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Ação Penal - 2º Fase da Persecução Criminal 
 
● Introdução: 
↳ O Estado administra a justiça e consequentemente o processo, amparando o 
direito de reclamação. 
↳ Isso porque é proibido fazer justiça com as próprias mãos. 
⇘ Art. 5º 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a 
direito; 
↳ Direito de ação: é o direito de provocar o Estado- juiz (Ministério Público), 
invocando a garantia ou tutela jurisdicional. 
a) direito subjetivo: é o direito da pessoa invocar o Estado-juiz por meio de 
um órgão acusador. 
b) público: realização de um direito público, movida contra o Estado. 
c) instrumental: a ação é um meio de aplicação do Direito Penal. 
d) determinado: ligado a um fato concreto que já ocorreu. 
e) autônomo: não se confunde com o direito material. 
 
● Ação Penal: 
↳ É um instituto do processo penal. 
↳ Apesar de ser um instituto de processo penal, também possui previsão no 
Código Penal, pois é preciso saber quais crimes são processados mediante 
ação penal pública ou ação penal privada. 
↳ É o direito de pedir ao Estado a aplicação da pena, a aplicação do direito 
penal objetivo. 
 
1) Classificação: 
↳ A classificação subjetiva da ação penal leva em consideração o sujeito 
que a promove. 
 
a) pública: 
↳ será SEMPRE promovida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO por meio da 
denúncia (petição inicial da ação penal), juntamente com o 
inquérito policial). 
↳ razão: interesse social amplo. 
↳ a maioria das infrações são processadas por ação penal 
pública. 
↳ A.P.Pública mostra a aplicabilidade do princípio da 
obrigatoriedade do Estado. 
↳ a ação penal pública se subdivide em: 
 
● incondicionada: 
↳ quando a ação depende somente do MP para acontecer, 
devido ao interesse de toda a coletividade. 
↳ se a lei nada menciona, o crime é processado mediante 
ação penal pública incondicionada, que são a maioria dos 
crimes. 
 
● condicionada: 
↳ quando depende de duas condições para que o MP 
possa oferecer a denúncia: 
➢ representação da vítima; OU 
➢ requisição do Ministro da Justiça; 
↳ o MP não pode oferecer a denúncia se as condições não 
estiverem presentes. 
↳ a lei menciona “só se procede mediante representação” 
ou “só se procede mediante requisição do Ministro da 
Justiça”, desse modo, o crime é processo mediante ação 
penal pública condicionada. 
 
b) privada: 
↳ considera a conveniência da propositura da ação. 
↳ leva em conta a preservação da intimidade da vítima, a 
tenuidade da lesão. 
 
2) Condições Gerais da Ação: 
↳ São as condições para se propor a ação. 
 
a) possibilidade jurídica do pedido: 
↳ o pedido que foi formulado pela parte deve se referir a um crime 
admitido pelo direito objetivo. 
↳ a acusação formulada na peça (denúncia ou queixa) deve ser 
analisada. 
↳ a conduta deve ser típica e deve ter uma pena correspondente, 
ou seja, a denúncia tem imputação de conduta típica. 
 
b) interesse de agir: 
↳ necessidade de recorrer à Justiça para se obter o resultado 
pretendido (prisão do acusado). 
↳ a pretensão punitiva só acontece por meio de processo judicial. 
↳ a ação necessária é a ação penal. 
↳ é necessário e indispensável a adequação entre o pedido e a 
proteção jurisdicional que se pretende obter. 
↳ utilidade: só existirá se houver a possibilidade de realizar o 
direito de punir, como aplicação de penal. 
 
c) legitimidade: 
↳ o autor deve ter legitimidade de agir para a causa E para o 
processo. 
 
d) justa causa: 
↳ suporte probatório mínimo que deve lastrear toda e qualquer 
acusação penal. 
⇘ mínimo de informações colhidas no inquérito policial que 
demonstram AUTORIA E MATERIALIDADE 
 
3) Condições Específicas: 
a) representação da vítima. 
b) requisição do Ministro da Justiça. 
c) outros casos específicos. 
 
4) Pressupostos Processuais: 
a) subjetivos: 
● juiz investido e competente. 
● partes capazes. 
 
b) objetivos 
● existentes; 
● órgãos jurisdicionais; 
 
c) validade: 
● competência; 
● ausência de fatos impeditivos (litispendência e coisa 
julgada). 
 
● Ação Penal Pública Incondicionada: 
↳ SEMPRE promovida pelo Ministério Público, por meio do princípio da 
oficialidade. 
↳ A A.P.Pública Incondicionada é indisponível, ou seja, essa ação PERTENCE ao 
Estado. 
⇘ exceção: Lei 9.099/95. 
⇘ Art. 42. O Ministério Público não poderá desistir da ação penal. 
↳ Obrigatoriedade. 
↳ É uma ação proposta contra qualquer um que pratica uma infração penal, de 
acordo com o princípio da intranscendência. 
⇘ isso quer dizer que a pena NÃO PODE passar da pessoa do infrator. 
 
