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Sumário
AULA 00 - INTRODUÇÃO AO DIREITO PROCESSUAL PENAL.........3
AULA 01 - DA AÇÃO PENAL.................................................................13
AULA 02 – INQUÉRITO POLICIAL.......................................................25
AULA 03 – DAS PROVAS........................................................................38
AULA 04 – DA PRISÃO...........................................................................55
AULA 01 - DA AÇÃO PENAL 
Processo: meio pelo qual o Estado se utiliza para exercer a jurisdição. Trata-se do instrumento 
necessário para que o Juiz conheça a pretensão do autor e o julgue
O processo pode começar em razão da iniciativa do Ministério Público (ação 
penal pública) ou do ofendido (ação penal privada) 
Procedimento: rito utilizado no processo. É o caminho a ser seguido até o objetivo final
Relação jurídico-processual: relação jurídica é todo vínculo entre pessoas, mediante a qual uma 
delas pode pretender uma coisa e a outra está obrigada.
Existe uma relação jurídica entre o juiz, o órgão de acusação e o acusado. Tal 
relação é regulada por leis processuais.
Logo, o acusado não é apenas um mero objeto da persecução penal, mas sim 
um sujeito de direito, a quem se confere o direito à ampla defesa, ao 
julgamento por juiz natural, ao contraditório etc.
Existem seis características da relação jurídico-processual
1. Natureza pública: a relação jurídica processual é pública, 
pois o processo é o instrumento de que se vale o Estado para 
exercer a jurisdição
2. Autonomia: a relação de direito processual é diversa da 
relação jurídica de direito material
3. Progressividade: também chamado de continuidade ou 
dinamicidade, trata-se da ideia de que os atos processuais 
possuem um encadeamento lógico e progressivo até a 
prolação da sentença
4. Complexidade: o caráter complexo da relação processual 
advém dos inúmeros atos praticados pela parte
5. Unicidade: a relação jurídica processual é única, 
permanecendo a mesma do início ao fim
6. Trilateralidade: presença de três sujeitos distintos: 
acusação, acusado e juiz
PRETENSÃO PUNITIVA
Quando uma norma é violada, surge para o Estado o poder/dever de punir (jus puniedi).
Jus puniendi in abstacto: momento em que o Estado elabora leis penais e 
comina pena a quem as transgride
Jus puniendi in concreto: ocorre no momento em que determinada pessoa 
viola a norma penal 
PRAZOS E MODOS
Quanto aos prazos no CPP, tem-se as seguintes classificações:
Ordinário ou dilatório: admitem redução ou ampliação por vontade das 
partes
Legais: determinados por lei
Judiciais: determinados pelo juiz
Convencionais: estabelecidos pelas partes
Peremptórios: inalteráveis e possuem obrigatoriedade de cumprimentos. 
Caso a parte perca esse prazo, não mais poderá praticar o ato
Comuns: quando correm para ambas as partes simultaneamente. Tal prazo 
não pode ocorrer em uma ação penal pública, pois as partes são intimadas 
em momentos e formas diferentes
Próprios: são os prazos destinados às partes. Caso não praticar o ato no 
prazo certo, não poderá mais o fazer
Impróprios: tais prazos não apresentam consequências judiciais caso não 
observados. Ou seja, se a parte perder o prazo, poderá praticar o ato 
posteriormente
Quanto aos modos, tem-se a seguinte classificação:
Quanto à linguagem: sistema misto, que se caracteriza pelo princípio da 
oralidade e pela forma escrita
Quanto à atividade: o processo se inicia pelo impulso das partes e 
desenvolvem-se pelo impulso oficial.
Quanto ao procedimento: é escolhido com base na relação jurídica material. 
É como se fosse uma escala de “dificuldade” do procedimento processual 
(caminho a ser percorrido desde o início até o fim do processo)
Rito ordinário: caminho mais tortuoso e longo, requer uma 
sequência maior de atos processuais
• Crimes cuja pena máxima ultrapasse 4 anos 
Rito sumário: mais concentrado e, portanto, exige menos atos 
(mais curto e célere)
• Crimes cuja pena máxima for de até 4 anos
Rito sumaríssimo: é o caminho mais curto de todos, sendo ele 
o rito dos juizados especiais
• Crimes cuja pena máxima seja de até 2 anos
Existem também os ritos especiais, cujos trâmites processuais 
se dão por expedientes específicos (leis específicas), com 
prazos e atos adequados àquele conflito determinado
AÇÃO PENAL 
Condições da ação penal: a ação penal deve obedecer a algumas condições, sejam elas:
Possibilidade jurídica do pedido: em uma análise superficial, o Juiz deve 
conseguir vislumbrar que o acusador tenha alguma razão em seu pedido.
