em dia essas incertezas são comuns, pois 
as características das atividades agro-extrativistas, 
industriais e de serviços estão se misturando.
A mecanização da agricultura e das atividades 
extrativistas, por exemplo, deu a esse setor, que é 
primário, características próprias do setor secun-
dário. Em consequência, muitas atividades do setor 
primário estão cada vez mais parecidas com as das 
indústrias. É, entre outros, o caso das atividades ex-
trativistas de minerais, como o petróleo e o gás na-
tural, chamadas de indústria extrativista.
Nos outros setores isso também acontece. Cada 
vez mais os produtos industriais são vendidos acom-
panhados de uma série de serviços. Ao comprar um 
celular, por exemplo, que é um produto industrial, 
o consumidor tem direito a assistência técnica, cen-
trais de atendimento, promoções, clubes de consu-
mo e outras formas de relacionamento. E essas são 
atividades do setor de serviços.
Primário Secundário Terciário De Bens De Serviços
SETOR PRODUÇÃOATIVIDADE
ECONÔMICA
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62  Aço carbono
Broca tradicional para furação de madeira, largamente encontrada 
nas pequenas ofi cinas de marcenaria e robistas, devido à sua relação 
custo-benefi cio, se comparado a outras brocas de preço elevado. 
Parecida com a broca de aço rápido, diferencia-se por seu corpo 
cilíndrico escuro. É indicada somente para madeiras de baixa a média 
densidade, estando disponíveis em formatos não muito compridos e 
em espessuras de até 12 mm.
 Três pontas
Broca especial de três pontas, sendo a central para localizar 
perfeitamente a broca no ponto de furação, não permitindo que 
escape durante o trabalho. É utilizada em todo tipo de madeiras: 
duras, macias, compensados, laminados decorativos, aglomerados, 
etc., pois possui um corte super poderoso ao longo de seu corpo 
cilíndrico. Confeccionada em cromo-vanádio, garante maior 
estabilidade e maior resistência contra perda do corte na penetração 
da madeira, mesmo em espécies que contêm mais resinas.
 Chata 
Com formato diferente achatado, esta broca possui grande poder 
de corte, devido à ponta central, que impede que escape do ponto 
inicial, e às pontas laterais que riscam a madeira sem permitir 
que ao redor do furo lasque ou trinque. Outra característica desta 
broca é que ela possui hastes compridas, proporcionado furos de 
grande profundidade, e o corpo largo, possibilitando realizar furos 
cilíndricos de grande diâmetro.
Formação Técnica:
Brocas para � ração
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A ferramenta broca é uma haste metálica confec-
cionada em metal de alta resistência, composta de 
canais helicoidais, parecidos com uma espiral que 
facilitam a saída de material penetrado na furação 
ou usinagem, até a ponta do gume inicial da broca, 
semelhante a um parafuso. Possuindo corte de ar-
ranque em sua ponta, a broca penetra no material 
deixando um furo redondo de dimensões precisas. 
Na marcenaria, este acessório é de extrema im-
portância, pois será de constante uso na furação de 
madeiras, chapas de aço, alvenaria etc. Contudo, é 
importante saber que há diferentes tipos de brocas 
para furações, com modelos específi cos paracada 
material, em especial brocas para madeira, aço, alve-
Brocas para madeira
Existe muita variedade de broca para madeira. Geralmente são feitas em aço carbono ou cromo-vanádio, 
exclusivamente para furar madeiras em geral, de baixa a alta densidade. A diferença entre elas está no for-
mato, tamanho da bitola e comprimento, que garantem um furo mais preciso, rápido e seguro. Vejamos as 
principais brocas para madeira:
naria e vidro, que de acordo com o material confec-
cionado, permitindo maior autonomia na furação 
sem perda tempo e acabamento.
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 Serpentina
Dentre as que proporcionam furos profundos, a broca em 
serpentina é a mais indicada, pois é confeccionada com ótimo 
material que difi cilmente perde a afi ação. É indicada para trabalho 
em carpintaria, na furação de vigas, caibros, pontaletes e pilares. 
Com uma ponta centradora provida de rosca que difi cilmente 
escapa. Por possuir formato helicoidal alongado, torna a furação 
rápida e precisa, pois as aparas de madeira não se acumulam sobre 
a broca, permitindo um furo limpo, preciso e seguro. Sua ponta de 
fi xação para furadeira tem formato sextavado, garantindo maior 
aperto com menor trepidação. 
 Broca max speed
Broca especial devido a sua forma inicial que permite maior 
arranque na furação, sem o acúmulo de material, já que há três 
canais helicoidais pouco profundos. Sua materialidade e ponta 
piloto rosqueada garantem uma furação precisa, com ótima limpeza 
e profundidades médias, com sua haste sextavada. Por estas razões, 
essa broca é um acessório caro, mas que justifi ca o investimento. 
 Ferro de pua 
Uma das primeiras brocas de furação solta usada com as 
ferramentas, Arco de pua e Furadeira mecânica antiga. Este tipo 
de broca continua sendo fabricada, já que o arco de pua ainda é 
comercializado e usado em trabalhos específi cos, porém os novos 
modelos estão mais funcionais e aperfeiçoados, da mesma maneira 
a própria broca ferro de pua.
Serra-copo
Geralmente usada para furar respiros de roupeiros, dispensas, 
cômodas e estrados de cama e outros trabalhos, que requerem 
diâmetros maiores. A broca serra-copo está disponível em variados 
tamanhos e materiais, para furar madeira, ferro, vidro e até mesmo 
concreto. Estas brocas consistem numa coroa dentada com um 
pino no centro que serve para centralizar o furo. Para furar madeira 
e derivados não é necessário grande experiência, basta escolher 
o tamanho da serra, centralizá-la corretamente no ponto e usar a 
furadeira em velocidade parcial. 
Verruma
Sendo uma ferramenta antiga, esta broca manual serve 
exclusivamente para marcar os pontos para furação ou para casos 
de pequenos parafusos como os de dobradiças, fechaduras e 
corrediças. A partir da sua ponta rosqueada e pontiaguda consegue 
penetrar na madeira perfurando-a levemente, mostrando-se útil 
para fi xações rápidas de parafusos curtos. 
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 Aço rápido
As brocas de aço rápido são propriamente preparadas para furar 
chapas de metais como alumínio, cobre e metais duros como ferro 
e aço. Confeccionada em aço rápido, a haste cilíndrica da broca tem 
mais resistência ao calor evitando o destemperamento. Entretanto 
é importante utilizar óleos especiais ou lubrifi cantes para que 
aumente a penetração no material evitando desgaste e o próprio 
destemperamento. Apesar de ser uma ferramenta projetada com o 
propósito específi ca da usinagem de metais, alguns profi ssionais a 
utilizam para furar também madeira, já que é um material muito mais 
leve em comparação ao metal. Porém, deve-se ter cuidado com a 
seiva da madeira que pode cegar a broca ao longo de várias furações.
 Widea
Esta broca foi criada para furar materiais de alta resistência, como 
paredes de alvenaria, concreto, ladrilho, mármore, betão, etc. Não 
serve para furar metais ou madeira já que seu corpo, apesar de 
também ser helicoidal, não possui corte, ou seja, não tem afi ação. 
Com sua ponta em forma de fl echa é capaz de furar em segundos 
qualquer parede. Lembrando que, sempre que estiver usando esta 
broca, é importante colocar a furadeira na posição de martelete 
para maior impacto.
 Widea SDS plus
Esta broca é ideal para trabalhos constantes em furos em alvenaria 
e materiais rígidos, como concreto, pedras etc. Possuindo o 
mesmo formato da broca widea tradicional, apresenta três 
importantes diferenças: contém duplo metal duro em sua ponta 
e ao longo do corpo, três canais helicoidais, e não é presa com 
mandril e sim por um sistema de engate de furadeiras marteletes. 
Por conta disso, são muito mais precisas, oferecendo mais 
agilidade tanto em furações e demolições. 
 Multiconstruction (construção múltipla)
Esta broca foi desenvolvida para realizar perfurações mistas, ou 
seja, com apenas uma broca é possível furar mais de oito materiais 
diferentes: ladrilho, cerâmica, azulejo, eternite, plástico, alumínio, 
aço de construção, material leve, madeira, alvenaria, pedra natural e 
concreto. Por possuir níquel e aço rápido em sua haste e duplo aço 
duro em sua ponta superior, permite perfurações rápidas e precisas 
em diferentes tipos de materiais. O acabamento superfi cial é obtido 
pela deposição de níquel evitando corrosões.
Brocas para metais
Brocas para alvenaria
São brocas hiper-resistentes usadas para furar materiais de alta resistência como concreto, mármore, gra-
nito e azulejo, entre outros. No comércio, são encontrados dois tipos de brocas, cada uma fabricada com 
materiais distintos em sua ponta superior: aço temperado e aço duro (conhecida popularmente com ponta 
de diamante por ter alta resistência).
Broca especial de alta perfuração
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 Broca para vidro e cerâmica 
Broca desenvolvida a partir de material de 
alta resistência, com ponta envolvida por 
um núcleo de diamante, possibilitando 
perfurações em cerâmicas e vidros comuns 
e temperados de variadas espessuras.
Diante disto, em móveis que necessitam de 
perfurações especifi cas para a instalação 
de puxadores e ferragem diversas.
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 7 e 8.
> Folha de Porta.
7) Encaixe para as dobradiças da folha e do batente:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
8) Pendurar a folha de porta:
__________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Como aferir o gabarito de um artefato em madeira?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Atividade Prática:
A partir da atividade prática executada no salão de trabalho, verifi que qual acessório broca foi utilizado para 
a construção do artefato.
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
AULA
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AULA
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Formação Empreendedora:
f� endo n� so empreendimento 
voar – Parte 1
A pessoa empreendedora é aquele indivíduo 
que detém uma forma..........................................................................................................................................................................................................................................60
8ª AULA
Formação Empreendedora: Diferenciando Produção de Bens e Prestação de Serviços .............................................................61
Formação Técnica: Brocas para Furação ..................................................................................................................................................................................62
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................65
9ª AULA
Formação Empreendedora: Fazendo nosso Empreendimento Voar – Parte 1 .....................................................................................66
Formação Técnica: Fresas ......................................................................................................................................................................................................................67
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................70
10ª AULA
Formação Empreendedora: Fazendo Nosso Empreendimento Voar – Parte 2 .....................................................................................71
Formação Técnica: Pregos ....................................................................................................................................................................................................................72
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................76
índiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndiceíndice
APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................9
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................................................................................................10
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11ª AULA
Formação Empreendedora - Empreendedor Tradicional.........................................................................................................................................77
Formação Técnica: Parafusos .............................................................................................................................................................................................................80
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................82
12ª AULA
Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 1 ........................................................................................................................83
Formação Técnica: Ferragens para Marcenaria .................................................................................................................................................................84
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................85
13ª AULA
Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 2 ........................................................................................................................86
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 1 ..........................................................................................................................................................87
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................88
14ª AULA
Formação Empreendedora: Empreendedor Solidário – Parte 3 ........................................................................................................................90
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 2 ..........................................................................................................................................................91
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................91
15ª AULA
Formação Empreendedora: Um outro Mundo é Possível ........................................................................................................................................92
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 3 ..........................................................................................................................................................93
Formação Prática ..........................................................................................................................................................................................................................................94
16ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 1 .................................................................................................................................95
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 4 ..........................................................................................................................................................96
17ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 2 .................................................................................................................................98
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 5 .......................................................................................................................................................100
18ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 3 ..............................................................................................................................103
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 6 .......................................................................................................................................................104
19ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia Solidária – Parte 4 ..............................................................................................................................108
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 7 .......................................................................................................................................................109
20ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia e seus Fundamentos – Parte 1 ...............................................................................................110
Formação Técnica: Principais Ferragensespecial, inovadora, 
de se dedicar às atividades de organização, 
administração, execução; principalmente na 
geração de riquezas, na transformação de 
conhecimentos e bens em novos produtos 
(mercadorias ou serviços), gerando um novo 
método com o seu próprio conhecimento. É 
uma pessoa inovadora que modifi ca, com 
sua forma de agir, qualquer área do conheci-
mento humano.
Empreendedorismo é o termo utilizado, no 
cenário econômico, para designar o funda-
dor de uma empresa ou entidade, aquele 
que construiu tudo a duras custas, criando o 
que ainda não existia.8
(8) Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo.
Características de uma Pessoa Empreendedora
A maioria dos textos que tratam das caracterís-
ticas ou do “perfi l” de um empreendedor começa 
dizendo que um empreendedor tem “espírito cria-
tivo e pesquisador”. Ou seja, o empreendedor é al-
guém que consegue inventar, produzir, dar origem 
a novos produtos e ações; mas ao mesmo tempo é 
alguém que tem um olhar atento para tudo o que 
está a sua volta, é curioso e está sempre disposto a 
aprender coisas novas.
É interessante que o empreendedor seja pensa-
do como uma mistura entre criatividade e esforço 
de pesquisa. Muita gente acha que ser empreen-
dedor é ter ideias geniais e sair fazendo. Mas estes 
textos mostram que ser empreendedor está mais 
próximo daquela expressão que diz que os resulta-
dos alcançados são compostos 10% de imaginação 
e 90% de suor. Isto é: as boas ideias contam, mas 
elas não são sufi cientes sem a disposição para fa-
zê-las acontecer.
 Ser criativo
 Ter disposição
 para pesquisar
 Olhar atento para as 
necessidades das pessoas
 Olhar atento para as 
oportunidades de novos 
negócios que aparecem
 Aceitar o risco como
 parte da atividade
 Confi ar na ideia que está se 
propondo a desenvolver
 Ter conhecimentos 
técnicos ou experiência 
para a gestão e para o 
desenvolvimento do 
produto e/ou serviço
 Ser capaz de tomar 
decisões e de se 
responsabilizar por elas
 Ser determinado
 Estabelecer metas
 (desde que sejam 
realizáveis, é claro) e 
trabalhar visando atingi-las
 Ser efi ciente
 Ser fl exível
 Ter iniciativa
 Ser persistente
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1) O que você achou dessas características? Quais dessas características você acredita que já possui?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
2). Você acha que essas características já nascem com a gente ou elas podem ser desenvolvidas? Quais 
dessas características você acha importante desenvolver?
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
3) E quais dessas características você acha que “batem de frente” com as necessidades de um 
empreendimento econômico solidário? Por quê?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
4). Você concorda com a frase: “ (O empreendedor) trabalha sozinho. O processo visionário é individual”? 
Justifi que:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Técnica:
Fresas
AULA
9
A fresa é uma ferramenta de corte lateral dispon-
do de facas de corte para desbaste vertical ou hori-
zontal. Existem vários tipos de fresas, cada uma com 
uma ou mais fi nalidades. Em geral, são usadas para 
usinar os dentes das engrenagens, abrir fendas em 
eixos ou copiar outras peças.
No trabalho com madeira, elas são usadas para 
usinar (cortar, moldar, desbastar e furar), sendo 
possível confeccionar molduras, rebaixos de baten-
tes, embutir parafusos e dobradiças, fazer encaixes 
para montagem de móveis, confeccionar espigas 
de lambril, cortar peças em variados formatos, fu-
rações, etc. Assim, com base nas máquinas elétricas 
portáteis e estacionárias, há diversos equipamen-
tos da marcenaria que fazem uso desses acessórios, 
dentre os quais podemos destacar: tupia lamina-
deira/rebordadeira, tupia de coluna manual, tupia 
de coluna estacionária, furadeira vertical e furadeira 
horizontal. Importante destacar que a ferramenta 
fresa não deve ser entendida como uma broca, pois 
apesar de realizar furações ou iniciar o desbaste por 
sua ponta superior, ela é uma ferramenta de des-
baste lateral, com facas que trabalham com arran-
que fi nal horizontal, sendo possível correr a madei-
ra ao sentido transversal em relação à posição de 
instalação na máquina.
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 Fresas para tupia estacionária
Estas fresas são preparadas para trabalhar a usinagem de 
madeiras maciças de média a alta densidade, que por sua alta 
rigidez exigem um poder de desbaste de maior resistência e 
desempenho de corte. Para tanto são usadas as facas de widea 
(aço duro) incrustadas no corpo de metal principal. Indicadas para 
trabalhos de marcenaria e carpintaria, são usadas na fabricação 
de portas maciças em geral, janelas de correr, venezianas, 
molduras, batentes, rodapés, assoalhos, forros, deques, encaixes e 
ornamentos em geral para móveis. 
Há variados tipos de fresas, todos geralmente preparados para a 
instalação tradicional na máquina estacionária tupia de colunas, 
com eixo central para a fi xação das ferramentas fresadoras 
de desbastes. Entretanto há equipamentos que contêm um 
corte vertical no eixo da tupia possibilitando a instalação 
de fresas concebidas de maneira artesanal por profi ssionais 
ferramenteiros. Deste modo é possível conseguir desenhos 
únicos, fora dos padrões comercializados.
 Fresas para tupia manual
Estas fresas são menos resistentes se comparadas a fresas para 
tupia estacionária, por serem de aço rápido, o que limita o 
trabalho com madeiras maciças. Por bom senso, o profi ssional 
deve usá-las somente para o desbaste em madeiras de baixa 
a média densidade. Mesmo com esta limitação, as fresas para 
tupia manual têm larga utilização com fi nalidades diversas, por 
exemplo: usinar sobras de laminados decorativos, moldurar 
artesanatos e cantos de móveis, fabricar pequenas molduras, 
fazer canaletas para gavetas, embutir dobradiças, elaborar 
encaixes e rebaixos, copiar desenhos por meio de gabaritos, 
etc. No comércio de ferramentas há grande variedade de fresas 
para tupia manual laminadeira e de coluna, porém seu custo 
poderá se elevar de acordo com o modelo e materialidade das 
fresas. O mais comum em ofi cinas é adquirir estojos com kits 
básicos para os trabalhos do dia-a-dia, seja em madeira maciça 
ou industrializadas.
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 Escareador
Esta fresa é indicada para trabalhos em que se necessita que 
os parafusos fi xados fi quem visivelmente aparentes, porém 
parcialmente embutidos. Ou seja, com esta fresa se faz 
uma cavidadeinclinada de acordo com a bitola (espessura) 
da cabeça dos parafusos, deixando-o mais rente ou mais 
aprofundado na junção de madeiras, como é o caso de um 
montante de móvel fi xado nas prateleiras horizontais, por 
exemplo. O objetivo desta usinagem é obter um artefato 
mais acabado e durável, com as ferragens de fi xação não 
expostas, evitando problemas de estrutura e acidentes com 
estes componentes.
Existem diferentes modelos de escareador, cada um projetado 
para variadas funções e materiais, como para metais, alvenaria 
e madeira, entre outros. Na marcenaria, os tipos mais adotadas 
pelos profi ssionais marceneiros são: escareador com haste 
de comprimento médio com chanfro e diâmetro de 10,4 
mm, conhecido entre os profi ssionais como “chapéu chinês”; 
e o escareador com broca ponta piloto, ideal para furos e 
escareações rápidas para fi xação de parafusos. 
 Fresa copo
Fresa especialmente desenvolvida para furação de portas 
de móveis que irão receber dobradiças especiais de pressão, 
conhecidas também como dobradiças de caneco ou copo. Sua 
perfuração é altamente precisa, oferecendo um corte limpo 
e perfeito, se o operador souber manuseá-la corretamente. 
