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Prof. Gilberto Figueiredo 
UNIDADE V – LINHAS ELÉTRICAS 
 
 
5.1. INTRODUÇÃO 
 
 
Em um sistema predial, a eletricidade é transmitida, desde o ponto de entrega da 
instalação até o uso final nos circuitos terminais, através de uma infraestrutura composta, 
principalmente, dos condutores elétricos, para conduzir a eletricidade, e dos condutos elétricos, 
destinados a abrigar os condutores. Essa parte da instalação é denominada linha elétrica: 
conjunto de condutores, isoladores e acessórios, destinado a transportar energia elétrica entre 
dois pontos de um sistema elétrico. 
Esses elementos são extremamente importantes para a funcionalidade da instalação 
elétrica e um dimensionamento adequado permite que a especificação técnica do projeto preveja 
a segurança do empreendimento a ser executado. Isso tanto em termos operacionais de 
condução de eletricidade em regime permanente, e com níveis de tensão adequados, quanto em 
situações de falhas por sobrecarga, curto circuito ou descargas elétricas. 
O projeto adequado de garantir que os condutores suportem as correntes demandadas, 
até a atuação das proteções, sem afetar a integridade do cabeamento da instalação elétrica. Além 
disso os condutores devem estar bem acomodados em meios físicos adequados ao ambiente e 
ao método de instalação. 
 
 
5.2. CONDUTOR ELÉTRICO 
 
 
Condutor elétrico é um meio físico constituído de material de elevada condutividade 
elétrica e que se destina à transmissão da eletricidade. Um condutor sólido, maciço, com ou sem 
isolação, constitui um fio elétrico. O conjunto de fios encordoados, não isolados entre si, constitui 
um cabo, podendo o conjunto ser isolado ou não. A Figura 5.1 mostra alguns exemplos de cabos 
elétricos disponíveis no mercado para aplicações de potência e sinal. 
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Figura 5.1 - Exemplos de cabos elétricos. 
 
Os cabos podem ser: 
• Unipolares: quando são constituídos por um condutor de fios trançados, com 
cobertura isolante. 
• Multipolares: quando são constituídos por dois ou mais condutores isolados, 
envolvidos por uma camada de proteção ou cobertura comum. Os cabos 
multipolares constituídos por dois, três ou quatro condutores isolados entre si são 
denominados de cabos bipolares, tripolares ou tetrapolares, respectivamente. Os 
condutores internos são chamados de veias. 
Em termos construtivos, os condutores elétricos utilizados internamente nas 
instalações elétricas prediais são isolados, ou seja, são dotados de camadas externas ao elemento 
condutor, com finalidade de proteção elétrica e mecânica. Na Figura 5.2 são indicados os 
elementos construtivos dos cabos elétricos, a saber: 
• Isolação: conjunto de materiais isolantes aplicados sobre o condutor com o objetivo 
de mantê-lo isolado eletricamente do ambiente que o circunda. Exemplos de 
materiais empregados na isolação de condutores: cloreto de polivinila (PVC), 
polietileno (PE), polietileno reticulado (XLPE), borracha etileno - propileno (EPR). 
• Isolamento: é o termo empregado para definir a isolação quantitativamente. Por 
exemplo: Tensão de isolamento de 750 V (isolamento mais usual em baixa tensão), 
1 kV, 1,5 kV, etc. 
• Cobertura: invólucro externo, não metálico e contínuo, sem função de isolação, 
destinado a proteger o condutor contra influências mecânicas externas. Exemplos 
de materiais utilizados na cobertura dos condutores: neoprene, polietileno, borracha 
de silicone, PVC. 
 
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Figura 5.2 - Elementos constituintes dos cabos elétricos. (a) condutor, (b) isolação e c) cobertura. (Adaptado de 
Conduspar, 2018) 
 
 
5.3. TIPOS DE CONDUTORES 
 
 
Os condutores elétricos de baixa tensão podem ser classificados de acordo com o seu 
comportamento quando submetidos a ação do fogo e em função dos materiais empregados na 
cobertura e na isolação. Os condutores podem ser: 
• Propagadores da chama: são aqueles que entram em combustão sob presença direta 
da chama e a mantém, mesmo após a retirada da chama. O Polietileno Reticulado 
(XLPE) e o Etileno Propileno (EPR) são materiais propagadores da chama. 
 
• Não-propagadores da chama: são aqueles nos quais a chama se auto-extingue 
quando a causa ativadora da mesma é removida. Essa propriedade, no entanto, 
depende da intensidade e do tempo de exposição do condutor à chama e da 
quantidade de cabos agrupados. Considera-se o Cloreto de Polivinila (PVC) e o 
neoprene como materiais não propagadores da chama. 
 
• Resistentes à chama: são aqueles nos quais a chama não se propaga ao longo do 
material isolante, mesmo em casos de exposição prolongada. O PVC aditivado é 
empregado nesses tipos de condutores. 
 
• Resistentes ao fogo: são aqueles revestidos de materiais incombustíveis, capazes de 
manter o funcionamento do circuito mesmo na presença de um incêndio. São 
utilizados em circuitos de segurança e sinalizações de emergência. 
 
• Termofixos: isolação constituída de material plástico que possui uma estrutura rígida 
mesmo a altas temperaturas. Entretanto, após sujeitada a condições limítrofes, não 
(a) (b) (c) 
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retorna às características de seu estado original. O XLPE é considerado um composto 
termofixo. 
• Termoplásticos: isolação constituída de material plástico que não cura ou amolece 
quando sujeito a altas temperaturas. O PVC é considerado um material 
termoplástico. 
 
A seguir são mostradas, como exemplo de aplicações comerciais, alguns produtos, da 
fabricante Pirelli, de soluções de fios e cabos para instalações elétricas de baixa tensão. 
A linha de produtos para uso em baixa tensão (até 1000 Volts) da Prysmian Group é 
composta por fios e cabos isolados em PVC, em EPR e em XLPE, com ou sem cobertura. São ideais 
para utilização em todos os tipos de instalações previstas na norma NBR 5410 - Instalações 
Elétricas de Baixa Tensão. 
As aplicações típicas desses produtos incluem as instalações internas fixas de luz e força 
em prédios residenciais, comerciais e industriais, em circuitos de distribuição e terminais, em 
redes aéreas internas e também em redes subterrâneas de distribuição. 
A maioria dos produtos de baixa tensão faz parte da antiga “Linha Ecológica de cabos 
Pirelli” (absorvida pela Prysmian), que se caracteriza pela ausência de chumbo (um grande 
agressor da natureza) nos compostos de isolação e cobertura dos cabos. 
 
