Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE DE COBRAS PELA DENTIÇÃO 
As serpentes podem ser identificadas pela morfologia da dentição: 
• Áglifas: dentes iguais e maciços, não peçonhentas (ex: jiboias, sucuris). 
• Opistóglifas: dentes inoculadores de peçonha na parte posterior da maxila (inoculação 
difícil). 
• Proteróglifas: dentes na parte anterior da maxila, porém pouco eficientes na inoculação (ex: 
corais). 
• Solenóglifas: dentes grandes, móveis, situados anteriormente na maxila – maior efetividade 
na injeção da peçonha (ex: jararaca, cascavel). 
 
TRATAMENTO PARA INTOXICAÇÃO POR ORGANOFOSFORADOS E CARBAMATOS 
Sim, há tratamento específico: 
• Atropina: para controlar os sinais muscarínicos. 
• Pralidoxima (2-PAM): especialmente indicada nos casos de organofosforados, ajuda a 
reativar a acetilcolinesterase. 
Piridoxina (vitamina B6) não é usada nesses casos. Ela é usada em intoxicação por isoniazida e 
outras específicas. 
 
ANTIBIÓTICOS EM CASOS DE MICOTOXINAS 
O uso de antibióticos não é indicado como tratamento direto das micotoxinas, mas pode ser 
necessário em casos secundários, como infecções associadas. O manejo envolve remoção da fonte e 
suporte nutricional. 
 
DIAGNÓSTICO DE ZOOTOXINAS – QUADRO HEMORRÁGICO COM MELENA 
O diagnóstico mais compatível é acidente botrópico (Bothrops): 
• Hemorragias locais e sistêmicas. 
• Melena, gengivorragia, epistaxe. 
• Tempo de coagulação aumentado, plaquetopenia e lesão renal são achados laboratoriais 
característicos. 
 
MANEJO EM BOVINOS INTOXICADOS POR SAMAMBAIA 
• Três síndromes: diátese hemorrágica, hematúria enzoótica e carcinomas. 
• Evitar o acesso à planta é essencial. 
• A suplementação alimentar pode reduzir o apetite por samambaia, mas não há tratamento 
específico eficaz. 
• Uso de carvão e cal apagada é tentativa empírica. 
 
INTOXICAÇÃO POR PARAQUAT 
Não há antídoto específico. O tratamento é suporte clínico intensivo, com ênfase na prevenção de 
absorção e controle das complicações respiratórias. A letalidade é alta. 
 
TRATAMENTOS ESPECÍFICOS 
• Bothrops/Crotalus: Soro antibotrópico ou antibotrópico-crotálico (SABC). A dose padrão é 
50 mL, via IV lenta. 
• Rodenticidas anticoagulantes: Vitamina K1 por via subcutânea. 
• Organofosforados/Carbamatos: Atropina + Pralidoxima (somente para organofosforados). 
 
BUFOTOXINAS E ARRITMIA 
Sim, bufotoxinas causam arritmias cardíacas e alterações neurológicas, afetando o impulso nervoso 
e podendo levar a sinais neurológicos centrais. 
 
MICOTOXINAS 
• AFB1: Sim, a aflatoxina B1 é uma das principais e mais potentes micotoxinas hepatotóxicas. 
• Zearalenona: Micotoxina com ação estrogênica, provoca alterações reprodutivas e abortos 
em porcas. 
 
ASSOCIAÇÃO DE SINAIS E ANIMAIS 
• Aranha marrom (Loxosceles sp.): Ação anestésica inicial, seguida de dermonecrose. 
• Bufotoxina (sapo): Causa arritmia cardíaca, alterações neurológicas e digestivas. 
 
