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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA Campus Professor Francisco Gonçalves Quiles - Cacoal Departamento Acadêmico de Engenharia de Produção WEMERSON SOARES DE SOUZA PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UMA INDÚSTRIA DE ESTOFADOS NO MUNICÍPIO DE CACOAL/RO Cacoal 2022 WEMERSON SOARES DE SOUZA PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UMA INDÚSTRIA DE ESTOFADOS NO MUNICÍPIO DE CACOAL/RO Projeto apresentado ao departamento de Engenharia de Produção da Fundação Universidade Federal de Rondônia, campus Professor Francisco Gonçalves Quiles, como requisito para obtenção de nota na disciplina Projeto de Instalações Industriais e Projeto do Trabalho, ministradas pelo Prof. Esp. Alessandro Aguilera Silva. Cacoal 2022 LISTA DE QUADRO Quadro 1 - Análise SWOT…...………………………………………………………………...8 Quadro 2 - Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa - quantitativa.…………….…...9 Quadro 3 -Fluxograma de Produção.……………………………………...………………….14 Quadro 4 - Distribuição de colaboradores por setor.….…………………...……………...….21 Quadro 5 - Competências, habilidades e atitudes esperadas.……………...……………...….22 Quadro 6 - Cores usadas no mapa de risco.………….………….………...………………….25 Quadro 7 - Ferramenta SIPOC Casa do Tapeceiro..……………….……...………………….30 Quadro 8 - 5W2H: Alinhamento de costura..……………..……………....………………….31 Quadro 9 - POP Fabricação de estrutura……………..…………………...…….…………….33 LISTA DE FIGURA Figura 1 - Slogan Casa do Tapeceiro….……………………………………….………….......8 Figura 2 - Sofá…………...……………………………………………………………….......10 Figura 3 - Poltrona.…………………………………………………………………………...10 Figura 4 - Medidas padrões de Sofá Modular.………………………………………………..11 Figura 5 - Medidas padrões de Poltrona.………………………………….…………………..11 Figura 6 - Sofás Embalados.………………………………………………………………….12 Figura 7 - Fluxograma Geral………………………………………………………………….15 Figura 8 - Diagrama de Fluxo de Processo.…….…………………………………………….16 Figura 9 - Redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos de madeira………….19 Figura 10 - Template da máquina de costura industrial……....………...…………………….29 Figura 11 - Método Ishikawa: Costura torta.…..…...……………….……………………….30 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 7 1.1 JUSTIFICATIVA DO PROJETO 7 1.2 OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO 7 1.3 SOBRE A EMPRESA 7 1.4 O MUNICÍPIO DE CACOAL/RO 8 2 METODOLOGIA 9 2.1 TIPO, ABORDAGEM E MÉTODO DA PESQUISA 9 CAPÍTULO I - PROJETO DE INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 10 1 CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS 10 1.1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E GEOMÉTRICAS 10 1.2 MANIPULAÇÃO E ARMAZENAMENTO 12 1.3 CONDIÇÕES DE QUALIDADE 13 2 DESCRIÇÃO DO PROCESSOS E OPERAÇÕES 13 2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO 13 2.2 FLUXOGRAMA DO PROCESSO GERAL 15 2.3 DIAGRAMA DE FLUXO DE PROCESSO 16 2.4 CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE PRODUÇÃO 16 2.5 ARRANJO FÍSICO E LAYOUT ADOTADO 17 2.6 PLANO DE PRODUÇÃO 18 2.7 ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS DE PRODUÇÃO 18 3 OUTROS 19 3.1 FONTES DE CAPTAÇÃO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA 19 3.2 FONTE DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 20 3.3 DESTINO DOS SUBPRODUTOS 20 CAPÍTULO II - PROJETO DO TRABALHO 21 1 QUADRO DE PESSOAL 21 1.1 PERFIL DO PROFISSIONAL ESPERADO 22 1.2 ESTRATÉGIAS E SELEÇÃO PROFISSIONAL 22 1.3 MÉTODOS E FERRAMENTAS PARA TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO E DE CAPACITAÇÃO NO POSTO DE TRABALHO 23 1.4 MÉTODOS E MECANISMOS DE MOTIVAÇÃO DE EQUIPE DE TRABALHO 23 2 ESTUDO DE ANÁLISE DO TRABALHO 24 2.1 MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS 24 2.2 MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS 24 2.3 MAPA DE RISCO 25 2.4 NORMAS REGULAMENTADORAS NR 27 2.5 DIMENSIONAMENTO DE POSTO DE TRABALHO 29 2.6 SOBRE AS ATIVIDADES: 30 2.6.1 Ferramenta de Padronização de Tarefas 30 2.6.2 Tempo Padrão 34 2.7 SOBRE O TRABALHADOR: 34 2.7.1 Condições Ambientais 34 2.7.2 Inclusão de Profissionais Portadores de Necessidades Especiais - PNE 35 REFERÊNCIAS 36 ANEXOS 38 APÊNDICES 44 7 1 INTRODUÇÃO O sofá era originalmente um móvel de alta classe e só na época da industrialização que o sofá converteu-se em um artigo imprescindível dos cidadãos nas casas de classe média e baixa. Ao longo dos séculos o sofá ganhou tecnologia, novos materiais, design ergonômico e ficou muito mais confortável. Assento de molas, almofadas com fibra siliconada, encostos reclináveis e chaise retrátil potencializaram a experiência de conforto e a versatilidade das peças. Hoje ele é uma das peças mais importantes do mobiliário. No atual cenário econômico do mercado mobiliário, os estofados vêm se destacando, a fim de explorar as oportunidades encontradas neste mercado aproveitando a experiência e o aporte teórico da otimização dos sistemas de produção, com foco no planejamento e controle da produção, a implantação de uma indústria de estofados no município de Cacoal/RO é altamente aceitável, tendo com base sua localização no eixo da BR-364 e ser uma cidade pioneira no ramo de estofados. 1.1 JUSTIFICATIVA DO PROJETO A justificativa que pode se apresentar para a realização desse projeto é o interesse da indústria de móveis em aproveitar a oportunidade das necessidades do público consumidor. E oferecer uma alta empregabilidade, em função do trabalho ser eminentemente manual e a mecanização no processo de produção ser muito baixa, não somente com empregos diretos como também indiretamente. 1.2 OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO Tem por objetivo geral elaborar um projeto que visa à implantação de uma indústria de estofados no município de CACOAL/RO, com o nome fantasia Casa do Tapeceiro. Sendo o objetivo específico realizar a descrição da empresa com informações gerais sobre os aspectos relevantes a sua implantação, e suas estratégias de atuação no mercado. 1.3 SOBRE A EMPRESA A empresa CASA DO TAPECEIRO localizada na avenida Castelo Branco, n° 19052, Centro, Cacoal/RO sob a razão social de BSS COMERCIO DE ESTOFADOS LTDA, CNPJ 05.883.251/0001-85, especialista na fábrica de estofados, sofás, poltronas e venda de artigos para tapeçaria, tecidos e tapetes. 