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Malha do aterramento
Apresentação
Uma das principais preocupações em uma instalação elétrica é a segurança das pessoas que estarão 
utilizando-a, direta ou indiretamente. Pensando nisso, o trabalho da engenharia é garantir que os 
riscos de choques elétricos sejam os menores possíveis. Com o auxílio de normas e o uso de 
equipamentos e dispositivos adequados é possível minimizar os riscos envolvendo choques 
elétricos, de origens diversas, em uma edificação. O aterramento elétrico faz parte desse sistema de 
segurança em instalações elétricas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá o que é um aterramento elétrico, sua finalidade e sobre 
equipotencialização. Poderá, também, determinar o correto dimensionamento de eletrodos de 
aterramento e entender como o sistema de proteção se relaciona ao aterramento de uma 
edificação.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar a finalidade do aterramento elétrico. •
Diferenciar esquemas de aterramentos e equipotencialização. •
Dimensionar eletrodos de aterramento. •
Desafio
O aterramento elétrico visa a interligar equipamentos, dispositivos ou qualquer parte metálica 
diretamente à terra, garantindo uma diferença de potencial quase nula entre esses dois pontos. Ele 
é realizado para garantir a segurança das pessoas e, também, descarregar cargas eletrostáticas 
armazenadas nas carcaças de equipamento. Ou, ainda, para conduzir descargas atmosféricas direto 
para a terra, evitando maiores danos às pessoas ou às instalações.
Em determinada empresa, a presença de correntes de fuga em pontos específicos da instalação 
estava ocasionando choques elétricos e/ou a ação repentina de dispositivos de proteção, que eram 
acionados, desligando os circuitos de alimentação.
Você foi contratado para fazer algumas verificações no sistema de aterramento dessa empresa. 
Inicialmente, você realizou uma inspeção visual em todas as hastes de aterramento, pelas caixas de 
inspeção, a fim de verificar a sua integridade.
Veja, na imagem a seguir, o resultado da medição realizada com um terrômetro, equipamento 
adequado para medir a resistência elétrica.
a) Em termos de resistência elétrica, ao comparar os pontos de conexão desse sistema de 
aterramento, qual(is) deveria(m) ser o(s) valor(es) encontrado(s), idealmente, entre os pontos do 
sistema de aterramento?
b) O que indica a leitura feita pelo terrômetro e qual seria a ação necessária após esses resultados? 
Explique a sua resposta.
Infográfico
Para que o sistema de aterramento seja realmente eficaz, ele deve ser interligado com todos os 
sistemas de proteção contra possíveis correntes de falta em uma edificação. As normas pertinentes 
indicam essa conexão entre sistemas de proteção. Por exemplo, para-raios devem estar conectados 
à malha de aterramento, pois, em caso de descargas atmosféricas, todo o excedente de energia irá 
se descarregar na terra, garantindo a proteção de pessoas, principalmente.
Neste Infográfico, você verá um exemplo de conexão entre eletrodos de aterramento e os para-
raios de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/f301c1a6-ea20-4cd0-a48c-073ccbf434c1/27bd5a80-8f14-4a55-9918-e2f84e0f604d.png
Conteúdo do livro
A equipotencialização de uma edificação tem papel fundamental na proteção de pessoas e animais 
domésticos contra choques elétricos ocasionados por correntes de fuga ou contato acidental com 
partes vivas. Para que essa medida esteja atuando corretamente, o aterramento elétrico deve estar 
adequado ao nível de proteção que rege a normatização pertinente.
Neste capítulo, Malha do aterramento, da obra Instalações Elétricas, além de verificar os conceitos e 
as características mais relevantes do aterramento elétrico e de equipotencialização, você vai 
verificar a maneira mais adequada de dimensionar os eletrodos de aterramento. Dessa maneira, 
haverá a garantia do correto funcionamento desse sistema de proteção.
Boa leitura.
INSTALAÇÕES 
ELÉTRICAS 
Luciana Maria Margoti Araujo
Malha do aterramento
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar a finalidade do aterramento elétrico.
 � Diferenciar esquemas de aterramentos e equipotencialização.
 � Dimensionar eletrodos de aterramento.
