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Situação-problema:semana 1
 Ronaldo é proprietário de um terreno que se encontra cercado de imóveis edificados e decide vender metade dele para Abílio. Dois anos após o negócio feito com Abílio, Ronaldo, por dificuldades financeiras, descumpre o que havia sido acordado e constrói uma casa na parte da frente do terreno ? sem deixar passagem aberta para Abílio ? e a vende para José, que imediatamente passa a habitar o imóvel.
 Nesse sentido, responda: a situação mencionada envolve um direito real? Quais são suas características essenciais? Explique e fundamente, apontando dispositivos legais pertinentes.
sim. Os Direitos Reais têm por objeto o estudo das coisas, entendidas como os bens que podem ser objeto de apropriação.
Nesse diapasão, com fundamento na doutrina de ARRUDA ALVIM, podemos enumerar as seguintes características dos direitos reais, para distingui-los dos direitos de natureza pessoal:
a) legalidade ou tipicidade – os direitos reais somente existem se a respectiva figura estiver prevista em lei (art. 1.225 do CC/2002);
b) taxatividade – a enumeração legal dos direitos reais é taxativa (numerus clausus), ou seja, não admite ampliação pela simples vontade das partes;
c) publicidade – primordialmente para os bens imóveis, por se submeterem a um sistema formal de registro, que lhes imprime essa característica;
d) eficácia erga omnes – os direitos reais são oponíveis a todas as pessoas, indistintamente. Consoante vimos acima, essa característica não impede, em uma perspectiva mais imediata, o reconhecimento da relação jurídica real entre um homem e uma coisa. Ressalte-se, outrossim, que essa eficácia erga omnes deve ser entendida com ressalva, apenas no aspecto de sua oponibilidade, uma vez que o exercício do direito real – até mesmo o de propriedade, mais abrangente de todos – deverá ser sempre condicionado (relativizado) pela ordem jurídica positiva e pelo interesse social, uma vez que não vivemos mais a era da ditadura dos direitos10;
e) inerência ou aderência – o direito real adere à coisa, acompanhando-a em todas as suas mutações. Essa característica é nítida nos direitos reais em garantia (penhor, anticrese, hipoteca), uma vez que o credor (pignoratício, anticrético, hipotecário), gozando de um direito real vinculado (aderido) à coisa, prefere outros credores desprovidos dessa prerrogativa;
f) sequela – como consequência da característica anterior, o titular de um direito real poderá perseguir a coisa afetada, para buscá-la onde se encontre, e em mãos de quem quer que seja. É aspecto privativo dos direitos reais, não tendo o direito de sequela o titular de direitos pessoais ou obrigacionais.
A passagem forçada (art. 1.285 do CC) é direito de vizinhança e decorre da lei, sendo obrigatória, não se confundindo com a servidão, que é direito real, sendo facultativa e feita através de contrato ou de testamento, levado a registro (art. 1.378 do CC).
Abílio tem direito a passagem forçada pelo imóvel de José, independentemente de registro, eis que seu imóvel ficou em situação de encravamento após a construção e venda feita por Ronaldo.
PASSAGEM FORÇADA = IMÓVEL S/ SAÍDA + DIR. DE VIZINHANÇA + OBRIGATÓRIA + INDENIZAÇÃO
SERVIDÃO = IMÓVEL C/ SAÍDA + DIR. REAL + FACULTATIVA + IND. SÓ POR ACORDO + DECLARAÇÃO OU TESTAMENTO + REGISTRO EM CARTÓRIO
Abílio tem direito de passagem forçada tendo em vista que se faz presente o requisito para ocorrência do instituto, qual seja, o encravamento do imóvel, conforme prevê o art. 1.285, CC:
Art. 1.285. O dono do prédio que não tiver acesso a via pública, nascente ou porto, pode, mediante pagamento de indenização cabal, constranger o vizinho a lhe dar passagem, cujo rumo será judicialmente fixado, se necessário.
§ 1º Sofrerá o constrangimento o vizinho cujo imóvel mais natural e facilmente se prestar à passagem.
§ 2º Se ocorrer alienação parcial do prédio, de modo que uma das partes perca o acesso a via pública, nascente ou porto, o proprietário da outra deve tolerar a passagem.
§ 3º Aplica-se o disposto no parágrafo antecedente ainda quando, antes da alienação, existia passagem através de imóvel vizinho, não estando o proprietário deste constrangido, depois, a dar uma outra.
· (1) denominação, conceito, autonomia, natureza jurídica, objeto, relação com outros ramos, campo de aplicação dos Direitos Reais; (2) Diferenciação entre Direitos Reais e Direito das Coisas; (3) Autonomia dos Direitos Reais, Objeto e Ciência; (4) Princípios inerentes ao Direito das Coisas.
