Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Página	
  1	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
•   Súmula	
  603-­‐STF:	
  A	
  competência	
  para	
  o	
  processo	
  e	
   julgamento	
  de	
   latrocínio	
  é	
  do	
   juiz	
  
singular	
  e	
  não	
  do	
  Tribunal	
  do	
  Júri.	
  
•   Súmula	
  vinculante	
  45-­‐STF:	
  A	
  competência	
  constitucional	
  do	
  Tribunal	
  do	
  Júri	
  prevalece	
  
sobre	
  o	
  foro	
  por	
  prerrogativa	
  de	
  função	
  estabelecido	
  exclusivamente	
  pela	
  Constituição	
  
estadual.	
  
	
  
•   Rejeição	
  da	
  denúncia:	
  aplica	
  o	
  art	
  395	
  tanto	
  para	
  o	
  procedimento	
  ordinário	
  quanto	
  para	
  
o	
  procedimento	
  do	
  júri.	
  
REJEIÇÃO	
  DA	
  DENÚNCIA	
  –	
  causas:	
  
Denúncia	
  manifestamente	
  inepta	
  
Denúncia	
  com	
  falta	
  de	
  pressuposto	
  processual	
  ou	
  condição	
  da	
  ação	
  
Denúncia	
  sem	
  justa	
  causa	
  	
  
	
  
•   Absolvição	
  sumária:	
  não	
  aplica	
  o	
  art	
  397	
  previsto	
  para	
  o	
  procedimento	
  ordinário,	
  mas	
  
sim	
  o	
  art	
  415	
  específico	
  para	
  o	
  júri.	
  	
  
Causas	
  de	
  absolvição	
  sumária	
  no	
  397:	
   Causas	
  de	
  absolvição	
  sumária	
  no	
  415:	
  
Manifesta	
  excludente	
  de	
  ilicitude	
  	
   Inexistência	
  do	
  fato	
  
Manifesta	
   excludente	
   de	
   culpabilidade,	
  
salvo	
  inimputabilidade	
  	
  
Prova	
  de	
  que	
  o	
  acusado	
  não	
  é	
  autor	
  ou	
  
partícipe	
  
Fato	
  evidentemente	
  não	
  constitui	
  crime	
  	
   Fato	
  não	
  constituir	
  infração	
  penal	
  
Punibilidade	
  extinta	
   Isenção	
  de	
  pena	
  ou	
  exclusão	
  do	
  crime,	
  só	
  
se	
  aplicando	
  à	
   inimputabilidade	
   se	
   for	
  a	
  
única	
  tese	
  defensiva	
  
Obs:	
   a	
   inimputabilidade	
   no	
   procedimento	
   comum	
   NÃO	
   é	
   causa	
   de	
   absolvição	
  
sumária.	
   No	
   júri,	
   ela	
   pode	
   ser	
   causa	
   de	
   absolvição	
   sumária	
   se	
   for	
   a	
   única	
   tese	
  
defensiva.	
  	
  
	
  
•   1A	
  FASE:	
  SUMÁRIO	
  DA	
  CULPA	
  
o   Recebimento	
  da	
  denúncia	
  +	
  citação	
  para	
  resposta	
  em	
  10	
  dias;	
  	
  
o   Cabe	
  RESE	
  da	
  rejeição	
  da	
  denúncia	
  –	
  art	
  581,	
  I;	
  
o   Acusação	
  e	
  defesa	
  arrolam	
  até	
  8	
  testemunhas;	
  
o   Exceções	
  são	
  processadas	
  em	
  apartado;	
  
	
  
	
  
Página	
  2	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
o   Caso	
  o	
  réu	
  não	
  apresente	
  resposta,	
  é	
  nomeado	
  defensor	
  para	
  apresenta-­‐la	
  em	
  10	
  
dias.	
  