• CABOS SlNTENAX FLEX 
Os compostos de PVC isentos de chumbo, utilizados na isolação e cobertura, conferem 
aos CABOS SlNTENAX FLEX características especiais quanto a não propagação e auto-extinção do 
fogo, constatadas através dos ensaios de índice de oxigênio e queima vertical (fogueira). 
São recomendados para instalações fixas de luz e força em prédios residenciais, 
comerciais, industriais, etc., em circuitos de distribuição e circuitos terminais e para linhas 
subterrâneas de energia em baixa tensão. Possuem excelente flexibilidade, garantida pelo 
condutor com classe de encordoamento 5, o que facilita o manuseio, reduzindo o tempo e o 
custo de instalação. A Figura 5.3 mostra os detalhes do cabo. 
 
 
 
 
 
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1) CONDUTOR: 
Metal: fio de cobre nu, têmpera 
mole. Encordoamento: classe 5. 
 
2) ISOLAÇÃO: 
Composto termoplástico de PVC 
SEM CHUMBO anti - chama. 
 
3) ENCHIMENTO: 
Composto termoplástico de PVC 
SEM CHUMBO. 
 
4) COBERTURA: 
Composto termoplástico de PVC 
SEM CHUMBO anti - chama. 
 
• CABOS EPROTENAX FLEX 
Os compostos de PVC isentos de chumbo, utilizados na cobertura, conferem aos CABOS 
EPROTENAX FLEX características especiais quanto à resistência à chama e auto-extinção da chama 
na cobertura, constatadas através do ensaio de bico de“Bunsen” (NBR 6244). 
Também são recomendados para instalações fixas de luz e força em prédios 
residenciais, comerciais, industriais, etc, em circuitos de distribuição e circuitos terminais e para 
linhas subterrâneas de energia em baixa tensão. Da mesma forma, possuem excelente 
flexibilidade, garantida pelo condutor com classe de encordoamento 5, o que facilita o manuseio, 
reduzindo o tempo e o custo de instalação. A Figura 5.4 mostra os detalhes do cabo. 
 
(1) CONDUTOR: 
Metal: fio de cobre nu, têmpera 
mole. Encordoamento: classe 5. 
 
(2) ISOLAÇÃO: 
Composto termofixo de borracha 
HEPR (EPR/B - Alto módulo). 
 
(3) ENCHIMENTO: 
Figura 5.3 - Detalhes do cabo 
Sintenax. (Adaptado de Conduspar, 
2019) 
Figura 5.4 - Detalhes do cabo Eprotenax. (Adaptado 
Conduspar, 2018). 
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Composto termoplástico de PVC SEM CHUMBO. 
 
(4) COBERTURA: 
Composto termoplástico de PVC SEM 
CHUMBO resistente à chama. 
 
Além dos cabos isolados de cobre, como os mostrados anteriormente, também são 
utilizados cabos isolados de alumínio. As aplicações nas quais esses cabos são empregados dizem 
respeito, principalmente, às redes aéreas de distribuição e transmissão de energia elétrica. Os 
cabos multiplexados são aqueles formados por dois ou mais condutores isolados ou cabos 
unipolares, dispostos helicoidalmente, sem cobertura, como pode ser visto na Figura 5.5. 
Construtivamente, os condutores isolados concêntricos são reunidos ao redor de um condutor 
neutro de sustentação, nu ou isolado. Podem ter uma, duas ou três fases mais um neutro e a 
isolação/cobertura normalmente é feita nas cores preta, cinza ou vermelha. 
 
 
Figura 5.5 - Cabos multiplexados de alumínio. (Adaptado de Alubar, 2015) 
 
 
5.4. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS CONDUTORES DE INSTALAÇÕES PREDIAIS 
 
 
Seção nominal é a área aproximada da seção transversal do fio, ou a soma das seções 
dos fios componentes de um cabo, sem incluir a isolação e a cobertura, se houver. A seção 
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nominal de um cabo multipolar é igual ao produto da seção do condutor de cada veia pelo 
número de veias que constituem o cabo. Os condutores elétricos devem ser especificados pela 
sua seção em mm2. 
O cobre e o alumínio são os metais mais utilizados na fabricação de condutores elétricos 
uma vez que ambos o materiais possuem boas propriedades elétricas, há abundância na oferta 
de matéria-prima na natureza e apresentam relativo baixo custo em comparação a outros metais 
bons condutores, como é o caso do ouro e da prata. 
Em instalações elétricas prediais e residenciais, só é permitido empregar condutores de 
cobre, com exceção dos condutores de aterramento e proteção. No caso de instalações 
comerciais, é permitido o uso de condutores de alumínio desde que a instalação atenda, 
simultaneamente, as três condições apresentadas abaixo: 
• Condutores com seção nominal igual ou superior a 50 mm2; 
• A instalação seja de baixa densidade de ocupação e altura inferior a 28 m; 
• Instalação e manutenção realizadas por profissionais qualificados. 
Em instalações industriais podem ser utilizados condutores de alumínio desde que a 
instalação atenda, simultaneamente, as três condições apresentadas abaixo: 
• Condutores com seção nominal igual ou superior a 16 mm2; 
• A instalação seja alimentada diretamente por uma subestação de transformação ou 
um transformador, o qual é energizado a partir da rede elétrica de média/alta tensão 
ou fonte própria; 
• Instalação e manutenção realizadas por pessoas qualificadas. 
 
