Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

AULAS
AULA 1
Cirurgia oral:
- Menor: biopsias, pequenas lesões de t. mole e t. ósseo, exodontias
- Maior: cistos, tumores, ortognática
- Traumatologia bucomaxilofacial: traumas bucais
Exodontia:
- Indicações: Dente com foco de infecções sem a possibilidade de tratamento endodôntico ou em pacientes que não possuem condições de bancar os procedimentos. Dentes decíduos que retardam o irrompimento do permanente. Doenças periodontais avançadas. Razões protéticas (para próteses totais). Dentes retidos (dentro da intimidade mucosa -submucosa- ou óssea - intraóssea) e impactados (apresentam obstáculos a sua erupção). Supranumerários. Razões ortodônticas. Dentes fraturados. Raízes residuais. Dentes incluídos em neoplasias benignas. Infecções recorrentes no seio maxilar. Dentes que traumatizam tecidos moles. Dentes localizados em regiões que sofrerão radioterapia. 
Obs: mede-se o espaço remanescente e o tamanho da coroa do dente incluso, se a coroa for maior que o espaço, deve-se realizar a extração. Se a coroa tiver tamanho menor ou igual ao espaço, aguarda-se 6 meses para observar a erupção, caso não ocorra, deve-se realizar a extração pois o dente não apresenta força eruptiva 
- Apicectomia (remover o ápice) não é indicada
- Contraindicações: 
	- Diabettes mellitus: Tipo 1 – paciente insulino-dependente (ASA III); Tipo 2 – insulino-resistente (asa II). Conduta: Anamnese; consultar o médico responsável para autorização do procedimento; agendar cirurgia pela manhã; evitar procedimentos longos e invasivos (max 2 dentes); reduzir ansiedade com bzd, fitoterápicos e oxido nitroso; se o paciente fizer uso de insulina, realizar cirurgia na curva decrescente da glicemia (glicemia baixa) 1,5 a 3h após o uso da insulina; evitar anestésico com alta concentração de adrenalina (1:50.000); se optar pelo uso da adrenalina, utilizar dose de 0,04mg (2 tubetes); se optar pela prilocaina com felipressina, usa-se 5 tubetes; atender sempre bem alimentado; prioriza-se anestésico com vaso pois o sem vaso dura menos aumentando a carga de adrenalina endógena e provocando hiperglicemia; monitorar PA, respiração, pulso no trans e pos operatório; usar antibioticoterapia profilática (1g de amoxicilina ou, se o paciente for alérgico, 600mg de clindamicina ou 500mg de azitromicina) meia hora antes do procedimento. Caso o paciente apresente um processo inflamatório agudo, deve-se saber se é localizado ou generalizado, se for localizado, deve-se dar medicação antibiótica profilática e executar o procedimento mantendo o antibiótico por 3 dias, caso seja generalizado, deve-se remover paciente do quadro agudo, sendo realizado em ambiente hospitalar e só realizando a exodontia em segundo tempo. 
	- Gestação: o melhor período para realizar procedimentos odontológicos é o segundo trimestre de gravidez. Na conduta, deve-se sempre ter a autorização do médico; contra indicado o uso de anti-inflamatórios (AINES) e bzd; lidocaína é o anestésico de primeira escolha; adrenalina a 0,04mg pode ser usada; paciente sentada e ligeiramente inclinada para a esquerda; antibiótico terapia profilática obrigatória (1g de amoxicilina e para alérgicas azitromicina 500mg); tranquiliza paciente; evita procedimentos demorados; só pode usar fitoterápico ou oxido nitroso
	- Menstruação: paciente mais sensível -> pos operatório mais doloroso e maior sangramento; opta-se por fazer após o período, porém, não é proibido realizar durante esta fase para casos de muita dor.
	- Gun (gengivite ulcerativa necrotizante): tratamento com amoxicilina (8 em 8h -500mg), metronidazol (8 em 8h – 400mg) por 7 dias e vitamina C; deve-se orientar a higiene oral cuidadosa com escova infantil e bochecho com clorexidina ou água oxigenada; é importante receitar analgésico opioide devido ao grau da dor
	- AIDS, TUBERCULOSE e SIFILIS: necessita de autorização medica apenas e respeitar as normas de biossegurança
	- Neoplasias malignas na cavidade oral: definir com o oncologista; se ele for fazer radioterapia, deve-se realizar a exodontia profilática antes da radioterapia (se a remoção for completa do osso, não há necessidade de remover os dentes antes). Em casos de pacientes que já se submeteram a radioterapia, os canalículos venosos se fecham – tendência a necrose caso o osso seja injuriado em algum procedimento. Exodontia realizada de 6 meses a 1 ano após a radio. Em caso de dor extrema em períodos menores que 6 meses, remove-se o dente e realiza-se uma auto-hemoterapia e laser-terapia.
	- Portadores de febre reumática: tendência a endocardite bacteriana. Conduta: antibioticoterapia profilática (amoxicilina 1g febre e 2g endocardite; amoxicilina 500mg; clindamicina 600mg). 