8 Figura 1: Slogan CASA DO TAPECEIRO Fonte: Autor. A Casa do Tapeceiro tem como pilar de negócio fornecer e desenvolver produtos único e exclusivo que atenda às mais diversas necessidades de seus clientes e parceiros, com compromisso de melhoria contínua de seus produtos e serviços, levando até o cliente o conforto e qualidade que eles merecem. Como método de planejamento estratégico e auxílio para tomadas de decisões é utilizado a análise SWOT cuja finalidade é detectar pontos fortes e fracos da empresa, com o objetivo de torná-la mais eficiente e competitiva. Quadro 1 - Análise SWOT. FORÇAS FRAQUEZAS OPORTUNIDADES AMEAÇAS Variedade de Produtos Tempo de produção Mercado Online Crise econômica Serviços e Produtos de Qualidade Instalações alugadas Ampliar loja e fábrica Concorrentes Equipe Qualificada Fornecedores limitados Publicidade em televisão Logística Mais de 30 anos de comércio Fornecedores fora do estado Boa localização e estacionamento Fonte: Autor. 1.4 O MUNICÍPIO DE CACOAL/RO A cidade de Cacoal está localizada no estado de Rondônia, às margens da BR-364, a uma distância de 477 km da capital Porto Velho. De acordo com o censo demográfico realizado pelo IBGE no ano de 2010 a população do município é de 78.574 habitantes, estando 16.653 habitantes na zona rural e 61.921 habitantes na zona urbana, com uma estimativa populacional para 2021 de 86.416 habitantes e é um dos cinco maiores municípios do estado de Rondônia, com uma economia sólida e em plena expansão (IBGE, 2022). 9 2 METODOLOGIA 2.1 TIPO, ABORDAGEM E MÉTODO DA PESQUISA O presente projeto apoia-se em um conceito amplo e atual sobre a fabricação de estofados, sendo um tema que visa o conforto humano e o designer do ambiente, caracterizando como um tipo de pesquisa exploratória, que segundo Gil (2002), a pesquisa exploratória envolve: levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão do tema. Serão utilizadas ferramentas tais como: entrevistas, protocolos verbais, observações, coleta de dados necessários e investigação de grupo socialespecífico. Que conforme PRESTES (2011) tais ferramentas se enquadram como uma pesquisa de campo e tem como objetivo qualificar, quantificar ou descrever diversas situações. Na busca por uma melhor abordagem do tema, será utilizado de um método misto entre métodos qualitativos e quantitativos. Que segundo SPRATT, WALKER e ROBINSON (2004), utilizar múltiplas abordagens pode contribuir mutuamente para as potencialidades de cada uma delas, além de suprir as deficiências de cada uma. Isto proporciona também respostas mais abrangentes às questões de pesquisa, indo além das limitações de uma única abordagem. Quadro 2 - Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa - quantitativa. ASPECTOS PESQUISA QUANTITATIVA PESQUISA QUALITATIVA Enfoque na interpretação do objeto Menor Maior Importância do contexto do objeto pesquisado Menor Maior Proximidade do pesquisador em relação aos fenômenos estudados Menor Maior Alcance do estudo no tempo Instantâneo Intervalo maior Quantidade de fontes de dados Uma Várias Ponto de vista do pesquisador Externo à organização Interno à organização Quadro teórico e hipóteses Definidas rigorosamente Menos estruturadas Fonte: FONSECA, 2002. 10 CAPÍTULO I - PROJETO DE INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 1 CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS A Casa do Tapeceiro fabrica sofá e poltrona, além de trabalhar com revenda de produtos já acabados como tapetes e mesas de centro. Figura 2 - Sofá. Figura 3 - Poltrona. Fonte: Autor. Fonte: Autor. 1.1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E GEOMÉTRICAS As características físicas e geométricas de um móvel de conforto como sofá e poltrona seguem medidas padrões (figura 4 e 5) de altura de assento e profundidade de encosto. A compreensão das características físicas e geométricas dos materiais utilizados auxilia na determinação de estabilidade, resistência e durabilidade, independentemente de seu desenho, materiais utilizados e processo de fabricação. O tamanho dos módulos de estofados são divididos de forma ergonômica visando o bem estar, o transporte e a instalação. Tem que levar em consideração a largura das portas, elevadores, escadas e outras passagens para garantir que o sofá vai poder ser entregue sem dificuldade. Porém fabricasse sofás e poltronas com medidas que são definidas durante o processo de aquisição junto com o cliente, sendo cada cliente único, esses produtos o chamamos de móveis planejados. 11 Na fabricação de sofás e poltronas planejadas é medido o cômodo que irá recebê-lo, considera-se um mínimo de 30 cm livre de cada lado, além do espaço de circulação entre os outros móveis, como mesas de centro e de canto. Para os sofás de dois lugares, por exemplo, costumam medir em torno de 1,60 m e os de 3 lugares em torno de 2,40 m. Figura 4 - Medidas padrões de Sofá Modular. Fonte: Autor. Figura 5 - Medidas padrões de Poltrona. Fonte: Autor. 12 1.2 MANIPULAÇÃO E ARMAZENAMENTO Para a manipulação dos materiais necessários para fabricação dos estofados se exige local limpo livre de poeira ou restos de madeira, sendo cada setor separado com paredes e portas. O armazenamento de matéria prima é feito em armários, mezanino, araras e almoxarifado. A limpeza do estofado deve ser minuciosa durante todo o processo até a entrega no seu ponto final, na casa do cliente. São utilizadas escovas macias e aspiradores para retirar qualquer tipo de sujeira que possa ter ocasionado durante o percurso do processo produtivo. Os produtos acabados são embalados com duas camadas de plástico-bolha, sendo sua estrutura acolchoada ajudando a dar uma proteção extra, e fixada com fita adesiva(figura 6). O estofado tem que estar seco durante o processo de embalagem, não pode apresentar indícios de umidades, para que o mofo não ataque, danificando a estrutura e o tecido. Além disso, quando o sofá tem pés fixos, são protegidos separadamente, envolvendo-os de forma individual, e não pode empilhar itens pesados em cima do sofá, pois isso pode estragar o estofamento e os tecidos com o tempo. Figura 6 - Sofás Embalados. Fonte: Autor. 13 1.3 CONDIÇÕES DE QUALIDADE O termo qualidade para Casa do Tapeceiro é fundamental tanto para os clientes que buscam segurança, conforto e confiabilidade na empresa e também para os colaboradores que são fundamentais para a execução e inspeção dos estofados oferecidos, estejam dentro das normas e padrões de qualidade exigidos. A qualidade vai além de que na execução e na elaboração dos estofados, bem como a preocupação com sua funcionalidade, vai até a casa de cada cliente visualizando a necessidade de cada indivíduo. O tratamento da empresa é focado no sistema de produção artesanal em que a qualidade da matéria-prima e a habilidade do tapeceiro são determinantes para definir o produto final, e são fatores que não se pode menosprezar, o carro chefe é a matéria-prima de qualidade e o motorista é o tapeceiro bem formado e motivado, garantindo qualidade estética, técnica e funcional. 