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N1 ESPECÍFICA_CI 1_26SET2023.2 1- Na Unidade Básica de Saúde chega um lactente, 9 meses de vida, masculino, trazido pela mãe que expressa preocupação com o desenvolvimento e crescimento de seu filho. A mãe relata que, devido ao trabalho, parou de oferecer leite materno e que faz uso de leite de vaca integral além de algumas frutas, legumes e mel. Negou prematuridade ou baixo peso ao nascer. Ainda, refere que o menor se senta apenas com apoio, está " magrinho " e " pálido". Ao exame, observou-se que o lactente estava hipocorado +/++++, hidratado e afebril. Peso e comprimento entre os Z- scores -2 e -1. Auscultas respiratória e cardiaca sem anormalidades dignas de nota. Considerando o histórico descrito e com base em seus conhecimentos sobre puericultura, responda aos questionamentos abaixo: a. No contexto desse paciente, há erro alimentar? Se sim, como você orientaria à genitora com relação aos aspectos da dieta nessa faixa etária? b. Quais medidas devem ser orientadas no que tange ao uso de ferro e vitamina D para esse lactente? c. Qual classificação antropométrica (peso e comprimento) dessa criança tendo como base as curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS)? 2- Um homem de 30 anos, assintomático, não-tabagista, é encaminhado para atendimento no ambulatório de endocrinologia da faculdade devido a obesidade central, hiperglicemia (confirmada em duas medidas) e pressão arterial confirmada de 150x94 mmHg. O médico solicita exames laboratoriais e institui de imediato um tratamento. Com base na situação apresentada, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I - Nesse caso, deve ser considerada a prescrição de um fármaco sensibilizador de insulina e de um inibidor da enzima conversora de angiotensina, além de alimentação com restrição de gorduras saturadas e gorduras trans. PORQUE II - A fisiopatologia da síndrome apresentada inclui insulinorresistência relacionada à diminuição dos ácidos graxos circulantes e redução dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α). A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas: (A) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. (B) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. (C) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. (D) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I 3- Um menino de 4 anos foi levado à clínica pediátrica pelo seu pai, devido a febre alta e erupção cutânea. O pai relatou que seu filho havia apresentado febre por alguns dias, seguida por uma erupção que começou no rosto e se seguiu pelo corpo. Além disso, apresentava conjuntivite, tosse persistente e manchas brancas na parte interna das pernas. Ao exame físico, foram observadas as alterações relatadas pelo pai. Na revisão da caderneta de vacinação, algumas vacinas estavam em dia, mas outras estavam em atraso. Com base no quadro clínico e na história vacinal, indique qual é o diagnóstico mais provável. Alternativas: (A) Sarampo. (B) Escarlatina (C) Rubéola. (D) Varicela. 4- Um recém-nascido, do sexo masculino, com 20 dias, de vida é trazido ao pronto atendimento infantil pelos pais devido a febre, irritabilidade e dificuldade respiratória. Ele nasceu a termo e estava bem, quando, há 2 dias atrás, os pais notaram que ele estava com febre alta, irritado e respirando rapidamente, permanecendo assim desde então. Não apresenta tosse ou outros sintomas respiratórios. Os pais também perceberam a presença de lesões cutâneas vermelhas e purulentas em várias áreas do corpo do bebê. Ao exame físico, está irritado, com frequência cardíaca aumentada e frequência respiratória acelerada. Não há sinais de desconforto respiratório grave, como cianose. A ausculta pulmonar revela crepitações em um dos campos pulmonares e são observadas múltiplas lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em áreas como face e extremidades. Com base no caso clínico apresentado, identifique o agente etiológico mais provável e o plano de cuidado inicial recomendado. Alternativas: (A) Staphylococcus aureus. Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. (B) Haemophilus influenzae tipo b. Realizar aspirado traqueal e iniciar antibioticoterapia com ceftriaxona. (C) Streptococcus pneumoniae. Iniciar antibioticoterapia empírica com ampicilina e gentamicina (D) Mycoplasma pneumoniae. Iniciar antibioticoterapia empírica com macrolídeo. 5- Criança de 8 meses de vida é levada a uma consulta pediátrica por apresentar, há 48 horas, um pico febril de 37,9ºC, coriza hialina e alguns episódios de tosse seca, não produtiva. Mãe relata ainda que nos últimos meses tem notado que a criança leva a mão ao ouvido direito com frequência. No exame físico, constata-se que a criança está em bom estado geral, acianótica, hidratada, com FR: 33 irpm, murmúrio vesicular normal, sem ruídos adventícios, ausência de esforço respiratório, FC 118 bpm, ritmo cardíaco regular, sem alterações. Oroscopia com discreta hiperemia de orofaringe. Otoscopia com presença de membranas timpânicas translucidas. Mediante o caso apresentado, assinale a alternativa correta: Alternativas: (A) Trata-se de um caso de otite média aguda e deve-se iniciar com amoxicilina. (B) Trata-se de nasofaringite e deve-se iniciar com amoxicilina + clavulanato. (C) Trata-se de um caso de rinossinusite, com necessidade de antibiótico (D) Trata-se de um caso de nasofaringite aguda, não necessita de antibiótico. 6- Paciente, 42 anos, feminina, comparece para consulta de rotina na ESF. Mãe diabética tipo II e pai com hipertensão. Exame físico: peso 88 kg, altura 1,68 m, IMC de 31,2 kg/m2 e circunferência abdominal 92 cm. PA 120 x 80 mmHg; FC 92 bpm. Aparelhos cardiovascular e respiratório sem alterações. Exames: Hb 12g/dl, Ht 41,4%, leucócitos 7500/mm³, plaquetas 367.000/mm³; glicemia de jejum 164 mg/dl; triglicerídeos 122mg/dL, HDL 44 mg/dl, LDL 124 mg/dl. Avaliando o quadro da paciente responda. Questões: a. Quais critérios a paciente apresenta para fechar o diagnóstico de Síndrome Metabólica? b. Quais orientações não farmacológicas devem ser instauradas para essa paciente? Descreva como fosse orientações para levar para casa. 7- Maria, 6 anos, comparece à consulta no ambulatório de pediatria acompanhada de sua mãe, com queixa de dor na garganta. A mãe relata início do quadro há 3 dias, acompanhado de coriza hialina, espirros e obstrução nasal. A mesma relata que a criança não apresentou febre, mas está muito preocupada, pois sua filha refere dor intensa até para deglutir saliva. Ao exame físico, o médico observa eritema e edema das mucosas nasal e faríngea, sem exsudato em tonsilas. Com base no caso clínico, o médico deve prescrever Alternativas: (A) amoxacilina com clavulanato. (B) descongestionante nasal. (C) paracetamol. (D) Penicilina 8- Escolar de 6 anos, 18 kg, vem à consulta em Unidade Básica de Saúde acompanhado de sua mãe. Acompanhante refere que há 5 dias a criança vem apresentando episódios recorrentes de tosse seca durante o dia, com crises mais intensas pela manhã. Refere há 7 dias coriza hialina e nega febre. Ao exame responde ao examinador com frases completas, frequência respiratória de 20 irpm, sibilos expiratórios em bases, sem sinais de esforço respiratório, saturação periférica de O2 de 96% em ar ambiente, frequência cardíaca de 90 bpm. Qual a conduta correta, nesse momento? Alternativas: (A) Observação em unidade de urgência; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 2mg/kg via intravenosa, oxigenoterapia 2L/min. (B) Observação em unidade de urgência; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 2mg/kg via oral.mista e síndrome metabólica E) Obesidade grau II, hipertrigliceridemia e síndrome metabólica 11. Mulher de 53 anos, não tabagista, apresenta queixa de tosse há 10 dias, inicialmente seca, há 3 dias com piora da tosse, já com presença de secreção, dificultando o sono. Desde ontem teve 2 episódios de febre. Nega dispneia, hemoptise, secreção nasal, nega queimação retroesternal. Ao exame apresenta-se consciente, orientada, FR: 26 irpm, FC: 98 bpm, PA: 115x80 mmHg, Saturação de O2: 89%, Sons respiratórios presentes bilateralmente, sem crepitações. Considerando os dados acima, qual deve ser a abordagem clínica a ser instituída para a paciente? A) Tratar como infecção de vias aéreas, sem necessidade de radiografia de tórax, por ser tosse aguda não complicada. B) Prescrever antitussígenos, antipiréticos e reavaliar a paciente em 2 a 3 dias, devido à possibilidade de melhora espontânea do quadro. C) Avaliar urgentemente a possibilidade de uma doença ameaçadora da vida, como a pneumonia, devido à presença de sinais de alerta. D) Realizar tomografia do tórax, espirometria e endoscopia digestiva alta, considerando as causas mais comuns para o quadro da paciente. E) Iniciar tratamento com azitromicina devido à suspeita de bronquite subaguda, e realizar Rx de tórax em caso de não haver boa resposta após 24h da medicação. 12. Idosa de 86 anos tem diagnóstico de demência. Se encontra parcialmente dependente para as atividades habituais. É levada a consulta ambulatorial por sua filha. Ela está preocupada com a pressão da mãe e acha que os remédios que ela toma para tratamento da pressão arterial não estão fazendo mais efeito. Isso porque, em uma medida ocasional, constatou uma pressão de 150x80mmHg. Paciente faz uso de enalapril 10mg uma vez ao dia e anlodipino 5mg de 12 em 12 horas. Filha ainda relatou que, na última semana, sua mãe tem sentido tonteira ao ficar de pé - e que inclusive teve uma queda após se levantar para ir ao banheiro. No momento da consulta, paciente ansiosa, com pressão de 150x80mmHg. Assinale a alternativa CORRETA. A) É recomendado que a paciente tenha sua pressão arterial mensurada em posição sentada e supina. Caso ocorra uma queda superior a 10mmHg na pressão sistólica, em posição supina, está feito o diagnóstico de hipotensão postural. B) A medida da pressão no momento da consulta indica que outro anti-hipertensivo deve ser adicionado ao esquema. Está indicado um diurético tiazídico, como a hidroclorotiazida. C) Pacientes idosos frágeis tem uma meta menos rígida de pressão, sendo que limiar para se iniciar o tratamento pode ser um valor de PAS ≥ 160mmHg, com uma meta de PAS de 140 a 149mmHg. D) A realização de um exame de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) não traria informações úteis no manejo do paciente E) A paciente está em uso de duas classes de anti-hipertensivos que não são consideradas primeira-linha no tratamento da hipertensão. 13. Pré-escolar de 3 anos foi levado ao pediatra do posto de saúde por apresentar crises de sibilância desde os seis meses de vida. No primeiro episódio, foi internado por cinco dias e fez uso de medicações por via inalatória e intravenosa. Evoluiu com crises de cansaço, falta de ar, tosse seca, chiado no peito e coriza de três em três meses, necessitando de observação clínica em unidades de pronto-atendimento. Atualmente, a mãe observa que ele tosse quando corre e ri e as crises se tornaram mensais. O uso de salbutamol inalatório associado acorticoide sistêmico é frequente. A mãe relata que ela teve crises de bronquite até dez anos de idade e o irmão do paciente, com um ano de idade, apresenta dermatite atópica. O exame físico mostra bom estado geral; FR = 28 irpm, eupneico, oximetria de pulso = 98%; sem outras alterações. Baseado nestes dados, o pediatra deve orientar como tratamento profilático inicial e preferencial o uso diário de: A) corticoide inalatório associado a beta 2 inalatório de ação prolongada B) beta 2 agonista inalatório de ação curta C) corticoide sistêmico D) corticoide inalatório E) brometo de ipratrópio 14. Sobre a alimentação de crianças de 02 a 06 anos, analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas: I. Esse período caracteriza-se pela diminuição no ritmo de crescimento e, por consequência, pela modificação das necessidades nutricionais e diminuição do apetite da criança. PORQUE II. O comportamento alimentar da criança, nessa fase, se não for conduzido adequadamente, poderá se transformar em distúrbio alimentar e perdurar em fases posteriores. Sobre as asserções, assinale a alternativa correta. A) A asserçao I é falsa, porém a II é verdadeira. B) As assercções I e II são verdadeiras, a II é justificativa da I. C) As assercções I e II são verdadeiras e se completam. D) A asserção I é verdadeira, porém a II é falsa e não se correlacionam. E) As assercções I e II são falsas e não se correlacionam. 15. Criança de oito anos, sem doenças prévias, com tosse produtiva há três semanas, tendo apresentado febre por dois dias, além de coriza hialina nos primeiros três dias, atualmente esverdeada. Sem história prévia de atopia ou sibilância. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, eutrófica, com ausculta cardiorrespiratória normal, congestão nasal importante. Após constatar radiografia de tórax normal, a conduta mais aceitável é: A) iniciar antitussígenos, por se tratar de tosse pós-viral. B) iniciar corticoide oral e broncodilatador, por se tratar de asma. C) iniciar antibiótico, por se tratar provável rinossinusite. D) iniciar corticoide nasal, por se tratar de rinite alérgica. E) realizar observação clínica, por se tratar de tosse pós-viral. 16. Lactente, 30 dias de vida, nasceu com 2.200g a termo, sem outras complicações e encontra se em aleitamento materno exclusivo. A suplementação profilática de ferro neste caso deve ser realizada a partir do: A) sexto mês de idade, na dose de 1 mg/kg/dia B) quarto mês de idade, na dose de 2 mg/kg/dia C) terceiro mês de idade, na dose de 1 mg/kg/dia D) segundo mês de vida, na dose 2 mg/kg/dia E) primeiro mês de idade, na dose de 3 mg/kg/dia 17. Mãe traz seu bebê de 2 meses para consulta e relata que há 4 dias ele iniciou quadro de coriza e obstrução nasal. Há 2 dias, evoluiu com tosse seca, associada a 1 pico febril (37,9ºC). Hoje apresentou desconforto respiratório com piora progressiva e diminuição da aceitação do seio materno. Nega diarreia ou vômito. Irmã de 8 anos com sintomas gripais em casa há 1 semana. Ao exame estado geral regular, taquidispneico, hipocorado (+/4+), hidratado, acianótico, afebril ao toque. FC: 156 bpm, FR: 68 irpm, SatO2%: 82% em ar ambiente. Orofaringe: hiperemia discreta. Pescoço: sem adenomegalies. Pele: sem exantemas ou petéquias. AR: Tiragem subcostal e retração de fúrcula. MVF presente bilateralmente. Sibilos discretos e crepitações bolhosos bilaterais difusas. AVC: RCR 2T, bulhas normofonéticas ABD: flácido, RHA +, sem visceromegalias NEURO: Fontanela plana e normotensa. Sem antecedentes patológicos pessoais e familiares. Considerando o diagnóstico mais provável, analise as afirmativas abaixo. I. Trata-se de infecção do trato respiratório inferior comum no primeiro ano de vida de crianças previamente saudáveis II. O pico de incidência é na idade pré-escolar, devendo-se investigar a imunidade desse lactente. III. O principal agente etiológico é o ADENOVIRUS. A primeira infecção por este vírus confere imunidade completa à criança. IV. A doença tende a ser sazonal, ocorrendo mais no outono e inverno. Marque a sequência correta das alternativas quanto a serem verdadeiras ou falsas. A) F F V V B) F V F V C) V F F V D) V V V F E) V V V F 18. Criança de 1 ano iniciou febre, tosse produtiva, coriza, conjuntivite bilateral; notava-se lesões de 2 a 3mm de diâmetro,discretamente elevadas, de cor branca com base eritematosa, localizadas na região interna da mucosa oral (bochechas) . Após 4 dias apareceu exantema de cor vermelha inicialmente em face, progredindo para o tronco e membros em cerca de 3 dias. Mantinha febre. Considerando o provável diagnóstico, assinale a opção correta. A) A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água ou de alimentos contaminados. B) É indicado tratamento profilático com antimicrobianos, com o objetivo de reduzir o número de casos graves. C)Constitui uma das principais causas de morbimortalidade em crianças maiores de dez anos de idade. D)A vacinação ativa até 72h após contágio pode reduzir a possibilidade de contágio. E)Uma das principais características da doença é a apresentação de polimorfismo regional. 19. Uma criança de 5 anos de idade está em uso de amoxicilina 50mg/kg/dia de 8/8 horas, há 48 horas, por pneumonia bacteriana. Ela é levada ao hospital para reavaliação, pois não apresentou melhora da curva térmica, está prostrada e com perda de apetite. Ao exame físico, apresenta diminuição do murmúrio vesicular em base esquerda e tem bom padrão respiratório, apesar de manter uma posição antálgica em escoliose. Qual, entre as seguintes, é a conduta mais indicada no momento? A) Solicitar radiografia de tórax em 2 incidências B) Solicitar tomografia computadorizada de tórax sem contraste C)Substituir a antibioticoterapia e reavaliar em 48 horas D)Associar macrolídeo ao esquema inicial e reavaliar em 48 horas E)Manter o tratamento inicial e aguardar completar 72 horas para reavaliação 20. Criança de 4 anos iniciou com febre, mal-estar, e hiporexia. Evoluiu com aparecimento de lesões vesiculares inicialmente em tronco, semelhantes a gotas de orvalho, e posteriormente espalharam para as extremidades; logo se rompiam evoluindo para crostas. Notava-se polimorfismo regional. Algumas desenvolveram sinais de infecção secundária durante a evolução. Prurido presente. A)Qual o diagnóstico de base mais provável? (justifique, considerando o quadro clínico acima com pelo menos 3 critérios diferentes) 0,4 B)Qual o tratamento farmacológico e não farmacológico indicado nesse momento? 0,35 GABARITO 1- Resposta correta: letra B - Amenorreia hipotalâmica Comentário: Comentário: as mulheres necessitam de 17% de gordura corporal para apresentarem a 1ª menstruação e cerca de 22% de gordura corporal para apresentarem ciclos regulares. Isso se dá pela aromatização ocorrida nos adipócitos, levando a um feedback negativo alça longa. 2- Comentário: a síndrome de Rokitansky é aquela em que há a agenesia dos ductos de Muller. Desta forma, não influenciará no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, mas levará à amenorreia primária 3- Resposta correta: letra C - DIU de cobre Comentário: paciente apresenta contraindicação a uso hormonal (câncer hormônio dependente). A histerectomia não pode ser alternativa para a contracepção cirúrgica, de acordo com a Lei 14.443/2022. 4- Resposta correta: letra E - Nível de estrogênio razoável Comentário: para a ação da progesterona sobre o endométrio, é necessário, primeiramente, que o estrogênio tenha o proliferado. Referência bibliográfica: escrever referência utilizada 5- Resposta correta: letra D - Aumento da globulina carreadora de hormônio sexual (SHBG) Comentário: Comentário: a elevação da SHBG levará a uma redução nos índices de esteroides sexuais livres, que são os biologicamente ativos. 6- Resposta correta : letra D Comentário: trata-se de um caso de Asma em história prévia com retorno dos sintomas respiratórios na vida adulta. PFE mostra resposta significativa com o salbutamol spray, mostrando reversibilidade da obstrução. O tratamento da Asma baseia-se no uso de corticoide inalatório, logo da budesonida 7- Resposta correta Comentário : : letra D Trata-se de mulher jovem, já portadora de uma doença autoimune, com hiperglicemia sintomática e glicemia > 300 mg/dl, sendo, por esse motivo, indicada insulinoterapia imediata. Não há indicação de internação pela ausência de sinais clínicos de desidratação ou cetose. A causa do diabetes deverá ser investigada (autoanticorpos). Diretrizes SBD: Recomendação 2 – Na presença de sintomas inequívocos de hiperglicemia, é recomendado que o diagnóstico seja realizado por meio de glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl. Recomendação 1. Em pacientes com DM1 É RECOMENDADO iniciar o tratamento com insulina imediatamente após o diagnóstico clínico, para prevenir a descompensação metabólica e a cetoacidose diabética. 8- Comentários: A gravidade de um episódio de PAC é estimada por meio de critérios baseados em dados de história, exame físico e exames complementares. Os critérios já foram amplamente validados em ensaios clínicos e são recomendados nas diretrizes de diferentes sociedades de pneumologia e doenças infecciosas. Dois são os principais: FINE (ou PSI – pneumonia severity index) e CURB-65. Ambos avaliam a necessidade ou não de internação. É dado um ponto para cada fator presente. Pacientes com escore 0 ou 1 (se apenas a idade pontuar) podem ser tratados ambulatorialmente, enquanto indivíduos com escores maiores devem ser internados. No caso acima, o paciente tem o CURB de 0 ou 1, nesse caso devido a ausência de Ureia devendo ser tratado ambulatorialmente. A Amoxicilina neste caso seria recomendada, pois cobre Pneumococo, agente etiológico mais importante de PAC; no entanto ele apresenta uso recente de antibióticos e doença de base que promove infecções de repetição sendo indicado ampliação do espectro de ação. Com fatores de risco, doença mais grave, uso recente de antibióticos fica indicado a associação de β-lactâmico + macrolídeo 9- Comentário: trata-se de paciente diabético, idoso – ou seja, é um paciente de alto risco cardiovascular. Fibratos são indicados em caso de níveis de triglicérides acima de 500mg/dl, visando-se diminuir o risco de pancreatite – não existem grandes estudos que demonstraram benefício dos fibratos para prevenção de eventos cardiovasculares. Apesar da relação do nível de aumento de HDL com diminuição de eventos cardiovasculares, a prescrição de drogas para aumento de HDL não demonstrou claro benefício cardiovascular em ensaios clínicos e não são primeira linha de opção no tratamento das dislipidemias. A primeira escolha é por drogas que atuam no LDL (estatinas). O paciente tem alto risco cardiovascular pela presença de diabetes, e logo tem meta de LDL menor que 70mg/dl, com indicação de uso de estatina de alta potência. Exemplos de estatina de alta potência: rosuvastatina 20 a 40mg e atorvastatina 40 a 80mg 1x ao dia. Sinvastatina não é estatina de alta potência. 10- Comentário : : letra C Para o diagnóstico de sindrome metabólica o indivíduo deve apresentar obesidade central e pelo menos dois dos seguintes critérios: triglicérides ≥ 150 mg/ mg/ dL dL , 100 mg/dl ou diagnóstico prévio de diabetes. 