Por exemplo, o fato imputado deve ser tido como criminoso e 
previsto em lei, o acusado deve ser maior de idade…
Interesse de agir: o interesse de agir consiste na formulação de uma 
pretensão necessária e adequada contida no direito subjetivo de que se diz 
titular, e a utilidade da referida prestação.
Interesse de agir-necessidade: deriva do processo legal e de 
sua indispensabilidade para imposição da sanção penal, pois o 
magistrado só pode impor a sanção penal através do devido 
processo legal
Interesse de agir-adequação: o Ministério Público ou 
querelante necessita submeter-se ao procedimento legal para 
que possa obter um julgamento de mérito. Trata-se da escolha 
mais adequada de procedimento para o caso específico
Interesse de agir-utilidade: a ação penal deve ser útil aos 
interesses do Estado
Legitimidade ad causam ativa e passiva: cada crime “pede” um sujeito ativo 
adequado para a ação penal. Por exemplo, no crime de homicídio, o MP é o 
polo ativo da denúncia, pois a Constituição Federal assim determinou. Já no 
crime de injúria, o polo ativo é o particular
É necessário haver, também, a legitimidade no polo passivo, 
pois o réu da ação deve ser quem praticou o crime.
Atenção!! Perceba que os sujeitos aqui são o inverso dos da 
ação criminal
O sujeito ativo do crime é sujeito passivo na 
ação penal (é ele quem sofre a ação) 
Espécies de ação penal: a ação penal pode ser pública incondicionada, pública condicionada ou 
privada. 
Ação penal pública: ocorre quando os crimes têm reflexos na sociedade e, por isso, o próprio 
Estado tem interesse na punição e repressão.
Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério 
Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da 
Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para 
representá-lo.
Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou 
interesse da União, Estado e Município, a ação penal será pública.
Princípios da ação penal pública: 
Obrigatoriedade: havendo indícios de autoria e prova da 
materialidade do delito, o membro do MP deve oferecer a 
denúncia, não podendo deixar de fazê-lo, pois não pode 
dispor da ação penal.
O prazo para o MP oferecer a denuncia é de 05 
dias se o réu estiver preso e 15 dias se o réu 
estiver solto
Tal prazo é contado da data em que o MP 
recebe o inquérito policial. Porém, se o réu 
estiver solto e houver devolução do inquérito à 
autoridade policial, contar-se-á o prazo da data 
em que o MP receber novamente os autos
Trata-se, também, de prazos impróprios (se não 
cumprir, nada acontece) 
Indisponibilidade: o MP não pode desistir da ação penal. 
Trata-se de uma decorrência do princípio da obrigatoriedade
Oficialidade: a ação penal será ajuizada por órgão oficial do 
Estado (Ministério Público) 
Porém, se transcorrido o prazo para que o MP 
ofereça a denúncia (seis meses) e este fique 
inerte, a lei autoriza que o ofendido promova a 
ação penal subsidiária da pública
Divisibilidade: se houver mais de um autor no crime, o MP 
pode ajuizar a demanda somente em face de um ou de alguns 
deles, reservando para os demais, o ajuizamento em 
momento posterior
Ele faz isso pois as vezes precisa de mais tempo 
para reunir as provas
Ação penal pública incondicionada: é a regra no ordenamento processual penal brasileiro. Se a lei 
não disser que se trata de ação penal pública condicionada ou ação penal privada, será,então, 
incondicionada!
Sua titularidade pertence ao Ministério Público.
Trata-se de uma ação de interesse público, logo, qualquer pessoa do povo 
poderá provocar a iniciativa do Ministério Público, nos casos em que caiba a 
ação pública, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e a 
autoria e indicando o tempo, o lugar e os elementos de convicção.
• Fato e autoria
• Tempo
• Lugar 
• Elementos de convicção
Ação penal pública condicionada: nesse caso, para que o MP possa ajuizar a ação penal, deverá 
haver a representação do ofendido ou a requisição do Ministro da Justiça (são os dois casos de 
ação penal pública condicionada)
Lembre-se que a ação só será condicionada se a lei expressamente assim 
dizer. Caso não diga nada, será ação incondicionada.
Ação penal pública condicionada à representação da vítima: não se exige forma específica para a 
representação, bastando que descreva claramente a intenção de ver o fato ser apurado. 
O direito de representação poderá ser exercido, pessoalmente ou por 
procurador com poderes especiais, mediante declaração, escrita ou oral, 
feita ao juiz, ao órgão do Ministério Público, ou à autoridade policial.
O prazo para que o ofendido ofereça a denúncia é de 6 meses, contada da 
data em que a vítima descubra quem é o autor do delito
Trata-se de um prazo material, em que se inclui o dia do 
começo no cômputo do prazo.
Caso o ofendido seja menor ou incapaz, terá legitimidade o seu 
representante legal.
