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Caderno de prova e orientações do 41º Concurso do Ministério Público de SC (fase objetiva matutina): regras de identificação e preenchimento do cartão‑resposta, proibições e penalidades, duração (4h), conferência de 200 questões e início da seção de Direito Constitucional em V/F.

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Fabio Breda

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 1 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
PROCESSO SELETIVO PREAMBULAR OBJETIVO 
FASE MATUTINA 
 
ORIENTAÇÕES GERAIS 
 
1. Somente poderão permanecer sob a carteira sua caneta e documento de identificação. 
2. O CANDIDATO DEVERÁ OBSERVAR A RESTRIÇÃO QUANTO AO USO DE 
EQUIPAMENTOS PROIBIDOS, CONFORME INSTRUÇÕES REPASSADAS PELO FISCAL, SOB 
PENA DE DESCLASSIFICAÇÃO. 
3. Verifique se há falha na impressão do cartão-resposta. 
4. Não identifique o cartão-resposta, exceto na parte inferior, na qual constam os campos destinados ao 
número de inscrição, nome, número de identidade e assinatura. 
5. Preencha com atenção o cartão-resposta, sem qualquer rasura. Esse cartão não pode ser amassado 
nem conter qualquer outra anotação, caso contrário as suas respostas não serão lidas. 
6. Observe o formato do número da inscrição no exemplo: 0419999 – os três primeiros dígitos já estão 
preenchidos; há necessidade de preencher os quatro últimos algarismos. 
7. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos. Não tente visualizar a prova dos 
demais candidatos. 
8. Ao receber o caderno de provas, confira imediatamente se contém 200 (duzentas) questões e se não há 
nenhuma falha de impressão. Havendo, solicite a substituição ao Fiscal. 
9. Não é permitida qualquer consulta, nem mesmo a textos legais. 
10. Todas as questões devem ser respondidas e conter apenas uma resposta (“V”, “F” ou “B”). Caso não 
seja marcada resposta alguma ou haja mais de uma resposta marcada, será atribuída a esta questão 0,50 
(cinquenta centésimos) ponto negativo. 
11. Ao término da prova, entregue aos fiscais o cartão-resposta e o caderno de provas. NÃO SERÁ 
PERMITIDO LEVAR O CADERNO DE PROVAS OU RASGAR PARTE DELE. 
12. Somente será permitido ao candidato destacar a última folha do caderno de provas, identificada como 
“folha-rascunho para anotação do gabarito”, e levá-la consigo SOMENTE A PARTIR DE 30 
MINUTOS ANTES DO TÉRMINO DA PROVA. 
13. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2 (duas) horas do início da prova, salvo 
autorização justificada da Coordenação do Concurso. 
14. Os 3 (três) últimos candidatos que terminarem a prova deverão permanecer em sala até que os 
procedimentos dos fiscais sejam concluídos. 
15. Após a entrega da prova, o candidato deve deixar imediatamente o local de prova, sendo vedado o uso 
dos banheiros internos. O celular, relógio e demais dispositivos eletrônicos só devem ser retirados do 
envelope após a sua saída do Centro em que realizada a prova. 
16. A duração da prova será de 4 (quatro) horas. 
17. Lembre-se de assinar a lista de presença. 
 
 
 
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 2 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
PROCESSO SELETIVO PREAMBULAR OBJETIVO 
FASE MATUTINA 
 
 
ANALISE OS ENUNCIADOS DAS QUESTÕES ABAIXO E 
ASSINALE “VERDADEIRO” – (V) OU “FALSO” – (F) 
 
É PERMITIDO DEIXAR DE RESPONDER QUESTÕES, 
DEVENDO-SE, NESSE CASO, ANOTAR “BRANCO” – (B) 
 
PROVA DE DIREITO 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
1ª QUESTÃO: 
( ) Os direitos fundamentais são bens e vantagens prescritos na norma constitucional, ao 
passo que as garantias fundamentais são os instrumentos através dos quais se assegura o 
exercício dos aludidos direitos, destacando-se que a garantias nem sempre estarão nas 
regras definidas constitucionalmente como remédios constitucionais. 
2ª QUESTÃO: 
( ) As normas constitucionais de eficácia contida possuem aplicabilidade imediata e plena, e 
não são suscetíveis de restrição por lei infraconstitucional. 
3ª QUESTÃO: 
( ) Dentre os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil estão promover os 
valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, construir uma sociedade livre, justa e 
solidária, e garantir o desenvolvimento nacional. 
4ª QUESTÃO: 
( ) O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das 
escolas públicas de ensino fundamental, e somente pode ter natureza não confessional, 
conforme o atual entendimento do Supremo Tribunal Federal. 
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 3 
5ª QUESTÃO: 
( ) O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, cabendo a 
tais comissões, em razão da matéria de sua competência, discutir e votar projeto de lei que 
dispensar, na forma do regimento, a competência do plenário, salvo se houver recurso de 
um décimo dos membros da Casa. 
6ª QUESTÃO: 
( ) São princípios constitucionais sensíveis estabelecidos na Constituição da República 
Federativa do Brasil: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e 
periódico; a separação dos Poderes; e os direitos e garantias individuais. 
7ª QUESTÃO: 
( ) No que pertine ao quinto constitucional para composição dos Tribunais Regionais 
Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios, formada a lista 
tríplice pelo tribunal, será enviada ao Poder Executivo, que, nos vinte dias subsequentes, 
escolherá um de seus integrantes para nomeação. 
8ª QUESTÃO: 
( ) Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma 
constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências 
necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em quarenta e cinco 
dias. 
9ª QUESTÃO: 
( ) Compete ao Superior Tribunal de Justiça julgar originariamente as causas em que forem 
partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município 
ou pessoa residente ou domiciliada no País. 
10ª QUESTÃO: 
( ) Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, nos últimos dois anos do 
período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última 
vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. 
11ª QUESTÃO: 
( ) A decretação da intervenção estadual no município, quando decorrente de provimento, 
pelo Tribunal de Justiça, de representação do Procurador-Geral de Justiça, submete-se ao 
controle político. 
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12ª QUESTÃO: 
( ) A Constituição da República Federativa do Brasil veda expressamente a distinção legal 
entre brasileiros natos ou naturalizados, sendo admitidas somente as diferenças de 
tratamento prevista na própria norma constitucional, as quais se referem a cargos 
privativos, assento no Conselho de Defesa Nacional, propriedade de empresa jornalística e 
radiodifusão, e extradição. 
13ª QUESTÃO: 
( ) Em conformidade com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os tratados e 
convenções sobre direitos humanos que não foram aprovados na forma do art. 5º, § 3º, da 
Constituição da República Federativa do Brasil, possuem natureza de normas supralegais. 
14ª QUESTÃO: 
( ) O brasileiro naturalizado poderá ser extraditado em caso de crime comum, praticado antes 
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins, na forma da lei. 
15ª QUESTÃO: 
( ) Para a decretação do estado de sítio, ao contrário do que ocorre com o estado de defesa, 
deverá haver prévia solicitação do Presidente da República de autorização do Congresso 
Nacional, que se manifestará pela maioria relativa de seus membros. 
16ª QUESTÃO: 
( )99 139 179 
20 60 100 140 180 
21 61 101 141 181 
22 62 102 142 182 
23 63 103 143 183 
24 64 104 144 184 
25 65 105 145 185 
26 66 106 146 186 
27 67 107 147 187 
28 68 108 148 188 
29 69 109 149 189 
30 70 110 150 190 
31 71 111 151 191 
32 72 112 152 192 
33 73 113 153 193 
34 74 114 154 194 
35 75 115 155 195 
36 76 116 156 196 
37 77 117 157 197 
38 78 118 158 198 
39 79 119 159 199 
40 80 120 160 200 
 
 
 
 
 
 
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 1 
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
PROCESSO SELETIVO PREAMBULAR OBJETIVO 
FASE VESPERTINA 
 
ORIENTAÇÕES GERAIS 
 
1. Somente poderão permanecer sob a carteira sua caneta e documento de identificação. 
2. O CANDIDATO DEVERÁ OBSERVAR A RESTRIÇÃO QUANTO AO USO DE 
EQUIPAMENTOS PROIBIDOS, CONFORME INSTRUÇÕES REPASSADAS PELO FISCAL, SOB 
PENA DE DESCLASSIFICAÇÃO. 
3. Verifique se há falha na impressão do cartão-resposta. 
4. Não identifique o cartão-resposta, exceto na parte inferior, na qual constam os campos destinados ao 
número de inscrição, nome, número de identidade e assinatura. 
5. Preencha com atenção o cartão-resposta, sem qualquer rasura. Esse cartão não pode ser amassado 
nem conter qualquer outra anotação, caso contrário as suas respostas não serão lidas. 
6. Observe o formato do número da inscrição no exemplo: 0419999 – os três primeiros dígitos já estão 
preenchidos; há necessidade de preencher os quatro últimos algarismos. 
7. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos. Não tente visualizar a prova dos 
demais candidatos. 
8. Ao receber o caderno de provas, confira imediatamente se contém 200 (duzentas) questões e se não há 
nenhuma falha de impressão. 
9. Não é permitida qualquer consulta, nem mesmo a textos legais. 
10. Todas as questões devem ser respondidas e conter apenas uma resposta (“V”, “F” ou “B”). Caso não 
seja marcada resposta alguma ou haja mais de uma resposta marcada, será atribuída a esta questão 0,50 
(cinquenta centésimos) ponto negativo. 
11. Ao término da prova, entregue aos fiscais o cartão-resposta e o caderno de provas. NÃO SERÁ 
PERMITIDO LEVAR O CADERNO DE PROVAS OU RASGAR PARTE DELE. 
12. Somente será permitido ao candidato destacar a última folha do caderno de provas, identificada como 
“folha-rascunho para anotação do gabarito”, e levá-la consigo SOMENTE A PARTIR DE 30 
MINUTOS ANTES DO TÉRMINO DA PROVA. 
13. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2 (duas) horas do início da prova, salvo 
autorização justificada da Coordenação do Concurso. 
14. Os 3 (três) últimos candidatos que terminarem a prova deverão permanecer em sala até que os 
procedimentos dos fiscais sejam concluídos. 
15. Após a entrega da prova, o candidato deve deixar imediatamente o local de prova, sendo vedado o uso 
dos banheiros internos. O celular, relógio e demais dispositivos eletrônicos só devem ser retirados do 
envelope após a sua saída do Centro em que realizada a prova. 
16. A duração da prova será de 4 (quatro) horas. 
17. Lembre-se de assinar a lista de presença. 
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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURSO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO 
 
PROCESSO SELETIVO PREAMBULAR OBJETIVO 
FASE VESPERTINA 
 
 
ANALISE OS ENUNCIADOS DAS QUESTÕES ABAIXO E 
ASSINALE “VERDADEIRO” – (V) OU “FALSO” – (F) 
 
É PERMITIDO DEIXAR DE RESPONDER QUESTÕES, 
DEVENDO-SE, NESSE CASO, ANOTAR “BRANCO” – (B) 
 
PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 
Considere o período em (a) para responder às Questões 1 a 4. 
(a) Será proibida a entrada de pessoas que se atrasarem para a reunião. 
1ª QUESTÃO: 
( ) A ordem lógica (canônica) da oração principal em (a) está invertida, pois o sujeito vem 
depois do predicado. 
2ª QUESTÃO: 
( ) Em pessoas que se atrasarem, o uso do pronome se antes do verbo está de acordo com a 
norma padrão escrita pela presença do pronome relativo que. 
3ª QUESTÃO: 
( ) A palavra proibida concorda opcionalmente com a palavra entrada no período em (a). 
Portanto, também estaria correto, de acordo com a norma padrão escrita: Será proibido a 
entrada de pessoas que se atrasarem para a reunião. 
4ª QUESTÃO: 
( ) Em (a), tem-se um período composto que possui duas orações: uma principal e outra 
coordenada. 
 
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Considere as orações em (b) para responder às Questões 5 e 6. 
(b) Todos os residentes da rua principal fizeram um protesto contra a falta de segurança à noite. 
Protestaram, ainda, contra o aumento do IPTU. 
5ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (b) estão de acordo com a norma padrão escrita, relativamente à regência 
nominal. 
6ª QUESTÃO: 
( ) O uso de vírgulas antes e depois de ainda justifica-se pelo fato de esse termo ter função 
explicativa na oração. 
Considere as duas orações em (a) e (b) para responder às Questões 7 e 8: 
(a) Você chegou atrasado e gostaria de saber o porquê. 
(b) Você chegou atrasado e gostaria de saber por que. 
7ª QUESTÃO: 
( ) Na oração em (a), o uso de porquê (substantivo) está correto. 
8ª QUESTÃO: 
( ) Na oração em (b), o uso de por que está errado, pois nesse contexto o correto seria por 
quê. 
9ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (a) e (b) estão corretas, de acordo com a norma padrão escrita, 
relativamente à colocação pronominal. 
(a) Sempre me disseram que isso era verdade. 
(b) Quem nos fará pensar diferentemente? 
10ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (a) e (b) estão corretas, de acordo com a norma padrão escrita, 
referentemente à concordância verbal. 
(a) A maioria das pessoas entendem que isso não se faz. 
(b) Vossa Excelência pediu que todos saíssem da sala. 
 
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 4 
Para responder às Questões 11 a 14, leia o Excerto 1. 
Excerto 1 
“[...] Desde a década de 1980, circula nos meios escolares e acadêmicos a discussão sobre a 
conveniência ou não do ensino-aprendizagem da gramática. Há várias razões para ensinar 
gramática. A primeira delas é política. O estudo da gramática normativa é um dos meios de 
conhecer a norma culta e a língua padrão. Esse conhecimento é a principal forma de toda a 
população ter acesso ao dialeto valorizado em diversas situações formais públicas, como, por 
exemplo, entrevistas de trabalho. Enquanto o preconceito linguístico ainda for grande fator de 
exclusão, aprender a dominar a norma culta é um direito que deve ser garantido a todos, para que 
possam interagir em qualquer evento sem sofrer discriminação. [...]” 
SARMENTO, Leila Lauar e TUFANO, Douglas. Português: Literatura-Gramática-Produção de 
Textos. Vol. 2. São Paulo: Moderna, 2010. [fragmento] 
11ª QUESTÃO: 
( ) Em circula nos meios escolares e acadêmicos, as palavras meios e acadêmicos são 
classificadas como adjetivos e, por isso, precisam concordar com o substantivo qualificado 
por elas. 
12ª QUESTÃO: 
( ) Desde a década de 1980 tem função de advérbio na oração. 
13ª QUESTÃO: 
( ) Em relação à pontuação, o trecho diversas situações formais públicas, como, por 
exemplo, entrevistas de trabalho poderia ser substituído, sem prejuízo à norma padrão 
escrita, por diversas situações formais públicas, como entrevistas de trabalho, por 
exemplo. 
14ª QUESTÃO: 
( ) Os verbos circula – possam – deve estãoconjugados no mesmo tempo e modo: presente 
do indicativo. 
Considere as orações (a), (b) e (c) para responder às Questões 15 a 17. 
(a) Há anos atrás, não se usava hífen na palavra micro-ondas. 
(b) Daqui há alguns anos, ninguém lembrará que se escrevia “microondas” sem hífen. 
(c) Custa-me entender as novas regras ortográficas. 
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15ª QUESTÃO: 
( ) A palavra micro-ondas deve ser grafada com hífen, pois o prefixo termina com a mesma 
vogal que inicia o segundo elemento. 
16ª QUESTÃO: 
( ) Daqui há alguns anos apresenta emprego correto do verbo haver. 
17ª QUESTÃO: 
( ) A oração em (c) está de acordo com a norma padrão escrita, pois o verbo custar, no sentido 
de ser difícil, é transitivo indireto. 
18ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (a) e (b) estão corretas, conforme a norma padrão escrita, referentemente à 
concordância verbal: 
(a) Precisa-se de vendedores. 
(b) Consertam-se condicionadores de ar. 
Considere o Excerto 2 a seguir para responder às Questões 19 a 21. 
Excerto 2 
“[...] Depois da aula, Hassan e eu passávamos a mão em um livro e corríamos para uma colina 
arredondada que ficava bem ao norte da propriedade de meu pai em Wazir Akbar Khan. Havia 
ali um velho cemitério abandonado, com várias fileiras de lápides com as inscrições apagadas e 
muito mato impedindo a passagem pelas aleias. Anos e anos de chuva e neve tinham enferrujado 
o portão de grade e deixado a mureta de pedras claras em ruínas. Perto da entrada do cemitério 
havia um pé de romã. Em um dia de verão, usei uma das facas de cozinha de Ali para gravar 
nossos nomes naquela árvore: “Amir e Hassan, sultões de Cabul.” Essas palavras serviram para 
oficializar o fato: a árvore era nossa. Depois da aula, Hassan e eu trepávamos em seus galhos e 
apanhávamos as romãs encarnadas. Depois de comer as frutas e limpar as mãos na grama, eu lia 
para Hassan. [...]” 
HOSSEINI, Khaled. O caçador de pipas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. p. 34. 
[fragmento] 
19ª QUESTÃO: 
( ) No início do excerto 2, há duas orações coordenadas cujo sujeito é o mesmo: nós. 
 
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 6 
20ª QUESTÃO: 
( ) A palavra cemitério tem acento gráfico, pois devem ser acentuadas todas as palavras 
proparoxítonas aparentes, terminadas em io. 
21ª QUESTÃO: 
( ) Se um pé de romã fosse substituído por dois pés de romãs, a oração estaria de acordo 
com a norma padrão escrita se fosse reescrita assim: Perto da entrada do cemitério haviam 
dois pés de romãs. 
22ª QUESTÃO: 
( ) Na oração nós visamos à vaga no certame, o uso da crase está correto, pois o verbo visar, 
no sentido empregado, exige a preposição a. 
23ª QUESTÃO: 
( ) A oração o uso excessivo de agrotóxicos na agricultura pode ser prejudicial a saúde e 
ao meio-ambiente está de acordo com a norma padrão escrita. 
24ª QUESTÃO: 
( ) Na oração O direito à educação é primordial, o uso do acento indicativo de crase é 
opcional. 
Considere o Excerto 3, que corresponde a uma mensagem de e-mail, para responder à 
Questão 25. 
Excerto 3 
Encaminho para Vossa Senhoria os documentos solicitados anexos. 
Att. 
fulano de tal 
25ª QUESTÃO: 
( ) O uso da palavra anexos está de acordo com a norma padrão escrita por ser um adjetivo e, 
nesse caso, deve sempre concordar com o substantivo. A saudação final Att. é inadequada 
já que não se trata da abreviatura de “Atenciosamente”, mas sim a abreviatura de outra 
palavra que não pertence à Língua Portuguesa, cujo significado é aos cuidados de. 
 
 
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 7 
26ª QUESTÃO: 
( ) Embora seja muito frequente o uso da preposição em com o verbo chegar, a norma padrão 
escrita exige o uso da preposição a. Dessa forma, o correto é cheguei ao trabalho e, não, 
cheguei no trabalho. 
27ª QUESTÃO: 
( ) Somente a oração em (a) está correta, quanto à regência do verbo esquecer. 
(a) Não se esqueça do livro. 
(b) Não esqueça o livro. 
Considere o Excerto 4 para responder às Questões 28 a 32: 
Excerto 4 
“[...] À chegada dos portugueses, entre 1 e 6 milhões de indígenas povoavam o território 
(brasileiro), falando cerca de 300 línguas diferentes, de que sobreviveram hoje cerca de 160. 
Essas línguas compreendem dois grandes troncos, o tronco macrotupi e o tronco macro-jê, cada 
qual com suas famílias, línguas e dialetos, além de 20 línguas isoladas, não classificadas em 
tronco. [...] A variedade de línguas indígenas e o nomadismo dos índios levaram-nos a praticar 
duas línguas gerais: a língua geral paulista e a língua geral amazônica, também chamada 
nheengatu. [...]” 
CASTILHO, Ataliba T. de e ELIAS, Vanda Maria. Pequena gramática do português brasileiro. 
São Paulo: Contexto, 2012. p. 442-443 [adaptado] 
28ª QUESTÃO: 
( ) O verbo sobreviveram concorda com indígenas, por isso está na terceira pessoa do plural. 
29ª QUESTÃO: 
( ) A variedade de línguas indígenas e o nomadismo dos índios têm função sintática de 
sujeito e é classificado como sujeito composto, pois apresenta dois núcleos. 
30ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a norma ortográfica vigente, a expressão não categorizadas também 
poderia ser grafada com hífen: não-categorizadas. 
31ª QUESTÃO: 
( ) O pronome oblíquo nos pode tanto ser um complemento direto do verbo, quanto indireto. 
No caso de levaram-nos tem função de objeto direto. 
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32ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a norma ortográfica, as palavras além e também recebem acento gráfico agudo, 
pois devem ser acentuadas todas as oxítonas, com mais de uma sílaba, terminadas em 
ditongo nasal grafado –EM ou –ENS (exceto alguns verbos). 
33ª QUESTÃO: 
( ) Uma oração subordinada pode ter função de complemento nominal, nesse caso será 
classificada como subordinada substantiva completiva nominal, como é o caso da oração 
subordinada em Tinha necessidade de que me ajudassem a subir as escadas. 
Considere os ditados populares em (a) e (b) para responder às Questões 34 a 36. 
(a) Pau que nasce torto morre torto. 
(b) Olho por olho, dente por dente. 
34ª QUESTÃO: 
( ) A ausência de artigo em ditados populares tem como propósito que o substantivo expresse 
um sentido vago ou impreciso. 
35ª QUESTÃO: 
( ) A oração que nasce torto é classificada como oração subordinada substantiva pois 
modifica o substantivo pau. 
36ª QUESTÃO: 
( ) O ditado popular em (b) é expresso por meio de uma oração sem sujeito. 
Leia o Excerto 5 para responder às Questões 37 e 38: 
Excerto 5 
“[...] No Direito, a linguagem tem merecido cada vez mais a atenção dos estudiosos, dada sua 
importância para o conhecimento jurídico. A linguagem, na realidade, impõe-se de maneira 
necessária para o investigador do Direito, uma vez que, olhados de perto, Direito e linguagem se 
confundem: é pela linguagem escrita que a doutrina se põe, que a jurisprudência se torna 
conhecida etc.; é pela linguagem escrita e falada que os advogados, os procuradores, os 
promotores defendem e debatem causas e os juízes as decidem; é pela linguagem escrita e falada 
que os professores ensinam o Direito e os estudantes o aprendem. Acima de tudo, é pela 
linguagem que se conhecem as normas jurídicas. [...]” 
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NUNES, Rizzatto. Manual de introdução ao estudo do direito. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 
266-267. [fragmento] 
37ª QUESTÃO: 
( ) Em A linguagem, narealidade, impõe-se de maneira necessária temos um clássico 
exemplo de sujeito indeterminado, pois o verbo está na terceira pessoa do singular, 
seguido do índice de indeterminação do sujeito. 
38ª QUESTÃO: 
( ) O uso do sinal de pontuação ponto-e-vírgula está correto no excerto 5, pois está separando 
orações coordenadas que formam uma antítese. 
39ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (a) e (b) estão escritas de acordo com a norma padrão escrita, relativamente 
à acentuação gráfica. 
(a) Há males que vem para o bem. 
(b) Mais de 800 mil cidadãos catarinenses têm acesso às filas de espera do SUS. 
Leia o Excerto 6 e responda às Questões 40 a 44. 
Excerto 6 
“[...] O jurídico aparece sempre na forma de linguagem textual, mais precisamente, na maneira 
verbal escrita, o que outorga maior estabilidade às relações deônticas entre os sujeitos das 
relações. Como tal, as Ciências da Linguagem, particularmente a Semiótica, desempenham papel 
decisivo para a investigação do objeto Direito. E, se pensarmos também na afirmação de Flusser, 
segundo a qual a língua é constitutiva da realidade, ficaremos autorizados a dizer que a 
linguagem (língua) do Direito cria, forma e propaga a realidade jurídica. [...]” 
CARVALHO, Paulo Barros. O legislador como poeta: alguns apontamentos sobre a teoria 
flusseriana aplicados ao Direito. IN: PINTO, Rosalice; CABRAL, Ana Lúcia Tinoco; 
RODRIGUES, Maria das Graças Soares (Orgs.). Linguagem e direito: perspectivas teóricas e 
práticas. São Paulo: Contexto, 2019. p. 25. [fragmento] 
40ª QUESTÃO: 
( ) O uso do acento indicativo de crase em outorga maior estabilidade às relações 
deônticas está correto por que a palavra estabilidade exige complemento iniciado por 
preposição. 
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41ª QUESTÃO: 
( ) As palavras Semiótica e Direito estão grafadas com letra inicial maiúscula, pois se 
referem a domínios do saber. De acordo com a norma ortográfica vigente, também 
poderiam ser grafadas com letra inicial minúscula. 
42ª QUESTÃO: 
( ) As palavras jurídico – deônticas – língua recebem acento gráfico por efeito da mesma 
regra de acentuação. 
43ª QUESTÃO: 
( ) Os advérbios são palavras invariáveis que modificam os verbos, os adjetivos ou outros 
advérbios. São exemplos de advérbios presentes no excerto 6: mais – precisamente – 
maior. 
44ª QUESTÃO: 
( ) Em se pensarmos também na afirmação de Flusser, segundo a qual a língua é 
constitutiva, a qual é um pronome relativo que tem por função fazer retomadas, 
garantindo a coesão no/do texto. Nesse caso, está retomando a afirmação de Flusser. 
45ª QUESTÃO: 
( ) As orações em (a) e em (b) estão corretas, de acordo com a norma padrão escrita, no que 
se refere à concordância verbal: 
(a) Havia muitas pessoas na fila dos centros de saúde nesta semana. 
(b) Faziam vinte anos que o recorde de duzentos e dez dias sem mortes por acidente na SC 401 
não era batido. 
PROVA DE DIREITO 
PROCESSO COLETIVO 
46ª QUESTÃO: 
( ) Diversos diplomas legislativos foram editados, dentro da sistemática da tutela coletiva, 
para regulamentar interesses individuais específicos/ou institutos específicos e dentre estes 
diplomas, podemos incluir o Estatuto da Criança e do Adolescente. 
 
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47ª QUESTÃO: 
( ) O microssistema da tutela coletiva é o conjunto formado pelas normas processuais, 
materiais e heterotópicas sobre processo coletivo nas diversas normas jurídicas positivadas 
em nosso ordenamento jurídico. 
48ª QUESTÃO: 
( ) O inquérito civil é de natureza unilateral e obrigatória, e será instaurado para apurar fato 
que possa autorizar a tutela dos interesses ou direitos a cargo só Ministério Público. 
49ª QUESTÃO: 
( ) A comunicação anônima, segundo a Resolução n. 23/2007, do CNMP, impede que o 
Ministério Público tome qualquer providência investigatória. 
50ª QUESTÃO: 
( ) O procedimento preparatório, uma vez vencido o prazo de 90 dias, deverá 
obrigatoriamente ser evoluído para inquérito civil, ou ser arquivado. 
51ª QUESTÃO: 
( ) A legitimação extraordinária é de aplicação exclusiva do processo coletivo. 
52ª QUESTÃO: 
( ) No regime jurídico da coisa julgada, nos processos coletivos, existe a possibilidade do 
aproveitamento do resultado do processo na esfera jurídica individual, que se denomina 
transporte in utilibus. 
53ª QUESTÃO: 
( ) Há previsão expressa no microssistema da tutela coletiva para a assunção da condução do 
processo, tanto na fase do conhecimento, quanto na fase de cumprimento de sentença. 
54ª QUESTÃO: 
( ) Nas demandas essencialmente coletivas, a eficácia subjetiva da coisa julgada material é 
erga omnes, conforme art. 103, I, do Código de Defesa do Consumidor, quando a tutela 
jurisdicional tiver como objeto o direito difuso, e será ultra partes, conforme art. 103, II, 
do Código de Defesa do Consumidor e art. 21, I, da Lei n. 12.016/2009, quando versar 
sobre a tutela jurisdicional do direito coletivo em sentido estrito. 
 
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55ª QUESTÃO: 
( ) O STJ consolidou jurisprudência no sentido de que, por aplicação analógica do art. 19 da 
Lei n. 4.717/1965, é cabível o reexame necessário na ação civil de improbidade 
administrativa julgada improcedente. 
56ª QUESTÃO: 
( ) Em ação civil pública ambiental, não é possível cumulação de pedido de obrigação de 
fazer e de reparação pecuniária, em razão do que dispõe o art. 3º da Lei n. 7.347/1985. 
57ª QUESTÃO: 
( ) O Ministério Público é parte legítima para propor demandas de saúde com beneficiários 
individualizados, contra entes federativos, ainda que não se tratem de direitos difusos, 
coletivos ou individuais homogêneos. 
58ª QUESTÃO: 
( ) Nas ações coletivas, a sentença de procedência, fará coisa julgada erga omnes. Assim, a 
liquidação e execução individual de sentença deve ser ajuizada no foro do órgão que a 
proferiu e em relação aos substituídos processuais que ali são domiciliados. 
59ª QUESTÃO: 
( ) Não é possível se exigir do Ministério Público o adiantamento dos honorários periciais em 
ação civil pública. Contudo, é possível seu custeio com recursos do Fundo de 
Reconstituição de Bens Lesados, por força do comando normativo do art. 6º da Lei 
Estadual n. 15.694/2011, desde que exaurida a possibilidade de execução da perícia pelos 
órgãos oficiais do Estado. 
60ª QUESTÃO: 
( ) A competência para julgar atos ímprobos previsto na Lei n. 8.429/1992 é do STF, STJ, 
TRFs, TJs, dos Estados e do DF, relativamente às pessoas que devam responder perante 
eles por crimes comuns e de responsabilidade. 
61ª QUESTÃO: 
( ) Nas ações coletivas de que trata o Código de Defesa do Consumidor, a sentença fará coisa 
julgada, ultra partes, em todo e qualquer caso, limitado ao grupo ou classe que guarde 
relação com o tema demandado. 
 
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DIREITO AMBIENTAL 
62ª QUESTÃO: 
( ) A conduta de suprimir vegetação marginal de curso d’água, em área considerada de 
preservação permanente pelo art. 4º, I, da Lei Federal n. 12.651/2012, sempre caracteriza o 
crime de “destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo 
que em formação ou utilizá-la com infringência das normas de proteção”, que está previsto 
no art. 38, caput, da Lei Federal n. 9.605/1998. 
63ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 12.651/2012, conhecida como Código Florestal, define como área de 
preservação permanente somente a coberta por vegetaçãonativa, com a função ambiental 
de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, 
facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das 
populações humanas. 
64ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 
n. 4.903, foi reconhecida a caracterização das nascentes e olhos d'água intermitentes como 
áreas de preservação permanente, de modo que, atualmente, a proteção do entorno destas 
áreas abrange o raio mínimo de 50 (cinquenta) metros no entorno das nascentes e dos 
olhos d’água perenes e intermitentes, nos termos do art. 4º, IV, da Lei Federal n. 
12.651/2012. 
65ª QUESTÃO: 
( ) É vedado ao titular do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, 
por acordo setorial ou termo de compromisso, encarregar-se de atividades de 
responsabilidade dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes nos sistemas 
de logística reversa previstos no art. 33 da Lei que institui a Política Nacional de Resíduos 
Sólidos, mesmo que as ações do Poder Público sejam, por estes, devidamente remuneradas 
na forma previamente acordada entre as partes. 
66ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica, veda a supressão de 
vegetação primária do Bioma Mata Atlântica, para fins de loteamento ou edificação, nas 
regiões metropolitanas e áreas urbanas consideradas como tal em lei específica, 
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estabelecendo restrições à supressão da vegetação secundária em estágio avançado de 
regeneração. 
67ª QUESTÃO: 
( ) Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de agrotóxicos, seus resíduos e 
embalagens; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; 
lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; e produtos 
eletroeletrônicos e seus componentes; têm a obrigação de estruturar e implementar 
sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso do consumidor, de 
forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos 
sólidos. 
68ª QUESTÃO: 
( ) Como regra geral, a Lei Federal n. 12.651/2012 somente admite a intervenção ou a 
supressão de vegetação nativa em Área de Preservação Permanente nas hipóteses de 
utilidade pública e de baixo impacto ambiental por esta previstas. 
69ª QUESTÃO: 
( ) Desde a data de registro do loteamento, passam a integrar o domínio do Município as vias 
e praças, os espaços livres e as áreas destinadas a edifícios públicos e outros equipamentos 
urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo. 
70ª QUESTÃO: 
( ) Dentre as obrigações do titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de 
resíduos sólidos previstas pela Legislação Federal, no âmbito da responsabilidade 
compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, estão o estabelecimento de coleta seletiva e 
a que consiste em dar disposição final ambientalmente adequada aos resíduos e rejeitos 
oriundos dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. 
71ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 6.766/1979 estabelece a percentagem mínima de áreas públicas de 35% 
(trinta e cinco por cento) do total da gleba, para os parcelamentos do solo, cabendo à 
legislação municipal definir as áreas mínimas e máximas de lotes e os coeficientes 
máximos de aproveitamento. 
 
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72ª QUESTÃO: 
( ) A implantação de trilhas para o desenvolvimento do ecoturismo, a construção e 
manutenção de cercas na propriedade e a construção de rampa de lançamento de barcos e 
pequeno ancoradouro, são algumas das hipóteses de atividades eventuais ou de baixo 
impacto ambiental definidas nas alíneas do inciso X do art. 3º da Lei Federal n. 
12.651/2012. 
73ª QUESTÃO: 
( ) O princípio ambiental do poluidor-pagador prevê a obrigação do agente responsável pela 
degradação ambiental de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao meio ambiente. 
74ª QUESTÃO: 
( ) É vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento não 
registrado, sendo que constitui crime qualificado dar início, de qualquer modo, ou efetuar 
parcelamento do solo para fins urbanos, por meio de venda, promessa de venda, reserva de 
lote ou quaisquer outros instrumentos que manifestem a intenção de vender lote em 
loteamento ou desmembramento não registrado no Registro de Imóveis competente. 
75ª QUESTÃO: 
( ) A inversão do ônus da prova não se aplica às ações de degradação ambiental. 
76ª QUESTÃO: 
( ) O princípio ambiental da prevenção não se confunde com o princípio ambiental da 
precaução. O princípio da prevenção se aplica quando existem elementos seguros para 
afirmar que uma determinada atividade é perigosa, sendo que têm por objetivo impedir a 
ocorrência de danos ao meio ambiente, por meio da imposição de medidas acautelatórias 
antes da implantação de empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou 
potencialmente poluidoras. 
77ª QUESTÃO: 
( ) Dentre os fundamentos em que a Política Nacional de Recursos Hídricos se baseia, está 
definida a bacia hidrográfica como a unidade territorial para implementação da Política 
Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de 
Recursos Hídricos. 
 
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78ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 11.445/2007 define como saneamento básico o conjunto de serviços, 
infraestruturas e instalações operacionais de: abastecimento de água potável; de 
esgotamento sanitário; e de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, excluindo deste 
conceito a drenagem e manejo das águas pluviais. 
79ª QUESTÃO: 
( ) No âmbito da competência comum, prevista pela Constituição da República, compete à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios legislar concorrentemente sobre a 
responsabilidade por dano ao meio ambiente. 
80ª QUESTÃO: 
( ) As obrigações ambientais possuem natureza propter rem, sendo admissível cobrá-las do 
proprietário ou possuidor atual e/ou dos anteriores, à escolha do credor. 
81ª QUESTÃO: 
( ) O Consema constitui instância superior do Sistema Estadual do Meio Ambiente, integrante 
da estrutura organizacional da Secretaria de Estado responsável pelo meio ambiente, de 
caráter colegiado, consultivo, regulamentador, deliberativo e com participação social 
paritária. 
82ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 9.433/1997, que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, prevê o 
uso prioritário das águas para fins energéticos. 
83ª QUESTÃO: 
( ) O tombamento é um dos instrumentos previstos para a proteção de bens integrantes do 
patrimônio histórico, mas somente gera os seus efeitos no final do processo administrativo, 
com o tombamento definitivo do bem. 
84ª QUESTÃO: 
( ) As unidades de conservação de proteção integral, da categoria Parque Nacional, quando 
criadas pelo Estado ou Município, serão denominadas, respectivamente, Parque Estadual e 
Parque Natural Municipal. 
 
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85ª QUESTÃO: 
( ) A categoria de unidade de conservação de proteção integral, denominada Monumento 
Natural, não pode ser constituída por áreas particulares. 
DEFESA DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA 
86ª QUESTÃO: 
( ) A aplicação das penalidades previstas no art. 12 da Lei n. 8.429/1992 pode ser isolada ou 
cumulativa. Porém, caracterizadoo prejuízo ao erário, o ressarcimento não pode figurar 
isoladamente como pena, já que não configura propriamente uma sanção. 
87ª QUESTÃO: 
( ) O procedimento estabelecido na Lei n. 8.429/1992, que prevê um juízo de delibação para o 
recebimento da inicial, precedido de notificação do demandado, somente é aplicável para 
as ações de improbidade administrativa, típicas. 
88ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 12.846/2013 introduziu uma tipologia de ilícitos passíveis de serem praticados 
por pessoas jurídicas, que se relacionem com a administração pública, que pode redundar 
em responsabilização administrativa e judicial, independente da demonstração de dolo ou 
culpa. 
89ª QUESTÃO: 
( ) O acordo de leniência previsto na Lei n. 12.846/2013, uma vez firmado e homologado, não 
interrompe a prescrição. 
90ª QUESTÃO: 
( ) Descumprido o acordo de leniência, a pessoa jurídica ficará impedida de celebrar novo 
acordo pelo prazo de 2 (dois) anos, contados a partir do conhecimento pela administração 
pública do referido descumprimento. 
91ª QUESTÃO: 
( ) Adquirida uma área pelo Poder Público, para fins de regularização fundiária, e não 
utilizada para esta finalidade, o agente responsável poderá ser responsabilizado por ato de 
improbidade. 
 
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92ª QUESTÃO: 
( ) As condutas tipificadas no art. 9º da Lei n. 8.429/1992, na forma comissiva, exigem que, 
além do prejuízo, ocorra enriquecimento ilícito. 
93ª QUESTÃO: 
( ) Os atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito, previstos no 
art. 9º da Lei n. 8.429/1992, admitem tentativa. 
94ª QUESTÃO: 
( ) A comprovação do dano ao erário não dispensa a prova da diminuição do patrimônio da 
entidade lesada. 
95ª QUESTÃO: 
( ) Os atos de improbidade administrativa que atentam contra os Princípios da Administração 
Pública, previstos no art. 11 da Lei n. 8.429/92, permitem a punição do agente imperito. 
96ª QUESTÃO: 
( ) Somente o Ministério Público detém legitimidade para propor ação de improbidade. 
97ª QUESTÃO: 
( ) É inadmissível a responsabilidade objetiva na aplicação da Lei n. 8.429/1992, exigindo-se 
a presença do elemento subjetivo de dolo nos casos de atos de improbidade que importam 
enriquecimento ilícito e que atentam contra os Princípios da Administração Pública, e 
culpa no caso de atos de improbidade administrativa que causam prejuízo ao erário. 
98ª QUESTÃO: 
( ) A presença de indícios da prática de ato ímprobo autoriza o recebimento da petição inicial, 
já que prevalece, nesta fase, o princípio do in dubio pro societate. 
99ª QUESTÃO: 
( ) A prescrição das sanções decorrentes dos atos de improbidade impede o prosseguimento 
da demanda, inclusive quanto ao pleito de ressarcimento dos danos causados ao erário. 
100ª QUESTÃO: 
( ) A medida cautelar de indisponibilidade de bens prevista no art. 7º da Lei n. 8.429/1992 
não é aplicável aos atos de improbidade administrativa que impliquem em violação aos 
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princípios da administração pública, já que, nestes não se exige demonstração de dano ao 
erário. 
101ª QUESTÃO: 
( ) Para caracterização de ato de improbidade previsto no art. 10 da Lei n. 8.429/1992, nos 
casos de dispensa indevida ou fraude a procedimento licitatório o dano ao erário prescinde 
de comprovação. 
102ª QUESTÃO: 
( ) A sujeição dos agentes políticos municipais ao Decreto Lei n. 201/1967 implica sua 
imunidade ao regime da improbidade administrativa instituído na Lei n. 8.429/1992. 
103ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o art. 3ª da Lei de Improbidade Administrativa, as disposições daquela lei 
são aplicáveis, no que couber, àquele que mesmo não sendo agente público, induza ou 
concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma, 
direta ou indireta. Assim, é viável a responsabilização exclusivamente contra particular, 
sem a presença do agente no cometimento do ato, tido como ímprobo. 
104ª QUESTÃO: 
( ) As ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de 
Improbidade Administrativa seguem os prazos prescricionais previstos no seu art. 23, com 
a ressalva de que, se o ato também for capitulado como crime, deverá ser considerado o 
prazo prescricional estabelecido em lei penal. 
105ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a despesa total de pessoal de um 
determinado município não poderá exceder 50% (cinquenta por cento) da receita corrente 
liquida. Se referida despesa ultrapassar o patamar de 90% (noventa por cento) do limite 
(limite prudencial), fica vedado ao Poder Executivo realizar alteração da estrutura de 
carreira que implique em aumento de despesa. 
106ª QUESTÃO: 
( ) Entidade privada que detém informação em virtude de vínculo com o Poder Público e que 
concede tratamento indevido à informação sigilosa fica sujeita à suspensão temporária de 
participar de licitação e ao impedimento de contratar com a Administração Pública, por 
prazo não superior a 2 (dois) anos. 
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107ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 13.460/2017 contempla o acompanhamento dos usuários na avaliação dos 
serviços públicos através de conselhos de usuários, atividade cujo desempenho não poderá 
ser remunerada. Dentre as atribuições do referido órgão consultivo encontra-se o 
acompanhamento e a avaliação da atuação do ouvidor. 
108ª QUESTÃO: 
( ) O termo de fomento é o instrumento adotado pela administração pública pata a consecução 
de planos de trabalho de iniciativa própria e de planos propostos por organizações da 
sociedade civil que envolvam a transferência de recursos financeiros. De acordo com a Lei 
n. 13.019/2014, ele somente produzirá efeitos após a publicação do extrato no meio oficial 
de publicidade da administração pública. 
109ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Anticorrupção tem como objeto a responsabilização civil e administrativa das 
pessoas físicas e jurídicas pela prática de atos contra a administração pública, sendo que, 
no âmbito administrativo, a competência para a instauração e julgamento do processo 
poderá ser delegada. 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
110ª QUESTÃO: 
( ) São direitos básicos do consumidor a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais 
e morais, individuais, coletivos e difusos. 
111ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) prevê que a instauração de 
inquérito civil obsta a decadência do direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil 
constatação, até seu encerramento. 
112ª QUESTÃO: 
( ) A torcida organizada só responde civilmente de forma subjetiva e solidária, pelos danos 
causados por qualquer dos seus associados ou membros no local do evento esportivo, em 
suas imediações ou no trajeto de ida e volta para o evento. 
 
