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DIREITO DA SEGURIDADE SOCIAL
PROF. MATHEUS RONDON 
AUXÍLIO-DOENÇA
O seguro-doença tem sua origem na Alemanha de Bismarck (1883), sendo o primeiro benefício que foi implantado naquele país.
O art. 476 da CLT, que ainda tem a sua redação original, reza que, “em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empregado é considerado em licença não remunerada, durante o prazo desse benefício”.
AUXÍLIO-DOENÇA
O auxílio-doença é um benefício previdenciário de curta duração e renovável a cada oportunidade em que o segurado dele necessite. É um benefício pago em decorrência de incapacidade temporária. É provisório
Somente a doença não implica a concessão do benefício. A pessoa pode ter diabetes, mas não fica impedida de trabalhar. O que gera o benefício é a incapacidade para o trabalho.
AUXÍLIO-DOENÇA
Quando o segurado fica incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos, terá direito ao auxílio-doença (art. 59 da Lei n. 8.213/91). 
Há aqui hipótese de que, havendo relação de emprego, o contrato de trabalho fica suspenso. A empresa não tem obrigação de contar o tempo de serviço, nem de pagar salário a partir do 16º dia do afastamento.
AUXÍLIO-DOENÇA
O art. 59 da Lei n. 8.213/91 não distingue entre incapacidade total e parcial, mas apenas menciona “ficar incapacitado”. Entretanto, se há incapacidade total da pessoa, será concedido o benefício de aposentadoria por invalidez.
AUXÍLIO-DOENÇA
Nos 15 primeiros dias de afastamento da atividade por motivo de doença, caberá à empresa pagar o salário integral do empregado. 
No caso da existência de relação de emprego, o contrato de trabalho fica interrompido, tendo a empresa de contar como tempo de serviço os primeiros 15 dias de afastamento e pagar os salários correspondentes.
AUXÍLIO-DOENÇA
Se o segurado tiver afastamento inferior a 15 dias, e havendo novos afastamentos, a empresa pagará os 15 dias de afastamento, somando-se os períodos de afastamento inferiores a 15 dias. O INSS pagará o benefício a partir do 16º dia.
AUXÍLIO-DOENÇA
Para a concessão do auxílio-doença, há necessidade de o segurado observar um período de carência de 12 contribuições mensais (art. 25, I, da Lei n. 8.213/91). 
Não pode ser um período grande, pois o segurado pode precisar do benefício e não ter carência. Independe de carência o auxílio-doença nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho.
AUXÍLIO-DOENÇA
Não será devido o auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício, exceto quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento da doença ou da lesão (§ 1º do art. 59 da Lei n. 8.212/91).
Não será devido o auxílio-doença para o segurado recluso em regime fechado.
AUXÍLIO-DOENÇA
O segurado recluso em cumprimento de pena em regime aberto ou semiaberto terá direito ao auxílio-doença.
Independe também de período de carência o auxílio-doença para os segurados especiais (pescador artesanal, arrendatário rural etc.), desde que comprovem o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, igual ao número de meses correspondentes à carência do benefício requerido.
AUXÍLIO-DOENÇA
O início do direito ao auxílio-doença em relação ao empregado será contado a partir do 16º dia do afastamento da atividade. 
Assim, pode-se dizer que o benefício é devido a partir do 16º dia do afastamento e não logo no 1º dia do afastamento do trabalhador. Se o segurado que estiver afastado por mais de 30 dias requerer o auxílio-doença, este será devido a contar da data da entrada do requerimento (§ 1º do art. 60 da Lei n. 8.213/91).
AUXÍLIO-DOENÇA
Quanto aos demais segurados, o início do benefício dar-se-á a contar da data do início da incapacidade e enquanto o segurado permanecer incapaz (art. 60 da Lei n. 8.213/91).
É possível dizer, portanto, que o auxílio-doença não é devido apenas quando o segurado está empregado. Mantendo a condição de segurado, o benefício será devido ao trabalhador mesmo na hipótese de estar desempregado.
AUXÍLIO-DOENÇA
O auxílio-doença do doméstico inicia-se no primeiro dia de incapacidade, não tendo o empregador doméstico de pagar os 15 primeiros dias. Empregador do­méstico não é empresa. Não tem a mesma capacidade de contribuição da empresa.