A seção mínima dos condutores fase de uma instalação não deve ser inferior ao que é 
especificado na Figura 5.6, a qual define a seção mínima a ser utilizada nos condutores de 
instalações que estejam no escopo da ABNT NBR 5410:2004, seja cobre ou alumínio, dependendo 
da aplicação do circuito. 
Em relação ao condutor neutro, dentro da instalação, este não pode ser comum a mais 
de um circuito, devendo, para cada circuito, partir de um barramento neutro único do quadro 
geral de entrada. Em instalações monofásicas e bifásicas, o condutor neutro deve ter a mesma 
seção do condutor fase. Em circuitos trifásicos equilibrados, com baixa taxa de terceira harmônica 
e com o neutro protegido contra sobrecorrentes, a seção do condutor neutro pode ser inferior à 
do condutor fase de acordo com a Figura 5.7, desde que os condutores sejam feitos do mesmo 
metal. 
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Figura 5.6 -Seção mínima de condutores em instalações elétricas. (Adaptado de ABNT NBR 5410) 
 
 
Figura 5.7 - Seção do condutor neutro para circuitos trifásicos com proteção no neutro. (Adaptado de ABNT NBR 5410) 
 
 
5.5. DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES: CRITÉRIO DA CAPACIDADE DE 
CONDUÇÃO DE CORRENTE 
 
 
 Corrente Nominal ou corrente de projeto 
• Circuitos monofásicos: alimentados por fase e neutro, com ou sem o condutor terra. 
Por exemplo: circuitos para iluminação e tomadas comuns) 
𝐼𝑛 =
𝑃𝑛
𝑉𝑓 . cos(𝜃)
 
Equação 5.1 
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Onde In é a corrente nominal ou de projeto, Pn é a potência ativa nominal do circuito, 
em W, Vf é a tensão de fase, em V, e cos(θ) o fator de potência. 
 
• Circuitos bifásicos: a alimentação é feita encaminhando no circuito duas fases e o 
condutor terra. Exemplo: alimentação para alguns modelos de ar condicionado, 
chuveiros elétricos e outras cargas de potência mais elevada. 
𝐼𝑛 =
𝑃𝑛
𝑉𝑙 . cos(𝜃)
 
Equação 5.2 
Onde In é a corrente de projeto, Pn é a potência ativa nominal do circuito, em W, VL é a 
tensão de linha, em V, e cos(θ) o fator de potência. 
 
• Circuitos trifásicos: recebem como alimentação três fases, com ou sem o condutor 
neutro e o condutor terra. Exemplo: circuito de um motor trifásico, alimentação de 
bombas, etc. 
 
✓ Três fases e neutro. 
𝐼𝑛 =
𝑃𝑛
3. 𝑉𝑓 . cos(𝜃)
 
Equação 5.3 
✓ Três fases (equilibrado em Y ou Δ). 
𝐼𝑛 =
𝑃𝑛
√3. 𝑉𝑙 . cos(𝜃)
 
Equação 5.4 
 
 Fatores para determinar a seção transversal mínima do condutor 
 
• Tipo de isolação e de cobertura 
Determina a temperatura máxima a qual os condutores poderão ser submetidos em 
regime permanente, em curto-circuito ou em condição de sobrecarga, que são mostradas na 
Tabela 5.1. 
 
 
 
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Tabela 5.1 - Temperaturas características dos condutores. (Adaptado de ABNT NBR 5410). 
Tipo de isolação 
Temperatura 
máxima para 
serviço contínuo 
(oC) 
Temperatura 
limite de 
sobrecarga (oC) 
Temperatura 
limite de curto- 
circuito (oC) 
PVC até 300mm2 70 100 160 
PVC maior que 300mm2 70 100 140 
XLPE 90 130 250 
EPR 90 130 250 
 
• Número de condutores carregados: depende do tipo de ligação utilizada no circuito 
da instalação. 
✓ Nas ligações monofásicas a dois condutores (F-N) a corrente elétrica percorre 
o condutor fase e retorna pelo condutor neutro, por isso, essas ligações são 
consideradas com dois condutores carregados (também chamados condutores 
“vivos”). 
✓ Nas ligações monofásicas a três condutores (F-F-N) são considerados dois 
condutores carregados. 
✓ Nas ligações bifásicas a três condutores (F-F-N) são considerados três 
condutores carregados. 
✓ Nas ligações bifásicas a dois condutores (F-F) são considerados dois condutores 
carregados. 
✓ Nas ligações trifásicas a três condutores (F-F-F) são considerados três 
condutores carregados. 
✓ Nas ligações trifásicas a quatro condutores (F-F-F-N) existem três ou quatro 
condutores carregados. Quando a corrente nos condutores fase contém 
componentes harmônicos de ordem três e múltiplos numa taxa superior a 15%, 
o circuito trifásico com neutro deve ser consideradocomo constituído de 
quatro condutores carregados. Se o circuito for equilibrado, são considerados 
apenas três condutores carregados. 
 
• Maneira de instalar 
A capacidade de condução de corrente dos condutores, determinada por ensaio ou por 
cálculo, é definida em função do método de instalação adotado. Os métodos de instalação de 
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referência são: 
✓ A1: condutores isolados em eletroduto de seção circular embutido em parede 
termicamente isolante; 
✓ A2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular embutido em parede 
termicamente isolante; 
✓ B1: condutores isolados em eletroduto de seção circular sobre parede de 
madeira; 
✓ B2: cabo multipolar em eletroduto de seção circular sobre parede de madeira; 
✓ C: cabos unipolares ou cabo multipolar sobre parede de madeira; 
✓ D: Cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo; 
✓ E: cabo multipolar ao ar livre; 
✓ F: cabos unipolares justapostos (na horizontal, na vertical ou em trifólio) ao ar 
livre; 
✓ G: cabos unipolares espaçados ao ar livre; 
 
Se um determinado circuito apresentar, ao longo de seus diversos trechos, mais de uma 
maneira de instalar, deve-se considerar, para efeito de dimensionamento, aquela que apresentar 
a condição mais desfavorável de troca térmica com o meio ambiente. 
As tabelas 36 a 39 da ABNT NBR 5410:2004 contém as capacidades de condução de 
corrente para as seções transversais de cabos de cobre e alumínio de acordo com o método de 
instalação e o número de condutores carregados. 
 