Obs: american hearths association – consenso anual sobre a antioticoterapia para profilaxia da endocardite bacteriana e os procedimentos das quais devem ou não ser feitas
	- Anginosos: isquemia transitória com dor irradiada para braço. Anginoso com crise frequente (ASA IV – se realiza procedimento apenas em meio hospitalar) e anginoso estável (asa III). Conduta: autorização do medico, redução de ansiedade (muito ansioso – toma na noite anterior, pouco ansioso – toma no mesmo dia; bzd como droga de escolha); possuir O2 e nitroglicerina no consulturio em caso de emergência; limitar adrenalina a 0,04mg por consulta; monitorar paciente; evitar supinação, coloca-se o paciente na posição folley (semi-inclinado)
	- Infarto do miocárdio: Conduta: autorização medica; apenas 6 meses após o ocorrido; verificar uso de anticoagulantes; protocolo de redução de ansiedade obrigatório; ter oxigênio no consultório; monitorar paciente; limitar adrenalina a 0,04mg; evitar posição supina
	- AVC: necessita de autorização medica; reduzir ansiedade; apenas após 6 meses do ocorrido; monitorar paciente e limitar adrenalina a 0,04mg
	- Asma: contra indicado o uso de prilocaina pois tem metabolismo pulmonar; liberação medica; reduzir ansiedade; evitar AINES – usar corticosteroides; manter broncodilatadores facilmente acessíveis 
	- DPOC: necessita de liberação medica; 	auscultação de tórax; posição ortostática (sentado); reduzir ansiedade sem bzd apenas com fitoterápico; broncodilatadores acessíveis; consulta a tarde (menos secreção) ou ultimo horário da manhã; monitorar o paciente
	- Pacientes renais: evitar medicações com metabolização renal ou abrir o espaçamento entre as doses (ex: de 8 em 8h para 12 em 12h); tratamento 1 dia após a dialise; antibioticoterapia profilática c 1g de amoxicilina e monitorar PA
	- Hipertensos: autorização medica; verificar PA para ver o grau da doença; reduzir ansiedade; reduzir adrenalina a 0,04mg; evitar mudanças abruptas de posição; só realiza cirurgia com PA diastólica menor que 100mmHg a nível ambulatorial
	- Disturbios hepáticos: pedir autorização medica; observar a causa da afecção hepática; evitar medicações c medicação hepática – recomenda-se articaina (metabolização plasmática); verificar coagulograma; evitar deglutição de sangue; evitar procedimentos invasivos; suturar e comprimir com placa acrílica por 48h
	- Anemia: autorização medica; verificar hemograma – evita-se procedimentos com hemoglobina menor que 9; suturar e evitar procedimentos invasivos (mais de 3 dentes)
	- Problemas hematológicos: autorização medica; verificar coagulograma (TP, TPT); extrações a nível hospitalar; uso de antihemorragicos pré e pós; transfusão em caso de hemofilia; suturar e comprimir com placa acrílica; evitar procedimentos invasivos; não usar AINES apenas corticoide
	- Leucemia: maior contra indicação da exodontia; nível hospitalar; em comum acordo com o oncologista
	- Hipertireoidismo e agranulocitose: não impede procedimento; conversa com medico; hipertireoidismo metaboliza rápido a medicação e agranulocitose dificulta cicatrização 
	- Crise epiléptica: autorização; reduzir ansiedade BZD; não colocar foco luminoso sobre olhos do paciente; evitar materiais próximos a mao do paciente; ter oxigênio disponível; evitar procedimentos longos invasivos
	- Alergia: antihistaminico profilático na noite anterior e meia hora antes;corticoide meia hora antes; 
 
- Classificação das exodontias
	- Quanto as vias cirúrgicas: A céu aberto (necessitava de retalho) ou simples 
				 Via alveolar (extração dentro do alvéolo) e via não alveolar 	
	- Quanto ao instrumental: fórceps, extrator e combinada (usa os dois)
	- Classificação principal:
		-> Via alveolar: dente é extraído pelo longo eixo de implantação do seu alvéolo
- Poder ser com ou sem seccionamento dental (separar as raízes/ corta os dentes) -> ao partir o dente multirradicular ele se divide em vários unirradicular, então utiliza-se fórceps de unirradicular (150 sup e 151 inf). 
- Indicações sem seccionamento: Dentes com a coroa total ou parcialmente integra (Ex: pacientes com carie profunda que não tem condição de tratar na endodontia). Colo cirúrgico (abaixo do colo anatômico do dente) apresente estrutura suficiente para aplicação de fórceps ou extrator. Radiograficamente as raízes precisam ser normais ou expulsivas. 
- Indicações com seccionamento: dentes multirradiculares com coroa totalmente destruída e multiradiculares com restaurações extensas (subgengival). Radiograficamente indica-se se tiver raiz divergente ou convergente, se apresentar dentes retidos (normoimplantação) e em casos de dentes decíduos com germe permanente alojado em suas raízes 
-> Via não alveolar: criar nova via pela qual o dente será removido (céu aberto)
- Alveolectomia parcial: remoção parcial do osso alveolar. Indicações: dentes em anomalias de posições, dentes portadores de núcleo metálico, dentes com coroa de jaqueta, dentes multirradiculares que a destruição coronária não permita a ação de fórceps ou extratores. Radiograficamente, indica-se nas relações entre raízes e estruturas anatômicas importantes, quando a resistência coronária for pequena e em raízes submersas 
- Alveolectomia total: remoção total do osso alveolar, expondo o ápice radicular. Indicações: quando as outras técnicas derem errado. Radiograficamente, indica-se na anquilose alveolodental, hipercementose e dilacerações apicais 
- Osteoctomia: remoção de osso não alveolar (inlusões dentais). Indicado para raízes inclusas. Radiograficamente, indicado para raízes retidas e dentes retidos. Obs: se apresentar rentenção com impactação (coroa do retido sobre raízes do erupcionado), deve-se realizar a osteoctomia com seccionamento dental
		-> Apicectomia (mista): amputação do ápice dental e remoção por via n alveolar e o restante por via alveolar. Indicada apenas nos anteriores (valor estético). Defeito deve ser apenas dilaceração apical ou hipercementose apical. 
AULA 2 INCISÕES E SUTURAS
- Instrumento apropriado => planejamento cirúrgico => técnica cirurgia => SUCESSO
- Dierese
> Separação cruenta (com sangramento) dos tecidos
> Incisão: cabo de bisturi com lâmina cortante
	=> Corte do tecido pela penetração de lâmina cortante do bisturi
=> Cabo n° 3 ou 5
	=> Lâminas: 11 (incisões intra orais e drenagem de abcessos) 
 12 (lesões mucoperiosteais distalmente aos 2° e 3°M) 
 15 (usada com mais frequência)
=> Montagem
=> Empunhadura: Como caneta (3 pontos de apoio)
Obs: existem empunhaduras menos comuns como o arco de violino e a faca
=> Manobra: 
I - Penetrar ponta ativa da lâmina perpendicularmente aos tecidos
II - Seguida da inclinação da lâmina para estender a incisão
III - Ao termino a lâmina volta a posição inicial, saindo perpendicular ao tecido
	=> Vantagens da técnica correta: 
		I - Evita-se as caudas de incisões nas extremidades
		II - Evita-se as linhas secundárias
III - O ângulo reto reproduz margens mais quadradas (não-biseladas), facilitando a recolocação das bordas da ferida.
	=> Requisito das incisões
		I – Conhecimento anatômico da região
		II – Deve ser ampla a incisão, mas sem ser desnecessariamente extensa
		III – Deve ser nítida e sem linhas secundárias
		IV – A linha de incisão deve repousar sobre o tecido ósseo integro
		V – Mucosa incisada em bisel (angulada)
> Divulsão
=> É a manobra cirúrgica na qual cria-se um espaço entre os tecidos sem, contudo, incisá-los ou cortá-los
=> Objetivos: Evitar traumatizar os tecidos e evitar que estruturas anatômicas importantes sejam seccionadas
> Tipos de incisões: 
	=> Linear: incisão linear sobre a crista do rebordo alveolar - Áreas desdentadas
=> Intrasuculcular: abrange a área do sulco gengival 
 
=> Incisão de Neumann: 
Obs: Uma incisão relaxante horizontal é basicamente uma continuação lateral de uma incisão horizontal feita ao longo da margem gengival. A extensão mesial ou distal do retalho melhora a visibilidade do campo cirúrgico e aumenta ligeiramente a mobilidade do retalho
- Gengiva inserida livre e papila dental com 1 relaxante. 