11- Comentário: A avaliação da tosse aguda (menos de 3 semanas de duração), envolve inicialmente a identificação de sinais de alerta que podem indicar doença mais grave, doença que pode ameaçar a vida ou que requeira uma avaliação urgente. A paciente da questão apresenta dois sinais de alerta bem estabelecidos, que são a febre e a hipoxemia. Portanto a alternativa C está correta. Assim, as alternativas A, B e E não atentam para a potencial gravidade do caso. A alternativa D também não, e adicionalmente traz as investigações mais comuns de tosse crônica, e não aguda. 12- Comentário: idoso em uso de medicação anti-hipertensiva, com tonteira e queda, sempre considerar hipotensão postural como causa. Hipotensão postural é definida como queda superior a 20mmHg no valor da pressão sistólica. Uma medida isolada de PA de 150x80mmHg,em consultório, em idoso com suspeita de hipotensão postural NÃO deve motivar adição de droga anti- hipertensiva sob risco de causar iatrogenia. Idosos frágeis tem meta menos rígida de PA, de acordo com a diretriz: limiar para se iniciar tratamento PAS ≥ 160 e meta de PA 140 a 149mmHg. MAPA pode demonstrar momentos de hipotensão e levar a ajuste medicamentoso. IECA e bloqueador de canal de cálcio são drogas de primeira linha para tratamento da HAS. 13- 14- Comentário: as asserções I e II se complementam, estando ambas corretas. A asserção 1 ocasiona a redução do apetite e então, se não houver condução adequada, distúrbios alimentares poderão ocorrer 15- Resposta correta: letra C Comentário: criança escolar, com quadro há mais de 15 dias, sem melhora, sem sinais de pneumonia; mais provável ser sinusite bacteriana, considerando a evolução arrastada e o aspecto da secreção. 16- Resposta correta: letra E primeiro mês de idade, na dose de 3 mg/kg/dia Comentário: RN baixo peso 17- Resposta Comentário: correta : letra C (irmão). trata-se de provável BRONQUIOLITE, considerando a idade, evolução e fonte Causada principalmente pelo VÍRUS RESPIRATÓRIO SINCICIAL, maior ocorrência no outono e inverno. 18- Resposta correta: letra D Comentário: a doença provável é sarampo, transmissão pela via aérea, antibióticos somente se sinais de complicação bacteriana, morbimortalidade maior em crianças pequenas. A vacinação ativa até 72h após contágio pode reduzir a possibilidade de contágio 19- Resposta correta: letra A Solicitar radiografia de tórax em 2 incidências Comentário: A pneumonia comunitária é uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. O diagnóstico é clínico, pelo encontro de taquipneia associada à história sugestiva (tosse, coriza e febre). A questão traz um caso clínico de um escolar que estava justamente em tratamento ambulatorial para pneumonia comunitária, mas que não apresentou melhora clínica mesmo após 48 horas da antibioticoterapia. Nessa situação, devemos suspeitar da presença de alguma complicação, sendo a principal o derrame pleural. Devemos suspeitar de derrame pleural na persistência da febre mesmo após 48 a 72 horas de um tratamento antibiótico adequado para pneumonia ou na presença de achados clínicos sugestivos como persistência da febre por mais de 7 dias, dor torácica que piora com a inspiração, irradiando para ombro ou região abdominal e postura antálgica (achado encontrado no paciente em questão). Alternativa A: CORRETA. Diante da suspeita de derrame pleural, deve ser solicitada uma radiografia de tórax em posteroanterior, perfil. Demais alternativas: Em geral, o derrame pleural é causado pelos mesmos agentes etiológicos da pneumonia comunitária, e que apresentam o mesmo perfil de sensibilidade antimicrobiana. Dessa forma, sempre antes de considerar o escalonamento do antibiótico, devemos avaliar a possibilidade de complicações como o derrame pleural que podem requerer manejo específico, como a drenagem, por exemplo. Já devemos pensar na possibilidade de complicação da pneumonia após 48 horas de falha terapêutica, principalmente nesse caso, em que encontramos achados de exame físico sugestivos de derrame pleural (redução de murmúrio vesicular em base esquerda e postura antálgica. Na maior parte dos casos, a radiografia de tórax é suficiente para avaliar as complicações da pneumonia adquirida na comunidade, não sendo necessario expor o paciente a radiacao excessiva como a tomografia de tórax. 20- A-Varicela devido: (pode falar varicela com infeção bacteriana secundária) lesões iniciais em gota de orvalho que se rompem formando crostas; polimorfismo regional; início em central, espalhando para a extremidade Se responder 3 critérios = 0,4 2 critérios=0,25 1 critério=0,1 B-Farmacológico: antitérmico, anti-histamínico se prurido, antibiótico (ideal tópico; se colocar sistêmico pontuar menos) (0,2) Não farmacológico: cuidados de higiene com a pele, isolamento domiciliar. (0,15 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Clínica Integrada I Professor (es): Período: 202401 Turma: Data: N1_ESPECIFICA_MÓDULO CI1 ANTERIOR_19ABRIL2024 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 11640 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Enunciado: Paciente masculino de 5 anos de idade, com quadro de febre baixa, mal estar geral, anorexia, adinamia e dor de garganta há 2 dias. Vem ao PS Municipal apresentando lesões ulceradas, doloridas, na cavidade oral, principalmente em língua e palato. Também refere o aparecimento de lesões nas laterais dos dedos e na superfície dorsal de mãos e pés. Considerando que a principal suspeita seja a Síndrome mão-pé-boca, qual a possível etiologia da infecção? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Coxsackie vírus. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 1 de 18 Resposta comentada: A doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus. A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. A doença do beijo, também conhecida como mononucleose, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). Essa condição é chamada de doença do beijo porque é transmitida majoritariamente pelo contato direto com a saliva de um indivíduo que tenha a doença, além do contato com objetos dessa pessoa. Streptococcus pyogenes ( ESTREPTOCOCO BETA HEMOLÍTICO GRUPO A) é uma bactéria patogénica altamente infecciosa e frequentemente responsável por faringites. Esta espécie também pode provocar doenças mais graves como a escarlatina e a febre reumática / GNPE. Referências 1. World Health Organization (WHO). Regional Office for the Western Pacific, Regional Emerging Diseases Intervention (REDI) Centre. A guide to clinical management and public health response for hand, foot and mouth disease (HFMD) [Internet]. Geneva: WHO; 2011; [acesso em 2020 Jun 11]. Disponível em:https://iris.wpro.who.int/handle/10665.1/5521 2. Mao L, Fu X, Wu J, Shen L, Gu J, Yuan Z, et al. The dynamics of the hand, foot and mouth disease epidemic from 2008 to 2016 in Zhenjiang city, China. Future Microbiol. 2018 Jul;13:1029- 40. 3. Mathes EF, Oza V, Frieden IJ, Cordoro KM, Yagi S, Howard R, et al. “Eczema coxsackium” and unusual cutaneous findings in an enterovirus outbreak. Pediatrics. 2013 Jul;132(1):e149-57. 4. Lipe DN, Affleck S. Atypical presentation of hand, foot, and mouth disease in an adult. Clin Pract Cases Emerg Med. 2018 Mai;2(2):179-80. 5. Ramirez-Fort MK, Downing C, Doan HQ, Benoist F, Oberste MS, Khan F, et al. Coxsackievirus A6 associated hand, foot and mouth disease in adults: clinical presentation and review of the literature. J Clin Virol. 2015 Jan;60(4):381-6. 2ª QUESTÃO Enunciado: Um menino de 4 anos foi levado à clínica pediátrica pelo seu pai, devido a febre alta e erupção cutânea. O pai relatou que seu filho havia apresentado febre por alguns dias, seguida por uma erupção que começou no rosto e se seguiu pelo corpo. Além disso, apresentava conjuntivite, tosse persistente e manchas brancas na parte interna das pernas. Ao exame físico, foram observadas as alterações relatadas pelo pai. Na revisão da caderneta de vacinação, algumas vacinas estavam em dia, mas outras estavam em atraso. Com base no quadro clínico e na história vacinal, indique qual é o diagnóstico mais provável. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 2 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Sarampo. Resposta comentada: Os sintomas apresentados, incluindo febre alta, erupção inicialmente no rosto e depois no corpo, conjuntivite, tosse persistente e manchas brancas nas remanescentes (manchas de Koplik), são altamente sugestivos de sarampo. O sarampo é uma doençaexantemática causada pelo vírus do sarampo (paramixovírus), que freqüentemente resulta em febre, erupções cutâneas e outros sintomas. A presença de uma caderneta de vacinação incompleta aumenta o risco de contrair o sarampo. A vacinação é crucial para prevenir essa doença e suas complicações. Referências bibliográficas: CAMPOS Jr, D; LOPES, F A. Tratado de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria. 4ª Ed. Editora Manole, 2017. SBIM – Sociedade Brasileira de Imunizações. https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao. Acesso em 03 de maio de 2023. Kimberlin, DW, Brady, MT, Jackson, MA, Long, SS (Eds.). (2018). Livro Vermelho: Relatório de 2018 do Comitê de Doenças Infecciosas (31ª ed.). Academia Americana de Pediatria. 3ª QUESTÃO Enunciado: Mulher de 32 anos, G5P5, todos os partos normais, chega à emergência ginecológica com quadro de sangramento pela vagina há uma semana. Nega corrimento genital e febre. O exame ginecológico revelou presença de tumor em colo uterino de seis centímetros de diâmetro, friável e sangrante. O tumor compromete o terço superior da vagina, no entanto não atinge parametrios. De acordo com o cenário descrito acima, assinale a alternativa que melhor destaca a principal suspeita diagnóstica com o estadiamento, a propedêutica e a conduta. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 3 de 18 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Neoplasia de colo IIB, colposcopia, histerectomia radical. Resposta comentada: Paciente 32 anos com achados clínicos sugestivos de malignidade, tendo como a principal suspeita diagnóstica a neoplasia de colo uterino e por apresentar comprometimento de parametrios ao exame, tem por estadiamento II B, a conduta mais adequada para este tipo de invasão é a histerectomia radial. Referência: BEREK, J. S. (Ed.). Berek & Novak: tratado de ginecologia. 15. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014 OBS.: NO CAMPO DE "HABILIDADES" NÃO FOI ENCONTRADO O ITEM CORRESPONDENTE AO TEMA. 4ª QUESTÃO Enunciado: Jovem, 17 anos, comparece em consulta na Unidade Básica de Saúde com objetivo de iniciar método anticoncepcional. História Gineco-obstétrica: menarca 14 anos, sexarca há 6 meses, nuligesta, ciclo mentrual regular, com fluxo menstrual de 8 dias, intenso, e dismenorréia moderada, sexualmente ativa, parceiro único no momento, faz uso irregular de preservativo masculino, DUM: há 1 semana. Antecedente patológico: teve o diagnóstico de Lupus Eritematoso sistêmico há 2 anos, em uso de Hidroxicloroquina, e prednisona, atualmente com comprometimento hematológico: anemia e trombocitopenia e cutâneo Exame físico: Peso 57 Kg, IMC 22,3, PA 123/70 mmHg, FC 68 bpm, hipocorada 2+/4+, abdome inocente, TV: vagina pérvea, conteúdo vaginal fisiológico, colo trófico, sem lesões, apenas com ectopia glandular, indolor a mobilização, útero intrapélvico, anexos não palpáveis. Exames laboratoriais: Hb 9,4, Ht: 28,2%, Leucocitos 8350, plaquetas: 110.000, TGO 60, TGP 85, Beta HCG negativo, FAN nuclear homogêneo, Anti-DNA negativo, Anti-RO reagente, Anti-LA negativo, Anticardiolipinas IgM e IgG negativas, Anticorpo Anticoagulante Lúpico negativo. Diante das opções e do caso citado acima, assinale a alternativa que possui a melhor opção de contracepção. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 4 de 18 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Dispositivo intrauterino liberador de lervonogestrel. Resposta comentada: Na paciente citada, observa-se que esta possui grave comorbidade, O lúpus eritematoso sistêmico que aumenta riscos cardiovasculares entre outros agravos de saúde, além disso tem repercussões hematimétricas relacionada a doença e também, a anemia, relacionada ao próprio padrão menstrual aumentado, uma gravidez nessas condições pode trazer consequências a saúde físicas, psicológica, socioeconômica. Por outro lado há possibilidade de termos benefícios extra-contraceptivos em algumas opções de contracepção. Por isso a alternativa correta é a indicação do DIU liberador de levonorgestrel, o qual pela ação progestágeno local, além da anticoncepção segura, e de longo prazo, leva a atrofia endometrial, reduzindo consideravelmente o fluxo menstrual na maioria das pacientes, por outro lado, o DIU de cobre pode aumentar as queixas menstruais dessa paciente, e os métodos que contenham estrogênio são contraindicados para essa paciente ( categoria 3 e 4). Referências Contracepção reversível de longa ação. - São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), 2022. (Série Orientações e Recomendações FEBRASGO, no. 1/Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção). ii, 44p 5ª QUESTÃO Enunciado: Pré-escolar de 3 anos de idade, sexo masculino, vem ao pronto socorro de pediatria com queixa de febre e manchas no corpo. Relata que há três dias a criança iniciou com febre alta, aferida em cerca de 39 °C, acompanhada de tosse seca intensa, congestão nasal e hiperemia conjuntival. Hoje procurou atendimento médico por ter iniciado com exantema maculopapular disseminado que se iniciou atrás das orelhas e encontra-se em toda face e tronco. Criança previamente hígida, sem comorbidades, com bons hábitos de higiene e com história de viagem para o exterior há cerca de uma semana. Ao se checar o cartão vacinal foi observada a ausência de qualquer dose da vacina tríplice viral. Diante do caso clínico narrado acima, assinale a alternativa correta: 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 5 de 18 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Sarampo é a doença que define tal quadro clínico, sendo uma doença de notificação compulsória imediata. Resposta comentada: O sarampo é uma infecção causada pelo Paramyxovirus, começando com pródromo que dura de três a quatro dias, com febre, tosse, cefaleia, mal-estar, prostração intensa, incomum em doenças virais. A febre é elevada, atingindo o auge na época do aparecimento do exantema, o que difere também da maioria das viroses e cai em lise no terceiro ou quarto dia do exantema. A tosse é seca, intensa (incomoda o paciente), está sempre presente e se acompanha de coriza abundante, hialina no início, purulenta nos dias subsequentes. Os olhos ficam hiperemiados com lacrimejamento e fotofobia e, nos casos mais graves, ocorre edema bipalpebral. A prostração por vezes é intensa, denotando comprometimento sistêmico. O enantema é a primeira manifestação mucocutânea a aparecer, e é característico. A orofaringe fica hiperemiada e na região oposta aos dentes molares aparecem manchas branco-azuladas, pequenas, de cerca de 1 mm de diâmetro, chamadas de manchas de Koplik. Aparecem, um ou dois dias antes do exantema e desaparecem dois ou três dias após. O exantema se inicia atrás do pavilhão auricular, disseminando-se rapidamente para o pescoço, face, tronco e atinge a extremidade dos membros por volta do terceiro dia. O exantema é maculopapular eritematoso, morbiliforme como regra, mas em determinadas áreas pode confluir. Na fase do exantema a doença atinge o seu auge, ficando o paciente toxemiado, febril, com os olhos hiperemiados, queixando-se da claridade, com intensa rinorreia e tosse implacável. Para os não familiarizados a aparência é a de uma doença grave.A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba, sendo aplicada aos 12 e 15 meses pelo PNI.Entre as doenças exantemáticas de notificação compulsória entram sarampo, rubéola, dengue, febre maculosa, zika e Chikungunya. Referência bibliográfica: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. Barueri. Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. 6ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 6 de 18 Enunciado: Um recém-nascido, do sexo masculino, com 20 dias, de vida é trazido ao pronto atendimento infantil pelos pais devido a febre, irritabilidade e dificuldade respiratória. Ele nasceu a termo e estava bem, quando, há 2 dias atrás, os pais notaram que ele estava com febre alta, irritado e respirandorapidamente, permanecendo assim desde então. Não apresenta tosse ou outros sintomas respiratórios. Os pais também perceberam a presença de lesões cutâneas vermelhas e purulentas em várias áreas do corpo do bebê. Ao exame físico, está irritado, com frequência cardíaca aumentada e frequência respiratória acelerada. Não há sinais de desconforto respiratório grave, como cianose. A ausculta pulmonar revela crepitações em um dos campos pulmonares e são observadas múltiplas lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em áreas como face e extremidades. Com base no caso clínico apresentado, identifique o agente etiológico mais provável e o plano de cuidado inicial recomendado. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Staphylococcus aureus. Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 7 de 18 Resposta comentada: Alternativa correta letra: C) Agente Etiológico: Staphylococcus aureus; Associação com Infecção Cutânea: Face e extremidades; Plano de Cuidado: Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. O agente etiológico mais provável para a pneumonia em um recém-nascido com febre, irritabilidade e dificuldade respiratória é o Staphylococcus aureus, incluindo o agente patogênico meticilina-resistente (MRSA). As lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em várias áreas do corpo indicam uma possível infecção cutânea por Staphylococcus aureus, que pode estar associada à pneumonia. O plano de cuidado inicial recomendado envolve a administração empírica de oxacilina (ou vancomicina) para cobertura do Staphylococcus aureus e ceftriaxona para outros patógenos potenciais, enquanto aguarda os resultados de cultura e sensibilidade. Referências: CASSAT, James E.; THOMSEN, Isaac. Staphylococcus aureus infections in children. Current Opinion in Infectious Diseases, v. 34, n. 5, p. 510-518, 2021. Committee on Infectious Diseases. (2015). Recommendations for the evaluation and management of common bacterial infections in infants and children up to 2 years of age. Pediatrics, 136(3), e952-e966. HE, Hangyong; WUNDERINK, Richard G. Staphylococcus aureus pneumonia in the community. In: Seminars in respiratory and critical care medicine. Thieme Medical Publishers, 2020. p. 470- 479. Jhaveri, R., Zaha, R., Burchfield, D., & Spiegel, H. (2018). Community-acquired methicillin- resistant Staphylococcus aureus in infants: emergent management of an evolving clinical challenge. Pediatrics, 142(6), e20182835. KALU, Ibukunoluwa C.; KAO, Carol M.; FRITZ, Stephanie A. Management and prevention of Staphylococcus aureus infections in children. Infectious disease clinics of North America, v. 36, n. 1, p. 73-100, 2022. Pavia, A. T. (2018). Staphylococcus aureus pneumonia in children: what's new?. The Pediatric Infectious Disease Journal, 37(12), e298-e301. 7ª QUESTÃO Enunciado: Paciente de 7 anos com diagnóstico suspeito de asma desde o primeiro ano de vida, relato de 3 internações por crises de dispneia e sibilos nos últimos 12 meses, sendo uma com necessidade de terapia intensiva. Nega uso de medicações de controle da asma. Chega na unidade de saúde com tosse seca frequente, cansaço e ''chieira''. Ao exame físico apresenta frequência respiratória = 40 irpm, frequência cardíaca = 135 bpm, afebril, saturação arterial de O2 no oxímetro de pulso em ar ambiente de 92%, leve batimento de aletas nasais, retração supraesternal leve, discreta tiragem intercostal e sibilos expiratórios bilaterais. Levando em consideração os dados apresentados, assinale a opção que apresenta as ações imediatas indicadas nesse caso. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 8 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Iniciar beta 2 de curta ação e avaliar necessidade de prednisolona e brometo de ipratrópio. Resposta comentada: Paciente deu entrada na unidade de saúde com quadro de crise asmática moderada; inicialmente poderá ser ali mesmo tratado com início imediato de beta 2 agonista de curta duração por via inalatória de preferência (embora possa ser dado corticoide inalatório associado a formoterol nessa faixa etária); prednisolona e brometo de ipratrópio devem ser considerados caso não tenha resposta inicial satisfatória, por ter o diagnóstico de asma grave (internações inclusive em UTI). Exames laboratoriais poderão ser solicitados no pronto atendimento se não houver boa resposta ao tratamento inicial (nesse caso deve ser encaminhado, mas sem deixar de fazer a abordagem inicial na unidade de saúde). Inciar o tratamento com salbutamol inalatório com espaçador valvulado. REF. BIBLIOGRÁFICA: GINA, 2022; SBPT, 2020. 8ª QUESTÃO Enunciado: Um paciente masculino de 68 anos apresenta-se ao departamento de emergência com um histórico de 3 dias de febre, tosse produtiva com expectoração purulenta e falta de ar. Seu histórico médico inclui diabetes mellitus tipo 2 controlado e hipertensão. Ao exame, sua temperatura é de 38,7°C, frequência cardíaca de 102 batimentos/min, frequência respiratória de 26 respirações/min e pressão arterial de 110/70 mmHg. A saturação de oxigênio em ar ambiente é de 92%. Os exames laboratoriais incluem uma contagem de leucócitos de 14.000 células/µL. Uma radiografia de tórax confirma a presença de consolidação no lobo inferior direito. Considerando a pontuação CURB-65 do paciente e as diretrizes atuais, qual das seguintes é a conduta inicial mais apropriada para este paciente? 