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Aula 17
Benefícios por incapacidade
Empregado – pessoa que exerce atividade remunerada e tem vínculo empregatício com PJ. Para fins de 
configuração do direito previdenciário, o vínculo pode ser formal ou informal, contanto que preencha os requisitos de 
empregado.
Segurado especial – trab rural.
Trabalhador avulso – trab portuário. Pessoa que presta serviço no porto para os navios, tendo sua mão de obra 
gerenciada pelos sindicatos. 
Doméstico – exerce suas atividades remuneradas, no âmbito familiar, por mais de 2 dias por semana. 
Contribuinte individual – todo aquele que exerce atividade remunerada, e não está em nenhuma dessas 
classificações cima. Contempla diversos grupos de profissionais: empresário, diarista, médico, dentista, vendedor de 
bala no bus, etc. 
Todos esses segurados obrigatórios devem verter contribuição. O contribuinte individual faz seus recolhimentos com 
base na sua produção. Fazendo seus recolhimentos, ele configura como segurado da prev social. 
A manutenção da qualidade do segurado depende do enquadramento nos seguintes casos:
12 meses - Art.15,II, da Lei 8.213/91
24 meses: Art.15,II, da Lei 8.213/91 + Art.15,p.1°, da Lei 8.213/91 ou Art.15,p.2°, da Lei 8.213/91
36 meses: Art.15,II, da Lei 8.213/91 + Art.15,p.1°, da Lei 8.213/91 ou Art.15,p.2°, da Lei 8.213/91
Em que momento se adquire a qualidade de segurado?
Contribuinte individual e facultativo – se adquire a partir do primeiro recolhimento
Empregado – qd começa a exercer a atividade remunerada
Como faz o cálculo da manutenção da qualidade de segurado?
Art.15,daLei8.213/91, §4º A perda da qualidade de segurado ocorrerá no dia seguinte ao do término do prazo fixado 
no Plano de Custeio da Seguridade Social para recolhimento da contribuição referente ao mês imediatamente 
posterior ao do final dos prazos fixados neste artigo e seus parágrafos.
Olhar exemplo no 1h20’.
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuição até doze meses após a cessação de 
benefícios por incapacidade, salário-maternidade ou após a cessação das contribuições, para o segurado que 
deixar de exercer atividade remunerada abrangida pela Previdência Social ou estiver suspenso ou licenciado sem 
remuneração, observado que o salário maternidade deve ser considerado como período de contribuição. 
Benefício por incapacidade laboral
Doença= pode ter uma pessoa doente, mas que não é incapaz da atividade laborativa. 
Incapacidade= a pessoa está, de fato, incapaz da atividade laboral
Regra Geral:
Total + Permanente: Aposentadoria por incapacidade permanente
Total + Temporária: Auxílio por incapacidade temporária
Parcial + Permanente: Auxílio-Acidente
Parcial + Temporário: Auxílio por incapacidade temporária
Auxílio por incapacidade temporária – antigo auxílio doença.
Comum (B-31) – 
Acidentário (B-91) - Redução da atividade laborativa, decorrente de um acidente. Devido após a pessoa retornar ao 
labor, tendo em vista que a pessoa não pode mais trabalhar como antes do acidente. 
Art. 59 da Lei 8.213/91. O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o 
período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por 
mais de 15 (quinze) dias consecutivos.
Precisa de 3 requisitos: 
 Incapacidade temporária
 Qualidade de segurado
 Carência
Art. 59 da Lei 8.213/91, §1º Não será devido o auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de 
Previdência Social já portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício, exceto quando a 
incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento da doença ou da lesão.
Ou seja, a incapacidade deve surgir após a pessoa ter direito a concessão do benefício. Se a incapacidade surgir 
antes da pessoa ter direito ao benefício, não será concedido.
Agendamento da perícia
Vai na plataforma do Meu INSS e faz o devido agendamento. A pessoa será avaliada por um médico perito, que 
avaliará qual a condição do segurado, e que tipo de auxílio ele receberá; em geral, a noite já te o resultado da perícia 
na plataforma, se foi ou não concedido e por quanto tempo será válido. 