AUXÍLIO-DOENÇA
Caso o empregado venha percebendo algum adicional (como de horas extras, de insalubridade etc.), haverá necessidade de se discriminarem esses valores para efeito do cálculo do benefício.
 O segurado empregado poderá requerer também o pagamento do salário-família.
AUXÍLIO-DOENÇA
O auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 salários de contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12, a média aritmética simples dos salários de contribuição existentes (§ 10 do art. 29 da Lei n. 8.213/91).
AUXÍLIO-DOENÇA
O empregado não poderá receber aviso-prévio se estiver afastado por auxílio­-doença, pois o contrato de trabalho estará suspenso.
 Se o aviso-prévio é dado no primeiro dia de afastamento, corre até o 15º dia, pois há período de interrupção do contrato de trabalho, mas não correrá a partir do 16º dia, quando houve a suspensão do pacto laboral. 
Voltando o empregado ao trabalho, começará a fluir novamente o restante do prazo do aviso-prévio.
AUXÍLIO-DOENÇA
A empresa ficará obrigada a recolher o FGTS durante apenas os 15 primeiros dias do afastamento do empregado.
A Previdência Social deve processar de ofício o benefício, quando tiver ciência da incapacidade do segurado sem que este tenha requerido auxílio-doença.
ABONO DE PERMANÊNCIA EM SERVIÇO
Tendo direito o segurado à aposentadoria por tempo de serviço, poderia optar pelo prosseguimento de sua atividade, fazendo jus ao abono de permanência em serviço. No dito popular era o chamado “pé na cova”.
Muitas vezes o segurado tinha interesse em permanecer trabalhando para ter um salário integral, não querendo se aposentar. 
ABONO DE PERMANÊNCIA EM SERVIÇO
Assim, requeria o abono de permanência em serviço. 
Poderia ocorrer, também, que o trâmite da documentação necessária à aposentadoria fosse demorado, compreendendo prova do tempo de serviço, preferindo o segurado, nesse interregno, requerer o abono por tempo de serviço, que era muito mais simples.
ABONO DE PERMANÊNCIA EM SERVIÇO
O valor do abono de permanência em serviço, mensal, correspondia a 25% da aposentadoria por tempo de serviço para o segurado com 35 anos ou mais de serviço e para a segurada com 30 anos ou mais de serviço. 
O abono por tempo de serviço não era acumulável com a aposentadoria por tempo de serviço. Havia necessidade, porém, de se observar o período de carência de 180 contribuições mensais.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
O valor da aposentadoria visa substituir o salário ou a renda que o trabalhador tinha quando estava trabalhando. Não pode ser um prêmio, pois exige contribuição do trabalhador.
A aposentadoria por invalidez ao segurado que após 12 (doze) contribuições mensais, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz ou insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência (art. 6º da Lei n. 5.890/73).
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
As aposentadorias podem ser divididas em voluntárias e compulsórias. 
As voluntárias dependem da vontade do segurado em requerer o benefício, como a aposentadoria por tempo de contribuição, por invalidez, especial. 
As compulsórias ocorrem no serviço público, quando o servidor tem 75 anos e é obrigado a se aposentar.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
A OIT considera que as legislações nacionais têm três conceitos de invalidez: 
(a) invalidez física, que compreende a perda total ou parcial de qualquer parte do corpo ou de faculdade física ou mental; 
(b) invalidez profissional, que é a impossibilidade de a pessoa continuar trabalhando na atividade que anteriormente exercia;(c) invalidez geral é a perda da capacidade de ganho pela impossibilidade de aproveitamento de qualquer oportunidade de trabalho. 
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APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
A aposentadoria por invalidez é um benefício previdenciário devido ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz para o trabalho e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, sendo o benefício pago enquanto permanecer nessa condição. 
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
A concessão de aposentadoria por invalidez dependerá da verificação da condição de incapacidade, mediante exame médico pericial a cargo da Previdência Social, podendo o segurado, às suas expensas, fazer-se acompanhar de médico de sua confiança.
O exame médico-pericial poderá ser realizado com o uso de tecnologia de telemedicina ou por análise documental conforme situações e requisitos definidos em regulamento.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao RGPS não lhe conferirá direito à aposentadoria por invalidez, salvo quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
A renda mensal da aposentadoria por invalidez é de 100% do salário de benefício. 
