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Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
1 
 
–
ABORDAGEM AO QUIEMADO 
QUEIMADURAS 
CAUSAS 
→ Não há nenhum trauma maior do que uma grande 
queimadura, que pode ser classificada de acordo com 
suas diferentes causas e profundidades. 
→ De todos os casos, quase 4.000 pessoas morrem das 
complicações relacionadas com lesões térmicas. 
→ Como em todas as mortes relacionadas com trauma, os 
óbitos por queimaduras geralmente ocorrem 
imediatamente após a lesão ou semanas mais tarde em 
consequência de falência múltipla de órgãos. 
→ De todas as queimaduras, 66% ocorrem em casa e os 
óbitos são predominantes nos extremos de idade, 
crianças e idosos. 
→ As causas mais comuns são as chamas e escaldaduras. 
o As escaldaduras são mais comuns em vítimas de 
até cinco anos de idade. 
→ Uma porcentagem significativa das queimaduras em 
crianças é causada por abuso infantil. 
FATORES DE RISCO 
→ Idade 
→ Localização 
o A falta de recursos adequados em determinadas 
comunidades afeta a educação, a reabilitação e 
as taxas de sobrevida de vítimas de queimaduras, 
contribuindo para o aumento da mortalidade e 
morbidade. 
o Já que para o tratamento de uma queimadura é 
necessária uma colaboração de cirurgiões, 
anestesistas, terapeutas ocupacionais, 
fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, 
terapeutas de reabilitação e assistentes sociais, 
em locais onde não tem esses recursos é 
retardado a reanimação volêmica e, assim, 
contribui para aumentar o risco de mortalidade. 
o A taxa de sobrevida para todas as queimaduras é 
de 94,6%, mas para populações em risco, em 
comunidades onde faltam recursos médicos, 
legais e de saúde pública, sobreviver pode ser 
quase impossível. 
→ Demografia 
→ Baixo nível econômico. 
→ Esses fatores de risco reforçam o fato de que a maioria 
das lesões e mortes por queimaduras são evitáveis e 
exigem estratégias de intervenção e prevenção. 
CLASSIFICAÇÃO 
CAUSAS 
→ Chama / fogo: lesão pelo ar oxidado superaquecido. 
→ Escaldadura: lesão pelo contato com líquidos quentes. 
→ Contato: lesão pelo contato com materiais sólidos 
quentes ou frios. 
→ Químicas: contato com agentes químicos nocivos. 
→ Eletricidade: condução de corrente elétrica através dos 
tecidos. 
PROFUNDIDADES 
→ Primeiro grau: lesão localizada na epiderme. 
o São dolorosas, eritematosas e empalidecem ao 
toque, com uma barreira epidérmica intacta. 
o Não resultam em 
cicatrizes, e o 
tratamento visa ao 
conforto com o uso 
tópico de pomadas. 
o EX: incluem 
queimaduras solares ou 
uma pequena 
escaldadura de um acidente na cozinha. 
→ Segundo grau superficial: lesão à epiderme e derme 
superficial. 
o Queimaduras dérmicas superficiais são 
eritematosas, dolorosas, empalidecem ao toque 
e frequentemente formam bolhas. 
o Essas feridas reepitelizam espontaneamente por 
estruturas epidérmicas retidas nas cristas 
dermoepidérmicas, folículos pilosos e glândulas 
sudoríparas em uma a duas semanas. 
o Após a cicatrização, essas 
queimaduras podem ter 
leve descoloração 
cutânea a longo prazo. 
o EX: incluem escaldaduras 
por água de banheira 
superaquecida e queimaduras por curtas 
exposições ao fogo. 
→ Segundo grau profundo: lesão através da epiderme até a 
derme profunda. 
Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
2 
 
