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Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br Nome:.................................................. Data: Disciplina: Processo Penal I Professor: Fábio Roque Sbardellotto G1 Nota:______________ OBSERVAÇÕES: 1. O aluno deverá ler atentamente as questões. A interpretação das questões é um dos componentes da prova. 2. Será observada a ortografia correta na redação das respostas. 3. Responda com clareza e objetividade as questões. Será observada a capacidade de síntese do aluno. 4. Assine a prova e entregue todas as folhas rubricadas ao concluí-la. 5. Responda utilizando caneta, na própria prova. BOA SORTE. QUESTÃO N.º 1 Na cidade de de Abelhas Dóceis do Sul, o cidadão Jaquefiz Assumo cometeu o delito de roubo majorado pelo concurso de duas ou mais pessoas. O fato foi registrado pela vítima na Delegacia de polícia local e, após a elaboração do inquérito policial, a autoridade policial enviou-o ao juízo. Lá estando, o Promotor de Justiça estava em férias férias. Nesta situação, responda: a) Caso o Juiz decida oferecer denúncia contra Jaquefiz Assumo pelo crime por ele perpetrado, violará qual dos sistemas processuais dentre aqueles estudados? NÃO PODERÁ. VIOLARÁ O SISTEMA ACUSATÓRIO, NO QUAL O JUIZ É IMPARCIAL. http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br b) Caso o Juiz entenda que não há justa causa para o oferecimento da denúncia, poderá arquivar o inquérito policial de ofício? Explique em duas linhas. NÃO PODE O JUIZ ARQUIVAR DE OFÍCIO QUALQUER INVESTIGAÇÃO. SOMENTE O MINISTÉRIO PÚBLICO PODERÁ PROPOR O ARQUIVAMENTO. O JUIZ APENAS HOMOLOGARÁ, OU NÃO, O ARQUIVAMENTO. QUESTÃO N.º 2 Panagiotis Nicolavis é cidadão grego e embaixador da Grécia no Brasil. Está dirigindo carro nas vias de Brasília e comete delito de lesões corporais culposas na direção de veículo automotor. Nesta hipótese, qual legislação processual penal deverá ser aplicada diante da ocorrência da infração penal? Poderá Panagiotis ser denunciado pelo Ministério Público, uma vez presentes os elementos de prova para tanto? Explique em, no máximo, 03 linhas. _____De acordo com a Convenção de Viena de 1961, embaixadores possuem imunidade diplomática, não podendo ser processado no Brasil. QUESTÃO N.º 3 Jacinto das Dores Lombaris é cônsul da Nicarágua em Brasília faz dez anos. No dia do aniversário de sua esposa, ambos saem para jantar. Jacinto ingere vinho e, no trajeto de sua residência, em um semáforo, desentende-se com outro motorista. Em vista disso, Jacinto passa a agredir o motorista, causando nele lesões corporais de natureza leve, dolosamente. Nesta hipótese, a legislação processual penal brasileira poderá ser aplicada a Jacinto, e o Ministério Público poderá denunciá-lo se houver elementos suficientes para tanto? Responda, no máximo, em duas linhas. ____Consoante Convenção de Viena de 1963, Cônsules apenas têm imunidade para infrações relativas ao exercício da função. Não é o caso. Será processado no Brasil, conforme a nossa legislação. http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br QUESTÃO N.º 4 Jardilêncio Flores está sendo investigado pela autoridade policial pela prática do delito de tráfico internacional de drogas, porquanto, em uma interceptação telefônica, houve a descoberta de práticas ilícitas desta natureza. A autoridade policial requereu ao Magistrado a decretação da prisão preventiva de Jardilêncio. O Juiz, entretanto, ainda não a decretou. Neste caso, responda: a) É possível à autoridade policial instaurar o inquérito policial de ofício, ou necessita de requisição, requerimento ou representação para instaurá-lo? Sim. Tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, a autoridade policial deverá instaurar de ofício. Art. 5º, inc. I, CPP.__ b) Qual o prazo para conclusão do inquérito policial pela autoridade policial? Por se tratar de delito de drogas, 90 dias, prorrogáveis por mais 90 dias, de acordo com o art. 51 da Lei n.º 11.343/06. O indiciado não está preso ainda. O Juiz ainda não decretou. Apenas há pedido. c) A partir do estudo efetuado acerca dos sujeitos processuais, a interceptação telefônica e o requerimento da prisão preventiva deverão ser requeridas a qual dos Juízes da Comarca? Ao Juiz das Garantias. Art. 3º-B V e XI, “a”, CPP QUESTÃO N.