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113ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, com fundamento no art. 127 
da Constituição Federal, o Ministério Público está legitimado a promover a tutela coletiva 
de direitos individuais homogêneos, mesmo de natureza disponível, quando a lesão a tais 
direitos, visualizada em seu conjunto, em forma coletiva e impessoal, transcender a esfera 
de interesses puramente particulares, passando a comprometer relevantes interesses 
sociais. 
114ª QUESTÃO: 
( ) Não sendo o vício do produto de consumo sanado no prazo máximo de 30 (trinta) dias, 
pode oconsumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: a substituição do produto por 
outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; a restituição imediata da quantia 
paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; o abatimento 
proporcional do preço. 
115ª QUESTÃO: 
( ) O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 (sete) dias a contar de sua 
assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, em todas as hipóteses de 
contratação de fornecimento de produtos e serviços. 
116ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Federal n. 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor) proíbe a publicidade 
enganosa, definida, exemplificativamente, como a publicidade que seja capaz de induzir o 
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. 
117ª QUESTÃO: 
( ) Compete à Justiça Federal julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço 
público de telefonia, quando a ANATEL for litisconsorte passiva necessária, assistente, ou 
opoente. 
118ª QUESTÃO: 
( ) O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor 
igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, 
salvo hipótese de engano justificável. 
 
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119ª QUESTÃO: 
( ) A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e 
serviços o exime de responsabilidade. 
120ª QUESTÃO: 
( ) Nas ações coletivas de defesa do consumidor, a sentença fará coisa julgada erga omnes, 
exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que 
qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de 
nova prova, na hipótese de tutela de direitos ou interesses difusos. 
121ª QUESTÃO: 
( ) Em caso de desistência infundada ou abandono da ação coletiva de defesa do consumidor 
por associação legitimada, somente o Ministério Público assumirá a titularidade ativa. 
122ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Defesa do Consumidor estabelece a nulidade de pleno direito das cláusulas 
contratuais abusivas relativas ao fornecimento de produtos e serviços, que transfiram 
responsabilidades a terceiros e estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do 
consumidor, dentre outras. 
123ª QUESTÃO: 
( ) Segundo o Código de Defesa do Consumidor, no que respeita à responsabilidade por vício 
do Produto e do Serviço, são considerados impróprios ao uso e consumo, os produtos que, 
por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam. 
124ª QUESTÃO: 
( ) As normas que regulamentam o Serviço de Atendimento ao Consumidor - SAC por 
telefone, no âmbito dos fornecedores de serviços regulados pelo Poder Público federal, 
não admitem a transferência da ligação, nos casos de reclamação e cancelamento de 
serviço, devendo todos os atendentes possuir atribuições para executar essas funções. 
125ª QUESTÃO: 
( ) Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em 
prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno 
direito as cláusulas que estabeleçam a perda parcial das prestações pagas em benefício do 
credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do 
produto alienado. 
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126ª QUESTÃO: 
( ) É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a internação 
hospitalar do segurado. 
127ª QUESTÃO: 
( ) Nas ações coletivas e individuais de defesa do consumidor, o Ministério Público, se não 
ajuizar a ação, atuará, obrigatoriamente, como fiscal da lei. 
128ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a União, os Estados e o Distrito Federal, 
em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão 
normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e 
serviços. 
129ª QUESTÃO: 
( ) Segundo dispõe o Código de Defesa do Consumidor, o orçamento prévio entregue pelo 
fornecedor de serviço ao consumidor, terá validade pelo prazo de 10 (dez) dias, contado de 
seu recebimento pelo consumidor e, após aprovado por este último, gera obrigações 
apenas para o primeiro. 
130ª QUESTÃO: 
( ) O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de 
consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato 
imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios 
publicitários veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do 
produto ou serviço. 
131ª QUESTÃO: 
( ) Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, baseada 
na defesa do consumidor, a conversão da obrigação em perdas e danos somente será 
admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do 
resultado prático correspondente. 
132ª QUESTÃO: 
( ) Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em 
linguagem de fácil compreensão, podendo conter quaisquer informações negativas que 
possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. 
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133ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Defesa do Consumidor, com base nos princípios de acesso aos órgãos 
administrativos e da facilitação de defesa dos direitos do consumidor, admite a celebração 
de cláusula contratual que determine a utilização compulsória de arbitragem. 
DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
134ª QUESTÃO: 
( ) Preceitua o Estatuto da Criança e do Adolescente que incumbe ao poder público fornecer 
gratuitamente, àqueles que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras 
tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e 
adolescentes. Também é obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus primeiros 24 
(vinte e quatro) meses de vida, de protocolo ou outro instrumento construído com a 
finalidade de facilitar a detecção, em consulta pediátrica de acompanhamento da criança, 
de risco para o seu desenvolvimento psíquico. 
135ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a redação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a permanência da criança e do 
adolescente em programa de acolhimento institucional não se prolongará por mais de 18 
(dezoito) meses, salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior interesse, 
devidamente fundamentada pela autoridade judiciária. 
136ª QUESTÃO: 
( ) O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a condenação criminal do pai ou da 
mãe não implicará a destituição do poder familiar, exceto somente nas hipóteses de 
condenação por crime doloso sujeito à pena de reclusão contra outrem igualmente titular 
do mesmo poder familiar ou contra filho ou filha. 
137ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece a Lei n. 8.069/1990 que o adotado tem direito de conhecer sua origem 
biológica, bem como de obter acesso irrestrito ao processo no qual a medida foi aplicada e 
seus eventuais incidentes, somente após completar 18 (dezoito) anos, assegurada 
orientação e assistência jurídica e psicológica. 
 
 
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138ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve a Lei n. 8.069/1990, quanto ao Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao 
Lazer, que é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente, dentre as hipóteses 
previstas: o atendimento em crechee pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; 
e acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
139ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 8.069/1990, a autorização para viajar não será exigida quando: 
tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente menor de 16 
(dezesseis) anos, se na mesma unidade da Federação, ou incluída na mesma região 
metropolitana; e a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver 
acompanhado: de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado 
documentalmente o parentesco; e de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe 
ou responsável. 
140ª QUESTÃO: 
( ) O Estatuto da Criança e do Adolescente, quanto às medidas específicas de proteção, 
estabelece que são gratuitas, a qualquer tempo, a averbação requerida do reconhecimento 
de paternidade no assento de nascimento e a certidão correspondente. 
141ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Súmula n. 605 do Superior Tribunal de Justiça que a superveniência da 
maioridade penal não interfere na apuração de ato infracional nem na aplicabilidade de 
medida socioeducativa em curso, inclusive na liberdade assistida, enquanto não atingida a 
idade de 21 (vinte e um) anos. 
142ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 8.069/1990 dispõe que são impedidos de servir no mesmo Conselho Tutelar 
marido e mulher, ascendentes e descendentes, sogro e genro ou nora, irmãos, cunhados, 
durante o cunhadio, tio e sobrinho, padrasto ou madrasta e enteado. Por sua vez, a 
Resolução Conanda n. 170/2014 estabelece que são impedidos de servir no mesmo 
Conselho Tutelar os cônjuges, companheiros, mesmo que em união homoafetiva, ou 
parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive. 
 
 
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143ª QUESTÃO: 
( ) Pelo Estatuto da Criança e Adolescente, os prazos estabelecidos nessa Lei e aplicáveis aos 
seus procedimentos são contados em dias corridos, excluído o dia do começo e incluído o 
dia do vencimento, vedado o prazo em dobro para a Fazenda Pública e o Ministério 
Público. 
144ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a redação do Estatuto da Criança e do Adolescente, quando o procedimento de 
destituição de poder familiar for iniciado pelo Ministério Público ou de quem tenha 
legítimo interesse, não haverá necessidade de nomeação de curador especial em favor da 
criança ou adolescente. 
145ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 8.069/1990, pontualmente quanto à infiltração de agentes de polícia para a 
investigação de crimes contra a dignidade sexual de criança e de adolescente, dispõe que a 
infiltração na internet, dar-se-á pela autoridade judiciária, de ofício ou a requerimento do 
Ministério Público ou representação de delegado de polícia. 
146ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 8.069/1990, a desistência do pretendente em relação à guarda para 
fins de adoção ou a devolução da criança ou do adolescente depois do trânsito em julgado 
da sentença de adoção importará na sua exclusão dos cadastros de adoção e na vedação de 
renovação da habilitação, salvo decisão judicial fundamentada, sem prejuízo das demais 
sanções previstas na legislação vigente. 
147ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 8.069/1990, o prazo máximo para conclusão da habilitação à adoção 
será de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que o total 
não exceda a 720 (setecentos e vinte) dias e seja demonstrada sua efetiva necessidade, a 
critério da autoridade judicial. 
148ª QUESTÃO: 
( ) Para os efeitos da Lei n. 13.257/2016 (Marco Legal da Primeira Infância), considera-se 
primeira infância o período que abrange os primeiros 6 (seis) anos completos ou 72 
(setenta e dois) meses de vida da criança. 
 
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149ª QUESTÃO: 
( ) Quanto aos procedimentos, a Lei n. 12.594/2012 (Lei Sinase) dispõe que as medidas de 
proteção, de advertência, de reparação do dano e de prestação de serviços à comunidade, 
quando aplicadas de forma isolada, serão executadas nos próprios autos do processo de 
conhecimento, enquanto para aplicação das medidas socioeducativas de liberdade 
assistida, semiliberdade ou internação, será constituído processo de execução para cada 
adolescente. 
150ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece a Lei n. 12.594/2012 (Lei Sinase) que a reavaliação da manutenção, da 
substituição ou da suspensão das medidas de meio aberto ou de privação da liberdade e do 
respectivo plano individual pode ser solicitada a qualquer tempo, a pedido da direção do 
programa de atendimento, do defensor, do Ministério Público, do adolescente, de seus pais 
ou responsável. E mais, que a autoridade judiciária poderá indeferir o pedido, de pronto, se 
entender insuficiente a motivação. 
151ª QUESTÃO: 
( ) Para a Lei n. 12.594/2012 (Lei Sinase) é vedado à autoridade judiciária aplicar nova 
medida de internação, por atos infracionais praticados anteriormente, a adolescente que já 
tenha concluído cumprimento de medida socioeducativa dessa natureza, ou que tenha sido 
transferido para cumprimento de medida menos rigorosa, sendo tais atos absorvidos por 
aqueles aos quais se impôs a medida socioeducativa extrema. 
152ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Lei n. 12.594/2012 (Lei Sinase) que é vedada a aplicação de sanção disciplinar 
de isolamento a adolescente interno, exceto seja essa imprescindível somente para garantia 
da segurança do próprio adolescente a quem seja imposta a sanção, sendo necessária ainda 
comunicação ao defensor, ao Ministério Público e à autoridade judiciária em até 24 (vinte 
e quatro) horas. 
153ª QUESTÃO: 
( ) A Resolução Conjunta Conanda/Conade n. 01/2018 estabelece diretrizes para o 
atendimento de crianças e de adolescentes com deficiência no Sistema de Garantia dos 
Direitos da Criança e do Adolescente, dentre elas, a de garantir que a oferta de educação 
bilíngue em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da Língua Portuguesa 
como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. 
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154ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Resolução n. 165/2012, do CNJ, a liberação do adolescente internado 
quando completados os 21 (vinte e um) anos independe de decisão judicial. No caso da 
internação provisória, liberado o jovem por qualquer motivo, antes de expirado o prazo 
máximo de privação de liberdade de 45 (quarenta e cinco) dias, a renovação da internação 
provisória não poderá ultrapassar o período que faltar ao alcance do prazo máximo legal. 
155ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Recomendação n. 33/2016, do CNMP, as Procuradorias Gerais de Justiça 
dos Ministérios Públicos dos Estados e do Distrito Federal e Territórios deverão promover 
estudos destinados a equipar as comarcas e foros regionais com mais de 100.000 (cem mil) 
habitantes, com Promotorias de Justiça com atribuição exclusiva em matéria de infância e 
juventude. Deverão também promover, nas comarcas com excessivo número de crianças e 
adolescentes acolhidos, mutirões/esforços concentrados de Promotores de Justiça, com 
designação de auxiliares se necessário, assim como de membros das equipes 
multidisciplinares, para possibilitar a revisão criteriosa de todos os casos. 
156ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Lei n. 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, os 
estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, 
terão a incumbência, dentre outras, de notificar ao Conselho Tutelar do Município a 
relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 50%(cinquenta por 
cento) do percentual permitido em lei. 
157ª QUESTÃO: 
( ) O Provimento n. 32/2013, do CNJ, que dispõe sobre as audiências concentradas nas Varas 
da Infância e Juventude, estabelece que caso o entendimento do Ministério Público seja 
pela não propositura da ação de destituição do poder familiar dos pais biológicos e a 
manutenção do acolhimento, ante o risco da perpetuação da indefinição da situação, 
recomenda-se ao magistrado, diante da excepcionalidade e provisoriedade da medida 
protetiva de acolhimento, que, encaminhe cópia dos autos ao Procurador Geral de Justiça 
para eventual reexame, podendo, para tanto, se utilizar da analogia com o disposto no art. 
28 do CPP. 
 
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DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA 
158ª QUESTÃO: 
( ) A sentença prevista na Lei n. 7.853/1989 sempre terá eficácia de coisa julgada oponível 
erga omnes, a fim de permitir a proteção dos interesses e a promoção de direitos da pessoa 
com deficiência. 
159ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 13.146/2015, nos programas habitacionais, públicos ou 
subsidiados com recursos públicos, a pessoa com deficiência ou o seu responsável goza de 
prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, observado a reserva de, no 
mínimo, 5% (cinco por cento) das unidades habitacionais para pessoa com deficiência. 
160ª QUESTÃO: 
( ) Todas as crianças recém-nascidas com Síndrome de Down no Estado de Santa Catarina 
devem ser submetidas ao exame de eletrocardiograma, nos termos da Lei Estadual n. 
17.292/2017. 
161ª QUESTÃO: 
( ) As entidades governamentais que descumprirem as determinações do Estatuto do Idoso 
ficarão sujeitas, sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal de seus dirigentes ou 
prepostos, às seguintes penalidades, observado o devido processo legal: advertência, 
multa, afastamento provisório de seus dirigentes, afastamento definitivo de seus dirigentes 
e fechamento de unidade ou interdição de programa. 
162ª QUESTÃO: 
( ) O idoso que não estiver no domínio de suas faculdades mentais não poderá optar pelo 
tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável, sendo substituído para efetuar a 
opção por curador, pelos familiares ou pelo médico, nos moldes da Lei n. 10.741/2003. 
163ª QUESTÃO: 
( ) Na implementação da Política Estadual do Idoso (SC) são competências dos órgãos e 
entidades públicas, entre outras, incluir nos currículos das Academias de Polícia Civil e 
Militar conteúdos voltados aos direitos e necessidades do idoso. 
 
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164ª QUESTÃO: 
( ) Na forma da Lei Estadual n. 15.182/2010, o idoso com renda igual ou inferior a 2 (dois) 
salários-mínimos terá direito ao desconto mínimo de 50% (cinquenta por cento) do valor 
das passagens, se adquirir o bilhete para viagens com distância até 500km com, no 
máximo, 8 (oito) horas de antecedência. 
165ª QUESTÃO: 
( ) Pela Lei Orgânica da Assistência Social, são de assessoramento aquelas entidades que, de 
forma continuada, permanente e planejada, prestam serviços, executam programas ou 
projetos e concedem benefícios de prestação social básica ou especial, dirigidos às famílias 
e indivíduos em situações de vulnerabilidade ou risco social e pessoal, nos termos desta 
Lei, e respeitadas as deliberações do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), de 
que tratam os incisos I e II do art. 18. 
166ª QUESTÃO: 
( ) O Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) é composto por 18 (dezoito) membros 
e respectivos suplentes, cujos nomes são indicados ao órgão da Administração Pública 
Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social, sendo 9 
(nove) representantes governamentais e 9 (nove) representantes da sociedade civil . 
167ª QUESTÃO: 
( ) Uma das diretrizes da Política Nacional para a População em Situação de Rua é instituir a 
contagem oficial da população em situação de rua. 
168ª QUESTÃO: 
( ) A violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou 
injúria, é uma das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, estabelecida 
na Lei n. 11.340/2006. 
169ª QUESTÃO: 
( ) O apátrida reconhecido que não opte pela naturalização imediata terá a autorização de 
residência outorgada em caráter provisório, conforme dispõe a Lei n. 13.445/2017. 
170ª QUESTÃO: 
( ) Nos moldes da Lei n. 9.637/1998, o dirigente máximo da entidade, qualificada como 
organização social, deve participar das reuniões do conselho de administração, sem direito 
a voto. 
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171ª QUESTÃO: 
( ) As instituições religiosas que atuem na promoção da assistência social são consideradas 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei n. 9.790/1999. 
172ª QUESTÃO: 
( ) Para ser considerada beneficente e fazer jus à certificação estabelecida na Lei n. 
12.101/2009, a entidade de saúde deverá, nos termos do regulamento, celebrar contrato, 
convênio ou instrumento congênere com o gestor do SUS, ofertar a prestação de seus 
serviços ao SUS no percentual mínimo de 50% (cinquenta por cento) e comprovar, 
anualmente, da forma regulamentada pelo Ministério da Saúde, a prestação dos serviços ao 
SUS no percentual adequado, com base nas internações e nos atendimentos ambulatoriais 
realizados. 
173ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Ato n. 168/2017/PGJ, do Ministério Público de Santa Catarina, a prestação 
de contas das fundações ao Ministério Público será efetuada por meio do Sistema de 
Cadastro e Prestação de Contas (SICAP) e remetida, em mídia própria, à Promotoria de 
Justiça responsável pela fiscalização no prazo de até 6 (seis) meses após o encerramento 
do exercício financeiro. 
174ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 8.080/1990 permite a participação direta ou indireta, inclusive controle, de 
empresas ou de capital estrangeiro na assistência à saúde, no caso de pessoas jurídicas 
destinadas a instalar, operacionalizar ou explorar ações e pesquisas de planejamento 
familiar. 
175ª QUESTÃO: 
( ) A Conferência de Saúde prevista na Lei n. 8.142/1990, instância colegiada do SUS, reunir-
se-á a cada 2 (dois) anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a 
situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis 
correspondentes. 
176ª QUESTÃO: 
( ) A Resolução 453/2012, do Conselho Nacional de Saúde, estabelece, como uma de suas 
diretrizes, a participação da sociedade organizada, por entidades e movimentos 
representativos de usuários, sendo que nos Municípios onde elas não existem em número 
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suficiente para compor o Conselho de Saúde, a eleição da representação será realizada em 
plenária no Município, promovida pelo Conselho Municipal de maneira ampla e 
democrática. 
177ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Decreto Estadual n. 1.168/2017, a regulação do acesso à assistência 
hospitalar (listas de espera por cirurgias eletivas) será realizada no SISREG a partir das 
vagas disponíveis no sistema, mediante agendamento automático (ordem cronológica do 
pedido) ou agendamento manual do médico regulador, que avalia a classificação de risco 
com base em protocolos clínicos de acesso das especialidades. 
178ª QUESTÃO: 
( ) Os consórcios públicos previstos na Lei n. 11.107/2005 poderão ser contratados pela 
administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados por meio de 
licitação. 
179ªQUESTÃO: 
( ) A remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não 
identificadas, segundo a Lei n. 9.434/1997, é proibida. 
180ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 9.263/1996, a esterilização cirúrgica como método contraceptivo 
somente será executada através da laqueadura tubária, histerectomia, vasectomia ou de 
outro método cientificamente aceito, sendo vedada através da ooforectomia. 
181ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 10.216/2001, intercorrência clínica grave e falecimento serão 
comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao 
representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo 
máximo de 48 (quarenta e oito) horas da data da ocorrência. 
DIREITO FALIMENTAR 
182ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a competência para processar e 
julgar demandas cíveis com pedidos ilíquidos contra massa falida, quando em 
litisconsórcio passivo com pessoa jurídica de direito público, é do juízo cível no qual for 
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proposta a ação de conhecimento, competente para julgar ações contra a Fazenda Pública, 
de acordo as respectivas normas de organização judiciária. 
183ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 11.101/2005 (Lei da Recuperação Judicial), a decretação da falência 
ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição 
e das ações e execuções em face do devedor, com exceção da execução fiscal e aquelas 
dos credores particulares do sócio solidário. 
184ª QUESTÃO: 
( ) Preceitua a Lei n. 11.101/2005 (Lei da Recuperação Judicial) que o recurso cabível em 
face da sentença que decretar a falência do devedor é o recurso de apelação. 
185ª QUESTÃO: 
( ) Segundo redação da Lei n. 11.101/2005 (Lei da Recuperação Judicial), o administrador 
judicial, o Comitê, qualquer credor ou o representante do Ministério Público poderá, até o 
encerramento da recuperação judicial ou da falência, observado, no que couber, o 
procedimento ordinário previsto no Código de Processo Civil, pedir a exclusão, outra 
classificação ou a retificação de qualquer crédito, nos casos de descoberta de falsidade, 
dolo, simulação, fraude, erro essencial ou, ainda, documentos ignorados na época do 
julgamento do crédito ou da inclusão no quadro-geral de credores. 
LEGISLAÇÃO INSTITUCIONAL 
186ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Lei Complementar Estadual n. 738/2019, os recursos próprios, não originários 
do Tesouro do Estado, serão recolhidos diretamente e utilizados em programas 
institucionais do Ministério Público, sem vinculação a qualquer tipo de despesa. 
187ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei Complementar Estadual n. 738/2019, a eleição da lista tríplice para o 
cargo de Procurador-Geral de Justiça realizar-se-á entre 30 (trinta) e 40 (quarenta) dias 
antes do término do mandato de Procurador-Geral em curso, sendo que o edital 
convocatório deve ser publicado com o mínimo de 120 (cento e vinte dias) de 
antecedência desse fim de mandato. 
 
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 34 
188ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a norma catarinense (Lei Complementar Estadual n. 738/2019), encaminhada à 
Assembleia Legislativa a proposta de destituição do Procurador-Geral de Justiça, deve ser 
ele pessoalmente cientificado, concedendo-se-lhe o prazo de 15 (quinze) dias para 
oferecimento de defesa prévia, após o que, pelo voto de um terço dos seus membros, o 
Poder Legislativo deliberará sobre a admissibilidade da proposta. 
189ª QUESTÃO: 
( ) A Lei Complementar Estadual n. 738/2019 preconiza que caberá ao Órgão Especial do 
Colégio de Procuradores propor ao Procurador-Geral de Justiça a criação de cargos e 
serviços auxiliares, modificações nesta Lei Orgânica e providências relacionadas ao 
desempenho das funções institucionais. 
190ª QUESTÃO: 
( ) Ainda em relação à Lei Complementar Estadual n. 738/2019, são inelegíveis para o 
Conselho Superior do Ministério Público os Procuradores de Justiça que estiverem 
afastados da carreira até 90 (noventa) dias antes da data do pleito e os que tenham 
exercido, ainda que por substituição, as funções de Procurador-Geral de Justiça ou de 
Corregedor-Geral do Ministério Público até 120 (cento e vinte) dias antes da data do 
pleito. 
191ª QUESTÃO: 
( ) A Diretoria do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional, no Ministério Público de 
Santa Catarina, é composta por 1 (um) Diretor, escolhido dentre os membros do Ministério 
Público, em exercício ou aposentado, nomeado pelo Conselho, e por auxiliares designados 
pelo Procurador-Geral de Justiça. 
192ª QUESTÃO: 
( ) O Ouvidor, durante o exercício do mandato, ficará impedido de exercer outros cargos ou 
funções no Ministério Público de Santa Catarina, salvo as inerentes ao cargo de 
Procurador de Justiça, e somente poderá concorrer a cargo eletivo, no âmbito da 
Instituição, caso se afaste do exercício da Ouvidoria com antecedência mínima de 90 
(noventa) dias da data da eleição. 
 
 
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 35 
193ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Lei Complementar Estadual n. 738/2019 compete ao Colégio de Procuradores 
de Justiça rever, pelo voto da maioria absoluta dos seus integrantes, decisão de 
arquivamento de inquérito policial determinada pelo Procurador-Geral de Justiça, nos 
casos de sua atribuição originária, mediante encaminhamento do relator, em caso de não 
confirmação do arquivamento pelo Tribunal de Justiça. 
194ª QUESTÃO: 
( ) Conforme o Ato n. 486/2017/CPJ, a atuação do Ministério Público na área do Meio 
Ambiente compreende, entre outras, promover ações e medidas de natureza civil tendentes 
à responsabilização dos agentes públicos e dos particulares em face das condutas referidas 
na alínea anterior, ressalvadas, em qualquer caso, atribuições específicas da área do 
controle externo da atividade policial. 
195ª QUESTÃO: 
( ) Nos moldes da Lei n. 8.625/1993, o Colégio de Procuradores que possuir número superior 
a 50 (cinquenta) Procuradores de Justiça, poderá constituir Órgão Especial, cuja 
composição e número de integrantes a Lei Orgânica fixará. 
196ª QUESTÃO: 
( ) Além das atribuições previstas nas Constituições Federal e Estadual e nas demais leis, 
compete ao Procurador-Geral de Justiça, nos moldes da Lei n. 8.625/1993, representar 
para fins de intervenção do Estado no Município, com o objetivo de assegurar a 
observância de princípios indicados na Constituição Estadual ou prover a execução de lei, 
de ordem ou de decisão judicial. 
197ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 8.625/1993, o membro do Ministério Público somente perderá o 
cargo por sentença judicial transitada em julgado, proferida em ação civil própria, pela 
prática de crime incompatível com o exercício do cargo, após decisão judicial transitada 
em julgado, pelo exercício da advocacia e por abandono do cargo por prazo superior a 30 
(trinta) dias corridos. 
198ª QUESTÃO: 
( ) O Conselho Nacional do Ministério Público escolherá, em votação secreta, um Corregedor 
Nacional dentre os membros que o integram, vedada a recondução. 
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199ª QUESTÃO: 
( ) Compete ao Ministério Público da União promover ação visando ao cancelamento de 
naturalização, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 
200ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei Complementar n. 75/1993, são atribuições do Procurador-Geral do 
Trabalho, entre outras, nomear oCorregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho, 
segundo lista tríplice formada pelo Colégio de Procuradores do Trabalho. 
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 37 
FOLHA-RASCUNHO PARA ANOTAÇÃO DO GABARITO 
(única que pode ser destacada e levada) 
 
PROVA PREAMBULAR - VESPERTINA 
1 41 81 121 161 
2 42 82 122 162 
3 43 83 123 163 
4 44 84 124 164 
5 45 85 125 165 
6 46 86 126 166 
7 47 87 127 167 
8 48 88 128 168 
9 49 89 129 169 
10 50 90 130 170 
11 51 91 131 171 
12 52 92 132 172 
13 53 93 133 173 
14 54 94 134 174 
15 55 95 135 175 
16 56 96 136 176 
17 57 97 137 177 
18 58 98 138 178 
19 59 99 139 179 
20 60 100 140 180 
21 61 101 141 181 
22 62 102 142 182 
23 63 103 143 183 
24 64 104 144 184 
25 65 105 145 185 
26 66 106 146 186 
27 67 107 147 187 
28 68 108 148 188 
29 69 109 149 189 
30 70 110 150 190 
31 71 111 151 191 
32 72 112 152 192 
33 73 113 153 193 
34 74 114 154 194 
35 75 115 155 195 
36 76 116 156 196 
37 77 117 157 197 
38 78 118 158 198 
39 79 119 159 199 
40 80 120 160 200 
 
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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
1 
 
PROVA DE DIREITO CIVIL, DIREITO PROCESSUAL CIVIL, DIREITO DA 
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA E DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS E INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
 
- Período Matutino - 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Orientações Gerais: 
 
1. Mantenha seu documento de identificação sobre a carteira. 
2. É vedado o uso de telefone celular, relógio ou qualquer dispositivo eletrônico, sob pena de 
desclassificação. 
3. Confira se o número da “Folha de Rosto”, das “Folhas de Prova” e do “Rascunho” é o mesmo. 
4. Não identifique as "FOLHAS DE PROVA" utilizadas para realização da prova, o “Rascunho”, 
nem o "Caderno de provas". 
5. Na execução das provas, só será permitida a utilização de caneta esferográfica azul ou preta, 
fabricada em material transparente, vedado o uso de caneta “marca-texto”. 
6. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos ou com pessoas estranhas. 
Não tente visualizar a prova dos demais candidatos. Após as instruções preliminares, nada será 
respondido. 
7. Ao término da prova, entregue aos fiscais a “Folha de Rosto”, as “Folhas de Prova”, o 
“Rascunho” e o "Caderno de Questões". 
8. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2h (matutino)/1h30min 
(vespertino) do início da prova, salvo autorização da Comissão de Concurso. 
9. A duração da prova será de 4h (matutino)/3h (vespertino). 
10. Não se esqueça de assinar a lista de presença. 
 
 
 
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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
2 
 
PROVA DE DIREITO CIVIL, DIREITO PROCESSUAL CIVIL, DIREITO DA 
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA E DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS E INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
 
- Período Matutino - 
 
 
1ª QUESTÃO (6,000 pontos) 
A Promotoria de Justiça da Comarca de Dalbérgia (SC), com atribuição para atuar perante a única 
vara judicial da comarca, recebeu da Ouvidoria do Ministério Público representação formulada 
por Maria Severo, brasileira, casada, professora da rede municipal de ensino, nascida em 22 de 
abril de 1978, afastada do serviço público por razões disciplinares, contra Pedro Silva, brasileiro, 
divorciado, Prefeito Municipal de Dalbérgia e residente neste município, gestor entre janeiro de 
2013 e dezembro de 2016, informando sobre irregularidades praticadas pela Administração. Dizia 
a peça que alguns servidores, notadamente aqueles vinculados ao setor de saúde, não cumpriam 
seus horários de trabalho, circunstância que gerava filas e atrasos no atendimento ao público e que 
apesar de o fato ser do conhecimento da Administração Municipal, nenhuma providência fora 
tomada. Com a edição da necessária Portaria, foi instaurado Inquérito Civil para apuração dos 
fatos. A juntada dos documentos inicialmente requisitados - registros de ponto, folhas de 
pagamento de servidores, comprovantes de pagamentos variados, portarias de nomeação etc - 
limitou-se a apontar apenas indícios dos referidos fatos. O aprofundamento das investigações, no 
entanto, mostrou que a inobservância de normas permeava a atividade administrativa municipal, 
com a participação direta do Prefeito, secretários municipais, servidores vinculados aos mais 
variados setores da administração, tais como recursos humanos, compras, contratos e pagamentos, 
aos vereadores do Legislativo Municipal e mesmo com a participação de empresas que 
comerciavam com o Município. Nesse sentido, por conta de incontrolável surto de sarampo, 
calamidade pública oficialmente reconhecida, entre os meses de março e abril de 2014, Lindomar 
Ferreira, brasileiro, casado, médico, residente e domiciliado em Dalbérgia, Secretário Municipal 
de Saúde, que não dispunha de recursos financeiros e orçamentários na Secretária desde fevereiro 
2014, pessoalmente adquiriu na Farmácia Rio Branco ME e na Farmácia Madureira ME, ambas 
situadas no município, em abril de 2014, vacinas e medicamentos necessários para enfrentar o 
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PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
3 
surto, o que importou em gastos no valor de R$ 95.000,00 (noventa e cinco mil reais). Por ocasião 
das compras, quando indagado pelos proprietários das farmácias sobre o pagamento, disse 
textualmente estarem as compras autorizadas, que não desconhecia o disposto no art. 60, parágrafo 
único, da Lei n. 8.666/1993 e que o município honraria o pagamento. Entusiasmado com a 
efetividade da providência que tomara, o Secretário de Saúde, agora já em junho de 2014, mais 
uma vez por conta própria, adquiriu medicamentos e demais materiais hospitalares previstos para 
todo o ano. As aquisições foram feitas na farmácia Boa Saúde ME, pertencente a Olívio Lazari, 
brasileiro, residente em Coxilha Rica (SC), farmacêutico que vivia em união estável com Silvia 
Ferreira, brasileira, do lar, filha do Secretário de Saúde, e Farmácia Bom Preço LTDA, de 
propriedade de Licurgo Botelho, argentino, naturalizado brasileiro, farmacêutico, residente e 
domiciliado em Dalbérgia. Quando o Secretário de Saúde constatou que os débitos já alcançavam 
a cifra de R$ 35.600,00 (trinta e cinco mil e seiscentos reais) na primeira e R$ 155.000,00 (cento 
e cinquenta e cinco mil reais) na segunda, deu ciência do fato ao Prefeito. Em reunião por este 
presidida, realizada no dia 11 de julho de 2014 na própria Prefeitura, foi acolhida sugestão de 
Abílio Ligeiro, brasileiro, divorciado, servidor efetivo do Município encarregado do Setor de 
Licitações, com último endereço conhecido no centro de Dalbérgia, e do próprio Secretário de 
Saúde - os quais afirmavam terem conhecimento de que expediente idêntico já havia sido utilizado 
pela Administração Municipal anterior – no sentido de que a partir de agosto daquele ano, ocasião 
em que o Município teria aportes de recursos para a saúde, fossem simuladas aquisições mensais 
de medicamentos e equipamentos que não ultrapassassem os limites da dispensa de licitação, até 
a quitação total do débito, decisão que foi prontamente cumprida. O Inquérito Civil mostrou 
também que por conta dos preços exagerados dos medicamentos, circunstânciaEstabelece a Constituição da República Federativa do Brasil que será de 5% (cinco por 
cento) do eleitorado, o percentual mínimo de eleitores no caso de iniciativa popular de 
projetos de lei de interesse específico do município, da cidade ou de bairros. A norma 
constitucional federal também prevê os percentuais mínimos de eleitores que devem ser 
respeitados no caso de iniciativa popular no processo legislativo federal e estadual. 
17ª QUESTÃO: 
( ) É assegurada aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da 
administração direta e indireta da União, a participação no resultado da exploração de 
petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de 
outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou 
zona econômica exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração. 
 
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18ª QUESTÃO: 
( ) Decretado o estado de defesa pelo Presidente da República, a mesa do Congresso 
Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará comissão composta de cinco de seus 
membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de 
defesa. 
19ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Constituição da República Federativa do Brasil que o total da despesa do Poder 
Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos vereadores e excluídos os gastos com 
inativos, não poderá ultrapassar 5% (cinco por cento) para Municípios com população 
entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes. 
20ª QUESTÃO: 
( ) Para a modulação temporal dos efeitos da decisão que declara a inconstitucionalidade de 
lei ou ato normativo devem ser observados dois requisitos, a saber: razões de segurança 
jurídica ou de excepcional interesse social, e o quórum de dois terços dos membros do 
Tribunal. 
21ª QUESTÃO: 
( ) Compete privativamente ao Senado Federal suspender a execução, no todo ou em parte, de 
lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, no 
âmbito do controle difuso-abstrato. 
22ª QUESTÃO: 
( ) Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica 
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e 
recusar-se a cumprir prestação alternativa, situação que ensejará a perda dos direitos 
políticos. 
23ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Constituição do Estado de Santa Catarina, é uma das funções institucionais do 
Ministério Público conhecer de representações por violação de direitos humanos ou sociais 
decorrentes de abuso de poder econômico ou administrativo, para apurá-las e dar-lhes 
curso junto ao órgão ou poder competente. 
 
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24ª QUESTÃO: 
( ) Conforme a Constituição do Estado de Santa Catarina, compete à Assembleia Legislativa 
o processamento e julgamento do Procurador-Geral do Estado nos crimes de 
responsabilidade. Neste caso, funcionará como presidente o do Tribunal de Justiça, 
limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos de seus 
membros, à perda do cargo, com inabilitação por oito anos para o exercício de função 
pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
25ª QUESTÃO: 
( ) O princípio da autotutela consagra o controle interno que a administração pública exerce 
sobre seus próprios atos. Consiste no poder-dever de retirada dos atos administrativos por 
meio da anulação e da revogação. 
26ª QUESTÃO: 
( ) A aposentadoria compulsória de membro do Ministério Público que completa 75 (setenta e 
cinco) anos de idade é um ato administrativo vinculado. 
27ª QUESTÃO: 
( ) Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, somente por lei específica 
poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de 
economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as 
áreas de sua atuação. 
28ª QUESTÃO: 
( ) O atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça, no que pertine aos bens integrantes 
do acervo patrimonial de sociedade de economia mista, ainda que sujeitos a uma 
destinação pública, é de que não são considerados bens públicos. 
29ª QUESTÃO: 
( ) Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas 
jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se 
encontrem em funcionamento regular há, no mínimo, 3 (três) anos, desde que os 
respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos requisitos instituídos pela 
Lei n. 9.790/1999. Referida lei dispõe que é permitida a participação de servidores 
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públicos na composição de conselho ou diretoria de Organização da Sociedade Civil de 
Interesse Público. 
30ª QUESTÃO: 
( ) A requisição, estabelecida no art. 5º, XXV, da Constituição da República Federativa do 
Brasil, consiste na utilização transitória, onerosa, compulsória, pessoal, discricionária e 
autoexecutável de um bem privado pelo Estado em situações de iminente perigo público. 
31ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a teoria quaternária, os atos ilegais referem-se aos atos inexistentes, nulos, 
anuláveis e irregulares. Para referida teoria, o atos irregulares são os detentores de defeitos 
leves passíveis de convalidação. 
32ª QUESTÃO: 
( ) Nos casos em que a Constituição da República Federativa do Brasil estabelece o 
afastamento do servidor público da administração direta, autárquica e fundacional para o 
exercício de mandato eletivo, o tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, 
inclusive para promoção por merecimento. 
33ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Lei n. 8.666/1993 que as obras, serviços e compras efetuadas pela Administração 
serão divididas em tantas parcelas quantas se comprovarem técnica e economicamente 
viáveis, procedendo-se à licitação com vistas ao melhor aproveitamento dos recursos 
disponíveis no mercado e à ampliação da competitividade sem perda da economia de 
escala. Porém, a cada etapa ou conjunto de etapas da obra, serviço ou compra, há de 
corresponder licitação distinta, preservada a modalidade pertinente para a execução do 
objeto em licitação. 
34ª QUESTÃO: 
( ) Consoante preceitua a Lei n. 13.019/2014, chamamento público é o procedimento 
destinado a selecionar organização da sociedade civil para firmar vínculo de cooperação, 
por meio de termo de parceria ou de fomento, no qual se garanta a observância dos 
princípios da isonomia, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da 
publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do 
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 
 
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35ª QUESTÃO: 
( ) Fato do Príncipe é todo acontecimento externo ao contrato, de natureza econômica e 
estranho à vontade das partes, imprevisível e inevitável, que cause um desequilíbrio 
contratual, como, por exemplo, o aumento de tributo determinado por entidade federativa 
diversa da administração contratante. 
36ª QUESTÃO: 
( ) Em se tratando de hipótese de inexigibilidade de licitação, a decisão de não realizar o 
certame é vinculada, tendo em vista que não resta à administração alternativa além da 
contratação direta. 
37ª QUESTÃO: 
( ) Conforme o atual entendimento do Superior Tribunal de Justiça, extinto o contrato depor todos 
conhecida na cidade, inclusive pelo Secretário, tanto que o estabelecimento em questão era 
jocosamente conhecido por “Farmácia do mau preço”, porquanto os preços que praticava em todos 
os produtos que comerciava eram, em regra, 10% superiores aos da concorrência, os cofres 
públicos tiveram um prejuízo da ordem de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), metade dos quais, 
isso em dezembro de 2014, foram divididos pela Farmácia Bom Preço entre Prefeito e vereadores 
do seu grupo político. As investigações também demonstraram que o servidor Abílio Ligeiro, 
depois de ter concluído o processo de compras conforme acordo realizado na reunião do dia 11 de 
julho, pediu exoneração do serviço público em fevereiro de 2015, sem que desde então se tivesse 
qualquer notícia de seu paradeiro. Ainda no desdobramento das investigações, notadamente as 
feitas através de escutas telefônicas em processo criminal e regularmente compartilhadas, 
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MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA 
PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA 
EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
4 
descobriu-se também foco de ampla corrupção no legislativo municipal. O Prefeito Municipal e 
os cinco vereadores do seu grupo político, a saber Nicássio Taborda, brasileiro, casado, agricultor; 
Paulo Romão, brasileiro, em união estável, comerciante; Carlos Duarte, brasileiro, divorciado, 
professor; Ivo Dutra, brasileiro, casado, músico, e Amilcar Donateli, brasileiro, solteiro, advogado, 
todos residentes em Dalbérgia, os quais compunham maioria na casa legislativa e que há décadas 
dominavam o cenário político–administrativo no município, tiveram conhecimento do futuro 
lançamento de um programa de financiamento, substancialmente subsidiado pela União, destinado 
à construção de pequenas centrais hidroelétricas (PCH). Antecipando-se aos fatos, em 24 de 
outubro de 2013, fizeram aprovar em tempo recorde e sem observar o necessário rito legislativo, 
lei municipal, devidamente sancionada pelo Prefeito, que além de permitir à Administração 
autorizar a construção de barragens no Rio Grande do Norte - curso d’água situado no norte do 
município -, ainda conceder recursos públicos, a título de incentivo fiscal. Na sequência, a 
Administração Municipal, sem observar as disposições contidas na Lei Complementar n. 
140/2011, através do Prefeito, o qual dispensou expressamente quaisquer outras licenças, inclusive 
as que necessariamente deveriam ser emitidas pelos demais entes federados, concedeu, em março 
de 2014, autorização para que a Hidroelétrica Rio Grande Dalbergense LTDA, empresa 
pertencente ao próprio Prefeito e aos vereadores do seu grupo político, criada às pressas e com 
baixo capital social, construísse barragem no local indicado. A título de incentivos concedeu 
recursos públicos na ordem de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), os quais, conforme combinado 
anteriormente com os vereadores, foram partilhados pela empresa entre seus sócios. Perícia 
produzida no curso do Inquérito Civil concluiu que a barragem então construída se rompeu no 
Natal de 2014 em virtude da instabilidade do terreno, circunstância que os prévios estudos técnicos 
encomendados pela Hidroelétrica já haviam deixado evidenciado, causando enorme prejuízo ao 
meio ambiente e aos proprietários rurais que residiam a jusante. Com exceção de Ezequiel Orestes, 
justamente o agricultor mais prejudicado, todos os demais atingidos foram integralmente 
indenizados pelos prejuízos sofridos, através de acordo celebrado com a empresa proprietária da 
barragem, que se fez representar nas negociações pelo vereador Nicássio Taborda, vereador eleito 
presidente do legislativo na legislatura seguinte (2017-2020), sócio da Hidroelétrica, mas que não 
exercia formalmente qualquer cargo diretivo na empresa. Aliás, a atitude do Presidente do 
Legislativo foi, e é, de absoluta hostilidade à investigação, tanto que sonegou documentos 
requisitados, concedeu licenças para afastamentos de servidores, permitiu a participação de 
servidores em cursos no exterior, tudo de forma a prejudicar o trabalho de investigação. A vítima 
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não indenizada, que não foi procurada pela empresa responsável para acordo em razão de 
desavenças políticas locais, representou ao Ministério Público, instruindo a representação com 
prova técnica, passada pela Defesa Civil, que apontava prejuízo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil 
reais), decorrente tanto da completa destruição da respectiva propriedade, como da destruição da 
vegetação que acompanhava o curso do rio nos limites da respectiva propriedade. Essa prova 
técnica foi confirmada pelos depoimentos prestados no curso do Inquérito Civil por vários vizinhos 
da vítima. Riobaldo Rosa, vizinho mais próximo, cujo nome presta uma homenagem de quem o 
registrou ao “grande autor e ao principal personagem do grande sertão veredas”, como não cansava 
de afirmar, não por acaso literato autodidata, dizia que do sitio, que ele próprio batizara com o 
nome de “Meu pedacinho de chão”, não sobrara “nem mesmo uma colher”. Casa, galpões, 
maquinário, área de reflorestamento e a própria mata ciliar, tudo desaparecera. Até mesmo o 
“Inestimável”, famoso reprodutor zebu de propriedade da vítima, de quem o literato vizinho dizia 
com contida malícia que “não havia, no raio de cinco quilômetros, um único ruminante nascido 
nos últimos dez anos que não trouxesse no pelo uma marca do Inestimável”, fora levado com o 
barro. Joelintom Smitt, também vizinho, mas da outra margem do rio, filho de um engenheiro 
americano que a serviço de empresas estrangeiras explorara toda a região em busca de minérios, 
artesão nas horas vagas, afirmou que nem mesmo a placa de madeira gravada com o nome do sitio 
que dera de presente à vítima, foi poupada. Quando ouvido, repetidas vezes disse que das 
propriedades atingidas, não sobrou “nem um pé de grama”. A par disso, ao prestar depoimento 
durante as investigações sobre os fatos ocorridos no legislativo, Josias Campeiro, brasileiro, 
solteiro, residente e domiciliado no centro de Dalbérgia, Secretário Geral da Câmara Municipal, 
também servidor efetivo da casa, depois de aprovada lei municipal que alterava vários dispositivos 
do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, dizendo-se revoltado com o salário de 
R$ 5.000,00 (cinco mil reais) mensais pago a cada um dos vereadores desde a legislatura anterior, 
confessou ter inserido, por conta própria, no texto da norma que foi sancionada, alteração do prazo 
prescricional das penas para todas as faltas disciplinares praticadas por servidores, reduzindo-o de 
2 (dois) para 1 (um) ano. Como os Vereadores de oposição política tornaram pública a 
irregularidade, o Prefeito Municipal e o Presidente da Câmara anularam a disposição inserida 
irregularmente 30 (trinta) dias depois do fato, fazendo revigorar o prazo prescricional de 2 (dois) 
anos antes contido no Estatuto. A Promotoria de Justiça, que aditara a Portaria inicial de forma a 
legitimar todas as investigações que foram encetadas, deu o Inquérito Civil por concluído em junho 
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de 2019, sem que fosse constatado descumprimento de jornada de trabalho por servidores 
vinculados à Secretária de Saúde. 
Considerando que tudo quanto o enunciado contém está evidenciado pelas provas 
produzidas no curso da investigação, identifique corretamentee formule a petição inicial 
com todos os requerimentos que os fatos comportam. A par disso, em separado, indique 
outras providencias, inclusive, se for o caso, as de ordem administrativa, que são apropriadas 
à espécie. 
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PROVA DE DIREITO CIVIL, DIREITO PROCESSUAL CIVIL, DIREITO DA 
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA E DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS E INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
 
- Período Vespertino - 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Orientações Gerais: 
 
1. Mantenha seu documento de identificação sobre a carteira. 
2. É vedado o uso de telefone celular, relógio ou qualquer dispositivo eletrônico, sob pena de 
desclassificação. 
3. Confira se o número da “Folha de Rosto”, das “Folhas de Prova” e do “Rascunho” é o mesmo. 
4. Não identifique as "FOLHAS DE PROVA" utilizadas para realização da prova, o “Rascunho”, 
nem o "Caderno de provas". 
5. Na execução das provas, só será permitida a utilização de caneta esferográfica azul ou preta, 
fabricada em material transparente, vedado o uso de caneta “marca-texto”. 
6. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos ou com pessoas estranhas. 
Não tente visualizar a prova dos demais candidatos. Após as instruções preliminares, nada será 
respondido. 
7. Ao término da prova, entregue aos fiscais a “Folha de Rosto”, as “Folhas de Prova”, o 
“Rascunho” e o "Caderno de Questões". 
8. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2h (matutino)/1h30min 
(vespertino) do início da prova, salvo autorização da Comissão de Concurso. 
9. A duração da prova será de 4h (matutino)/3h (vespertino). 
10. Não se esqueça de assinar a lista de presença. 
 
