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Membrana Plasmática, Citosol e Citoesqueleto Paulo Henrique Bourscheid 2023 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Selma Alice Ferreira Ellwein – CRB 9/1558 B778m Bourscheid, Paulo Henrique. Membrana plasmática, citosol e citoesqueleto. /. Paulo Henrique Bourscheid. – Londrina: Editora Científica, 2023. ISBN 978-65-00-71845-4 1. Composição Química. 2. Moléculas. 3. Organismos. I. Título. CDD 613 SUMÁRIO Apresentação .......................................................................................... 04 Neoplasias............................................................................................... 06 Classificação do câncer............................................................................ 12 Formação do câncer................................................................................ 15 Remoção do câncer ................................................................................ 17 Evolução do câncer.................................................................................. 19 Nomenclatura......................................................................................... 20 Prognóstico..............................................................................................21 Carcinogênese..........................................................................................25 Detecção do câncer..................................................................................34 Tratamento...............................................................................................38 Referências .............................................................................................. 43 APRESENTAÇÃO • Importante conhecer a estrutura e funções das moléculas biologicamente importantes no organismo; • Identificar a estrutura e composição da membrana plasmática, mecanismos de transporte e especializações; • Estudar a constituição e funções do citosol e seus meios de regulação; • Estudar as organelas citoplasmáticas e suas funções no mecanismo celular. COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES • Visualizada somente por microscópio eletrônico. • Bicamada fosfolipídica → parte polar externa, parte apolar interna; • Proteínas inseridas na membrana → parte apolar no centro, parte ppolar nas extremidades. • RELEMBRANDO: – Molécula hidrofílica → solúvel em água → polar. – Molécula hidrofóbica → insolúvel em água → apolar. – Molécula anfipática → parte polar e parte apolar → interação entre meios de polaridade diferentes. COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES • As membranas possuem composição química semelhante → lipídios, fosfatos e proteínas: – Lipídios frequentes → fosfoglicerídeos, esfingolipídios, colesterol, glicolipídios, glicoesfingolipídios. – Proteínas → intrínsecas, extrínsecas e transmembrana. – Carboidratos → glicocálix → resíduos de carboidratos ligados em proteínas e/ou lipídios → glicoproteínas e glicolipídios. • Representação: mosaico fluido. COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES • Funções da membrana plasmática: – Proteção, separando meio intra e extracelular; – Transporte de substâncias; – Comunicação celular → receptores; – Adesão celular → formação de tecidos. • Especializações da membrana plasmática: – Microvilosidades → absorção; – Cílios→ proteção contra impurezas; – Flagelos → transporte; – Desmossomos → adesão celular; – Junção comunicante (GAP) → troca de substâncias entre células, principalmente aa e água; COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES • Glicocálix → células epiteliais e alguns tecidos, como o nervoso: – Adesão celular; – Proteção contra danos mecânicos e químicos; – Formação de barreira de difusão; – Filtro de substâncias que entram e saem das células; – Suspender processos de mitose; – Função antigênica → formação de Ac que rejeitam enxertos → transplantes, tipos sanguíneos. TRANSPORTE E PERMEABILIDADE • Substâncias atravessam a membrana plasmática com facilidade, dificuldade ou são impedidas → permeabilidade