Introdução
Para que um sistema de aterramento seja efetivo, alguns critérios mínimos 
devem ser seguidos. A Norma Técnica (NBR) 5410 — Instalações Elétricas 
de Baixa Tensão (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004) 
caracteriza e quantifica as dimensões de cada um dos elementos que 
podem ser utilizados nos sistemas de aterramento e equipotencialização.
Neste capítulo, você estudará sobre os conceitos de aterramento e 
equipotencialização e a importância dessas aplicações na segurança, 
principalmente de pessoas. Com base na norma pertinente e nas carac-
terísticas elétricas dos materiais, você verificará como deve ser dimensio-
nada a proteção corrente de fuga, sobrecargas e contra choques elétricos, 
garantindo edificações mais seguras.
1 Aterramento elétrico
Aterramento elétrico é estabelecer uma ligação intencional com a Terra, 
com o objetivo de estabilizar a tensão no caso de descargas atmosféricas, 
correntes de fuga, correntes de curto-circuito e demais correntes provenientes 
de qualquer surto elétrico. Essa ligação é beneficiada pelo fato de a Terra ser 
um grande depósito de energia, e assim, como uma ligação de baixa resis-
tência (aterramento), todas as correntes indesejáveis são conduzidas a ela. 
O objetivo principal do aterramento é evitar o choque elétrico. Em instalações 
elétricas o aterramento garante a segurança de pessoas e animais domésticos, 
proteção das instalações, máquinas e equipamentos e o bom funcionamento 
dos circuitos em geral. 
Em projetos, placas, indicações, etc. o símbolo mais comum de aterramento 
é o mostrado na Figura 1. 
Figura 1. Símbolo de aterramento.
Em instalações elétricas podem ser encontrados os dois tipos básicos de 
aterramento a seguir (CREDER, 2016).
 � Aterramento funcional: realiza a conexão de um dos condutores dos 
sistemas de alimentação dos circuitos à Terra e garante o funciona-
mento correto, seguro e confiável da instalação. A Figura 2a mostra o 
aterramento funcional, em que, a partir do barramento com a finalidade 
de aterramento, derivam-se os condutores que irão aos circuitos de 
dispositivos e equipamentos.
 � Aterramento de proteção: conecta as massas e elementos condutores 
que não participam da alimentação dos circuitos à Terra, com o objetivo 
de proteção contra choques elétricos por contato direto. A conexão 
da carcaça (massa) de um motor à Terra, para proteção contra choque 
elétrico (correntes de fuga) pode ser verificada na Figura 2b.
Malha do aterramento2
Figura 2. Aterramento (a) funcional e (b) de proteção.
Fonte: RachenStocker/Shutterstock.com; PakulinSergei/Shutterstock.com.
(a) (b)
Ainda é possível encontrar o aterramento temporário, realizado em situações 
de trabalho/manutenção em determinado equipamento ou área, tornando pos-
sível a realização de trabalho seguro. Esse aterramento tem caráter provisório, 
e tão logo a atividade termine, ele é retirado.
Todo aterramento contém o condutor proteção que liga os equipamentos, 
dispositivos, máquinas e massas entre si ou um barramento de aterramento 
principal; e uma, ou um conjunto de hastes de proteção (eletrodo), ligando o 
barramento de aterramento principal à Terra. Por esse motivo, as hastes são 
instaladas enterradas diretamente na terra. 
Toda edificação deve possuir uma estrutura de aterramento, eletrodo de 
aterramento, sendo que podem ser utilizadas armaduras do concreto das 
fundações para essa finalidade; ou podem ser utilizados fitas, barras ou ca-
bos metálicos específicos, imersos no concreto da fundação; usode malhas 
metálicas enterradas no nível da fundação, cobrindo a área da edificação 
sendo complementadas com hastes verticais ou cabos dispostos radialmente; 
ou, no mínimo, um anel metálico enterrado, circundando o perímetro da 
edificação e também sendo complementadas com hastes verticais ou cabos 
dispostos radialmente.