PRINCÍPIOS REGEDORES DOS DIREITOS REAIS
http://fadipa.educacao.ws/ojs-2.3.3-3/index.php/cjuridicas/article/viewFile/65/pdf
 
Sob o ângulo da autonomia, o direito real pode ser principal ou acessório. O primeiro existe por si, como o direito de propriedade, o usufruto, enquanto o segundo necessariamente se atrela a uma relação obrigacional. Constitui, no dizer de Arnoldo Medeiros da Fonseca, uma “afetação de um bem determinado à segurança do credor”. Direitos reais acessórios são, portanto, os direitos reais de garantia: penhor, hipoteca, anticrese. No dizer de Mazeaud e Mazeaud, “eles reforçam a situação do credor, permitindo-lhe ser pago”.
Terminologia, conceito e objeto do Direito das Coisas. As denominações Direito das Coisas e Direitos Reais se referem ao mesmo objeto: a disciplina da posse, da propriedade e dos direitos sobre a coisa alheia. Entre os autores, a preferência terminológica varia. Optamos por Direito das Coisas seguindo a orientação do Código revogado e do atual. Podemos definir o Direito das Coisas como o sub-ramo do Direito Civil que regula os poderes da pessoa sobre bens materiais, móveis e imóveis, e imateriais. Quanto à inclusão dos bens imateriais, há divergência doutrinária. Para alguns, a propriedade literária, científica e artística se identifica com os direitos de personalidade. Os direitos autorais, anteriormente inclusos no Código Civil de 1916, passaram a ser regulados pela Lei nº 9.610/98. Tais direitos abrangem um conteúdo moral e outro, patrimonial. Aquele é um vínculo indissolúvel entre o autor e a obra, enquanto este é passível de comercialização. Os direitos patrimoniais são considerados, pela lei específica, bens móveis. Do ponto de vista jurídico, bem é qualquer ser, material ou imaterial, protegido pela ordem jurídica. Coisa é tudo que existe, seja útil ou não ao ser humano. A coisa é gênero e o bem, espécie.
Diferença entre Direitos Reais e Direito das Coisas
Direito das Coisas: É o conjunto de normas direcionadas às relações jurídicas que envolvem bens passíveis de apropriação pelo homem, ou seja, que são suscetíveis de valor econômico. Podem ser quaisquer bens que assim se descrevam, materiais ou imateriais.
Direito Real: é o direito absoluto capaz de subordinar determinada coisa à pessoa a quem se acha diretamente vinculada, o seu dono. Os Direitos Reais são definidos em lei.
 Atenção: A posse é considerada uma situação de fato e não um direito. É estudada no âmbito do Direito das Coisas, mas não é Direito Real. Logo, podemos dizer que: Direito das Coisas = Direitos Reais + Posse.
 Estudo de caso:
 Segundo Tércio Sampaio Ferraz Jr., o método 'é um conjunto de princípios de avaliação dá evidência, cânones para julgar a adequação das explicações propostas, critérios para selecionar hipóteses'. Em outras palavras, o método possibilita ao jurista a problematização da realidade fática. Em se tratando de Direitos Reais, a exemplo e outros ramos do Direito Civil, uma das técnicas metodológicas é a analogia. Considerando os padrões doutrinários e os termos expressos em documentos jurídicos, que conjunto de preceitos, dentre os abaixo relacionados, traduzem melhor esse método? Explique e fundamente, apontando os dispositivos legais pertinentes.
 Integração da norma jurídica, a analogia e suas espécies
Quando o intérprete não encontra no sistema jurídico a norma à questão
de fato, verifica-se uma lacuna, um vazio, melhor seria dizer, uma imperfeição ou falta de previsão específica. A lacuna é a ausência de norma adequada ao casoconcreto. E como o juiz não pode eximir -se de proferir decisão quando chamado a intervir (CPC, art. 140)56
, constatando esse vazio, deve recorrer à integração, processo da técnica jurídica com o qual se preenchem as lacunas mediante o recurso a outras normas ou princípios do sistema jurídico. A própria lei, prevendo a possibilidade de omissão, indica ao juiz o meio de supri-la, prescrevendo o recurso à analogia, aos costumes e aos princípios gerais do direito.
Acerca das lacunas de direito existem duas concepções doutrinárias: a
que reconhece existirem lacunas em todos os sistemas jurídicos, pela impossibilidade de se prever a totalidade das situações de fato que a vida oferece, e a que defende a inexistência de tais vazios, em face da plenitude de ordem jurídica. Se existem lacunas na lei, no direito não podem existir, e por isso, para os juristas que contestam a existência de lacunas, o direito, concebido como sistema, dispõe de princípios gerais dos quais sempre se poderá deduzir uma solução.