MECANISMOS DE AÇÃO 
• Piridoxina: Cofator enzimático; usada em intoxicações por isoniazida, não por 
organofosforados. 
• MAO Inibidor: Aumenta níveis de neurotransmissores. 
• Organofosforados/Carbamatos: Inibem acetilcolinesterase. 
• Amitraz: Agonista alfa2-adrenérgico → depressão SNC. 
• Hipoclorito de sódio: Agente cáustico. 
• Zootoxinas: Variados mecanismos (hemotóxicos, neurotóxicos etc.). 
• Escorpiões: Toxinas neuroexcitadoras. 
• Paraquat: Gera radicais livres → fibrose pulmonar. 
• Samambaia: Tiaminase ou ptaquilosídeo → efeitos hematológicos, neoplásicos. 
• Muscarínicos: Ativação parasimpática. 
• Picada de abelha: Reações alérgicas e sistêmicas. 
• Braquiária: Fotossensibilização hepática. 
• Soro antiofídico em equinos: Administração conforme gravidade e identificação da 
serpente. 
• Loxosceles: Aranha marrom → lesões dermatológicas necróticas. 
• Amidraz = Amitraz: Ação semelhante. 
• Piretróides: Prolongam abertura de canais de sódio neuronais → excitação seguida de 
depressão. 
 
RESUMO DE TOXICOLOGIA – MECANISMO, FONTE, TRATAMENTO E ESPECIFICIDADE 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / 
EFEITO TÓXICO 
FONTE / ONDE 
ENCONTRADO 
TRATAMENTO TRATAMENTO 
ESPECÍFICO? 
PIRIDOXINA (VIT. 
B6) 
Deficiência → convulsões 
(por deficiência de 
GABA). 
Antídoto para 
isoniazida, 
hidrazinas. 
Administração de 
piridoxina. 
✅ Sim 
INIBIDORES DA 
MAO 
Aumenta monoaminas → 
hipertensão, excitação. 
Antidepressivos 
(selegilina), 
algumas plantas. 
Suporte, sedativos. ❌ Não 
ORGANOFOSFOR
ADOS 
Inibe acetilcolinesterase 
→ excesso de ACh. 
Inseticidas, 
antipulgas, 
agricultura. 
Atropina + 
Pralidoxima (2-PAM). 
✅ Sim 
CARBAMATOS Inibe AChE 
reversivelmente. 
Inseticidas 
domésticos, 
jardinagem. 
Atropina. ✅ Parcialmente (não 
se usa 2-PAM) 
ORGANOFOSFOR
ASE 
Enzima que metaboliza 
OPs. 
Fígado 
(metabolismo 
interno). 
— ❌ Não se aplica 
MICOTOXINAS 
(AFB1, 
ZEARALENONA 
ETC.) 
Hepatotóxicas, 
neurotóxicas, 
estrogênicas. 
Grãos mofados, 
ração. 
Adsorventes, suporte 
hepático, remover 
fonte. 
❌ Não 
AMITRAZ / 
AMIDRAZ 
Agonista α2 → depressão 
SNC. 
Banhos 
carrapaticidas, 
coleiras. 
Atipamezol / 
Ioimbina + suporte. 
✅ Sim 
HIPOCLORITO DE 
SÓDIO 
Cáustico → necrose 
química. 
Água sanitária, 
desinfetantes. 
Diluir, suporte, 
analgésicos. 
❌ Não 
ZOOTOXINAS Hemotóxicas, 
neurotóxicas etc. 
Cobras, escorpiões, 
aranhas. 
Soros específicos, 
suporte. 
✅ Sim (quando há 
soro) 
ESCORPIÕES 
(TITYUS) 
Excitação neuromuscular 
→ liberação de 
catecolaminas. 
Tityus serrulatus e 
outros. 
Soro antiescorpiônico 
+ suporte. 
✅ Sim 
PARAQUAT Gera radicais livres → 
fibrose pulmonar. 
Herbicidas. Suporte intensivo, 
antioxidantes. 
❌ Não 
SAMAMBAIA 
(PTERIDIUM 
AQUILINUM) 
Tiaminase, ptaquilosídeo 
→ hematopoiese ↓. 
Pastagens 
degradadas. 
Evitar ingestão, 
suporte, tiamina 
(monogástricos). 
❌ Não (tratamento 
é sintomático) 
BRAQUIÁRIA 
SPP. 
Fotossensibilização por 
lesão hepática. 
Pastagens em 
bovinocultura. 
Retirar do pasto, 
suporte hepático. 
❌ Não 
MUSCARÍNICOS 
(COGUMELOS, 
COLINÉRGICOS) 
Estímulo parassimpático 
exagerado. 
Amanita spp., intox. 
colinérgica. 
Atropina, suporte. ✅ Sim 
PICADA DE 
ABELHA 
Melitina, histamina → 
reação alérgica local ou 
sistêmica. 
Apis mellifera. Adrenalina (se 
anafilaxia), anti-
histamínicos. 
✅ Sim (para reações 
graves) 
SORO 
ANTIOFÍDICO 
(EQUINOS) 
Neutraliza toxina ofídica. Acidentes com 
serpentes. 
Administração IV 
lenta com precaução. 
✅ Sim 
LOXOSCELES 
(ARANHA 
MARROM) 
Necrose + hemólise. Pilhas de roupa, 
canto de parede. 
Suporte, antibióticos, 
dapsona (discutível), 
soro. 
✅ Parcial (soro 
disponível em locais 
específicos) 
PIRETRÓIDES Prolongam canais de Na+ 
→ excitação → 
depressão. 
Inseticidas, coleiras. 
Tóxico p/ gatos. 
Descontaminação, 
anticonvulsivantes, 
suporte. 
❌ Não 
 
