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📌 BIOSSEGURANÇA E CONTROLE DE INFECÇÃO NA ODONTOLOGIA 
🧪 Conceito de Biossegurança 
Conjunto de medidas preventivas para proteger profissionais, pacientes e ambiente clínico contra riscos 
biológicos, físicos, químicos e mecânicos. 
 
🦠 Controle de Infecção 
● Previne transmissão cruzada (entre pacientes, profissionais e superfícies). 
 
● Baseado em protocolos de assepsia, desinfecção e esterilização. 
 
 
🧤 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) 
● Luvas descartáveis 
 
● Máscara cirúrgica ou N95 
 
● Óculos de proteção ou protetor facial 
 
● Touca e avental descartável 
 
 
🧼 Higiene das Mãos 
● Antes e depois do atendimento de cada paciente. 
 
● Uso de sabão líquido ou álcool 70%. 
 
 
🪥 Prevenção de Contaminação Cruzada 
● Barreiras de proteção (filme PVC, plásticos). 
 
● Limpeza e desinfecção de superfícies clínicas entre pacientes. 
 
● Esterilização em autoclave de instrumentais críticos e semicríticos. 
 
 
♻ Descarte Correto de Resíduos 
 
● Materiais perfurocortantes: caixa coletora rígida. 
 
● Resíduos contaminados: saco branco com símbolo de risco biológico. 
 
● Materiais recicláveis e comuns: conforme normas locais. 
 
 
💉 Vacinação do Cirurgião-Dentista 
● Hepatite B (obrigatória) 
 
● Tétano 
 
● Tríplice viral 
 
● COVID-19 (se aplicável) 
 
 
 
📘 Avaliação do Estado de Saúde Pré e Pós-operatório 
Fonte: Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea – Peterson et al. 
 
🔍 1. Avaliação Pré-operatória 
✅ Objetivo Principal: 
Identificar condições sistêmicas que possam alterar o planejamento, execução e recuperação do 
procedimento cirúrgico. 
 
📝 Componentes da Avaliação: 
● Anamnese detalhada: 
 
○ Doenças sistêmicas (ex: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, distúrbios hemorrágicos). 
 
○ Uso de medicamentos (anticoagulantes, anti-hipertensivos, imunossupressores). 
 
○ Alergias, cirurgias prévias e histórico familiar. 
 
○ Tabagismo, etilismo e hábitos que impactam na cicatrização. 
 
● Exame físico e sinais vitais: 
 
○ Verificação de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura. 
 
 
 
● 🩺 Classificação ASA: Ajuda a categorizar pacientes de baixo a alto risco anestésico e cirúrgico. 
 
✅ ASA I – Paciente normal e saudável 
● Sem doenças sistêmicas, não fumante, não usa álcool. 
 
● Exemplo: Jovem saudável, sem histórico médico relevante, indo fazer uma extração dentária 
simples. 
 
 
⚠ ASA II – Paciente com doença sistêmica leve 
● Doença sistêmica controlada, sem limitações funcionais significativas. 
 
● Pode ser fumante leve, gestante, ou idoso saudável. 
 
● Exemplo: Paciente com hipertensão controlada por medicação, pressão estável. 
 
 
⚠⚠ ASA III – Paciente com doença sistêmica grave 
● Doença sistêmica com limitações funcionais, mas que não incapacita totalmente. 
 
● Exemplo: Diabético tipo 2 com controle irregular da glicemia; hipertenso com crises frequentes. 
 
 
⛔ ASA IV – Paciente com doença sistêmica grave com risco constante de vida 
● Doença sistêmica incapacitante, com risco constante de complicações. 
 
● Exemplo: Paciente com insuficiência cardíaca descompensada ou angina instável. 
 
 
🚫 ASA V – Paciente moribundo, que não sobreviverá sem o procedimento 
● Procedimentos de emergência, com risco altíssimo de óbito. 
 
● Exemplo: Trauma severo, hemorragia incontrolável. 
 
 
⚡ ASA VI – Paciente com morte cerebral 
 
● Utilizado em casos de doação de órgãos. 
 
 
● Exames complementares (se necessário): 
 
🔬 Exames Histopatológicos 
● Consistem na análise microscópica de tecidos (biópsias), 
 
● Utilizados para obter um diagnóstico definitivo, especialmente em casos de lesões suspeitas. 
 
🧫 Exames Laboratoriais 
● Avaliam parâmetros sanguíneos e bioquímicos, como: 
🔹 Hemograma Completo 
● Indicação: Avaliação geral. 
 
1. Série Vermelha, glóbulos vermelhos (hemácias) 
● Exames: Hematimetria, hemoglobina, hematócrito, VGM, HCM, CHCM. 
 
● Indicação: Avalia anemias e policitemias. 
 
