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INTRODUÇÃO À REUMATOLOGIA → HISTÓRIA REUMATOLÓGICA Avaliar localização, qualidade e intensidade, curso, fatores agravantes ou de alívio, apresentação e achados associados Caracterização do comprometimento articular Há comprometimento local ou generalizado? Simétrico ou assimétrico? Periférico ou central? - As disfunções musculoesqueléticas podem ser categorizadas como regionais ou generalizadas - Dor regional pode ser “referida”, podendo ter pouco a ver com a área dolorosa - Articulações vizinhas devem ser examinadas + patologias específicas acometem articulações próprias - Artrite Reumatoide: acometendo principalmente punhos e das pequenas articulações proximais dos pés e mãos; - Artrite psoriásica geralmente envolve as articulações distais de pês e mãos - Simetria ocorre geralmente na Artrite Reumatoide - OA é uma doença degenerativa, sem inflamação sistêmica, afeta articulações de carga e tem progressão lenta. - AR é uma doença autoimune, inflamatória, afeta articulações menores de forma simétrica e pode comprometer órgãos Caracterização quanto ao tempo de progressão - O tempo de acometimento é extremamente importante. Algumas patologias são caracterizadas e definidas pela cronologia - AR → evolução insidiosa (longo de semanas) - AS → evolução em dias - Fibromialgia → anos Características flogísticas - A dor e o inchaço articular podem ser inflamatórios ou não inflamatórios - Inflamação intra-articular envolve a sinóvia (sinovite) → Em doenças inflamatórias (como auto imunes), esse inchaço ocorre em repouso; enquanto nas doenças degenerativas (osteoartrite), ocorre no uso da articulação. - Na presença de sinovite, pode haver disfunção articular Características sistêmicas - Sintomas como fadiga, perda de peso, anorexia e febre baixa podem estar associados com qualquer processo sistêmico (LES X Lupus cutâneo) - Sintomas não articulares podem ser “pistas” pra caracterizar síndromes reumatológicas. - Ex : sintomas genitourinários são característicos de artrite reativa. - Deve-se questionar: rash cutâneo, fotosensibilidade, alterações cutâneas (Raynaud), úlceras orais, olho e boca seca, etc. → EXAME FÍSICO 1) Exame articular - Questões chaves → Qual o local da alteração? + Qual o tipo de alteração? + Qual o tipo de distribuição das alterações? + Estão envolvidos outros achados? - Observar se há inflamação ativa, se há danos provocados por inflamação anterior, se há redução na mobilidade, deformidade ou dano permanente - Alterações de pele/couro cabeludo, alopecia, nódulos subcutâneos, tofos, dermatoses, fenômeno de Raynaud, deformidades do nariz, de ausculta cardíaca ou pulmonar, dos pulsos periféricos, de reflexos superficiais ou profundos, de alterações na sensibilidade cutânea, na palpação abdominal # Inspeção - Sinais cardiais de inflamação → dor, edema - Alterações de alinhamento e deformidade → subluxação, luxação, osteófitos - Limitação de movimento - Trofismo muscular → avaliar atropia da musculatura interóssea (comum na artrite das mãos) e atrofia do quadríceps por doenças de joelho # Palpação - Avaliar dor, tumefação e calor articular - Crepitações → ruídos de tons de baixa intensidade e alta frequência - Estalos → tons altos, de baixa frequência e breve duração - Derrames articulares (sempre ordenhar) 2) Exame da ATM - Ações → falar, bocejar, martigar e deglutir - Técnica adequada: dedo indicador no conduto auditivo, percepção de irregularidades, creptações e deslocamento no abrir e fechar da boca - Abertura normal → 3-6 cm 3) Exame da coluna vertebral - Hipercifose → aumento da convexidade posterior da coluna torácica ou surgimento onde não existe - Hiperlodose → aumento da concavidade posterior da coluna lombar ou cervical - Escoliose → morfológica (idiopáticas ou congênitas) e não morfológica a. Segmento cervical - Movimentos básicos → flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda Sinal da flecha: espondilite anquilosante avançada b. Segmento dorsal - Inspeção da pele do tórax → edema, contusões, lesões - Mobilidade → Paciente primeiro de pé e depois sentado e com as mãos na nuca → movimentos de rotação do tronco (habitualmente alcançam 75°) - Mobilidade costal → medida do perímetro torácico (ins e exp máxima), sendo o normal uma diferença de > 4 cm c. Segmento lombar - Movimentos básicos: flexão, extensão, inclinação lateral, direita e esquerda, e rotação, direita e esquerda. - Na palpação avaliar localização de pontos dolorosos e palpação do ciático - Paciente deve fletir o quadril – localizando o ponto médio entre a tuberosidade isquiática e o grande trocânter ✓ TESTE DE SHOBER - É um teste que avalia a mobilidade da coluna vertebral. Marca-se um ponto na linha média das costas do paciente ao nível da quinta vértebra lombar, e outro 10 cm acima dela – e pede-se para o paciente flexionar a coluna. - Em indivíduos saudáveis, a marca se distancia mais de 15 cm à manobra; em portadores de espondilite, essa distância éartrite reumatoide (70% a 80%), síndrome de Sjögren (40% a 70%), lúpus eritematoso sistêmico (25% a 30%), doença mista do tecido conjuntivo (cerca de 50%); b. Infecções crônicas: endocardite bacteriana, tuberculose, hanseníase, sífilis, hepatites B e C c. Outras: crioglobulinemia, sarcoidose, neoplasias, entre outras Anticorpos anti-peptídeo citrulinados (Anti-CPP) - Método usado: ELISA - A citrulinização de proteínas representa uma dessas disfunções e é um dos mecanismos fundamentais na fisiopatologia da artrite reumatoide (AR). Nesse caso, temos a troca de arginina por citrulina em uma sequência de aminoácidos presentes no HLA que é induzida, principalmente, pelo tabagismo - Melhor preditor de lesão articular que o FR, porém seu achado não mantém correlação da doença