3Malha do aterramento
Segundo a NBR-5410 – Instalações elétricas de baixa tensão (ASSOCIA-
ÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), os condutores de 
proteção devem apresentar seções mínimas, de acordo com o circuito que 
acompanham. Se os condutores de fase dos circuitos apresentam seção até 
16 mm2, o condutor de proteção deve ter a mesma seção deles. Se o circuito 
de alimentação (fases) tiver entre 16 mm2 e 35 mm2, o condutor de proteção 
deve ter seção de 16 mm2. Já em casos onde os condutores de fase apresentam 
seção superior a 35 mm2, o condutor de proteção deverá sempre ter a metade 
da seção do condutor de fase. Observe o Quadro 1.
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
Seção dos condutores 
de fase S (mm2)
Seção mínima do condutor de 
proteção correspondente (mm2)
S ≤ 16 S
16 35
 
Quadro 1. Seção mínima do condutor de proteção
Em instalações elétricas, as cores trazem informações muito importantes sobre fina-
lidade, utilização, etc. A NBR-5410 restringe o uso de condutores de dupla coloração 
verde-amarela somente como condutor de proteção (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE 
NORMAS TÉCNICAS, 2004). Na ausência de condutor com essa dupla coloração, 
o condutor verde deve ser utilizado. Nenhuma outra cor deve ser aplicada para a 
finalidade de proteção.
Malha do aterramento4
Os condutores de proteção podem ser fios isolados, mantendo-se no mesmo 
eletroduto dos demais condutores do circuito, ou pode ser um veio do cabo 
multipolar. O condutor de proteção, que interliga os elementos ao aterra-
mento principal pode ser chamado, simplesmente, de terra; com a sigla PE 
designando-o. Entretanto há casos em que é possível realizar a conexão do 
condutor neutro ao barramento de proteção, fazendo com que esse condutor 
tenha a função combinada de condutor de proteção e neutro; e esse condutor 
passa a ser designado por PEN. Essas definições serão muito úteis para os 
estudos que virão na sequência.
2 Esquemas de aterramento e 
equipotencialização
Os circuitos terminais e os de distribuição devem conter um condutor de 
proteção, exceto em alguns casos específicos que trata a norma internacional 
IEC61140, segundo a NBR-5410 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2004). Os sistemas de aterramento são classificados de acordo 
com um código de letras, de acordo com a NBR-5410, da forma XYZ em que 
(CREDER, 2016):
 � X — situação da alimentação em relação à terra:
 ■ T — um ponto diretamente aterrado;
 ■ I — isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterra-
mento de ponto através de impedância;
 � Y — situação das massas da instalação elétrica em relação à terra:
 ■ T — massas diretamente aterradas, independentemente do aterra-
mento eventual de um ponto da alimentação;
 ■ N — massas ligadas ao ponto da alimentação aterrado (em corrente 
alternada, o ponto aterrado é normalmente o próprio neutro);
 � Z — disposição do condutor neutro e do condutor de proteção:
 ■ S — funções de neutro e de proteção asseguradas por condutores 
distintos;
 ■ C — funções de neutro e de proteção combinadas em um único 
condutor (condutor PEN).
5Malha do aterramento
Ainda conforme a NBR-5410 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2004), a Figura 3 demonstra como são os símbolos utilizados na 
demonstração dos esquemas de aterramento, para sistemas trifásicos.
Figura 3. Símbolos utilizados nas ilustrações dos esquemas de aterramento.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
Condutor neutro (N)
Condutor de protação (PE)
Condutor combinado as funções de
neutro e de condutor de proteção (PEN)
Esquema TN
Possui um ponto da alimentação aterrado e todas as massas estão ligadas a 
este ponto por meio do condutor de proteção. No esquema TN é possível que 
o condutor neutro e o condutor de proteção sejam condutores distintos TN-S 
(Figura 4a). Já para o esquema TN-C-S, em parte do sistema condutores 
de neutro e proteção podem ter suas funções combinadas, como mostra a 
Figura 4b. Ou ainda, o esquema TN-C em que os condutores de neutro e 
proteção são combinados na totalidade do sistema de aterramento, como 
mostra Figura 4c.
