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FARMACOLOGIA
NESTA AULA ABORDAREMOS OS SEGUINTES ASSUNTOS:
1-A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DOS MEDICAMENTOS E SEU FUNDO HISTÓRICO
2-RESPONSABILIDADE LEGAL
3-FARMACOLOGIA-CONCEITOS GERAIS
4-NOMENCLATURA DOS MEDICAMENTOS 
5-FORMAS FARMACEUTICAS 
6-FARMACOCINÉTICA
7-FARMACODINÂMICA
8-TIPOS DE AÇÃO DOS MEDICAMENTOS
9-CLASSES DOS MEDICAMENTOS
A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DOS MEDICAMENTOS
Os medicamentos são usados há anos como recurso para combater diversas doenças e assim manter e restaurar a saúde, que é uma necessidade básica do ser humano. Nos primórdios a terapêutica empregada era baseada no misticismo (mistério religioso), e acreditava-se que as doenças eram causadas por demônios e maus espíritos. 
A sua fase científica iniciou, aproximadamente, a partir da segunda metade de século XIX. É uma ciência que, além de procurar livrar os indivíduos das suas enfermidades, procura, também, evitar o cansaço, temores, angústias e, ainda, a velhice e a morte. Torna-se importante salientar que o indivíduo enfermo é aquele que não apresenta bem estar físico, mental ou social. No entanto, a Farmacologia é uma ciência moderna e, hoje, é o ponto chave na formação dos profissionais de saúde. 
A administração de um medicamento procura sempre um efeito benéfico (efeito farmacológico), mas não podemos esquecer que todos os medicamentos, potencialmente, podem provocar efeitos prejudiciais em maior ou menor intensidade. Qualquer erro pode trazer consequências fatais para o cliente. Portanto, é indispensável que os profissionais da área da saúde tenham muito conhecimento, consciência e uma atuação extremamente cuidadosa e responsável.
Conceitos básicos
Conhecer os diversos conceitos da farmacologia facilita a compreensão dessa ciência. Alguns dos principais conceitos dessa ciência são:
Fármaco: substância química com ação terapêutica;
Remédio: O conceito de remédio é bem amplo. Pode ser considerado como todo e qualquer tipo de cuidado utilizado para curar ou aliviar doenças, sintomas, desconfortos e mal-estar;
Dose: quantidade de fármaco capaz de provocar alterações no organismo;
Droga: qualquer substância que modifica a função fisiológica;
Posologia: estudo da quantidade de medicamento (dosagem) que o paciente deve tomar de cada vez e o intervalo entre uma e outra dose;
Forma farmacêutica: forma de apresentação do medicamento, em comprimidos, cápsulas, xaropes etc.
Conceitos básicos
RESPONSABILIDADE LEGAL
RESPONSABILIDADE LEGAL
CONSTITUIÇÃO FEDEREATIVA DO BRASIL
O 1º artigo da Constituição fala sobre a dignidade da pessoa humana. No artigo 6º é dito que são direitos essenciais a educação e a saúde. Já no artigo 196 é dito que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, efeitos colaterais e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
Direito à informação. Todo paciente tem direito de conhecer o medicamento que está recebendo e os riscos eventuais de troca do medicamento biológico. Segundo a Constituição Federal de 88, artigo 5º,Inciso 33.
CÓDIGO DE ÉTICA DOS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM-2017
 CAPÍTULO III – DAS PROIBIÇÕES
Art. 78 Administrar medicamentos sem conhecer indicação, ação da droga, via de administração e potenciais riscos, respeitados os graus de formação do profissional.
FARMACOLOGIA
CONCEITOS GERAIS
 A palavra “Farmacologia” vem do grego “Pharmakon“, que significa “droga”. É a ciência que estuda a ação dos compostos biologicamente ativa (princípio ativo) no organismo e a reação do organismo a esses compostos. A palavra “droga” possui muitos significados, mas é utilizada em farmacologia para descrever as substâncias utilizadas como medicamentos para o tratamento e/ou prevenção de doenças, assim como, para auxiliar no diagnóstico de certas patologias.
Farmacologia
 É toda substância química que tem ação profilática, terapêutica ou que atua como auxiliar de diagnóstico. Por exemplo: 
-As vacinas têm ação profilática, isto é, atuam na prevenção de doenças. 
-Os antibióticos têm ação terapêutica, isto é, atuam na cura de enfermidades.
 -Os contrastes radiológicos atuam como auxiliares de diagnóstico.
-Paliativa: possui capacidade de diminuir sinais e sintomas das doenças, porém não proporciona a cura.
– Exemplo: os antitérmicos e analgésicos.
 