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 9 de 18 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Admissão ao hospital para antibióticos intravenosos e cuidado de suporte. Resposta comentada: Com base no sistema de pontuação CURB-65, ele pontua 2 (1 por idade >65 anos e 1 por frequência respiratória ≥30 respirações/min).De acordo com as diretrizes mais recentes, uma pontuação CURB-65 de 2 sugere pneumonia de gravidade moderada, justificando a admissão hospitalar para antibióticos intravenosos e cuidado de suporte. Esta abordagem está em conformidade com as recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade em adultos, enfatizando a necessidade de terapia antimicrobiana rápida adaptada à gravidade da doença e ao estado clínico geral do paciente 9ª QUESTÃO Enunciado: Mulher de 26 anos, comparece a Unidade básica de saúde (UBS) queixando-se de amenorreia há 6 meses. Refere ganho de peso gradual, aumento de pelos faciais e acne. Seu histórico médico não revela doenças crônicas. Ao exame físico, a paciente apresenta obesidade central, além de hirsutismo notável na região do queixo e pescoço. O laudo da ultrassonografia descreve pequenos cistos nos ovários. Os níveis de gonadotrofinas no sangue são medidos e revelam um aumento do hormônio luteinizante (LH) em relação ao hormônio folículo estimulante (FSH). O quadro clinico sugere: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Síndrome dos Ovários Policísticos. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 10 de 18 Resposta comentada: A alternativa correta: D) Síndrome dos Ovários Policísticos. A paciente apresenta amenorreia secundária (ausência de menstruação), obesidade, hirsutismo (aumento de pelos faciais) e acne, que são sinais clínicos sugestivos de hiperandrogenismo. Além disso, a ultrassonografia transvaginal revelou pequenos cistos nos ovários, que são característicos da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A elevação da relação LH/FSH também é um achado laboratorial frequente na SOP, devido à produção excessiva de LH pelos ovários. As outras opções de resposta são diagnósticos diferenciais possíveis para a amenorreia e hiperandrogenismo, mas a combinação de sinais e sintomas observados na paciente é mais sugestiva da Síndrome dos Ovários Policísticos. Lembrando que o diagnóstico da SOP é baseado em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem, e é importante excluir outras possíveis causas de hiperandrogenismo e amenorreia antes de confirmar o diagnóstico. Escobar-Morreale HF. Polycysticovary syndrome: definition, aetiology, diagnosis and treatment. Nat Rev Endocrinol. 2018;14(5):270-284. Joham, A. E., Norman, R. J., Stener-Victorin, E., Legro, R. S., Franks, S., Moran, L. J., ... & Teede, H. J. (2022). Polycystic ovary syndrome. The Lancet Diabetes & Endocrinology, 10(9), 668-680. Louwers, Y. V., & Laven, J. S. (2020). Characteristics of polycystic ovary syndrome throughout life. Therapeutic Advances in Reproductive Health, 14, 2633494120911038. Rotterdam ESHRE/ASRM-Sponsored PCOS consensus workshop group. Revised 2003 consensus on diagnostic criteria and long-term health risks related to polycystic ovary syndrome. Fertil Steril. 2004;81(1):19-25 Teede H, Deeks A, Moran L. Polycystic ovary syndrome: a complex condition with psychological, reproductive and metabolic manifestations that impacts on health across the lifespan. BMC Med. 2010;8:41. Zeng, X., Xie, Y. J., Liu, Y. T., Long, S. L., & Mo, Z. C. (2020). Polycystic ovarian syndrome: correlation between hyperandrogenism, insulin resistance and obesity. Clinica chimica acta, 502, 214-221. 10ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 11 de 18 Enunciado: M.P.V., 30 anos, sexo masculino, comerciante, vem ao ambulatório de endocrinologia para avaliação de hiperglicemia. Tabagista há 10 anos, não realiza exercícios físicos. Ao exame: PA = 135X85mmHg, circunferência abdominal = 104 cm, peso = 98 KG, IMC = 34,7, presença de acantose nigricans. Trouxe os seguintes resultados de exames: GLICEMIA DE JEJUM = 110 mg/dl; HDL = 45 mg/Dl; LDL = 134 mg/dL; COLESTEROL TOTAL = 260 mg/dL; TRIGLICERÍDEOS = 155 mg/dL. Sobre o caso, são elaboradas duas proposições ligadas pela palavra PORQUE: I. O paciente possui síndrome metabólica, e deve otimizar a redução de peso como terapêutica não farmacológica. PORQUE II. A resistência insulínica leva a um aumento da gliconeogênese hepática, causando hiperglicemia. Conclui-se que: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) I e II são proposições verdadeiras, mas II não é justificativa de I. Resposta comentada: O paciente preenche critérios para o diagnóstico de síndrome metabólica: PA = 135X85mmHg, CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL = 104 cm, GLICEMIA DE JEJUM = 110 mg/dl, TRIGLICERÍDEOS = 155 mg/dL. A resistência insulínica no fígado leva a um aumento da gliconeogênese hepática, causando hiperglicemia. REFERÊNCIAS Vilar, Lúcio. Endocrinologia clínica. 6ª edição. Guanambara Koogan. 2016. 11ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 12 de 18 Enunciado: Pré-escolar de 5 anos apresenta há sete dias tosse, secreção e obstrução nasal. Estava evoluindo com leve melhora dos sintomas, porém hoje iniciou febre e queda do estado geral, sendo levado ao consultório pediátrico. Ao Exame físico: eupneico, hiperemia de faringe com drenagem de secreção posterior e a visualização do vestíbulo nasal mostra crostas amareladas. Nega outras patologias ou alergias. Considerando o provável diagnóstico, assinale o opção correta de tratamento. Alternativas: (alternativa A) (alternativa D) (CORRETA) Iniciar amoxicilina, orientar a higiene nasal com soro fisiológico e orientar a hidratação. Resposta comentada: Quadro compatível com o diagnóstico de sinusite bacteriana, complicação de provável rinofaringite viral. O diagnóstico da sinusite é clínico, baseado nos achados clínicos, e nenhum exame de imagem é necessário para a elucidação do mesmo. O diagnóstico de sinusite bacteriana em crianças é feito quando os sinais e sintomas persistirem sem melhora por 10 dias ou piorarem em 5-7 dias O tratamento indicado é antibiótico, sendo a amoxicilina a opção de primeira escolha. Azitromicina pode ser usada, mas não há indicação do uso de corticoide inalatório (somente se tivesse diagnóstico de rinite alérgica). A higiene nasal com soro fisiológico tem boa indicação, as soluções salinas hipertônicas são questionáveis, mas algumas literaturas recomendam. Não há benefício comprovado do uso de anticongestionantes, antitussígenos ou anti-histamínicos, devendo-se evitar estas drogas, devido à ineficácia e ocorrência de efeitos adversos. REF. BIBLIOGRÁFICA: Sakano E. Rinossinusite. In: Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. 4th ed. Barueri; 2017. p. 1673. 12ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 13 de 18 Enunciado: Uma mulher de 33 anos de idade, visitou seu médico de família para uma avaliação. O médico a avaliou e constatou que ela apresenta três dos critérios diagnósticos para Síndrome Metabólica: obesidade abdominal, pressão arterial elevada e níveis elevados de glicose em jejum. a) Dado o diagnóstico de Síndrome Metabólica, trace um plano de tratamento abrangente que inclua medidas farmacológicas e não farmacológicas, levando em consideração os critérios diagnósticos identificados. Alternativas: -- 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 14 de 18 Resposta comentada: No caso clínico, foram identificados três critérios diagnósticos da Síndrome Metabólica: 1. Obesidade abdominal: A obesidade abdominal é determinada pela medida da circunferência da cintura. No caso dos homens, um valor igual ou superior a 94 centímetros é considerado um critério diagnóstico. Apresenta obesidade abdominal, uma vez que sua circunferência de cintura é maior que 94 centímetros. 2. Pressão arterial elevada: A pressão arterial elevada é definida como uma pressão sistólica igual ou superior a 130 mmHg ou uma pressão diastólica igual ou superior a 85 mmHg. Atende a esse critério, uma vez que sua pressão arterial é elevada. 3. Níveis elevados de glicose em jejum: Níveis de glicose em jejum iguais ou superiores a 100 mg/dL são considerados elevados. Também atende a esse critério, pois seus níveis de glicose em jejum estão acima desse limiar. Um fator de risco adicional que pode contribuir para o desenvolvimento da Síndrome Metabólica é o sedentarismo, jque apesar de não ter sido mencionado, pode estar envolvido no agravamento dos critérios apresentados pela paciente. Dado o diagnóstico de Síndrome Metabólica para essa paciente, é essencial um plano de tratamento abrangente que inclua medidas farmacológicas e não farmacológicas: Tratamento Farmacológico: 1. Anti-hipertensivos: deve receber medicamentos para controlar sua pressão arterial elevada, reduzindo assim um dos critérios da Síndrome Metabólica. 2. Medicamentos hipoglicemiantes devem ser prescritos para controlar os níveis elevados de glicose em jejum. Tratamento Não Farmacológico: 1. Dieta equilibrada: deve ser orientada a adotar uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras e com restrição de gorduras saturadas e açúcares simples. 2. Atividade física regular: Incentivar a incorporar atividades físicas moderadas, como caminhadas, pelo menos 150 minutos por semana. 3. Perda de peso: Estabelecer metas realistas de perda de peso, visando a redução da obesidade abdominal. 4. Controle de estresse: Estratégias de gerenciamento de estresse, como meditação ou ioga, podem ser recomendadas. 5. Monitoramento regular: deve ser acompanhado regularmente para avaliar o progresso e fazer ajustes no tratamento. Portanto, um plano terapêutico abrangente que inclua medidas farmacológicas para tratar a pressão arterial elevada e a resistência à insulina, juntamente com medidas não farmacológicas, como dieta, atividade física e controle de peso, é essencial para melhorar a saúde e reduzir os riscos associados à Síndrome Metabólica. REFERÊNCIAS Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Diretrizes Brasileiras de Síndrome Metabólica 2017-2018. 13ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 15 de 18 Enunciado: Na Unidade Básica de Saúde chega um lactente, 9 meses de vida, masculino, trazido pela mãe que expressa preocupação com o desenvolvimento e crescimento de seu filho. A mãe relata que, devido ao trabalho, parou de oferecer leite materno e que faz uso de leite de vaca integral além de algumas frutas, legumese mel. Negou prematuridade ou baixo peso ao nascer. Ainda, refere que o menor senta-se apenas com apoio, está " magrinho " e " pálido". Ao exame, observou-se que o lactente estava hipocorado +/++++, hidratado e afebril. Peso e comprimento entre os Z- scores -2 e -1. Auscultas respiratória e cardiaca sem anormalidades dignas de nota. Considerando o histórico descrito e com base em seus conhecimentos sobre puericultura, responda aos questionamentos abaixo: a) No contexto desse paciente, há erro alimentar? Se sim, como você orientaria à genitora com relação aos aspectos da dieta nessa faixa etária? b) Quais medidas devem ser orientadas no que tange ao uso de ferro e vitamina D para esse lactente? c) Qual classificação antropométrica (peso e comprimento) dessa criança tendo como base as curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS)? Alternativas: -- Resposta comentada: A questão abordou um caso de puericultura que evidenciou situações que denotam atraso no desenvolvimento e erro alimentar. a) Há erro alimentar e deve ser orientado , inicialmente , retirar leite de vaca e o mel da dieta (este devido ao risco de botulismo) . Orientaria iniciar uso de fórnulas infantis de seguimento (ou mesmo ordenha do leite materno com as devidas orentações sobre o acondiciomaneto do leite materno) e a dieta complementar para a idade com a ênfase na diversidade de alimentos , como as legumionosas, tubérculos, vegetais, carnes, ovos e frutas respeitando o desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. b) Por se tratar de lactente sem histórico de prematuridade ou baixo peso ao nascer, orienta-se : uso da vitamina D 400 ui dia até o 1 º ano de vida seguida de 600 ui até os 2 anos de idade. Iniciar a suplementação de ferro na dose de 1 mgkg dia até os 2 anos de vida, salvo se quadro de anemia em atividade, onde seria necessário tratamento com dose de 5 mgkg dia de ferro. c) Com base nas curvas de crescimento da OMS, conclui-se que o lactente descrito no enunciado da questão tem peso e comprimento adequados para a idade, pois seus dados antropométricos encontram-se entre os Z-scores -2 e +2 definidos como dentro da normalidade. Cabendo manter vigilância e acompanhamento regulares. Referência JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de pediatria. v.1. [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555767476. 14ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 16 de 18 Enunciado: Mulher de 32 anos, G0, sexarca aos 13 anos, 13 parceiros sexuais, vem à consulta na UBS assintomática e com resultado de citologia oncótica para avaliação. O exame apresenta o seguinte resultado: amostra satisfatória, presença de células escamosas, glandulares e metaplásicas. Identificado displasias celulares compatível com HSIL (lesão escamosa intraepitelial de alto grau). Em relação ao caso descrito, podemos afirmar que a paciente deverá ser: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) encaminhada para realizar a colposcopia com biópsia. Resposta comentada: A colpocitologia oncológica é o estudo das células esfoliadas cervicovaginais. É um método diagnóstico utilizado para o rastreamento do câncer de colo do útero. Há diversos fatores envolvidos na etiologia do câncer do colo do útero, mas as infecções persistentes por HPV oncogênico é a causa necessária para o aparecimento da doença. Entre seus 13 tipos oncogênicos, o HPV16 e HPV18 são os mais comumente relacionados com o câncer de colo uterino. Outros fatores associados são: baixo nível socioeconômico, fatores de nutrição e higiene, início precoce da atividade sexual, multiplicidade de parceiros, aumentando, assim, a exposição ao risco de infecção pelo HPV, doenças ou uso de drogas que diminuem a imunidade, multiparidade, tabagismo e uso prolongado de contraceptivos orais A colposcopia será indicada em geral, a partir de anormalidade citológica de alto grau, baixo grau persistente, ou mesmo teste DNA-HPV positivo para alto risco oncogênico. A lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) tem prevalência de 0,26% de todos os exames citopatológicos no Brasil e representa 9,1% dos exames anormais, conforme a estimativa de 2013. Tem maior potencial de evolução para câncer e em 1% a 2% das mulheres com resultado de HSIL, o diagnóstico histopatológico será de carcinoma invasor. Portanto, a conduta inicial para todas as mulheres com HSIL deve ser colposcopia. A biópsia excisional é aceitável onde há limitações na citologia e colposcopia. MINISTÉRIO DA SAÚDE, Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. 2ª ed. Rio de Janeiro: 2016. 15ª QUESTÃO 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 17 de 18 Enunciado: J. M. V, 45 anos, vai pra consulta de rotina em posto de saúde, assintomática, trazendo resultados de exames: - Glicose de jejum: 110 mg/dl; colesterol total: 200 mg/dl ; HDL: 55 mg/dl ; triglicérides: 130 mg/dl; LDL: 180 mg/dl ; HBa1c: 6.0% - Ao exame apresenta IMC: 31; cintura: 90 cm; PA: 125/80 mmHg; acantose nigrans cervical moderada. Conforme critérios da IDF 2006, podemos afirmar que a paciente Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) não possui síndrome metabólica, pois apresenta apenas dois critérios diagnósticos. Resposta comentada: São critérios para diagnóstico de síndrome metabólica pela idf: o aumento da circunferência abdominal > ou igual a 80 cm em mulheres (sendo este critério obrigatório), associado a dois critérios adicionais (glicose maior ou igual a 100mg/dl ou diagnóstico de diabetes, hdl menor que 50 mg/dl em mulheres, trigliceredes maio ou igual 150 mg/dl ou em tratamento de dislipidemia, pressão arterial maior ou igual 130/85 mmhg ou em tratamento). A paciente possui apenas circunferência abdominal e glicemia alterados, não fechando critério para síndrome metabólica. Referência Bibliográfica JAMESON, J L.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Manual de medicina de Harrison.: Grupo A, 2021. E-book. ISBN 9786558040040. 000116.40001e.f346da.c5aed3.4ad0e2.516ff0.f9df71.1f38f Pgina 18 de 18 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Clínica Cirúrgica II Professor (es): Período: 202401 Turma: Data: N1_ESPECIFICA_CC 2_18ABRIL2024 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 11597 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Enunciado: Homem, de 35 anos, pai de três filhos, expressa interesse em uma opção permanente de contracepção. Após discussão com seu médico sobre as opções disponíveis, ele decide se submeter a uma vasectomia. Em relação ao procedimento escolhido pelo paciente, pode-se afirmar que: Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) é um procedimento que consiste na secção e ligadura dos ductos deferentes. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 1 de 13 Resposta comentada: A vasectomia é o procedimento cirúrgico mais comum para esterilização masculina voluntária. Consiste na ligadura ou corte dos ductos deferentes, impedindo a passagem dos espermatozoides. Embora seja considerada uma forma de contracepção permanente, a vasectomia pode ser reversível em alguns casos, mas isso não é garantido e nem sempre é bem-sucedido. Antes de realizar uma vasectomia, os pacientes devem receber orientação pré- operatória detalhada sobre o procedimento, seus efeitos colaterais e complicações potenciais. Referência: World Health Organization. Sterilization of men or women. Available from: https://www.who.int/health-topics/sterilization-of-men-or-women#tab=tab_1. 2ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, 55 anos, feminino, procura o ambulatório de especialidades com queixas de uma lesão cutânea uniformemente acastanhada, que apareceu há aproximadamente 6 meses em seu antebraço esquerdo. Ela relata que a lesão tem crescido lentamente, é assintomática e não tem apresentado mudanças de cor. Ao exame físico, a médica observa uma lesão elevada, com superfície lisa, coloração uniforme e bem delimitada, medindo cercade 0,5 cm de diâmetro. A paciente está preocupada com a possibilidade de câncer de pele, embora não haja histórico familiar relevante. Com base nas características clínicas apresentadas, qual é a conduta apropriada para essa lesão cutânea? Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Acompanhamento clínico com fotografias sequenciais, devido às características de benignidade. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 2 de 13 Resposta comentada: Resposta correta: Acompanhamento clínico com fotografias sequenciais, devido às características de benignidade. Explicação: A lesão descrita apresenta características sugestivas de benignidade: crescimento lento, assintomática, superfície lisa, coloração uniforme e bordas bem delimitadas. Estas características são típicas de lesões benignas, como nevos (pintas), queratoses seborreicas, entre outras. A melhor conduta, neste caso, é o acompanhamento clínico com documentação fotográfica para monitorar possíveis mudanças ao longo do tempo, o que pode ajudar a identificar precocemente qualquer sinal de malignidade sem submeter a paciente a procedimentos desnecessários. Porque as outras alternativas estão incorretas: A excisão cirúrgica são medidas mais invasivas que podem ser reservadas para lesões com características clínicas suspeitas de malignidade, o que não se aplica ao caso. A aplicação tópica de imiquimode é uma opção de tratamento para certas lesões pré- malignas ou malignas superficiais, como a ceratose actínica, mas não é indicada sem um diagnóstico histológico prévio. A radioterapia não é uma abordagem inicial para lesões cutâneas suspeitas de benignidade e é geralmente reservada para certos tipos de câncer de pele não operáveis ou em situações específicas. Referência: Bolognia, J.L., Schaffer, J.V., & Cerroni, L. (2020). Dermatology. 4th ed. Elsevier. Este livro oferece uma ampla visão sobre o diagnóstico e manejo de lesões de pele, incluindo critérios para diferenciar lesões benignas de malignas. 3ª QUESTÃO Enunciado: Paciente do sexo masculino, 63 anos de idade, em bom estado geral, sem comorbidades e sem uso de qualquer medicação, apresentando uma lesão cutânea na face, localizada na região malar direita, com aproximadamente 2,5 cm de diâmetro. O exame histopatológico revelou "carcinoma basocelular". A melhor conduta é a excisão total da lesão com margem de segurança e: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) reconstrução com retalho local de rotação. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 3 de 13 Resposta comentada: No planejamento de uma reconstrução, deve-se pautar pelo princípio do mais simples para o mais complexo, levando-se em conta a possibilidade de complicações. Assim, o fechamento primário seria o método mais simples de reconstrução, seguido pelo enxerto cutâneo, retalho cutâneo local e retalho a distância, sucessivamente. Dessa forma: 1. a reconstrução com retalho cutâneo local constitui na alternativa correta pois trata-se da opção mais simples entre as alternativas; 2. retalhos de interpolação são obtidos de áreas próximas, mas não imediatamente adjacentes à área receptora, podendo ter seu pedículo transferido abaixo ou acima do segmento de pele interveniente entre as áreas doadora e receptora. Os pedículos podem ser cutâneos, subcutâneos ou em ilha; 3. retalhos livres ou microvasculares possibilitam grande transferência de tecido, mas requerem grande experiência técnica com microanastomoses; 4. a opção por cicatrização secundária seria uma conduta de exceção. Naqueles casos em que não se consegue tecido adjacente viável e/ou grande risco de infecção. Referência: SAVASSI-ROCHA, Paulo R.; SANCHES, Soraya Rodrigues de A.; SAVASSI-ROCHA, Alexandre L. Cirurgia de Ambulatório: MedBook Editora, 2013. E-book. ISBN 9786557830215. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830215/. Acesso em: 27 fev. 2024. 4ª QUESTÃO Enunciado: Uma adolescente de 15 anos de idade é encaminhada ao otorrinolaringologista devido a múltiplos episódios de amigdalite aguda nos últimos seis meses. Ele relata sintomas recorrentes de dor de garganta, febre, dificuldade para engolir e aumento dos gânglios linfáticos cervicais durante esses episódios. Apesar do tratamento com antibióticos em cada ocasião, a paciente continua a apresentar amigdalites de repetição, impactando sua qualidade de vida e frequência escolar. Diante desse quadro, avalie qual seria a conduta mais adequada. Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Indicar tonsilectomia. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 4 de 13 Resposta comentada: A indicação de tonsilectomia em casos de amigdalite de repetição baseia-se não apenas na frequência dos episódios, mas também no impacto significativo na qualidade de vida do paciente. No caso da adolescente descrita, o relato de dificuldade para engolir e o impacto negativo na qualidade de vida e frequência escolar indicam uma necessidade clara de intervenção cirúrgica para evitar a recorrência dos episódios de amigdalite e melhorar a saúde geral do paciente. Referência: Bluestone CD, Stool SE, Kenna MA. Pediatric Otolaryngology. 4th ed. Philadelphia, PA: WB Saunders; 2003. 5ª QUESTÃO Enunciado: Uma paciente apresenta-se ao pronto-socorro relatando um acidente com agulha de máquina de costura. Ela relata que a agulha penetrou profundamente deixando um fragmento em seu dedo indicador esquerdo, fixado ao osso, não sendo visibilizado na exploração local. Realizou uma radiografia que confirma a presença do corpo estranho. Avalie qual das seguintes opções descreve a técnica mais recomendada para a retirada da agulha neste caso. Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Realizar uma incisão no local da lesão para expor a agulha e, em seguida, remover cuidadosamente a agulha com uma pinça, seguida de irrigação do local com solução salina. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 5 de 13 Resposta comentada: A técnica mais recomendada para a retirada da agulha neste caso é "Realizar uma incisão no local da lesão para expor a agulha e, em seguida, remover cuidadosamente a agulha com uma pinça, seguida de irrigação do local com solução salina". Esta é a opção mais recomendada porque a incisão no local da lesão permite acesso direto à agulha, facilitando sua remoção cuidadosa com uma pinça. A irrigação do local com solução salina ajuda a reduzir o risco de infecção. Explicação das alternativas erradas: "Utilizar pinça para puxar a agulha diretamente para fora do local da lesão, aplicar um curativo e prescrever antibióticos profiláticos para prevenir infecção." Essa opção não é a mais recomendada, porque puxar a agulha diretamente para fora do local da lesão pode causar danos adicionais aos tecidos circundantes e aumentar o risco de contaminação. Além disso, a prescrição de antibióticos profiláticos pode ser desnecessária se a remoção adequada da agulha for realizada. "Enviar a paciente para USG para avaliação da posição exata da agulha e, em seguida, realizar a remoção da agulha sob controle USG para evitar lesões adicionais." Enviar a paciente para USG não é uma medida adotada na remoção de corpos estranhos metálicos fixados ao osso. "Deixar a agulha no local da lesão e prescrever antibióticos orais para prevenir infecção, orientando a paciente a retornar se houver sinais de infecção". Deixar a agulha no local da lesão não é a abordagem mais adequada, pois aumenta o risco de infecção e complicações associadas à permanência do corpo estranho no tecido. É importante remover a agulha o mais rápido possível para evitar esses problemas. Referência: Townsend Jr. CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL. Sabiston Textbook of Surgery: The Biological Basis of Modern Surgical Practice. 20th ed. Philadelphia, PA: Elsevier; 2017. 6ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, 50 anos, masculino, compareceu a uma consulta ambulatorial queixando-se de falta de ar progressiva e dor torácica de leve a moderada intensidade, localizada principalmentena região lateral esquerda, agravada por movimentos respiratórios profundos. Relata ainda tosse seca nas últimas semanas, sem outros sintomas associados significativos. Não possui comorbidades conhecidas e nega tabagismo ou uso de álcool. Ao exame físico, nota-se diminuição do murmúrio vesicular na base pulmonar esquerda e macicez à percussão na mesma região. A radiografia de tórax realizada encontra-se abaixo: 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 6 de 13 JAMESON, JL.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; e outros. Medicina interna de Harrison - 2 volumes p. 1951. Com base nos achados clínicos e radiológicos apresentados, 1 - qual deve ser a conduta inicial recomendada para o caso? 2 - como os achados decorrentes da conduta inicial podem influenciar na conduta subsequente? Alternativas: -- Resposta comentada: Padrão de resposta esperado: (até 2 linhas) 1- Toracocentese de alívio com análise do líquido pleural. A toracocentese diagnóstica é fortemente indicada neste paciente, dada a combinação de sintomas clínicos de dispneia progressiva, dor torácica agravada por movimentos respiratórios profundos e tosse seca, juntamente com achados físicos de diminuição do murmúrio vesicular e macicez à percussão na base pulmonar esquerda, que são consistentes com a presença de líquido no espaço pleural. O derrame pleural significativo identificado na radiografia de tórax no lado esquerdo reforça esta indicação. A toracocentese permite a coleta de líquido pleural para análise, ajudando a determinar a etiologia do derrame pleural. 2- A interpretação da análise do líquido pleural (10 linhas) Os possíveis achados da toracocentese incluem: 1. Exsudato: Indica a presença de inflamação pleural, podendo ser causado por infecções (pneumonia, tuberculose), malignidades, doenças autoimunes, entre outras condições. A análise bioquímica, citológica e microbiológica do exsudato pode identificar o agente etiológico específico, guiando o tratamento adequado. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 7 de 13 2. Transudato: Sugere um desequilíbrio hidrostático ou oncótico sem inflamação pleural significativa, comum em insuficiência cardíaca congestiva, cirrose ou síndrome nefrótica. A ausência de comorbidades conhecidas no paciente direciona a investigação para outras causas de transudato. 3. Hemotórax ou Piotorax: Presença de sangue ou pus no líquido pleural, respectivamente, indicando outras condições patológicas que requerem intervenção específica. A correlação dos achados da toracocentese com os sintomas clínicos e os dados radiológicos é crucial para um diagnóstico preciso e o tratamento subsequente. Por exemplo, a identificação de células neoplásicas ou de agentes infecciosos específicos no exsudato pleural direcionaria a terapia para o tratamento do câncer ou da infecção subjacente, respectivamente. Além disso, a toracocentese terapêutica pode aliviar os sintomas de dispneia e dor torácica ao remover o excesso de líquido pleural. Em resumo, a toracocentese diagnóstica neste paciente é indicada para elucidar a causa do derrame pleural, orientar a terapia específica baseada na etiologia identificada e oferecer alívio sintomático. A toracocentese diagnóstica é fortemente indicada neste paciente, dada a combinação de sintomas clínicos de dispneia progressiva, dor torácica agravada por movimentos respiratórios profundos e tosse seca, juntamente com achados físicos de diminuição do murmúrio vesicular e macicez à percussão na base pulmonar esquerda, que são consistentes com a presença de líquido no espaço pleural. O derrame pleural significativo identificado na radiografia de tórax no lado esquerdo reforça esta indicação. A toracocentese permite a coleta de líquido pleural para análise, ajudando a determinar a etiologia do derrame pleural. Em resumo, a toracocentese diagnóstica neste paciente é indicada para elucidar a causa do derrame pleural, orientar a terapia específica baseada na etiologia identificada e oferecer alívio sintomático. Referências: AMESON, J L.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina interna de Harrison - 2 volumes. Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788580556346. Light, R. W. (2020). Pleural Diseases. 7ª Edição. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins. Este livro fornece uma visão abrangente sobre as doenças pleurais, incluindo a abordagem diagnóstica e terapêutica dos derrames pleurais, destacando a importância da toracocentese. 7ª QUESTÃO Enunciado: Paciente feminina, 24 anos, relata em consulta um nódulo intradérmico de aparecimento há cerca de um ano em dorso. Com história de drenagem de conteúdo pastoso, esbranquiçado, com odor fétido. Evoluindo novamente com crescimento lento de nódulo. Assinale alternativa com provável diagnóstico e tratamento adequado da lesão: 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 8 de 13 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Cisto Sebáceo – Excisão e Sutura. Resposta comentada: Nódulo intradérmico, que drena conteúdo pastoso, esbranquiçado e com odor tem como diagnóstico provável ser um cisto sebáceo. O tratamento é a excisão de cisto (cápsula e conteúdo) e sutura para evitar recidiva da lesão. Apenas drenagem do conteúdo não é suficiente. Referência: Goffi, FS. Técnica cirúrgica – bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas de cirurgia. Ed. Atheneu, 2004. 8ª QUESTÃO Enunciado: Genitora procura atendimento em UBS para realizar puericultura de seu filho de 6 meses. Ao exame físico, você observa que o menor apresenta 6 dedos em mão direita. Com relação a polidactilia, marque a alternativa que apresenta a opção mais apropriada. Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Indicar remoção cirúrgica é a medida pode resolver do caso. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 9 de 13 Resposta comentada: A incidência de polidactilia (dígitos supranumerários das mãos e/ou dos pés) tem distribuição igual em relação ao sexo. A polidactilia simultânea das mãos e pés está presente em cerca de 1/3 dos casos. A cirurgia geralmente é realizada aos 6-9 meses de idade, antes que a criança seja ambulatorial. Referência: Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria – 5ª edição. Manole, 2022. 9ª QUESTÃO Enunciado: Paciente sexo feminino, 72 anos de idade, pele clara, olhos azuis, chega no ambulatório de dermatologia, com lesão de pele para ser avaliada. A paciente apresenta uma lesão pigmentada irregular, com aproximadamente 1,0 cm de extensão, localizada entre o pescoço e o ombro esquerdo. Relata que a lesão cresceu nos últimos 2 meses. Após avaliação inicial o dermatologista suspeitou de melanoma in situ. 1- Quais condições, se encontradas, justificam a suspeita diagnóstica de melanoma? 2 - Qual a melhor conduta para o presente caso? Alternativas: -- Resposta comentada: Padrão de resposta esperada: (SETE LINHAS) 1 - É esperado que o aluno aborde os critérios do ABCDE para lesões melanocíticas. ● A- Assimetria (se uma lesão for dividida ao meio, uma metade não é idêntica à outra metade. ● B -Irregularidades nas bordas. ● C- Variação de cores (presença de vários tons de vermelho, azul, preto, cinza ou branco. ● D- Diâmetro ≥6 mm. ● E- Evolução (uma lesão que está mudando de tamanho, forma ou cor, ou uma nova lesão) 2- É esperado que o aluno indique como conduta: (QUATRO LINHAS) Biópsia excecional com margem de segurança de 0,5 a 1,0 cm, seguida de avaliação histopatológica para garantir ressecção completa da lesão. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- - JUSTIFICATIVAS: 1- Exame da pele — O exame da pele deve ser realizado sob iluminação ideal e incluir toda a superfície corporal. Os médicos avaliam a probabilidade de uma lesão pigmentada ser um melanoma usando um processo cognitivo complexo que inclui uma combinação das três etapas a seguir: 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 10 de 13● Análise visual e reconhecimento de padrões – A análise visual e o reconhecimento de padrões normalmente avaliam se uma determinada lesão pigmentada tem uma ou mais características que podem sugerir melanoma, incluindo assimetria, bordas irregulares, cor variada e diâmetro >6 mm. Essas características foram incluídas na lista de verificação ABCDE (assimetria, irregularidade de borda, variação de cor, diâmetro> 6 mm, evolução) amplamente adotada, uma regra de predição clínica que foi desenvolvida para ajudar médicos e leigos a identificar lesões suspeitas . (Veja 'critérios ABCDE' abaixo.) ● Análise comparativa dos padrões de nevo em um paciente individual – A análise comparativa intrapaciente utiliza o chamado sinal do "patinho feio", que se refere à presença de uma única lesão que não corresponde ao fenótipo do nevo do paciente (a chamada "assinatura nevo"). O sinal do 'patinho feio' - O sinal do "patinho feio" baseia-se na observação de que, em um indivíduo com nevos múltiplos, os nevos tendem a exibir um ou mais tipos morfológicos predominantes (os "nevos característicos"), definindo um relativamente "perfil" específico. Uma lesão pigmentada obviamente diferente das demais em um determinado indivíduo deve ser considerada suspeita, mesmo que não preencha os critérios ABCD (assimetria, irregularidade de borda, variação de cor, diâmetro >6 mm). O sinal do “patinho feio” foi proposto como critério adicional para o clínico identificar aquelas lesões que merecem atenção especial em pacientes com múltiplos nevos e é um componente central da chamada análise comparativa intrapaciente Critérios ABCDE — Em 1985, dermatologistas da Universidade de Nova York criaram pela primeira vez o acrônimo ABCD (assimetria, irregularidade de borda, variação de cor, diâmetro >6 mm) para educar médicos de atenção primária e leigos sobre a identificação de melanoma precoce [54]. Em 2004, os critérios foram aprimorados com a adição de “E” (evolução) para incorporar o conceito fundamental de mudança, incluindo a modificação ao longo do tempo de um nevo pré-existente ou o desenvolvimento de uma nova lesão, especialmente em indivíduos com mais de 40 anos. ● Análise dinâmica – História de alteração no tamanho, cor ou formato de uma lesão melanocítica pré-existente (o "E" de "evolução" na lista de verificação ABCDE) ou história de uma "nova" lesão (que pode ser rosa [amelanótico]) que está crescendo são os critérios clínicos mais importantes para o diagnóstico de melanoma. Uma alteração pode ter sido notada pelo paciente ou documentada por comparação de imagens clínicas ou dermatoscópicas seriadas. ● Assimetria (se uma lesão for dividida ao meio, uma metade não é idêntica à outra metade. ● Irregularidades nas fronteiras. ● Variegação de cores (presença de vários tons de vermelho, azul, preto, cinza ou branco. ● Diâmetro ≥6 mm ● Evolução (uma lesão que está mudando de tamanho, forma ou cor, ou uma nova lesão). 2- Melanoma in situ: margem de 0,5 a 1 cm — Para pacientes com melanoma in situ (Tis), não há dados de ensaios randomizados para definir a extensão ideal da ressecção cirúrgica. Concordamos com as diretrizes da National Comprehensive Cancer Network (NCCN) e da American Academy of Dermatology (AAD) que recomendam uma margem de 0,5 a 1 cm. Mais comumente usamos uma margem de 0,5 cm para melanoma in situ seguida de avaliação histopatológica para garantir a depuração. UpToDate. Melanoma: Clinical features and diagnosis/ skin examination. Acesso em 27 mar. 2024. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- O aluno deve dissertar sobre um dos critérios diagnósticos. A regra do ABCDE se refere a A – assimetria, B – bordas, C – cor e D – diâmetro, E – evolução ou alteração ao longo do tempo, revelando as características de uma possível lesão maligna, o 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 11 de 13 método dos sete pontos de Glasgow considera três critérios maiores e e quatro critérios menores com as características de cada um destes critérios, e a regra dos três C refere a Cor, Contorno e Change – alteração. No caso em questão, para o diagnóstico do melanoma a melhor conduta seria realizar uma biopsia excecional com margem de segurança. Referência: SAVASSI-ROCHA, Paulo R.; SANCHES, Soraya Rodrigues de A.; SAVASSI-ROCHA, Alexandre L. Cirurgia de Ambulatório: MedBook Editora, 2013. E-book. ISBN 9786557830215. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830215/. Acesso em: 24 fev. 2024. 10ª QUESTÃO Enunciado: Homem 30 anos, chega ao ambulatório de pequenas cirurgias com queixas de dor, vermelhidão e inchaço no canto da unha no primeiro dedo do pé direito, com presença de secreção purulenta. O quadro evolui há 2 semanas e piora progressivamente. Ao exame físico, observa-se hiperemia, edema, e granulação no canto medial da unha, indicativo de oncocriptose no estágio avançado. O paciente relata episódios anteriores tratados com medidas conservadoras, sem sucesso a longo prazo. Qual é a técnica cirúrgica e anestésica adequada para este paciente? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Matricectomia parcial com anestesia local. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 12 de 13 Resposta comentada: Resposta correta: Explicação: Para um paciente com oncocriptose avançada, a matricectomia parcial (remoção de uma porção da matriz ungueal e da unha encravada) sob anestesia local é considerada uma abordagem eficaz e minimamente invasiva. Esta técnica visa tratar a fonte do problema com mínimo desconforto para o paciente e permite uma recuperação rápida. A anestesia local é suficiente para este procedimento, limitando os riscos associados à anestesia regional ou geral e minimizando a morbidade. Por que as outras alternativas estão incorretas: A excisão total da unha pode ser desnecessariamente agressiva para casos de oncocriptose sem complicações significativas que afetem toda a unha. A drenagem do abscesso pode aliviar temporariamente os sintomas, mas não resolve a causa subjacente da oncocriptose, podendo levar à recorrência. O uso de laser CO2 pode ser uma opção para tratamento de lesões de pele, mas não é a abordagem padrão para oncocriptose, e a ausência de anestesia pode ser inadequada devido à dor associada ao procedimento. Referência: Heidelbaugh, J. J., & Lee, H. (2009). Management of the ingrown toenail. American Family Physician, 79(4), 303-308. Este artigo fornece uma visão geral das opções de tratamento para oncocriptose, incluindo critérios para a seleção de técnicas cirúrgicas e anestésicas adequadas. 000115.970017.967434.190480.a948ce.353324.486b20.7879f Pgina 13 de 13 CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Clínica Cirúrgica II Professor (es): Período: 202302 Turma: Data: N1 ESPECÍFICA_CC 2_25SET2023.2 RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 09421 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Enunciado: Paciente de 35 anos sofreu um corte profundo na perna enquanto praticava esportes. Após a limpeza e sutura do ferimento, o médico explicou o processo de cicatrização envolvido. Diante disso, qual é a sequência correta das fases do processo de cicatrização? Alternativas: (alternativa A) Inflamação, Hemostasia, Remodelação, Proliferação. (alternativa B) Hemostasia, Proliferação, Remodelação, Inflamação. (alternativa C) Inflamação, Hemostasia, Proliferação, Remodelação. (alternativa D) (CORRETA) Hemostasia, Inflamação, Proliferação, Remodelação. Resposta comentada: Hemostasia: Envolve a formação de um coágulo sanguíneo para interromper o sangramento. Inflamação: Caracterizada pela resposta imunológica, com influxo de células inflamatórias e liberação de mediadores. Proliferação: Nesta fase, ocorre a formação de tecido de granulação e reepitelização da ferida. Remodelação: Durante essa fase, o tecido de granulação é substituído por tecido mais organizado e a ferida ganha força. Referências: Robbins & Cotran - Patologia - Bases(C) Observação em UBS; iniciar Salbutamol 100mcg 1 puff a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 1mg/kg via oral. (D) Observação em UBS; iniciar Salbutamol 100mcg 4 puffs a cada 20 minutos em 1 hora, prednisolona 1mg/kg via oral. 9- Mulher de 42 anos, enfermeira, procura seu médico de família com desejo de orientações para perda de peso, pois está preocupada com sua saúde, apesar de ser assintomática. A mesma tem observado que seus exames vêm piorando com o passar dos anos e que, apesar de saber dos benefícios, não gosta muito de verduras e legumes e não tem o hábito de comer frutas. Sedentária há 20 anos. Nega tabagismo ou consumo de bebidas alcoólicas. IMC atual 28 kg/m2, circunferência abdominal 90 cm. PA 130x85 mmHg. Glicemia de jejum 102 mg/dl, HbA1c 5,9%, colesterol total 215 mg/dl, triglicerídeos 280 mg/dl, HDL 45 mg/dl. Ultrassonografia de abdome – esteatose hepática moderada. Paciente foi orientada sobre a importância de implementar mudanças nos seus hábitos de vida e encaminhada para terapia nutricional com proposta de seguimento semanal e sobre a necessidade de iniciar a prática de atividade física. Com relação às recomendações que devem ser propostas para o início da prática de atividade física nessa paciente, marque a alternativa correta. Alternativas: (A) A paciente deve primeiro ser submetida a um teste ergométrico para que seja excluída a possibilidade de doença coronária silenciosa. (B) Os exercícios de resistência não devem ser iniciados nos primeiros meses, pois o objetivo inicial é a perda de peso. (C) paciente deve ser orientada a praticar pelo menos 150 minutos por semana de atividade física aeróbica de intensidade moderada (D) O uso de doses baixas de testosterona ou gestrinona podem ser considerados para aumentar a resistência física e ganho de massa muscular 10- Uma mulher, 32 anos de idade, traz o seguinte resultado de colpocitologia oncótica: - Adequabilidade do material: satisfatória. - Epitélios representados: escamoso e glandular. - Compatível com células escamosas atípicas, de significado indeterminado, não podendo afastar lesão de alto grau (ASC-H). Considerando o caso exposto, o profissional de saúde deve: Alternativas: (A) Encaminhar para histeroscopia. (B) Repetir a colpocitologia em 6 meses. (C) Repetir a colpocitologia em 1 ano. (D) Encaminhar para colposcopia. 