Se o representante legal não oferecer a denúncia, o ofendido 
(que é menor) poderá oferecer quando completar 18 anos, 
momento em que começará a correr a prescrição 
Caso o ofendido morra, o direito de representação passará ao cônjuge, 
ascendente, descendente ou irmão (CADI – a ordem importa)
Em caso de óbito da vítima, seus sucessores recebem apenas 
o prazo que restava para oferecer a denúncia.
A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.
Lembrar que é depois do oferecimento (pelo MP), não do 
recebimento (pelo juiz)
Porém, no caso de crime de violência doméstica e familiar 
contra a mulher, temos um detalhe: a maioria desses crimes 
são de ação incondicionada, porém alguns são de ação 
condicionada, como é o caso do crime de ameaça.
Nesse caso, a vítima terá que representar 
autorizando a persecução penal e, caso queira 
renunciar à representação, terá que fazer 
perante o Juiz, em audiência especialmente 
designada para tal finalidade, antes do 
recebimento da denúncia
A vítima não pode representar apenas contra um dos infratores nos crimes 
em que há mais que um. A representação é contra os agentes que 
praticaram o fato!
Porém, o MP pode denunciar apenas um ou alguns dos 
infratores
Ação penal pública condicionada à representação do Ministério da Justiça: tal condição é 
procedibilidade prevista para pouquíssimos crimes. Aqui, não há prazo decadencial para o 
oferecimento da requisição, podendo esta ocorrer enquanto não estiver extinta a punibilidade do 
crime
A maioria da doutrina entende que não cabe retratação da requisição
O MP não está vinculado à requisição. Logo, o fato do MJ encaminhar 
requisição ao MP, não significa que o MP deve oferecer a denúncia
Ação penal privada: nesse caso, é de interesse do ofendido ver ou não a infração ser apurado e o 
infrator processado
Tal ação se procede mediante queixa
• Queixa: particular
• Denúncia: MP
A ação penal privada é regida por alguns princípios, sejam eles: 
Oportunidade: a vítima oferece a queixa se quiser, mesmo se 
estiverem presentes todos os elementos para isso. 
É diferente da ação penal pública, cujo princípio 
é o da obrigatoriedade.
Disponibilidade: o titular da ação penal pode desistir da ação 
proposta
Indivisibilidade: na ação privada, o ofendido é obrigado a 
ajuizar a queixa-crime em desfavor de todos os infratores
Ou seja, a vítima pode decidir se faz a queixa ou 
não, porém, se fizer, deve fazer contra todos os 
infratores
O prazo para oferecimento da queixa é de seis meses, que começa a contar 
da data em que o ofendido toma ciência de quem foi o infrator
Se o ofendido morrer, poderão ajuizar a ação: cônjuge, ascendente, 
descendente, irmão (CADI)
Caso a vítima morra durante o decorrer do processo, os 
sucessores terão o prazo de 60 dias para prosseguir na ação
Perdão: ocorre depois de ajuizada a queixa e pode ser judicial ou 
extrajudicial
Judicial: quando oferecido dentro do processo
Extrajudicial: quando acontece fora do processo
O infrator será intimado para, dentro de 3 dias, dizer se aceita 
ou não o perdão
O perdão, da mesma forma que a queixa, é oferecido em face 
de todos os infratores. Porém, se algum deles recusar o 
perdão, isso não prejudicará aqueles que aceitaram (ou seja, o 
processo prosseguirá contra aquele que não aceitou, apenas)
Perempção: é a perda do direito de prosseguir na ação. Ocorre nos seguintes 
casos:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o 
andamento do processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua 
incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no 
processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das 
pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 
36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo 
justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar 
presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas 
alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se 
extinguir sem deixar sucessor.
Ação penal privada personalíssima: neste caso, o ajuizamento da ação só pode ser feito pelo 
ofendido. Caso ele venha a falecer, nada poderá ser feito, estando extinta a punibilidade
Se o ofendido for menor, o seu representando também não poderá ajuizar a 
demanda. Porém, nesse caso, o ofendido poderá aguardar a maioria para 
ajuizar a ação
Só existe uma hipótese para esse tipo de ação: trata-se do crime previsto no 
art. 236 do CP: Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro 
contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento 
anterior:
Pena: detenção, de seis meses a dois anos.
Parágrafo único: a ação penal depende de queixa do 
contraente enganado e não pode ser intentada senão depois 
de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou 
impedimento, anule o casamento.
Ação penal privada subsidiária da pública: ocorre quando o MP deixa de oferecer a denúncia no 
prazo legal em uma ação penal pública.
Em regra, o prazo para o MP oferecer a denúncia é de 15 dias se o indiciado 
estiver solto e de 05 dias se preso. Se esgotado o prazo e o MP nada fez, o 
ofendido ganha o prazo de seis meses para oferecer a ação penal privada.