2 DESCRIÇÃO DO PROCESSOS E OPERAÇÕES Várias metodologias de melhoria e mapeamento de processos vêm sendo elaboradas e estudadas ao longo do tempo. Essas metodologias, de forma generalizada, têm como principal objetivo representar graficamente, através de fluxos, mapas ou diagramas, um processo a ponto de que este possa ser entendido e assimilado por todas as partes interessadas. 2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO O processo de fabricação de um sofá ou poltrona, assim como os demais estofados, são constituídos basicamente pela sua estrutura, pelo tipo de espumagem e pelo revestimento escolhido. Todo o processo inicia com o Planejamento e Controle da Produção(PCP), derivando para o setor de corte de espuma, marcenaria e corte de tecido. Na marcenaria, começando pela estrutura de madeira que pode ser ricamente trabalhada exposta ou simplesmente cortada e tratada ficando escondida pelo estofamento. Os materiais utilizados para a estruturação do estofado podem ser derivados de madeira como compensado ou aglomerados colocados em partes que não sofrem muito esforço. A madeira é recebida em tábuas de 30 cm a 10 cm de largura por 4 metros de 14 comprimento, estas tábuas são cortadas na esquadrejadeira (anexo 1) em réguas de 5 cm de largura para uma melhor distribuição do peso e rigidez e são cortadas em partes menores na serra esquadria (anexo 2). Em seguida, o processo de montagem da estrutura com molas aspiral e percintas elásticas. As molas e percintas elásticas (anexo 3) são itens essenciais na estrutura do sofá para conferir apoio, elasticidade e conforto adequados. Com a estrutura pronta, pode receber a aplicação de cola e espuma (anexo 4) adequada devidamente a sua densidade já definida no PCP. O estofamento consiste em grampear (anexo 5) o tecido já costurado por máquinas industriais (anexo 6) na estrutura espumada, o estofamento é feito de forma minuciosa para não ter erro de montagem. A montagem das estruturas estofadas são feitas unindo as partes do assento, encosto e braço. Após inspeção durante a montagem o estofado é embalado e expedido. Quadro 3 -Fluxograma de Produção. Fonte: Autor. 15 2.2 FLUXOGRAMA DO PROCESSO GERAL Lucas et al (2015), aponta o fluxograma como, graficamente, o coração do mapeamento de processos, frequentemente utilizado para fins de processamento de informações, atua diretamente na gestão da empresa simplificando o entendimento de todas as etapas do processo. Sendo processo de venda da loja quanto do processo de produção na fábrica (figura 7). Alguns benefícios do uso do fluxograma de processos são: 1. Identificar os padrões de trabalho do processo; 2. Conhecer os insumos necessários para a sua execução; 3. Desenvolver uma visão sistêmica e estratégica do negócio. 4. Identificar facilmente processos desnecessários, perdas ou gargalos do processo; 5. Estudar a possibilidade de incluir novos processos. Figura 7 - Fluxograma GeralFonte: Autor. 16 2.3 DIAGRAMA DE FLUXO DE PROCESSO Os diagramas são uma das formas mais robustas e abrangentes para representar graficamente um processo, do ponto de vista de seus componentes. Representam o processo indicando entradas, saídas, métodos, indicadores, pessoal envolvido e recursos utilizados. Os diagramas podem apresentar variações dependendo da notação utilizada, como de atividade, classe, comunicação, componente, entre outras. O fluxograma permite uma visão geral do processo, mas não a sua análise detalhada ( Harrington, 1993). Figura 8 - Diagrama de Fluxo de Processo. Fonte: Autor. 2.4 CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE PRODUÇÃO A classificação dos sistemas de produção permite discriminar grupos de técnicas de planejamento e gestão da produção apropriadas a cada tipo particular de sistema, o que racionaliza a escolha e a tomada de decisão sobre qual delas adotar em determinada circunstância. 17 Segundo Plossl (1993, p.55), afirma que do ponto de vista gerencial a classificação mais útil é por tipo de produção sendo: ● Fabricado sob medida ou pedido (poucos de um tipo); ● Lote ou intermitente (muita variedade, volume reduzido); ● Processo ou contínuo (pouca variedade, grande volume); ● Repetitivo (pouca variedade, grande volume); ● Controlada - rigidamente regulamentada pelo governo (alimentos, produtos farmacêuticos, serviços públicos) . O sistema de produção que mais se adequa para as atividades e objetivos da empresa Casa do Tapeceiro é uma forma Mista entre Fabricação sob medida e Repetitivo. Sendo que produtos comuns são fabricados de forma repetitiva e contínuo, são estes produtos: ● Poltronas padrão; ● Capas de almofadas; e, ● Puffs. E na fabricação sob medida são sofás e poltronas de dimensões únicas, podendo variar para cada cliente, estes produtos são fabricados através de pedidos, tornando uma junção com o processo puxado. 2.5 ARRANJO FÍSICO E LAYOUT ADOTADO A alocação das instalações na área da planta, conhecida também como layout, é conhecida por ter um impacto significativo sobre os custos de produção, prazos e produtividade (DRIRA; PIERREVAL; HAJRI-GABOUJ, 2007). Segundo Hudson e Haddad (2014), o layout assume cunho estratégico, além de proporcionar economia e incremento da produção, levando em consideração uma boa distribuição dos instrumentos de trabalho, pontos de armazenamento e o fator humano envolvido e como eles se relacionam. A Casa do Tapeceiro tem seu arranjo físico de forma celular, sendo um meio de conciliar os pontos positivos dos arranjos físicos linear e funcional de forma que agem como intermediário entre um e outro, aumentando sua flexibilidade e produtividade. E com layout de qualidade e otimizado, gerando uma harmonia visual, física e produtiva. Essa harmonia é algo muito importante para produtividade e segurança dos colaboradores, tornando a rotina de trabalho mais fácil, fluida e otimizada. 