● Ação Penal Pública Condicionada: 
↳ Está subordinada a um condição: a vontade de PROCEDER com a ação. 
↳ A ação é promovida pelo Ministério Público (DENÚNCIA) mediante 
representação da vítima ou requisição do Ministro da Justiça. 
⇘ os representados/requisitados devem ser ouvidos pelo MP, pois são eles que 
o autorizam a entrar com a denúncia. 
⇘ lembrando que essa condição NÃO É UMA PETIÇÃO INICIAL da ação penal, 
mas sim uma AUTORIZAÇÃO para que ela aconteça, pois a petição inicial da 
ação penal pública condicionada é a DENÚNCIA. 
 
1) Representação: 
↳ Acontece em crimes que afetam de forma direta e imediata o ofendido 
e só de forma mediata o interesse geral. 
↳ NÃO SE PODE CONFUNDIR REPRESENTAÇÃO COM QUEIXA! 
↳ Pode ser feita diretamente ao delegado, ao representante do MP, etc. 
↳ Basta que a vítima demonstre o seu interesse em processar o 
investigado, o autor do fato. 
↳ Há entendimentos de que o “simples” lavrar de um B.O pode ser uma 
representação. 
↳ A representação está sujeita a prazo decadencial. 
↳ Natureza: condição de procedibilidade, autorizando o MP a agir e 
oferecer a ação. 
↳ Ofendido ou seu representante legal. 
↳ Destinatários. 
↳ Ofendido necessita ter 18 anos, ser maior de idade. 
⇘ Art. 34. Se o ofendido for menor de 21 e maior de 18 anos, o direito de 
queixa poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal. 
↳ As vezes será necessário um curador especial. 
⇘ Art. 33. Se o ofendido for menor de 18 anos, ou mentalmente enfermo, 
ou retardado mental, e não tiver representante legal, ou colidirem os 
interesses deste com os daquele, o direito de queixa poderá ser 
exercido por curador especial, nomeado, de ofício ou a requerimento do 
Ministério Público, pelo juiz competente para o processo penal. 
↳ Em caso de morte do ofendido, seguirá de acordo com o artigo abaixo. 
⇘ Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por 
denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de 
requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou 
de quem tiver qualidade para representá-lo. 
§ 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por 
decisão judicial, o direito de representação passará ao cônjuge, 
ascendente, descendente ou irmão. 
↳ A retratação da representação é feita ANTES da denúncia. 
↳ Até a denúncia existe a possibilidade de retratação da representação, 
ou seja, que a vítima “volte atrás” da representação, que ela desista. 
↳ Caso a vítima retrate a representação, o MP não pode oferecer a 
denúncia. 
⇘ existe retratação da retratação? isto é, voltar a autorizar a 
representação após desistir da mesma. a maioria da doutrina entende 
que a vítima pode sim voltar com a representação DESDE QUE DENTRO 
DO PRAZO DECADENCIAL (6 MESES). 
⇘ Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a 
denúncia. 
↳ A representação aproveita todos os autores, ou seja, a representação é 
indivisível . 
↳ A representação é quanto ao FATO. 
↳ A representação, também, possui o prazo de 6 MESES, contado da 
data do conhecimento da autoria do crime! 
↳ O prazo decadencial é FATAL, não se prorrogando, suspendendo e 
interrompendo. 
↳ A decadência é causa extintiva de punibilidade, ou seja, se a 
representação não é exercida dentro do prazo adequado o Estado não 
poderá mais exercer o seu papel. 
⇘ Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu 
representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, 
se não oexercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que 
vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em 
que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. 
Parágrafo único. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou 
representação, dentro do mesmo prazo, nos casos dos arts. 24, 
parágrafo único, e 31. 
⇘ Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se 
os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. 
↳ A representação não obriga o MP a propor a ação, ele apenas analisa 
o caso, verificando os pressupostos da mesma (justa causa e 
materialidade) podendo arquivar o caso. 
 
2) Requisição do Ministro da Justiça: 
↳ É um ato político, feito por conveniência política. 
↳ Existe um formalismo maior no ato. 
↳ Quanto ao prazo, pode ser feito a qualquer tempo, não estando sujeita 
a prazo decadencial. 
↳ Isso desde que, não tenha ocorrido o prazo prescricional do crime. 
↳ Também fica sob a análise do MP, que verifica o pressupostos de justa 
causa e materialidade. 
 