Medicamento
Todo processo utilizado para promover a cura. Exemplo: Massagem, Crença religiosa, Cirurgia, etc.
Remédio
É a substância, que no produto farmacêutico, responde pelo efeito terapêutico. P.A. 
Exemplo: Fluimucil® Xarope(água destilada, açúcar, essência, corante, acetilcisteína, etc). 
Observação: Fórmulas que não possuem P.A., são chamadas de medicamento placebo, utilizados quando há necessidade de suprir fatores psicológicos.
Princípio Ativo
Produto Farmacêutico
 É aquele que contém um ou mais princípios ativos, convenientemente manufaturados. Exemplo: 
Claritin® ----------------(Loratadina) 
Claritin–D®--------(Loratadina+Pseudorpinefrina) 
Associação Medicamentosa 
Quando um produto farmacêutico, possui dois ou mais princípios ativos. Exemplo: 
Tylex® 
Fosfato de Codeína....................7,5 mg (P.A) Paracetamol............................... 500 mg (P.A) Excipientes....................................................q.s.
Fórmula Farmacêutica 
É a descrição do produto farmacêutico, ou seja, a discriminação dos componentes ativos e não ativos e suas respectivas dosagens. 
Exemplo: 
Ácido Acetil Salicílico...................500mg 
Vitamina C....................................400mg Lactose........................................100m
Veículo
Termo utilizado para designar a parte líquida (não medicamentosa) de uma formulação. (água, álcool). 
Exemplo: 
Permanganato de Potássio (KMnO4)..........1g Água destilada.....q.s.p...............100ml Veículo
Excipiente 
Termo utilizado para designar a parte sólida e semi - sólida (não medicamentosa) de uma formulação (Lactose, Celulose, Vaselina Branca, etc). 
Exemplo: 
A.A.S.........................................10% 
Vaselina Branca.............100g.=excipiente semi-sólido A.A.S.........................................400mg Lactose......................................100mg. excipiente sólido 
OUTROS CONCEITOS
Medicamentos Simples - Aqueles usados a partir de um único fármaco. Ex. Xarope de Vitamina C.
Medicamento Composto - São aqueles preparados a partir de vários fármacos. Ex. Comprimido de Acido Salicílico+ Cafeína.
Adição - Efeito combinado de dois fármacos. 
Efeito Adverso ou Indesejado- Ação diferente do efeito planejado. 
Potencialização - Efeito que ocorre quando um fármaco aumenta ou prolonga a ação de outro fármaco. Efeito Colateral - Efeito imprevisível que não está relacionado à principal ação do fármaco. 
Medicamentos Placebos - São substâncias ou preparações inativas, administradas para satisfazer a necessidade psicológica do paciente de tomar drogas.
 Medicamentos Homeopáticos: são preparados a partir de substâncias naturais provenientes dos reinos animal, vegetal e mineral, e não apenas plantas como muitos acreditam. 
NOMENCLATURA DOS MEDICAMENTOS 
Cada medicamento possui no mínimo três nomes: 
*Químico 
*Comercial 
*Genérico 
Alguns podem Ter também uma sigla. A sigla é formada geralmente com as iniciais do laboratório ou do pesquisador ou do grupo de pesquisa. Não identifica a estrutura química do fármaco. Aparece quando esta se descobrindo o fármaco. Deixa de ser usada logo que for escolhido um nome adequado. Ex: F.M.G. -304
O nome químico é o único que descreve a estrutura química do fármaco. Identifica plena e exatamente a estrutura química. Visto que às vezes é muito longo, o nome químico não é adequado para uso rotineiro.
O nome registrado ou comercial, refere-se ao nome individual selecionado e usado pelo fabricante do medicamento .Se o medicamento é fabricado por mais de uma companhia ,como frequentemente acontece ,cada empresa farmaceutica dá o seupróprio nome registrado.
Medicamento de Referência: Medicamento inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro. A eficácia e a segurança do medicamento de referência são comprovadas por estudos clínicos.
Medicamento Similar: Contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica. Desde 2003 passou a comprovar a equivalência com o medicamento de referência registrado na Anvisa. O medicamento similar possui nome comercial ou marca, enquanto o genérico possui a denominação genérica do princípio ativo, não possuindo nome comercial.
Medicamento Genérico: O medicamento genérico é aquele que contém o mesmo princípio ativo, na mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência. O genérico já é intercambiável pela norma atual.
OBS: O ministério da Saúde aprovou apenas alguns medicamentos genéricos, pois, para tal é necessário realização dos testes de bioequivalência e biodisponibilidade. Os medicamentos genéricos devem conter em sua embalagem a seguinte escrita: “Medicamento Genérico – Lei – 9787/99 ou conter um “G” indicando que é medicamento genérico.
FORMAS FARMACEUTICAS 
POR QUE EXISTEM AS DIFERENTES FORMAS FARMACÊUTICAS?
-Para facilitar a administração. 
-Garantir a precisão da dose. 
-Proteger a substância durante o percurso pelo organismo. 
-Garantir a presença no local de ação específico. Facilitar a ingestão da substância ativa.
-Proteger o medicamento, devido a restrições físico-químicas de substâncias ou princípio(s) ativo ( s) do medicamento. 
-Em alguns casos, as formas farmacêuticas servem para facilitar a administração de medicamentos por pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais.
Formas de apresentação dos medicamentos
1-Cápsula: possui um invólucro de gelatina com o medicamento na parte interna em forma sólida, semissólida ou líquida. Facilita a deglutição e a absorção na cavidade gástrica;
2-Comprimido: possui um formato próprio, com sua forma redonda ou ovalada, alguns possuem uma marca que facilita sua divisão;
3-Drágea: possui um revestimento de solução de queratina, feita de açúcar e corante, contém uma liberação entérica melhor, além de evitar sabor e odor do medicamento;
4-Elixir: sua composição, além do soluto, contém 20% de açúcar e 20% de álcool;
5-Emulsão: é composta de óleo e água.
6-Gel: sua forma é semissólida, a pele absorve pouca quantidade;
7-Loção: podem ser encontradas em forma de líquido ou semi líquido, com princípio ativo ou não.
8-Creme: sua forma é semissólida, com uma textura mais macia e aquosa, com boa absorção pela pele;
9-Pomada: sua apresentação é semissólida, com uma textura macia e oleosa, possui pouca absorção na pele;
10-Pó: necessita de diluição e dosagem exata;
11-Suspensão: possui uma substância sólida e uma líquida, aonde a parte sólida se encontra suspensa no líquido;
12-Xarope: uma solução que contém um soluto, um solvente e 2/3 de açúcar.
13-Aerosol:São formas farmacêuticas pressurizadas que, quando acionadas emitem uma fina dispersão de materiais líquidos e/ou sólidos contendo um ou mais princípios ativos em um meio gasoso. Caracterizada por constituir um “nevoeiro não molhante” formado por micro gotas.
14-Cataplasmas: São preparações geralmente magistrais, de aplicação tópica na pele.
15-Ceratos: São um tipo de pomada, em que o excipente é constituído por uma mistura de cera e óleo.
16-Alcolatos: São preparações farmacêuticas que se obtém pela maceração alcoólica de plantas frescas, seguidas de destilação;
17-Colutórios: São preparações magistrais destinadas a serem depostas na mucosa bocal ou orofaríndea. São soluções viscosas devido à presença de mel ou glicerina. As substâncias ativas empregues são anti-sépticos.
18-Enemas ou Clister (Phosfo enema): São formas farmacêuticas destinadas a serem introduzidas na porção terminal do intestino.
19-Sprays: São semelhantes aos aerossóis, mas o diâmetro da partícula é maior (0,5 micrômetro), podem ser considerados “nevoeiros molhantes”.
20-Vaporizações: São formas farmacêuticas magistrais resultantes da libertação de vapor de água por si só, ou contendo anti-sépticos, e que se destinam a ser inalados
21-Ampolas: São tubos de vidro ou plástico, colorido ou incolor, estirados nos dois topos, ou pequenas “garrafas” seladas, podem conter líquido ou pó.
–Servem para facilitar a esterilização e conservação do seu conteúdo;
–O pó normalmente é utilizado na preparação extemporânea de solutos injetáveis.
–O conteúdo poder ser aplicado via parenteral, oral ou tópico
FARMACOCINÉTICA
Farmacocinética é a área da farmacologia que estuda o destino dos fármacos no organismo, desde a administração até a eliminação do organismo. Abrange os processos de absorção, distribuição, biotransformação e excreção. A idéia de cinética (movimento) é adequada para ilustrar essa área da farmacologia, pois indica a movimentação dos fármacos pelo organismo. 
ABSORÇÃO
 Consiste na passagem da droga, do local que foi administrada até a corrente circulatória. Quando se injeta uma substância por via endovenosa, não se pode falar propriamente em absorção, já que a droga é colocada diretamente na corrente circulatória. Os Fármacos injetados por via intramuscular são rapidamente absorvidos, devido à irrigação sanguínea do local. Pode-se assim, aumentar a absorção de um fármaco por estas vias por meio de massagens ou de aplicações quentes que promovem a vasodilatação no local, ou diminuí-la pelo uso conjunto de um vasoconstritor
A velocidade de absorção também depende do solvente usado, uma substância em solução oleosa será absorvida mais lentamente do que a mesma droga em solução aquosa. A solução oleosa difunde-se pouco nos espaços entre as células, ficando localizada na pequena área do tecido em que foi depositada; desta forma, entra em contato com poucos vasos sanguíneos e a superfície para sua absorção é pequena. A solução aquosa, ao contrário, difunde-se pelo tecido, pondo a substância em contato com maior número de vasos sanguíneos, o que aumenta a superfície para sua absorção. 
DISTRIBUIÇÃO 
Passagem da droga da corrente sanguínea para os diversos tecidos. Os tecidos mais vascularizados (Rins, Fígado, Coração) recebem maior quantidade de droga. Os tecidos menos vascularizados (Pele, Tecido Adiposo, Cartilagem, Tecido ósseo), recebem menor quantidade de droga. O endotélio (parede de vaso sanguíneo) se modifica em dois tipos de tecido: No cérebro e na placenta, recebendo o nome de barreira placentária e barreira hemato encefálica, dificultando a distribuição de drogas nesses tecidos.