2. Série Branca, glóbulos brancos (leucócitos) 
● Exame: Contagem global e diferencial de leucócitos. 
 
● Indicação: Avalia infecções, leucemias e neutropenias. 
 
3. Plaquetas 
● Exame: Contagem e avaliação funcional. 
 
● Indicação: Importante para hemostasia e coagulação. 
 
🔹 Coagulograma 
● Indicação: Uso de anticoagulantes, histórico de sangramento 
 
● Parâmetros: TP, TTPA, INR, tempo de sangramento 
 
🔹 Glicemia em Jejum 
● Indicação: Diabetes conhecida ou suspeita 
 
 
● Parâmetros: Glicose sanguínea, HbA1c 
 
🔹 Função Renal 
● Indicação: Nefropatias, necessidade de ajuste de medicamentos 
 
● Parâmetros: Ureia, creatinina, clearance de creatinina 
 
🔹 Função Hepática 
● Indicação: Hepatopatias, controle do metabolismo de drogas 
 
● Parâmetros: TGO, TGP, bilirrubinas, albumina 
 
● Fundamentais na avaliação pré-operatória e em pacientes com doenças sistêmicas. 
 
🖼 Exames de Imagem 
● Permitem a visualização de estruturas anatômicas e patologias. 
 
● Exemplos: 
 
○ Radiografias periapicais, panorâmicas 
 
○ Tomografia computadorizada 
 
 
● Planejamento individualizado: 
 
○ Adaptação do tipo de anestesia, medicamentos e técnica cirúrgica conforme condição do paciente. 
○ Ésteres: metabolizados rapidamente no plasma. 
○ Amidas: metabolizados no fígado; a articaína é uma exceção, pois possui metabolismo tanto 
hepático quanto plasmático. 
○ Excreção: Principalmente pelos rins . 
● Lidocaína (Amida): 
 
○ Início rápido e duração intermediária são características da lidocaína. 
 
○ Uso com vasoconstritor (epinefrina) aumenta a duração e reduz a toxicidade. 
 
○ Em pacientes com doenças cardiovasculares, a precaução quanto ao uso de vasoconstritores 
em concentrações mais baixas é uma recomendação importante. 
 
● Mepivacaína (Amida): 
 
 
○ Por ter pouca ação vasodilatadora, pode ser utilizada sem vasoconstritor. 
 
○ Opção preferida para cardiopatas e hipertensos, pois evita o uso de adrenalina. 
 
○ É também uma boa escolha para pacientes idosos e com hipertensão controlada. 
 
● Prilocaína (Amida): 
 
○ Menor toxicidade sistêmica, mas a possibilidade de metemoglobinemia (em doses elevadas) é 
uma observação relevante, embora rara. 
 
○ O uso de felipressina (um vasoconstritor não adrenérgico) em vez de adrenalina é uma excelente 
opção para pacientes cardiopatas. 
 
● Articaína (Amida com estrutura de Éster): 
 
○ Sua alta difusibilidade óssea torna-a ideal para infiltrações em áreas densas, como na 
mandíbula. 
 
○ O fato de ter um metabolismo parcial no plasma a torna segura para pacientes com 
comprometimento hepático leve. 
 
○ Deve-se ter cautela em crianças pequenas (🎯 Objetivos: 
● Monitorar o processo de cicatrização e detectar precocemente complicações. 
 
● Garantir o conforto e segurança do paciente após o procedimento. 
 
 
📌 Aspectos Avaliados: 
● Sintomas clínicos: dor, edema, sangramento, trismo, infecção. 
 
● Resposta à medicação: eficácia e efeitos colaterais de analgésicos e antibióticos. 
 
● Aderência às orientações pós-operatórias: dieta, repouso, higiene oral. 
 
● Evolução da ferida operatória: sinais de inflamação normal vs. infecção. 
 
 
🧾 Condutas pós-operatórias: 
● Prescrição de medicamentos conforme necessidade. 
 
● Reavaliação em consultório. 
 
● Intervenção imediata se houver sinais de infecção, hemorragia ou complicações sistêmicas. 
 
 
PROTOCOLO MEDICAMENTOSO EM ODONTOLOGIA 
🔹 ANALGÉSICOS 
1. Dipirona sódica 
 
● Posologia: 500 mg a 1 g, VO, 6/6h. 
 
● Indicação: Dor leve a moderada. 
 
● Alergia: Substituir por Paracetamol. 
 
● Opção leve: Paracetamol 500 mg – VO 6/6h ou 8/8h. 
 
● Opção forte: Dipirona 1g ou associação com codeína/tramadol. 
 
2. Paracetamol 
● Posologia: 500 a 750 mg, VO, 6/6h ou 8/8h (máx. 4 g/dia). 
 
● Indicação: Dor leve, febre. 
 