- Intrasulcular em nível de papila interdentaria com única relaxante oblíqua
- Indicações: apicectomias, curetagens periapicais de elementos com raízes curtas, dentes retidos, cistectomias, alveolectomias totais. Pode ser utilizada quando há mais de um dente envolvido
- O retalho deve ser mucoperiosteal → espessura total (mucosa, submucosa e periósteo
- Incisão relaxante do lado da papila interdentaria (parapapilar)
Obs: incisões na região cervical ou no centro da papila acarretarão em problemas periodontais localizados
=> Incisão de Neumann modificada ou Novak-Peter
	- Intrasulcular com 2 relaxantes
	- Incisão intrasulcular linear com 2 relaxantes obliquas
	- Indicações: apicectomias, curetagem periapical de elementos com raízes curtas, dentes retidos, cistectomia, alveolectomias totais
- Base deve ser maior que a margem livre
	=> Incisão de Partsch
		- Semilunar acima da margem gengival (1 dente)
- Indicações: Lesões altas exemplo apicectomia, curetagens periapicais em dentes com raízes longas, em apenas um elemento dental
	=> Incisão de Wassmund
		- Trapezoidal acima da margem gengival (+ 1 dente)
- Indicações: abordagens periapicais em elementos dentários com raízes longas, dentes retidos e cistectomias
	=> Incisão biangular alta (De Ochsenbein e Luebke)
- Semelhante à de Wasmund, porem a incisão linear é substituída por uma ondular que acompanha a anatomia do colo dos dentes
- Indicações: abordagens periapicais em elementos dentários com raízes longas, dentes retidos e cistectomias
	=> Incisão em envelope
		- Incisão horizontal e intrasulcular
		- Incisão em nível de papila interdentária sem incisões relaxantes
- Indicação: Cervical, exodontia com dente irrompido e palato, alveolectomia parcial
	=> Incisão Dorrance: 
		- Duplo Y
		- Indicações: Tórus palatino
> Confecção do retalho:
	I - Face cortante da lâmina dentro do sulco gengival
	II - Até entrar em contato com o osso
	III - Da região posterior para anterior
	IV - O deslocamento do tecido deve começar pela região de gengiva inserida
V - No retalho triangulares ou quadrangulares iniciar o deslocamento na região parapapilar da incisão relaxante
> Planejamento do retalho
- A dimensão da base (horizontal) do retalho (x) não deve ser menor que a dimensão da altura (vertical) (y), e preferencialmente a dimensão do retalho deve ser x = 2y
- Quando uma incisão relaxante é usada para rebater um retalho de duas faces, a incisão deve ser projetada para maximizar o suprimento de sangue do retalho ao deixar uma base grande (corte deve ser para fora do retalho, nunca para dentro)
- Quando possível, um fornecimento de sangue axial deve ser incluído na base do retalho
- A mobilidade do retalho deve ser tal que os tecidos nunca fiquem tensos ao serem suturados. Os retalhos são sempre deslocados delicadamente com o auxílio dos destaca periósteos
> Indicação de retalho
	1. Permitirem melhor acesso e visibilidade
	2. Houver necessidade da remoção de osso
	3. Desejar a eliminação de uma solução de continuidade
	4. Desejar-se evitar desgarros do tecido mole
	5. Houver necessidade de perfeita plástica e melhor cicatrização
- Exérese
> Manobras cirúrgicas pelas quais são retirados parte ou todo o órgão ou tecido
> Ex: Exodontia, lesões patológicas
- Hemostasia
> É a cirúrgica manobra que tem por finalidade evitar a perda de sangue → hemorragia
>Hemorragia: Ferida, acidental ou operatória.
=> Segundo a localização: 
A. Interna – em cavidade fechada
B. Externa - Exterioriza na superfície da área em que se intervém
=> Segundo a natureza do vazo 
A. Arterial: O sangue flui em jatos intermitentes e acompanham a pulsação arterial. Sangue vermelho vivo. Fluxo pulsátil 
B. Venosa: Hemorragia contínua. Sangue vermelho-escuro. Fluxo lento e estável 
C. Capilar: Em lençol → difuso e contínuo, lento e uniforme
	=> Segundo o momento da hemorragia 
		A. Imediata: Consecutivamente ao trauma do vaso
		B. Mediata: Ocorre após algumas horas da intervenção →
hemostasia deficiente. Pode também ocorrer alguns dias após a intervenção → rompimento de suturas.
=> Causas: Traumática, cirúrgica, hemofilia, leucemia, anemia, falta de vitamina K e C (fatores de coagulação)
=> Tratamentos: compressão, pinçagem (prender vaso com a pinça), ligadura (fechar a abertura por meio de nó com linha), termocoagulação (coagulação por correntes de alta frequência), substancias hemostásicas
- Síntese
> Conjunto de manobras realizadas para aproximar os tecidos de tal forma a coaptá-los (adaptar) o melhor possível 
> Razões: proteção do alvéolo, manutenção do retalho em posição, Prevenção de
Acidentes hemorrágicos pós-operatórios
> Suturas
	=> Tipo de agulhas: 
A. Agulha traumática → corpo triangular, devido a diferença de diâmetro entre a ponta, corpo e o fio.
B. Agulha atraumática → corpo arredondado, geralmente o fio é pré-montado e mesmo dimensão da agulha.
A. Cilíndrica
B. Meia Lua
	=> Posicionamento da agulha no porta agulhas
		1. A agulha é agarrada cerca de 2 a 3mm da ponta do porta agulhas.
		2. A agulha de sutura deve ser agarrada na metade da porção
do corpo da agulha, jamais na ponta, nem no encaixe do fio
=> Relação agulha-tecido: A agulha entra perpendicular ao tecido e faz a rotação em volta de seu próprio eixo
	=> Fios de sutura
		- Absorvíveis: catgut simples, poliglactina 910
		- Não absorvíveis: Seda e nylon
		- Estrutura do fio:
1. Monofilamentar: cada fio é composto de um único filamento compacto
2. Multifilamentar: cada fio é composto de vários filamentos traçados ou torcidos entre si.
- Origem do fio: animal (catgut e seda), vegetal (linho e algodão), sintéticos (aço), mineral (nylon)
		
- Categute:
 ❑ Origem: animal e reabsorvível. Serosa do intestino de bovinos. submucosa de intestino de ovinos.
