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📌 BIOSSEGURANÇA E CONTROLE DE INFECÇÃO NA ODONTOLOGIA 🧪 Conceito de Biossegurança Conjunto de medidas preventivas para proteger profissionais, pacientes e ambiente clínico contra riscos biológicos, físicos, químicos e mecânicos. 🦠 Controle de Infecção ● Previne transmissão cruzada (entre pacientes, profissionais e superfícies). ● Baseado em protocolos de assepsia, desinfecção e esterilização. 🧤 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ● Luvas descartáveis ● Máscara cirúrgica ou N95 ● Óculos de proteção ou protetor facial ● Touca e avental descartável 🧼 Higiene das Mãos ● Antes e depois do atendimento de cada paciente. ● Uso de sabão líquido ou álcool 70%. 🪥 Prevenção de Contaminação Cruzada ● Barreiras de proteção (filme PVC, plásticos). ● Limpeza e desinfecção de superfícies clínicas entre pacientes. ● Esterilização em autoclave de instrumentais críticos e semicríticos. ♻ Descarte Correto de Resíduos ● Materiais perfurocortantes: caixa coletora rígida. ● Resíduos contaminados: saco branco com símbolo de risco biológico. ● Materiais recicláveis e comuns: conforme normas locais. 💉 Vacinação do Cirurgião-Dentista ● Hepatite B (obrigatória) ● Tétano ● Tríplice viral ● COVID-19 (se aplicável) 📘 Avaliação do Estado de Saúde Pré e Pós-operatório Fonte: Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea – Peterson et al. 🔍 1. Avaliação Pré-operatória ✅ Objetivo Principal: Identificar condições sistêmicas que possam alterar o planejamento, execução e recuperação do procedimento cirúrgico. 📝 Componentes da Avaliação: ● Anamnese detalhada: ○ Doenças sistêmicas (ex: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, distúrbios hemorrágicos). ○ Uso de medicamentos (anticoagulantes, anti-hipertensivos, imunossupressores). ○ Alergias, cirurgias prévias e histórico familiar. ○ Tabagismo, etilismo e hábitos que impactam na cicatrização. ● Exame físico e sinais vitais: ○ Verificação de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura. ● 🩺 Classificação ASA: Ajuda a categorizar pacientes de baixo a alto risco anestésico e cirúrgico. ✅ ASA I – Paciente normal e saudável ● Sem doenças sistêmicas, não fumante, não usa álcool. ● Exemplo: Jovem saudável, sem histórico médico relevante, indo fazer uma extração dentária simples. ⚠ ASA II – Paciente com doença sistêmica leve ● Doença sistêmica controlada, sem limitações funcionais significativas. ● Pode ser fumante leve, gestante, ou idoso saudável. ● Exemplo: Paciente com hipertensão controlada por medicação, pressão estável. ⚠⚠ ASA III – Paciente com doença sistêmica grave ● Doença sistêmica com limitações funcionais, mas que não incapacita totalmente. ● Exemplo: Diabético tipo 2 com controle irregular da glicemia; hipertenso com crises frequentes. ⛔ ASA IV – Paciente com doença sistêmica grave com risco constante de vida ● Doença sistêmica incapacitante, com risco constante de complicações. ● Exemplo: Paciente com insuficiência cardíaca descompensada ou angina instável. 🚫 ASA V – Paciente moribundo, que não sobreviverá sem o procedimento ● Procedimentos de emergência, com risco altíssimo de óbito. ● Exemplo: Trauma severo, hemorragia incontrolável. ⚡ ASA VI – Paciente com morte cerebral ● Utilizado em casos de doação de órgãos. ● Exames complementares (se necessário): 🔬 Exames Histopatológicos ● Consistem na análise microscópica de tecidos (biópsias), ● Utilizados para obter um diagnóstico definitivo, especialmente em casos de lesões suspeitas. 