A integração realiza-se pela analogia, que consiste em recorrer, para
caso não previsto, a norma legal concernente a uma hipótese prevista e, por isso mesmo, tipificada
. Seu fundamento jurídico-filosófico é o princípio da igualdade de tratamento, segundo o qual fatos de igual natureza devem julgar-se de igual maneira, e se um desses fatos já tem no sistema jurídico a sua regra, é essa que se aplica. Ubi eadem est legis ratio, ibi eadem legis dispositio
. Há limites, porém, para o recurso à analogia, não se podendo aplicar, analogicamente, normas criadas para determinada hipótese excepcional aos casos que não apresentem tal característica (singularia non sunt extendenda)
Há duas espécies de analogia: a legal e a jurídica. A primeira consiste em obter a norma adequada à disciplina do caso de outro dispositivo legal; na segunda, infere-se a norma de todo o sistema jurídico, utilizando-se a doutrina, a jurisprudência e os princípios que disciplinam a matéria semelhante ou até os princípios gerais de direito. Na analogia legal, parte-se de norma
jurídica isolada para aplicá-la a casos idênticos. Na analogia jurídica, parte-se de uma pluralidade de normas jurídicas e com base nelas, por indução, chega-se a um princípio aplicável ao caso, não previsto em nenhuma hipótese legal. A diferença é de grau.
São pressupostos da analogia legal: (a) o caso deve ser absolutamente
não previsto em lei; (b) deve existir, pelo menos, um elemento de identidade entre o caso previsto e o não previsto; e (c) a identidade entre os dois casos deve atender à ratio legis
Quanto aos seus limites de aplicabilidade no direito brasileiro, não se admite analogia nas leis penais, salvo na hipótese de beneficiar o réu. Também não se admite nas normas excepcionais e nas fiscais que impõem tributos
A analogia difere da interpretação extensiva. A primeira implica o recurso às normas do sistema jurídico, em face da inexistência de norma adequada à solução do caso concreto, enquanto a segunda realiza-se no âmbito de incidência da mesma norma. Poderíamos dizer que, na interpretação extensiva, estende-se a norma a casos não previstos na sua fórmula legal, mas compreendidos pelo seu espírito, enquanto na analogia, ou aplicação analógica, incide a norma em situações não compreendidas em seu espírito. Não há, porém, limites, nem solução de continuidade, entre interpretação jurídica e integração.
Situação-problema: semana 2
Antônio prometeu vender unidade autônoma em condomínio edilício para Bárbara. Após a transferência da posse em favor do adquirente, este não levou a promessa de compra e venda para o competente registro imobiliário e não houve mais pagamento de cota condominial em favor do condomínio edilício. Diante da inadimplência, o condomínio ajuíza ação tendente a cobrar as cotas condominiais em atraso. Sendo assim, foi firmada uma obrigação propter rem?
a inexistência de registro da promessa de compra e venda pode levar a que o condomínio, conforme determinadas circunstâncias do caso, tenha o legítimo direito de exigir tanto do alienante como do adquirente o pagamento das cotas condominiais em atraso. 
A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu que o que define a responsabilidade pelo pagamento das obrigações condominiais não é o registro do compromisso de compra e venda, mas a relação jurídica material com o imóvel, representada pela imissão do promissário comprador na posse e pela ciência inequívoca do condomínio acerca da transação. Recurso repetitivo (tema 886) e passa a orientar as demais instâncias do Judiciário na solução de casos idênticos.
Ainda que a cota condominial seja obrigação propter rem, se houver compromisso de compra e venda não registrado, a responsabilidade pelas despesas pode recair tanto sobre o promitente vendedor quanto o promissário comprador. Não é o registro, mas a relação material com o imóvel, representada pela imissão na posse e ciência inequívoca (evidente) do condomínio acerca da transação (Tema 886)
No caso de compromisso de compra e venda não levado a registro, dependendo das circunstâncias, a responsabilidade pelas despesas de condomínio pode recair tanto sobre o promitente vendedor quanto sobre o promissário comprador. Entretanto, se ficar comprovado que o promissário comprador se imitiu na posse(tornou dono) e que o condomínio teve ciência inequívoca da transação, deve ser afastada a legitimidade passiva do promitente vendedor para responder por despesas condominiais relativas ao período em que a posse foi exercida pelo promissário comprador.
revista43 (8).pdf (idclb.com.br)
Estudo de caso: 
As despesas condominiais constituem-se em obrigações propter rem e são de responsabilidade não apenas daquele que detém a qualidade de proprietário da unidade imobiliária. As cotas condominiais podem ser de responsabilidade da pessoa que, mesmo sem ser proprietária, é titular de um dos aspectos da propriedade, tais como a posse, o gozo ou a fruição, desde que esta tenha estabelecido relação jurídica direta com o condomínio. Em caso de compromisso de compra e venda firmado em Joana e Caio, a legitimidade passiva para ação de cobrança será do promitente-comprador ou do promitente vendedor? Explique e fundamente.