Possui lâminas com alto poder de desbaste que evitam 
lascados ao redor do furo, caso as portas sejam revestidas 
com laminado decorativo, laminado de madeira ou mesmo 
em chapas de MDF já revestidas. É certo afi rmar que esta fresa 
possui grande vida útil, pois o copo é confeccionado com 
metal de alta resistência e lâminas de widea, garantindo maior 
autonomia e durabilidade. Suas medidas tradicionais estão 
relacionadas com as dobradiças disponíveis no mercado, com 
diâmetros de 35 mm e 26 mm, mas existem outras medidas, 
embora pouco usadas pelas marcenarias.
 Fresa topo para furação 
Fresa especial, confeccionada em aço rápido e lâminas de 
widea incrustadas, sendo utilizada exclusivamente para 
furações em topos de madeiras maciças de qualquer densidade, 
para encaixes de respigas, canaletas e rebaixos em grande 
quantidade. Trabalhos como este exigem maior resistência e 
autonomia da lâmina da fresa para que esta não perca o fi o após 
longas horas de trabalho, pois diferente das brocas que aquecem 
com constante uso, este tipo de ferramenta acessório possui 
grande poder de corte, alinhamento da haste e autolimpeza 
na furação, evitando assim o destemperamento. Desta forma, a 
fresa para furação, é a ideal para furações contínuas, instaladas 
em furadeira vertical e principalmente horizontal, devido à sua 
base móvel para limpeza do furo.
Imagens: Google Imagens, 2015.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 9 e 10.
> Folha de Porta.
9) Finalizar a instalação:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
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10) Instalação das fechaduras:
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______________________________________________________________________________________________________________________
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: O que é protótipo e qual a sua importância na construção do artefato?
______________________________________________________________________________________________________________________
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
AULA
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AULA
10
Formação Empreendedora:
F� endo n� so empreendimento 
voar – parte 2
ATIVIDADE
Um encontro é pouco para a gente retirar dessa experiência tudo aquilo que ela ensina para a gente.
Agora vamos nos dedicar a registrar nossas impressões sobre como foi produzir a nossa pipa.
 Registrando nossas primeiras impressões...
O que você achou da atividade desenvolvida na aula anterior?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
O que você observou da atividade que poderia servir para um empreendimento econômico?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
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______________________________________________________________________________________________________________________
Quais aspectos da atividade você gostaria de aprofundar?
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O prego é um instrumento constituído de uma haste linear 
para fi xação de peças unidas por sobreposição. Os primeiros 
pregos no Brasil eram confeccionados em madeira, com a es-
pécie pau-ferro, de maior resistência por sua altíssima densi-
dade. Outras espécies com alta rigidez, como o pau-roxo e o 
pau-marfi m, também eram usadas, sobretudo nas primeiras 
casas coloniais, até o momento que se instalaram as primeiras 
ofi cinas para a fabricação de pregos forjados em bigornas com 
os antigos profi ssionais ferreiros. Passados os anos, já confec-
cionados em metal, com uma das pontas afi adas, juntamente 
com a industrialização e novas tecnologias, surgiram outros 
tipos específi cos para variadas construções, mesmocom o sur-
gimento dos parafusos com rosca autoatarrachante e sober-
ba. Usados exclusivamente para unir peças com fi m defi niti-
vo ou fi xar partes temporariamente, os pregos atuais podem 
ser encontrados em diferentes tamanhos, formas e materiais, 
como: prego sem e com cabeça, prego de aço, pregos de ferro 
comum, prego de aço galvanizado etc. Vejamos os principais 
tipos utilizados para fi xação de madeira.
Formação Técnica:
Pregos 
AULA
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Pregos antigos de metal forjados 
manualmente. Perceba a diferença de 
bitola e a cabeça deslocada do centros, 
da mesma maneira que não eram 
confeccionadas com perfeito alinhamento.
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 Prego com cabeça
Dentre todos os pregos, o com cabeça é o mais usado, 
independente da tipologia, já que sua cabeça proporciona maior 
penetração e união dos módulos, possibilitando uma fi xação 
mais segura e rígida. Aplicações: construção de casas, confecção 
de estruturas, construções pesadas, marcenaria, caixotes e usos 
domésticos. 
 Prego sem cabeça 
O prego sem cabeça é mais usado por ofi cinas de marcenaria e 
artesanato, pois proporciona um acabamento limpo em relação 
ao prego com cabeça, além de ser fácil de puncioná-lo para 
dentro da madeira. Outro benefício é não manchar a madeira com 
ferrugem, o que geralmente ocorre com o prego com cabeça, 
conforme as peças envelhecem. Aplicações: marcenaria, móveis, 
assoalhos, deques, rodapés, guarnições, portas, janelas e etc.
 Prego galvanizado 
Este prego é comum aos demais já citados, porém com uma 
simples e importante diferença: tem maior resistência à corrosão 
graças a um banho especial que recebe ao fi nal na fabricação, 
garantindo maior vida útil e eliminando o aparecimento de 
manchas de ferrugem. Aplicações: móveis especiais, molduras, 
deques e fi xação externa em construção civil.
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 Prego telheiro 
Este prego é indicado para fi xação de telhas do tipo tradicional de 
fi brocimento. Por ser 100% galvanizado, protege contra a corrosão 
e não vaza, graças à borracha fl exível em sua ponta superior. 
Também é resistente à dilatação da madeira e movimentação do 
telhado, pois tem um corpo em espiral, proporcionando maior 
fi xação e segurança às telhas. Aplicações: telhas de fi brocimento, 
aço, alumínio, folhas de zinco com espessura de até 5 mm com 
pequenas ondas de até 39 mm sobre estrutura de madeira.
 Prego para tacos
Possuindo um formato em L, este prego é o mais indicado para 
fi xação de tacos, assoalhos e batentes, pois seu formato sextavado 
permite maior aderência ao objeto fi xado. Aplicações: fi xação de 
tacos, assoalhos e batentes diversos.
 Prego anelado
O prego anelado é considerado um dos pregos que proporciona 
melhor fi xação entre peças, isso porque seu corpo é estabelecido 
por anéis chanfrados que possibilitam maior aderência, 
garantindo alta resistência a movimentações e expressivo 
rendimento de material. Aplicações: madeiras de baixa densidade 
(macias), caixotes em geral, paletes, embalagens e móveis.
 Prego ardox
Este prego tem alto poder de penetração, garantindo melhor 
fi xação entre peças. Com ótima aderência em madeiras de alta 
densidade, possui corpo helicoidal, garantindo maior estabilidade 
e resistência à movimentação das peças unidas. Aplicações: 
paletes, embalagens, caixotes gerais, estrutura de madeira e 
suportes de madeiras.
 Prego quadrado
Possuindo formato quadrado com canto em ângulo de 90° 
graus, com quatro lados, torna-se o prego mais adequado 
para trabalhos em peças fi xadas que possam exercer intenso 
movimento, garantindo total conexão e não permitindo que 
a madeira movimente-se, o que ocasionaria a desunião. Não 
enferruja por ser galvanizado a fogo. Aplicações: cascos de 
embarcações, acabamento interno de embarcações, mata-
burros e deques de piscinas.
 Prego cabeça dupla
Este prego é característico de obras de construção civil, por ser 
considerado um elemento temporário. Com dupla cabeça é 
possível fi xá-lo e removê-lo quantas vezes necessário, reduzindo 
bastante a perda de material. Aplicações: fechamento de formas, 
fi xação dos aprumadores, escoramento de lajes, estruturas de 
bandejas e estruturas temporárias.
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Para a fi xação de peças com 
pregos é necessário realizar 
um procedimento de união 
com técnica adequada, a fi m 
de promover a estabilidade e 
resistência da estrutura. Nas 
imagens é possível verifi car usos 
básicos no dia-a-dia de uma 
ofi cina de marcenaria. Porém, 
sem a devida técnica, pode-
se comprometer a madeira, 
provocando rachaduras e a 
instabilidade da estrutura 
fi xada, com movimentação 
e desunião dos módulos. De 
modo que utilizar o prego 
correto é essencial e fazer o 
uso de uma furadeira manual é 
garantir a integridade estrutural 
natural da madeira, evitando 
movimentações de dilatação e 
patologias como corrosão por 
penetração forçada. 
Dicas gerais para � xação de pregos
Atividade Prática:
Descreva quais fresas foram utilizadas nas atividades práticas durante o curso.
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Certo Errado
Certo Errado
Certo Errado
Certo Errado
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MEDIDAS (mm)
Designação Espessura Comprimento
5x5 1,00 11,5
6x6 1,10 13,8
7x7 1,20 16,1
8x8 1,30 18,4
9x9 1,40 20,7
10x10 1,50 23,0
10x12 1,50 27,6
11x11 1,60 25,3
12x12 1,80 27,6
12x15 1,80 34,5
13x15 2,00 34,5
13x18 2,00 41,4
13x21 2,00 48,3
14x15 2,20 34,5
14x18 2,20 41,4
14x21 2,20 48,3
15x15 2,40 34,5
15x18 2,40 41,4
15x21 2,40 48,3
16x18 2,70 41,4
16x21 2,70 48,3
16x24 2,70 55,2
16x27 2,70 62,1
17x21 3,00 48,3
17x24 3,00 55,2
17x27 3,00 62,1
17x30 3,00 69,0
18x24 3,40 55,2
18x27 3,40 62,1
18x30 3,40 69,0
18x33 3,40 75,9
18x36 3,40 82,8
18x36 3,40 82,8
19x27 3,90 62,1
19x30 3,90 69,0
20x30 4,40 69,0
20x33 4,40 75,9
20x36 4,40 82,8
20x42 4,40 96,6
21x33 4,90 75,9
21x36 4,90 82,8
21x42 4,90 96,6
21x45 4,90 103,5
22x42 5,40 96,6
22x45 5,40 103,5
22x48 5,40 110,4
23x54 5,90 124,2
23x60 5,90 138,0
24x60 6,40 138,0
25x66 7,00 151,8
26x72 7,60 165,6
26x84 7,60 193,2
26x96 7,60 220,8
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Tabela
de Medida
de pregos
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.)
Assentamento de porta lisa de passagem com batente em madeira maciça: Etapas 11 e 12.
> Finalização - Folha de porta.
11) Teste de funcionamento da fechadura:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
12) Acabamento e limpeza:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Quais os princípios de construção de um protótipo?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Exemplos de protótipos
Fo
nt
e 
Im
ag
en
s: 
G
oo
gl
e 
Im
ag
en
s, 
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Formação Prática
AULA
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AULA
11 Formação Empreendedora:
Empreendedor tradicional
O empreendedorismo social se refere aos trabalhos realizados pelo empreendedor social, pessoa que 
reconhece problemas sociais e tenta utilizar ferramentas empreendedoras para resolvê-los; o empreende-
dor social difere do empreendedor tradicional, pois tenta maximizar retornos sociais ao invés de maximi-
zar apenas o lucro.
De maneira mais ampla, o termo pode se referir a qualquer iniciativa empreendedora feita com o intuito 
de avançar causas sociais e ambientais. Essa iniciativa pode ser com ou sem fi ns lucrativos, englobando tanto 
a criação de um centro de saúde com fi ns lucrativos em uma aldeia onde não exista nenhuma assistência à 
saúde, como a distribuição de remédios gratuitos para a população pobre.
ATIVIDADE
 O empreendedor tradicional
CASO: Empresárias utilizam uma tradicional banca de jornal para
 vender camisetas exclusivas, com estampas e frases diversas.
Uma banca de jornal ou uma loja? As duas coi-
sas. Na fachada, as notícias aparecem gigantes, 
como marca registrada. Dentro do local, em vez de 
jornais e revistas, camisetas. “É uma peça do vestuá-
rio que é um meio de comunicação. A pessoa se ex-
pressa quando usa”, explica uma das donas da Banca 
de Camisetas, Suzana Jeha. Estampados nas roupas, 
diferentes pensamentos, em palavras ou desenhos.
A ideia principal do negócio é justamente que as 
pessoas se identifi quem com as frases e estampas. 
Há três anos, Suzana aliou-se a Débora Suconic e 
criou a grife. “A Débora tinha a ideia. Eu, o espaço, na 
Vila Madalena. Uma banca de jornais é chamativa, 
cheia de cores. Eu vejo o lugar como um pequeno 
compartimento, um mundo à parte”, diz Suzana.
No peito, clientes mostram o segredo do sucesso
Após a camiseta já ter sido explorada durante 
muito tempo, por diversas grifes – famosas ou não 
– a dupla viu na peça uma forma de ganhar dinheiro 
com criatividade. “Nossos concorrentes são todos e 
ninguém. Todos, porque atualmente é difícil encon-
trar uma loja de roupas em que camisetas não sejam 
vendidas. E ninguém... nas nossas mãos, o item ga-
nhou abordagem exclusiva”, explica Débora.
O desafi o da dupla é não dar rótulo ao negócio, 
para atender a todos os tipos de públicos. “Numa 
banca de jornal encontramos as revistas de fofoca 
junto com as de economia. Queremos que o negó-
cio tenha o espírito múltiplo de uma banca. Não 
lemos nem revista de moda para não atrapalhar a 
inspiração”, detalha Suzana. ()
Empresárias utilizam uma tradicional banca de jornal para vender camisetas exclusivas, 
com estampas e frases diversas. O movimento da “loja” é tamanho que elas atraem até 
artistas famosos, como a família do cantor Xororó. (Por Neide Martingo)
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78
Na prática
As sócias não têm curso universitário comple-
to. Débora “fez faculdade da vida”. Atuou vários 
anos como produtora na editora Abril. A experi-
ência em varejo foi adquirida quando trabalhava 
em grifes como Huis Clos e Glória Coelho.
Suzana ocupou vários cargos na MTV. Mesmo 
assim, revelam vários motivos de ter orgulho da 
Banca de Camisetas. Com três anos de existência, 
a banca tem sete lojas próprias – inclusive em 
shoppings. Suzana cuida da comunicação da gri-
fe. Débora, da organização das lojas.
A expectativa das empresárias é que o fatu-
ramento cresça até 30% este ano. Mas contando 
com uma novidade: a expansão por intermédio 
das franquias. “Nós recebemos muitas ligações de 
interessados no negócio. Em média, seis por dia. 
Temos cerca de 100 pessoas inscritas e estamos 
analisando a história de cada um”, diz Suzana.
Para ser “aprovado”, segundo ela, é preciso 
que o aspirante a franqueado tenha experiência 
em varejo e esteja conectado ao dia-a-dia de uma 
loja. Até setembro, os planos prevêem até cinco 
franquias. E há negociações para a abertura de 
unidades em Portugal, Miami e México. “Elas po-
dem estar na rua ou nos shoppings, não sabemos 
ainda como será”, afi rma Suzana.
Criação
As proprietárias fazem parte da equipe de 
criação. Elas dizem que as pessoas podem “fa-
lar” por intermédio das camisetas. “As frases e as 
ilustrações ajudam os usuários a se comunicar e 
mostrar o estado de espírito daquele dia: român-
tico, triste, alegre, preocupado”, explica Débora.
As peças são 100% algodão. “São macias, não 
deixam cheiro e podem ser usadas mesmo no in-
verno, com uma malha por cima”, sugere Débora.
A grife está lançando uma linha mais artesa-
nal. “As camisetas serão exclusivas e poderão ser 
usadas numa festa, por exemplo”, detalha Suzana. 
As peças vão custar aproximadamente 80% mais 
que as tradicionais. 
Letreiro
O nome Banca de Camisetas nasceu natural-
mente. Uma união de banca de jornal, onde foi 
instalada a loja, com o único produto vendido e 
grande variedade de cores e modelos.
“Assim como os jornais e as revistas, as cami-
setas são um canal de comunicação. As pessoas 
podem mostrar o estado de espírito por meio das 
frases e estampas, ou da ausência delas”, diz a só-
cia do negócio, Suzana Jeha.
A grife nasceu há três anos, na Vila Madale-
na, em São Paulo, e já conta com sete pontos-
-de-venda – inclusive em shoppings. Os próxi-
mos passos são lançar uma rede de franquias e 
abrir filiais do negócio em outros países, como 
Portugal e EUA.9
(9) Fonte: Diário do Comércio, seção Empreendedores. In: http://www.dcomercio.com.br/especiais/empreendedores/.
Segredo: Suzana e Débora não têm graduação universitária. Elas aprenderam com as difi culdades en-
frentadas na rotina e viram o negócio prosperar pelo mais tradicional meio de propaganda e marketing, 
o boca-a-boca. Suzana afi rma que confi a na fé e no faro para dar cada passo, além das informações que 
recebe de amigos e da mídia. “Antes de expandir a grife por intermédio da abertura de franquias, que-
remos estruturar o que já existe”, explica ela.
O sucesso do negócio é tamanho que artistas e intelectuais freqüentam o ambiente. Um dos consumi-
dores mais conhecidos é o Júnior, da dupla Sandy e Júnior.
Pedra: As proprietárias da Banca de Camisetas, Suzana Jeha e Débora Suconic apostam na criatividade 
para ter sucesso. Esse é o desafi o da dupla – crescer sem perder a autenticidade. “Não queremos apenas 
lucro. Quando uma empresa cresce muito, perde a identidade”, afi rma Débora Suconic.
O desafi o da dupla é não dar “cara” ao negócio. “Em uma banca de jornal tradicional encontramos as 
revistas de fofoca junto com as de economia. Queremos que o negócio tenha o espírito de uma banca. 
Não lemos nem revista de moda para não atrapalhar a inspiração”, diz Suzana.
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 Discutindo o caso
a) Essa história dá o que pensar, não é? O que você achou mais interessante dessa história?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
b) Pensando naquele quadro com as característicasdo empreendedor, quais delas você identifi ca que as duas 
empresárias possuem?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
c) Você identifi ca algum aspecto especial dessa história que explique o sucesso do empreendimento? Qual 
(ou quais)?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
d) Você consegue imaginar as razões que levaram as duas empresárias a montar esse empreendimento? Em 
geral, quais são as razões que levam as pessoas a montar negócios?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
e) Em sua opinião, quais são as chances de um empreendimento desse tipo (criado num misto de criatividade 
e improviso) dar certo?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
f ) Você consegue identifi car aspectos diferenciais no empreendimento “Banca de Camisetas”?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
g) Você acha que a maneira charmosa delas contarem a história condiz com a realidade? Por quê?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
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O parafuso é composto de uma cabeça seguida 
de uma haste linear com corpo em ressalto helicoi-
dal (espiral), que pode ser cilíndrico ou cônico. Tem 
como objetivo a fi xação de objetos e elementos de 
móveis, como: tampos, montantes, prateleiras, roda-
pés, etc. Geralmente podem ser rosqueados e des-
rosqueados e têm um poder de fi xação maior que 
o dos pregos, permitindo a desmontagem rápida e 
reutilização. Um parafuso que seja apertado girando 
no sentido horário é chamado de rosca à direita.
A cabeça pode ser confeccionada nas formas 
tradicionais das chaves de fenda ou philips. Existem 
outros tipos usados em diferentes trabalhos, como 
os modelos sextavado, allen, etc. Os parafusos po-
dem ser introduzidos de modo a fi car internamente 
no objeto ou podem também ultrapassá-lo, neste 
caso utilizando porcas rosqueantes. 
Os parafusos são feitos de uma larga variedade 
de materiais, sendo o aço o mais comum, mas caso 
ambiente exija resistência ao tempo e à corrosão, o 
Formação Técnica:
Para� sos 
AULA
11
aço inoxidável, o titânio e o bronze são os materiais 
mais utilizados. Também existem parafusos de plás-
tico, nylon, porcelana e vidro.
Geralmente estão associados a elementos que 
possam em algum momento ser desmontados. No 
caso da movelaria, os parafusos são largamente 
utilizados na confecção de móveis como armários 
para cozinha, roupeiros, escrivaninhas, camas, pra-
teleiras, etc. Contudo, em móveis fi xos, geralmente 
maciços, como cadeiras, mesas, mesas de centro, 
bancos, etc., o uso de parafusos não é o mais indi-
cado, já que estes são confeccionados com o uso de 
encaixes e cola.