❑ Construção: torcido
❑ Absorção: simples (70 dias) e cromado (120 dias)
❑ Nomes comerciais: Catgut®, Biogut®, Tech-gut®
❑ Desvantagens: reação tecidual, falta de segurança do nó,
indução da formação de aderência.
- Ácido poliglicólico
❑ Origem: sintético e absorvível.
❑ Ácido Glicólico e uma camada de Estearato de Cálcio.
❑ Reação tecidual mínima.
- Poliglactina 910
❑ Origem: sintético e absorvível.
❑ 90% ácido glicólico e 10% de ácido lático.
❑ Reação tecidual mínima.
❑ Nome comercial: Vicryl®
- Poliglecaprone 25
❑ Origem: sintético e absorvível
❑ 75% de glicolida e 25% de coprolactona.
❑ altamente flexível.
❑ discreta reação tecidual.
❑ Nome comercial: (Monocryl®, Caprofyl®)
- Nylon
❑ Origem: sintético e inabsorvível.
❑ Poliamida (monômero)
❑ Vantagens: Resistência, flexível, baixa indução de
❑ reação tecidual e induz menor incidência de infecção em
tecidos contaminados.
❑ Desvantagens: alta memória elástica não produz nó firme.
- Seda
❑ Origem: orgânico, animal (casulo do bicho-da-seda)
❑ inabsorvível.
❑ Vantagens: barato, fácil manuseio, nó firme,
❑ Desvantagens: reação tecidual de corpo estanho. Alta susceptibilidade a invasão bacteriana e retardo do processo de cicatrização
- Fio ideal: 
	A. Grande resistência à tração e torção.
	B. Calibre fino e regular.
	C. Mole, flexível e pouco elástico.
	D. Ausência de reação tecidual.
	E. Fácil esterilização.
	F. Custo baixo.
- Reação tecidual: Animais > vegetais > sintéticos reabsorvíveis > sintéticos não reabsorvíveis > metálicos
=> Técnica de sutura
- A agulha deverá ser apreendida pelo porta-agulha na metade ou a três quartos da distância da ponta.
- Agulha penetra perpendicularmente ao tecido.
- O movimento de rotação é realizado pelo pulso.
- Não forçar a agulha contra os tecidos.
- Realiza-se a sutura dos tecidos móveis em direção aos relativamente fixos.
- A sutura não deve causar tensão ou distorção das bordas.
- O nó cirúrgico deverá ser sempre posicionado lateralmente ao traço da incisão e nunca sobre ele.
	=> Tipos de sutura
- Com pontos separados: pontos simples, pontos em U, pontos em X, pontos Donati
		- Contínua: simples, festonada (Reverdin)
		- Sutura simples: 
			❑ É o mais utilizado.
❑ Coaptação de bordas.
❑ Vantagem: o não comprometimento total da sutura
caso haja rompimento de um dos
Obs: respeitar a distancia da margem da lesão e a distancia de um ponto de sutura ao outro (aprox. 3mm para ambos)
Obs 2: não tracionar demais o tecido
		- Sutura em X
			❑ Manutenção de coagulo.
		- Pontos U em horizontal
			❑ Sutura de Wolf
❑ Sustentação.
		- Pontos em U vertical
			❑ Donati → duplo U vertical.
❑ Sustentação.
❑ Evitar a inversão dos lábios da ferida.
		- Contínua simples 
			❑ Um único fio percorre toda linha de incisão sem interrupção.
❑ Com um nó no início e outro no fim.
❑ Vantagem: Execução mais rápida e incisões extensas.
❑ Desvantagem: o rompimento em qualquer ponto da sua extensão abrirá a sutura.
❑ Alveoloplastias extensas.
		- Contínua festonada
			❑ Um único fio percorre toda linha de incisão sem interrupção.
❑ Realiza coaptação muito firme.
❑ Ancoragem na alça anterior.
	=> Remoção dos fios de sutura: 
		- Fazer anti-sepsia regional e do próprio fio.
- Traciona-se levemente o fio através do nó.
- Corta-se o fio junto ao nó na porção que estava dentro do tecido.
- Evitar que a parte do fio que estava em contato com o meio bucal, venha passar por dentro dos tecidos e contaminá-los.
AULA 3 PRINCIPIOS DA EXODONTIA
Exodontia por via alveolar
- Remoção do dente seguindo o longo eixo de implantação
- Etapas da exodontia
> Incisão sulcular 
=> Ocorre da distal para mesial (paciente supinado, então esse direcionamento evita que o sangue atrapalhe a visibilidade 
=> Lâmina 11 (incisão sulcular e drenagem de abcesso) ou 15 (serve para tudo)
> Sindesmotomia: afastamento entre o periodonto de proteção e o dente
	=> Descolador de molt (ponta ativa)
=> Objetiva enxergar o colo cirúrgico do dente, facilitando assim a aplicação do instrumental extrator
	=> Etapas
		1. penetrar em sentido apical
		2. forçar ponta em direção ao dente
Obs: sindesmotomia sem incisão pode provocar um desgarramento do tecido, provocando lesões desnecessárias ao tecido
> Aplicação do instrumental
	=> Pode ser a fórceps, a extrator e aos dois combinados
=> Movimentos de luxação – dilatar o alvéolo e romper as fibras do periodonto de sustentação
=> Dente irá ficar frouxo e será tracionado para fora do alvéolo
> Com Fórceps 
=> Prensão do dente, de forma igualitária tanto na lingual quanto na face vestibular afim de evitar fraturas no dente
=> Impulsão em direção ao ápice dental para ocorrer a dilatação alveolar e romper as fibras alvéolo-dentais
	=> Luxação para dilatar o alvéolo no sentido vestíbulo-lingual (mov. de lateralidade) – força feita pelo ombro e não pelos punhos, cotovelo e antebraço
=> Movimentos complementares
		- Circular: girar dente de raiz cônica a 360° ou 180° 
		- Em forma de 8: desuso – era usado para molares
> Com extratores
	=> Retos: maxila e mandíbula
	=> Curvos: mandíbula
	=> Minimiza acidentes pois só tem 1 haste
	=> Movimentos
		- Alavanca
A. Ponta do extrator entra obliquamente ao longo eixo na crista mesio-vestibular
			B. Posição horizontal durante o movimento