º 5 Jupitêncio Platônius perpetrou o delito de estelionato no dia 25 de janeiro de 2018, sendo a vítima pessoa com 25 anos de idade e capaz. À época, este crime era de ação penal pública incondicionada. A investigação foi realizada e enviada ao fórum local, distribuída ao membro do Ministério Público em 25 de janeiro de 2019. Não houve ainda o oferecimento da denúncia. Ocorre, entretanto, que em 24 de dezembro de 2019, entrou em vigor nova lei que alterou a natureza da ação penal para o delito de estelionato, tornando-o, de regra, crime de ação penal pública condicionada à representação. Nesta hipótese, responda: http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br a) Qual o princípio adotado no Brasil para a aplicação da lei processual penal no tempo? Aplicação imediata da legislação. “Tempus regit actum”. b) Considerando o princípio vigente para a aplicação da lei processual penal no tempo e levando em consideração que o dispositivo que alterou a natureza da ação penal para o crime de estelionato é norma híbrida ou heterotópica, consoante entendimento dos Tribunais Superiores, poderá o Ministério Público oferecer denúncia contra Jupitêncio sem que a vítima ofereça representação? Responda em duas linhas, no máximo. Norma heterotópica ou híbrida, tendo também conteúdo de natureza penal, vige o princípio do Direito Penal, somente retroagindo para beneficiar o réu. Não poderá. __ QUESTÃO N.º 6 Em Coachando Sapus, o cidadão Gerino das Neves praticou o delito de homicídio qualificado consumado no dia 25 de março de 2025, contra seu desafeto Inocêncio Tristeza. Houve a instauração de inquérito policial para apuração dos fatos, de ofício pela autoridade policial, uma vez que tomou conhecimento dos fatos por notícia jornalística. Houve a decretação da prisão preventiva do autor do fato,para garantia da ordem pública. Concluído o inquérito policial, foi ele remetido ao fórum local, sendo encaminhado pelo Juiz ao Ministério Público. Analise as assertivas abaixo lançadas e aponte qual delas está correta: a) ( ) Considerando que, no transcurso da investigação, o Advogado contratado por Coachando para acompanhar o inquérito venha a requerer ao Delegado de Polícia a realização de uma perícia, será facultado à autoridade policial deferir ou indeferir este requerimento. Além disso, não poderá a autoridade policial arquivar de ofício o inquérito caso entenda que não há provas contra o autor do crime. E, quanto ao prazo para a conclusão do inquérito policial, será de 30 dias. b) ( ) Considerando que, no transcurso da investigação, o Advogado contratado por Coachando para acompanhar o inquérito venha a requerer ao Delegado de Polícia a realização de uma perícia, deverá a autoridade policial deferir este requerimento, em razão do princípio do contraditório e da ampla defesa. Além disso, não poderá a autoridade policial arquivar de ofício o http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br inquérito caso entenda que não há provas contra o autor do crime. E, quanto ao prazo para a conclusão do inquérito policial, será de 30 dias. c) ( ) Considerando que, no transcurso da investigação, o Advogado contratado por Coachando para acompanhar o inquérito venha a requerer ao Delegado de Polícia a realização de uma perícia, será facultado à autoridade policial deferir ou indeferir este requerimento. Além disso, poderá a autoridade policial arquivar de ofício o inquérito caso entenda que não há provas contra o autor do crime. E, quanto ao prazo para a conclusão do inquérito policial, será de 30 dias. d) ( X ) Considerando que, no transcurso da investigação, o Advogado contratado por Coachando para acompanhar o inquérito, venha a requerer ao Delegado de Polícia a realização de uma perícia, será facultado à autoridade policial deferir ou indeferir este requerimento. Além disso, não poderá a autoridade policial arquivar de ofício o inquérito caso entenda que não há provas contra o autor do crime. E, quanto ao prazo para a conclusão do inquérito policial, será de 10 dias, prorrogáveis por mais 15 dias, a critério do Juiz, mediante requerimento da autoridade policial. e) ( ) Considerando que, no transcurso da investigação, o Advogado contratado por Coachando para acompanhar o inquérito, venha a requerer ao Delegado de Polícia a realização de uma perícia, será facultado à autoridade policial deferir ou indeferir este requerimento. Além disso, poderá a autoridade policial arquivar de ofício o inquérito caso entenda que não há provas contra o autor do crime. E, quanto ao prazo para a conclusão do inquérito policial, será de 10 dias, prorrogáveis por mais 15 dias, a critério do Juiz, mediante requerimento da autoridade policial. QUESTÃO N.º 7 Durante a tramitação do processo n.