Cabeça 
Chata
Cabeça 
Flangeada
Cabeça 
Flangeada
Cabeça
Oval
Chave de fenda
Chave de boca
Chave inglesa
Chave phillips
Chave estrela
Chave pozidriv
Chave torx
Chave spanner
Chave allen
Chave robertson
Chave tri-wing
Chave torq-set
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Chave zeta
Esquadrias 
de alumínio – 
cabeça panela
Fixer phillips 
cabeça chata
Fixer phillips 
cabeça panela
Fixer phillips 
cabeça oval
Fixer phillips 
cabeça 
fl angeada
Fixer pozidrive
cabeça panela
Móveis
madeira soft
Móveis
cabeça cônica
Móveis 
(tampinha)
Móveis 
sextavado 
interno
Móveis 
escareados
Fixer
pozidrive -
cabeça chata
Chave L
Madeira
tradicional
Parafusos para madeira
Parafusos autoatarraxantes fenda e phillips
Cabeça chata
Cabeça panela
Cabeça oval
Cabeça panela
Parafusos para � xação de camas
Parafuso para cama furado com
porca retangular e arruela
Parafuso para cama fendado
com porca quadrada
Parafusos para puxadores 
Parafuso para puxadores multi size – 
cabeça fl angeada fenda combinada
Parafuso para puxadores – cabeça 
fl angeada - fenda combinada
Parafuso francês
Parafuso francês com porca sextavada
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Dicas de fi xação usando parafusos
Os parafusos para madeira, em sua maioria da classe autorrachante, 
são dispositivos de montagem tradicionais que exercem a junção entre 
elementos, além de suportar consideráveis cargas de acordo com suas 
dimensões de comprimento e largura. Contudo, só terá um bom desem-
penho se a madeira utilizada estiver rígida, seca e pouco porosa, para que 
assim a conexão aconteça de forma natural, sem comprometer a estabili-
dade natural da madeira.
Para que possamos realizar uma fi xação entre elementos com qualida-
de estrutural e acabamento, é necessário realizar furos pilotos nos pontos 
de conexão, isso antes de inserirmos os parafusos defi nitivamente. Com 
uma broca de espessura mais fi na em relação aos anéis da rosca do pa-
rafusos, fazemos um furo passante na primeira peça a ser parafusada, em 
seguida é essencial fazer o segundo furo, mirando a primeira perfuração 
na segunda peça que dará a fi xação total. É devidamente importante que 
o parafuso ultrapasse no mínimo 60% de seu comprimento para a segun-
da peça, onde só assim teremos uma fi xação fi rme e segura.
Formação Prática
AULA
11
ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas.)
Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 1, 2 e 3.
1) Desenho:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
2) Orçamento:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
3) Seleção do material:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Qual a importância da proporção para a produção de móveis?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
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Rosca
Broca
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AULA
12 Formação empreendedora:
Empreendedor solidário - Parte 1
O EMPREENDEDOR SOLIDÁRIO é aquele 
que coloca a ética e a integridade acima 
de tudo; reconhece a importância do lu-
cro, mas sabe qual é o seu lugar na escala 
de valores. Não participa de jogatinas e 
corrupções, pois reconhece no seu negó-
cio uma forma de contribuir e não de ex-
trair. Vê, sim, a realidade e seus problemas, 
mas acredita que contribuirá para o todo 
atuando de maneira correta e leal. Sabe 
que exemplo gera exemplo.
ATIVIDADE
 O empreendedor solidário
Você conhece esse poema, de João Cabral 
de Melo Neto? Vamos ler?
Tecendo a manhã10
1
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os � os de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
2
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(João Cabral de Melo Neto)
(10) Fonte: http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/intertext.
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1. O que você achou do poema?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
2. Por que você acha que começamos a falar do “empreendedor solidário” a partir desse poema?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
3. Quais as características do empreendedor solidário que o diferenciam do empreendedor que fomos carac-
terizando nas últimas atividades?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
As ferragens são dispositivos que completam 
o móvel facilitando sua utilização e aumentando 
sua vida útil. Se considerarmos os primeiros tipos 
para mobiliário e elementos construtivos, como 
portas e janelas de períodos históricos mais anti-
gos, teremos um conjunto de ferragem que cum-
pre um papel mais estético do que funcional, com 
formas inusitadas para fi ns decorativos. Algumas 
ferragens específi cas, como dobradiças, puxadores 
e fechaduras de portas, estão entre as poucas que 
ao longo dos anos mantiveram uma linha homogê-
nea, sem muitas alterações de design, porém com 
ganhos de performance e resistência. Consideran-
do essas observações, atualmente o papel de mo-
bilidade e estabilidade continua sendo o conceito 
principal do fabricante, porém há também uma 
vasta variedade de ferragens agregam valor ao ar-
tefato graças ao seu design, dando estilo ao mo-
biliário pelo seu formato, material e a própria fun-
cionalidade. Hoje, há dispositivos para inúmeras 
aplicações, seja para gaveteiros, portas giratórias e 
móveis especiais, como closets, escrivaninhas, etc. 
A partir dessas aplicações, classifi camos as ferra-
gens da seguinte maneira:
Formação Técnica:
Ferragens para marcenaria
AULA
12
 Fechamento/trava: fechos, trincos, 
fechaduras etc.
 Deslocamento: rodízios.
 Articuladores: braços e dobradiças.
 Abertura: corrediças e trilhos.
 Montagem: dispositivos de fi xação – 
parafusos, conectores (rastex), trapézio e 
cantoneira.
 Complementares funcionais decorativas: 
puxadores, tapa furos, suportes, aramados, 
pés, prendedores, etc.
Os materiais utilizados para a fabricação des-
tes elementos historicamente são confeccionados 
com ferro bruto, passando pelo cobre e o bronze, 
principalmente por serem resistentes à oxidação. 
Hoje os materiais mais usados são latão, aço inox e 
alumínio, porém, há também ferragens de madei-
ra, acrílico e plástico, geralmente para puxadores 
de gavetas comuns. Mas é importante sabermos 
que em algumas ferragens podemos encontrar 
dois ou mais materiais para estabelecer o dispositi-
vo para sua função projetada.
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 4, 5 e 6.
4) Pré-corte da madeira:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
5) Corte ajustado:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
6) Colagem da fórmica:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 minutos)
Pesquise e responda: Como construir o conceito de proporção de um móvel?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
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AULA
13
Formação Empreendedora:
Empreendedor solidário -
Parte 2
EMPREENDEDORES SOLIDÁRIOS são pessoas que manifestam uma efetiva 
preocupação com o bem-estar social, nas áreas de saúde, educação, habitação 
e alimentação. Querem uma empresa solidária: internamente, na forma de uma 
equipe comprometida com os valores essenciais do trabalho e da vida; externa-
mente, na forma de uma relação de transparência e fi delidade com seu público.
ATIVIDADE
Objetivo: partindo da vivência em jogo cooperativo levar os participantes a exercitarem os processos de 
transformações, tomada de decisão bem como o desenvolvimento da consciência sobre a importância da 
cooperação.
 “Vivendo e Aprendendo a Jogar”
Agora nós vamos fazer uma experiência diferente: e se a gente tentar jogar um jogo que a gente conhece 
desde pequeno de outra maneira? O que será que acontece? Será que nós somos capazes de nos adaptar a 
novas regras? Será que isso éfácil?
Só experimentando para saber...
DINÂMICA
 Dança das cadeiras (cooperativa)
Objetivo: terminar o jogo com todos os participantes sentados nas cadeiras que sobrarem!
Recursos: cadeiras para todos os participantes
Número de participantes: mínimo 10
Descrição: quando a música parar, todos sentam usando as cadeiras e os colos uns dos outros. Em seguida 
retiramos algumas cadeiras. E todos os participantes continuam no jogo. Na maior parte das vezes, os grupos 
avançam até conseguirem sentar em uma única cadeira ou ainda utilizando-se somente do corpo de seus 
parceiros. Neste processo, os participantes vão percebendo que podem se liberar dos velhos, desnecessários 
e bloqueadores “padrões competitivos”. Na medida em que se desprendem dos antigos hábitos, passam a 
resgatar e fortalecer a expressão do “potencial cooperativo” para jogar e viver.
Tempo previsto: 5 minutos ou prossegue até que o educador encerre.
Propósito: despertar a consciência da cooperação diante de situações de Alta Turbulência. Vivenciar situações 
de pressão e mudanças, tomada de decisão, iniciativa, criatividade, integração e aquecimento.
Metodologia: exposição dialogada.
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Fechamento e trava: estas ferragens estão re-
lacionadas a móveis gerais que contêm portas co-
muns de madeiras industrializadas ou porta em 
madeira maciças, de entrada ou saída, internas e 
externas, podendo ser trancadas ou simplesmente 
Conclusões:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 1
AULA
13
Trava Ferro Chato Trinco Para Portão
Trava Ferrolho 
Fio Redondo
Trava Tarjeta 
Fio Redondo
Trinco Universal Trinco Porta Cadeado Fecho Comum Trava Tranquetas
Fecho de Segurança Fechadura para Gaveta Trava Rolete Duplo Trava Haste Dupla
Fechadura Portas Internas Fechadura Portas Externas
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travadas dependendo exclusivamente da tipologia 
das ferragens, sendo essa categoria separada em: 
fechaduras, fechos, trincos e travas.
Observe nas imagens abaixo as principais ferra-
gens de fechamento e trava.
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FECHADURA BANHEIRO FECHADURA BANHEIRO COLETIVO
FECHADURA PORTA DE CORRER FECHADURA PORTA PIVOTANTE
TRAVA E FECHO PORTA CAMARÃO
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Formação prática
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 7, 8 e 9.
7) Verifi cação de medidas das gavetas:
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
8) Corte da madeira para as gavetas:
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______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
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9) Montagem da gaveta com encaixes:
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 minutos)
Pesquise e responda: O que é a tipologia de um móvel?
______________________________________________________________________________________________________________________ 
______________________________________________________________________________________________________________________ 
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AULA
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Formação Empreendedora:
Empreendedor solidário -
Parte 3
OBJETIVO:
Possibilitar aos participantes a consolidação de aquisição das informações por meio da organização dos 
conteúdos abordados e realização de produção textual.
CONTEÚDO:
Vamos fazer um exercício de organizar um pouco tudo o que viemos discutindo até agora. Vamos usar 
a tabela abaixo apenas para que seja mais fácil visualizar as diferenças e as semelhanças. Mas é importante 
observar que isso não signifi ca que tais características não se misturem na prática; afi nal, a realidade é sempre 
bem mais complexa do que nossa tabela.
ATIVIDADE
 Empreendedor tradicional X Empreendedor solidário
Objetivos
Formação
Como trabalha
Como administra o empreendimento
Como tem as ideias
Como se pensa em relação ao empreendimento
O que espera do empreendimento
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 EMPREENDEDOR TRADICIONAL EMPREENDEDOR SOLIDÁRIO
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Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 2
AULA
1414
Deslocamento: projetadas para garantir mobilidade a móveis e estruturas que precisam de movimenta-
ção, esta ferragem leva o nome de rodízio. É encontrado em diferentes tamanhos e variados materiais, o que 
determina a quantidade de carga que suporta, geralmente calculada por unidade. Observe os principais tipos:
RODÍZIOS INDUSTRIAIS
RODÍZIOS PARA MÓVEIS
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Formação Prática
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 10, 11 e 12.
10) Instalação de ferragens (corrediças) nas gavetas:
______________________________________________________________________________________________________________________
11) Preparação das portas (furação, instalação de dobradiças, colagem da fórmica):
______________________________________________________________________________________________________________________
12) Instalação das portas:
______________________________________________________________________________________________________________________
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AULA
15 Formação Empreendedora:
Um outro mundo é p� sível
UM NOVO MUNDO POSSÍVEL!
Segundo dados da ONU e da FAO, de 6,5 bilhões de pessoasque habitam hoje o planeta, cerca de 4 bilhões 
vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria, sendo que 950 milhões 
sofrem desnutrição crônica. O mundo clama por respostas à atual crise, por um espaço plural e aberto de en-
contro que estimule o debate, a refl exão, a troca de experiências e movimentos engajados em ações concretas 
pela construção de um outro mundo, mais solidário, mais democrático e justo.
Intensas mudanças têm acontecido no mundo do trabalho, especialmente com a atual crise fi nanceira que 
assola todas as partes do globo. A época do pleno emprego foi-se embora com os milhões de dólares de vários 
investidores e os fi nancistas engrossam as fi las de desempregados em todos os lugares. Na verdade, esta crise 
surgiu da ganância dos homens e das pessoas escravas do consumo que têm suas vidas atreladas à posse de 
mercadorias, na maioria das vezes, desnecessárias à vida diária.
ATIVIDADE
Que mundo do trabalho é esse?
 “Não há vagas”
 “Desemprego cresce em todas as regiões metropolitanas”
 “Indústria pretende demitir 5.000 até o fi nal do ano”
 “O rendimento médio dos assalariados diminui pelo terceiro mês seguido”
 “Empresas terceirizam serviços para diminuir custos”
Você reconhece as frases acima? Elas não foram tiradas de nenhum jornal específi co. No entanto, a gente 
sabe que elas poderiam muito bem ter sido manchetes de qualquer jornal ou revista nos últimos 20 anos.
Para começarmos, então, a conversa de hoje, vamos refl etir um pouco sobre as mudanças que têm acon-
tecido no mercado de trabalho nos últimos anos. Vamos todos puxar pela memória as lembranças de nossos 
avós, pais, irmãos etc. para saber como era o mundo do trabalho e como chegamos a tal ponto. Para nos aju-
dar, vamos utilizar a tabela entregue pelo técnico de incubação.
Lembranças à obra, então!
REFLETINDO...
1. Como foi fazer este exercício de olhar para as histórias de trabalho de familiares? Você percebeu alguma 
coisa que nunca tinha notado? Se sim, o que?
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2. As histórias das famílias dos colegas de turma são parecidas com a sua? Em quais aspectos?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
3. O que era necessário até os anos 70 para ter um emprego, ou pelo menos um trabalho?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
4. E nos anos 80, o que era necessário? O que mudou?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
5. Como você enxerga o mercado de trabalho hoje em dia? Você acha que mudou desde que você começou a 
trabalhar? Mudou para melhor ou para pior?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 3
AULA
15
Braços articuladores: as ferragens de articulação talvez apresentem a maior variedade entre todas as fer-
ragens para móveis, com dispositivos funcionais e bastantes úteis, com diversos modelos para dezenas de 
aplicações. Estas ferragens suprem a necessidade de articulação para abertura e fechamento de portas, com 
garantia de resistência e ótimo acabamento. Podemos então classifi car essas ferragens em: braços e dobradiças.
BRAÇOS ARTICULADORES
LIFT DOBRÁVEL COM TRAVA DOBRÁVEL COM ROLDANA
PISTÃO A GÁS CATRACA ARTICULADOR COMUM
FREE FLAP SENSO HASTE
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Formação Prática
AULA
15
ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de gabinete de cozinha revestido com fórmica em madeira naval: Etapas 13 e 14.
13) Acabamento - seladora, verniz, reparos (se houver necessidade) e limpeza:
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14) Entrega - precauções de conservação para o transporte:
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 Caso: Cooperativa de costureiras “Unidos Venceremos”
AULA
16 Formação Empreendedora:
A economia solidária - Parte 1
A ECONOMIA SOLIDÁRIA é um movimento em construção. Consiste em uma forma de produção, 
consumo e distribuição de riqueza que valoriza a qualidade de vida do ser humano e não o lucro. A 
produção, consumo e venda de produtos e serviços são decisões tomadas por todos os que participam.
O mais importante é preservar os valores principais da economia solidária. Assegurados estes valores, 
cada grupo de pessoas pode decidir como funcionar sem perder a identidade com a economia soli-
dária. Por esse motivo é que os empreendimentos são também autogestionários.
O TRABALHO E A ECONOMIA SOLIDÁRIA
Falar do mundo do trabalho hoje em dia até que 
foi fácil, não? Afi nal, a gente tem muitas experiên-
cias nesse mundo. A gente pode nunca ter parado 
com calma para pensar sobre o assunto, mas a gente 
SABE como é que as coisas funcionam porque viveu.
Mas em relação ao trabalho que ocorre dentro 
das cooperativas e empreendimentos econômi-
cos solidários, será que a gente consegue imaginar 
como as coisas funcionam? Será que a gente já é ca-
paz de SABER como é que tudo isso funciona?
Já adiantamos a resposta: difi cilmente a gente já 
pode saber... Por que a economia solidária é um mo-
vimento em construção. O que signifi ca: é mais fácil 
a gente saber como a gente QUER que ela funcione, 
do que saber como ela já funciona. Além disso, são 
diversas experiências, em diferentes contextos des-
se nosso país e isso garante que cada local encontre 
o seu jeito de ir fazendo.
Agora chega de conversa e vejamos como são 
estas experiências de economia solidária!
Tecendo uma vida melhor: UNIVENS - Cooperativa Unidos Venceremos
A cooperativa está localizada na Zona Norte da 
cidade de Porto Alegre. O trabalho iniciou em 1995 
com o objetivo de oferecer uma atividade econô-
mica para mulheres sem oportunidade de trabalho. 
Estas mulheres começaram confeccionando lençóis 
para o hospital, mas logo partiram para outras fren-
tes, como a produção de multimistura, a confecção 
de camisetas e uniformes para empresase, recente-
mente, a serigrafi a. Hoje o grupo é composto por 25 
mulheres e 2 homens e trabalha em três setores: cos-
tura (principalmente camisetas), serigrafi a e alimen-
tação (bolos para festas e jantares sob encomenda). 
A cooperativa movimenta por mês em torno de R$ 
25.000,00 e cada sócia/o recebe 350 reais mensais.
Todas/os são moradoras/es de um bairro com 
forte tradição comunitária. São vizinhas/os, conhe-
cem-se há tempo e participaram anteriormente de 
lutas e movimentos comunitários. No início as reu-
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(11) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp1.htm. 
niões eram realizadas na capela da comunidade e a 
maior parte do trabalho era feito na casa das asso-
ciadas, pois não havia espaço sufi ciente para a pro-
dução coletiva. Através da mobilização para o Orça-
mento Participativo conseguiram um espaço cedido 
pela Prefeitura, na Incubadora.
Descobriram que a capacidade é algo que se 
adquire de acordo com as oportunidades que vão 
tendo na vida e aprenderam a administrar. Compa-
rado com os primeiros anos houve crescimento da 
produção e da remuneração. Hoje o grupo está mais 
coeso e preocupado com projetos mais amplos.
O marketing da Univens está direcionado às or-
ganizações sindicais, movimentos populares, enti-
dades de natureza sociopolítica e eventos, como o 
FSM, campanhas sindicais e eleitorais etc. O grupo 
participa de várias instâncias de articulação: Orça-
mento Participativo, Fórum da Economia Popular 
Solidária, Etiqueta Popular, Feiras da Economia So-
lidária e outras.11
Considerações:
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Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 4
AULA
16
Dobradiça: a dobradiça é um dispositivo mecânico que conecta dois objetos, permitindo a articulação en-
tre eles. As dobradiças costumam ser fabricadas em metal, normalmente aço ou latão, mas também em plás-
tico e alumínio. Geralmente contém duas peças, cada uma delas fi xada a um objeto interligadas por um pino/
eixo que permite a articulação. Podemos encontrá-las facilmente em portas tradicionais, janelas e móveis de 
acordo com a seguinte classifi cação: 
 Dobradiças comuns de circulação.