o   Juiz	
  ouve	
  o	
  MP,	
  sobre	
  preliminares	
  levantadas	
  na	
  resposta,	
  em	
  5	
  dias;	
  
o   Inquirição	
  de	
  testemunhas	
  e	
  diligências	
  requeridas	
  pelas	
  partes,	
  no	
  máximo	
  em	
  10	
  
dias	
   (Lembrar:	
   no	
  procedimento	
  ordinário,	
   a	
  AIJ	
   deve	
  ocorrer	
   em	
  até	
  60	
  dias;	
   no	
  
procedimento	
  sumário,	
  em	
  até	
  30	
  dias).	
  
o   Ordem	
   das	
   declarações	
   em	
   audiência	
   de	
   instrução:	
   ofendido,	
   testemunhas	
   de	
  
acusação	
  e	
  depois	
  de	
  defesa,	
  peritos,	
  acareações,	
  reconhecimentos	
  e	
  interrogatório	
  
do	
  acusado;	
  
o   Alegações	
  sempre	
  orais;	
  	
  
o   Inf.	
  751,	
  STJ:	
  O	
  entendimento	
  de	
  que,	
  em	
  processos	
  de	
  competência	
  do	
  júri,	
  o	
  não	
  
oferecimento	
   de	
   alegações	
   finais	
   na	
   fase	
   acusatória	
   não	
   é	
   causa	
   de	
   nulidade	
   do	
  
processo	
  (regra)	
  não	
  se	
  aplica	
  na	
  hipótese	
  em	
  que	
  isso	
  não	
  ocorre	
  por	
  deliberação	
  do	
  
acusado	
  (exceção).	
  
o   Juiz	
  profere	
  a	
  decisão	
  no	
  ato	
  ou	
  o	
  faz	
  em	
  10	
  dias;	
  
o   Conclusão	
  do	
  procedimento	
  em	
  no	
  máximo	
  90	
  dias	
  (no	
  procedimento	
  ordinário	
  não	
  
tem	
  essa	
  previsão).	
  
	
  
•   Decisões	
  possíveis	
  na	
  1a	
  fase:	
  
	
  
1.   Pronúncia:	
  materialidade	
  do	
  fato	
  +	
  indícios	
  suficientes	
  de	
  autoria	
  ou	
  de	
  participação	
  +	
  
circunstancias	
  qualificadoras	
  e	
  causas	
  de	
  aumento.	
  
Atenção:	
  Causas	
  de	
  diminuição	
  são	
  analisadas	
  pelo	
  Conselho	
  de	
  Sentença.	
  Agravantes	
  
e	
  atenuantes	
  são	
  analisadas	
  pelo	
  juiz-­‐presidente.	
  	
  
A	
   causa	
  de	
  diminuição	
  da	
  pena	
  e	
   as	
   circunstâncias	
   agravantes	
   e	
   atenuantes	
  não	
  
devem	
  constar	
  na	
  pronúncia!	
  
o   Cabe	
  RESE	
  da	
  pronúncia	
  –	
  art	
  581,	
  IV.	
  	
  
o   O	
  RESE	
  admite	
  retratação.	
  Se	
  o	
  juiz	
  sumariante	
  se	
  retratar,	
  haverá	
  uma	
  decisão	
  de	
  
despronúncia.	
  Dessa	
  decisão	
  cabe	
  apelação	
  (art	
  416)	
  e	
  não	
  RESE.	
  	
  
o   Súmula	
  191-­‐STJ:	
  A	
  pronúncia	
  é	
  causa	
  interruptiva	
  da	
  prescrição,	
  ainda	
  que	
  o	
  tribunal	
  
do	
  júri	
  venha	
  a	
  desclassificar	
  o	
  crime.	
  
o   Súmula	
   21-­‐STJ:	
   Pronunciado	
   o	
   réu,	
   fica	
   superada	
   a	
   alegação	
   do	
   constrangimento	
  
ilegal	
  da	
  prisão	
  por	
  excesso	
  de	
  prazo	
  na	
  instrução.	
  