BIOTRANSFORMAÇÃO
É a transformação química da droga, ação do organismo sobre a droga, transformando-a em um composto mais facilmente excretado. O objetivo de tal processo é acelerar a excreção da droga, pois os fármacos são reconhecidos como substâncias estranhas ao organismo. Principais órgãos de biotransformação é o fígado (100%),podendo ocorrer em menor porcentagem nos pulmões (20%),Rins(8%), Intestino (6%), Placenta (5%), Pele(1%), Cérebro( 0.5%). São órgãos que possuem enzimas inativadoras. 
EXCREÇÃO 
A excreção implica na saída do fármaco do organismo. O principal órgão de excreção são os rins (urina) ,porém pode ocorrer em menor porcentagem pelo intestino (fezes), pulmões (“exalação”), glândulas mamarias (leite), glândula salivar (saliva), glândula lacrimal (lágrima), glândula sudorípara (suór). Depende da característica físico-química da droga: Exemplo: 
Droga sólida: Fezes 
Droga líquida: Renal 
Droga gasosa: Pulmonar
FARMACODINÂMICA
FARMACODONÂMICA
A farmacodinâmica, por sua vez, possui três etapas distintas: local de ação, mecanismo de ação e efeito terapêutico.
Locais deação
São, normalmente, os receptores, locais que ligam as substâncias endógenas, aquelas que nós mesmos produzimos, com as exógenas, produzidas pelos medicamentos.
São nesses locais de ação que as substâncias interagem, proporcionando uma resposta farmacológica.
Mecanismo de ação
É o que acontece quando o fármaco entra em contato com o organismo.
O produto ativo é liberado, gerando uma resposta terapêutica.
Efeito terapêutico
É o que se busca ao ingerir determinado medicamento.
Ou seja, os benefícios que o fármaco causa em nosso organismo.
Por exemplo, o alívio de dores, relaxamento, cura de infecções, entre outros.
TIPOS DE AÇÃO DOS MEDICAMENTOS
Ação local - Diz-se que um medicamento tem ação local, quando ele age no próprio local onde é aplicado (na pele ou mucosas-revestimento das cavidades). Sem passar pela corrente sanguínea. 
Exemplo: 
*Pomadas e cremes-aplicadas na pele. 
*Óvulos vaginais, colírios-aplicados na mucosa.
Ação sistêmica - Diz-se que um medicamento tem ação sistêmica, quando seu princípio ativo, precisa primeiro ser absorvido (entrar na corrente sanguínea) para, só depois ,chegar no local de ação. 
Exemplo: 
1-) O paciente toma um comprimido de ácido acetil salicílico. Somente depois de ser absorvido e entrar na corrente sanguínea, é que esse P.A(Princípio ativo) chegará no local de ação -a cabeça-, aliviando a dor do paciente. 
2-) O paciente recebe uma injeção de furosemida (Lasix®). Ao ser injetado na veia do paciente, a droga entra na corrente sanguínea, chegando ao rim, onde exercerá sua ação. Nesses dois exemplos, a ação do medicamento não se dá no local de aplicação. A droga tem de ser transportada pela corrente sanguínea até o local onde irá agir.
CLASSES DOS MEDICAMENTOS
1-Antibióticos: são substâncias produzidas por células vivas, causando a inibição e matando os micro-organismos;
Exemplo: azitromicina, vancomicina, polimixina B, benzetacil, penicilina.
2-Antimicóticos: combatem infecções causadas por fungos;
Exemplo: fluconazol.
3-Antivirai: grupo de medicamentos que combatem ou controlam doenças virais;
Exemplos: aciclovir, zovirax.
4-Antiparasitários: grupo de medicamentos que combatem ou controlam doenças parasitárias ou verminoses;
Exemplo: metronidazol.
5-Sulfonamidas: conhecidas como “sulfa”, age no controle de infecções, prejudicando o crescimento de bactérias;
Exemplo: sulfadiazina.
6-Anti-histamínicos: substância que inibe a histamina, um aminoácido encontrado em alguns tipos de tecidos, que causam as reações alérgicas;
Exemplo: fenergan.
7-Expectorantes: são medicações usadas no alívio da tosse, pois causam a liquefação do muco nos brônquios facilitando a expulsão do sistema respiratório;
Exemplos: fluimucil,bromelin.
8-Broncodilatadores: causam a dilatação dos brônquios, causando melhor troca gasosa, melhorando assim a oxigenação dos tecidos;
Exemplos: aerolin, atrovent, berotec.
9Cardiotônicos: aumentam a contratibilidade do músculo cardíaco;
Exemplo: digoxina.
9-Beta-bloqueadores: medicamentos com capacidade de bloquear os receptores beta da noradrenalina;
Exemplos: propranolol, atenolol.
10-Vasoconstritores: atuam na contração dos vasos sanguíneos, usados para diminuir hemorragias superficiais, aumentar a pressão arterial e a força de contração do músculo cardíaco;
Exemplos: norepinefrina, epinefrina, angiotensina, vasopressina.
11-Vasodilatadores: produzem a dilatação dos vasos sanguíneos;
Exemplos: monocordil, adalat, isordil.
12-Anti-hipertensivo: são medicamentos que reduzem a pressão arterial;
Exemplos: captopril, atensina, enalapril.
13-Coagulante: medicamentos que aceleram o processo de coagulação;
Exemplo: vitamina K.
14-Anticoagulantes: aumentam o tempo de coagulação sanguínea;
Exemplos: heparina, ácido acetilsalicílico.
15-Antiagregante plaquetário: causam alteração na coagulação do sangue, usados para interferir na agregação plaquetária, evitando a formação de trombos e êmbolos que obstruem o vaso sanguíneo;
Exemplo: clopidogrel.
16-Antilipêmicos: auxiliam na redução dos níveis de colesterol no sangue;
Exemplos: sinvastatina, atorvastatina.
17-Depressores do sistema nervoso central: causam depressão do sistema nervoso central, diminuindo a atividade do cérebro;
Exemplos: diazepan, valium, neozine.
18-Sedativos: medicamentos usados para sedar e hipnotizar;
Exemplos: midazolam, propofol, dormonid.
19-Analgésicos opioides: possuem ação de inibir a dor que age no sistema nervoso central;
Exemplos: morfina, fentanil.
20-Analgésicos não opioides: são substâncias usadas para diminuir a dor que age no nível periférico;
Exemplos: dipirona, paracetamol.
21-Anticonvulsivantes: usados para controlar convulsões;
Exemplos: fenitoína, gardenal, fenobarbital.
22-Antiparkinsoniano: usado para o controle dos sintomas da doença de Parkinson;
Exemplo: prolopa.
23-Tranquilizantes: usados para acalmar e tranquilizar;
Exemplos: haldol, apresolina, rivotril, quetiapina.
24-Antidepressivos: medicações que melhoram os sintomas da depressão;
Exemplos: fluoxetina, sertralina.
25-Ansiolíticos: diminuem a ansiedade;
Exemplos: lexotan, valium.
26-Anti-inflamatórios não esteroidais: diminui o processo de inflamações;
Exemplos: ibuprofeno, nimesulida, cetoprofeno.
 27-Antissecretores gástricos: causam a inibição de secreção gástrica de forma indireta;
Exemplos: omeprazol, ranitidina.
28-Antiácidos: causam a neutralização do ácido gástrico;
Exemplos: antak, sonrisal, cimetidina.
29-Antieméticos: usados para prevenir, controlar e aliviar o vômito;
Exemplos: plasil, dramin, bromoprida.
30-Laxantes: auxiliam no alívio da constipação;
Exemplos: óleo mineral, lactulona, dulcolax, leite de magnésia.
31-Antidiarreicos: auxiliam no controle e alívio da diarreia, diminuindo a motilidade intestinal;
Exemplos: imosec, floratil.
32-Hipoglicemiantes: usados no controle e regulação da glicemia;
Exemplos: glifage, metformina, insulina regular, insulina NPH.
33-Diuréticos: usados para aumentar a excreção de água e eletrólitos pelos rins.
Exemplo: furosemida.
Em anexo a esta aula estão disponíveis algumas observações sobre algumas classes farmacológicas 
ANEXO
CLASSES DE MEDICAMENTOS E SUA SISTÊMICA 
DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA CARDIOVASCULA
Algumas das classes terapêuticas que atuam no sistema cardiovascular são: 
• Antihipertensivos; 
• Antiarrítmicos; 
• Antianginosos; 
• Digitálicos.
Antihipertensivos: São substâncias capazes de diminuir a pressão sanguínea. São também utilizados outros grupos farmacológicos como colaboradores como os diuréticos e os ansiolíticos; porém o tratamento de hipertensão inclui medidas auxiliares, não farmacológicas como dieta, controle de peso, baixa ingestão de sódio, exercícios físicos.
Antiarrítmicos: O coração normal apresenta batimentos de 70 vezes por minuto. As arritmias indicam uma anormalidade no ritmo cardíaco, gerando uma bradicardia (abaixo de 60 batimentos/minuto), ou uma taquicardia (acima de 100 batimentos/minuto), causada pos stress, drogas, álcool, fumo, café, exercícios físicos inadequados, atividade sexual exagerada, aterosclerose (comprometimento das artérias por acúmulo de gordura e endurecimento das paredes das artérias), isquemia. Quando a região do miocárdio afetada pela isquemia é suficientemente grande, pode ocorrer arritmia. Os antiarrítmicos têm por objetivo devolver a normalidade do rítmo cardíaco.
As reações adversas mais comuns dos antiarrítmicos são: reações de hipersensibilidade, sintomas gastrintestinais (gosto amargo, náuseas, vômito, diarréia), vermelhidão na pele, cefaléia, constipação intestinal, cansaço, fraqueza, diminuição do desempenho sexual masculino, inchaço de membros inferiores. Um dos meios não farmacológicos de tratamento de arritmias inclui implantação de marcapassos artificiais.
Antianginosos: São medicamentos utilizados no tratamento de angina de peito, objetivando reduzir a duração das crises, diminuir a freqüência e a gravidade das mesmas e melhorar a tolerância ao exercício físico. Sabendo-se que as crisesanginosas são causadas pela redução do calibre dos vasos coronarianos, seu tratamento deve estar voltado na administração de vasodilatadores coronarianos, 
As reações mais frequentes são: pulso rápido, congestão de face e pescoço, cefaléia, hipotensão ortostática, visão turva, boca seca, sensação de calor, inchaço de membros inferiores, constipação intestinal.
Digitálicos: É uma classe de medicamentos utilizados para insuficiência cardíaca, recebem esse nome por serem extraídos de uma planta chamada Digitalis sp. Atuam diretamente no coração, agindo mais especificamente no miocárdio e secundariamente a nível renal. Pode-se dizer que os digitálicos atuam de duas maneiras no coração: 
• Diminuindo a frequência cardíaca; 
• Aumentando a força de contração À nível renal, provoca aumento da diurese, diminuição do volume circulante, colaborando para a diminuição da pressão sangüínea.
DROGAS QUE ATUAM NO APARELHO RESPIRATÓRIO
 