extra-articular Anticorpo anti-nuclear (FAN) - Muito sensível, reage com qualquer coisa → DM, síndrome metabólica, HAS 🚨‼️ - Na maioria dos laboratórios, FAN com títulos maiores que 1:40 ou 1:80 são considerados reagentes - Com relação às doenças reumatológicas, sem dúvida, sua principal associação é com o LES, no qual o FAN está presente em até 98 a 99% dos pacientes. Outras doenças também são fortemente associadas, como esclerose sistêmica, síndrome de Sjögren, dentre outras. # PADRÕES DE FAN - anti-histona: lúpus farmacológico - Nuclear pontilhado fino denso → processo inflamatório em indivíduos hígidos - Padrão homogêneo → indica lesão renal no lupus Anti-SSA - Lúpus cutâneo - Deve ser dosado em gestante com lupus → pode causar bloqueio e/ou arritmia Anticorpo anticitoplasma de netrófilo (ANCA) - Sob a denominação de ANCA, agrupamos diversos anticorpos contra grânulos de neutrófilos e monócitos que, classicamente, estão associados a um grupo específico de doenças reumatológicas: as vasculites - Comum em pacientes com doença de Cronh, retocolite ucerativa (70%) e vasculites - Considerados marcadores de vasculites de pequenos vasos - Método → imunoofluorescência direta - Podem-se observar dois grandes grupos → C-anca e P-anca - C-anca geralmente presença de anti-corpos anti-peroxidase 3 (marcadores de granulomatose com poliangeite) - P-anca geralmente anticorpos antimieloperoxidase Complemento - Sistema importante que participa no processo inflamatório e em defesa aos patógenos diversos - Medidor de doença inflamatória, se há consumo indica-se doença renal, mas também está envolvido em outros processos: virais, inflamatórios - A ativação pode ocorrer através de 3 vias diferentes → clássica, alternativa e lecitina - Via clássica → via ativada por C1q (imunocomplexos e cels apoptóicas) - Via alternativa → ativada por C3 pela ligação com C3b - Via da lecitina → manose e via clássica - MECANISMO DOS TRANSTORNOS DO COMPLEMENTO ADQUIRIDO → as deficiências adquiridas nas proteínas do complemento podem resultar de vários mecanismos - Consumo acelerado por imunocomplexo (comum) - Síntese hepática reduzida (pouco frequente) - Perda de componente do complemento na urina (rara) - Mutação somática em um gene do complemento Crioaglutinina - I → componente monoclonal: mieloma (29), linfoma idiopático - II → componente mono/policlonal - infecção HCV, LLC e linfoma - III → componente policlonal - infecção cronica e doença autoimune - Pesquisa de antígeno HLA-27 → variar espondilite aquilosante - Anticorpos antifosfolipides → associados a doenças trombóticas → REAGENTES DE FASE AGUDA - algumas substâncias são produzidas pelo fígado sob influência de citocinas diante de um dano tecidual - Esse dano pode ter várias causas, como trauma, infecção, inflamação ou até neoplasia. - Essas substâncias conseguem aumentar sua concentração plasmática em pelo menos 25% em relação à concentração basal durante o processo inflamatório. - Logo, são capazes de medir o tamanho do processo inflamatório - No local onde ocorre um dano tecidual, são produzidas citocinas, interleucina 1 (IL-1), fator de necrose tumoral-alfa (TNF-α) e interleucina 6 (IL-6), que induzem os hepatócitos a produzirem essas proteínas, aumentando, dessa forma, sua síntese. Velocidade de hemosendimentação das hemácias (VHS) - Não específico ‼ - Composto por 3 fases: - Agregação ou fase lag → formação de rouleaux - Decantação ou precipitação - Empacotamento - O método Westergren é o principal meio de avaliação - É um teste inespecífico na documentação de processo inflamatório, infeccioso ou neoplásico, servindo de referência de sua intensidade e considerando a resposta terapêutica - Pode estar aumentado em idosos, sem significância clínica ⚠️ - Variáveis que influenciam → volume e forma dos eritrócitos e das proteínas do plasma - Proteína em ordem de influência: fibrinogênio > beta globulina > gama globulina e albumina - Deve se usado apenas como auxiliar no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de diversas condições clínicas - É um exame útil na confirmação diagnóstica de arterite temporal, polimialgia reumática e outras doenças difusas do tecido conjuntivo, mas um VHS normal num paciente com sintomas destas doenças não exclui o diagnóstico Proteína C reativa - A dosagem da PCR NÃO sofre interferência da presença da anemia, policitemia, esferocitose, macrocitose, insuficiência cardíaca congestiva ou de hipergamaglobulinemia 🚨 - Muito usado na rotina clínica → curva de PCR (à medida que aumenta, a mortalidade é maior) - Melhor método de análise → ELISA 🥇 - PCR tem a peculiaridade de não se elevar com atividade de LES, exceto na presença de serosite, poliartrite crônica ou vasculite com infarto tecidual ⚠️ - Na ausência dessas características, a elevação sugere infecção, preferindo-se então VHS para detectar atividade da doença → IMAGEM Radiologia convencional Ultrassonografia Tomografia computadorizada RNM Medicina nuclear Densimetria óssea Eletroneuromiografia → OUTROS Exame do líquido sinovial - Filtrado do plasma, ascrescido de ácido hialúronico sintetizado por sinoviócitos do tipo B da membrana sinovial - Funções: lubrificação + amortecimento + nutrição - Quando é indicado? → investigação diagnóstica das artrites - O que solicitar para análise do LS? → citologia, cultura, cristal 1) Cor - Normal → incolor até amarelo-palha, viscoso - Avermelhado → trauma, acidade de punção, discrasias sanguíneas, SVN, implante neolásico,, candrocalcinose, osteoartropatia d echarcot - Alaranjado (xantocromático): AR, EA, gota - Esbranquiçado, AR séptica, gota, hiperliidemia 2) Turbidez - Normal → translúcido - Principais alterações decorre do aumento da celularidade → (processos infecciosos ou inflamatórios) - Viscosidade → redução da viscosidade se observa nos processos inflamatórios e infecciosos 3) Celularidade 4) Citologia - LS é constituído por 80% de monócitos e 20% de polimorfonucleares.Na vigência de processos inflamatórios ou infecciosos, há uma inversão desta relação - Presença de hemácias jovens (acidente de punção) e hemácias crenadas (hemartrose) 5) Cristais 6) Bacteriologia - Gram, BAAR, PAS, cultura para germes inespecíficos, cultura para gonococos, cultura para tuberculose, cultura de fungo TENDINOPATIAS E BURSITES → INTRODUÇÃO Células do tecido conjuntivo O tecido conjuntivo é um dos quatro principais tipos de tecidos do corpo humano (junto com o epitelial, muscular e nervoso), e tem como função principal sustentar, nutrir, proteger e conectar os outros tecidos e órgãos 1) Fibroblastos - Protótipo das células do tecido conjuntivo, precursor do fibrócito , sua principal função é a produção de proteínas fibrisas e não fibrosas, como glicoproteínas e proteoglicanos da matriz celular. Os fibroblastos são células que sintetizam as fibras do tecido conjuntivo, mantendo a estrutura de órgãos e tecidos. Eles também participamda cicatrização de feridas e da regeneração de tecidos. 2) Condrócitos - Secretam componentes da cartilagem, como os glicosaminoglicanos (ex.: ácido hialurônico) e o colágeno - afetados principalmente por estresse mecânico. Diferenciam-se a partir dos condroblastos 3) Osteoblastos - Participam da síntese do tecido ósseo e diferencia-se em osteócito e osteoclasto 4) Células sinoviais - Revestem internamente a superfície da maioria das articulações - Produzem o líquido sinovial e substâncias necessárias ao metabolismo da cartilagem articular (células tipo B ou fibroblastos-like) - Exercem a fagocitose Composição da matriz celular 1) Proteínas estruturais a. Colágeno → Dá força e resistência aos tecidos. b. Elastina → Confere elasticidade, permitindo que os tecidos voltem à forma original após estiramento 2) Proteoglicanos e Glicosaminoglicanos (GAGs) 💦 (Retêm água e conferem viscosidade a. Glicosaminoglicanos (GAG): Perda dos GAGs = um dos primeiros sinais do processo degenerativo (OA); Principal → ácido hialurônico b. Proteoglicanos: são resistente a compressão, Retardam o movimento rápido de microrganismos e células metastáticas; Perda dos proteoglicanos na cartilagem articular é fator importante na patogênese de doenças articulares, como a osteoartrite e AR 3) Glicoproteínas de Adesão 🔗 a. Fibonectina → Facilita a adesão celular b. Laminina → Importante para a estrutura da membrana basal Fibras colágenas - Mantem a integridade estrutural do tecido conjuntivo e participam de processos biológicos - Defeitos de sua estrutura e fenômenos de auto-imunidade, relacionam-se a muitas doenças reumáticas Fibras elásticas - Depois do colágeno, a elastina é o maior componente fibroso do tecido conjuntivo - Altamente flexível, mas com menor resistência à tração que o colágeno - Abundantemente presente em: parede dos vasos sanguíneos da pele, na parede das artérias de grande calibre, no parênquima pulmonar, etc. Fibras reticulares - Presença em tecidos embrionários, e em órgãos como baço, linfonodos, fígado, medula óssea, onde formam uma delicada rede que se cora muito bem pelos sais de prata → ARTICULAÇÕES 1) Diartrodiais | articulações sinoviais - As mais móveis articulações 2) Sinartroses - Encontradas no crânio → onde existem placas ósseas separadas por uma fina camada de tecido fibroso, não permitem o movimento, mas permitem o crescimento normal. 3) Anfiartrofes - Quando ossos adjacentes são ligados por fibrocartilagem flexível que permite movimentos discretos - Sínfise púbica Fatores essenciais para preservação articular o Circulação = Nutrição e regular a pressão, temperatura interna e eliminar catabólitos e macromoléculas através dos vasos linfáticos o Inervação = Não há nervos na cartilagem hialina, sendo a membrana sinovial pobre em inervação o Difusão o Temperatura o Distribuição de carga e força, estabilidade e pressão intra-articular, lubrificação, efeitos do movimento, membrana sinovial → PUNHO E MÃO 1) Tenossinovite De Quervain A tenossinovite de De Quervain é uma condição inflamatória que afeta os tendões do polegar na altura do punho. É uma das causas mais comuns de dor no lado radial (lateral) do punho, especialmente em mulheres de 30 a 50 anos. - Tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, geralmente em decorrência de estresse mecânico - Dor no processo estilóide do radial e fraqueza à preensão com o polegar e indicador - O tratamento inclui AINH, imobilização do punho e polegar com férulas e fisioterapia. No entanto, infiltração com glicocorticoide é o tratamento não cirúrgico mais eficaz. Quando da persistência dos sintomas, é indicada a abordagem cirúrgica para liberação dos tendões. 2) Dedo em gatilho O dedo em gatilho, ou tenossinovite estenosante, é uma condição dolorosa que afeta os tendões dos dedos da mão, causando um travamento ou estalo ao flexionar e estender o dedo — como se fosse um "gatilho" disparando. - Impossibilidade de extensão completa dos dedos após flexão máxima. O trauma por uso excessivo das mãos, é a etiologia mais comum - O tratamento pode se iniciar por uso de AINH e fisioterapia. Infiltração com glicocorticoide na polia A1 é comumente utilizada com índices de sucesso de 60 a 90%. - A persistência ou recorrência é mais comum em pacientes com diabetes mellitus, associação com outras tendinopatias e maior tempo de evolução. Quando o tratamento conservador falha, liberação cirúrgica aberta ou percutânea é considerada. → OMBRO Manguito rotador Subescapular, supraespinhoso, infraespinhoso e redondo menor 1) Acometimento do tendão supraespinhoso # Manobra de Neer Como é feita - O paciente fica em pé ou sentado