18 2.6 PLANO DE PRODUÇÃO Planejar é estabelecer os objetivos, bem como, delinear previamente o melhor caminho para alcançá-los. Através do planejamento determina-se onde objetiva-se chegar, as ações para isso, o intervalo de tempo em que isso será realizado, de que forma e qual a ordem (Chiavenato, 2004). Segundo Carvalho e Pacheco (2014, p. 136-137) “a inexistência de um planejamento acaba gerando diversos imprevistos que de uma forma ou outra interferem no desempenho produtivo da empresa”. A respeito da produção, Moreira (2012, p. 7-9), conceitua sistema de produção como um conjunto de atividades inter-relacionadas envolvidas na produção de bens ou de serviço. Nele estão envolvidos pessoas, materiais e equipamentos (Ballou, 2010). O plano de produção para os primeiros 12 meses é de maximizar o processo, produzir de forma empurrada gerando estoque para cobrir a demanda existente e para garantir estoque para uma eventual demanda inesperada, além de gerar dados fiáveis da capacidade real de produção dos colaboradores. Após manter o estoque de segurança a empresa adotará o processo fluido com ritmo desacelerado, para não fadigar o processo produtivo. Com a capacidade de equipamentos e mão-de-obra atual se estima uma produção de 24 jogos de sofás, 56 pares de poltronas por mês. A jornada de trabalho adotada pela Casa do Tapeceiro são de 44 horas semanais, sendo que diariamente, a empresa adotar uma jornada de 8 horas de segunda à sexta-feira iniciando às 08:00 horas da manhã até às 11:00 horas no período matutino e retornando o trabalho às 13:00 até as 18:00 no período vespertino, como horário de almoço das 11:00 e 13:00 horas totalizando duas horas de almoço. Aos sábados a empresa trabalha apenas meio período, entre as 08:00 e 12:00 horas. 2.7 ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS DE PRODUÇÃO O processo de produção e o ciclo de vida dos estofados devem impactar o mínimo possível ao meio ambiente. Tendo em vista alternativas sustentáveis que minimizem os resíduos madeireiros, tecidos e espumas, com o melhor gerenciamento dos mesmos. Os resíduos durante o processo de corte de tecido são separados e classificados como retalhos, estes retalhos conforme o seu tamanho e tipo de tecido é destinado para a fabricação de pequenas almofadas decorativas, para puffs modelo mosaico e para fabricação de tapetes. As sobras de espumas são trituradas e aplicadas como enchimento em almofadas. 19 Os recortes de madeiras menos são destinados para fabricação de puffs e pezinhos. Os recortes que não tem tamanho suficiente para uso interno são disponibilizados para doação. De acordo com Machado (2014), as alternativas para os resíduos de madeira seguem uma prioridade de gestão sendo: não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos de madeira (Figura 9). Figura 9 - Redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos de madeira Fonte: Machado (2014). 3 OUTROS 3.1 FONTES DE CAPTAÇÃO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA A empresa utilizará o sistema de abastecimento de água municipal, que atualmente é fornecido pelo sistema autônomo de água e esgoto - SAAE. A água provinda do SAAE será utilizada para a limpeza e manutenção da fábrica e também para a higiene dos trabalhadores. A água utilizada para o consumo dos trabalhadores também será provinda da SAAE, entretanto a empresa contará com filtros purificadores de água que irão garantir que todos os colaboradores consumam água totalmente segura e própria para o consumo humano. 20 3.2 FONTE DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA A energia elétrica é fornecida pela empresa Energisa Rondônia - Distribuidora De Energia S.a em Cacoal - RO. Esta empresa fornecerá energia elétrica necessária para o processo produtivo e área administrativa. 3.3 DESTINO DOS SUBPRODUTOS Em consideração aos subprodutos derivados da indústria de estofados existe um termo que é muito utilizado é o upcycling. Essa é uma técnica que consiste em reutilizar, criativamente, um material que seria descartado e usá-lo para criar algo novo. Tudo isso sem prejudicar a qualidade e a composição original. Tal processo vem sendo utilizado por diversas empresas e indústrias durante o processo produtivo. Na indústria de estofados uma forma de reutilizar os subprodutos são a fabricação de estopas de limpeza e pequenos tapetes de retalhos para assim diminuir a geração de resíduos. Também os recortes de madeiras são aproveitados no comércio local em fornalhas como combustível. 21 CAPÍTULO II - PROJETO DO TRABALHO 1 QUADRO DE PESSOAL O quadro de pessoal (quadro 4) é responsável por informar a quantidade de pessoas dentro de cada setor da empresa Casa do Tapeceiro e qual posição e função elas se encontram. Dessa forma, é possível mapear como cada funcionário colabora dentro da organização. A representação da estrutura organizacional da empresa está organizada no organograma funcional (apêndice B). Quadro 4 - Distribuição de colaboradores por setor. PROPRIETÁRIOS CARGO QUANTIDADE SÓCIO RESPONSÁVEL VENDAS 1 SÓCIO RESPONSÁVEL PRODUÇÃO 1 VENDAS CARGO QUANTIDADE VENDEDOR2 PRODUÇÃO CARGO QUANTIDADE TAPECEIRO 3 MARCENEIRO 2 AUXILIAR PRODUÇÃO 2 MARKETING CARGO QUANTIDADE MARKETING DIGITAL/MÍDIAS SOCIAIS 1 FINANCEIRO CARGO QUANTIDADE ANALISTA FINANCEIRO 1 RECURSOS HUMANOS CARGO QUANTIDADE GESTOR RECURSOS HUMANOS 1 SERVIÇO DE APOIO CARGO QUANTIDADE LIMPEZA E COPA 1 MANUTENÇÃO INDUSTRIAL 1 Fonte: Autor. 22 1.1 PERFIL DO PROFISSIONAL ESPERADO A criatividade, o potencial, o aprendizado e a vontade de cada pessoa vencer são valores humanos insubstituíveis, por mais que a tecnologia tenha avançado, as máquinas jamais substituirão a diversidade e capacidade humana em se adaptar dentro de uma organização. O capital humano é um dos bens de mais valor na Casa do Tapeceiro e é a partir disso que se define o perfil esperado de cada profissional. Quadro 5 - Competências, habilidades e atitudes esperadas. Setor Competência Habilidade Atitude Produção Tapeceiros e Marceneiro Fabricação e Desenvolvimento de novos produtos. Motivado, criativo, otimista e focado. Vendas Vendas e Marketing Comunicação, conversação, persistente e criativo. Motivado, alegre, proativo e atencioso. Financeiro Financeiro e Contador Conhecer as leis, responsável e transparente. Confiável e honesto. Marketing Marketing Criar experiências únicas, envolventes e satisfatórias. Criativo, alegre, proativo e atencioso. Fonte:Autor. 