 Os principais medicamentos que atuam no aparelho respiratório são: 
a - Broncodilatadores 
b- Antitussígenos 
c- Mucolíticos 
d- Corticóides 
e- Descongtionantes nasais.
a-Broncodilatadores: São medicamentos que produzem o relaxamento da musculatura brônquica, melhorando a função pulmonar pela dilatação das vias aéreas.
Antitussígenos ou Sedativos da Tosse: São medicamentos que produzem calma e alívio da tosse, se dividem em opióides (derivado do ópio = suco em grego, suco desidratado das sementes da planta Papoula somniferum) e não opióides. Os antitussígenos opióides atuam no centro da tosse, que se localiza no sistema nervoso centra e os não opióides atuam na árvore traqueo- brônquica, diminuindo a intensidade e o número de acessos. A tosse representa um mecanismo de defesa, por isso, só deve ser combatida quando torna-se excessiva, através dela, evita-se o acúmulo de secreçõesnos brônquios. Quando as secreções são abundantes, os sedativos da tosse são contra indicados.
c- Mucolitico: São medicamentos que diminuem a aderência das secreções, facilitando sua eliminação.
d- Corticóides: São medicamentos empregados como antiinflamatório e antialérgico, largamente utilizado na forma de aerossóis (“bombinhas”).
e- Descongestionantes nasais: Os processos inflamatórios (bronquite, rinite), envolvem uma vasodilatação nasal e hiper secreção da mucosa. Portanto, um método de controlar a hiper secreção é com uso de vasoconstritores nasais, mas comumente causam vasoconstrição generalizada e uma tendência à elevação da pressão arterial.
MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA DIGESTIVO
Substâncias Anti-Secretoras 
 