o Queimaduras dérmicas profundas na derme 
reticular mostram-se mais pálidas e 
mosqueadas, não empalidecem mais ao toque, 
mas permanecem dolorosas aos estímulos táteis. 
o Essas queimaduras cicatrizam em duas a cinco 
semanas por reepitelização a partir de 
ceratinócitos dos folículos pilosos e das glândulas 
sudoríparas, muitas vezes formando cicatrizes 
graves devido à 
perda da derme. 
o Queimaduras 
dérmicas 
profundas e de 
espessura total 
requerem enxertos 
de pele do paciente 
para cicatrizarem em tempo hábil. 
→ Terceiro grau: lesão de espessura total através da 
epiderme e da derme até a gordura subcutânea. 
o Se caracterizam por uma escara dura, 
semelhante ao couro, indolor e preta, branca ou 
cor de cereja. 
o Nenhum apêndice 
dérmico ou 
epidérmico resta, 
desta forma, essas 
queimaduras devem 
reepitelizar-se a partir 
das bordas cutâneas. 
→ Quarto grau: lesão através da pele e gordura subcutânea 
até o osso ou 
músculo subjacente. 
 
 
 
FISIOPATOLOGIA DAS QUEIMADURAS 
ALTERAÇÕES LOCAIS 
→ Localmente, a lesão térmica causa necrose coagulativa da 
epiderme e dos tecidos subjacentes, sendo que a 
profundidade da lesão depende da temperatura à qual a 
pele foi exposta, do calor específico do agente causal e da 
duração da exposição. 
o As lesões pôr fogo, por escaldadura e contatos 
com objetos quentes ou frios induzem o dano 
celular pela transferência de energia, que leva à 
necrose de coagulação. 
o Já as queimaduras químicas e queimaduras 
elétricas causam lesão direta às membranas 
celulares, além da transferência de calor, e 
podem causar uma necrose coagulativa ou 
coliquativa (liquefativa). 
→ A pele, que é o maior órgão do corpo humano, fornece 
uma forte barreira à transferência de energia para os 
tecidos mais profundos, confinando, assim, grande parte 
da lesão nesta camada. 
→ Uma vez removido o foco desencadeador da queimadura, 
no entanto, a resposta dos tecidos locais pode levar à 
lesão nas camadas mais profundas. 
→ Assim, a área de lesão cutânea ou superficial foi dividida 
em três zonas (zonas de Jackson): 
→ Zona de coagulação: área necrótica da queimadura, onde 
as células foram destruídas. 
- Esse tecido é danificado 
irreversivelmente quando ocorre a 
lesão. 
→ Zona de estase: grau de lesão moderado, com perfusão 
tissular reduzida. 
- Dependendo das condições da ferida, 
pode sobreviver ou evoluir para necrose 
coagulativa. 
- Está associada a dano vascular com 
extravasamento de fluidos. 
- O tromboxano A2, um potente 
vasoconstritor, está presente em altas 
concentrações nas feridas de 
queimaduras. Assim, a aplicação de 
inibidores no local da ferida, diminui sua 
concentração, melhorando o fluxo 
sanguíneo e diminuindo a zona de 
estase. 
- Interações endoteliais locais com 
neutrófilos medeiam algumas das 
respostas inflamatórias locais. 
- Tratamento direcionado para o controle 
da inflamação local, imediatamente 
após a queimadura pode preservar a 
zona de estase. 
Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
3 
 
→ Zona de hiperemia: caracterizada pela vasodilatação em 
razão da inflamação circunjacente à queimadura. 
- Essa região contém o tecido claramente 
viável do qual se inicia o processo de 
cicatrização e, geralmente, não tem 
risco de necrose adicional. 
 
ALTERAÇÕES SISTÊMICAS 
→ Queimaduras graves que cobrem mais de 40% da ASCT 
tipicamente são seguidas por um período de estresse, 
inflamação e hipermetabolismo, caracterizados por uma 
resposta circulatória hiperdinâmica com aumento da 
temperatura corporal, glicólise, proteólise, lipólise e ciclo 
de substrato. 
 