TÓXICOS E SEUS MECANISMOS DE AÇÃO 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / EFEITO TÓXICO 
PIRIDOXINA (VIT. B6) Cofator enzimático. Antídoto em intoxicação por isoniazida e hidrazinas. Em sua 
ausência, ocorre convulsão por deficiência de GABA. 
INIBIDORES DA MAO Inibem a monoamina oxidase, aumentando serotonina, dopamina e norepinefrina. 
Podem causar hipertensão, agitação, convulsão. 
ORGANOFOSFORADOS Inibem irreversivelmente a acetilcolinesterase → acúmulo de ACh → síndrome 
colinérgica (muscarínica, nicotínica, SNC). 
CARBAMATOS Inibem reversivelmente a acetilcolinesterase. Efeitos similares aos organofosforados, 
mas menos duradouros. 
ORGANOFOSFORASE Enzima que hidrolisa organofosforados, contribuindo para desintoxicação endógena 
(presente em alguns organismos). 
MICOTOXINAS Diversos mecanismos: hepatotoxicidade (AFB1), neurotoxicidade, imunossupressão, 
alterações reprodutivas (ex: zearalenona). 
AMITRAZ / AMIDRAZ Agonista α2-adrenérgico → depressão SNC, bradicardia, hipotermia, vômito. Interfere 
no metabolismo da insulina e glicose. 
HIPOCLORITO DE SÓDIO Agente cáustico e oxidante → necrose química de mucosas, trato digestório e pele. 
Pode gerar cloro gasosoem reação ácida. 
ZOOTOXINAS Toxinas produzidas por animais. Podem ser neurotóxicas, hemotóxicas, miotóxicas 
etc., conforme o animal (serpente, escorpião, etc.). 
ESCORPIÕES (TITYUS SPP.) Toxinas que ativam canais de sódio e cálcio, provocando liberação massiva de 
neurotransmissores → dor, hipertensão, arritmia, convulsão. 
PARAQUAT Herbicida → gera radicais livres (ROS) → lesão pulmonar progressiva → fibrose → 
insuficiência respiratória irreversível. 
SAMAMBAIA (PTERIDIUM 
AQUILINUM) 
Contém ptaquilosídeo (carcinógeno e imunossupressor) e tiaminase (em 
monogástricos). Causa hematúria, neoplasias e depressão da medula. 
BRAQUIÁRIA SPP. Acúmulo de fototoxinas (ficopirrolizidinas) → fotossensibilização secundária devido a 
lesão hepática. 
MUSCARÍNICOS (EX: 
COGUMELOS TÓXICOS, 
INTOX. COLINÉRGICA) 
Estímulo dos receptores muscarínicos → salivação, lacrimejamento, diarreia, 
bradicardia, miose. 
PICADA DE ABELHA 
(APITOXINA) 
Reação local ou sistêmica. Apitoxina tem melitina, histamina e fosfolipases → dor, 
edema, anafilaxia em sensibilizados. 
SORO ANTIOFÍDICO EM 
EQUINOS 
Soro específico (ex: antibotrópico) deve ser usado com cautela devido ao risco de 
reação anafilática, sendo pré-medicação importante. 
LOXOSCELES (ARANHA 
MARROM) 
Toxina loxoscelina: ação necrosante e hemolítica. Ativa complemento e enzimas 
proteolíticas → lesões necróticas e hemólise. 
PIRETRÓIDES PROLONGAM A ABERTURA DOS CANAIS DE SÓDIO NEURONAIS → 
HIPEREXCITABILIDADE, TREMORES, CONVULSÕES. POUCO TÓXICOS PARA 
MAMÍFEROS, PORÉM PERIGOSOS PARA GATOS. 
 