🧫 Exames Laboratoriais ● Avaliam parâmetros sanguíneos e bioquímicos, como: 🔹 Hemograma Completo ● Indicação: Avaliação geral. 1. Série Vermelha, glóbulos vermelhos (hemácias) ● Exames: Hematimetria, hemoglobina, hematócrito, VGM, HCM, CHCM. ● Indicação: Avalia anemias e policitemias. 2. Série Branca, glóbulos brancos (leucócitos) ● Exame: Contagem global e diferencial de leucócitos. ● Indicação: Avalia infecções, leucemias e neutropenias. 3. Plaquetas ● Exame: Contagem e avaliação funcional. ● Indicação: Importante para hemostasia e coagulação. 🔹 Coagulograma ● Indicação: Uso de anticoagulantes, histórico de sangramento ● Parâmetros: TP, TTPA, INR, tempo de sangramento 🔹 Glicemia em Jejum ● Indicação: Diabetes conhecida ou suspeita ● Parâmetros: Glicose sanguínea, HbA1c 🔹 Função Renal ● Indicação: Nefropatias, necessidade de ajuste de medicamentos ● Parâmetros: Ureia, creatinina, clearance de creatinina 🔹 Função Hepática ● Indicação: Hepatopatias, controle do metabolismo de drogas ● Parâmetros: TGO, TGP, bilirrubinas, albumina ● Fundamentais na avaliação pré-operatória e em pacientes com doenças sistêmicas. 🖼 Exames de Imagem ● Permitem a visualização de estruturas anatômicas e patologias. ● Exemplos: ○ Radiografias periapicais, panorâmicas ○ Tomografia computadorizada ● Planejamento individualizado: ○ Adaptação do tipo de anestesia, medicamentos e técnica cirúrgica conforme condição do paciente. ○ Ésteres: metabolizados rapidamente no plasma. ○ Amidas: metabolizados no fígado; a articaína é uma exceção, pois possui metabolismo tanto hepático quanto plasmático. ○ Excreção: Principalmente pelos rins . ● Lidocaína (Amida): ○ Início rápido e duração intermediária são características da lidocaína. ○ Uso com vasoconstritor (epinefrina) aumenta a duração e reduz a toxicidade. ○ Em pacientes com doenças cardiovasculares, a precaução quanto ao uso de vasoconstritores em concentrações mais baixas é uma recomendação importante. ● Mepivacaína (Amida): ○ Por ter pouca ação vasodilatadora, pode ser utilizada sem vasoconstritor. ○ Opção preferida para cardiopatas e hipertensos, pois evita o uso de adrenalina. ○ É também uma boa escolha para pacientes idosos e com hipertensão controlada. ● Prilocaína (Amida): ○ Menor toxicidade sistêmica, mas a possibilidade de metemoglobinemia (em doses elevadas) é uma observação relevante, embora rara. ○ O uso de felipressina (um vasoconstritor não adrenérgico) em vez de adrenalina é uma excelente opção para pacientes cardiopatas. ● Articaína (Amida com estrutura de Éster): ○ Sua alta difusibilidade óssea torna-a ideal para infiltrações em áreas densas, como na mandíbula. ○ O fato de ter um metabolismo parcial no plasma a torna segura para pacientes com comprometimento hepático leve. ○ Deve-se ter cautela em crianças pequenas (🎯 Objetivos: ● Monitorar o processo de cicatrização e detectar precocemente complicações. ● Garantir o conforto e segurança do paciente após o procedimento. 📌 Aspectos Avaliados: ● Sintomas clínicos: dor, edema, sangramento, trismo, infecção. ● Resposta à medicação: eficácia e efeitos colaterais de analgésicos e antibióticos. ● Aderência às orientações pós-operatórias: dieta, repouso, higiene oral. ● Evolução da ferida operatória: sinais de inflamação normal vs. infecção. 