º 10.0000.1025.010, na Comarca de Todossomosestudantes, no qual o cidadão Adeus Dará responde pela prática do delito de lesões dolosas graves contra a vítima Peloduro Escovado, o Magistrado determinou a realização de audiência de instrução, intimando o réu, seu defensor particular e o Ministério Público. Na data da referida audiência, entretanto, compareceu tão somente o réu Adeus Dará, sem que seu Advogado particular tenha comparecido e sem que tenha ele justificado a ausência. Também no transcurso da instrução, a vítima requereu ao Juiz a habilitação como assistente à acusação. Analise as assertivas abaixo lançadas e aponte qual delas está correta: http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br a) ( ) Considerando a ausência do Advogado de Adeus Dará, deverá o Juiz adiar a audiência, imediatamente, e nomear Advogado dativo ao réu para a próxima audiência. Além disso, não é cabível a habilitação de assistente à acusação no transcurso do processo, apenas durante a investigação. b) ( X ) É cabível a habilitação de assistente à acusação no transcurso do processo, devendo ele ser representado por Advogado para poder atuar no processo. Ademais, poderá o Advogado nomeado para o réu arguir a suspeição do Juiz caso descobrir que o Magistrado esteja respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia. c) ( ) Caso o Juiz do processo tenha funcionado na investigação como autoridade policial, será considerado suspeito, e deverá declarar-se de ofício suspeito. Será possível, ainda, a habilitação da vítima como assistente à acusação. d) ( ) O Juiz do processo será considerado suspeito se seu cônjuge for parte diretamente interessada no feito. Além disso, será possível à vítima habilitar- se como assistente à acusação, devendo ser representada por Advogado para poder intervir no processo. e) ( ) Somente as hipóteses de suspeição dos juízes aplicam-se aos membros do Ministério Público, excluindo-se os casos de impedimento. Quanto às garantias dos membros do Ministério Público, encontra-se a vitaliciedade, que não se estende aos Juízes. QUESTÃO N.º 8 Considerando que a ação penal pode ser pública ou privada, compete ao legislador brasileiro a definição em cada tipo penal, quando de sua criação, ou mesmo modifica-la posteriormente por meio de lei. Acerca da ação penal, analise e indique qual das assertivas abaixo lançadas está correta: a) ( X ) No Brasil, a regra relativamente à ação penal é que as infrações penais são de ação penal pública incondicionada. Excepcionalmente, são de ação penal privada. Ademais, na ação penal pública, a peça oferecida pelo Ministério Público chama-se denúncia, enquanto na ação penal privada, queixa ou queixa-crime. Referentemente às condições da ação, pode-se afirmar que a legitimidade “ad causam”, nas ações penais públicas, é do Ministério Público, enquanto nas ações penais privadas, do ofendido. http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br b) ( ) No Brasil, a regra relativamente à ação penal é que as infrações penais são de ação penal pública incondicionada. Excepcionalmente, são de ação penal privada. Ademais, na ação penal pública, a peça oferecida pelo Ministério Público chama-se denúncia, enquanto na ação penal privada, queixa ou queixa-crime. A representação, nos crimes que dela dependem, poderá ser retratada até antes do recebimento da denúncia pelo Juiz. c) ( ) No Brasil, a regra relativamente à ação penal é que as infrações penais são de ação penal pública incondicionada. Excepcionalmente, são de ação penal privada. A representação, nas ações penais públicas condicionadas à representação, é consideradacondição de punibilidade, enquanto a requisição do Ministro da Justiça, nos crimes de ação penal pública condicionada a esta requisição, é condição de prosseguibilidade. d) ( ) No Brasil, a regra relativamente à ação penal é que as infrações penais são de ação penal pública incondicionada. Excepcionalmente, são de ação penal privada. Ademais, na ação penal pública, a peça oferecida pelo Ministério Público chama-se denúncia, enquanto na ação penal privada, queixa ou queixa-crime. Referentemente às condições da ação, pode-se afirmar que a legitimidade “ad causam”, nas ações penais públicas, é do Ministério Público, enquanto nas ações penais privadas, dos sucessores do ofendido. e) ( ) No Brasil, a regra relativamente à ação penal é que as infrações penais são de ação penal pública incondicionada. Excepcionalmente, são de ação penal privada. Quanto às ações penais públicas, vigora o princípio da disponibilidade, não podendo o Ministério Público desistir da ação penal por ele iniciada. Ainda, vige o princípio da obrigatoriedade mitigada, ou relativa, porquanto há institutos que facultam ao membro do Ministério Público o ajuizamento da denúncia. http://www.fmp.com.br/ Faculdade de Direito da Fundação Escola Superior do Ministério Público Recredenciada pela Portaria MEC n° 2.132, de 11/12/2019– DOU nº 240 de 12/12/2019, pág.66, Seção 1. Curso de Graduação em Direito Renovação de reconhecimento pela Portaria MEC n° 386, de 13 de agosto de 2024 – DOU nº 156 de 14/8/2024, pág. 49, Seção 1 Rua Cel. Genuíno, 421 - 9° andar – Porto Alegre/RS - CEP 90010-350 Tel.: (51) 3027 6565 http://www.fmp.com.br http://www.fmp.com.br/ QUESTÃO N.º 1 QUESTÃO N.º 2