● Alergia: Rara, mas pode substituir por ibuprofeno se necessário. 
 
● Seguro para gestantes. 
 
3. Codeína (associada à dipirona ou paracetamol) 
● Posologia: 30 mg + analgésico base, VO, 6/6h. 
 
● Indicação: Dor moderada a intensa. 
 
● Evitar em gestantes e lactantes. 
 
 
🔹 ANTI-INFLAMATÓRIOS 
1. Ibuprofeno 
● Posologia: 400 a 600 mg, VO, 8/8h. 
 
● Indicação: Inflamação leve a moderada, dor. 
 
● Opção leve: Ibuprofeno 400 mg. 
 
● Opção forte: Nimesulida ou Cetoprofeno 100 mg. 
 
● Evitar em gestantes no 3º trimestre. 
 
2. Nimesulida 
● Posologia: 100 mg, VO, 12/12h, por até 5 dias. 
 
● Indicação: Inflamação e dor aguda. 
 
 
● Contraindicado em hepatopatias. 
 
3. Dexametasona 
● Posologia: 4 mg, VO ou IM, 12/12h. 
 
● Indicação: Inflamação intensa, edema pós-operatório. 
 
● Evitar uso prolongado. 
 
 
🔹 ANTIBIÓTICOS 
1. Amoxicilina 
● Posologia: 500 mg, VO, 8/8h por 7 dias. 
 
● Indicação: Infecções odontogênicas. 
 
● Alergia a penicilina: Clindamicina. 
 
2. Clindamicina 
● Posologia: 300 mg, VO, 6/6h ou 8/8h por 7 dias. 
 
● Indicação: Substituto em alérgicos à penicilina. 
 
● Evitar em colites. 
 
3. Azitromicina (uso pontual) 
● Posologia: 500 mg 1x ao dia por 3 dias. 
 
● Boa opção em pacientes com dificuldade de adesão. 
 
 
🔹 PROFILAXIA ANTIBIÓTICA 
Indicações principais: 
● Próteses valvares cardíacas. 
 
● História de endocardite infecciosa. 
 
● Cardiopatias congênitas graves. 
 
1. Pré-operatório (adulto): 
 
● Amoxicilina 2g, VO, 1 hora antes do procedimento. 
 
● Alérgico à penicilina: Clindamicina 600 mg, VO, 1 hora antes. 
 
2. Pós-operatório: 
● Só se indicado por risco aumentado de infecção (ex.: extrações múltiplas ou 
imunossuprimidos). 
 
● Amoxicilina 500 mg VO 8/8h por 5 a 7 dias 
 
● Alérgicos à penicilina: Clindamicina 300 mg VO 6/6h ou 8/8h por 5 a 7 dias 
 
 
 
🔹 GESTANTES E LACTANTES 
Seguros em geral: 
● Analgésico: Paracetamol. 
 
● Antibiótico: Amoxicilina, Cefalexina. 
 
● Anti-inflamatório: Evitar no 1º e 3º trimestre. Preferir Paracetamol como alternativa. 
 
● Contraindicados: Nimesulida, Tetraciclinas, Quinolonas, Metronidazol no 1º trimestre. 
 
 
 
TÉCNICAS ANESTÉSICAS 
🟣 Anestesia Terminal Superficial (Tópica) — Malamed 
● Definição: Aplicação de anestésico na mucosa para anestesiar terminações nervosas superficiais. 
 
● Onde: Mucosa bucal, labial, gengival ou palatina. 
 
● Para quê: Reduzir dor da punção com agulha e pequenos procedimentos em mucosa. 
 
● Agentes comuns: Benzocaína (mais usada), Lidocaína (gel, spray, solução). 
 
● Início da ação: 30 seg a 1 min. 
 
● Duração: 5 a 10 min. 
 
● Não anestesia estruturas profundas ou dentes. 
 
 
● Risco: Toxicidade se usado em excesso. 
 
 
🟣 Anestesia Terminal Infiltrativa — Malamed 
● Definição: Depósito do anestésico na mucosa próxima ao ápice do dente. 
 
● Onde: Região vestibular da maxila e dentes anteriores da mandíbula (ocasionalmente). 
 
● Para quê: Anestesiar 1 ou 2 dentes e tecidos moles adjacentes. 
 
 
● Dentes anestesiados: Dente no local da aplicação e tecidos moles vestibulares. 
 
● Ponto de inserção: Mucosa vestibular, altura do ápice radicular. 
 
● Mais eficaz na maxila, por causa do osso esponjoso. 
 
● Pouco eficaz na mandíbula posterior. 
 
 
🟣 Anestesia por Bloqueio Regional — Malamed 
● Definição: Depósito do anestésico próximo a um nervo troncular maior, antes da sua 
ramificação. 
 