e o examinador eleva passivamente o braço do paciente em flexão anterior com braço pronado Teste positivo - Dor no ombro durante a elevação → sugere impacto subacromial. - Indica possível tendinite do supraespinal ou bursite subacromial # Manobra de Hawkins Obejetivo do teste - Detectar conflito subacromial, ou seja, compressão dos tendões do manguito rotador entre o acrômio e a cabeça do úmero — situação comum na síndrome do impacto. Como é feita - O examinador eleva o braço do paciente a 90º de flexão do ombro e a 90º de flexão do cotovelo. Em seguida, realiza rotação interna passiva do ombro. Teste positivo - O paciente refere dor na região anterolateral do ombro durante a rotação interna. - ndica provável compressão dos tendões do manguito rotador, principalmente do supraespinal ou da bursa subacromial. # Teste de Apley Como é feita - O paciente tenta tocar a parte superior das costas, passando o braço por cima do ombro. Avalia a rotação externa, abdução e flexibilidade da cápsula posterior do ombro - O paciente tenta tocar a parte inferior das costas, levando o braço por trás (subindo da lombar para cima). Avalia a rotação interna e adução Teste positivo - Lesões do manguito rotador, capsulite adesiva # Teste de Jobe Objetivo - Identificar lesão ou tendinopatia do supraespinal. - Avaliar força e possível dor no tendão do supraespinal, responsável pela abdução do ombro. Como é feita -- O examinador posiciona o braço do paciente em: abdução 90°, flexão anterior de 30° e rotação interma) - O examinador aplica resistência para baixo nos braços do paciente, que deve tentar manter a posição. Teste positivo - Indica lesão do tendão supraespinal, tendinite # Manobra de Yocum Como é feita - O paciente é instruído a tocar o ombro oposto com a mão (mão direita no ombro esquerdo, por exemplo). - O examinador então pede ao paciente que eleve o cotovelo contra uma resistência leve imposta pelo examinador. Teste positivo - Dor durante o movimento ou limitação funcional sugere compressão dos tendões do manguito rotador, especialmente o supraespinal, ou inflamação da bursa subacromial. - Acalia síndrome do impacto subacromial, tendinoparia do manguito rotador e inflamação da Bursa subacromial 2) Acometimento do infraespinhoso # Teste de Pete Como é feita - Braço do paciente é posicionado em abdução 90° e cotovelo flexionado a 90° - Examinador sustenta braço e aplica resistência à rotação externa (pede ao paciente para girar o antebraço para trás contra essa resistência). Teste positivo - Se o paciente apresentar dor, fraqueza, incapacidade de manter ou realizar rotação externa → Sugere lesão ou comprometimento do tendão do músculo infraespinal - Suspeita de lesão do manguito rotador, especialmente do infraespinal. 3) Acometimento do subescapular # Manobra de Gerber Como é feita - O paciente coloca a mão nas costas, com o dorso da mão encostando na região lombar - O examinador pede que o paciente afaste a mão das costas (faça o movimento de "descolar" a mão da lombar).- Pode-se aplicar resistência leve para avaliar a força do movimento. Teste positivo - Incapacidade de descolar a mão das costas, dor ou fraqueza indicam: - Lesão ou disfunção do músculo subescapular - Possível roptura do tendão subescapular Tenossinovite de ombro # Manobra de Yegarson Como é feita - O paciente mantem cotovelo flexionado 90° com antebraço em posição de pronação - Examinador palpa sulco bicipital e solicita que o paciente faça supinação do antebraço (gire a palma da mão para cima) e rotação externa do ombro, contra resistência. Teste positivo - Dor no sulco bicipital ou sensação de estalido/saliência → sugere tendinite do bíceps e instabilidade ou subluxação do tendão da cabeça longa # Teste de Lipmann Como é feita - Paciente com cotovelo flexionado a 90° - Examinador palpa o tendão da cabeça longa do bíceps no sulco bicipital (região anterior do ombro) e Move o tendão lateral e medialmente (de um lado para o outro), aplicando uma leve pressão Teste positivo - Dor ou desconforto durante a manipulação do tendão → indica tendinite bicipital. Tendinite calcificante do ombro - Cristais mais envolvidos: pirofosfato de cálcio e hidroxiapatita. - Supra-espinhoso mais afetado Síndrome do impacto - Quando o tendão do supraespinhal é comprimido (pinçado) entre a cabeça umeral, a porção anterior do acrômio, o ligamento corocoacromial, e às vezes, com a borda inferior da articulação acromioclavicular Bursite # Teste do aperto do botão subacromial Como é feita -O examinador aplica pressão com o polegar na região anterior e lateral do ombro, logo abaixo do acrômio (na área subacromial). Teste positivo - Dor localizada e intensa ao pressionar essa área sugere bursite subacromial, síndrome do impacto subacromial e irritação na região subacromial # Teste de Dawbrarn Como é feita - O paciente está em posição sentada. O examinador palpa a região subacromial (abaixo do acrômio) com o braço do paciente em repouso ao lado do corpo (Essa palpação geralmente causa dor se houver bursite.) - Em seguida, o examinador abduz passivamente o braço do paciente (eleva lateralmente). - Durante a elevação do braço, o examinador mantém a pressão no ponto doloroso Teste positivo - A dor diminui ou desaparece com a abdução do braço → teste positivo para bursite subacromial. - Isso ocorre porque a bursa inflamada migra para uma posição menos comprimida durante a elevação do braço → COTOVELO Dor na região anterior - Tendnopatia e ruptura do bíceps diatal: sexo masculino, 50-60 anos, atividades com sobrecarga de força durante flexão do cotovelo Dor na região lateral – cotovelo de tenista - Epicondilite lateral: lesão extra-articular mais comum, prevalência 30-50 anos, extensão do punho contra resistência de forma repetitiva - A maior parte dos pacientes queixa-se de dor localizada junto ao epicôndilo lateral ou anteriormente a ele. A dor pode variar de leve e intermitente a contínua e intensa, com limitação funcional variável. É tipicamente reproduzida com contração contra resistência da musculatura extensora do punho e dos dedos. - A abordagem terapêutica inclui redução da sobrecarga com bandas tensoras ou férulas imobilizadoras do punho. Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) e infiltrações com glicocorticoides são eficazes na maior parte dos pacientes, mas eventualmente pode ser necessário realizar abordagem cirúrgica. Infiltrações com plasma rico em plaquetas são comumente usadas, mas a evidência de sua eficácia é questionável. # Teste de Cozen Dor na região posterior - Bursite olecraniana - Lesão do tríceps distal - Pinçamento olecraniano Dor na região medial - Epicondilite medial: menos frequente e mais comum em homem - Flexão repetitiva do punho ou fechamento frequente dos dedos (golfistas) - Lesão do ligamento colateral medial → QUADRIL Dor na região anterior - Bursite do ileopsoas e tendinite dos extensores do quadril - A dor na região anterior do quadril pode decorrer do acometimento da articulação coxofemoral, de osteonecrose, da síndrome do impacto femoroacetabular ou de acometimentos da musculatura flexora do quadril. - O encurtamento de flexores e mesmo de outras estruturas capsuloligamentares pode ser o problema originário da dor ou se instalar em decorrência de atitudes antálgicas e falta de mobilização # Teste de Thomas Dor na região lateral - Bursite trocantérica - Síndrome da banda ileotibial, comum em corredores em que a banda encurtada faz fricção sobre a lateral da coxa e joelho → inflamação e dor Dor na região posterior - Bursite isquiática → JOELHO - Composto por 3 compartimentos → patelofemoral, tibiofemoral lateral e medial Teste do rechaço patelar - O teste do rechaço patelar é utilizado para avaliar a presença de derrame articular no joelho, isto é, acúmulo de líquido na articulação. Esse líquido pode ser sinal de condições como artrite ou lesões articulares. Como é feito - O paciente deve estar deitado com a perna esticada (em posição supina). O examinador comprime suavemente a patela (rótula) contra o fêmur. O examinador, então, realiza um movimento de empurrar a patela para baixo e ao redor da borda da patela Teste positivo - Se houver derrame articular, a patela não se moverá livremente e pode "rechaçar" (não se mover com facilidade) - O teste é considerado positivo quando há sensação de resistência ao movimento da patela, indicando a presença de líquido no espaço articular do joelho. Teste da gaveta - O teste da gaveta é um exame físico usado para avaliar a integridade dos ligamentos cruzados do joelho, principalmente o ligamento cruzado anterior (LCA) e, em alguns casos, o ligamento cruzado posterior (LCP). Como é feito - O paciente deve estar deitado em posição supina (de costas) com o joelho flexionado a cerca de 90 graus. - O examinador segura a coxa do paciente com uma das mãos, enquanto com a outra mão segura a parte inferior da perna (tíbia). - O examinador então realiza um deslocamento anterior (para frente) ou posterior (para trás) da tíbia em relação ao fêmur, observando o movimento da tíbia. No teste da gaveta anterior, a tíbia é empurrada para frente em relação ao fêmur. No teste da gaveta posterior, a tíbia é empurrada para trás. Teste positivo - Gaveta anterior positiva: Aumento da mobilidade da tíbia para frente, o que sugere lesão do LCA. - Gaveta posterior positiva: Aumento da mobilidade da tíbia para trás, o que sugere lesão do LCP. Teste da integridade dos ligamentos colaterais Como é feito Teste positivo - Lesão do LCM: Excessiva mobilidade medial (em direção à parte interna). - Lesão do LCL: Excessiva mobilidade lateral (em direção à parte externa). Bursite anserina – tendinite anserina - A tendinite anserina (também chamada de bursite da pata de ganso) é uma inflamação que ocorre na região onde três tendões — sartório, grácil e semitendinoso — se inserem na parte medial da tíbia, formando a chamada pata de ganso (anserina). - Entre a metáfise tibial ântero-medial e os tendões da região anserina próximos à sua inserção - Ponto doloroso na porção superior interna da tíbia → 5 cm distalmente à linha articular do joelho - Sintomas: Dor na parte interna e inferior do joelho, principalmente ao subir ou descer escadas. Dor ao toque localizado, inchaço. Rigidez matinal Bursite do tendão do quadríceps - Próximo à sua inserção no polo superior da patela e ao ligamento iliotibial → TORNOZELO E PÉ - No tornozelo, as alterações mais encontradas → sequelas de entorses Antepé - Desabamento do arco anterior e calosidades, Neuroma de Morton, fratura de fadiga, Verrugas, deformidades dos dedos, unhas encravadas e micoses dos pés Mediopé - Raramente acometido Retropé - Fasceíte plantar,esporão de calcâneo e aquiliano, bursite e Síndrome do túnel do tarso DOR “Uma experiência sensorial e emocional desagradável associada ou semelhante àquela associada a danos teciduais reais ou potenciais.” - Dor e nocicepção são fenômenos diferentes. A dor não pode ser inferida apenas pela atividade dos neurônios sensoriais → FISIOPATOLOGIA | TIPOS DE DOR 1) Dor nociceptiva Dor causada pela ativação dos nociceptores, que são receptores sensoriais especializados em detectar estímulos nocivos (calor, pressão, corte, inflamação etc). Como funciona? - Lesão ou estímulo nocivo (ex: corte, pancada, inflamação) - Ativa nociceptores na periferia (terminações nervosas livres) - Esses sinais viajam até a medula espinhal e depois ao cérebro - O cérebro interpreta como dor localizada e proporcional ao estímulo 2) Dor neuropática Dor causada por lesão ou doença que