🧾 Condutas pós-operatórias: ● Prescrição de medicamentos conforme necessidade. ● Reavaliação em consultório. ● Intervenção imediata se houver sinais de infecção, hemorragia ou complicações sistêmicas. PROTOCOLO MEDICAMENTOSO EM ODONTOLOGIA 🔹 ANALGÉSICOS 1. Dipirona sódica ● Posologia: 500 mg a 1 g, VO, 6/6h. ● Indicação: Dor leve a moderada. ● Alergia: Substituir por Paracetamol. ● Opção leve: Paracetamol 500 mg – VO 6/6h ou 8/8h. ● Opção forte: Dipirona 1g ou associação com codeína/tramadol. 2. Paracetamol ● Posologia: 500 a 750 mg, VO, 6/6h ou 8/8h (máx. 4 g/dia). ● Indicação: Dor leve, febre. ● Alergia: Rara, mas pode substituir por ibuprofeno se necessário. ● Seguro para gestantes. 3. Codeína (associada à dipirona ou paracetamol) ● Posologia: 30 mg + analgésico base, VO, 6/6h. ● Indicação: Dor moderada a intensa. ● Evitar em gestantes e lactantes. 🔹 ANTI-INFLAMATÓRIOS 1. Ibuprofeno ● Posologia: 400 a 600 mg, VO, 8/8h. ● Indicação: Inflamação leve a moderada, dor. ● Opção leve: Ibuprofeno 400 mg. ● Opção forte: Nimesulida ou Cetoprofeno 100 mg. ● Evitar em gestantes no 3º trimestre. 2. Nimesulida ● Posologia: 100 mg, VO, 12/12h, por até 5 dias. ● Indicação: Inflamação e dor aguda. ● Contraindicado em hepatopatias. 3. Dexametasona ● Posologia: 4 mg, VO ou IM, 12/12h. ● Indicação: Inflamação intensa, edema pós-operatório. ● Evitar uso prolongado. 🔹 ANTIBIÓTICOS 1. Amoxicilina ● Posologia: 500 mg, VO, 8/8h por 7 dias. ● Indicação: Infecções odontogênicas. ● Alergia a penicilina: Clindamicina. 2. Clindamicina ● Posologia: 300 mg, VO, 6/6h ou 8/8h por 7 dias. ● Indicação: Substituto em alérgicos à penicilina. ● Evitar em colites. 3. Azitromicina (uso pontual) ● Posologia: 500 mg 1x ao dia por 3 dias. ● Boa opção em pacientes com dificuldade de adesão. 🔹 PROFILAXIA ANTIBIÓTICA Indicações principais: ● Próteses valvares cardíacas. ● História de endocardite infecciosa. ● Cardiopatias congênitas graves. 1. Pré-operatório (adulto): ● Amoxicilina 2g, VO, 1 hora antes do procedimento. ● Alérgico à penicilina: Clindamicina 600 mg, VO, 1 hora antes. 2. Pós-operatório: ● Só se indicado por risco aumentado de infecção (ex.: extrações múltiplas ou imunossuprimidos). ● Amoxicilina 500 mg VO 8/8h por 5 a 7 dias ● Alérgicos à penicilina: Clindamicina 300 mg VO 6/6h ou 8/8h por 5 a 7 dias 🔹 GESTANTES E LACTANTES Seguros em geral: ● Analgésico: Paracetamol. ● Antibiótico: Amoxicilina, Cefalexina. ● Anti-inflamatório: Evitar no 1º e 3º trimestre. Preferir Paracetamol como alternativa. ● Contraindicados: Nimesulida, Tetraciclinas, Quinolonas, Metronidazol no 1º trimestre. TÉCNICAS ANESTÉSICAS 🟣 Anestesia Terminal Superficial (Tópica) — Malamed ● Definição: Aplicação de anestésico na mucosa para anestesiar terminações nervosas superficiais. ● Onde: Mucosa bucal, labial, gengival ou palatina. ● Para quê: Reduzir dor da punção com agulha e pequenos procedimentos em mucosa. ● Agentes comuns: Benzocaína (mais usada), Lidocaína (gel, spray, solução). ● Início da ação: 30 seg a 1 min. ● Duração: 5 a 10 min. ● Não anestesia estruturas profundas ou dentes. ● Risco: Toxicidade se usado em excesso. 🟣 Anestesia Terminal Infiltrativa — Malamed ● Definição: Depósito do anestésico na mucosa próxima ao ápice do dente. ● Onde: Região vestibular da maxila e dentes anteriores da mandíbula (ocasionalmente). ● Para quê: Anestesiar 1 ou 2 dentes e tecidos moles adjacentes. ● Dentes anestesiados: Dente no local da aplicação e tecidos moles vestibulares. ● Ponto de inserção: Mucosa vestibular, altura do ápice radicular. ● Mais eficaz na maxila, por causa do osso esponjoso. ● Pouco eficaz na mandíbula posterior. 