Apesar da maioria das substâncias endógenas utilizadas como coadjuvantes do tratamento da úlcera péptica inibir indiretamente a secreção gástrica é possível a inibição direta do suco gástrico, particularmente a inibição do acido clorídrico. 
 
A cimentidina é um medicamento que inibe o efeito da histamina, reduzindo muito a formação do acido no estômago. É utilizado no tratamento das ulceras pépticas e na síndrome de Zollinger-Ellison (uma combinação de ulcera péptica e tumores pancreáticos). Os antiácidos também podem ser utilizados para reduzir a dor.
A ranitidina inibe a secreção gástrica ácida. É utilizada para ajudar na cicatrização de ulceras pépticas e em condições associadas. 
Antiácidos
 
Estas substâncias destroem o acido total ou parcialmente por neutralizá-lo tornando-o inativo. 
O Bicarbonato de sódio é o medicamento mais freqüentemente utilizado para hiperatividade gástrica e pirosa (azia). A azia é uma sensação de queimação causada quando uma porção do acido do estomago é regurgitada para o esôfago.
Há muitas desvantagens na utilização do bicarbonato de sódio como antiácido. Devido a sua solubilidade, ele rapidamente neutraliza todo o ácido presente no estômago e tão rapidamente quanto passa do estômago ao intestino. 
Isto frequentemente resulta em rebote-ácido, ou uma secreção extremamente elevada de acido seguido uma rápida neutralização e alcalinização do estomago.isto pode causar considerável desconforto logo após administração do antiácido. Por não ter conhecimento disto e pensando que o desconforto é decorrente de uma indigestão, o indivíduo pode consumir mais bicarbonato de sódio, fazendo então, com que o ciclo se repita. A reação alcalina produzida no estomago também inibe a ação da pepsina, uma vez que o ácido clorídrico é necessário para ativar esta enzima. 
Outro efeito indesejável é causado pela absorção do bicarbonato de sódio pelo intestino, que produz um distúrbio no equilíbrio ácido-base sanguíneo conhecido como alcalose. A alcalose resulta em tensão sobre os rins, uma vez que eles são os responsáveis por manter o sangue em uma reação ácido-base estável. A insuficiência renal pode ocorrer se o distúrbio for prolongado. Uma desvantagem menos importante, porém dolorosa é a produção de gás no estômago como resultado da reação de neutralização. 
O gel de hidróxido de alumínio é um adistringente e um demulcente de ação fraca. Estas qualidades são úteis para a ação protetora local e alivio da ulcera. A principal desvantagem desta droga é a constipação produzida, que pode realmente produzir obstrução intestinal em pessoas com tendência à constipação. 
Digestivos
 
São drogas que promovem o processo da digestão no TGI e constituem um tipo de terapia de reposição em estados carenciais. 
A deficiência de acido clorídrico no estômago pode resultar de secreção deficiente de ácido; excesso de secreção de muco (que neutraliza o ácido); regurgitação de substâncias alcalinas do intestino; anemia perniciosa que é a carência de vitamina B12 causada pela deficiência de absorção do organismo e ainda carcinoma do estômago. O ácido clorídrico diluído pode ser administrado para combater esta condição e é tomado diluído em água, com auxilio de um canudo de vidro para proteger o esmalte dos dentes. 
A pepsina é uma enzima extraída a partir da camada glandular do estomago do porco e é utilizada para ajudar a digestão das proteínas. 
Já bile e sais biliares são substâncias que auxiliam a digestão normal de gorduras, a absorção de ácidos graxos, assim como na de vitaminas lipossolúveis. Além disto, promovem também a peristalse normal no intestino e restauram o tônus muscular, produzindo efeito laxativo.
 