afeta o sistema somatossensorial Exemplos: - Neuragia do trigêmeo - Neuropatia diabética - Dor pós herpética Características: - Queimação, choque, formigamento 3) Dor nociplástica Dor que surge de uma nocicepção alterada, apesar de não haver evidência clara, ou ameaça, de lesão tecidual real provocando a ativação de nociceptores periféricos, ou evidência de doença ou lesão no sistema somatossensitivo que cause a dor Exemplos: - Fibromialgia - Síndrome do intestino irritável - Cefaleia tensional crônica - Síndrome da dor miofascial crônica Características: - Dor difusa ou migratória - Fadiga, sono não reparador - Sintomas somáticos associados (ex: dor abdominal, cefaleia, alteração de humor) - Sem evidência clara em exames de imagem ou laboratoriais → CLASSIFICAÇÃO DA DOR Quanto à fisiopatologia Quanto à localização Quanto à evolução temporal Quanto à intensidade - Leve | moderada | intensa Quanto à duração → VIAS DA DOR 1) Trato neoespinotalâmico - Dor rápida/aguda - As fibras de dor tipo Aδ rápidas transmitem principalmente dor mecânica e térmica aguda - Localização + precisa - Substância neurotransmissora → glutamato 2) Trato paleoespinotalâmico - Dor lenta/crônica - Localização imprecisa - Sustância neurotransmissora → substância P → SISTEMAS DE SUPRESSÃO DA DOR - Substância cinzenta periaquedutal e periventricular do mesencéfalo e porção superior da ponte, situada ao redor do aqueduto de Sylvius, e parte do terceiro e do quarto ventrículo → FATORES DE RISCO 1) Biológicos - Gravidade e extensão de cirurgia, trauma ou condição de doença (por exemplo, politrauma, incluindo queimaduras) - Dor persistente relacionada ao câncer - Fatores genéticos, incluindo doença falciforme - Crises recorrentes de doença inflamatória autoimune 2) Psicológicos - Problemas de saúde mental pré-existentes (por exemplo, depressão mal controlada, ansiedade, catastrofização, TEPT) 3) Uso ou abuso de substâncias 4) Social - Cirurgias repetidas ou procedimentos ineficazes destinados a aliviar a mesma condição de dor - Exposição não intencional e/ou prolongada a analgésicos opioides - Dor generalizada pré-existente (por exemplo, fibromialgia) → TRATAMENTO FARMACOLÓGICO - Via de administração → preferencialmente oral - Intervalos fixos - Analgesia multimodal - Droga de resgate → pacientes com dor crônica, especialmente de origem oncológica e em uso de opioides, devem contar com uma droga que funcione como um “resgate” em momentos de piora da dor a despeito do uso de medicações de horário SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL → INTRODUÇÃO - A dor é de uma qualidade dolorosa profunda, ocasionalmente acompanhada por uma sensação de queimação ou ardência - “locais hiperirritáveis, geralmente dentro de uma faixa tensa do músculo esquelético ou na fáscia do músculo, que são dolorosas à compressão e podem dar origem a dor referida característica, sensibilidade e fenômenos autonômicos” - Ponto gatilho é ponto hipersensível em uma banda tensa palpável - Resposta contrátil local à digitopressão ou estímulo com agulha (twich response) → CLASSIFICAÇÃO DO PONTO-GATILHO 1) Ativo → paciente sintomático 2) Latente → paciente assintomático, sente ao aperto 3) Central → meio do músculo 4) Inserção → área inserção tendínea 5) Primário → ponto é responsável por tudo 6) Secundário → possui outro ponto gatilho, em uma musculatura sinérgica ou antagonista ao primeiro 7) Satélite → ponto gatilho em área de dor referida → FISIOPATOLOGIA 1. Crise energética local (crise metabólica no músculo) - Ocorre microlesão ou sobrecarga muscular → gera liberação excessiva de acetilcolina na junção neuromuscular. - Isso leva a uma contração sustentada das fibras musculares, com diminuição do fluxo sanguíneo (isquemia local). - Resultado: acúmulo de metabólitos ácidos e substâncias pró- inflamatórias (como bradicinina, serotonina e substância P). 2. Formação do ponto-gatilho miofascial - Tensão mecânica localizada - Sensibilização de nociceptores - Formação de uma banda tensa no músculo palpável ao exame físico - Esse ponto é doloroso e pode irradiar dor quando pressionado 3. Disfunção neuromuscular e sensibilização periférica - Há aumento da excitabilidade da placa motora, mantendo a liberação de acetilcolina → ciclo de contratura–isquemia–dor. 4. Fatores que contribuem - Trama muscular agudo - Sobrecarga repetitiva - Estresse emocional → FATORES PERPETUADORES DO PONTO GATILHO - Fatores ergonômicos → postura anteriorizada, atividades repetitivas, uso de telefone e computador - Fatores estruturais → escoliose, assimetria pélvica - Fatores hormonais, nutricionais e infecciosos → hipot, def de vit d e ferro, doença de Lyme → QUADRO CLÍNICO - Dor regional - Trigger point - Dor referida - Sinais sensoriais → dor, formigamento, lacrimejamento - Sensação de fraqueza - Restrição de amplitude → EXAME FÍSICO - Dermografismo → É uma resposta exagerada da pele ao atrito leve ou arranhão. - Paniculose local → Inflamação ou sensibilidade/dor na camada de gordura subcutânea - nodulações subcutâneas - Sensibilização periférica segmentar → teste de pinçamento- rolamento - Com os dedos, o examinador faz um pinçamento da pele e tecido subcutâneo, deslizando (rolando) entre os dedos - Em áreas sensibilizadas, o paciente refere dor intensa, queimação ou ardência → DIAGNÓSTICO CRITÉRIOS MAIORES (5) CRITÉRIOS MENORES (1) Queixa de dor regional Reprodução da queixa durante pressão no ponto (PG ativo) Queixa dolorosa ou alteração sensorial na distribuição de dor referida Contração durante inserção de agulha ou palpação transversal do ponto gatilho na banda tensa Banda muscular tensa palpável Alívio da dor após infiltração do PG Ponto dolorido na banda muscular tensa Restrição de alguns graus de amplitude de movimento - Não existe