🟣 Anestesia por Bloqueio Regional — Malamed ● Definição: Depósito do anestésico próximo a um nervo troncular maior, antes da sua ramificação. ● Onde: Maxila ou mandíbula, dependendo do nervo. ● Para quê: Anestesiar múltiplos dentes e tecidos adjacentes com uma única punção. ● Regiões anestesiadas: ○ Mandíbula: Bloqueios do nervo alveolar inferior, lingual, bucal, mentoniano. ○ Maxila: Bloqueios do nervo infraorbitário, palatinos (maior/menor) e nasopalatino. ● Ponto de inserção: Próximo ao forame de saída ou trajeto principal do nervo. ● Vantagens: ○ Menor quantidade de anestésico. ○ Maior abrangência. ● Desvantagens: ○ Técnica mais complexa. ○ Maior risco de parestesia ou falha se mal executada. 🟣 Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (NAI) — Mandíbula ● Definição: Anestesia do nervo antes de sua entrada no forame mandibular. ● Local de aplicação: Área medial do ramo da mandíbula, próximo à espinha de Spix. ● Dentes anestesiados: ○ Todos os dentes do lado correspondente da mandíbula (incisivo a terceiro molar). ○ Tecido ósseo e periosteal adjacente. ● Tecidos moles: ○ Metade da língua (se atingir também o nervo lingual), ○ Mucosa lingual posterior, ○ Parte inferior da face (via nervo mentoniano, ramo do NAI). ● Ponto de referência para inserção da agulha: ○ Linha imaginária entre a incisura coronoide e o pterigomandibular raphe, ○ Altura do plano oclusal dos molares mandibulares, ○ Inserir lateralmente ao músculo pterigomandibular. ● Obs: ○ Técnica de maior índice de falha por variação anatômica. ○ Frequentemente combinada com bloqueios do nervo lingual e nervo bucal. 🟣 Bloqueio do Nervo Lingual — Mandíbula ● Definição: Anestesia do nervo lingual, responsável pela sensação da mucosa da língua e gengiva lingual. ● Local de aplicação: Na região medial da mandíbula, perto do nervo alveolar inferior. ● Dentes anestesiados: Não anestesia dentes diretamente, mas anestesia a mucosa lingual adjacente aos dentes. ● Tecidos moles: ○ Língua (especialmente os 2/3 anteriores). ○ Gengiva lingual (principalmente dos dentes posteriores). ● Ponto de referência para inserção da agulha: ○ Entre o ramo da mandíbula e a linha do plano oclusal, ○ Lateralmente ao nervo alveolar inferior (após a aplicação do bloqueio do NAI), ○ Próximo à espinha de Spix, com a agulha direcionada para o forame mandibular. ● Obs: ○ Frequentemente realizado junto ao bloqueio do NAI, pois ambos os nervos ficam em proximidade. ○ Pode causar parestesia da língua se mal executado. 🟣 Bloqueio do Nervo Bucal — Mandíbula ● Definição: Anestesia do nervo bucal, responsável pela sensação da mucosa da bochecha e gengiva vestibular dos dentes posteriores. ● Local de aplicação: Região anterior ao ramo da mandíbula, na mucosa bucal. ● Dentes anestesiados: Não anestesia dentes diretamente, mas anestesia a gengiva vestibular e a mucosa da bochecha. ● Tecidos moles: ○ Mucosa bucal na região dos molares inferiores, ○ Gengiva vestibular ao longo da arcada mandibular posterior. ● Ponto de referência para inserção da agulha: ○ Bucal ao ramo da mandíbula, próximo ao último molar inferior, ○ Inserir a agulha perpendicular à mucosa bucal. ○ Seminário: Realizado após o bloqueio do nervo alveolar inferior. ● Obs: ○ Usado em procedimentos odontológicos em que a anestesia de tecidos moles vestibulares é necessária. ○ Não tem influência sobre dentes ou estruturas mais profundas. 