	
  
2.   Impronúncia:	
  ausência	
  de	
  indícios	
  suficientes	
  de	
  autoria	
  ou	
  de	
  participação	
  ou	
  ausência	
  
da	
  materialidade	
  do	
  fato;	
  
o   Lembrar:	
  caso	
  houvesse	
  prova	
  de	
  que	
  o	
  acusado	
  não	
  é	
  autor	
  ou	
  partícipe	
  do	
  fato,	
  
haveria	
  absolvição	
  sumária.	
  Na	
  impronúncia,	
  faltam	
  indícios	
  suficientes.	
  	
  
o   Cabe	
  apelação	
  (art	
  416);	
  
o   Faz	
  coisa	
  julgada	
  formal.	
  
	
  
	
  
Página	
  3	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
	
  
3.   Absolvição	
  sumária:	
  provada	
  a	
  inexistência	
  do	
  fato,	
  provado	
  não	
  ser	
  o	
  acusado	
  autor	
  
ou	
  partícipe,	
  fato	
  não	
  constituir	
  infração	
  penal,	
  demonstrada	
  causa	
  de	
  isenção	
  de	
  pena	
  
ou	
  exclusão	
  do	
  crime.	
  	
  
o   Só	
  se	
  absolve	
  sumariamente	
  pela	
  inimputabilidade	
  se	
  essa	
  for	
  a	
  única	
  tese	
  de	
  defesa;	
  
o   Inf.	
  535,	
  STJ:	
  No	
  procedimento	
  do	
  Tribunal	
  do	
  Júri,	
  o	
  juiz	
  pode,	
  na	
  fase	
  do	
  art.	
  415	
  do	
  
CPP,	
  efetivar	
  a	
  absolvição	
  imprópria	
  do	
  acusado	
  inimputável,	
  na	
  hipótese	
  em	
  que,	
  
além	
  da	
  tese	
  de	
  inimputabilidade,	
  a	
  defesa	
  apenas	
  sustente	
  por	
  meio	
  de	
  alegações	
  
genéricas	
  que	
  não	
  há	
  nos	
  autos	
  comprovação	
  da	
  culpabilidade	
  e	
  do	
  dolo	
  do	
  réu,	
  sem	
  
qualquer	
  exposição	
  dos	
  fundamentos	
  que	
  sustentariam	
  esta	
  tese.	
  	
  
o   Faz	
  coisa	
  julgada	
  formal	
  e	
  material;	
  
	
  
4.   Desclassificação:	
  juiz	
  entende	
  que	
  o	
  fato	
  não	
  constitui	
  crime	
  doloso	
  contra	
  a	
  vida;	
  
o   Remessa	
  do	
  processo	
  ao	
  juiz	
  competente;	
  
o   Cabe	
  RESE.	
  
Mnemônico:	
  recursos	
  das	
  possíveis	
  decisões	
  
Lembrar:	
  “Vogal	
  com	
  vogal,	
  consoante	
  com	
  consoante”	
  
Absolvição	
  e	
  Impronúncia	
   Apelação	
  
Pronúncia	
  e	
  Desclassificação	
   RESE	
  
	
  
•   2A	
  FASE:	
  JUDICIUM	
  CAUSAE	
  
o   Juiz-­‐presidente	
  recebe	
  os	
  autos	
  +	
  intima	
  o	
  MP	
  e	
  defensor	
  ;	
  
o   Acusação	
  e	
  defesa	
  arrolam	
  até	
  5	
  testemunhas	
  (na	
  primeira	
  fase	
  são	
  até	
  8)	
  em	
  até	
  5	
  
dias;	
  
o   A	
   testemunha	
   que	
   for	
   arrolada	
   como	
   imprescindível,	
   em	
   caso	
   de	
   não	
  
comparecimento,	
  poderá	
  ser	
  conduzida,	
  pois	
  o	
   julgamento	
  não	
  pode	
  ser	
  realizado	
  
sema	
  sua	
  oitiva	
  (art	
  461);	
  
o   Juiz	
  decide	
  sobre	
  requerimentos	
  +	
  elabora	
  relatório	
  do	
  processo	
  para	
   inclusão	
  em	
  
pauta	
  de	
  julgamento.	
  