Eméticos
 
Estas substâncias produzem o vômito. São utilizadas quando se torna essencial o pronto esvaziamento gástrico. Grandes volumes de água morna distendem o estômago e produzem este efeito. 
A utilização de eméticos deve ser evitada nos casos de envenenamento com substancias corrosivas, uma vez que o dano tecidual da boca, faringe e esôfago fica aumentado pela segunda passagem do material por estas estruturas. 
Existem ainda eméticos de ação central que estimula diretamente o centro do vômito no cérebro. O vômito ocorre geralmente em poucos minutos após a injeção. Pessoas depressivas não devem utilizar, pois doses elevadas produzem a depressão. 
Hoje, essas substâncias têm sido substituídas em grande parte pela lavagem gástrica utilizando a sonda gástrica. 
 
Anti-eméticos 
 
Estas drogas diminuem a náusea e o vômito. Numerosas preparações têm sido utilizadas, mas geralmente o tratamento mais eficaz deve se aquele que procura a causa da náusea. 
Os anti-eméticos facilmente disponíveis para o uso domésticos são os chás quentes. Certos tipos de vômito são aliviados pela administração de depressores centrais, como alguns barbitúricos. 
Existem ainda substâncias que inibem o vômito e causam sedação, muito utilizada para aliviar o enjôo de viagem (cinetose), radiação e hipertensão. Outras já previnem a náusea e o vômito matinal dos primeiros meses de gravidez e do pós-operatótio.
MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA URINÁRIO
 
Diuréticos: São medicamentos que atuam sobre os rins ,aumentando o volume urinário ,reduzindo ,assim ,a quantidade de líquidos retidos no organismo. Provoca também o aumento da eliminação de sais minerais (sódio ,potássio ,etc..). São freqüentemente utilizados como colaboradores no tratamento da hipertensão arterial,devido à diminuição do volume circulante.
Antissépticos Urinários: São medicamentos, cuja ação é inibir ou reduzir o crescimento microbiano somente nas vias urinárias.
MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SANGUE
 
A Hemostasia normal é um equilíbrio delicado entre processos Trombóticos e Hemorrágico. Quando a Hemostasia é alterada, fatores intrínsecos (do próprio organismo) tentam reverter o quadro, se não obtêm sucesso, é lançado mão de uma terapia medicamentosa. Exemplo: 
Coagulantes ---------------Nos Quadros Hemorrágicos Anti-Coagulante-------------Nos Quadros Trombóticos
Anticoagulantes: Heparina (Liquemine®) – A Heparina, não é bem absorvida após a Administração Oral, portanto, deve ser ministrada por via sub-cutânea ou endovenosa. Normalmente a Heparina é ministrada por via endovenosa com uma dose maciça para um rápido efeito Anticoagulante, e então mentida com infusão contínua. 
Doses subcutâneas duas a três vezes ao dia são igualmente eficazes. Quando da necessidade de Anticoagulação imediata, entretanto, a via endovenosa é preferível uma vez que a administração sub-cutânea leva de 1 à 2 horas para exercer um monitoramento laboratorial constante. 
Indicações Terapêuticas 
-Prevenção e tratamento de Trombose Venosa e Arterial;
- Tratamento de pacientes com infarto do miocárdio agudo; --Prevenção de coágulos em cateteres utilizados na canulação de vasos sangüíneos.
Antiagregantes Plaquetários: (AAS) São substancias que impedem a agregação plaquetária e conseqüentemente a formação de trombos.
 
Anticoagulantes Tópicos: Os Anticoagulantes Tópicos são utilizados no tratamento local de Tromboflebites superficiais e hematomas. Exemplo: Hirudoid®, Trombofob®, etc.
Coagulantes - Vitamina K (Kanakion®, Synkavit®) É utilizado para reverter a anticoagulação e consequentemente diminuir o sangramento provocado por anticoagulantes. A principal aplicação terapêutica é no recém-nascido. A deficiência de vitamina-K pode ocorrer nas seguintes condições: 
-Pacientes em nutrição parenteral total; 
-Pacientes após tratamento prolongado com antibióticos orais, pela supressão das bactérias intestinais, que sintetizam vitamina-K. 
-Pacientes com síndrome de má-absorção, associada com insufici6encia pancreática.
DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
 