🟣 Bloqueio do Nervo Mentoniano— Mandíbula ● Definição: Anestesia do nervo mentoniano, responsável pela sensação da pele do queixo e mucosa labial inferior. ● Local de aplicação: Anestesia é administrada próxima ao forame mentoniano. ● Dentes anestesiados: Nenhum dente é anestesiado diretamente. ● Tecidos moles: ○ Mucosa labial inferior, ○ Pele do queixo e mento. ● Ponto de referência para inserção da agulha: ○ Forame mentoniano, localizado entre os pré-molares inferiores, ○ A agulha deve ser inserida na mucosa vestibular, perpendicular ao plano oclusal. ● Obs: ○ Comum em procedimentos envolvendo a gengiva vestibular e a pele do queixo. ○ Normalmente realizado em combinação com bloqueios do NAI para uma cobertura maior de áreas mandibulares. 🟣 Bloqueio do Nervo Mandibular (Técnica de Gow-Gates) — Mandíbula ● Definição: Bloqueio completo do nervo mandibular, incluindo seus ramos (alveolar inferior, lingual, bucal e mentoniano). ● Local de aplicação: A anestesia é administrada na região pterigomandibular, na área superior ao ramo da mandíbula. ● Dentes anestesiados: Todos os dentes do lado correspondente da mandíbula (incisivo ao terceiro molar). ● Tecidos moles: ○ Língua, gengiva e mucosa bucal de todo o lado da mandíbula. ● Ponto de referência para inserção da agulha: ○ Articulação temporomandibular (ATM) como referência, ○ Inserir a agulha na altura do colo da cabeça do côndilo da mandíbula, ○ A agulha deve ser posicionada na região da linha do plano oclusal, sendo perpendicular ao ramo da mandíbula. ● Obs: ○ Técnica que oferece anestesia mais abrangente, útil em extrações múltiplas ou procedimentos extensivos. ○ Exige uma posição mais profunda e uma técnica mais cuidadosa. ○ Menor índice de falha em comparação com o bloqueio do NAI isolado. Diérese – Resumo Rápido Definição: Diérese é a fase inicial da cirurgia em que se realiza a incisão e divulção (separação dos tecidos) para alcançar a região anatômica onde será feito o procedimento. 🛠 Objetivos da Diérese: ● Acesso claro e seguro à área de interesse cirúrgico. ● Preservação das estruturas adjacentes. ● Mínimo trauma tecidual. 🔧 Instrumentos Usados: ● Lâmina de bisturi (ex: nº 15) – para incisões precisas. ● Tesouras cirúrgicas – para cortes mais delicados. ● Descoladores (ex: Molt) – para afastar tecidos. ⚠ Cuidados Importantes: ● Fazer incisão com pressão firme e contínua. ● Seguir a anatomia para evitar lesão de nervos e vasos. ● Garantir boa visibilidade e hemostasia. 🦷 Exérese Definição: Exérese é o ato cirúrgico de retirar total ou parcialmente um tecido, órgão ou lesão do corpo. É uma das etapas principais da cirurgia, após a diérese (abertura dos tecidos). 🔍 Objetivo da Exérese: ● Remover tecidos patológicos (ex: cistos, tumores, dentes inclusos, tecidos necrosados). ● Prevenir infecções, recidivas ou malignizações. 🔧 Instrumentos Comuns: ● Pinças hemostáticas ● Curetas ● Fórceps ● Elevadores ● Bisturi ⚠ Cuidados na Exérese: ● Garantir remoção completa do tecido-alvo. ● Preservar estruturas adjacentes (nervos, vasos, dentes vizinhos). ● Realizar hemostasia adequada e preparar o local para boa cicatrização. 🧪 Exemplo Prático na Odontologia: ● Exérese de cisto dentígero, ● Exodontia (remoção de dente), ● Remoção de fibroma ou lesão benigna na mucosa oral. Síntese – Definição: Síntese é a etapa final da cirurgia em que os tecidos previamente separados (na diérese) são reunidos e fixados de forma controlada, geralmente por meio de suturas. 