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Ivone, 32 anos, procura o farmacêutico na drogaria e relata o seguinte: apresenta uma “queimação” no estômago que sobe até a garganta. Isso ocorre há uns 6 meses e está piorando. Acredita que está ficando rouca. Como você pode ajudá-la? A suspeita do caso é refluxo gastresofágico (DRGE) que leva a paciente a ter um desgaste das cordas vocais e um desconforto no estômago, que são características do refluxo. Os mais imediatos são dor e irritação na garganta, pigarro crônico e rouquidão. Caso o refluxo não seja tratado, pode evoluir formando lesões no esôfago, e em casos mais perigosos, anéis que acabam por causar o estreitamento da passagem do esôfago para o estômago. Também, o refluxo se não tratado e depois de um tempo prolongado, pode levar à formação de uma região de mutação da mucosa. Denominado esôfago de Barrett, onde causa um aumento de chances de câncer de esôfago. Exigindo acompanhamento frequente e um maior controle sob o refluxo. O uso indiscriminado de antiácidos para tratar azia e refluxo tem gerado preocupação por parte da FDA (agência norte-americana reguladora de fármacos e alimentos). O consumo prolongado e em altas doses pode causar a má absorção de nutrientes, vitaminas e minerais, além de aumentar o risco de fraturas e infecções. Com base no apresentado, é possível sugerir que o controle das doenças ácido-pépticas traz mais qualidade de vida aos pacientes crônicos; neste contexto, os IBPs têm sido os medicamentos de primeira escolha para supressão da secreção de ácido. A histamina é um mensageiro químico gerado principalmente nos mastócitos. Por meio vários receptores, ela medeia respostas celulares, incluindo as: reações alérgicas e inflamatórias. a secreção de ácido gástrico São antagonistas competitivos (bloqueadores) do receptor da histamina das células parietais. Não afetam muito os receptores H1 e H3 noutros órgãos. O tratamento na maioria dos casos, é clínico. Depende altamente da mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida do paciente. Como um maior controle de estresse. A alimentação deve ser lenta e em pequenos volumes, evitando consumo de bebidas que contenha álcool e refrigerantes junto da refeição. Deve-se evitar também alimentos com alto teor de gordura, chocolate, e café, pois esses alimentos aumentam a quantidade de fluxo. Deve-se fazer várias refeições ao dia em poucos volumes, e evitar qualquer tipo de alimentação pesada à noite e não repousar deitado logo após a refeição. Já o tratamento com operação cirúrgica é reservado a pessoas que não conseguem ter uma vida plena sem o uso de medicamentos, mesmo mudando as mudanças de hábito de vida. Referência CRMPM; Refluxo-gastroesofagico-controle-de-alimentacao-e-mudanca-de-habitos-13-48099 – 2019 Braga MP, et al. Inibidores da bomba de prótons: Revisão e Análise farmacoecônomica. Revista Saúde (Santa Maria); 2018