 
 
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PROVA DE DIREITO CIVIL, DIREITO PROCESSUAL CIVIL, DIREITO DA 
INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA E DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS E INDIVIDUAIS 
HOMOGÊNEOS 
 
- Período Vespertino - 
 
 
2ª QUESTÃO (2,000 pontos) 
Os princípios jurídicos, inseridos ou não em normas escritas, fazem parte do Direito Brasileiro. 
Dentre estes princípios assinala-se os princípios gerais do direito, fontes mediatas, supletivas ou 
subsidiárias, aplicáveis nas hipóteses de lacunas da lei, conforme expressam os artigos 4º do 
Decreto-Lei n. 4.657/1942 (LINDB), que estabelece o uso dos princípios gerais do direito nas 
decisões judiciais quando a lei for omissa, e 108, incisos II e III, e 109, ambos do CTN, que 
permitem à autoridade competente utilizar os princípios gerais do direito tributário, do direito 
público e do direito privado para aplicar ou interpretar a legislação tributária; os princípios 
infraconstitucionais, fontes diretas e imediatas de diversos ramos do direito, previstos expressa ou 
implicitamente em inúmeras normas, v.g., Princípio da Boa-Fé Objetiva, art. 5º do CPC; e, 
também, os princípios constitucionais, alicerces sobre os quais se constrói o ordenamento jurídico, 
os quais lhe dão estrutura e coesão e podem ser entendidos como vetores de interpretação que 
buscam integrar as diferentes partes do sistema constitucional, atenuando as tensões normativas, 
v.g., o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, expresso no art. 1º, inciso III, da Constituição 
Federal. Não raros são os princípios que encontram guarida expressa tanto no texto constitucional 
quanto nas leis infraconstitucionais, v.g., o Princípio da Razoável Duração do Processo, contido 
tanto no art. 5º, inciso LXXVIII, da CF, quanto no art. 4º, do CPC. Doutrina e jurisprudência 
recorrem frequentemente a eles para solucionar questões jurídicas e costumam discorrer sobre seus 
conteúdos. 
Observe o Princípio da Boa-Fé Objetiva. Ele encerra uma obrigação tanto para as partes quanto 
para o próprio magistrado de um comportamento ético e leal no transcorrer do processo. Ele se 
relaciona a uma situação jurídica, não a uma previsão no campo da moral. Por boa-fé objetiva 
compreende-se então a fixação de um modelo de conduta leal, à luz do caso concreto (CAMBI). 
Este dever não pode ser afastado nem mesmo por deliberação das partes, conforme contido no 
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Enunciado 6 do Fórum Permanente de Processualistas Civis (FPPC). O STF (ACO 2746), ao tratar 
de questão relacionada ao valor da causa, entendeu que se o próprio autor definiu o valor da causa 
quando da propositura da inicial, utilizar critério diverso apenas para a fixação de honorários 
advocatícios atenta contra o Princípio da Boa-Fé Objetiva. O STJ (AgInt no AREsp 204801) fez 
alusão ao referido princípio quando o recorrente, após anuir expressamente à alteração contratual 
para permitir sucessão causa mortis, alega inoperância de tal cláusula pela ausência do devido 
registro, omissão a que, como sócio, deu causa. 
No tocante ao Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, convém iniciar sua análise observando 
que aquilo que tem preço, pode ser substituído por algo equivalente; por outro lado, aquilo que se 
acha acima de todo preço compreende uma dignidade (KANT). O ser humano, medida de todas as 
coisas (PROTÁGORAS) não pode ser substituído por equivalente, pois dotado de dignidade, e 
esta dignidade deve ser protegida pelo princípio constitucional aqui observado. A dignidade é 
qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e 
consideração por parte do Estado e da comunidade, implicando, neste sentido, um complexo de 
direitos e deveres fundamentais que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho 
degradante e desumano, como venha a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma 
vida saudável, além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos 
da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos (SARLET). O STF 
(RE 670422), ao julgar situação envolvendo a alteração do assento do nascimento para fins de 
retificação do nome e do gênero sexual aludiu expressamente ao Princípio da Dignidade da Pessoa 
Humana, e, quando se pronunciou (ARE 833248 – Repercussão Geral) sobre veiculação de 
programa televisivo que aborda crime ocorrido há várias décadas, fez referência sobre a 
harmonização deste princípio com outros princípios constitucionais: liberdade de expressão, 
direito à informação, inviolabilidade da honra e da intimidade. 
Por sua vez, o Princípio da Razoável Duração do Processo encontra indicação expressa no art. 5º, 
LXXVIII, da CF e no art. 4º do CPC, constituindo-se em uma determinação a todos aqueles que 
atuem no âmbito dos processos judiciais ou administrativos para que ajam de forma a garantir a 
celeridade na tramitação desses feitos. Por este princípio as autoridades jurisdicionais e 
administrativas devem exercer suas atribuições com rapidez, presteza e segurança, sem 
tecnicismos exagerados, ou demoras injustificáveis, viabilizando, a curto prazo, a solução dos 
conflitos (BULOS). O Supremo Tribunal Federal, quando da análise da aplicação deste princípio 
ao processo administrativo, já decidiu (RMS 28172) que a garantia constitucional à duração 
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razoáveldo processo também deve ser assegurada no âmbito administrativo, e, ao analisar a 
aplicação da multa fixada no art. 1.021, § 4º, do CPC (ARE 1173250), invocou expressamente este 
princípio, aduzindo que a referida multa constituía-se em importante ferramenta à sua 
concretização. 
Possível, portanto, observar a importância dos princípios jurídicos para o Direito Brasileiro, razão 
pela qual enumera-se a seguir dez princípios jurídicos para que o candidato discorra sobre eles. 
1 - Princípio da Solidariedade Intergeracional 
2 - Princípio da Continuidade ou Permanência 
3 - Princípio da Conformidade Funcional 
4 - Princípio da Socialidade 
5 - Princípio da Uniformidade Geográfica 
6 - Princípio da Adstrição 
7 - Princípio da Intranscendência Subjetiva 
8 - Princípio da Operabilidade 
9 - Princípio da Não Afetação 
10 - Princípio do Juízo Imediato 
 
3ª QUESTÃO (2,000 pontos) 
A sociedade empresária A&C LTDA foi constituída no ano de 2000, na cidade de Xaxim/SC, 
pelos sócios Antônio Francesco (majoritário) e Celestino Schmidt (minoritário), tendo por objeto 
social a criação e confecção de peças de vestuário. No ano de 2012, sentindo os reflexos da crise 
econômica mundial, a sociedade empresária efetuou financiamento bancário, para levantar capital 
de giro, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) com o BANCO CRÉDITO BRASIL 
S.A., por meio de uma cédula bancária (CCB), garantida em 60% do valor da dívida por cessão 
fiduciária de títulos. Com a indicação da recuperação da economia brasileira e vislumbrando um 
quadro de grandes negócios futuros, os sócios, em 2013, resolveram ampliar o parque fabril da 
empresa, com a aquisição de um imóvel maior, em que foi construída uma ampla e moderna sede, 
o que apenas foi possível em razão de uma excelente linha de crédito oferecida pelo 
BNDES/FINAME, por intermédio do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo 
Sul. No contrato de financiamento foi prevista a hipoteca do imóvel, como garantia ao pagamento, 
a qual foi registrada na matrícula constante no Ofício de Registro de Imóveis de Xaxim/SC. Com 
a ampliação do parque fabril e a reestruturação da empresa, os sócios resolveram acrescer ao objeto 
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social de A&C LTDA, em alteração do contrato social, a venda direta dos produtos ao consumidor 
final, por intermédio de uma moderna loja virtual. Esta mudança no objeto social levou a empresa 
a adquirir 5 (cinco) novas máquinas e um veículo Mercedes-Benz Furgão Sprinter, por linha de 
crédito ofertada pelo BNDES/FINAME, por meio do BADESC – Agência de Fomento do Estado 
de Santa Catarina S.A. Os bens adquiridos permaneceram em garantia do contrato por alienação 
fiduciária. No ano seguinte (2015), os sócios Antônio e Celestino, de comum acordo, resolveram 
adquirir, em nome da empresa A&C LTDA, veículos para uso próprio, quais sejam, um veículo 
Ferrari 488 Spider e um veículo Lamborghini Huracán, por meio de financiamento, garantido por 
alienação fiduciária de ambos veículos, com a instituição financeira JJ BANK OF AMERICA. Em 
2016, frente as inúmeras execuções fiscais ajuizadas contra a empresa A&C LTDA, tanto pelo 
Estado de Santa Catarina (falta de pagamento de ICMS, tanto em Operações Próprias como 
Substituição Tributária) e da União (inclusive pelo não recolhimento de verbas previdenciárias e 
de FGTS de seus empregados desde o ano de 2014) foram penhorados os únicos bens imóveis sob 
domínio consolidado da empresa devedora, ambos imóveis rurais, sendo um localizado no 
município de Faxinal dos Guedes/SC e outro, em Santa Terezinha do Progresso/SC. Em meados 
de 2018, dada a qualidade das peças criadas e produzidas pela A&C LTDA, surgiu um importante 
negócio, com uma empresa portuguesa, de exportação para a União Europeia. Em razão deste 
negócio, a empresa contratou com o BANK AND MONEY DO BRASIL S.A. adiantamento de 
contrato de câmbio para exportação (ACC) no valor de 250 (duzentos e cinquenta) mil euros. Em 
março de 2019, frente ao expressivo passivo e aumento do número de ações e execuções movidas 
contra a sociedade empresária, os sócios Antônio e Celestino resolveram contratar conhecida 
sociedade de advogados para ajuizar pedido de recuperação judicial da empresa A&C LTDA, 
outorgando procuração com poderes próprios e entrega de documentos. O pedido foi protocolizado 
no último dia útil do mês (de março). Na inicial, a empresa A&C LTDA narrou que está a 
atravessar momentânea situação de crise econômica- financeira, ligada à crise mundial, que trouxe 
reflexos no mercado brasileiro. Acrescentando que, diante do quadro de negócios, inclusive no 
exterior, e expressivo ativo, aliada à implementação de reestruturação administrativa e posterior 
aprovação do plano de recuperação judicial e ser apresentado oportunamente, facilmente superará 
o momento de dificuldade momentânea. Por fim, ao argumento de que preenche os requisitos 
legais, requereu o deferimento do processamento da recuperação judicial. O pedido foi 
devidamente instruído. O magistrado ao receber a inicial, verificando presentes os requisitos de 
lei, deferiu o processamento da recuperação judicial nos termos da Lei n. 11.101/2005, 
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determinando, entre outras medidas, a suspensão de todas as ações e execuções movidas contra a 
empresa por 180 dias. 
Sabedora de que algumas das instituições financeiras credoras estavam ajuizando pedidos de busca 
e apreensão, A&C LTDA peticionou ao juízo da recuperação judicial requerimento de medida de 
urgência para que as máquinas e veículos alienados fiduciariamente em garantia permanecessem 
em sua posse, ao argumento de que se trata de bens de capital essenciais para a atividade 
empresarial e, portanto, imprescindíveis para o sucesso do plano de recuperação judicial. No prazo 
legal a sociedade empresária em recuperação judicial apresentou o plano de recuperação judicial, 
especificando, de forma pormenorizada, os meios de recuperação a serem empregados, como ainda 
demonstrou, por meio de levantamentos próprios, possuir viabilidade econômica. Junto com o 
plano de recuperação judicial foi apresentado o laudo econômico-financeiro e de avaliação dos 
bens e ativos, elaborado por empresa especializada. Entre os meios de recuperação judicial, o plano 
previu os seguintes expedientes: a) concessão de prazo e condições especiais para quitação das 
obrigações sujeitas à recuperação judicial, de acordo com a classe a que pertencem os credores; b) 
reestruturação da empresa com a alienação judicial dos ativos imobilizados consistentes nos 
imóveis rurais localizados em Faxinal dos Guedes/SC e Santa Terezinha do Progresso/SC; c) 
sendo anotado na parte conclusiva que, uma vez aprovado e homologado o plano de recuperação 
judicial e operada a novação dos créditos concursais, verificar-se-á o levantamento da hipoteca 
pendente sobre o imóvel da sede da empresa em Xaxim/SC, para, em seguida, também este imóvel 
ser alienado judicialmente. O plano fez constar que a venda deverá prever locação do imóvel 
vendido pelo prazo de 20 anos, com previsão de recompra, de modo que a continuidade dos 
negócios se dê no mesmo espaço. O administrador judicial apresentou a relação de credores, na 
qual fez constar o BRDE como único credor na classe II (titulares de crédito com garantia real) e, 
as demais instituições bancárias na Classe III (titulares de créditos quirografários, com privilégio 
especial, com privilégio geral ou subordinados).Relação que foi devidamente publicada. Os 
bancos BADESC, BANCO CRÉDITO BRASIL S.A., JJ BANK OF AMERICA e BANK AND 
MONEY DO BRASIL S.A. apresentaram impugnação na forma da lei, dizendo, resumidamente, 
que os créditos dos quais são titulares não se submetem ao processo de recuperação judicial. 
No final do ano de 2018, visando angariar mais clientes, A&C LTDA fez uso de propaganda 
enganosa (comunicação de caráter publicitário, capaz de induzir em erro consumidor), ao tempo 
em que deixou de cumprir com entregas de mercadorias, ou fazendo-o após escoado o prazo 
prometido, ou ainda entregando mercadorias defeituosas, fato que se estendeu, inclusive, para 
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depois do deferimento do processamento da recuperação judicial. Diante deste quadro, o 
Ministério Público ajuizou Ação Civil Pública, assim como os clientes, na qualidade de 
consumidores lesados, ajuízam ações individuais buscando o ressarcimento dos prejuízos. 
Com base nos elementos descritos no caso relatado, como Promotor de Justiça atuando no caso, 
responda: 
a) Correta a decisão do magistrado que, ao receber o pedido de recuperação judicial, determinou 
a suspensão do curso da prescrição e de todas as ações e execuções? Este prazo poderá ser dilatado? 
Justifique. 
b) Os créditos dos quais os bancos BADESC, BANCO CRÉDITO BRASIL S.A., JJ BANK OF 
AMERICA e BANK AND MONEY DO BRASIL S.A. são titulares se sujeitam ao processo de 
recuperação judicial? Justifique a situação de cada um dos bancos credores, observadas as 
naturezas de seus créditos. 
c) A concessão de prazos e condições especiais de pagamento das obrigações sujeitas ao plano de 
recuperação, bem como venda parcial dos bens se constituem em meios de recuperação judicial 
previstos em lei? Em qual dispositivo legal? A novação prevista no Código Civil é idêntica à 
prevista na Lei n. 11.101/2005? De que forma deve dar-se a alienação judicial de bens previstos 
no plano de recuperação judicial aprovado pela assembleia geral de credores e homologado pelo 
juízo da recuperação judicial? O arrematante de bens no processo de recuperação judicial sucede 
a empresa devedora nas obrigações? 
d) No caso retratado, os bens alienados fiduciariamente em garantia nos contratos firmados com 
instituições financeiras podem ser considerados, em sua integralidade, bens de capital essenciais 
para a atividade empresarial desenvolvida pela empresa A&C LTDA? Justifique. Agiu com acerto 
a empresa devedora em recuperação judicial em peticionar ao juízo da recuperação judicial para 
que decida sobre questões patrimoniais – buscas e apreensões - discutidas em ações que se 
processam perante outros juízos? 
e) Considerando o princípio da preservação da empresa como base do processo de recuperação 
judicial e o princípio da efetividade e da responsabilidade patrimonial que norteiam os processos 
de execução fiscal, poderia a empresa em recuperação judicial prever a venda dos imóveis rurais 
sobre os quais pendem garantias processuais – penhoras - em favor dos fiscos da União e do Estado 
de Santa Catarina, sem permanecer com nenhum bem imóvel consolidado em seu nome para ser 
ofertado em substituição? As execuções fiscais são suspensas com o deferimento do 
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processamento da recuperação judicial? Em caso de seguimento das execuções fiscais, os atos que 
importem em expropriação podem ter seguimento no juízo da execução? Explique. 
f) A suspensão de ações e execuções de que trata o art. 6º da Lei n. 11.101/2005 se aplica à Ação 
Civil Pública e às ações indenizatórias? Explique. Qual o critério que definirá se o crédito do 
consumidor se submeterá ao plano de recuperação judicial ou não? Explique. 
g) Discorra sobre a importância e necessidade de atuação do Ministério Público nos processos de 
falência e recuperação judicial. 
O(a) candidato(a) deverá apontar de forma discursiva, minuciosa e fundamentada as 
respostas às indagações. 
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PROVA DE DIREITO PENAL, DIREITO PROCESSUAL PENAL E EXECUÇÃO PENAL 
 
- Período Matutino - 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Orientações Gerais: 
 
1. Mantenha seu documento de identificação sobre a carteira. 
2. É vedado o uso de telefone celular, relógio ou qualquer dispositivo eletrônico, sob pena de 
desclassificação. 
3. Confira se o número da “Folha de Rosto”, das “Folhas de Prova” e do “Rascunho” é o mesmo. 
4. Não identifique as "FOLHAS DE PROVA" utilizadas para realização da prova, o “Rascunho”, 
nem o "Caderno de provas". 
5. Na execução das provas, só será permitida a utilização de caneta esferográfica azul ou preta, 
fabricada em material transparente, vedado o uso de caneta “marca-texto”. 
6. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos ou com pessoas estranhas. 
Não tente visualizar a prova dos demais candidatos. Após as instruções preliminares, nada será 
respondido. 
7. Ao término da prova, entregue aos fiscais a “Folha de Rosto”, as “Folhas de Prova”, o 
“Rascunho” e o "Caderno de Questões". 
8. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2h (matutino)/1h30min 
(vespertino) do início da prova, salvo autorização da Comissão de Concurso. 
9. A duração da prova será de 4h (matutino)/3h (vespertino). 
10. Não se esqueça de assinar a lista de presença. 
 
 
 
 
 