O porcentual da renda mensal inicial agora é único, não mais sendo dividido em razão do número de contribuições do segurado. É devida a contar do dia imediato ao da cessação do auxílio-doença.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho, a aposentadoria por invalidez será devida:
a)ao segurado empregado, a contar do 16º dia do afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de 30 dias;
b)ao segurado empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso, segurado especial e facultativo, a contar da data do início da incapacidade ou da data de entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de 30 dias.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
Durante os primeiros 15 dias de afastamento da atividade por motivo de invalidez, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário.
A concessão de aposentadoria por invalidez, inclusive mediante transformação de auxílio-doença para o segurado que exerce mais de uma atividade sujeita à Previdência Social, está condicionada ao afastamento de todas as atividades. 
A apo­sentadoria por invalidez poderá ser concedida a partir do afastamento do segurado, mesmo não tendo havido a concessão de auxílio-doença. 
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
O aposentado por invalidez deve submeter-se a exame médico, a cargo da Previdência Social, sob pena de ser sustado o pagamento do benefício, inclusive processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado, e tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos (art. 101 da Lei n. 8.213/91, com a redação da Lei n. 9.032/95). 
SALÁRIO-MATERNIDADE
O salário-maternidade é o benefício previdenciário consistente na remuneração paga pelo INSS à segurada gestante durante seu afastamento, de acordo com o período estabelecido por lei e mediante comprovação médica.
Licença-maternidade ou licença-gestante é o período de 120 dias de afastamento da empregada. 
SALÁRIO-MATERNIDADE
A licença à gestante é prevista no inciso XVIII do art. 7º da Constituição, que diz respeito à empregada, pois ela é que não pode ser prejudicada em relação ao recebimento de salário.
Distingue-se o salário-maternidade do auxílio-natalidade. Este era prestação de assistência social. O primeiro é prestação da previdência social. 
SALÁRIO-MATERNIDADE
No auxílio-natalidade, como prestação de assistência social, não era necessário o pagamento de contribuição para fazer jus ao benefício (art. 203 da Constituição), enquanto o salário-maternidade necessita de contribuição (art. 201 da Lei Maior). 
O salário-maternidade tem por objetivo o pagamento de remuneração à gestante durante os 120 dias de repouso. O auxílio-natalidade era um benefício de pagamento único, decorrendo do parto.
SALÁRIO-MATERNIDADE
A natureza jurídica do salário-maternidade é de benefício previdenciário, pois é a previdência social que faz o seu pagamento (art. 71 da Lei n. 8.213/91). 
Não se trata de uma prestação de assistência social, por não ser prevista no art. 203 da Constituição, mas de prestação previdenciária incluída no inciso II do art. 201 e inciso XVIII do art. 7º da Constituição.
SALÁRIO-MATERNIDADE
O pagamento feito a título de licença-gestante não representa salário, em razão de que é feito pelo INSS e não pelo empregador. Segurada autônoma não tem, por exemplo, salário. 
O art. 72 da Lei n. 8.213/91 faz referência que o salário-maternidade é uma renda mensal igual a remuneração integral da segurada empregada e trabalhadora avulsa.
Entretanto, não quer dizer que o salário-maternidade tem natureza de remuneração, mas que o valor do benefício a ser pago é igual ao da remuneração da empregada, porém continua a ser um benefício previdenciário.
SALÁRIO-MATERNIDADE
O art. 71 da Lei n. 8.213/91 prevê o direito do salário-maternidade para a segurada da Previdência Social. 
Isso inclui qualquer segurada, tanto a empregada (urbana, rural ou temporária), como a empregada doméstica, trabalhadora avulsa (art. 7º, XXXIV, da Lei Maior), contribuinte individual (autônoma, eventual, empresária), segurada especial e facultativa. 
SALÁRIO-MATERNIDADE
O salário-maternidade é estendido para a trabalhadora autônoma, eventual, empresária e facultativa sem que exista fonte de custeio total e específica para esse fim, que não foi prevista em lei, violando o § 5º do art. 195 da Constituição. É, por­tanto, inconstitucional a nova regra.
SALÁRIO-MATERNIDADE
A avó, que cede o útero para gerar a criança, mediante inseminação do óvulo de sua nora, tem direito ao salário-maternidade, pois houve gestação e precisa se recuperar.
A mãe biológica não deveria ter direito ao benefício, por falta de previsão legal e porque seriam concedidos dois benefícios com um único fato gerador a violar a regra da contrapartida.