 Dobradiças de usos especiais.
 Dobradiças invisíveis.
 Dobradiças de pressão.
Para portas comuns de circulação
Pino solto
porta lisa
Porta
camarão
Pino bola
porta maciça
Quinta redonda
pino solto
Quadrada
porta balcão
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Para portões
Comum espelhada Haste dupla para parafusar Haste estreita
Leme Haste dupla para chumbar Ferreiro
Usos especiais
Janela veneziana Porta vai e vem Bandeirola porta-janela
Janela hamburguesa Porta pivontante (giratória) Dobradiça piano - móveis
Dobradiças Invisíveis: estas ferragens são indicadas para articulação de portas, tampos e divisórias de pe-
quenos objetos e móveis, proporcionando um acabamento totalmente invisível, por sua instalação embutida. 
Dessa forma, podemos destacar estes componentes como elementos de acabamento indireto, já que só os 
veremos ao abrir ou movimentar o objeto.
USO GERAL PARA MÓVEL E AFINS
Oculta T Pino roscado Cilindro Pino Copo
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 Caso 1: Pão Sol
Uma política pública para a segurança alimentar e nutricional
AULA
17 Formação Empreendedora:
A economia solidária - Parte 2
OFICINA SETORIAL PÃO SOL - Osasco
Espaço-ofi cina estruturado para capacitação de 
benefi ciários em técnicas relacionadas à produção e 
comercialização de produtos da área de alimentação, 
desde panifi cação, confeitaria até manipulação de ali-
mentos. Funciona como incubadora setorial do seg-
mento alimentação.
O projeto Pão Sol será integrado às demais políticas 
de geração de trabalho e renda do segmento alimen-
tação, podendo estar em interface com o projeto Feira 
Móvel e Solidária, que comercializa também parte dos 
produtos da área da alimentação.
Segurança Alimentar e Nutricional - é a realização do direito de todos ao acesso regular e 
permanente a alimentos de qualidade, em quantidade sufi ciente, sem comprometer o acesso
a outras necessidades essenciais.
O programa Pão Sol - Segurança Alimentar foi desenvolvido para que a população mais necessitada de Osasco 
ampliasse suas opções de trabalho. Seus objetivos e metas consolidaram a criação da Padaria Popular Solidária.
Trata-se de um espaço de capacitação técnica na área da alimentação e incubação de empreendimentos. 
O objetivo é tornar esse equipamento uma referência na alimentação em Osasco e região.
Conclusões:
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12 Fonte: http://www.milenio.com.br/mance/balanco1999.htm.
Conclusões:
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 Caso 2: Rede Sol
Rede de cooperação entre produtores
Em agosto de 1999, foi organizada no Bairro 
Novo, periferia sul de Curitiba, a Feira dos Produ-
tores, com aproximadamente 60 feirantes, tendo 
apoio da Associação de Moradores local, com a 
� nalidade de comercializar diretamente os seus 
produtos. Todos buscavam comprar os produtos 
uns dos outros, contribuindo assim para garantir as 
vendas de cada um. A feira funcionava somente aos 
sábados e na rua, exposta a chuvas, ventos e outras 
intempéries. Após alguns meses de funcionamento 
as di� culdades foram se alargando. Alguns feiran-
tes tinham pouco apoio da família. Outros não que-
riam montar barracas para aqueles que chegavam 
mais tarde, e assim, aos poucos o número de feiran-
tes foi diminuindo. Por � m, restaram doze. Estes, en-
tão, decidiram estruturar um ponto permanente de 
comercialização.
Assim, em março de 2000, convidaram outros 
produtores, alugaram um conjunto comercial no 
BairroNovo e montaram a Rede Sol, atuando nas 
áreas de confecções, artesanato, utilidades do-
mésticas, armarinhos, conveniências, alimentação, 
plantas, ornamentação e aviário.
Participam do empreendimento cerca de 20 pro-
dutores ou comerciantes. Cada qual contribui com 
uma taxa mensal de 20 reais que cobre despesas � -
xas (aluguel, eletricidade, água, telefone etc.).
Há uma escala de revezamento na loja, com 
cada um dos produtores atuando alguns dias por 
mês como vendedores.
O espaço tem sido divulgado nas comunidades 
da região e o volume de vendas vem aumentando 
aos poucos. O faturamento do empreendimento vem 
crescendo a cada mês. Em março, mês da inaugura-
ção, a receita foi de R$ 900,00; em abril saltou par R$ 
1.600,00 e na primeira quinzena de maio já alcançou 
R$ 1.000,00 com a previsão de atingir o � nal do mês 
com um faturamento superior a R$ 2.000,00.
Alguns produtores (no setor de alimentação e 
confecções) têm um faturamento que lhes permi-
te manter-se no ponto. Outros três - um que pro-
duzia bolsas e outros dois que trabalhavam com 
artesanato -, tendo um volume menor de vendas, 
preferiram sair do empreendimento, uma vez que 
os custos compostos pela taxa, deslocamento e ali-
mentação (nos dia de permanência) chegavam a 
quarenta reais.
Alguns dos participantes estão integrados em 
outros espaços de economia solidária e participam 
de cursos de formação para quali� car a sua atua-
ção como empreendedores em uma perspectiva de 
economia solidária. 12
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Reta
Curva
Alta
Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 5
AULA
17
Dobradiças de pressão para móveis: feitas em aço, são fabricadas geralmente com aberturas de 110o 
(graus), podendo ser encontradas em outros ângulos como os de 45o (135o), 130o e 160o, entre outros. O diâ-
metro do caneco é de 35 ou 26 mm, porém há canecos maiores para casos especiais e a profundidade média 
do caneco de 11,3 mm. Existem dobradiças retas, curvas e supercurvas, que servem para diferentes aplicações 
em portas de móveis e dependerão somente do modelo e ambiente em que serão instaladas, com diferentes 
fechamentos e aberturas.
Dobradiça reta: a dobradiça reta é utilizada em 
portas de móveis que precisam de um recobrimen-
to total do topo do montante (parede). É recomen-
dada para móveis simples de duas portas ou para 
colocar na primeira e na última porta de um armário 
com várias portas seguidas, ou seja, usada em por-
tas laterais. Não é recomendado o uso desta dobra-
diça em portas que abrem espelhadamente, devido 
ao espaçamento que ela querer quando instalada.
 Vantagens:
Fácil de instalar.
Fecho próprio graças à pressão mecânica.
Regulagem caso a porta perca o alinhamento.
Amortecimento para linhas especiais.
Fácil de trocar. 
 Desvantagens:
Custo elevado de acordo com o modelo.
Sem manutenção caso haja perda da pressão.
Menor vida útil se comparada às de pino tra-
dicionais. 
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Dobradiça curva: este tipo de dobradiça é 
usada em armários que possuem várias portas 
seguidas. Ela é indicada principalmente para as 
portas centrais, pois tem um recobrimento par-
cial do topo do montante, com um mecanismo 
que garante a abertura das portas sem que uma 
atrapalhe ou impeça o funcionamento das ou-
tras. Deste modo, para portas espelhadas esta 
dobradiça é a melhor opção. 
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Dobradiças angulares especiais: dobradiças para usos especiais devido ao nível de abertura que cada 
tipo permite, ou seja, usadas para móveis especiais quando se quer a abertura das portas em ângulos fora do 
padrão tradicional de 110º graus. A partir disso, podemos escolher entre dobradiças curvas e esta, que propor-
cionam aberturas que podem variar entre 25º a 260º.
Dobradiça supercurva: esta dobradiça tra-
balha de forma diferente em relação às que estu-
damos anteriormente. Apesar de muito parecida 
com a dobradiça de pressão curva, ela se diferen-
cia unicamente por sua base frontal estar eleva-
da, fazendo com que a porta não bata no topo 
do montante. Trabalha na parte interna do móvel, 
embutindo as portas para dentro das paredes, 
de modo a mudar bastante a visão do posiciona-
mento das portas no móvel.
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 Caso: Reciclando ideias
Discussão da experiência do empreendimento cooperativista do Loteamento Cavalhada
AULA
18 Formação Empreendedora:
A economia solidária - Parte 3
Unidade de reciclagem de resíduos sólidos do Loteamento Cavalhada
O Loteamento Cavalhada é um assentamento de 
famílias que foram retiradas de zonas consideradas 
de risco pela Prefeitura de Porto Alegre. A unidade 
de reciclagem, que iniciou suas atividades no fi nal 
de 1996, foi a forma encontrada para proporcionar 
às famílias deslocadas uma atividade econômica. 
Trabalham na unidade 46 pessoas.
O trabalho se realiza num galpão de alvenaria de 
550 m², equipado com quatro prensas e duas balan-
ças. Com exceção de uma prensa, doada pela AVI-
PAL, todos os investimentos foram feitos pelo setor 
público (SMIC e DMLU). O trabalho consiste em se-
parar os resíduos que são trazidos pelos caminhões 
da coleta seletiva, prensá-los e enfardá-los para a 
comercialização. Ocorre um revezamento nas diver-
sas atividades, sendo que todos os participantes são 
aptos a realizarem todas as tarefas.
O contrato com a Prefeitura oferece escolari-
zação para todos os catadores que não possuem 
ensino fundamental básico. Organizado em forma 
de associação, o grupo tem uma direção eleita por 
dois anos, que pode ser reeleita. Atualmente são 
representados pela Federação dos Recicladores em 
nível estadual e nacional. As decisões do cotidiano 
são tomadas pela diretoria, e é realizada uma as-
sembleia sempre que necessário para discutir o an-
damento do trabalho o planejamento e questões 
fundamentais.
A Unidade proporciona aos seus participantes 
renda média de R$ 360,00 a 400,00, além da possi-
bilidade de gestão do seu próprio trabalho. Muitos 
dos integrantes da Unidade anteriormente sobrevi-
viam catando papel nas ruas da cidade e agora tra-
balham com muito mais segurança, menor esforço 
físico e maior retorno econômico. Em comparação 
com os dados da primeira pesquisa, os associados 
se encontram hoje numa situação melhor. Aumen-
tou sua remuneração, eles têm hoje uma conta ban-
cária com cartão para receber o pró-labore e fazer 
compras, quase todos já sabem escrever o seu nome 
e a grande maioria continua estudando.
Hoje, eles têm atividades de lazer, montaram 
uma banda de Rap, um time de futebol e um grupo 
de teatro que dá palestras sobre a importância de 
separação e tratamento do lixo, para preservação do 
meio ambiente. Participam de diversos movimentos 
sociais, da associação do bairro e do Orçamento Par-
ticipativo para o qual elegeram um conselheiro.13
(13) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp2.htm.
Conclusões:
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Corrediças: as corrediças servem para melhorar o desempenho do abrir e fechar das gavetas, já que po-
dem ser constituídas de roldanas, esferas, molas e engrenagens, agilizando e suavizando estes movimentos. 
Diferente de simples– Parte 8 .......................................................................................................................................................111
21ª AULA
Formação Empreendedora: A Economia e seus Fundamentos - Parte 2 ................................................................................................112
Formação Técnica: Principais Ferragens – Parte 9 .......................................................................................................................................................115
22ª AULA
Formação Empreendedora: A História Confi rma..........................................................................................................................................................116
Formação Técnica: Colas .....................................................................................................................................................................................................................117
23ª AULA
Formação Empreendedora: Uma outra Economia é Possível ...........................................................................................................................118
Formação Técnica: Orçamento......................................................................................................................................................................................................119
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........................................................................................................................................................................................122
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Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil
Apresentação
Prezados alunos e alunas!
A Secretaria de Desenvolvimento, Trabalho 
e Empreendedorismo (SDTE/PMSP), em 
parceria com o Instituto de Tecnologia Social 
(ITS BRASIL), tem a satisfação de oferecer ao 
público a apostila do Curso de Quali� cação 
Pro� ssional em Marcenaria e Restauração 
de Móveis e Patrimônios em Madeira, 
viabilizada graças à cooperação desenvolvida 
entre o Ministério da Ciência e Tecnologia 
(MCT&I), a SDTE/PMSP, a Subprefeitura de 
Parelheiros (SPPA/PMSP) e o ITS BRASIL, para 
implementação em Parelheiros do Centro de 
Formação de Artesãos de Parelheiros (CFAP) 
que funciona desde 2008.
O CFAP já formou 24 turmas entre os anos 
de 2009 e 2015. Foram inscritos 541 jovens e 
adultos, destes, 332 alunos iniciaram o curso e 
320 foram certifi cados. Destes 320 certifi cados, 
221 estão empregados, cinco empresas foram 
formalizadas e 14 estão em processo de 
formalização, empresas estas que empregam 
em média três trabalhadores. O Instituto de 
Tecnologia Social vem garantido anualmente 
a oferta de quatro cursos, são eles: a) 
Construtor de Móveis, b) Montador de Móveis, 
c) Restaurador de Móveis e Patrimônios 
em Madeira e c) Empreendedorismo, além 
da Incubação de Empreendimentos. São 
atendidos cerca de 128 jovens e adultos por 
ano no CFAP.
Ao elaborar este curso, houve a 
preocupação em proporcionar infra-estrutura 
e ambiente adequados à aprendizagem e ao 
desenvolvimento de competência profi ssional 
no setor produtivo e econômico da marcenaria 
e da restauração de móveis e patrimônios 
em madeira, visando à ampliação de 
oportunidades de geração de trabalho e renda, 
a promoção do desenvolvimento e a inclusão 
social dos benefi ciários.
O Curso de Quali� cação Pro� ssional 
em Marcenaria e Restauração de Móveis e 
Patrimônios em Madeira tem duração de 420 
horas-aula. Ao fi nal, os benefi ciários recebem 
o certifi cado de qualifi cação profi ssional. 
Esperamos que todos vocês participem 
ativamente, frequentando as aulas, realizando 
as atividades e se empenhando, tanto 
quanto possível, a fi m de obter excelente 
aproveitamento.
Bom estudo!
Artur Henrique
Secretário de Desenvolvimento, 
Trabalho e Empreendedorismo - SDTE/PMSP
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Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil
metodologia de ensino praticada no Centro 
de Formação de Artesãos de Parelheiros foi 
desenvolvida em conjunto com a comunidade 
local, com o objetivo de o ensino proposto estar o 
mais próximo possível da realidade do educando. 
Ela se compõe de quatro aspectos: a) Formação 
humana e cidadã; b) Formação técnica; c) 
Formação prática; e d) Formação empreendedora. 
O educando deve sentir-se incluído e convidado a 
refl etir sobre cada tema trabalhado.
Paulo Freire, quando fala da possibilidade de 
aprendizado negado pela “escola burocrática” 
que ensina uma “educação bancária”, refere-se a 
esta troca de experiência de mundo. Pois a leitura 
dos signos é precedida da leitura do mundo, e a 
leitura dos signos não pode ser neutra, é sempre 
apoiada em uma visão e caminho de construção 
de si mesmo e da sociedade. Quem aprende 
sempre aprende para um porquê, o ato de 
aprender nunca é isolado. “Quem ensina aprende 
ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” 
(FREIRE, 1998, p.25). Não há desafi o que não seja 
ao mesmo tempo estímulo, pois todo ser humano 
é convidado a superar seus próprios limites. 
Assim o aprendizado é uma lida constante entre 
dons e limitações, na busca de objetivos. Somos 
convidados a conhecer o universo profi ssional do 
artesão e do marceneiro e na leitura do mundo do 
trabalho, descobrir, vantagens e desvantagens, de 
trilhar este caminho profi ssional.
O Centro de Formação de Artesãos de 
Parelheiros forma para quê? É uma pergunta 
frequente no cotidiano escolar, pois pensamos 
em um caminho gerador de possibilidades 
reais para a comunidade. Ou seja, não há o que 
esperar para gerar trabalho e renda para a região 
de Parelheiros. No entanto a urgência não nos 
deve tirar o dever de sempre fazer mais quanto 
à formação de pessoas problematizadoras da 
sociedade. “Quem forma se forma e re-forma ao 
formar e quem é formado forma-se e forma ao 
ser formado” (FREIRE, 1998, p.25). Essa dinâmica 
de ensino-aprendizagem, presente na obra de 
Paulo Freire, orienta nossas ações educativas, 
pois acreditamos em empreendedores, pessoas 
que podem transformar a sociedade a partir da 
profi ssionalização, gerando emprego para os 
familiares e para a região. Ensinar valores, como a 
preservação do meio ambiente, não em uma visão 
egoísta, de preservar para garantir o “meu” futuro, 
mas para garantir o futuro de todos, ou seja, com o 
valor humano de viver em comunidade, com ética.
Para que este processo de ensino-
aprendizagem possa verdadeiramente acontecer, 
é necessário que o educando, trilhe um caminho 
de descoberta pessoal, de assumir-se como ser 
social. Não de comodismo pessoal, desinteressado 
pelo seu próprio desenvolvimento profi ssional 
ou educacional, como se dissesse: “eu sou assim 
e ninguém pode fazer nada”, ou mesmo crente 
dos ditados populares que dizem: “pau que nasce 
Introdução
A
IN
TR
O
D
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Ç
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Este manual do Curso de Qualifi cação Profi ssional em 
Marcenaria e Restauração de Móveis e Patrimônios em 
Madeira é composto de 3 volumes. Eles estão divididos 
da seguinte forma: Volume 1: Marcenaria; Volume 2:
Marcenaria (continuação) e Volume 3: Restauração 
de Móveis e Patrimônios em Madeira. Neste Volume 2 
estão as 23 aulas seguintes do Curso de Marcenaria.
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Instituto de Tecnologia Social – ITS Brasil
torto, morre torto”, “quem é bom já nasce feito”. A 
descoberta do assumir-se é melhor compreendida 
quando Paulo Freire diz:
Outro sentido mais radical tem a assunção 
ou assumir quando digo: uma das tarefas 
mais importantes da prática educativo-
crítica é propiciar as condições em que os 
educandos em suas relações uns com os 
outros e todos com o professor ou professora 
ensaiam a experiência profunda de assumir-se. 
Assumir-se como ser social e histórico, como 
ser pensante, comunicante, transformador, 
criador, realizador de sonhos, capaz deguias de madeira ou plástico, algumas corrediças permitem a total abertura das gavetas, 
mantendo-as fi rmes e sem cair quando abertas. Feitas em aço, de acordo com o modelo, podem ser banhadas 
em epóxi, inox ou zincadas, capazes de suportar ações do tempo, evitando oxidações. Capaz de sustentar 
grandes cargas, sua capacidade estrutural varia de 15 a 100 quilogramas, isto é claro, levando em consideração 
a corrediça adequada para o tamanho da gaveta e a carga colocada sobre ela. 
Vejamos as principais corrediças encontradas no mercado:
 Roldana: estabelecidas por rolamentos, fecho comum.
 Telescópica: estabelecidas por esferas, fecho com trava, disparador e amortecedor.
 Invisível one-touch: estabelecida por molas e catracas, fecho com disparador e amortecedor.
 Invisível slowmotion: estabelecida por molas e catracas, fecho com amortecedor.
Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 6
AULA
18
Corrediça de roldana: esta corrediça é conside-
rada a mais simples e a menos resistente. Fabricada 
em aço e banhada em epóxi, possui um pequeno 
rolamento para o deslize, conhecido como roldana, 
facilitando a abertura da gaveta. Uma desvantagem 
em relação às demais corrediças é a necessidade de 
um espaçamento maior entre as gavetas para que 
seja possível instalá-la e automaticamente retirá-la. 