11- Uma adolescente de 17 anos de idade, comparece à UBS com desejo de iniciar uso de anticoncepcional, pois iniciou vida sexual. A paciente nega queixas no momento mas refere crises frequentes de enxaqueca, com alterações visuais durante as crises. Também queixa-se de dismenorreia e hipermenorreia, necessitando ir ao pronto socorro quase mensalmente para tratar a dor. Submetida a vários exames de imagem da pelve e todos estavam normais. Diante desse caso, avalie qual das opções a seguir seria a mais viável para a paciente. Alternativas: (A) Anel vaginal. (B) DIU de cobre. (C) Sistema intrauterino de levonorgestrel. (D) Anticoncepcional oral combinado 12- Criança de 6 anos iniciou um quadro de febre baixa não termometrada e leve artralgia em membros inferiores, evoluindo com vermelhidão na região das bochechas. Após 3 dias de evolução, o exantema progrediu para membros inferiores e superiores adotando um padrão rendilhado. O que chamou atenção da mãe é que o exantema não tinha melhorado por completo e, mesmo após 7 dias, o exantema ressurgia quando a criança brincava no parquinho. Com base nas informações acima, qual é o diagnóstico? Alternativas: (A) Febre maculosa (B) Exantema súbito (C) Eritema Infeccioso (D) Eritema tóxico 13- Homem de 60 anos, diabético, comparece ao pronto atendimento com tosse há 6 dias e surgimento de febre e mal-estar há 2 dias. Relata estar apresentando dor torácica à esquerda, ventilatório-dependente, e dispneia aos moderados esforços. Ao exame físico está orientado, PA: 100 x 70 mmHg, FR: 34 irpm, FC: 110 bpm, presença som bronquial e crepitações à ausculta em base do hemitórax esquerdo. Exames laboratoriais: Hemograma apresentando leucocitose com desvio à esquerda, ureia de 55 mg/dL. Considerando o diagnóstico mais provável para o caso acima, a recomendação é de tratamento: Alternativas: (A) ambulatorial com claritromicina. (B) hospitalar com ciprofloxacina. (C) ambulatorial com amoxicilina/clavulanato e azitromicina (D) hospitalar com ceftriaxona e azitromicina. 14- Mulher de 26 anos, comparece a Unidade básica de saúde (UBS) queixando-se de amenorreia há 6 meses. Refere ganho de peso gradual, aumento de pelos faciais e acne. Seu histórico médico não revela doenças crônicas. Ao exame físico, a paciente apresenta obesidade central, além de hirsutismo notável na região do queixo e pescoço. O laudo da ultrassonografia descreve pequenos cistos nos ovários. Os níveis de gonadotrofinas no sangue são medidos e revelam um aumento do hormônio luteinizante (LH) em relação ao hormônio folículo estimulante (FSH). O quadro clinico sugere: Alternativas: (A) Hipotireoidismo. (B) Síndrome dos Ovários Policísticos (C) Hiperplasia da suprarrenal. (D) Síndrome de Cushing 15- O termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes (Ministério da Saúde, 2017). Existem vários critérios para defini-la. Os dois mais aceitos são da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do National Cholesterol Education Program (NCEP). Na tabela abaixo, estão os resultados da avaliação antropométrica, bioquímica e da pressão arterial de três pacientes atendidas hoje na Unidade Básica de Saúde (UBS): Alternativas: (A) Tereza, Ana e Julieta. (B) Tereza, apenas. (C) Tereza e Julieta, apenas. (D) Tereza e Ana, apenas. GABARITO 1- A questão abordou um caso de puericultura que evidenciou situações que denotam atraso no desenvolvimento e erro alimentar. a) Há erro alimentar e deve ser orientado , inicialmente , retirar leite de vaca e o mel da dieta (este devido ao risco de botulismo) . Orientaria iniciar uso de fórnulas infantis de seguimento (ou mesmo ordenha do leite materno com as devidas orentações sobre o acondiciomaneto do leite materno) e a dieta complementar para a idade com a ênfase na diversidade de alimentos , como as legumionosas, tubérculos, vegetais, carnes, ovos e frutas respeitando o desenvolvimento neuropsicomotor do lactente. b) Por se tratar de lactente sem histórico de prematuridade ou baixo peso ao nascer, orienta-se : uso da vitamina D 400 ui dia até o 1 º ano de vida seguida de 600 ui até os 2 anos de idade. Iniciar a suplementação de ferro na dose de 1 mgkg dia até os 2 anos de vida, salvo se quadro de anemia em atividade, onde seria necessário tratamento com dose de 5 mgkg dia de ferro. c) Com base nas curvas de crescimento da OMS, conclui-se que o lactente descrito no enunciado da questão tem peso e comprimento adequados para a idade, pois seus dados antropométricos encontram-se entre os Z-scores -2 e +2 definidos como dentro da normalidade. Cabendo manter vigilância e acompanhamento regulares. 2- B - A asserção I é verdadeira e a asserção II é falsa porque insulinorresistência se dá devido ao AUMENTO dos ácidos graxos circulantes pela massa de tecido adiposo expandida e pelo AUMENTO dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α). A asserção II é falsa porque insulinorresistência se dá devido ao AUMENTO dos ácidos graxos circulantes pela massa de tecido adiposo expandida e pelo AUMENTO dos níveis de interleucina 6 (IL-6) e fator de necrose tumoral α (TNF-α). 3- A - Os sintomas apresentados, incluindo febre alta, erupção inicialmente no rosto e depois no corpo, conjuntivite, tosse persistente e manchas brancas nas remanescentes (manchas de Koplik), são altamente sugestivos de sarampo. O sarampoPatológicas das Doenças (Autores: Vinay Kumar, Abul K. Abbas, Jon C. Aster) Tratado de Fisiologia Médica (Autor: Guyton e Hall) 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 1 de 14 2ª QUESTÃO Enunciado: Uma mulher de 40 anos vai ao ambulatório para consulta periódica. Relata uma lesão escura na pele de “aparência estranha” no seu pescoço há 3 meses. Ela não viu nenhuma mudança na lesão desde então. A lesão não é dolorosa nem pruriginosa. A paciente não tem histórico de doença grave e não faz uso de medicamentos. Ela fuma um maço de cigarros por dia há 10 anos. Seus sinais vitais estão dentro dos limites normais. A paciente tem pele clara, mas sem sardas. Há uma lesão cutânea elevada, simétrica e com bordas uniformes na região da base do pescoço da paciente. A lesão mede 5 mm de diâmetro e é marrom escura. A dermatoscopia mostra uma rede pigmentar marrom com manchas cinzentas e avermelhadas dispersas. 1. Dentre as características da lesão, qual é o indicador mais forte para suspeitar de uma lesão malígna? (1,0 ponto) 2. Qual é a supeita diagnóstica? (1,0 ponto) 3. Qual a conduta cirúrgica recomendada? (0,5 ponto) Alternativas: -- Resposta comentada: 1. Lesões melanocíticas que atendem a pelo menos um direcionamento ABCDE devem levantar suspeitas de transformação maligna. A variedade de cores na lesão desta paciente atende ao critério seletivo C (variegação de cores, por exemplo, diferentes tons de marrom, preto, vermelho, branco e/ou azul). 2. A suspeita diagnóstica com base nas características descritas, incluindo a aparência da lesão, a presença de pigmentação irregular e a rede pigmentar marrom com manchas cinzentas e avermelhadas, sugere um possível melanoma cutâneo. O melanoma é uma forma grave de câncer de pele que deve ser avaliada e tratada com urgência. 3. A conduta cirúrgica recomendada é a remoção completa da lesão biópsia excisional de espessura total com exame histológico, seguida de uma biópsia para confirmar o diagnóstico de melanoma e determinar o estágio da doença. A espessura do tumor, determinada a partir da espessura de Breslow (medida em mm), é o fator prognóstico mais importante no melanoma. BMJ Best Practice. Melanoma. Última atualização em 20 de janeiro de 2023. 3ª QUESTÃO Enunciado: Paciente sexo feminino, 70 anos de idade chega no ambulatório de pequenas cirurgias, com vários ferimentos na face, tórax e membros superiores. A acompanhante da paciente informa que a idosa foi agredida por dois indivíduos num assalto em frente a sua residência. Todos os ferimentos eram superficiais, sendo especificamente incisos nos membros superiores, contusos no tórax e cortocontusos na face. Considerando os ferimentos, assinale a alternativa que apresenta a possível natureza do agente causador. 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 2 de 14 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Nos membros superiores possivelmente causados por instrumentos cortantes como facas, navalhas ou pedaços de vidro, apresentando usualmente bordas regulares, nítidas e lineares. (alternativa B) Na face possivelmente causados por instrumentos cortantes como facas ou navalhas, apresentando usualmente bordas aproximadas, sem solução de continuidade e sem pontes de tecidos. (alternativa C) No tórax possivelmente causados por instrumentos perfurantes, com extremidade pontiaguda, como prego, agulha ou alfinete, apresentando profundidade maior que o diâmetro. (alternativa D) Na face possivelmente causados por instrumentos contundentes, como pedra ou barra de ferro, apresentando bordas irregulares e retraídas, com pontes dérmicas. Resposta comentada: Ferimentos incisos são causados por instrumentos cortantes como facas, navalhas ou pedaços de vidro, apresentando usualmente bordas regulares, nítidas e lineares. Ferimentos contusos são causados por instrumentos contundentes, como pedra ou barra de ferro, apresentando bordas irregulares e retraídas, com pontes dérmicas. Ferimentos cortocontusos são causados por dentes, enxada e machado apresentando dois ou mais angulos, bordas irregulares e pontes de tecido. Referência SAVASSI-ROCHA, Paulo R.; SANCHES, Soraya Rodrigues de A.; SAVASSI-ROCHA, Alexandre L. Cirurgia de Ambulatório. [Digite o Local da Editora]: MedBook Editora, 2013. E-book. ISBN 9786557830215. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830215/. Acesso em: 17 ago. 2023. 4ª QUESTÃO Enunciado: Paciente de 30 anos de idade, apresentou uma lesão dolorosa e avermelhada na pele, localizada na região das costas. A lesão cresceu lentamente ao longo do tempo (dois anos) e, recentemente, tornou-se mais dolorosa e sensível ao toque. Ao examinar a lesão, o médico notou uma área central de abertura, da qual está drenando uma secreção purulenta. O paciente relatou que o inchaço piorou após uma tentativa de apertar o local. Qual é a provável causa dessa lesão e o tratamento mais adequado? 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 3 de 14 Alternativas: (alternativa A) Melanoma; excisão cirúrgica. (alternativa B) Lipoma; antibióticos orais. (alternativa C) (CORRETA) Cisto Sebáceo; drenagem e antibióticos. (alternativa D) Nevus; terapia fotodinâmica. Resposta comentada: A descrição clínica da protuberância avermelhada e dolorosa, com uma área central de abertura drenando secreção purulenta, é indicativa de um cisto sebáceo infectado. Os cistos sebáceos são formações benignas na pele que ocorrem devido ao acúmulo de sebo em uma glândula sebácea bloqueada. Quando um cisto sebáceo se torna infectado, ele pode causar inflamação, dor e sensibilidade. O tratamento mais adequado para um cisto sebáceo infectado envolve drenagem do conteúdo purulento para aliviar a pressão e a dor. Além disso, antibióticos orais podem ser prescritos para tratar a infecção subjacente. Referências: Dermatologia: Guia Prático Ilustrado (Autor: Sílvio Alencar Marques) Dermatologia na Atenção Básica de Saúde (Autores: João Luiz Sanches Pereira, et al.) 5ª QUESTÃO 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 4 de 14 Enunciado: Um homem de 52 anos de idade, hipertenso, é internado para cirurgia de correção de hérnia inguinal com colocação de tela de Marlex®. Ele não tem alergias conhecidas. Os medicamentos de uso diário incluem losartana e hidroclorotiazida. A temperatura é de 37,0°C, o pulso é de 80/min, a respiração é de 15/min e a pressão arterial é de 133/89 mm Hg. Com base nas informações apresentadas do paciente, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A utilização de antibiótico profilático está indicada para o procedimento proposto ao paciente. PORQUE II. Quando a contaminação não é freqüente mas os riscos de infecção são altos como a utilização de próteses, válvulas e enxertos, há uma indicação para o uso do mesmo. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas: (alternativa A) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. (alternativa B) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. (alternativa C) (CORRETA) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. (alternativa D) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 5 de 14 Resposta comentada: A utilização de antibiótico profilático nas cirurgias limpas ou naquelas potencialmente contaminadas não diminui a taxade infecção da ferida cirúrgica(2'5). Nestes tipos de cirurgia, os benefícios da antibioticoprofilaxia não se sobrepõem aos riscos, não sendo, portanto, recomendada a suautilização. É importante considerar, no entanto, que algumas cirurgias limpas não se comportam como tal e cursam com uma alta taxa de infecção de ferida. Entre estas cirurgias destacam-se as hernioplastias incisionais e as esplenectomias de pacientesesquistossomóticos. Nestes tipos decirurgia passamos a utilizar antibioticoprofilaxia, de preferência com cefazolina, apenas durante o procedimento. Quando a contaminação não é freqüente maso hospedeiro está imunocomprometido (transplantes, quimio e radioterapia). Os critérios de indicação de antibiótico são: 1. Nas cirurgias limpas e potencialmente contaminadas em que o risco de infecção do sítio cirúrgico é de até 5% não há indicaçãodo usode antibiótico. Contudo, nas seguintes situações recomenda- se a profilaxia(dose única, de preferência): - pacientesacimade 70 anos; - desnutridos; - imunodeprimidos; - urgências; - implante de prótesese telas; - cirurgiasde mama - esplenectomia(hipertensão portal esquistossomótica - hernioplastia incisional - pacientes portadores de doença reumática,diabetes descompensado, obesidademórbida, hérnias multirrecidivadas,imunossupressão, radioterapiaprévia,uremia, hepatopatiase pneumopatias; - cirurgiacardíaca - cirurgiada aorta e de grandes vasos Bibliografia: https://cbc.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Antibioticoprofilaxia-em-cirurgia.pdf Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) - Diretrizes de Profilaxia Cirúrgica: Disponível em: https://www.infectologia.org.br/admin/zcloud/246/2012/10/Diretriz-Prof-Cirurgica-SBI-2013- FINAL.pdf 6ª QUESTÃO 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 6 de 14 Enunciado: Uma mulher de 63 anos, agricultora, vem ao médico por causa de uma lesão de pele no pescoço há 7 meses. Não é pruriginosa nem dolorosa. Ela tentou usar medicamentos tópicos sem receita, mas nenhum ajudou. Ela tem hipertensão. Os medicamentos atuais incluem amlodipina e hidroclorotiazida. O exame mostra uma lesão nodular e endurecida de 5 mm, com bordas irregulares na face anterolateral do pescoço. Na dermatoscopia, nota-se áreas em "raio de roda", grandes ninhos ovóides azul-acinzentados, múltiplos glóbulos azul-acinzentados, telangiectasias arboriformes e ulceração. Não há linfadenopatia cervical. Os pulmões estão limpos à ausculta. Qual dos seguintes é a conduta mais apropriada? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Realizar uma biópsia excisional. (alternativa B) Administrar 5-fluorouracil tópico (alternativa C) Realize uma biópsia por punção do centro da lesão. (alternativa D) Realizar radioterapia. 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 7 de 14 Resposta comentada: Uma lesão nodular de crescimento lento e sem cicatrização com bordas estendidas e ulceração central no pescoço de um indivíduo com exposição solar significativa é suspeita de carcinoma basocelular (CBC). A lesão no pescoço deste paciente tem uma aparência suspeita de CBC e requer investigação adicional. Uma biópsia da lesão suspeita desse paciente facilita a confirmação histopatológica do diagnóstico e fornece informações prognósticas com base nos achados. Uma biópsia de espessura total da lesão permite a avaliação mais precisa do subtipo histológico de qualquer tumor encontrado. A biópsia excisional é o tipo preferido quando há suspeita de neoplasia. Distratores: Uma biópsia da lesão suspeita desse paciente facilita a confirmação histopatológica do diagnóstico e fornece informações prognósticas com base nos achados. Uma biópsia por punção fornece uma amostra de uma porção da lesão do paciente por meio de um procedimento relativamente simples. No entanto, as biópsias por punch coletam apenas uma quantidade limitada de tecido e, portanto, raramente fornecem uma avaliação da histologia do tumor com precisão suficiente para orientar a terapia. O 5-fluorouracil tópico é usado para tratar CBC superficial e carcinoma de células escamosas in situ. No entanto, um diagnóstico precisa ser estabelecido antes do tratamento. Além disso, o 5- FU tópico tem uma taxa relativamente alta de efeitos adversos, depende da adesão do paciente e tem taxas de depuração mais baixas do que outras modalidades de tratamento. Portanto, seu uso é limitado aos casos em que os pacientes apresentam tumores pequenos em locais de baixo risco (por exemplo, tronco ou extremidades) e não serão ou não poderão ser tratados com cirurgia ou outras terapias eficazes. A radioterapia pode ser considerada para os tumores (incluindo doença recorrente) não passíveis de cirurgia ou para os pacientes que podem não tolerar a cirurgia devido a comorbidades ou a fragilidade (por exemplo, para um idoso com CBC no sulco nasolabial). A radioterapia para o CBC recorrente previamente tratado com radioterapia não é recomendada. Taxas de recorrência (em 3 a 5 anos) desimples de uma ferida superficial na perna. Além disso, a lidocaína 1% sem vasoconstritor tem uma duração muito curta (30 a 60 minutos) para esse tipo de bloqueio. A anestesia troncular é um tipo de anestesia que bloqueia os nervos periféricos na região proximal dos membros, através da injeção de anestésico local ao redor do nervo. Essa técnica é indicada para cirurgias ou procedimentos mais extensos ou profundos nos membros, mas não para uma sutura simples de uma ferida superficial na perna. Além disso, a Bupivacaína com vasoconstritor tem uma duração muito longa (4 a 6 horas) e uma maior toxicidade para esse tipo de bloqueio. Referências bibliográficas: Como fazer infiltração local na ferida - Lesões; intoxicação - Manuais MSD edição para profissionais. (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://www.msdmanuals.com/pt- br/profissional/lesões-intoxicação/como-fazer-procedimentos-de-anestesia/como-fazer-infiltração- local-na-ferida Como limpar, irrigar, desbridar e fazer curativos em feridas - Lesões; intoxicação - Manuais MSD edição para profissionais. (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/lesões-intoxicação/como-cuidar-de-feridas-e- lacerações/como-limpar,-irrigar,-desbridar-e-fazer-curativos-em-feridas A Técnica Anestésica na Sutura – Técnica Geral: Passo a passo - Bwizer. (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://www.bwizer.com/pt/bwizer_academy/a_tecnica_anestesica_na_sutura_96_tecnica_geral_passo_a_passo.html 8ª QUESTÃO 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 10 de 14 Enunciado: Paciente sexo masculino, 20 anos de idade chega no ambulatório de cirurgia, encaminhado pela unidade de saúde com a suspeita diagnóstica de granuloma piogênico em face. Após a avaliação inicial, o cirurgião confirma a hipótese diagnóstica e inicia o preparo pré operatório. Com relação ao preparo pré operatório deste paciente, avalie as afirmações a seguir: I. Para procedimentos de baixo risco em pacientes jovens e saudáveis de baixo risco clínico, os exames complementares pré operatórios podem ser dispensados. II. O termo de consentimento livre e esclarecido deve ser apresentado ao paciente mesmo em procedimentos simples e de baixo risco. III. O jejum pré operatório é recomendado para todos os procedimentos de cirurgia ambulatorial, diferenciando apenas o tempo de jejum, de acordo com o tipo de anestesia a ser utilizada. É correto apenas o que se afirma em: Alternativas: (alternativa A) I e II. (alternativa B) (CORRETA) I, II e III. (alternativa C) I e III. (alternativa D) II e III. Resposta comentada: I. Para procedimentos de baixo risco em pacientes jovens e saudáveis de baixo risco clinico, os exames complementares pré operatórios podem ser dispensados. CORRETA II. O termo de consentimento livre e esclarecido deve ser apresentado ao paciente mesmo em procedimentos simples e de baixo risco. CORRETA III. O jejum pré operatório é recomendado para todos os procedimentos de cirurgia ambulatorial, diferenciando apenas o tempo de jejum, de acordo com o tipo de anestesia a ser utilizada. Apesar de rara, a ocorrência de manifestações clíni-cas, como convulsões, vômitos e aspiração do conteúdo gástrico, em consequência de dose excessiva ou hiper-sensibilidade ao anestésico, justifica a recomendação de jejum pré-operatório de 3h a 4 h para intervenções cirúr-gicas eletivas sob anestesia local (nível I).CORRETA Referência SAVASSI-ROCHA, Paulo R.; SANCHES, Soraya Rodrigues de A.; SAVASSI-ROCHA, Alexandre L. Cirurgia de Ambulatório. [Digite o Local da Editora]: MedBook Editora, 2013. E-book. ISBN 9786557830215. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830215/. Acesso em: 17 ago. 2023 WHITEBOOK – Aspectos Legais da Cirurgia – atualizado em 13/10/2022, acessado em 17.ago.2023 9ª QUESTÃO 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 11 de 14 Enunciado: Um paciente de 45 anos, com história de tabagismo e exposição solar crônica, apresenta uma lesão ulcerada e sangrante na asa nasal esquerda, com cerca de 2 cm de diâmetro. A biópsia incisional confirma o diagnóstico de carcinoma basocelular. O tratamento proposto é a excisão cirúrgica da lesão com margens de segurança. Após a ressecção, a ferida resultante tem 3 cm de diâmetro e expõe a cartilagem nasal. Qual é a melhor opção para o fechamento desse ferimento? Alternativas: (alternativa A) Retalho regional; (alternativa B) Enxerto de pele total; (alternativa C) Enxerto de pele parcial; (alternativa D) (CORRETA) Retalho local; 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 12 de 14 Resposta comentada: O retalho local é um procedimento que transfere tecido adjacente ou próximo ao defeito, mantendo sua vascularização original. Essa técnica é indicada para defeitos que expõem tecidos Nobres, com cartilagem, osso, tendões vasos e nervos. No caso do paciente, o retalho local permitiria cobrir o defeito com tecido semelhante em cor e espessura, preservando a forma e a função da asa nasal. As demais alternativas estão incorretas pelos seguintes motivos: Um enxerto de pele total é um procedimento que transfere tecido epitelial e térmico de uma área doadora para uma área receptora, sem vascularização própria. Essa técnica é indicada para defeitos superficiais, sem exposição de tecidos Nobres. No caso do paciente, um enxerto de pele total não seria adequado, pois não forneceria suporte estrutural para a cartilagem nasal e poderia causar deformidade ou necrose; O enxerto de pele parcial é um procedimento que transfere tecido epitelial e parte da derme de uma área doadora para uma área receptora sem vascularização própria. Essa técnica é indicada para defeitos maiores ou mais profundos sem exposição de tecidos Nobres. No caso do paciente um enxerto de pele parcial também não seria adequado, pelas mesmas razões do enxerto de pele total; Um retalho regional é um procedimento que transfere tecido de uma região anatômica próxima ao defeito, não tendo sua vascularização original ou através de um pedículo vascular. Essa técnica é indicada para defeitos maiores ou mais complexos, que não podem ser cobertos por retalhos locais. No caso do paciente um retalho regional seria desnecessário e excessivo pois o defeito é pequeno e pode ser coberto por um retalho local Referências bibliográficas: Enxertos e retalhos | SBCD. (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://www.sbcd.org.br/procedimentos/cirurgicos/enxertos-e-retalhos/ Moodle USP: e-Disciplinas. (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/6428998/mod_resource/content/1/Apostila%20Retalhos%20e%20enxertos.pdf Enxerto e Retalhos: qual é a diferença e quando são indicados? (n.d.). Retrieved August 14, 2023, from https://www.sanarmed.com/enxerto-e-retalhos 10ª QUESTÃO Enunciado: Paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, altura 1,70 cm, peso 120 kg, chega ao ambulatório de cirurgia com um cisto em região dorsal, supraescapular direita, informando que o cisto apareceu há cerca de 2 meses. Ao exame físico, há a presença de lesão de consistência cística, de aproximadamente 2 cm de extensão, bem definida, pouco móvel, indolor à palpação e sem sinais inflamatórios locais. A pressão arterial verificada era de 150/100 mmHg. Após a avaliação inicial, o cirurgião suspeita de cisto sebáceo ou epidérmico, com indicação de retirada cirúrgica. Em relação ao caso em questão, discorra sobre: 1. Como deve ser a valiação clínica pré-operatória?