C. Indicado para raízes isoladas sem ponto de aplicação do fórceps, mas com ponto para aplicação do extrator. Dentes com raízes de pouca implantação. Dentes retidos após seccionamento dental
		- Sarilho
A. Ponta ativa entra perpendicular ao dente, raiz a serem extraídas e septos (interdentais e interradiculares) 
B. Extração de 3°M
C. Pode ser feito em 360° ou 180° (mais comum)
D. Giro de 360° só é indicado na extração de 2 ou maisdentes vizinhos
		Obs: sarilho e alavanca são os mais usados 
		- Cunha 
A. Indicada para dentes com problema periodontal (dentes praticamente soltos)
B. Empurra ponta do extrator apicalmente
> Cuidados com o alvéolo 
=> Verificar a higidez das tábuas ósseas externa e interna (fraturas, espiculas, que são cortadas com alveolótomo e limadas, esquirolas, que são retiradas com cureta e depois lava com irrigação)
=> Preenchimento total do alvéolo com sangue (se não encher, se faz a curetagem para ele encher)
	=> Verificar altura, espessura e forma dos septos interradiculares 
	=> Verificação da altura dos rebordos alveolares
	=> Compressão bidigital (manobra de chompre) – reposicionar o alvéolo dilatado
	=> Sutura
		- Simples: anterior
		- Em X: posterior 
		- Continua simples e festonada: extrações múltiplas
	Obs: Septos de furca em dentes multirradiculares 
1. Raiz expulsiva – possui septo expulsivo
2. Raiz convergente – possui septo retentivo que se caracteriza pela constricção da base – deve-se ser removido na extração
3. Septo supra-alveolar – furca muito alta; também deve ser removido na extração
4. Septo filiforme – normalmente já saem espontaneamente durante a extração
> Recomendações pós-cirúrgicas 
	=> Paciente deve recebe-las por escrito
=> Compressa gelada por 4min a cada meia hora durante 48h para evitar edema (tomando cuidado para não queimar a pele) – pode protege-la com vasilina ou creme
=> Após 48h usa-se a compressa quente para favorecer a vasodilatação
=> Evitar alimentos quentes e de difícil mastigação
=> Evitar esforço físico e calor durante as primeiras 48h
=> Academia e essas coisas apenas após 8 dias 
=> Dormir com cabeça alta durante as primeiras 48h
=> Não fazer bochechos ativo por 5 dias
=> Higiene dos dentes longe da área cirúrgica e com gaze molhada por enxaguante bucal, limpar a área do procedimento 
=> Pequeno sangramento pós operatório é normal
=> Em caso de sangramento intenso: comprimir gaze entre as arcadas por 30min
=> Evitar bebidas alcoólicas e fumar por 48h
=> Febre alta, edemas e outras anormalidades devem ser comunicadas ao profissional 
=> Voltar ao consultório para a remoção dos pontos após 1 semana
AULA 3 EXODONTIA A FORCEPS 
- Incisivos centrais superiores
> Unirradicular, cônica e volumosa
> Mais fáceis de extrair
> Parede vestibular mais delgada, parede palatina mais expessa
> Osso diploico (dilata facilmento)
> Forceps: 1,2,3, 150*, 213
> Tecnica: Luxação na ordem vestíbulo-lingual + movimento de rotação
- Incisivos laterais superiores
> Unirradiculares de raiz achadata no sentido mesio distal, com terço apical curvado
> Colo dentário estreito, parede vestibular mais delgada que a palatina
> Fórceps: 1,2,3,150*,213
> Técnica: luxação na ondem vestíbulo-lingual
> Prensão o mais apical possível 
- Caninos Laterais superiores
> Raiz unirradicular, longa, grossa, mais volumosa no lado palatino
> Obs: Eminencia canina => fratura evidencia o sulco nasogeniano – envelhecimento precoce
> Fórceps: 1,2,3,150,213
> Técnica: luxação na ordem palatina-vestibular + rotação
- 1° Pré-Molares superiores
> Birradicular de raiz fina, podendo ser curvas ou divergentes, sem altura uniforme
> Osso muito mais expesso para palatina
> Fórceps: 150 e 213
> Aconselha-se técnica combinada (luxação inicial com extrator)
> Técnica: introduzir fórceps mais profundo possível, luxação vestíbulo-lingual
- 2° Pré-Molares superiores
> Unirradicular, raiz cônica e ponteaguda
> Osso vestibular mais delgado
> Fórceps: 150, 213
> Técnica: luxação vestíbulo-lingual
- 1° Molares superiores
> 2 raízes vestibulares, 1 raiz paliativa (cônica e bem implantada)
> Vestibular bem fina
> Maior divergência vestibular
> Mais indicada a extração com seccionamento
> Forceps: 18R e 18L
> Tecnica: luxação palato-vestibular
- 2° Molares superiores
> Multirradiculares de raízes pouco divergentes 
> Lamina vestibular mais fina
> Forceps: 18R e 18L
> Técnica: Luxação V-P
- 3° Molares superiores
> Pequeno na forma e posição variada 
> Osso diploico
> Forceps: 18L, 18R, 210
> Região de difícil acesso
> Grande quantidade de anomalias
> Aconselha-se extração unicamente a extrator quando o dente está em correta posição e a técnica combinada nas demais posições 
> Técnica: boca semi-aberta, luxação V-P
- Incisivos centrais inferiores
> Unirradicular, pequeno de raiz afiada e faces distal e mesial achatadas 
> Osso esponjoso
> Fórceps: 151, 203, 74
> Luxação V-L
- Incisivos laterais inferiores
> Unirradicular de raiz alongada e afilada com faces mesial e distal achatadas
> Osso esponjoso 
> Fórceps: 151, 203, 74
> Luxação V-L
- Caninos Laterais inferiores
> Raiz fortemente encaixada na apófise alveolar 
> Osso compacto
> Fórceps: 151, 203, 74
> Idealmente usa-se técnica combinada
> Técnica: fórceps o mais apical possível, luxação V-L + rotação
 
- 1° Pré-Molares inferiores
> Unirradicular, raiz achatada no sentido mesio-distal 
> Osso diploico no terço superior e expesso no terço apical 