É recomendado o espaçamento de pelo menos 20 
mm entre cada gaveta, lembrando que isso aconte-
cerá sempre no sentido vertical. É importante estar 
atento à espessura do par de corrediça, para que as-
sim se faça o devido cálculo de desconto para largu-
ra fi nal da caixa da gaveta. Sendo assim, para cada 
conjunto de corrediça teremos 12,5 mm espessura 
para cada lateral da caixa da gaveta, ou seja, se so-
marmos as duas, teremos ao total 25 mm. Sua ca-
pacidade de carga limita-se apenas a 25 kg por par, 
mesmo em corrediças com comprimentos maiores. 
Suas dimensões tradicionais são: 250 mm, 280 mm, 
300 mm, 350 mm, 400 mm, 450 mm, 500 mm, 550 
mm e 600 mm. 
Corrediça telescópica: corrediça moderna, pos-
sui design inovador e funcionalidade e resistência 
superior à corrediça de roldana, graças a seu corpo 
reforçado em aço inox e sistema de esferas que per-
mite uma fácil instalação e deslize sutil, eliminando 
qualquer tipo de movimentação inadequada da 
gaveta. Disponíveis nos tamanhos de 250 mm, 300 
mm, 350 mm, 400 mm, 450 mm, 500 mm, 550 mm e 
600 mm, suporta cargas de até 100 kg por par. Dife-
rente da corrediça de roldana, esta trabalha com um 
espaçamento menor entre gavetas, com 10 mm no 
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sentido vertical, proporcionando gavetas maiores 
com mais aproveitamento do espaço interno. Sua 
espessura é pouco maior em relação à corrediça de 
roldana, com 12,7 mm, totalizando 25,4 mm, costu-
mando-se arrendondar para 25,5 mm, mantendo 
uma gaveta sólida, mas com abertura suavizada. 
Vale ressaltar que temos dois tipos de corrediças 
telescópicas, diferenciando-se unicamente pela lar-
gura e mínima diferença no formato. Assim temos a 
corrediça tradicional de 45 mm de largura e corredi-
ça light de 35 mm.
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Corrediça telescópica light de 35 mm 
Corrediça telescópica de 45 mm
Com o passar dos anos estas corrediças sofreram algumas intervenções para melhoria de sua funcionalida-
de, principalmente no quesito abertura e fechamento. Assim, ganhou um novo sistema, disposto por molas e 
engates, que juntamente com as esferas proporcionam dois tipos de aberturas:
Fecho com amortecimento: sistema que permite um fechamento suavizado da gaveta evitando batidas 
e garantindo mais vida útil tanto à gaveta quando à própria corrediça.
Fecho com amortecimento e disparador para abertura rápida: sistema que permite a abertura da gave-
ta com apenas um toque ao centro da mesma, eliminando a necessidade de instalar puxadores.
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Amortecimento
Amortecimento e Disparador
Corrediça invisível: corrediça rígida, sólida e 
design simples, não foram projetadas para fi car 
aparentes, o que faz esta ferragem ser considerada 
entre as corrediças a mais completa, já que seu ma-
terial é reforçado e utiliza um sistema de abertura e 
fechamento avançado, por meio de engrenagens, 
molas e pistões. Deste modo, é garantido um des-
lize perfeito e abertura total da gaveta que leva o 
título de invisível pelo fato da mesma ser instalada 
abaixo da caixa da gaveta. Por ser uma ferragem 
de custo elevado, ela está presente somente em 
móveis de alto padrão de acabamento. Seu com-
primento pode variar em 300 mm, 350 mm, 400 
mm, 450 mm, 500 mm e 550 mm, podendo supor-
tar cargas de até 80 kg por par.
No mercado existem atualmente dois tipos de 
corrediças invisíveis que originalmente levam os 
nomes de slowmotion e one touch, que proporcio-
nam melhores deslizes de aberturas e fechamento:
Slowmotion (amortecimento): neste sistema 
o fechamento da gaveta é suavizado evitando ba-
tidas, garantindo sobrevida tanto à gaveta quando 
à própria corrediça por ser fabricada com material 
de alta resistência. Confeccionado com sistema de 
trilho em pequenas catracas e molas, essa corre-
diça promove uma abertura total da gaveta, sem 
inclinar ou sair dos trilhos. 
Slowmotion
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Importante destacar que este sistema de amortecimento e disparadores foi trazido a esta corrediça com 
a fi nalidade de garantir sofi sticação a uma corrediça mais simples e de preço mais acessível, mesmo apresen-
tando bom desempenho em resistência e qualidade na abertura de gavetas. Vale lembrar que este sistema 
foi criado a partir de um modelo de corrediça de alto padrão de funcionalidade e estética, conhecido como 
corrediças invisíveis, de valor agregado muito mais alto, impossibilitando a comprar para pequenos projetos 
de marcenaria sob medida. 
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One touch
Exemplo de gavetas projetadas para receber a corrediça invisível. Note que em suas laterais não há ferragem aparente.
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One touch (disparador em um toque): neste sistema a abertura da gaveta é obtido com um toque ape-
nas no centro da gaveta. Com seu sistema de disparadores de pistão e molas ajustáveis para amortecimento, 
também é possível fechá-la a partir do mesmo toque. Assim, a instalação de puxadores não se faz necessária e 
impactos nos montantes do móvel são improváveis.
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AULA
19 Formação Empreendedora:
A economia solidária - Parte 4
 Caso: Fome de quê?
Discussão da experiência do Grupo GESMA (Grupo Ecumênico Santa Marta)
A experiência tem suas origens na ocupação da 
Fazenda Santa Marta, no Município de Santa Maria, 
em 1991. Na época, cerca de 3600 famílias ocupa-
ram a área, pertencente ao Governo do Estado, e 
nos anos seguintes lutaram por melhorias no local. 
Para combater o problema da falta de emprego, 6 
famílias iniciaram o projeto de uma padaria comu-
nitária, atividade na época inexistente no local, e 
deram origem ao GESMA.
Na fase atual, trabalham no GESMA 8 pessoas, de 
4 famílias diferentes. Todas essas pessoas são mora-
dores do assentamento, com alguma qualifi cação 
profi ssional, e que se encontravam desempregadas. 
Das oito pessoas, seis trabalham na produção e ven-
da no local da padaria e as outras duas atuam na 
distribuição e venda para outros comerciantes. Tra-
balham com escalas variáveis de horário, visto que a 
produção e venda de pães exige trabalhonas mais 
variadas horas do dia e da noite.
Todos os participantes são moradores do assen-
tamento. A experiência de entre-ajuda foi forjada na 
própria luta pelo assentamento e suas melhorias. 
Todos são católicos, mas se denominam um grupo 
ecumênico, pois receberam apoio das Igrejas Católi-
ca, Anglicana, Luterana e Metodista.
O grupo procura manter sua posição no assen-
tamento, concorrendo com outras padarias de fora. 
Para isso, mantém os dois vendedores dando aten-
dimento constante aos pequenos estabelecimentos 
próximos. Outras formas de comercialização rea-
lizadas pelo grupo são a venda no local da produ-
ção, onde há um espaço especialmente para isso, 
o fornecimento de lanches para entidades, como 
sindicatos e pastorais, e a participação nas feiras 
organizadas pela COOESPERANÇA. É através desta 
organização, inclusive, que se articulam com ou-
tros grupos para troca de experiências. Os recursos 
para compra de equipamentos e construção do pré-
dio foram fi nanciados pela Cáritas Regional e pelo 
Projeto Esperança de Santa Maria, sendo que este 
último proporcionou aos participantes também um 
curso de panifi cação.
A remuneração dos participantes na época era 
entre R$ 200,00 e R$ 250,00.14
(14) Fonte: http://www.ecosol.org.br/exp3.htm.
Conclusões:
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Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 7
AULA
1919
Trilho e sistema de correr: esses sistemas per-
mitem que portas sejam abertas por deslocamento 
horizontal, ou seja, deslizando sobre a ferragem a 
partir de trilhos + roldanas, perfi s + roldanas, trilhos 
+ rolamentos esféricos ou trilhos + rodízios.
Porta - Roldana Embutida
Porta - Roldana Aparente
Essa união de elementos promove o deslize das 
portas, que podem ser instaladas em qualquer ta-
manho, observando somente o tipo de sistema de 
correr, para que assim as portas tenham o desconto 
para sua dimensão fi nal correta. 
Móveis - Roldana Embutida
Móveis - Roldana Aparente
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ASPECTOS
Objetivos
Papéis
Relações internas
Representação
Relações Humanas
Projeto de Desenvolvimento
Relação com outras empresas
ECONOMIA CAPITALISTA
Acumulação e lucro
Patrão X Empregado
Gerente X Empregado
Hierárquicas
Associações de empresários 
(Ex.: Federação das Indústrias do Estado 
de São Paulo-FIESP)
Competitivas, individualistas
Concentrador de renda, monopolista 
e “predador” do meio ambiente e do 
trabalho
Redes para diminuir custos, mas de 
caráter concorrencial
ECONOMIA SOLIDÁRIA
Geração de trabalho e renda e 
melhoria da qualidade de vida
Associados co-responsáveis pela 
gestão do empreendimento e 
pela produção/prestação de 
serviços
Horizontais
Associações
(Ex.: União e Solidariedade das 
Cooperativas e Empreendimentos 
de Economia Social do Brasil-
UNISOL e Associação de 
Trabalhadores e Empresas de 
Autogestão-ANTEAG);
Fóruns (Ex.: Fórum Brasileiro de 
Economia Solidária)
Solidárias e cooperativas
Social e ambientalmente 
sustentáveis
Redes para melhoria das formas 
de inserção
AULA
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Formação Empreendedora:
A economia e seus � ndamentos -
Parte 1
O principal objetivo desta aula é apresentar aos participantes do curso um modelo comparativo dos pro-
cessos de geração de trabalho e renda, favorecendo o desenvolvimento da consciência crítica.
(15) A tabela comparativa que ora apresentamos foi elaborada com base no quadro extraído da cartilha 25 anos de Economia Popular 
Solidária, publicação da Cáritas Brasileira, Brasília, 2006, Série Cartilhas n. 2, p. 16.
Fonte: 25 anos de Economia Popular Solidária. Brasília: Cáritas Brasileira, 2006, p. 16.
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Economia Capitalista x Economia Solidária15
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Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 8
AULA
2020
Dispositivos de montagem: estes dispositivos 
foram criados para facilitar a montagem e desmon-
tagem de móveis, garantindo praticidade, agilidade, 
ótima resistência e estética. Contudo, é importante 
conhecer bem o dispositivo, pois alguns necessitam 
de alta precisão no momento de instalação, para 
que funcionem devidamente como foram projeta-
dos. Desta maneira, observar o manual de instru-
ções de uso é essencial e, para algumas delas, pode 
ser conveniente criar ou adquirir alguns gabaritos 
de montagem, pois facilitam muito a vida do profi s-
sional no dia-a-dia da marcenaria.
Conectores de Montagem
Girofi x Rastex Tambor
Rafi x Tambor Trapézio Bucha + Parafuso
Conectores de Prateleira
Pino + Tubo Cadeira Tubinho InvisívelPino Chato
Conectores - Cantoneiras
Cantoneira L
Multiuso
Fixação de Armário
Mata Junta Cadeirinha Reforçado
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Formação Empreendedora:
A economia e seus � ndamentos -
Parte 2
Como a Economia Solidária começou?
“Economia Solidária surge como um modo de produção e distribuição alternativo ao capitalismo, criado e 
recriado periodicamente pelos que se encontram (ou temem fi car) marginalizados do mercado de trabalho.” 
(Paul Singer)
Vamos ler o texto abaixo, para entender melhor o assunto:
A proposta da Economia Solidária não sur-
ge da formulação teórica de intelectuais da 
Universidade, mas da experiência prática de 
trabalhadores que ao longo da história, em 
diversos países, vêm procurando alternativas 
frente à desigualdade e à marginalização pro-
duzidas pela competição e relações de subor-
dinação características do capitalismo.
São princípios dos empreendimentos
da Economia Solidária:
 Posse coletiva de meios
 de produção e distribuição;
 Gestão democrática;
 Repartição do excedente anual (sobras);
 Capital (cota-parte) não é remunerado.
Ao longo do desenvolvimento da Economia 
Solidária, encontram-se experiências de:
 trabalhadores organizados como produto-
res associados que se reintegram à divisão 
social do trabalho, podendo competir com 
empresas capitalistas; 
 pequenos produtores do campo e da cidade 
que se associam para comprar e vender em 
conjunto, eliminando intermediários;
 assalariados que se associam para adquirir 
em conjunto bens e serviços de consumo, 
visando ganho de escala; 
 pequenos produtores e assalariados se asso-
ciam para reunir suas poupanças em fundos 
rotativos que lhes permite obter emprésti-
mos a juros baixos.
No Brasil, a partir da década de 80, a Eco-
nomia Solidária ressurgiu com a reação de mo-
vimentos sociais frente à crise de desemprego 
em massa, intensifi cada nos anos 90, com a 
abertura do mercado às importações. Desde 
a década de 90, a Economia Solidária é tema 
de debates, pesquisas acadêmicas, políticas 
públicas e, principalmente, tem sido experi-
mentada por um número cada vez maior de 
trabalhadores, desempregados e populações 
marginalizadas.
Apesar de ainda não ser visível para a so-
ciedade como um todo, esse movimento (que 
é político) forma um setor da economia, articu-
lado pelos princípios que o regem mais do que 
pelo tipo de atividade econômica – que é tão 
diversa quanto das empresas capitalistas. A 
aposta daqueles que acreditam na Economia 
Solidária éque os diversos empreendimentos 
que dela participam se inter-relacionem, crian-
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do assim um setor econômico que gera renda 
para cada vez mais trabalhadores.
Atuam do movimento de Economia 
Solidária no Brasil hoje:
 Cooperativas industriais;
 Empreendimentos populares;
 Movimentos sociais;
 Sindicatos;
 Fóruns Municipais, Estaduais e Fórum Brasi-
leiro de Economia Solidária;
 Políticas públicas de fomento à Economia 
Solidária;
 Secretaria Nacional de Economia Solidária 
(SENAES).
Existem hoje centenas cooperativas in-
dustriais do setor metalúrgico, de mineração, 
de confecção, de produção de máquinas, de 
produção de artefatos de couro, agrícolas, en-
tre outras. Essas cooperativas foram em geral 
formadas através de processo falimentar das 
empresas originais em que trabalhadores, 
com apoio de assessores sindicais, conse-
guem se apossar da massa falida da empresas 
formando cooperativas, salvando postos de 
trabalho. Essas cooperativas estão organiza-
das em associações, principalmente a ANTE-
AG (Associação Nacional de Trabalhadores de 
Empresas Autogestionárias e de Participação 
Acionária) e a UNISOL BRASIL (União e Solida-
riedade das Cooperativas Empreendimentos 
de Economia Social do Brasil).
Os empreendimentos populares são assim 
chamados por serem constituídos por pesso-
as das camadas mais pobres, em geral sem 
capital, por iniciativa própria da comunidade 
ou pela participação em programas de políti-
cas públicas. Para apoiar a constituição desses 
empreendimentos foram criadas Incubadoras 
Universitárias em diversos estados brasileiros, 
em universidades públicas e particulares. Em 
1999, foi criada a Rede Universitária de Incu-
badoras de Cooperativas Populares, além da 
(16) Fonte: http://www.itcp.usp.br/?q=node/12.
Rede Unitrabalho, que a precedeu.
Movimentos sociais também fazem parte 
desse resgate da proposta do cooperativismo 
e da Economia Solidária. Dentre eles, mais 
reconhecidamente, está o Movimento dos 
Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), que 
assentou centenas de milhares de famílias 
e organizam diversos tipos de cooperativas, 
criando uma escola de formação de técnicos 
em cooperativismo.
O envolvimento dos sindicatos, principal-
mente através da defesa dos trabalhadores 
de empresas em processo falimentar foi cres-
cendo, à medida que diminuiu a resistência à 
ideia de uma luta diferente da habitual contra 
os patrões, mas a luta pela garantia do traba-
lho e da renda para cooperados. Na CUT, por 
exemplo, foi criada a Agência de Desenvol-
vimento Solidário (ADS-CUT), que apoia as 
cooperativas formadas através de técnicos e 
projetos para segmentos.
Todas essas iniciativas começaram a ga-
nhar identidade política no 1º Fórum Social 
Mundial em que se estabeleceu a necessida-
de de organizar Fóruns Municipais, Estaduais 
e Fórum Brasileiro de Economia Solidária, do 
qual participam empreendimentos, agências 
de fomentos, movimentos sociais, represen-
tantes do poder público e parlamentares.
Atualmente, há no Ministério do Trabalho 
e Emprego a Secretaria Nacional de Economia 
Solidária (SENAES/MTE), dirigida pelo Profes-
sor Paul Singer. Essa secretaria tem o papel de 
articulação de políticas públicas, e atualmente 
desenvolve o mapeamento da Economia So-
lidária, o que nos dará a dimensão do número 
de empreendimentos existentes e permitirá o 
desenho de políticas públicas mais adequadas. 
Além disso, apoia projetos em regiões estraté-
gicas e articula parceiros do próprio governo 
federal para o desenvolvimento de projetos. No 
âmbito municipal, houve diversas experiências 
de políticas públicas, com diversos desenhos, 
de fomento à Economia Solidária, no Rio Gran-
de do Sul, Pernambuco, Ceará e São Paulo (...). 16
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Pensando sobre o assunto:
1. Como surge a economia solidária?
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2. Você já tinha ouvido falar de economia solidária antes?
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3. Você concorda que a partir dos anos 80 houve muitas mudanças que contribuíram para que a economia 
solidária surgisse? Quais principais mudanças você destacaria?
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4. O que estava acontecendo na sua vida profi ssional nesse período do fi nal dos anos 70 e início dos anos 80?
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5. A partir da leitura do texto, quais atividades você identifi caria à economia solidária, além dos empreendi-
mentos econômicos solidários?
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Formação Técnica:
Principais ferragens - Parte 9
AULA
2121
Complementares funcionais decorativas: 
estas ferragens, além funcionais, em sua maioria 
são projetadas para complementar o móvel, pro-
porcionando beleza e sofi sticação. Essas caracterís-
ticas podem ser ou não geradas de acordo com o 
formato e a materialidade, já que o acabamento fi -
nal dessas ferragens depende primeiro delas mes-
mas, para depois serem instaladas com êxito nos 
móveis, cumprindo sua função. Dentre as ferragem 
funcionais decorativas podemos destacar: puxado-
res, pés e pernas, mãos francesas, aramados, supor-
tes de cabide, etc.
Mão Francesa
 Puxador de Concha Puxador de Barra
 Puxador de Plástico Puxador de Inox
 Puxador de Porcelana Puxador de Acrílico
Pés de Móveis
 Puxador de Madeira Puxador de Latão
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AULA
22 Formação Empreendedora:
A história confi rma
Empreendimentos solidários: cooperativas, associações populares e grupos informais (de produção, de 
serviços, de consumo, de comercialização e de crédito solidário, em âmbito rural e urbano); empresas recupe-
radas de autogestão (antigas empresas capitalistas falidas recuperadas pelos/as trabalhadores/as); agriculto-
res familiares; fundos solidários e rotativos de crédito, entre outros.
Os empreendimentos solidários caracterizam-se por se basearem nos princípios da autogestão na sua or-
ganização interna e o fato de serem suprafamiliares com caráter de atividade econômica.
Sonho que se sonha só / É só um sonho que se sonha só.
Mas sonho que se sonha junto / É realidade.
(Prelúdio, Raul Seixas)
Atores do Movimento de Economia Solidária no Brasil
Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES)
O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) 
estrutura-se de forma a garantir a articulação entre 
três segmentos do movimento de Economia Solidá-
ria: empreendimentos solidários, entidades de as-
sessoria e fomento, e gestores públicos.