RESPOSTA HIPERMETABÓLICA 
→ Acredita-se que os acentuados e sustentados aumentos 
na secreção de catecolaminas, glicocorticoides, glucagon 
e dopamina iniciam a cascata de eventos que levam à 
resposta hipermetabólica aguda, com seu consequente 
estado catabólico. 
→ Além da maior secreção de hormônios, temos a maior 
produção de citocinas pró inflamatórias (ex. IL-1, IL-6, 
TNF, fator de ativação plaquetária, NO, radicais livres, 
sistema complemento), implicando na regulação desta 
resposta metabólica à queimadura. 
→ Uma vez que estas cascatas são iniciadas, seus 
mediadores e subprodutos parecem estimular a taxa 
metabólica aumentada e persistente associada ao 
metabolismo alterado de glicose visto após a queimadura 
grave. 
→ Descobriu-se que a liberação de insulina durante este 
período é o dobro à uma dose de glicose, e os níveis de 
glicoseno plasma são acentuados, indicando o 
desenvolvimento de uma resistência à insulina. 
→ Os fenômenos metabólicos pós-queimaduras iniciam-se 
prontamente, sugerindo dois padrões distintos de 
regulação metabólica após a lesão. 
→ A primeira fase ocorre nas primeiras 48 horas de lesão e 
tem sido chamada de fase ebb (ou de choque). 
- Caracterizada por diminuição do débito 
cardíaco, do consumo de oxigênio e da 
taxa metabólica, bem como diminuição 
da tolerância à glicose associada a 
hiperglicemia. 
- Temos elevado catabolismo, 
resultando em perda de proteína 
corporal total, defesa imunológica 
diminuída e cicatrização diminuída. 
→ Estas variáveis metabólicas aumentam gradualmente 
dentro dos cinco primeiros dias pós-lesão até atingirem 
um platô e passam a se chamar fase flow (ou de fluxo). 
- Caracteristicamente associada à 
circulação hiperdinâmica e ao estado 
hipermetabólico. 
→ Atualmente acredita-se que essas alterações metabólicas 
desaparecem logo após o fechamento completo da ferida, 
podendo durar mais de 12 meses após o evento inicial, a 
fim de estabilizar novamente os valores alterados durante 
a resposta hipermetabólica. 
TAMANHO DA QUEIMADURA 
→ A determinação do tamanho da queimadura estima a 
extensão da lesão. 
→ O tamanho da queimadura é geralmente avaliado pela 
regra dos noves. 
→ Em adultos, cada membro superior e a cabeça 
correspondem a 9% da área de superfície corporal total 
(ASCT), extremidades inferiores e troncos anterior e 
posterior correspondem a 18% cada e o períneo e 
genitália são considerados 1% da ASCT. 
 
Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
4 
 
→ As crianças têm comparativamente uma maior área da 
superfície corpórea na cabeça e no pescoço, que é 
compensada por uma superfície relativamente menor nas 
extremidades inferiores. 
→ As crianças têm 21% da ASCT no somatório da cabeça e 
pescoço e 13% em cada perna, que se aproximam 
gradualmente das proporções adultas com o aumentar da 
idade. 
 
→ A fórmula de Berkow é utilizada para determinar com 
precisão o tamanho das queimaduras em crianças. 
 