> Forceps: 75, 151, 203
> Tecnica combinada
> Tecnica: fórceps mais apical possível, luxação V-L
- 2° Pré-Molares inferiores
> Unirradicular, raiz longa e volumosa
> Rebordo alveolar compacto e grosso
> Forceps: 151, 75, 203
> Tecnica: fórceps o mais apical possível, luxação V-L
- 1° Molares inferiores
> Birradicular, raízes cônicas e achatadas no sentido M-D ambas inclinadas para distal
> Osso compacto com bordas alveolares grossas
> Forceps: 16 e 17
> Tecnica: luxação V-L e movimento em forma de oito (obsoleto – hj usa-se técnica combinada)
- 2° Molares inferiores
> Birradicular, com raízes que podem ser divergentes ou fusionadas, terço apical inclinado para distal e apresenta uma inclinação para lingual 
> Osso grosso
> Forceps: 16 e 17
> Técnica: luxação L-V e movimento em forma de oito (obsoleto – hj usa-se técnica combinada)
- 3° Molares inferiores
> Extrema variedade anatômica, com raízes que normalmente se inclinam para distal
> Normalmente extraído com extrator
> Forceps: 16, 17, 222
> Tecnica: luxação V-L + mov em forma de oito (obsoleto – hj usa-se técnica combinada)
Exodontia por odontosecção 
- Separação da porção radicular ou coronária dos dentes
- Objetivos: 
	=> Eliminar ímpeto mecânico
	=> Evitar fratura de rebordo alveolar
	=> Evitar fratura de raízes
	=> Simplificar a extração pela individualização de raízes em dentes multirradiculares 
	=> Eliminar a impactação em dentes retidos 
- Indicações
	=> Dentes multirradiculares com coroas com destruições carioticas extensas 
	=> Dificuldade de extração por outros metedos
	=> Quando prevista a redução da resistência coronária 
	=> Dentes multirradiculares com restaurações extensas 
	=> Decíduos com germe permanente alojado nas raízes
	=> Hipermineralização alveolar
	=> Raízes divergentes
	=> Raízes convergentes com osso interradicular bem calcificado 
	=> Dilacerações apicais
	=> Multirradiculares com hipercementose 
	=> Dentes retidos 
- Classificação
	=> Quanto a via de acesso
	> Alveolar
	> Não Alveolar
	=> Quanto ao corte
	> Paralela ao longo eixo
	> Perpendicular ao longo eixo 
	> Oblíqua ao longo eixo
	> Mista
- Instrumentais usados
	=> Pontas diamantadas (esmalte)
	=> Brocas cirúrgicas (dentina em diante)
	=> Extratores retos (fragilidade coronal)
	=> Cinzel de pressão manual 
	=> Cinzel e martelo 
	=> Disco de carborundum 
Extração por alveolectomia
- Remoção total ou parcial do osso alveolar, facilitando a remoção do dente
- Classificação
	=> Quanto a quantidade de osso removida
	> Total
	> Parcial
	=> Qual ao local do osso removido 
	> Externa 
	> Interna 
	> Intra-alveolar (dentro do alvéolo) 
- Indicações
	=> Dentes em posições anômalas 
	=> Dentes portadores de peças protéticas 
=> Dentes que coroa foi destruída por carie e não apresenta fundo útil para a aplicação de forças no uso do fórceps 
	=> Dentes fraturados em manobras cirúrgicas anteriores
=> Raizes sem possibilidade de apreensão pelo fórceps ou ainda, sem ponto de apoio de extratores
	=> Radiculectomias
- Instrumentais usados
	=> Brocas cirúrgicas 
	=> Cinzel a pressão manual=> Cinzel a martelo 
- Etapas 
	=> Incisão
	=> Deslocamento do retalho
	=> Alveolectomia 
	=> Extração 
	=> Cuidados com o alvéolo
	=> Sutura
Extração com apicectomia
- Instrumentais usados
	=> Brocas cirúrgicas 
	=> Cinzel a pressão manual
	=> Cinzel a martelo 
- Etapas 
	=> Incisão
	=> Deslocamento do retalho
	=> Alveolectomia 
	=> Extração 
	=> Cuidados com o alvéolo
	=> Sutura
Acidentes e complicações cirúrgicas da exodontia
=> Acidente (durante) x Complicações (depois)
=> Acidente do uso do fórceps
	- Uso de fórceps improprio
	- Inverter o lado do fórceps (cabo deve sempre se voltar para mesial)
	- Preensão incorreta do fórceps (devem estar ambos os lados da mesma altura)
	- Movimentos de lateralidade em excesso
	- Movimentos de rotação – em multirradiculares ou na coroa do dente vizinho
- Movimentos de expulsão – ao soltar, ocorre ricochete e fórceps pode bater no dente da outra arcada
=> Acidentes em geral
- Desgarramento de mucosa (ocorre devido o uso de extrator sem incisão sucular ou sem sindesmotomia)
> Conduta: remover parte lacerada, regularizar os bordos e remover o osso exposto, suturar
- Fratura da tuberosidade: tuber frágil e dente bem implantado – se não realizar a alveolectomia parcial, há grandes chances de fratura (geralmente em pacientes que só possuem um dente) 
> Conduta: Se a peça óssea não for removida, deve-se parar a extração e suturar a incisão, só realizar a extração após 21 dias. Se a peça óssea sair junto com o dente, deve-se limar o osso remanescente, suturar, anti-inflamatório, compressas geladas e alimentação gelada
	- Fratura de raiz: caso aconteça, deve ser realizada a alveolectomia total 
	- Lesão dos dentes vizinhos ou arco oposto
		> Uso incorreto do extrato ou fórceps
		> Dentes com hipercementose 
		> Técnica cirúrgica errada
	- Luxação de ATM
		> Travamento da boca aberta (bilateral ou unilateral)
> Conduta: Colocar paciente sentado em posição ortostática com a cabeça na linha de cintura do operador. Enrolar polegares com gaze e apoiá-los sobre o trígono retromolar. Movimento para baixo, para trás e para cima. Deve-se então segurar no mento e fazer a bandagem de Barton deixando por 24h. Prescrever miorelaxante por 3 dias e só comer pastosos. 
