Prévia do material em texto
História E os portugueses chegaram ao Brasil! Há muitos anos que os navegadores por- tugueses mantinham um intenso comércio com terras muito longe de Portugal. Eles mais co- merciavam com as Índias, no Oriente. Mas o caminho marítimo que os levava para às Índias contornava a África, trazendo muitos proble- mas para os portugueses. Então, eles resolve- ram mudar a rota para ver se chegavam às com mais facilidade. Eles sabiam das terras já descobertas por Colombo e, procurando uma via para atraves- sar o Oceano Atlântico, chegaram ao Brasil. No dia 22 de abril de 1500, chegou ao nosso continente uma grande esquadra, co- mandada por Pedro Álvares Cabral. Na busca da conquista de novas terras, os portugueses queriam ser donos de luga- res, não importando se já pertenciam a ou- tros povos. Quando chegaram ao Brasil, eles encon- traram uma terra povoada por milhões de índios e uma vegetação florestal muito inten- sa. Depois de muitas guerras, os portugue- ses conseguiram dominar os índios. E, assim, os portugueses deram vários no- mes ao Brasil: o primeiro foi Ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz e, por último, Bra- sil, por causa de uma madeira cor de brasa extraída de uma árvore da Mata Atlântica do Nordeste: o pau-brasil. 124Pintando a resposta Pinte o quadrinho que contém a resposta certa. 1- - A primeira riqueza do Brasil, ex- café pau-brasil plorada pelos portugueses, foi: açúcar borracha 2- Os portugueses viram que vantagem despesas compensaria levar essa madei- ra porque ela daria: tinta lucro indígena brasileira 3- Qual foi primeira a mão-de-obra utilizada para trabalhar no Brasil? portuguesa italiana eram es- morriam 4- O que acontecia com os índios cravizados quando se recusavam a trabalhar? choravam eram soltos Américo Gaspar de 5- Quem chefiava a extração do Vespúcio Lemos pau-brasil? Gonçalo Fernão de Coelho Noronha Respostas: - café; 2- 3- indígena; 4- eram escravizados; 5- Gonçalo 134Aprendendo com a carta Quando rei de Portugal recebeu a carta de Pero Vaz de Caminha? No dia 22 de abril de 1500. Dias depois dessa data. Dias antes dessa data. "Eles não lavram, não criam..." " A quem Pero Vaz se refere na carta? Aos índios. Aos portugueses. Aos escravos. "Havia lá nove ou dez casas, tão compridas como nosso navio." A que lugar ele se refere na carta? à cidade encontrada. à praia, onde desembarcaram. à aldeia dos índios. m "...Tem muita água. A terra parece tão boa que, se quisermos aproveitá-la, dará de " A que terra ele se refere? A Portugal. Ao Brasil. Índias. 136Dramatização Eles já estavam aqui Cenário: uma paisagem natural, no fundo Personagens: Cida e Jonas, dois amigos. Cida: Jonas, você sabia que quando os portu- gueses chegaram ao Brasil, na época do descobrimento, já havia índios morando aqui? Jonas: Sabia, Cida! No Brasil já existiam várias comunidades indígenas. Quando os por- tugueses desembarcaram aqui, os índi- os estranharam aqueles homens barbu- dos, vestidos com roupas largas, botas até os joelhos, com a da pele dife- rente da deles. Cida: Eles devem ter-se assustado com as caravelas também, não é? Jonas: escrivão da frota, Pero Vaz de Cami- nha, disse em sua carta que eles ficaram assustados. Ninguém entendia ninguém. Ambos falavam línguas diferentes. Sabe, Cida, os índios contam que eles acharam que os portugueses eram ami- gos. Mas logo viram que eles vieram to- mar suas terras e ficar ricos à custa do trabalho deles. 139Cida: É mesmo, na lógica foram os índios que já habitavam aqui. Então foram eles que descobriram a nossa terra! Jonas: Sim. E os portugueses fizeram dos índios ajudantes. No início, ofereciam-lhes obje- tos que eram para eles grandes novida- des como: colares, roupas, espingardas, machados, espelhos, anzóis, etc. Cida: - E os índios trabalhavam para eles a troco dessas bugingangas? Jonas: É. A princípio, eles lhes davam. Depois eles passaram a ser forçados a trabalhar como escravos. Cortavam árvores, limpavam os troncos e levavam até os navios ou depó- sitos. Cida: - Que injustiça, Jonas! Jonas: Mas quando os portugueses começaram a escravizar os índios atacando as suas aldeias com armas de fogo, aí começou a luta entre índios e brancos. Cida: - Puxa, os índios usavam arcos e flechas? Jonas: - Sim. E era uma luta muito desigual. O arco e a flecha não podiam competir com as armas de fogo. O índio saía sempre per- dendo. Cida: - Que coisa horrível, Jonas! Jonas: E muito triste. Aqueles que reagiam direta- mente iam sendo mortos, massacrados pelos portugueses. Cida: E os que aceitaram conviver com os inva- sores? 140Jonas: Estes foram obrigados a abandonar seus costu- mes, e muitos morreram de doenças dos brancos. Os que fugiram para o interior das terras foram ca- çados como animais, levados presos e escraviza- dos. Cida: Não existia naquela época nenhum órgão de prote- ção aos índios? Jonas: Não. Hoje é que existe a Fundação Nacional de Assistência ao Índio (Funai), que é uma instituição pública destinada a proteger os índios e a defen- der seus interesses. Cida: Ainda bem... Jonas: Olha, Cida, calcula-se que, na época da chegada dos portugueses, havia cerca de 5 milhões de dios nas terras brasileiras. Hoje, seus descenden- tes mal chegam a 300 mil. A luta dos índios por seus direitos continuou ao longo desses 500 anos. Eles tentaram e ainda tentam conservar seus cos- tumes e suas terras. Cida: Os índios deixaram para nós uma lembrança cultu- ral muito grande, não é verdade? Jonas: Certamente, Cida por exemplo. A rede de dormir para descansar, as jangadas e as canoas; na ali- mentação a mandioca, a banana, o milho, feijão, a batata-doce, o abacaxi, o amendoim; na habita- ção, a casa de pau-a-pique, feita com paus cober- tos de barro; instrumentos musicais como cho- calhos, tambores; palavras como Curitiba, Iguaçu, guaraná, mandioca, jacaré, jibóia... 