 
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PROVA DE DIREITO PENAL, DIREITO PROCESSUAL PENAL E EXECUÇÃO PENAL 
 
- Período Matutino - 
 
1ª QUESTÃO 
Alibabá, nascido em 2.1.1947, filho de Leopoldina, dono da construtora Mil Tendas, do Hotel Mirante 
da Lua e do Supermercado Preço Fino, este com sedes em Marte/SC, Júpiter/SC e Netuno/SC, foi eleito 
para comandar Marte/SC, tomando posse em janeiro de 2017. Em 12.9.2017 ingressou na Procuradoria-
Geral de Justiça uma representação firmada pelo Vereador Robin, indicando que Alibabá, desde o início 
de seu mandato, teria se associado com um grupo de pessoas, entre empresários, servidores públicos 
municipais com cargos comissionados e também efetivos, com o intuito de praticar delitos em prejuízo 
ao erário. A notícia crime informou que Alibabá teria nomeado com esse propósito, as seguintes pessoas 
para cargos comissionados na prefeitura municipal: Alcapone, nascido em 23.4.1970, filho de Virgínia, 
para chefe de gabinete; Marina, nascida em 15.4.1988, filha de Lourdes, para Secretária de 
Administração; Virgulino, nascido em 23.2.1970, filho de Maria, para Secretário de Obras; Firmino, 
nascido em 27.7.1968, filho de Elizabeth, para Secretário de Educação; Lampião, nascido em 14.3.1948, 
filho de Wanda, para Diretor de Licitações, afeto à Secretaria de Administração. Além desses nomeados, 
a notícia indicava que estariam envolvidos os servidores públicos efetivos de Marte/SC: Jeferson 
(nascido em 31.3.1955, filho de Kátia), presidente da comissão de licitações; Gustavo (nascido em 
18.4.1992, filho de Nilze), servidor integrante da comissão de licitações. O expediente asseverava o 
envolvimento no esquema criminoso dos empresários: Félix, nascidoem 13.12.1979, filho de Dorvalina, 
sócio proprietário da construtora Vilas Secas; Demóstenes, nascido em 17.9.1966, filho de Alvina, sócio 
proprietário da construtora Dias Melhores; Daniel, filho de Demóstenes e de Vilma, nascido em 
1.12.1999, também sócio proprietário da construtora Dias Melhores; e Ana, filha de Débora, nascida em 
24.5.1986, sócia proprietária da construtora Piso Certo. A representação encaminhada ao 
Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, diante de delegação do Procurador-Geral de 
Justiça, foi autuada como notícia de fato, que, imediatamente, passou a ser instruída a fim de se permitir 
a formação de juízo de valor, sendo determinada a realização de diligências preliminares, especialmente 
análise dos bancos de dados disponíveis para avaliação da verossimilhança do fato. Por meio de análise 
do Portal Transparência do município de Marte/SC, confirmou-se que as pessoas identificadas como 
servidores públicos realmente ocupavam os cargos efetivos e comissionados (analisando seus 
contracheques), bem como que o município teria efetuado nos dois primeiros quadrimestres de 2017, 
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três grandes contratos com as empresas indicadas, gerando um pagamento de valores próximos a 
R$20.000.000,00, em obras para o parque industrial da cidade. Em continuidade, verificou-se 
informação no site da prefeitura que a Diretoria de Licitações, por meio de Lampião, teria lançado três 
licitações, na modalidade de Concorrência Pública, com critério de julgamento do tipo menor preço 
global, pelo regime de empreitada por preços unitários, cujos editais teriam sido publicados no Diário 
Oficial do Estado do dia 22.11.2017. As licitações versavam sobre: a contratação de empresa para a 
construção de escola básica municipal Crescendo e Aprendendo (concorrência n. 5/2017), solicitada 
pelo secretário de educação; contratação de empresa para a construção da ponte metálica sobre o Rio 
Adriático (concorrência n. 6/2017); e a contratação da pavimentação asfáltica de estrada vicinal de 
Marte/SC (concorrência n. 7/2017), as duas últimas solicitadas pelo secretário de obras. As três licitações 
receberam autorização de Alibabá e indicavam a origem dos recursos para as despesas, metade 
municipais e metade oriundos de verbas estaduais, não havendo aporte de recursos federais. Em 
11.12.2017, mediante portaria fundamentada, foi instaurado o Procedimento Investigatório Criminal - 
PIC n. 8/2017, da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, que, a título de diligências, 
determinou a requisição de auxílio de força policial (integrada pelos agentes Alex, Fábio, George, Max 
e Luiz) para colaborar com as investigações e efetuar o levantamento das pessoas físicas e jurídicas 
envolvidas (endereços, mídias sociais, informações públicas), sem prejuízo de outros elementos 
pertinentes, o que foi efetivado por meio de relatório pormenorizado após análise dos bancos de dados 
e diligências de campo, sugerindo, por causa da contemporaneidade das licitações, a efetivação de 
cautelares preparatórias, diante da clandestinidade das condutas de quem comete esse tipo de infração. 
Baseado nesse relatório foram solicitadas medidas de interceptação telefônica, telemática, ação 
controlada e quebra de dados armazenados em nuvens. Os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário 
no primeiro dia de expediente forense de 2018, iniciando-se o monitoramento dos investigados, bem 
como obtidos seus e-mails, atuais (durante o prazo de 15 dias) e pretéritos, restando alvo de seguidas 
prorrogações, em atenção a decisões judiciais devidamente fundamentadas. No início da interceptação 
telefônica foram flagradas conversas entre Alibabá com seus subordinados Alcapone, Virgulino e 
Marina, ajustando reunião com Félix e Demóstenes para tratar das três licitações em curso. Na reunião 
realizada no dia 16.1.2018, na cidade de Júpiter/SC, em restaurante próximo ao Supermercado Preço 
Fino, a força policial conseguiu captar imagens confirmando a presença de Alibabá, Alcapone, Félix, 
Demóstenes, Daniel e Ana, esta convidada na tarde anterior por Alibabá, em diálogo registrado na 
plataforma de gravações. No dia seguinte, foram observados diálogos entre os envolvidos na reunião, 
revelando a divisão das três obras entre as construtoras, ficando explicitado, ainda, que os serviços da 
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empresa Piso Certo seriam efetuados pela empresa Mil Tendas (de Marte/SC). As propostas foram 
abertas nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro de 2018, para, respectivamente, os editais das concorrências ns. 
5/2017, 6/2017 e 7/2017, constatando-se que a comissão de licitação era composta por Jeferson 
(presidente), Lampião e Gustavo como membros. Nos três processos licitatórios compareceram Félix, 
Daniel e Ana, os quais apresentaram seus envelopes com propostas e documentos de habilitação no dia 
4.2.2018, além de Pedro (nascido em 15.8.1988, filho de Malvina) e Guilherme (nascido em 14.3.1971, 
filho de Danielle), sócios proprietários das construtoras Touro e Hilux. Na reunião, após dirimidas 
algumas dúvidas, constatou-se que não houve inabilitados ou impugnações dos licitantes, passando-se a 
abertura dos envelopes com as propostas, que estavam em conformidade com as regras do edital, 
julgando-se as licitações com as seguintes classificações: a) concorrência n. 5/2017: 1º Construtora Vilas 
Secas vencedora com o valor de R$18.000.000,00; 2º Construtora Touro com R$18.100.000,00; 3ª 
Construtora Piso Certo com R$19.000.000,00; 4º Construtora Dias Melhores com R$21.000.000,00 e 5º 
Construtora Hilux com R$21.300.000,00; b) concorrência n. 6/2017: 1º Construtora Dias Melhores 
vencedora com o valor de R$16.000.000,00; 2º Construtora Touro com R$16.250.000,00; 3ª Construtora 
Vilas Secas com R$17.000.000,00; 4º Construtora Piso Certo com R$19.000.000,00 e 5º Construtora 
Hilux com R$19.300.000,00; c) concorrência n. 7/2017: 1º Construtora Piso Certo vencedora com o 
valor de R$16.000.000,00; 2º Construtora Hilux com R$16.030.000,00; 3ª Construtora Touro com 
R$17.000.000,00; 4º Construtora Vilas Secas com R$19.000.000,00 e 5º Construtora Dias Melhores 
com R$20.000.000,00. O resultado da licitação foi comunicado pelo presidente e foi homologado pela 
secretária de administração e pelo prefeito, publicando-se o aviso de resultado das licitações no mural 
da prefeitura, no Diário Oficial do Estado e em jornais de circulação locais e regionais. Os contratos com 
as construtoras vitoriosas foram celebrados em 25.2.2018 (contratos ns.: 1/2018, 2/2018 e 3/2018 
respectivamente referentes aos editais ns. 5/2017, 6/2017 e 7/2017), estabelecendo-se o mesmo prazo de 
24 meses para conclusão das obras, cujos pagamentos seriam realizados de acordo com o cronograma 
de evolução de cada etapa, após as competentes e necessárias medições. Em 2.5.2018, Alibabá, Marina 
e Firmino (este apenas para o contrato n. 1/2018) assinaram com as construtoras termos aditivos 
elevando o custo dos contratos em 25%, tornando os valores finais para o n. 1/2018 em R$22.500.000,00 
e R$20.000.000,00 para os outros dois. Os aditivos foram assinados com base em acordo das partes 
(prefeito e empresários) com o falso propósito de restabelecer a relação pactuada inicialmente e manter 
o equilíbrio econômico financeiro dos contratos. Os ajustes foram fundamentados em pareceres de 
Virgulino, que informou, falsamente, fatos imprevisíveis e retardadores que impediriam a execução do 
ajustado e quedemandariam a alteração de alguns quantitativos dos materiais das obras. Tal manobra 
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era de conhecimento de Alibabá, verdadeiro mentor da ideia, e de Marina que iniciara o processo dos 
aditamentos. Os termos acabaram sendo firmados pelo procedimento denominado “jogo de planilha”, 
que consiste no aditamento dos contratos com a majoração dos itens que estavam acima do preço de 
mercado nas propostas (assunto alvo de conversas telefônicas entre Demóstenes e Félix com Alcapone 
e Virgulino) e redução dos itens que se apresentavam com preços inferiores aos parametrizados, gerando 
um superfaturamento de 25% no custo das obras. No ano de 2018 foram efetuados três pagamentos para 
cada contrato, com os seguintes valores em cada medição: a) contrato n. 1/2018 foram pagos 
R$3.000.000,00 em 05.2018; R$4.000.000,00 em 08.2018; e R$6.000.000,00 em 12.2018; b) contrato 
n. 2/2018 foram pagos R$3.000.000,00 em 05.2018; R$4.000.000,00 em 08.2018 e R$5.000.000,00 em 
12.2018; c) contrato n. 3/2018 foram pagos R$3.000.000,00 em 05.2018, R$4.000.000,00 em 08.2018 e 
R$5.000.000,00 em 12.2018. Ainda em 2018, a força policial efetuou pelo menos dez diligências de 
campo, constatando em relatório de investigação, inclusive com filmagens, que as obras do contrato n. 
3/2018 estavam sendo executadas por funcionários da empresa Mil Tendas e com uso da 
retroescavadeira, motoniveladora, escavadeira hidráulica, rolos compactador pé-de-carneiro e liso, além 
de caminhões pipa da Prefeitura de Marte/SC, consoante determinado por Alibabá em diálogos cifrados 
com Alcapone e Virgulino. O relatório inicial ainda evidenciara que a empresa Piso Certo possuía poucos 
empregados cadastrados no Ministério do Trabalho, motivando o monitoramento no período do contrato, 
constatando-se que eles estavam trabalhando em obra particular da empresa no mesmo período em que 
se executava a pavimentação asfáltica, consoante filmagens datadas de 25.4.2018, 21.8.2018 e 
30.10.2018. Em janeiro de 2019 acostou aos autos o relatório da interceptação telemática e da análise 
do conteúdo do iCloud, que explicitou, entre outros elementos, que: 1) em 3.2.2018 Lampião 
encaminhou e-mail informando a Alcapone que Gustavo e Jeferson, conforme pactuado, teriam 
conseguido deslacrar os envelopes das empresas Touro e Hilux, divulgando os valores das propostas das 
três licitações e assegurando que conseguiram relacrar os envelopes sem deixar qualquer sinal de 
violação; 2) ainda em 3.2.2018, Alcapone repassa o e-mail com as informações dos valores das propostas 
para Félix, Daniel e Ana, com cópia para Alibabá e Virgulino; 3) nos dados de nuvens extraídos do 
iCloud de Daniel, no mesmo período – início de fevereiro de 2018 - verificou-se a existência de um 
grupo de whatsapp denominado Construindo Juntos, em que participavam Daniel e seu pai, Alibabá, 
Félix e Ana, além de conversas ajustando quem iria ganhar cada licitação com indicação dos valores das 
obras, diante das informações das propostas dos concorrentes, inclusive com a assertiva do aditamento 
e da realização do trabalho pela empresa Mil Tendas. A partir das informações das cautelares e dos 
pagamentos firmados pela Prefeitura de Marte/SC, em 5.2.2019 o Ministério Público solicitou o 
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afastamento dos sigilos fiscal e bancário dos investigados, mediante o Sistema de Movimentação 
Bancária – SIMBA (conjunto de processos, módulos e normas para tráfego de dados bancários entre 
instituições financeiras e órgãos governamentais) e para facilitar a análise e autenticidade dos dados. A 
quebra do sigilo bancário evidenciou que as empresas Vilas Secas, Dias Melhores e Piso Certo teriam 
recebido em suas contas correntes do Banco do Brasil os valores relativos aos pagamentos dos contratos 
em 30.5.2018, 30.8.2018 e 28.12.2018. Verificou-se que nos primeiros seis dias de junho de 2018 foram 
efetuados: 1) 5 saques no valor de R$30.000,00 cada, totalizando R$150.000,00 da conta da Vilas Secas, 
bem como em 6.6.2018 teriam sido transferidos R$450.000,00 para a conta da empresa de consultoria 
Consulta Ativa, de propriedade de Pamela (nascida em 19.8.1990, filha de Sara e amante de Alcapone); 
2) 5 saques no valor de R$30.000,00 cada, totalizando R$150.000,00 da conta da Dias Melhores, bem 
como em 6.6.2018 foram transferidos R$450.000,00 para a conta da Consulta Ativa; 3) 5 saques no valor 
de R$30.000,00 cada, totalizando R$150.000,00 da conta da Piso Certo, bem com teriam sido quitados 
por meio dessa conta, R$2.550.000,00 em boletos de cinco fornecedores da Mil Tendas (Mineradoras 
Teclado, Lucas, Marciano e Olarias Perfeita e Pedreta, no valor de R$255.000,00, cada) e de cinco 
fornecedores do Supermercado Preço Fino (Atacadistas Dunlop, Marvel, Bozo e Destilarias Maia e 
Saraiva, no valor de R$255.000,00 cada) . Apurou-se, ainda, que foram aplicados R$300.000,00 no dia 
6.6.2018, em fundos de investimento da empresa de Ana. A quebra de sigilo bancário revelou com 
relação ao segundo pagamento dos contratos, que nos primeiros seis dias de setembro de 2018 foram 
efetuados: 1) 5 saques no valor de R$40.000,00 cada, totalizando R$200.000,00 da conta da Vilas Secas, 
bem como em 6.9.2018 teriam sido transferidos R$600.000,00 para a conta da Consulta Ativa; 2) 5 
saques no valor de R$40.000,00 cada, totalizando R$200.000,00 da conta da Dias Melhores, além de 
transferidos R$600.000,00 em 6.9.2018 para a conta da Consulta Ativa; 3) 5 saques no valor de 
R$40.000,00 cada, totalizando R$200.000,00 da conta da Piso Certo, bem com teriam sido quitados por 
meio dessa conta, R$3.400.000,00 em boletos de cinco fornecedores da Mil Tendas (Mineradoras 
Teclado, Lucas, Marciano e Olarias Perfeita e Pedreta, no valor de R$340.000,00, cada) e de cinco 
fornecedores do Supermercado Preço Fino (Atacadistas Dunlop, Marvel, Bozo e Destilarias Maia e 
Saraiva, no valor de R$340.000,00 cada), além de terem sido aplicados R$400.000,00 no dia 6.9.2018, 
em fundos de investimento da empresa de Ana. Já em relação ao terceiro pagamento dos contratos, a 
quebra de sigilo bancário revelou que nos seis primeiros dias de janeiro de 2019 foram efetuados: 1) 5 
saques no valor de R$49.000,00 cada, totalizando R$245.000,00 da conta da Vilas Secas, bem como em 
6.1.2019 teriam sido transferidos R$900.000,00 para a conta da Consulta Ativa; 2) 5 saques no valor de 
R$40.000,00 cada, totalizando R$200.000,00 da conta da Dias Melhores, bem como em 6.1.2019 teriam 
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sido transferidos R$750.000,00 para a conta da Consulta Ativa; 3) 5 saques no valor de R$40.000,00 
cada, totalizando R$200.000,00 da conta da Piso Certo, bem com teriam sido quitados por meio dessa 
conta, R$4.250.000,00 em boletos de cinco fornecedores da Mil Tendas (Mineradoras Teclado, Lucas, 
Marciano e Olarias Perfeita e Pedreta, no valor de R$425.000,00, cada) e de cinco fornecedores do 
Supermercado Preço Fino (Atacadistas Dunlop, Marvel, Bozo e Destilarias Maia e Saraiva, no valor de 
R$425.000,00 cada), além de terem sido aplicados R$500.000,00 no dia 6.1.2019, em fundos de 
investimento da empresa de Ana. Revelou, também, que na semana entre 9 e 13 de janeiro de 2019 foram 
efetuados: 1) 5 saques no valor de R$11.000,00 cada, totalizandoR$55.000,00, da conta da Vilas Secas; 
2) 5 saques no valor de R$10.000,00 cada, totalizando R$50.000,00, da conta da Dias Melhores; e 3) 5 
saques no valor de R$10.000,00 cada, totalizando R$50.000,00, da conta da Piso Certo. Durante os 
meses de junho e setembro de 2018 e janeiro de 2019, a força policial efetuou diligências de 
acompanhamento, fruto da análise dos diálogos telefônicos de Alcapone com Félix, Demóstenes e Ana, 
identificando a data que seriam pagos os contratos da prefeitura e o repasse de verbas por meio de 
estafetas das construtoras, que restaram identificados previamente, sendo que: a) nos dias 2.6.2018, 
2.9.2018 e 2.1.2019 foram registradas as idas dos office boys Armando (nascido em 11.11.2000, filho 
de Jéssica, funcionário da Vilas Secas), Rolando (nascido em 17.9.1999, funcionário da Dias Melhores) 
e Baltazar (nascido em 16.4.1999, funcionário da Piso Certo) ao Hotel Mirante da Lua (Marte/SC) onde 
se encontraram com Jeferson e lhe entregaram sacolas; b) nos dias 3.6.2018, 3.9.2018 e 3.1.2019 foram 
registradas as idas dos mesmos emissários ao referido Hotel, onde se encontraram com Gustavo e lhe 
entregaram sacolas; c) nos dias 4.6.2018, 4.9.2018 e 4.1.2019 foram registradas as idas dos citados 
estafetas ao mencionado Hotel, onde se encontraram com Marina e lhe entregaram sacolas; d) nos dias 
5.6.2018, 5.9.2018 e 5.1.2019 foram registradas as idas dos ditos mensageiros ao apontado Hotel, onde 
se encontraram com Virgulino e lhe entregaram sacolas; e) nos dias 6.6.2018, 6.9.2018 e 6.1.2019 foram 
registradas as idas dos mesmos funcionários ao referido Hotel, onde se encontraram com Lampião e lhe 
entregaram sacolas; e f) nos dias 9, 10, 11, 12 e 13 de janeiro de 2019 foram registradas situações 
idênticas, com a ida até o Hotel Mirante da Lua de Armando, Rolando e Baltazar e o respectivo encontro 
com Jeferson, Gustavo, Marina, Virgulino e Lampião nos dias sucessivos. Em outro relatório de 
acompanhamento, a força policial constatou que nos dias 4.6.2018, 4.9.2018 e 4.1.2019 Alcapone por 
ordem de Alibabá teria ido até a Piso Certo, levando uma série de pastas, que depois descobriu-se (pela 
análise das conversas de whatsapp armazenadas nos iClouds de Ana) que eram os boletos dos 
fornecedores da Mil Tendas e do Supermercado Preço Fino. Diante da situação, em 10.3.2019, foi 
solicitado o afastamento do sigilo bancário da Consulta Ativa, nos mesmos moldes do pedido anterior, 
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por sequer possuir empregados registrados no Ministério do Trabalho e ser inexistente o endereço 
cadastrado na sua inscrição federal, revelando que os valores recebidos das transferências das 
construtoras Vilas Secas e Dias Melhores foram sacados quase na sua totalidade, permanecendo na 
conta, em aplicações financeiras de Pamela, um percentual de 10% do transferido. A força policial 
também apresentou relatório de investigação sobre acompanhamentos efetuados nas datas de 9.6.2018, 
9.9.2018 e 9.1.2019, quando Alcapone fora visto com sua amante na casa dele no período da manhã e 
depois se dirigindo ao banco em que a Consulta Ativa mantém sua conta, seguindo ambos com malotes 
até o Hotel Mirante da Lua. A análise da quebra do sigilo fiscal do Hotel Mirante da Lua revelou: a) uma 
majoração nos valores declarados a partir de 2017, cujos montantes indicavam uma taxa de ocupação de 
100%, índice totalmente desvirtuado da taxa média da cidade de Marte/SC que seria na faixa de 45%; 
b) que declarava a realização de festas com faturamentos milionários, as quais realmente foram 
realizadas nos finais de semana de 7 e 8 de junho de 2018, de 7 e 8 de setembro de 2018 e de 7 e 8 de 
janeiro de 2019. Já do sigilo bancário do referido Hotel apurou-se: 1) vários depósitos de moeda corrente 
em junho de 2018, num total de R$810.000,00, iniciando-se com um maior de R$510.000,00, efetuado 
no dia 10.6.2018 e outros cinco (dias 13, 15, 17, 20 e 27 de junho de 2018), no valor de R$60.000,00; 
2) vários depósitos em espécie, no mês de setembro de 2018, totalizando R$1.080.000,00, iniciando-se 
com um maior de R$680.000,00, efetuado no dia 10.9.2018, e outros cinco (dias 13, 15, 17, 20 e 27 de 
setembro de 2018), no valor de R$80.000,00; 3) em janeiro de 2019 o total de depósitos em espécie 
atingiram a marca de R$1.620.000,00, iniciando-se com um maior de R$1.120.000,00, efetuado no dia 
10.1.2019 e outros cinco no valor de R$100.000,00 (dias 13, 15, 17, 20 e 27 de janeiro de 2019). A 
quebra do sigilo bancário de Jeferson trouxe que em junho e setembro de 2018 e janeiro de 2019 ele fez 
depósitos do recebido em sua conta, nos valores individuais de R$9.000,00 (dias 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11, 
12 e 13 de cada mês). Por sua vez, a quebra do sigilo de Gustavo revelou que em junho e setembro de 
2018 e janeiro de 2019 ele fez depósitos do recebido em sua conta, nos valores individuais de R$9.000,00 
(dias 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11, 12, 13 e 16 de cada mês). Do período da investigação, foi possível verificar 
que a partir do mês de abril de 2019, o próprio Estado de Santa Catarina e o município de Marte/SC 
tiveram que contingenciar verbas por conta do não cumprimento das metas de resultado primário, motivo 
pelo qual não aconteceram pagamentos desses contratos nesse período. Junto aos Registros de Imóveis, 
Tabelionatos, Capitania dos Portos, Detran e outros bancos de dados, foi observado que: a) o Hotel 
Mirante da Lua teria adquirido em julho de 2018 um veículo Range Rover Sport, 0KM, avaliado pela 
tabela FIPE em R$800.000,00; b) em outubro de 2018, Jussara (esposa de Alibabá, do lar, nascida em 
12.6.1990) teria adquirido uma lancha Intermarine 430 Full, seminova, no valor de R$1.400.000,00; c) 
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em fevereiro de 2019, o Hotel Mirante da Lua teria adquirido um terreno de 2.000 m² na Praia dos 
Asteróides, Júpiter/SC, pelo preço de R$2.200.000,00, onde seria construído o novo hotel Mirante da 
Lua Beach; d) em março de 2019, Felix adquiriu três lotes no Condomínio Vento Sul, em Marte/SC, 
pelo valor global de R$650.000,00; a Dias Melhores adquiriu um veículo Mercedes Benz AMG C-63 S 
Coupe, 0KM, avaliado em R$600.000,00 e utilizado por Daniel; Ana adquiriu seis lotes no mesmo 
condomínio que Felix pelo valor de R$1.200.000,00; e) em julho de 2018, Virgulino adquiriu em nome 
de seu sobrinho Carlos (nascido em 13.11.2004) o veículo Honda Civic SPORT 2.0, 0km, avaliado em 
R$90.000,00, utilizando-o a partir daquela data; f) em setembro de 2018, Virgulino adquiriu em nome 
de sua mãe Marlene, cotas de um apartamento localizado em Marte, na Rua Candido Portinari, 45, em 
Sociedade de Propósito Específico no valor de R$120.000,00; g) em janeiro de 2019, Virgulino repassou 
ao supermercado Frango Crocante de seu amigo Cristian, o valor de R$160.000,00, em espécie, sendo 
que em fevereiro de 2019 ele acabou sendo o ganhador de uma BMW 320i 0km, avaliada em 
R$159.000,00, em sorteio promovido pelo estabelecimento, devidamente autorizado. Utilizando-se de 
prerrogativa inserida na legislação estadual, em abril de 2019 o Procurador-Geral de Justiça efetuou 
delegação de suas funções de órgão de execução para 2ª Promotoria de Justiça de Marte/SC (com 
atribuições na área criminal e da moralidade), sendo que em maio deste ano foram solicitadas medidas 
de busca e apreensão, prisão temporária e bloqueio de valores das contas correntes pelo BACENJUD, 
as quais foram deferidas pelo Poder Judiciário. Durante o prazo de cinco dias da prisão temporária,os 
recolhidos foram interrogados, todos usando o direito ao silêncio. A medida segregatória foi prorrogada, 
pelo mesmo prazo de cinco dias. Da diligência de busca restou efetivado relatório próprio que indicou a 
apreensão de diversos documentos (de veículos, imóveis, agendas, entre outros), utensílios e aparelhos 
eletrônicos, incluindo mídias. Dentre esses, estavam na residência de Alcapone: cópia de cheque emitido 
em 13.3.2019 da conta corrente da Consulta Ativa, nominal para a empresa de informática Pouso Ativo, 
de propriedade de Vanessa (nascida em 19.9.1991, filha de Eva e prima de Pamela), no valor de 
R$375.000,00, com prazo de vencimento em 25.3.2019; ofício do Cartório de Protestos de Marte/SC 
notificando a Consulta Ativa para pagamento do título de crédito no prazo de 3 dias a contar de 
10.4.2019; documento do cartório comprovando a quitação dos valores em 12.4.2019; comprovante do 
depósito do cartório do valor protestado para a Pouso Ativo; uma chave contendo o n. 304 e o nome 
Tradicional. O bloqueio da conta corrente da Consulta Ativa não teve efetividade porque ela estava sem 
saldo. Da avaliação do telefone celular de Pamela (diante de autorização judicial expressa permitindo a 
análise dos dados de todos os terminais) constatou-se conversas dela no aplicativo telegram com Vanessa 
(em 15.4.2019 elas combinam de se encontrar, pois Vanessa já teria sacado os valores em espécie; no 
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dia 18.4.2019 Vanessa agradece Pamela, informando a compra do veículo Gol, Confort Line, 2017 para 
seu uso pelo valor de R$37.500,00). Considerando o teor das conversas, foi materializado relatório da 
força policial, sobre acompanhamento realizado no dia 16.4.2019, fruto de conversa entre Pamela e 
Alcapone em que ela menciona que iria “pegar aquilo” na igreja matriz, situação que chamou a atenção 
dos investigadores. No referido relatório consta o registro de filmagens e fotografias do encontro de 
Pamela com uma feminina não reconhecida naquele momento, que lhe entregou uma maleta no pátio da 
basílica, sendo que na sequência Pamela se encontrara com Alcapone e ambos se dirigiram até o prédio 
comercial Taurus, local sede de diversas casas de câmbio, bancos e da Casa de aluguel de cofres 
Tradicional, sendo que a diligência restou prejudicada por conta da impossibilidade de ingressar no 
prédio sem identificação. Da detida análise do telefone de Virgulino viu-se conversa dele com Cristian, 
no dia 31.1.2019, no aplicativo whatsapp em que Crisitan assegura que vai dar certo pois embora o 
sorteio conte com mais de 5.000 inscritos a bolinha com o número de Virgulino será mais pesada que as 
demais do interior do globo. 
Paralelamente a esses fatos, já no dia 23.4.2018, Alibabá, Prefeito de Marte/SC, estabeleceu distinto 
arranjo e colusão, aliando-se ou mesmo ingressando a outro agrupamento integrado também por 
Olivânio, Gersika, Nilvânio, Hamilton e Apolinário, com estrutura ordenada e formado visando a 
obtenção de vantagem patrimonial, mediante a prática de atos atentatórios ao patrimônio alheio, 
inclusive circunstanciados pelo emprego de explosivos em caixas eletrônicos e sob peculiar modus 
operandi na região de Marte/SC, Júpiter/SC e Saturno/SC. Alibabá, conquanto não praticasse 
pessoalmente qualquer ato de execução, exercia a função de comando, fornecia amparo material e 
estrutural ao grupo, financiando-o e dando guarida aos demais em local particular. Gersika era 
responsável pelo reconhecimento dos lugares dos crimes, realizando levantamento audiovisual dos 
logradouros e repassando os dados aos outros, enquanto Nilvânio, com função estabelecida na execução 
do crime, também possuía a tarefa de organização da fuga, permanecendo em locais estratégicos para 
garantir o sucesso da empreitada criminosa e a evasão dos participantes diretos, o que igualmente era 
realizado no dia da ação por Gersika. Já Hamilton e Apolinário incumbia a entrada nos estabelecimentos, 
possuindo ambos expertise para o uso de forte arsenal bélico e o último no manuseio ou mesmo emprego 
de explosivos de alto poder de ruptura, compostos por oxidantes, combustíveis e agentes emulsificantes, 
para destruir qualquer obstáculo nas ações perpetradas. Olivânio, mesmo detido na Penitenciária de 
Júpiter/SC, era responsável pela aquisição de coletes à prova de balas, apetrechos inerentes às atividades, 
compra e fornecimento de armas de grosso calibre, o que somente foi viabilizado a partir da entrada de 
Alibabá e pelo auxílio direto do agente penitenciário Apolo, que se valendo dessa condição, aderindo ao 
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esquema e ciente das atividades, permitia que Olivânio constantemente usufruísse de toda espécie de 
regalias, em especial, ser deslocado do regime semiaberto para a administração, inúmeras visitas e, 
quando do plantão, deixar as dependências da unidade prisional para visitar Gersika quando desejasse e 
sem autorização, fornecendo ainda suporte mediante a disponibilização de veículo para tanto, tudo em 
troca de propina que receberia mensalmente e após praticados os eventos, conforme ajustado entre o 
grupo. Dois dias após o ingresso de Alibabá, ele e os indivíduos Olivânio, Gersika, Nilvânio, Hamilton 
e Apolinário deliberaram quanto a escolha do local e planejamento da execução, o que foi concluído no 
mesmo dia com a visita íntima de Gersika a Olivânio, quando este orientou que fizesse uso e procedesse 
à entrega de armamentos e coletes balísticos também a Nilvânio, Hamilton e Apolinário para inclusive 
proteção pessoal em caso de eventual confronto policial. No dia seguinte à visitação, Gersika, Nilvânio, 
Hamilton e Apolinário deslocaram-se até à Cooperativa Credi, na Rua Hermann, Saturno/SC. O 
automóvel VW/Saveiro, placa MHH-0360, foi conduzido por Gersika, enquanto o segundo 
Renault/Scenic, placa MDA-8572, por Nilvânio e ocupado por Hamilton e já o terceiro VW/Quantum, 
sem placa, por Apolinário. Próximos do local escolhido, cada veículo tomou um rumo diferente, de 
acordo com as funções definidas, de forma que aquele conduzido por Gersika permaneceu estacionado 
próximo da Cooperativa para assegurar a fuga, ao mesmo tempo que Nilvânio, Hamilton e Apolinário, 
vestindo coletes balísticos e fortemente armados, dirigiram-se até a agência bancária lá existente, 
estacionando os veículos Scenic e Quantum em frente ao local, tendo Nilvânio descido do automotor e 
exercido a função de segurança do perímetro, utilizando um fuzil (obtido também pelo contato 
viabilizado entre Olivânio e Gersika). Já Hamilton e Apolinário entraram na agência e, enquanto 
Nilvânio, mediante a utilização de uma barra de ferro, arrombou dois caixas eletrônicos, Apolinário 
instalou um artefato explosivo (dinamite ou substância de efeitos análogos) e acionou o cordel, 
explodindo-os em seguida. Após a explosão que causou na agência um grande dano, Hamilton e 
Apolinário despojaram o valor de R$78.990,00 dos caixas eletrônicos e empreenderam fuga no 
VW/Saveiro conduzido por Gersika, abandonado 2km depois num terreno baldio e foram resgatados por 
Nilvânio, evadindo-se todos. Ato contínuo, foi procedida a guarda provisória do numerário subtraído, 
do Scenic, coletes e armamento em uma das residências fornecidas para tanto por Alibabá, em Marte/SC. 
Esse fato (Cooperativa Credi) foi repetido a partir do esquema idealizado pela agremiação e executado 
pelos indivíduos acima mencionados, por meio de idêntico modus operandi e disciplina e durante o 
períodocompreendendo os meses de junho e novembro de 2018 e fevereiro de 2019, agora, segundo 
noticiado, em detrimento de outras agências bancárias: ICBC, situada em Marte/SC; BNP, em 
Júpiter/SC; e posto bancário no Supermercado MART, em Saturno/SC, apoderando-se em cada uma os 
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valores aproximados de R$80.000,00. Por sua vez, na manhã do dia 1.5.2019, Gersika, Nilvânio, 
Hamilton e Apolinário, dando seguimento a empreitada criminosa e de forma ordenada e articulada (e 
natural ciência dos demais membros), dirigiram-se até a escolhida Cooperativa de Crédito Star, na Rua 
Nereu, em Marte/SC, valendo-se do veículo FORD/Focus, placa MKS-4559. Já na agência bancária 
visada e mesmo todos cientes do alto fluxo de pessoas, do horário escolhido (próximo do meio dia) e da 
alta potencialidade lesiva da ação, Gersika, Nilvânio, Hamilton e Apolinário, assumindo o risco de 
provocar a morte de outrem, dispararam por, no mínimo, três vezes contra os vidros que guarneciam a 
agência, para garantir o acesso ao local e atemorizar os clientes e funcionários que lá se encontravam. A 
fim de causar ainda mais pânico, Gersika, valendo-se de uma marreta, terminou por estilhaçar aquela 
superfície, possibilitando o ingresso dos demais no estabelecimento e retornando, em seguida, ao 
veículo, estacionando nas proximidades para dar guarida à empreitada e garantir a rápida saída. Nilvânio, 
Hamilton e Apolinário, o primeiro portando uma espingarda e os demais revólveres e pistolas, realizaram 
mais disparos no interior do estabelecimento. Mediante porte ostensivo das armas, os agentes ordenaram 
que funcionários e clientes deitassem ao chão, arrebatando, em proveito comum, a quantia de 
R$41.227,41 dos caixas da agência, além de uma carteira contendo em seu interior documentos pessoais 
e o valor de R$134,00 (da cliente Shelly) e um revólver, calibre .38, numeração WD90773, que estava 
sob posse do vigilante da agência Michel. Efetivado o assenhoreamento, deixaram o local utilizando-se 
do mencionado veículo Focus, em que Gersika os aguardava, ocasião em que ao alcançar o Bairro 
Antena foram localizados e interceptados por uma das viaturas acionadas da Polícia Militar, iniciando o 
procedimento de abordagem. Com a clara intenção de garantir a detenção do produto da subtração e 
anuindo com o concreto risco de provocar a morte dos membros da força pública que estavam em seu 
encalço (policiais militares Anilton e Augusto), passaram a efetuar inúmeros disparos de arma de fogo 
em detrimento destes, os quais apenas não foram fatalmente alvejados por erro de pontaria dos 
atiradores. E mais, não bastassem os tiros, os agentes, para empreender também fuga do local, lançaram 
o carro Focus contra Anilton, em nítida tentativa de atropelamento, que não se consumou diante da 
pronta postura evasiva deste. No deslocamento em alta velocidade, Gersika perdeu o controle do veículo 
por força da alta concentração de carros nas imediações da entrada da ponte, vindo a colidir contra a 
traseira do automóvel FIAT/Palio, placa MEN-8263, conduzido e pertencente a Guilherme e igualmente 
ocupado pela esposa Marta e o filho Alf, de 9 anos. Após o acidente, os quatro indivíduos, imbuídos do 
propósito de subtração e dispostos a todo tipo de conduta criminosa para assegurar sua impunidade, 
desceram armados do FORD/Focus e renderam agora todos os ocupantes do FIAT/Palio. Enquanto 
Hamilton, mediante a empunhadura de arma de fogo, determinou que a vítima Guilherme saísse do 
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veículo, retirando-lhe à força do interior deste e assenhorando-se da coisa alheia móvel, Gersika arrancou 
violentamente os outros ocupantes, os quais se encontravam sentados no banco traseiro, permitindo o 
ingresso dos demais comparsas no veículo. Nesse momento, os policiais militares logo aportaram ao 
local, ocasião em que novamente Gersika, Nilvânio, Hamilton e Apolinário, cientes do poder letal dos 
armamentos que portavam, do alto fluxo de veículos e pessoas (centro da cidade), determinados a 
garantir o sucesso da empreitada e assumindo o risco de provocar a morte daqueles policiais, deflagraram 
contra estes inúmeros disparos, em meio à via pública. Em virtude do erro de pontaria, Anilton e Augusto 
não restaram lesionados, logrando, no entanto, êxito em prender em flagrante, naquele instante, apenas 
Gersika, deixada para trás pela trupe. Incansáveis e sem o automóvel Palio, Nilvânio, Hamilton e 
Apolinário então correram em direção à margem esquerda da via, quando se depararam agora com o 
veículo JEEP/Renegade, placa QID-3647, fazendo a travessia, procedendo outra abordagem. Os três 
indivíduos apontaram os artefatos bélicos à condutora Carol e determinaram a imediata desocupação. 
Acatada a ordem, adentraram no referido automóvel, restando nesse momento abordados por Anilton e 
Augusto. Diante da concreta possibilidade da prisão e anuindo com o real risco de provocar a morte dos 
agentes da força pública, Nilvânio, Hamilton e Apolinário iniciaram novo enfrentamento armado, 
atingindo, desta vez, o policial Augusto em sua perna e causando-lhe lesões corporais. O resultado 
apenas não foi mais gravoso a partir da conduta do policial, chamado em reforço, consistente em Pedro 
Emanuel, que logrou êxito em alvejar Hamilton em seu pé, levando ao término da troca de tiros e 
imediata fuga. Hamilton foi abordado, em seguida, enquanto Nilvânio e Apolinário conseguiram se 
embrenhar na mata ciliar e escapar. Em poder de Gersika foi localizado o revólver, calibre .38, 
numeração WD90773. Já no Focus, que apresentava adulteração de sinal de identificação no chassi e no 
agregado do motor, foi apreendido toucas, coletes balísticos e grampos de aço, enquanto em poder de 
Hamilton uma balaclava e aparelho de telefone celular, além de uma pistola, calibre .380 ACP, marca 
Taurus, com numeração suprimida. Hamilton, questionado pelos policiais quanto ao rumo tomado pelos 
demais, informou dois endereços em que supostamente estariam Nilvânio e Apolinário, o primeiro 
naquela residência de Alibabá, em Marte/SC. Deslocado imediatamente, os policiais Lucas, Douglas e 
Heitor não encontraram Nilvânio e Apolinário, deparando-se no lugar com o veículo Scenic, placa 
MDA-8572, coletes balísticos, um fuzil, calibre 5.56x45mm, marca CZECH, n. 5600241CP e uma 
submetralhadora, calibre 9x19mm, marca RRNO, n. 07752. Já no veículo Saveiro, placa MHH-0360, 
então abandonado, foi localizado um bilhete com o número dos telefones de Alibabá, Olivânio e Apolo. 
Na outra casa indicada, localizada em Saturno/SC (também pertencente a Alibabá e utilizada em favor 
do grupo) foi apreendida uma motocicleta HONDA CB 1000R (de propriedade de Apolo), dezoito 
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carregadores de marcas diversas, calibres .380, 9mm, .40 e 5.56mm e 394 cartuchos de marcas diversas, 
calibres .380, 9mm, .40, 5.56mm, bem como "dez cartuchos de emulsão, explosivos de alto poder de 
ruptura, compostos por oxidantes, combustíveis e agentes emulsificantes, além de dez espoletas 
amolgadas a segmentos de estopim e um tubo de choque”. Constam do Auto de Prisão em Flagrante e 
do Inquérito Policial os seguintes elementos, informações, documentos e peças: - Todos os investigados 
restaram devidamente qualificadospela autoridade policial de origem, mesmo indiretamente; - 
Oportunizado o direito de serem assistidos por defensor técnico e lembrados dos direitos constitucionais 
do preso, foi procedido o interrogatório de Gersika e Hamilton, os quais admitiram a participação deles 
na totalidade dos fatos, registrando que todos envolvidos, inclusive Apolo e Alibabá, tinham ciência do 
alto poder letal das armas e da possibilidade de morte no desdobramento dos eventos para o fim de 
subtração ou para garantir a impunidade ou detenção do numerário visado. Também relataram que o 
Focus foi adquirido no mês de janeiro de 2019 de um terceiro chamado apenas de Xará, e então 
encomendado porque já era objeto de sabida adulteração de sinal de identificação. Interrogado Olivânio, 
que já estava preso, afirmou que os carros Scenic e Saveiro tinham sido adquiridos um dia antes do fato 
ocorrido na Cooperativa Credi, porque possuíam procedência espúria e foram destinados tanto para uso 
regular como para a prática de ilícitos. Apolo esclareceu que os artefatos explosivos, armas e munições, 
então adquiridos, eram mantidos sob guarda, posse, ocultação e porte de todos, em momento anterior e 
também posterior aos eventos que foram utilizados, disponibilizando-os também para uso, a qualquer 
tempo e modo, por qualquer dos integrantes do grupo; - Consta a juntada de documentação 
individualizada - “Informações sobre a Vida Pregressa do Indiciado”, com descrição de todos os dados 
de qualificação, e procedida a redução a termo das declarações de investigados, vítimas e testemunhas, 
compreendendo inclusive: Alibabá, filho de Leopoldina, Prefeito Municipal de Marte/SC, nascido em 
2.1.1947; Olivânio, casado, nascido em 30.1.1969, filho de Ana, com endereço residencial na Rua B, 
Bairro XX, Júpiter/SC; Nilvânio, nascido em 27.4.2000, filho de Carolina, com endereço residencial na 
área rural de Plutão/SC; Gersika, casada com Olivânio, nascida em 27.5.1972, filha de Ivone; Hamilton, 
nascido em 8.3.1975, filho de Hilda, residente na Rua V, Bairro ZZ, Plutão/SC; Apolinário, nascido em 
7.2.1970, filho de Maria, com endereço residencial na Rua X, Bairro VV, Saturno/SC; Apolo (irmão de 
Apolinário), nascido em 22.8.1977, filho de Maria, funcionário público lotado na Penitenciária de 
Júpiter/SC; Michel, com endereço de trabalho na Cooperativa de Crédito STAR; Shelly, viúva, 
aposentada, nascida em 31.6.1927, residente na Rua R, Bairro JJ, Marte/SC; Guilherme e Marta, 
residentes na Rua Quilombo, 77, Marte/SC; Carol, residente na Rua Condá, 265-D, Júpiter/SC; Anilton, 
Augusto, Pedro Emanuel, Lucas, Douglas e Heitor, policiais militares lotados no 2º BPM de Marte/SC; 
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Anoar, representante da Cooperativa Credi; e Wilma, representante da Cooperativa de Crédito STAR; - 
Todos Boletins de Ocorrência, Termos de Apreensão e Autos de Exibição e Apreensão acerca dos fatos 
já apurados integram os procedimentos, incluídos os Boletins de Ocorrência comunicando a subtração 
dos veículos Saveiro e Scenic, datadas de 21 e 23.4.2018, respectivamente, nas cidades de Júpiter/SC 
(vítima Isadora) e Plutão/SC (vítima Nayane); - Todos Laudos Periciais dos eventos já apurados 
integram os procedimentos, incluídos os de Lesão em Augusto e Hamilton, de Arrombamento de caixas 
eletrônicos, em artefatos explosivos, das armas e munições apreendidas (atestando eficiência e 
numeração suprimida para uma delas), de Adulteração do chassi e agregado do motor no veículo Focus 
e de Levantamento do Local de Delito na Cooperativa Credi do uso de dinamite ou substância de efeitos 
análogos, seguida de explosão que causou um grande dano na agência bancária, expondo a perigo a vida, 
a integridade física e o patrimônio dos demais moradores do prédio onde é sediada e das demais pessoas 
que habitavam nas residências vizinhas; - Todos Termos de Reconhecimentos realizados pelas vítimas 
por meio de fotografia afetos aos crimes apurados, dentre eles, Shelly, reconhecendo, com absoluta 
certeza, as pessoas de Gersika, Nilvânio, Hamilton e Apolinário como autores do evento delituoso, 
enquanto Michel não teve condições de reconhecer; - Lavrado APF de Gersika e Hamilton, pela 
autoridade policial de Marte/SC foi procedida a juntada de Inquérito Policial acerca de investigação 
sobre os fatos acima correlatos na região de Marte/SC, Júpiter/SC e Saturno/SC; - Já foram asseguradas 
a apresentação à autoridade judicial das pessoas presas em decorrência da prisão em flagrante (Gersika 
e Hamilton), com a conversão em prisão preventiva; - Dos documentos do Inquérito Policial, constam 
Relatórios de Investigação e filmagens, além de Relatório Preliminar de Investigação, informando o 
último que quanto as ocorrências nos estabelecimentos ICBC, BNP e Supermercado MART, a 
autoridade policial ainda prossegue na coleta de elementos para individualização de cada um dos 
eventos, tal como Levantamento do Local do Delito e da explosão, oitiva das vítimas e testemunhas, 
confirmação dos valores subtraídos, reconhecimento pessoal dos investigados, obtenção de filmagens 
internas e externas, dentre outros; - Pela autoridade policial foi juntado documento de identificação civil 
em nome de Shelly, acompanhado de Atestado Médico recentemente emitido noticiando enfermidade 
grave desta, inspirando receio de que ao tempo da instrução criminal já não exista, e sustentando a 
relevância de sua oitiva perante o juízo decorrente inclusive do reconhecimento pessoal dos agentes; - 
Certificados os antecedentes criminais, consta o registro que: Olivânio foi condenado com trânsito em 
julgado em 28.11.2014, pela prática de crime de tráfico de drogas e associação, atualmente cumprindo 
pena perante o Juízo de Execução Penal de Marte/SC, no regime semiaberto; Hamilton possui processo 
crime pela infração penal de tentativa de furto qualificado, atualmente suspenso no Juízo da 1ª. Vara 
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EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
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Criminal de Marte/SC, pelo período de prova de dois anos e com apresentações mensais regulares; 
Apolinário foi condenado com trânsito em julgado em 10.1.2017, pela posse ilegal de armas de fogo de 
uso permitido, em regime aberto, atualmente sob resgate da pena restritiva de prestação de serviços à 
comunidade no Juízo de Execução Penal de Netuno/SC; e Gersika possui precedente prisão em flagrante 
em 27.2.2018, pela prática de furto qualificado no Juízo da 1ª Vara Criminal de Plutão/SC, atualmente 
cumprindo medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas de comparecimento periódico em Juízo, 
de trato mensal, além de recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; - Pelo Defensor 
de Hamilton, após homologação do APF pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marte/SC e 
conversão, foi apresentada petição, desacompanhada de documentação, alegando que seu cliente é 
portador de retardo mental entre leve e moderado e postulando a instauração de incidente para tanto. 
Requer ainda a nulidade do APF pelo fato que Hamilton foi interrogado sem a assistência de advogado; 
- Pelo Defensor de Nilvânio e Apolinário, sem apresentá-los, foi peticionado também antes de final 
opinio delicti, postulando a declaração de nulidade no reconhecimento efetuado por meio de fotografia, 
tal como de Shelly, com o consequente desentranhamento dos autos, por ter sido realizado em desacordo 
da legislação processual penal; - A Defensoria Pública, em nome de Gersika, sustentou a nulidade de 
dita submissão à identificação criminal a partir deconcessão de serviço público, em virtude do decurso do prazo de vigência, cabe ao Poder 
Público a retomada imediata da prestação do serviço, até a realização de nova licitação, 
não estando condicionado o termo final do contrato ao pagamento prévio de eventual 
indenização. 
38ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Lei n. 8.666/1993, tomada de preços é a modalidade de licitação entre 
interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para 
cadastramento até a data do recebimento das propostas, observada a necessária 
qualificação. Por sua vez, concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer 
interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os 
requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto. 
39ª QUESTÃO: 
( ) Nos moldes da Lei n. 11.107/2005, o consórcio público é contrato administrativo 
multilateral, firmado entre entidades federativas, para persecução de objetivos comuns, 
resultando na criação de uma nova pessoa jurídica de direito público, caso em que recebe o 
nome de associação pública, ou de direito privado. 
40ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 8.666/1993, quando o convocado não assinar o termo de contrato no 
prazo e condições estabelecidos, é facultado à Administração convocar os licitantes 
remanescentes, na ordem de classificação, para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas 
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condições propostas pelo primeiro classificado, inclusive quanto aos preços atualizados de 
conformidade com o ato convocatório. 
41ª QUESTÃO: 
( ) A Lei do Processo Administrativo prevê que um órgão administrativo e seu titular poderão 
delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, desde que estes lhe sejam 
hierarquicamente subordinados, não haja impedimento legal, e quando for conveniente, em 
razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial. 
42ª QUESTÃO: 
( ) Em relação à responsabilidade civil do Estado, o direito positivo brasileiro adota a teoria 
do risco administrativo, segundo a qual se admite a exclusão da responsabilidade estatal 
nos casos de culpa exclusiva da vítima, força maior, caso fortuito e culpa de terceiros. 
43ª QUESTÃO: 
( ) Dentre a documentação relativa à qualificação técnica para a habilitação nas licitações, a 
Lei n. 8.666/1993 permite a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com 
limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. 
44ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Lei n. 8.666/1993, nas licitações para a execução de obras, serviços e nas 
compras de bens, quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas 
forem desclassificadas, a administração poderá permitir aos licitantes, no prazo de oito 
dias, a apresentação de nova documentação. 
DIREITO TRIBUTÁRIO 
45ª QUESTÃO: 
( ) Quando o Município não tiver legislação própria que trate do ISS, sua instituição, 
definição de base de cálculo e alíquotas, assim como a especificação da forma da 
respectiva cobrança, deve ser realizada com base na Lei Complementar Federal que 
regulamente este imposto. 
46ª QUESTÃO: 
( ) Nos casos de evasão tributária mediante fraude (sonegação fiscal penalmente tipificada), o 
sujeito ativo do delito será o sujeito passivo da obrigação tributária. 
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47ª QUESTÃO: 
( ) O lançamento é um procedimento que identifica uma evasão anteriormente ocorrida. Por 
isso, a implementação da evasão ocorre anteriormente ao lançamento. 
48ª QUESTÃO: 
( ) O ICMS é um imposto que pode ser diferenciado em razão da essencialidade, e por este 
motivo, as Administrações Tributárias podem conceder isenções a produtos ou serviços 
específicos. 
49ª QUESTÃO: 
( ) O valor de ICMS cobrado pelo vendedor do consumidor final é de propriedade do Estado, 
e não do comerciante, mesmo antes de seu repasse aos cofres públicos. 
50ª QUESTÃO: 
( ) A tarifa não é cobrada do sujeito que não utilizar, de forma individualizada e efetiva, o 
serviço cujo custo deve ser suportado por este valor. 
51ª QUESTÃO: 
( ) A denúncia espontânea (art. 138 do CTN) não necessariamente exclui a punibilidade do 
delito subjacente à evasão. 
52ª QUESTÃO: 
( ) O comerciante que adquire mercadoria para revenda não pode descontar o valor de ICMS 
incidente nesta operação do valor devido em decorrência das vendas por ele mesmo 
realizadas posteriormente. 
53ª QUESTÃO: 
( ) No ICMS devido em substituição tributária, o contribuinte é o sujeito passivo da obrigação 
tributária que recolhe o imposto devido pelo responsável tributário. 
54ª QUESTÃO: 
( ) Os Municípios não têm competência para definir o sujeito passivo do IPTU. 
 
 
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DIREITO ELEITORAL 
55ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Lei n. 4.737/1965 que o serviço de qualquer repartição, federal, estadual, 
municipal, autarquia, fundação do Estado, sociedade de economia mista, entidade mantida 
ou subvencionada pelo poder público, ou que realiza contrato com este, inclusive o 
respectivo prédio e suas dependências não poderá ser utilizado para beneficiar partido ou 
organização de caráter político. A violação deste disposto não incorre na prática de crime 
eleitoral. 
56ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 9.096/1995, perderá o mandato o detentor de cargo eletivo que se 
desfiliar, sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito. Consideram-se justa causa para a 
desfiliação partidária somente as seguintes hipóteses: mudança substancial ou desvio 
reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e mudança de 
partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação exigido 
em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato 
vigente. 
57ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 9.096/1995, quanto à prestação de contas, estabelece que é vedado ao partido 
receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, contribuição ou auxílio 
pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, 
procedente, dentre outras hipóteses, de pessoas físicas que exerçam função ou cargo 
público de livre nomeação e exoneração, ou cargo ou emprego público temporário, 
ressalvados os filiados a partido político. 
58ª QUESTÃO: 
( ) Segundo a Súmula n. 46 do TSE, é ilícita a prova colhida por meio da quebra do sigilo 
fiscal sem prévia e fundamentada autorização judicial, podendo o Ministério Público 
Eleitoral acessar diretamente apenas a relação dos doadores que excederam os limites 
legais, para os fins da representação cabível, em que poderá requerer, judicialmente e de 
forma individualizada, o acesso aos dados relativos aos rendimentos do doador. 
 
 
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59ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece a Lei n. 4.737/1965 que o alistamento e o voto são obrigatórios para os 
brasileiros de um e outro sexo, salvo: I - quanto ao alistamento: os enfermos; os maiores 
de setenta anos; os que se encontrem fora do país; II - quanto ao voto: os inválidos; os que 
se encontrem fora do seu domicílio; e os funcionários civis e os militares, em serviço que 
os impossibilite de votar. 
60ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 9.504/1997, as despesas da campanha eleitoral serão realizadas 
sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e financiadas na forma dessa 
Lei, enquanto os limites dequalificação da investigada com anexação de sua 
fotografia colorida a um relatório de investigação juntado quando da confecção do Inquérito Policial. 
Para Olivânio, apresentou também precedente pedido de desentranhamento dos autos do Inquérito 
Policial no caso de conclusão de oferecimento de denúncia e tão logo recebida, sob a alegação de que 
contamina o processo penal acusatório e compromete a imparcialidade e independência do magistrado. 
Os autos do Auto de Prisão em Flagrante Delito com o Inquérito Policial vieram com vista ao 
Promotor de Justiça com atribuição perante o Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Marte/SC 
(ora candidato), os quais juntamente com o Procedimento Investigatório Criminal (PIC n. 8/2017) 
deverão ser alvo de devida apreciação e pronunciamento. Nessa condição, com vista dos dois 
primeiros na data de 14.5.2019 e de posse do PIC (cujo prazo das prisões temporárias encerram 
na data de hoje, 15.5.2019), o candidato deverá apresentar devida(s) peça(s), requerimento(s), 
manifestação(ões) pertinente(s), com indicação expressa dos dispositivos e/ou normas 
correspondentes, levando em consideração a totalidade dos fatos e procedimentos que lhe foram 
confiados, bem como todos elementos, informações, documentos e peças integrantes desta questão. 
Descabe arquivamento implícito e qualquer requerimento de retorno dos autos à autoridade 
policial de origem para diligências quanto aos fatos aqui já devidamente apurados. O candidato 
não poderá se identificar, consignando tão somente, ao final, a expressão “Promotor de Justiça”. 
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EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
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PROVA DE DIREITO PENAL, DIREITO PROCESSUAL PENAL E EXECUÇÃO PENAL 
 
- Período Vespertino - 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
Orientações Gerais: 
 
1. Mantenha seu documento de identificação sobre a carteira. 
2. É vedado o uso de telefone celular, relógio ou qualquer dispositivo eletrônico, sob pena de 
desclassificação. 
3. Confira se o número da “Folha de Rosto”, das “Folhas de Prova” e do “Rascunho” é o mesmo. 
4. Não identifique as "FOLHAS DE PROVA" utilizadas para realização da prova, o “Rascunho”, nem 
o "Caderno de provas". 
5. Na execução das provas, só será permitida a utilização de caneta esferográfica azul ou preta, 
fabricada em material transparente, vedado o uso de caneta “marca-texto”. 
6. É expressamente proibida qualquer comunicação entre os candidatos ou com pessoas estranhas. Não 
tente visualizar a prova dos demais candidatos. Após as instruções preliminares, nada será respondido. 
7. Ao término da prova, entregue aos fiscais a “Folha de Rosto”, as “Folhas de Prova”, o “Rascunho” 
e o "Caderno de Questões". 
8. Somente será permitido que o candidato se retire da sala após 2h (matutino)/1h30min (vespertino) 
do início da prova, salvo autorização da Comissão de Concurso. 
9. A duração da prova será de 4h (matutino)/3h (vespertino). 
10. Não se esqueça de assinar a lista de presença. 
 