Questão	
  -­‐	
  Defensor	
  DPERS	
  2022	
  -­‐	
  Cespe:	
  CORRETA	
  -­‐	
  Considere	
  que,	
  em	
  sessão	
  plenária	
  do	
  tribunal	
  do	
  
júri,	
   estejam	
   ambos	
   os	
   pronunciados	
   intimados	
   pessoalmente	
   para	
   solenidade	
   e	
   que	
   haja	
   pedido	
   de	
  
apenas	
   um	
   dos	
   dois	
   corréus	
   para	
   oitiva	
   de	
   determinada	
   testemunha	
   em	
   plenário,	
   arrolada	
   a	
   título	
  
imprescindível.	
  Nessa	
   situação,	
   caso	
  a	
   testemunha	
  não	
  compareça,	
  ainda	
  que	
   intimada,	
  o	
   juiz	
  poderá	
  
determinar	
  sua	
  condução	
  imediata	
  ou	
  reagendar	
  o	
  julgamento	
  para	
  o	
  primeiro	
  dia	
  desimpedido.	
  	
  
o   A	
   pauta	
   de	
   julgamento	
   será	
   elaborada	
   dando	
   preferencia	
   aos	
   acusados	
   presos	
  
(depois,	
  aos	
  que	
  estiverem	
  mais	
  tempo	
  preso	
  e,	
  se	
  em	
  tempo	
  igual,	
  os	
  pronunciados	
  
primeiro);	
  
o   O	
  assistente	
  tem	
  que	
  requerer	
  sua	
  habilitação	
  5	
  dias	
  antes	
  da	
  data	
  da	
  sessão;	
  
	
  
	
  
Página	
  4	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
o   Juiz	
   intima	
  o	
  MP,	
  DP	
  e	
  OAB	
  para	
  acompanharem	
  o	
  sorteio	
  dos	
  jurados	
  da	
  reunião	
  
periódica;	
  
o   Sorteio	
  entre	
  o	
  15o	
  e	
  10o	
  dia	
  útil	
  antes	
  da	
  reunião;	
  
o   Convocação	
  dos	
  25	
  jurados	
  sorteados	
  por	
  correio	
  ou	
  qualquer	
  outro	
  meio	
  hábil;	
  
Número	
  de	
  jurados	
  
Composição	
  do	
  Júri	
   25	
  jurados	
  
Número	
  mínimo	
  que	
  devem	
  estar	
  
presentes	
  para	
  a	
  abertura	
  da	
  sessão	
  
15	
  jurados	
  
Conselho	
  de	
  Sentença	
   7	
  jurados	
  
o   Recusa	
  injustificada	
  ao	
  serviço	
  de	
  júri:	
  multa	
  de	
  1	
  a	
  10	
  salários	
  mínimos.	
  
o   Somente	
  será	
  aceita	
  escusa	
  fundada	
  em	
  motivo	
  relevante	
  até	
  a	
  chamada	
  dos	
  jurados,	
  
salvo	
  força	
  maior;	
  
o   Se	
  o	
  MP	
  falta,	
  juiz	
  adia	
  o	
  julgamento.	
  Se	
  a	
  falta	
  for	
  injustificada,	
  comunica	
  ao	
  PGJ;	
  
o   Se	
  o	
  advogado	
  falta	
  sem	
  justificativa,	
  juiz	
  comunica	
  para	
  a	
  OAB,	
  designa	
  nova	
  data	
  e	
  
intima	
  a	
  DP	
  para	
  o	
  novo	
  julgamento,	
  que	
  acontecerá	
  no	
  prazo	
  mínimo	
  de	
  10	
  dias.	
  	