Antecipação de 1 Salário Mínimo – Auxílio por Incapacidade Temporária
Lei 13.982/20. Art. 4º Fica o INSS autorizado a antecipar 1 (um) salário-mínimo mensal para os requerentes do 
benefício de auxílio-doença de que trata o art. 59 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, durante o período de 3 
(três) meses, a contar da publicação desta Lei, ou até a realização de perícia pela Perícia Médica Federal, o que 
ocorrer primeiro. Parágrafo único. A antecipação de que trata o caput estará condicionada: 
I - ao cumprimento da carência exigida para a concessão do benefício de auxílio-doença; 
II - à apresentação de atestado médico, cujos requisitos e forma de análise serão estabelecidos em ato conjunto da 
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS. 
Portaria Conjunta SEPRT/INSS Nº 9381 DE 06/04/2020 
Art. 2º Enquanto perdurar o regime de plantão reduzido de atendimento nas Agências da Previdência Social, nos 
termos da Portaria Conjunta SEPRT/INSS nº 8.024, de 19 de março de 2020, os requerimentos de auxílio-doença 
poderão ser instruídos com atestado médico. 
§ 1º O atestado médico deve ser anexado ao requerimento por meio do site ou aplicativo "Meu INSS", mediante 
declaração de responsabilidade pelo documento apresentado, e deve observar, cumulativamente, os seguintes 
requisitos: 
I - estar legível e sem rasuras; 
II - conter a assinatura do profissional emitente e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe; 
III - conter as informações sobre a doença ou CID; e 
IV - conter o prazo estimado de repouso necessário. 
§ 2º Os atestados serão submetidos a análise preliminar, na forma definida em atos da Subsecretaria de Perícia 
Médica Federal da Secretaria de Previdência e do Instituto Nacional do Seguro Social. 
Regulamentações sobre o auxílio: 
Ofício Circular SEI 1.217/20/ME: Conformação de dados do atestado médico apresentado em requerimento de 
benefício de auxílio-doença nos termos da Lei nº 13.982, de 02 de abril de 2020. 
Portaria 552/20 INSS/PRES : Pedidos de prorrogação - Autoriza a prorrogação automática dos benefícios de auxílio-
doença enquanto perdurar o fechamento das agências em função da Emergência de Saúde Pública de nível 
internacional decorrente do Coronavírus (COVID-19), nas condições especificadas. 
Art. 1º Alterar, até que termine a suspensão do atendimento presencial nas Agência
s da Previdência Social, para: 
I - 6 (seis) o limite máximo de pedidos de prorrogação que, ao serem efetivados, gerarão prorrogação automática do 
benefício - PMAN, definido no § 1º do art. 1º da Instrução Normativa - IN nº 90/PRES/INSS, de 17 de novembro de 
2017; e
Portaria Conjunta 62 – indica que qd o segurado for fazer o agendamento a perícia vai pode escolher entre receber a 
antecipação e não precisar ir no INSS ou então pode optar por comparecer na perícia nas agências que já estão em 
funcionamento. 
AUXÍLIO-ACIDENTE (art. 86, da Lei 8.213/91) 
B-36 (Comum) 
B-94 (Acidentário)
Benefício indenizatório. Será concedido no momento que a pessoa já tem capacidade laborativa, porém está com 
redução por causa do acidente. 
► Art. 86 da Lei 8.213/91 O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após 
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem seqüelas que impliquem redução 
da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.
Requisitos
Redução da capacidade laborativa “sequela” (Ocasionada por acidente de qualquer natureza) + Qualidade de 
Segurado + Nexo causal entre a sequela e o acidente.
A sequela deve ser decorrente de um acidente. Não é aplicado o requisito carência para a concessão do aulxílio 
acidente.
Obs.: Esse benefício é devido em caso de acidente de qualquer natureza desde a Lei 9.035/1995 (29/04/1995). 
Assim até 29/04/1995 esse benefício só era devido em caso de acidentedo trabalho.
Tema 156 do STJ: 
“Será devido o auxílio-acidente quando demonstrado o nexo de causalidade entre a redução de natureza permanente
da capacidade laborativa e a atividade profissional desenvolvida, sendo irrelevante a possibilidade de reversibilidade 
da doença.”
► Caráter indenizatório. Logo, recebe mesmo que exerça atividade remunerada. Cumula os dois salários, o do trab e
o do auxílio. O valor é incorporado a seu salário de contribuição. 
► Devido após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza que resultarem em 
sequelas que impliquem na redução parcial e definitiva da capacidade laborativa. 