● Onde: Maxila ou mandíbula, dependendo do nervo. 
 
● Para quê: Anestesiar múltiplos dentes e tecidos adjacentes com uma única punção. 
 
● Regiões anestesiadas: 
 
○ Mandíbula: Bloqueios do nervo alveolar inferior, lingual, bucal, mentoniano. 
 
○ Maxila: Bloqueios do nervo infraorbitário, palatinos (maior/menor) e nasopalatino. 
 
● Ponto de inserção: Próximo ao forame de saída ou trajeto principal do nervo. 
 
● Vantagens: 
 
○ Menor quantidade de anestésico. 
 
○ Maior abrangência. 
 
● Desvantagens: 
 
○ Técnica mais complexa. 
 
○ Maior risco de parestesia ou falha se mal executada. 
 
 
🟣 Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (NAI) — Mandíbula 
● Definição: Anestesia do nervo antes de sua entrada no forame mandibular. 
 
● Local de aplicação: Área medial do ramo da mandíbula, próximo à espinha de Spix. 
 
● Dentes anestesiados: 
 
○ Todos os dentes do lado correspondente da mandíbula (incisivo a terceiro molar). 
 
○ Tecido ósseo e periosteal adjacente. 
 
● Tecidos moles: 
 
○ Metade da língua (se atingir também o nervo lingual), 
 
○ Mucosa lingual posterior, 
 
○ Parte inferior da face (via nervo mentoniano, ramo do NAI). 
 
● Ponto de referência para inserção da agulha: 
 
○ Linha imaginária entre a incisura coronoide e o pterigomandibular raphe, 
 
○ Altura do plano oclusal dos molares mandibulares, 
 
○ Inserir lateralmente ao músculo pterigomandibular. 
 
● Obs: 
 
○ Técnica de maior índice de falha por variação anatômica. 
 
○ Frequentemente combinada com bloqueios do nervo lingual e nervo bucal. 
 
🟣 Bloqueio do Nervo Lingual — Mandíbula 
● Definição: Anestesia do nervo lingual, responsável pela sensação da mucosa da língua e gengiva 
lingual. 
 
● Local de aplicação: Na região medial da mandíbula, perto do nervo alveolar inferior. 
 
● Dentes anestesiados: Não anestesia dentes diretamente, mas anestesia a mucosa lingual 
adjacente aos dentes. 
 
● Tecidos moles: 
 
○ Língua (especialmente os 2/3 anteriores). 
 
○ Gengiva lingual (principalmente dos dentes posteriores). 
 
● Ponto de referência para inserção da agulha: 
 
 
○ Entre o ramo da mandíbula e a linha do plano oclusal, 
 
○ Lateralmente ao nervo alveolar inferior (após a aplicação do bloqueio do NAI), 
 
○ Próximo à espinha de Spix, com a agulha direcionada para o forame mandibular. 
 
● Obs: 
 
○ Frequentemente realizado junto ao bloqueio do NAI, pois ambos os nervos ficam em proximidade. 
 
○ Pode causar parestesia da língua se mal executado. 
 
 
🟣 Bloqueio do Nervo Bucal — Mandíbula 
● Definição: Anestesia do nervo bucal, responsável pela sensação da mucosa da bochecha e 
gengiva vestibular dos dentes posteriores. 
 
● Local de aplicação: Região anterior ao ramo da mandíbula, na mucosa bucal. 
 
● Dentes anestesiados: Não anestesia dentes diretamente, mas anestesia a gengiva vestibular e a 
mucosa da bochecha. 
 
● Tecidos moles: 
 
○ Mucosa bucal na região dos molares inferiores, 
 
○ Gengiva vestibular ao longo da arcada mandibular posterior. 
 
● Ponto de referência para inserção da agulha: 
 
○ Bucal ao ramo da mandíbula, próximo ao último molar inferior, 
 
○ Inserir a agulha perpendicular à mucosa bucal. 
 
○ Seminário: Realizado após o bloqueio do nervo alveolar inferior. 
 
● Obs: 
 
○ Usado em procedimentos odontológicos em que a anestesia de tecidos moles vestibulares é 
necessária. 
 
○ Não tem influência sobre dentes ou estruturas mais profundas. 
 
🟣 Bloqueio do Nervo Mentoniano— Mandíbula 
● Definição: Anestesia do nervo mentoniano, responsável pela sensação da pele do queixo e 
mucosa labial inferior. 
 
● Local de aplicação: Anestesia é administrada próxima ao forame mentoniano. 
 
 
● Dentes anestesiados: Nenhum dente é anestesiado diretamente. 
 
● Tecidos moles: 
 
○ Mucosa labial inferior, 
 
○ Pele do queixo e mento. 
 