A segurada mãe substituta que teve a criança, faz jus ao benefício, pois houve gestação nos nove meses e parto. Embora o filho não seja seu, pois o espermatozoide e o óvulo são de outras pessoas, faz jus ao benefício.
SALÁRIO-MATERNIDADE
O salário-maternidade não tinha período de carência.
Com a Lei n. 9.876/99, as seguradas empregada, trabalhadora avulsa e empregada doméstica continuam não tendo período de carência (art. 26, VI, da Lei n. 8.213).
Para as seguradas contribuintes individuais (autônomas, eventuais, empresárias etc.), especiais e facultativas há carência de 10 contribuições mensais, observado o parágrafo único do art. 39 da Lei n. 8.213/91 (art. 25, III, da Lei n. 8.213/91). 
Isso quer dizer que a segurada especial deve comprovar o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 meses imediatamente anteriores ao de início do benefício.
SALÁRIO-MATERNIDADE
Para as seguradas que têm 10 contribuições como período de carência, que são a especial e a facultativa, não há direito ao salário-maternidade se a adoção for feita antes de completar o período de carência.
Em caso de parto antecipado, o período de carência a que anteriormente se fez referência será reduzido em número de contribuições equivalentes ao número de meses em que o parto foi antecipado (parágrafo único do art. 25 da Lei n. 8.213/91).
O salário-maternidade com carência diferente não viola o princípio da igualdade, pois os segurados têm condições diferentes.
SALÁRIO-MATERNIDADE
O salário-maternidade do adotante ou da pessoa que obtiver guarda judicial será pago diretamente pela Previdência Social (§ 1º do art. 71-A da Lei n. 8.213/91). Não será, portanto, pago pela empresa.
A empregada e a trabalhadora avulsa terão direito a uma renda mensal igual a sua remuneração mensal a título de salário-maternidade(art. 72 da Lei n. 8.213/91).
Para a empregada doméstica, o valor do salário-maternidade corresponderá ao do seu último salário de contribuição.
SALÁRIO-MATERNIDADE
Havendo aumento salarial no curso dos 120 dias de afastamento da empregada gestante, o salário-maternidade deverá ser pago com os referidos reajustes.
No caso de empregos concomitantes, a segurada fará jus ao salário-maternidade relativo a cada emprego. Do contrário, haveria discriminação em relação ao salário.
SALÁRIO-MATERNIDADE
Para a segurada especial continua havendo o requisito de comprovação do exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, nos 12 meses imediatamente anteriores ao de início do benefício, pois o parágrafo único do art. 39 da Lei n. 8.213/91 não foi revogado expressamente pela Lei n. 9.876/99, além do que o inciso III do art. 25 da Lei n. 8.213/91 faz expressa referência ao citado dispositivo.
SALÁRIO-MATERNIDADE
A empregada doméstica e a segurada especial tinham 90 dias após o parto para requerer o salário-maternidade. Essa disposição era prevista no parágrafo único do art. 71 da Lei n. 8.213/91, que foi revogado pelo art. 15 da Lei n. 9.528/97. Não há mais prazo para tais seguradas requererem o salário-maternidade.
SALÁRIO-MATERNIDADE
Prevê o inciso XVIII do art. 7º da Constituição que a empregada tem direito à licença gestante de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário.
O salário-maternidade, que é um benefício previdenciário, terá prazo de 120 dias, sendo 28 dias antes do parto e 92 depois (art. 71 da Lei n. 8.213/91), totalizando aproximadamente 17 semanas.
SALÁRIO-MATERNIDADE
O período em que a segurada estiver em licença-maternidade, de 120 dias, será computado no tempo de serviço da empregada para fins de férias, sendo considerada falta justificada (art. 131, II, da CLT) e para efeito de aposentadoria.
O citado período não será computado para a gratificação de Natal, que será paga pelo INSS.
SALÁRIO-MATERNIDADE
A segurada aposentada que retornar à atividade fará jus ao pagamento do salário-maternidade de 120 dias.
Em casos excepcionais, os períodos de repouso anterior e posterior ao parto podem ser aumentados de mais duas semanas, mediante atestado médico (§ 2º do art. 392 da CLT) fornecido pelo SUS ou pelo serviço médico da empresa ou por ela credenciado.