  
o   Acusado	
  solto	
  e	
  intimado,	
  que	
  não	
  comparece:	
  julgamento	
  não	
  é	
  adiado;	
  
o   Acusado	
  preso	
  que	
  não	
  é	
  conduzido:	
  julgamento	
  é	
  adiado,	
  salvo	
  pedido	
  de	
  dispensa	
  
por	
  ele	
  assinado	
  com	
  o	
  defensor;	
  
o   Testemunha	
  não	
  comparece	
  sem	
  justa	
  causa:	
  multa	
  de	
  1	
  a	
  10	
  salários	
  mínimos	
  e	
  o	
  
julgamento	
   não	
   é	
   adiado	
   (salvo	
   se,	
   quando	
   arrolada,	
   foi	
   indicada	
   como	
  
imprescindível);	
  
o   Instalação	
   dos	
   trabalhos:	
   dos	
   25	
   jurados,	
   devem	
   estar	
   presentes	
   pelo	
  menos	
   15	
  
jurados;	
  	
  
o   Atenção:	
   Os	
   jurados	
   excluídos	
   por	
   impedimento	
   ou	
   suspeição	
   serão	
   computados	
  
para	
  a	
  constituição	
  do	
  número	
  legal.	
  	
  
o   Conselho	
  de	
  Sentença:	
  dos	
  15	
  jurados	
  presentes,	
  sorteiam-­‐se	
  7	
  jurados;	
  
o   Recusa	
  de	
  jurado:	
  
Recusa	
  motivada	
   Recusa	
  imotivada	
  
Impedimento,	
  suspeição	
  ou	
  
incompatibilidade	
  do	
  jurado	
  (aplicam-­‐se	
  as	
  
causas	
  dos	
  juízes	
  togados).	
  
Não	
  há	
  justificativa	
  
Não	
  há	
  limite	
  de	
  recusas,	
  podendo	
  
acontecer	
  o	
  estouro	
  de	
  urna.	
   Cada	
  parte	
  pode	
  recusar	
  até	
  3	
  jurados	
  
	
  
o   Os	
  jurados	
  recebem	
  cópia	
  da	
  pronúncia,	
  ou,	
  se	
  for	
  o	
  caso,	
  das	
  decisões	
  posteriores	
  
que	
  julgaram	
  admissível	
  a	
  acusação	
  e	
  do	
  relatório	
  do	
  processo;	
  
	
  
	
  
Página	
  5	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
Questão	
   -­‐	
   Promotor	
   MPEMG	
   2021	
   –	
   Fundep:	
   CORRETA	
   -­‐	
   Segundo	
   entendimento	
   doutrinário	
   e	
  
jurisprudencial,	
   a	
   regra	
   da	
   incomunicabilidade	
   não	
   proíbe	
   os	
   jurados	
   de	
   conversarem	
   sobre	
   fatos	
  
pretéritos,	
  ainda	
  que	
  vinculados	
  ao	
  Tribunal	
  do	
  Júri.	
  Além	
  disso,	
  a	
  quebra	
  da	
  incomunicabilidade	
  é	
  tese	
  
que	
  deve	
  ser	
  sustentada	
  nos	
  debates,	
  sob	
  pena	
  de	
  configurar	
  nulidade	
  de	
  algibeira.	
  
o   Inf.	
  630,	
  STJ:	
  Jurado	
  que	
  fala	
  “é	
  um	
  crime”	
  durante	
  a	
  sessão	
  de	
  julgamento	
  viola	
  o	
  
dever	
  de	
  incomunicabilidade,	
  acarretando	
  a	
  nulidade	
  absoluta	
  da	
  condenação.	
  
o   Súmula	
  206-­‐STF:	
  É	
  nulo	
  o	
  julgamento	
  ulterior	
  pelo	
  júri	
  com	
  a	
  participação	
  de	
  jurado	
  
que	
  funcionou	
  em	
  julgamento	
  anterior	
  do	
  mesmo	
  processo.	
  
	
  
•   Instrução:	
  	
  
o   Compromisso	
   dos	
   jurados	
   +	
   juiz,	
  MP	
   e	
   defesa	
   tomam	
   declarações	
   do	
   ofendido	
   e	
  
inquirem	
  as	
  testemunhas	
  arroladas	
  pela	
  acusação,	
  diretamente.	
  	