MEDICAMENTOS E DROGAS ILÍCITAS 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / EFEITO 
TÓXICO 
FONTE / 
ONDE 
ENCONTRA
DO 
TRATAMENTO TRATAMENTO 
ESPECÍFICO? 
AINES (EX: 
IBUPROFENO, 
FLUNIXINO) 
Inibem COX-1 e COX-2 → ↓ 
prostaglandinas (PG), leucotrienos 
→ ulcerações, nefrotoxicidade, 
hepatotoxicidade 
Uso 
veterinário 
e humano 
Descontaminação GI 
(carvão ativado), suporte 
clínico, fluidoterapia 
Não há antídoto 
específico 
DROGAS 
ILÍCITAS: 
MACONHA 
(THC) 
Depressão do SNC, alteração 
comportamental 
Cannabis 
sativa 
(fumada ou 
ingerida) 
Suporte, carvão ativado, 
catártico 
Não. 
Prognóstico 
geralmente 
bom 
DROGAS 
ILÍCITAS: 
COCAÍNA/CRAC
K 
Estimulante SNC → convulsões, 
taquicardia, morte 
Erythroxylo
n coca 
(refino) 
Suporte, antiarrítmicos, 
controle de temperatura 
Não há 
antídoto. 
Sintomático 
DROGAS 
ILÍCITAS: 
ANFETAMINAS 
(EX: ECSTASY) 
Estimulante e alucinógeno; ↑ 
noradrenalina/dopamina 
Uso ilegal e 
recreativo 
Suporte, haloperidol ou 
clorpromazina (não 
diazepam), resfriamento, 
correção de acidose 
Não. Evitar 
ácido ascórbico 
se houver 
rabdomiólise 
RODENTICIDAS 
ANTICOAGULAN
TES (EX: 
WARFARINA, 
BRODIFACUM) 
Inibem vitamina K epóxido 
redutase → ↓ fatores de 
coagulação (II, VII, IX, X) → 
hemorragias 
Iscas, pós, 
pellets (uso 
em 
domicílios, 
granjas) 
Vitamina K1 
(fitomenadiona), suporte 
transfusional 
Sim, Vitamina 
K1 é o antídoto 
específico 
 