 
 
 
 
 
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PROVA DE DIREITO PENAL, DIREITO PROCESSUAL PENAL E EXECUÇÃO PENAL 
 
- Período Vespertino - 
 
2ª QUESTÃO 
A Polícia Civil por intermédio da Divisão de Investigação Criminal – DIC iniciou investigação em 
12.2018, a partir de delação de pessoas que não quiseram se identificar, que na Rua João Zeca, Bairro 
Pinheiro, município de Xap/SC, estaria ocorrendo a mercancia de drogas “à luz do dia, em residências, 
uma ao lado da outra”, ocasião em que foram indicados os nomes dos potenciais responsáveis. Em 
8.2.2019, a autoridade policial ofertou representação, acompanhada de relatório de investigação n. 
12/DIC/19, visando a decretação da prisão temporária de Berlin e Arturo e medida de busca e 
apreensão. Pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Xap/SC foi deferida a busca e apreensão na: 
"Rua João Zeca, n. 33, Bairro Pinheiro, residência de Berlin; Rua José Maia, n. 55-D, Bairro Pinheiro, 
moradia de Martin; e Rua Augusta, n. 447-D, casa de Arturo” (todos em Xap/SC). Após novo 
monitoramento na Rua João Zeca que rendeu a elaboração do relatório de investigação n. 20/19, 
integrantes da DIC com auxílio do canil, na tarde de 17.2.2019, deslocaram-se para cumprimento dos 
mandados. Na residência de Martin, resultou na lavratura de termo circunstanciado em desfavor de 
Tokio (irmã de Martin) a partir da apreensão de pequena quantidade de “maconha"; na de Arturo 
redundou na elaboração de termo circunstanciado em face de Nairobi (esposa de Arturo) pela 
localização de pouca quantia de “maconha", restando em seguida liberada e retornando para casa. Já 
no cumprimento da busca e apreensão na moradia de Berlin, manteve-se inicialmente campana e 
monitoramento policial, ficando uma viatura próxima, ao passo que, quando constatada a prática da 
venda e entrega de drogas, o policial Prieto, transmitia, em tempo real e via conferência, a informação 
aos outros policiais civis que ali se faziam presentes, a fim de abordar e identificar os usuários e 
compradores, além de apreensão. Montada a operação, permaneceram viaturas descaracterizadas na 
redondeza da casa de Berlin, localizada no mesmo terreno e com idêntica numeração da moradia de 
Rio. Enquanto os policiais civis permaneciam em atividade de monitoramento e campana, depararam-
se com a chegada do GM/Monza, placa LXN-4813, identificando o condutor como Denver, que no 
local conversou com Oslo, o qual se dirigiu até a residência indicada como "ponto de tráfico" e logo 
retornou, efetivando a "entrega da droga para o condutor do veículo, que vai um pouco mais para frente 
e Bogotá aparece saindo de um bar, devolvendo o troco para o usuário". Após a retirada de Denver, os 
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policiais procederam a abordagem deste, apreendendo “dois pequenos torrões de maconha”, que trazia 
consigo, para consumo pessoal e que momentos antes havia adquirido de Oslo pela quantia de R$30,00. 
Denver admitiu ter comprado a droga em uma das casas que fica localizada no terreno de Berlin e que 
o vendedor adentrou na residência para buscá-la (referência à casa de Rio). Em continuidade, apareceu 
no local o veículo Nissan/Tiida, placa JRA–8130, e Bogotá conversa com o condutor, o qual, em 
seguida, contorna a quadra e estaciona na Rua José Maia, uma quadra da boca de fumo. Bogotá "vai 
até o meio do mato e retorna”, efetivando a venda e entrega de droga. Transmitida nova informação 
aos demais policiais que o condutor havia comprado das pessoas que até então se faziam presentes na 
residência de Berlin e Rio, foi aquele abordado e identificado como Helsinki, apreendendo “certa 
quantia de droga”, que trazia consigo, para consumo pessoal, e que momentos antes havia adquirido 
de Bogotá. Ainda em frente do local de moradia e igual utilização por Rio, Berlin, Moscou e Arturo, 
observou-se a chegada do GM/Montana, placa MGI-0665, conduzido por Pablo. Sob "mesmo 
esquema", referido automóvel "para no meio da rua", enquanto Oslo "aparece e recebe o dinheiro”, 
deslocando-se até o meio do matagal, aparecendo nesse período Arturo que se dirige ao ponto, tal como 
objeto de filmagem. Oslo retorna com a droga, entregando-a para Pablo, que é em seguida abordado e 
apreendendo-se em seu poder “dois torrões de maconha”, que portava, para uso e que instantes antes 
adquiriu pelovalor de R$20,00. Concluído por realizar a chegada das viaturas no local a fim de cumprir 
a ordem judicial e lograr êxito na localização das drogas, foi promovida a busca e apreensão na 
residência de Berlin, além de se ingressar na casa de Rio, esta última a partir inclusive da 
movimentação e filmagem e que um dos usuários observou o vendedor adentrar nesta moradia, 
ocorrendo a apreensão de drogas. Na abordagem, "no terreno onde ficam localizadas as residências de 
Berlin e Rio”, estavam este último, Moscou, Oslo e Bogotá. Berlin não estava na casa, na qual foi 
encontrado um documento de identificação seu e também substâncias conhecidas como cocaína e 
maconha, além de uma balança. Em poder de Oslo e Bogotá foi encontrado dinheiro. Arturo retirou-
se “segundos” antes da abordagem da "boca de fumo", na condução do veículo VW/Parati, placa KCZ-
9845, o que levou ao imediato acionamento dos outros integrantes da equipe policial que foram ao seu 
encalço. Exitosa a busca na casa de Berlin, os policiais civis dirigiram-se até o local que estaria 
armazenada a droga pertencente a todos (“um matagal” nas proximidades da referida residência) e que 
no monitoramento foi avistado com frequência a presença de Bogotá e Oslo, além de Arturo, este 
último objeto de captação de imagens no dia 27.1.2019, “onde aparece saindo desse lugar". Com 
auxílio do canil, restaram apreendidos "vários torrões de maconha embaixo de cerâmicas e vasos 
quebrados" e outros "enterrados", compreendendo “35 porções”, ali mantidas em benefício de Rio, 
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Moscou, Berlin e Arturo, além de Oslo e Bogotá e que igualmente parte fora vendida aos intitulados 
usuários momentos antes desta última apreensão. A partir da investigação deflagrada pela Policia Civil 
(incluído o trabalho de monitoramento, campana e filmagens), apurou-se que Arturo comparecia 
seguidamente no local "a cada 15 a 20min na boca de fumo", ocasiões em que sempre conversava com 
Oslo e Moscou. Na filmagem de 27.1.2019, Oslo “entra e sai do matagal e entrega um pacote de droga 
para Moscou”, entrando este, em seguida, em um veículo Fiat/Uno conduzido por Arturo. Na operação 
policial que culminou com a inicial prisão em flagrante delito de Rio e Moscou, policiais civis 
observaram Oslo e a chegada de Arturo e Moscou no local. Rio, Moscou, Berlin e Arturo, na 
companhia de Oslo e Bogotá desenvolviam tal proceder há considerável tempo, sob constância e 
divisão de tarefas, valendo-se também da mantida “boca de fumo” e locais de ocultação, para seguinte 
venda e entrega. Rio cedia o uso da moradia para favorecer a mercancia de drogas, além de se valer de 
Oslo e Bogotá, que, de forma direta, executavam a negociação, tudo em prol, mando, interesse e 
benefício dos demais, ora valendo-se da casa daquele, ora da casa de Berlin. Já Arturo atuava como 
gerente, chefe ou mesmo financiador, exercendo controle das atividades desenvolvidas pelos demais. 
Moscou não encostava na droga, mas cuidava de toda a movimentação e fazia segurança para Oslo e 
Bogotá, tratando diretamente com estes e prestando contas para Arturo. Berlin e Rio não só consentiam 
na utilização de suas residências para a prática indevida executada pelos demais, como auxiliavam no 
desenvolvimento. Arturo acabou sendo abordado dez quadras de distância, oportunidade em que 
providenciada revista no veículo (Parati) por ele utilizado foi apreendida droga, então ocultada no 
console central do automóvel, além de dinheiro, um rádio comunicador e dois telefones celulares. 
Confirmou-se ainda que Arturo teria trocado as placas originais do veículo automotor por ele 
conduzido. Simultaneamente, outra equipe da Polícia Civil se deslocou até a residência de Arturo (local 
para o qual ele se dirigia), adentrando após autorização de Nairobi, buscando a localização de mais 
drogas. Em revista nas dependências da moradia, foi encontrada e apreendida uma arma de fogo, n. de 
série 1056690, ocorrendo a condução de Nairobi também em situação de flagrante delito, juntando-se 
aos demais presos. Quando da abordagem de Arturo, mesmo dada ordem de parada pelos policiais 
civis e militares, que se encontravam no exercício de atividade ostensiva de segurança pública e que 
foram acionados para fazer e auxiliar na captura daquele, houve o descumprimento da ordem emitida, 
empreendendo fuga e somente parando o automóvel quando colidiu contra um barranco, sofrendo 
ferimentos e necessidade de imediato deslocamento até o Hospital, onde Arturo permanecera sob 
cuidados até final alta ocorrida no início da tarde do dia seguinte, quando restara finalmente conduzido 
à repartição policial em situação de flagrante delito. 
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Os fatos acima descritos estão contemplados no Auto de Prisão em Flagrante Delito e precedente 
representação policial anexada. Os autos foram distribuídos ao Juízo da 2ª. Vara Criminal da 
Comarca de Xap/SC. O candidato, na condição de “Promotor de Justiça Substituto”, encontra-
se presente na audiência de custódia na referida unidade judiciária, às 18h do dia 18.2.2019. As 
pessoas presas em flagrante já foram entrevistadas e procedida a regular oitiva pela autoridade 
judicial, sem questionamentos pelo Ministério Público e pela Defesa Técnica, abrindo-se, agora, 
vista na solenidade, para devida manifestação/requerimentos, com indicação expressa dos 
dispositivos pertinentes, levando em consideração e abordando/deliberando todo contexto fático, 
de prova e convicção descritos, bem como os elementos, informações, documentos e peças abaixo 
individualizadas, incluídas as teses de Defesa já sustentadas em favor dos custodiados ou mesmo 
que integram o APF. O candidato, quando da elaboração do presente pronunciamento, 
apresentado na audiência de custódia (então formulado de forma oral e nesse momento reduzido 
a termo), não deverá se identificar, consignando tão somente, ao final, a expressão “Promotor de 
Justiça Substituto”. 
Constam dos autos os seguintes elementos, informações, documentos e peças: - Boletim de Ocorrência, 
com relato dos fatos acima descritos; - Informação da lavratura de distintos termos circunstanciados 
em desfavor de Tokio, Nairobi, Denver, Helsinki e Pablo e correspondentes BOs, com cópias juntadas 
nos autos; - Auto Circunstanciado de Busca e Apreensão na residência de Berlin e Termo de Apreensão 
de aproximadamente 500g de cocaína e 696g de maconha, uma balança de precisão contendo resíduos 
de erva, além de uma Carteira de Identificação em seu nome; - Termo de Apreensão na casa de Rio, 
de 340g de maconha e 170g de cocaína; - Auto de Exibição e Apreensão de 35 porções de “Maconha”, 
com massa total de 8.170,15g e várias embalagens; - Autos de Exibição e Apreensão, relativo a Arturo, 
de 75 porções de cocaína e 30 de maconha, além de um rádio comunicador, vinte notas de dez reais, 
cinquenta de vinte reais e vinte de cinco reais, de três aparelhos de telefone celular (dois da marca 
Samsung, um preto e outro prata, pertencentes a Arturo e outro marca Xiaomi de Rio); do veículo 
VW/Parati, constando “placa fria” afixada; e quarenta notas de dez reais, quinze de vinte reais e trinta 
de cinco reais em poder de Oslo e Bogotá; - Termo de Apreensão e Laudo Pericial de um revólver 
calibre .32 S&W, mostrando-se eficiente para a prática de disparos, além de dados do SINARM e 
expediente oriundo do Núcleo de Controle de Armas – NUARM/DPF/Xap/SC, datado de 18.2.2019, 
informando cadastro regular e registro vencido em18.09.2012, para a arma de número de série 
1056690, e como proprietária Nairobi; - Laudo Pericial constando que a placa acoplada ao veículo, 
contendo a série KCZ-9845, é de outro automóvel e que em consulta aos dados cadastrados no sistema 
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da Base de Índice Nacional – BIN e DETRAN/SC, pertence originalmente à VW/Parati, cor branca, 
de propriedade de Salvador, município de emplacamento Pinhal/SC; - Laudo de Constatação de 35 
porções acondicionadas em embalagem de plástico transparente, com massa total de 8.170,15g e 
características de Maconha (Cannabis Sativa); - Laudo de Constatação, descrevendo as drogas e 
materiais (apreendidos na casa de Berlin): 1. Cocaína, envolta em embalagem plástica transparente e 
massa bruta de 491,0g. 2. Maconha (Cannabis Sativa), massa bruta de 696,0g. 3. Balança: 
marca/modelo SF-400; - Laudo de Constatação da droga apreendida na residência de Rio, como: 1. 
Cocaína, envolta em 3 embalagens plásticas transparentes, e massa bruta de 170,0g. 2. Maconha 
(Cannabis Sativa), com 183 porções, envoltas individualmente e massa bruta de 340,0g; - Laudo de 
Constatação da droga apreendida no veículo de Arturo de 75 porções de substância branca, 
acondicionadas individualmente em embalagem de plástico, com massa bruta de 69,7g e resultado 
compatível com Cocaína, além de 30 porções de erva fragmentada, em embalagem de plástico, 
apresentando massa líquida de 90,0g e resultado para Cannabis sativa; - Representação de prisão 
temporária e busca e apreensão, com Relatório de Investigação n. 12/DIC/19 (datados de 8.2.2019), 
consignando inclusive que: houve indicação dos nomes dos potenciais responsáveis por testemunhas 
que não quiseram se identificar e no local estaria ocorrendo a venda de drogas próximo de uma creche 
municipal; foram monitoradas as residências e identificados os proprietários, constatando intensa 
movimentação de usuários; nas imagens foi flagrada a realização da venda de drogas; que a moto, placa 
MHP-0771, de Berlin, destinada à serviço de mototaxista, permanece parada na frente da casa de n. 
33; que Berlin foi visto em mais de uma vez nos dias 27 e 31.1.2019 e 1.2.2019 juntamente com as 
outras pessoas suspeitas, e que cede sua moradia e se utiliza de menores para o comércio, os quais 
seriam responsáveis pela busca e entrega direta aos usuários; possivelmente na casa de Martin teria 
droga em quantidade; e Arturo, com habitualidade, comparece no local também com o veículo 
Fiat/Uno, placa LCL-3979, dando ordem a terceiro que busca a droga em terreno baldio, figurando 
aquele como gerente; - Decisão judicial, datada de 14.2.2019, concedendo a busca e apreensão e 
postergando a análise do pedido de prisão temporária após o cumprimento dos mandados; - Relatório 
de investigação n. 20/19, de 14.2.2019, descrevendo monitoramento e filmagem, em que a equipe da 
DIC verifica a presença constante no local de Bogotá e Oslo, além de Moscou e Rio, com conversas 
regulares; a utilização das moradias de Rio e Berlin para a atividade ilícita; o frequente comparecimento 
de Arturo na companhia de Moscou para conferir a movimentação do ponto e contabilizar os lucros e 
que, inclusive, em uma das vezes, somente Moscou desembarca do veículo VW/Parati e leva um lanche 
para Oslo e Bogotá; - Depoimentos dos policiais civis Prieto e Rubio, confirmando todos os fatos, 
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incluída a individualização das condutas, o cumprimento e resultado das buscas e da efetivação do 
flagrante; o exercício há tempo da atividade ilícita nesse local bem próximo de uma creche municipal, 
valendo-se de duas residências com mesmo número, uma de Berlin e outra de Rio; que Arturo é o chefe 
e comparece até o ponto para buscar dinheiro ou entregar mais droga; que a droga vendida é oriunda 
de Foz do Iguaçu/PR e transportada para Xap/SC; que Rio e Berlin fornecem a residência, dando livre 
acesso a todos e permitindo que as drogas sejam escondidas e vendidas, reportando-se diretamente para 
Arturo; que Arturo deixa no lugar constantemente Moscou, que controla a escala entre Bogotá e Oslo 
e para garantia que assumam a propriedade da droga em caso de abordagem policial; que no dia do 
flagrante, Arturo esteve por diversas vezes na residência de Rio, com o veículo VW/Parati, sendo que 
em uma das oportunidades Rio saiu em companhia de Arturo; - Termos de oitiva de Denver, Helsinki 
e Pablo, ratificando os eventos, inclusive que teriam comprado a droga de Oslo e Bogotá na casa de 
Rio; Termos de depoimento de Oslo e Bogotá, acompanhado de documentos de identificação civil, 
constando o primeiro como nascido em 17.3.2001; e o segundo nascido de 18.2.2002; - Termos de 
Interrogatório de Rio, Moscou, Nairobi e Arturo, com observância dos direitos constitucionais do 
flagrado e formalidades, inclusive de respectivas Notas de Culpa (esta última entregue a Arturo 
somente no início da tarde do dia 18.2.2019) e Boletins Individuais de Vida Pregressa e Identificação. 
Rio e Moscou admitiram os fatos, o envolvimento dos demais e que a droga apreendida era da região 
de Foz do Iguaçu/PR e introduzida no município de Xap/SC para venda, sempre por meio do transporte 
em compartimentos ocultos de veículos. Rio, em seu interrogatório policial, também afirmou que no 
momento do flagrante foi vítima de abuso de autoridade por meio de agressão sofrida por integrantes 
da Polícia Militar, além do prenúncio da prática de mal injusto e grave e que os atos teriam sido 
praticados pelos policiais militares Suarez e Gomez; - Certidão de Antecedentes Criminais em nome 
de Arturo: de sentença condenatória transitada em julgado em 31.2.2014 pela prática do crime de 
tráfico ilícito de drogas, atualmente sob cumprimento de livramento condicional perante o Juízo da 3ª. 
Vara Criminal da Comarca de Xap/SC; Moscou: de sentença condenatória pelo crime de disparo de 
arma de fogo, com pena de reclusão de três anos, transitada em julgado em 26.1.2015, já cumprida 
perante o Juízo da 3ª. Vara Criminal da Comarca de Xap/SC; Rio: de prisão em flagrante delito no 
Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Xap/SC (data de 11.9.2017), alvará de soltura (12.9.2017), 
denúncia pelo art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 (17.9.2017), recebimento, citação por edital e de atual 
suspensão do processo e prescrição. Arturo e Moscou apresentam ainda 10 registros por procedimentos 
afetos à Vara da Infância e da Juventude, pela prática de atos infracionais, dentre eles, análogos ao 
crime de tráfico ilícito de drogas; e Oslo e Bogotá: três registros da prática de atos infracionais análogos 
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à infração penal de posse ilegal de droga para consumo pessoal; - Ofício da autoridade policial ao 
Instituto Geral de Perícias de Xap/SC para confecção de Laudo Definitivo das drogas apreendidas; - 
Ofício recebido da Polícia Militar, de 17.2.2019, informando a escala de trabalho no dia do flagrante 
de Rio e que nessa data os policiais Suarez e Gomez se encontravam trabalhando em Floripa/SC; Ofício 
da Polícia Civil, de 17.2.2019, acompanhado de três Boletins de Ocorrência, noticiando duas primeiras 
abordagens em relação a Rio pela posse ilegal de droga para consumo, procedidas pelos referidos 
militares, além de terceira pelosmesmos agentes policiais e referentes a prisão em flagrante ocorrida 
em 11.9.2017; e Juntada de Laudo Pericial informando a ausência de qualquer tipo de lesão em Rio; - 
Relatório Final Policial, contemplando a totalidade dos fatos e provas desde a investigação deflagrada 
até o presente momento, incluída as imagens da comercialização e as que circundaram a efetivação da 
prisão em flagrante. Acompanha representação da autoridade policial pela imediata e urgente 
“autorização de acesso aos dados, conteúdo de mensagens SMS, contatos da agenda telefônica, fotos, 
vídeos e conteúdo de redes sociais, eventuais programas e aplicativos, incluído whatsapp, decorrente 
da apreensão de telefones pessoais dos autuados em flagrante e de indícios razoáveis em resultar provas 
referentes ao evento e a outros conexos”; - Pela autoridade policial que lavrou o APF foi determinada 
à instauração de inquérito policial para apuração do fato noticiado pelo custodiado Rio (sob a Portaria 
n. 498/2019) e comunicado à correspondente Corregedoria, que instaurou investigação/sindicância 
administrativa em desfavor dos policiais militares Suarez e Gomez (documentos em anexo, 
acompanhado de respectivo BO); - Termo de ciência de Audiência de Custódia em nome dos 
procuradores constituídos pelos custodiados Arturo e Nairobi e cientificação da Defensoria Pública 
quanto aos demais; - O APF ainda não foi homologado; - Durante a entrevista e oitiva perante à 
autoridade judicial na presente audiência de custódia, Moscou, apesar de visível hematoma na orelha 
direita, de trato recente, não relata qualquer agressão ou ofensa sofrida, informando que não foi 
realizado exame de corpo de delito; Arturo delata que foi agredido com socos por dois populares, 
identificados como Torres e Parker (moradores da região), no período após a colisão contra o barranco 
até a chegada definitiva dos policiais, que fizeram cessar as agressões. Relata também que na sua 
condução até o hospital, promovida por outra viatura, fora vítima de agressões e maus tratos por parte 
do policial militar Ruiz; Nairobi apenas se limitou a informar que possui um filho já com 6 anos de 
idade que necessita de sua assistência; e Rio exerceu seu direito de permanecer em silêncio, informando 
possuir problema de saúde que necessita o uso de remédio de trato contínuo que pode ser ministrado 
no Presídio, com consultas regulares. Todos os custodiados sustentaram a existência de predicados 
pessoais ditos favoráveis à soltura, tal como endereço certo e ocupação lícita, bem como a necessidade 
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de concessão de medidas cautelares diversas da prisão; - Pelo procurador constituído de Arturo foi 
juntada precedente petição, antes da audiência de custódia, asseverando que seu cliente foi socorrido 
inicialmente e conduzido ao Hospital e que o atraso na entrega da necessária nota de culpa leva a 
nulidade do feito; - Pelo procurador constituído de Nairobi também já consta prévio requerimento de 
prisão domiciliar sob o argumento que possui um filho com 6 anos de idade e das diretrizes do 
paradigmático habeas corpus coletivo apreciado pelo STF, juntando a certidão de nascimento da 
criança; - A Defensoria Pública, por igual petição que integra o APF, quanto a Moscou e Rio, aduz que 
as denúncias anônimas não podem ensejar procedimentos investigatórios, pretendendo a nulidade de 
toda a prova colhida, além de constrangimento ilegal pela precariedade do sistema prisional e a 
hipotética permanência dos presos provisórios em cela com segregados definitivos, em petição 
desacompanhada de qualquer documentação do alegado. Em relação a Rio, postula ainda o 
relaxamento da prisão em flagrante e a nulidade da prova produzida por entender que o ingresso na 
residência foi ilegal, sem a necessária autorização judicial. 
 
3ª QUESTÃO 
Na comarca de Santa Pedra, o Ministério Público ofereceu denúncia em face do alpinista Caio Rolando 
da Rocha por ter o mesmo disparado dois tiros de arma de fogo contra sua ex-companheira, em razão 
dela ter dito que ele estava atrasando a pensão alimentícia, atingindo somente um deles, de raspão, no 
braço direito da vítima, não conseguindo prosseguir porque esta se jogou contra ele e fugiu em 
desabalada carreira. Na fase de alegações finais o Promotor de Justiça pediu a desclassificação para 
exposição ao perigo da vida de outrem, afirmando que as testemunhas ouvidas não assistiram ao evento 
e o animus necandi não ficou devidamente caracterizado. A defesa requereu a absolvição sumária ou 
a impronúncia. O Juiz, entendendo que as provas eram suficientes para colocar dúvida no caso, 
pronunciou o acusado como incurso nas sanções do art. 121, §2º, II, c/c art. 14, II, ambos do CP, 
mandando fosse julgado pelo Tribunal do Júri. A defesa recorreu, apresentando as mesmas razões que 
estavam contidas nas alegações finais. O Ministério Público rebateu, postulando novamente a 
desclassificação. O Tribunal de Justiça manteve a decisão de pronúncia. No dia designado para o Júri, 
a vítima compareceu acompanhada de um advogado, o qual pediu para se habilitar como assistente de 
acusação, embora não possuísse procuração. Deferido o pedido pelo Juiz, contrariando o parecer do 
Ministério Público que se opôs ao pleito exatamente por falta de procuração específica para o ato, o 
assistente sentou-se ao lado do Órgão Acusatório. Quando foi dada a palavra à acusação, o 
representante do Ministério Público disse que ia utilizar todo o tempo de fala, razão pela qual não 
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EDITAL DE CONCURSO N. 001/2019/PGJ 
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sobraria tempo para o assistente de acusação, tendo este requerido ao Juiz da causa que dividisse o 
tempo entre ele e o Ministério Público. O Juiz decidiu que o Promotor de Justiça falaria 45 minutos e 
o restante seria do assistente de acusação, sob protesto do representante do Ministério Público que 
solicitou fosse consignado em ata. Na sua sustentação o Promotor repetiu a tese de inexistência de 
provas cabais de que houve dolo de matar, requerendo a desclassificação, e, em seguida, o assistente 
de acusação sustentou a presença do dolo pelas circunstâncias do fato e a defesa propugnou pela 
absolvição. Submetido à votação, o acusado foi condenado por tentativa de homicídio qualificado pelo 
motivo fútil. Frisa-se que os 4 primeiros votos de todas as séries foram para a condenação do acusado 
e pela manutenção da qualificadora. Após a leitura da sentença de condenação, o Promotor de Justiça 
afirmou em Plenário que estava recorrendo da decisão, ao passo que a defesa também disse que iria 
recorrer posteriormente no prazo legal, uma vez que dependia da manifestação da vontade do acusado. 
O assistente não se manifestou. O Juiz recebeu ambas as apelações e determinou vista para a 
apresentação das razões recursais no prazo de oito dias. O Ministério Público apresentou as razões 21 
dias depois de ser intimado e a defesa apresentou no dia seguinte ao de sua intimação, observando-se 
que as razões do Ministério Público foram substanciais e as da defesa foram apresentadas em termos 
lacônicos. O candidato deverá responder as seguintes perguntas, com a devida justificativa: 1. 
No caso do recurso em sentido estrito interposto pela defesa com pedido ao Tribunal de Justiça, 
em não havendo certeza da materialidade e indícios de autoria, qual o nomem iuris da decisão de 
Segundo Grau? 2. É válido o deferimento do pedido de assistência à acusação formulado pelo 
advogado sem estar munido de procuração? 3. Sabendo que a legislaçãoao disposto no item 12.8.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ, a Comissão
de Concurso informa que a sessão pública de julgamento dos eventuais recursos opostos ao
gabarito ou à formulação de questões das provas do Processo Seletivo Preambular Objetivo
ocorrerá no dia 2 de agosto do corrente ano, às 9h30min, na Sala de Sessões dos Órgãos
Colegiados do Ministério Público, situada no 9º andar do edifício-sede da Procuradoria-Geral de
Justiça, Rua Bocaiúva, 1750, Centro, Florianópolis/SC.
Florianópolis, 15 de julho de 2019. 
MARINA MODESTO REBELO
Promotora de Justiça
Secretária da Comissão de Concurso
1
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MPSC 
GABARITO – PROVA PREAMBULAR – MATUTINA
1 V 41 F 81 F 121 F 161 F
2 F 42 F 82 F 122 V 162 F
3 F 43 F 83 F 123 F 163 V
4 F 44 F 84 F 124 F 164 F
5 V 45 F 85 V 125 V 165 V
6 F 46 F 86 V 126 F 166 V
7 V 47 V 87 V 127 F 167 V
8 F 48 F 88 F 128 V 168 F
9 F 49 V 89 F 129 V 169 V
10 V 50 V 90 V 130 V 170 F
11 F 51 F 91 F 131 F 171 F
12 F 52 F 92 V 132 F 172 F
13 V 53 F 93 F 133 V 173 V
14 V 54 F 94 F 134 F 174 F
15 F 55 F 95 F 135 V 175 V
16 F 56 V 96 V 136 V 176 F
17 F 57 V 97 V 137 V 177 V
18 V 58 V 98 F 138 V 178 F
19 F 59 F 99 V 139 V 179 V
20 V 60 F 100 F 140 F 180 F
21 F 61 F 101 F 141 F 181 F
22 V 62 F 102 V 142 V 182 V
23 V 63 V 103 V 143 F 183 V
24 V 64 F 104 F 144 V 184 V
25 V 65 F 105 F 145 V 185 F
26 V 66 V 106 V 146 F 186 F
27 V 67 F 107 V 147 F 187 V
28 F 68 F 108 F 148 F 188 F
29 V 69 V 109 F 149 V 189 F
30 V 70 F 110 F 150 V 190 V
31 F 71 F 111 V 151 F 191 V
32 F 72 F 112 V 152 F 192 V
33 V 73 F 113 F 153 F 193 F
34 F 74 F 114 F 154 F 194 V
35 F 75 V 115 V 155 F 195 F
36 V 76 F 116 V 156 V 196 V
37 V 77 F 117 F 157 V 197 V
38 F 78 V 118 F 158 F 198 F
39 V 79 V 119 V 159 F 199 F
40 V 80 F 120 F 160 V 200 V
2
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
 
41º CONCURO DE INGRESSO NA CARREIRA DO MPSC 
GABARITO – PROVA PREAMBULAR – VESPERTINA
1 V 41 V 81 V 121 F 161 F
2 V 42 F 82 F 122 V 162 V
3 F 43 F 83 F 123 V 163 V
4 F 44 V 84 V 124 V 164 F
5 F 45 F 85 F 125 F 165 F
6 F 46 V 86 V 126 V 166 V
7 V 47 V 87 V 127 F 167 F
8 V 48 F 88 V 128 V 168 V
9 V 49 F 89 F 129 F 169 F
10 F 50 F 90 F 130 V 170 V
11 F 51 F 91 V 131 V 171 F
12 V 52 V 92 F 132 F 172 F
13 V 53 V 93 F 133 F 173 V
14 F 54 V 94 F 134 F 174 V
15 V 55 V 95 F 135 V 175 F
16 F 56 F 96 F 136 F 176 V
17 V 57 V 97 V 137 F 177 F
18 V 58 F 98 V 138 F 178 F
19 F 59 V 99 F 139 V 179 V
20 V 60 F 100 F 140 V 180 F
21 F 61 F 101 V 141 V 181 F
22 V 62 F 102 F 142 V 182 V
23 F 63 F 103 F 143 V 183 F
24 F 64 V 104 F 144 F 184 F
25 V 65 F 105 F 145 F 185 V
26 V 66 V 106 V 146 V 186 F
27 F 67 V 107 V 147 F 187 F
28 F 68 F 108 F 148 V 188 F
29 V 69 V 109 F 149 F 189 V
30 F 70 V 110 V 150 V 190 F
31 F 71 F 111 V 151 V 191 V
32 V 72 V 112 F 152 F 192 F
33 V 73 V 113 V 153 V 193 V
34 V 74 V 114 V 154 V 194 V
35 F 75 F 115 F 155 V 195 F
36 F 76 V 116 F 156 F 196 V
37 F 77 V 117 V 157 V 197 F
38 F 78 F 118 V 158 F 198 F
39 F 79 F 119 F 159 F 199 V
40 F 80 V 120 V 160 F 200 F
3
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 1 
 
19º COMUNICADO 
 
A Comissão de Concurso informa, em cumprimento ao disposto no item 
6.6 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ, o gabarito da prova de Direito Penal, 
Direito Processual Penal e Execução Penal do processo seletivo preambular 
discursivo, conforme segue abaixo. 
 
Florianópolis, 30 de setembro de 2019. 
 
 
 
HENRIQUE LAUS AIETA 
Promotor de Justiça 
Secretário da Comissão de Concurso 
 
 
 
1ª QUESTÃO = 6,500 PONTOS 
 
1.1ª QUESTÃO = 3,300 PONTOS 
DENÚNCIA DIRIGIDA AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
máxima 
Dos Fatos e Circunstâncias Delituosas e Tipos Penais Denunciados: 
- Art. 2º, 4º, inciso II, da Lei n. 12.850/2013, para Alibabá, Alcapone, Marina, 
Virgulino, Lampião, Jeferson, Gustavo, Félix, Demóstenes, Daniel, Ana e Pamela. 
§ 3º (A pena é agravada para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da 
organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos de execução) 
(situação também para Alibabá). 
0,100 
- Art. 90, caput, da Lei n. 8.666/1993 (fraude, mediante ajuste ou combinação, do 
caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter para si e para 
outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação), para Alibabá, 
Alcapone, Marina, Virgulino, Lampião, Jeferson, Gustavo, Félix, Demóstenes, Daniel, 
Ana e Pamela. 
Descrição que a conduta compreendeu 3 licitações distintas (referência às 
concorrências 5, 6 e 7/2017). 
0,095 
- Art. 92, caput, da Lei n. 8.666/1993, por três vezes (Dar causa a qualquer 
modificação ou vantagem, em favor de adjudicatário, durante a execução dos 
contratos celebrados com o Poder Público, sem autorização em lei), para Alibabá, 
Virgulino e Marina. 
Descrição individualizada para cada contrato aditado e atuação dos agentes públicos 
envolvidos. Menção do intitulado “jogo de planilhas” (consistente em ampliar itens 
com preço mais caro e reduzir itens com preço abaixo do mercado) e que contraria o 
estipulado no art. 65, II, alínea “d”, da Lei n. 8.666/93 (parecer de Virgulino 
informando, falsamente, fatos imprevisíveis e retardadores que impediriam a 
execução do ajustado e que demandariam a alteração de alguns quantitativos dos 
materiais das obras). 
- Art. 92, parágrafo único, da Lei n. 8.666/1993 (Incide nas mesmas penas o 
0,150 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 2 
contratado que, tendo comprovadamente concorrido para a consumação da 
ilegalidade, obtém vantagem indevida ou se beneficia, injustamente, das 
modificações ou prorrogações contratuais), para Félix, Daniel, Demóstenes e Ana. 
Descrição individualizada para cada contrato aditado e empresário responsável. Os 
empresários concorreram com a consumação da ilegalidade ao estabelecer o jogo 
de planilha (no seu contrato). Valor dos contratos R$22.500.000,00 e 
R$20.000.000,00 (estabelecer a conduta para cada contrato diferentemente, 
contando com a participação de cada empresário no seu fato). 
Menção do intitulado “jogo de planilhas” (consistente em ampliar itens com preço 
mais caro e reduzir itens com preço abaixo do mercado) e que contraria o estipulado 
no art. 65, II, alínea “d”, da Lei n. 8.666/93 (parecer de Virgulino informando, 
falsamente, fatos imprevisíveis e retardadores que impediriam a execução do 
ajustado e que demandariam a alteração de alguns quantitativos dos materiais das 
obras. 
- Art. 299, parágrafo único, do Código Penal, para Virgulino, Alibabá, Marina e 
Alcapone, por três vezes; e Félix, Demóstenes, Daniel e Ana por uma vez. 
Inserção em 3 documentos públicos de declaração falsa, com o fim de criar 
obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante (pareceres de 
Virgulino informando, falsamente, fatos imprevisíveis e retardadores que impediriam 
a execução do ajustado e que demandariam a alteração de alguns quantitativos dos 
materiais das obras). 
0,085 
- Art. 1º, inciso I, do Decreto-Lei n. 201/1967, por nove vezes (peculato de prefeito 
por conta do sobrepreço de 25%), para, pelo menos, Alibabá, Alcapone, Marina, 
Virgulino, Félix, Demóstenes, Daniel e Ana. Apropriação de bens ou rendas públicas 
ou desviá-los em proveito próprio ou alheio. 
Descrição mínima da apropriação em cada pagamento de 25% de 3.000.000,00 das 
3 primeiras parcelas dos contratos; 25% de 4.000.000,00 das 3 segundas parcelas e 
25%de 6.000.000,00 na 3ª parcela da Vilas Secas e de 5.000.000,00 das 2 terceiras 
parcelas de Dias Melhores e Piso Certo), correspondendo o percentual apropriado o 
total de R$ 9.250.000,00. 
0,125 
- Art. 1º, inciso II, do Decreto-Lei n. 201/1967 (peculato de uso), para Alibabá, 
Alcapone, Virgulino e Ana. 
Descrição do uso por, no mínimo, dez vezes (a partir de “dez diligências de campo”), 
da máquina retroescavadeira, motoniveladora, escavadeira hidráulica, rolos 
compactador pé-de-carneiro e liso, além de caminhões pipa da Prefeitura de 
Marte/SC. 
0,100 
- Art. 94, caput, da Lei n. 8.666/1993, por 6 vezes, para Gustavo e Jeferson, com 
ciência de Alibabá, Alcapone, Félix, Daniel, Demóstenes, Ana, Virgulino e Lampião, 
nas condutas de devassar o sigilo das duas propostas apresentadas pelas 
construtoras Touro e Hilux em cada uma das concorrências 5/2017 
(R$18.100.000,00, da Touro; e R$21.3000.000,00 da Hilux), 6/2017 (R$ 
16.250.000,00, da Touro; e R$19.300.000,00, da Hilux) e 7/2017 (R$16.030.000,00, 
da Hilux; e R$17.000.000,00, da Touro). 
0,100 
- Art. 333, parágrafo único, do Código Penal: 
Menção das 23 vezes para Félix (4 vezes para Jeferson: 2.6.2018, 2.9.2018, 
2.1.2019 e 9.1.2019; 4 vezes para Gustavo: 3.6.2018, 3.9.2018, 3.1.2019 e 
10.1.2019; 4 vezes para Marina: 4.6.2018, 4.9.2018, 4.1.2019 e 11.1.2019; 4 vezes 
para Virgulino: 5.6.2018, 5.9.2018, 5.1.2019 e 12.1.2019; 4 vezes para Lampião: 
6.6.2018, 6.9.2018, 6.1.2019 e 13.1.2019; e 3 vezes para Alibabá e Alcapone pela 
Consulta Ativa: 6.6.2018, 6.9.2018 e 6.1.2019); 
Menção das 23 vezes para Daniel e Demóstenes (4 vezes para Jeferson: 2.6.2018, 
2.9.2018, 2.1.2019 e 9.1.2019; 4 vezes para Gustavo: 3.6.2018, 3.9.2018, 3.1.2019 e 
10.1.2019; 4 vezes para Marina: 4.6.2018, 4.9.2018, 4.1.2019 e 11.1.2019; 4 vezes 
para Virgulino: 5.6.2018, 5.9.2018, 5.1.2019 e 12.1.2019; 4 vezes para Lampião: 
6.6.2018, 6.9.2018, 6.1.2019 e 13.1.2019; e 3 vezes para Alibabá e Alcapone pela 
0,165 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 3 
Consulta Ativa: 6.6.2018, 6.9.2018 e 6.1.2019); 
Menção das 20 vezes para Ana (4 vezes para Jeferson: 2.6.2018, 2.9.2018, 2.1.2019 
e 9.1.2019; 4 vezes para Gustavo: 3.6.2018, 3.9.2018, 3.1.2019 e 10.1.2019; 4 vezes 
para Marina: 4.6.2018, 4.9.2018, 4.1.2019 e 11.1.2019; 4 vezes para Virgulino: 
5.6.2018, 5.9.2018, 5.1.2019 e 12.1.2019; e 4 vezes para Lampião: 6.6.2018, 
6.9.2018, 6.1.2019 e 13.1.2019). 
- Art. 317, parágrafo primeiro, do Código Penal, para Alibabá, Alcapone, Virgulino, 
Marina, Lampião, Jeferson e Gustavo. Descrição individualizada para cada um dos 
recebimentos: Jeferson (2.6.2018, 3 vezes; 2.9.2018, 3 vezes; 2.1.2019, 3 vezes; e 
9.1.2019, 3 vezes); Gustavo (3.6.2018, 3 vezes; 3.9.2018, 3 vezes; 3.1.2019, 3 
vezes; e 10.1.2019, 3 vezes); Marina (4.6.2018, 3 vezes; 4.9.2018, 3 vezes; 
4.1.2019, 3 vezes; 11.1.2019, 3 vezes); Virgulino (5.6.2018, 3 vezes; 5.9.2018, 3 
vezes; 5.1.2019, 3 vezes; 12.1.2019, 3 vezes); Lampião (6.6.2018, 3 vezes; 
6.9.2018, 3 vezes; 6.1.2019, 3 vezes e 13.1.2019, 3 vezes); e Alibabá e Alcapone por 
meio da Consulta Ativa (6.6.2018, duas vezes; 6.9.2018, duas vezes e 6.1.2019, 
duas vezes); e Alibabá também por meio da construtora Piso certo por três vezes 
(nos primeiros seis dias de junho de 2018, nos primeiros seis dias de setembro de 
2018 e nos primeiros seis dias de janeiro de 2019). 
0,165 
- Art. 1º, caput, e §1º, inciso II, da Lei n. 9.613/1998, para: 
Alibabá e Ana, pela ocultação das 30 quitações dos boletos do Supermercado Preço 
Fino e construtora Mil Tendas efetuados pelas empresas Vilas Secas e Dias 
Melhores; 
Alibabá, Alcapone, Pamela, Félix, Demóstenes e Daniel, pela ocultação vinculada 
aos valores que transitavam pela Consulta Ativa (sendo 3 transferências da Vilas 
Secas e 3 da Dias Melhores, saques por Alcapone e Pamela com entregas do 
dinheiro no Hotel Mirante da Lua e posterior majoração nos valores declarados na 
ocupação do Hotel e de faturamento milionário das festas realizadas nas datas de 7 
e 8.6.2018, 7 e 8.9.2018 e 7 e 8.1.2019, diante de depósitos efetuados em: 10, 13, 
15, 17, 20 e 27.6.2018; 10, 13, 15, 17, 20 e 27.9.2018; e 10, 13, 15, 17, 20 e 
27.1.2019). 
Jeferson responde por 30 vezes em função de depósitos fracionados (período de 
junho e setembro de 2018 e janeiro de 2019, nas datas de 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11, 12 
e 13 de cada mês e no valor individual de R$9.000,00); 
Gustavo responde por 30 vezes em função de depósitos fracionados (período de 
junho e setembro de 2018 e janeiro de 2019, nas datas de 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11, 12, 13 
e 16 de cada mês e no valor individual de R$9.000,00); 
Virgulino responde também ocultação sobre o carro de R$90.000,00 no nome de 
Carlos; sobre 120.000 em cotas da SPE apto em nome de sua mãe Marlene (Carlos 
é menor e Marlene não tem conhecimento do delito), além lavagem de 
R$160.000,00 junto com Cristian, dono do Super Frango Crocante (sorteio da BMW); 
Alcapone e Pamela respondem junto com Vanessa pela lavagem de R$375.000,00 
pelo uso do cheque protestado; 
Descrição individualizada para todos dos atos próprios de ocultação em relação a 
cada um dos denunciados acima. 
0,200 
- Art. 171 do Código Penal, para Virgulino e Cristian (sorteio “com mais de 5.000 
inscritos [...] bolinha com o número de Virgulino será mais pesada que as demais no 
interior do globo”). 
0,080 
- Requerimento de medidas assecuratórias de bens, direitos ou valores dos 
investigados, ou existentes em nome de interpostas pessoas, que sejam 
instrumento, produto ou proveito dos crimes previstos na Lei n. 9.613/1998, baseado 
no art. 4º da Lei n. 9.613/1998. 
Bens deverão ser individualizados e acompanhados de respectiva origem espúria, 
compreendendo o veículo Range Rover, valor de R$800.000,00 (do Hotel); Lancha 
Intermarine de Jussara, valor de R$1.400.000,00; Terreno para o novo Hotel, valor 
R$2.200.000,00; 3 lotes de Félix, valor R$650.000,00; veículo Mercedes Benz AMG, 
0,100 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 4 
valor de R$600.000,00; 6 lotes de Ana, valor de R$1.200.000,00; veículo VW/Gol de 
Vanessa, valor R$37.500,00. 
- Requerimento para busca e apreensão de possíveis valores no cofre da empresa 
“Tradicional” (supostos R$337.500,00) (“Pamela se encontrara com Alcapone e 
ambos se dirigiram até o prédio comercial Taurus, local sede de diversas casas de 
câmbio, bancos e da Casa de aluguel de cofres Tradicional, sendo que a diligência 
restou prejudicada por conta da impossibilidade de ingressar no prédio sem 
identificação”). 
0,050 
- Requerimento de prisão preventiva especialmente dos denunciados Alibabá, 
Alcapone, Virgulino, Marina, Felix, Demóstenes, Daniel e Ana, formulado com base 
nos arts. 311, 312 e 313, inciso I, todos do CPP. 
Identificação da admissibilidade da prisão preventiva, prova da existência dos crimes 
e indícios suficientes de autoria, além do periculum libertatis - Necessidade para 
garantia da ordem pública, motivada na gravidade em concreto dos eventos, 
decorrente de modus operandi, alta periculosidade social e necessidade de cessar a 
reiteração delinquencial. Situação concreta que demonstra a periculosidade dos 
agentes, acusados de integrar organização criminosa que atua em detrimento do 
erário público e ordem econômica, com indicação inclusive da dimensão e/ou grau 
no sentido que “do período de investigação, foi possível verificar que a partir do mês 
de abril de 2019, o próprio Estado de Santa Catarina e o município de Marte/SC 
tiveram que contingenciar verbas por conta do não cumprimento das metas de 
resultado primário, motivo pelo qual não aconteceram pagamentos desses contratos 
nesse período”. 
0,075 
- Requerimento de extração de cópia e remessa ao Juízo da Infância e Juventudeda 
Comarca de Marte/SC, para apuração de eventual prática de ato infracional 
cometido/imputado a Carlos (nascido em 13.11.2004) (sobrinho de Virgulino), à 
época adolescente quando da aquisição e colocação do veículo Honda/Civic em seu 
nome como proprietário, com fundamento no art. 79, inciso II, do CPP – não importa 
em unidade de processo e julgamento. 
- Requerimento de extração de cópia e remessa ao Juízo da Infância e Juventude da 
Comarca de Marte/SC, para apuração de eventual participação de Daniel (nascido 
em 1.12.1999), no período que era adolescente, acerca dos fatos objeto da inicial 
representação encaminhada pelo Vereador Robin, com fundamento no art. 79, inciso 
II, do CPP – não importa em unidade de processo e julgamento. 
0,120 
- Providência de extração de cópia da presente denúncia, acompanhada dos 
documentos que a integram, remetendo-os à Câmara Municipal de Marte/SC para o 
fim de que, dentro sua competência, proceda a averiguação de eventual 
cometimento de infração no campo político-administrativo em relação aos fatos 
imputados a Alibabá, então Prefeito Municipal no desempenho de suas funções, com 
referência expressa ao art. 4º do Decreto-Lei n. 201/1967. 
0,090 
- Providência e/ou adoção de medida de instauração de novo Procedimento 
Investigatório Criminal - PIC ou solicitação de análise pelo TCE ou de requisição de 
inquérito para apuração das licitações e contratos do ano de 2017. 
0,090 
- Promoção de Arquivamento – Firmino – Secretário de Educação – investigado de 
integrar a organização criminosa e dar causa a modificação ou vantagem, em favor 
de adjudicatário, durante a execução de contrato celebrado com o Poder Público, 
sem autorização em lei. Suspeita desacompanhada de maiores elementos. Falta de 
lastro probatório mínimo, apto a demonstrar, ainda que de modo indiciário, a efetiva 
realização do ilícito penal por parte do investigado. Ausência de justa causa a 
autorizar a instauração da persecução criminal em juízo. Sem prova suficiente, de 
qualquer forma, de vínculo subjetivo. 
0,070 
- Promoção de Arquivamento – Armando – estafeta ou office-boy da construtora Vilas 
Secas – investigado de integrar a organização criminosa e de corrupção ativa. 
Suspeita desacompanhada de maiores elementos. Falta de lastro probatório mínimo, 
0,070 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 5 
apto a demonstrar, ainda que de modo indiciário, a efetiva realização do ilícito penal 
por parte do investigado. Ausência de justa causa a autorizar a instauração da 
persecução criminal em juízo. Sem prova suficiente, de qualquer forma, que possuía 
conhecimento das ações delituosas. 
- Promoção de Arquivamento – Rolando – estafeta ou office-boy da construtora Dias 
Melhores – investigado de integrar a organização criminosa e de corrupção ativa. 
Suspeita desacompanhada de maiores elementos. Falta de lastro probatório mínimo, 
apto a demonstrar, ainda que de modo indiciário, a efetiva realização do ilícito penal 
por parte do investigado. Ausência de justa causa a autorizar a instauração da 
persecução criminal em juízo. Sem prova suficiente, de qualquer forma, que possuía 
conhecimento das ações delituosas. 
0,070 
- Promoção de Arquivamento – Baltazar – estafeta ou office-boy da construtora Piso 
Certo – investigado de integrar a organização criminosa e de corrupção ativa. 
Suspeita desacompanhada de maiores elementos. Falta de lastro probatório mínimo, 
apto a demonstrar, ainda que de modo indiciário, a efetiva realização do ilícito penal 
por parte do investigado. Ausência de justa causa a autorizar a instauração da 
persecução criminal em juízo. Sem prova suficiente, de qualquer forma, que possuía 
conhecimento das ações delituosas. 
0,070 
- Promoção de Arquivamento – Jussara – esposa de Alibabá – investigada de 
integrar a organização criminosa e do crime de lavagem de dinheiro. Compra da 
Lancha Intermarine no valor de R$1.400.000,00. Suspeita desacompanhada de 
maiores elementos. Falta de lastro probatório mínimo, apto a demonstrar, ainda que 
de modo indiciário, a efetiva realização do ilícito penal por parte da investigada. 
Ausência de justa causa a autorizar a instauração da persecução criminal em juízo. 
Sem prova suficiente, de qualquer forma, que possuía conhecimento das ações 
delituosas. 
0,070 
- Promoção de Arquivamento – Marlene – genitora de Virgulino – investigada de 
integrar a organização criminosa e do crime de lavagem de dinheiro. Compra de 
cotas da SPE no valor de R$120.000,00. Suspeita desacompanhada de maiores 
elementos. Falta de lastro probatório mínimo, apto a demonstrar, ainda que de modo 
indiciário, a efetiva realização do ilícito penal por parte da investigada. Ausência de 
justa causa a autorizar a instauração da persecução criminal em juízo. Sem prova 
suficiente, de qualquer forma, que possuía conhecimento do contexto criminoso. 
0,070 
Nível de Persuasão: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 32, 
§2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,495 
Redação Técnico-Jurídica: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 
32, §2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,495 
 