Denominamos de empreendimentos solidários 
as diversas formas concretas de manifestação da 
Economia Solidária, que são de uma riqueza e diver-
sidade consideráveis. Os empreendimentos solidá-
rios são os principais protagonistas e público-alvo 
do FBES, compondo a maioria da representação em 
todas as instâncias decisórias do FBES.
Vale citar algumas formas de manifestação da 
Economia Solidária, para se perceber a magnitude e 
heterogeneidade do segmento de empreendimen-
tos solidários: cooperativas, associações populares 
e grupos informais (de produção, de serviços, de 
consumo, de comercialização e de crédito solidário, 
nos âmbitos rural urbano); empresas recuperadas 
de autogestão (antigas empresas capitalistas fali-
das recuperadas pelos/as trabalhadores/as); agri-
cultores familiares; fundos solidários e rotativos de 
crédito (organizados sob diversas formas jurídicas e 
também informalmente); clubes e grupos de trocas 
solidárias (com ou sem o uso de moeda social, ou 
moeda comunitária); redes e articulações de comer-
cialização e de cadeias produtivas solidárias; lojas 
de comércio justo; agências de turismo solidário. Os 
empreendimentos solidários caracterizam-se por se 
basearem nos princípios e valores expressos na Car-
ta de Princípios da Economia Solidária, dos quais se 
destacam o exercício da autogestão na sua organi-
zação interna e o fato de serem suprafamiliares com 
caráter de atividade econômica.
Outro segmento do movimento consiste nas en-
tidades de assessoria e fomento, que normalmente 
se organizam na forma de associações sem fi ns lucra-
tivos (ONGs) ou universidades (incubadoras tecnoló-
gicas e grupos de extensão) e prestam serviços de 
apoio e fomento aos empreendimentos solidários, 
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ATIVIDADE
 Responda: De acordo com atividade prática exercida, descreva em qual momento foi necessário a utilização 
de algumas das colas apresentadas.
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Formação Técnica:
Colas
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seja na forma de ações de formação (tanto técnica 
quanto econômica e política), seja na forma de apoio 
direto (em estrutura, assessoria, consultoria, elabora-
ção de projetos e/ou oferecimento de crédito) para a 
incubação e promoção de empreendimentos.
O terceiro segmento do movimento de Econo-
mia Solidária brasileiro é o de gestores públicos, 
composto por representantes de governos munici-
pais e estaduais que tenham em sua gestão progra-
mas explicitamente voltados à Economia Solidária. 
Este segmento se faz representar nacionalmente 
por uma rede de gestores públicos, que tem cadeira 
na Coordenação Nacional do FBES como uma das 
entidades/redes nacionais.17
(17) Fonte: Verbete “Economia Solidária”, publicado na Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia 
solid%C3%A1ria#A_Economia_Solid.C3.A1ria_no_Brasil.
As colas são componente químicos que proporcionam aderência de peças, podendo exercer pega/secagem 
rápida, média ou lenta, isto devido as propriedade da tipologia de cada cola. Na marcenaria é essencial a utili-
zação de colas para o trabalho do dia-a-dia, seja para revestimentos, colagem de estruturas, correções de aca-
bamentos e montagem de gabaritos. Contudo de acordo com cada trabalho que será executado é altamente 
importante que o profi ssional fi que atento as tipologias de cola criadas para colagem de elementos, vejamos:
 Cola de Contato: esta cola é essencialmente 
utilizada para a colagem de revestimentos gerais da 
madeira, como Laminados Melamínicos, Laminado 
de Madeira, Laminado Pet, Fita de Bordo, pvc, os, 
acrílico e chapas fi nas de madeira. Por ser uma cola 
de pega média, ou seja, permite que em poucos 
minutos ambas as peças sejam conectadas, permi-
te uma produção mais acelerada, porém esta colas 
não deve ser utilizada para colagem de estruturas, 
isto porque não foi desenvolvida para exercer mo-
vimentação e dilatação, causando a descolagem e 
rompimentos dos elementos unidos.
 Cola de Contato Instantaneo: esta cola foi 
desenvolvida para colagem de pequenas estruturas 
que não exerçam movimentação, ou seja, engrosso 
de tampos, prateleiras, correções de cantos quebra-
dos e colagem por sobreposição. Possibilitando rá-
pida secagem, com aderência instantânea, trabalho 
com mdf, com montagem de moveis modulados e 
montagem de gavetas torna-se imensamente útil, 
por permitir manejo do artefato ao mesmo tempo.
 Cola Branca PVA: versátil, está cola é mais uti-
lizada na marcenaria, sendo uma das mais antigas 
criadas. Solúvel em água, a cola pva proporciona alto 
desempenho de estruturas de madeiras maciças e 
artefatos gerais, onde através de encaixes bem exe-
cutados, pode-se se eleminado pregos e parafusos 
e somente trabalhar com a resistência da mesma. 
Porém sua secagem é lenta, com média 12h a 24h 
de cura, isto de acordo com complexidade do arte-
fato. Recomenda-se umedecer o local da união dos 
elementos para melhor aderência e resistência geral 
do artefato após a cura e dependendo é necessário 
utilizar prensas artesanais, grampos e sargentos.
 Cola PU: está cola permite altíssimo desempe-
nho de colagem de estruturas que exijam grandes 
esforços, como portas e portões de madeiras, jane-
las, assoalhos, decks, batentes, pisos laminados, etc.
Sua consistência assemelha-se a uma pasta, sen-
do necessário a utilização de prensas para que os ele-
mentos se ajustem e promovam uma aderência mais 
efi ciente para uma essencial resistência estrutural.
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AULA
23 Formação Empreendedora:
Uma outra economia é p� sível
Vamos exercitar o raciocínio e a visão crítica sobre os processos de construção de economia solidária no 
Brasil, o papel das entidades de assessoria e fomento e sua importância para o segmento.
ATIVIDADE - Muitas cabeças são melhores que uma?
No encontro passado a tivemos contato com a história da economia solidária. Para a gente começar o dia hoje, 
vamos pôr nossas cabeças para funcionar testando nossa memória.
1. O que você achou da atividade?
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2. Será que existem atividades e tarefas em que “muitas cabeças” não são necessárias? Quais?
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DAS UTOPIAS
Se as coisassão inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
(Mário Quintana)
ATIVIDADE
 Muitas cabeças são melhores que uma?
No encontro passado a tivemos contato com a história da economia solidária. Para a gente começar o dia hoje, 
vamos pôr nossas cabeças para funcionar testando nossa memória.
1. O que você achou da atividade?
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2. Será que existem atividades e tarefas em que “muitas cabeças” não são necessárias? Quais?
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Formação Técnica:
Orçamento
AULA
2323
Desde tempos remotos o homem executa ta-
refas para seu benefi cio e sobrevivência, transfor-
mando assim matéria-prima em algo útil, como 
utensílios, armas, ferramentas e objetos diversos, 
como móveis e roupas. Com o tempo aprimorou-
-se o estudo dessas áreas, transformando esses ho-
mens em verdadeiros mestres em diferentes profi s-
sões, como carpinteiro, pedreiros, ferreiro, alfaiate, 
arquiteto, marceneiro, agricultor etc. A partir do 
pequeno aglomerado civil, há a formação das pe-
quenas cidades, possibilitando a esses habilidosos 
homens meios de se promoverem pela prestação 
de serviços, já que a população crescia a cada ano 
e poucos profi ssionais havia no local. Assim temos 
o marceneiro, como tantos outros que passaram a 
trabalhar na cidade, abrindo suas ofi cinas a fi m de 
oferecer os melhores produtos e serviços de essen-
cial importância, para o crescimento e o desenvol-
vimento da cidade.
Até o surgimento da moeda, o que se tinha 
como forma de pagamento era a troca, seja de 
“bens” por “bens” ou de “bem” por “bens”. Todavia, 
quando a cidade passa a ser algo maior do que 
uma simples quantidade de casas ladeadas por 
uma via principal e passa a ultrapassar os limites 
do terreno, a competitividade aparece e novos 
profi ssionais chegam para acirrar a disputa de me-
lhores preços. As moedas – de ouro, prata e bronze 
– passam a ser o principal modo de pagamento, o 
que faz com que todos os que vendem seus pro-
dutos e serviços planejem o quanto estes mesmos 
valerão dentro do padrão econômico vigente. As-
sim, surge o orçamento.
O orçamento tem o papel de programar os cus-
tos de produção: matéria-prima, mão de obra, cus-
tos gerais de produção e lucro, de forma que, tanto 
o profi ssional que oferece o produto/serviço quanto 
o cliente que o recebe possam ser benefi ciados por 
um preço justo, sem perdas para ambas as partes.
Por mais simples que seja elaborá-lo, muitos pro-
fi ssionais de diferentes ramos acabam tendo enor-
me difi culdade para calcular ou organizar os custos 
que envolvem a produção ou prestação de serviço, 
o que faz com que percam dinheiro ou até declarem 
falência, mesmo fazendo um serviço de ótima quali-
dade. Por isso, vale destacar algumas dicas: 
 Nunca dê um orçamento baseado simples-
mente no custo da matéria-prima. Isso é uma 
roubada e você entenderá o porquê.
 Nunca faça suas compras sem ter toda a lista 
anotada no papel. Isso evita perda de tempo e 
garante o acerto no preço fi nal.
 Só a experiência vai poder dizer quantas ho-
ras de trabalho serão gastas para realizar cada 
serviço e isso ninguém melhor do que você 
para saber.
Vamos aos cálculos! Para fazer um orçamento, 
você vai precisar saber quanto seu produto custa 
realmente. Para isso é preciso entender as bases do 
real valor do produto/serviço:
 O custo da matéria-prima (madeira, cola, lami-
nados, pregos e cia, etc.).
 O custo/hora de sua marcenaria.
 O número de horas gastas para produzir ou 
restaurar.
 O custo da mão de obra.
 O custo de comercialização do produto.
 O lucro que você deseja ter.
Etapa 1: calcular a matéria-prima
A matéria-prima será todo o material direto 
que estará envolvido na produção do objeto ou na 
prestação do serviço. Aqui, juntamente com papel 
e caneta, você anotará tudo que será gasto na con-
fecção ou prestação de serviço analisando o proje-
to requisitado. Após isso basta pesquisar o melhor 
preço ou simplesmente fazer a cotação com seu 
fornecedor.
Etapa 2: custo/hora da marcenaria
Este custo é o valor que você tem de gastar 
para manter seu negócio funcionando, ou seja, o 
custo de manutenção e funcionamento da mar-
cenaria. Este cálculo é efetuado apenas uma vez 
e será recalculado caso haja alteração de um ou 
mais custos fixos.
Para calcular o custo/hora de sua marcenaria 
você vai precisar saber quais são os seus custos 
fi xos e qual o total de horas de trabalho disponí-
veis na mesma, ou seja, quantas horas sua ofi cina 
dispõe para produção ou restauro de móveis. Os 
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ATIVIDADE
Vamos ao Orçamento! Para exemplifi car usaremos o móvel que fabricamos durante o curso de marcenaria. 
Seguiremos as etapas na sequência vista acima para assim chegarmos a meta fi nal que é obter o preço defi ni-
tivo do móvel, com todos os custos, inclusive com o lucro. Ótimo trabalho e vamos aos cálculos.
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custos fi xos são aqueles que você tem que desem-
bolsar todo o mês, como aluguel, luz, água, tele-
fone, material de limpeza, manutenção, todos os 
salários (incluindo o seu pró-labore – salário do 
proprietário) e os encargos sociais (FGTS, INSS, fé-
rias, 13º salário, abono). Para saber o total de horas 
de trabalho disponíveis na sua empresa, calcule o 
número de funcionários que trabalham incluindo 
você. Assim, teremos a seguinte média: 
Cada um trabalha 8 horas por dia, 5 dias por
semana e 4,5 semanas em média por mês
Desta maneira, temos o seguinte cálculo: 
(N° de funcionários) x 8 x 5 x 4,5 = X
X = horas trabalhadas mensalmente por sua empresa
Etapa 3: custo de produção para o produto/serviço
Obtendo os primeiros dados, basta somar o cus-
to total da matéria-prima e o custo de mão de obra 
sobre o produto/serviço, para assim obter o valor 
necessário para realizar o trabalho. Assim, temos o 
seguinte cálculo: 
(N° horas trabalhadas) x (R$ custo/hora) + 
(R$ custo da matéria prima) = Y
Y = custo de produção para o produto/serviço
Etapa 4: custo de comercialização
Esse custo está ligado diretamente às taxas de 
comercialização empregadas em microempresas e 
microempreendedores individuais, que têm CNPJ, 
sendo necessário a emissão da nota fi scal (sendo 
um tributo comumente lançado em valor percen-
tual). São impostos como ICMS, PIS, COFINS, Con-
tribuição Social, etc., mais as comissões que você 
pagará ao arquiteto e/ou decorador e o valor gasto 
com transporte.
Etapa 5: lucro
O lucro é algo a ser pensado individualmente 
pois somente o profi ssional sabe o quanto quer lu-
crar com o serviço prestado. Contudo não exagere, 
nem deixe por pouco. Uma base muito usada e re-
comendada pela consultoria Sebrae é de 20% a 40% 
sobre o valor calculado até o momento. Lembre-se 
que esse lucro élíquido, já que todos os custos fo-
ram incluídos nas contas.
Etapa 6: cálculo � nal
Enfi m o momento mais aguardado, pois aqui 
encontramos o valor correto para o nosso produto/
serviço. Para facilitar, existe uma fórmula fácil de ser 
usada para calcular sem muita difi culdade o preço 
fi nal para o seu orçamento:
PREÇO= CUSTO DA RESTAURAÇÃO/PRODUTO x 100%
 100% - (custo de comercialização + lucro)
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instituto de tecnologia social
marcenaria
e restauração de
moveis
e patrimônios em
madeira
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e restauração de
moveise restauração de
moveise restauração de
e patrimônios em
madeirae patrimônios em
madeirae patrimônios em
CURSO DE
QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL
Marcenaria Vol 2.indd 128 10/6/2015 9:33:14 AMter 
raiva porque capaz de amar. Assumir-se 
como sujeito porque capaz de reconhecer-se 
como objeto. A assunção de nós mesmos não 
signifi ca a exclusão dos outros. É a “outredade” 
do “não eu”, ou do tu, que me faz assumir a 
radicalidade de meu eu.1
Esta experiência de assumir-se é certamente 
a primeira etapa do processo de capacitação 
profi ssional do Centro de Formação de Artesãos. É a 
partir deste passo que o educando pode relacionar-
se com a sociedade.
É um processo de ensino-aprendizagem, 
educativo enfi m, comprometido com o 
desenvolvimento social, político e econômico da 
comunidade. Quando falamos em “econômico” 
queremos apontar para aquela economia que gera 
trabalho e renda para a região, comprometida 
desde sua origem com o desenvolvimento local.
A formação humana e cidadã vai levar-nos a 
pensar o ser humano e a sociedade como primeiro 
passo da capacitação profi ssional. Abrange a 
importância do aprendizado e dos valores éticos 
para todas as atividades do ser humano como 
cidadão. Como membro de um grande corpo, 
cada um tem função e obrigações dentro deste 
complexo sistema, que não pode deixar de 
funcionar para garantir a vida social.
A capacitação profi ssional, além de ser 
ferramenta de acesso ao mercado de trabalho, deve 
contribuir para o educando conhecer o universo 
profi ssional do artesão e na leitura do mundo do 
trabalho, descobrir, vantagens e desvantagens de 
trilhar este caminho profi ssional.
Num projeto de desenvolvimento pessoal e 
social, tendo como objetivo geral a construção 
da cidadania, é preciso defi nir que mulher e 
homem queremos formar. Dentro da visão do ser 
humano autônomo e solidário, algumas atitudes e 
características devem ser desenvolvidas para que 
essas qualidades possam ser atingidas. A formação 
humana e cidadã trilha este caminho metodológico 
no desenvolvimento do conteúdo das aulas.
A formação técnica quer refl etir a importância 
da técnica, com uma apresentação minuciosa, 
paciente e detalhada de todos os aspectos do 
exercício da profi ssão do artesão e do marceneiro.
O homem sempre fez experiências, buscando 
encontrar aquilo que precisa para satisfazer suas 
necessidades. Aprendeu lidando diretamente 
(1) FREIRE,Paulo, PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Saberes 
Necessários à Prática Educativa. 25ª edição. Ed. Paz e Terra. 
1998, p.18 e 19.
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com a natureza. Mais recentemente, passou 
a usar os conhecimentos científi cos. Assim, 
foi inventada a roda, a bicicleta, a carroça e 
a carruagem, o automóvel, o avião etc. Essas 
invenções possibilitam um deslocamento cada vez 
mais rápido de pessoas e de coisas. As invenções 
humanas surgem da necessidade e são frutos da 
criatividade e da observação.
Com a formação prática, propomos aprender 
na prática, aspecto educativo que ocupa o maior 
tempo das aulas. São três horas, das quatro diárias 
de curso, dedicadas exclusivamente à prática. O 
Centro de Formação de Artesãos de Parelheiros 
está equipado com máquinas e equipamentos 
de primeira qualidade, o que possibilita uma 
qualifi cação profi ssional de alto nível.
O diferencial desta unidade de ensino pode 
ser completamente simbolizada com a frase, 
uma vez dita pelo ex-aluno Oscar Vicente Vieira: 
“aqui se aprende fazendo”. O método consiste em 
escolher produtos que são inovadores e de fácil 
comercialização no mercado, traça-se então a linha 
de produção de acordo com o perfi l da turma, que 
pode ser muito diferente de uma turma para outra. 
Então cria-se uma ordem de aplicação das técnicas 
da marcenaria e do artesanato1 em madeira nas 
etapas de construção do artefato em madeira. 
Experienciar as técnicas no fazer é muito mais 
efi ciente. Por que é assim que acontece em toda 
a nossa vida. Primeiro lemos o mundo, a vida e 
suas necessidades e depois lemos os signos de 
linguagem da aprendizagem técnica, própria da 
ciência, e não o contrário.
Também existe a fase da formação 
empreendedora, quando substituem as aulas 
de formação humana e cidadã, elas acontecem 
todos os dias na primeira hora, das quatro horas 
diárias de curso.
Nesta fase da formação empreendedora 
o educando está conhecendo a profi ssão e 
descobre a importância da marcenaria no mundo. 
Descobre que a beleza do artesanato e dos móveis 
fabricados na marcenaria podem ser de grande 
valor econômico. E que isso, ao mesmo tempo que 
traz grande prazer como profi ssional, pode trazer 
o sustento da família. Afi nal ter uma profi ssão traz 
reconhecimento e inclusão social, ser “ajudante 
geral” não é profi ssão, pois seria impossível 
dominar todas as técnicas para ser realmente um 
ajudante geral. Na verdade um ajudante geral é 
uma qualifi cação dada para o profi ssional sem 
qualifi cação, que normalmente vai trabalhar na 
limpeza e no auxílio superfi cial aos profi ssionais de 
uma seção ou setor de uma empresa.
Esta é uma etapa muito importante da 
metodologia pois é neste momento que o 
empreendedor defi ne a organização estrutural da 
empresa. É fundamental preparar a empresa com 
princípios organizacionais básicos, garantindo 
assim o crescimento. A falta de organização pode, 
além de dar prejuízo, impedir o crescimento da 
empresa.
(1) Nesta descrição das atividades de capacitação, serão citadas sempre em conjunto: marcenaria e artesanato em madeira. Pois o 
Centro de Formação de Artesão de Parelheiros capacita em marcenaria tradicional. O ramo da atividade profi ssional que usa 
máquinas elétricas estacionárias e portáteis, no entanto, prioriza o trabalho artesanal, o que garante um acabamento muito 
procurado no mercado. Pensamos que assim a inclusão no mercado de trabalho seja mais garantida.