141História As primeiras expedições Use a legenda de maneira correta: Expedição exploradora de 1501 Expedição exploradora de 1503 Expedição guarda-costas a) Foi comandada por Gonçalo Coelho. Viu que o Brasil não era uma ilha, por isso o seu nome passou a ser b) Terra de Santa Cruz. c) Foi comandada por Gaspar de Lemos. d) Fundou-se a feitoria em Cabo Frio, isto é, um posto de armazenamento usado para guardar principalmente o pau-brasil. e) Foi organizada para policiar o litoral, evitando o contrabando de pau- brasil. f) navegante Américo Vespúcio participou dessa expedição. g) Essas expedições foram comandadas por Cristóvão Jacques. Deu nomes a acidentes geográficos como Cabo de S. Roque, Baía h) de Todos os Santos, etc. Respostas: a) : b) c) d) e) f) ; g) ; h) 266Expedição colonizadora Marque X somente nas afirmativas que dizem respeito à expedição colonizadora. Mesmo com a guarda das expedições guarda-costas, os france- (x) ses continuaram a roubar o pau-brasil. Os portugueses resolveram colonizar o Brasil, por isso mandaram pes- (x) soas para viver aqui, construir suas casas, plantar, explorar e defender a terra. Essas pessoas fugiram logo, com medo dos franceses. Em 1530, chegou a primeira expedição colonizadora no Brasil, lidera- (x) da por Martim Afonso de Souza. Ele também ficou com medo dos franceses. Essa expedição trazia sementes de plantas, instrumentos agrícolas, (x) animais domésticos e muitas pessoas para morar na terra. Em 1532 foi fundada a primeira vila no Brasil - São Vicente (atual cida- (x) de de São Vicente) - no Estado de São Paulo. Foram plantadas as primeiras mudas de e foi construído (x) um engenho para a produção de açúcar. 267É falso ou verdadeiro? Marque Falso ou Verdadeiro, conforme as afirmativas. Falso Verdadeiro 1- As primeiras expedições explora- doras foram enviadas ao Brasil para conhecer a terra e verificar se nela havia riquezas. 2- primeira riqueza exploradora foi o pau-brasil. 3- Os portugueses resolveram colo- nizar a terra, com receio de per- der a posse dela. 4- Os índios, escravizados pelos portugueses, cortavam e armaze- navam o pau-brasil. 5- Até hoje ainda há bastante pau- brasil em nossas matas. 6- Gaspar de Lemos foi o fundador da Vila São Vicente. Respostas: 1-v; 2-v; 3-v; 4-v; 5-f; 6-f. 268Capitanias hereditárias Pinte somente as afirmativas verdadeiras: O rei de Portugal de- As capitanias eram cidiu dividir o Brasil quinze lotes que pas- Donatários eram em capitanias here- savam de pai para fi- os donos das ca- ditárias. pitanias. (x) (x) Os donatários ti- o sistema de capi- Somente duas ca- nham direitos e de- tanias deu ótimos pitanias não pros- veres. resultados. peraram. (x) A capitania de São Vicente prosperou por causa da la- donatário da capitania de voura de e Pernambuco era Duarte da criação de gado. Coelho. (x) (x) Os donatários eram 12 e os lotes de terra eram 15. (x) 269Coloque Certo ou Errado: a) Os donatários deveriam cuidar das terras, e defendê-las. b) Somente duas das capitanias conseguiram prosperar. c) Os índios ajudavam muito os donatários. d) Alguns Estados de hoje ainda têm mesmo nome da capitania. Respostas: a) certo;b) errado; c) certo; d) certo. 270Direitos e deveres dos donatários Os donatários, por não serem donos das capitanias, tinham di- reitos e deveres a cumprir. Diferencie nas colunas os Direitos e os Deveres dos donatários: cobrar impostos dos colonos; defender, colonizar e promover o progresso das capitanias com seus pró- prios meios; doar terras (denominadas sesmarias) a colonos para que as cultivassem; pagar impostos a Portugal; escravizar índios para o trabalho na lavoura e exercer a justiça estabelecida pelo rei. Direitos Deveres 271História Peça Teatral As invasões francesas no Brasil Guto Sabrina Simone Cenário: um jardim, com árvores, flores, gramas, etc. cena Simone está assentada no jardim, com um livro no colo. Sabrina se aproxima: Sabrina: - Oi Simone! O que você está fazendo sozinha aqui? Simone: Estou estudando. Amanhã terei uma avaliação sobre as invasões no Brasil. Sabrina: - As invasões dos franceses e holandeses? Eu já estudei sobre isso. Simone:- Verdade? Pelo o que eu estou lendo aqui, foi tudo por causa do pau-brasil e, principalmente, da cana-de-acúcar. Sabrina: - É! Os franceses e holandeses foram grandes inimigos dos portu- gueses. Eles queriam conquistar as terras para explorar as riquezas. Invadi- ram o Rio de Janeiro em 1555 e construíram, na baía de Guanabara, um forte e uma colônia, na qual deram o nome de... Simone: - França Antártica! Sabrina: Isso mesmo! E eles, muito espertos, tornaram-se amigos dos índios Esses índios não gostavam dos portugueses, por isso ajuda- ram os franceses na batalha e, juntos, construíram o Forte de Coligny, na ilha de Sergipe. Simone: Puxa! Foi uma batalha violenta! Sabrina: - Batalha violenta foi a que travaram para expulsar os franceses do Rio de Janeiro. O governador Mem de Sá contou com a ajuda das tropas portuguesas, de alguns índios e do seu sobrinho Estácio de 152Simone: Depois dessa batalha, os portugueses fundaram a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, cena (sem interrupção) Guto se aproxima das duas com seu preso na coleira. Guto: - Oi meninas! De que estão falando? Simone: - Estamos falando da invasão dos franceses. Guto: - No Rio de Janeiro ou no Maranhão? Sabrina: - Estávamos falando da invasão do Rio de Janeiro, mas agora você vai explicar para a Simone a invasão do Maranhão. Guto: - É. Os franceses não desistiram e voltaram a invadir o Brasil. Foram para o Maranhão e construíram, em uma ilha, forte de São Luís, que deu origem à cidade do mesmo nome e é, atualmente, a capital do Maranhão. Sabrina: - Eles fundaram também uma colônia chamada França Equinocial. Simone: França Equinocial? Sabrina: - Sim Simone, porque a colônia era situada próxima ao Equador. E "equinócio" era o antigo nome dado à linha do Equador. Simone: E como os franceses