1.2 ESTRATÉGIAS E SELEÇÃO PROFISSIONAL A seleção profissional consiste na procura e atração de candidatos para uma determinada função que faz parte de um processo maior que é o de suprir e prover a organização de talentos e competências necessários à sua continuidade e sucesso em um contexto altamente dinâmico e competitivo (CHIAVENATO, 2009). A seleção dos colaboradores será realizada a partir de análise de currículos recebidos através de órgão especializados em trabalhadores e por divulgação dos meios de comunicação, após seleção de currículos é realizado entrevista pessoal, teste médico e teste de capacidade de cargo por 30 dias de experiência e em sequência a efetivação do mesmo. 23 1.3 MÉTODOS E FERRAMENTAS PARA TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO E DE CAPACITAÇÃO NO POSTO DE TRABALHO O treinamento é uma ferramenta capaz de transformar pessoas, a partir dele o desenvolvimento de habilidades acontece. Funcionário treinado é funcionário com alto nível de produtividade e qualidade, isso no âmbito profissional, porém o crescimento é pessoal. Para Dessler (2003, p.140), “treinamento é um conjunto de métodos usados para transmitir aos funcionários novos e antigos habilidades necessárias para o desempenho do trabalho” Toda nova contratação gera expectativas, tanto da pessoa contratada quanto da empresa. E para atender essas expectativas, o primeiro passo é introduzir o novo colaborador à realidade da empresa, transmitindo a ele a visão, a missão e os valores da organização, além das principais regras e recomendações. E para isso se realiza o treinamento de integração para se melhorar o clima organizacional. 1.4 MÉTODOS E MECANISMOS DE MOTIVAÇÃO DE EQUIPE DE TRABALHO A motivação é um marco empregado para estimular as pessoas a agirem de maneira otimista, com determinação e vontade. De acordo com Chiavenato (2002), a motivação é um tema muito estudado dentro da gestão de pessoas, e mesmo assim permanece sendo de grande importância na rotina das empresas. Muitas empresas arremetem na motivação de seus colaboradores, utilizando programas motivacionais, porém é muito difícil de entender, pois cada ser humano é excepcional. Para Bergamini (1997, p. 79), a “motivação intrínseca é uma força que se encontra no interior de cada pessoa que pode estar ligada a um desejo, esta força é vista como um impulso que leva os seres vivos à ação”, fazendo assim com que o colaborador busque a esforçar-se no ambiente de trabalho. Para a Casa do Tapeceiro é indispensável cultivar um clima organizacional propício para o estabelecimento de boas relações que motivem comunicação, qualidade e produtividade. As habilidades pessoais dos superiores devem ser sempre capazes de detectar talentos e estimular a autonomia e criatividade de cada indivíduo. O feedback das necessidades dos colaboradores deve ser constante com o pensamento de melhoria contínua. 24 2 ESTUDO DE ANÁLISE DO TRABALHO As organizações têm seu funcionamento e operações baseadas em uma gama de atividades e eventos que são desenvolvidos e muitas vezes se repetem diariamente. Gonçalves (2000) diz que as empresas oferecem produtos ou serviços, e que todo e qualquer trabalho que for desenvolvido, para a realização e geração destes produtos está enquadrado em algum processo. Ser uma organização capacitada a identificar as mudanças das expectativas, para se adaptar rapidamente a elas, significa ter sincronismo em relação ao mercado: os clientes analisam a organização por sua velocidade de resposta e se ela está adequada às suas necessidades, expectativas e desejos (ALBUQUERQUE; ROCHA, 2006). 2.1 MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS O mapofluxograma desenha a situação atual de um processo, representando graficamente a sequência de atividades que os compõem, ao mesmo tempo em que se analisa e objetiva modificações nesses mesmos processos de forma a transformá-lo e torná-lo mais eficiente (JUNIOR; SCUCUGLIA, 2011). Para PRADELLA et al(2012) o mapofluxograma permite racionalizar o processo, minimizando desperdícios, removendo atividades que não agregam valor do ponto e simplificando as operações, de forma a tornar a empresa mais competitiva e atraente. O mapofluxograma de pessoas da indústria Casa do Tapeceiro, encontra-se no Apêndice D deste projeto. 2.2 MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS O mapeamento de processos auxilia no entendimento e visualização de como os insumos são tratados, como sofrem as modificações necessárias para que neles seja agregado maior valor e como são entregues aos seus clientes. Deste modo, falhas, gargalos e etapas desnecessárias podem ser identificados e corrigidos, diminuindo gastos desnecessários e tornando a empresa mais competitiva. Ottoboni e Pagni (2003) afirmam que com o mapeamento de processos melhorias que aumentam a eficiência e eficácia dos processos podem ser identificadas, assim como a criação de indicadores de desempenho e a implantação das melhorias sugeridas. O mapofluxograma de processos da indústria Casa do Tapeceiro, encontra-se no Apêndice E deste projeto. 25 2.3 MAPA DE RISCO O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização e colocada em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto às principais áreas de risco. O mapa de risco da empresa Casa do Tapeceiro encontra-se no apêndice C. O mapa de riscos é um modelo participativo e pode ser um aliado de empresários e empregados auxiliando a encontrar soluções práticas para eliminar ou controlar riscos e melhorar o ambiente e as condições de trabalho e a produtividade. Com isso ganham os trabalhadores, com a proteção da vida, da saúde e da capacidade profissional e ganham as empresas, com a redução de perdas por horas paradas, danos em equipamentos e desperdício de matérias-primas. No mapa de riscos são representados por círculos de cores e tamanhos diferentes os locais e os fatores que podem gerar situações de perigo pela presença de agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais como demonstra o Quadro 6. Quadro 6 - Cores usadas no mapa de risco. Fonte: AreaSeg (2022). Riscos Biológicos Consideram-se agentes biológicos as bactérias, vírus, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, entre outros. 