► Necessária qualidade de segurado no momento do fato gerador (pode ser concedido inclusive no período de 
graça) 
► Carência – Independe (Art. 26, I, da Lei 8.213/91)
► Beneficiários 
• Empregado (urbano e rural) 
• Empregado doméstico 
• Trabalhador avulso 
• Segurado Especial 
Tema 627 do STJ: O segurado especial, cujo acidente ou moléstia é anterior à vigência da Lei n. 12.873/2013, que 
alterou a redação do inciso I do artigo 39 da Lei n. 8.213/91, não precisa comprovar o recolhimento de contribuição 
como segurado facultativo para ter direito ao auxílio-acidente. 
A jurisprudência dominante entende que o segurado facultativo e o contribuinte individual não tem direito a esse 
benefício.
Tema 201, TNU – a tese é de que eles não tem direito ao recebimento o auxílio acidente. 
Art. 18 § 1 o da Lei 8.213/91. Somente poderão beneficiar-se do auxílio acidente os segurados incluídos nos incisos I,
II, VI e VII do art. 11 desta Lei. 
Ou seja: empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial
► Redução da Audição 
Art. 104, p.5° , do Decreto 3.048/99. A perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará a concessão do 
auxílio-acidente quando, além do reconhecimento do nexo entre o trabalho e o agravo, resultar, comprovadamente, 
na redução ou perda da capacidade para o trabalho que o segurado habitualmente exercia. 
No mesmo sentido: Art. 86 da Lei 8.213/91 
STJ: Tema repetitivo 213 - firmou a tese que é necessário comprovar que a redução foi decorrente de acidente do 
trab.
► Termo Inicial
Segundo o art. 86, p.2°, da Lei 8.213/91, o auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do 
auxílio-doença, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua 
acumulação com qualquer aposentadoria.
RECURSO CONTRA A SENTENÇA. PREVIDENCIÁRIO. AUXÍLIO ACIDENTE. DIB. FIXAÇÃO NA DATA DE 
CESSAÇÃO DO AUXÍLIO DOENÇA. DISPENSABILIDADE DE REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. 1. O auxílio-
acidente independe de requerimento administrativo, uma vez que o INSS tem o dever de concedê-lo de ofício após a 
cessação de auxílio-doença, caso comprovado o implemento dos requisitos na data da referida cessação. Nessa 
hipótese, a DIB do auxílio acidente será o dia posterior à cessação do auxílio doença. (RC 5016183-
44.2017.4.04.7201, 1ª TR-SC, L. Gamba, j. em 11/10/2018).
Situação ainda em discussão no Tema 862, STJ
► Duração : 
Art. 86, § 1º, da Lei 8.213/91. O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário-de-benefício 
e será devido, observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a data do óbito
do segurado. 
► O art. 6º, p. 1º, da Lei 6.367/76 previa que o auxílio-acidente seria pago em caráter vitalício. 
► A Lei 9.528/97 indica que o benefício será devido até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a data 
do óbito do segurado.
Súmula 507 do STJ. A acumulação de auxílio-acidente com aposentadoria pressupõe que a lesão incapacitante e a 
aposentadoria sejam anteriores a 11/11/1997, observado o critério do art. 23 da Lei n. 8.213/1991 para definição do 
momento da lesão nos casos de doença profissional ou do trabalho.
Tema 416, STJ – diz que o auxílio é devido mesmo que a lesão seja mínima.
Art. 31, da Lei 8.213/91. O valor mensal do auxílio-acidente integra o salário-de-contribuição, para fins de cálculo do 
salário-de-benefício de qualquer aposentadoria, observado, no que couber, o disposto no art. 29 e no art. 86, § 5º. 
Quando houver recebimento concomitante de remuneração no mês de referência.
APOSENTADORIA POR INCAPACIDADE PERMANENTE 
Antiga Aposentadoria por Invalidez (art. 42 e ss., da 8.213/91) 
B-32 (comum) 
B-92 (acidentário)
Requisitos para concessão:
Art. 42 da Lei 8.213/91. A aposentadoria por invalidez, uma vez cumprida, quando for o caso, a carência exigida, será
devida ao segurado que, estando ou não em gozo de auxílio-doença, for considerado incapaz e insusceptível de 
reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer 
nesta condição. 
Incapacidade Total e Permanente
Incapacidade Permanente para toda e qualquer atividade + Qualidade de Segurado + Carência (12 meses. Mas pode
ser afastada se for no caso de acidente)
Funciona da mesma forma que vimos no auxílio por incapacidade temporária.