saíram do Maranhão? Guto: Foi em 1615, quando as tropas portuguesas, chefiadas por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre Moura, conseguiram expulsar os franceses, a região começou a ser povoada, pois esta foi a melhor forma de defesa contra novas invasões. Simone: - Puxa! Vocês foram bons amigos. Com a nossa conversa eu con- segui entender tudinho. Agora é só reler que ficarei craque para a avaliação. Guto: Quero acrescentar que de certa forma as guerras foram benéficas, porque foram construídos vários fortes e povoados pelos portugueses, fran- ceses e holandeses, dando origem às capitais de alguns Estados brasileiros. Simone e Sabrina: - Isso é verdade! Graça Batituci 153Localizando no mapa O Brasil foi invadido pelos franceses por duas vezes, e nesse período foram fundadas colônias. Leve as caravelas até os locais das invasões, usando cores diferentes, e escreva os nomes das colônias fundadas no trajeto que você vai fazer: N Marque para as afirmativas corretas e nas incorretas: Os franceses queriam ocupar áreas do nosso país e invadiram o Rio de Janeiro. Mesmo depois de expulsos do Rio de Janeiro, os franceses continua- ram vindo ao Brasil. Os índios não interferiram nas duas invasões. Os franceses foram expulsos do Rio de Janeiro, no governo de Mem de Sá. 154Dramatização As invasões holandesas Márcio - Que confusão era o Brasil no tempo da colônia, heim Victor? Victor - E confusão nisso! Márcio - Eu não entendo nada a respeito. Gostaria muito de saber como foram as invasões no Brasil. (Entra Rui outro menino fingindo ser professor) Victor - Você que é sabichão nisso, Rui, nos dê uma aula sobre esses movimentos que surgiram no Brasil. Rui Pois bem, queridos alunos. Houve duas invasões ho- landesas no Brasil: com a morte de D. João VI, rei de Portu- gal, o rei da Espanha, Felipe II, assumiu o poder. Márcio - E o que o Brasil teve a ver com isso? Victor - Ora, Márcio, deixe que ele explique.. Rui - D. Felipe era neto de D. João VI, mas, como ele era rei da Espanha, Portugal e todas as suas Colônias inclusive o Brasil, passaram a pertencer à Espanha. Victor E por que então as invasões do Brasil foram holan- desas e não espanholas? Rui - porque Felipe Il era inimigo dos holandeses. Márcio - Mas que rei genioso. Vivia brigando com todos! Rui - Explico: a Holanda, que pertencia a Espanha, ficou independente e os espanhóis, como vingança, proibiram os holandeses de explorar o açúcar no Brasil. Victor - E qual foi a reação da Holanda? Rui A reação foi imediata e houve duas invasões holande- sas no Brasil. A primeira na Bahia e a segunda, em Pernambuco. A esquadra holandesa invadiu a cidade de Sal- vador, que era a capital do Brasil, prendeu o governador Diogo de Mendonça Furtado, isso em 1624. No ano seguinte, vie- ram reforços da Espanha e os holandeses foram expulsos do Brasil. Victor - Ah! Agora estou me lembrando da segunda invasão em Pernambuco, em 1630. Essa capitania era rica por causa da grande produção de açúcar. 155Rui - Houve um traidor aí nessa história, você se lembra? Victor - Sim! Um brasileiro chamado Do- mingos Fernandes Cabalar, que conhecia muito bem a região, ficou do lado dos holan- 6 deses e os ajudou a atacar Pernambuco. Sete anos depois, a Holanda mandou para o Bra- sil Maurício de Nassau, que se tornou gover- nador de Pernambuco. Rui - Por sinal, foi um ótimo governador, fez a região progredir e foi muito estimado pelos brasileiros. Governou sete anos e foi chama- do de volta para o seu país. Victor - E o que aconteceu depois disso? Márcio - Essa agora eu sei. Com a saída de Maurício de Nassau, os holandeses exigi- ram que os brasileiros pagassem suas dívi- das. Revoltados, começaram a luta contra os invasores. Victor - E como tudo terminou? Rui Essa luta foi chamada de Inssurreição Pernambucana e durou dez anos. Na Batalha dos Guararapes, os holandeses foram der- rotados, renderam-se e voltaram para o país deles. Márcio - Bravos! Que exemplo de brasilidade deram os nossos antepassados! Que ame- mos o Brasil como eles o amaram. Pessoa 156Caça-Brasil Responda às perguntas com as palavras que encontrar no caça-palavras. TERRA * DE * SANTACRUZ AZXVBRTHJKLMNPYWQRTD LZILHA * DE * VERA * CRUZC 1- - Nome do lugar de onde saiu a esquadra de Cabral 2- A esquadra saiu em direção às 3- Foram os primeiros habitantes do Brasil 4- primeiro nome dado pelos portugueses à nova terra 5- Em seguida, passou a se chamar 6- E finalmente chamou-se 7- pau-brasil era extraído de uma árvore originária da Mata Respostas: 1- Portugal; 2- Índias; 3- índios; 4- de Vera Cruz; 5- Terra de Santa Cruz: 6- Brasil; Brasil surgiu para Jesus. 126Completando quadro-resumo, eu vou completar e depois, por ele, eu vou Primeira invasão francesa Local: Ano: Acontecimentos: Segunda invasão francesa Local: Ano: Acontecimentos: Primeira invasão holandesa Local: Ano: Acontecimentos: Segunda invasão holandesa Local: Ano: Acontecimentos: 157Dia do Livro Para gostar de Caros papai e mamãe, Hoje é um dia muito importante: é o Dia do Livro. Estamos enviando algumas dicas de como incentivar o hábito de leitura nos seus filhos. Crie um cantinho para os livros no próprio quarto da criança e deixe que ela organize da forma que preferir. Ensine-a a cuidar deles, mas não transforme o livro em um objeto que deva permanecer intacto na estante. Retome o costume de ler livros para as crianças, mesmo para aquelas que já sabem ler. Isso desperta o interesse pelos livros. O mercado tem livros capazes de atrair crianças a partir de nove meses. São livros de pano, em formato de animais, em forma de bóia para a hora do banho ou para a piscina. Apresente-os para seus filhos desde essa idade. Livro é presente. Não delimite datas para dar livros e outras para dar brinquedos ou roupas (por exemplo, dar brinquedos no Natal e no Dia das Crianças e livros no Dia do Estudante e volta às aulas). Livro não deve ser sinônimo de escola e antônimo de brincadeira ou prazer. Sempre que possível, leve a criança a livrarias e deixe que ela escolha o livro que quer ler. Não interfira no gosto da criança e expli- que se não for possível adquirir um produto por causa do preço. Apresente as bibliotecas infantis para as crianças de sua família. Passe uma tarde lá e deixe a garotada pesquisar os livros que bem entender. Se as crianças se recusarem a ir a uma biblioteca, leve-as à gibiteca da biblioteca infanto-juvenil, que tem várias revistinhas. Daí para a criança começar a folhear os livros é um pulo. Fique de olho na programação de biblioteca e livrarias infantis, que sempre ofere- cem atividades como "Hora do Conto". Estimule a garotada a contar histórias entre si. Educador: No Dia do Livro, envie esta carta para aos pais, para que eles incentivem o hábito de leitura nos filhos. 