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eia o texto abaixo e responda à questão: Gobineau – As bases do pensamento racista Paisagem do Rio de Janeiro imperial “Mal o conde Gobineau colocou os pés no cais da Baía da Guanabara, declarou guerra aos da terra. Não hesitou muito em classificar o país como um império de malandros. O calor, as baratas, os insetos de todos os tamanhos, os ratos audazes que cruzavam as casas por todos os lados, as cobras que passeavam pelos jardins, sapos grandes como cachorros, e até voos rasantes de morcegos fizeram com que ele imaginasse se encontrar num anexo do inferno. E, olhando aquilo tudo, indiferente, com um cigarro enfiado na orelha e um palito no canto da boca, eis o carioca, um contumaz vadio incapaz de qualquer iniciativa. Gobineau no Brasil, ao contrário de Tocqueville na América do Norte, não percebera, ou não quis ver, que o problema da pouca dedicação ao trabalho com que ele se deparou no Brasil devia-se à existência da escravidão. Enquanto Tocqueville, ao comparar os estados de Ohio (livre), com o Kentuky (escravista), deixou páginas de inteligente observação sobre os estragos que o regime servil provocava nos brancos sulistas, deixando-os apáticos, menosprezando o esforço físico, o conde Gobineau atribuía a malevolência que encontrou no Brasil ao miscigenismo. O Rio de Janeiro, disse ele, assemelhava-se a ‘uma bonita donzela inculta e selvagem que não sabe ler nem escrever’, uma paisagem exuberante emoldurada com florestas sensacionais, mas que não estavam impregnadas de ‘natureza moral’. Naquele descalabro – onde o até o círculo diplomático encontrava-se ‘estagnado em sua própria imbecilidade’ – salvava-se o imperador.” Medo da miscigenação “D. Pedro II, homem culto, estimava Gobineau, reservando-lhe horas de boa e variada conversa, não evitando, entretanto, que ele fosse também um outro francês acometido por um ‘terror religioso’ no Novo Mundo. O medo dele porém era outro. Não temia a democracia que por aqui não havia, mas sim um mundo devastado pela miscigenação, quando não pelo absoluto reino da vadiagem. O mau humor de Gobineau nunca o abandonou, mesmo com o imperador correspondendo-se com ele até um pouco antes da sua morte, em 1882, parece que nunca deixou de praguejar contra o que viu no Brasil.” Fonte: Texto e imagens (sem identificação de autoria) disponíveis em: http://projetodehistoriaanjodaguarda.blogspot.com.br/2009/03/gobineau-as-bases-do-pensamento-racista.html Data de acesso: 12/04/2012. O termo miscigenação, no contexto do texto, possui o seguinte sentido: a. Refere-se à mistura das raças presentes no Brasil, que resultaria em uma raça inferior. b. Refere-se apenas à mistura das raças consideradas inferiores, isto é, os índios e os africanos. c. Refere-se a uma visão crítica que o termo adquiriu ao longo dos tempos, tornando-se uma bandeira de luta. d. Refere-se a uma visão que, apesar da crítica, acreditava no potencial do povo brasileiro no futuro. e. Refere-se ao início do processo que resultaria na libertação dos negros e na formação da democracia racial no Brasil.
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Amanda Pereira

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar cada alternativa em relação ao contexto do texto sobre Gobineau e a miscigenação: a. Refere-se à mistura das raças presentes no Brasil, que resultaria em uma raça inferior. - Esta alternativa está correta, pois Gobineau tinha uma visão racista e acreditava que a miscigenação resultava em uma "raça inferior". b. Refere-se apenas à mistura das raças consideradas inferiores, isto é, os índios e os africanos. - Esta alternativa é parcialmente correta, mas não abrange completamente o que Gobineau expressou sobre a miscigenação, que inclui a mistura de todas as raças presentes no Brasil. c. Refere-se a uma visão crítica que o termo adquiriu ao longo dos tempos, tornando-se uma bandeira de luta. - Esta alternativa não se aplica ao contexto do texto, pois Gobineau não tinha uma visão crítica da miscigenação, mas sim uma visão negativa. d. Refere-se a uma visão que, apesar da crítica, acreditava no potencial do povo brasileiro no futuro. - Esta alternativa também não se aplica, pois Gobineau não expressou uma crença no potencial do povo brasileiro, mas sim um desprezo por ele. e. Refere-se ao início do processo que resultaria na libertação dos negros e na formação da democracia racial no Brasil. - Esta alternativa é incorreta, pois o texto não sugere que a miscigenação tenha levado à libertação dos negros ou à democracia racial. Com base na análise, a alternativa que melhor reflete o sentido do termo "miscigenação" no contexto do texto é: a. Refere-se à mistura das raças presentes no Brasil, que resultaria em uma raça inferior.

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