	- Fratura de mandíbula 
		> Acidente raro, mais comum em 3°M inclusos
> Conduta: parar a extração e suturar. Fazer bloqueio intermaxilar com fio de aço bilateral, deixando ele de boca fechada e encaminhando-o para cirurgião buco-maxilo 
	- Abertura do seio maxilar 
		> Manobra de vasalva 
> Conduta: remover tabua óssea vestibular, fechar completamente o alvéolo coaptando a ferida, orientar o paciente a espirrar de boca aberta, prescrever amoxicilina 1g, descongestionante nasal e remover os pontos depois de 8 dias. Caso a cicatrização não seja ideal, pode-se formar uma fistula – bucomaxilo 
	- Penetração do dente dentro do seio maxilar
		> Fechar a incisão e prescrever antibiótico e anti-inflamatório, aguardar 21 dias
		> Solicitar RX panorâmico 
		> Encaminhar para cirurgião bucomaxilo
	- Abertura da cavidade nasal
		> Gelo e tamponamento nasal
		> Remover osso da parede vestibular e suturar coaptando os bordos 
		> Prescrever antibioticoterapia profilática e analgésico 
		> Aguardar 45min com o paciente sentado e remover o tamponamento
		> Se continuar sangrando deve-se deixar o tamponamento por 24h 
	- Penetração de dente nas vias respiratória ou digestiva 
		> Digestiva: aguardar apenas 
		> Via respiratória
			I. Manobra de heimlich
			II. Ligar 192
			III. Acalmar o paciente e ministrar O2
	- Lesão de partes moles
		> Reconstituição do local lesado 
	- Lesão de vasos e nervos
		> Nervo: parestesia – 3 meses. Deve-se usar vitamina B e laserterapia 
> Vaso: hemorragia (suturar e comprimir) e hematoma (antibióticos 5 dias, compressas quentes e úmidas, usar pomadas fibrinolíticas)
	- Enfisema 
		> Acúmulo de ar no tecido 
		> Compressas quentes e úmidas e analgésicos – some em 3 dias 
=> Complicações
	- Fratura secundaria da mandíbula 
		> Fragilidade mandibular após extração de 3°M
		> Bloqueio intermaxilar com fio de aço ou bandagem de Barton 
		> Encaminhar para bucomaxilo 
		> Intiinflamatorio, antibiótico e analgésico 
	- Alveolite
		> Infecção no alvéolo
> Causas: Falta de sangue no alvéolo favorece, Retirada do coágulo por meio mecânico, falta de assepsia e antissepsia do operador, instrumental não estéril 
> Dor forte e latejante, odor fétido, alvéolo e mucosa necróticos 
> Tratamento local: anestesia por bloqueio, colocar anestésico tópico dentro do alvéolo, curetagem discreta, irrigar alvéolo, aguardar preenchimento do alvéolo com sangue 
> Tratamento geral: antibiótico terapia e analgésico 
	- Infecção
		> Antibioticoterapia e analgésico 
		> Compressas e bochechos mornos 
		> Caso não ocorrer drenagem intraoral, proceder drenagem extraoral 
	- Edema
		> Anti-inflamatório preemptivo e compressas geladas por 48h
> Após 48h compressa quente
	- Hemorragia secundária
		> Dias após a cirurgia
		> Retirar sutura, limpar alvéolo e ressuturar
> Prescrição de anti-hemorrágico (transamin iv 1 a 2 ampolas de 8h em 8h ou oral 2 comprimidos a cada 8h durante 3 dias), antibiótico e monitorar PA
Controle da dor
- 90% das dores odontológicas são resolvidas removendo a causa
- Analgésicos e anestésicos servem como moduladores da dor
- Inflamação, infecção, medo e ansiedade 
- Inflamação: dura aproximadamente 72h com pico em torno das 36h, pico de dor em torno de 6 a 8h pós cirúrgico 
- Pré-operatório: ansiolíticos, anti-inflamatórios preemptivos, antimicrobianos
	=> Diazepan 5mg: 1 comprimido 1h antes (uso na UBS)
=> Midazolan (em consultório – adultos – 30min antes) lorazepan (em consultório – idosos)
	=> Betametasona 2mg: 2 comprimidos 1h antes 
	=> Amoxicilina 500mg: 2g 1h antes – diabéticos e imunossuprimidos se usa apenas 1g 
- Transoperatório: anestésicos 
- Pós-operatório: analgésicos e anti-inflamatórios terapêuticos 
	=> Dipirona 500mg: 1 comprimido a cada 4h 
=> Paracetamol 500mg: 1 comprimido a cada 6h – altamente hepatotoxico (não associar a bebida)
	Obs: Período máximo de 24 a 36h
- Antiinflamatorios 
	> AINES: diclofenaco, cetoprofeno, ibuprofeno, nimesulida, meloxicam, etoricoxibe 
=> Inibem via da COX
=> Diclofenaco 50mg: irritante gástrico, 8 em 8h
=> Ibuprofeno 600mg: 12 em 12h, para gestantes e crianças 
=> Nimesulida 100mg: 12 em 12h, não serve para dor pulpar 
=> Meloxicam 15mg: 24h em 24h 
=> Etoricoxibe 90mg: 24 em 24h, para estomago sensível
	> Esteroidais: betametasona, dexametasona
		=> Inibem via da fosfolipase A2, inibem leucotrienos 
		=> Exodontia simples: 4mg – dose unica
		=> Dente impactado: 8mg
	> Analgesicos puros: dipirona, paracetamol
		=> Agem no canal de cálcio 
	Obs: todos antiinflamatorios tem efeito analgésico 
Obs: Cascata da inflamação 
Obs 2: Experiencia clínica + experiencia do paciente devem ser levadas em conta na hora da medicação 
- Vasodilatação > aumento da permeabilidade > quimiotaxia > dor 
- Via do nociceptor: ativada pelas vias do ácido araquidônico (das prostaglandinas e dos leucotrienos) 
- Crianças
	=> Leve ou moderada
	> Paracetamol e dipirona em gotas 10mg/kg 
	=> Mais invasivas
	> Celestone (0,5mg/ml – dose de 0,025 a 0,05 mg/kg
	> Nimesulida (50mg/ml – dose de 2,5mg/kg) – 12 em 12h 
- Idosos
	=> Leve ou moderada
> Dipirona e paracetamol 
=> Mais invasivas
> Corticosteroides 
- Gestantes
	=> Paracetamol 500mg 6/6h
	=> Se houver necessidade pode usar betametasona e dexametasona 
	=> AINES devem ser evitados
- Diabéticos
	=> Evitar AINES
	=> Dipirona e paracetamol
	=> Corticosteroides 
- Receituário 
	=> Nome do paciente por completo
	=> Vias de adm
> Uso externo ou parenteral (para drogas injetáveis) 
> Uso interno para drogas injeridas 
> Uso tópico para pomadas, supositórios, colírios, gotas
=> Nome da droga – dosagem – comprimidos a serem injeridos durante o período (posologia)
=> Orientações quanto a hábitos e dieta durante o tratamento
=> Data e assinatura 
=> Obs: anotar os remédios por ordem de importância 
=> Obs 2: nunca deixar espaçamentoem branco, a fim de evitar fraudes – deve-se passar um traço na região em branco 
Controle de infecção
- Origem da infecção odontogenica
	=> Endogena: através da corrente sanguinea
	=> Exogena: através de agentes externos
- A natureza das infecções é polimicrobiota anaeróbia e aeróbia: cocos aeróbios gram +, cocos anaeróbios gram -, bastonetes anaeróbios gram -
- Principais processos infecciosos
	=> Cárie: s. mutans, actinomyces ssp, bacilos ssp
	=> Gengivite: campylobacter retus, actinomyces ssp, prevotela intermedia, s. anginosu
=> Periodontite: porphiromonas gengivalis, bacteroides forsytrhus, actinobacillus a. comitans, prevotella intermedia, fusobacterium nucleatum 
=> Abcesso periapical: peptoestreptococcus micros, prevotella oralis, prevotella melaninogenica, s. anginosus, porphiromonas gengivalis
=> Pericoronarites: peptoestreptococcus micros, porphiromonas gengivalis, fusobacterium ssp
=> Periimplantites: peptoestreptococcus micros, fusobacterium nucleatum, prevotella intermedia, pseudomonas aeruginosa, staphylococcus ssp
 - Ciclo das bactérias
	=> Bacterias aeróbias são as primeiras a chegar com seu metaboliso agressivo. Elas quelam parcialmente o O2 local, favorecendo o desenvolvimento de bactérias anaeróbias facultativas, que, por sua vez, quelam por completo o O2 presente no tecido. Surgem então as bactérias anaeróbias 
- Origem da infecção: Periapical ou Periodontal 
- Fatores que influenciam na disseminação do processo infeccioso
	=> Fatores microbianos: quantidade e virulência 
	=> Fatores do hospedeiro: fatores locais (saúde oral) e gerais (nutrição, doenças sist...)