158Semana do índio Sugestão de Atividades Esta atividade poderá envolver toda a escola, para a prepara- ção da Semana do Índio. Com ela, será principalmente tematizada a questão da diversidade cultural. Todos os professores podem participar. É comum a montagem de exposições, com cartazes e maquetes representando os modos de vida e os hábitos indíge- nas. É muito comum também encontrarmos nessas exposições elementos da cultura de povos indígenas que não são brasileiros e cujas características nos chegam, na maior parte das vezes, pelo cinema, pela televisão ou até mesmo por livros infantis, cujas ilus- trações apresentam índios montados a cavalo, vestidos de pele de búfalo, usando mocassim, tranças, etc. Outra característica habitual da Semana do Índio é a mistura de elementos culturais de grupos indígenas diferentes, como se fizessem parte de um mesmo povo. A divisão entre tupi e tapuia, por exemplo, introduzida no Brasil pelo colonizador, é fruto dessa concepção muito arraigada de que os índios são todos iguais. Para preparar a exposição, pesquise, antes, os temas que serão propostos aos alunos. Como essa atividade é multidisciplinar, há conteúdos de História, Língua Portuguesa, Geografia, Artes e Estudos Sociais que podem ser explorados na exposição. Divida a turma em grupos e sugira que cada um deles apre- sente um tema específico durante a exposição. Os temas podem ser: 1- Grupos indígenas brasileiros: Com um levantamento do nú- mero de grupos indígenas, por exemplo, na época do descobri- mento e atual. Como dados que possibilitam a construção de mapas e de tabelas de evolução das populações, com orientação dos profes- sores de História, Geografia e Português. 1592- o índio como foi visto pelo colonizador: as descrições de documentos históricos e etnográficos à época do descobrimento; a classificação dos gru- pos indígenas feita pelo colonizador, como a distinção entre tapuais e tupis, por exemplo. 3- Arquitetura indígenas: modos de construir casas dos diferentes povos indígenas, materiais empregados, função das moradias, forma de desenho dos agrupamentos de moradia, etc. O grupo pode elaborar cartazes e maquetes usando materiais como palha, bambu, madeira, etc. 4- Utensílios e adornos indígenas: materiais empregados, função dos ob- jetos, modos de fazer os objetos, vestimentas, adornos, e significado des- ses objetos na cultura de cada grupo. 5- Técnicas indígenas de caça, pesca e agricultura: instrumentos de caça, pesca e agricultura. Aprendizado das técnicas e dos modos de pescar, caçar e cuidar da lavoura. Divisão de trabalho entre mulheres e homens e entre grupos de idade. 6- Presença dos indígenas na cultura brasileira: levantamento de hábitos, alimentos, objetos e termos indígenas que passaram a integrar a cultura brasi- leira, como a rede de dormir, o jirau, a farinha de mandioca, hábito de tomar banho e as várias palavras que se incorporam à linguagem cotidiana. Leve os grupos a refletir sobre a diversidade cultural não somente entre grupos indígenas e grupos colonizadores, como também entre os diferentes povos indígenas que habitaram e ainda habitam algumas regiões brasileiras. 160Coro falado Tiradentes Brasil, berço de ouro, Terra de riquezas, Colônia de Portugal TODOS: Liberdade! Liberdade! Corria o ano de 1789. Em Minas reina a Os impostos estão atrasados. TODOS: Liberdade!Liberdade! Chega o Visconde de Barbacena. Visconde, queremos a dívida atrasada. A Coroa Portuguesa assim deseja. Que seja decretada a Derrama. TODOS: Um quinto de ouro: Não podemos pagar. Do exterior chegam notícias de liberdade Jovens estudantes apregoam: TODOS: Brasil! Livre! Livre! Em surdina, reúnem-se a Vila Rica Tiradentes e seus companheiros: Tomás Antônio Gonzaga Alvarenga Peixoto Padre Rolim e Padre Toledo Álvares Maciel 161Cláudio Manuel da Costa e Joaquim Silvério dos Reis Discutiam uma revolta Revolta contra o alto imposto TODOS: Revolta contra o alto imposto. Revolta contra quinto de ouro. TODOS: Revolta contra a Derrama. Sonhavam com um Brasil livre. TODOS: Com a república Tiradentes: Liberdade ainda que tardia! Mas veio a traição. Tiradentes e seus companheiros foram pre- SOS. É o fim de tudo. Tiradentes: Jurei morrer pela liberdade. Cumpro agora a minha palavra. TODOS: Salve, grande Tiradentes! Mas não foi em vão o sonho dos Inconfidentes. TODOS: Salve, grandes brasileiros! A semente de liberdade nasceu, cresceu e fermentou no coração dos brasileiros. O sonho de Tiradentes tornou-se realidade. Veio o grito de Ipiranga: "Independência ou morte" TODOS: Liberdade!... Brasil. 162História Jogral Movimentos Nativistas (Apresentação de quatro alunos, portando, cada um, o mapa do Brasil com as estrelas no lugar dos Estados onde se deram os movi- mentos nativistas) (O 1° aluno fala, portando a estrela do Maranhão.) - A revolta de Beckman ocorreu por causa do descontentamento dos brasileiros com a companhia de comércio do Maranhão, que com- prava seus produtos por baixo preço e os revendia por alto preço. Chefiados por Manuel Beckman, os colonos acabaram com a compa- nhia, mas foram sufocados pelo governo português. Manuel Beckman foi condenado à forca. Senhor, eu confio no Teu poder! 