🎯 Objetivos da Síntese: ● Aproximar as bordas da ferida cirúrgica ● Promover a cicatrização por primeira intenção ● Reduzir o risco de infecção e sangramento ● Proteger estruturas expostas ● Restaurar a anatomia local 🧵 Materiais e Técnicas: ● Fios de sutura: absorvíveis (ex: catgut, vicryl) ou não absorvíveis (ex: nylon, seda) ● Agulhas cirúrgicas: cortantes ou reversas, com formatos variados ● Técnicas comuns: ponto simples, ponto em X, contínuo, colchoeiro, etc. ⚠ Cuidados na Síntese: ● Não tensionar demais os tecidos ● Manter boa irrigação e oxigenação local ● Remover pontos no tempo adequado (em média 7 a 10 dias) 🩸 Tratamento das Hemorragias Bucais 1. Compressão ● Aplicar gaze estéril firmemente sobre o local sangrante por 5 a 10 minutos. ● Repetir se necessário. 2. Suturas ● Indicadas especialmente em hemorragias alveolares após exodontias. ● Devem ser utilizadas como conduta rotineira para estabilizar coágulo e tecidos. 3. Hemostáticos Locais ● Auxiliam no controle do sangramento quando compressão e sutura não são suficientes. ● Exemplos: ○ Esponja de fibrina ○ Celulose oxidada ○ Esponja de gelatina 1. Diérese Ato pelo qual o cirurgião separa ou divide os tecidos durante o procedimento cirúrgico. Exemplos: ● Punção ● Incisão ● Divulsão ● Descolamento ● Curetagem ● Dilatação 2. Hemostasia Manobras realizadas para detener as perdas sanguíneas durante a cirurgia. Exemplos: ● Compressão ● Pinçagem ● Ligadura ● Cauterização ● Substâncias químicas (como hemostáticos locais) 3. Exérese Ato cirúrgico que consiste na remoção de um tecido ou órgão. Exemplos: ● Exodontia (remoção de dentes) ● Biópsia (remoção de fragmentos de tecido para exame) 4. Síntese Procedimento para reunir ou aproximar tecidos que foram separados durante a cirurgia. Exemplos: ● Fios de sutura ● Fios de aço ● Placas e parafusos 🧠 Indicações para Exodontia 1. 🦷 Cárie extensa sem possibilidade de restauração 2. 🦷 Doença periodontal avançada com mobilidade acentuada 3. 🦷 Dente incluso com risco de patologia ou sem função 4. 🦷 Dente com fratura radicular irreparável 5. 🦷 Infecção ou abscesso sem controle por outros meios 6. 🦷 Indicação ortodôntica (alinhamento/melhoria oclusal) 7. 🦷 Dente supranumerário causando interferência 8. 🦷 Lesões periapicais crônicas que não respondem à endodontia 9. 🦷 Dente com reabsorção radicular severa 10. 🦷 Dente em linha de fratura mandibular (em alguns casos) 🚫 Contraindicações para Exodontia ⚠ Contraindicações Absolutas: 1. ❌ Infarto agudo do miocárdio recente (menos de 6 meses) 2. ❌ Acidente vascular cerebral recente 3. ❌ Distúrbios hemorrágicos não controlados 4. ❌ Leucemia ou linfoma em fase ativa sem acompanhamento médico 5. ❌ Infecções sistêmicas graves (ex: septicemia) 6. ❌ Paciente com imunossupressão severa sem suporte médico 7. ❌ Irradiação recente na região maxilofacial (risco de osteorradionecrose) ⚠ Contraindicações Relativas: 1. ⚠ Hipertensão arterial descompensada 2. ⚠ Diabetes mellitus não controlado 3. ⚠ Gestação (especialmente no 1º trimestre) 4. ⚠ Infecções locais agudas sem antibiótico prévio 5. ⚠ Transtornos psiquiátricos sem controle adequado 6. ⚠ Paciente em uso de anticoagulantes sem ajuste médic 🦷 Instrumentais para Exodontia – Lista Essencial 🧤 1. Instrumentais de proteção e antissepsia ● Campos cirúrgicos estéreis ● Avental, luvas, máscara, gorro e óculos de proteção ● Gaze estéril ● Seringa de anestesia carpule ● Agulha curta/longa ● Carpule com anestésico ✂ 2. Instrumentais de diérese (acesso) ● Lâmina de bisturi (geralmente nº 15) ● Cabo de bisturi nº 3 ● Tesoura cirúrgica (Metzenbaum ou Mayo) ● Descolador (ex: Molt) 🪓 3. Instrumentais de luxação (afrouxamento do dente) Alavanca Seldin (2,1L,1R) Função: ● A Alavanca Seldin é utilizada para luxação e remoção de dentes, principalmente dentes difíceis ou impactados. Sua principal