exame laboratorial específico → DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL → TRATAMENTO Farmacológico - Antidepressivos → tricíclicos + duais - Relaxantes musculares - Opióides fracos - Gabapentinoides - AINES Não farmacológico - Atividade física - Redução do estresse → meditação, TCC Invasivo - Acupuntura - Agulhamento - Toxína botulínica FIBRIMIALGIA → INTRODUÇÃO → EPIDEMIOLOGIA - Mais comum em mulheres - Causa mais comum de dor musculoesquelética crônica generalizada - Comumente acompanhada de fadiga, distúbios cognitivos, sintomas psiquiátricos e mmúltiplos sintomas somáticos → FISIOPATOLOGIA Disfunção na Modulação da Dor (Central Sensitization) – Sensibilização central - Amplificação da dor no sistema nervoso central (SNC). → hiperalgesia - Redução do limiar de dor – estímulos normais (como toque leve) são percebidos como dolorosos (alodinia), e estímulos dolorosos são sentidos com mais intensidade (hiperalgesia). - Causa: disfunção nas vias inibitórias descendentes da dor (menosserotonina e noradrenalina), que normalmente ajudam a “frear” a dor. Alterações Neuroquímicas -🔽 Redução de neurotransmissores inibitórios da dor: - Serotonina - Noradrenalina - Dopamina - 🔼 Aumento de neurotransmissores excitatórios: - Substância P (3x maior no líquor de pacientes com fibromialgia) - Glutamato - Aspartato - Essas alterações aumentam a percepção e persistência da dor. Hiperatividade do Eixo HPA - O estresse crônico pode levar a uma resposta exagerada ou desregulada do eixo HPA. - Alterações de sono + fadiga crônica + ansiedade e depressão Distúrbios de sono - Muitos pacientes com fibromialgia têm sono não restaurador (sono superficial, com poucos períodos de sono profundo - estágio 4). Fatores genéticos e ambientais - História familiar pode estar presente - Traumas físicos ou emocionais, infecções ou estresse intenso podem desencadear a doença em pessoas predispostas Fatores cognitivos - Alterações na atenção à dor e memória de dor, o que contribui para a percepção persistente de dor → MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS - Dor difusa, generalizada e crônica - Distúrbios do sono (sono não reparador) - Fadiga - Sintomas cognitivos → esquecimento, concentração, análise lógica - Sintomas somáticos → cefaleia, SII, → EXAME FÍSICO - Aumento da sensibilidade e palpação em alguns ou múltiplos pontos - Testes laboratoriais e outros estudos → FM não causa anormalidades no testes laboratoriais clínicos de rotina (hemograma, medida de respnsta a fase aguda) ou exames de imagem → DIAGNÓSTICO 1) Índice de dor generalizada (>11 pontos) 2) Escala de gravidade dos sintomas Dx = IDG ≥ 7 + EGS ≥ 5; ou IDG 3-6 e EGS ≥ 9 + Sintomas presentes há pelo menos 3 meses - A FM não causa anormalidades nos testes laboratoriais clínicos de rotina (hemograma, medidas de resposta de fase aguda, hemoquímica) ou de imagem → DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL - Síndromes somáticas funcionais - Transtornos psiquiátricos - Distúrbios de sono - Doenças reumáticas inflamatórias - Doença pós covid → TRATAMENTO Não farmacológico - Educação - Exercício físico → > 150 min/semana - Fisioterapia - TCC Farmacológico # Duloxetina (IRSN) – 30 mg a 60 mg A fibromialgia é uma dor crônica difusa, de origem nociplástica, ou seja: - Não há lesão tecidual clara nem inflamação. - O principal problema está na modulação da dor no sistema nervoso central. - Há uma amplificação da dor: o cérebro interpreta estímulos normais como dolorosos. - Disfunção nos circuitos de neurotransmissores que regulam a dor, como serotonina e noradrenalina. - Também há distúrbios do sono, fadiga e sintomas cognitivos (névoa mental). A duloxetina é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). O que ela faz: - Aumenta os níveis de serotonina e noradrenalina nas sinapses, principalmente nas vias descendentes inibitórias da dor (trato espinotalâmico e vias corticoespinais). - Essas vias são responsáveis por modular e inibir sinais de dor que vêm da periferia para o cérebro. # Venlafaxina (IRSN) – 150-300 mg/dia # Pregabalina (450 mg)/gabapentina (1800-2400 mg) (anticonvulsivantes) Como atuam: - Ligam-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio dependentes de voltagem nos neurônios. - Isso reduz a liberação de neurotransmissores excitatórios, como: Glutamato, Substância P, Noradrenalina (em excesso) - Resultado: diminui a excitabilidade dos neurônios e reduz a sensibilização central. # Tricíclicos - Em baixas dose, administrados antes de dormir, demonstraram objetivamente melhorar o sono e a dor. Exemplos são a amitriptilina na dose de 10 a 75 mg à noite e a ciclobenzaprina, na dose de 5 a 10 mg na hora de dormir (dose diária máxima de 30 mg). # Tramadol - Ideal nas crises fibromialgícas - Também inibe a recaptação da serotonina # Ciclobenzapina + amitriptilina - PACIENTE RECENTE # Codeína # Opioides OSTEOARTRITE → INTRODUÇÃO - Doença de toda articulação que causa redução não somente da espessura da cartilagem hialina, mas também dano no osso subcondral, na membrana sinovial e na cápsula articular → EPIDEMIOLOGIA - É a desordem articular mais comum, cuja prevalência aumenta com a idade (acima dos 70 anos → 38,4%) - Maior incidência no sexo feminino (8,1%, enquanto 5,8% no masc) - Importante causa de morbidade em idosos → incapacidade dos membros inferiores em idosos - A mortalidade associada à OA é em grande parte impulsionada pela morte cardiovascular - A incidência OA de joelho foi maior, seguida por mão, outros sítios e quadril (Joelho > mão > quadril) → FISIOPATOLOGIA 1) Fatores pró-inflamatórios → produção das enzimas proteolíticas responsáveis pela degradação da matriz extracelular → destruição do tecido articular a. Mediadores inflamatórios: IL-1 ou TNF-alfa, incluindo IL 6, proteína quimiotática de macrófagos (MCP) 1, proteína induzida por interferon (IP) 10 e monocina induzida por interferon (MIG) b. Proteases : metaloproteinases de matriz (MMPs), cisteína proteinases, incluindo catepsina K, e serinoproteinases. 