O Sistema Nervoso Central, trata da coordenação e do controle de todas as funções do corpo. Tais funções podem ser modificadas por meio de substâncias introduzidas no organismo, possibilitando tratamento dos distúrbios orgânicos. As principais classes Terapêuticas que atuam no S.N.C. são:
Hipnóticos: São medicamentos, que agem deprimindo S.N.C; de maneira a induzir ao sono, é um sono superficial com característica de sono fisiológico. Também são utilizados como medicação pré-anestésica, em procedimentos endoscópicos, Angiografia Coronariana, Cateterização cardíaca, etc.
Anticonvulsivantes: Os medicamentos anticonvulsivantes atuam deprimindo SNC, fazendo com que as crises convulsivas sejam atenuadas ou abolidas. São empregados no combate às convulsões e epilepsias, que é uma desordem nervosa crônica, caracterizada por breves ataques convulsivos, com perda da consciência, que duram de 5 a 20 minutos e variam grandemente em freqüência e gravidade. A forma grave, com fortes convulsões e perda da consciência ou coma, é chamada Grande Mal, e a forma branda, em que há vertigens, rápida alienação dos sentidos, mal estar e outras sensações em lugar das convulsões, é chamada Pequeno Mal.
Benzodiazepínicos: Os benzodiazepínicos atuam como depressores do Sistema Nervoso Central, produzindo desde fraca sedação até hipnose e coma, dependendo da dose. Suas principais indicações são para: Ansiedade, insônia, anticonvulsivantes, alguns como o clonazepan (Rivotril®) pode ser utilizado para distúrbio do pânico.
Antipsicóticos: Uma pessoa psicótica está fora de contato com a realidade. Pode “ouvir” vozes ou ter idéias estranhas e irreais (por exemplo, pensar que os outros podem ouvir seus pensamentos, ou que estão tentando prejudicá-la, ou achar que é alguém famoso como o presidente do país, Jesus Cristo). A pessoa pode se tornar agressiva ou agitada sem razão aparente, ou passar muito tempo isolada, ou na cama, dormindo durante o dia e acordada durante a noite.
Pode negligenciar a própria aparência, ficando sem trocar de roupa ou tomar banho, ou pode ter dificuldades de se comunicar, dizendo coisas sem sentido ou falando muito pouco. Os medicamentos antipsicóticos não curam a doença, mas podem abolir ou abrandar seus sintomas, além de melhorar o paciente a na fase aguda da doença, ajudam a evitar novas recaídas, sendo utilizados como medicamentos de manutenção. Alguns Antipsicóticos estão disponíveis em apresentação injetável (Haldol® - Decanoato), de ação prolongada; sua administração uma ou duas vezes/mês, garante que o medicamento está sendo utilizado.
ANTI INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES (AINE)
Todos os Antiinflamatórios não esteróides (AINE), possuem atividades analgésica (A=não; gesia=dor), Antipirética (Anti=contrário; Piro=fogo, ardor), Antiinflamatória (Anti=contrário; inflamação=dor, calor, rubor, edema), embora uns possuam maior atividade que outros.
São Analgésicos fracos do ponto de vista de potência analgésica, por serem incapazes de suprir dores intensas (cólicas renais, dor de infarto), tendo, portanto, seu emprego limitado ao alívio de dores menores.
Exemplo: 
-Cetoprofeno (Profenid®); 
-Diclofenaco (Cataflan®, Voltarem®); 
-Ibuprofeno (Danilon®, Motrim®); 
-Piroxicam (Feldene®, Inflamene®); 
-Tenoxicam (Tilatil®);
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
 Os opiáceos são drogas derivadas do ópio (ópio=suco em grego), sendo a droga obtida do suco da papoula Papauer Somniferum que é desidratado, transformando-se em pó de ópio. Em 1680 Sydenham escreveu: “Entre os remédios que o Deus todo-poderoso reservou ao homem para aliviar seus sofrimentos, nenhum é tão universal e eficaz quanto o ópio”
O ópio contém mais de 20 substâncias distintas. Em 1806 foi isolada uma substância pura no ópio, a qual se chamou Morfina, em homenagem a Morfeu, Deus Grego dos sonhos. Foram descobertas outras substâncias, logo após a morfina – A codeína em 1832. A utilização de substâncias puras no lugar de preparações de ópio natural, começou a generalizar-se por todo o mundo médico em meados do século XIX. 
O termo analgésico opiáceos, incluem a morfina, a codeína e uma ampla variedade de congêneres semi-sintéticos derivados deles e da tebaína, outro componente do ópio (medicamentos morfino-símile). A Endorfina é um termo genético que se refere aos opióides endógenos, como encefalinas, dinorfinas e B-endorfinas
Os analgésicos opióides, são analgésicos fortes do ponto de vista de potência analgésica, induzem ao sono, são para dores intensas (dor de infarto do miocárdio, cólicas renais ou biliares, dores tumorais, etc), também proporcionam o alívio sintomático da tosse, e da diarréia, porém, em geral, a doença básica produzindo uma certa tolerância (dose maior para conseguir o mesmo efeito ou administração em intervalos menores) e também um certo grau de dependência físic
Exemplo: 
-Morfina (Dimorf®); 
-Anfentanil (Rapifen®); 
-Codeína (Tylex®, Belacodid® (tosse); 
-Fentanila (Durogesic®, Fentanil®); 
-Meperidina (Dolantina®, Dolosal®); 
-Metadona (Metadon®);
GRUPO DA ATROPINA :
Os medicamentos desse grupo, possuem uma leve ação depressora sobre o SNC. A atividade da atropina provoca diminuição das secreções e relaxamento das fibras musculares lisas (esôfago, bexiga, útero, pupila). Esses medicamentos são empregados como: 
• Antiespasmódicos; 
• Anti-Secretores; 
• Midriáticos
Os principais representantes desse grupo são:
 