 
1.2ª QUESTÃO = 3,200 PONTOS 
DENÚNCIA DIRIGIDA AO JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE 
MARTE/SC 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
máxima 
Dos Fatos e Circunstâncias Delituosas e Tipos Penais Denunciados: 
- Art. 2º, §§2º e 4º, incisos I e II, da Lei n. 12.850/2013, para Alibabá, Olivânio, 
Gérsika, Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Nilvânio (nascido em 27.4.2000): até o dia 26.4.2018, inclusive, integrava como 
adolescente a organização criminosa. Na condição de denunciado já na data de 
27.4.2018. 
§2º (“As penas aumentam-se até a metade se na atuação da organização criminosa 
houver emprego de arma de fogo”). 
§ 3º (“A pena é agravada para quem exerce o comando, individual ou coletivo, da 
organização criminosa, ainda que não pratique pessoalmente atos de execução”) 
0,100 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 6 
(situação também para Alibabá). 
§4º (A pena é aumentada de 1/6 a 2/3: I – se há participação de criança ou 
adolescente; II – se há concurso de funcionário público, valendo-se a organização 
criminosa dessa condição para a prática de infração penal). 
Evento: constituição de distinta organização a partir de “23.4.2018”. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
- Art. 157, §2º-A, incisos I e II, do CP (Cooperativa Credi), para Alibabá, Olivânio, 
Gersika, Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Nilvânio (nascido em 27.4.2000): adolescente ainda no dia 26.4.2018. 
Evento: “dois dias após o ingresso de Alibabá [...] deliberaram quanto à escolha do 
local e planejamento da execução, o que foi concluído no mesmo dia com a visita 
íntima [...] No dia seguinte à visitação [...]” – data do evento: 26.4.2018. 
Descrição também que “todos envolvidos, inclusive Apolo e Alibabá, tinham ciência 
do alto poder letal das armas e da possibilidade de morte no desdobramento dos 
eventos para o fim de subtração ou para garantir a impunidade ou detenção do 
numerário visado”; a função de comando de Alibabá, fornecendo amparo material e 
estrutural ao grupo, financiando-o e dando guarida aos demais em local particular; e 
a aquisição de coletes à prova de balas, apetrechos inerentes às atividades, compra 
e fornecimento de arma de grosso calibre procedida por Olivânio, e somente 
viabilizado a partir da entrada de Alibabá e pelo auxílio direto de Apolo, que se 
valendo da condição de agente penitenciário, aderira ao esquema e era igualmente 
ciente das atividades [...]. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,100 
- Art. 157, §3º, segunda parte, c/c art. 14, inciso II, ambos do CP, por três vezes, emconcurso formal (art. 70, primeira parte) (Cooperativa de Crédito Star) (numerário 
existente nos caixas total de R$ 41.227,41, pertences pessoais de um dos clientes e 
da arma do vigilante), para Alibabá, Olivânio, Gersika, Hamilton, Nilvânio, Apolinário 
e Apolo. 
Evento: 1.5.2019 (“Mediante uma só ação, contra vítimas diferentes, violaram três 
patrimônios distintos”). 
Descrição mínima que além dos disparos de arma de fogo efetuados no interior da 
agência bancária, tem-se que, durante a fuga, efetuaram disparos com o fim de 
atingir os policiais acionados (Anilton e Augusto), visando garantir a impunidade e a 
consecução dos roubos, não sobrevindo o evento morte por circunstâncias alheias à 
vontade dos agentes”). Culpabilidade intensa a partir da conduta de colocar em 
perigo tamanho número de pessoas como a que estava na agência; e circunstâncias 
do crime gravosas, pela utilização de armas de fogo e número de agentes que 
procederam à prática delitiva. 
Descrição também que “todos envolvidos, inclusive Apolo e Alibabá, tinham ciência 
do alto poder letal das armas e da possibilidade de morte no desdobramento dos 
eventos para o fim de subtração ou para garantir a impunidade ou detenção do 
numerário visado”; a função de comando de Alibabá, fornecendo amparo material e 
estrutural ao grupo, financiando-o e dando guarida aos demais em local particular; e 
a aquisição de coletes à prova de balas, apetrechos inerentes às atividades, compra 
e fornecimento de arma de grosso calibre procedida por Olivânio, e somente 
viabilizado a partir da entrada de Alibabá e pelo auxílio direto de Apolo, que se 
valendo da condição de agente penitenciário, aderira ao esquema e era igualmente 
ciente das atividades [...]. 
Menção ao art. 61, inciso II, alínea “h”, do CP (vítima Shelly, maior de 60 anos). 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,125 
- Art. 157, §3º, segunda parte, c/c art. 14, inciso II, ambos do CP (veículo Fiat/Palio, 
de propriedade da vítima Guilherme), para Alibabá, Olivânio, Gersika, Hamilton, 
Nilvânio, Apolinário e Apolo. 
Descrição mínima que para obter o intento e garantia a execução do crime, com o 
apossamento do veículo para a fuga, desferiram tiros contra os policiais (Anilton e 
0,125 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 7 
Augusto), em meio à via pública, não sobrevindo o evento morte por fatores alheios 
às vontades dos agentes (erro de pontaria). 
Evento: 1.5.2019. 
Descrição também que “todos envolvidos, inclusive Apolo e Alibabá, tinham ciência 
do alto poder letal das armas e da possibilidade de morte no desdobramento dos 
eventos para o fim de subtração ou para garantir a impunidade ou detenção do 
numerário visado”; a função de comando de Alibabá, fornecendo amparo material e 
estrutural ao grupo, financiando-o e dando guarida aos demais em local particular; e 
a aquisição de coletes à prova de balas, apetrechos inerentes às atividades, compra 
e fornecimento de arma de grosso calibre procedida por Olivânio, e somente 
viabilizado a partir da entrada de Alibabá e pelo auxílio direto de Apolo, que se 
valendo da condição de agente penitenciário, aderira ao esquema e era igualmente 
ciente das atividades [...]. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivanio e Apolinário. 
Menção ao art. 61, inciso II, alínea “h”, do CP (contra criança: Alf). 
- Art. 157, §3º, segunda parte, c/c art. 14, inciso II, ambos do CP (veículo 
Jeep/Renegade, de propriedade da vítima Carol), para Alibabá, Olivânio, Gersika, 
Hamilton, Nilvânio, Apolinário e Apolo 
Descrição mínima da intenção que orientava a ação dos denunciados, mais 
especificamente, subtrair o veículo Jeep/Renegade e, em seguida, prosseguir com a 
fuga engendrada. Intenção de matar dos denunciados que, para assegurar a 
impunidade e o êxito da empreitada criminosa, efetuam disparos de arma de fogo em 
direção de policiais (Anilton e Augusto), um deles acertando o policial Augusto) 
Descrição também que “todos envolvidos, inclusive Apolo e Alibabá, tinham ciência 
do alto poder letal das armas e da possibilidade de morte no desdobramento dos 
eventos para o fim de subtração ou para garantir a impunidade ou detenção do 
numerário visado”; a função de comando de Alibabá, fornecendo amparo material e 
estrutural ao grupo, financiando-o e dando guarida aos demais em local particular; e 
a aquisição de coletes à prova de balas, apetrechos inerentes às atividades, compra 
e fornecimento de arma de grosso calibre procedida por Olivânio, e somente 
viabilizado a partir da entrada de Alibabá e pelo auxílio direto de Apolo, que se 
valendo da condição de agente penitenciário, aderira ao esquema e era igualmente 
ciente das atividades [...]. 
Evento: 1.5.2019. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,125 
 
 
- Art. 16, caput, da Lei n. 10.826/03, para Alibabá, Olivânio, Gersika, Hamilton, 
Nilvânio, Apolinário e Apolo. 
Descrição: “um fuzil, calibre 5,56x45mm, marca CZECH, n. 5600241CP e uma 
submetralhadora, calibre 9x19mm, marca RRNO, n. 07752”), apreendidos em uma 
das residências de Alibabá, em Marte/SC, data de 1.5.2019. 
Descrição também: “[...] armas, munições, eram mantidos sob guarda, posse, 
ocultação e porte de todos, em momento anterior e também posterior aos eventos 
que foram utilizados, disponibilizando-os também para uso, a qualquer tempo e 
modo, por qualquer dos integrantes do grupo”. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,085 
- Art. 16, caput, da Lei n. 10.826/03, para Alibabá, Olivânio, Gersika, Hamilton, 
Nilvânio, Apolinário e Apolo. 
Descrição: “foi apreendido dezoito carregadores de marcas diversas, calibres .380, 
9mm, .40 e 5,56 e 394 cartuchos de marcas diversas, calibres .380, 9mm, .40, 5,56), 
“na outra residência indicada, localizada em Saturno/SC, [...] também pertencente a 
Alibabá e utilizada em favor do grupo”, data de 1.5.2019. 
Descrição também: “[...] armas, munições, eram mantidos sob guarda, posse, 
ocultação e porte de todos, em momento anterior e também posterior aos eventos 
que foram utilizados, disponibilizando-os também para uso, a qualquer tempo e 
modo, por qualquer dos integrantes do grupo”. 
0,085 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 8 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
- Art. 16, parágrafo único, inciso III, da Lei n. 10.826/03, para Alibabá, Olivânio, 
Gersika, Hamilton, Nilvânio, Apolinário e Apolo. 
Descrição: apreensão de "dez cartuchos de emulsão – explosivos de alto poder de 
ruptura, compostos basicamente por oxidantes, combustíveis e agentes 
emulsificantes, além de dez espoletas amolgadas a segmentos de estopim e um 
tubo de choque” (“na outra residência indicada, localizada em Saturno/SC [...] 
também pertencente a Alibabá e utilizada em favor do grupo”, data de 1.5.2019. 
Descrição também: “[...] artefatos explosivos, [...], eram mantidos sob guarda, posse, 
ocultação e porte de todos, em momento anterior e também posterior aos eventos 
que foram utilizados, disponibilizando-os também para uso, a qualquer tempo e 
modo, por qualquer dos integrantes do grupo”. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,085 
- Art. 16, parágrafo único, inciso IV, da Lei n. 10.826/03, para Alibabá, Olivânio, 
Gersika, Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Descrição: apreendida em poder de Hamilton “[...] uma pistola, calibre .380 ACP, 
marca Taurus, com numeração suprimida”. 
Evento: apreensão em 1.5.2019, em Marte/SC 
Descrição também: “[...] armas, munições, eram mantidos sob guarda, posse, 
ocultação e porte de todos, em momento anterior e também posterior aos eventos 
que foram utilizados, disponibilizando-os também para uso, a qualquertempo e 
modo, por qualquer dos integrantes do grupo”. 
 Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,085 
- Art. 180, caput, do CP (Veículo VW/Saveiro), para Alibabá, Olivânio, Gersika, 
Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Nilvânio (nascido em 27.4.2000): adolescente do período da aquisição, guarda, uso 
regular e até final uso em evento delituoso e seguinte abandono. 
Veículo VW/Saveiro “[...] adquirido um dia antes da prática do evento que foi 
utilizado” (dia 25.4.2018); “[...] porque possuíam procedência espúria e foram 
destinados tanto para uso regular como para a prática de ilícitos”. Também utilizado 
no evento na Cooperativa Credi, no dia 26.4.2018, e encontrado nessa data 
“abandonado [...]” (nesse período todo, portanto, não somente fora adquirido, 
utilizado mesmo que para uso regular, disponibilizado para uso do grupo, como 
mantido sob guarda, posse, detenção e ocultação, mesmo todos sabendo da 
procedência espúria e/ou criminosa da res). 
Crime antecedente de subtração do veículo VW/Saveiro, datado de 21.4.2018, na 
cidade de Júpiter/SC, e constando como vítima Isadora. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,085 
- Art. 180, caput, do CP (Veículo Renault/Scenic), para Alibabá, Olivânio, Gersika, 
Nilvânio, Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Veículo Renault/Scenic utilizado no evento na Cooperativa Credi e ocultado, em 
seguida, no dia 26.4.2018 e ali permanecendo “em uma das residências fornecidas 
por Alibabá e para tanto, situada em Marte/SC” até o dia da apreensão em 1.5.2019. 
“[...] adquirido um dia antes da prática do evento que foi utilizado” (dia 25.4.2018); 
“[...] porque possuíam procedência espúria e foram destinados tanto para uso regular 
como para a prática de ilícitos”. Apreensão somente em 1.5.2019 em uma das 
residências de Alibabá, em Marte/SC (nesse período, portanto, não somente fora 
adquirido, utilizado, como mantido sob guarda, posse, detenção e ocultação, mesmo 
todos sabendo da procedência espúria e/ou criminosa da res). 
Crime antecedente de subtração do veículo Renault/Scenic, datado de 23.4.2018, na 
cidade de Plutão/SC, e constando como vítima Nayane. 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
0,085 
- Art. 180, caput, do CP (Veículo Ford/Focus), para Alibabá, Olivânio, Gersika, 
Nilvânio, Hamilton, Apolinário e Apolo. 
Veículo foi utilizado e apreendido no evento em detrimento da Cooperativa de 
0,085 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 9 
Crédito Star (1.5.2019) e adquirido no decorrer do mês de janeiro de 2019 de um 
terceiro chamado apenas de Xará, e então encomendado porque já era objeto de 
sabida adulteração de sinal de identificação de veículo automotor (delito antecedente 
de autoria ignorada); veículos “foram destinados tanto para uso regular como para a 
prática de ilícitos” (nesse período, portanto, não somente fora adquirido, mantido sob 
guarda, posse, detenção e ocultação, como para uso regular e ainda, ao final, 
utilizado no evento, mesmo todos sabendo da procedência espúria e/ou criminosa da 
res). 
Menção ao art. 61, inciso I, do CP em relação a Olivânio e Apolinário. 
- Requerimento formal de fixação de valor mínimo para reparação dos danos 
causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelos ofendidos 
(indicação mínima da Cooperativa Credi; Cooperativa Crédito Star; Guilherme, 
proprietário do veículo Fiat/Palio colidido; Augusto, policial militar lesionado e atingido 
por disparo de arma de fogo; e Shelly, cliente-vítima). Referência expressa ao art. 
387, inciso IV, do CPP. 
0,065 
- Requerimento que os ofendidos sejam comunicados dos atos processuais relativos 
ao ingresso e à saída dos acusados da prisão, à designação de data para audiência 
e à sentença e respectivos acórdãos que a mantenham ou modifiquem. Referência 
expressa ao §2º do art. 201 do CPP. 
0,035 
- Requerimento de prioridade de tramitação, com referência ao art. 394-A do CPP c/c 
art. 1º, inciso II e parágrafo único, da Lei n. 8.072/90 (“Os processos que apurem a 
prática de crime hediondo terão prioridade de tramitação em todas as instâncias”). 
0,050 
- Requerimento de observância do disposto no art. 22, caput, e parágrafo único, da 
Lei n. 12.850/2013, c/c art. 394, §1º, inciso I, do CPP (“procedimento comum 
ordinário”) (“Os crimes previstos nesta Lei e as infrações penais conexas serão 
apurados mediante procedimento ordinário previsto no Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de 
outubro de 1941 (Código de Processo Penal), observado o disposto no parágrafo 
único deste artigo. Parágrafo único. A instrução criminal deverá ser encerrada em 
prazo razoável, o qual não poderá exceder a 120 (cento e vinte) dias quando o réu 
estiver preso, prorrogáveis em até igual período, por decisão fundamentada, 
devidamente motivada pela complexidade da causa ou por fato procrastinatório 
atribuível ao réu”). 
0,065 
- Requerimento de afastamento cautelar do cargo, emprego ou função, relativo aos 
funcionários públicos que integra a organização criminosa (para Apolo e Alibabá). 
Referência ao §5º do art. 2º da Lei n. 12.850/2013; 
- Requerimento com base no § 6º do art. 2º da Lei n. 12.850/2013: “A condenação 
com trânsito em julgado acarretará ao funcionário público a perda do cargo, função, 
emprego ou mandato eletivo e a interdição para o exercício de função ou cargo 
público pelo prazo de 8 (oito) anos subsequentes ao cumprimento da pena”. 
0,065 
- Pedido de Produção Antecipada de Prova, formulado com base no art. 156, inciso I, 
c/c arts. 220 e 225, todos do CPP, para a vítima Shelly, idosa, enferma, com 
possibilidade real de morte e impossibilitada de aguardar o natural transcurso da 
ação penal e fase apropriada para oitiva judicial ou mesmo de comparecer para 
depor em juízo. Prova considerada urgente e relevante. Critério de necessidade, 
adequação e proporcionalidade da medida. 
0,070 
- Requerimento de prisão preventiva de Alibabá, Olivânio, Nilvânio, Apolinário e 
Apolo. 
Identificação da admissibilidade da prisão preventiva, prova da existência dos crimes 
e indícios suficientes de autoria, além do periculum libertatis - Necessidade para 
garantia da ordem pública motivada na gravidade em concreto dos eventos, 
decorrente de modus operandi, alta periculosidade social e necessidade de cessar a 
reiteração delinquencial. Situação concreta que demonstra a periculosidade dos 
agentes, acusados de integrar organização criminosa que atua com emprego de 
armas de fogo e artefatos explosivos; e para aplicação da lei penal também em 
0,075 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 10 
relação a Nilvânio e Apolinário, então foragidos do distrito da culpa (após o 
cometimento dos delitos). Menção pontual ainda acerca da circunstância dos 
antecedentes de Olivânio e Apolinário. 
Referência aos arts. 311 e 312, ambos do CPP, além do art. 313, inciso I, do CPP 
para todos (e inciso II também para Olivânio e Apolinário). 
- Requerimento de extração de cópia e remessa ao Juízo da Infância e Juventude da 
Comarca de Marte/SC, para apuração de atos infracionais cometidos/imputados a 
Nilvânio (nascido em 27.4.2000) (à época adolescente quando do início da 
organização criminosa na entrada de Alibabá em 23.4.2018 e do evento ocorrido no 
dia 26.4.2018), e análogos aos crimes de organização criminosa, roubo 
circunstanciado pelo emprego de explosivo e receptação de veículo (VW/Saveiro), 
com fundamento no art. 79, inciso II, do CPP – não importa em unidade de processo 
e julgamento. 
0,060 
- Requerimento de extração de cópia e expedição de ofício e/ou mesmo 
comunicação/cientificação ao Juízo de Execução Penal de Marte/SC para apuração 
de noticiada falta grave – prática de crime doloso – apenadogastos de campanha serão definidos e divulgados pelo Tribunal 
Superior Eleitoral. 
 61ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei Complementar n. 64/1990, caberá a qualquer eleitor, candidato, partido 
político, coligação ou Ministério Público, no prazo de 5 (cinco) dias, contados da 
publicação do pedido de registro do candidato, impugná-lo em petição fundamentada. 
62ª QUESTÃO: 
( ) Consoante a Lei Complementar n. 64/1990, alterada pela Lei Complementar n. 135/2010, 
são inelegíveis os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções 
públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato de improbidade 
administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido 
suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) 
anos seguintes, contados a partir da data da decisão. 
63ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve a Lei n. 9.504/1997, quanto à propaganda eleitoral em geral, que não será 
permitido qualquer tipo de propaganda política paga no rádio e na televisão. Também 
dispõe que não é permitida a veiculação de material de propaganda eleitoral em bens 
públicos ou particulares, exceto de: bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis 
e que não dificultem o bom andamento do trânsito de pessoas e veículos; e adesivo 
plástico em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde 
que não exceda a 0,5 m² (meio metro quadrado). 
 
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 13 
64ª QUESTÃO: 
( ) Prevê a Lei Complementar n. 64/1990 que o Ministério Público e a Justiça Eleitoral darão 
prioridade, sobre quaisquer outros, aos processos de desvio ou abuso do poder econômico 
ou do poder de autoridade até que sejam julgados, ressalvados somente os processos de 
habeas corpus. 
DIREITO PENAL 
65ª QUESTÃO: 
( ) O art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006, que define o crime de tráfico, é um tipo de 
conteúdo variado porque contém vários verbos (núcleos), e por isso sua aplicação permite 
interpretação analógica. 
66ª QUESTÃO: 
( ) Não é aplicável o art. 14, II, do CP à tentativa de sonegação tipificada no art. 1º da Lei n. 
8.137/1990, devido à existência de tipo subsidiário específico para a hipótese. 
67ª QUESTÃO: 
( ) O art. 2º, II, da Lei n. 8.137/1990, que tipifica a omissão no recolhimento de ICMS 
cobrado de terceiro, é aplicável ao imposto devido na substituição tributária, em que o 
responsável cobra o valor do contribuinte, mas não do imposto devido em nome próprio 
quando o contribuinte vende ao consumidor final, conforme entendimento dominante no 
TJSC, recentemente confirmado pela 3º Seção do STJ. 
68ª QUESTÃO: 
( ) A especial finalidade da conduta (também denominada “dolo específico”) é um elemento 
subjetivo do tipo existente em alguns delitos materiais, mas não é compatível com os 
delitos formais. 
69ª QUESTÃO: 
( ) Na legislação brasileira as consequências do erro evitável sobre os pressupostos fáticos de 
uma excludente de ilicitude são as mesmas do erro de tipo, e não as do erro de proibição. 
70ª QUESTÃO: 
( ) O critério do domínio funcional do fato é empregado para a responsabilização do agente 
que tem o controle sobre a atuação de um aparelho organizado de poder, como é o caso de 
uma organização criminosa. 
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 14 
71ª QUESTÃO: 
( ) Na proposta de aplicação imediata de pena (art. 76 da Lei n. 9.099/1995) a autor de crime 
de menor potencial ofensivo praticado com violência doméstica contra mulher, deverão ser 
incluídas medidas protetivas de urgência (art. 22 da Lei n. 11.340/2006), sempre que a 
vítima as solicitar. 
72ª QUESTÃO: 
( ) No caso em que o sujeito realiza a conduta e prevê a possibilidade de produção do 
resultado, mas não quer sua ocorrência e conta com a “sorte” para que ele não se 
materialize, pois sabe que não tem o controle sobre a situação implementada, se configura 
um exemplo de “culpa consciente” e não de “dolo eventual”, porque se o sujeito soubesse 
de antemão que o resultado iria ocorrer, provavelmente não teria atuado. 
73ª QUESTÃO: 
( ) No crime de falsa identidade (art. 307 do CP), cujo tipo prevê uma hipótese de “dolo 
específico”, é possível a desistência voluntária (art. 15 do CP) quando, apesar da 
realização da conduta, não se implementou a especial finalidade à qual estava orientada a 
conduta. 
74ª QUESTÃO: 
( ) Conforme jurisprudência dominante no STJ, nos crimes de furto e roubo (arts. 155 e 157 
do CP) a consumação do fato típico somente ocorre com a posse mansa e pacífica, o que 
não se verifica no caso de perseguição imediata do agente e recuperação da coisa 
subtraída. 
75ª QUESTÃO: 
( ) No crime contra o patrimônio em que a coisa é subtraída e a violência é praticada com a 
intenção de matar a vítima, sem que esta chegue a morrer, a conduta é tipificada como 
tentativa de latrocínio, e não como roubo consumado, nem como latrocínio consumado 
(art. 157 do CP), conforme definido pela jurisprudência dominante no STJ. 
76ª QUESTÃO: 
( ) Nos crimes de menor potencial ofensivo, cuja ação é pública condicionada, se a 
representação foi apresentada na delegacia de polícia a vítima não precisa comparecer à 
audiência preliminar para a qual tenha sido intimada para ratificar o ato, sendo sua 
ausência interpretada como desinteresse em conciliar com a parte autora do fato. 
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 15 
77ª QUESTÃO: 
( ) Não é possível a incidência de uma causa de aumento de pena sobre a pena resultante da 
incidência de uma qualificadora. 
78ª QUESTÃO: 
( ) O merecimento de pena, ou dignidade penal, é um critério alternativo para a consideração 
da afetação do bem jurídico, cuja utilização substitui a tipicidade material e a 
antijuridicidade concreta. 
79ª QUESTÃO: 
( ) A chamada “teoria da imputação objetiva” reúne um conjunto de critérios pelos quais se 
restringe o âmbito da relevância penal dos fatos abrangidos pela relação de causalidade, e 
que seriam imputáveis ao sujeito caso não fossem empregados esses critérios. 
80ª QUESTÃO: 
( ) O crime de porte de arma de fogo (art. 14 da Lei n. 10.826/2003) é um crime de perigo 
concreto. 
81ª QUESTÃO: 
( ) O acometimento de doença mental acarreta a inimputabilidade do agente. A constatação 
do conteúdo e dimensão de seus efeitos é necessária, porém, para sua classificação como 
uma causa de exclusão ou diminuição da imputabilidade (e correspondente pena). 
82ª QUESTÃO: 
( ) O art. 71 do CP adotou a teoria objetiva na definição do crime continuado. Por este 
motivo, a jurisprudência dominante no STF e STJ não exige a configuração de eventuais 
vínculos subjetivos entre as condutas realizadas pelo agente. 
83ª QUESTÃO: 
( ) Para a configuração do concurso formal de delitos (art. 70 do CP), e a aplicação da pena 
com a causa de aumento correspondente, a conduta realizada não pode ser praticada na 
forma de “dolo específico”, sendo portanto admissível somente o “dolo genérico”. 
84ª QUESTÃO: 
( ) O critério de imputação denominado “domínio do fato” é utilizado para atribuir 
responsabilidade ao autor intelectual que utiliza um inimputável como instrumento para a 
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realização da conduta, mas não é utilizável para a definição do autor direto que realiza 
pessoalmente a conduta. 
85ª QUESTÃO: 
( ) A lei penal em branco pode conter um elemento normativo cujo conteúdo deva ser 
complementado por outro instrumento regulamentar.Olivânio (atualmente 
cumprindo pena no regime semiaberto) – art. 52 e art. 118, I, ambos da LEP, para 
fins de análise de hipótese de sujeição da execução da pena privativa de liberdade 
“à forma regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos”. 
0,060 
- Requerimento de extração de cópia e expedição de ofício e/ou mesmo 
comunicação/cientificação ao Juízo de Execução Penal de Netuno/SC, em relação a 
Apolinário, pelo noticiado “descumprimento injustificado da restrição imposta”, com 
referência à primeira parte do §4º do art. 44 do CP e art. 181, §1º, alínea “d”, da LEP, 
para fins de apreciação de hipótese de conversão da pena restritiva de direitos em 
privativa de liberdade. 
0,060 
- Requerimento de extração de cópia e expedição de ofício e/ou mesmo 
comunicação/cientificação ao Juízo da 1ª Vara Criminal de Marte/SC, em relação a 
Hamilton, para que, recebida a denúncia, seja apreciada a hipótese de revogação da 
benesse da suspensão condicional do processo, com referência ao §3º do art. 89 da 
Lei n. 9.099/95. 
0,060 
- Requerimento de extração de cópia e expedição de ofício e/ou mesmo 
comunicação/cientificação ao Juízo da 1ª. Vara Criminal de Plutão/SC, quanto a 
Gersika, para apreciação de hipótese de substituição das medidas cautelares 
diversas da prisão impostas, imposição de outra em cumulação, ou, em último caso, 
decretação da prisão preventiva, com referência ao §4º do art. 282 do CPP. 
0,060 
- Manifestação quanto a requerimento de instauração de incidente de insanidade 
mental em favor de Hamilton. Indeferimento (ou necessidade de juntada de 
documento hábil e idôneo ou mesmo a apresentação de elementos da sustentada 
falta de higidez mental, que permitiria a instauração de incidente de sanidade 
mental). Referência que para fins de aplicação do art. 149 do CPP, o pedido deverá 
vir acompanhado de elemento de prova indicativo de fundada dúvida sobre a 
integridade e/ou higidez mental (de situação própria do art. 26 ou 26, parágrafo 
único, ambos do CP). 
0,060 
- Manifestação quanto a requerimento de nulidade pelo fato sustentado, em relação 
a Hamilton, da ausência de assistência de advogado quando do interrogatório 
perante à autoridade policial. Afastamento da Nulidade. Prescindibilidade da 
presença do defensor por ocasião do interrogatório havido na esfera policial. Cunho 
inquisitorial, diferenciando-se do procedimento judicial. E mais, foi oportunizado ao 
conduzido o direito de ser assistido por defensor técnico, além da lembrança pela 
autoridade policial dos direitos do preso previstos no art. 5º, LXIII, da CF. 
0,060 
- Manifestação quanto a requerimento da Defensoria Pública de nulidade decorrente 
de sustentada Identificação Criminal de Gersika a partir de ocorrência de qualificação 
desta com juntada de sua fotografia colorida a um relatório de investigação. 
Afastamento da Nulidade. Referência expressa ao art. 5º, inciso LVIII, da CF e art. 
0,060 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 11 
5º, caput, da Lei n. 12.037/09. Mera qualificação da investigada quando da 
confecção do procedimento investigatório, com anexação de fotografia, que não se 
confunde com o procedimento disposto na Lei n. 12.037/2009. 
- Manifestação quanto a requerimento do Defensor de Nilvânio e Apolinário de 
declaração de nulidade no reconhecimento de Shelly efetuado por meio de 
fotografia, com o consequente desentranhamento dos autos, por ter sido realizado 
em desacordo com a legislação processual penal. Afastamento da Nulidade. Não 
violação ao art. 226 do CPP. Regramento que apenas representa recomendações. A 
inexistência de procedimento formal de reconhecimento pessoal, nos moldes do art. 
226 do CPP não vicia a ação penal. Precedentes do TJSC e do STJ. Validade do 
reconhecimento por fotografia. 
0,050 
 - Requerimento à autoridade policial de origem e/ou mesmo comunicação, quanto 
aos fatos noticiados (ainda não devidamente apurados) e que ainda prosseguem nas 
investigações acerca dos demais crimes objetos do Relatório Preliminar 
(estabelecimentos ICBC, BNP e MART), para que, dentro da brevidade inerente a 
situação (existência de réus presos), proceda a devida complementação e 
encerramento (da investigação), remetendo-o a esse Juízo Criminal (2ª Vara 
Criminal de Marte/SC) para fins inclusive de apreciação de hipótese de aditamento 
da denúncia pelo Ministério Público. 
0,065 
- Manifestação quanto a requerimento da Defensoria Pública, em nome de Olivânio, 
de desentranhamento dos autos do Inquérito Policial no caso de conclusão de 
oferecimento de denúncia e tão logo recebida, sob a alegação de que contamina o 
processo penal acusatório e compromete a imparcialidade e independência do 
magistrado. Indeferimento. Referência que à exceção das provas irrepetíveis e 
antecipadas, o IP não ostenta, por si só, valor probatório, razão pela qual nele não 
incidem os princípios do contraditório e da ampla defesa. Caráter marcadamente 
inquisitivo. Essa condição e a natural necessidade de que as provas sejam 
reproduzidas em juízo já se bastam para afastar qualquer alegação de ofensa à 
imparcialidade do magistrado. Diferente seria a hipótese acaso houvesse 
comprovação de que as provas nele existentes teriam sido produzidas em afronta a 
normas constitucionais ou legais, ou de elementos delas derivados, o que não correu 
na hipótese. 
0,050 
Nível de Persuasão: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 32, 
§2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,480 
Redação Técnico-Jurídica: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 
32, §2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,480 
 
 
2ª QUESTÃO = 1,500 PONTOS 
AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
máxima 
Requerimento de Homologação do Auto de Prisão em Flagrante Delito para os 
custodiados Arturo, Rio e Moscou, com expressa referência à situação de flagrância 
disciplinada no art. 302 do CPP e observância das garantias constitucionais dos 
incisos LXII, LXIII e LXIV, todos do art. 5º, da CF e formalidades processuais dos 
arts. 304 a 306, ambos do CPP. 
0,050 
Requerimento de relaxamento da prisão ilegal em relação a Nairobi, com expressa 
referência ao art. 283, art. 302, art. 310, inciso I, todos do CPP e art. 5º, LXI, da CF e 
§5º do art. 8º da Resolução n. 213/2015, CNJ. Posse Ilegal de arma de fogo de uso 
permitido. Registro vencido. Precedentes STJ. Atipicidade da conduta. Infração 
Administrativa. Ilegalidade da Prisão. 
0,050 
Requerimento de conversão da prisão em flagrante delito em prisão preventiva em 
relação aos custodiados Arturo, Rio e Moscou, com expressa referência ao art. 310, 
0,025 
pcimarkpci MjgwNDowMmU4OjgwMjQ6MjkwMDo1MWUyOjY4YTg6MDZkMjo3MjQ4:VGh1LCAxMiBKdW4gMjAyNSAxMzo1Mzo1MyAtMDMwMA==
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 12 
inciso II, e art. 312, ambos do CPP. 
Admissibilidade da Prisão Preventiva: 
Custodiado Arturo: art. 313, incisos I e II, CPP (crimes dolosos punidos com pena 
privativa de liberdade superior a 4 anos e condenado por outro crime doloso, com 
sentença transitada em julgado. Atualmente sob livramento condicional. 
Custodiado Rio: art. 313, inciso I, CPP (crimes dolosos punidos com pena privativa 
de liberdade superior a 4 anos). 
Custodiado Moscou: art. 313, incisos I e II, CPP (crimes dolosos punidos com pena 
privativa de liberdade superior a 4 anos e condenado por outro crime doloso, com 
sentença transitada em julgado). Pena recentemente cumprida perante o Juízo da 
3ª. Vara Criminal da Comarca de XAP/SC. 
0,025 
Fumus commissi delicti 
Materialidade dos crimes e indícios suficientes da autoria delitiva 
- art. 33, art. 35 e art. 40, incisos III, V e VI, todos da Lei n. 11.343/2006 (em relação 
aos custodiados Arturo, Rio e Moscou); - art. 330 e art. 311, ambos do Código Penal 
(também em relação ao custodiado Arturo); 
- Auto Circunstanciadode Busca e Apreensão; Termos e Autos de Exibição e 
Apreensão de droga; Laudos de Constatação; Relatórios de Investigação da Polícia 
Civil (n. 012/DIC/2019 e 20/2019), com filmagens; Relatório Final; documento de 
identidade civil dos adolescentes Oslo e Bogotá; Termos de Apreensão de dinheiro 
(notas de pequeno valor), aparelhos de telefone celular, rádio comunicador, balança 
de precisão e veículo; e Laudo Pericial em veículo (placa “fria” acoplada). 
- Termos de depoimento dos policiais civis Rubio e Prieto (“confirmando todos os 
fatos”) e dos usuários Denver, Helsinki e Pablo (“ratificando os eventos”), além dos 
termos dos interrogatórios de Rio e Moscou (que “admitiram os fatos”). 
0,200 
Periculum libertatis 
Pressupostos da Prisão Preventiva 
Garantia da ordem pública: 
- Referência à gravidade em concreto do crime de tráfico e associação, modus 
operandi da ação delitiva e periculosidade social dos conduzidos/custodiados, 
evidenciados pela apreensão de acentuada/significativa quantidade, natureza e 
diversidade de drogas, assim como de apetrechos ligados ao comércio, dinheiro, 
balança de precisão e embalagens (usualmente utilizados para o preparo e venda 
dos entorpecentes); 
- Referência à risco iminente ou possibilidade de reiteração delitiva; 
- Referência que o custodiado Arturo é reincidente específico no tráfico ilícito de 
drogas e encontra-se em gozo de livramento condicional; 
- Referência que o custodiado Moscou é reincidente pela prática de crime de disparo 
de arma de fogo; 
- Referência que o custodiado Rio possui processo em andamento pela anterior 
prática do crime de tráfico privilegiado, alvo do art. 366 do CPP; 
- Referência que os custodiados Arturo e Moscou possuem registros anteriores de 
procedimentos afetos à Vara da Infância e Juventude, pela prática de atos 
infracionais, dentre eles, análogos ao crime de tráfico ilícito de drogas. E que a 
prática de atos infracionais, apesar de não ser considerada para a apuração de maus 
antecedentes e de reincidência, serve para demonstrar a periculosidade do agente e 
sua propensão ao cometimento de delitos da mesma natureza, o que também 
reforça a prisão preventiva a bem da ordem pública. 
0,175 
Medidas cautelares diversas da prisão. 
Menção inicial aos arts. 319 e 321, ambos do CPP. 
Não concessão aos custodiados Arturo, Rio e Moscou – critério de suficiência e 
adequação/proporcionalidade não satisfeitos, em razão de que presentes justamente 
os requisitos que autorizam a prisão preventiva. Referência ao contido no art. 282, 
incisos I (“a adoção das medidas cautelares diversas não se prestaria a evitar o 
cometimento de novas infrações penais”) e II (“a adoção das medidas cautelares 
0,050 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 13 
diversas não é adequada na hipótese, diante da gravidade da conduta em tese 
perpetrada”), do CPP. 
Manifestação quanto à pretendida concessão de prisão domiciliar em favor de 
Nairobi, postulada com base no art. 318, inciso V, do CPP. Referência de se tratar de 
pedido prejudicado ou hipótese de não conhecimento nesse ponto (falta de interesse 
de agir) justamente pela necessidade primeira de relaxamento da prisão em flagrante 
delito de Nairobi. 
0,025 
Requerimento de extração de cópia integral do APF, acompanhado da mídia 
audiovisual constando a delação do custodiado Arturo, remetendo-a à Promotoria de 
Justiça encarregada e/ou com atribuições do controle externo da atividade policial e 
à correspondente Corregedoria (da PM) a que se encontra vinculado o agente 
policial Ruiz, para a adoção de providências. 
Referência expressa ao art. 11 e a observância do Protocolo II, item “6”, inciso VIII, 
da Resolução n. 213/2015, do CNJ. 
0,050 
Requerimento para que o custodiado Moscou seja encaminhado à perícia, com 
referência expressa ao inciso VII, alínea ‘a’, do art. 8º e observância do Protocolo II, 
item “6”, inciso V, ambos da Resolução n. 213/2015, do CNJ. 
0,050 
Requerimento de extração de cópia integral do APF, acompanhado da mídia 
audiovisual constando a delação do custodiado Arturo, remetendo-a à autoridade 
policial para fins de abertura de procedimento investigatório próprio para apuração 
de noticiado ato atentatório à integridade física e saúde praticado pelos populares 
identificados como Torres e Parker (“moradores da região”). Referência expressa ao 
art. 5º, inciso II, do CPP e art. 129, inciso VIII, da CF. 
0,025 
Requerimento de extração de cópia ou mesmo expedição de ofício ou 
comunicação/cientificação do Juízo da 1ª.Vara Criminal da Comarca de Xap/SC da 
efetivação da prisão do custodiado Rio, para fins de retomada da marcha processual 
em relação a feito objeto de suspensão do processo e prescrição naquela unidade 
(hipótese do art. 366 do CPP). 
0,025 
Requerimento de extração de cópia e expedição de ofício e/ou mesmo 
comunicação/cientificação ao Juízo da 3ª. Vara Criminal da Comarca de Xap/SC, em 
relação a Arturo, pela noticiada prática pelo liberado de outra infração penal e para 
fins de apreciação de hipótese de suspensão do curso do livramento condicional e 
revogação, com referência expressa ao art. 145 da LEP. 
0,050 
Manifestação quanto à representação formulada pela autoridade policial de imediata 
e urgente “autorização de acesso aos dados, conteúdo de mensagens SMS, 
contatos da agenda telefônica, fotos, vídeos e conteúdo de redes sociais, eventuais 
programas e aplicativos, incluído WhatsApp, decorrente da apreensão de telefones 
pessoais dos autuados em flagrante e de indícios razoáveis em resultar provas 
referente ao evento e a outros conexos”. 
Pronunciamento do Ministério Público favorável ao afastamento de sigilo telefônico e 
telemático dos 3 (três) aparelhos de telefone celular apreendidos (dois da marca 
Samsung, um preto e outro prata, apreendidos e pertencentes a Arturo e outro marca 
Xiaomi de Rio). Demonstração de imperiosa necessidade. Referência expressa ao 
art. 5º, X e XII, da CF, bem como que o sigilo de dados telefônicos, como a 
inviolabilidade e sigilo do fluxo de suas comunicações pela internet ou privadas 
armazenadas podem ser alvo de quebra a partir da existência de justa causa, 
corroborando a prevalência do interesse público à investigação sobre o direito 
fundamental de proteção à intimidade do indivíduo. 
0,050 
Requerimento de extração de cópia integral do APF e remessa à autoridade policial 
para apuração, em tese, do crime disposto no art. 339 do CP, por parte do 
custodiado Rio em relação ao imputado aos policiais Suarez e Gomez (“Dar causa à 
instauração de investigação policial [...] instauração de sindicância administrativa [...] 
contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente”). 
0,025 
Manifestação quanto ao sustentado pela Defensoria Pública, em favor de Rio, “do 0,025 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 14 
relaxamento da prisão em flagrante-delito e a decretação da nulidade da prova 
produzida, por entender que o ingresso na residência foi ilegal, sem a necessária 
autorização judicial”. 
Interpretação/excepcionalidade disposta no inciso XI do art. 5º da CF. Afastamento 
de alegada ilegalidade e ilicitude da prova. Dispensa de mandado judicial em caso 
de crime permanente e para ingresso em residência em caso de flagrante delito. 
Situação de flagrância que se protrai no tempo. Modalidade de guardar ou ter em 
depósito. Patente Justa Causa (fundadas razões para a medida). 
Manifestação de afastamento de constrangimento ilegal pela sustentada 
precariedade do sistema prisional e hipotética permanência do preso provisório em 
cela com segregados definitivos (Requerimento da Defensoria Pública em favor dos 
custodiados Moscou e Rio). 
Indeferimento da pretensão. Referência aos arts. 40, 84 e 85, ambosda LEP. 
Situações não demonstradas por prova pré-constituída. Não acolhimento da 
argumentação. A despeito da periclitante realidade do sistema prisional, não se pode, 
no caso, presumir violação de direitos. Pedido desacompanhado de elementos 
também quanto à hipotética permanência do preso provisório em cela com presos 
definitivos. 
0,050 
Manifestação quanto ao sustentado pela Defensoria Pública, em favor dos 
custodiados Moscou e Rio, “que as denúncias anônimas não podem ensejar 
procedimentos investigatórios, pretendendo a nulidade de toda a prova colhida”. 
Inexistência de prova ilícita. Legitimidade e validade do procedimento que se originou 
de investigações baseadas, no primeiro momento, de intitulada “denúncia anônima” 
dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de drogas. 
Flagrante resultante de diligências policiais após denúncia anônima. Não incidência 
do disposto no art. 5º, inciso LVI, da CF. 
0,025 
Manifestação quanto ao sustentado de “existência de predicados pessoais ditos 
favoráveis à soltura, tal como endereço certo e ocupação lícita”. Referência que a 
presença de circunstâncias pessoais ou subjetivos favoráveis não tem o condão, por 
si só, de afastar a conversão da prisão em flagrante delito em prisão preventiva se 
há nos autos elementos hábeis a recomendar a custódia cautelar, o que ocorre na 
hipótese. 
0,015 
Manifestação de afastamento de sustentada nulidade do feito pelo atraso na entrega 
ao custodiado Arturo da necessária Nota de Culpa. Referência que mesmo o atraso 
na entrega ao agente da Nota de Culpa constitui-se em mera irregularidade, não 
sendo hábil, portanto, para contaminar com nulidade o feito. Ademais, constam do 
auto de prisão a observância quanto aos direitos constitucionais do flagrado. Não 
configuração de hipótese de prisão ilegal (inciso LXV do art. 5º da CF) 
0,025 
Requerimento de comunicação a unidade prisional em que se encontra o custodiado 
Rio, a partir da notícia que possui problema de saúde e necessita de remédio de uso 
contínuo e regulares consultas, para assistência à saúde do preso provisório e/ou 
garantia à atenção médica. Referência expressa ao art. 14 e art. 41, inciso VII, 
ambos da LEP 
0,035 
Nível de Persuasão: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 32, 
§2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,225 
Redação Técnico-Jurídica: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 
32, §2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,225 
 