  	
  
o   As	
  testemunhas	
  arroladas	
  pela	
  defesa	
  são	
  inquiridas	
  pelo	
  defensor	
  antes	
  do	
  MP.	
  	
  
o   Jurados	
  formulam	
  perguntas	
  por	
  intermédio	
  do	
  juiz.	
  Não	
  pergunta	
  direto	
  ao	
  ofendido	
  
ou	
  testemunha!	
  
o   As	
  partes	
  e	
  os	
  jurados	
  poderão	
  requerer	
  acareações,	
  reconhecimento	
  de	
  pessoas	
  e	
  
coisas	
  e	
  esclarecimento	
  dos	
  peritos,	
  bem	
  como	
  a	
   leitura	
  de	
  peças	
  que	
  se	
   refiram,	
  
exclusivamente,	
   às	
   provas	
   colhidas	
   por	
   carta	
   precatória	
   e	
   às	
   provas	
   cautelares,	
  
antecipadas	
  ou	
  não	
  repetíveis.	
  
o   Interrogatório	
   do	
   acusado:	
   MP,	
   assistente,	
   querelante	
   e	
   defesa,	
   nessa	
   ordem,	
  
perguntam	
  diretamente.	
  Jurados	
  formulam	
  perguntas	
  por	
  intermédio	
  do	
  juiz.	
  	
  
o   Súmula	
  vinculante	
  11-­‐STF:	
  Só	
  é	
  lícito	
  o	
  uso	
  de	
  algemas	
  em	
  casos	
  de	
  resistência	
  e	
  de	
  
fundado	
  receio	
  de	
  fuga	
  ou	
  de	
  perigo	
  à	
  integridade	
  física	
  própria	
  ou	
  alheia,	
  por	
  parte	
  
do	
   preso	
   ou	
   de	
   terceiros,	
   justificada	
   a	
   excepcionalidade	
   por	
   escrito,	
   sob	
   pena	
   de	
  
responsabilidade	
  disciplinar,	
  civil	
  e	
  penal	
  do	
  agente	
  ou	
  da	
  autoridade	
  e	
  de	
  nulidade	
  
da	
  prisão	
  ou	
  do	
  ato	
  processual	
  a	
  que	
  se	
  refere,	
  sem	
  prejuízo	
  da	
  responsabilidade	
  civil	
  
do	
  estado.	
  
	
  
•   Debates:	
  	
  
o   MP	
  faz	
  a	
  acusação,	
  sustentando	
  as	
  agravantes,	
  se	
  tiverem	
  (em	
  1h30min).	
  Lembrar:	
  
na	
  pronúncia	
  não	
  tem	
  as	
  agravantes	
  ou	
  atenuantes,	
  nem	
  as	
  causas	
  de	
  diminuição;	
  
o   A	
  acusação	
  tem	
  que	
  se	
  limitar	
  à	
  pronúncia,	
  porque	
  há	
  eficácia	
  preclusiva.	
  	
  
o   Assistente	
  fala	
  depois	
  do	
  MP;	
  depois,	
  fala	
  a	
  defesa	
  (em	
  1h30min).	
  	
  
o   A	
  acusação	
  poderá	
  replicar	
  (mais	
  1h)	
  e	
  a	
  defesa	
  treplicar	
  (mais	
  1h),	
  sendo	
  admitida	
  a	
  
reinquirição	
  de	
  testemunha	
  já	
  ouvida	
  em	
  plenário.	
  
o   Se	
  houver	
  mais	
  de	
  um	
  réu,o	
  tempo	
  de	
  debate	
  aumenta	
  em	
  mais	
  1h.	
  	
  
o   O	
  juiz	
  pode	
  conceder	
  a	
  intervenção	
  de	
  uma	
  das	
  partes,	
  quando	
  a	
  outra	
  estiver	
  com	
  a	
  
palavra,	
  podendo	
  conceder	
  até	
  3	
  minutos	
  para	
  cada	
  aparte	
   requerido,	
  que	
  serão	
  
acrescidos	
  ao	
  tempo	
  desta	
  última.	
  