Art. 26 da Lei 8.213/91. Independe de carência a concessão das seguintes prestações: 
II - auxílio-doença e aposentadoria por invalidez nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa e de doença 
profissional ou do trabalho, bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma 
das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, 
atualizada a cada 3 (três) anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro 
fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado;
Art. 151 da Lei 8.213/91. Até que seja elaborada a lista de doenças mencionada no inciso II do art. 26, independe de 
carência a concessão de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez ao segurado que, após filiar-se ao RGPS, 
for acometido das seguintes doenças: tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, esclerose múltipla, 
hepatopatia grave, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de 
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte 
deformante), síndrome da deficiência imunológica adquirida (aids) ou contaminação por radiação, com base em 
conclusão da medicina especializada.
DATA DE INÍCIO 
Art. 43 da Lei 8.213/91. A aposentadoria por invalidez será devida a partir do dia imediato ao da cessação do auxílio-
doença, ressalvado o disposto nos §§ 1º, 2º e 3º deste artigo. 
§ 1º Concluindo a perícia médica inicial pela existência de incapacidade total e definitiva para o trabalho, a 
aposentadoria por invalidez será devida: 
a) ao segurado empregado, a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade ou a partir da entrada do 
requerimento, se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de trinta dias; 
b) ao segurado empregado doméstico, trabalhador avulso, contribuinte individual, especial e facultativo, a contar da 
data do início da incapacidade ou da data da entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de 
trinta dias.
Grande Invalidez 
Possibilidade do segurado que foi aposentado por invalidez receber o valor de 25% a mais caso ele necessite de 
apoio de terceiros. Pode superar o teto previdenciário. 
Art. 45 da Lei 8.213/91. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assistência 
permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). Parágrafo único. O acréscimo de que 
trata este artigo: 
a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite máximo legal; 
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado; 
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão. 
Tema 1095, STJ – está em andamento para assegurar o direito a todos os segurados que necessitam de apoio de 
terceiros de receber 25%.
Obrigações do Segurado 
- O segurado aposentado por invalidezpoderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das condições que
ensejaram o afastamento ou a aposentadoria, concedida judicial ou administrativamente (art. 43, § 4º, da Lei 
8.213/91) .
- Submeter-se a processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado. 
- Submeter-se a tratamento dispensado gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são 
facultativos.
Hipóteses de Isenção da Perícia Revisional
Art. 70 da Lei 8.212/91. Os beneficiários da Previdência Social, aposentados por invalidez, ficam obrigados, sob pena
de sustação do pagamento do benefício, a submeterem-se a exames médico-periciais, estabelecidos na forma do 
regulamento, que definirá sua periodicidade e os mecanismos de fiscalização e auditoria.
Art. 101 da Lei 8.213/91. O segurado em gozo de auxílio-doença, aposentadoria por invalidez e o pensionista inválido
estão obrigados, sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência 
Social, processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado, e tratamento dispensado gratuitamente, 
exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos. 
§ 1 o O aposentado por invalidez e o pensionista inválido que não tenham retornado à atividade estarão isentos do 
exame de que trata o caput deste artigo: 
I - após completarem cinquenta e cinco anos ou mais de idade e quando decorridos quinze anos da data da 
concessão da aposentadoria por invalidez ou do auxílio-doença que a precedeu; ou 
II - após completarem sessenta anos de idade.
Art. 43, da Lei 8.213/91.
 § 4 o O segurado aposentado por invalidez poderá ser convocado a qualquer momento para avaliação das 
condições que ensejaram o afastamento ou a aposentadoria, concedida judicial ou administrativamente, observado o 
disposto no art. 101 desta Lei. 
§ 5º A pessoa com HIV/aids é dispensada da avaliação referida no § 4º deste artigo.
Parcelas de Recuperação
Art. 47 da Lei 8.213/91. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez, será 
observado o seguinte procedimento: 
I - quando a recuperação ocorrer dentro de 5 (cinco) anos, contados da data do início da aposentadoria por invalidez 
ou do auxílio-doença que a antecedeu sem interrupção, o benefício cessará: 
a) de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função que desempenhava na empresa 
quando se aposentou, na forma da legislação trabalhista, valendo como documento, para tal fim, o certificado de 
capacidade fornecido pela Previdência Social; ou 
b) após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio-doença ou da aposentadoria por invalidez, para 
os demais segurados;
Art. 47 da Lei 8.213/91. Verificada a recuperação da capacidade de trabalho do aposentado por invalidez, será 
observado o seguinte procedimento: 
II - quando a recuperação for parcial, ou ocorrer após o período do inciso I, ou ainda quando o segurado for 
declarado apto para o exercício de trabalho diverso do qual habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, 
sem prejuízo da volta à atividade: 
a) no seu valor integral, durante 6 (seis) meses contados da data em que for verificada a recuperação da capacidade;
b) com redução de 50% (cinquenta por cento), no período seguinte de 6 (seis) meses; 
c) com redução de 75% (setenta e cinco por cento), também por igual período de 6 (seis) meses, ao término do qual 
cessará definitivamente.