• Temperatura ambiente ou do solo 
O Fator de Correção de Temperatura – (K1) é aplicável para temperaturas ambientes 
diferentes de 30 °C para linhas não subterrâneas e de 20 °C (temperatura do solo) para linhas 
subterrâneas. A Tabela 5.2 indica os fatores K1, de acordo com a isolação do cabo, para diversas 
temperaturas ambiente e do solo, este com resistividade térmica de 2,5 K.m/W. 
Algumas vezes a instalação da linha elétrica subterrânea é realizada em solo com 
resistividade térmica diferente de 2,5 K.m/W, que é o caso de solos muito secos que possuem 
resistividade mais elevada. Nesses casos se deve aplicar, adicionalmente, os fatores de correção 
previstos na Tabela 5.3 a não ser que o solo das imediações dos condutores seja substituído por 
terra ou material equivalente com dissipação térmica mais favorável. 
 
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Tabela 5.2 - Fatores de correção para temperaturas (K1) ambientes diferentes de 30 °C para linhas não-subterrâneas e 
de 20 °C para linhas subterrâneas. (Adaptado de ABNT NBR 5410) 
Temperatura (°C) 
Isolação 
PVC EPR ou XLPE 
Ambiente 
10 1,22 1,15 
15 1,17 1,12 
20 1,12 1,08 
25 1,06 1,04 
35 0,94 0,96 
40 0,87 0,91 
45 0,79 0,87 
50 0,71 0,82 
55 0,61 0,76 
60 0,5 0,71 
65 – 0,65 
70 – 0,58 
75 – 0,5 
80 – 0,41 
 
Solo (°C) 
10 1,1 1,07 
15 1,05 1,04 
25 0,95 0,96 
30 0,89 0,93 
35 0,84 0,89 
40 0,77 0,85 
45 0,71 0,8 
50 0,63 0,76 
55 0,55 0,71 
60 0,45 0,65 
65 – 0,6 
70 – 0,53 
75 – 0,46 
80 – 0,38 
 
 
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Tabela 5.3 - Fatores de correção para linhas subterrâneas em solo com resistividade térmica diferente de 2,5 K.m/W. 
(Adaptado de ABNT NBR 5410) 
Resistividade Térmica (𝐾. 𝑚 𝑊⁄ ) 1 1,5 2 3 
Fator de Correção 1,18 1,1 1,05 0,96 
 
• Proximidade com outros condutores: 
O Fator de Correção de Agrupamento de Condutores – (K2) é aplicável a condutores 
agrupados em feixe (em linhas abertas ou fechadas) e a condutores agrupados em um mesmo 
plano, em camada única é mostrado na Tabela 5.4. Ela está adaptada da tabela 42 da ABNT NBR 
5410:2004 e se sugere consultar a mesma e atentar para as notas contidas. 
 
Tabela 5.4 - Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em feixe (em linhas abertas ou fechadas) e a 
condutores agrupados num mesmo plano, em camada única (K2). (Adaptado de ABNT NBR 5410:2008) 
Ref. Forma de 
agrupamento 
dos 
condutores 
Número de circuitos ou de cabos multipolares Métod
os de 
referên
cia 
 
1 
 
2 
 
3 
 
4 
 
5 
 
6 
 
7 
 
8 
 
9 a 
11 
 
12 a 
15 
 
16 a 
19 
 
20 
1 Em feixe: ao 
ar livre ou 
sobre 
superfície; 
embutidos; 
em conduto 
fechado 
 
 
1,00 
 
 
0,80 
 
 
0,70 
 
 
0,65 
 
 
0,60 
 
 
0,57 
 
 
0,54 
 
 
0,52 
 
 
0,50 
 
 
0,45 
 
 
0,41 
 
 
0,38 
 
 
A a F 
2 Camada única 
sobre parede, 
piso ou em 
bandeja não 
perfurada ou 
prateleira 
 
 
1,00 
 
 
0,85 
 
 
0,79 
 
 
0,75 
 
 
0,73 
 
 
0,72 
 
 
0,72 
 
 
0,71 
 
 
0,70 
 
 
 
C 
3 Camada 
unida no teto 
0,95 0,81 0,72 0,68 0,66 0,64 0,63 0,62 0,61 
4 Camada 
unida em 
bandeja 
perfurada 
 
1,00 
 
0,88 
 
0,82 
 
0,77 
 
0,75 
 
0,73 
 
0,73 
 
0,72 
 
0,72 
 
 
E e F 
5 Camada 
única sobre 
leito, 
suporte, etc. 
 
1,00 
 
0,87 
 
0,82 
 
0,80 
 
0,80 
 
0,79 
 
0,79 
 
0,78 
 
0,78 
 
 
O Fator de Correção de Agrupamento de Circuitos – K3 é aplicável a agrupamentos 
consistindo em mais de uma camada de condutores (métodos de referência C, E e F), 
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independentemente da disposição da camada, se horizontal ou vertical. A Tabela 5.5, adaptada 
da tabela 43 da ABNT NBR 5410:2004, mostra os valores aplicáveis de acordo com a quantidade 
de camadas de cabos e a quantidade de circuitos trifásicos/cabos multipolares utilizados. A ABNT 
5410:2004 também prevê, no mesmo apartado, fatores de correção de agrupamento para linhas 
elétricas com cabos diretamente enterrados e para linhas com eletrodutos enterrados. Sugere-
se consultar a mesma para mais informações. 
 
Tabela 5.5 - Fatores de correção para mais de uma camada de condutores (K3). (Adaptado de ABNT NBR 5410:2004) 
 Quantidade de circuitos trifásicos ou de cabos 
multipolares por camada 
2 3 4 ou 5 6 a 8 9 e mais 
Quantidade 
de 
camadas 
2 0,68 0,62 0,60 0,58 0,56 
3 0,62 0,57 0,55 0,53 0,51 
4 ou 5 0,60 0,55 0,52 0,51 0,49 
6 a 8 0,58 0,53 0,51 0,49 0,48 
9 e mais 0,56 0,51 0,49 0,48 0,46 
 
Ressalta-se que caso o circuito a ser projetado seja referente a uma linha elétrica 
subterrânea, com cabos diretamente enterrados ou com eletrodutos enterrados, deve-se 
consultar as tabelas 44 e 45 da ABNT NBR 5410:2004 a fim se obter os fatores de agrupamento 
aplicáveis aos casos em questão. 
 