Malha do aterramento6
Figura 4. (a) Esquema TN-S; (b) esquema TN-C-S; (c) esquema TN-C.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
L1
L2
L3
N
PE
MassasMassasAterramento da
alimentação
L1
L2
L3
PEN PE
N
MassasMassasAterramento da
alimentação
L1
L2
L3
PEN
MassasMassasAterramento da
alimentação
(a)
(b)
(c)
7Malha do aterramento
Esquema TT
Um ponto da alimentação é diretamente aterrado. As massas da instalação 
são ligadas a eletrodos de aterramento distintos do eletrodo de aterramento 
da alimentação, conforme Figura 5.
Figura 5. Esquema TT.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
L1
L2
L3
N
L1
L2
L3
N
PE
PE PE
Aterramento da
alimentação
Aterramento da
alimentação
Massas
Massas Massas
Massas
Esquema IT
As partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado 
por meio de impedância. As massas são aterradas no mesmo eletrodo de 
aterramento da alimentação, ou, se este último não existir, as massas ater-
radas possuirão eletrodo de aterramento próprio, como pode ser verificado 
na Figura 6.
Malha do aterramento8
Figura 6. Esquema IT (a) sem aterramento da alimentação; (b) com alimentação aterrada por 
meio de impedância. (b.1) Massas aterradas em eletrodos separados e independentes do 
eletrodo de aterramento da alimentação; (b.2) massas coletivamente aterradas em eletrodo 
independente do eletrodo de aterramento da alimentação; (b.3) massa coletivamente 
aterrada no mesmo eletrodo da alimentação.
Fonte: Adaptada de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
L1
L2
L3
N
L1
L2
L3
N
L1
L2
L3
N
L1
L2
L3
N
L1
L2
L3
N
1)
1) 1) 1)
1)
PE
PE PE PE PE
PE
Massas
Massas
Massas Massas Massas Massas
Massas
MassasAterramento da
alimentação
Aterramento da
alimentação
Aterramento da
alimentação
Aterramento da
alimentação
Impedância
Impedância Impedância Impedância
BA
B.1 B.2 B.3
Equipotencialização
Equipotencializar é fazer com que vários pontos de uma instalação, ou um sis-
tema qualquer, estejam sob o mesmo potencial elétrico (tensão). Sem diferença 
de potencial entre carcaças, massas ou partes metálicas, que não façam parte 
da instalação elétrica, é possível minimizar a ocorrência de choques elétricos.
Segundo a NBR-5410 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉC-
NICAS, 2004), toda edificação deve conter uma equipotencialização principal 
reunindo os seguintes elementos:
9Malha do aterramento
 � armaduras de concreto armado e outras estruturas metálicas da 
edificação;
 � tubulações metálicas de água, gás, esgoto, sistema de ar-condicionado, 
de ar comprimido, etc.;
 � condutos metálicos das linhas de energia e de sinal que entram ou 
saem da edificação;
 � armações, coberturas ou capas metálicas de cabos das linhas de energia 
ou sinal;
 � dentre outros elementos metálicos presentes na edificação e que não 
façam parte da condução de energia propriamente dita.
Junto ou próximo à entrada da alimentação elétrica deve ser colocado 
um Barramento de Equipotencialização Principal (BEP), do qual todos os 
elementos relacionados acima devem estar direta ou indiretamente conectados.
A equipotencialização sempre é realizada por meio do BEP, e ele possui uma influência 
de 10 m. Quando houver edificações dentro deste raio, todas deverão ser interligadas 
no mesmo BEP.
Agora que você já conhece meios de proteger a instalação elétrica e as 
pessoas, com os esquemas de aterramento e equipotencialização, vamos 
aprender a como dimensionaros eletrodos de aterramento. Toda a padronização 
do dimensionamento e a instalação dos sistemas de aterramento devem seguir 
a normatização pertinente. Neste caso, a NBR-5410 traz todas as diretrizes 
a serem adotadas.
Malha do aterramento10
3 Dimensionando eletrodos de aterramento
A NBR-5410 rege a padronização de segurança no momento do dimensiona-
mento, ou seleção, de eletrodos de aterramento. Segundo a norma, a infraes-
trutura de aterramento deve ser confiável e atender aos requisitos de segurança 
em relação às pessoas; deve conduzir correntes de falta à terra, sem risco de 
danos térmicos, termomecânicos e eletromecânicos, ou de choques elétricos 
causados por essas correntes (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TÉCNICAS, 2004). Os eletrodos devem ser utilizados conjuntamente com os 
sistemas de proteção contra descargas atmosféricas.