O MP poderá aditar a queixa, repudiá-la e oferecer a denúncia substitutiva, 
intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, 
interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante 
(particular que ofereceu a queixa), retomar a ação como parte principal
Atenção: o MP não perde o direito de ajuizar a ação se não seguir o prazo. 
Trata-se de uma decadência imprópria, pois não gera a extinção da 
punibilidade
Elementos da denúncia e da queixa: a denúncia e a queixa devem conter alguns elementos e, caso 
não tenha, será considerada manifestamente inepta:
1. Exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias
Nos crimes de autoria coletiva, não se exige a descrição 
minuciosa da atuação de cada um dos infratores, apenas se 
exige uma mera descrição que vincule o acusado ao fato 
criminoso
2. Qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa 
identificá-lo
3. Classificação do crime (indicação do dispositivo legal violado pelo acusado) 
4. Rol de testemunhas (quando necessário)
O número de testemunhas varia de acordo com cada 
procedimento
Rito ordinário: máximo 08 testemunhas
Rito sumário: máximo 05 testemunhas
5. Endereçamento: a inicial deve ser endereçada ao Juízo cometente para 
apreciar o caso. Se errar o endereço, bastaarrumar (não causa a invalidade) 
6. Redação em vernáculo: a peça acusatória deve ser escrita em português
7. Subscrição: a inicial acusatória deve ser assinada por membro do MP ou 
pelo advogado do querelante
ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL 
Definição: o acordo de não persecução penal (ANPP) é uma espécie de transação entre MP e 
suposto infrator, a fim de evitar o ajuizamento da denúncia.
Devem ser observados os seguintes pontos para que ocorra o ANPP: 
Não ser caso de arquivamento
O investigado deve confessar formal e circunstancialmente a 
prática da infração
A infração deve ter sido sem violência ou grave ameaça
A pena mínima cominada ao delito deve ser inferior a quatro 
anos
Também são requisitos para a realização do acordo:
Reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na 
impossibilidade de fazê-lo;
Renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo 
Ministério Público como instrumentos, produto ou proveito 
do crime;
Prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por 
período correspondente à pena mínima cominada ao delito 
diminuída de um a dois terços, em local a ser indicado pelo 
juízo da execução
Pagar prestação pecuniária a entidade pública ou de interesse 
social, a ser indicada pelo juízo da execução, que tenha, 
preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais 
ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ou
Cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo 
Ministério Público, desde que proporcional e compatível com 
a infração penal imputada.
Para aferição da pena mínima cominada ao delito a que se refere o caput 
deste artigo, serão consideradas as causas de aumento e diminuição 
aplicáveis ao caso concreto. 
Não será viável realizar o acordo: 
Se for cabível transação penal de competência dos Juizados 
Especiais Criminais, nos termos da lei;
Se o investigado for reincidente ou se houver elementos 
probatórios que indiquem conduta criminal habitual, reiterada 
ou profissional, exceto se insignificantes as infrações penais 
pretéritas;
Ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao 
cometimento da infração, em acordo de não persecução 
penal, transação penal ou suspensão condicional do processo; 
Nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou 
familiar, ou praticados contra a mulher por razões da condição 
de sexo feminino, em favor do agressor.
O STF e o STJ entendem não ser aplicável o acordo nos crimes 
raciais.
Descumpridas quaisquer das condições estipuladas no acordo de não 
persecução penal, o Ministério Público deverá comunicar ao juízo, para fins 
de sua rescisão e posterior oferecimento de denúncia. 
O descumprimento do acordo de não persecução penal pelo 
investigado também poderá ser utilizado pelo Ministério 
Público como justificativa para o eventual não oferecimento 
de suspensão condicional do processo.
A celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal não 
constarão de certidão de antecedentes criminais, exceto para os fins 
previstos no inciso III do § 2º deste artigo. 
Cumprido integralmente o acordo de não persecução penal, o juízo 
competente decretará a extinção de punibilidade. 
Caso o membro do MP não ofereça proposta, o investigado poderá requerer 
a remessa dos autos ao órgão superior competente dentro da estrutura 
daquele MP (MPF, MPE, etc.), para que seja revista a decisão de não 
oferecimento de proposta de ANPP
O acordo deve ser formalizado entre o MP, o investigado e seu defensor. 
Além disso, deve haver homologação pelo juiz, em audiência, na qual o 
magistrado analisará a voluntariedade da aceitação do acordo
Caso o juiz não concordar com as propostas do acordo, deverá 
determinar o retorno dos autos ao MP para que este 
reformule a proposta.
O juiz pode não homologar o acordo se este não atender aos 
requisitos legais ou se as condições acordadas sejam 
inadequadas, insuficientes ou abusivas
Interposição de RESE: Recurso Em Sentido Estrito: contra decisão judicial 
que recusa a homologação
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