o   Inf.	
  719,	
  STJ:	
  Juiz	
  não	
  pode	
  unilateralmente	
  alterar	
  os	
  prazos	
  dos	
  debates	
  orais	
  no	
  
Júri	
  previstos	
  no	
  CPP;	
  no	
  entanto,	
  isso	
  pode	
  ser	
  feito	
  mediante	
  acordo	
  entre	
  as	
  partes	
  
	
  
	
  
Página	
  6	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
o   Inf.	
  970,	
  STF:	
  Não	
  se	
  deve	
  anular	
  a	
  condenação	
  do	
  réu	
  no	
  júri	
  por	
  ausência	
  de	
  defesa	
  
no	
  caso	
  em	
  que	
  o	
  advogado	
  fez	
  sustentação	
  oral	
  por	
  apenas	
  3	
  minutos,	
  sendo	
  que,	
  
antes	
  disso,	
  o	
  Ministério	
  Público	
  já	
  havia	
  pedido	
  a	
  absolvição.	
  
o   É	
  causa	
  de	
  nulidade,	
  durante	
  os	
  debates,	
   fazer	
   referência,	
  como	
  ARGUMENTO	
  DE	
  
AUTORIDADE,	
  à	
  pronuncia	
  ou	
  outra	
  decisão	
  posterior	
  que	
  admite	
  a	
  acusação,	
  bem	
  
como	
  ao	
  uso	
  de	
   algema,	
   silencio	
  do	
  acusado	
  ou	
  a	
   sua	
   ausência	
  no	
   interrogatório	
  
(lembrar	
  que	
  os	
  jurados	
  recebem	
  cópia	
  da	
  pronúncia).	
  	
  
o   Inf.	
  774,	
  STF:	
  Segundo	
  decidiu	
  o	
  STF,	
  o	
  art.	
  478,	
  I,	
  não	
  proíbe	
  que	
  se	
  leia	
  a	
  sentença	
  
condenatória	
  de	
  corréu	
  no	
  mesmo	
  processo.	
  Logo,	
  não	
  é	
  possível	
   falar	
  que	
  houve	
  
descumprimento	
  da	
  regra	
  prevista	
  nesse	
  dispositivo.	
  
o   Inf.	
  779,	
  STF:	
  Não	
  haverá	
  nulidade	
  se	
  o	
  MP	
  simplesmente	
  ler,	
  no	
  Plenário,	
  trecho	
  da	
  
decisão	
  do	
  Tribunal	
  que	
  manteve	
  a	
  sentença	
  de	
  pronúncia	
  contra	
  o	
  réu,	
  sem	
  fazer	
  a	
  
utilização	
  do	
  artifício	
  do	
  “argumento	
  de	
  autoridade”.	
  
o   Qualquer	
  documento	
  para	
  ser	
  lido	
  nos	
  debates	
  deve	
  ser	
  juntado	
  aos	
  autos	
  no	
  mínimo	
  
até	
  3	
  dias	
  antes.	
  A	
  parte	
  adversa	
  precisa	
  ser	
  cientificada	
  nesse	
  prazo.	
  	
  
o   Inf.	
  610,	
  STJ:	
  Documento	
  ou	
  objeto	
  somente	
  pode	
  ser	
   lido	
  ou	
  exibido	
  no	
   júri	
   se	
  a	
  
parte	
   adversa	
   tiver	
   sido	
   cientificada	
   de	
   sua	
   juntada	
   com	
   até	
   3	
   dias	
   úteis	
   de	
  
antecedência.	
  
o   Os	
  jurados	
  podem	
  ter	
  acesso	
  aos	
  autos	
  se	
  solicitarem	
  ao	
  juiz.	
  O	
  juiz	
  pode	
  esclarecer	
  
dúvida	
  sobre	
  questão	
  de	
  fato.	
  