● Ponto de referência para inserção da agulha: 
 
○ Forame mentoniano, localizado entre os pré-molares inferiores, 
 
○ A agulha deve ser inserida na mucosa vestibular, perpendicular ao plano oclusal. 
 
● Obs: 
 
○ Comum em procedimentos envolvendo a gengiva vestibular e a pele do queixo. 
 
○ Normalmente realizado em combinação com bloqueios do NAI para uma cobertura maior de áreas 
mandibulares. 
 
 
🟣 Bloqueio do Nervo Mandibular (Técnica de Gow-Gates) — Mandíbula 
● Definição: Bloqueio completo do nervo mandibular, incluindo seus ramos (alveolar inferior, lingual, 
bucal e mentoniano). 
 
● Local de aplicação: A anestesia é administrada na região pterigomandibular, na área superior 
ao ramo da mandíbula. 
 
● Dentes anestesiados: Todos os dentes do lado correspondente da mandíbula (incisivo ao terceiro 
molar). 
 
● Tecidos moles: 
 
○ Língua, gengiva e mucosa bucal de todo o lado da mandíbula. 
 
● Ponto de referência para inserção da agulha: 
 
○ Articulação temporomandibular (ATM) como referência, 
 
○ Inserir a agulha na altura do colo da cabeça do côndilo da mandíbula, 
 
○ A agulha deve ser posicionada na região da linha do plano oclusal, sendo perpendicular ao 
ramo da mandíbula. 
 
● Obs: 
 
○ Técnica que oferece anestesia mais abrangente, útil em extrações múltiplas ou procedimentos 
extensivos. 
 
○ Exige uma posição mais profunda e uma técnica mais cuidadosa. 
 
 
○ Menor índice de falha em comparação com o bloqueio do NAI isolado. 
 
 
Diérese – Resumo Rápido 
Definição: 
 Diérese é a fase inicial da cirurgia em que se realiza a incisão e divulção (separação dos tecidos) 
para alcançar a região anatômica onde será feito o procedimento. 
 
🛠 Objetivos da Diérese: 
● Acesso claro e seguro à área de interesse cirúrgico. 
 
● Preservação das estruturas adjacentes. 
 
● Mínimo trauma tecidual. 
 
 
🔧 Instrumentos Usados: 
● Lâmina de bisturi (ex: nº 15) – para incisões precisas. 
 
● Tesouras cirúrgicas – para cortes mais delicados. 
 
● Descoladores (ex: Molt) – para afastar tecidos. 
 
 
⚠ Cuidados Importantes: 
● Fazer incisão com pressão firme e contínua. 
 
● Seguir a anatomia para evitar lesão de nervos e vasos. 
 
● Garantir boa visibilidade e hemostasia. 
 
 
🦷 Exérese 
Definição: 
 Exérese é o ato cirúrgico de retirar total ou parcialmente um tecido, órgão ou lesão do corpo. É uma 
das etapas principais da cirurgia, após a diérese (abertura dos tecidos). 
 
 
🔍 Objetivo da Exérese: 
● Remover tecidos patológicos (ex: cistos, tumores, dentes inclusos, tecidos necrosados). 
 
● Prevenir infecções, recidivas ou malignizações. 
 
 
🔧 Instrumentos Comuns: 
● Pinças hemostáticas 
 
● Curetas 
 
● Fórceps 
 
● Elevadores 
 
● Bisturi 
 
 
⚠ Cuidados na Exérese: 
● Garantir remoção completa do tecido-alvo. 
 
● Preservar estruturas adjacentes (nervos, vasos, dentes vizinhos). 
 
● Realizar hemostasia adequada e preparar o local para boa cicatrização. 
 
 
🧪 Exemplo Prático na Odontologia: 
● Exérese de cisto dentígero, 
 
● Exodontia (remoção de dente), 
 
● Remoção de fibroma ou lesão benigna na mucosa oral. 
 
Síntese – 
Definição: 
 Síntese é a etapa final da cirurgia em que os tecidos previamente separados (na diérese) são reunidos 
e fixados de forma controlada, geralmente por meio de suturas. 
 
🎯 Objetivos da Síntese: 
 
● Aproximar as bordas da ferida cirúrgica 
 
● Promover a cicatrização por primeira intenção 
 
● Reduzir o risco de infecção e sangramento 
 
● Proteger estruturas expostas 
 
● Restaurar a anatomia local 
 
 
🧵 Materiais e Técnicas: 
● Fios de sutura: absorvíveis (ex: catgut, vicryl) ou não absorvíveis (ex: nylon, seda) 
 
● Agulhas cirúrgicas: cortantes ou reversas, com formatos variados 
 
● Técnicas comuns: ponto simples, ponto em X, contínuo, colchoeiro, etc. 
 