SALÁRIO-FAMÍLIA
O salário-família foi instituído pela Lei n. 4.266/63. Era devido a todo empregado regido pela CLT, qualquer que fosse sua forma de remuneração e na proporção do respectivo número de filhos no porcentual de 5% sobre o salário mínimo. 
O benefício não se incorporava ao salário dos empregados.
 O Decreto n. 53.153/63, regulamentou a referida lei.
SALÁRIO-FAMÍLIA
A ideia da instituição do salário-família era possibilitar que o trabalhador pudesse comprar um litro de leite por dia para cada dependente.
Previa o inciso II do art. 158 da Constituição de 1967 “salário-família aos dependentes do trabalhador”.
A Lei n. 5.559/68, estendeu o salário-família aos filhos inválidos de qualquer idade, informando que os aposentados por invalidez e velhice têm direito ao benefício.
SALÁRIO-FAMÍLIA
Salário-família é o benefício previdenciário pago pelo INSS em razão do dependente do trabalhador de baixa renda, na forma da lei.
A natureza jurídica do salário-família não é de salário, pois não é pago diretamente pelo empregador em decorrência da contraprestação de serviços (art. 457 da CLT), mas pela Previdência Social. 
SALÁRIO-FAMÍLIA
O trabalhador avulso tem os mesmos direitos que o trabalhador com vínculo empregatício permanente (art. 7º, XXXIV, da Constituição). Logo, também faz jus ao salário-família. 
O trabalhador avulso recebe o valor integral do salário-família, independentemente do número de dias trabalhados no mês.
O empregado doméstico tem direito ao salário-família, em razão de que o parágrafo único do art. 7º da Constituição faz remissão ao inciso XII do mesmo artigo, mas não existe custeio específico para a concessão do benefício.
SALÁRIO-FAMÍLIA
Não será devido o salário-família ao autônomo, equiparado a autônomo, ao empresário e ao segurado facultativo, que não são empregados. Inexiste previsão na legislação ordinária sobre o tema.
O trabalhador temporário tem direito ao salário-família, pois é um empregado urbano, nos termos do art. 65 c/c art. 11, I, b, da Lei n. 8.213/91.
SALÁRIO-FAMÍLIA
Para que haja o direito ao pagamento do salário-família, o dependente deve possuir no máximo 14 anos de idade.
O limite dos 14 anos tinha por base o inciso IX do art. 157 da Constituição de 1946, que assim estabelecia a idade mínima para o trabalho. 
A partir de 14 anos o segurado deixa de receber o benefício, pois seu filho pode trabalhar.
SALÁRIO-FAMÍLIA
O benefício do salário-família é devido ao segurado empregado que tiver filho menor de 14 anos ou inválido de qualquer idade, na proporção do respectivo número de filhos ou equiparados.
Faz jus ao salário-família o aposentado por invalidez ou por idade e os demais aposentados com 65 anos de idade ou mais, se do sexo masculino, ou 60 anos ou mais, se do feminino, sendo reduzida a idade em cinco anos quando se tratar de empregado trabalhador rural.
SALÁRIO-FAMÍLIA
A partir de janeiro de 2024 o valor do salário-família é de R$ 62,04 por filho. O empregado que perceber além de R$ 1.819,26 não tem direito ao benefício.
Será devida a cota total do salário-família, independentemente do número de dias efetivamente trabalhados pelo empregado.
O salário-família não é benefício que visa substituir a remuneração do trabalhador. Logo, pode ter valor inferior ao salário mínimo.
SALÁRIO-FAMÍLIA
O direito ao salário-família cessará automaticamente:
a)por morte do filho ou equiparado, a contar do mês seguinte ao do óbito. Não é, portanto, no próprio mês do óbito que há a cessação do salário-família;
b)quando o filho ou equiparado completar 14 anos de idade, salvo se inválido, a contar do mês seguinte ao da data do aniversário. Em relação à invalidez, não há limite de idade;
SALÁRIO-FAMÍLIAV
c)pela recuperação da capacidade do filho ou equiparado inválido, a contar do mês seguinte ao da cessação da incapacidade;
d)pelo desemprego do segurado. Isso mostra que o benefício é devido ao segurado em razão de este estar empregado. Sendo dispensado, perde o direito ao salário-família;
e)pela morte do segurado. Com a morte do segurado, deixa de existir a relação de emprego, cessando o pagamento do salário-família.

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