● Início da Ação Penal Pública: 
↳ A Ação Penal Pública se inicia por meio da denúncia do Ministério Pública. 
1) Denúncia: 
↳ A denúncia é a petição inicial da Ação Penal Pública. 
↳ O MP é titular dessa Ação. 
↳ A denúncia não pode se feita de “qualquer jeito”. 
↳ Irá comunicar a infração, apontar o autor do crime e pedir o processo. 
↳ A denúncia possui requisitos/conteúdos formais, que estão descritos 
no artigo abaixo. 
⇘ Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, 
com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou 
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do 
crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 
↳ A falta desses requisitos pode gerar inépcia. 
↳ É preciso expor o fato criminoso com todas as suas circunstâncias. 
↳ A acusação deve apontar o fato principal, as qualificadoras, as causas 
de aumento de pena e as condições de tempo, modo e lugar da 
infração, ou seja, quando, como e onde o crime foi praticado. 
↳ Criptoimputação (linguagem incompreensível): é a acusação 
contaminada por grave situação de deficiência na narração do fato 
apontado. 
⇘ quando isso acontece o juiz rejeita a denúncia, até porque ele não 
conseguiria julgar algo que está contaminado e modificado. 
↳ É necessário ter a qualificação do acusado para poder identificá-lo. 
↳ Também é preciso classificar o delito, isto é, indicar o tipo penal. 
⇘ não vincula juiz e defesa. 
⇘ acusado se defenda dos fatos apresentados e narrados. 
↳ É na própria denúncia, também, que se apresenta o rol de 
testemunhas. 
↳ A litispendência impossibilita nova denúncia. 
↳ Os crimes de ação penal privada são guardados em cartório. 
↳ Outros requisitos da denúncia: 
● endereçamento ao juízo competente; 
● pedido de condenação; 
● local e data da peça; 
● identificação e assinatura do promotor. 
↳ NÃO há prazo decadencial para o MP. 
↳ Majoritariamente, se entende que o prazo para oferecer a denúncia 
deve ser contado pelo CPP e não pelo CP. 
a) réu preso: 5 DIAS. 
b) réu solto: 15 DIAS. 
⇘ Art. 46. O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, 
será de 5 dias, contado da data em que o órgão do Ministério Público 
receber os autos do inquérito policial, e de 15 dias, se o réu estiver solto 
ou afiançado. No último caso, se houver devolução do inquérito à 
autoridade policial (art. 16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão 
do Ministério Público receber novamente os autos. 
 
● Ação Penal Privada: 
↳ Legitimidade: do próprio ofendido ou de seu representante. 
↳ O Estado detém o seu direito de punir. 
⇘ o direito da ação é da vítima. 
↳ Estado transfere o direito de ação ao ofendido. 
⇘ ofendido: substituto processual - legitimação extraordinária 
↳ A lei diz quais são os crimes de iniciativa privada. 
⇘ “SÓ SE PROCEDE MEDIANTE QUEIXA.” 
↳ É da intimidade da vítima o interesse de agir. 
 
➔ PRINCÍPIOS: 
1) Oportunidade ou Conveniência; 
⇘ se contrapõe com o princípio da obrigatoriedade do MP. 
 
2) Disponibilidade; 
↳ a todo momento, pode se dispor do processo (renúncia ao 
direito de queixa, perdão do ofendido, perempção, decadência). 
⇘ a vítima pode desistir da ação. 
⇘ renunciar é não promover a ação (ato unilateral); perdão do 
ofendido é a extinção de punibilidade (ato bilateral, já que o 
infrator precisa concordar.); perempção é o abandono da ação, 
também causa a extinção da punibilidade, mas o infrator não 
precisa concordar. 
 
3) Indivisibilidade; 
⇘ Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime 
obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela 
sua indivisibilidade. 
 
4) Propositura: 
↳ Pelo ofendido ou seu representante. 
⇘ Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para 
representá-lo caberá intentar a ação privada. 
⇘ Art. 34. Se o ofendido for menor de 21 e maior de 18 anos, o 
direito de queixa poderá ser exercido por ele ou por seu 
representante legal. 
↳ Ou pelo seu curador especial. 
⇘ Art. 33. Se o ofendido for menor de 18 anos, ou mentalmente 
enfermo, ou retardado mental, e não tiver representante legal, ou 
colidirem os interesses deste com os daquele, o direito de queixa 
poderá ser exercido por curador especial, nomeado, de ofício ou 
a requerimento do Ministério Público, pelo juiz competente para 
o processo penal. 
↳ Em caso de morte do ofendido. 
⇘ Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado 
ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou 
prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão. 
↳ E se o ofendido for uma pessoa jurídica. 
⇘ Art. 37. As fundações, associações ou sociedades legalmente 
constituídas poderão exercer a ação penal, devendo ser 
representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos 
designarem ou, no silêncio destes, pelos seus diretores ou 
sócios-gerentes. 
↳ O prazo para oferecer em juízo a queixa, em regra, é de SEIS 
MESES decadenciais. 
⇘ Art. 38. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu 
representante legal, decairá no direito de queixa ou de 
representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, 
contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, 
no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o 
oferecimento da denúncia. 
Parágrafo único. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa 
ou representação, dentro do mesmo prazo, nos casos dos arts. 
24, parágrafo único, e 31. 
 