 Determinação da corrente de projeto corrigida 
 
Após determinar os fatores de correção aplicáveis à instalação, deve calcular a corrente 
de projeto corrigida com a Equação 5.5. 
𝐼𝑝
′ =
𝐼𝑛
𝐾1. 𝐾2. 𝐾3
 
Equação 5.5 
De posse do valor calculado com a Equação 5.5, deve-se consultar as tabelas 36 a 39 da 
ABNT NBR 5410:2004, a qual contém as capacidades de condução de corrente dependendo do 
tipo de condutor, do número de condutores carregados e a maneira de instalar escolhida. A partir 
daí se avalia a escolha de um condutor cuja corrente nominal seja maior do que Ip. 
 
 
 
 
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5.6. DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES: CRITÉRIO DA QUEDA DE TENSÃO 
ADMISSÍVEL 
 
 
Ao longo de um circuito, desde o ponto de alimentação até a carga, ocorre uma queda 
na tensão. É necessário, então, dimensionar os condutores para que essa redução de tensão não 
ultrapasse os limites estabelecidos pelas normas, que garantem o funcionamento normal dos 
aparelhos, equipamentos e motores. Esses limites, determinados em valores percentuais da 
tensão nominal, são os seguintes: 
• Em instalações alimentadas a partir da rede de baixa-tensão (Figura 5.8): 5%. 
• Em instalações alimentadas por uma subestação de transformação, a partir da rede 
de alta-tensão ou que possuam fonte própria (Figura 5.9Figura 5.10): 7%. 
 
Figura 5.8- Queda de tensão máxima admissível para circuitos alimentados a partir da rede de baixa tensão. 
(Adaptado de Carvalho, 2008) 
 
Figura 5.9 - Queda de tensão máxima admissível para circuitos alimentados a partir da rede de alta tensão. 
(Adaptado de Carvalho, 2008) 
 
Define-se queda de tensão, em relação à tensão nominal de alimentação, como sendo: 
 
Δ𝑉(%) =
𝑉𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 − 𝑉𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎
𝑉𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎
× 100% 
 
Quadro 
Terminal 
Quadro 
Geral 
~ 
5% 
4% 
Quadro 
Terminal 
 
 
 
 
Alimentação 
em BT 
Circuitos de 
distribuição 
 
Iluminação 
Circuitos Terminais 
Outras 
utilizações 
5% 
7% 
Circuitos de 
distribuição 
4% 
 
Subestação 
Quadro 
Terminal 
Quadro 
Geral 
Quadro 
Terminal 
~ 
5% 
 
 
 
 
 
Alimentação 
 em AT 
 
Iluminação 
Circuitos Terminais 
Outras 
utilizações 
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16 
 
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Em qualquer dos casos, a queda de tensão parcial nos circuitos terminais deverá ser de, 
no máximo, 4%. Para o cálculo da queda de tensão num circuito deve ser utilizada a corrente de 
projeto do circuito (Ip.). 
 
Para o dimensionamento do condutor pelo critério da queda de tensão deve-se 
conhecer: 
 
• O material do eletroduto (magnético ou não magnético); 
• O tipo de circuito (monofásico ou trifásico); 
• A corrente de projeto; 
• O tipo de isolação do condutor; 
• A tensão de alimentação do circuito; 
• A queda de tensão admissível; 
• O fator de potência médio considerado; 
• O comprimento do circuito. 
 
As Tabela 5.6 e Tabela 5.7 fornecem as quedas de tensão percentuais para os 
alimentadores de circuitos terminais em função das distâncias e das potências transmitidas para 
circuitos monofásicos e bifásicos com fator de potência unitário. As tabelas foram obtidas de 
acordo com a Equação 5.6. 
 
S = 2𝜌
1
∆𝑉 × 𝑉2
× (𝑃1𝑙1 + 𝑃2𝑙2 + ⋯ + 𝑃𝑛𝑙𝑛) 
Equação 5.6 
Onde: 
S: seção transversal do condutor em mm². 
P: potência ativa da carga [W]. 
ρ: resistividade do cobre em [Ω.mm²/m] = 0,017 Ω.mm²/m 
l: comprimento do circuito em metros. 
ΔV: queda de tensão em %. 
V: 127 V (monofásico) e 220 V (bifásico) 
 
Para circuitos trifásicos, deve-se substituir, na Equação 5.6, o 2 por √3 e V pelo valor da 
tensão de linha do circuito. 
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Tabela 5.6 - Soma dos produtos W x m para V = 127 Volts (circuitos a dois condutores). 
Condutor (mm2) 
Queda de tensão – ΔV(%) 
1% 2% 3% 4% 
P (Watts) x L (m) 
1,5 7016 14032 21048 28064 
2,5 11694 23387 35081 46774 
4,0 18710 37419 56129 74839 
6,0 28064 56129 84193 112258 
10,0 46774 93548 140322 187096 
16,0 74839 149677 224516 299354 
25,0 116935 233871 350806 467741 
 
Tabela 5.7 - Soma dos produtos W x m para V = 220 Volts (circuitos a dois condutores). 
Condutor (mm²) 
Queda de tensão – ΔV(%) 
1% 2% 3% 4% 
P (Watts) x L (m) 
1,5 21054 42108 63163 84216 
2,5 35090 70180 105270 140360 
4,0 56144 112288 168432 224576 
6,0 84216 168432 253648 336864 
10,0 140360 280720 421080 561440 
16,0 224576 449152 673728 898304 
25,0 350900 701800 1052700 1403600 
 
A Equação 5.6 tem boa relação entre praticidade e exatidão para condutores com seção 
nominal de até 25 mm². Nesse caso a reatância dos condutores é desprezada e o fator de 
potência da carga é considerado unitário. Para estimar de forma mais precisa a queda de tensão 
em condutores de seções maiores de circuitos trifásicos, deve-se utilizar a Equação 5.7. A Tabela 
5.8 contém os dados de resistência e reatância para cabos isolados de baixa tensão. 
 