284224 (O 2° aluno entra portando a estrela de Pernambuco.) Eu represento a Guerra dos Mascates, entre senhores de enge- nho de Olinda e comerciantes portugueses de Recife. Por Recife ter crescido muito, os olindenses se revoltaram e invadiram a cidade. Os portugueses que moravam em Recife receberam o apelido de masca- tes. governo português mudou o governador, e Recife passou a ser a capital de Pernambuco, tomando o lugar de Olinda. (O 3° aluno portando a estrela de Minas Gerais.) - Vou representar a Guerra dos Emboabas. Com a descoberta das minas pelos paulistas, eles julgavam que as minas eram só deles. Mas apareceram muitos forasteiros para explorá-las. Os emboabas não queriam "forasteiros", gente que vinha de fora. Dois grupos inimigos dos paulistas, chefiados por Manuel Borba Gato, e dos Emboabas, chefiados por Manuel Nunes Viana, travaram o maior combate no "Capão da Traição", e os paulistas numa emboscada. Eles foram cercados e muitos morreram. Os paulistas perderam a "Guerra dos Emboabas". (O 4° aluno entra com a estrela de Minas.) Vou falar sobre a Revolta de Filipe dos Santos. Pois bem, em Vila Rica, no Estado de Minas Gerais, foram criadas muitas casas de fundição do ouro, onde era descontada a parte de Portugal (o quinto). Os mineiros, chefiados por Filipe dos Santos, revoltaram-se e exigi- ram que fechassem as casas de fundição e os impostos. governador, apanhado de surpresa, fingiu atender aos revoltosos, mas seus soldados invadiram Vila Rica. Os chefes foram presos e Filipe dos Santos foi enforcado e esquartejado em praça pública. Conta-se, ainda, que seu corpo foi atado à cauda de um cavalo bravo, que saiu em disparada pelas ruas de Vila Rica. Que barbaridade, hein? (O 5° aluno entra.) Vejam o quanto sofreram nossos irmãos do passado para con- seguir a liberdade de nossa Pátria. Esses movimentos nativistas reinteravam o sentimento de amor à terra natal. Pessoa Cantarei hinos para Te exaltar, ó Senhor! 285Peça teatral A expansão do território brasileiro Paulo: - Como é difícil falar sobre a expansão do território brasileiro! Emília: - Nada disso: o Brasil foi habitado no litoral e depois avançou pelo interior com as entradas, bandeiras, mineração, missões religio- sas e a criação de gado. Ana Paula: - Eh! Todos esses fatores contribuíram para que as terras do Brasil, se expandissem? Emília: - Sim, as entradas eram expedições organizadas pelo gover- no português, com o fim de penetrar nos sertões, aprisionar os índios e procurar riquezas minerais. As bandeiras eram organizadas por particulares, como fazendeiros, comerciantes e aventureiros. Eles par- tiam da vila de São Paulo para, também, aprisionar índios e procurar riquezas. Não respeitavam a linha de Tordesilhas como as entradas e penetravam profundamente no interior, chegando até as terras espa- nholas. Tu és bom, Senhor, e abençoas os que Te obedecem. 286Paulo: Como se dividiam essas bandeiras? Ana Paula: Ora essa, Paulo, você quer saber demais... Vou satisfazer sua curiosidade: Eram de três tipos: bandeira de caça ao índio; 2°) bandeira de sertanismo de contrato, que trazia de volta os índios que fugiam e se embrenhavam nas matas e nos quilombos; 3°) bandeira de mineração, que procurava minerais preciosos, como ouro, prata e pedras preciosas, nos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Emília: - Ah! Então foi por aí que surgiram os primeiros povoados, como Ouro Preto, Sabará, Diamantina e Cuiabá. Roberto: Vou me intrometer nessa conversa e citar os nomes dos principais bandeirantes: Fernão Dias Paes, que ficou conhecido como o Caçador de Esmeraldas; Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que colocou fogo numa vasilha de aguardente, dizendo que faria o mesmo com os rios se os índios não o levassem as minas de ouro; Manuel Borba Gato, que descobriu o ouro em Minas Gerais. Pascoal Moreira Cabral, que descobriu o ouro em Cuiabá. Ana Paula - Gente, que coisa complicada! Mas é interessante. Qual o sabichão que vai nos contar o que foram as monções, mineração, criação de gado e missões religiosas? Paulo: - Essa agora eu sei. Meu pai já me falou sobre isso. Monções eram bandeiras que se dirigiam para e Mato Grosso, seguindo o curso dos rios. A mineração contribuiu para o povoamento do solo. ouro era extraído e os portugueses ficavam com o quinto. Em 1763, a capital do Brasil foi transferida de Salvador para Rio de Janeiro, para ficar mais perto de Minas. Emília: - Chega, você já falou muito. Deixe um pouco para mim. A criação de gado também contribuiu para a expansão do território bra- sileiro. E também as missões religiosas, como os padres e ou- tros que catequizaram os índios. trabalho dos missionários foi muito importante para a expansão do nosso território. Pessoa Mas os que esperam no Senhor renovam suas forças. 287Jogral Descobrimento do Brasil Meninos: O rei Dom Manuel, SANTA resolveu organizar uma grande esquadra CRUZ e às Indias enviar para trazer mercadorias para o comércio ampliar. Meninas: A esquadra era composta de treze navios reforçados e mil e quinhentos homens bem-dispostos e ousados. Uma menina: No dia 9 de março, a esquadra saiu de Portugal. Viajaram muitos dias, até avistarem Monte Pascoal. Meninas: Encontraram um bom porto para ancorar os navios. O nome é Porto Seguro onde todos se abrigaram. Um menino: de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz, são nomes que recebeu, e hoje se chama Brasil. Todos: Mas a terra não era abandonada. A terra já era povoada por milhões de índios, que já cultivavam seu plantio. Graça Batituci 127Jogral Inconfidência Mineira Menino Menino A Inconfidência Mineira Os outros foram condenados Foi um grande movimento A viver longe do Brasil, Pela nossa liberdade. Mas o grande Tiradentes Na época, o maior evento. Recebeu a sentença vil. Menina Menina Na nossa Ouro Preto, Na cidade do Rio de Janeiro, Que Vila Rica se chamava, Ele foi enforcado Reuniam-se os revoltosos E, no Estado de Minas Gerais, E o ideal se aclarava. Seu corpo esquartejado. Menino Menina Mas sei que tudo se acabava, Em terras brasileiras, Porque houve traição. Ele lançou a semente Joaquim Silvério dos Reis Da nossa independência, Foi o mentor dessa ação. Esse grande inconfidente. Menina Todos Joaquim José da Silva Xavier, Ao nosso querido Tiradentes Apelidado por Tiradentes, Nossa pequena homenagem. Era o mais entusiasmado Todo povo brasileiro De todos os inconfidentes. Lhe dedica esta mensagem. Pessoa Se você não consegue orar como quer, ore como consegue, Deus sabe 0 que quer dizer. 