Introdução
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Vamos às
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ATENÇÃO, 
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AULA
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Formação Empreendedora:
Reestruturação produtiva
e emprego - Parte 1
As mudanças no modo de trabalhar e na produ-
ção acontecem desde os primórdios da sociedade. 
Em alguns momentos, porém, são mais marcantes e 
infl uenciam todo o sistema social.
Às vezes, o que provoca a grande mudança é um 
instrumento muito simples. Vejamos um exemplo: 
quando a enxada foi inventada, não se poderia ima-
ginar que seria a base técnica de profunda mudança 
na forma de cultivo e na produtividade do trabalho 
no campo.
Na verdade, para haver mudanças na socieda-
de não basta que alguém invente algo, por mais 
maravilhosa que seja a invenção. É imprescindível 
que a invenção seja aceita e difundida. Para isso, 
os fatores sociais, econômicos e políticos são de-
terminantes.
As mudanças no modo de trabalhar e na 
produção acontecem o tempo todo.
Para haver mudanças na sociedade é preciso 
que a invenção seja aceita e difundida.
Podemos exemplifi car com Henry Ford. Ao cons-
truir o carro modelo T, nos Estados Unidos, ele “acer-
tou na mosca”. Percebeu uma necessidade do co-
letivo e foi um sucesso. A produção em série desse 
modelo revolucionou a economia. No aspecto polí-
tico, foi fundamental a popularização do automóvel. 
Ford dizia que sonhava ver os operários podendo 
comprar o bem que fabricavam.
Produção em série é a produção de grande es-
cala, de acordo com um só padrão, que permite di-
minuir sensivelmente o custo do bem produzido. A 
atividade industrial com produção em série teve iní-
cio na Inglaterra, com uma importante descoberta: 
a máquina a vapor.
Produção em série é a produção de grande 
escala, de acordo com um só padrão, que 
permite diminuir sensivelmente o custo do 
bem produzido.
De fato, a introdução da máquina a vapor no 
mundo da produção e do trabalho provocou mu-
danças radicais no modo de viver, produzir e tra-
balhar. No fi nal do século XVIII (1790), começaram 
a surgir as indústrias urbanas, que atraíram milhões 
de camponeses para as cidades. Essas transforma-ções, chamadas de Revolução Industrial, assinalaram 
o início da produção mecanizada.
A partir da Revolução Industrial, houve um pro-
cesso de acúmulo de invenções e descobertas e, nas 
últimas décadas, chegamos a outra fase de grandes 
mudanças, com a introdução de novas maneiras de 
trabalhar e de organizar a produção. Essas novas mu-
danças são chamadas de reestruturação produtiva.
Reestruturação produtiva: processo de 
acúmulo de invenções e descobertas, com a 
introdução de novas maneiras de trabalhar 
e de organizar a produção. A mudança 
tecnológica mais importante e generalizada 
consiste no uso da microeletrônica.
A tecnologia sempre esteve presente nas trans-
formações da produção e do trabalho. Na fase da 
reestruturação produtiva, a mudança tecnológica 
mais importante e generalizada é o uso da micro-
eletrônica. Muita gente pensa que a microeletrônica 
está só nos computadores. Mas não é assim: convi-
vemos com ela todos os dias e os dias inteiros. Va-
mos ver como isso acontece?
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ATIVIDADE
 Organizados em grupo, vamos conversar um pouco sobre as profi ssões que não necessitam de energia para 
funcionar. Procurem observar a importância do trabalho artesanal, relacionado-o com o trabalho efetuado 
com bases microelétricas. Escreva uma frase como síntese da conversa:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Técnica:
Carpintaria
AULA
1
Acima (e também na próxima página) exemplos de trabalhos executados por carpinteiros, que reforçam o 
quão dinâmico é o trabalho deste profi ssional de grande conhecimento no emprego da madeira maciça, são 
estruturas de telhado, assoalhos, deques, pergolados, forros, escadas, guarda-corpos, caixilharia, habitações
de madeira, formas para concretagem de estruturas de concreto armado e construção naval.
A carpintaria, como sabemos, é um dos ofícios que trabalha com a madeira entre tantos outros que exis-
tem atualmente. Porém, é importante lembrar que a carpintaria em si é considerada a primeira profi ssão a tra-
balhar com êxito este material, pois foi a partir dela que houve a evolução para a marcenaria refi nada e outros 
ofícios que se dedicam a transformar a madeira em objetos úteis.
Desta forma, consideremos a carpintaria como a mãe da marcenaria que, com o passar dos anos, permite 
dar às mesmas peças construídas pelos carpinteiros um toque com melhor acabamento, tendo como priori-
dade a resistência do artefato por inteiro. Com essa união, temos um profi ssional carpinteiro mais caprichoso, 
que trabalha a madeira bruta, realizando trabalhos diversos como: treliças/tesouras, pergolados, móveis, asso-
alhos, deques, portões, caixotarias, portas, janelas e elementos relacionados à construção naval.
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Nesta aula destacaremos os conhecimentos básicos da construção de uma treliça estrutural, conhecendo sua 
defi nição, suas diferenciadas formas, as madeiras aplicadas, o cálculo de caimento e as defi nições básicas des-
de o projeto até sua montagem.
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 Treliça e tesoura estrutural
A treliça é um sistema triangular estrutural for-
mado por elementos resistentes, defi nitivamente 
calculados, onde cada componente é classifi cado 
como barra. Esses elementos encontram-se liga-
dos entre si por encaixes, soldas ou ferragens que 
ganham o nome de estribos. Todas essas uniões são 
defi nidas por cálculos precisos que medem as forças 
(cargas) atuantes sobre toda a estrutura, a fi m de ga-
rantir a estabilidade.
Seu principal objetivo é formar grandes vãos 
entre pilares, já que o popular concreto armado 
em muitos casos não é a melhor opção, por sua di-
mensão volumosa, o grande gasto de material, alto 
custo de fabricação e a necessidade de mão de obra 
especializada. O sistema de treliça permite vãos em 
sistema biapoiados de enorme distância, sendo a 
melhor solução para construções como armazéns, 
depósitos e galpões industriais, etc.
No caso de treliças armadas em madeira, é preciso 
defi nir bem algumas regras para que não haja pro-
blemas estruturais, ou seja, causas que possam gerar 
possíveis rompimentos da estrutura, levando a “fl etir” 
(empeno ou quebra total da estrutura). Estas ocorrên-
cias podem ser causadas por esforços de tração ou 
compressão, caso o projeto não for bem consolidado.
Esquema de esforço (cargas) sobre a tesoura: ação e reação das forças de compressão e tração.
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Regras básicas para construção 
 Utilizar madeiras de média a alta densidade.
 Utilizar madeiras perfeitamente secas e isentas de patologias, como xilófagos.
 Nas vigas que vão receber maior carga, fabricar a contrafl echa (para não fl etir).
 Evitar usar madeiras úmidas e com nós.
 Calcular a quantidade de madeira usada.
 Para construções básicas, como casas de duas águas, pré-defi nir largura e altura das vigas e caibros.
 As estruturas que irão receber toda a carga (colunas e pilares) devem ser muito bem dimensionadas 
para não ocorrerem futuras imperfeições, como deformações e rompimento total.
Madeiras usadas
Na construção de treliças ou tesouras em madeira, o cuidado deve ser redobrado, em comparação às feitas de 
aço. É de extrema importância ter o conhecimento sobre quais madeiras usar para confeccioná-las. Diferente 
do aço, que desde a siderurgia passa por intensos processos industriais para chegar ao ponto ideal de traba-
lhabilidade, a madeira é um material orgânico que precisa dos devidos cuidados e técnicas, além do conheci-
mento sobre as espécies que apresentam características ideais para o trabalho de madeiramento estrutural.
Acima aprendemos que madeiras de média a alta densidade são consideradas as mais indicadas para este tipo 
de construção, porque apresentam propriedades físicas específi cas que garantem estabilidade e capacidade 
de aguentar o peso da própria armação da treliça. Exemplos: angelim, angelim pedra, cambara, cedro, cumaru, 
castanheira, eucalipto, garapeira, ipê, jatobá, pau-roxo, pau-ferro, peroba do norte, peroba rosa, sucupira, etc. 
Em algumas situações, vale destacar que a madeira pinus acaba entrando na construção de elementos mais 
leves com ripas, caibros, sarrafos e até vigas em casos especiais.
Estruturas em tesoura feitas em madeiras de alta densidade, garapeira e peroba rosa (esquerda-centro),
e madeiras de média densidade pinus caribaea (direita). 
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Conhecendo as tipologias de tesouras tradicionais
Imagens: web site - www.carpinteria.com.br, 2015.
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Terminologia – Classi� cação dos Elementos
 Linha/tirante: viga horizontal 
(tensor), que na tesoura está 
sujeita aos esforços de tração.
 Pendural ou montante 
(ponteiro): viga vertical no 
centro da tesoura que vai da 
cumeeira à linha da tesoura.
 Perna/empena: cada uma das 
vigas inclinadas que compõem 
a tesoura, formando os 
triângulos maiores.
 Mão francesa, escora, asna 
ou diagonal: são peças de 
ligação entre a linha/tirante e 
a perna/empena, encontra-se 
em posição oblíqua (inclinada) 
ao plano da linha. Geralmente 
trabalham à compressão.
 Terça: viga apoiada sobre as 
pernas/empena das tesouras ou 
sobre paredes para sustentação 
dos caibros; paralela à cumeeira 
e ao frechal.
 Chapuz: elemento para 
complemento de trava e 
amarra das terças, impedindo 
sua movimentação.
 Frechal: terça posicionadana parte do caimento inferior 
do telhado, sendo assentada 
sobre o topo da parede, 
servindo de apoio à tesoura.
 Contrafrechal: madeiramento 
abaixo da tesoura que faz a 
união com o pilar ou alvenaria.
 Caibro: peça de madeira 
que sustenta as ripas. Nos 
telhados, o caibro se assenta 
nas cumeeiras, nas terças e nos 
frechais.
 Ripa: pequena peça de 
madeira apoiada sobre o 
caibro para sustentação e 
instalação das telhas.
 Cumeeira: terça da parte mais 
alta do telhado. Grande viga de 
madeira, que une os dois lados 
da tesoura e onde se apoiam os 
caibros do madeiramento da 
cobertura. Também chamada 
de “espigão horizontal”.
 Estribo: ferragem que 
garantem a união entre 
as peças das tesouras. 
Pode trabalhar à tração ou 
cisalhamento.
 Tesoura: viga em treliça plana 
vertical formada de barras 
de madeira dispostas de 
modo a compor uma rede de 
triângulos, tornando o sistema 
estrutural indeslocável.
 Beiral: parte fi nal do caimento 
do madeiramento da tesoura.
 Tabeira/testeira: elemento 
instalado no beiral como 
forma de costaneira ou 
parte decorativa; também 
tem a função importante 
de equilibrar a última fi ada 
de telhas, evitando que 
escorreguem.
mão
francesa
tesoura
diagonal
cumeeira
Contraventamento das tesouras
tração compressão
cisalhamento fl exão
torção
Ilustrações de esquema de forças (F) atuantes na estrutura
do telhado e travamento das seções de treliças/tesouras.
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Frechal
Terça
Ripa Cumeeira
Caibro
Telha
Chapuz
Tabeira
Contra
Frechal Tirante
Pendural Estribo
Escora
Empena
Parede
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A inclinação do telhado
Antes de simplesmente saber teorias matemáticas, 
é importante saber que, para o cálculo do caimen-
to da água do telhado, é necessário conhecer as 
várias telhas oferecidas no mercado, tais como as 
de cerâmica natural, as esmaltadas em várias cores, 
de vidro ou de cimento colorido. Decidir por um 
ou outro modelo, é importante antes não só consi-
derar o aspecto estético, mas também o funcional, 
assim não se esqueça que as telhas, além da fun-
ção de cobertura, têm a função de proteger toda 
a estrutura e precisam ser adequadas ao projeto. 
Por isso é importante fi car atento, pois cada tipo 
de telha exige um caimento de inclinação mínimo 
ou máximo para as águas da chuva escoarem com 
facilidade, e isso irá defi nir a altura da cumeeira. 
Portanto, fi que atento às características climáticas 
da região onde acontece a construção desta es-
trutura, pois em regiões muito chuvosas pode ser 
necessário garantir uma inclinação adequada para 
que não haja sobrecarga além do estabelecido 
para a estrutura e para que o escoamento não seja 
prejudicado, comprometendo calhas e condutores 
verticais (tubulações).
TIPOS DE TELHAS
As telhas devem ser defi nidas na 
etapa de projeto para que não 
haja problemas de execução. Os 
tipos de telhas encontradas no 
mercado são: 
 Telhas de barro cozido: dividi-
das em francesa (indicada para 
telhados mais inclinados) e 
capa-canal, nos modelos plan, 
paulista, romana e colonial. Es-
tas últimas são indicadas para 
climas quentes, pois permitem 
ótima ventilação. 
 Telhas de cimento amianto 
(agora de � brocimento): nos 
tipos ondulados, modulados, 
meio tubo, canalete e canele-
tão, dispensam a execução de 
estruturas fortes de madeira e 
são assentadas de acordo com 
as especifi cações do produto. 
Há também as capa-canal, que 
imitam as telhas de barro, em 
cores diversas. 
 Telhas de metal, alumínio ou 
ferro: por não proporcionarem 
um bom isolamento acústico, 
são pouco utilizadas em resi-
dências, mas exigem um cai-
mento menor em relação às 
apresentadas acima.
 Francesa 
Cores: Vermelha, branca e de vidro
Características: Telha cerâmica natural 
plana com duas cavidades na longitudinal 
fazendo a função de canal.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 44 kg
Inclinação: 25 a 44%
 Paulista
Cores: Vermelha e de vidro
Características: Telha cerâmica natural 
com capa e canal separados, curvos e 
diferentes entre si.
Rendimento por m2: 26 peças
Peso por m2: 57 kg
Inclinação: 15 a 30%
 Colonial
Cores: Vermelha, branca, palha, pêssego e 
de vidro
Características: Telha cerâmica natural 
curva, cujas peças com as mesmas 
características fazem a função de capa e 
canal, bastando para isto invertê-las.
Rendimento por m2: 23 peças
Peso por m2: 55 kg
Inclinação: 15 a 30%
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 Plan
Cores: Vermelha, branca e de vidro
Características: Telha cerâmica natural com capa 
e canal separados, diferentes entre si, e com linhas 
predominantemente retas.
Rendimento por m2: 26 peças
Peso por m2: 42 kg
Inclinação: 15 a 30%
 Romana
Cores: Vermelha, esmaltadas e de vidro
Características: Telha cerâmica natural com capa e 
canal retos conjugados.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 42 kg
Inclinação: 30 a 60%
 Portuguesa ou colmar
Cores: Vermelha, branca, pêssego, mediterrânea e 
esmaltada
Características: Telha cerâmica com capa em curva 
e canal reto conjugado.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 42 kg
Inclinação: 15 a 60%
 Americana
Cores: Vermelha, branca e esmaltadas
Características: Telha cerâmica natural com capa 
curva e canal em linha reta, conjugados de modo 
semelhante à telha portuguesa, mudando suas 
dimensões e curvatura.
Rendimento por m2: 12 peças
Peso por m2: 38 kg
Inclinação: 30%
 Germânica, escama de peixe ou chapinha
Cores: Vermelha e esmaltadas
Características: Telha cerâmica natural plana com 
duas cavidades na longitudinal fazendo a função 
de canal.
Rendimento por m2: 16 peças
Peso por m2: 44 kg
Inclinação: 35 a 90%
 Telha japonesa de concreto colonial
Cores: Cinza, areia, rubi, branca, vermelha e tabaco.
Características: Telha produzida em concreto 
(cimento de alta resistência, areia classifi cada e 
pigmento sintético).
Peso: 2,5 kg
Tamanho médio: 30cm
Rendimento por m2: 14 unidades
Peso por m2: 35 kg
Inclinação: 40%
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Tégula
Cores: Cinza, cinza grafi te, areia, avelã, rubi 
e tabaco.
Características: Telha produzida em 
concreto (cimento de alta resistência, areia 
classifi cada e pigmento sintético).
Rendimento por m2: 10 peças
Peso por m2: 46 kg
Inclinação: 30 a 40%
Fibrocimento ondulada
Cores: Branca e cinza
Características: Telha ondulada de 
fi brocimento
Rendimento por m2: variável
Inclinação: 15 a 30%
Cálculo do caimento do telhado
Estudamos que cada tipo de telhado exige um determinado grau de inclinação em sua estrutura (medido 
em porcentagem) para impedir o refl uxo de água entre a sobreposição das telhas e também para defi nir o cai-
mento máximo ou mínimo do telhado sem ter a necessidade de amarrá-las. Deste modo teremos que calcular 
o caimento de inclinação do telhado para chegarmos no melhor desenho de projeto. Para isso foi desenvolvi-
da uma fórmula básica para acharmos a altura da cumeeira com base na inclinação escolhida de acordo com 
o modelo da telha. Importante saber que este cálculo não é estrutural, sendo uma fórmula simplifi cadora para 
ajudar em projetos de estruturas de telhado simples sem o acompanhamento de um engenheiro ou arquiteto.
Assim temos a simples fórmula:
h = L x %
 2
 %: Porcentagem inclinação da telha
 h: Altura da cumeeira
 L: Largura do telhado
Vejamos dois exemplos de cálculo utilizando a fórmula:
Exemplo 1: uma construção apresentando 
as seguintes dimensões utilizará a telha 
romana adotando 44% de inclinação para o 
projeto do telhado.
2,200m
10,000m
20,000m
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Exemplo 2: uma construção apresentando as seguintes dimensões utilizará a telha portuguesa adotando 
25% de inclinação para o projeto do telhado.
18,000m
8,000m
10,000m8,000m
18,000m
Acabamento do telhado 
Para todos os tipos de telhas o acabamento é feito por meio de cumeeiras e águas-furtadas. A telha de cume-
eira é a parte mais alta do telhado, que faz a união entre as duas caídas d’água, onde são assentadas as telhas 
tradicionais. Para o arremate fi nal, sobre a cumeeira se coloca argamassa de cimento com cal e areia, com à fi na-
lidade de travar a fi adas de telhas, dar acabamento e direcionar o fl uxo de água da chuva com mais efi ciência.
Águas-furtadas são calhas com formato especial, colocadas nas junções embaixo das telhas com função de 
recolher a água da chuva e conduzi-la para fora do telhado. Outro componente importante a ser instalado são 
as calhas que recebem a água da cobertura, levando-a até o condutor.
As águas-furtadas (rincões), calhas e condutores podem ser de plástico, chapa galvanizada, ferro ou cobre 
de maior resistência. O arremate do telhado é feito pela técnica de “emboçamento”, que requer a preparação 
de uma argamassa de cimento, cal e areia, igualmente feita para cumeeira. Neste caso, a fi nalidade é ligar as 
duas primeiras fi adas de telhas, evitando que elas escorreguem ou se levantem, permitindo que as demais 
sejam simplesmente encaixadas uma nas outras.