∆𝑉(%) =
√3 × 𝐼 × 𝑙 × (𝑅. 𝑐𝑜𝑠𝜃 + 𝑋. 𝑠𝑒𝑛𝜃)
10 × 𝑁𝑐𝑝 × 𝑉𝐿
 
Equação 5.7 
Onde: 
ΔV: queda de tensão [%]. 
I: corrente do circuito (A). 
R: Resistência do condutor [mΩ/m]. 
X: Reatância do condutor[mΩ/m] 
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Np: número de condutores em paralelo por fase. 
VL: Tensão de linha do sistema [V]. 
𝜃: ângulo do fator de potência a carga. 
 
Tabela 5.8 - Dados para cabos isolados. Adaptado de Mamede, 2017. 
Seção 
(mm²) 
Sequência Positiva (mΩ/m) 
Resistência Reatância Impedância X/R Ângulo 
1,5 14,8137 0,1378 14,8143 0,0 0,5 
2,5 8,8882 0,1345 8,8892 0,0 0,9 
4 5,5518 0,1279 5,5533 0,0 1,3 
6 3,7035 0,1225 3,7055 0,0 1,9 
10 2,2221 0,1207 2,2254 0,1 3,1 
16 1,3899 0,1173 1,3948 0,1 4,8 
25 0,8891 0,1164 0,8967 0,1 7,5 
35 0,6353 0,1128 0,6452 0,2 10,1 
50 0,4450 0,1127 0,4590 0,3 14,2 
70 0,3184 0,1096 0,3367 0,3 19,0 
95 0,2352 0,1090 0,2592 0,5 24,9 
 
 
5.7. SEÇÃO DOS CONDUTORES EM CIRCUTOS COM HAMÔNICOS 
 
 
No caso do circuito a ser alimentado possuir cargas com elevada taxa de harmônicos, a 
corrente de projeto é calculada de acordo com a Equação 5.8. 
 
𝐼𝑝 = √𝐼1
2 + 𝐼2
2 + 𝐼3
2 + ⋯ + 𝐼𝑛
2 
Equação 5.8 
Onde Ip é o valor eficaz total da corrente de projeto do circuito, em ampères, I1 é o valor 
eficaz total da componente fundamental (60Hz) da do circuito, em ampères, e I2, I3, ..., In são os 
valores eficazes das componentes harmônicas presentes na corrente de fase, em ampères. 
Esse é o valor de Ip que deve ser utilizado para o dimensionamento dos condutores 
pelos critérios de capacidade de condução de corrente e queda de tensão. 
A fim de estabelecer quanto uma forma de onda se apresenta deformada em relação a 
uma onda perfeitamente senoidal é calculada a Taxa de Distorção Harmônica (THD), de acordo 
com a Equação 5.9. 
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𝑇𝐷𝐻 =
√∑ 𝐼𝑛
2∞
𝑛=2
𝐼1
 
Equação 5.9 
Logo: 𝐼1
2 × 𝑇𝐷𝐻2 = 𝐼2
2 + 𝐼3
2 + ⋯ + 𝐼𝑛
2 
 
Dessa forma, pode-se calcular IP de acordo com a Equação 5.10 
 
𝐼𝑝 = 𝐼1√1 + 𝑇𝐷𝐻2 
Equação 5.10 
 
 
5.8. DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO DO CONDUTOR NEUTRO 
 
 
A seção do condutor neutro deve ser a mesma que o condutor fase: 
• Em circuitos monofásicos a 2 ou 3 condutores e bifásicos a 3 condutores, qualquer 
que seja a seção; 
• Em circuitos trifásicos, quando a seção do condutor fase for inferior ou igual a 25 
mm²; 
• Em circuitos trifásicos, quando for prevista a presença de harmônicos, qualquer que 
seja a seção. 
Quando, em um circuito trifásico com neutro ou em um circuito com duas fases e 
neutro, a taxa de 3ª harmônica e seus múltiplos for superior a 15 %, no cálculo da corrente de 
projeto pelo critério da capacidade de condução de corrente se deve utilizar um “fator de 
correção devido ao carregamento do neutro”. Esse fator, em geral igual a 0,86, é aplicável 
independentemente do método de instalação e vale para o caso de três condutores carregados. 
Alternativamente, em circuitos trifásicos com neutro, pode-se considerar quatro 
condutores carregados, assumindo-se que os mesmos correspondem a dois circuitos com dois 
condutores carregados cada um. Nesse caso, o fator de correção devido ao carregamento do 
neutro corresponde ao fator de agrupamento válido para dois circuitos, de acordo com o método 
de instalação considerado 
 
5.8.1. Seção do condutor neutro quando o conteúdo de terceira harmônica das 
correntes de fase for superior a 33%. 
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Nesse caso, a corrente que circula pelo neutro é superior à corrente das fases, podendo 
ser determinada de acordo com a Equação 5.11: 
 
𝐼𝑁 = 𝑓ℎ × 𝐼𝑝 
Equação 5.11 
Onde fh é o fator de harmônicas dado na Tabela 5.9. 
 
Tabela 5.9 - Fator de hamônicas (fh) para o dimensionamento do condutor neutro. (Adaptado de ABNT NBR 5410) 
Taxa de terceira harmônica 
fh 
Circuito trifásico 
com neutro 
Circuito com duas 
fases e neutro 
33% a 35% 1,15 1,15 
36% a 40% 1,19 1,19 
41% a 45% 1,24 1,23 
46% a 50% 1,35 1,27 
51% a 55% 1,45 1,30 
56% a 60% 1,55 1,34 
61% a 65% 1,64 1,38 
66% 1,73 1,41 
 
Na falta de uma estimativa mais precisa da taxa de terceiraharmônica, recomenda-se 
adotar fh = 1,73 para os circuitos trifásicos com neutro e fh = 1,41 no caso de circuitos com duas 
fases e neutro. 
 
 
5.9. DETERMINAÇÃO DA SEÇÃO DO CONDUTOR DE PROTEÇÃO 
 
 
A ANBT NBR 5410:2004 define um procedimento de cálculo para a determinação do 
condutor de proteção em função da energia liberada e transformada em energia térmica 
(aquecimento do cabo) em condições de curto-circuito. Como alternativa, pode-se utilizar a 
Tabela 5.10 que contém a seção mínima indicada para o condutor de proteção em função da 
seção do condutor fase. Quando a aplicação da tabela conduzir a seções não padronizadas, 
devem ser escolhidos condutores com a seção padronizada mais próxima. A Tabela 5.10 é válida 
apenas se o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores de fase. 
 