característica é a ponta fina e curva, que permite acesso mais preciso nas áreas mais estreitas. Variedades: ● 2: Para dentes posteriores, especialmentemolares. ● 1L (esquerdo): Adaptada para dentes superiores ou inferiores do lado esquerdo. ● 1R (direito): Adaptada para dentes superiores ou inferiores do lado direito. Jogo de Alavanca Apexo (301, 302, 303) Função: ● O Jogo de Alavanca Apexo é projetado para luxação e remoção de raízes dentárias ou dentes parcialmente retidos. Sua principal vantagem é permitir a remoção de raízes mais profundamente localizadas. Variedades: ● 301: Alavanca com ponta mais fina, usada para mobilizar raízes mais finas ou de difícil acesso. ● 302: Similar à 301, mas com formato ligeiramente maior, utilizada em dentes maiores ou raízes mais firmes. ● 303: Ideal para raízes mais robustas, com maior alavancagem. 🦷 Luxação do Dente com Alavanca – Passos Importantes ● A alavanca deve ser inserida perpendicularmente ao longo do dente, no espaço interdental (entre o dente a ser extraído e o osso alveolar). ● Evite usar força excessiva, para não causar fraturas ou lesões ao tecido ósseo. ● Nunca utilize o dente adjacente como ponto de apoio, para evitar danos estruturais a dentes saudáveis. 🔧 4. Instrumentais de preensão (remoção do dente) 🦷 Fórceps Odontológicos – Resumo Prático 1. Fórceps nº 1 ● Função: Extração de incisivos e caninos superiores. 2. Fórceps nº 150 ● Função: Extração de incisivos, caninos e pré-molares superiores. 3. Fórceps nº 18R ● Função: Extração de molares superiores do lado direito. 4. Fórceps nº 18L ● Função: Extração de molares superiores do lado esquerdo. 5. Fórceps nº 69 ● Função: Extração de fragmentos de raízes e raízes pequenas, tanto superiores quanto inferiores. https://artedentaria.blogspot.com/2013/04/forceps-odontologicos.html?utm_source=chatgpt.com https://www.dentalsul.com.br/forceps-odontologico?srsltid=AfmBOorOX5_itwEcoUcMbd5dANEVnj1uxbfvb7LNzLAEUtgriNgG9bsX&utm_source=chatgpt.com 6. Fórceps nº 151 ● Função: Extração de incisivos, caninos e pré-molares inferiores. 7. Fórceps nº 16 ● Função: Extração de molares inferiores com coroa parcialmente destruída (conhecido como "chifre de touro"). 8. Fórceps nº 17 ● Função: Extração de molares inferiores com coroa íntegra. 🧵 5. Instrumentais de síntese (fechamento) ● Porta-agulhas (ex: Castroviejo, Mathieu) ● Agulha cirúrgica com fio (absorvível ou não) ● Pinça anatômica ou dente-de-rato ● Tesoura para sutura 🩸 6. Instrumentais auxiliares ● Sugador cirúrgico ● Pinça hemostática ● Espelho clínico ● Sonda exploradora ● Curetas (para remoção de tecidos do alvéolo) ● Afastadores (Minnesota (torto, z), Farabeuf ( [ ) e Branemark (parece uma moldeira) https://artedentaria.blogspot.com/2013/04/forceps-odontologicos.html?utm_source=chatgpt.com https://www.dentalspeed.com/forceps-adulto-millennium-millennium-6756.html?utm_source=chatgpt.com 🦷 Técnica Cirúrgica Fechada (ou convencional) ● É a técnica mais comumente utilizada nas extrações dentárias e deve ser a primeira opção considerada pelo profissional. ● Já a técnica aberta é indicada quando: ○ É necessário aplicar muita força para remover o dente; ○ Grande parte da coroa está destruída ou coberta por tecido gengival; ○ A coroa é frágil e pode quebrar facilmente durante a extração. 