• Atropina; 
• Beladona (Atroveran®); 
• Diclomina (Bentyl®); 
•Escopolamina (Buscopan®); 
• Homatropina (Novatropina®);
ANTIDEPRESSIVO: A depressão é uma doença com certa base genética, que apresenta mudanças nos sistemas químicos cerebrais, que envolvem os neurotransmissores. Acredita-se que na depressão ocorra dificuldades com o funcionamentonormal da serotonina (neurotransmissor), alterando o equilíbrio cerebral. Com o Antidepressivo, ocorre uma normalização da serotonina, aumentando assim, a quantidade de transmissão, devolvendo o equilíbrio cerebral e fazendo com que o paciente a ser mentalmente alerta. 
Os antidepressivos também são utilizados para distúrbios caracterizados principalmente por ansiedade. Podem bloquear os sintomas de distúrbios do pânico, com palpitações, angústia, tontura, dores no peito, náusea e falta de ar. Podem também ser utilizados para tratar algumas fobias (medos de coisas ou situações específicas). 20 A melhora da depressão, não ocorre imediatamente, ap
Exemplo:
-Clomipramina (Anafranil®); 
-Imipramina (Tofranil®); 
-Amitriptilina (Tryptanol®); 
-Fluoxetina (Prozac®); 
-Maprotilina (Ludiomil®);
 -Paroxetina (Aropax®); 
-Nefazodone (Serzone®);
ANTIBIÓTICOS
ANTIBIÓTICOS
 São medicamentos que atuam sobre infecções bacterianas, não atuando sobre vírus, nem fungos. Estão entre os agentes mais indiscriminadamente prescritos, em parte por possuírem excelente perfil de segurança, o que resulta em um importante fator de contribuição para o crescente problema internacional de resistência bacteriana aos antibióticos, gerando sérias preocupações quanto ao futuro da terapia de muitas doenças infecciosas.
O emprego clínico dos antibióticos fundamenta-se em: 
• Diagnóstico presuntivo do médico (por exemplo, 85% dos casos de infecções do trato urinário em mulheres sexualmente ativas, resultam em infecção por E- coli). 
• Após o conhecimento do médico dos resultados de cultura e antibiograma, que consiste no estudo da sensibilidade dos microorganismos aos diversos tipos de antibióticos.
Por fim, é conveniente frisar, que outros aspectos devem ser analisados, como: Fatores ligados ao paciente: 
• Alergia medicamentosa 
• Avaliação das funções hepáticas e renais 
• Custo Fatores ligados à droga: 
• Atividade contra a bactéria em questão 
• Perfil de efeitos adversos 
• Frequência das doses 
Fatores bacterianos: 
• Descobrir a bactéria envolvida a fim de se estabelecer a antibióticoterapia em questão.
Observações: 
• Cada antibiótico é específico para determinado grupo de bactérias. Quando, porém, ele age sobre um grupo maior de bactérias, o antibiótico é classificado de largo espectro. 
• Os antibióticos só podem ser administrados sob receita médica, em vista dos riscos que eles representam: resistência ao microorganismo, ineficácia no tratamento, efeitos colaterais nocivos. Ex: Antibiótico X Anticoncepcional – O anticoncepcional é absorvido no intestino, através da flora intestinal, se a flora intestinal está debilitada pelo antibiótico, o anticoncepcional não é bem absorvido e é excretado, sem fazer seu efeito. 
• Tais medicamentos são uma grande arma no combate às infecções, pois antigamente morriase de sífilis, pneumonia, porém devem ser indicados devidamente e administrados de forma correta por profissionais habilitados. 
• A terapia medicamentosa deve ser cumprida, (não devendo ser interrompida quando o quadro infeccioso apresentar melhora).
CORTICÓIDES 
CORTICÓIDES 
São hormônios sintetizados pela glândula supra-renal, localizada em cima dos rins. Sintetiza os mineralocorticóides e os glicocorticóides, com propriedades antiinflamatória, antialérgica potente e antiimunitário (em altas doses).
A-) Mineralocorticóides: Agem no metabolismo mineral e aquoso, intensificam a reabsorção de sódio, aumentando o volume líquido e consequentemente elevando o peso corporal. São mais utilizados na terapia de reposição, por exemplo, na insuficiência adrenal crônica. Ex: Aldosterona 
B-) Glicocorticóides: Agem no metabolismo dos carboidratos (glicose), aumentando a reserva de glicose no fígado, provocando a gliconeogênese e consequentemente aumentando a resistência à insulina. Ex: Betametasona; Cortisona; Dexametasona; Hidrocortisona; Prednisona, etc.
OBS: São os mais eficazes antiinflamatórios disponíveis, promovem melhora sintomática de uma série de manifestações clínicas, sem afetar a evolução da doença básica. Em uso agudo são bem tolerados, em tratamento prolongado, surgem efeitos adversos graves. Por isso a terapia corticóide fica reservada a situações nas quais comprovou sua real eficácia ou em casos de falha na terapêutica com agentes nas inócuas.
Efeitos adversos:
 • Hipocalemia (aumenta excreção de potássio na urina e diminui no sangue); 
• Úlcera péptica (ativa HCl); 
• Parada do crescimento (eliminação de calcio); 
• Osteoporose; 
• Agravamento do diabetes (gliconeogênese); 
• Diminuição da defesa contra infecções; 
• Astenia (fraqueza muscular) 
• Acne; 
• Hirsutismo(pelo no rosto) 
• Hipertensão arterial (aumenta retenção de sódio); 
• Perfuração intestinal (aumenta HCl); 
• Edema; 
• Aumento de plaquetas (favorece formação de trombos); 
• Cara de “lua cheia”; 
• Aumento de peso;(retenção de sódio)
INSULINAS
INSULINAS
A insulina é um hormônio produzido naturalmente pelo corpo para controlar os níveis de glicose no sangue, mas quando não se produz quantidade suficiente para esta função, como ocorre no diabetes, é necessário utilizar medicamentos com insulina sintética.
Existem vários tipos de insulina sintética, como insulinas regular, NPH, Lispro, Glargina ou Detemir, por exemplo, que imitam a ação do hormônio natural do corpo a cada momento do dia, e são aplicadas através de injeções diárias na pele com seringas, canetas ou pequenas bombas especializadas.
Principais tipos de insulina
1. Insulina Detemir, Deglutega ou Glargina
Estas são insulinas de ação lenta ou prolongada, que têm duração de um dia inteiro, e por isso a quantidade no sangue mantém-se constante, para imitar a insulina basal e mínima ao longo do dia. Os principais tipos são o Detemir (Levemir), Deglutega (Tresiba), que duram mais de 24 horas ou a Glargina (Lantus), que chega a durar mais de 30 horas.
Atualmente existem as insulinas ultralongas, que chegam a agir por 2 dias, o que pode diminuir o número de picadas e melhora qualidade de vida do diabético.
2. Insulina NPH, Lenta ou NPL
Este tipo de insulina é considerada de ação intermediária e age durante cerca de metade do dia, entre 12 a 24 horas, e os principais tipos são NPH (Novolin N, Humulin N, Insulatard), Lenta (Humulin L, Novolin L) e NPL (Humalog Mix).
Ela também pode imitar o efeito basal da insulina, sendo aplicadas de 1 a 3 vezes por dia, dependendo da quantidade necessária para cada pessoa, e da orientação pelo médico.
3. Insulina Regular
Também conhecida por insulina de ação rápida ou regular (Novorapid, Humulin R ou Novolin R), é uma insulina que deve ser aplicada cerca de 30 minutos antes das principais refeições, geralmente 3 vezes ao dia, e que ajuda a manter os níveis de glicose estáveis após a ingestão de alimentos.
4. Insulina Lispro, Aspart ou Glulisina
É um tipo de insulina é a insulina de ação ultra-rápida, que tem o efeito mais imediato, e deve ser aplicada imediatamente antes de comer ou, em alguns casos, logo após comer, imitando a ação da insulina que é produzida quando comemos para evitar que os níveis de açúcar no sangue fiquem altos.
As principais são a Lispro (Humalog), Aspart (Novorapid Flexpen) ou Glulisina (Apidra).
	Tipo de insulina	Início da ação	Pico da ação	Duração	Cor da Insulina	Quanto tomar
	Ação Ultra-rápida	5 a 15 min	30 min a 1 hora e 30 min	4 a 6 horas	Transparente	Logo antes das refeições
	Ação Rápida	30 a 60 min	2 a 3 horas	6 a 8 horas	Transparente	30 min antes das refeições
	Ação Intermédia	2 a 4 horas	5 a 8 horas	12 a 18 horas	Leitosa e turva	Geralmente 2 a 3 vezes ao dia
	Ação Lenta	2 a 4 horas	sem pico	24 a 30 horas	Transparente	Geralmente 1 vez ao dia
As características que diferenciam os principais tipos de insulina são:
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