seletiva!!! • Transporte passivo → passagem natural sem gasto de energia. – Difusão simples; – Difusão facilitada; – Osmose; – Canais iônicos. • Transporte ativo → passagem forçada com gasto de energia. – Primário → energia por degradação de ATP; – Secundário → energia de gradientes iônicos criados pelo transporte ativo primário. TRANSPORTE PASSIVO • Difusão simples → passagem de uma substância a favor do gradiente de concentração: – Não há gasto de energia; – Ocorre através de proteínas ou pela bicamada fosfolipídica; – O2, CO2, N2, H2O, pequenas moléculas e substâncias lipossolúveis (ex: hormônios esteroidais). NOMENCLATURA • Difusão facilitada → passagem de uma substância a favor do gradiente de concentração: – Não há gasto de energia; – A substância liga-se a uma proteína carreadora (permeases). – H2O em tecidos com necessidade de passagem rápida (ex: aquaporinas em eritrócitos e células renais) e glicose (GLUT). TRANSPORTE PASSIVO • Osmose: transporte de água a favor do gradiente de concentração: – Tanto por proteínas quanto pela bicamada fosfolipídica; – Movimento hipotônico para hipertônico → isotônico. TRANSPORTE ATIVO • Transporte ativo → passagem de uma substância contra o gradiente de concentração: – Há gasto de energia; – Ocorre através de proteínas ou pela bicamada fosfolipídica; – Bomba de Na/K (ATP, transporte primário); transporte de glicose no epitélio do intestino (gradiente de Na disponível na luz intestinal, transporte secundário). MAU FUNCIONAMENTO DAS MEMBRANAS CELULARES • Perda de permeabilidade seletiva → entrada ou saída de substâncias de forma indesejada → toxinas, substâncias químicas, vírus, falta de energia. • Ex: bomba Na/K → controle hídrico da célula → edema, hipercalemia. • Ex: organoclorados → toxicidade na membrana neuronal → alta lipossolubilidade → lentidão no fechamento dos canais de Na → alteração enzimática neuronal → interferência no metabolismo de neurotransmissores (serotonina, norepinefrina e acetilcolina. – Tonturas, vertigens, cefaleia, irritabilidade, tremores. SINALIZADORES DAS MEMBRANAS CELULARES • Sinalizadores (mensageiros) → moléculas que atuam entre células próximas ou distantes, que desencadeiam reações químicas nas células. – Proteínas, peptídeos, aa, nucleotídeos, hormônios, derivados de ácidos graxos e gases. – Atuam diretamente no metabolismo, multiplicação, secreção, produção de hormônios e Ac, atividades celulares e teciduais. • Receptores → moléculas presentes na superfície da membrana plasmática ou intracelular, que recebem os mensageiros. – Cada receptor deve reconhecer especificamente seu mensageiro. TIPOS DE SINALIZAÇÃO • Sinais químicos ou elétricos, com complexa sequência de causa e efeito. – Transferência citoplasmática direta → químico/elétrico; – Comunicação local → químico; – Comunicação a longa distância → químico → circulação sanguínea. • Parácrina → secreção de substâncias que irão atuar em células próximas (NO2 → tonificação da musculatura lisa); • Autócrina → secreção de substâncias que irão atuar em seu próprio receptor de membrana → amplificação de sinais (crescimento epidérmico). • Intracrina → produção de substrato que se ligará a um receptor intracelular. TIPOS DE SINALIZAÇÃO • Endócrina → células secretoras liberam substâncias na corrente sanguínea que atuarão em células distantes (hormônios, fatores de crescimento). • Sináptica → neurônios liberam neurotransmissores, trocando sinais e gerando potencial de ação → sinapses. • Neuroendócrina → células neuronais secretam substâncias na corrente sanguínea que atuarão em células distantes. TIPOS DE SINALIZAÇÃO • Moléculas químicas: – Hidrossolúveis; • Provenientes de aa, catecolaminas e peptídeos; • Peso molecular considerável; • Ex: Neurotransmissores/hormônios.