 
⚠ Cuidados na Síntese: 
● Não tensionar demais os tecidos 
 
● Manter boa irrigação e oxigenação local 
 
● Remover pontos no tempo adequado (em média 7 a 10 dias) 
 
🩸 Tratamento das Hemorragias Bucais 
1. Compressão 
● Aplicar gaze estéril firmemente sobre o local sangrante por 5 a 10 minutos. 
 
● Repetir se necessário. 
 
2. Suturas 
● Indicadas especialmente em hemorragias alveolares após exodontias. 
 
● Devem ser utilizadas como conduta rotineira para estabilizar coágulo e tecidos. 
 
3. Hemostáticos Locais 
 
● Auxiliam no controle do sangramento quando compressão e sutura não são suficientes. 
 
● Exemplos: 
 
○ Esponja de fibrina 
 
○ Celulose oxidada 
 
○ Esponja de gelatina 
 
 
 
1. Diérese 
Ato pelo qual o cirurgião separa ou divide os tecidos durante o procedimento cirúrgico. 
 Exemplos: 
● Punção 
 
● Incisão 
 
● Divulsão 
 
● Descolamento 
 
● Curetagem 
 
● Dilatação 
 
 
2. Hemostasia 
Manobras realizadas para detener as perdas sanguíneas durante a cirurgia. 
 Exemplos: 
● Compressão 
 
● Pinçagem 
 
● Ligadura 
 
● Cauterização 
 
 
● Substâncias químicas (como hemostáticos locais) 
 
 
3. Exérese 
Ato cirúrgico que consiste na remoção de um tecido ou órgão. 
 Exemplos: 
● Exodontia (remoção de dentes) 
 
● Biópsia (remoção de fragmentos de tecido para exame) 
 
 
4. Síntese 
Procedimento para reunir ou aproximar tecidos que foram separados durante a cirurgia. 
 Exemplos: 
● Fios de sutura 
 
● Fios de aço 
 
● Placas e parafusos 
 
 
 
 
🧠 Indicações para Exodontia 
1. 🦷 Cárie extensa sem possibilidade de restauração 
 
2. 🦷 Doença periodontal avançada com mobilidade acentuada 
 
3. 🦷 Dente incluso com risco de patologia ou sem função 
 
4. 🦷 Dente com fratura radicular irreparável 
 
5. 🦷 Infecção ou abscesso sem controle por outros meios 
 
6. 🦷 Indicação ortodôntica (alinhamento/melhoria oclusal) 
 
7. 🦷 Dente supranumerário causando interferência 
 
8. 🦷 Lesões periapicais crônicas que não respondem à endodontia 
 
 
9. 🦷 Dente com reabsorção radicular severa 
 
10. 🦷 Dente em linha de fratura mandibular (em alguns casos) 
 
 
 
 
 
🚫 Contraindicações para Exodontia 
⚠ Contraindicações Absolutas: 
1. ❌ Infarto agudo do miocárdio recente (menos de 6 meses) 
 
2. ❌ Acidente vascular cerebral recente 
 
3. ❌ Distúrbios hemorrágicos não controlados 
 
4. ❌ Leucemia ou linfoma em fase ativa sem acompanhamento médico 
 
5. ❌ Infecções sistêmicas graves (ex: septicemia) 
 
6. ❌ Paciente com imunossupressão severa sem suporte médico 
 
7. ❌ Irradiação recente na região maxilofacial (risco de osteorradionecrose) 
 
 
⚠ Contraindicações Relativas: 
1. ⚠ Hipertensão arterial descompensada 
 
2. ⚠ Diabetes mellitus não controlado 
 
3. ⚠ Gestação (especialmente no 1º trimestre) 
 
4. ⚠ Infecções locais agudas sem antibiótico prévio 
 
5. ⚠ Transtornos psiquiátricos sem controle adequado 
 
6. ⚠ Paciente em uso de anticoagulantes sem ajuste médic 
 
 
 
🦷 Instrumentais para Exodontia – Lista Essencial 
🧤 1. Instrumentais de proteção e antissepsia 
● Campos cirúrgicos estéreis 
 
 
● Avental, luvas, máscara, gorro e óculos de proteção 
 
● Gaze estéril 
 
● Seringa de anestesia carpule 
 
● Agulha curta/longa 
 
● Carpule com anestésico 
 
 
✂ 2. Instrumentais de diérese (acesso) 
● Lâmina de bisturi (geralmente nº 15) 
 
● Cabo de bisturi nº 3 
 
● Tesoura cirúrgica (Metzenbaum ou Mayo) 
 
● Descolador (ex: Molt) 
 
 
🪓 3. Instrumentais de luxação (afrouxamento do dente) 
Alavanca Seldin (2,1L,1R) 
Função: 
● A Alavanca Seldin é utilizada para luxação e remoção de dentes, principalmente dentes difíceis 
ou impactados. Sua principal característica é a ponta fina e curva, que permite acesso mais preciso nas 
áreas mais estreitas. 
 