 
➔ TIPOS DE AÇÃO PENAL PRIVADA: 
a) ação penal privada: 
↳ é a ação penal privada propriamente dita. 
↳ só se procede mediante queixa. 
 
b) ação penal privada personalíssima: 
↳ o exercício da ação compete somente ao ofendido. 
↳ é muito rara. 
↳ possui exceção quanto ao prazo. 
↳ se a vítima vier a falecer, os parente não podem oferecer a 
queixa, extinguindo a punibilidade. 
⇘ Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento 
Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o 
outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja 
casamento anterior: 
Pena - detenção, de seis meses a dois anos. 
Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente 
enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar 
em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, 
anule o casamento. 
 
c) ação penal privada subsidiária da pública: 
↳ cabível em todos os casos de ação penal pública, desde que o 
MP atrase no prazo legal. 
↳ não cabe perempção. 
↳ a vítima pode desistir. 
⇘ Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação 
pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao 
Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer 
denúncia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, 
fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, 
no caso de negligência do querelante, retomar a ação como 
parte principal. 
↳ direito de queixa subsidiária. 
↳ MP pode editar queixa para colocar réus e tem que seguir a 
ação. 
↳ o prazo é a partir da data emque se esgotar o prazo para a 
denúncia. 
↳ o MP tem 15 DIAS para oferecer a denúncia. 
↳ a vítima tem 6 MESES para oferecer a queixa subsidiária. 
⇘ mesmo a vítima oferecendo a queixa o MP continua tendo o 
direito de denúncia. 
⇘ Art. 5º 
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se 
esta não for intentada no prazo legal; 
 
↳ A Ação Penal Privada, independentemente de qual for, se inicia com a 
queixa. 
↳ NÃO CONFUNDIR QUEIXA COM NOTÍCIA DO CRIME. 
↳ Queixa é a petição inicial da Ação Penal Privada. 
↳ Possui os meses requisitos da denúncia. 
⇘ Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, 
com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou 
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do 
crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 
↳ As partes serão chamadas de querelante e querelado. 
↳ Intervenção do MP. 
⇘ Art. 45. A queixa, ainda quando a ação penal for privativa do 
ofendido, poderá ser aditada pelo Ministério Público, a quem caberá 
intervir em todos os termos subseqüentes do processo. 
↳ Possibilidade jurídica do pedido. 
↳ Poderes especiais para procurador. 
⇘ a procuração deve ser específica. 
⇘ Art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com poderes 
especiais, devendo constar do instrumento do mandato o nome do 
querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando tais 
esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser previamente 
requeridas no juízo criminal. 
 
● Recebimento e Rejeição da Denúncia ou Queixa: 
↳ O juiz imparcial e competente irá analisar a inicial e fazer o juízo de 
admissibilidade. 
↳ Com o recebimento da peça de acusação, fará as posteriores citações, caso 
tudo esteja em ordem: 
● pressupostos processuais presentes; 
● condições da ação presentes; 
● justa causa presente; 
↳ O prazo prescricional é interrompido. 
↳ Não há recurso contra o recebimento da inicial, porém é admitido habeas 
corpus para o trancamento do processo. 
↳ A inicial é rejeitada caso tenha um defeito formal grave (não ter a exposição 
do fato criminoso de maneira clara). 
⇘ Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: 
I - for manifestamente inepta; 
↳ a inépcia pode ser: 
a) formal: 
⇘ Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, 
com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou 
esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do 
crime e, quando necessário, o rol das testemunhas. 
b) material: quando faltar justa causa. 
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; 
ou 
↳ quando faltar pressuposto de: 
a) existência: 
↳ pode estar faltando algo ou estar inexistente no processo. 
b) validade: 
↳ litispendência, coisa julgada, juiz competente e imparcial. 
c) condições da ação penal: 
↳ podem ser genéricas ou específicas. 
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. 
↳ a justa causa é o suporte probatório mínimo 
↳ Quando o juiz proferir o despacho fundamentado com a decisão de que 
rejeitou a inicial com base em algum desses critérios, cabe recurso em sentido 
estrito (APELAÇÃO 10 DIAS)

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