1,000m
água
caibros
água-furtada
cumeeira
espigão
beiral
testeira
ripas
terças
empena
ou oitão
tesoura
Conhecendo o Telhado
A estrutura, também 
conhecida como armação, é 
composta por várias partes
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Além da tesoura tradicional há também a possibilidade de se realizar trabalhos mais simples de estrutura em 
busca de economia e praticidade de acordo com a quantidade de caimentos. Observe nas imagens abaixo:
pontalete
terça
berço
Terças
6 cm x 8 cm
Telhas de fi brocimento
(cimento-amianto)
Formas de montagem, união e trava de elementos
Cantoneira
CH 50 x 6mm
Cobrejuntas de
madeira pregadasChapa reta
50 x 6mm
Ligação Empena - Linha,
com parafuso
Ligação Empena - Linha,
com estribo
Asna
Estribo
Asna
Linha
Pendural
Detalhe da ligação entre a linha, asnas e pendural
450 prego (22 x 48 ou 22 x 42)
prego (22 x 48 ou 22 x 42) com pregos
-Detalhe da emenda das terças com pregos
chapa 30 cm
- Detalhe da emenda das terças com parafusos e chapas
com pregosparafuso 0 1/2”
4,0
4,5
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Formas corretas de unir os elementos da estrutura de treliças ou tesoura. Essa técnica tem como base a 
utilização de um componente chamado estribo, cuja função é travar os elementos ou até mesmo uni-los nos 
casos de encaixes, para aumentar o comprimento da madeira, no caso de vigas.
Junta extrema para
a pequeno
x pequeno
Direção do dente Cobrejuntas de
madeira pregadas
Corte AA
Tirante
Caibro
Terça
Pontalete
Berço
no sentido
da perede
Caibro
Terça
Pontalete
Berço
mão-francesa
Laje pré Laje maciça
Cumeeira
No mínimo
40 cm
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ATIVIDADE (Tempo estimado: 3 horas)
Construção de uma cadeira em madeira maciça: Etapas 5 e 6.
5) Desempeno do material:
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______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
6) Corte da marcação para encaixe:
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
ATIVIDADE (Tempo estimado: 30 min.)
Pesquise e responda: Qual são as principais diferenças entre o compensado e o aglomerado?
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________________________________________
Formação Prática
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A reestruturação produtiva não vem se fazendo somen-
te com mudanças tecnológicas. As empresas mudaram sua 
forma de organizar o trabalho e a produção, com a fi nalida-
de de produzir bens ou serviços variados, com maior agili-
dade no tempo de atendimento aos clientes, e com custos 
menores. O relacionamento com clientes e fornecedores 
passou a ser prioritário.
Atualmente, as empresas estão em maior contato com 
mercados de outras regiões e países. Com isso, vem aumen-
tando a possibilidade de intercâmbio de produção e de con-
sumo entre todos os países e regiões do planeta. Isso ocorre 
graças à rapidez do fl uxo de informações e ao aumento de 
possibilidades de globalização que, entre tantas outras con-
sequências, infl uencia a forma de organizar a produção e 
pode até determiná-la.
AULA
2
Formação Empreendedora:
Reestruturação produtiva e 
emprego - Parte 2
ATIVIDADE
De acordo com o texto lido, assinale as alternativas corretas.
(...) Chamamos de reestruturação produtiva as mudanças que aconteceram na Inglaterra, com a 
invenção da máquina a vapor.
(...) A globalização e as novas tecnologias, principalmente a microeletrônica, são importantes 
fatores da reestruturação produtiva.
(...) As novas maneiras de produzir e de organizar o trabalho que acontecem atualmente são 
chamadas de Revolução Industrial.
(...) Chamamos de reestruturação produtiva as atuais mudanças nas formas de produzir e de 
organizar o trabalho.
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Para que uma pessoa possa exercer o ofício da marcenaria com profi ssionalismo é importante conhecer as 
ferramentas com as quais irá lidar em seu trabalho. É com essas ferramentas que o profi ssional da madeira fabrica 
diversos artefatos artesanalmente, com mais agilidade e facilidade. Porém, além de conhecê-las, é indispensável 
saber manuseá-las. Vamos identifi car e saber para que serve cada uma dessas ferramentas na marcenaria.
 Alicate de bico: usado para apoiar pregos e parafusos e é 
muito útil para remover hastes de dobradiças de pino, além de 
seu tradicional uso na elétrica.
 Alicate bico de papagaio:utilizado para ajustes rápidos de 
porcas e parafusos sextavados.
 Alicate de corte: usado cortar pequenos pregos e parafusos e 
é útil para remover grampos de peças em tapeçaria, além do seu 
tradicional uso na elétrica.
 Alicate de pressão: usado para uma série de funções, como 
desapertar parafusos com sextavado danifi cado, cortar tubulações 
metálicas, etc. Em geral, é utilizado para fi xar e segurar peças.
 Alicate universal: usado para retirada de pregos e 
parafusos danifi cados quando não se obtém a aderência total 
com ferramentas como turquesa ou pé de cabra, além do seu 
tradicional uso na elétrica.
 Alicate travador de serrote: ferramenta usada para travar os 
dentes de serrotes que estão desalinhados, colocando cada dente 
para um lado oposto ao outro.
 Arco de pua: ferramenta tradicional de furação, muito usada 
na construção do ramo madeireiro, principalmente a carpintaria. 
Foi largamente usada nas primeiras ferrovias brasileiras para 
furação dos dormentes. Mesmo com o surgimento de furadeiras 
elétricas e à bateria, ainda há muitos profi ssionais que mantêm 
seu uso em diferente aplicações, como na movelaria e carpintaria.
 Arco de pua (engrenagem): com a mesma função do arco de 
pua tradicional, ou seja, para furações em geral, estas ferramentas 
melhoraram o desempenho no ato de furar, garantindo mais 
precisão e agilidade. A engrenagem permite a realização de furos 
em série ao se girar a manivela no sentido vertical, proporcionando 
menor gasto de energia ao operador, uma vez que não há 
necessidade de manejá-la com muita força, comparado ao arco de 
pua tradicional, com o qual, para executar o furo, é necessário fazer 
o giro na horizontal, o que demanda mais energia.
Formação Técnica:
Ferramentas manuais
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 Arco de � ta: ferramenta específi ca para os trabalhos de cortes 
que necessitam de precisão e detalhamentos, por terem curvas 
e quinas muito fechadas. Em trabalhos como marchetaria com 
lâminas de madeira e confecções de encaixes de calda e malhetes 
de andorinha é comum se recorrer a esta ferramenta, também 
conhecida como “serra tico-tico manual”.
Arco de serra: usado principalmente para cortes de chapas de 
ferro e alumínio. Na marcenaria serve apenas para cortar peças 
pequenas de madeira de baixa a média densidade.
Contudo, há várias tipologias desta ferramenta de acordo com 
a necessidade, além de lâminas de serra para corte de diversos 
materiais: ferro, madeira, PVC etc.
Arco de serra (mini): utilizado para trabalhos menores, para 
os quais o tradicional arco de serra mostra-se muito rígido, 
podendo romper a madeira. Usa-se bastante esta ferramenta para 
confecções de artesanatos e cortes de pequenas tiras de madeira 
para ornamentação de objetos.
Bancada de madeira: este equipamento é de extrema 
importância para a execução do trabalho na marcenaria. Cerca 
de 70% do trabalho do marceneiro será realizado na bancada: 
colagens, prensas, lixamento, acabamentos, montagens, etc. 
Além de facilitar a organização do ambiente de trabalho, já que 
possui um rebaixo para colocar ferramentas, possui duas morças, 
uma central e outra em uma de suas extremidades, para fi xar e 
prensar pequenas peças. É fundamental ter muito zelo por este 
importante equipamento.
Compasso de ferro: usado para desenhar circunferências e 
semicírculos na madeira, podendo ter apoio de um transferidor 
ou suta. Tradicionalmente este compasso vem do ramo da 
ferramentaria e serralherias.
Cortador de laminado de madeira: extremamente útil 
para profi ssionais que trabalham com laminados de madeira. 
Com dentes seriados como os de um serrote, possibilita um 
ótimo corte no sentido longitudinal da lâmina de madeira para 
revestimento da superfície da chapa.
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Cortador de � ta de borda: usado para refi lar (cortar) as 
sobras da fi ta de borda após a colagem, proporciona ótimo 
acabamento nos topos da madeira. Contudo deve-se ter 
bastante cuidado ao manusear esta ferramenta para não 
arranhar a superfície do artefato.
Cortador de laminado decorativo: com sua ponta de 
diamante (widea) risca-se várias vezes a lamina até se obter 
o corte. Importante observar que o corte só é obtido no 
movimento de recuo da ferramenta em direção ao operador.
 Chave de fenda e philips: importante ferramenta para 
aperto de parafusos, pois possibilita o arranque por meio do 
cabo, que serve como alavanca. Mesmo que hoje o mercado de 
ferramentas elétricas ofereça a famosa parafusadeira, esse tipo de 
ferramenta difi cilmente sairá de linha e da maleta do marceneiro.
 Chave allen: Chave especial com suas duas pontas em 
formato sextavado, para aperto de sistemas de montagem 
diferentes dos convencionais para móveis, com sofás de madeira, 
camas, mesas, cadeiras, prateleiras, etc. Usadas também para 
manutenção de máquinas portáteis e estacionárias.
 Chave inglesa: muito útil para apertar porcas de 
parafusos franceses. Com sua possibilidade de regulagem fi ca 
desnecessário, na maioria dos casos, a aquisição de chaves de 
aperto individuais (chaves de boca).
 Escova de aço: seu principal uso é na limpeza de limas, 
grosas, serrotes, fresas e discos de serra. Na restauração, utiliza-
se para limpeza de ferragens, como puxadores, espelhos de 
fechaduras, dobradiças, etc. Recomendam-se escovas de aço de 
cerdas médias e duras.
 Espátula: usada para aplicar massas de madeira do 
tipo PVA, massa plástica, acrílica, corrida e massa rápida. 
Recomendam-se espátulas de ½” (12 mm), 1” (25 mm), 2” (50 
mm) de preferência flexíveis.
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 Espátula dentada: usada para limpar madeiras sujas com 
massas rígidas, concreto e sujeiras impregnadas, geralmente de 
demolição. Há profi ssionais que a usam para aplicar colas, como a 
de contato, ou massas, como a PVA, em chapas de madeira.
 Esquadro: uma das principais ferramentas da marcenaria, é 
indispensável, pois além de servir para traçar linhas, seu principal 
uso está na verifi cação do esquadro na madeira serrada ou do 
artefato montado no ângulo perfeito de 90 graus, obtendo uma 
montagem totalmente simétrica com maior alinhamento. Com 
ela é possível medir, traçar linhas, transferir marcações e até 
mesmo traçar linhas e 45º graus (meia esquadria).
 Estilete: usado para cortar diferentes materiais, porém mais 
largamente usado para cortar as sobras de fi ta de borda de topos 
de madeira. No ofício da marchetaria é utilizado para o corte de 
lâminas de madeira com grande precisão.
 Formão: ferramenta de corte usada para entalhar a madeira e 
realizar cavas para encaixe de dobradiça, encaixes para estruturas 
de móveis em junção de furo-respiga, em sua maioria em plano 
retos. Saber manusear esta ferramenta é essencial para futuros 
marceneiros que pensam em produzir móveis maciços e restaurar 
artefatos em madeira.
 Goiva: ferramenta parecida com o formão porém usada 
para entalhe de objetos artísticos em madeira, como em artes 
sacras, fl orais, etc. No trabalho em tornearia em madeira, a 
goiva surge como ferramenta essencial, pois sua variedade de 
formas possibilita torneados únicos. Seu ótimo desempenho no 
desbaste deve-se a seu aço de alta qualidade, que evita a perda 
do fi o ou a quebra.
 Graminho: ferramenta artesanal extremamente funcional 
e útil. Criada para copiar e transferir marcações, na produção e 
manipulação de maior quantidade de peças iguais. É possível 
com esta ferramenta realizar a transferência das marcações de 
uma peça matriz para as demais, num processo ágil, em que o 
alinhamento das marcações é garantido, com precisão maior 
que a do metro ou mesmo do esquadro, seja para cortar, furar 
ou entalhar. Geralmente o próprio profi ssional marceneiro pode 
confeccioná-la,fabricando-a apenas com uma ou duas hastes, 
sempre em madeira maciça.
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 Grampeador: ferramenta geralmente usada por tapeceiros. 
Na marcenaria utiliza-se na confecção de portas e janelas com 
telas, instalação de fundos de gavetas, guarda-roupas, etc. Com 
o tamanho diferenciado dos grampos, é possível adquirir esta 
ferramenta em dois tipos: de pressão manual e elétrica, com 
pressão por ar comprimido. 
 Grampo: usado para prensar pequenas e medianas peças, 
fazer reparos em caso de restauro (como colagem de rachaduras 
e cirurgias) e fi xar peças na bancada. Obs.: uma vez identifi cada a 
necessidade do grampo, utilize-o no tamanho ideal, sendo que os 
mais usados são os de 4”, 6”, 8”, 10” e 12”.
 Grampo sargento: como o grampo, serve para prensar e fi xar. 
A diferença está no seu corpo que possibilita um trabalho com 
peças maiores. As dimensões mais utilizadas são de 500 mm, 600 
mm, 800 mm, 1.200 mm e 1.500 mm.
 Grosa: usada para desbastar somente madeiras de média a 
alta densidade, tratando-se de uma ferramenta de alto poder 
de penetração nos veios da madeira. Utilizada para desbastar 
a madeira para correção da superfície de peças serradas na 
máquina serra tico-tico ou serra de fi ta estacionária.
 Lima bastarda: usada para desbastar madeiras de baixa 
a média densidade, proporcionando melhor acabamento em 
quinas, além de ser ótima para dar acabamento em peças 
cortadas na serra de fi ta, entre outras fi nalidades. Obs.: não use 
em ferro pois ela não é adequada para esse tipo de desbaste.
 Lima meia-cana bastarda: é igual à lima bastarda em todos 
os seus usos, a diferença está no seu formato, sendo um lado 
côncavo (arredondado), o que possibilita melhor acabamento em 
peças convexas.
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 Lima murça: usada para desbastar ferro, eliminando sobras 
aparentes, permitindo-se obter mais acabamento para ferragens. 
Obs.: não use em madeira, pois ela acabará entupindo as 
ranhuras, comprometendo o desbaste futuro de peças de ferro. 
 Lima murça triangular: criada exclusivamente para afi ar 
serrotes, não deve ser usada em madeira. Importante destacar que 
cada tipo de serrote – de modelos como os universais, de costas 
e de faca – pode apresentar variações na abertura e tamanho dos 
dentes. Deste modo, é necessário pesquisar qual lima triangular se 
adequa ao serrote para não gerar deformações nele.
 Macete: ferramenta confeccionada artesanalmente em 
madeira, usada geralmente no trabalho de entalhe, no impacto 
com formão e goivas, já que sendo de madeira, pouco danifi ca 
o topo destas ferramentas de corte. Obs.: para obter um bom 
macete, evite madeiras leves pois é importante que ele seja 
pesado para maior impacto (madeiras de alta densidade).
 Martelo: usado para inserir pregos na madeira para junção de 
elementos e retirar pequenos pregos. Obs.: não use para retirar 
grandes pregos e nunca bata diretamente na madeira. Importante 
lembrar que na marcenaria há uma variedade de pregos utilizados, 
com pequenas e grandes dimensões. Assim, adquira pelo o menos 
duas medidas de martelos: 25 mm e 18 mm.
 Martelo de borracha: esta ferramenta está relacionada 
à montagem de peças, pois seu material da ponta superior é 
borracha ou náilon, para que assim o impacto seja amortecido 
com mais aderência sem comprometer o acabamento com 
marcas de amassados.
 Metro de medição: essencial, é uma ferramenta que está 
sempre no bolso do marceneiro. De maneira geral possibilita 
um manuseio rápido e prático para medição de artefatos, para 
construção de móveis gerais, estruturas, etc. No restauro utiliza-
se muito em pequenas a médias distâncias, seja em uma peça 
para cirurgia ou até a um componente faltante. Deve-se atentar 
às marcas, pois alguns metros não apresentam boa calibragem 
das medidas, agregando ou simplesmente apresentando perda 
de medida a cada dobra do metro. Dê preferência aos metros 
com unidade de medida em centímetro, pois ferramentas que 
apresentam polegada começam a desaparecer do mercado, 
devido a uma normatização das unidades de medidas 
estabelecidas no Brasil, atualmente sendo em milímetro.
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 Paquímetro: ferramenta de medição de alta precisão, muito 
empregada na verifi cação de bitolas, pequenas dimensões 
internas e perfurações feitas por brocas. Para trabalhos de alto 
acabamento, elaboração de gabaritos e ferramentas acessórias, o 
paquímetro é especialmente importante.
 Pé de cabra: essencial para retirar grandes pregos de 
madeiras de demolição e para desmontar peças coladas, como 
paletes, assoalhos, tacos e forro de lambris.
 Pedra de a� ação: essencial para afi ação de ferramentas 
cortante, como formões, raspilhas (ferro de plaina) e goivas. 
Obs.: Ao adquirir tal acessório tome cuidado com a marca e o 
tipo de material da pedra, pois ela deve ter dois lados distintos 
para afi ação, um lado com gramatura pouco porosa (de alta 
densidade) e outro com gramatura regular (de média densidade), 
o que evita o desgaste acelerado do material.
 Punção: usado com o auxílio do martelo para embutir pregos 
com ou sem cabeça para dentro da madeira.
 Plaina manual: ferramenta indicada para aparar madeira com 
o objetivo de alcançar o seu nivelamento. Obs.: perfeita para usar 
em madeiras de qualquer densidade, contudo, para que exerça 
bem o desbaste, é fundamental que sua faca esteja em perfeitas 
condições: reta e afi ada.
 Plaina pequena: ferramenta indicada para aparar madeira 
e rebarbas de laminados decorativos (fórmica). Diferente da 
plaina manual tradicional, ela apara levemente a madeira 
proporcionando um ótimo acabamento.
 Raspilha (ferro de plaina): além de estar ligada 
principalmente à plaina, com primeira função de desbaste, ela 
também é uma excelente ferramenta para raspagem, sendo ideal 
para a remoção do acabamento envelhecido ou degradado de 
peças a serem restauradas. Obs.: existem diferentes tipos de facas, 
sendo que as mais conhecidas são as de aço rápido e aço duro.
Régua: utilizada para traçar e medir linhas compridas. Obs.: dê 
preferência para réguas de alumínio, graduadas em milímetros, 
perfeitamente calibradas e alinhadas, já que as de madeira 
tendem a empenar, apresentando pouca precisão das medidas, 
podendo se degradar mais rápido pela ação de fungos.
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 Re� lador de laminado decorativo (� leteador): ferramenta 
especial que corta lâminas decorativas em espessuras diversas, 
dependendo exclusivamente da espessura do topo da madeira, 
fatiando a lâmina em fi letes igualmente a uma fi ta de borda.
 Sargento de barra: ideal para prensar artefatos de médio a 
grande porte, como tampos, prateleiras e encaixes de estruturas 
gerais de móveis, como cadeiras, mesas, tamboretes, camas. Por 
ser uma barra no formato de T, mantém-se rigidamente alinhada, 
proporcionado um melhor e efi ciente aperto entre os elementos.
 Serrote de costas: ideal para cortar madeira de pequeno a 
médio porte como sarrafos, ripas e caibros. Por conter uma haste 
rígida em sua parte superior, possibilita um corte mais preciso se 
comparado ao serrote universal. Contudo, não é adequado para 
madeiras de grande espessura, já que sua haste impossibilita que 
a serra corra e adentre na madeira. De acordo com o modelo, são 
precisos para cortes retos para encaixes e maquetes dentados e 
de andorinhas.
 Serrote universal: ideal para cortar madeira de médio a 
grande porte com mais agilidade, como vigas, caibros, pontaletes, 
pranchas, etc. Em construção de móveis maciços e carpintaria 
tem papel importante, isto em marcenaria tradicionais.
 Serrote de faca: serrote de cabo,

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