CÁLCULO DO VALOR DO BENEFÍCIO
Antes da EC 103/19
RMI = SB X Alíquota 
Onde: SB = Média dos 80% maiores salários-de contribuição a partir de julho de 1994 
Alíquota = 0,91
Depois da EC 103:
RMI = SB X Alíquota Onde: SB = Média de todos os salários-de-contribuição a partir de julho de 1994 
Alíquota = 0,91
Aposentadoria por Incapacidade Permanente NÃO-ACIDENTÁRIA 
 
Salário de Benefício RMI
Média de todos (100%) 
os salários de 
contribuição de jul/94 
em diante 
Após o cálculo da média, o valor do benefício será calculado com base em 60% da 
referida média, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que exceda os 20 
anos de tempo de contribuição no caso do homem, ou que exceda os 15 anos de tempo 
de contribuição no caso da mulher.
Competência 
Benefício Acidentário - Justiça Estadual
Benefício Comum - Justiça Federal
Competência para ação de benefício Acidentário - Art. 109, I da CF/1988
Competência Delegada - Art. 109, § 3º da CF/1988 (EC 103/19) e Art. 15 da Lei 5.010/66 (Recentemente alterado 
pelo Art. 3° da Lei 13.876/2019)
Resultado de Perícia
Geralmente liberado as 21h no mesmo dia que a perícia foi feita. Saí no site Meu INSS.
Cômputo dos benefícios por Incapacidade como carência e tempo de contribuição
Art. 55 da Lei 8.213/91. O tempo de serviço será comprovado na forma estabelecida no Regulamento, 
compreendendo, além do correspondente às atividades de qualquer das categorias de segurados de que trata o art. 
11 desta Lei, mesmo que anterior à perda da qualidade de segurado: 
II - o tempo intercalado em que esteve em gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez;
Principal artigo na discussão para a contagem do período de afastamento como carência: 
Art. 29. O salário-de-benefício consiste: 
§ 5º Se, no período básico de cálculo, o segurado tiver recebido benefícios por incapacidade, sua duração será 
contada, considerando-se como salário-de-contribuição, no período, o salário de-benefício que serviu de base para o 
cálculo da renda mensal, reajustado nas mesmas épocas e bases dos benefícios em geral, não podendo ser inferior 
ao valor de 1 (um) salário mínimo.
Súmula 73 da TNU. O tempo de gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez não decorrentes de 
acidente de trabalho só pode ser computado como tempo de contribuição ou para fins de carência quando 
intercalado entre períodos nos quais houve recolhimento de contribuições para a previdência social.
Súmula 102 do TRF4. "É possível o cômputo do interregno em que o segurado esteve usufruindo benefício por 
incapacidade (auxíliodoença ou aposentadoria por invalidez) para fins de carência, desde que intercalado com 
períodos contributivos ou de efetivo trabalho."
Portaria Conjunta 12/2020 – efeito erga omnes para todo o Brasil. 
Art. 19-C do Decreto 3.048/99. Considera-se tempo de contribuição o tempo correspondente aos períodos para os 
quais tenha havido contribuição obrigatória ou facultativa ao RGPS, dentre outros, o período: 
§ 1º Será computado o tempo intercalado de recebimento de benefício por incapacidade, na forma do disposto no 
inciso II do caput do art. 55 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, exceto para efeito de carência.
Porém, continua valendo a portaria conjunta 12, onde diz que vale a contagem para efeito de carência também.
Benefício Acidentário e o Tempo Especial – Antes do Decreto 10.410/20 
Art. 65. Considera-se tempo de trabalho permanente aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente,
no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da 
produção do bem ou da prestação do serviço.
O STJ chegou a afetar o tema 998 para firmar a tese de que inclusive o benefício não acidentário deveria ser 
considerado como especial.
Art. 65. Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput aos períodos de descanso determinados pela legislação 
trabalhista, inclusive ao período de férias, e aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à data do 
afastamento, o segurado estivesse exposto aos fatores de risco de que trata o art. 68.” (NR) 
Benefício Acidentário não entra mais como tempo especial, segundo previsão do Decreto 10.410/2020.