 
3ª QUESTÃO = 1,000 PONTO 
TRIBUNAL DO JÚRI 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
máxima 
1. O Juiz de Primeiro Grau tem quatro opções no encerramento da fase de 0,100 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 15 
admissibilidade da acusação: absolvição sumária; impronúncia; desclassificação e 
pronúncia. Na hipótese de pronunciar, o passo seguinte, seja pelo próprio Juiz (efeito 
regressivo), seja pelo Tribunal ad quem, é a despronúncia, que significa retirada da 
pronúncia. 
2. Tendo em vista que está presente a pessoa legitimada a outorgar a procuração, 
nada impede que seja consignado em ata a vontade da vítima em outorgar 
procuração ao referido advogado. É a chamada procuração apud acta. 
0,100 
3. Embora, na realidade, o tempo a ser dividido entre dois acusadores se refira aos 
acusadores (oficial e particular), ou seja, ocorre quando houver litisconsórcio ativo 
(ação penal pública e ação penal privada) ou mesmo quando se tratar de ação penal 
privada subsidiária da pública em que os dois (advogado do querelante e o próprio 
representante do Ministério Público) estão aptos a apresentar as alegações em 
Plenário. Entretanto, como o assistente de acusação representa os interesses da 
vítima e tem direito a produzir prova e apresentar alegações finais, não se pode 
tolher esse direito. Assim, a decisão do Juiz encontra respaldo no § 2.º do art. 403 do 
CPP, devendo ser levado em consideração, para efeito de estabelecimento de tempo 
de duração de fala, a proporcionalidade ali estabelecida. Ou seja, metade do tempo 
de fala do acusador principal. Assim, no caso em tela, o mais lógico seria o Juiz ter 
estabelecido o prazo de 1 hora para o Ministério Público (correspondente aos vinte 
minutos apontados no caput do art. 403) e de meia hora para o assistente de 
acusação (que corresponderia aos dez minutos previstos no referido parágrafo). 
Referência ainda ao art. 477/CPP. 
0,100 
4. Tanto o Juiz, como o Tribunal, em face do princípio da plenitude de defesa, deve 
conhecer dos dois recursos, mas analisar somente um deles, pois a legitimidade 
para recorrer, embora haja, na legislação a inclusão do Ministério Público, no caso 
em tela, quem, na realidade está recorrendo é o acusado condenado, que no 
momento tem dois sujeitos processuais defendendo seu direito. Assim, em última 
análise, há um só recorrente, embora defendido por dois sujeitos processuais 
diferentes. 
0,100 
5. A apelação pode ser interposta por petição ou por termo nos autos. Quando 
interposta por termo nos autos prescinde de formalidades. Por outro lado, a limitação 
de apelação das decisões do Tribunal do Júri ofende a plenitude de defesa e o 
direito ao Segundo Grau de Jurisdição, razão pela qual o fato de a defesa e/ou da 
acusação interporem o recurso de apelação por termo nos autos, deve ser 
considerado como se tivessem interposto recurso com fundamento em todas as 
hipóteses previstas no inciso III do art. 593 do CPP. E nas razões apresentadas é 
que se terá exatamente qual foi a extensão da apelação interposta. 
0,100 
6. Ainda em homenagem ao princípio da plenitude de defesa, as razões oferecidas 
fora do prazo (veja que as razões são defensivas) devem ser mantidas e o Tribunal 
deverá analisar todas as teses apresentadas pelo Ministério Público em defesa do 
acusado e, eventualmente, em caráter supletivo, analisar qualquer outra tese 
apresentada pelo defensor. 
0,100 
7. Não pode alterar parcialmente a decisão do Júri. A decisão é soberana. A 
qualificadora faz parte do tipo penal. Se a decisão é manifestamente contrária à 
prova dos autos (total ou parcialmente) o Tribunal deverá anular o Júri e determinar 
seja o acusado submetido a novo julgamento. O § 3.º do art. 593 do CPP deixa clara 
a possibilidade de o Tribunal ad quem, entendendo que a decisão dos jurados não 
está em conformidade com a prova contida nos autos, determinar novo julgamento, 
independentemente de a prova se referir ao fato principal ou se referir a alguma 
qualificadora 
0,100 
Nível de Persuasão: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 32, 
§2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,150 
Redação Técnico-Jurídica: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 
32, §2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,150 
pcimarkpci MjgwNDowMmU4OjgwMjQ6MjkwMDo1MWUyOjY4YTg6MDZkMjo3MjQ4:VGh1LCAxMiBKdW4gMjAyNSAxMzo1Mzo1MyAtMDMwMA==
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 16 
 
 
4ª QUESTÃO = 1,000 PONTO 
PROMOÇÃO DE ARQUIVAMENTO OU PRONUNCIAMENTO EQUIVALENTE DIRIGIDA AO 
JUÍZO DA 2ª VARA DA COMARCA DE MARTE/SC 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
máxima 
Necessidade de enquadramento dos fatos e circunstâncias delituosas 
constantes no Procedimento Investigatório Criminal – PIC n. 1/2014, nos 
seguintes ilícitos penais: 
a) Art. 359-C, do CP (para Alibabá), devendo o candidato, para tanto (em especial 
para fins de subsunção à referida norma), consignar: 
- menção ao PCP 21/00370222 efetuado pelos auditores fiscais do TCE em 
procedimento de prestação de contas e que constataram o comprometimento, 
mediante obrigações assumidas nos dois últimos quadrimestres do mandato, de 
quantia superior àquela deixada em caixa no final da administração com relação a 
despesas que têm fonte de recurso vinculada, ainda que o balanço final da gestão 
tenha sido superavitário; e menção ao relatório técnico elaborado pelo Centrode 
Apoio Operacional Técnico, do MPSC; 
- Referência que Alibabá, nos últimos dois quadrimestres do mandato, ordenou ou 
autorizou a assunção de despesas ordinárias no montante de R$300.000,00 do mês 
de junho de 2012 e despesas no valor de R$467.000,00 vinculadas a duas fontes de 
recursos: FR 54, no valor de R$167.000,00, (mês de maio de 2012) e FR 70, no 
valor de R$ 300.000,00, (mês de julho de 2012); 
- Referência que Alibabá também firmou, pessoalmente, notas de empenho 
autorizando a liquidação de despesas sem que exista contrapartida de caixa 
disponível para pagamento no exercício seguinte; 
- Referência da adequação dos fatos à figura do art. 359-C do CP, mais pontual, pois 
retrata duas maneiras apenas de contratação de obrigação, em desacordo com 
normas financeiras, ao passo que a norma contida no art. 1º, V, do Decreto-Lei n. 
201/1967 abrange um número maior de comportamentos. A resolução do conflito 
aparente de normas é uma forma de assegurar a taxatividade da Lei Penal, de modo 
que o tipo mais objetivo deve ter incidência em detrimento do tipo mais aberto. Além 
disso, o art. 359-C, do CP, foi lá inserido pela Lei n. 10.028/2000 enquanto a norma 
do Decreto-Lei tem a mesma redação desde sua edição, de forma que o critério da 
sucessividade também favorece a aplicação do artigo presente no CP; 
- Referência que a conduta, em tese, contrariou o disposto no art. 8º, parágrafo único 
(“Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados 
exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício 
diverso daquele em que ocorrer o ingresso”) e 42, caput, da Lei Complementar n. 
101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) que veda ao titular de mandato a 
contratação de despesas nos últimos oito meses do mandato, sem que haja 
disponibilidade de caixa para saldá-las. 
0,225 
b) Art. 1º, inciso V, do Decreto-Lei n. 201/1967 (para Alibabá), devendo o candidato, 
para tanto (em especial para fins de subsunção à referida norma), consignar: 
- referência que toda despesa pública, para ser considerada legal, deve ser 
precedida de prévio empenho (especificada na questão pela inserção do artigo 60 da 
Lei n. 4.320/1964); 
- menção ao PCP 21/00370222 efetuado pelos auditores fiscais do TCE em 
procedimento de prestação de contas e que constataram a liquidação sem o prévio 
empenho necessário das despesas do contrato firmado com a empresa Cadeado 
Seguro em 27.10.2012; 
- menção ao relatório técnico elaborado pelo Centro de Apoio Operacional Técnico, 
do MPSC que evidencia a assinatura do cheque para pagamento do referido contrato 
no valor de R$342.566,00; 
0,150 
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COMISSÃO DE CONCURSO 
 17 
- Referência ao fato do art. 1º, V, do Decreto-Lei n. 201/1967 ser norma penal em 
branco, mencionando o artigo 60 da Lei n. 4.320/1964 colacionada na questão; 
Manifestação quanto ao requerimento do advogado de Alibabá de que a notícia era 
inverídica, alegando que haveria em caixa no final do ano, mais de R$1.100.000,00, 
valor suficiente para atender as despesas contraídas, indicando como prova o 
balanço financeiro acostado por Alberto. 
- Necessidade de afastamento do argumento com base no artigo 8º, parágrafo único, 
da Lei n. 101/2000 que estabelece que “Os recursos legalmente vinculados a 
finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua 
vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso”. 
0,065 
Manifestação quanto ao requerimento do advogado de Alibabá da ilegitimidade 
passiva deste, sob argumento da impossibilidade de responsabilidade penal objetiva. 
- Não configuração de hipótese de responsabilidade penal objetiva. Referência que a 
alegação de "impossibilidade de responsabilidade penal objetiva" não diz respeito à 
condição da ação, e sim ao mérito (notadamente, à existência de prova de que foi o 
então investigado o responsável direto pela conduta a ele atribuída). De qualquer 
forma, a responsabilidade penal ou mesmo a imputação da autoria, em tese (e no 
caso concreto), vem respaldada na afirmação do contador Ildo sobre o conhecimento 
prévio de Alibabá, bem como pelo relatório do Centro de Apoio Operacional Técnico, 
do Ministério Público Estadual, demonstrando que Alibabá teria, inclusive, assinado 
os empenhos das obrigações sem disponibilidade de caixa, bem como o cheque 
para pagamento da empresa Cadeado Seguro. 
0,060 
Promoção de arquivamento quanto à pessoa de Alibabá pela atipicidade da conduta 
de assunção de obrigação sem a correspondente disponibilidade do caixa quanto à 
despesa vinculada ao mês de abril de 2012, no valor de R$133.000,00, 
considerando que não pertencem aos dois últimos quadrimestres do último ano do 
mandato de 2012. 
0,075 
Promoção de arquivamento ou pronunciamento equivalente postulando a declaração 
e/ou decretação da extinção da punibilidade pela incidência da prescrição da 
pretensão punitiva do Estado quanto aos fatos acima subsumidos no disposto no art. 
359-C, do CP e art. 1º, inciso V, do Decreto-Lei n. 201/1967, ambos para Alibabá. 
Prazo regulado pela pena em abstrato (art. 359-C, do CP, com pena máxima de 4 
anos; e art. 1º, inciso V, do Decreto-Lei n. 201/1967, com pena máxima de 3 anos). 
Transcurso de mais de 4 anos entre a data dos eventos delituosos até o presente 
momento sem qualquer marco interruptivo. 
Necessidade de conjugação das regras previstas nos arts. 107, inciso IV, 109, inciso 
IV e 115, todos do Código Penal, em razão de o investigado ter mais de 70 (setenta) 
anos de idade (Alibabá, nascido em 2.1.1947). 
0,125 
Nível de Persuasão: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 32, 
§2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,150 
Redação Técnico-Jurídica: Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e Item 
32, §2o, da Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,150 
 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
1 
 
 
 
21º COMUNICADO 
 
 
A Comissão de Concurso informa, em cumprimento ao disposto no item 
6.6 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ, a republicação, por incorreção, do 
gabarito da prova de Direito Civil, Direito Processual Civil, Direito da Infância e 
Adolescência e Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos do processo 
seletivo preambular discursivo, conforme segue abaixo. 
 
Florianópolis, 11 de outubro de 2019. 
 
 
 
HENRIQUE LAUS AIETA 
Promotor de Justiça 
Secretário da Comissão de Concurso 
 
 
1ª QUESTÃO = 6,000 PONTOS 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
Máxima 
Item 1 0,550 
1.1 Ação civil pública por ato de improbidade administrativa. (0,050) 
1.2 Cumulada com pedido de reparação de danos ambientais. (0,050) 
1.3 Legitimidade ativa do Ministério Público: 
1.3.1 Geral - art. 129, III, da CF; art. 17 da Lei n. 8.429/1992; art. 5º, I, da 
Lei n. Lei 7.347/1985; art.14, §1º, da Lei n. 6.938/1981. 
(0,030) 
1.3.2 CDC - art. 81, III, art. 82, I, da Lei n. 8.078/1990. (0,020) 
1.4 Legitimidade passiva: Pedro Silva, Prefeito Municipal; Lindomar 
Ferreira, Secretário Municipal da Saúde; Farmácia Bom Preço LTDA; 
Hidroelétrica Rio Grande LTDA e vereadores Nicássio Taborda; Paulo 
Romão; Carlos Duarte; Ivo Dutra; Amilcar Donateli. 
(0,100) 
1.5 Não inclusão de parte passiva indevida. (0,200) 
1.6 Indicação do amparo legal para a cumulação de pedidos - art. 327 do 
CPC 
(0,100) 
Item 2 - Compra sem processo licitatório que causa prejuízo ao erário. 0,250 
2.1 Correta descrição do fato e dos fundamentos jurídicos (art. 37, XXI, da 
CF; art. 2º e 23, II, b, da Lei n. 8.666/1993, art. 10 da Lei n. 8.429/1992). 
(0,100) 
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 COMISSÃODE CONCURSO 
2 
 
2.2 Parte passiva: Lindomar Ferreira, Secretário Municipal da Saúde. (0,050) 
2.3 Não inclusão de parte passiva indevida. (0,100) 
Item 3 - Simulação de compra de medicamentos para formalizar 
compra feita anteriormente. 
0,250 
3.1 Correta descrição do fato e dos fundamentos jurídicos (art. 37, XXI, e 
art. 2º da Lei n. 8.666/1993, e art. 11 da Lei n. 8.429/1992). 
(0,100) 
3.2 Parte Passiva: Pedro Silva, Prefeito Municipal e Lindomar Ferreira, 
Secretário de Saúde. 
(0,050) 
3.3 Não Inclusão de parte passiva indevida. (0,100) 
Item 4 - Enriquecimento ilícito decorrente da compra de 
medicamentos. 
0,300 
4.1 Correta descrição do fato e dos fundamentos jurídicos (art. 9º da Lei n. 
8.429/1992). 
(0,100) 
4.2 Parte passiva: Pedro Silva, Prefeito Municipal; Vereadores Nicássio 
Taborda, Paulo Romão, Carlos Duarte, Ivo Dutra e Amilcar Donateli, e 
Farmácia Bom Preço LTDA. 
(0,100) 
4.3 Não inclusão de parte passiva indevida. (0,100) 
Item 5 - Inobservância do rito legislativo. 0,250 
5.1 Correta descrição dos fatos e dos fundamentos jurídicos (art. 37, caput, 
CF, conduta típica do art. 11 da Lei n. 8.429/1992). 
(0,100) 
5.2 Parte passiva: Vereadores Nicássio Taborda, Paulo Romão, Carlos 
Duarte, Ivo Dutra e Amilcar Donateli. 
(0,100) 
5.3 Não inclusão de parte passiva indevida. (0,050) 
Item 6 - Concessão de licença para construção de barragem 
dispensando demais autorizações. 
0,150 
6.1 Correta descrição dos fatos e dos fundamentos jurídicos (art. 37, caput, 
da CF, e art. 11 da Lei n. 8.429/1992). 
(0,100) 
6.2 Parte passiva: Pedro Silva, Prefeito Municipal (0,050) 
Item 7 - Enriquecimento ilícito. Partilha do incentivo fiscal entre 
sócios. 
0,260 
7.1 Correta descrição do fato e dos fundamentos jurídicos (art. 9º da Lei n. 
8.429/1992). 
(0,100) 
7.2 Partes passivas, pessoas físicas: Pedro Silva, Prefeito Municipal, 
Nicássio Taborda, Paulo Romão, Carlos Duarte, Ivo Dutra, Amilcar 
Donateli, Vereadores. 
(0,060) 
7.3 Partes passivas, pessoa jurídica: Hidroelétrica Rio Grande LTDA. (0,100) 
Item 8 - Reparação do dano ambiental pelo rompimento da barragem 0,450 
8.1 Correta descrição dos fatos - referindo especialmente tratar-se de (0,300) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
3 
 
interesse individual, qualificado pela destruição de APP, da 
responsabilidade pela reparação (inclusive objetiva, por força da teoria do 
risco integral) - e dos fundamentos jurídicos (art. 225, §3º, da CF, art. 14, 
§1º, da Lei n. 6.938/1981, e art. 927 do CC). 
8.2 Parte passiva: Hidroelétrica Rio Grande LTDA. (0,050) 
8.3 Não inclusão de parte passiva indevida. (0,100) 
Item 9 - Pedido liminar de indisponibilidade de bens de Pedro Silva, 
Prefeito Municipal, e de Nicássio Taborda, Paulo Romão, Carlos 
Duarte, Ivo Dutra, Amilcar Donateli Vereadores; da Farmácia Bom 
Preço LTDA e da Hidroelétrica Rio Grande LTDA. em razão do 
enriquecimento ilícito (art. 16 da Lei n. 8.429/1992). 
0,160 
Item 10 - Pedido liminar de afastamento do vereador Nicássio Taborda 
reeleito das funções de Presidente da Câmara (art. 20, parágrafo 
único, da Lei n. 8.429/1992). 
0,100 
Item 11 - Pedidos condenatórios 0,700 
11.1 Fato 1: Compra sem licitação que causa prejuízo. Lindomar Ferreira, 
Secretário de Saúde. Art.10 da Lei n. 8.429/1992. Penas do art. 12, II, da 
Lei n. 8.429/1992. 
(0,100) 
11.2 Fato 2: Compra simulada, Pedro da Silva, Prefeito Municipal e 
Lindomar Ferreira, Secretário de Saúde. Art. 11 da Lei n. 8.429/1992. 
Penas do art. 12, III, da Lei n. 8.429/1992. 
(0,100) 
11.3 Fato 3: Enriquecimento ilícito. Pedro Silva, Prefeito Municipal, Nicássio 
Taborda, Paulo Romão, Carlos Duarte, Ivo Dutra, Amilcar Donateli, 
Vereadores; Farmácia Bom Preço LTDA. Art. 9º da Lei n. 8.429/1992. 
Penas do art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992 
(0,100) 
11.4 Fato 4: Inobservância do rito legislativo. Nicássio Taborda, Paulo 
Romão, Carlos Duarte, Ivo Dutra, Amilcar Donateli, Vereadores. Art.11 da 
Lei n. 8.429/1992. Penas do art.12, III, da Lei n. 8.429/1992. 
(0,100) 
11.5 Fato 5: Dispensa de licenças para construção de barragem. Pedro da 
Silva, Prefeito Municipal. Art. 11 da Lei n. 8.429/1992 - Penas do art.12, III, 
da Lei n. 8.429/1992. 
(0,100) 
11.6 Fato 6: Enriquecimento ilícito. Partilha do incentivo. Pedro Silva, 
Prefeito Municipal, Nicássio Taborda, Paulo Romão, Carlos Duarte, Ivo 
Dutra, Amilcar Donateli, Vereadores. Art. 9º da Lei n. 8.429/1992. Penas do 
art. 12, I, da Lei n. 8.429/1992. 
(0,100) 
11.7 Fato 7: Condenação ao pagamento dos danos materiais e ambientais 
e, inclusive, a recuperação da área degradada. Hidroelétrica Rio Grande 
LTDA. art. 225, §3º, da CF, art. 14, §1º, da Lei 6.938/1981, e art. 927 do 
CC. 
(0,100) 
Item 12 - Requerimentos complementares 0,330 
12.1 Compras em situação de calamidade. Não imputação do fato. 
Providencia autorizada pelo art. 24, IV, da Lei n. 8.666/1993. 
(0,100) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
4 
 
12.2 Pedido de que o pagamento dos danos relativos à improbidade seja 
feito em favor do Município (art. 18 da Lei n. 8.429/1992). 
(0,100) 
12.3 Valor da causa. (art. 12 da Lei n.8.429/1992 e 292 e 319, V, do CPC) (0,050) 
12.4 Isenção de Custas (art. 18 da Lei n. 7.347/1985). (0,020) 
12.5 Notificação prévia dos requeridos (art.17, §7º, da Lei n. 8.429/1992) (0,060) 
Item 13 - Indicação de outras providências 0,450 
13.1 Indicar, com o respectivo amparo legal, necessidade de submeter a 
decisão de arquivamento do Inquérito Civil, na parte que diz respeito à 
investigação do cumprimento da jornada de trabalho por servidores, ao 
Conselho Superior do Ministério Público (art. 9º, §3º, da Lei 7.347/1985). 
(0,250) 
13.2 Indicar, com o respectivo amparo legal, a necessidade de propor, em 
separado, ação de improbidade contra o Secretário-Geral da Câmara 
Municipal, Josias Campeiro, diante da impossibilidade de cumular o pedido 
(art. 327 do CPC). 
(0,200) 
Nível de persuasão 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, § 2º, da Resolução 
nº 002/2018/CSMP. 
0,900 
Redação Técnico-Jurídica 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, § 2º, da Resolução 
nº 002/2018/CSMP. 
0,900 
 
 
2ª QUESTÃO = 2,000 PONTOS 
ITENS AVALIADOS 
Pontuação 
Máxima 
1) Solidariedade Intergeracional 0,140 
(1.1) Descrição 
Encontra destaque tanto no Direito Ambiental e possui, inclusive, matriz 
constitucional no art. 225 da CF. Ele se caracteriza pela necessária 
solidariedade entre as gerações futuras e presentes no sentido de 
preservar o meio ambiente, atuando de forma sustentável a fim de que as 
próximas gerações possam continuar usufruindo dos recursos naturais. 
Também encontra espaço no direito previdenciário, estabelecendo que toda 
a sociedade economicamente ativa e o Estado devem contribuir para o 
pagamento dos inativos de hoje. 
(0,080) 
 
(1.2) Doutrina 
O princípio reconhece uma responsabilidade de preservação do meio 
ambiente em condições adequadas para as futuras gerações (LEMOS), por 
exemplo. 
(0,030) 
(1.3) Jurisprudência 
O STJ (REsp 1775867), ao analisar questões relativas à supressão de 
vegetação, já reconheceu que esse princípio estabelece responsabilidades 
(0,030) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
5 
 
morais e jurídicas para as gerações humanas presentes em vista da ideia 
de justiça intergeracional, ou seja, justiça e equidade entre gerações 
humanas distintas, por exemplo. 
No aspecto previdenciário, o STJ, quando da análise de questões 
envolvendo reajuste de plano de saúde em virtude damudança de faixa 
etária (REsp 1568244), também faz menção expressa a este princípio, por 
exemplo. 
2) Continuidade ou Permanência 0,140 
(2.1) Descrição 
Encontra destaque no direito administrativo, principalmente no campo da 
prestação dos serviços públicos. Está inserido no art. 175, parágrafo único, 
inciso IV, da CF e também, de forma mais direta, no artigo 22 do CDC, 
razão pela qual alguns até defendem se tratar de princípio de direito do 
consumidor. Entende-se, por este princípio, que os serviços públicos 
devem ser prestados de maneira contínua, ou seja, sem parar. Isso porque 
é justamente pelos serviços públicos que o Estado desempenha suas 
funções essenciais ou necessárias à coletividade. A consequência lógica 
desse fato é a de que não podem os serviços públicos ser interrompidos, 
devendo, ao contrário, ter normal continuidade. 
(0,080) 
(2.2) Doutrina 
A prestação de serviços públicos não deve sofrer interrupções, de forma a 
evitar colapso nas atividades particulares. A continuidade deve estimular o 
Estado ao aperfeiçoamento e à extensão do serviço, recorrendo à 
tecnologia moderna, de forma a adaptar-se a atividade às novas exigências 
sociais (CARVALHO FILHO), por exemplo. 
(0,030) 
(2.3) Jurisprudência 
Ao tratar de questão relativa a remoções de ofício de servidores públicos, o 
STJ adotou o referido princípio (AgInt no RMS 55226), por exemplo. 
(0,030) 
3) Conformidade Funcional 0,140 
(3.1) Descrição 
Encontra destaque no direito constitucional e caracteriza-se por atuar no 
sentido de impedir que os órgãos encarregados da interpretação da 
Constituição, sobretudo o STF, cheguem a um resultado contrário ao 
esquema organizatório-funcional estabelecido por ela. Também 
denominado de exatidão funcional ou justeza, o princípio da conformidade 
funcional é um dos princípios interpretativos das normas constitucionais. 
(0,080) 
(3.2) Doutrina 
Visa impedir, em sede de concretização da Constituição, a alteração de 
repartição de funções constitucionalmente estabelecidas (CANOTILHO), 
por exemplo. 
(0,030) 
(3.3) Jurisprudência 
O STF (MS33340) reconhece expressamente o referido princípio quando 
assevera que o princípio da conformidade funcional a que se refere 
Canotilho, também, reforça a conclusão de que os órgãos criados pela 
Constituição da República, tal como o TCU, devem se manter no quadro 
(0,030) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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normativo de suas competências, sem que tenham autonomia para abrir 
mão daquilo que o constituinte lhe entregou em termos de competências, 
por exemplo. 
4) Socialidade 0,140 
(4.1) Descrição 
Encontra destaque e é norteador do próprio Direito Civil - princípio 
infraconstitucional. Ele permeia as relações privadas por força dos 
conceitos do abuso de direito (arts. 187 e 1.228, § 2º, do CC), da função 
social da propriedade (art. 1228, § 1º, do CC) e do contrato (art. 421 do 
CC). Ao estatuir que o contrato e a propriedade não são direitos absolutos, 
mas sim apenas reconhecidos como direito subjetivo ou exercício legítimo 
da autonomia privada enquanto conciliados com os seus fins econômicos 
ou sociais, alinha, este princípio alinha o Código Civil ao texto 
constitucional. 
(0,080) 
(4.2) Doutrina 
O princípio da socialidade faz superar o caráter individualista do Código 
Civil de 1916, estabelecendo o predomínio do social sobre o individual 
(REALE), por exemplo. 
(0,030) 
(4.3) Jurisprudência 
O STJ (Resp 1148631) ao decidir questões relativas à comprovação da 
posse, asseverou que esta pode ser efetuada com base no justo título, o 
qual deve ser compreendido segundo os princípios da socialidade, 
eticidade e operabilidade, por exemplo. 
(0.030) 
5) Uniformidade Geográfica 0,140 
(5.1) Descrição 
Encontra destaque no Direito Tributário, inclusive no âmbito constitucional, 
quando, no inciso I do art. 151, a Constituição Federal veda, de forma 
expressa, a União de instituir tributo que não seja uniforme em todo o 
território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a 
Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, 
admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o 
equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões 
do País. 
(0,080) 
(5.2) Doutrina 
Este princípio proíbe que a União institua tributo não uniforme em todo o 
país, ou dê preferência a Estado, Município ou ao Distrito Federal em 
detrimento de outro ente federativo (JESUS), por exemplo. 
(0,030) 
(5.3) Jurisprudência 
O STF, ao tratar da questão relativa ao IPI sobre o açúcar, já decidiu (AI 
729667) que a utilização do IPI como instrumento de promoção do 
desenvolvimento nacional e de superação das desigualdades regionais não 
caracteriza desvio de finalidade e não ofende o princípio da uniformidade 
geográfica, por exemplo. 
(0,030) 
6) Adstrição 0,140 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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(6.1) Descrição 
Encontra destaque no âmbito do direito processual. Inserido no art. 492 do 
CPC -princípio infraconstitucional-, veda a possibilidade de se proferir 
decisão de natureza diversa da pedida ou condenar a parte em quantidade 
superior ou objeto diverso do que lhe foi demandado. 
(0,080) 
(6.2) Doutrina 
Este princípio decorre do princípio da demanda deve o juiz, ao proferir a 
sentença, decidir o mérito nos limites propostos pelas partes, não podendo 
proferir de natureza diversa da pedida e nem condenar em quantidade 
superior ou objeto diverso do demandado (MEDINA), por exemplo. 
(0,030) 
(6.3) Jurisprudência 
O STJ já firmou tese de que não configura julgamento ultra ou extra petita, 
com violação ao princípio da adstrição, o provimento exarado nos limites do 
pedido, o qual deve ser interpretado a partir de toda a petição inicial (AGInt 
no REsp 1761218), por exemplo. 
(0,030) 
7) Intranscendência Subjetiva 0,140 
(7.1) Descrição 
Encontra destaque no Direito Administrativo e estabelece proibição de 
aplicação de sanção administrativa que ultrapasse a pessoa do infrator. 
Exemplo deste princípio pode ser extraído da Súmula 615 do STJ: Não 
pode ocorrer ou permanecer a inscrição do município em cadastros 
restritivos fundada em irregularidades na gestão anterior quando, na gestão 
sucessora, são tomadas as providências cabíveis à reparação dos danos 
eventualmente cometidos. 
(0,080) 
(7.2) Doutrina 
Por este princípio não podem ser impostas sanções e restrições que 
superem a dimensão estritamente pessoal do infrator e atinjam pessoas 
que não tenham sido as causadoras do dano (CAVALCANTE), por 
exemplo. 
(0,030) 
(7.3) Jurisprudência 
O STF (ACO 2795) reconheceu o referido princípio ao decidir que ele inibe 
a aplicação de severas sanções às administrações por ato de gestão 
anterior à assunção dos deveres públicos, por exemplo. 
(0,030) 
8) Operabilidade 0,140 
(8.1) Descrição 
O princípio da operabilidade encontra destaque no Direito Civil - princípio 
infraconstitucional - e visa simplificar a compreensão e a aplicação do 
direito e a alcançar uma maior efetividade desta aplicação. 
(0,080) 
(8.2) Doutrina 
Por este princípio procura-se a superação de divergências teoréticas e 
formais, acerca de institutos de direito, pela sua capacidade de ser 
executado (GODOY), por exemplo. 
(0,030) 
(8.3) Jurisprudência 
O STJ (REsp 1148631) ao decidir questões relativas à comprovação da 
(0,030) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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posse, asseverou que esta pode ser efetuada com base no justo título, o 
qual deve ser compreendido segundo os princípios da socialidade, 
eticidade e operabilidade,por exemplo. 
9) Não Afetação 0,140 
(9.1) Descrição 
Destaca-se no âmbito do Direito Constitucional, Tributário e Financeiro e 
pode ser observado no art. 167, IV, da CF. Esse princípio veda a vinculação 
de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, salvo algumas exceções 
inseridas no corpo da Constituição que vem sendo ampliadas por meio de 
emendas constitucionais. Dessa forma, estão alheios à vedação a 
repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os 
arts. 158 e 159; a destinação de recursos para as ações e serviços de 
saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para a realização 
de atividades da administração tributária, como determinado, 
respectivamente, pelos arts. 198, § 2°, 212 e 37, XXII, e a prestação de 
garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no 
art. 165, § 8°, bem como o disposto no § 4° do art. 167. 
(0,080) 
(9.2) Doutrina 
Este princípio enuncia a vedação constitucional, dirigida ao legislador, de 
vincular receita de imposto a órgão, fundo ou despesa, mas vem perdendo 
relevância em virtude das inúmeras exceções criadas por sucessivas 
emendas constitucionais (TORRES), por exemplo. 
(0,030) 
(9.3) Jurisprudência 
O STF (ARE 665921) ao analisar lei municipal que afetava receitas de 
ICMS a Fundo Municipal, declarou, com base nesse princípio, sua 
inconstitucionalidade, por exemplo. 
(0,030) 
10) Juízo Imediato 0,140 
(10.1) Descrição 
Destaca-se na área do direito processual afeto à proteção da criança e do 
adolescente e se encontra positivado no artigo 147, incisos I e II, do ECA – 
princípio infraconstitucional. Por intermédio dele se estabelece a 
competência do juízo do local onde os pais ou os responsáveis pela criança 
ou o adolescente possuem seu domicílio. Em razão deste princípio, a 
competência territorial estabelecida pelo ECA ganha contornos de absoluta, 
pois necessário assegurar ao infante a convivência familiar e comunitária, 
bem como lhe ofertar a prestação jurisdicional de forma prioritária. 
(0,080) 
(10.2) Doutrina 
O referido princípio estabelece que a competência para apreciar e julgar 
medidas, ações e procedimentos que tutelam interesses, direitos e 
garantias positivados no ECA é determinado pelo lugar onde a criança ou o 
adolescente exerce, com regularidade, seu direito a convivência familiar ou 
comunitária (CAVALCANTE), por exemplo. 
(0,030) 
(10.3) Jurisprudência 
O STJ já editou a Súmula 383, que resguarda a competência do foro do 
domicílio do detentor da guarda em ações conexas de interesse de menor 
(0,030) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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e também já decidiu (CC 157473) que o princípio do juízo imediato fixado 
nos incisos I e II do art. 147 do ECA excepciona as regras gerais de 
competência estabelecida no CPC, garantindo uma tutela jurisdicional mais 
eficaz e segura ao menor, por exemplo. 
Nível de persuasão 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, §. 2º, da Resolução 
nº 002/2018/CSMP. 
0,300 
Redação Técnico-jurídica 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, §. 2º, da Resolução 
nº 002/2018/CSMP. 
0,300 
 