288História Conjuração baiana Dramatização 6 6 André: - Puxa! Como os nossos irmãos do passado so- freram até alcançar a independência. G Márcio: - Por que você fala assim, André? André: É porque de norte a sul do País o povo sofria a falta de alimentos, o alto preço das mercadorias e os bai- XOS salários dos soldados. Pedro: - E como tentaram se livrar de tudo isso? André: - Ora, eles organizaram um movimento revolu- cionário que ficou conhecido como a "Conjuração Baiana" Márcio: Ah! Então eles tiveram inveja dos mineiros que fizeram a Inconfidência Mineira? Pedro: Longe disso, gente! Era o desejo de liberdade que motivava esses movimentos. Márcio: - E quem participou desse movimento? André: - Ah! Foram as pessoas simples do povo, como alfaiates, escravos, soldados, pequenos comerciantes, ao lado de homens letrados e padres. Pedro: - Na verdade, eles buscaram inspiração na Re- volução Francesa e queriam, então, libertar o Brasil de Portugal, acabando com a escravidão, aumentar o salá- rio dos soldados e melhorar as condições de vida do povo em geral. Márcio: E acabou tudo bem? André: - Que nada! Um traidor contou tudo ao governa- dor, os revoltosos que não conseguiram fugir foram ex- pulsos do País e quatro foram condenados à morte. Pedro: - Que horror! Vamos, agora, valorizar o ato de bravura dos nossos antepassados e amar muito a nossa Pátria. Pessoa 150150 Diálogo Preto Alaíde: Sou paulista e vim a Minas a fim de conhecer a tão badala- da Ouro Preto. Mirtes: - Ah! Você não se arrependerá, pois aquela cidade nos volta ao passado no tempo do Brasil-Colônia. Alaíde: Tenho a impressão de que lá tudo lembra os fatos da nos- sa história. Mirtes: Sim, Alaíde, a cidade tomou esse nome porque Antônio Rodrigues Arzão descobriu um ouro negro nessa região. Alaíde: - Ouro negro? Que novidade! Eu nunca ouvi falar sobre isso. Mirtes: E, além disso, Antônio Dias de Oliveira achou o Pico do Itacolomi, referência de onde o ouro foi encontrado. Daí para cá, pouca coisa mudou na cidade. Alaíde: - Agora, quero saber de você como é esta cidade, que é patrimônio da humanidade. Mirtes: - Olha, suas igrejas e suas casas conservam estilo co- lonial. Andando pelas ruas de Ouro Preto, conseguimos rememorar a história de Chico Rei, um escravo que conseguiu comprar sua li- berdade e uma mina de ouro. Alaíde: Mina de ouro? Que loucura! E o que ele fez com essa mina? Mirtes Por intermédio dela, ele conseguiu libertar vários membros de sua gente. Alaíde: - Então, ele era forte mesmo, não? Mirtes: - Sim, a mina, com 80 quilômetros de extensão, tinha 175 galerias e era iluminada por candeeiro a óleo de baleia. Alaíde: E onde eles guardavam esse ouro? Mirtes: Eles guardavam o ouro do dia nos buchos, espaços do tamanho de uma mão. Alaíde: É inacreditável! Um engenheiro geólogo da Unicamp, José Adilson Cavalcanti, está querendo provar que ainda há muito ouro nessa mina do Chico Rei. Mirtes: Basta, Alaíde, quero ver in loco, tudo o que você está me contando. Não vejo a hora de chegar a Ouro Preto para voltar ao passado e rememorar o tempo do Brasil-Colônia. Clêdes Pessoa 151Paulo: - Pára, Cristina! Só você quem quer falar. Ele ainda fundou o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, o Jardim Botânico, a Biblioteca Pública e o Tea- tro Real. João: - E vocês se esqueceram de que ele fundou escolas de Medicina na Bahia e no Rio de Janeiro. Tatiana: - Gente! E o que aconteceu com o tal Napoleão Bonaparte? Paulo: - Ele foi derrotado na Rússia e na França, foi exilado para a ilha de Santa Helena e morreu seis anos depois. Cristina: - A vinda de D. João fez bem para Brasil? João: - Oh! Se fez! O Brasil passou a Reino Unido a Portugal, deixou de ser colônia e as capitanias passaram a ser chamadas de províncias. Paulo: Que conversa longa! Mas eu quero saber o desfecho dessa história. Tatiana: - Ah! Sim! Em 1818 a rainha D. Maria I morreu e D. João VI foi coroado rei de Portugal com nome D. João VI e, então, foi obrigado a voltar para Portugal. O governo do Brasil foi entregue a seu filho D. Pedro. Cristina: - Foi uma longa conversa mesmo, porém proveitosa. Ficamos co- mais um pedaço de nossa história. Pessoa De maneira alguma, te deixarei, nunca jamais te abandonarei. (Hebreus 13:5) 153Jogral A Independência do Brasil Vamos, meus amiguinhos, 6 Voltar à nossa história: E que estes fatos todos Fiquem na sua memória. Canto Já podeis da Pátria filhos, Ver contente a mãe gentil, Já raiou a liberdade, No horizonte do Brasil } bis Queriam que o Brasil A colônia voltasse Exigindo que D. Pedro, Aqui não ficasse Canto Brava gente brasileira, Longe vá temor servil, Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil. } bis Muitos brasileiros, Vieram a se reunir, E as leis de Portugal, Resolveram transgredir. Canto Os grilhões que vos forjava Da perfídia, astuto ardil, Houve mão mais poderosa, Zombou deles o Brasil. } bis 154José Bonifácio e outros Começaram o movimento Para que o Brasil se libertasse, Porque chegava o momento. Canto Brava gente brasileira, Longe vá, temor servil, Ou ficar a pátria livre, Ou morrer pelo Brasil }bis Na terra