Variedades: 
● 2: Para dentes posteriores, especialmentemolares. 
 
● 1L (esquerdo): Adaptada para dentes superiores ou inferiores do lado esquerdo. 
 
● 1R (direito): Adaptada para dentes superiores ou inferiores do lado direito. 
 
 
Jogo de Alavanca Apexo (301, 302, 303) 
Função: 
● O Jogo de Alavanca Apexo é projetado para luxação e remoção de raízes dentárias ou dentes 
parcialmente retidos. Sua principal vantagem é permitir a remoção de raízes mais profundamente 
 
localizadas. 
 
Variedades: 
● 301: Alavanca com ponta mais fina, usada para mobilizar raízes mais finas ou de difícil acesso. 
 
● 302: Similar à 301, mas com formato ligeiramente maior, utilizada em dentes maiores ou raízes 
mais firmes. 
 
● 303: Ideal para raízes mais robustas, com maior alavancagem. 
 
🦷 Luxação do Dente com Alavanca – Passos Importantes 
● A alavanca deve ser inserida perpendicularmente ao longo do dente, no espaço interdental 
(entre o dente a ser extraído e o osso alveolar). 
 
● Evite usar força excessiva, para não causar fraturas ou lesões ao tecido ósseo. 
 
● Nunca utilize o dente adjacente como ponto de apoio, para evitar danos estruturais a dentes 
saudáveis. 
 
 
 
🔧 4. Instrumentais de preensão (remoção do dente) 
🦷 Fórceps Odontológicos – Resumo Prático 
1. Fórceps nº 1 
● Função: Extração de incisivos e caninos superiores. 
2. Fórceps nº 150 
● Função: Extração de incisivos, caninos e pré-molares superiores. 
3. Fórceps nº 18R 
● Função: Extração de molares superiores do lado direito. 
4. Fórceps nº 18L 
● Função: Extração de molares superiores do lado esquerdo. 
 
5. Fórceps nº 69 
● Função: Extração de fragmentos de raízes e raízes pequenas, tanto superiores quanto inferiores. 
 
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6. Fórceps nº 151 
● Função: Extração de incisivos, caninos e pré-molares inferiores. 
 
7. Fórceps nº 16 
● Função: Extração de molares inferiores com coroa parcialmente destruída (conhecido como "chifre 
de touro"). 
 
8. Fórceps nº 17 
● Função: Extração de molares inferiores com coroa íntegra. 
 
 
🧵 5. Instrumentais de síntese (fechamento) 
● Porta-agulhas (ex: Castroviejo, Mathieu) 
 
● Agulha cirúrgica com fio (absorvível ou não) 
 
● Pinça anatômica ou dente-de-rato 
 
● Tesoura para sutura 
 
 
🩸 6. Instrumentais auxiliares 
● Sugador cirúrgico 
● Pinça hemostática 
● Espelho clínico 
● Sonda exploradora 
● Curetas (para remoção de tecidos do alvéolo) 
● Afastadores (Minnesota (torto, z), Farabeuf ( [ ) e Branemark (parece uma moldeira) 
 
 
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🦷 Técnica Cirúrgica Fechada (ou convencional) 
● É a técnica mais comumente utilizada nas extrações dentárias e deve ser a primeira opção 
considerada pelo profissional. 
 
● Já a técnica aberta é indicada quando: 
 
 
○ É necessário aplicar muita força para remover o dente; 
 
○ Grande parte da coroa está destruída ou coberta por tecido gengival; 
 
○ A coroa é frágil e pode quebrar facilmente durante a extração. 
 
 
🦷 Técnica Cirúrgica Aberta 
● Envolve a realização de um retalho mucoperiostal, geralmente indicada quando: 
 
○ A extração pela técnica fechada não é possível ou segura; 
 
○ Parte do dente está impactada, fraturada ou coberta por osso/tecido gengival. 
 
 
✂ Retalho Mucoperiostal – Características 
● É criado por uma incisão cirúrgica planejada nos tecidos moles; 
 
● Separa os tecidos mucosos e periosteais, dando acesso ao osso e ao dente; 
 
● Possui seu próprio suprimento sanguíneo, o que favorece a cicatrização; 
 
● Permite acesso direto aos tecidos subjacentes, como osso e raiz dentária; 
 
● Pode ser reposicionado na mesma localização original após o procedimento; 
 
● É fixado com suturas para promover a cicatrização adequada. 
 