2) Carga articular excessiva ou anormal → estimula as células do tecido articular a produzirem fatores pró- inflamatórios e proteases → destruição do tecido articular 3) Vários outros fatores parecem promover a OA → ativando vias que promovem a destruição do tecido articular ou inibindo a capacidade das células de reparar a matriz danificada 4) Espessamento do osso subcondral, esclerose subcondral, osteófitos e cistos ósseos ( + tardio) A osteoartrite afeta a cartilagem articular (colágeno II), cápsula articular, membrana sinovial e o osso subcondral → FATORES DE RISCO - Idade → preditor mais forte, associado à sarcopenia, perda da propriocepção, frouxidão articular - Sexo → feminino (hormônios, genética) - Lesão articular prévia → joelho - Obesidade → articulação de sustentação de peso – quadril e joelho - Ocupação → carga física pesada - Nutrição → ômega 3, vit D, vit K - Fraqueza, força muscular - Tabagismo - Densidade óssea - Atividade física - Fatores genéticos → MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS - Dor mecânica (relacionada ao uso) - 1 → dor previsível e aguda; provocada por um insulto mecânico que limita atividades de alto impacto - 2 → dor mais constante; afeta as atividades diárias; episódios imprevisíveis de rigidez - 3 → dor constante e dolorosa pontuada por episódios de dor imprevisível, intensa e exaustiva; limitações severas na função - Sensibilidade - Limitação de movimento → Resulta principalmente de osteófitos marginais e espessamento capsular - Edema ósseo → Pela remodelação do osso e da cartilagem ambos os lados da articulação e osteófitos marginais, e pode ser evidente em pequenas e grande - Deformidade articular - Instabilidade - Nódulos → Bouchard e Heberden → DOR MECÂNICA X DOR INFLAMATÓRIA MECÂNICA INFLAMATÓRIA Dor ao início do movimentovezes, parestesias afetando múltiplas articulações interfalangeanas - Tem como alvo apenas as articulações interfalangeanas (mais as distais que as proximais) e geralmente poupa as bases dos polegares e as articulações MCF Joelho - Causa única + comum de incapacidade de membros inferiores em adultos >50 anos - Bilateral Quadril - Dor, rigidez e restrição de movimento - Unilateral Articulação facetaria - Coexiste com a degeneração do disco intervertebral → espondilose - Sintomas piores pela manhã; durante os períodos de atividade; aumentados pelo estresse, exercício, extensão da coluna lombar, movimentos rotatórios e ao ficar em pé ou sentado 1° articulação MTF - Alargamento ósseo - Deformidade em valgo do hálux Ombro - Articulação glenoumeral → DIAGNÓSTICO Dor articular persistente relacionada ao uso em 1 ou poucas articulações Idade ≥45 anos Rigidez matinal ≤30 minutos Quando considerar testes adicionais? - Indivíduos mais jovens com sintomas/sinais articulares de AO - Presença de sintomas e sinais atípicos: Local incomum de acometimento, sintomas e sinais de inflamação articular, repouso acentuado e/ou dor noturna e dor rapidamente progressiva - Presença de perda de peso ou sintomas constitucionais - Aqueles com dor no joelho e verdadeiro "travamento", o que sugere desarranjo mecânico adicional Exames laboratoriais - Ausência de exames específicos → provas inflamatórias não aumentam - FR pode estar falso positivo (quanto + idoso, + pode estar positivo) - Avaliar outros fatores de risco - Dúvida? → Líquido sinovial = não muito rico em polimorfonucleares, poucas células Exames de imagem o Raio X - Fundamental para mãos, quadril, pés, coluna - Avalia escleroso subcondral - Osteofitose → formação de osteófitos, que são pequenas projeções ósseas anormais que se desenvolvem nas bordas dos ossos, especialmente nas articulações - Redução e desalinhamento articular - Sinal da Gaivota - Formação de cistos subcondrais (bolsas de líquido que se formam no osso, logo abaixo da cartilagem de uma articulação. ) o USG - Pode identificar alterações estruturais associadas à AO - Útil para detectar características patológicas específicas, como inflamação sinovial, derrame e osteofitose o RNM - Pode identificar OA em estágios mais precoces da doença antes que as alterações radiográficas se tornem aparentes: Defeitos cartilaginosos e lesões da medula óssea - Indicada quando há necessidade clínica de avaliação patológica de outras estruturas da articulação não visualizadas pelo RX - Para descartar outras patologias além da OA que possam ser causa de sintomas → DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Artrite reumatoide Artrite psoriática - Articulações interfalângicas distais. A artrite psoriática tem como alvo as articulações DIP das mãos, que pode ser observada na OA da mão - Mas, ao contrário da OA de mão, a artrite psoriásica pode atingir apenas 1 dedo, muitas vezes como dactilite, e alterações ungueais () características geralmente estão presentes Artrite por microcristais - A artrite cristalina (gota e pirofosfato de cálcio agudo) pode se tornar crônica e até assumir uma distribuição poliarticular envolvendo os dedos, punhos, joelhos e outras grandes articulações. Hemocromatose - Ao contrário da OA de mão, a hemocromatose tem como alvo as articulações MCF e punhos, e predomina em homens - Os achados radiológicos característicos da hemocromatose são extremidades ósseas quadradas e osteófitos em forma de gancho nas articulações MCF, particularmente na 2ª e 3ª articulações MCF. Artrite infecciosa - OA de uma única articulação é geralmente associada com sintomas leves e um líquido sinovial não inflamatório (contagem de glóbulos brancos