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Relatório de práticas de Toxicologia: ensaio de toxicidade de sulfato de cobre em raízes de cebola com cálculo da % de inibição; varredura espectrofotométrica e curva de calibração do alaranjado de metila (pico 460 nm); identificação de aflatoxina em cromatoplaca de paçoca.

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1 
 
 
 
 UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
 
 
 RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO: Ciências biológicas bacharelado 
DISCIPLINA: TOXICOLOGIA 
NOME DO ALUNO: Maxuele de Paula Alves Fagundes 
R.A: 0433989 POLO: flamboyant 
DATA: 20/05/2024 
 
 
 
 
2 
 
INTRODUÇÃO 
A toxicologia é o ramo da ciência que estuda os efeitos prejudiciais 
que substâncias químicas causam nos organismos vivos. Durante estas 
aulas, abordamos diversas reações químicas e alguns conceitos 
fundamentais de toxicologia. Foi proposto avaliar a toxicidade de metais 
em solução aquosa, identificando seus níveis de inibição. Utilizamos 
cebolas como material experimental. Além disso, tivemos uma introdução 
à espectrofotometria, juntamente com a lei de Beer-Lambert, onde 
aprendemos sobre curvas de calibração e picos de absorbância, 
conhecimentos que aplicamos na determinação de salicilemia. 
Finalmente, identificamos a presença de aflatoxina em cromatoplaca, 
extraída de 14g de paçoca, seguindo todas as orientações do manual e 
do professor. 
 
ROTEIRO 1 - AULA 1 
Toxicidade de Metais em Soluções Aquosas - PARTE I e II 
 
Nesta aula, iniciamos um procedimento para avaliar o crescimento 
da cebola em presença de sulfato de cobre. Utilizamos os seguintes 
materiais: 
 Solução de sulfato de cobre 
 Cebolas 
 Copos descartáveis 
 Palitos de dente 
 
Preparação da cebola: 
Descascamos as cebolas e espetamos palitos de dente na parte 
inferior, próxima à raiz. Os palitos foram posicionados de modo a impedir 
que a cebola ficasse totalmente submersa na solução, permitindo que 
apenas a região da raiz estivesse em contato com o sulfato de cobre. 
Experimento: 
Preparamos 14 copos descartáveis, cada um contendo uma 
solução de sulfato de cobre. Em seguida, colocamos as cebolas 
3 
 
preparadas nos copos, assegurando que as raízes estivessem em contato 
direto com a solução. 
Este procedimento teve como objetivo observar o efeito do sulfato de 
cobre no crescimento das raízes das cebolas, permitindo-nos avaliar a toxicidade 
do metal em questão. 
 
Imagem das cebolas no início do procedimento 
4 
 
 
Imagem das cebolas ao final do procedimento 
 
 
Iniciamos o procedimento no dia 17 de fevereiro, utilizando copos 
descartáveis de 200 ml, ajustando o volume final para 160 ml. As medidas 
utilizadas para cada copo foram as seguintes: 
 
Cada concentração foi duplicada, resultando em 14 copos no total. 
5 
 
Os resultados foram obtidos no dia 16 de março, um intervalo de 
tempo consideravelmente maior que o planejado, o que resultou na 
deterioração de algumas cebolas. Contudo, os resultados observados 
foram os seguintes: 
 
Esses resultados mostram uma clara inibição do crescimento radicular 
das cebolas com o aumento da concentração de sulfato de cobre na solução. 
Para avaliar a inibição do crescimento das raízes causada pelo sulfato de 
cobre (CuSO₄), calculamos a média do crescimento das raízes em cada 
concentração e determinamos a porcentagem de inibição. 
 
Médias de Crescimento das Raízes: 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
Cálculo da Porcentagem de Inibição: 
A porcentagem de inibição é calculada pela fórmula: 
 
Aplicando a mesma fórmula para os outros copos, obtemos: 
 
Os pontos fora da curva (copo 4 e copo 6) podem ter sido influenciados 
por fatores ambientais, tempo prolongado e falta de oxigenação na água. 
 
A espectrofotometria envolve a interação da radiação com a 
matéria. Nesta aula, exploramos a espectrofotometria e aplicamos a Lei 
de Beer-Lambert, que relaciona a absorção de luz pelo material ao 
comprimento de onda. Realizamos uma varredura utilizando o 
espectrofotômetro. Inicialmente, calibramos o aparelho com água 
destilada para que a absorbância fosse igual a zero. 
 
Procedimento de Varredura: 
Comprimento de Onda Inicial: 415 nm 
Controle: 
Absorbância: 0 a 415 nm 
 Alaranjado de Metila: 
Absorbância inicial: 0,180 a 415 nm 
 Água Destilada: Utilizada para calibração a 415 nm 
7 
 
Para a varredura, a absorbância do alaranjado de metila foi de 
0,239 Abs a 445 nm. 
Dados Coletados: 
 
 
Resultados: 
Buscávamos determinar o pico de absorbância através da varredura. Os 
resultados indicam que o pico de absorbância do alaranjado de metila foi 
observado a 460 nm, com o valor máximo de 0,253 Abs. 
 
Os dados obtidos confirmam que o comprimento de onda de maior 
absorbância (pico de Abs) foi 460 nm, resultando no maior valor de absorbância 
de 0,253. 
 