– Lipossolúveis: • Provenientes de esteroides, tireóideos e gases • Pouco peso molecular; • Difusão por membranas; • Ex: NO. TIPOS DE SINALIZAÇÃO • Comunicação celular por GAP → proteínas de membrana que formam canais de comunicação entre as células CLASSE DE RECEPTORES DE MEMBRANA • Receptores acoplados à proteína G (GPCR): – Mais de 50 tipos; – +- 50% dos receptores totais; – Receptores de membrana formados por proteínas multipasso; – Quando ativados, geram sinais intracelulares que inibem ou estimulam uma função através de um segundo mensageiro. – Sinalizadores: hormônios, neurotransmissores e mediadores locais. CLASSE DE RECEPTORES DE MEMBRANA • Receptores ligados a enzimas: – Proteínas unipasso; – Quando ativados, desencadeiam respostas em cascatas de fosforilação direta, sem segundo mensageiro. • Canais iônicos. • Receptores nucleares. CITOPLASMA • Meio intracelular onde ocorre a maioria das reações químicas e onde estão as organelas. – Citosol + citoesqueleto. Citosol: • Formação: água, proteínas, sais minerais, íons, aa livres, açúcares e RNA → coloide: – Interno → gelatinoso → endoplasma; – Periferia → menos denso → ectoplasma. – Endoplasma + ectoplasma → hialoplasma ou citosol → matriz citoplasmática. Citoesqueleto: • Formado por três redes de fibras proteicas: – Filamentos de actina; – Microtúbulos; – Filamentos intermediários. CITOSOL • Formação: 80% água, proteínas, sais minerais, íons, aa livres, açúcares e RNA → coloide: – Interno → gelatinoso → endoplasma; – Periferia → menos denso → ectoplasma. • Endoplasma + ectoplasma → hialoplasma ou citosol → matriz citoplasmática: – Formação morfológica → consistência do citosol – Reações metabólicas; – Comunicação celular interna; – Divisão celular. CITOESQUELETO • Formado por três redes de fibras proteicas: – Filamentos de actina; – Microtúbulos; – Filamentos intermediários. • Funções: – Movimento celular → ciclose; – Estrutural → morfologia celular; – Transporte de substâncias. • Também se relacionam com a contração muscular e funções de diversas células epiteliais. FILAMENTOS DE ACTINA • Polímeros de actina, formando filamentos finos e flexíveis. • Actina G (unidades) + ATP → polimerização → actina F (filamentos uniformes): • Extremidade + cresce mais rápido: • Extremidade – cresce lentamente. • Constante polimerização e despolimerização → ordenada e eficiente. FILAMENTOS DE ACTINA • Meio intracelular → arranjos organizados → redes tridimensionais. • Abundantes na membrana plasmática: – Suporte mecânico; – Forma celular; – Movimento na superfície celular → migração e internalização de partículas; divisão citoplasmática (mitose). – Suporte a expansões permanentes (microvilosidades) ou temporárias (fagocitose, locomoção celular). INTERAÇÃO ACTINA-MIOSINA • Miosina → associação de filamentos intermediários: – Miosina I → células não musculares; – Miosina II → células musculares. • Filamentos de actina estão associados à miosina → série de movimentos celulares. • Miosina → hidrólise do ATP → energia motora (repetidos ciclos de interação) → força para o movimento: – Ex: contração muscular (miosina II). • Miosina I → se liga a diversas organelas → miosina I desliza desliza nos filamentos de actina – Movimentação das organelas no citoplasma; – Promove uma corrente no citosol → distribuição de substâncias. FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS • Formados por três cadeias polipeptídicas alongadas e enroladas em hélice → base: proteínas fribosas. • Função principal → suportar grandes tensões mecânicas (estresse). • Ex: – Neurofilamentos → rigidez ao axônio dos neurônios; – Queratina → células de vertebrados. MICROTÚBULOS • Moléculas proteicas alongadas e rígidas, abundantes no citoplasma. – Constante processo de polimerização e despolimerização → ordenada e eficiente. • Formados pela polimerização da tubulina: – Subunidades alfa e beta tubulina → dímeros → polimerização → filamentos delgados → 13 profilamentos associados → microtúbulo (cilindro oco). • Funções: – Forma celular; – Locomoção e transporte intracelular → vesículas e organelas; – Separação dos cromossomos na mitose; – Batimento de cílios e flagelos. MICROTÚBULOS • A cinesina e a dineína deslizam pelos microtúbulos, promovendo movimento → também gastam ATP. – Dineína → movimento dos cílios e flagelos. MICROTÚBULOS • Centríolos → um par em cada célula, perpendiculares um ao outro, próximos ao núcleo (centrossomo). – Centrossomo → material amorfo