A Figura 7 mostra um sistema de aterramento, no qual o sistema de proteção 
contra descargas atmosféricas é interligado aos eletrodos de aterramento e ao 
BEP, no quadro de ligação.
Figura 7. Sistema de proteção com hastes de aterramento.
Fonte: Adaptada de rumruay/Shutterstock.com.
Transformador
Condutor 
de 
alimentação
Quadro medidor
Haste de aterramento
Condutor de aterramento
Quadro de distribuição
Tomadas 
(circuitos terminais)
Haste de 
aterramento
Para-raios
O Quadro 2 mostra os materiais dos eletrodos de aterramento e as suas 
dimensões, segundo o que prevê a NBR-5410.
11Malha do aterramento
Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (2004).
M
at
er
ia
l
Super-
fície
Forma
Dimensões mínimas
Diâme-
tro 
(mm)
Seção 
(mm2)
Espes-
sura do 
material 
(mm)
Espessura 
média do 
revesti-
mento (µm)
A
ço
Zincada 
a quente 
ou 
inoxidável
Fita — 100 3 70
Perfil — 120 3 70
Haste de 
seção 
circular
15 — — 70
Cabo de 
seção 
circular
— 95 — 50
Tubo 25 — 2 55
Capa de 
cobre
Haste de 
seção 
circular
15 — — 2000
Reves-
tida de 
cobre por 
eletro-
posição
Haste de 
seção 
circular
15 — — 254
Co
br
e Nu
Fita — 50 2 —
Cabo de 
seção 
circular
— 50 — —
Cordo-
alha
1,8 
(cada 
veio)
50 — —
Tubo 20 — 2 —
Zincada Fita — 50 2 40
Quadro 2. Materiais comumente utilizáveis em eletrodos de aterramento — dimensões 
mínimas do ponto de vista da corrosão e da resistência mecânica, quando os eletrodos 
forem diretamente enterrados
Malha do aterramento12
Nas fundações em alvenaria, a infraestrutura de aterramento pode ser 
constituída por fita, barra ou cabo de aço galvanizado imerso no concreto 
das fundações, formando um anel em todo o perímetro da edificação. A fita, 
barra ou cabo deve ser envolvido por uma camada de concreto de no mínimo 
5 cm de espessura, a uma profundidade de no mínimo 0,5 m (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004).
Segundo a NBR-5410 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), é neces-
sário estar atento para que possíveis alterações nas características do solo não elevem 
a resistência de aterramento, dificultando a ação da proteção contra choques elétricos.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: instalações elétricas de 
baixa tensão. 2. ed. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
CREDER, H. Instalações elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
13Malha do aterramento
Dica do professor
O barramento de equipotencialização principal (BEP) deve estar presente em toda edificação. É 
dele que partem os condutores de proteção para todos os circuitos terminais e demais máquinas e 
equipamentos em uma instalação. Ele a garante segurança da instalação para a sua utilização.
Em alguns casos, é necessário um barramento de equipotencialização local, chamado de BEL. É 
interessante que cada tipo diferente de circuito, ou aplicação, que contenha partes metálicas 
tenha uma caixa de equipotencialização individualizada.
Nesta Dica do Professor, você verá mais sobre barramento de equipotencialização principal e 
quando é necessária a utilização de um barramento de equipotencialização local.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/b29155ac2e623d1ba598998d3a603f90
Exercícios
1) Em uma instalação elétrica, a alimentação principal tem condutores de 120mm2. Para a 
proteção dessa instalação, qual seria a seção do condutor de proteção, de acordo com a 
NBR-5410?
A) 16mm2.
B) 50mm2.
C) 60mm2.
D) 70mm2.
E) 120mm2.
2) De acordo com a conexão, existente ou não, entre os condutores neutro e de proteção, os 
esquemas de aterramento recebem nomenclaturas distintas. Dentre as nomenclaturas 
utilizadas para diferenciar os esquemas de aterramento, uma sequência de três letras 
identifica as características de tais esquemas. Nessa sequência, a representação do esquema 
de ligação entre o neutro e a proteção está representada:
A) Pela primeira letra da sequência. 