 
3ª QUESTÃO = 2,000 PONTOS 
 
ITENS AVALIADOS 
 
Pontuação 
máxima 
1) Inicial 0,100 
(1.1) Sim. A suspensão de todas as ações e execuções propostas por 
credores sujeitos ao plano de recuperação judicial é prevista no art. 6º 
caput e art. 52, inc. III, ambos da Lei n. 11.101/2005, com as exceções dos 
§§§ 1º, 2º e 7º do art. 6º e §§3º e 4º do art. 49, da lei de regência. 
(0,035) 
(1.2) Sim - Prazo - 180 dias (art. 6º, § 4º Lei n. 11.101/2005) é prorrogável 
desde que justificada a necessidade de prorrogação do prazo e a sociedade 
empresária em recuperação judicial não tenha dado causa à dilatação do 
prazo pretendido (Jurisprudência do STJ). 
(0,065) 
2) Das impugnações 0,200 
(2.1) Os bancos BADESC e JJ BANK OF AMERICA, por se encontrarem na 
posição de proprietários fiduciários, de que trata o art. 49, § 3º da Lei n. 
11.101/2005, não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. 
(0,035) 
(2.2) A garantia de cessão fiduciária se equipara à de alienação fiduciária 
do art. 49, § 3º da Lei n. 11.101/2005, não se submetendo aos efeitos da 
recuperação judicial. Porém, como apenas parte do crédito do BANCO 
CRÉDITO BRASIL S.A. é coberto pela garantia, isto é até o limite de 60% 
(R$ 300.000,00), o valor excedente (R$ 200.000,00) deverá ser relacionado 
na recuperação judicial. (Jurisprudência do STJ). 
(0,100) 
(2.3) O BANK AND MONEY DO BRASIL S.A., por ser titular de crédito 
decorrente de contrato de adiantamento de câmbio para exportação, não 
se submete ao processo de recuperação judicial, conforme art. 49, § 4 (que 
remete ao art. 86, inc. I) da Lei n. 11.101/2005. 
(0,065) 
3) Do Plano de Recuperação Judicial 0,200 
(3.1) Sim, os meios de recuperação judicial referidos estão previstos no art. 
50, incisos I e XI da Lei n. 11.101/2005. 
(0,035) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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(3.2) A novação prevista no art. 360, inc. I, do Código Civil difere da prevista 
no art. 59 da Lei n. 11.101/2005, pois esta possui natureza sui generis, pois 
para que se configure, necessariamente deve ser precedida de uma 
condição resolutiva para operar-se. Isto é, para que se opere a novação do 
art. 59 da Lei n. 11.101/2005 necessário que se dê o cumprimento de todas 
as obrigações previstas no plano que se vencerem até dois anos depois da 
concessão da recuperação judicial (art. 61, da Lei n. 11.101/2005), pois 
“decretada a falência, os credores terão reconstituídos seus direitos e 
garantias nas condições originalmente contratadas” (§ 2º do art. 73 da Lei 
n. 11.101/2005). (Jurisprudência do STJ). 
(0,095) 
(3.3) Venda de imóveis previsto no plano de recuperação deverá dar-se na 
forma do art. 142, como previsto no art. 60 da Lei n. 11.101/2005, ou seja: I 
- leilão, por lances orais; II - propostas fechadas; III pregão. 
(0,035) 
(3.4) O arrematante de ativos não sucede a empresa devedora nas 
obrigações, visto que, conforme expressa disposição do parágrafo único do 
art. 60 “o objeto estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do 
arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de obrigação 
tributária, observado o disposto no § 1º do art. 141” da Lei n. 11.101/2005. 
(0.035) 
4) Bens de capital Essenciais para atividade empresarial 0,200 
(4.1) O pedido não é de todo procedente, pois a essencialidade dos bens, 
frente ao objeto social da sociedade empresária devedora (costura e 
distribuição de mercadorias) se restringe ao furgão e às 5 (cinco) máquinas 
adquiridas por financiamento com alienação fiduciária em garantia, bens 
estes que deverão continuar na posse da empresa durante o período de 
que trata o art. 6º, § 4º - art. 49, § 3º (in fine), da Lei n. 11.101/2005. 
Os veículos de luxo de uso particular dos sócios não podem ser 
considerados bens de capital essenciais para a atividade empresarial da 
devedora, motivo pelo qual as ações de busca e apreensão destes veículos 
poderão ter regular seguimento, sem interferência do juízo da recuperação 
judicial. 
(0,100) 
(4.2) Sim. O pedido foi corretamente dirigido ao juízo da recuperação 
judicial, porquanto a competência para decidir sobre atos que importem em 
constrição e venda do patrimônio de empresa em recuperação é do juízo 
em que se processa a recuperação judicial. (Jurisprudência do STJ – 
conflitos de competência). 
(0,100) 
5) Venda de todos os bens imóveis de propriedade consolidada da 
empresa frente as execuções fiscais. 
0,265 
(5.1) Os princípios devem ser sopesados, de modo que a empresa não 
poderá se desfazer dos bens imóveis penhorados em execuções fiscais, 
sem ofertar previamente outros benslivres e desembaraçados em 
substituição. A função social e recuperação da empresa não pode dar-se 
pelo não pagamento de tributos (vencidos ou vincendos). Acrescido a isso, 
o art. 50 da Lei n. 11.101/2005, ao se referir aos meios de recuperação 
judicial, ressalta “observada a legislação pertinente a cada caso”, prevendo 
no inciso XI, apenas “a venda parcial dos bens”. (Jurisprudência do STJ). 
(0,100) 
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(5.2) A suspensão das execuções de natureza fiscal pelo deferimento da 
recuperação judicial apenas se verificará em caso de adesão e regular 
cumprimento de parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e 
legislação específica de parte da empresa devedora - art. 6, § 7º da Lei n. 
11.101/2005. (Jurisprudência do STJ). 
(0,065) 
(5.3) Embora o processo de execução fiscal não se suspenda com o 
deferimento da recuperação judicial, os atos constritivos sobre o patrimônio 
do devedor devem ser submetidos ao juízo da recuperação judicial, para 
garantir o princípio da preservação da empresa. Os atos expropriatórios 
podem ser suspensos, caso possam vir a frustrar a recuperação levando a 
empresa à falência. (Jurisprudência do STJ – inclusive Tema 987). 
(0,100) 
6) Consumidor 0,135 
(6.1) Tanto a Ação Civil Pública como as ações indenizatórias, por 
reclamarem quantia ilíquida, terão prosseguimento no juízo no qual 
estiverem se processando - art. 6º, § 1º da Lei n. 11.101/2005. 
(0,035) 
(6.2) Os créditos constituídos e aqueles que, ainda não constituídos, 
derivem de responsabilidade por fato preexistente ao ajuizamento do 
pedido de recuperação judicial (29.3.2019) se submeterão ao plano (art. 49 
da Lei n. 11.101/2005). A responsabilidade civil, no caso, nasceu com a 
prática da publicidade enganosa (art. 37 do CDC – dano difuso), não 
entrega de mercadorias, entrega destas escoado o prazo combinado, ou 
ainda entrega de mercadoria defeituosa (art. 12 do CDC), 
independentemente da data de eventual acordo, sentença ou trânsito em 
julgado do reconhecimento do direito (crédito). (Jurisprudência do STJ). 
(0,100) 
7) A intervenção do Ministério Público nos processos de falência e 
recuperação judicial é recomendada sempre que presente interesse público 
evidente (na “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos 
interesses sociais e individuais indisponíveis” - art. 127, CF e art. 176 do 
CPC) e nas situações expressamente previstas nos dispositivos da Lei n. 
11.101/2005. 
A importância e necessidade da intervenção do Ministério Público nos 
processos de falência e recuperação judicial se deve especialmente para: 
1) coleta de elementos probatórios para apuração de conduta delituosa 
[crimes falimentares (arts. 168 a 178, da Lei n. 11.101/2005) e crimes contra 
a ordem tributária, econômica e relações de consumo (Lei n. 8.137/1990)]; 
2) fiscalizar os créditos relacionados nos processos de falência e 
recuperação judicial (valor e classificação – art. 8º), requerendo a exclusão 
dos falsos ou fraudulentos (art. 19 da Lei n. 11.101/2005); 3) garantir a 
lisura na indicação do administrador judicial ou dos membros do comitê de 
credores (requerendo a substituição dos nomeados em desacordo com a lei 
- art. 30, § 2, da Lei n. 11.101/2005); 4) fiscalizar as contas do administrador 
judicial em caso de falência (art. 154 da Lei n. 11.101/2005); 5) propor ação 
revocatória (com objetivo de coibir a prática de atos fraudulentos e 
prejudiciais aos credores – arts. 130 e 132 da Lei n. 11.101/2005); 6) velar 
pela função social da propriedade dos bens da empresa podendo impugnar 
a venda efetuada em qualquer das modalidades de alienação do ativo (art. 
0,300 
pcimarkpci MjgwNDowMmU4OjgwMjQ6MjkwMDo1MWUyOjY4YTg6MDZkMjo3MjQ4:VGh1LCAxMiBKdW4gMjAyNSAxMzo1Mzo1MyAtMDMwMA==
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
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143, da Lei n. 11.101/2005; 7) defesa da ordem econômica [art. 170 da CF 
defendendo os princípios da: função social da propriedade (III); livre 
concorrência (inc. IV); defesa do consumidor (inc. V); defesa do meio 
ambiente (inc. VI); busca do pleno emprego (inc. VIII); tratamento 
favorecido para empresas de pequeno porte (inc. IX)]. 
Nível de persuasão 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, § 2º, da Resolução 
n. 002/2018/CSMP. 
0,300 
Redação técnico-jurídica 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e art. 32, § 2º, da 
Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,300 
 
 
(Republicado por incorreção)Neste caso, se a norma 
complementar for uma lei excepcional que defina uma circunstância específica no 
contexto do qual o fato, se realizado, será típico, a revogação desta norma excepcional 
complementar por outra lei configurará “abolitio criminis”, nos termos do disposto no art. 
2º do Código Penal. 
86ª QUESTÃO: 
( ) Nos delitos imprudentes (ou culposos), a aferição da concreção do risco na implementação 
do evento típico (ou resultado) é um dos critérios da “teoria da imputação objetiva”. 
87ª QUESTÃO: 
( ) O arrependimento eficaz somente se configura (é necessário) em relação à tentativa 
perfeita. 
88ª QUESTÃO: 
( ) Se o objeto mediante o qual for praticado o crime de posse de arma de fogo for uma arma 
de fogo com numeração suprimida pelo sujeito, ocorrerá um concurso formal de delitos 
entre a posse e a supressão (Lei n. 10.826/2003). 
89ª QUESTÃO: 
( ) A configuração do crime de lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei n. 9.613/1998) pressupõe a 
demonstração da autoria e materialidade da infração penal anterior. 
90ª QUESTÃO: 
( ) Para a configuração do crime de oferecimento de droga para consumo conjunto, tipificado 
no art. 33, § 3º, da Lei n. 11.343/2006, é necessária a prática da conduta mediante o dolo 
“específico”. 
91ª QUESTÃO: 
( ) No CP brasileiro, a situação correspondente ao estado de necessidade somente exclui a 
ilicitude do fato, e por isso não afeta a culpabilidade da conduta. 
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 17 
92ª QUESTÃO: 
( ) Os crimes omissivos próprios são os cujo tipo descreve a conduta omissiva de forma 
direta, e por isso não é necessária a incidência do art. 13, § 2º, do CP. 
93ª QUESTÃO: 
( ) O crime de disparo de arma de fogo (art. 15 da Lei n. 10.826/2003) se configura na 
modalidade preterdolosa se for praticado como meio para a execução de um homicídio 
(tipificado no art. 121, “caput”, do CP). 
94ª QUESTÃO: 
( ) Se o agente pratica homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 da Lei n. 
9.503/1997), em uma ocasião na qual estava conduzindo o veículo com a capacidade 
psicomotora alterada em razão da influência de álcool (art. 306 da Lei n. 9.503/1997), se 
implementa um concurso formal de delitos. 
DIREITO PROCESSUAL PENAL 
95ª QUESTÃO: 
( ) A notitia criminis de cognição imediata ocorre quando a autoridade policial toma 
conhecimento do fato delituoso através da apresentação do indivíduo preso em flagrante-
delito, enquanto a denúncia anônima é considerada notitia criminis inqualificada. 
96ª QUESTÃO: 
( ) A ação de prevenção penal é aquela ajuizada com a finalidade de se aplicar medida de 
segurança a acusado que, em virtude de doença mental ou de desenvolvimento mental 
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou omissão, absolutamente incapaz de 
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento. 
97ª QUESTÃO: 
( ) Segundo o Código de Processo Penal, não obstante a sentença absolutória no juízo 
criminal, a ação civil poderá ser proposta quando não tiver sido, categoricamente, 
reconhecida a inexistência material do fato. Não impedirão igualmente a propositura da 
ação civil: o despacho de arquivamento do inquérito ou das peças de informação; a decisão 
que julgar extinta a punibilidade; e a sentença absolutória que decidir que o fato imputado 
não constitui crime. 
 
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98ª QUESTÃO: 
( ) A competência será determinada pela continência quando também duas ou mais pessoas 
forem acusadas pela mesma infração, tal como no concurso necessário de pessoas. Neste 
caso, trata-se de modalidade de continência por cumulação objetiva. 
99ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Súmula n. 721 do Supremo Tribunal Federal que a competência constitucional do 
Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido 
exclusivamente pela Constituição Estadual. A Súmula Vinculante n. 45 do Supremo 
Tribunal Federal resultou da conversão da Súmula n. 721. 
100ª QUESTÃO: 
( ) Consoante o Código de Processo Penal, se a decisão sobre a existência da infração 
depender da solução de controvérsia, que o juiz repute séria e fundada, sobre o estado civil 
das pessoas, o juiz criminal poderá, desde que essa questão seja de difícil solução e não 
verse sobre direito cuja prova a lei civil limite, suspender o curso do processo até que no 
juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença passada em julgado, sem prejuízo, 
entretanto, da inquirição das testemunhas e de outras provas de natureza urgente. 
101ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece o Código de Processo Penal que nas exceções de suspeição, litispendência, 
ilegitimidade de parte e coisa julgada, será observado, no que lhes for aplicável, o disposto 
sobre a exceção de incompetência do juízo. As exceções serão processadas em autos 
apartados e suspenderão, em regra, o andamento da ação penal. 
102ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o Código de Processo Penal, o juiz, de ofício, a requerimento do Ministério 
Público ou do ofendido, ou mediante representação da autoridade policial, poderá ordenar 
o sequestro, em qualquer fase do processo ou ainda antes de oferecida a denúncia ou 
queixa, autuando-se em apartado e admitindo-se embargos de terceiro. 
103ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Penal, quanto ao incidente de falsidade, estabelece que qualquer que 
seja a decisão, não fará coisa julgada em prejuízo de ulterior processo penal ou civil. Da 
decisão que decidir o incidente de falsidade caberá recurso em sentido estrito. 
 
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104ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Penal, dar-se-á prioridade à realização do exame de 
corpo de delito quando se tratar de crime que envolva: violência ou grave ameaça contra 
pessoa; violência doméstica e familiar contra mulher; e violência contra criança, 
adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. 
105ª QUESTÃO: 
( ) Preceitua o Código de Processo Penal, na primeira parte do interrogatório, que o 
interrogando será perguntado sobre a residência, meios de vida ou profissão, 
oportunidades sociais, lugar onde exerce a sua atividade, se conhece as vítimas e 
testemunhas já inquiridas ou por inquirir, vida pregressa, notadamente se foi preso ou 
processado alguma vez e, em caso afirmativo, qual o juízo do processo, se houve 
suspensão condicional ou condenação, qual a pena imposta, se a cumpriu e outros dados 
familiares e sociais. 
106ª QUESTÃO: 
( ) Segundo o Pacto de São José da Costa Rica, durante o processo, toda pessoa tem direito, 
em plena igualdade, às garantias mínimas estabelecidas. A previsão de suspensão de 
garantias e das obrigações contraídas em virtude dessa Convenção em caso de guerra, de 
perigo público, ou de outra emergência que ameace a independência ou segurança do 
Estado-parte, não autoriza a suspensão de determinados direitos, tal como o direito ao 
nome e os direitos políticos, além do princípio da legalidade e da retroatividade. 
 107ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve o Código de Processo Penal, quanto ao reconhecimento de pessoa, que não terá 
aplicação na fase da instrução criminal ou em plenário de julgamento a disposição de que 
se houver razão para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de 
intimidação ou outra influência, não diga a verdade em face da pessoa que deve ser 
reconhecida, a autoridade providenciará para que esta não veja aquela. 
108ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 12.850/2013, quanto ao meio de obtenção da prova da colaboração premiada, 
dispõe que, em qualquer caso, a concessão do benefíciolevará em conta a personalidade 
do colaborador, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do fato 
criminoso e a eficácia da colaboração, deixando o acordo de colaboração premiada de ser 
sigiloso assim que oferecida a denúncia. 
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109ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei n. 12.850/2013, considerando a relevância da colaboração premiada 
prestada, o Ministério Público e o delegado de polícia, a qualquer tempo, poderão requerer 
ou representar ao juiz pela concessão de perdão judicial ao colaborador, ainda que esse 
benefício não tenha sido previsto na proposta inicial. 
110ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Penal, a proibição de ausentar-se do País será 
comunicada pelo juiz às autoridades encarregadas de fiscalizar as saídas do território 
nacional, intimando-se o indiciado ou acusado para entregar o passaporte, no prazo de 48 
(quarenta e oito) horas. 
111ª QUESTÃO: 
( ) Será exigido o reforço da fiança quando for inovada a classificação do delito, nos termos 
do Código de Processo Penal. 
112ª QUESTÃO: 
( ) O tempo de prisão provisória, de prisão administrativa ou de internação, no Brasil ou no 
estrangeiro, será computado para fins de determinação do regime inicial de pena privativa 
de liberdade, quando o juiz proferir sentença condenatória. 
113ª QUESTÃO: 
( ) No processo e julgamento dos crimes contra a propriedade imaterial quando os crimes 
forem de ação privativa do ofendido, não será admitida queixa com fundamento em 
apreensão e em perícia, se decorrido o prazo de 15 (quinze) dias, após a homologação do 
laudo. 
114ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Penal estabelece que a nulidade ocorrerá pela ausência da 
intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele intentada e nos da 
intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação privada. 
115ª QUESTÃO: 
( ) Segundo o Código de Processo Penal, nas apelações interpostas das sentenças proferidas 
em processos por crime a que a lei comine pena de reclusão, o tempo para os debates será 
de quinze minutos. 
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116ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Militar, a menagem concedida em residência ou cidade 
não será levada em conta no cumprimento da pena. 
117ª QUESTÃO: 
( ) Se a colaboração premiada, prevista na Lei n. 12.850/2013, for posterior à sentença, a pena 
poderá ser reduzida até 1/3 (um terço) ou será admitida a progressão de regime ainda que 
ausentes os requisitos objetivos. 
118ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 9.807/1999, em caso de urgência e levando em consideração a 
procedência, gravidade e a iminência da coação ou ameaça, a vítima ou testemunha poderá 
ser colocada provisoriamente sob a custódia de órgão policial, pelo órgão executor, no 
aguardo de decisão do conselho deliberativo, com comunicação imediata a seus membros 
e ao juiz competente para a instrução do processo criminal. 
119ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 12.037/2009, a identificação criminal incluirá o processo 
datiloscópico e o fotográfico, que serão juntados aos autos da comunicação da prisão em 
flagrante, ou do inquérito policial ou outra forma de investigação, podendo incluir a coleta 
de material biológico para obtenção do perfil genético se for essencial às investigações 
policiais, segundo despacho da autoridade judiciária competente, que decidirá de ofício ou 
mediante representação da autoridade policial, do Ministério Público ou da defesa. 
120ª QUESTÃO: 
( ) As sociedades de arrendamento mercantil são consideradas instituições financeiras, para os 
efeitos da Lei Complementar n. 105/2001, constituindo violação do dever de sigilo a troca 
de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados. 
121ª QUESTÃO: 
( ) Em todos os atos processuais, cíveis e criminais, a mulher em situação de violência 
doméstica e familiar deverá estar acompanhada de advogado, conforme Lei n. 
11.340/2006. 
 
 
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122ª QUESTÃO: 
( ) Nos moldes da Resolução Conjunta GP/CGJ n. 10/2017 do TJSC, os valores arrecadados 
pelas varas com competência criminal não gestoras deverão ser depositados nas subcontas 
geridas pelas unidades gestoras com competência em execução penal. 
123ª QUESTÃO: 
( ) A transferência de preso para estabelecimento prisional de segurança máxima é um dos atos 
processuais em que o juiz poderá decidir pela formação do colegiado previsto na Lei n. 
12.694/2012. 
124ª QUESTÃO: 
( ) Nos moldes das Resoluções n. 181/2017 e 183/2018, do CNMP, não se admitirá o acordo 
de não persecução penal nos casos em que for cabível a suspensão condicional do 
processo, nos termos da lei. 
CRIMINOLOGIA E POLÍTICA CRIMINAL 
125ª QUESTÃO: 
( ) A criminologia crítica é elaborada com base em uma interpretação da realidade realizada a 
partir de um ponto de vista marxista. Trata-se de uma proposta política que considera que 
o sistema penal é ilegítimo, e seu objetivo é a desconstrução desse sistema. 
126ª QUESTÃO: 
( ) A finalidade da pena, conforme o funcionalismo sistêmico do Jakobs, é a prevenção geral 
implementada pela sensação de segurança decorrente da regular aplicação e execução das 
penas, e do índice de ressocialização dos condenados. 
127ª QUESTÃO: 
( ) A política de repressão implementada nos anos 90 pelo então Prefeito de Nova York, 
Rudolph Giuliani, orientada pelo chamado “movimento da lei e da ordem”, é criticada 
porque resultou no aumento da violência policial e não obteve redução dos índices de 
criminalidade. 
128ª QUESTÃO: 
( ) O garantismo penal de Ferrajoli é contrário à proposta de eliminação do Direito Penal, que 
é denominada como abolicionismo. O motivo dessa posição é a consideração de que a 
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aplicação do Direito Penal pelo Estado pode ser um instrumento para a garantia do 
respeito aos direitos do acusado. 
129ª QUESTÃO: 
( ) Para Liszt, o fundamento da pena é orientado às finalidades de: a) ressocialização dos 
delinquentes suscetíveis de socialização; b) intimidação dos que não têm necessidade de 
socialização e; c) neutralização dos não suscetíveis de socialização. 
130ª QUESTÃO: 
( ) Os crimes de perigo abstrato, que são modalidades de tutela antecipada de bens jurídicos, 
podem ser considerados exemplos da forma de intervenção penal denominada: “Direito 
Penal do Inimigo” descrita por Jakobs. Esta forma de tutela é utilizada, por exemplo, no 
Direito Ambiental e na proteção de vítimas de violência doméstica. 
EXECUÇÃO PENAL 
131ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com a Lei de Execução Penal, os condenados por crime praticado, dolosamente, 
com violência de natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos na 
Lei dos Crimes Hediondos, incluída a prática de tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e 
drogas afins e o terrorismo, serão submetidos, prioritariamente, à identificação do perfil 
genético, mediante extração de DNA – ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e 
indolor. 
132ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei de Execução Penal, no caso de mulher gestante ou que for mãe ou 
responsável por crianças, adolescentes ou pessoas com deficiência, os requisitos para 
progressão de regime são, cumulativamente: não ter cometido crime com violência ou 
grave ameaça a pessoa; não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; ter 
cumprido ao menos 1/8 (um oitavo)da pena no regime anterior; ser primária e ter bom 
comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; e não ter 
integrado organização criminosa. 
133ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece a Lei de Execução Penal que são indelegáveis as funções de direção, chefia e 
coordenação no âmbito do sistema penal, bem como todas as atividades que exijam o 
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exercício do poder de polícia, e notadamente: classificação de condenados; aplicação de 
sanções disciplinares; controle de rebeliões; e transporte de presos para órgãos do Poder 
Judiciário, hospitais e outros locais externos aos estabelecimentos penais. 
134ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve a Lei de Execução Penal que podem suscitar o incidente de excesso ou desvio de 
execução, além do Ministério Público, o Conselho Penitenciário, o sentenciado e qualquer 
dos demais órgãos da execução penal, exceto os Departamentos Penitenciários e o 
Conselho da Comunidade. 
135ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe a Lei n. 7.210/1984 que o condenado que cumpre a pena em regime fechado ou 
semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. 
A contagem de tempo referida será feita à razão de: 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) 
horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, inclusive 
profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no 
mínimo, em 3 (três) dias; e 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. 
136ª QUESTÃO: 
( ) Segundo os termos da Súmula n. 534 do STJ, a prática de falta grave interrompe a 
contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se 
reinicia a partir do cometimento dessa infração. Por sua vez, dispõe a Súmula n. 535 do 
STJ que a prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou 
indulto. 
DIREITO CIVIL 
137ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 8.560/1992, que regula a averiguação oficiosa da paternidade, conferiu 
legitimidade processual ativa ao Ministério Público para a proposição da ação de 
investigação de paternidade e ampliou as maneiras de reconhecimento espontâneo da 
perfilhação do pai. 
 
 
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138ª QUESTÃO: 
( ) De acordo como o Código Civil, o menor que não atingiu a idade núbil poderá, depois de 
completá-la, confirmar seu casamento, com a autorização de seus representantes legais, se 
necessária, ou com suprimento judicial. 
139ª QUESTÃO: 
( ) Segundo estabelece o Código Civil, a sentença que decretar a nulidade do casamento 
retroagirá à data da sua celebração, sem prejudicar a aquisição de direitos, a título oneroso, 
por terceiros de boa-fé, nem a resultante de sentença transitada em julgado. 
140ª QUESTÃO: 
( ) O interessado em que o herdeiro declare se aceita, ou não, a herança, poderá, quinze dias 
após aberta a sucessão, requerer ao juiz prazo razoável, não maior de trinta dias, para, nele, 
se pronunciar o herdeiro, sob pena de se haver a herança por aceita. 
 
141ª QUESTÃO: 
( ) A Súmula n. 596 do STJ enuncia que “A obrigação alimentar dos avós tem natureza 
complementar e subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total de 
seu cumprimento pelos pais”. 
142ª QUESTÃO: 
( ) Segundo estabelece o Código Civil, é admissível alteração do regime de bens, mediante 
autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das 
razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros. 
143ª QUESTÃO: 
( ) As causas suspensivas de celebração do casamento podem ser arguidas, até o momento da 
sua celebração, por qualquer pessoa capaz. 
144ª QUESTÃO: 
( ) Sendo o herdeiro renunciante o único de determinado grau ou se todos do mesmo grau 
renunciarem, serão chamados a suceder os do grau seguinte, por direito próprio, e por 
cabeça. 
 
 
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145ª QUESTÃO: 
( ) O cônjuge sobrevivente tem direito real de habitação sobre o imóvel em que residia a 
família, desde que seja o único dessa natureza e que integre o patrimônio comum ou 
particular do cônjuge falecido no momento da abertura da sucessão. 
146ª QUESTÃO: 
( ) Conforme estabelece o Código Civil, o testamento particular não pode ser escrito em 
língua estrangeira, mesmo que as testemunhas a compreendam. 
147ª QUESTÃO: 
( ) Quanto à sua natureza, os alimentos naturais são aqueles destinados à manutenção da 
condição social do credor de alimentos. Já os alimentos civis dizem respeito ao 
estritamente necessário à sobrevivência do alimentando. 
148ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o Código Civil, cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do 
outro pelo vínculo da afinidade. Na linha reta, a afinidade se extingue com a dissolução do 
casamento ou da união estável. 
149ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, construção ou atividade irregular 
em bem de uso comum do povo revela dano presumido à coletividade, dispensada prova 
de prejuízo em concreto. 
150ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do STJ, não há exigência de formalidade específica acerca da 
manifestação de última vontade do indivíduo sobre a destinação de seu corpo após a 
morte, sendo possível a submissão do cadáver ao procedimento de criogenia em atenção à 
vontade manifestada em vida. 
151ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código Civil (Lei n. 10.406/2002), far-se-á a averbação do registro público: 
das sentenças que decretam a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação 
judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; dos atos judiciais ou extrajudiciais 
que declararem ou reconhecerem a filiação; a interdição por incapacidade absoluta ou 
relativa. 
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152ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve o Código Civil que são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os 
atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos e os maiores de idade que não 
puderem exprimir sua vontade e forem submetidos ao processo de interdição. 
153ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código Civil é considerado nulo o mandato em causa própria, quando o 
mandatário realiza o negócio consigo mesmo. 
154ª QUESTÃO: 
( ) Consoante o Código Civil, a emancipação voluntária faz cessar a responsabilidade dos pais 
para com atos ilícitos de filho menor. 
155ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código Civil, somente quando o Ministério Público atuar como parte no 
processo tem legitimidade para requerer que os efeitos de certas e determinadas relações 
de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da 
pessoa jurídica. 
156ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o conceito de impenhorabilidade 
de bem de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas solteiras, separadas e 
viúvas. 
157ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o suicídio não é coberto nos dois 
primeiros anos de vigência do contrato de seguro de vida, ressalvado o direito do 
beneficiário à devolução do montante da reserva técnica formada. 
158ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código Civil, quanto ao lugar do pagamento, efetuar-se-á o pagamento no 
domicílio do devedor, salvo se as partes convencionarem diversamente, ou se o contrário 
resultar da lei, da natureza da obrigação ou das circunstâncias. Designados dois ou mais 
lugares, cabe ao devedor escolher entre eles. 
 
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159ª QUESTÃO: 
( ) Dispõe o Código Civil que a servidão proporciona utilidade para o prédio dominante, 
grava o prédio serviente, que pertence a diverso dono, e constitui-se mediante declaração 
expressa dos proprietários, registrada no cartório de registro de imóveis, não podendo ser 
removida de um local para outro sem a anuência do proprietário do prédio dominante. 
160ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 13.726/2018, na relação dos órgãos e entidades dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios com o cidadão, é vedada a 
exigência de prova relativa a fato que já houver sido comprovado pela apresentação de 
outro documento válido e quando, por motivo não imputável ao solicitante, não for 
possível obter diretamente do órgão ou entidade responsável documento comprobatório de 
regularidade, os fatos poderão ser comprovados mediante declaração escrita e assinada 
pelo cidadão, que, em caso de declaração falsa, ficará sujeito às sanções administrativas, 
civis e penais aplicáveis. 
161ª QUESTÃO: 
( ) A Lei n. 11.804/2008 estabelece que os alimentos gravídicos compreenderão os valores 
suficientes para cobrir as despesas do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da 
concepção ao parto, a ser deferido pelo juiz, após audiência de justificação onde ouvirá a 
parte autora e apreciará as provas da paternidade em cognição sumária, podendo tomar 
depoimento da parte ré e de testemunhas. 
162ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 12.318/2010, a prática de ato de alienação parental fere direito 
fundamental de convivência familiar saudável da criança, constitui abuso moral e a 
requerimento do alienado, em qualquer momento processual, incidentalmente ao processo 
que definiu a guarda do menor, o juiz determinará, ouvido o Ministério Público, alteração 
da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão e estipular multa ao alienador. 
163ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a fixação do valor devido à título 
de indenização por danos morais deve considerar o método bifásico, que conjuga os 
critérios da valorização das circunstâncias do caso e do interesse jurídico lesado, e 
minimiza eventual arbitrariedade ao se adotar critérios unicamente subjetivos do julgador, 
além de afastar eventual tarifação do dano. 
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164ª QUESTÃO: 
( ) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o abandono afetivo de filho pode 
ensejar ao pai a responsabilidade por dano moral desde o conhecimento da gravidez e o 
prazo prescricional da pretensão reparatória começa a fluir a partir da maioridade do autor. 
165ª QUESTÃO: 
( ) Segundo posicionamento do Superior Tribunal de Justiça, é possível reconhecer a 
usucapião do domínio útil de bem público sobre o qual tinha sido, anteriormente, instituída 
enfiteuse, pois, nessa circunstância, existe apenas a substituição do enfiteuta pelo 
usucapiente, não havendo qualquer prejuízo ao Estado. 
166ª QUESTÃO: 
( ) Consoante entendimento do Superior Tribunal de Justiça, os alimentos gravídicos, 
previstos na Lei n. 11.804/2008, visam a auxiliar a mulher gestante nas despesas 
decorrentes da gravidez, da concepção ao parto, sendo, pois, a gestante a beneficiária 
direta dos alimentos gravídicos, ficando, por via de consequência, resguardados os direitos 
do próprio nascituro. 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
167ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, pode requerer a tutela de urgência aquele que 
pretende antecipar um ou alguns dos efeitos que só alcançaria com o provimento final, 
possibilitando que o réu pleiteie a antecipação dos efeitos da tutela, de forma incidental, 
para assegurar direito seu em risco por conduta do autor e objeto de processo judicial, sem 
necessidade de pagamento de custas. 
168ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o Código de Processo Civil, reputam-se conexas duas ou mais ações, 
quando lhes for comum o objeto ou a causa de pedir. 
169ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece o Código de Processo Civil que a inspeção judicial é o meio de prova que visa 
possibilitar o contato direto do magistrado com pessoa, coisa ou lugar a fim de esclarecer 
sobre fato que interesse à decisão da causa e pode ocorrer em qualquer fase do processo 
de ofício ou a requerimento da parte. 
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170ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o Código de Processo Civil, as partes podem modificar a competência 
determinada em razão da matéria, do valor e do território, elegendo foro onde será 
proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
171ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Civil dispõe que o juiz não pode decidir, em grau algum de 
jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes 
oportunidade de se manifestar, salvo se tratar de matéria sobre a qual deva decidir de 
ofício. 
172ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, a decisão que admite a intervenção do amicus 
curiae é irrecorrível e, uma vez admitido, passa a dispor dos mesmos poderes processuais 
inerentes às partes, não implicando em alteração de competência. 
173ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, deve ser relativizada a coisa julgada 
estabelecida em ações de investigação de paternidade em que não foi possível determinar-
se a efetiva existência de vínculo genético a unir as partes, em decorrência da não 
realização de DNA, meio de prova que pode fornecer segurança quase absoluta quanto à 
existência de tal vínculo. 
174ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Civil prescreve que é vedado ao juiz dilatar os prazos processuais e 
alterar a ordem de produção aos meios de prova. 
175ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, a decisão que condenar o réu ao pagamento de 
prestação consistente em dinheiro e a que determinar a conversão de prestação de fazer, 
de não fazer ou de dar coisa em prestação pecuniária valerão como título constitutivo de 
hipoteca judiciária. 
176ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, é inadmissível o recurso especial 
interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração, sem posterior 
ratificação. 
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177ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, no procedimento da tutela cautelar requerida em 
caráter antecedente, o réu será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, contestar o pedido e 
indicar as provas que pretende produzir. 
178ª QUESTÃO: 
( ) Em atenção ao princípio da ampla defesa, segundo entendimento do Superior Tribunal de 
Justiça, o sistema processual civil brasileiro não admite o instituto da “supressio”, ou 
renuncia tácita de um direito ou de uma posição jurídica, pelo seu não exercício com o 
passar dos tempos, podendo a parte alegar a nulidade de ato processual a qualquer tempo. 
179ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Civil adota o modelo multiportas, de modo que cada demanda deve 
ser submetida à técnica ou método mais adequado para a sua solução e devem ser adotados 
todos os esforços para que as partes cheguem a uma solução consensual do conflito. Em 
regra, apenas se não for possível a solução consensual, o processo seguirá para a segunda 
fase, litigiosa, voltada para instrução e julgamento adjudicatório do caso. 
180ª QUESTÃO: 
( ) De acordo com o Código de Processo Civil, desde que a sentença penal condenatória já 
tenha transitado em julgado, é possível a utilização de provas colhidas em processo 
criminal como fundamentopara reconhecer, no âmbito de ação de conhecimento no juízo 
cível, a obrigação de reparação dos danos causados. 
181ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, na ação que tiver por objeto cumprimento de 
obrigação em prestações sucessivas, essas serão consideradas incluídas no pedido, 
mediante pedido expresso do autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a 
obrigação, se o devedor, no curso do processo, deixar de pagá-las ou consigná-las. 
182ª QUESTÃO: 
( ) Conforme o Código de Processo Civil, no caso de ação possessória em que figure no polo 
passivo grande número de pessoas, serão feitas a citação pessoal dos ocupantes que forem 
encontrados no local e a citação por edital dos demais, determinando-se, ainda, a 
intimação do Ministério Público e, se envolver pessoas em situação de hipossuficiência 
econômica, da Defensoria Pública. 
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183ª QUESTÃO: 
( ) Prescreve o Código de Processo Civil que, no caso de litisconsórcio passivo, se todos os 
réus se opuserem à realização da audiência de conciliação ou de mediação, o termo inicial 
para contestação será autônomo para cada um dos litisconsortes, que terá como termo 
inicial a data de apresentação de seu respectivo pedido de cancelamento de audiência. 
184ª QUESTÃO: 
( ) Segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, tratando-se de direito individual 
indisponível ou de relevância social, o Ministério Público tem legitimidade para ajuizar 
demanda individual, mesmo sem repercussão para interesses difusos ou coletivos. 
185ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, a audiência é una e continua, podendo ser 
excepcionalmente e justificadamente cindida na ausência de perito ou de testemunha, 
prescindindo de concordância das partes. 
186ª QUESTÃO: 
( ) Atendendo os princípios processuais da cooperação e da vedação da decisão surpresa, é 
vedado ao juiz determinar a oitiva de testemunha independentemente de requerimento de 
qualquer das partes, de terceiros ou do Ministério Público. 
187ª QUESTÃO: 
( ) O Código de Processo Civil dispõe que é admissível a assunção de competência quando o 
julgamento de recurso, de remessa necessária ou de processo de competência originária 
envolver relevante questão de direito, com grande repercussão social, sem repetição em 
múltiplos processos. Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, 
de ofício ou a requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que 
seja o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo 
órgão colegiado que o regimento indicar. 
188ª QUESTÃO: 
( ) Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público não tem 
legitimidade para pleitear, em ação civil pública, a indenização decorrente do DPVAT em 
benefício do segurado. 
 
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189ª QUESTÃO: 
( ) O instituto do “overruling” é reconhecido e aplicado no Brasil quando o caso concreto em 
julgamento apresenta particularidades que não permitem aplicar adequadamente a 
jurisprudência do tribunal pacificada em um precedente normativo. 
190ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, na ação que tenha por objeto a prestação de fazer 
ou de não fazer, para a concessão da tutela específica destinada a inibir a prática, a 
reiteração ou a continuação de um ilícito, ou sua remoção, é irrelevante a demonstração da 
ocorrência de dano ou da existência de culpa ou dolo. 
191ª QUESTÃO: 
( ) Consoante o Código de Processo Civil, nas ações de família, todos os esforços serão 
empreendidos para a solução consensual da controvérsia e o mandado de citação conterá 
apenas os dados necessários à audiência e deverá estar desacompanhado de cópia da 
petição inicial, assegurado ao réu o direito de examinar seu conteúdo a qualquer tempo. 
192ª QUESTÃO: 
( ) Estabelece o Código de Processo Civil que, quando o valor dos bens do espólio for igual 
ou inferior a 1.000 (mil) salários-mínimos, o inventário processar-se-á na forma de 
arrolamento. Se qualquer das partes ou o Ministério Público impugnar a estimativa, o juiz 
nomeará avaliador, que oferecerá laudo em 10 (dez) dias. 
193ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos do Código de Processo Civil, atendidos os pressupostos da relevância social e 
da dificuldade de formação do litisconsórcio, o juiz, a requerimento do Ministério Público 
ou da Defensoria Pública, ouvido o autor, poderá converter em coletiva a ação individual 
que veicule pedido que tenha por objetivo a solução de conflito de interesse relativo a uma 
mesma relação jurídica plurilateral, cuja solução, por sua natureza ou por disposição de lei, 
deva ser necessariamente uniforme, assegurando-se tratamento isonômico para todos os 
membros do grupo. 
194ª QUESTÃO: 
( ) Conforme dispõe o Código de Processo Civil, o Ministério Público poderá propor ação 
rescisória em três casos: quando foi parte no processo; se não foi ouvido no processo em 
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que lhe era obrigatória a intervenção; quando a sentença é o efeito de colusão das partes, a 
fim de fraudar a lei. 
195ª QUESTÃO: 
( ) A teoria da encampação é aplicada no habeas data e no mandado de segurança quando 
presentes, cumulativamente, os seguintes requisitos: a) existência de vínculo hierárquico 
entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a prática do ato impugnado; b) 
manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas, ainda que resulte em 
modificação da competência. 
196ª QUESTÃO: 
( ) Nos termos da Lei n. 11.417/2006, no procedimento de edição, revisão ou cancelamento 
de enunciado da súmula vinculante, o relator poderá admitir, por decisão irrecorrível, a 
manifestação de terceiros na questão, nos termos do Regimento Interno do Supremo 
Tribunal Federal. 
FUNDAMENTOS E NOÇÕES GERAIS DE DIREITO 
197ª QUESTÃO: 
( ) A analogia (Savigny/Gény) é um instrumento cuja finalidade é a complementação do 
ordenamento jurídico, e por este motivo somente é aplicada aos casos não regulamentados 
pela lei. 
198ª QUESTÃO: 
( ) A proposta de Alexy para solucionar o conflito entre princípios consiste na aplicação do 
princípio preponderante devido ao valor intrínseco regulamentado, em detrimento do outro 
(analisados independentemente do caso concreto), evitando-se assim a análise tópica dos 
conteúdos em cada caso e possível alteração das relações em situações futuras. 
199ª QUESTÃO: 
( ) Para Kelsen o Estado não se confunde com o Direito, pois aquele é uma pessoa jurídica 
que implementa a ordem jurídica para regulamentar o exercício de seu poder. 
200ª QUESTÃO: 
( ) A argumentação jurídica é um conjunto de métodos pelos quais o intérprete não busca 
identificar o conteúdo ou sentido objetivo da norma para aplicá-la ao caso concreto de 
forma silogística, mas sim justificar sua decisão. 
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FOLHA-RASCUNHO PARA ANOTAÇÃO DO GABARITO 
(única que pode ser destacada e levada) 
 
PROVA PREAMBULAR - MATUTINA 
1 41 81 121 161 
2 42 82 122 162 
3 43 83 123 163 
4 44 84 124 164 
5 45 85 125 165 
6 46 86 126 166 
7 47 87 127 167 
8 48 88 128 168 
9 49 89 129 169 
10 50 90 130 170 
11 51 91 131 171 
12 52 92 132 172 
13 53 93 133 173 
14 54 94 134 174 
15 55 95 135 175 
16 56 96 136 176 
17 57 97 137 177 
18 58 98 138 178 
19 59livres e desembaraçados em 
substituição. A função social e recuperação da empresa não pode dar-se 
pelo não pagamento de tributos (vencidos ou vincendos). Acrescido a isso, 
o art. 50 da Lei n. 11.101/2005, ao se referir aos meios de recuperação 
judicial, ressalta “observada a legislação pertinente a cada caso”, prevendo 
no inciso XI, apenas “a venda parcial dos bens”. (Jurisprudência do STJ). 
(0,100) 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
11 
 
(5.2) A suspensão das execuções de natureza fiscal pelo deferimento da 
recuperação judicial apenas se verificará em caso de adesão e regular 
cumprimento de parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e 
legislação específica de parte da empresa devedora - art. 6, § 7º da Lei n. 
11.101/2005. (Jurisprudência do STJ). 
(0,065) 
(5.3) Embora o processo de execução fiscal não se suspenda com o 
deferimento da recuperação judicial, os atos constritivos sobre o patrimônio 
do devedor devem ser submetidos ao juízo da recuperação judicial, para 
garantir o princípio da preservação da empresa. Os atos expropriatórios 
podem ser suspensos, caso possam vir a frustrar a recuperação levando a 
empresa à falência. (Jurisprudência do STJ – inclusive Tema 987). 
(0,100) 
6) Consumidor 0,135 
(6.1) Tanto a Ação Civil Pública como as ações indenizatórias, por 
reclamarem quantia ilíquida, terão prosseguimento no juízo no qual 
estiverem se processando - art. 6º, § 1º da Lei n. 11.101/2005. 
(0,035) 
(6.2) Os créditos constituídos e aqueles que, ainda não constituídos, 
derivem de responsabilidade por fato preexistente ao ajuizamento do 
pedido de recuperação judicial (29.3.2019) se submeterão ao plano (art. 49 
da Lei n. 11.101/2005). A responsabilidade civil, no caso, nasceu com a 
prática da publicidade enganosa (art. 37 do CDC – dano difuso), não 
entrega de mercadorias, entrega destas escoado o prazo combinado, ou 
ainda entrega de mercadoria defeituosa (art. 12 do CDC), 
independentemente da data de eventual acordo, sentença ou trânsito em 
julgado do reconhecimento do direito (crédito). (Jurisprudência do STJ). 
(0,100) 
7) A intervenção do Ministério Público nos processos de falência e 
recuperação judicial é recomendada sempre que presente interesse público 
evidente (na “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos 
interesses sociais e individuais indisponíveis” - art. 127, CF e art. 176 do 
CPC) e nas situações expressamente previstas nos dispositivos da Lei n. 
11.101/2005. 
A importância e necessidade da intervenção do Ministério Público nos 
processos de falência e recuperação judicial se deve especialmente para: 
1) coleta de elementos probatórios para apuração de conduta delituosa 
[crimes falimentares (arts. 168 a 178, da Lei n. 11.101/2005) e crimes contra 
a ordem tributária, econômica e relações de consumo (Lei n. 8.137/1990)]; 
2) fiscalizar os créditos relacionados nos processos de falência e 
recuperação judicial (valor e classificação – art. 8º), requerendo a exclusão 
dos falsos ou fraudulentos (art. 19 da Lei n. 11.101/2005); 3) garantir a 
lisura na indicação do administrador judicial ou dos membros do comitê de 
credores (requerendo a substituição dos nomeados em desacordo com a lei 
- art. 30, § 2, da Lei n. 11.101/2005); 4) fiscalizar as contas do administrador 
judicial em caso de falência (art. 154 da Lei n. 11.101/2005); 5) propor ação 
revocatória (com objetivo de coibir a prática de atos fraudulentos e 
prejudiciais aos credores – arts. 130 e 132 da Lei n. 11.101/2005); 6) velar 
pela função social da propriedade dos bens da empresa podendo impugnar 
a venda efetuada em qualquer das modalidades de alienação do ativo (art. 
0,300 
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 COMISSÃO DE CONCURSO 
12 
 
143, da Lei n. 11.101/2005; 7) defesa da ordem econômica [art. 170 da CF 
defendendo os princípios da: função social da propriedade (III); livre 
concorrência (inc. IV); defesa do consumidor (inc. V); defesa do meio 
ambiente (inc. VI); busca do pleno emprego (inc. VIII); tratamento 
favorecido para empresas de pequeno porte (inc. IX)]. 
Nível de persuasão 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso nº 001/2019 e art. 32, § 2º, da Resolução 
n. 002/2018/CSMP. 
0,300 
Redação técnico-jurídica 
Item 6.7.1 do Edital de Concurso n. 001/2019/PGJ e art. 32, § 2º, da 
Resolução n. 002/2018/CSMP. 
0,300 
 
 
(Republicado por incorreção)

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