que originam os microtúbulos. • Função: auxiliam na divisão celular (mitose e meiose), organizando o fuso acromático. PATOLOGIA DO CITOESQUELETO • Ex: asma – Poluentes → metais pesados e formaldeidos → ligações covalentes nas proteínas da matriz extracelular e filamentos citoplasmáticos → dano nas contrações musculares: • Gatilho em crises de asma; • Danos mecânicos, estruturais e regulatórios do músculo liso; – Estreitamento dos bronquíolos → diminui passagem de ar → hipertrofia das células musculares; – Broncoespasmos; – Aumento de muco. ORGANELAS RE: • Formação → tubos e sacos achatados; • RER: – Síntese de proteínas (ribossomos). • REL: – Síntese de lipídios (túbulos e vesículas) → formação de biomembranas; – Armazenamento de precursores de hormônios esteroides; – Remoção de substâncias tóxicas; – Autofagia; – Armazenamento e regulação de Ca (metabolismo de células musculares). ORGANELAS Complexo de Golgi: • Formado pela face CIS e TRANS: – Proteínas e lipídios entram pela face CIS (formação) e saem pela TRANS (maturação); – RE compartilha membrana com a face TRANS → doação de membranas para formar lisossomos, peroxissomos e vesículas. Lisossomos: • Vesículas → formado por sáculos da face TRANS do complexo de Golgi: – Formação → liberação no citoplasma → bombeamento de prótons → pH 5.0 (ácido) → ativação de enzimas → degradação de moléculas. – Digestão celular; • Lisossomos primários → apenas enzimas; • Lisossomos secundários →associados a endossomo tardio ou vacúolo de digestão; • Lisossomos terciários → resíduos não digeridos ORGANELAS Proteossomas (NÃO É UMA ORGANELA!!) • Enzimas em torno de um cilindro: – Degradação de proteínas danificadas, mal dobradas → aa oxidados; – Várias proteases → ativação → reconhecimento da ubiquitina; • Ativação em excesso → relação em doenças. Peroxissomos: • Pequenas vesículas rica em enzimas: – Reação: H2O2 → O2 + ½ H2O; – Enzima: catalase; • Replica-se utilizando proteínas do citoplasma. ORGANELAS Mitocôndrias: • Formada por duas membranas com espaços intermembranas; • Quantidade na célula varia com a necessidade; • Replicam com DNA próprio. – Respiração celular → Ciclo de Krebs → produção de ATP (energia). Vacúolos: • Revestidos por membrana; • Grandes ou pequenos → principalmente em vegetais. – Contenção de substâncias tóxicas e resíduos de metabolismo. Ribossomos: • Grânulos de RNA e proteínas – Síntese de proteínas; REFERÊNCIAS JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. SANTIAGO, S. A. Ciências moleculares e celulares. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015, 224 p. VERNIERI, G. A.; DA ROSA, V. L. Genética clássica. 7. ed. Florianópolis: BIOLOGIA/EAD/UFSC, 2010, 238 p. ZENILDA, L. B. et al. Biologia celular. Florianópolis: BIOLOGIA/EAD/UFSC, 2010, 116 p. Slide 1: Membrana Plasmática, Citosol e Citoesqueleto Slide 2 Slide 3: SUMÁRIO Slide 4: APRESENTAÇÃO Slide 5: COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES Slide 6: COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES Slide 7 Slide 8: COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13: COMPOSIÇÃO E FUNÇÕES Slide 14 Slide 15: TRANSPORTE E PERMEABILIDADE Slide 16: TRANSPORTE PASSIVO Slide 17: NOMENCLATURA Slide 18 Slide 19: TRANSPORTE PASSIVO Slide 20: TRANSPORTE ATIVO Slide 21: MAU FUNCIONAMENTO DAS MEMBRANAS CELULARES Slide 22 Slide 23: SINALIZADORES DAS MEMBRANAS CELULARES Slide24: TIPOS DE SINALIZAÇÃO Slide 25: TIPOS DE SINALIZAÇÃO Slide 26: TIPOS DE SINALIZAÇÃO Slide 27: TIPOS DE SINALIZAÇÃO Slide 28 Slide 29: CLASSE DE RECEPTORES DE MEMBRANA Slide 30 Slide 31: CLASSE DE RECEPTORES DE MEMBRANA Slide 32 Slide 33: CITOPLASMA Slide 34: CITOSOL Slide 35: CITOESQUELETO Slide 36: FILAMENTOS DE ACTINA Slide 37: FILAMENTOS DE ACTINA Slide 38: INTERAÇÃO ACTINA-MIOSINA Slide 39 Slide 40 Slide 41: FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS Slide 42: MICROTÚBULOS Slide 43: MICROTÚBULOS Slide 44: MICROTÚBULOS Slide 45 Slide 46 Slide 47: PATOLOGIA DO CITOESQUELETO Slide 48: ORGANELAS Slide 49: ORGANELAS Slide 50 Slide 51: ORGANELAS Slide 52: ORGANELAS Slide 53 Slide 54: REFERÊNCIAS