B) Pela combinação da primeira e segunda letras da sequência. 
C) Pela segunda letra da sequência. 
D) Pela combinação da segunda e terceira letras da sequência. 
E) Pela terceira letra da sequência. 
3) Sabendo-se que os esquemas de aterramento têm uma combinação de letras que informam 
as características gerais do esquema, segundo a NBR-5410, qual é o significado da conexão 
entre o neutro e a proteção no esquema de aterramento descrito por TN-C-S?
A) Neutro e proteção são condutores distintos em toda a instalação.
B) Neutro e proteção são condutores combinados em toda a instalação. 
C) Neutro e proteção são condutores combinados em parte da instalação. 
D) A proteção substitui o condutor neutro, não havendo a necessidade desse.
E) O neutro substitui o condutor de proteção, não havendo a necessidade desse.
4) Equipotencializar é igualar o potencial elétrico em pontos da instalação, a fim de diminuir a 
ocorrência de correntes que possam ocasionar choques elétricos em pessoas e animais 
domésticos. A correta equipotencialização de uma edificação prevê:
A) Que as paredes da unidade consumidora estejam conectadas ao barramento de 
equipotencialização principal. 
B) Que todos os condutos, metálicos ou não, estejam conectados ao barramento de 
equipotencialização principal. 
C) Que todos os condutos de sinais que entram ou saem da edificação estejam conectados ao 
barramento de equipotencialização principal. 
D) Que todos os elementos metálicos presentes na edificação, estranhos à alimentação elétrica, 
estejam conectados ao barramento de equipotencialização principal.
E) Que todos os elementos metálicos presentes na edificação, inclusive os de alimentação 
elétrica, estejam conectados ao barramento de equipotencialização principal. 
5) Os materiais utilizados nos eletrodos de aterramento devem garantir, além das dimensões 
mínimas previstas em norma, resistência mecânica, de corrosão, térmica e elétrica. Além de 
garantir a equipotencialização, devem manter as características de fabricação, a fim de 
manter resistência elétrica bem pequena. Dentre as opções a seguir, marque aquela que 
contém os materiais adequados à utilização para eletrodos de aterramento:
A) Aço, alumínio e cobre.
B) Aço e alumínio.
C) Aço e cobre.
D) Alumínio e cobre.
E) Aço e outras ligas. 
Na prática
Muito além de conhecer as normas pertinentes e realizar cálculos, ao engenheiro cabe a tarefa de 
adequar as situações reais ao cenário real tanto de produtos quanto de custos, instalações, etc. 
Verifique algumas condições em que somente realizar o cálculo correto não é suficiente à prática 
da profissão. Esteja sempre atento ao que tratam as normas pertinentes, bem como às informações 
fornecidas pelos fabricantes dos elementos que compõem as instalações elétricas.
A seção dos condutores elétricos é um caso bem particular. Embora existam variadas seções de 
condutores elétricos, nem todas as medidas estão disponíveis. Por exemplo, comercialmente, você 
pode encontrar condutores de 35, 50, 70, 95mm2, entre outros. Porém, não encontrará condutores 
de 40, 60, 80mm2,etc.
Acompanhe, Na Prática, um exemplo de cálculo realizado pelo eletricista e a solução adotada ao 
não encontrar a bitola necessária no mercado.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/ab9c7ce0-3b10-4e1b-bdfd-d887b9b90922/e148ed41-98b5-48b6-b3a0-f839bc926e33.png
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Eletrotécnica
Na Unidade 4, seção Segurança em eletricidade II, verifique como o aterramento e o dispositivo 
residual estão relacionados.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Barramento de equipotencialização principal – BEP
O QUE É? ONDE INSTALAR? - SAIBA TUDO SOBRE O BEP. Este vídeo traz explicações práticas 
de como conectar o barramento de proteção principal – BEP no quadro de alimentação e quais 
cabos interligar a ele.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Terra e neutro, junto ou separado? Por que ninguém te contou 
isso antes?
Verifique, no vídeo, os efeitos práticos da equipotencialização das estruturas, bem como a 
utilização dos condutores P ou PEN.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/watch?v=5ydT22RxZy8
https://www.youtube.com/embed/ZUpZwRyHA1Q

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