(1,0 ponto) 2. Qual é a abordagem recomendada para os exames laboratoriais neste paciente? (0,5 ponto) 3. Quais medidas são usadas como garantia de segurança na cirurgia do paciente? (1,0 ponto) Alternativas: -- 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 13 de 14 Resposta comentada: 1. Avaliação clínica completa: Realizar uma avaliação detalhada da condição geral do paciente, incluindo histórico médico completo, alergias, medicamentos em uso e quaisquer condições médicaspré-existentes. Isso é essencial para identificar fatores de risco e garantir a segurança durante a cirurgia. O aluno deve citar a necessidade de investigar se o paciente tem hipertensão arterial associada a obesidade e se tem outras comorbidades como diabetes também associada a obesidade, saber se o paciente faz tratamento e uso de medicamentos para as doenças e comorbidades associadas. 2.Para procedimentos cirúrgicos de baixo risco em pacientes de baixo risco clínico, a operação poderia ser realizada sem exames pré-operatórios, porém este paciente tem sinais que indicam a necessidade de solicitação de exames de rotina orientado pelo exame clínico por se tratar de um obeso classe >= 2 ( Hemograma, glicemia de jejum, radiografia de tórax e ECG). 3. O aluno deve citar as medidas pré operatórias habituais para todos os procedimentos como o protocolo de cirurgia segura, o termo de consentimento livre e espontâneo informando os riscos do procedimento, um jejum pré operatório de acordo com o tipo de anestesia e os cuidados pós operatórios que deverão ser seguidos esclarecendo as duvidas do paciente.) Referência SAVASSI-ROCHA, Paulo R.; SANCHES, Soraya Rodrigues de A.; SAVASSI-ROCHA, Alexandre L. Cirurgia de Ambulatório. [Digite o Local da Editora]: MedBook Editora, 2013. E-book. ISBN 9786557830215. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830215/. Acesso em: 17 ago. 2023 WHITEBOOK – Aspectos Legais da Cirurgia – atualizado em 13/10/2022, acessado em 17.ago.2023 http://www.spot.pt/media/39442/manual-de-implementacao-da-lista-de-verificacaocirurgica-da- oms.pdf. MANUAL DE IMPLEMENTAÇÃO – LISTA DE VERIFICAÇÃO DE SEGURANÇA CIRÚRGICA DA OMS 2009 Versão Portuguesa, Direcção-Geral da Saúde www.dgs.pt 6. WHO Guidel 000094.21001a.4cfdfd.4e4f80.3a8760.5038f3.84e503.8f182 Pgina 14 de 14 N1 ESPECÍFICA - CC 2 - 25SET2023.2 1ª QUESTÃO Um homem de 52 anos de idade, hipertenso, é internado para cirurgia de correção de hérnia inguinal com colocação de tela de Marlex®. Ele não tem alergias conhecidas. Os medicamentos de uso diário incluem losartana e hidro- clorotiazida. A temperatura é de 37,0°C, o pulso é de 80/min, a respiração é de 15/min e a pressão arterial é de 133/89 mm Hg. Com base nas informações apresentadas do paciente, avalie as asser- ções a seguir e a relação proposta entre elas. I - A utilização de antibiótico profilático está indicada para o procedimento pro- posto ao paciente. PORQUE II - Quando a contaminação não é freqüente mas os riscos de infecção são altos como a utilização de próteses, válvulas e enxertos, há uma indicação para o uso do mesmo. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. a) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. b) A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa. c) A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira. d) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. 2ª QUESTÃO Paciente de 30 anos de idade, apresentou uma lesão dolorosa e aver- melhada na pele, localizada na região das costas. A lesão cresceu lentamente ao longo do tempo (dois anos) e, recentemente, tornou-se mais dolorosa e sen- sível ao toque. Ao examinar a lesão, o médico notou uma área central de aber- tura, da qual está drenando uma secreção purulenta. O paciente relatou que o inchaço piorou após uma tentativa de apertar o local. Qual é a provável causa dessa lesão e o tratamento mais adequado? a) Cisto Sebáceo; drenagem e antibióticos. b) Melanoma; excisão cirúrgica. c) Nevus; terapia fotodinâmica. d) Lipoma; antibióticos orais. N1 ESPECÍFICA - CC 2 - 25SET2023.2 3ª QUESTÃO Paciente de 35 anos sofreu um corte profundo na perna enquanto prati- cava esportes. Após a limpeza e sutura do ferimento, o médico explicou o pro- cesso de cicatrização envolvido. Diante disso, qual é a sequência correta das fases do processo de cicatrização? a) Hemostasia, Proliferação, Remodelação, Inflamação. b) Hemostasia, Inflamação, Proliferação, Remodelação. c) Inflamação, Hemostasia, Remodelação, Proliferação. d) Inflamação, Hemostasia, Proliferação, Remodelação. 4ª QUESTÃO Um paciente de 45 anos, com história de tabagismo e exposição solar crônica, apresenta uma lesão ulcerada e sangrante na asa nasal esquerda, com cerca de 2 cm de diâmetro. A biópsia incisional confirma o diagnóstico de carci- noma basocelular. O tratamento proposto é a excisão cirúrgica da lesão com margens de segurança. Após a ressecção, a ferida resultante tem 3 cm de diâ- metro e expõe a cartilagem nasal. Qual é a melhor opção para o fechamento desse ferimento? a) Retalho local b) Retalho regional c) Enxerto de pele total d) Enxerto de pele parcial N1 ESPECÍFICA - CC 2 - 25SET2023.2 5ª QUESTÃO Paciente sexo feminino, 70 anos de idade chega no ambulatório de pe- quenas cirurgias, com vários ferimentos na face, tórax e membros superiores. A acompanhante da paciente informa que a idosa foi agredida por dois indivíduos num assalto em frente a sua residência. Todos os ferimentos eram superficiais, sendo especificamente incisos nos membros superiores, contusos no tórax e cortocontusos na face. Considerando os ferimentos, assinale a alternativa que apresenta a possível natureza do agente causador. a) No tórax possivelmente causados por instrumentos perfurantes, com ex- tremidade pontiaguda, como prego, agulha ou alfinete, apresentando pro- fundidade maior que o diâmetro. b) Na face possivelmente causados por instrumentos contundentes, como pedra ou barra de ferro, apresentando bordas irregulares e retraídas, com pontes dérmicas. c) Na face possivelmente causados por instrumentos cortantes como facas ou navalhas, apresentando usualmente bordas aproximadas, sem solu- ção de continuidade e sem pontes de tecidos. d) Nos membros superiores possivelmente causados por instrumentos cor- tantes como facas, navalhas ou pedaços de vidro, apresentando usual- mente bordas regulares, nítidas e lineares. 6ª QUESTÃO Paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, altura 1,70 cm, peso 120 kg, chega ao ambulatório de cirurgia com um cisto em região dorsal, supraesca- pular direita, informando que o cisto apareceu há cerca de 2 meses. Ao exame físico, há a presença de lesão de consistência cística, de aproximadamente 2 cm de extensão, bem definida, pouco móvel, indolor à palpação e sem sinais infla- matórios locais. A pressão arterial verificada era de 150/100 mmHg. Após a ava- liação inicial, o cirurgião suspeita de cisto sebáceo ou epidérmico, com indicação de retirada cirúrgica. Em relação ao caso em questão, discorra sobre: 1. Como deve ser avaliação clínica pré-operatória? (1,0 ponto) 2. Qual é a abordagem recomendada para os exames laboratoriais neste paciente? (0,5 ponto) 3. Quais medidas são usadas como garantia de segurança na cirurgia do paciente? (1,0 ponto) N1 ESPECÍFICA - CC 2 - 25SET2023.2 7ª QUESTÃO Uma mulher de 40 anos vai ao ambulatório para consulta periódica. Re- lata uma lesão escura na pele de “aparência estranha” no seu pescoço há 3 meses. Ela não viu nenhuma mudança na lesão desde então. A lesão não é do- lorosa nem pruriginosa. A paciente não tem histórico de doença grave e não faz uso de medicamentos. Ela fuma um maço de cigarros por dia há 10 anos. Seus sinais vitais estão dentro dos limites normais. A paciente tem pele clara, mas sem sardas. Há uma lesão cutânea elevada, simétrica e com bordas uniformes na região da base do pescoço da paciente. A lesão mede 5 mm de diâmetro e é marrom escura. A dermatoscopia mostra uma rede pigmentar marrom com man- chas cinzentas e avermelhadas dispersas. 1. Dentre as características da lesão, qual é o indicador mais forte para suspeitar de uma lesão malígna? (1,0 ponto) 2. Qual é a supeita diagnóstica? (1,0 ponto)3. Qual a conduta cirúrgica recomendada? (0,5 ponto) 8ª QUESTÃO Paciente sexo masculino, 20 anos de idade chega no ambulatório de cirurgia, encaminhado pela unidade de saúde com a suspeita diagnóstica de gra- nuloma piogênico em face. Após a avaliação inicial, o cirurgião confirma a hipó- tese diagnóstica e inicia o preparo pré operatório. Com relação ao preparo pré operatório deste paciente, avalie as afirma- ções a seguir: I. Para procedimentos de baixo risco em pacientes jovens e saudáveis de baixo risco clínico, os exames complementares pré operatórios podem ser dispensados. II. O termo de consentimento livre e esclarecido deve ser apresentado ao paciente mesmo em procedimentos simples e de baixo risco. III. O jejum pré operatório é recomendado para todos os procedimentos de cirurgia ambulatorial, diferenciando apenas o tempo de jejum, de acordo com o tipo de anestesia a ser utilizada. É correto apenas o que se afirma em: a) I e III b) II e II c) I e II d) I, II e III N1 ESPECÍFICA - CC 2 - 25SET2023.2 9ª QUESTÃO Uma mulher de 63 anos, agricultora, vem ao médico por causa de uma lesão de pele no pescoço há 7 meses. Não é pruriginosa nem dolorosa. Ela ten- tou usar medicamentos tópicos sem receita, mas nenhum ajudou. Ela tem hiper- tensão. Os medicamentos atuais incluem amlodipina e hidroclorotiazida. O exame mostra uma lesão nodular e endurecida de 5 mm, com bordas irregulares na face anterolateral do pescoço. Na dermatoscopia, nota-se áreas em "raio de roda", grandes ninhos ovóides azul-acinzentados, múltiplos glóbulos azul-acin- zentados, telangiectasias arboriformes e ulceração. Não há linfadenopatia cervi- cal. Os pulmões estão limpos à ausculta. Qual dos seguintes é a conduta mais apropriada? a) Realizar uma biópsia excisional. b) Realize uma biópsia por punção do centro da lesão. c) Realizar radioterapia. d) Administrar 5-fluorouracil tópico 10ª QUESTÃO Um paciente de 65 anos, pesando 60 quilos, sem comorbidades, foi sub- metido a uma cirurgia para sutura na perna direita devido a um ferimento corto contuso, por arma branca, limpo, superficial, de aproximadamente 5 cm, que ocorreu há 30 minutos. O médico assistente optou por realizar a sutura primária. Considerando o tipo de anestesia, a substância anestésica utilizada, a dose má- xima recomendada (mg/kg) e o volume anestésico máximo (ml) para a situação, qual foi o procedimento correto realizado? a) Bloqueio local; Bupivacaína 5% sem vaso; 7,0mg/kg; 21ml; b) Troncular; Bupivacaína com vaso; 1,0mg/kg; 60ml; c) Bloqueio de campo; Xilocaína 2% com vaso; 7,0mg/kg; 21ml; d) Raque anestesia; Lidocaína 1% sem vaso; 2,5mg/kg; 53ml;é uma doença exantemática causada pelo vírus do sarampo (paramixovírus), que freqüentemente resulta em febre, erupções cutâneas e outros sintomas. A presença de uma caderneta de vacinação incompleta aumenta o risco de contrair o sarampo. A vacinação é crucial para prevenir essa doença e suas complicações. 4- A - Alternativa correta letra: C) Agente Etiológico: Staphylococcus aureus; Associação com Infecção Cutânea: Face e extremidades; Plano de Cuidado: Iniciar antibioticoterapia empírica com oxacilina e ceftriaxona. O agente etiológico mais provável para a pneumonia em um recém-nascido com febre, irritabilidade e dificuldade respiratória é o Staphylococcus aureus, incluindo o agente patogênico meticilina-resistente (MRSA). As lesões cutâneas vermelhas, dolorosas e purulentas em várias áreas do corpo indicam uma possível infecção cutânea por Staphylococcus aureus, que pode estar associada à pneumonia. O plano de cuidado inicial recomendado envolve a administração empírica de oxacilina (ou vancomicina) para cobertura do Staphylococcus aureus e ceftriaxona para outros patógenos potenciais, enquanto aguarda os resultados de cultura e sensibilidade. 5- D - A criança com otite média aguda pode não apresentar febre nos primeiros dias, nem otalgia. O aspecto da membrana timpânica sugestivo de OMA é a coloração opaca, com ou sem hiperemia e com abaulamento. Em alguns casos, ocorre a perfuração aguda da membrana timpânica, com saída de secreção purulenta; em geral, a perfuração é pequena, de difícil visualização, suficiente apenas para a saída do exsudato. Não se faz diagnóstico de OMA sem que haja alterações timpânicas à otoscopia. A rinofaringite em crianças é uma doença muito comum. A rinofaringite é a inflamação da mucosa da rinofringe. É muito comum entre as crianças que vão a creche ou a escola, dado que se transmite por contágio direto. O responsável das rinofaringites, na maioria dos casos é o rinovírus. Os sintomas se iniciam quando apresentam-se coriza, mal-estar geral, cefaleia, febre, espirros. Não necessitando de antibiótico, apenas de sintomáticos para controle dos sintomas, a não ser que venha acompanhado por complicações. Nos primeiros dois ou três dias da rinossinusite viral aguda, os sintomas são obstrução nasal, dor de garganta, espirros, coriza clara e inapetência, frequentemente associados com febre. Medicamentos podem ser úteis, nesta fase. Após o terceiro dia, a febre, a dor de garganta e a inapetência tendem a desaparecer, a secreção nasal fica mais espessa, podendo ficar verde ou amarela; a tosse e a obstrução nasal persistem. Este quadro pode se estender por cerca de dez dias, mas a criança melhora progressivamente. Os sintomas se iniciam quando apresentam-se coriza, mal-estar geral, cefaleia, febre, espirros, sendo então classificados de origem viral, como na maioria dos casos. O tratamento da doença consiste em amenizar os sintomas. O tratamento não requer uso de antibióticos. 6- a) Circunferência abdominal, HDL e glicemia. b) Calorias Totais para reduzir o peso em 5% a 10% e prevenir recuperação e realização de pelo menos 30 minutos de atividade física leve a moderada de forma contínua ou acumulada na maioria dos dias de semana, incluindo mudanças no seu cotidiano. Por exemplo, subir escada, usar menos o carro para a sua locomoção, ou mesmo tornar as suas atividades de lazer mais ativas. 7- C - O caso clínico em questão é compatível a um resfriado comum. O resfriado comum é uma doença com evidência de inflamação aguda da mucosa nasal ou faríngea, mas sem associação a outras condições respiratórias específicas. É uma infecção de via aérea superior leve, autolimitada, com sintomas de coriza, dor de garganta, espirros e congestão nasal. Apesar de ser uma afecção benigna, o resfriado comum acarreta grande problema econômico, uma vez que requer diversas visitas a médicos e consumo de grande número de medicamentos. Os sintomas persistem por, pelo menos, cinco dias em 50% dos pacientes, mas 5 a 10% das crianças podem apresentar sintomas persistentes por até 10 dias. Kenealy & Arroll5 conduziram um estudo que avaliou os ensaios clínicos randomizados entre 1966 a 2009, comparando a terapia antibiótica com o placebo em pessoas que apresentavam sintomas de IVAS aguda com menos de sete dias de duração ou rinite aguda purulenta com menos de 10 dias de duração. Os autores concluíram que antibióticos não oferecem benefício no tratamento inicial do resfriado comum e da rinite aguda purulenta, sendo necessário somente medicações sintomáticas. A faringoamigdalite é definida pela inflamação das estruturas faríngeas com o surgimento de eritema, edema, exsudato faríngeo, úlceras e vesículas. A maioria dos quadros de faringoamigdalite é de etiologia viral antes de 3 anos de idade, sendo que infecções por parainfluenza, influenza e coronavírus são caracterizadas por quadro leve, associado a sintomas como tosse e coriza; e infecções pelo adenovírus podem gerar faringoamigdalites exsudativas com adenomegalia, durando até 7 dias, sendo frequentemente associada a conjuntivite. Os quadros virais são de resolução espontânea. Shulman et al.9 afirmam que quanto ao diagnóstico, os sinais e sintomas de faringoamigdalite estreptocócica se confundem tão facilmente com os da faringoamigdalite não estreptocócica que é impossível fazer o diagnóstico baseado na clínica, exceto quando houver características virais como rinorreia, tosse, úlceras orais, e/ou rouquidão. Portanto, para um diagnóstico acurado, deverá ser realizado um swab da orofaringe a fim de ser feito o teste rápido de detecção do antígeno para Streptococcus beta-hemolítico do grupo A, e/ou cultura. 8- D - Trata-se de um quadro de crise de asma LEVE em escolar. Nos quadros de crise leve o paciente apresenta-se calmo, falando frases completas, aceita deitar se necessário, não tem sinais de esforço respiratório (uso de musculatura acessória), pode apresentar taquipneia discreta e sibilância, frequência cardíaca normal (60 a 100 bpm), saturação de O2 em ar ambiente maior do que 95%. O tratamento da crise leve consiste em: iniciar beta-2-agonista de curta duração (“SABA”) (salbutamol 100mcg 4 a 10 puffs a cada 20 minutos em 1 hora), observação na própria unidade primária, com reavaliação ao final do ciclo de SABA, iniciar prednisolona 1 a 2mg/kg via oral, sem necessidade de O2 suplementar (se SatO2>94%). 9- C - Justificativa: Trata-se de paciente portadora de sobrepeso, síndrome metabólica e pré diabetes. Segundo a diretriz brasileira de diabetes, as orientações para a prática de atividade física diante dessas condições são: Para indivíduos com condições de risco aumentado para desenvolvimento de DM2 (pré-DM) e também para prevenção do DM2, É RECOMENDADO o mínimo de 150 min de atividade física aeróbia de moderada intensidade e o mínimo de 7% de redução ponderal, seguido de manutenção do peso perdido. A solicitação de exames para rastreamento universal de doenças cardiovasculares (DCV) em pessoas com DM2 que pretendam iniciar a prática de exercícios físicos NÃO É RECOMENDADA de forma rotineira, exceto se houver sintomas típicos ou atípicos de DCV ou em pessoas de alto ou muito-alto risco cardiovascular. É RECOMENDADO para pessoas com DM2, a prática de exercícios combinados, resistidos e aeróbicos: pelo menos um ciclo de 10 a 15 repetições de cinco ou mais exercícios, duas a três sessões por semana, em dias não consecutivos e, no mínimo, 150 minutos semanais de caminhada moderada ou de alta intensidade, sem permanecer mais do que dois dias consecutivos sem atividade, É RECOMENDADO que os praticantes de exercício físico com diabetes, e os profissionais de saúde, sejam conscientizados sobre os riscos associados do uso indiscriminado de esteroides anabolizantes e similares 10- D - Em casos de ASC-H, pelo risco de lesão de alto grau, é necessário o encaminhamento para colposcopia. Estudos revelam frequência de lesão de altograu entre 12,2% e 68% e de câncer em torno de 1,3% a 3% nas mulheres com citologia de ASC-H. 11- C - A paciente possui enxaqueca com aura, o que contraindica uso de estrogênio (presente na pílula combinada, em adesivos e no anel vaginal). O fato de ela apresentar cólicas intensas também contraindica o uso de diu de cobre, visto que o principal efeito do medicamento é o aumento das cólicas. Desta forma, a opção mais viável seria o uso do sistema intrauterino de levonorgestrel. 12- C - Eritema Infeccioso Etiologia – Parvovírus humano B19. Quadro clínico – em geral, não há pródromos e o primeiro sinal costuma ser o exantema que se inicia na face como maculopápulas que confluem tornando-se uma placa vermelho rubra, com concentração, principalmente, na região das bochechas, poupando a região perioral, a testa e o nariz, conferindo um aspecto de “asa de borboleta”, semelhante ao observado no lúpus eritematoso, dando às crianças aspecto de “cara esbofeteada”. Um a quatro dias após, o exantema evolui, acometendo os membros superiores e inferiores, inicialmente em sua face extensora e mais tarde, na flexora. A lesão da pele inicia-se como uma mácula que vai aumentando de tamanho, deixando a região central mais pálida, conferindo um aspecto tipicamente rendilhado. Nessa fase, o tronco pode ficar acometido. O exantema pode persistir por um período longo, até mais de dez dias e se exacerbar ou reaparecer quando a criança é exposta ao sol, após exercício e nas alterações de temperatura. Recorrência das lesões mesmo após uma a duas semanas do desaparecimento é descrita. 13- D - Considerando o CURB-65 paciente apresenta os critérios de frequencia respiratória > 30 e ureia > 40. 2 critérios já indicam considerar a internação do paciente em enfermaria. Outros dados do caso indicam gravidade e comorbidade, reforçando a indicação de internação. Paciente poderá utilizar cefalosporina de 3ª geração + macrolídeo ou cefalosporina de 3ª geração ou Amoxicilina+clavulanato ou Levofloxacino... 