🦷 Técnica Cirúrgica Aberta ● Envolve a realização de um retalho mucoperiostal, geralmente indicada quando: ○ A extração pela técnica fechada não é possível ou segura; ○ Parte do dente está impactada, fraturada ou coberta por osso/tecido gengival. ✂ Retalho Mucoperiostal – Características ● É criado por uma incisão cirúrgica planejada nos tecidos moles; ● Separa os tecidos mucosos e periosteais, dando acesso ao osso e ao dente; ● Possui seu próprio suprimento sanguíneo, o que favorece a cicatrização; ● Permite acesso direto aos tecidos subjacentes, como osso e raiz dentária; ● Pode ser reposicionado na mesma localização original após o procedimento; ● É fixado com suturas para promover a cicatrização adequada. 📌 BIOSSEGURANÇA E CONTROLE DE INFECÇÃO NA ODONTOLOGIA 🧪 Conceito de Biossegurança 🦠 Controle de Infecção 🧤 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) 🧼 Higiene das Mãos 🪥 Prevenção de Contaminação Cruzada ♻️ Descarte Correto de Resíduos 💉 Vacinação do Cirurgião-Dentista 📘 Avaliação do Estado de Saúde Pré e Pós-operatório 🔍 1. Avaliação Pré-operatória ✅ Objetivo Principal: 📝 Componentes da Avaliação: ●🩺 Classificação ASA: Ajuda a categorizar pacientes de baixo a alto risco anestésico e cirúrgico. ✅ ASA I – Paciente normal e saudável ⚠️ ASA II – Paciente com doença sistêmica leve ⚠️⚠️ ASA III – Paciente com doença sistêmica grave ⛔ ASA IV – Paciente com doença sistêmica grave com risco constante de vida 🚫 ASA V – Paciente moribundo, que não sobreviverá sem o procedimento ⚡ ASA VI – Paciente com morte cerebral 🔬 Exames Histopatológicos 🧫 Exames Laboratoriais 🖼️ Exames de Imagem Aplicações Específicas por Grupo de Pacientes 🛡️ 2. Cuidados com Pacientes de Alto Risco: 🏥 3. Avaliação Pós-operatória 🎯 Objetivos: 📌 Aspectos Avaliados: 🧾 Condutas pós-operatórias: 🔹 ANALGÉSICOS 🔹 ANTI-INFLAMATÓRIOS 🔹 ANTIBIÓTICOS 🔹 PROFILAXIA ANTIBIÓTICA 🔹 GESTANTES E LACTANTES 🟣 Anestesia Terminal Superficial (Tópica) — Malamed 🟣 Anestesia Terminal Infiltrativa — Malamed 🟣 Anestesia por Bloqueio Regional — Malamed 🟣 Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior (NAI) — Mandíbula 🟣 Bloqueio do Nervo Lingual — Mandíbula 🟣 Bloqueio do Nervo Bucal — Mandíbula 🟣 Bloqueio do Nervo Mentoniano — Mandíbula 🟣 Bloqueio do Nervo Mandibular (Técnica de Gow-Gates) — Mandíbula Diérese – Resumo Rápido 🛠️ Objetivos da Diérese: 🔧 Instrumentos Usados: ⚠️ Cuidados Importantes: 🦷 Exérese 🔍 Objetivo da Exérese: 🔧 Instrumentos Comuns: ⚠️ Cuidados na Exérese: 🧪 Exemplo Prático na Odontologia: Síntese – Definição: Síntese é a etapa final da cirurgia em que os tecidos previamente separados (na diérese) são reunidos e fixados de forma controlada, geralmente por meio de suturas. 🎯 Objetivos da Síntese: 🧵 Materiais e Técnicas: ⚠️ Cuidados na Síntese: 🩸 Tratamento das Hemorragias Bucais 1. Diérese 2. Hemostasia 3. Exérese 4. Síntese 🧠 Indicações para Exodontia 🚫 Contraindicações para Exodontia ⚠️ Contraindicações Absolutas: ⚠️ Contraindicações Relativas: 🦷 Instrumentais para Exodontia – Lista Essencial 🧤 1. Instrumentais de proteção e antissepsia ✂️ 2. Instrumentais de diérese (acesso) 🪓 3. Instrumentais de luxação (afrouxamento do dente) Alavanca Seldin (2,1L,1R) Função: Variedades: Jogo de Alavanca Apexo (301, 302, 303) Função: Variedades: 🦷 Luxação do Dente com Alavanca – Passos Importantes 🔧 4. Instrumentais de preensão (remoção do dente) 🦷 Fórceps Odontológicos – Resumo Prático 1. Fórceps nº 1 2. Fórceps nº 150 3. Fórceps nº 18R 4. Fórceps nº 18L 5. Fórceps nº 69 6. Fórceps nº 151 7. Fórceps nº 16 8. Fórceps nº 17 🧵 5. Instrumentais de síntese (fechamento) 🩸 6. Instrumentais auxiliares 🦷 Técnica Cirúrgica Fechada (ou convencional) 🦷 Técnica Cirúrgica Aberta ✂️ Retalho Mucoperiostal – Características