 
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Tabela 5.10 - Seção mínima do condutor de proteção. (Adaptado de ABNT NBR 5410:2004) 
Seção (S) dos condutores fase (mm²) Seção mínima do condutor de proteção (mm²) 
𝑆 ≤ 16 𝑆 
16 ≤ 𝑆 ≤ 35 16 
𝑆 > 35 𝑆
2⁄ 
 
 
5.10. CONDUTOS ELÉTRICOS 
 
 
Conduto Elétrico é a canalização destinada a conter os condutores elétricos. Nos 
condutos das instalações prediais devem ser instalados os cabos uni e multipolares isolados. Os 
condutos podem ser do tipo eletrocalhas (lisas ou perfuradas), bandejas/leitos, canaletas ou 
eletrodutos. A Figura 5.10 mostra exemplos de duas instalações: uma na qual são utilizadas 
eletrocalhas e bandejas para acomodação dos condutores isolados e outra onde são utilizados 
eletrodutos. 
 
 
(a) 
(b) 
Figura 5.10 - Exemplo de instalação com (a) eletrocalhas e bandejas e (b) eletrodutos. (Adaptado de Stock Perfil, 2019 
e Catálogo Tigre, 2016). 
 
• Eletrodutos: são canalizações metálicas (aço, alumínio) ou de mateiral isolante (PVC, 
polietileno, fibro-cimento e outros) utilizadas em instalações elétricas embutidas ou 
aparentes. Os eletrodutos podem ainda ser magnéticos ou não-magnéticos (em 
função do material utilizado na sua confecção); rígidos ou flexíveis; roscáveis ou 
soldáveis; leves, semipesados ou pesados. 
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• Calhas: são condutos fechados utilizados em instalações aparentes. Podem ser de 
material metálico (aço, alumínio) ou isolante (plástico), com paredes maciças ou 
perfuradas. As tampas são desmontáveis, podendo ser simplesmente encaixadas ou 
fixadas com auxílio de ferramentas. 
• Canaletas: condutos com tampas removíveis, ventiladas ou maciças, instalados ao 
nível do solo. Os condutores podem ser instalados diretamente ou em eletrodutos. 
• Bandejas/Leitos: suporte de cabos sem cobertura, podendo ser perfuradas ou não. 
São constituídas, geralmente, de material metálico. 
 
Recomenda-se que todos os condutores pertencentes a um mesmo circuito sejam 
agrupados em um mesmo conduto. Eletrodutos e calhas devem conter somente condutores de 
um único circuito, com exceção para: 
 
1. Os casos em que as quatro condições abaixo forem atendidas: 
• Todos os condutores sejam isolados para a mesma tensão. 
• Cada circuito possua sua própria proteção de sobrecorrente. 
• Todos os circuitos se originem do mesmo dispositivo geral de comando e proteção, 
sem a interposição de equipamentos que transformem a corrente elétrica 
(transformadores, conversores, retificadores ou outros). 
• As seções dos condutores fase estejam dentro de um intervalo de três valores 
normalizados sucessivos de seção nominal (Ex: 4 mm2, 6 mm² e 10 mm2). 
 
2. Diferentes circuitos alimentando um mesmo equipamento e as duas primeiras condições da 
regra anterior atendidas. 
 
Os eletrodutos flexíveis, comumente empregados nas instalações prediais, são 
comercializados em rolos de 50 m e diâmetros tabelados em mm de acordo com a ABNT NBR 
15465:2020. Os mais empregados são corrugados e flexíveis, feitos principalmente de PVC, para 
instalações internas, e Polietileno de Alta Densidade (PEAD), para instalações externas, e devem 
obrigatoriamente ser não propagadores de chama. 
Os eletrodutos rígidos, também empregados nas instalações elétricas, estão 
comercialmente em peças com comprimento de 3 m de comprimento e diâmetros tabelados, 
dados em polegadas ou milímetros. Normalmente são feitos de ferro esmaltado de preto, ferro 
galvanizado, PVC ou alumínio 
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5.11. DIMENSIONAMENTO DE ELETRODUTOS: TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO 
 
 
A taxa máxima de ocupação dos eletrodutos é definida em relação a área da seção 
transversal dos mesmos, não devendo ser superior a: 
• 53% no caso de um condutor ou cabo; 
• 31% no caso de dois condutores ou cabos; 
• 40% no caso de três ou mais condutores ou cabos. 
 
Para dimensionar os eletrodutos determina-se a seção total ocupada pelos condutores 
utilizando as dimensões fornecidas pelos fabricantes e entrando com o valor total nas tabelas 
fornecidas pelos fabricantes de eletrodutos. Caso os condutores instalados em um eletroduto 
sejam do mesmo tipo e tenham a mesma seção nominal, pode-se determinar o diâmetro externo 
nominal dos eletrodutos diretamente em tabelas específicas, em função da quantidade e seção 
dos condutores, como pode ser visto nas Tabela 5.11 e Tabela 5.12. 
 
Tabela 5.11 - Número máximo de condutores isolados com PVC em eletrodutos de PVC. 
 
Seção 
Nominal 
(mm2) 
Número de Condutores no Eletroduto 
2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Tamanho Nominal do Eletroduto 
1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20 
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25 
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25 
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32 
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40 
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40 
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50 
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60 
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75 
70 40 40 50 50 60 60 75 75 75 
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85 
120 40 50 60 75 75 75 85 85 - 
150 50 60 75 75 85 85 - - - 
185 50 75 75 85 85 - - - - 
 
 
 
 
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Tabela 5.12 - Número máximo de condutores isolados com PVC em eletrodutos de Aço. 
 