26 Riscos Físicos Considere os Riscos Físicos como: temperaturas extremas, pressões anormais, radiação e vibração, ruídos. Riscos Químicos Os agentes químicos são produtos ou substâncias que possam penetrar no organismo pela viarespiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Riscos Ergonômicos São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina intensa. Riscos de Acidentes Riscos de Acidentes são todos os fatores que colocam em perigo o trabalhador ou afetam sua integridade física ou moral. São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado. O mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e graficamente sinalizados. Contribuindo para a eliminação ou controle dos riscos detectados. As informações mapeadas são de grande interesse com vista à manutenção e ao aumento da competitividade, prejudicada pela descontinuidade da produção interrompida por acidentes. Também permite a identificação de pontos vulneráveis na sua planta. 27 2.4 NORMAS REGULAMENTADORAS NR As Normas Regulamentadoras – NR tratam-se do conjunto de requisitos e procedimentos relacionados à segurança e medicina do trabalho, de observância obrigatória às empresas privadas, públicas e órgãos do governo que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. O setor empresarial analisado no presente trabalho tem relacionado diretamente a sua área de atuação as seguintes NRs: NR-6, NR-8, NR-9, NR-10, NR-11, NR-12, NR-16, NR-17. Segue as suas respectivas apresentações: NR 6 - EPI As empresas são obrigadas a fornecer aos seus empregados equipamentos de proteção individual, destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. O EPI deve ser entregue gratuitamente, e a entrega deverá ser registrada. NR 8 - EDIFICAÇÕES Esta norma define os parâmetros para as edificações, observando-se a proteção contra a chuva, insolação excessiva ou falta de insolação, enfim, busca estabelecer condições de conforto nos locais de trabalho. NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. 28 NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE Visa estabelecer condições mínimas para garantir a segurança daqueles que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação. Cobrir em nível preventivo usuários e terceiros. NR 11– TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS Estabelece medidas de prevenção a Operação de Elevadores, Guindastes, Transportadores Industriais e Máquinas Transportadoras. Trata da padronização dos procedimentos operacionais, e assim, busca garantir a segurança de todos os envolvidos na atividade. NR 12– MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Determina, dentre outras coisas, as instalações e áreas de trabalho, distâncias mínimas entre as máquinas. Os equipamentos; dispositivos de acionamento, partida e parada das máquinas e equipamentos. Em seus vários anexos os equipamentos são mostrados de forma bem detalhada, sempre buscando a padronização das medidas de prevenção a serem adotadas, a fim de obtermos um trabalho mais seguro em todas as operações com o maquinário. NR 16 –ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS Define os critérios técnicos e legais para avaliar e caracterizar as atividades e operações perigosas e o adicional de periculosidade. Tendo em vista a presença de produtos inflamáveis e explosivos. NR 17 – ERGONOMIA Esta norma estabelece os parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do homem. Máquinas, ambiente, comunicações dos elementos do sistema, informações, processamento, tomada de decisões, organização, tudo isso gera consequências no trabalhador, e devem ser avaliados, e se necessário, reorganizados. 29 2.5 DIMENSIONAMENTO DE POSTO DE TRABALHO Buscando sempre a otimização das condições de trabalho humano, por meio de métodos da tecnologia e do desenho industrial o estudo da ergonomia tem como principal objetivo desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu trabalho e formas eficientes e seguras de desempenhá-lo visando à otimização do bem-estar e aumento da produtividade. Dois temas cruciais no âmbito da ergonomia são a segurança no trabalho e a prevenção dos acidentes laborais, e por isso a ergonomia sugere a criação de locais adequados e de apoios ao trabalho, cria métodos laborais e sistemas de retribuição de acordo com o rendimento de produção. O espaço necessário para a área de movimentação, segurança, processo, manutenção e do operador, pode ser demonstrado a partir do template da máquina de costura industrial como ilustra a figura 10. Figura 10 - Template da máquina de costura industrial .Fonte: Autor. 30 2.6 SOBRE AS ATIVIDADES: Para se ter controle sobre as atividades é essencial ser organizado e saber gerenciar o tempo de produção. O que facilita produzir com qualidade, entregar os resultados esperados ou até superar as expectativas, cumprir prazos sem passar sufoco, melhorar a produtividade e ter melhor controle sobre a rotina e facilitar o fluxo do dia a dia. 2.6.1 Ferramenta de Padronização de Tarefas A padronização de processos se torna importante para tornar uniforme a rotina e as atividades da empresa. Com a padronização de processos operacionais, a operação da organização se torna mais produtiva e consistente. A empresa tem implantada atualmente a prática do ciclo PDCA, utilizando as ferramentas SIPOC, POP (exemplo fabricação de estrutura), método Ishikawa e 5W2H (exemplo costura torta). Quadro 7 - Ferramenta SIPOC Casa do Tapeceiro. Fornecedores Entradas Processos Saídas Clientes Fornecedores de Matéria Prima Tecidos, espumas, colas, madeiras e artigos para tapeceiros. Classificar estocar no armazém repor showroom Estoque e showroom abastecido Cliente final e Fabricação própria. Fabricação própria Madeiras, tecidos, espumas e colas. Fabricação de estruturas; Espumar; Corte e Costura; Montagem. Sofás, Poltronas, cabeceiras e Puff Showroom Loja e Cliente final Fonte: Autor. Figura 11 - Método Ishikawa: Costura torta. Fonte: Autor. 