DICA: O processo demorou tanto que meu segurado mesmo incapaz voltou a trabalhar. E agora?
Súmula 72 da TNU. É possível o recebimento de benefício por incapacidade durante período em que houve exercício
de atividade remunerada quando comprovado que o segurado estava incapaz para as atividades habituais na época 
em que trabalhou.
Segurado recebe auxílio por incapacidade temporária de uma atividade.Pode continuar laborando em outra? 
Art. 73, do Decreto 3.048/99. O auxílio-doença do segurado que exercer mais de uma atividade abrangida pela 
previdência social será devido mesmo no caso de incapacidade apenas para o exercício de uma delas, devendo a 
perícia médica ser conhecedora de todas as atividades que o mesmo estiver exercendo. 
§ 1º Na hipótese deste artigo, o auxílio-doença será concedido em relação à atividade para a qual o segurado estiver 
incapacitado, considerando-se para efeito de carência somente as contribuições relativas a essa atividade. 
§ 2º Se nas várias atividades o segurado exercer a mesma profissão, será exigido de imediato o afastamento de 
todas. 
§ 3º Constatada, durante o recebimento do auxílio-doença concedido nos termos deste artigo, a incapacidade do 
segurado para cada uma das demais atividades, o valor do benefício deverá ser revisto com base nos respectivos 
salários-de-contribuição, observado o disposto nos incisos I a III do art. 72. 
§ 4º Ocorrendo a hipótese do § 1º, o valor do auxílio-doença poderá ser inferior ao salário mínimo desde que somado
às demais remunerações recebidas resultar valor superior a este.
E se o segurado estava de férias quando começou a incapacidade? 
No caso da DII do segurado ser fixada quando este estiver em gozo de férias ou licença-prêmio ou qualquer outro 
tipo de licença remunerada, o prazo de quinze dias de responsabilidade da empresa, será contado a partir do dia 
seguinte ao término das férias ou da licença. (Art. 303, p.2° da IN 77/2015).
Se afastou por 15 dias ou menos, voltou a trabalhar e se afastou novamente? 
Se o segurado empregado, por motivo de doença, afastar-se do trabalho durante quinze dias, retornando à atividade 
no décimo sexto dia, e se dela voltar a se afastar dentro de sessenta dias desse retorno, em decorrência da mesma 
doença, fará jus ao auxílio-doença a partir da data do novo afastamento. 
Se o retorno à atividade tiver ocorrido antes de quinze dias do afastamento, o segurado fará jus ao auxílio-doença a 
partir do dia seguinte ao que completar os quinze dias de afastamento, somados os períodos de afastamento 
intercalados. (Art. 303, p.3°e 4° da IN 77/2015).
E se ficar incapaz temporariamente novamente em um intervalo de 60 dias? 
No caso de novo requerimento, se a perícia médica concluir que se trata de direito a mesma espécie de benefício, 
decorrente da mesma doença e sendo fixada a DIB até sessenta dias contados da data da DCB do anterior, será 
indeferido o novo pedido, restabelecido o benefício anterior e descontados os dias trabalhados, quando for o caso. 
Parágrafo único. Na situação prevista no caput, a data de início do pagamento - DIP será fixada no dia 
imediatamente seguinte ao da cessação do benefício anterior, ficando a empresa, no caso de empregado, 
desobrigada do pagamento relativo aos quinze primeiros dias do novo afastamento, conforme previsto no § 3º do art. 
75 do RPS. (Art. 309, da IN 77/2015).
E se a segurada (o) em gozo de auxílio por incapacidade temporária precisar de salário maternidade? 
Tratando-se de segurada gestante em gozo de auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente de trabalho, o 
benefício deverá ser suspenso administrativamente no dia anterior ao da DIB do salário-maternidade. 
§ 1º Se após o período do salário-maternidade, a requerente mantiver a incapacidade laborativa, deverá ser 
submetida a uma nova perícia médica. 
§ 2º Aplica-se o disposto neste artigo no caso de concessão de salário maternidade pela adoção ou guarda judicial 
para fins de adoção. (Art. 313, da IN 77/2015)
Fungibilidade: tem sido aceito. 
Tema 217 da TNU. Em relação ao benefício assistencial e aos benefícios por incapacidade, é possível conhecer de 
um deles em juízo, ainda que não seja o especificamente requerido na via administrativa, desde que preenchidos os 
requisitos legais, observando-se o contraditório e o disposto no artigo 9º e 10 do CPC.

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