- Estágios da infecção
	=> Osteíte: localizada no osso
=> Celulite ou flegmão: inchaço agudo, dor severa e generalizada, grande, bordos difusos, endurecida, sem pus, alto potencial de gravidade, metabolismo aeróbio 
=> Abcessos: localização do processo infeccioso, crônica, localizada, tamanho pequeno, bordos circunscritos, flutuante (mole), com pus, baixo potencial de gravidade, metabolismo anaeróbio
	Obs: não precisa passar pelos 3 estágios
- Tratamento da infecção
	=> Remover a causa
	=> Se for localizado: prescrever antibiótico antes de intervir no dente
=> Se for generalizado: intervenção rápida de drenagem da infecção e remoção do dente
	=> Hidratação, antibioticoterapia, analgésicos, suplementação vitamínica e proteica
	=> Fornecer calor
- Antibióticos
=> Ideal: efetivo frente ao microrganismo, adequados padrões farmacocinéticos, boa tolerância, poucos efeitos adversos, não interagir com outras substancias, baixo custo fácil de estocar, possuir efeito residual longo
=> Escolha: Analisa fatores como toxicidade, espectro de ação, mecanismo de ação (bacteriostático ou bactericida – prioriza-se o ultimo), risco/beneficio 
=> Indicação formal do uso de antibióticos: infecção difusa e não circunscrita, presença de toxemia, evolução rápida, evolução dos espaços faciais, pacientes sistemicamente comprometidos, pericoronarite severa, osteomielite 
- Antibioticoterapia profilática X terapêutica
=> Profilática: antes do procedimento. Em pacientes sistemicamente comprometidos ou em casos de protocolos 
	=> Terapêutica: tratamento da infecção. Deve perpertuar de 3 a 7 dias a sua prescrição
	Obs: CD só usa 1° e 2° escolha
=> Que agem na parede celular: penicilinas e cefalosporinas 
- Penicilinas
	=> Naturais: Penicilina G e V
> Penicilina G potássica: iv, usada em hospital, em unidades, 3.500.000 e 5.000.000 de 4/4h diluído em 250ml de soro em gotejamento contínuo
> Penicilina G benzatina (benzetacil): frasco ampola 600.00 e 1.200.000 U usado em dose única a cada 3 dias
	> Penicilina V: oral, a cada 6h, em crianças: 40 a 100UI/kg peso, suspensão oral 400.000 UI em cada 5ml 
> Amplacilina: capsulas de 500mg de 6 em 6h, 250mg/5ml suspensão oral. Precisa ser adicionada ao sulbactan por não ser resistente a penicilinase. Via iv 1,5 a 12g 8/8h ou em comprimido (sultamicina) 2comprimidos via oral 12/12h. Defeito é o preço – muito cara. 
	=> Penicilinas penicilinase-resistentes: Oxacilina
=> Aminopenicilinas: Ampicilina e Amoxicilina (amoxicilina-clavulanato e amoxicilina-sulbactam) 
	> Amoxicilina: capsulas 500mg, 8/8h
	> Amoxicilina-clavulanato: 500mg, 8/8h ou 875mg 12/12h
> Cefalexina: cefalosporina de nível ambulatorial, 500mg 6/6h ou 1g 6/6h, depende da infecção
	=> Penicilinas de espectro ampliado: Carboxipenicilinas 
	=> Interrompe síntese de DNA bacteriano: Metronidazol
> Metronidazol: quando associado a penicilinas ou cefalosporinas, amplia o espectro de ação. 250mg ou 400mg (ultimo usado para controle de infecção) – 8/8h associado aos outros antibióticos. Não se deve fazer uso de álcool. 
	=> Bacteriostáticos (atuam na síntese proteica): 
> Não se associa fármacos da mesma classe, pois elas irão antagonizarão
> Aminoglicosideos são altamente ortotoxicos e nefrotóxicos 
		> Eritromicina: infecções de pele, comprimidos 500mg 12/12h
		> Azitromicina: dose unitária por dia 500mg durante 3 dias 
		> Claritromicina: comprimido 500mg 12/12h, não usada na odontologia
> Clindamicina: alta efetividade anaeróbia, não se associa a metronidazol. Dalacin C capsulas 300mg, Floxacin cump. 400mg. 300 a 600mg 6/6h ou 8/8h, 900mg 8/8h
> Lincomicina: oral capsula 500mg 8/8h 
> Tetraciclina: usada na periodontia. Abre-se a capsula e dilui em soro e aplica sobre a raiz do dente para tratar periodontite refratária. Não pode ingerir leite e derivados. Crianças mancham os dentes, então, não é indicado nem para gestantes. 
> Gentamicina: via venosa, hospitalar, altamente nefrotóxicas e ortotoxicas, usadas em associação para infecções gran -. Sugere-se ser feita em embolos (240mg diluído em 250ml de soro em gotejamento lento e continuo em dose única)
> Amicacina: nível hospitalar, iv, 500mg diluído em 200ml gotejamento lento durante 60min 8/8h 
- Interações medicamentosas
	=> Penicilinas X Anovulatórios 
	=> Penicilinas X Macrolideos
	=> Antibioticos X Antiinflamatorios 
	=> Clindamicina X Eritromicina e Clorafenicol
	=> Clindamicina X Opioides 
	=> Tetraciclinas X Derivados do leite
	=> Eritromicina e amplacilina X Alimentos
- Insucessos da antibioticoterapia	
image6.emf
image7.emf
image8.png
image9.png
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.png
image1.jpeg
image2.jpeg
image3.jpeg
image4.jpeg
image5.emf

Mais conteúdos dessa disciplina