 
 
	📌 BIOSSEGURANÇA E CONTROLE DE INFECÇÃO NA ODONTOLOGIA 
	🧪 Conceito de Biossegurança 
	🦠 Controle de Infecção 
	🧤 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) 
	🧼 Higiene das Mãos 
	🪥 Prevenção de Contaminação Cruzada 
	♻️ Descarte Correto de Resíduos 
	💉 Vacinação do Cirurgião-Dentista 
	📘 Avaliação do Estado de Saúde Pré e Pós-operatório 
	🔍 1. Avaliação Pré-operatória 
	✅ Objetivo Principal: 
	📝 Componentes da Avaliação: 
	●​🩺 Classificação ASA: Ajuda a categorizar pacientes de baixo a alto risco anestésico e cirúrgico. 
	✅ ASA I – Paciente normal e saudável 
	⚠️ ASA II – Paciente com doença sistêmica leve 
	⚠️⚠️ ASA III – Paciente com doença sistêmica grave 
	⛔ ASA IV – Paciente com doença sistêmica grave com risco constante de vida 
	🚫 ASA V – Paciente moribundo, que não sobreviverá sem o procedimento 
	⚡ ASA VI – Paciente com morte cerebral 
	🔬 Exames Histopatológicos 
	🧫 Exames Laboratoriais 
	🖼️ Exames de Imagem 
	Aplicações Específicas por Grupo de Pacientes 
	🛡️ 2. Cuidados com Pacientes de Alto Risco: 
	🏥 3. Avaliação Pós-operatória 
	🎯 Objetivos: 
	📌 Aspectos Avaliados: 
	🧾 Condutas pós-operatórias: 
	🔹 ANALGÉSICOS 
	🔹 ANTI-INFLAMATÓRIOS 
	🔹 ANTIBIÓTICOS 
	🔹 PROFILAXIA ANTIBIÓTICA 
	🔹 GESTANTES E LACTANTES 
	🟣 Anestesia Terminal Superficial (Tópica) — Malamed 
	🟣 Anestesia Terminal Infiltrativa — Malamed 
	🟣 Anestesia por Bloqueio Regional — Malamed 
	🟣 Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (NAI) — Mandíbula 
	🟣 Bloqueio do Nervo Lingual — Mandíbula 
	🟣 Bloqueio do Nervo Bucal — Mandíbula 
	🟣 Bloqueio do Nervo Mentoniano — Mandíbula 
	🟣 Bloqueio do Nervo Mandibular (Técnica de Gow-Gates) — Mandíbula 
	Diérese – Resumo Rápido 
	🛠️ Objetivos da Diérese: 
	🔧 Instrumentos Usados: 
	⚠️ Cuidados Importantes: 
	🦷 Exérese 
	🔍 Objetivo da Exérese: 
	🔧 Instrumentos Comuns: 
	⚠️ Cuidados na Exérese: 
	🧪 Exemplo Prático na Odontologia: 
	Síntese – 
	Definição:​ Síntese é a etapa final da cirurgia em que os tecidos previamente separados (na diérese) são reunidos e fixados de forma controlada, geralmente por meio de suturas. 
	🎯 Objetivos da Síntese: 
	🧵 Materiais e Técnicas: 
	⚠️ Cuidados na Síntese: 
	🩸 Tratamento das Hemorragias Bucais 
	1. Diérese 
	2. Hemostasia 
	3. Exérese 
	4. Síntese 
	🧠 Indicações para Exodontia 
	🚫 Contraindicações para Exodontia 
	⚠️ Contraindicações Absolutas: 
	⚠️ Contraindicações Relativas: 
	🦷 Instrumentais para Exodontia – Lista Essencial 
	🧤 1. Instrumentais de proteção e antissepsia 
	✂️ 2. Instrumentais de diérese (acesso) 
	🪓 3. Instrumentais de luxação (afrouxamento do dente) 
	Alavanca Seldin (2,1L,1R) 
	Função: 
	Variedades: 
	Jogo de Alavanca Apexo (301, 302, 303) 
	Função: 
	Variedades: 
	🦷 Luxação do Dente com Alavanca – Passos Importantes 
	🔧 4. Instrumentais de preensão (remoção do dente) 
	🦷 Fórceps Odontológicos – Resumo Prático 
	1. Fórceps nº 1 
	2. Fórceps nº 150 
	3. Fórceps nº 18R 
	4. Fórceps nº 18L 
	5. Fórceps nº 69 
	6. Fórceps nº 151 
	7. Fórceps nº 16 
	8. Fórceps nº 17 
	🧵 5. Instrumentais de síntese (fechamento) 
	🩸 6. Instrumentais auxiliares 
	 
	🦷 Técnica Cirúrgica Fechada (ou convencional) 
	🦷 Técnica Cirúrgica Aberta 
	✂️ Retalho Mucoperiostal – Características