brasileira, Nos rinções de sul a norte, Ressoou com grande força "Independência ou Morte". ORDEM E Canto Parabéns, ó brasileiros, Já com garbo juvenil, Do universo entre as nações Resplandece a do Brasil. E a 7 de setembro de 1822, O Brasil se libertou. E D. Pedro I, o imperador, Esta terra muito amou. Canto Brava gente brasileira Longe vá temor servil Ou ficar a pátria livre Ou morrer pelo Brasil } bis Clêdes Pessoa 6 155Monólogo Vou hoje lhes narrar o fato histórico do Brasil-Im- pério, ou Primeiro Reinado, o tempo em que D. Pedro I governou Brasil. Pois bem, foi uma época muito agitada, principal- mente nas províncias da Bahia, Piauí, Maranhão e Pará, que eram governadas por portugueses. A independên- 6 cia não foi aceita em algumas províncias então gover- nadas por militares portugueses. D. Pedro contratou tropas estrangeiras para combater os rebeldes, con- seguindo vencê-los. D. Pedro, porém, começou a se desentender com políticos brasileiros que estavam fa- zendo uma Constituição para o País. Como discorda- va, mandou fazer outra Constituição. Em 1824 foi outorgada a primeira Constituição, dando poderes ao Imperador para decidir sozinho os destinos do País. Observem que vem desde o primeiro império o abuso de poder no Brasil. E que combate esse mal são as eleições livres. O povo brasileiro está come- çando a aprender a escolher seus representantes, banindo os poderosos e elegendo gente do povo. Parabéns, portanto, ó brasileiros! 156História Desenvolvimento do Brasil no Segundo Reinado DRAMATIZAÇÃO Talita: Queridos colegas! Vocês sabem que o Brasil já foi governado por imperador? Rubens: Imperador? Que chique, hein? É a mesma coisa que rei ou não é? Talita: - É quase isso; e foi no Segundo Reinado, que o Brasil progrediu muito com o cultivo de café. Foram criadas várias indústrias e os meios de transportes foram modernizados. Marília: Ei! Eu quero participar dessa conversa, pois acho muito inte- ressante a história do meu país. Rubens: - É! Como me orgulho de ser brasileiro. Bem voltemos ao as- sunto do Segundo Império. Quem ajudava os "barões do café", os fa- zendeiros ricos? Talita: - No princípio foram os escravos. Depois que a entrada deles foi proibida no Brasil, os imigrantes italianos, alemães, suíços, franceses é que auxiliavam os fazendeiros no plantio e cultivo do café. Marília: - Como o trabalho dos imigrantes foi importante, hein? Rubens: E quem teve a feliz idéia de trazer as primeiras mudas de café para o Brasil? Talita: Foi Francisco de Melo Palheta, vindo da Guiana Francesa. Marília: Mas os brasileiros só viviam da produção de café? Talita: Não, Marília, exportávamos também a borracha, o açúcar, o algo- dão, o cacau e o fumo. Rubens: - Quais foram os grandes nomes do Segundo Império? Marília: Deixe-me falar! Essa resposta eu sei. Os principais nomes do Segundo Império foram: José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro II, Irineu Evangelista de Sousa, "Visconde de Mauá" que construiu a primeira estrada de ferro no Brasil, além de se preocupar com os trans- portes, comunicação e indústria. Talita: Bravo! Quão proveitosa foi a nossa conversa! Outro dia, voltare- mos para abordar outros assuntos, tão interessantes como estes que acabamos de discutir sobre o Brasil. Pessoa 277A libertação dos escravos DIÁLOGO Paulo: - Que coisa feia aconteceu no Brasil na época do seu descobrimento! André: - Você está se referindo a quê? Paulo: - À escravidão, que foi uma vergonha do Brasil-Colônia e do Brasil- Império. - É mesmo! Os escravos eram trazidos em navios negreiros e aqui eram negociados como mercadorias. Não tinham direitos. E, se desobede- cessem, eram castigados até a morte. Paulo: - Como viviam esses pobres escravos? - Paulo, eles dormiam nas senzalas das fazendas, que eram barra- escuros e sem higiene. Paulo: - Coitados! Que judiação! 278Loteria histórica Marque na loteria a resposta correta. 1 2 3 4 a) País de onde partiu a esquadra Índias Espanha Brasil Portugal de Cabral. b) Data da partida. 21 de abril 9 de 6 de abril 22 de abril março Pedro Pero Vaz c) Cristóvão Vasco da Escrivão da esquadra. Álvares de Colombo Gama Cabral Caminha d) Nome do monte avistado. Pascoal Evereste Neblina Colina e) Habitantes encontrados na terra. espanhóis portugueses negros índios f) Último nome dado à nova terra. Terra de de Terra de Brasil Vera Cruz Vera Cruz Santa Cruz g) A nova terra chamou-se Brasil fogueira de madeira ilha estátua por causa de uma... brasas h) feriado final do No período que chegaram era... Natal Páscoa religioso ano Respostas: a) Portugal; b) 9 de março; c) Pero Vaz Caminha; d) Pascoal; e) índios; 128 f) Brasil; g) madeira; h) Páscoa.André: - Muitos deles fugiam e reuniam em povoações chamadas quilombos, onde viviam livres, plantando, colhendo e vendendo os seus produtos. mais famoso quilombo foi o dos Palmares, em Alagoas. Chefiado por Zumbi. Paulo: - Ah! Eu já ouvi falar sobre Zumbi dos Palmares. Não é isso, André? André: - Sim, mas não demorou muito e apareceu um bandeirante Domin- gos Jorge Velho, que destruiu o quilombo e Zumbi foi capturado e morto. Paulo: - E como os escravos conseguiram a sua liberdade? André: - Ora, Paulo, foi graças aos abolicionistas, que começaram movi- mentos para libertar os escravos. Os principais foram: Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e Luís Gama. Paulo: - Como eles agiam? André: - Eles foram conseguindo leis que, pouco a pouco, libertavam os es- cravos, tal como A Lei Eusébio de Queiroz, que proibia o tráfico de escravos. Paulo: - André essa lei eu conheço. Eu falo uma, você fala outra. Então vamos lá. A segunda lei foi a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de escravos que nascessem daquela época em diante. André: - A terceira lei foi a dos Sexagenários, que declarava livres todos os escravos com mais de sessenta e cinco anos de idade. Paulo: - Sobrou para mim. Falar sobre a