 
ZOOTOXINAS 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / 
EFEITO TÓXICO 
FONTE / 
ONDE 
ENCONTR
ADO 
TRATAMENTO TRATAMENTO 
ESPECÍFICO? 
CROTÁLICO 
(CASCAVEL) 
Miotóxica → rabdomiólise → 
IRA; neurotóxica e 
coagulopatia leve 
Crotalus 
durissus 
Soro anticrotálico (SAC), 
suporte renal 
✅ Sim 
BOTRÓPICO 
(JARARACA) 
Hemorrágico, coagulante e 
necrosante 
Bothrops 
sp. 
Soro antibotrópico, 
analgésicos, antibióticos 
✅ Sim 
ELAPÍDICO 
(CORAL 
VERDADEIRA) 
Neurotoxina pré e pós-
sináptica → paralisia flácida 
Micrurus 
sp. 
Soro antielapídico (difícil 
acesso), neostigmina, 
atropina 
✅ Sim (soro) 
ARANHA-
MARROM 
(LOXOSCELES) 
Esfingomielinase-D → necrose 
seca, hemólise intravascular, 
IRA 
Sul/Sudes
te, locais 
escuros 
Sintomático, 
antissépticos, 
analgésicos 
❌ Raramente soro 
acessível 
ARMADEIRA 
(PHONEUTRIA) 
Neurotoxinas → liberação de 
catecolaminas → taquicardia, 
arritmias 
Locais 
úmidos e 
escuros 
Sintomático, suporte; 
soro pouco acessível 
❌ Não disponível 
para uso veterinário 
VIÚVA-NEGRA 
(LATRODECTUS) 
Neurotoxinas → liberação 
maciça de neurotransmissores 
Locais 
protegido
s, escuros 
Sintomático; soro em 
humanos 
❌ Veterinária: 
suporte clínico apenas 
ESCORPIÃO 
AMARELO 
(TITYUS 
SERRULATUS) 
Neurotoxina → despolarização 
e descarga adrenérgica 
Brasil 
(ampla 
distribuiçã
o) 
Atropina, nifedipina, 
prazosina, suporte 
❌ Soroterapia não 
disponível na vet. 
clínica 
ESCORPIÃO 
MARROM (T. 
BAHIENSIS) 
Idem ao acima, menor 
toxicidade 
Sudeste Sintomático, suporte ❌ Soroterapia 
raramente usada na 
veterinária 
 
PARASITICIDAS 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / EFEITO TÓXICO FONTE / USO TRATAMENTO TRATAMENTO 
ESPECÍFICO? 
AMITRAZ Agonista α2-adrenérgico; inibe MAO → 
depressão SNC, colapso cardiovascular 
Acaricida em 
cães, bovinos 
Suporte, não usar 
em gatos/equinos 
❌ Não 
AVERMECTIN
AS 
(IVERMECTINA 
ETC.) 
Atuam no canal de Cl⁻ → paralisia 
flácida; mais tóxico em Collies 
Endo/ectopara
siticidas 
Sintomático; uso de 
lipídios IV (off-label) 
❌ Não 
PIRETRÓIDES Abertura de canais de sódio → tremores, 
convulsões 
Uso tópico e 
ambiental 
Descontaminação, 
suporte, diazepam 
❌ Não 
ORGANOFOSF
ORADOS 
Inibem acetilcolinesterase → síndrome 
colinérgica 
Ectoparasiticid
as, 
domissanitário
s 
Atropina, 
pralidoxima 
✅ Sim 
(antídoto 
específico) 
CARBAMATOS Idem aos organofosforados (ação 
reversível) 
Ectoparasitas Atropina (não usar 
pralidoxima) 
✅ Atropina 
 
RODENTICIDAS ILEGAIS 
AGENTE MECANISMO DE AÇÃO / 
EFEITO TÓXICO 
FONTE / ONDE 
ENCONTRADO 
TRATAMENTO TRATAMEN
TO 
ESPECÍFICO? 
MONOFLUOR
ACETATO DE 
SÓDIO 
("1080") 
Inibe ciclo de Krebs → parada 
cardíaca e convulsões 
Raticida ilegal Acetamida + dextrose ou 
bicarbonato + pentobarbital 
(protocolo em cães) 
❌ Sem 
antídoto 
direto 
ESTRICNINA Inibe receptores de glicina na 
medula espinhal → 
convulsões violentas 
Uso ilegal como 
raticida 
Suporte intensivo, controle de 
convulsões, descontaminação 
GI 
❌ Não 
CHUMBINHO 
(ALDICARBE) 
Inibe colinesterase 
(anticolinesterásico) → crise 
colinérgica 
Praguicida usado 
ilegalmente 
como raticida 
Atropina + suporte ✅ Atropina 
como 
antídoto 
 