14- B - A alternativa correta: D) Síndrome dos Ovários Policísticos. A paciente apresenta amenorreia secundária (ausência de menstruação), obesidade, hirsutismo (aumento de pelos faciais) e acne, que são sinais clínicos sugestivos de hiperandrogenismo. Além disso, a ultrassonografia transvaginal revelou pequenos cistos nos ovários, que são característicos da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A elevação da relação LH/FSH também é um achado laboratorial frequente na SOP, devido à produção excessiva de LH pelos ovários. As outras opções de resposta são diagnósticos diferenciais possíveis para a amenorreia e hiperandrogenismo, mas a combinação de sinais e sintomas observados na paciente é mais sugestiva da Síndrome dos Ovários Policísticos. Lembrando que o diagnóstico da SOP é baseado em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem, e é importante excluir outras possíveis causas de hiperandrogenismo e amenorreia antes de confirmar o diagnóstico. 15- A - N1 ESPECÍFICA_6 PERIODO_01OUTUBRO_2024.2_PROVA_CI 1. (UNITPAC) Uma paciente, de 47 anos, com histórico de hipertensão arterial e dislipidemia, comparece à consulta apresentando fadiga, visão turva e aumento da sede nas últimas semanas. Ela relata que tem uma vida sedentária e histórico familiar de diabetes mellitus tipo II. No exame físico, o IMC é de 30 kg/m². Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão abaixo: Glicemia de jejum: 142 mg/dL Hemoglobina glicada (HbA1c): 7,6% Teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com 75g: glicemia de 2h = 195 mg/dL Com base no caso clínico e nos exames laboratoriais, analise as afirmativas a seguir sobre o diagnóstico e tratamento do diabetes mellitus tipo II, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes: I) O diagnóstico de diabetes mellitus tipo II é confirmado pela glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL e HbA1c ≥ 6,5%. II) O tratamento inicial deve incluir metformina associada a um inibidor de DPP-4, sem necessidade de intervenções no estilo de vida. III) A recomendação terapêutica para pacientes com diabetes mellitus tipo II inclui mudanças no estilo de vida, como dieta adequada e atividade física regular. IV) O teste oral de tolerância à glicose com valor ≥ 200 mg/dL em 2 horas após ingestão de glicose confirma o diagnóstico de diabetes mellitus tipo II. Está correto o que se afirma apenas em: Alternativas: (A) I e III. (B) I e IV. (C) I e II. (D) II e IV. 2. (AFYA PARAIBA) Paciente sexo feminino, 50 anos de idade chega no ambulatório de cirurgia, encaminhado pela unidade de saúde com a hipótese diagnóstica de carcinoma basocelular em face. A paciente apresenta 1,70 m de altura e peso de 40 kg. Considerando as informações acima assinale analise as assertivas abaixo em relação ao preparo pré-operatório. I – A paciente apresenta um IMC que mostra desnutrição grave e deve realizar um suporte nutricional antes da cirurgia. II – A paciente pode realizar o procedimento cirúrgico pois o IMC está dentro dos limites inferiores. III – Infecção e cicatrização são complicações que podem ocorrer na paciente devido a desnutrição. É correto apenas o que se afirma em: Alternativas: (A) II e III. (B) I e III. (C) II. (D) I. 3. (AFYA PALMAS) João é trazido à Unidade Básica de Saúde para acompanhamento de puericultura. É um lactente de 2 anos e 3 meses de idade, sem histórico de alterações pré-natais, natais e patológicas. Fez aleitamento materno exclusivo até 2 meses de idade, sendo iniciada complementação do leite materno com mamadeiras de leite de vaca integral diluído e amido de milho. Aos 4 meses de idade foi iniciada a introdução alimentar com oferta de frutas amassadas, sucos naturais e papa de legumes. Faz ingesta de proteína animal cerca de duas vezes por semana. Em relação ao desenvolvimento neuropsicomotor, deambulou com 1 ano e 8 meses e iniciou a articulação de palavras soltas agora com 2 anos de idade. Ao exame antropométrico obteve-se os seguintes dados: Peso x idade: entre Z-2 e -3 Estatura x idade: entre Z-1 e -2 Perímetro cefálico x idade: entre Z 0 e-1 IMC x idade: entre Z -2 e -3 Diante do caso acima, responda as alternativas abaixo: 1. Classifique a situação nutricional da criança baseado nos dados antropométricos (classifique o peso, estatura e IMC do paciente). 2. Classifique o desenvolvimento neuropsicomotor do paciente. 3. Identifique três erros descritos no histórico alimentar da criança e oriente adequadamente a família. 4. (FACIMPA) Mulher, 39 anos, procura você na UBS para atendimento devido a um caroço que surgiu há 2 anos em região das costas. Paciente relata que há, aproximadamente, 1 ano o caroço estourou o que lhe causou muita dor ao toque, vermelhidão, inchaço e drenagem de secreção amarelada muito fétida, semelhante a um queijo derramado na pele. Ao exame físico você encontra os seguintes achados: massa compressível de 0,5cm e uma abertura central escura. Diante do exposto, qual é a sua hipótese diagnóstica? Alternativas: (A) Lipoma. (B) Cisto epidermoide. (C) Furúnculo. (D) Carcinoma basicelular. 5. (UNITPAC) Mulher de 75 anos, caucasiana, apresenta uma lesão na asa nasal direita que ela percebeu há cerca de seis meses. Ela descreve a lesão como uma pequena mancha rosada que cresceu lentamente, desenvolvendo um centro deprimido com bordas elevadas e peroladas. Nos últimos dois meses, ela notou que a lesão começou a formar crostas e ocasionalmente sangra com o mínimo toque, como quando ela lava o rosto ou se seca com a toalha. Durante o exame físico, observa-se uma lesão de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro, de cor rosada com bordas bem definidas e elevadas, e possui uma superfície brilhante e perolada. Há telangiectasias ao redor da lesão, eo centro é ligeiramente ulcerado. Não há linfonodos palpáveis nas regiões cervicais ou pré-auriculares. No seu histórico relata ter sofrido várias queimaduras solares durante a infância e a adolescência, quando passava longos períodos ao sol sem proteção. Ela também menciona que raramente usa protetor solar, apesar de morar em uma região ensolarada. Além disso é diabética tipo 2, em uso de metformina, e sua glicemia está bem controlada. Ela também possui um histórico de hipertensão controlada com medicação. 1. Quais características morfológicas da lesão da paciente sugerem a presença de um carcinoma basocelular? (1,25 Ponto) 2. Identifique os principais fatores de risco para carcinoma basocelular presentes na história da paciente. (1,25 Ponto) 6. (ITPAC CRUZEIRO DO SUL) C.S.M., de 32 anos, e sua esposa, L.O.M., de 31 anos, ambos residentes de um município do interior de São Paulo, procuram por ajuda para falar sobre a contracepção, e então são encaminhados para o ambulatório de planejamento familiar para discutir as opções disponíveis. Eles têm dois filhos e não planejam ter mais. Durante a consulta, o médico explica a possibilidade de métodos contraceptivos tanto para homens quanto para mulheres. Então, C.S.M. manifesta interesse em realizar uma vasectomia e deseja saber mais sobre o procedimento e suas implicações. Dentre as opções abaixo, indique qual orientação correta o médico deve fornecer a C.S.M. sobre a vasectomia. Alternativas: (A) A vasectomia é um procedimento reversível que pode ser realizado em qualquer momento após os 25 anos de idade, sem necessidade de pré-requisitos legais específicos. (B) A vasectomia é um procedimento simples e rápido que não afeta a função sexual masculina, mas exige o uso de preservativo por cerca de 30 ejaculações após a cirurgia. (C) A vasectomia é indicada apenas para homens com mais de 21 anos de idade, independentemente do número de filhos, e com histórico de doenças genéticas na família. (D) A vasectomia é um procedimento irreversível e requer internação após a cirurgia, só pode ser realizada em quem tem no mínimo três filhos, além de uma autorização da esposa. 7. (UNIFIPMOC) Em uma manhã, um pediatra atende dois sucessivos casos: CASO 01 Um pré-escolar de 05 anos de idade é levado pela mãe à consulta. Ela relata que o filho iniciou há 07 dias um quadro febril associado a “manchas vermelhas nas bochechas” e uma palidez perioral. Cerca de 48h após o início dos sintomas ela informa que: “apareceram umas ‘lixas’ nos cotovelos que, logo depois, espalharam pelo corpo. No dia seguinte, levei ele na UPA e o médico fez um exame de sangue que eu trouxe para o Senhor ver. Ele disse ainda que era para eu não descuidar da hidratação e deu só um remédio para o caso da febre não passar”. A mãe continua: “As manchas vinham melhorando, mas, anteontem, depois que ele teve uma briga com a irmã mais nova, por causa do meu celular, as manchas voltaram”. Ao exame: o paciente está afebril, alerta e com um bom estado geral. No tronco, observou-se um exantema maculopapular de aspecto rendilhado. O leucograma trazido pela mãe mostra uma leucopenia com discreta eosinofilia. CASO 02 Uma pré-escolar de 05 anos e 09 meses entra no consultório exibindo um exantema que, segundo os pais, iniciou-se na face há aproximadamente de 48 horas e disseminou-se para o tronco e membros em menos de 24 horas. Relatam ainda picos de febre alta termometrada e que o filho está com dificuldade para se alimentar devido à queixa de dor à deglutição, tendo apresentado ainda vômitos e dor abdominal. Ao exame: prostrado e com temperatura axilar de 39,6oC. Mucosa da orofaringe e tonsilas palatinas com importante hiperemia, associada a um aumento bilateral destas, que se encontram ainda recobertas por exsudato purulento. A língua apresenta aspecto brancacento e superfície áspera. O exantema, de aspecto micropapular, atinge face, tronco e membros, sendo que nas superfícies flexoras tem aspecto linear, entretanto, poupa as regiões perioral, palmas das mãos e plantas dos pés, e cede transitoriamente à digitopressão. O teste de Rumpel-Leede de fragilidade capilar (também conhecido como teste do torniquete ou de Hess) é positivo. Um leucograma mostrou leucocitose com neutrofilia e eosinofilia. As principais hipóteses diagnósticas para o CASO 01 e 02 são, respectivamente: Alternativas: (A) Eritema infeccioso (Parvovírus B19) e escarlatina (Streptococcus pyogenes). (B) Eritema infeccioso (Parvovírus B19) e Dengue (Dengue virus). (C) Sarampo (Paramixovírus) e escarlatina (Streptococcus pyogenes). (D) Sarampo (Paramixovírus) e exantema súbito (Herpes-vírus tipo 06). 8. (UNIGRANRIO DUQUE DE CAXIAS) Um paciente, de 65 anos, foi submetido à ressecção de um carcinoma espinocelular (carcinoma espinocelular) localizado na asa do nariz. Após a ressecção, foi identificado um defeito na pele com exposição da cartilagem subjacente. Considerando a localização da lesão e a necessidade de reparar o defeito cirúrgico, qual das alternativas abaixo representa a melhor escolha de retalho para cobrir o defeito, proporcionando um bom resultado estético e funcional? Alternativas: (A) Retalho em ilha de nasogeniano. (B) Enxerto de pele parcial. (C) Retalho miocutâneo de peitoral maior. (D) Retalho de avanço nasogeniano. 9. (UNISL PVH) O escore CURB-65 é uma ferramenta utilizada para avaliar a gravidade da pneumonia adquirida na comunidade. Ele atribui pontos com base em certos critérios clínicos, ajudando os profissionais de saúde a determinarem o risco de mortalidade dos pacientes e a orientar o tratamento adequado. Qual das seguintes opções de caso clínico apresenta indicadores de um quadro grave de pneumonia adquirida na comunidade e requer uma conduta adequada com base no escore CURB-65? Alternativas: (A) Paciente de 30 anos, atleta, com tosse leve e febre baixa. (B) Paciente de 65 anos, hipertenso, com tosse produtiva, dispneia, febre alta e confusão mental. (C) Paciente de 40 anos, sem comorbidades, com febre moderada e tosse seca há 3 dias. (D) Paciente de 55 anos, ex-fumante, com tosse produtiva, febre baixa e dor torácica ao respirar profundamente. 10. (UNIVAÇO) Paciente, de 72 anos, do sexo masculino, apresenta-se ao ambulatório com diagnóstico de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica para acompanhamento do seu tratamento. Ele está em uso de metformina, atorvastatina em doses máximas e hidroclorotiazida 25 mg/dia. Os dados clínicos e laboratoriais são os seguintes: - Pressão Arterial:160/90 mmHg, IMC 29 kg/m2 - Glicemia de Jejum: 180 mg/dL - Hemoglobina Glicada (HbA1c): 8,5% - Colesterol Total: 240 mg/dL - Triglicerídeos: 200 mg/dL - Creatinina: 1,2 mg/dL (VR 0,3 a 1,5) - Análise de Urina: sem anormalidades Qual das seguintes opções representa a abordagem terapêutica mais adequada para este paciente, de acordo com a diretriz atual da Sociedade Brasileira de Diabetes? Alternativas: (A) Adicionar um inibidor da DPP-4 à metformina, iniciar tratamento com ômega 3 em doses altas para dislipidemia, e ajustar a pressão arterial com um beta bloqueador. (B) Manter a metformina e iniciar um agonista do GLP-1, ajustar a medicação anti-hipertensiva incluindo um inibidor da ECA e associar ezetimiba ao tratamento hipolipemiante. (C) Adicionar um inibidor da SGLT2, com foco na redução da pressão arterial e controle glicêmico, sem necessidade de ajuste nas terapias anti-hipertensiva e hipolipemiante nesse momento. (D) Substituir a metformina por insulina basal, associar um fibrato para controle do colesterol, e adicionar um bloqueador dos canais de cálcio para controle da pressão arterial. 11. ( UNIFIPMOC) P.L.A., homem transsexual de 27 anos, apresenta-se a unidade básica de saúde com queixas de dor abdominal crônica, principalmente em abdome inferior, especialmente durante operíodo menstrual. Ele relata histórico de tratamento hormonal para transição de gênero nos últimos 2 anos, com leve diminuição dos sintomas. Realizou ultrassonografia que revelou nodulações/ espessamentos em região retrocervical uterina e ligamentos uterossacros, que revelam suspeita de endometriose. Diante do quadro clínico, a melhor conduta terapêutica é: Alternativas: (A) prescrição dos progestagênios ou contraceptivos orais combinados. (B) prescrição de analgésicos para o controle da dor e fisioterapia pélvica. (C) avaliação cirúrgica visando a remoção ou ablação das lesões de endometriose (D) aconselhamento sobre mudanças na dieta e estilo de vida para aliviar os sintomas. 12. (FESAR) Em um ambulatório de ginecologia, você atende a duas pacientes adultas de 25 anos separadamente, e que apresentam amenorreia, mas com diferentes histórias clínicas e sinais conforme descrito a seguir: Paciente A, com amenorreia primária, relata que nunca teve menstruação e apresenta características físicas de hipoestrogenismo, como desenvolvimento mamário ausente. Exames físicos, laboratoriais e de imagem sugerem presença de útero, trompas e vagina infantilizados, mas com ovários em fita. Paciente B, com amenorreia secundária, teve ciclos menstruais regulares até os últimos 6 meses, mas agora não menstrua. Relata acne, ganho de peso e ao exame físico apresentou relação cintura/quadril de 89, e 14 pontos na escala de Ferriman-Gallwey. Exames laboratoriais mostram níveis elevados de androgênios e ultrassonografia revela múltiplos folículos periféricos em ovário direito medindo de 2 a 9 mm. Após avaliar as pacientes A e B, selecione uma das alternativas abaixo que indica o diagnóstico correto e a proposta de tratamento apropriada para cada paciente. Alternativas: (A) Paciente A: deficiência de receptores de estrógeno; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: contraceptivos orais para SOP e terapia estrogênica para deficiência de receptores. (B) Paciente A: amenorreia hipotalâmica; Paciente B: hiperprolactinemia. Tratamento: modificação de estilo de vida para amenorreia hipotalâmica e agonistas da dopamina para hiperprolactinemia. (C) Paciente A: síndrome de Turner; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: reposição hormonal para síndrome de Turner e antiandrogênicos para SOP. (D) Paciente A: hipogonadismo hipogonadotrófico; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: dieta e exercício para SOP e reposição hormonal para hipogonadismo. 13. (UNITPAC) Um lactente masculino de 8 meses de idade é levado à Unidade Básica de Saúde (UBS) pela mãe, que relata febre persistente há 48 horas. A febre varia entre 38,5°C e 39,5°C e não é associada a tosse, vômitos, diarreia ou outros sinais específicos. A mãe está preocupada, pois a criança não apresenta sinais aparentes de infecção. O exame físico é inespecífico, sem sinais de dificuldade respiratória, erupções cutâneas, sinais de otite, ou alterações abdominais e urinárias. A criança está ativa, mas um pouco irritada devido à febre. Analisando o quadro clínico de febre sem sinais localizatórios, qual a conduta para a avaliação e seguimento desse caso? Alternativas: (A) Realizar uma avaliação inicial com anamnese detalhada e exames laboratoriais (hemograma, PCR e urocultura), monitorar o quadro nas próximas 24-48 horas e reavaliar conforme a evolução. (B) Prescrever antitérmicos e antibióticos de amplo espectro empíricos, já que a febre pode ser o único sintoma de infecção bacteriana grave em lactentes. (C) Encaminhar imediatamente para o pronto-socorro, uma vez que qualquer febre em lactentes menores de 1 ano sem sinais localizatórios é considerada emergência médica e requer internação. (D) Aguardar mais 48 horas sem intervenção específica, uma vez que a maioria dos casos de febre em lactentes é viral e autolimitada, evitando a investigação diagnóstica. 14. (UNIDEP) Paciente A.F (feminino), 24 anos, procura a Unidade Básica de Saúde para consulta de planejamento familiar. Refere que tem desejo de utilização de método contraceptivo hormonal (contraceptivo combinado oral). Refere apresentar episódios enxaqueca semanalmente, com a presença de aura. Relata já ter utilizado DIU hormonal e não se adaptou devido à piora de quadro de acne. Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A paciente A.F apresenta contraindicação absoluta ao uso de anticoncepção hormonal oral. PORQUE II. Pacientes com enxaqueca com aura não devem utilizar anticoncepção hormonal oral, visto que essa condição se enquadra na categoria 3 nos critérios de elegibilidade segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas: (A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. (B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. (C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. (D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 15. (UNISL PVH) Você está atuando como médico em uma Unidade de Saúde da Família (USF) e atende uma criança de 4 anos, sexo feminino, acompanhada pela mãe. A genitora relata que a criança está com febre há dois dias, queixa-se de dor bilateral de ouvido, chora muito durante a noite e está recusando alimentos sólidos. A mãe menciona que a criança teve um resfriado há cerca de uma semana, apresentando coriza e tosse leve, mas que esses sintomas já diminuíram. Ao exame físico, você observa que a criança está chorosa, irritada e com temperatura axilar de 38,3°C. O exame otoscópico revela otorreia mucopurulenta em ouvido direito, com membrana timpânico hiperemiada, abaulada e mobilidade reduzida. Não há sinais de complicações sistêmicas ou envolvimento das vias aéreas inferiores. Com base no quadro clínico descrito e nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e de Otorrinolaringologia, indique a melhor conduta terapêutica para essa paciente. Alternativas: (A) Iniciar antibioticoterapia com azitromicina por 5 dias, associada ao uso de analgésicos e descongestionantes nasais. (B) Encaminhar imediatamente para o serviço de emergência pediátrica para avaliação otorrinolaringológica urgente. (C) Observar e reavaliar em 48-72 horas, sem antibioticoterapia, utilizando apenas analgésicos para controle da dor. (D) Iniciar amoxicilina por 10 dias, além de prescrever analgésicos e orientar medidas de conforto, como compressas mornas. GABARITO 1- A - A afirmativa I está correta, pois, de acordo com as diretrizes, o diabetes mellitus tipo II pode ser diagnosticado quando a glicemia de jejum é igual ou superior a 126 mg/dL, e a hemoglobina glicada é igual ou superior a 6,5%. A afirmativa III também está correta, uma vez que o tratamento inicial do diabetes mellitus tipo II deve incluir, além da medicação (geralmente metformina), mudanças no estilo de vida, como uma dieta balanceada e atividade física regular. A afirmativa II está incorreta, pois, embora medicamentos como os inibidores de DPP-4 possam ser utilizados em alguns casos, a intervenção inicial normalmente envolve metformina e modificações no estilo de vida. A afirmativa IV está incorreta, porque o valor de 195 mg/dL no teste oral de tolerância à glicose não confirma o diagnóstico de diabetes; para confirmar, o valor deve ser igual ou superior a 200 mg/dL. 2- B - Resposta correta: I e III CORRETAS • I: Correto. A paciente apresenta um IMC de 13,84 kg/m² (IMC = peso / altura²), o que está bem abaixo do valor considerado normal, caracterizando desnutrição severa. O suporte nutricional antes da cirurgia é importante para melhorar o estado nutricional e reduzir o risco de complicações pós-operatórias. • II: Incorreto. O IMC da paciente estáabaixo do limite inferior do considerado saudável (IMC normal: 18,5 a 24,9 kg/m²), indicando desnutrição grave. Isso pode aumentar o risco cirúrgico, o que torna o preparo nutricional importante antes do procedimento. • III: Correto. A desnutrição está associada a um maior risco de complicações, como infecções e problemas de cicatrização, devido à menor disponibilidade de nutrientes essenciais para o processo de reparação tecidual. 