31 Quadro 8 - 5W2H: Alinhamento de costura. Identificação do Plano de Ação Casa do Tapeceiro - Costura Objetivo / Meta Alinhamento perfeito das costuras. O que (What) Por que (Why) Onde (Where) Quem (Who) Quando (When) Como (How) Quanto Custa (How Much) Ação 1: Máquinas de costuras antigas. Comprar máquinas novas com melhor capacidade de costura. Para facilitar o trabalho e melhorar o alinhamento da costura. Revendedor autorizado Singer. Setor compras. Financeiro 31/05/22 Se deslocando até a loja autorizada Singer e efetuar a compra de uma máquina para costura reta. R$ 6.000,00 Ação 2: Tecidos resvaladiços. Fazer costuras visíveis somente em tecidos que aderentes. Para evitar desvio de costura. Em reunião. Setor de Planejamento de produto 02/06/22 Estabelecer em reunião com setor de planejamento do produto o uso não adequado de tecidos resvaladiços para costuras duplas. R$ 0,00 Ação 3: Local escuro. Aumentar o fluxo luminoso. Para aumentar a capacidade visual dos trabalhadorespara observar os possíveis desperfeitos de produção. Fábrica Responsável de manutenção 31/05/22 Realizar um estudo dos pontos com pouca luminosidade e instalação iluminação suficiente. Se possível realizar a troca para lâmpadas de alta capacidade em LED. R$ 3.000,00 Ação 4: Falta de climatização. Comprar climatizadores Para manter uma temperatura ambiente neutra, para que os trabalhadores possam desempenhar melhor suas tarefas diárias. Produção Setor compras. Financeiro 31/05/22 Se deslocar até a Fábrica EcoBrisa e comprar climatizadores industriais de alta capacidade e pedir instalação imediata. R$ 18.000,00 32 Ação 5: Falta de conhecimento. Capacitar o trabalhador responsável pela costura. Para realizar trabalhos uniformes e com perfeição. Evitando retrabalho e desperdício de materiais. Centro de Ensino - SENAI Recursos Humanos 05/05/22 Matricular os trabalhadores responsáveis pela costura em um curso de maestro de costura e aperfeiçoação de costura. R$ 1.800,00 Ação 6: Sobrecarga de trabalho. Planejar o ritmo de trabalho e trabalhar com margem de tempo. Para não sobre carregar o trabalhador e conseguir um melhor desempenho. Em reunião. Responsável de Produção 31/05/22 Redimensionar a produção aumentando o prazo de entrega dos produtos. R$ 0,00 Ação 7: Falta padronização de espessura entre linhas. Padronizar a espessura de costura entre linhas. Para manter uma constância na produção, uma padronização no produto. Em reunião. Responsável de Produção 31/05/22 Estabelecer um padrão de 1 cm entre linhas para costuras visíveis e realizar inspeção diárias na produção. R$ 0,00 Ação 8: Local inadequado da máquina. Alocar as máquinas e equipamentos em uma melhor distribuição. Para facilitar o manuseio das máquinas e evitar perda de tempo em fluxo. Fábrica Responsável de Produção 05/06/20 22 Realizar um layout funcional para a produção priorizando a melhoria do trabalho de costura. R$ 0,00 Fonte: Autor. 33 Quadro 9 - POP Fabricação de estrutura. PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO - POP FABRICAÇÃO DE ESTRUTURA Código: F – 001 Edição: 01/2022 Data de elaboração: 10/07/2022 Página: 1 Revisar em: 10/07/2022 1.Objetivo CONSTRUIR UMA ESTRUTURA SOFÁ RETRO DE 1,20 METROS 2. Siglas 3. Referências 4.Responsabilidade ou gestor do POP MARCENEIRO 5.Descrição da operação FABRICAR UM SOFÁ RETRO DE 1,20 METROS COMPOSTO POR ASSENTO 100X50, ENCOSTO 100X42 E BRAÇO 10X50 6. Quando DE IMEDIATO APÓS CONFIRMAÇÃO DE DEMANDA 7.Como OBS. SEMPRE UTILIZAR EPI. 1. CORTAR AS MADEIRAS PARA ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO COM A SERRA CIRCULAR. 2. MONTAR ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO COLOCANDO COLA ENTRE AS JUNTAS E GRAMPEANDO COM GRAMPO /50. 3. JUNTAR ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO GRAMPEANDO COM GRAMPO /50 ENTRE SI. 4. FAZER O TRATAMENTO ANTI-INSETO (CUPIM E BROCA) APLICANDO VENENO COM BOMBA MANUAL EM TODA A ESTRUTURA JÁ MONTADA. 5. ESPERAR 3 HORAS APÓS O TRATAMENTO E LEVAR A ESTRUTURA PARA ESPUMAR. . 8. Onde SETOR MARCENARIA Elaborado por: Revisado por: Data Aprovador por: ENG. PROD. WEMERSON EQUIPE FABRICAÇÃO 10/07/2022 EXECUTIVO Fonte: Autor. 34 2.6.2 Tempo Padrão A maioria das técnicas de medida do trabalho envolve a divisão do trabalho a ser estudado em elementos. Para cada um desses elementos, são determinados tempos-padrão separados. O tempo padrão do trabalho todo é a soma de todos os tempos-padrão de seus elementos constituintes. Quando se estabelece um tempo-padrão para uma tarefa, o operador deverá executar a operação exatamente como especificada no registro do método padronizado ou na folha de instruções (BARNES,2004). As tarefas devem estar definidas em seus limites, possibilitando uma correta definição dos pontos de batida de cronômetro. A reunião de informações sobre o processo pode ser obtida através do mapeamento do processo. Por exemplo, a divisão do processo em unidades da fabricação de poltronas com braço de madeira: ● Fabricar estrutura: 1 hora; ● Espumar: 0,5 hora; ● Estofar: 1 hora; ● Montar: 1 hora, e; ● Testar e Certificar o produto acabado: 0,25 hora. 2.7 SOBRE O TRABALHADOR: Busca-se sempre a qualidade de vida no trabalho e consequentemente as boas condições para o bem-estar físico, emocional, psicológico, e financeiro da pessoa. 2.7.1 Condições Ambientais De acordo com a NR-17, as condições ambientais de trabalho devem estar adequadas às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado. Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, como no setor de corte e costura e análise de projetos, são recomendadas algumas condições de conforto, como o conforto acústico e térmico. Segundo consulta no CNAE, a empresa tem grau de risco 1 e como possui menos de 50 funcionários, não é obrigatória a contratação de engenheiro ou técnico em segurança do trabalho. 35 Em relação a formação da CIPA de acordo com a NR-5 conforme a empresa não possui mais de 20 funcionários não é obrigatório a formação da CIPA. Ficam os proprietários responsáveis por garantir que sejam estabelecidos e respeitados procedimentos específicos, visando evitar acidentes de trabalho e doenças laborais. A falta de uma CIPA definida, não deixa de ser necessário mapear as áreas da empresa que ofereçam risco aos trabalhadores, elaborar plano de trabalho de caráter preventivo, implementar ações preventivas e ministrar treinamento (teórico e prático) a todos os colaboradores da empresa. 2.7.2 Inclusão de Profissionais Portadores de Necessidades Especiais - PNE Os termos PPD e PNE, correspondentes a pessoa portadora de deficiência e pessoas com necessidades especiais, respectivamente, são muito utilizados para designar pessoas com deficiência. De acordo com o artigo 93 da Lei 8.213/1991, a empresa com 100 ou mais empregados deverá preencher de 2% a 5% por cento dos seus cargos, com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas, na seguinte proporção: I – até 200 empregados 2%; II – de 201 a 500 empregados 3%; III – de 501 a 1.000 empregados 4%; IV – de 1.001 em diante 5%. Entende-se por habilitação e reabilitação profissional o processo orientado a possibilitar que a pessoa portadora de deficiência, a partir da identificação de suas potencialidades laborativas, adquira o nível suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso e reingresso no mercado de trabalho e participar da vida comunitária. 