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1 CURSO DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL CARGA HORÁRIA - 12 HORAS PROFESSOR -WAGNER COSTA O mundo não para. 2 COMPOSIÇÃO DA MESA DIRETORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE RORAIMA Presidente - Soldado Sampaio (PCdoB) 1º Vice-Presidente - Marcelo Cabral (MDB) 2º Vice-Presidente - Renato Silva (Republicanos) 3º Vice-Presidente - Éder Lourinho (PTC) 1º Secretário - Jeferson Alves (PTB) 2º Secretária - Aurelina Medeiros (Podemos) 3º Secretária - Tayla Peres (PRTB) 4º Secretário - Gabriel Picanço (Republicanos) Corregedor-Geral - Nilton Sindpol (Patriota) Ficha Técnica Ebook - Curso de inteligência emocional Autor: Prof. WAGNER COSTA Revisão Pedagógica e EAD: Prof. Postdoc Wender Antônio da Silva Proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização da editora. A distribuição e download deste e-book são gratuitos dentro da plataforma Escolegis, no entanto, sua comercialização e/ou redistribuição é terminantemente proibida. ©️ Copyright 2021 – Istud Ltda ME Categoria: inteligência emocional 3 I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 4 INTRODUÇÃO A inteligência emocional é um conceito da psicologia usado para designar a capacidade do ser humano de lidar com as emoções. Para administrar as emoções e conquistar a inteligência emocional é preciso haver equilíbrio entre as áreas presentes nos dois hemisférios do cérebro: o esquerdo e o direito. Conhecer seus próprios sentimentos é o primeiro passo para o desenvolvimen- to do autocontrole emocional, principalmente no ambiente de trabalho. Diaria- mente, somos colocados em frente a situações que podem nos levar ao limite emocional e, nesses momentos de estresse profissional, é fundamental estarmos atentos às emoções que são despertadas. Reconhecendo esses sentimentos e fa- zendo uma análise, você entenderá melhor quais comportamentos decorrentes dessas emoções estão te atrapalhando profissionalmente, e terá a oportunidade de lidar com eles.. E S C O L E G I S 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.....................................................................4 1. AS EMOÇÕES EM NOSSAS VIDAS.............................7 2. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.....................................10 3. DOMÍNIOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.......14 4. APLICAÇÃO DE CONCEITOS NO COTIDIANO....15 PALAVRAS FINAIS............................................................17 I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 6 Na década de 90, quando Daniel Goleman popularizou o conceito de Inteligência Emocional, ninguém esperava que em tão pouco tempo a ciência estaria comprovando, por meio de exames por imagens, que as emoções são realmente a chave para o sucesso. Exames realizados com instrumentos de alta tecnologia como IRM Funcional e PET Scan, podem observar o cérebro de um ser humano vivo e identificar áreas em funcionamento, permitindo assim que os pesquisadores localizem quais circuitos cerebrais estão em atividades quando o paciente direciona seu pensamento para uma determinada imagem ou situação específica. Essas e outras pesquisas promissoras apontam uma crescente necessidade de cuidados com os aspectos emocionais das pessoas envolvidas em atividades laborais e aos poucos popularizam conhecimentos relacionados ao funcionamento do cérebro que eram inimagináveis há poucos anos. Muitos líderes ainda duvidam da importância das emoções como chave para a produtividade, porém é crescente a busca pelo entendimento de conceitos e técnicas que ajudem pessoas a desenvolverem suas habilidades sociais, conhecidas como soft skills. Nesse curso, serão apresentados conceitos básicos que auxiliarão os participantes a iniciarem uma jornada de auto desenvolvimento que certamente mudará suas percepções e interpretações do mundo a sua volta. Ao aprenderem conceitos e técnicas capazes de ajudar a gerenciar emoções e interagir de forma mais harmônica com outras pessoas que participem de um grupo de trabalho, ou de um grupo familiar, os participantes descobrirão uma nova forma de viver e certamente se sentirão estimulados a continuarem a desenvolver suas habilidades emocionais. Certamente ao final do curso, os participantes estarão motivados a continuarem a jornada de crescimento pessoal por saberem que para conviver e superar o estresse do mundo a nossa volta muito mais do que ter conhecimento e inteligência, é necessário desenvolver a saúde mental através da vivência de emoções positivas nas experiências cotidianas. Lembre-se que o crescimento pessoal e profissional é resultado de uma construção diária, a qual somente você pode empreender. Não é fácil, mas não é impossível! As emoções que você julga inconvenientes e limitantes, te ajudaram em momentos passados, foram importantes e contribuíram para a superação de medos e desafios. Agora é necessário aprender que: “Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e de maneira certa não é fácil” (Aristóteles, Ética a Nicômaco). E S C O L E G I S 7 1. AS EMOÇÕES EM NOSSAS VIDAS Acredita-se que uma pessoa equilibrada é aquela que consegue ser racion- al e agir com total controle de suas emoções. Chegamos ao ponto de acreditar que sentir emoções, ou ser emotivo, é prejudicial as nossas vidas e nos atrapalha nas decisões que precisamos tomar diariamente. Você já se perguntou se suas emoções são aliadas ou inimigas? Frequentemente ouvimos pessoas dizerem que foram traídas pelas emoções e não conseguiram ser como queriam em situ- ações decisivas. Mas, será verdade que as emoções são nossas inimigas? Ao longo da história da humanidade desenvolvemos estratégias de sobre- vivência e a natureza nos equipou com um conjunto de noções básicas que nos ajudaram a sobreviver e que nos trouxerem até onde estamos, como se diz no topo da cadeia alimentar. Só para nos lembrar, o medo, uma das emoções mais importantes para nossa sobrevivência, é provavelmente a emoção mais básica e que se faz presente em todos os animais. Mas qual a importância no medo? Sem ele não teríamos sobrevivido, certamente os humanos que sobreviver- am e passaram seus genes para as próximas gerações foram aqueles que sen- tiam medo. Os corajosos e ousados, os destemidos foram devorados pelos predadores. Afinal, quem não tem medo certamente coloca-se em situações de perigo mais frequentemente e em decorrência dessa exposição maior aos perigos, encon- tra-se mais sujeito a sofrer acidentes e a perder a vida. O medo é a emoção básica mais importante, portanto, conheça seus me- dos. Lembre-se que não estamos mais vivendo em um mundo cheio de predadores e perigos, não temos mais os dinossauros ou leões nos perseguindo. Porém, sua estrutura cerebral continua a disparar todas as vezes que você se sente ameaçado, mesmo que essa ameaça seja pura imaginação. A construção do conhecimento e a aquisição de novas informações acontecem naturalmente com o viver, toda experiência vivida nos proporciona oportunidade de aprendizagem, principalmente se tivermos a capacidade de observar e refletir sobre aquilo que nos acontece. Porém, cada indivíduo possui, em sua própria mente, um arquivo pessoal de suas experiências. Esse cabedal de conhecimentos passados interfere na interpretação e aquisição de novos conhecimentos, em outras palavras, você aprende a partir I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 8 do que já sabe. Isso significa, que duas pessoas vivendo a mesma experiência podem chegar a conclusões diferentes e mesmo que conversem entre si, podem não compreender o processo pelo qual o outro conseguiu tirar suas conclusões. Dessa forma, precisamos aceitar que nossas mentes são complexas e que nosso pensamentos são pessoais, particulares e muitas vezes impossíveis de ser- em compreendidos pelos outros. Conhecer o conceito de “senso comum” é importante para aceitarmos as diferenças e sabermos que nem todas as pessoas partem do mesmo ponto de vista, por isso chegamos a tantas conclusões diferentes.E nos permite evitar a presunção de que estamos sempre certos. Mas o que é senso comum? Senso comum “é definido de maneira geral como um pensamen- to simples e superficial oposto ao conhecimento científico” (Dourado, 2018). Para compreender essa ideia podemos nos utilizar dos concei- tos de interseção de conjuntos, onde observamos elementos que estão simultaneamente em dois ou mais conjuntos envolvidos em uma observação. Vejamos, a figura abaixo: crenças verdades Nossas crenças foram construídas a partir do senso comum, a cada experiência vivida tiramos nossas conclusões e quando tais experiências se repetem um determinado número de vezes passas a acreditar que todas as vezes, no futuro, que um determinado evento ocorrer teremos sempre o mesmo desfecho. Por exemplo, algumas pessoas acreditam que se colocarem uma vassoura atrás da porta a visita irá embora. Outros, aqueles que moram em zonas rurais, acreditam que se uma galinha sair para comer enquanto está chovendo, isso significa que a chuva vai durar o dia todo. Tais crenças são verdadeiras ou não? Voltemos a nossas figura. Se juntarmos as crenças e as verdades percebemos que algumas de nossas crenças são verdadeiras e outras não, porém também sabemos que existem verdades que ainda não conhecemos, lembre-se que há pouco tempo não imaginávamos que poderíamos viajar em um objeto mais pesado do que o ar. E S C O L E G I S 9 Perceba que na parte central da figura teremos as crenças que são verdadeiras, ou seja, aquelas crenças que realmente fazem sentido e podem se reproduzir ou repetir independente de nossas opiniões pessoais e das experiências que vivemos durante a vida. Nesse ponto é importante acrescentarmos o conceito de ciência. Certamente existem muitas definições, mas para nosso curso utilizaremos essa: “Conhecimento produzido a partir de atividades científicas, envolvendo experimentação e coleta de dados, sendo seu objetivo demonstrar, por argumentação, uma solução para um problema proposto, em relação a uma determinada questão” (Kiane, 2017). Portanto, a ciência segue procedimentos padronizados que nos permitem testar e comprovar se nossas crenças são verdadeiras ou não. Quando submetemos uma crença a esse processo o resultado é o que chamamos de conhecimento, ou seja, uma crença que após submetida a testes se mostrou consistente, portanto, verdadeira. Consideramos então que essa crença explica um determinado acontecimento. crenças verdades Ainda temos muitas verdades e crenças a serem testadas, mas quando o assunto é emoção, os cientistas estão caminhando a passas largos, desenvol- vendo teorias e processos para melhorar nossa compreensão acerca do mundo mental. Conhecer as próprias emoções e aprender a lidar com o próprio mundo emocional é fundamental para nossa adaptação à sociedade atual, onde precis- amos lidar com muitas mudanças e com a constante necessidade de adaptação ao novo. Assista o vídeo https://youtu.be/ntcENQdNiSM para compreender melhor como nosso cérebro processa as emoções e de que forma podemos intervir para aumentar nosso controle emocional. https://youtu.be/ntcENQdNiSM I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 10 2. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL As emoções são parte de nossas vidas, muitas vezes negligenciadas porque cultivamos a ideia de que elas nos atrapalham, quando na verdade são fundamentais nos processos decisórios. Cada emoção tem uma função específica, e possui uma espécie de assinatura biológica, para Daniel Goleman, “em nosso repertório emocional, cada emoção desempenha uma função única, como revelam suas distintas assinaturas biológicas”. E os estudos continuam descobrindo cada vez mais detalhes fisiológicos a respeito de como cada emoção é capaz de influenciar nossa estrutura física e mental, de forma a preparar nosso organismo para reagir aos desafios apresentados pela vida. É preciso compreender o conceito de emoção antes de falarmos sobre inteligência emocional, tal conceito é fundamental para construirmos uma visão clara e sólida sobre a importância de desenvolvermos nossas habilidades emocionais a fim de que possamos atingir de forma mais efetiva as nossas metas e objetivos. Para os psicólogos o conceito de emoção refere-se a três componentes, são eles: (1) Uma experiência subjetiva consciente. Essa é a cognição envolvida em toda emoção, uma vez que, as avaliações feitas e os pensamentos a respeito dos eventos que ocorrem em suas vidas são peças fundamentais e determinantes daquilo que será experimentado emocionalmente. Para melhorar a compreensão, é bom saber que várias pesquisas comprovam que o ser humano não é capaz de fazer previsões afetivas sobre o que sentirá no futuro. Normalmente quando solicitado a dizer como reagiria a um acontecimento futuro, por exemplo: receber uma promoção, tirar férias, ou receber nota baixa em um exame, os indivíduos até acertam ao dizer se sentirão uma emoção boa ou ruim, porém erram consistentemente quando tentam prever a intensidade e a duração dessas emoções. Em outras palavras, quando o assunto é emoção a conclusão é: difícil de prever e difícil de controlar. (2) O segundo componente de uma emoção é sua fisiologia. Cada emoção possui uma fisiologia própria disparando no nosso corpo vários processos que preparam o organismos para entrar em ação. Tais processos são controlado pelo Sistema Nervoso e abaixo mostramos algumas dessas reações produzidas no Sistema Nervoso Autônomo (SNA) que se divide em simpático e parassimpático. E S C O L E G I S 11 O sistema simpático mobiliza os recursos para que o corpo entre em ação enquanto o parassimpático protege tais recursos. Certamente você já ouviu falar da reação de luta ou fuga, uma reação normal nos animais que para sobreviverem precisam fugir de seus predadores. Tais reações estimulam que o corpo esteja pronto para entrar em ação e é por isso que quando sentimos medo nosso coração fica mais acelerado para bombear o sangue para os músculos, nos preparando para lutar se consideramos que podemos superar o perigo, ou correr se acharmos que nossa vida está em jogo. (3) O terceiro componente é o comportamental. Nossas emoções são reveladas por comportamentos característicos que podem ser vistos fisicamente em nossa postura e expressões faciais. Um sorriso por exemplo é uma expressão facial conhecida mundialmente como um comportamento amistoso e de fácil interpretação. Existem outros comportamentos que podem ser identificados a partir de comportamentos e expressões corporais, são eles: cara fechada, cenho franzido, punho cerrado e ombros caídos. Cada emoção desempenha uma função específica, como revelam suas distintas assinaturas biológicas” (Goleman, 1996). Algumas emoções são consideradas básicas ou fundamentais, são elas: alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e repugnância (nojo). Essa classificação de emoções básicas foi criada por Paul Ekman, um dos primeiros pesquisadores a comprovar que tais emoções são universais. Ele viajou por diversos lugares e identificou que essas emoções básicas são iguais em todos os povos, independente de cultura. O mesmo comportamento físico exibido por uma pessoa que mora em uma grande cidade (o sorriso quando está feliz), também é exibido por um indígena que não tem contato com a civilização. I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 12 Outro aspecto importante a ser conhecido sobre as emoções são seus objetivos, para que serve cada emoção, afinal cada uma tem sua função específica. Lembrando que cada emoção tem sua utilidade e assinatura biológica. Ao afirmar que cada emoção tem uma utilidade e uma assinatura biológica, estamos dizendo que as emoções existem para um determinado fim. Conhecer quais os objetivos, qual a utilidade de cada emoção nos permite usá-las como ferramenta de crescimento pessoal e força para vencer os desafios. O que faz cada emoção? Qual sua função? Para responder a essas perguntas precisamos compreender o conceito de“atributo funcional”. Atributo funcional de uma emoção negativa especifica o que é necessário fazer para reagir de forma adequada àquela emoção. Ou seja é o que a emoção está nos dizendo, como se fosse um sinal para entrarmos em ação. Suas emoções são um alerta para situações que necessitam de atenção e cuidado. O que as emoções tentam nos dizer chama-se “atributo funcional” da emoção. Vamos conhecer alguns atributos funcionais de emoções. 1. Arrependimento: Indica o que poderia ou deveria ter sido feito de forma diferente em uma situação do passado; 2. Culpa: Indica que a pessoa violou um padrão pessoal e é necessário assegurar- se para não repetir o mesmo erro no futuro; 3. Ansiedade: Nos faz sentir que há algo no nosso futuro para o qual precisamos nos preparar melhor; 4. Sensação de opressão: sinaliza que precisamos reavaliar e estabelecer prioridades para as tarefas que queremos realizar; 5. Ciúme: Mostra que achamos que nossa felicidade emocional está em perigo e que é necessário fazer algo a respeito; 6. Raiva: Informa que precisamos fazer algo para evitar que a nossa felicidade seja prejudicada, ou impedir que isso venha a acontecer no futuro; 7. Antes de apresentarmos um conceito de Inteligência Emocional, devemos observar e refletir sobre os grupos de emoções, sabendo que é preciso ter um vocabulário mais amplo para descrever as emoções, fato que facilita a construção do nosso conhecimento sobre os sentimentos e emoções que sentimos. 8. Tristeza: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, solidão, desamparo, desespero e, quando patológica, severa depressão; 9. Medo: ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, como psicopatologia, fobia e pânico; 10. Prazer: felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação, bom humor, euforia, êxtase e, no extremo, mania; E S C O L E G I S 13 11. Amor: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, paixão, ágape; 12. Surpresa: choque, espanto, pasmo, maravilha; 13. Nojo: desprezo, desdém, antipatia, aversão, repugnância, repulsa; 14. Vergonha: culpa, vexame, mágoa, remorso, humilhação, arrependimento, mortificação e contrição. Da próxima vez que sentir uma emoção, verifique se está utilizando a palavra certa para nominar sua emoção, quanto mais vocabulário mais você perceberá seu mundo emocional. Agora você já sabe que em essência, emoções são impulsos para uma ação imediata, que visam proteger a vida. Mas, o que é Inteligência Emocional? Para Salovey e Mayer, Inteligência Emocional é “ser capaz de monitorar e regular os sentimentos próprios e os de outras pessoas, e de utilizar os sentimentos para guiar o pensamento e a ação”. E o conceito que ficou mais conhecido é o de Goleman: Inteligência Emocional “refere-se à capacidade de identificar nossos próprios sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos”. I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 14 3. DOMÍNIOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Sempre que falamos sobre autoconhecimento e espiritualidade nos remetemos às religiões, porque por muitos séculos a ciência não conseguia desenvolver técnicas que fossem consistentes o bastante para convencer os próprios cientistas da relevância do tema e principalmente sobre a veracidade do mesmo. Atualmente, quando falamos sobre o assunto, podemos utilizar várias comprovações científicas coletadas por meio de imagens cerebrais e além disso, existem técnicas e exercícios que podem nos ajudar a desenvolver nossa inteligência emocional e nos proporcionar mais autoconhecimento. Sabemos, por meio da sabedoria popular, que pessoas que praticam meditação, yoga e indivíduos religiosos (refiro-me aqueles que realmente vivem suas religiões), são mais resilientes, mais pacientes e conseguem enfrentar os problemas existenciais com mais tranquilidade, parecendo viver melhor. No ano de 2016, um canal chamado Tecnologia, Entretenimento e Design (TED) publicou uma palestra onde o pesquisador Robert Waldinger apresentou alguns resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard com o título “Desenvolvimento adulto”. Waldinger afirma que mesmo a maioria das pessoas acreditando na fama e no dinheiro como os grandes construtores da felicidade, na verdade uma vida boa é construída a partir dos bons relacionamentos que construímos ao longo de nossas vidas. A principal conclusão do estudo é: “As boas relações nos mantêm mais felizes e saudáveis”. Para esse estudo existem outras conclusões importantes sobre os relacionamentos sociais. Uma delas é que as relações sociais são boas para os humanos. Outra conclusão que pode parecer óbvia é que a solidão mata. O importante é percebemos a importância de investirmos na qualidade de nossas vidas iniciando pela qualidade de nossos relacionamentos. Recomendo que você assista o vídeo sobre a pesquisa no link https://youtu.be/8KkKuTCFvzI Estudar os domínios da Inteligência emocional nos ajudará a compreender alguns caminhos e procedimentos que precisamos adotar em nossas vidas pessoais se quisermos realmente viver a vida com uma perspectiva mais humana e espiritual. Ao longo do curso você entenderá melhor cada um deles, mas recomendo que leia o best seller Inteligência Emocional de Daniel Goleman. https://youtu.be/8KkKuTCFvzI E S C O L E G I S 15 4. APLICAÇÃO DE CONCEITOS NO COTIDIANO Nessa unidade você terá uma visão inicial de projetos e exercícios que podem ser utilizados no processo de desenvolvimento da Inteligência emocional. Cada tópico dessa unidade apresentará um método que certamente poderá te ajudar a compreender melhor a inteligência emocional e também colocar algumas vivências em sua vida diária. O MindUp foi desenvolvido no Estados Unidos após o 11 de setembro e ajuda muitas crianças a desenvolverem comportamentos sociais mais adequados. Além disso, as expectativas são promissoras, uma vez que, as mudanças comportamentais estão produzindo resultados visíveis. Este método tem como principal atividade o exercício de respiração, para ensinar às crianças que o controle da respiração ajuda a controlar os impulsos emocionais. Além disso, o método possui unidades de estudo que são incorporadas ao currículo com atividades complementares que contribuem para o desenvolvimento de comportamentos sociais saudáveis. Abaixo estão os tópicos estudados no material de apoio do MIndUp. Unidade 1 – Acalmar a mente (trabalha as bases da neurociência) Aula 1 – Como funciona o cérebro Aula 2 – Compreender a atenção plena Aula 3 – Atenção focalizada Unidade 2 – Dar atenção aos nossos sentidos (trabalha a autoconsciência) Aula 4 – Ouvir com atenção plena Aula 5 – Observar com atenção plena Aula 6 – Cheirar com atenção plena Aula 7 – Saborear com atenção plena Aula 8 – Mover com atenção plena I Aula 9 – Mover com atenção plena II Unidade 3 – É tudo uma questão de atitude (trabalha o controlo emocional) Aula 10 – Tomada de perspectiva Aula 11 – Escolher o otimismo Aula 12 – Desfrutar experiências positivas Unidade 4 – Agir com atenção plena (trabalha a ação social) Aula 13 – Agir com gratidão I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 16 Aula 14 – Atos de bondade Aula 15 – Agir no mundo com atenção plena Para conhecer mais sobre o método consulte o site MindUP | Social- Emotional Learning (SEL) Program for Children (site em língua inglesa). Um outro projeto que merece atenção é o Programa de Resistência Mental desenvolvido para treinar os fuzileiros navais americanos. Esse projeto foi desenvolvido para melhorar o desempenho dos combatentes e aumentar o número de aprovações no treinamento, uma vez que, apesar de muito investimento as reprovações eram muito frequentes. O programa considera quatro itens principais,são eles: 1- Fixação de meta: saber o que vai fazer e ter um plano de ação é fundamental para o cérebro construir planos mais eficientes, além de nos direcionar de forma mais positiva. Quem não tem meta definida tende a fracassar ou fica dependendo de acontecimentos circunstanciais. 2- Ensaio mental: Ensaiar mentalmente é como se você estivesse realmente realizando a atividade. O cérebro não sabe diferenciar pensamento de realidade, então se praticamos uma atividade mentalmente, no futuro ao realizá-la o nosso cérebro já terá armazenado memórias e agiremos como se estivéssemos fazendo uma tarefa conhecida. 3- Controle do diálogo interno: controlar nos pensamentos e aquilo que falamos em nossa mente pode ser o fator de sucesso ou fracasso. Muitas pessoas ficam repetindo críticas e comentários internos que diminuem a motivação. Saber o que falamos internamente e mudar esse diálogo ajuda na realização de tarefas complexas. 4- Controle da excitação: esse controle é realizado através de técnicas de respiração semelhantes as utilizadas na meditação e no método MindUp, Você pode assistir o documentário completo no link https://youtu.be/hwx2LwQh0Fk https://youtu.be/hwx2LwQh0Fk E S C O L E G I S 17 PALAVRAS FINAIS Espero que esse curso desperte em você o interesse para aprofundar conhecimentos a respeito da Inteligência emocional. Não é tema fácil, porém já temos muito material publicado em livros e artigos científicos. Lembrando que a dificuldade torna a caminhada difícil, mas aumenta o prazer da chegada. Estou à disposição para esclarecer dúvidas e para compartilhar ideias. Para conhecer mais trabalhos que desenvolvo visite minhas redes sociais: @wanercostapsi I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L 18 1 E S C O L E G I S C M ME S C O L E G I S C M M Introdução 1. As Emoções em Nossas Vidas 2. Inteligência Emocional 3. Domínios da Inteligência Emocional 4. Aplicação de conceitos no Cotidiano Palavras finais