→ Outro método de estimar queimaduras menores é igualar 
a mão aberta do paciente a aproximadamente 1% da ASCT 
e, então, transpor essa medida visualmente à ferida para 
determinar seu tamanho. Este método é crucial na 
avaliação de queimaduras de distribuição mista. 
TRATAMENTO BÁSICO 
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR 
→ Antes de serem submetidos a qualquer tratamento 
específico, os pacientes queimados devem ser removidos 
do cenário do trauma, e o processo lesivo, interrompido. 
→ Lesão por inalação sempre deve ser suspeitada e oxigênio 
a 100% deve ser administrado por máscara. 
→ Enquanto se remove o paciente do local do trauma, deve-
se ter cuidado para que o socorrista não se torne outra 
vítima. 
→ Deve-se apagar o fogo das roupas em combustão e 
removê-las o mais cedo possível para prevenir lesões 
adicionais. 
→ Todos os anéis, relógios, joias e cintos devem ser 
removidos, pois eles retêm calor e podem produzir um 
efeito torniquete. 
→ Água à temperatura ambiente pode ser vertida no 
ferimento dentro de 15 minutos da lesão para diminuir a 
profundidade do ferimento, mas quaisquer medidas 
subsequentes para refrescar o ferimento devem ser 
evitadas de modo a prevenir a hipotermia durante as 
manobras de reanimação. 
AVALIAÇÃO INICIAL 
→ Como qualquer paciente traumatizado, o paciente 
queimado deve ser abordado inicialmente com uma 
avaliação primária e secundária. 
→ Na avaliação primária, condições que ameaçam 
imediatamente a vida são rapidamente identificadas e 
tratadas. 
o O ABCDEF é usado como checklist para a 
avaliação primária. 
→ Na avaliação secundária, procede-se a uma avaliação 
mais completa da cabeça aos pés. 
A – VIAS AÉRES/ LESÃO POR INALAÇÃO 
→ A exposição a gases aquecidos e à fumaça resulta em 
danos ao trato respiratório superior. 
→ Lesão direta às vias aéreas resulta em edema, que, em 
combinação com o edema generalizado associado à 
queimadura grave, pode obstruir as vias aéreas. 
→ Deve-se suspeitar de lesão às vias aéreas nos casos de 
queimaduras faciais, ambientes fechados – intoxicação 
por CO –, vibrissas chamuscadas, roquidão, escarros 
carbonáceos e taquipneia. 
→ Obstrução das vias aéreas superiores pode-se 
desenvolver rapidamente, e o estado respiratório deve 
ser monitorado continuamente para avaliar a necessidade 
de controle das vias aéreas e suporte ventilatório, sendo 
o maior preditor de mortalidade, antes mesmo da 
extensão da lesão. 
→ A entubação endotraqueal deve ser instituída 
precocemente antes que o edema distorça a anatomia 
das vias aéreas superiores, em casos de queimaduras de 
vias aéreas. 
Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
5 
 
→ Ofertar oxigênio 100% na chegada, caso ele esteja 
acordado usa-se as máscaras inalantes, já desacordado 
com Glasglow menor que 8 é feita a entubação 
oreotraquial e ventilação mecânica com oferta de 
ventilação mecânica à 100%. 
→ Quando entubar o paciente: 
o PaO2 55 
o Sat→ A solução que se faz é de ringer lactato, caso não tenha 
utilizada outro cristaloide, como soro glicosado ou soro 
fisiológico. 
→ FÓRMULA DE PARKLAND: 4ml x peso do paciente x ASCQ. 
o Somente queimadura de 2° grau para cima. 
→ FÓRMULA DE BROOK MODIFICADA: 2 ou 3 ml x peso do 
paciente x ASCQ, a fim de o paciente não ficar hiper 
hidratado. 
o Não utilizada em pacientes com queimaduras 
elétricas, já que esses precisam de uma 
hidratação maior. 
→ É usado essa fórmula quando o paciente está com a SCQ 
de 20% a 50%. 
→ É passado uma sonda vesical de demorada, para saber se 
a fórmula está apropriada, dando o débito urinário 
(volume urinário/ peso), sendo que deve estar acima de 
0,5 ml/kg/hora. 
Larissa Costa – 4° semestre – FTC 
 
