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CURSO DE 
INTELIGÊNCIA 
EMOCIONAL
CARGA HORÁRIA - 12 HORAS
PROFESSOR -WAGNER COSTA
O mundo não para.
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COMPOSIÇÃO DA MESA DIRETORA 
DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE RORAIMA
Presidente - Soldado Sampaio (PCdoB)
1º Vice-Presidente - Marcelo Cabral (MDB)
 2º Vice-Presidente - Renato Silva (Republicanos)
 3º Vice-Presidente - Éder Lourinho (PTC)
1º Secretário - Jeferson Alves (PTB)
2º Secretária - Aurelina Medeiros (Podemos)
3º Secretária - Tayla Peres (PRTB)
4º Secretário - Gabriel Picanço (Republicanos)
Corregedor-Geral - Nilton Sindpol (Patriota)
Ficha Técnica
Ebook - Curso de inteligência emocional
Autor: Prof. WAGNER COSTA
Revisão Pedagógica e EAD: Prof. Postdoc Wender Antônio da Silva 
Proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização da editora. 
A distribuição e download deste e-book são gratuitos dentro da plataforma 
Escolegis, no entanto, sua comercialização e/ou redistribuição é terminantemente 
proibida. 
©️ Copyright 2021 – Istud Ltda ME
Categoria: inteligência emocional
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I N T E L I G Ê N C I A E M O C I O N A L
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INTRODUÇÃO
A inteligência emocional é um conceito da psicologia usado para designar a 
capacidade do ser humano de lidar com as emoções. Para administrar as 
emoções e conquistar a inteligência emocional é preciso haver equilíbrio 
entre as áreas presentes nos dois hemisférios do cérebro: o esquerdo e o direito.
Conhecer seus próprios sentimentos é o primeiro passo para o desenvolvimen-
to do autocontrole emocional, principalmente no ambiente de trabalho. Diaria-
mente, somos colocados em frente a situações que podem nos levar ao limite 
emocional e, nesses momentos de estresse profissional, é fundamental estarmos 
atentos às emoções que são despertadas. Reconhecendo esses sentimentos e fa-
zendo uma análise, você entenderá melhor quais comportamentos decorrentes 
dessas emoções estão te atrapalhando profissionalmente, e terá a oportunidade 
de lidar com eles..
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO.....................................................................4
1. AS EMOÇÕES EM NOSSAS VIDAS.............................7
2. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.....................................10
3. DOMÍNIOS DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.......14
4. APLICAÇÃO DE CONCEITOS NO COTIDIANO....15
PALAVRAS FINAIS............................................................17
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 Na década de 90, quando Daniel Goleman popularizou o conceito de 
Inteligência Emocional, ninguém esperava que em tão pouco tempo 
a ciência estaria comprovando, por meio de exames por imagens, 
que as emoções são realmente a chave para o sucesso. 
 Exames realizados com instrumentos de alta tecnologia como IRM Funcional 
e PET Scan, podem observar o cérebro de um ser humano vivo e identificar 
áreas em funcionamento, permitindo assim que os pesquisadores localizem 
quais circuitos cerebrais estão em atividades quando o paciente direciona seu 
pensamento para uma determinada imagem ou situação específica.
 Essas e outras pesquisas promissoras apontam uma crescente 
necessidade de cuidados com os aspectos emocionais das pessoas envolvidas 
em atividades laborais e aos poucos popularizam conhecimentos relacionados 
ao funcionamento do cérebro que eram inimagináveis há poucos anos.
Muitos líderes ainda duvidam da importância das emoções como chave para 
a produtividade, porém é crescente a busca pelo entendimento de conceitos 
e técnicas que ajudem pessoas a desenvolverem suas habilidades sociais, 
conhecidas como soft skills.
 Nesse curso, serão apresentados conceitos básicos que auxiliarão os 
participantes a iniciarem uma jornada de auto desenvolvimento que certamente 
mudará suas percepções e interpretações do mundo a sua volta. Ao aprenderem 
conceitos e técnicas capazes de ajudar a gerenciar emoções e interagir de forma 
mais harmônica com outras pessoas que participem de um grupo de trabalho, 
ou de um grupo familiar, os participantes descobrirão uma nova forma de 
viver e certamente se sentirão estimulados a continuarem a desenvolver suas 
habilidades emocionais. 
 Certamente ao final do curso, os participantes estarão motivados a 
continuarem a jornada de crescimento pessoal por saberem que para conviver e 
superar o estresse do mundo a nossa volta muito mais do que ter conhecimento 
e inteligência, é necessário desenvolver a saúde mental através da vivência de 
emoções positivas nas experiências cotidianas.
Lembre-se que o crescimento pessoal e profissional é resultado de uma 
construção diária, a qual somente você pode empreender. Não é fácil, mas não 
é impossível!
As emoções que você julga inconvenientes e limitantes, te ajudaram em 
momentos passados, foram importantes e contribuíram para a superação de 
medos e desafios. Agora é necessário aprender que:
“Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, 
na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e de maneira certa não é 
fácil” (Aristóteles, Ética a Nicômaco).
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1. AS EMOÇÕES EM NOSSAS 
VIDAS
 Acredita-se que uma pessoa equilibrada é aquela que consegue ser racion-
al e agir com total controle de suas emoções. Chegamos ao ponto de acreditar 
que sentir emoções, ou ser emotivo, é prejudicial as nossas vidas e nos atrapalha 
nas decisões que precisamos tomar diariamente. Você já se perguntou se suas 
emoções são aliadas ou inimigas? Frequentemente ouvimos pessoas dizerem 
que foram traídas pelas emoções e não conseguiram ser como queriam em situ-
ações decisivas. Mas, será verdade que as emoções são nossas inimigas?
 Ao longo da história da humanidade desenvolvemos estratégias de sobre-
vivência e a natureza nos equipou com um conjunto de noções básicas que nos 
ajudaram a sobreviver e que nos trouxerem até onde estamos, como se diz no 
topo da cadeia alimentar. Só para nos lembrar, o medo, uma das emoções mais 
importantes para nossa sobrevivência, é provavelmente a emoção mais básica e 
que se faz presente em todos os animais. Mas qual a importância no medo?
 
 Sem ele não teríamos sobrevivido, certamente os humanos que sobreviver-
am e passaram seus genes para as próximas gerações foram aqueles que sen-
tiam medo. 
 Os corajosos e ousados, os destemidos foram devorados pelos predadores. 
Afinal, quem não tem medo certamente coloca-se em situações de perigo mais 
frequentemente e em decorrência dessa exposição maior aos perigos, encon-
tra-se mais sujeito a sofrer acidentes e a perder a vida.
 
 O medo é a emoção básica mais importante, portanto, conheça seus me-
dos.
 
Lembre-se que não estamos mais vivendo em um mundo cheio de predadores e 
perigos, não temos mais os dinossauros ou leões nos perseguindo. 
 
 Porém, sua estrutura cerebral continua a disparar todas as vezes que você 
se sente ameaçado, mesmo que essa ameaça seja pura imaginação.
A construção do conhecimento e a aquisição de novas informações acontecem 
naturalmente com o viver, toda experiência vivida nos proporciona oportunidade 
de aprendizagem, principalmente se tivermos a capacidade de observar e refletir 
sobre aquilo que nos acontece.
 
Porém, cada indivíduo possui, em sua própria mente, um arquivo pessoal de suas 
experiências. Esse cabedal de conhecimentos passados interfere na interpretação 
e aquisição de novos conhecimentos, em outras palavras, você aprende a partir 
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do que já sabe. Isso significa, que duas pessoas vivendo a mesma experiência 
podem chegar a conclusões diferentes e mesmo que conversem entre si, podem 
não compreender o processo pelo qual o outro conseguiu tirar suas conclusões.
 Dessa forma, precisamos aceitar que nossas mentes são complexas e que 
nosso pensamentos são pessoais, particulares e muitas vezes impossíveis de ser-
em compreendidos pelos outros.
 Conhecer o conceito de “senso comum” é importante para aceitarmos as 
diferenças e sabermos que nem todas as pessoas partem do mesmo ponto de 
vista, por isso chegamos a tantas conclusões diferentes.E nos permite evitar a 
presunção de que estamos sempre certos.
 
Mas o que é senso comum?
 
Senso comum “é definido de maneira geral como um pensamen-
to simples e superficial oposto ao conhecimento científico” (Dourado, 
2018). Para compreender essa ideia podemos nos utilizar dos concei-
tos de interseção de conjuntos, onde observamos elementos que estão 
simultaneamente em dois ou mais conjuntos envolvidos em uma observação. 
Vejamos, a figura abaixo:
crenças verdades
 Nossas crenças foram construídas a partir do senso comum, a cada 
experiência vivida tiramos nossas conclusões e quando tais experiências se 
repetem um determinado número de vezes passas a acreditar que todas as 
vezes, no futuro, que um determinado evento ocorrer teremos sempre o mesmo 
desfecho. 
Por exemplo, algumas pessoas acreditam que se colocarem uma vassoura atrás da 
porta a visita irá embora. Outros, aqueles que moram em zonas rurais, acreditam 
que se uma galinha sair para comer enquanto está chovendo, isso significa que a 
chuva vai durar o dia todo.
Tais crenças são verdadeiras ou não?
Voltemos a nossas figura. Se juntarmos as crenças e as verdades percebemos 
que algumas de nossas crenças são verdadeiras e outras não, porém também 
sabemos que existem verdades que ainda não conhecemos, lembre-se que há 
pouco tempo não imaginávamos que poderíamos viajar em um objeto mais 
pesado do que o ar.
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 Perceba que na parte central da figura teremos as crenças que são 
verdadeiras, ou seja, aquelas crenças que realmente fazem sentido e podem se 
reproduzir ou repetir independente de nossas opiniões pessoais e das experiências 
que vivemos durante a vida. Nesse ponto é importante acrescentarmos o 
conceito de ciência. Certamente existem muitas definições, mas para nosso curso 
utilizaremos essa: “Conhecimento produzido a partir de atividades científicas, 
envolvendo experimentação e coleta de dados, sendo seu objetivo demonstrar, 
por argumentação, uma solução para um problema proposto, em relação a uma 
determinada questão” (Kiane, 2017).
 Portanto, a ciência segue procedimentos padronizados que nos permitem 
testar e comprovar se nossas crenças são verdadeiras ou não. Quando 
submetemos uma crença a esse processo o resultado é o que chamamos de 
conhecimento, ou seja, uma crença que após submetida a testes se mostrou 
consistente, portanto, verdadeira. Consideramos então que essa crença explica 
um determinado acontecimento.
crenças verdades
 Ainda temos muitas verdades e crenças a serem testadas, mas quando o 
assunto é emoção, os cientistas estão caminhando a passas largos, desenvol-
vendo teorias e processos para melhorar nossa compreensão acerca do mundo 
mental.
 Conhecer as próprias emoções e aprender a lidar com o próprio mundo 
emocional é fundamental para nossa adaptação à sociedade atual, onde precis-
amos lidar com muitas mudanças e com a constante necessidade de adaptação 
ao novo.
 Assista o vídeo https://youtu.be/ntcENQdNiSM para compreender melhor 
como nosso cérebro processa as emoções e de que forma podemos intervir para 
aumentar nosso controle emocional.
https://youtu.be/ntcENQdNiSM
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2. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
 As emoções são parte de nossas vidas, muitas vezes negligenciadas 
porque cultivamos a ideia de que elas nos atrapalham, quando na verdade 
são fundamentais nos processos decisórios. Cada emoção tem uma função 
específica, e possui uma espécie de assinatura biológica, para Daniel Goleman, 
“em nosso repertório emocional, cada emoção desempenha uma função única, 
como revelam suas distintas assinaturas biológicas”. E os estudos continuam 
descobrindo cada vez mais detalhes fisiológicos a respeito de como cada emoção 
é capaz de influenciar nossa estrutura física e mental, de forma a preparar nosso 
organismo para reagir aos desafios apresentados pela vida.
 É preciso compreender o conceito de emoção antes de falarmos sobre 
inteligência emocional, tal conceito é fundamental para construirmos uma 
visão clara e sólida sobre a importância de desenvolvermos nossas habilidades 
emocionais a fim de que possamos atingir de forma mais efetiva as nossas metas 
e objetivos.
Para os psicólogos o conceito de emoção refere-se a três componentes, são 
eles:
 (1) Uma experiência subjetiva consciente. Essa é a cognição envolvida em 
toda emoção, uma vez que, as avaliações feitas e os pensamentos a respeito dos 
eventos que ocorrem em suas vidas são peças fundamentais e determinantes 
daquilo que será experimentado emocionalmente.
Para melhorar a compreensão, é bom saber que várias pesquisas comprovam 
que o ser humano não é capaz de fazer previsões afetivas sobre o que sentirá no 
futuro. Normalmente quando solicitado a dizer como reagiria a um acontecimento 
futuro, por exemplo: receber uma promoção, tirar férias, ou receber nota baixa 
em um exame, os indivíduos até acertam ao dizer se sentirão uma emoção boa 
ou ruim, porém erram consistentemente quando tentam prever a intensidade e 
a duração dessas emoções. Em outras palavras, quando o assunto é emoção a 
conclusão é: difícil de prever e difícil de controlar.
 (2) O segundo componente de uma emoção é sua fisiologia. Cada emoção 
possui uma fisiologia própria disparando no nosso corpo vários processos que 
preparam o organismos para entrar em ação. Tais processos são controlado pelo 
Sistema Nervoso e abaixo mostramos algumas dessas reações produzidas no 
Sistema Nervoso Autônomo (SNA) que se divide em simpático e parassimpático.
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 O sistema simpático mobiliza os recursos para que o corpo entre em ação 
enquanto o parassimpático protege tais recursos.
Certamente você já ouviu falar da reação de luta ou fuga, uma reação normal nos 
animais que para sobreviverem precisam fugir de seus predadores. Tais reações 
estimulam que o corpo esteja pronto para entrar em ação e é por isso que quando 
sentimos medo nosso coração fica mais acelerado para bombear o sangue para 
os músculos, nos preparando para lutar se consideramos que podemos superar 
o perigo, ou correr se acharmos que nossa vida está em jogo.
(3) O terceiro componente é o comportamental. Nossas emoções são reveladas 
por comportamentos característicos que podem ser vistos fisicamente em 
nossa postura e expressões faciais. Um sorriso por exemplo é uma expressão 
facial conhecida mundialmente como um comportamento amistoso e de fácil 
interpretação. Existem outros comportamentos que podem ser identificados a 
partir de comportamentos e expressões corporais, são eles: cara fechada, cenho 
franzido, punho cerrado e ombros caídos. 
 Cada emoção desempenha uma função específica, como revelam suas 
distintas assinaturas biológicas” (Goleman, 1996).
 Algumas emoções são consideradas básicas ou fundamentais, são elas: 
alegria, tristeza, raiva, medo, surpresa e repugnância (nojo). Essa classificação 
de emoções básicas foi criada por Paul Ekman, um dos primeiros pesquisadores 
a comprovar que tais emoções são universais. Ele viajou por diversos lugares e 
identificou que essas emoções básicas são iguais em todos os povos, independente 
de cultura. 
 
O mesmo comportamento físico exibido por uma pessoa que mora em uma 
grande cidade (o sorriso quando está feliz), também é exibido por um indígena 
que não tem contato com a civilização.
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Outro aspecto importante a ser conhecido sobre as emoções são seus objetivos, 
para que serve cada emoção, afinal cada uma tem sua função específica. 
Lembrando que cada emoção tem sua utilidade e assinatura biológica. Ao 
afirmar que cada emoção tem uma utilidade e uma assinatura biológica, estamos 
dizendo que as emoções existem para um determinado fim. Conhecer quais os 
objetivos, qual a utilidade de cada emoção nos permite usá-las como ferramenta 
de crescimento pessoal e força para vencer os desafios.
O que faz cada emoção? Qual sua função?
 Para responder a essas perguntas precisamos compreender o conceito de“atributo funcional”. Atributo funcional de uma emoção negativa especifica o que 
é necessário fazer para reagir de forma adequada àquela emoção. Ou seja é o 
que a emoção está nos dizendo, como se fosse um sinal para entrarmos em ação.
Suas emoções são um alerta para situações que necessitam de atenção e cuidado.
 O que as emoções tentam nos dizer chama-se “atributo funcional” da 
emoção.
Vamos conhecer alguns atributos funcionais de emoções.
1. Arrependimento: Indica o que poderia ou deveria ter sido feito de forma 
diferente em uma situação do passado;
2. Culpa: Indica que a pessoa violou um padrão pessoal e é necessário assegurar-
se para não repetir o mesmo erro no futuro;
3. Ansiedade: Nos faz sentir que há algo no nosso futuro para o qual precisamos 
nos preparar melhor;
4. Sensação de opressão: sinaliza que precisamos reavaliar e estabelecer 
prioridades para as tarefas que queremos realizar;
5. Ciúme: Mostra que achamos que nossa felicidade emocional está em perigo e 
que é necessário fazer algo a respeito;
6. Raiva: Informa que precisamos fazer algo para evitar que a nossa felicidade 
seja prejudicada, ou impedir que isso venha a acontecer no futuro;
7. Antes de apresentarmos um conceito de Inteligência Emocional, devemos 
observar e refletir sobre os grupos de emoções, sabendo que é preciso ter 
um vocabulário mais amplo para descrever as emoções, fato que facilita a 
construção do nosso conhecimento sobre os sentimentos e emoções que 
sentimos.
8. Tristeza: sofrimento, mágoa, desânimo, desalento, melancolia, autopiedade, 
solidão, desamparo, desespero e, quando patológica, severa depressão;
9. Medo: ansiedade, apreensão, nervosismo, preocupação, consternação, 
cautela, escrúpulo, inquietação, pavor, susto, terror e, como psicopatologia, 
fobia e pânico;
10. Prazer: felicidade, alegria, alívio, contentamento, deleite, diversão, orgulho, 
prazer sensual, emoção, arrebatamento, gratificação, satisfação, bom humor, 
euforia, êxtase e, no extremo, mania;
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11. Amor: aceitação, amizade, confiança, afinidade, dedicação, adoração, 
paixão, ágape;
12. Surpresa: choque, espanto, pasmo, maravilha;
13. Nojo: desprezo, desdém, antipatia, aversão, repugnância, repulsa;
14. Vergonha: culpa, vexame, mágoa, remorso, humilhação, arrependimento, 
mortificação e contrição.
 Da próxima vez que sentir uma emoção, verifique se está utilizando a 
palavra certa para nominar sua emoção, quanto mais vocabulário mais você 
perceberá seu mundo emocional. Agora você já sabe que em essência, emoções 
são impulsos para uma ação imediata, que visam proteger a vida. 
Mas, o que é Inteligência Emocional?
Para Salovey e Mayer, Inteligência Emocional é “ser capaz de monitorar e regular 
os sentimentos próprios e os de outras pessoas, e de utilizar os sentimentos 
para guiar o pensamento e a ação”.
E o conceito que ficou mais conhecido é o de Goleman:
Inteligência Emocional “refere-se à capacidade de identificar nossos próprios 
sentimentos e os dos outros, de motivar a nós mesmos e de gerenciar bem 
as emoções dentro de nós e em nossos relacionamentos”.
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3. DOMÍNIOS DA INTELIGÊNCIA 
EMOCIONAL
 
 Sempre que falamos sobre autoconhecimento e espiritualidade nos 
remetemos às religiões, porque por muitos séculos a ciência não conseguia 
desenvolver técnicas que fossem consistentes o bastante para convencer os 
próprios cientistas da relevância do tema e principalmente sobre a veracidade 
do mesmo.
Atualmente, quando falamos sobre o assunto, podemos utilizar várias 
comprovações científicas coletadas por meio de imagens cerebrais e além 
disso, existem técnicas e exercícios que podem nos ajudar a desenvolver nossa 
inteligência emocional e nos proporcionar mais autoconhecimento.
 Sabemos, por meio da sabedoria popular, que pessoas que praticam 
meditação, yoga e indivíduos religiosos (refiro-me aqueles que realmente vivem 
suas religiões), são mais resilientes, mais pacientes e conseguem enfrentar os 
problemas existenciais com mais tranquilidade, parecendo viver melhor.
 No ano de 2016, um canal chamado Tecnologia, Entretenimento e Design 
(TED) publicou uma palestra onde o pesquisador Robert Waldinger apresentou 
alguns resultados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard com 
o título “Desenvolvimento adulto”. Waldinger afirma que mesmo a maioria das 
pessoas acreditando na fama e no dinheiro como os grandes construtores da 
felicidade, na verdade uma vida boa é construída a partir dos bons relacionamentos 
que construímos ao longo de nossas vidas.
 A principal conclusão do estudo é: “As boas relações nos mantêm mais 
felizes e saudáveis”. Para esse estudo existem outras conclusões importantes 
sobre os relacionamentos sociais. Uma delas é que as relações sociais são boas 
para os humanos. Outra conclusão que pode parecer óbvia é que a solidão mata.
 O importante é percebemos a importância de investirmos na qualidade de 
nossas vidas iniciando pela qualidade de nossos relacionamentos. Recomendo 
que você assista o vídeo sobre a pesquisa no link https://youtu.be/8KkKuTCFvzI 
 Estudar os domínios da Inteligência emocional nos ajudará a compreender 
alguns caminhos e procedimentos que precisamos adotar em nossas vidas 
pessoais se quisermos realmente viver a vida com uma perspectiva mais humana 
e espiritual.
 Ao longo do curso você entenderá melhor cada um deles, mas recomendo 
que leia o best seller Inteligência Emocional de Daniel Goleman.
https://youtu.be/8KkKuTCFvzI
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4. APLICAÇÃO DE CONCEITOS 
NO COTIDIANO
 Nessa unidade você terá uma visão inicial de projetos e exercícios que 
podem ser utilizados no processo de desenvolvimento da Inteligência emocional. 
Cada tópico dessa unidade apresentará um método que certamente poderá te 
ajudar a compreender melhor a inteligência emocional e também colocar algumas 
vivências em sua vida diária.
 O MindUp foi desenvolvido no Estados Unidos após o 11 de setembro e 
ajuda muitas crianças a desenvolverem comportamentos sociais mais adequados. 
Além disso, as expectativas são promissoras, uma vez que, as mudanças 
comportamentais estão produzindo resultados visíveis.
 Este método tem como principal atividade o exercício de respiração, 
para ensinar às crianças que o controle da respiração ajuda a controlar os 
impulsos emocionais. Além disso, o método possui unidades de estudo que são 
incorporadas ao currículo com atividades complementares que contribuem para 
o desenvolvimento de comportamentos sociais saudáveis.
Abaixo estão os tópicos estudados no material de apoio do MIndUp.
Unidade 1 – Acalmar a mente (trabalha as bases da neurociência)
Aula 1 – Como funciona o cérebro
Aula 2 – Compreender a atenção plena
Aula 3 – Atenção focalizada
Unidade 2 – Dar atenção aos nossos sentidos (trabalha a autoconsciência)
Aula 4 – Ouvir com atenção plena
Aula 5 – Observar com atenção plena
Aula 6 – Cheirar com atenção plena
Aula 7 – Saborear com atenção plena
Aula 8 – Mover com atenção plena I
Aula 9 – Mover com atenção plena II
Unidade 3 – É tudo uma questão de atitude (trabalha o controlo emocional)
Aula 10 – Tomada de perspectiva
Aula 11 – Escolher o otimismo
Aula 12 – Desfrutar experiências positivas
Unidade 4 – Agir com atenção plena (trabalha a ação social)
Aula 13 – Agir com gratidão
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Aula 14 – Atos de bondade
Aula 15 – Agir no mundo com atenção plena
 Para conhecer mais sobre o método consulte o site MindUP | Social-
Emotional Learning (SEL) Program for Children (site em língua inglesa).
Um outro projeto que merece atenção é o Programa de Resistência Mental 
desenvolvido para treinar os fuzileiros navais americanos. Esse projeto foi 
desenvolvido para melhorar o desempenho dos combatentes e aumentar 
o número de aprovações no treinamento, uma vez que, apesar de muito 
investimento as reprovações eram muito frequentes. 
O programa considera quatro itens principais,são eles:
 1- Fixação de meta: saber o que vai fazer e ter um plano de ação é 
fundamental para o cérebro construir planos mais eficientes, além de nos 
direcionar de forma mais positiva. Quem não tem meta definida tende a fracassar 
ou fica dependendo de acontecimentos circunstanciais.
 2- Ensaio mental: Ensaiar mentalmente é como se você estivesse realmente 
realizando a atividade. O cérebro não sabe diferenciar pensamento de realidade, 
então se praticamos uma atividade mentalmente, no futuro ao realizá-la o nosso 
cérebro já terá armazenado memórias e agiremos como se estivéssemos fazendo 
uma tarefa conhecida. 
 3- Controle do diálogo interno: controlar nos pensamentos e aquilo que 
falamos em nossa mente pode ser o fator de sucesso ou fracasso. Muitas pessoas 
ficam repetindo críticas e comentários internos que diminuem a motivação. Saber 
o que falamos internamente e mudar esse diálogo ajuda na realização de tarefas 
complexas.
 4- Controle da excitação: esse controle é realizado através de técnicas de 
respiração semelhantes as utilizadas na meditação e no método MindUp,
Você pode assistir o documentário completo no
 link https://youtu.be/hwx2LwQh0Fk
https://youtu.be/hwx2LwQh0Fk
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PALAVRAS FINAIS
Espero que esse curso desperte em você o interesse para aprofundar 
conhecimentos a respeito da Inteligência emocional. Não é tema fácil, porém já 
temos muito material publicado em livros e artigos científicos. Lembrando que a 
dificuldade torna a caminhada difícil, mas aumenta o prazer da chegada.
Estou à disposição para esclarecer dúvidas e para compartilhar ideias.
Para conhecer mais trabalhos que desenvolvo visite minhas redes sociais:
@wanercostapsi
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E S C O L E G I S C M ME S C O L E G I S C M M
	Introdução
	1. As Emoções em Nossas Vidas
	2. Inteligência Emocional
	3. Domínios da Inteligência Emocional
	4. Aplicação de conceitos no Cotidiano
	Palavras finais

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