Lei Áurea é motivo de orgulho. Foi assinada em 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel que assumiu trono no lugar de seu pai, D. Pedro II, que estava em viagem pela Europa. André: - Então, Paulo, o pesadelo acabou. Com a Lei Áurea, os escravos foram libertados para sempre. Pessoa 279Dramatização Proclamação da República Gustavo: - Gente! Gente! Naveguei na Internet hoje e deparei com um fato histórico muito interessante: a Proclamação da República. Marcelo: - É mesmo? E como ele se deu? Gustavo: - Foi assim: durante muito tempo, o Brasil foi uma Monarquia, isto é, era governado por um monarca, que era um rei ou um imperador. D. Pedro foi o último imperador do Brasil, porque em 15 de novembro de 1889 foi proclamada a República, e assim, Marcelo, o governo não passava mais de pai para filho e os governantes tinham de ser eleitos pelo povo. 280Coro: Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre Das lutas na tempestade, Dá que tua voz. 4 Flávio: Mas a República surgiu assim, sem mais nem menos? Gustavo: - Não, Flávio, D. Pedro já estava velho e cansado, pois governou o Brasil quarenta e nove anos e pensava em deixar o trono para sua filha a Princesa Isabel. Acontece que ela era casada com o Conde d'Eu, um nobre francês, e os brasileiros não queriam um estran- geiro no governo. Marcelo: - E havia muitos descontentes no Brasil, como os fazen- deiros, que se sentiam prejudicados com a abolição dos escravos, pois teriam de pagar os trabalhadores; os militares, que voltavam da Guerra do Paraguai com novas idéias; e os bispos, que entraram em conflito com o governo. Gustavo: - Olha, gente! Então começaram a formar um novo parti- do, o Partido Republicano, do qual faziam parte nomes importantes como Benjamim Constant, Quintino Bocaiúva, Rui Barbosa e Campos Sales. Então, a idéia da Proclamação da República foi amplamente divulgada, até que em 15 de novembro de 1889 as tropas do Exército, chefiadas pelo Marechal Deodoro da Fonseca, tomaram o poder e foi declarado fim da monarquia. Coro: Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós. Das lutas na tempestade, Dá que ouçamos a tua voz. Flávio: - Que glória! Hoje somos republicanos e nosso presidente é eleito pelo voto do povo. Isso é democracia. 281Educação para o Trânsito As placas de sinalização Ligue as placas aos seus significados: Proibido virar à esquerda 1 Sentido obrigatório Siga em frente Parada obrigatória Proibido estacionar PARE Encontre a saída do labirinto respeitando a sinalização. Início Dica: Siga os sinais! Chegada 282Dicas de trânsito Observe as cenas abaixo e dê sua opinião sobre os comentários abaixo. Paulo não usa cinto de segurança Todas as vezes que sai de carro, quando sai de carro. Ele acha que o Carlos usa o cinto de segurança. cinto incomoda e não serve para Ele sabe que o cinto o protege em nada. caso de acidente. Observe o desenho e marque com um X as opções certas: As crianças atravessam na faixa. O sinal luminoso indica: PARE. As crianças atravessam fora da faixa. O sinal luminoso indica: SIGA. 283Multas e infrações código de trânsito foi elabo- rado com o intuito de conter os abusos cometidos pela maioria dos motoristas. Converse com alguns adultos e veja o que eles pensam das novas leis do trânsito e das multas. Agora, escreva no seu caderno as conclusões. É aos Atirar objetos carro. para sem roupas do multa. Proibido dirigir o veí- culo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou per- missão para dirigir. Excesso de velocidade. Avançar o sinal ver- melho. Penalidade: multa. Proibido transitar Penalidade: multa. com veículos desli- gado ou desengre- nado, em declive. Dirigir sob influên- as a cia de álcool ou de qualquer substân- cia entorpecente. Penalidade: mul- ta e suspensão do direito de dirigir. 284Para atravessar a rua é preciso muita atenção Onde não houver Pare e olhe semáforo, procu- para os dois re um local seguro lados antes para atravessar. de atraves- sar. @ Nunca atravesse na frente Sempre atravesse de ônibus e caminhões, por- na faixa de segu- que os outros carros não rança. podem ver você. Antes de atra- yessar, vejase los carros estão parando. Vá até o se- Espere o sinal verde Quando boneco ver- máforo mais depedestres para melho começa a pis- próximo, por- atravessar. car, significa que o que é mais sinal vai fechar para seguro. os pedestres. 285Situações indesejáveis De acordo com os desenhos abaixo, escreva o comportamento errado em cada cena. Cena 1 Cena 2 Cena 1 Cena 2 286Brincando com segurança Eu sou a placa de que as crianças mais gostam. Ela quer dizer criança avante. Ela está próxima aos locais de lazer. Use a faixa de segurança para atravessar a rua com seu brinquedo. Não corra atrás de brinquedos ou bolas no meio da rua! Direito de brincar! Se onde você mora não há locais de lazer, como parques e áreas recreativas, envie uma carta à prefeitura e reivindique-a. Brincar com pipas é legal. Mas não fique perto de fios elétricos e de carros! Nunca use cerol na linha; você pode se ferir ou machucar outras pessoas 287Trânsito legal Assinale com um X as opções corretas. Manter a bicicleta em perfeitas condições de uso. O ciclista não precisa prestar atenção nos sinais de trânsito. Nunca pegar carona na traseira de ônibus, caminhões ou carros. ciclista deve optar por vias exclusivas, ou seja, acostamento, ciclovias, ciclofaixas. As bicletas fazem muito barulho. As bicicletas não consomem combustível. Elas são um meio de transporte que poluem o ar. Elas ocupam menos espaço nas vias públicas. O ciclista não pode trafegar entre os carros. Senhor, porém, está no Seu santo templo; cale-se diante dEle toda terra. (Habacuque 3:20) 288Encaixe na cruzadinha os nomes dos produtos orientais mais procurados pelos europeus. PIMENTA TECIDOS GENGIBRE PORCELANA CRAVO PERFUMES SEDAS TAPETES VASOS CANELA M E R C A D R A S Bendito seja 0 Senhor do Exércitos! 129