 
CURVA DE CALIBRAÇÃO 
Para criar a curva de calibração, preparamos diferentes amostras 
de alaranjado de metila em água destilada (H₂O) com as seguintes 
proporções: 
8 
 
 
Comprimento de Onda: 460 nm 
 
Leituras de Absorbância: 
Realizamos três leituras de cada amostra. 
 
 
 
 
 
Determinação da Concentração: 
 
9 
 
 
 
Resultado da Concentração na Amostra Desconhecida 
Para determinar a concentração da amostra desconhecida, 
realizamos três leituras de absorbância: 
 
A média da absorbância foi calculada como: 
 
Determinação da Concentração: 
Utilizando a curva de calibração previamente determinada, com as 
concentrações conhecidas e suas respectivas absorbâncias, podemos 
interpolar a absorbância média da amostra desconhecida (0,200) para 
encontrar a concentração correspondente. 
Curva de Calibração: 
 
A absorbância média de 0,200 situa-se entre as concentrações de 
0,016 e 0,020. Portanto, a concentração da amostra desconhecida pode 
ser estimada interpolando entre esses valores. 
Após interpolação, obtemos: 
 
Concentração da Amostra Desconhecida: Aproximadamente 
0,017 
10 
 
 
Através das leituras de absorbância e da curva de calibração, 
determinamos que a concentração da amostra desconhecida é 
aproximadamente 0,017. Este valor foi obtido utilizando a média das 
leituras de absorbância e a interpolação na curva de calibração. 
 
ROTEIRO 2 - AULA 2 
 
Determinação de Nitritos em Alimentos 
Devido à falta de materiais no polo, a aula planejada para a 
determinação de nitritos em alimentos não pôde ser realizada. Portanto, 
não há resultados a apresentar para esta atividade. 
 
ROTEIRO 1 - AULA 3 
 
Determinação de Salicilemia 
Nesta aula, tivemos como objetivo determinar a concentração de 
salicilemia através da construção de uma curva de calibração. Utilizamos 
a solução padrão de salicilato e o reativo de Trinder para esta finalidade. 
Cada uma das seis amostras foi preparada com medidas específicas em 
mililitros (ml), como detalhado na tabela abaixo: 
 
11 
 
 
Realizamos as leituras de absorbância a uma luz com comprimento de 
onda de 540nm. Os resultados obtidos para as seis amostras estão 
apresentados na tabela a seguir, juntamente com um gráfico correspondente. 
 
 
 
 
12 
 
 
Apesar de mantermos constantes as medidas em ml do padrão de 
salicilato, da água e do reativo de Trinder, observamos que os resultados da 
calibração foram diferentes entre as execuções. Isso é evidente na comparação 
dos resultados das duas séries de experimentos, conforme apresentado nas 
tabelas abaixo: 
 
 
 
Primeira Série de Experimentos: 
 
 
 
 
 
 
13 
 
Segunda Série de Experimentos: 
 
Essa discrepância sugere a necessidade de uma investigação mais 
aprofundada para entender as variações nos resultados e garantir a precisão e 
a confiabilidade do método de determinação de salicilemia. 
 
ROTEIRO 2 - AULA 3 
Identificação de Aflatoxina por CCD 
Nesta aula, realizamos a identificação da aflatoxina por meio da 
cromatografia em camada delgada (CCD). A aflatoxina é uma substância 
produzida pelo fungo Aspergillus, principalmente pelas espécies A. flavus 
e A. parasiticus. Ela pode ser encontrada em grãos, sementes ou rações 
e é extraída por solventesorgânicos. 
 
PROCEDIMENTO: 
1. Trituramos uma unidade de paçoca, totalizando 14g, 
e a adicionamos a uma solução composta por 270 ml de álcool 
metílico e 30 ml de KCl em um Erlenmeyer. 
2. Aquecemos e agitamos a mistura simultaneamente 
utilizando um fogão elétrico e um agitador magnético. 
3. Após o processo de agitação e aquecimento, filtramos 
a solução utilizando um funil de vidro, filtro de papel, bastão de 
vidro e um béquer. 
4. Adicionamos 150 ml de sulfato de cobre à solução 
filtrada, agitamos e filtramos novamente. 
14 
 
5. Em um funil de separação, adicionamos cerca de 20 
ml de clorofórmio à solução filtrada, agitamos vigorosamente por 
três vezes para permitir a mistura das soluções e, em seguida, 
filtramos. 
6. Transferimos a solução para um béquer de 500ml e a 
levamos para a capela, onde foi aquecida e reduzida. 
7. Adicionamos o líquido resultante da solução reduzida 
a uma cromatoplaca. Após um período de secagem, observamos 
a presença de aflatoxina sob luz UV. 
Este procedimento permitiu a detecção da aflatoxina presente na amostra 
de paçoca, demonstrando a eficácia da cromatografia em camada delgada como 
uma técnica de identificação precisa e sensível para esse tipo de substância. 
 
Momento da extração 
15 
 
 
Adição de sulfato de cobre 
 
aflatoxina na comatoplaca 
 
 
 
 
 
REFERENCIAS 
 
PALÁCIO, Soraya M. et al. Toxicidade de metais em soluções aquosas: um bioensaio 
para sala de aula. Química nova na escola, v. 35, n. 2, p. 79-83, 2013.

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