36 REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, Alan; ROCHA, Paulo. Sincronismo Organizacional. 1.ed. São Paulo: Saraiva, 2006. AREASEG. CORES USADAS NO MAPA DE RISCO. Disponível em: . Acesso em: 13 de julho de 2022. BARNES, RALPH M.. Estudo de Movimentos e de Tempos: Projeto e Medida de Trabalho. São Paulo:Edgard Blucher, 2004. 635p. BERGAMINI, Cecília W. Motivação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997. CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2002. DESSLER, Gary. Administração de recursos humanos. 2.ed. São Paulo:Prentice Hall, 2003. DRIRA, Amine; PIERREVAL, Henri; HAJRI-GABOUJ, Sonia. Facility layout problems: A survey. Annual Reviews In Control, [s.l.], v. 31, n. 2, p.255-267, jan. 2007. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.arcontrol.2007.04.001. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. GESTÃO DE RISCOS. Disponível em: . Acesso em: 28 de junho de 2022. Gil, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 4 ed. 2006. HUDSON, P. S.; HADDAD, S. R. A Importância de um Layout na Armazenagem de Produtos Acabados. Um Estudo de Caso: Diplomata S/A Industrial e Comercial. Universidade Federal do Paraná: Curitiba, 2014. Disponível em: . Acesso em 12 de Julho de 2022. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativada população 2022. Disponível em: . Acesso em 03 de Agosto de 2022. JUNIOR P. J.; SCUCUGLIA R. Mapeamento e Gestão por Processos – BPM (Business Process Management). São Paulo: M. Books, 2011 LUCAS, A. s. et al Mapeamento de Processos: um estudo no ramo de serviços IJIE: Revista Iberoamericana de Engenharia Industrial. Florianópolis Vol 7 2015. Disponível em . Acesso em: 23 de Julho de 2022. LOJA DO MARCENEIRO. Serra Circular Esquadrejadeira. Disponível em . Acesso em 18 de Julho de 2022. http://cod.ibge.gov.br/36U2S 37 LOJA DO MARCENEIRO. Serra Esquadria. Disponível em . Acesso em 18 de Julho de 2022. MACHADO, M.B. Portal Resíduos Sólidos (PRS). Disponível em: . Acesso em: 27 de julho de 2022. NORMAS REGULAMENTADORAS. Disponível em: . Acesso em 25 de junho de 2022. NORMAS REGULAMENTADORAS. Disponível em: . Acesso em 25 de junho de 2022. OTTOBONI, C.; PAGNI, T. E. M. A importância do mapeamento de processos para a implementação do Balanced Scorecard. In Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 23, Ouro Preto. Anais... Minas Gerais: ENEGEP 2003. Pacar Ferramentas. Grampeador Pneumáticas. Disponível em: . Acesso em 18 de Julho de 2022. PLOSSL, George W. 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Acesso 18 de Julho de 2022. http://www.col.org/SiteCollectionDocuments/A5.pdf 38 ANEXOS Anexo 1 - Serra Circular Esquadrejadeira Fonte: Loja do Marceneiro(2022). Descrição do Produto ❖ Realiza as mesmas operações comuns das Esquadrejadeiras, com o diferencial de inclinação do eixo variando de 0° a 45° ❖ Trabalha os mesmos materiais e possui mesa com capacidade de corte de 2900mm ❖ Possui Guia EXAKTA de aperto rápido - um projeto exclusivo MAKSIWA ❖ Sistema prático e confiável de regulagem para o corte de chapas Especificações Técnicas ❖ Dimensões da mesa móvel: 720 x 950 mm ❖ Dimensões da mesa fixa: 680 x 500 mm ❖ Curso da mesa móvel: 2.900mm ❖ Largura de corte mesa fixa: 700mm ❖ Diâmetro máximo da serra: 300mm ❖ Altura máxima de corte: 90° : 80 mm / 45° : 70 mm ❖ Inclinação do eixo: 45° ❖ Motor: 3CV - 2 polos - Monofásico 39 Anexo 2 - Serra Esquadria Fonte: Loja do Marceneiro(2022). Descrição do Produto A Serra Esquadria conta com precisão de corte constante em corte de chanfrados e corte de esquadria. Linha de corte sem sombra, LED para cortes 100% preciso e melhor iluminação. Corte com bloqueio repetitivo. Possui cabeça chanfrada para cortes de chanfro duplo para grande versatilidade e braço telescópico para aumento na área de corte. Especificações Técnicas: ❖ Tensão: 220V ❖ Potência: 1800W ❖ Velocidades: 4800 RPM ❖ Diâmetro do disco: 10" (254mm) ❖ Corte Transversal 0° X 0°: A92xA285mm | A80xA310mm ❖ Corte de Esquadria 45° X 0°: A92xA190mm | A80xA210mm ❖ Corte de Bisel Esquerdo 0° X 45°:A47xA285mm | A45xA310mm ❖ Composto Esquerda 45° X 45°:A47xA190mm | A45xA210mm ❖ Corte de Bisel Direito 0° X 45°: A35xA285mm | A25xA310mm ❖ Composto Direito 45° X 45°: A35xA190mm | A25xA210mm ❖ Peso: 18,6Kg 40 Anexo 3 - Molas Bonnel Aspiral e Percintas Fonte: ViivaTex(2022). Descrição Molas ❖ Altura da mola: 12 cm aproximado ❖ Circunferência: 9 cm ❖ Peso: 90 gramas ❖ Material: Ferro Descrição Percintas ❖ Indicada para reforço em estofados de forma geral. ❖ Largura: aproximadamente 6 cm ❖ Composição: 30 % borracha e 70 % polipropileno ❖ Embalagem: 1kg (rolo de aproximadamente 20 metros) 41 Anexo 4 - Espuma e Pistola Fonte: JC Decor (2022). Fonte: Casa do Soldador (2022). Descrição Molas ❖ Espuma densidade: D33 ❖ Espessura: 12 cm ❖ Comprimento: 1 Metro ❖ Tipo: Especial Pró Selada Especificações Técnicas da Pistola ❖ Marca: Vonder ❖ Consumo de ar da pistola: 4,2 pcm a 7,1 pcm (pé/min) ❖ Pressão de trabalho da pistola (PSI): 29 lbf/pol a 50 lbf/pol ❖ Vazão:130 ml/min a 170 ml/min ❖ Tipo da caneca para pistola: Tipo gravidade ❖ Diâmetro do bico da pistola:1,4 mm ❖ Material do corpo da pistola: Alumínio ❖ Material da caneca para pistola: Plástico ❖ Material do bico da pistola: Inox ❖ Material da agulha da pistola: Inox ❖ Material da capa de ar da pistola: Latão ❖ Capacidade da caneca para pistola: 600 ml ❖ Rosca de entrada de ar da pistola:1/4 NPT (macho) 42 Anexo 5 - Grampeador Pneumático Fonte: Pacar (2022). Especificações ❖ Altura: 142 mm ❖ Comprimento: 200 mm ❖ Largura: 40 mm ❖ Peso: 0,89 kg ❖ Capacidade: 140 grampos ❖ Pressão de trabalho : 70 PSI (min) ❖ Pressão de trabalho : 100 PSI (máx) ❖ Consumo de ar: 0,5 L/golpe 43 Anexo 6 - Máquina Industrial Fonte: Singer (2022). Descrição ❖ Máquina Reta Eletrônica para uma ampla gama de materiais leves e design exclusivo. ❖ Sistema de controle integrado na máquina, resposta rápida com fácil ajuste e manuseio. ❖ Motor direct drive com economia de energia (550W). ❖ Área de costura Iluminada por LED. ❖ Manual de Instruções com Certificado de Garantia. ❖ Embalagem de óleo lubrificante. ❖ Agulhas Singer. 44 APÊNDICES APÊNDICE A - CNAE CASA DO TAPECEIRO 45 APÊNDICE B - ORGANOGRAMA FUNCIONAL 46 APÊNDICE C - MAPA DE RISCO 47 APÊNDICE D - MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS 48 APÊNDICE E - MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS