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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
Campus Professor Francisco Gonçalves Quiles - Cacoal
Departamento Acadêmico de Engenharia de Produção
WEMERSON SOARES DE SOUZA
PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UMA INDÚSTRIA DE ESTOFADOS NO
MUNICÍPIO DE CACOAL/RO
Cacoal
2022
WEMERSON SOARES DE SOUZA
PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DE UMA INDÚSTRIA DE ESTOFADOS NO
MUNICÍPIO DE CACOAL/RO
Projeto apresentado ao departamento de Engenharia
de Produção da Fundação Universidade Federal de
Rondônia, campus Professor Francisco Gonçalves
Quiles, como requisito para obtenção de nota na
disciplina Projeto de Instalações Industriais e Projeto
do Trabalho, ministradas pelo Prof. Esp. Alessandro
Aguilera Silva.
Cacoal
2022
LISTA DE QUADRO
Quadro 1 - Análise SWOT…...………………………………………………………………...8
Quadro 2 - Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa - quantitativa.…………….…...9
Quadro 3 -Fluxograma de Produção.……………………………………...………………….14
Quadro 4 - Distribuição de colaboradores por setor.….…………………...……………...….21
Quadro 5 - Competências, habilidades e atitudes esperadas.……………...……………...….22
Quadro 6 - Cores usadas no mapa de risco.………….………….………...………………….25
Quadro 7 - Ferramenta SIPOC Casa do Tapeceiro..……………….……...………………….30
Quadro 8 - 5W2H: Alinhamento de costura..……………..……………....………………….31
Quadro 9 - POP Fabricação de estrutura……………..…………………...…….…………….33
LISTA DE FIGURA
Figura 1 - Slogan Casa do Tapeceiro….……………………………………….………….......8
Figura 2 - Sofá…………...……………………………………………………………….......10
Figura 3 - Poltrona.…………………………………………………………………………...10
Figura 4 - Medidas padrões de Sofá Modular.………………………………………………..11
Figura 5 - Medidas padrões de Poltrona.………………………………….…………………..11
Figura 6 - Sofás Embalados.………………………………………………………………….12
Figura 7 - Fluxograma Geral………………………………………………………………….15
Figura 8 - Diagrama de Fluxo de Processo.…….…………………………………………….16
Figura 9 - Redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos de madeira………….19
Figura 10 - Template da máquina de costura industrial……....………...…………………….29
Figura 11 - Método Ishikawa: Costura torta.…..…...……………….……………………….30
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 7
1.1 JUSTIFICATIVA DO PROJETO 7
1.2 OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO 7
1.3 SOBRE A EMPRESA 7
1.4 O MUNICÍPIO DE CACOAL/RO 8
2 METODOLOGIA 9
2.1 TIPO, ABORDAGEM E MÉTODO DA PESQUISA 9
CAPÍTULO I - PROJETO DE INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS 10
1 CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS 10
1.1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E GEOMÉTRICAS 10
1.2 MANIPULAÇÃO E ARMAZENAMENTO 12
1.3 CONDIÇÕES DE QUALIDADE 13
2 DESCRIÇÃO DO PROCESSOS E OPERAÇÕES 13
2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO 13
2.2 FLUXOGRAMA DO PROCESSO GERAL 15
2.3 DIAGRAMA DE FLUXO DE PROCESSO 16
2.4 CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE PRODUÇÃO 16
2.5 ARRANJO FÍSICO E LAYOUT ADOTADO 17
2.6 PLANO DE PRODUÇÃO 18
2.7 ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS DE PRODUÇÃO 18
3 OUTROS 19
3.1 FONTES DE CAPTAÇÃO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA 19
3.2 FONTE DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA 20
3.3 DESTINO DOS SUBPRODUTOS 20
CAPÍTULO II - PROJETO DO TRABALHO 21
1 QUADRO DE PESSOAL 21
1.1 PERFIL DO PROFISSIONAL ESPERADO 22
1.2 ESTRATÉGIAS E SELEÇÃO PROFISSIONAL 22
1.3 MÉTODOS E FERRAMENTAS PARA TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO E DE
CAPACITAÇÃO NO POSTO DE TRABALHO 23
1.4 MÉTODOS E MECANISMOS DE MOTIVAÇÃO DE EQUIPE DE TRABALHO 23
2 ESTUDO DE ANÁLISE DO TRABALHO 24
2.1 MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS 24
2.2 MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS 24
2.3 MAPA DE RISCO 25
2.4 NORMAS REGULAMENTADORAS NR 27
2.5 DIMENSIONAMENTO DE POSTO DE TRABALHO 29
2.6 SOBRE AS ATIVIDADES: 30
2.6.1 Ferramenta de Padronização de Tarefas 30
2.6.2 Tempo Padrão 34
2.7 SOBRE O TRABALHADOR: 34
2.7.1 Condições Ambientais 34
2.7.2 Inclusão de Profissionais Portadores de Necessidades Especiais - PNE 35
REFERÊNCIAS 36
ANEXOS 38
APÊNDICES 44
7
1 INTRODUÇÃO
O sofá era originalmente um móvel de alta classe e só na época da industrialização que
o sofá converteu-se em um artigo imprescindível dos cidadãos nas casas de classe média e
baixa. Ao longo dos séculos o sofá ganhou tecnologia, novos materiais, design ergonômico e
ficou muito mais confortável. Assento de molas, almofadas com fibra siliconada, encostos
reclináveis e chaise retrátil potencializaram a experiência de conforto e a versatilidade das
peças. Hoje ele é uma das peças mais importantes do mobiliário.
No atual cenário econômico do mercado mobiliário, os estofados vêm se destacando, a
fim de explorar as oportunidades encontradas neste mercado aproveitando a experiência e o
aporte teórico da otimização dos sistemas de produção, com foco no planejamento e controle
da produção, a implantação de uma indústria de estofados no município de Cacoal/RO é
altamente aceitável, tendo com base sua localização no eixo da BR-364 e ser uma cidade
pioneira no ramo de estofados.
1.1 JUSTIFICATIVA DO PROJETO
A justificativa que pode se apresentar para a realização desse projeto é o interesse da
indústria de móveis em aproveitar a oportunidade das necessidades do público consumidor. E
oferecer uma alta empregabilidade, em função do trabalho ser eminentemente manual e a
mecanização no processo de produção ser muito baixa, não somente com empregos diretos
como também indiretamente.
1.2 OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO
Tem por objetivo geral elaborar um projeto que visa à implantação de uma indústria de
estofados no município de CACOAL/RO, com o nome fantasia Casa do Tapeceiro.
Sendo o objetivo específico realizar a descrição da empresa com informações gerais
sobre os aspectos relevantes a sua implantação, e suas estratégias de atuação no mercado.
1.3 SOBRE A EMPRESA
A empresa CASA DO TAPECEIRO localizada na avenida Castelo Branco, n° 19052,
Centro, Cacoal/RO sob a razão social de BSS COMERCIO DE ESTOFADOS LTDA, CNPJ
05.883.251/0001-85, especialista na fábrica de estofados, sofás, poltronas e venda de artigos
para tapeçaria, tecidos e tapetes.
8
Figura 1: Slogan CASA DO TAPECEIRO
Fonte: Autor.
A Casa do Tapeceiro tem como pilar de negócio fornecer e desenvolver produtos único
e exclusivo que atenda às mais diversas necessidades de seus clientes e parceiros, com
compromisso de melhoria contínua de seus produtos e serviços, levando até o cliente o
conforto e qualidade que eles merecem.
Como método de planejamento estratégico e auxílio para tomadas de decisões é
utilizado a análise SWOT cuja finalidade é detectar pontos fortes e fracos da empresa, com o
objetivo de torná-la mais eficiente e competitiva.
Quadro 1 - Análise SWOT.
FORÇAS FRAQUEZAS OPORTUNIDADES AMEAÇAS
Variedade de Produtos Tempo de produção Mercado Online Crise econômica
Serviços e Produtos
de Qualidade
Instalações alugadas Ampliar loja e fábrica Concorrentes
Equipe Qualificada Fornecedores limitados Publicidade em televisão Logística
Mais de 30 anos de
comércio
Fornecedores fora do
estado
Boa localização e
estacionamento
Fonte: Autor.
1.4 O MUNICÍPIO DE CACOAL/RO
A cidade de Cacoal está localizada no estado de Rondônia, às margens da BR-364, a
uma distância de 477 km da capital Porto Velho. De acordo com o censo demográfico
realizado pelo IBGE no ano de 2010 a população do município é de 78.574 habitantes,
estando 16.653 habitantes na zona rural e 61.921 habitantes na zona urbana, com uma
estimativa populacional para 2021 de 86.416 habitantes e é um dos cinco maiores municípios
do estado de Rondônia, com uma economia sólida e em plena expansão (IBGE, 2022).
9
2 METODOLOGIA
2.1 TIPO, ABORDAGEM E MÉTODO DA PESQUISA
O presente projeto apoia-se em um conceito amplo e atual sobre a fabricação de
estofados, sendo um tema que visa o conforto humano e o designer do ambiente,
caracterizando como um tipo de pesquisa exploratória, que segundo Gil (2002), a pesquisa
exploratória envolve: levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram
experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a
compreensão do tema.
Serão utilizadas ferramentas tais como: entrevistas, protocolos verbais, observações,
coleta de dados necessários e investigação de grupo socialespecífico. Que conforme
PRESTES (2011) tais ferramentas se enquadram como uma pesquisa de campo e tem como
objetivo qualificar, quantificar ou descrever diversas situações.
Na busca por uma melhor abordagem do tema, será utilizado de um método misto
entre métodos qualitativos e quantitativos. Que segundo SPRATT, WALKER e ROBINSON
(2004), utilizar múltiplas abordagens pode contribuir mutuamente para as potencialidades de
cada uma delas, além de suprir as deficiências de cada uma. Isto proporciona também
respostas mais abrangentes às questões de pesquisa, indo além das limitações de uma única
abordagem.
Quadro 2 - Comparação dos aspectos da pesquisa qualitativa - quantitativa.
ASPECTOS PESQUISA
QUANTITATIVA
PESQUISA
QUALITATIVA
Enfoque na interpretação do objeto Menor Maior
Importância do contexto do objeto
pesquisado Menor Maior
Proximidade do pesquisador em
relação aos fenômenos estudados Menor Maior
Alcance do estudo no tempo Instantâneo Intervalo maior
Quantidade de fontes de dados Uma Várias
Ponto de vista do pesquisador Externo à organização Interno à organização
Quadro teórico e hipóteses Definidas rigorosamente Menos estruturadas
Fonte: FONSECA, 2002.
10
CAPÍTULO I - PROJETO DE INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
1 CARACTERIZAÇÃO DOS PRODUTOS
A Casa do Tapeceiro fabrica sofá e poltrona, além de trabalhar com revenda de
produtos já acabados como tapetes e mesas de centro.
Figura 2 - Sofá. Figura 3 - Poltrona.
Fonte: Autor. Fonte: Autor.
1.1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E GEOMÉTRICAS
As características físicas e geométricas de um móvel de conforto como sofá e poltrona
seguem medidas padrões (figura 4 e 5) de altura de assento e profundidade de encosto. A
compreensão das características físicas e geométricas dos materiais utilizados auxilia na
determinação de estabilidade, resistência e durabilidade, independentemente de seu desenho,
materiais utilizados e processo de fabricação.
O tamanho dos módulos de estofados são divididos de forma ergonômica visando o
bem estar, o transporte e a instalação. Tem que levar em consideração a largura das portas,
elevadores, escadas e outras passagens para garantir que o sofá vai poder ser entregue sem
dificuldade. Porém fabricasse sofás e poltronas com medidas que são definidas durante o
processo de aquisição junto com o cliente, sendo cada cliente único, esses produtos o
chamamos de móveis planejados.
11
Na fabricação de sofás e poltronas planejadas é medido o cômodo que irá recebê-lo,
considera-se um mínimo de 30 cm livre de cada lado, além do espaço de circulação entre os
outros móveis, como mesas de centro e de canto. Para os sofás de dois lugares, por exemplo,
costumam medir em torno de 1,60 m e os de 3 lugares em torno de 2,40 m.
Figura 4 - Medidas padrões de Sofá Modular.
Fonte: Autor.
Figura 5 - Medidas padrões de Poltrona.
Fonte: Autor.
12
1.2 MANIPULAÇÃO E ARMAZENAMENTO
Para a manipulação dos materiais necessários para fabricação dos estofados se exige
local limpo livre de poeira ou restos de madeira, sendo cada setor separado com paredes e
portas. O armazenamento de matéria prima é feito em armários, mezanino, araras e
almoxarifado.
A limpeza do estofado deve ser minuciosa durante todo o processo até a entrega no seu
ponto final, na casa do cliente. São utilizadas escovas macias e aspiradores para retirar
qualquer tipo de sujeira que possa ter ocasionado durante o percurso do processo produtivo.
Os produtos acabados são embalados com duas camadas de plástico-bolha, sendo sua
estrutura acolchoada ajudando a dar uma proteção extra, e fixada com fita adesiva(figura 6).
O estofado tem que estar seco durante o processo de embalagem, não pode apresentar indícios
de umidades, para que o mofo não ataque, danificando a estrutura e o tecido.
Além disso, quando o sofá tem pés fixos, são protegidos separadamente,
envolvendo-os de forma individual, e não pode empilhar itens pesados em cima do sofá, pois
isso pode estragar o estofamento e os tecidos com o tempo.
Figura 6 - Sofás Embalados.
Fonte: Autor.
13
1.3 CONDIÇÕES DE QUALIDADE
O termo qualidade para Casa do Tapeceiro é fundamental tanto para os clientes que
buscam segurança, conforto e confiabilidade na empresa e também para os colaboradores que
são fundamentais para a execução e inspeção dos estofados oferecidos, estejam dentro das
normas e padrões de qualidade exigidos.
A qualidade vai além de que na execução e na elaboração dos estofados, bem como a
preocupação com sua funcionalidade, vai até a casa de cada cliente visualizando a
necessidade de cada indivíduo.
O tratamento da empresa é focado no sistema de produção artesanal em que a
qualidade da matéria-prima e a habilidade do tapeceiro são determinantes para definir o
produto final, e são fatores que não se pode menosprezar, o carro chefe é a matéria-prima de
qualidade e o motorista é o tapeceiro bem formado e motivado, garantindo qualidade estética,
técnica e funcional.
2 DESCRIÇÃO DO PROCESSOS E OPERAÇÕES
Várias metodologias de melhoria e mapeamento de processos vêm sendo elaboradas e
estudadas ao longo do tempo. Essas metodologias, de forma generalizada, têm como principal
objetivo representar graficamente, através de fluxos, mapas ou diagramas, um processo a
ponto de que este possa ser entendido e assimilado por todas as partes interessadas.
2.1 DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO
O processo de fabricação de um sofá ou poltrona, assim como os demais estofados,
são constituídos basicamente pela sua estrutura, pelo tipo de espumagem e pelo revestimento
escolhido.
Todo o processo inicia com o Planejamento e Controle da Produção(PCP), derivando
para o setor de corte de espuma, marcenaria e corte de tecido. Na marcenaria, começando pela
estrutura de madeira que pode ser ricamente trabalhada exposta ou simplesmente cortada e
tratada ficando escondida pelo estofamento.
Os materiais utilizados para a estruturação do estofado podem ser derivados de
madeira como compensado ou aglomerados colocados em partes que não sofrem muito
esforço. A madeira é recebida em tábuas de 30 cm a 10 cm de largura por 4 metros de
14
comprimento, estas tábuas são cortadas na esquadrejadeira (anexo 1) em réguas de 5 cm de
largura para uma melhor distribuição do peso e rigidez e são cortadas em partes menores na
serra esquadria (anexo 2). Em seguida, o processo de montagem da estrutura com molas
aspiral e percintas elásticas. As molas e percintas elásticas (anexo 3) são itens essenciais na
estrutura do sofá para conferir apoio, elasticidade e conforto adequados.
Com a estrutura pronta, pode receber a aplicação de cola e espuma (anexo 4) adequada
devidamente a sua densidade já definida no PCP. O estofamento consiste em grampear (anexo
5) o tecido já costurado por máquinas industriais (anexo 6) na estrutura espumada, o
estofamento é feito de forma minuciosa para não ter erro de montagem. A montagem das
estruturas estofadas são feitas unindo as partes do assento, encosto e braço. Após inspeção
durante a montagem o estofado é embalado e expedido.
Quadro 3 -Fluxograma de Produção.
Fonte: Autor.
15
2.2 FLUXOGRAMA DO PROCESSO GERAL
Lucas et al (2015), aponta o fluxograma como, graficamente, o coração do
mapeamento de processos, frequentemente utilizado para fins de processamento de
informações, atua diretamente na gestão da empresa simplificando o entendimento de todas as
etapas do processo. Sendo processo de venda da loja quanto do processo de produção na
fábrica (figura 7).
Alguns benefícios do uso do fluxograma de processos são:
1. Identificar os padrões de trabalho do processo;
2. Conhecer os insumos necessários para a sua execução;
3. Desenvolver uma visão sistêmica e estratégica do negócio.
4. Identificar facilmente processos desnecessários, perdas ou gargalos do processo;
5. Estudar a possibilidade de incluir novos processos.
Figura 7 - Fluxograma GeralFonte: Autor.
16
2.3 DIAGRAMA DE FLUXO DE PROCESSO
Os diagramas são uma das formas mais robustas e abrangentes para representar
graficamente um processo, do ponto de vista de seus componentes. Representam o processo
indicando entradas, saídas, métodos, indicadores, pessoal envolvido e recursos utilizados. Os
diagramas podem apresentar variações dependendo da notação utilizada, como de atividade,
classe, comunicação, componente, entre outras. O fluxograma permite uma visão geral do
processo, mas não a sua análise detalhada ( Harrington, 1993).
Figura 8 - Diagrama de Fluxo de Processo.
Fonte: Autor.
2.4 CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DE PRODUÇÃO
A classificação dos sistemas de produção permite discriminar grupos de técnicas de
planejamento e gestão da produção apropriadas a cada tipo particular de sistema, o que
racionaliza a escolha e a tomada de decisão sobre qual delas adotar em determinada
circunstância.
17
Segundo Plossl (1993, p.55), afirma que do ponto de vista gerencial a classificação
mais útil é por tipo de produção sendo:
● Fabricado sob medida ou pedido (poucos de um tipo);
● Lote ou intermitente (muita variedade, volume reduzido);
● Processo ou contínuo (pouca variedade, grande volume);
● Repetitivo (pouca variedade, grande volume);
● Controlada - rigidamente regulamentada pelo governo (alimentos, produtos
farmacêuticos, serviços públicos) .
O sistema de produção que mais se adequa para as atividades e objetivos da empresa
Casa do Tapeceiro é uma forma Mista entre Fabricação sob medida e Repetitivo. Sendo que
produtos comuns são fabricados de forma repetitiva e contínuo, são estes produtos:
● Poltronas padrão;
● Capas de almofadas; e,
● Puffs.
E na fabricação sob medida são sofás e poltronas de dimensões únicas, podendo variar
para cada cliente, estes produtos são fabricados através de pedidos, tornando uma junção com
o processo puxado.
2.5 ARRANJO FÍSICO E LAYOUT ADOTADO
A alocação das instalações na área da planta, conhecida também como layout, é
conhecida por ter um impacto significativo sobre os custos de produção, prazos e
produtividade (DRIRA; PIERREVAL; HAJRI-GABOUJ, 2007). Segundo Hudson e Haddad
(2014), o layout assume cunho estratégico, além de proporcionar economia e incremento da
produção, levando em consideração uma boa distribuição dos instrumentos de trabalho,
pontos de armazenamento e o fator humano envolvido e como eles se relacionam.
A Casa do Tapeceiro tem seu arranjo físico de forma celular, sendo um meio de
conciliar os pontos positivos dos arranjos físicos linear e funcional de forma que agem como
intermediário entre um e outro, aumentando sua flexibilidade e produtividade. E com layout
de qualidade e otimizado, gerando uma harmonia visual, física e produtiva. Essa harmonia é
algo muito importante para produtividade e segurança dos colaboradores, tornando a rotina de
trabalho mais fácil, fluida e otimizada.
18
2.6 PLANO DE PRODUÇÃO
Planejar é estabelecer os objetivos, bem como, delinear previamente o melhor caminho
para alcançá-los. Através do planejamento determina-se onde objetiva-se chegar, as ações
para isso, o intervalo de tempo em que isso será realizado, de que forma e qual a ordem
(Chiavenato, 2004).
Segundo Carvalho e Pacheco (2014, p. 136-137) “a inexistência de um planejamento
acaba gerando diversos imprevistos que de uma forma ou outra interferem no desempenho
produtivo da empresa”. A respeito da produção, Moreira (2012, p. 7-9), conceitua sistema de
produção como um conjunto de atividades inter-relacionadas envolvidas na produção de bens
ou de serviço. Nele estão envolvidos pessoas, materiais e equipamentos (Ballou, 2010).
O plano de produção para os primeiros 12 meses é de maximizar o processo, produzir
de forma empurrada gerando estoque para cobrir a demanda existente e para garantir estoque
para uma eventual demanda inesperada, além de gerar dados fiáveis da capacidade real de
produção dos colaboradores. Após manter o estoque de segurança a empresa adotará o
processo fluido com ritmo desacelerado, para não fadigar o processo produtivo. Com a
capacidade de equipamentos e mão-de-obra atual se estima uma produção de 24 jogos de
sofás, 56 pares de poltronas por mês.
A jornada de trabalho adotada pela Casa do Tapeceiro são de 44 horas semanais, sendo
que diariamente, a empresa adotar uma jornada de 8 horas de segunda à sexta-feira iniciando
às 08:00 horas da manhã até às 11:00 horas no período matutino e retornando o trabalho às
13:00 até as 18:00 no período vespertino, como horário de almoço das 11:00 e 13:00 horas
totalizando duas horas de almoço. Aos sábados a empresa trabalha apenas meio período, entre
as 08:00 e 12:00 horas.
2.7 ALTERNATIVAS SUSTENTÁVEIS DE PRODUÇÃO
O processo de produção e o ciclo de vida dos estofados devem impactar o mínimo
possível ao meio ambiente. Tendo em vista alternativas sustentáveis que minimizem os
resíduos madeireiros, tecidos e espumas, com o melhor gerenciamento dos mesmos.
Os resíduos durante o processo de corte de tecido são separados e classificados como
retalhos, estes retalhos conforme o seu tamanho e tipo de tecido é destinado para a fabricação
de pequenas almofadas decorativas, para puffs modelo mosaico e para fabricação de tapetes.
As sobras de espumas são trituradas e aplicadas como enchimento em almofadas.
19
Os recortes de madeiras menos são destinados para fabricação de puffs e pezinhos. Os
recortes que não tem tamanho suficiente para uso interno são disponibilizados para doação.
De acordo com Machado (2014), as alternativas para os resíduos de madeira seguem uma
prioridade de gestão sendo: não geração, redução, reutilização, reciclagem e tratamento de
resíduos de madeira (Figura 9).
Figura 9 - Redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos de madeira
Fonte: Machado (2014).
3 OUTROS
3.1 FONTES DE CAPTAÇÃO E ABASTECIMENTO DE ÁGUA
A empresa utilizará o sistema de abastecimento de água municipal, que atualmente é
fornecido pelo sistema autônomo de água e esgoto - SAAE. A água provinda do SAAE será
utilizada para a limpeza e manutenção da fábrica e também para a higiene dos trabalhadores.
A água utilizada para o consumo dos trabalhadores também será provinda da SAAE,
entretanto a empresa contará com filtros purificadores de água que irão garantir que todos os
colaboradores consumam água totalmente segura e própria para o consumo humano.
20
3.2 FONTE DE ABASTECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA
A energia elétrica é fornecida pela empresa Energisa Rondônia - Distribuidora De
Energia S.a em Cacoal - RO. Esta empresa fornecerá energia elétrica necessária para o
processo produtivo e área administrativa.
3.3 DESTINO DOS SUBPRODUTOS
Em consideração aos subprodutos derivados da indústria de estofados existe um termo
que é muito utilizado é o upcycling. Essa é uma técnica que consiste em reutilizar,
criativamente, um material que seria descartado e usá-lo para criar algo novo. Tudo isso sem
prejudicar a qualidade e a composição original. Tal processo vem sendo utilizado por diversas
empresas e indústrias durante o processo produtivo.
Na indústria de estofados uma forma de reutilizar os subprodutos são a fabricação de
estopas de limpeza e pequenos tapetes de retalhos para assim diminuir a geração de resíduos.
Também os recortes de madeiras são aproveitados no comércio local em fornalhas como
combustível.
21
CAPÍTULO II - PROJETO DO TRABALHO
1 QUADRO DE PESSOAL
O quadro de pessoal (quadro 4) é responsável por informar a quantidade de pessoas
dentro de cada setor da empresa Casa do Tapeceiro e qual posição e função elas se encontram.
Dessa forma, é possível mapear como cada funcionário colabora dentro da organização. A
representação da estrutura organizacional da empresa está organizada no organograma
funcional (apêndice B).
Quadro 4 - Distribuição de colaboradores por setor.
PROPRIETÁRIOS
CARGO QUANTIDADE
SÓCIO RESPONSÁVEL VENDAS 1
SÓCIO RESPONSÁVEL PRODUÇÃO 1
VENDAS
CARGO QUANTIDADE
VENDEDOR2
PRODUÇÃO
CARGO QUANTIDADE
TAPECEIRO 3
MARCENEIRO 2
AUXILIAR PRODUÇÃO 2
MARKETING
CARGO QUANTIDADE
MARKETING DIGITAL/MÍDIAS SOCIAIS 1
FINANCEIRO
CARGO QUANTIDADE
ANALISTA FINANCEIRO 1
RECURSOS HUMANOS
CARGO QUANTIDADE
GESTOR RECURSOS HUMANOS 1
SERVIÇO DE APOIO
CARGO QUANTIDADE
LIMPEZA E COPA 1
MANUTENÇÃO INDUSTRIAL 1
Fonte: Autor.
22
1.1 PERFIL DO PROFISSIONAL ESPERADO
A criatividade, o potencial, o aprendizado e a vontade de cada pessoa vencer são
valores humanos insubstituíveis, por mais que a tecnologia tenha avançado, as máquinas
jamais substituirão a diversidade e capacidade humana em se adaptar dentro de uma
organização.
O capital humano é um dos bens de mais valor na Casa do Tapeceiro e é a partir disso
que se define o perfil esperado de cada profissional.
Quadro 5 - Competências, habilidades e atitudes esperadas.
Setor Competência Habilidade Atitude
Produção Tapeceiros e
Marceneiro
Fabricação e
Desenvolvimento de novos
produtos.
Motivado, criativo,
otimista e focado.
Vendas Vendas e
Marketing
Comunicação,
conversação, persistente
e criativo.
Motivado, alegre,
proativo e atencioso.
Financeiro Financeiro e
Contador
Conhecer as leis, responsável
e transparente.
Confiável e honesto.
Marketing Marketing Criar experiências únicas,
envolventes e satisfatórias.
Criativo, alegre,
proativo e atencioso.
Fonte:Autor.
1.2 ESTRATÉGIAS E SELEÇÃO PROFISSIONAL
A seleção profissional consiste na procura e atração de candidatos para uma
determinada função que faz parte de um processo maior que é o de suprir e prover a
organização de talentos e competências necessários à sua continuidade e sucesso em um
contexto altamente dinâmico e competitivo (CHIAVENATO, 2009).
A seleção dos colaboradores será realizada a partir de análise de currículos recebidos
através de órgão especializados em trabalhadores e por divulgação dos meios de
comunicação, após seleção de currículos é realizado entrevista pessoal, teste médico e teste de
capacidade de cargo por 30 dias de experiência e em sequência a efetivação do mesmo.
23
1.3 MÉTODOS E FERRAMENTAS PARA TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO E DE
CAPACITAÇÃO NO POSTO DE TRABALHO
O treinamento é uma ferramenta capaz de transformar pessoas, a partir dele o
desenvolvimento de habilidades acontece. Funcionário treinado é funcionário com alto nível
de produtividade e qualidade, isso no âmbito profissional, porém o crescimento é pessoal.
Para Dessler (2003, p.140), “treinamento é um conjunto de métodos usados para transmitir
aos funcionários novos e antigos habilidades necessárias para o desempenho do trabalho”
Toda nova contratação gera expectativas, tanto da pessoa contratada quanto da
empresa. E para atender essas expectativas, o primeiro passo é introduzir o novo colaborador
à realidade da empresa, transmitindo a ele a visão, a missão e os valores da organização, além
das principais regras e recomendações. E para isso se realiza o treinamento de integração para
se melhorar o clima organizacional.
1.4 MÉTODOS E MECANISMOS DE MOTIVAÇÃO DE EQUIPE DE TRABALHO
A motivação é um marco empregado para estimular as pessoas a agirem de maneira
otimista, com determinação e vontade. De acordo com Chiavenato (2002), a motivação é um
tema muito estudado dentro da gestão de pessoas, e mesmo assim permanece sendo de grande
importância na rotina das empresas. Muitas empresas arremetem na motivação de seus
colaboradores, utilizando programas motivacionais, porém é muito difícil de entender, pois
cada ser humano é excepcional.
Para Bergamini (1997, p. 79), a “motivação intrínseca é uma força que se encontra no
interior de cada pessoa que pode estar ligada a um desejo, esta força é vista como um impulso
que leva os seres vivos à ação”, fazendo assim com que o colaborador busque a esforçar-se no
ambiente de trabalho.
Para a Casa do Tapeceiro é indispensável cultivar um clima organizacional propício
para o estabelecimento de boas relações que motivem comunicação, qualidade e
produtividade. As habilidades pessoais dos superiores devem ser sempre capazes de detectar
talentos e estimular a autonomia e criatividade de cada indivíduo. O feedback das
necessidades dos colaboradores deve ser constante com o pensamento de melhoria contínua.
24
2 ESTUDO DE ANÁLISE DO TRABALHO
As organizações têm seu funcionamento e operações baseadas em uma gama de
atividades e eventos que são desenvolvidos e muitas vezes se repetem diariamente. Gonçalves
(2000) diz que as empresas oferecem produtos ou serviços, e que todo e qualquer trabalho que
for desenvolvido, para a realização e geração destes produtos está enquadrado em algum
processo.
Ser uma organização capacitada a identificar as mudanças das expectativas, para se
adaptar rapidamente a elas, significa ter sincronismo em relação ao mercado: os clientes
analisam a organização por sua velocidade de resposta e se ela está adequada às suas
necessidades, expectativas e desejos (ALBUQUERQUE; ROCHA, 2006).
2.1 MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS
O mapofluxograma desenha a situação atual de um processo, representando
graficamente a sequência de atividades que os compõem, ao mesmo tempo em que se analisa
e objetiva modificações nesses mesmos processos de forma a transformá-lo e torná-lo mais
eficiente (JUNIOR; SCUCUGLIA, 2011). Para PRADELLA et al(2012) o mapofluxograma
permite racionalizar o processo, minimizando desperdícios, removendo atividades que não
agregam valor do ponto e simplificando as operações, de forma a tornar a empresa mais
competitiva e atraente. O mapofluxograma de pessoas da indústria Casa do Tapeceiro,
encontra-se no Apêndice D deste projeto.
2.2 MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS
O mapeamento de processos auxilia no entendimento e visualização de como os
insumos são tratados, como sofrem as modificações necessárias para que neles seja agregado
maior valor e como são entregues aos seus clientes. Deste modo, falhas, gargalos e etapas
desnecessárias podem ser identificados e corrigidos, diminuindo gastos desnecessários e
tornando a empresa mais competitiva. Ottoboni e Pagni (2003) afirmam que com o
mapeamento de processos melhorias que aumentam a eficiência e eficácia dos processos
podem ser identificadas, assim como a criação de indicadores de desempenho e a implantação
das melhorias sugeridas. O mapofluxograma de processos da indústria Casa do Tapeceiro,
encontra-se no Apêndice E deste projeto.
25
2.3 MAPA DE RISCO
O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais
de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização e colocada em
locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos que ali
atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto às principais áreas de risco.
O mapa de risco da empresa Casa do Tapeceiro encontra-se no apêndice C.
O mapa de riscos é um modelo participativo e pode ser um aliado de empresários e
empregados auxiliando a encontrar soluções práticas para eliminar ou controlar riscos e
melhorar o ambiente e as condições de trabalho e a produtividade. Com isso ganham os
trabalhadores, com a proteção da vida, da saúde e da capacidade profissional e ganham as
empresas, com a redução de perdas por horas paradas, danos em equipamentos e desperdício
de matérias-primas.
No mapa de riscos são representados por círculos de cores e tamanhos diferentes os
locais e os fatores que podem gerar situações de perigo pela presença de agentes físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais como demonstra o Quadro 6.
Quadro 6 - Cores usadas no mapa de risco.
Fonte: AreaSeg (2022).
Riscos Biológicos
Consideram-se agentes biológicos as bactérias, vírus, fungos, bacilos, parasitas,
protozoários, entre outros.
26
Riscos Físicos
Considere os Riscos Físicos como: temperaturas extremas, pressões anormais,
radiação e vibração, ruídos.
Riscos Químicos
Os agentes químicos são produtos ou substâncias que possam penetrar no organismo
pela viarespiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou
que, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Riscos Ergonômicos
São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura
inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período
noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e repetitividade, imposição de rotina
intensa.
Riscos de Acidentes
Riscos de Acidentes são todos os fatores que colocam em perigo o trabalhador ou
afetam sua integridade física ou moral. São considerados como riscos geradores de acidentes:
arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas;
ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento
inadequado.
O mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores
diante dos perigos identificados e graficamente sinalizados. Contribuindo para a eliminação
ou controle dos riscos detectados. As informações mapeadas são de grande interesse com
vista à manutenção e ao aumento da competitividade, prejudicada pela descontinuidade da
produção interrompida por acidentes. Também permite a identificação de pontos vulneráveis
na sua planta.
27
2.4 NORMAS REGULAMENTADORAS NR
As Normas Regulamentadoras – NR tratam-se do conjunto de requisitos e
procedimentos relacionados à segurança e medicina do trabalho, de observância obrigatória às
empresas privadas, públicas e órgãos do governo que possuam empregados regidos pela
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.
O setor empresarial analisado no presente trabalho tem relacionado diretamente a sua
área de atuação as seguintes NRs: NR-6, NR-8, NR-9, NR-10, NR-11, NR-12, NR-16, NR-17.
Segue as suas respectivas apresentações:
NR 6 - EPI
As empresas são obrigadas a fornecer aos seus empregados equipamentos de proteção
individual, destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
O EPI deve ser entregue gratuitamente, e a entrega deverá ser registrada.
NR 8 - EDIFICAÇÕES
Esta norma define os parâmetros para as edificações, observando-se a proteção contra
a chuva, insolação excessiva ou falta de insolação, enfim, busca estabelecer condições de
conforto nos locais de trabalho.
NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS
Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os
empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de
Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade
dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle
da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de
trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.
28
NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
Visa estabelecer condições mínimas para garantir a segurança daqueles que trabalham
em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação,
manutenção, reforma e ampliação. Cobrir em nível preventivo usuários e terceiros.
NR 11– TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE
MATERIAIS
Estabelece medidas de prevenção a Operação de Elevadores, Guindastes,
Transportadores Industriais e Máquinas Transportadoras.
Trata da padronização dos procedimentos operacionais, e assim, busca garantir a
segurança de todos os envolvidos na atividade.
NR 12– MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Determina, dentre outras coisas, as instalações e áreas de trabalho, distâncias mínimas
entre as máquinas. Os equipamentos; dispositivos de acionamento, partida e parada das
máquinas e equipamentos.
Em seus vários anexos os equipamentos são mostrados de forma bem detalhada,
sempre buscando a padronização das medidas de prevenção a serem adotadas, a fim de
obtermos um trabalho mais seguro em todas as operações com o maquinário.
NR 16 –ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS
Define os critérios técnicos e legais para avaliar e caracterizar as atividades e
operações perigosas e o adicional de periculosidade. Tendo em vista a presença de produtos
inflamáveis e explosivos.
NR 17 – ERGONOMIA
Esta norma estabelece os parâmetros que permitam a adaptação das condições de
trabalho às características psicofisiológicas do homem. Máquinas, ambiente, comunicações
dos elementos do sistema, informações, processamento, tomada de decisões, organização,
tudo isso gera consequências no trabalhador, e devem ser avaliados, e se necessário,
reorganizados.
29
2.5 DIMENSIONAMENTO DE POSTO DE TRABALHO
Buscando sempre a otimização das condições de trabalho humano, por meio de
métodos da tecnologia e do desenho industrial o estudo da ergonomia tem como principal
objetivo desenvolver e aplicar técnicas de adaptação do homem ao seu trabalho e formas
eficientes e seguras de desempenhá-lo visando à otimização do bem-estar e aumento da
produtividade.
Dois temas cruciais no âmbito da ergonomia são a segurança no trabalho e a
prevenção dos acidentes laborais, e por isso a ergonomia sugere a criação de locais adequados
e de apoios ao trabalho, cria métodos laborais e sistemas de retribuição de acordo com o
rendimento de produção. 
O espaço necessário para a área de movimentação, segurança, processo, manutenção e
do operador, pode ser demonstrado a partir do template da máquina de costura industrial
como ilustra a figura 10.
Figura 10 - Template da máquina de costura industrial
.Fonte: Autor.
30
2.6 SOBRE AS ATIVIDADES:
Para se ter controle sobre as atividades é essencial ser organizado e saber gerenciar o
tempo de produção. O que facilita produzir com qualidade, entregar os resultados esperados
ou até superar as expectativas, cumprir prazos sem passar sufoco, melhorar a produtividade e
ter melhor controle sobre a rotina e facilitar o fluxo do dia a dia.
2.6.1 Ferramenta de Padronização de Tarefas
A padronização de processos se torna importante para tornar uniforme a rotina e as
atividades da empresa. Com a padronização de processos operacionais, a operação da
organização se torna mais produtiva e consistente. A empresa tem implantada atualmente a
prática do ciclo PDCA, utilizando as ferramentas SIPOC, POP (exemplo fabricação de
estrutura), método Ishikawa e 5W2H (exemplo costura torta).
Quadro 7 - Ferramenta SIPOC Casa do Tapeceiro.
Fornecedores Entradas Processos Saídas Clientes
Fornecedores
de Matéria
Prima
Tecidos, espumas,
colas, madeiras e
artigos para
tapeceiros.
Classificar
estocar no
armazém
repor showroom
Estoque e
showroom
abastecido
Cliente final e
Fabricação
própria.
Fabricação
própria
Madeiras, tecidos,
espumas e colas.
Fabricação de
estruturas;
Espumar;
Corte e Costura;
Montagem.
Sofás,
Poltronas,
cabeceiras
e Puff
Showroom
Loja e Cliente
final
Fonte: Autor.
Figura 11 - Método Ishikawa: Costura torta.
Fonte: Autor.
31
Quadro 8 - 5W2H: Alinhamento de costura.
Identificação do Plano de Ação Casa do Tapeceiro - Costura
Objetivo / Meta Alinhamento perfeito das costuras.
O que (What) Por que (Why)
Onde
(Where)
Quem (Who)
Quando
(When)
Como (How)
Quanto Custa
(How Much)
Ação 1: Máquinas de costuras antigas.
Comprar
máquinas
novas com
melhor
capacidade de
costura.
Para facilitar o
trabalho e
melhorar o
alinhamento da
costura.
Revendedor
autorizado
Singer.
Setor
compras.
Financeiro
31/05/22
Se deslocando até a
loja
autorizada
Singer e
efetuar a
compra de
uma máquina para
costura reta.
R$
6.000,00
Ação 2: Tecidos resvaladiços.
Fazer costuras
visíveis
somente em
tecidos que
aderentes.
Para evitar
desvio de
costura.
Em
reunião.
Setor de
Planejamento
de produto
02/06/22
Estabelecer
em reunião
com setor de
planejamento do
produto o uso não
adequado de tecidos
resvaladiços para
costuras duplas.
R$ 0,00
Ação 3: Local escuro.
Aumentar o
fluxo
luminoso.
Para
aumentar a
capacidade
visual dos
trabalhadorespara
observar os
possíveis
desperfeitos de
produção.
Fábrica
Responsável
de
manutenção
31/05/22
Realizar um estudo
dos
pontos com
pouca
luminosidade e
instalação iluminação
suficiente. Se
possível
realizar a troca para
lâmpadas de alta
capacidade em LED.
R$
3.000,00
Ação 4: Falta de climatização.
Comprar
climatizadores
Para manter uma
temperatura
ambiente
neutra, para que
os
trabalhadores
possam
desempenhar
melhor suas
tarefas
diárias.
Produção
Setor
compras.
Financeiro
31/05/22
Se deslocar até a
Fábrica
EcoBrisa e
comprar
climatizadores
industriais de alta
capacidade e pedir
instalação
imediata.
R$
18.000,00
32
Ação 5: Falta de conhecimento.
Capacitar o
trabalhador
responsável
pela costura.
Para realizar
trabalhos
uniformes e com
perfeição.
Evitando
retrabalho e
desperdício de
materiais.
Centro de
Ensino -
SENAI
Recursos
Humanos
05/05/22
Matricular os
trabalhadores
responsáveis
pela costura em um
curso de maestro de
costura e
aperfeiçoação de
costura.
R$
1.800,00
Ação 6: Sobrecarga de trabalho.
Planejar o
ritmo de
trabalho e
trabalhar com
margem de
tempo.
Para não
sobre
carregar o
trabalhador e
conseguir
um melhor
desempenho.
Em
reunião.
Responsável
de Produção
31/05/22
Redimensionar a
produção
aumentando o prazo
de
entrega dos
produtos.
R$ 0,00
Ação 7: Falta padronização de espessura entre linhas.
Padronizar a
espessura de
costura entre
linhas.
Para manter uma
constância na
produção, uma
padronização no
produto.
Em
reunião.
Responsável
de Produção
31/05/22
Estabelecer
um padrão de 1 cm
entre
linhas para
costuras
visíveis e
realizar
inspeção
diárias na
produção.
R$ 0,00
Ação 8: Local inadequado da máquina.
Alocar as
máquinas e
equipamentos
em uma
melhor
distribuição.
Para facilitar o
manuseio das
máquinas e
evitar perda de
tempo em fluxo.
Fábrica
Responsável
de Produção
05/06/20
22
Realizar um layout
funcional para a
produção
priorizando a
melhoria do trabalho
de
costura.
R$ 0,00
Fonte: Autor.
33
Quadro 9 - POP Fabricação de estrutura.
PROCEDIMENTO OPERACIONAL
PADRÃO - POP
FABRICAÇÃO DE
ESTRUTURA
Código: F – 001
Edição: 01/2022
Data de
elaboração: 10/07/2022
Página: 1
Revisar em: 10/07/2022
1.Objetivo
CONSTRUIR UMA ESTRUTURA SOFÁ RETRO DE 1,20 METROS
2. Siglas
3. Referências
4.Responsabilidade ou gestor do POP
MARCENEIRO
5.Descrição da operação
FABRICAR UM SOFÁ RETRO DE 1,20 METROS COMPOSTO POR ASSENTO 100X50,
ENCOSTO 100X42 E BRAÇO 10X50
6. Quando
DE IMEDIATO APÓS CONFIRMAÇÃO DE DEMANDA
7.Como
OBS. SEMPRE UTILIZAR EPI.
1. CORTAR AS MADEIRAS PARA ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO
COM A SERRA CIRCULAR.
2. MONTAR ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO COLOCANDO COLA
ENTRE AS JUNTAS E GRAMPEANDO COM GRAMPO /50. 3.
JUNTAR ASSENTO, ENCOSTO E BRAÇO GRAMPEANDO COM
GRAMPO /50 ENTRE SI.
4. FAZER O TRATAMENTO ANTI-INSETO (CUPIM E BROCA)
APLICANDO VENENO COM BOMBA MANUAL EM TODA A
ESTRUTURA JÁ MONTADA.
5. ESPERAR 3 HORAS APÓS O TRATAMENTO E LEVAR A
ESTRUTURA PARA ESPUMAR.
.
8. Onde
SETOR MARCENARIA
Elaborado por: Revisado por: Data Aprovador por:
ENG. PROD. WEMERSON EQUIPE FABRICAÇÃO 10/07/2022 EXECUTIVO
Fonte: Autor.
34
2.6.2 Tempo Padrão
A maioria das técnicas de medida do trabalho envolve a divisão do trabalho a ser
estudado em elementos. Para cada um desses elementos, são determinados tempos-padrão
separados. O tempo padrão do trabalho todo é a soma de todos os tempos-padrão de seus
elementos constituintes. Quando se estabelece um tempo-padrão para uma tarefa, o operador
deverá executar a operação exatamente como especificada no registro do método padronizado
ou na folha de instruções (BARNES,2004).
As tarefas devem estar definidas em seus limites, possibilitando uma correta definição
dos pontos de batida de cronômetro. A reunião de informações sobre o processo pode ser
obtida através do mapeamento do processo. Por exemplo, a divisão do processo em unidades
da fabricação de poltronas com braço de madeira:
● Fabricar estrutura: 1 hora;
● Espumar: 0,5 hora;
● Estofar: 1 hora;
● Montar: 1 hora, e;
● Testar e Certificar o produto acabado: 0,25 hora.
2.7 SOBRE O TRABALHADOR:
Busca-se sempre a qualidade de vida no trabalho e consequentemente as boas
condições para o bem-estar físico, emocional, psicológico, e financeiro da pessoa.
2.7.1 Condições Ambientais
De acordo com a NR-17, as condições ambientais de trabalho devem estar adequadas
às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado.
Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação
intelectual e atenção constantes, como no setor de corte e costura e análise de projetos, são
recomendadas algumas condições de conforto, como o conforto acústico e térmico.
Segundo consulta no CNAE, a empresa tem grau de risco 1 e como possui menos de
50 funcionários, não é obrigatória a contratação de engenheiro ou técnico em segurança do
trabalho.
35
Em relação a formação da CIPA de acordo com a NR-5 conforme a empresa não
possui mais de 20 funcionários não é obrigatório a formação da CIPA. Ficam os proprietários
responsáveis por garantir que sejam estabelecidos e respeitados procedimentos específicos,
visando evitar acidentes de trabalho e doenças laborais.
A falta de uma CIPA definida, não deixa de ser necessário mapear as áreas da empresa
que ofereçam risco aos trabalhadores, elaborar plano de trabalho de caráter preventivo,
implementar ações preventivas e ministrar treinamento (teórico e prático) a todos os
colaboradores da empresa.
2.7.2 Inclusão de Profissionais Portadores de Necessidades Especiais - PNE
Os termos PPD e PNE, correspondentes a pessoa portadora de deficiência e pessoas
com necessidades especiais, respectivamente, são muito utilizados para designar pessoas com
deficiência.
De acordo com o artigo 93 da Lei 8.213/1991, a empresa com 100 ou mais
empregados deverá preencher de 2% a 5% por cento dos seus cargos, com beneficiários
reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas, na seguinte proporção:
I – até 200 empregados 2%;
II – de 201 a 500 empregados 3%;
III – de 501 a 1.000 empregados 4%;
IV – de 1.001 em diante 5%.
Entende-se por habilitação e reabilitação profissional o processo orientado a
possibilitar que a pessoa portadora de deficiência, a partir da identificação de suas
potencialidades laborativas, adquira o nível suficiente de desenvolvimento profissional para
ingresso e reingresso no mercado de trabalho e participar da vida comunitária.
36
REFERÊNCIAS
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Saraiva, 2006.
AREASEG. CORES USADAS NO MAPA DE RISCO. Disponível em:
. Acesso em: 13 de julho de 2022.
BARNES, RALPH M.. Estudo de Movimentos e de Tempos: Projeto e Medida de
Trabalho. São Paulo:Edgard Blucher, 2004. 635p.
BERGAMINI, Cecília W. Motivação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997.
CHIAVENATO, Idalberto. Recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2002.
DESSLER, Gary. Administração de recursos humanos. 2.ed. São Paulo:Prentice Hall,
2003.
DRIRA, Amine; PIERREVAL, Henri; HAJRI-GABOUJ, Sonia. Facility layout problems: A
survey. Annual Reviews In Control, [s.l.], v. 31, n. 2, p.255-267, jan. 2007. Elsevier BV.
http://dx.doi.org/10.1016/j.arcontrol.2007.04.001.
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GESTÃO DE RISCOS. Disponível em: . Acesso
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Gil, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 4 ed. 2006.
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Produtos Acabados. Um Estudo de Caso: Diplomata S/A Industrial e Comercial.
Universidade Federal do Paraná: Curitiba, 2014. Disponível em: . Acesso
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Disponível em: . Acesso em 03 de Agosto de 2022.
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LUCAS, A. s. et al Mapeamento de Processos: um estudo no ramo de serviços IJIE:
Revista Iberoamericana de Engenharia Industrial. Florianópolis Vol 7 2015. Disponível
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Acesso em: 23 de Julho de 2022.
LOJA DO MARCENEIRO. Serra Circular Esquadrejadeira. Disponível em . Acesso em 18 de Julho de 2022.
http://cod.ibge.gov.br/36U2S
37
LOJA DO MARCENEIRO. Serra Esquadria. Disponível em . Acesso em 18 de Julho de 2022.
MACHADO, M.B. Portal Resíduos Sólidos (PRS). Disponível em: . Acesso em: 27 de julho de 2022.
NORMAS REGULAMENTADORAS. Disponível em: . Acesso em 25 de junho de 2022.
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OTTOBONI, C.; PAGNI, T. E. M. A importância do mapeamento de processos para a
implementação do Balanced Scorecard. In Encontro Nacional de Engenharia de Produção,
23, Ouro Preto. Anais... Minas Gerais: ENEGEP 2003.
Pacar Ferramentas. Grampeador Pneumáticas. Disponível em: .
Acesso em 18 de Julho de 2022.
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PRADELLA, S.; FURTADO, J.C.; KIPPER, L.M. Gestão de processos da teoria à prática –
Aplicando a Metodologia de Simulação para a Otimização do Redesenho de processos.
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PRESTES, M. L. M. A pesquisa e a construção do conhecimento científico: do
planejamento aos textos, da escola à academia. 4. ed. – São Paulo: Rêspel, 2011.
HARRINGTON, H. J. Aperfeiçoando Processos Empresariais. São Paulo: Makron Books,
1993
Singer. Maquina Industrial. Disponível em: . Acesso em 18 de Julho de 2022.
SPRATT, C.; WALKER, R.; ROBINSON, B. Mixed research methods. Practitioner
Research and Evaluation Skills Training in Open and Distance Learning. Common
wealth of Learning, 2004. Disponível em:
>. Acesso 26 de julho de 2022.
ViivaTex Produtos para Decorar. Molas Bonnel Aspirais e Percinta elástica. Disponível em:
. Acesso 18 de Julho de 2022.
http://www.col.org/SiteCollectionDocuments/A5.pdf
38
ANEXOS
Anexo 1 - Serra Circular Esquadrejadeira
Fonte: Loja do Marceneiro(2022).
Descrição do Produto
❖ Realiza as mesmas operações comuns das Esquadrejadeiras, com o diferencial de
inclinação do eixo variando de 0° a 45°
❖ Trabalha os mesmos materiais e possui mesa com capacidade de corte de 2900mm
❖ Possui Guia EXAKTA de aperto rápido - um projeto exclusivo MAKSIWA
❖ Sistema prático e confiável de regulagem para o corte de chapas
Especificações Técnicas
❖ Dimensões da mesa móvel: 720 x 950 mm
❖ Dimensões da mesa fixa: 680 x 500 mm
❖ Curso da mesa móvel: 2.900mm
❖ Largura de corte mesa fixa: 700mm
❖ Diâmetro máximo da serra: 300mm
❖ Altura máxima de corte: 90° : 80 mm / 45° : 70 mm
❖ Inclinação do eixo: 45°
❖ Motor: 3CV - 2 polos - Monofásico
39
Anexo 2 - Serra Esquadria
Fonte: Loja do Marceneiro(2022).
Descrição do Produto
A Serra Esquadria conta com precisão de corte constante em corte de chanfrados e
corte de esquadria. Linha de corte sem sombra, LED para cortes 100% preciso e melhor
iluminação. Corte com bloqueio repetitivo. Possui cabeça chanfrada para cortes de chanfro
duplo para grande versatilidade e braço telescópico para aumento na área de corte.
Especificações Técnicas:
❖ Tensão: 220V
❖ Potência: 1800W
❖ Velocidades: 4800 RPM
❖ Diâmetro do disco: 10" (254mm)
❖ Corte Transversal 0° X 0°: A92xA285mm | A80xA310mm
❖ Corte de Esquadria 45° X 0°: A92xA190mm | A80xA210mm
❖ Corte de Bisel Esquerdo 0° X 45°:A47xA285mm | A45xA310mm
❖ Composto Esquerda 45° X 45°:A47xA190mm | A45xA210mm
❖ Corte de Bisel Direito 0° X 45°: A35xA285mm | A25xA310mm
❖ Composto Direito 45° X 45°: A35xA190mm | A25xA210mm
❖ Peso: 18,6Kg
40
Anexo 3 - Molas Bonnel Aspiral e Percintas
Fonte: ViivaTex(2022).
Descrição Molas
❖ Altura da mola: 12 cm aproximado
❖ Circunferência: 9 cm
❖ Peso: 90 gramas
❖ Material: Ferro
Descrição Percintas
❖ Indicada para reforço em estofados de forma geral.
❖ Largura: aproximadamente 6 cm
❖ Composição: 30 % borracha e 70 % polipropileno
❖ Embalagem: 1kg (rolo de aproximadamente 20 metros)
41
Anexo 4 - Espuma e Pistola
Fonte: JC Decor (2022). Fonte: Casa do Soldador (2022).
Descrição Molas
❖ Espuma densidade: D33
❖ Espessura: 12 cm
❖ Comprimento: 1 Metro
❖ Tipo: Especial Pró Selada
Especificações Técnicas da Pistola
❖ Marca: Vonder
❖ Consumo de ar da pistola: 4,2 pcm a 7,1 pcm (pé/min)
❖ Pressão de trabalho da pistola (PSI): 29 lbf/pol a 50 lbf/pol
❖ Vazão:130 ml/min a 170 ml/min
❖ Tipo da caneca para pistola: Tipo gravidade
❖ Diâmetro do bico da pistola:1,4 mm
❖ Material do corpo da pistola: Alumínio
❖ Material da caneca para pistola: Plástico
❖ Material do bico da pistola: Inox
❖ Material da agulha da pistola: Inox
❖ Material da capa de ar da pistola: Latão
❖ Capacidade da caneca para pistola: 600 ml
❖ Rosca de entrada de ar da pistola:1/4 NPT (macho)
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Anexo 5 - Grampeador Pneumático
Fonte: Pacar (2022).
Especificações
❖ Altura: 142 mm
❖ Comprimento: 200 mm
❖ Largura: 40 mm
❖ Peso: 0,89 kg
❖ Capacidade: 140 grampos
❖ Pressão de trabalho : 70 PSI (min)
❖ Pressão de trabalho : 100 PSI (máx)
❖ Consumo de ar: 0,5 L/golpe
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Anexo 6 - Máquina Industrial
Fonte: Singer (2022).
Descrição
❖ Máquina Reta Eletrônica para uma ampla gama de materiais leves e design exclusivo.
❖ Sistema de controle integrado na máquina, resposta rápida com fácil ajuste e
manuseio.
❖ Motor direct drive com economia de energia (550W).
❖ Área de costura Iluminada por LED.
❖ Manual de Instruções com Certificado de Garantia.
❖ Embalagem de óleo lubrificante.
❖ Agulhas Singer.
44
APÊNDICES
APÊNDICE A - CNAE CASA DO TAPECEIRO
45
APÊNDICE B - ORGANOGRAMA FUNCIONAL
46
APÊNDICE C - MAPA DE RISCO
47
APÊNDICE D - MAPOFLUXOGRAMA DE PESSOAS
48
APÊNDICE E - MAPOFLUXOGRAMA DE PROCESSOS

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