3- Baixo peso para a idade; estatura adequada para a idade; perímetro cefálico adequado para a idade; magreza. Desenvolvimento neuropsicomotor atrasado para a idade, afinal é esperado que a criança inicie seus primeiros passos de 1 ano até 1 ano e 3 meses, além de iniciar fala a partir de 1 ano de idade. Espera-se início de formação de frases de duas palavras com 2 anos de idade. Os erros alimentares encontrados são: aleitamento materno exclusivo por menos de 6 meses de idade, introdução de leite de vaca antes de 1 ano de idade, uso de engrossantes como o amido de milho, introdução alimentar antes de 6 meses de idade, introdução de sucos antes de 1 ano ao invés da fruta in natura, oferta de refeição principal apenas com legumes, sem proteínas animais 4- B - Lipoma: é uma massa de gordura que se forma entre a pele e o músculo. Esse tipo de tumor não provoca dor nem comprometimento funcional. Carcinoma basicelular: apresenta-se como pápula, nódulo ou placa eritematosa/cor da pele, geralmente localizada na cabeça ou pescoço. A lesão geralmente tem borda bem delimitada, com um brilho perláceo, e que podem ser maus elevadas na sua periferia. Relação ao centro da lesão. Pode ou não ser ulcerada. Furúnculo: botão endurecido, avermelhado, quente e doloroso que acaba por se transformar em um abscesso de pus. 5- De acordo com as diretrizes mais recentes, as características morfológicas que sugerem carcinoma basocelular incluem: Bordas Elevadas e Peroladas: O carcinoma basocelular frequentemente apresenta margens elevadas com uma aparência perolada. Essa característica é resultado da proliferação de células basaloides, que criam uma borda bem definida. Telangiectasias: A presença de pequenos vasos sanguíneos visíveis (telangiectasias) na superfície da lesão é uma característica comum de carcinomas basocelulares. Esses vasos resultam da vascularização aumentada em resposta ao crescimento tumoral. Centro Ulcerado ou Depressão Central: Um centro ulcerado ou uma depressão na parte central da lesão é típico de uma forma avançada de carcinoma basocelular, conhecida como “ulcus rodens” ou úlcera roedora. Este aspecto é devido à destruição tecidual pelo crescimento tumoral local. Superfície Brilhante e Cor Rosada: A lesão do carcinoma basocelular pode apresentar uma superfície brilhante e variações de cor que vão do rosado ao translúcido, especialmente em pessoas de pele clara, como Maria. 2. Identifique os principais fatores de risco para carcinoma basocelular presentes na história da paciente. Justificativa: Com base nas diretrizes atuais, os principais fatores de risco para o desenvolvimento de carcinoma basocelular incluem: Pele Clara: Pessoas com pele clara têm um risco maior de desenvolver carcinoma basocelular devido à menor quantidade de melanina, que oferece proteção natural contra os efeitos nocivos da radiação ultravioleta (UV). Histórico de Queimaduras Solares: Exposição intensa e intermitente ao sol, especialmente na infância e adolescência, aumenta o risco de desenvolvimento de carcinoma basocelular. Maria teve várias queimaduras solares graves, o que é um fator de risco significativo. Exposição Crônica ao Sol: O carcinoma basocelular é mais comum em áreas da pele que são frequentemente expostas ao sol, como a face. A lesão de Maria está localizada na asa nasal, uma área exposta, indicando que ela teve exposição solar crônica. Falta de Uso de Protetor Solar: A falta de proteção solar aumenta significativamente o risco de câncer de pele. A história de Maria de raramente usar protetor solar, apesar de viver em uma região ensolarada, aumenta seu risco. Idade Avançada: O carcinoma basocelular é mais comum em idosos devido ao acúmulo de dano solar ao longo da vida. Maria, com 75 anos, está em uma faixa etária de risco elevado. 6- B - A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples, realizado sob anestesia local, que envolve a ligadura dos ductos deferentes para impedir a passagem dos espermatozoides. O procedimento não afeta a função sexual masculina (desejo, ereção e desempenho). No entanto, é necessário usar preservativo ou outro método contraceptivo até que a ausência de espermatozoides seja confirmada, o que geralmente ocorre após cerca de 30 ejaculações. Além disso, o procedimento requer o cumprimento de certos pré-requisitos legais, como ter pelo menos 21 anos ou dois filhos vivos, e uma manifestação oficial de vontade deve ser feita com no mínimo 60 dias de antecedência. 7- A - A apresentação clínica, evolução e exame laboratorial do CASO 01 sugerem fortemente um quadro de Eritema Infeccioso. Seu agente etiológico é o Parvovírus B19. Já as características descritas no CASO 02 são, em conjunto, típicas de um quadro de Escarlatina, causada pelo Streptococcus pyogenes, mais especificamente, β-hemolítico do grupo A de Lancefield. No Sarampo o leucograma exibe leucopenia e linfomonocitose. No Exantema Súbito o acometimento cutâneo surge inicialmente no tronco para, em seguida estender-se para os membros e face, com tendência de regressão em intervalo de horas, além da febre entrar em lise com o aparecimento do exantema. A ausência de mialgia, artralgia e cefaleia bem como de leucopenia, plaquetopenia e aumento do hematócrito falam contra a hipótese da Dengue. 8- A - A escolha do retalho para reparar defeitos cirúrgicos na asa do nariz deve considerar a necessidade de preservar a função e a estética da região, que é uma área de alta visibilidade no rosto. Alternativa (Enxerto de pele parcial): Embora enxertos de pele parcial possam ser utilizados para cobrir defeitos cutâneos, eles não são ideais para áreas onde a estética e a congruência de cor e textura são cruciais, como na asa do nariz. Além disso, enxertos de pele parcial não têm vascularização própria, o que pode comprometer a viabilidade do enxerto em áreas com cartilagem exposta. Alternativa (Retalho de avanço nasogeniano): Um retalho de avanço pode ser útil em alguns casos, mas ele tende a causar tensão na pele ao redor do defeito, o que pode distorcer as estruturas nasais e não fornecer um bom resultado estético na asa do nariz. Alternativa (Retalho miocutâneo de peitoral maior): Este retalho é utilizado para cobrir grandes defeitos, geralmente em áreas como a parede torácica, cabeça e pescoço. Porém, ele não é apropriado para defeitos pequenos e localizados na face devido ao seu tamanho e espessura, que resultariam em um volume excessivo e desarmonia estética na região nasal. Alternativa (Retalho em ilha de nasogeniano): O retalho em ilha de nasogeniano é a melhor opção para reparar defeitos na asa do nariz. Ele é um retalho local, axial, que permite boa vascularização e excelente correspondência de cor, textura e espessura da pele ao redor. Além disso, a sua mobilidade e flexibilidade permitem a cobertura de defeitos com preservação da anatomia nasal e um bom resultado estético, sem causar deformidades. 9- B- A resposta correta é a opção Paciente de 65 anos, hipertenso, com tosse produtiva, dispneia, febre alta e confusão mental. Neste caso clínico, o paciente apresenta múltiplos fatores de risco para uma pneumonia grave, incluindo idade avançada, comorbidades (hipertensão arterial), sintomas respiratórios graves (tosse produtiva e dispneia) e confusão mental, sugerindo comprometimento do estado geral. De acordo com o escore CURB-65, este paciente pontua alto (3 ou mais pontos), indicando um risco moderado a alto de mortalidade e, portanto, a necessidade de hospitalização imediatae tratamento antibiótico intravenoso. 10- B- Alternativa - Iniciar tratamento com metformina e adicionar um inibidor da SGLT2 é adequado para o controle glicêmico e pode ajudar na redução do risco cardiovascular e na proteção renal. No entanto, não menciona o ajuste na medicação para hipertensão e dislipidemia, que é crucial considerando a pressão arterial elevada e dos níveis lipídicos do paciente. Alternativa - Manter a metformina e iniciar um agonista do GLP-1 é apropriado, pois esses medicamentos não só melhoram o controle glicêmico como também podem auxiliar na perda de peso e têm benefícios cardiovasculares. Ajustar a medicação anti- hipertensiva para incluir um inibidor da ECA é necessário devido ao efeito cárdio e nefroprotetor, e a recomendação de uma dieta com baixo teor de sódio pode ajudar a controlar a pressão arterial. Alternativa - Substituir a metformina por insulina basal não é a primeira escolha para o manejo do diabetes tipo 2 quando há opções orais eficazes. A adição de insulina basal pode ser considerada mais tarde se outras medidas não forem suficientes. O uso de fibratos não está indicado nessa situação, cujo objetivo principal de a redução de LDL, o que pode ser obtido adicionando-se a ezetimiba. O bloqueador dos canais de cálcio não é a escolha a primeira escolha no manejo da HAS em pacientes diabéticos. Alternativa - Adicionar um inibidor da DPP-4 pode ser útil para o controle glicêmico, mas não é a melhor escolha para pacientes com alto risco cardiovascular. A utilização de beta bloqueador para controle da pressão arterial não está adequada por não ser uma classe de 1ª linha no manejo da HAS. Os IECA ou BRA seriam as classes de escolha. O ômega 3 não está indicado como primeira opção na abordagem da dislipidemia. 11- C - O tratamento principal para a endometriose envolve a remoção ou ablação das lesões, especialmente em casos sintomáticos como deste paciente. Outras opções terapêuticas, como analgésicos ou mudanças na dieta, podem proporcionar alívio sintomático, mas não tratam a causa subjacente da endometriose. A prescrição dos progestagênios e os contraceptivos orais combinados (COCs), que levam a condições hormonais semelhantes à observada durante a gravidez, que promovem a supressão do estrogênio endógeno não seria adequado para um paciente em processo de transição. A terapia hormonal usada na transição de gênero, por ser a base de androgênios, ou seja, antagônico ao estrogênio, pode reduzir os sintomas da endometriose, mas também pode acabar mascarando o diagnóstico, prolongando a condição no organismo e potencializando outras complicações. 12- C - Paciente A: hipogonadismo hipogonadotrófico; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: dieta e exercício para SOP e reposição hormonal para hipogonadismo. Resposta comentada: A Paciente A tem características compatíveis com síndrome de Turner, não de hipogonadismo hipogonadotrófico. A Paciente B apresenta sinais de SOP. Paciente A: síndrome de Turner; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: reposição hormonal para síndrome de Turner e antiandrogênicos para SOP. Resposta comentada: A Paciente A apresenta características típicas da síndrome de Turner, e a Paciente B apresenta sinais típicos de SOP. O tratamento para síndrome de Turner geralmente inclui reposição hormonal, e para SOP, antiandrogênicos podem ser eficazes. Paciente A: amenorreia hipotalâmica; Paciente B: hiperprolactinemia. Tratamento: modificação de estilo de vida para amenorreia hipotalâmica e agonistas da dopamina para hiperprolactinemia. Resposta comentada: A Paciente A não apresenta características de amenorreia hipotalâmica, e a Paciente B não tem sinais de hiperprolactinemia. Paciente A: deficiência de receptores de estrógeno; Paciente B: síndrome dos ovários policísticos (SOP). Tratamento: contraceptivos orais para SOP e terapia estrogênica para deficiência de receptores. Resposta comentada: A Paciente A não apresenta deficiência de receptores de estrógeno e a Paciente B tem SOP. 13- A febre sem sinais localizatórios em lactentes requer uma abordagem cuidadosa. A investigação inicial deve incluir uma anamnese completa e exames laboratoriais, como hemograma, proteína C-reativa (PCR) e urocultura, já que infecções urinárias são uma causa comum de febre sem sinais localizatórios nessa faixa etária. O acompanhamento do lactente é fundamental, observando a evolução do quadro clínico nas próximas 24-48 horas. Não é indicada a prescrição empírica de antibióticos sem uma causa infecciosa confirmada, nem é necessário encaminhar imediatamente ao pronto-socorro em todos os casos de febre sem sinais localizatórios. Apesar de a maioria dos casos de febre em lactentes ser de origem viral, o risco de infecção bacteriana grave não pode ser ignorado, especialmente em lactentes menores de 1 ano. Assim, a investigação inicial com exames laboratoriais é importante para orientar a conduta. Em lactentes menores de 1 ano, a avaliação inicial com exames laboratoriais é recomendada para excluir infecções bacterianas, como a infecção urinária, que pode se apresentar de forma oculta. 14- C - Enxaqueca com aura, independente da idade é contraindicação ao uso de contraceptivo combinado, enquadrando-se na categoria 4 (e não 3 como o caso apresenta). A categoria 4 nos critérios de eligibilidade refere que o método não deve ser empregado, pois apresenta risco inaceitável, tornando-se, portanto, uma contraindicação absoluta ao seu uso 15- D - ALTERNATIVA CORRETA: Iniciar amoxicilina por 10 dias, além de prescrever analgésicos e orientar medidas de conforto, como compressas mornas. O quadro clínico da paciente é indicativo de otite média aguda, caracterizada por sinais de inflamação e dor intensa. Segundo o Tratado de Pediatria (CAMPOS Jr., D.; LOPES, F. A., 2021) e o Tratado de Otorrinolaringologia(Grupo GEN, 2017), o tratamento recomendado para crianças com mais de 2 anos com otite média aguda, especialmente em casos com febre, dor intensa, otite mucopurulenta é o início de antibioticoterapia com amoxicilina, além do uso de analgésicos. A observação sem antibióticos é indicada em casos mais leves e crianças sem sinais de gravidade. Alternativas incorretas: Observar e reavaliar em 48-72 horas, sem antibioticoterapia, utilizando apenas analgésicos para controle da dor. Comentário: Esta alternativa pode ser apropriada em casos de otite média aguda leve, especialmente em crianças com mais de 6 meses e que não apresentam sinais graves ou complicações. No entanto, a presença de febre alta, dor intensa e a abaulamento da membrana timpânica sugerem um quadro mais grave que justifica o início de antibioticoterapia, conforme recomendado no Tratado de Pediatria e no Tratado de Otorrinolaringologia. A abordagem com apenas analgésicos e observação pode não ser suficiente para tratar a infecção e aliviar os sintomas nesta situação específica. Encaminhar imediatamente para o serviço de emergência pediátrica para avaliação otorrinolaringológica urgente. Comentário: O encaminhamento para um serviço de emergência pode ser necessário se houver sinais de complicações graves ou se o tratamento ambulatorial não for eficaz. No entanto, para a maioria dos casos de otite média aguda com sintomas claros e sem complicações sistêmicas, o tratamento na UBS com antibioticoterapia adequada e acompanhamento é suficiente. O encaminhamento urgente não é necessário a menos que haja preocupações adicionais com a gravidade do caso. Iniciar antibioticoterapia com azitromicina por 5 dias, associada ao uso de analgésicos e descongestionantes nasais. Comentário: Azitromicina não é o antibiótico de primeira linha para otite média aguda, sendo a amoxicilina a escolha preferida. A azitromicina pode ser usada em casos de alergia à penicilina ou quando não há resposta à amoxicilina, mas não é a primeira escolha. O uso de descongestionantes nasaisnão é recomendado para tratamento de otite média aguda e pode não ser necessário. O tratamento primário deve ser com amoxicilina, conforme descrito na bibliografia 1. Adolescente,16 anos de idade, com menarca aos 12 anos, procurou seu ambulatório referindo amenorreia iniciada há 9 meses. Relata perda de peso de 12 kg no ultimo ano, devido a dietas hipocalóricas e hiperproteicas, realizadas por conta própria. Negou comorbidades, atividade sexual e uso de medicações. Mostrou uma RNM de sela túrcica normal e dosagem de TSH e PRL dentro da normalidade. Ao exame, apresentou altura de 1,72 m e peso de 48 kg. Não se observam acne, nem acantose nigricans. Qual o provável diagnóstico? A) Síndrome dos ovários policísticos B) Amenorreia hipotalâmica C) Síndrome de Asherman D) Amenorreia hipofisária E) Síndrome de Savage 2. Paciente comparece a seu ambulatório com 17 anos de idade, em amenorreia primária, mas com a presença de caracteres sexuais secundários. Considerando que o diagnóstico é a síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser, assinale qual é o compartimento causador. a. Amenorreia de causa hipotalâmica b. Amenorreia de causa hipofisária c. Amenorreia de causa suprarrenal d. Amenorreia de causa uterina e. Amenorreia de causa ovariana 3. Mulher de 35 anos, G1PN1, vem encaminhada pelo setor de Oncologia do hospital para orientação de método contraceptivo. Antecedentes pessoais: carcinoma ductal invasivo da mama, tratado há 3 meses com quadrantectomia, sem necessidade de linfadenectomia axilar ou quimioterapia. Qual o método contraceptivo mais indicado? a. Anticoncepcional combinado b. Acetato de medroxiprogesterona injetável a cada 90 dias c. DIU de cobre d. DIU de levonorgestrel e. Histerectomia 4. Paciente comparece a seu consultório com atraso menstrual, mas relata ausência total de possibilidade de gravidez. Considerando que houve o sangramento após a administração de progestogênio, assinale a alternativa correta sobre o quadro. a. Gravidez inicial b. Falência ovariana c. Falência hipofisária d. Alteração do trato Mulleriano e. Nível de estrogênio razoável 5. Paciente, 21 anos de idade, comparece a seu consultório relatando ciclos menstruais com intervalos longos, acne, pele oleosa e dificuldade em perder peso. Recebe indicação para uso de contraceptivo hormonal oral combinado e apresenta melhora da acne. Qual efeito do contraceptivo é associável à melhora da acne? A) Elevação da aromatização de precursores androgênicos B) Efeito contínuo do progestagênio C) Redução nos níveis sistêmicos de estradiol (E2) D) Aumento da globulina carreadora de hormônio sexual (SHBG) E) Efeito contínuo do estrogênio 6. Mulher de 32 anos relata que há apresentou crises de asma na infância e usou bombinha de salbutamol spray por alguns anos, mas desde a adolescência não apresentava sintomas respiratórios. No entanto, há 2 meses vem apresentando crises de tosse seca e chieira, principalmente noturnas. É muito alérgica. Está preocupada e gostaria de saber o que fazer. Ao exame físico: consciente, orientada, hidratada, FR: 18 irpm, FC: 80 bpm, ausculta cardíaca e respiratória normais. Pico de fluxo expiratório (PFE): 234 L/min, correspondente a 52% do previsto. Realizou 400 mcg de salbutamol e após 15 min., PFE pós BD de 369 L/min, 82% do previsto. Considerando o caso acima, qual o medicamento deve ser a base do tratamento a ser instituído? a. Prednisona; b. Formoterol; c. Salbutamol; d. Budesonida; e. Brometo de Ipratrópio 7. Luana tem 18 anos e procura a Unidade Básica de Saúde com quadro de poliúria, polidipsia e perda de peso de início há 3 semanas. A mesma relata ser portadora de hipotireoidismo e obesidade desde a infância e faz uso de levotiroxina 88 mcg. A glicemia capilar medida no meio da tarde no momento do atendimento foi de 480 mg/dl. Ao exame físico a paciente encontrava-se em bom estado geral, hidratada, presença de acantose nigricans, sem outras anormalidades. Peso 95 kg, circunferência abdominal 92 cm, IMC 35 kg/m2, FC 88 bpm, PA 110x70 mmhg, FR 17 irpm. Diante do quadro exposto o medico assistente deve: A) Solicitar nova glicemia, porém, com jejum de 8 a 12 horas. B) Orientar medidas dietéticas e iniciar metformina. C) Orientar medidas dietéticas e iniciar metformina e gliclazida. D) Orientar medidas dietéticas e iniciar insulinoterapia. E) Encaminhar a paciente para internação hospitalar. 8. Paciente de 18 anos, portador de fibrose cística com episódios infecciosos de repetição, foi atendido na unidade básica de saúde com quadro de tosse com expectoração amarelada, e dispneia aos esforços moderados. Relata ter feito uso de antibióticos recentemente para sinusite há menos de 40 dias. Ao exame físico: consciente, orientado, acianótico, anictérico, saturação de oxigênio: 97% em ar ambiente; frequência respiratória: 24 irpm e pressão arterial: 120 x 70 mmHg. FC= 98 bpm, ritmo cardíaco regular em 2T. Presença de macicez à percussão e frêmito tóraco-vocal aumentado, além de crepitações `a ausculta em base do hemitórax esquerdo. Para esse paciente, a melhor alternativa é: A) coletar hemocultura, internar e iniciar antibioticoterapia intravenosa somente após a transferência do paciente à enfermaria. B) internar e iniciar imediatamente antibioticoterapia intravenosa, preferencialmente uma Cefalosporina de terceira geração. C) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Penicilina G Benzatina intramuscular por 10 dias. D) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Amoxicilina, via oral, de 8 em 8 horas por 7 dias. E) liberar o paciente para tratamento ambulatorial com Amoxicilina+clavulanato e macrolídeo por 7 dias. 9. Homem de 65 anos vem para atendimento em UBS para mostrar exames. Tem histórico de hipertensão arterial e de tratamento de diabetes há mais de 10 anos. Nega histórico de IAM, AVC ou de procedimento vascular. Atualmente em uso de insulina NPH 30UI no café da manhã e 15UI no jantar, anlodipino 5mg 1x ao dia e atenolol 50mg 1x ao dia. Sem queixas. Exame físico sem alterações digas de nota. Exames laboratoriais demonstram: colesterol total de 200mg/dl, LDL de 95mg/dl, HDL de 40mg/dl e triglicérides de 400mg/dl. Assinale a alternativa CORRETA com relação a esse caso. A) O paciente possuiu risco cardiovascular intermediário e seu LDL está dentro da meta para sua classificação de risco, não sendo indicada terapia com drogas hipolipemiantes. B) Está indicado o início de fibrato, visando-se a redução dos níveis de triglicérides e redução de eventos cardiovasculares, conforme demonstrado em vários estudos. C) Já foi comprovado que drogas que aumentam o HDL tem benefício sobre prevenção de eventos cardiovasculares, e essas devem ser a primeira escolha no tratamento desse paciente D) O paciente tem indicação de estatina de alta potência com meta de LDL menor que 70mg/dl. E) Sinvastatina 40mg a noite é classificada como estatina de alta potência 10. Luana, 18 anos, recebeu o diagnóstico final de diabetes tipo 2 após investigação laboratorial e está em tratamento há 6 meses, atualmente com metformina, dapagliflozina e gliclazida combom controle glicêmico. A paciente traz exames laboratoriais que revelam: triglicerídeos 380 mg/dl, colesterol total 250 mg/dl, HDL 45 mg/dl, glicemia jejum 95 mg/dl, HbA1c 6,8%. Ao exame físico presença de acantose nigricans, Peso 92 kg, circunferência abdominal 90 cm, IMC 33 kg/m2, FC 88 bpm, PA 110x70 mmhg, FR 17 irpm. Com relação ao diagnóstico, pode-se afirmar que Luana, além do diabetes tipo 2, atualmente é portadora de: A) Obesidade grau I e hipertrigliceridemia B) Obesidade grau II e hipertrigliceridemia C) Obesidade grau I, dislipidemia mista e síndrome metabólica D) Obesidade grau II, dislipidemia