PLANTAS TÓXICAS AGROPECUÁRIAS 
ESPÉCIE / NOME VULGAR EFEITO TÓXICO TRATAMENTO 
PALICOUREA MARCGRAVII Bloqueio respiratório agudo ❌ Não há tratamento específico 
MANIHOT ESCULENTA 
(MANDIOCA-BRAVA) 
Liberação de cianeto → hipóxia celular 💊 Hidroxicobalamina, tiossulfato de 
sódio 
RICINUS COMMUNIS (MAMONA) Ricina → citotóxica letal Suporte; lavagem gástrica 
BACCHARIS CORIDIFOLIA Necrose hepática Suporte, difícil reversão 
PTERIDIUM AQUILINUM 
(SAMAMBAIA) 
Aplasia medular Transfusão, suporte 
CROTALARIA SP. / SENECIO Alcaloides pirrolizidínicos → 
hepatotoxicidade 
❌ Não há tratamento específico 
BRACHIARIA DECUMBENS Fotossensibilização hepatógena Retirada da planta, suporte 
SENNA OCCIDENTALIS Miopatia + hepatotoxicidade Suporte apenas 
 
PLANTAS ORNAMENTAIS 
ESPÉCIE EFEITO TÓXICO TRATAMENTO 
AZALEA, RHODODENDRON Anorexia, vômitos, tontura 
(graianotoxina) 
Sintomático 
RICINUS COMMUNIS / ABRUS PRECATORIUS / 
JATROPHA CURCAS 
Muito tóxicas → óbito Descontaminação e suporte 
urgente 
DIEFFENBACHIA, PHILODENDRON, MONSTERA Estomatite, glossite (oxalato de 
cálcio) 
Suporte, anti-inflamatórios 
NERIUM OLEANDER, THEVETIA PERUVIANA Glicosídeos cardiotóxicos → 
arritmias 
Cloreto de potássio, suporte 
intensivo 
 
MICOTOXINAS E METAIS PESADOS 
AGENTE EFEITO TÓXICO TRATAMENTO 
AFLATOXINAS, OCRATOXINAS Hepatotóxicas, 
carcinogênicas 
Adsorventes, suporte hepático 
METAIS PESADOS (CHUMBO, MERCÚRIO, 
ARSÊNIO, CÁDMIO) 
Neuro, nefro e 
hepatotoxidade 
Quelantes (ex: BAL, Ca-EDTA), 
suporte 
 
ALIMENTOS TÓXICOS 
ALIMENTO MECANISMO / EFEITO TRATAMENTO 
CEBOLA/ALHO Oxidação de hemoglobina → 
anemia hemolítica 
Carvão ativado, suporte, transfusão se necessário 
CHOCOLATE/CAFÉ Metilxantinas → arritmias, 
convulsões 
Suporte, carvão ativado, antiarrítmicos 
UVAS E PASSAS Causa insuficiênciarenal aguda Hidratação, controle de função renal 
ABACATE Edema, pancreatite, miocardite Diuréticos, suporte 
MACADÂMIA Fraqueza, tremores 
(mecanismo 
desconhecido) 
Carvão ativado, sintomático 
 
 
 
	IDENTIFICAÇÃO DA ESPÉCIE DE COBRAS PELA DENTIÇÃO
	TRATAMENTO PARA INTOXICAÇÃO POR ORGANOFOSFORADOS E CARBAMATOS
	ANTIBIÓTICOS EM CASOS DE MICOTOXINAS
	DIAGNÓSTICO DE ZOOTOXINAS – QUADRO HEMORRÁGICO COM MELENA
	MANEJO EM BOVINOS INTOXICADOS POR SAMAMBAIA
	INTOXICAÇÃO POR PARAQUAT
	TRATAMENTOS ESPECÍFICOS
	BUFOTOXINAS E ARRITMIA
	MICOTOXINAS
	ASSOCIAÇÃO DE SINAIS E ANIMAIS
	MECANISMOS DE AÇÃO
	RESUMO DE TOXICOLOGIA – MECANISMO, FONTE, TRATAMENTO E ESPECIFICIDADE
	TÓXICOS E SEUS MECANISMOS DE AÇÃO
	MEDICAMENTOS E DROGAS ILÍCITAS
	ZOOTOXINAS
	PARASITICIDAS
	RODENTICIDAS ILEGAIS
	PLANTAS TÓXICAS AGROPECUÁRIAS
	PLANTAS ORNAMENTAIS
	MICOTOXINAS E METAIS PESADOS
	ALIMENTOS TÓXICOS

Mais conteúdos dessa disciplina