Seção 
Nominal 
(mm2) 
Número de Condutores no Eletroduto 
2 3 4 5 6 7 8 9 10 
Tamanho Nominal do Eletroduto 
1,5 15 15 15 15 15 15 20 20 20 
2,5 15 15 15 20 20 20 20 25 25 
4,0 15 15 20 20 20 25 25 25 25 
6,0 15 20 20 25 25 25 25 31 31 
10,0 20 20 25 25 31 31 31 31 41 
16,0 20 25 25 31 31 41 41 41 41 
25,0 25 31 31 41 41 41 47 47 47 
35,0 25 31 41 41 41 47 59 59 59 
50,0 31 41 41 47 59 59 59 75 75 
70,0 41 41 47 59 59 59 75 75 75 
95,0 41 47 59 59 75 75 75 88 88 
120,0 41 59 59 75 75 75 88 88 88 
150,0 47 59 75 75 88 88 100 100 100 
185,0 59 75 75 88 88 100 100 113 113 
 
Se os condutores instalados em um eletroduto possuírem seções transversais 
diferentes, pode-se utilizar a Equação 5.12 para calcular a seção ocupada pelos condutores: 
 
𝐴𝑐𝑜𝑛𝑑𝑢𝑡𝑜𝑟𝑒𝑠 =
𝑁𝑐𝑓𝜋𝐷𝑐𝑓
2
4
+
𝑁𝑐𝑛𝜋𝐷𝑐𝑛
2
4
+
𝑁𝑐𝑝𝜋𝐷𝑐𝑝
2
4
 
Equação 5.12 
Onde: 
Acondutores: seção ocupada pelos condutores em mm². 
Ncf, Ncn e Ncp: número de condutores fase, neutro e de proteção. 
Dcf, Dcn e Dcp: diâmetro nominal dos condutores fase, neutro e de proteção. 
 
Determina-se, então, o tamanho do eletroduto a ser utilizado entrando-se com o valor 
de Acondutores na Tabela 5.13, (para efeitos práticos, foram consideradas iguais as áreas úteis dos 
eletrodutos rígidos metálicos e de PVC), para o número de condutores pretendidos. 
Deve-se frisar, no entanto, que quando a área ocupada pelos condutores for igual ou 
inferior a 33% da área útil do eletroduto não é necessário aplicar nenhum fator de correção de 
agrupamento. 
 
 
 
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Tabela 5.13 - Seção nominal dos eletrodutos em função da área ocupada pelos condutores.Dimensão do Eletroduto Cabos sem Cobertura de Chumbo (mm²) 
Tamanho Nominal Área Útil 
mm2 
1 cabo 
53% 
2 cabos 
31% 
3 cabos 
ou mais 
40% mm Pol. 
16 3/8” 126,6 67 39 50 
20 1/2” 203,6 107 63 81 
25 3/4” 346,3 183 107 138 
32 1” 564,1 298 175 225 
40 1 1/4” 962,1 510 298 385 
50 1 1/2” 1244,1 659 385 497 
60 2” 1979,2 1.049 613 791 
75 2 1/2” 3327,0 1.763 1.031 1.330 
85 3” 4488,8 2.379 1.391 1.795 
100 3 1/2” 7043,5 2.183 2.183 2.817 
 
 
5.12. CAIXAS DE DERIVAÇÃO 
 
 
Objetivos: 
• Abrigar equipamentos. 
• Abrigar emendas de condutores. 
• Limitar o comprimento de trechos da tubulação. 
• Limitar o comprimento de curvas entre os trechos da tubulação. 
 
Recomendações estabelecidas pela NBR-5410: 
• Os trechos contínuos retilíneos de tubulação (sem interposição de caixas ou 
equipamentos) não devem exceder 15 metros. Nos trechos com curvas, a distância 
deve ser reduzida de 3 metros para cada curva de 900. 
Obs: Caso o ramal de eletrodutos seja obrigado a passar por locais onde não é possível 
o emprego de caixas de derivação, a distância prescrita no item anterior pode ser aumentada 
desde que: 
✓ Seja calculada a distância máxima permissível (levando-se em conta o 
número de curvas de 900 necessárias); 
✓ Para cada 6 metros ou fração de aumento da distância seja utilizado um 
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eletroduto de tamanho nominal imediatamente superior ao do eletroduto 
que seria empregado normalmente. 
 
• Em cada trecho de tubulação, entre duas caixas, entre extremidades ou entre 
extremidade e caixa, podem ser previstas, no máximo, três curvas de 900 ou 
equivalente até, no máximo, 2700. Em nenhuma hipótese podem ser previstas curvas 
com deflexão superior a 900. 
• Devem se previstas caixas de derivação: 
✓ Em todos os pontos de entrada ou de saída da tubulação, com exceção 
para os pontos de transição ou de passagem de linhas abertas para 
linhas em eletrodutos, que devem ser arrematados com buchas. 
✓ Em todos os pontos de emenda ou de derivação de condutores. 
✓ Para dividir a tubulação em trechos não maiores que os especificados 
anteriormente. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
ABNT NBR 5410: 2008 – Instalações Elétricas Em Baixa Tensão. 
 
ABNT NBR 5460:1992 – Sistemas Elétricos de Potência: Terminologia. 
 
ABNT NBR 15465:2020 – Sistema de Eletrodutos Plásticos para Instalações Elétricas de 
Baixa Tensão – Requisitos de Desempenho. 
 
CREDER, H. Instalações Elétricas. Editora LTC, 16a edição, 2018. 
 
Catálogo Técnico Prysmian Group – Condutores elétricos de baixa e média tensão, 
2005. 
 
Catálogo de produtos Conduspar – Condutores elétricos, 2018. 
 
Catálogo Alubar CooperTech – Cabos de cobre de baixa tensão, 2018. 
 
Catálogo Alubar CooperTech – Condutores Elétricos de Alumínio, 2015. 
 
Catálogo Técnico Stock Perfil – Eletrocalhas, pefilados, leito para cabos, acessórios, 
abraçadeiras e fixadores, 2019. 
 
Catálogo Técnico Tigre - Eletricidade, 2016. 
 
CARVALHO, C. C. M. M. Notas de Aula de Instalações Elétricas em Baixa Tensão. Instituto 
de Tecnologia, Universidade Federal do Pará. 2008. 
 
MAMEDE FILHO, J. Instalações Elétricas Industriais. Editora LTC, 9a edição, 2017. 
 
NISKIER, J. Manual de Instalações Elétricas. Editora LTC, 2a edição, 2015.

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