A legitimidade passiva para ação de cobrança sera do promitente-comprador, pois se a compra já foi levada no registro e o condomínio está ciente da compra, as despesas condominiais serão responsabilidade do novo comprador. 
https://jus.com.br/artigos/39240/obrigacoes-propter-rem-e-a-responsabilidade-pelas-despesas-condominiais-nos-contratos-de-promessa-de-compra-e-venda
Leia os seguintes julgados do Superior Tribunal de Justiça:
 "A jurisprudência do STJ está firmada no sentido de que a necessidade de reparação integral da lesão causada ao meio ambiente permite a cumulação de obrigações de fazer, de não fazer e de indenizar, que têm natureza propter rem" (STJ, REsp 1.254.935)
 "A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou-se no sentido de que a contraprestação pela oferta de serviço de água não tem natureza jurídica de obrigação propter rem, na medida em que não se vincula à titularidade do imóvel." (STJ, AREsp 205.457).
 "O entendimento firmado pelas Turmas integrantes da 2a. Seção do STJ é no sentido de que a dívida condominial constitui obrigação propter rem" (STJ, REsp 659.584). 
"Na esteira da jurisprudência desta Corte, as contribuições criadas por Associações de Moradores não podem ser equiparadas, para fins e efeitos de direito, a despesas condominiais" (STJ, REsp 1.374.805). 
Situação-problema: semana 3
 Em 05/05/2005, Aloísio adquiriu uma casa de 500 m2 registrada em nome de Bruno, que lhe vendeu o imóvel a preço de mercado. A escritura e o registro foram realizados de maneira usual. Em 05/09/2005, o imóvel foi alugado, e Aloísio passou a receber mensalmente o valor de R$ 3.000,00 pela locação, por um período de 6 anos. Em 10/10/2009, Aloísio é citado em uma ação reivindicatória movida por Elisabeth, que pleiteiamá-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.
Art. 1.214
O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos. Parágrafo único. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação. (...)
Ou seja, o possuidor de boa-fé que é o Ticio tem direito aos frutos percebidos enquanto durar o aluguel. Passada a boa-fé os frutos passam a ser de direito de Caio.
Estudo de caso:
 João e Carolina, maiores e capazes, são irmãos e os únicos possuidores de um imóvel indivisível, que lhes serve de residência. De acordo com o Código Civil, João somente poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios em conjunto com Carolina? Explique e fundamente.
caso 2
Com a ajuda de homens armados, Francisco invade determinada fazenda e expulsa dali os funcionários de Gabriel, dono da propriedade. Uma vez na posse do imóvel, Francisco decide dar continuidade às atividades agrícolas que vinham sendo ali desenvolvidas (plantio de soja e de feijão). Três anos após a invasão, Gabriel consegue, pela via judicial, ser reintegrado na posse da fazenda.
Quanto aos frutos colhidos por Francisco durante o período em que permaneceu na posse da fazenda….
Francisco deve restituir a Gabriel todos os frutos colhidos e percebidos, mas tem direito de ser ressarcido pelas despesas de produção e custeio.
Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.
Art. 1.214
O possuidor de boa-fé tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos. Parágrafo único. Os frutos pendentes ao tempo em que cessar a boa-fé devem ser restituídos, depois de deduzidas as despesas da produção e custeio; devem ser também restituídos os frutos colhidos com antecipação. (...)
Ou seja, o possuidor de boa-fé que é o Ticio tem direito aos frutos percebidos enquanto durar o aluguel. Passada a boa-fé os frutos passam a ser de direito de Caio.
Estudo de caso:
 João e Carolina, maiores e capazes, são irmãos e os únicos possuidores de um imóvel indivisível, que lhes serve de residência. De acordo com o Código Civil, João somente poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios em conjunto com Carolina? Explique e fundamente.
caso 2
Com a ajuda de homens armados, Francisco invade determinada fazenda e expulsa dali os funcionários de Gabriel, dono da propriedade. Uma vez na posse do imóvel, Francisco decide dar continuidade às atividades agrícolas que vinham sendo ali desenvolvidas (plantio de soja e de feijão). Três anos após a invasão, Gabriel consegue, pela via judicial, ser reintegrado na posse da fazenda.
Quanto aos frutos colhidos por Francisco durante o período em que permaneceu na posse da fazenda….
Francisco deve restituir a Gabriel todos os frutos colhidos e percebidos, mas tem direito de ser ressarcido pelas despesas de produção e custeio.
Art. 1.216. O possuidor de má-fé responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento em que se constituiu de má-fé; tem direito às despesas da produção e custeio.

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