6 
 
o Quando for queimadura elétrica esse valor deve 
estar acima de 1 ml/kg/hora. 
→ Também podemos avaliar a eficiência da fórmula através 
da diurese, que deve estar acima de 50ml por hora, e caso 
seja uma queimadura elétrica, dobra-se o valor. 
→ O acesso venoso deve ser preferencialmente calibroso 
para a reidratação e usar analgelsia forte para dor. 
QUEIMADURAS ELÉTRICAS 
→ A lesão elétrica é diferente das outras queimaduras, na 
medida em que as áreas visíveis de necrose tissular 
representam apenas uma pequena porção do tecido 
destruído. 
→ A corrente elétrica penetra em uma parte do corpo, como 
os dedos ou a mão, e progride através dos tecidos com a 
menor resistência à corrente elétrica, geralmente os 
nervos, vasos sanguíneos e músculos. Deixando o corpo 
através de uma área aterrada, tipicamente o pé. 
→ A pele tem uma resistência relativamente alta à corrente 
elétrica e é, desta forma, predominantemente poupada. 
→ O músculo é o principal tecido através do qual a corrente 
flui, e, desta forma, sofre a maioria das lesões. 
→ A maior parte da musculatura está em estreita 
proximidade com os ossos. 
→ As lesões dividem-se nas de alta voltagem e nas de baixa 
voltagem. 
o Baixa voltagem: abaixo de 1000V 
- Similar às queimaduras térmicas, sem 
transmissão de energia aos tecidos 
profundos. 
o Alta voltagem: acima de 1000V 
- A síndrome da lesão de alta voltagem 
consiste em graus variáveis de 
queimaduras cutâneas nos sítios de 
entrada e saída, com a destruição oculta 
de tecidos profundos. 
→ Caso o paciente relate inconsciência após a queimadura, 
mesmo sendo breve, esse precisa ficar na UTI sendo 
monitorado por 24 a 48 horas, para averiguar se ele 
infartou ou não. 
→ Quando o paciente tem lesões secundárias – músculos, 
devemos aumentar a hidratação do paciente. 
QUEIMADURAS QUÍMICAS 
→ A maioria das queimaduras químicas são acidentais e 
causadas por manuseio incorreto de produtos de limpeza 
domésticos, apesar de algumas envolverem exposições 
industriais. 
→ O grau de lesão tecidual, bem como o nível de toxicidade, 
é determinado pela natureza química do agente, sua 
concentração e duração do contato com a pele. 
→ Os agentes químicos causam lesão pela destruição 
proteica, com desnaturação, oxidação, formação de 
ésteres proteicos e/ou desidratação do tecido. 
→ Para todos os produtos químicos, lavagem com 
quantidades abundantes de água limpa devem ser 
realizadas imediatamente após a remoção de todas as 
roupas, por cerca de 30 minutos. 
→ A lavagem precoce dilui o agente químico que está em 
contato com a pele, e a prontidão do tratamento aumenta 
sua eficiência. 
→ O local de lavagem deve ser mantido drenado para 
remover o efluente inicial, mais concentrado, tomando 
cuidado para evitar a exposição das áreas não lesionadas 
com a solução inicial. 
UNIDADES PARA TRATAMENTO DE QUEIMADOS 
→ Pacientes com os seguintes critérios devem ser 
encaminhados aos centros com unidades específicas para 
tratamento de queimados, de acordo com o ACSC de 
2006: 
o Queimadura de espessura parcial de mais de 10% 
da ASCT (SUS utilizada 15%). 
o Queimadura de 3° grau. 
o Queimaduras envolvendo a face, mãos, pés, 
genitália, períneo ou pele sobrejacente às 
articulações principais. 
o Qualquer queimadura de espessura total. 
o Queimaduras elétricas e químicas 
o Lesões por inalação 
o Queimaduras em pacientes com comorbidades 
prévias que possam complicar o tratamento, 
prolongar a recuperação ou afetar os resultados 
clínicos. 
o Qualquer paciente com queimaduras e trauma 
concomitante. 
o Crianças queimadas atendidas em hospitais sem 
pessoal e/ou equipamentos pediátricos 
adequados. 
o Queimaduras em pacientes que necessitarão de 
intervenções sociais e emocionais especiais, ou 
de reabilitação por longo prazo.

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