Ordem	
  dos	
  quesitos	
  e	
  votação	
  
1	
   Materialidade	
  
2	
   Autoria	
  ou	
  participação	
  
3	
   Absolvição	
  
4	
   Diminuição	
  
5	
   Qualificadora	
  ou	
  aumento	
  
Se	
  mais	
  de	
  3	
  jurados	
  responderem	
  negativamente	
  ao	
  quesito	
  1	
  ou	
  2	
  =	
  ABSOLVIÇÃO	
  
Se	
  mais	
  de	
  3	
  jurados	
  responderem	
  positivamente	
  ao	
  quesito	
  1	
  ou	
  2	
  =	
  quesita	
  a	
  absolvição	
  
Se	
  os	
   jurados	
  não	
  absolverem	
  (quesito	
  3)	
  =	
  quesita	
  a	
  existência	
  de	
  causa	
  de	
  diminuição,	
  
qualificadoras	
  e	
  causas	
  de	
  aumento.	
  	
  
Se	
  a	
  defesa	
  sustentar	
  a	
  desclassificação	
  para	
  um	
  crime	
  de	
  competência	
  de	
  juiz	
  singular	
  =	
  se	
  
formula	
  quesito	
  próprio	
  para	
  ser	
  respondido	
  depois	
  do	
  2	
  ou	
  3.	
  
Se	
  a	
  defesa	
  sustentar	
  tentativa	
  ou	
  divergência	
  sobre	
  a	
  tipificação	
  do	
  delito	
  =	
  quesito	
  sobre	
  
a	
  ser	
  respondido	
  depois	
  do	
  2.	
  	
  
As	
  agravantes	
  e	
  atenuantes	
  NÃO	
  são	
  quesitos.	
  	
  
	
  
	
  
	
  
Página	
  7	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
o   Absolvição	
  por	
  clemência	
  -­‐	
  Tema	
  1087	
  (pendente	
  de	
  julgamento):	
  Possibilidade	
  de	
  
Tribunal	
   de	
   2º	
   grau,	
   diante	
   da	
   soberania	
   dos	
   veredictos	
   do	
   Tribunal	
   do	
   Júri,	
  
determinar	
  a	
   realização	
  de	
  novo	
   júri	
   em	
   julgamento	
  de	
   recurso	
   interposto	
   contra	
  
absolvição	
  assentada	
  no	
  quesito	
  genérico,	
  ante	
  suposta	
  contrariedade	
  à	
  prova	
  dos	
  
autos.	
  
Defensor	
   DPDF	
   2019	
   Cespe:	
   CORRETA	
   -­‐	
   Manoel	
   foi	
   denunciado	
   pela	
   prática	
   de	
   homicídio	
   doloso;	
   o	
  
processo	
  seguirá	
  as	
  regras	
  do	
  rito	
  do	
  tribunal	
  do	
  júri.	
  Se	
  os	
  jurados	
  reconhecerem	
  que	
  Manoel	
  praticou	
  
crime	
  de	
  homicídio	
  culposo,	
  então,	
  nesse	
  caso,	
  haverá	
  o	
  que	
  se	
  denomina	
  desclassificação	
  imprópria:	
  o	
  
juiz	
  presidente	
  passa	
  a	
  ser	
  competente	
  para	
  o	
  julgamento.	
  	
  
o   Súmula	
  162-­‐STF:	
  É	
  absoluta	
  a	
  nulidade	
  do	
  julgamento	
  pelo	
  júri,	
  quando	
  os	
  quesitos	
  
da	
  defesa	
  não	
  precedem	
  aos	
  das	
  circunstâncias	
  agravantes.	
  
o   Inf.	
  757,	
  STJ:	
  Não	
  há	
  nulidade	
  na	
  formulação	
  de	
  quesito	
  a	
  respeito	
  do	
  dolo	
  eventual,	
  
quando	
   a	
   defesa	
   apresenta	
   tese	
   no	
   sentido	
   de	
   desclassificar	
   o	
   crime	
   para	
   lesão	
  
corporal	
  seguida	
  de	
  morte,	
  ainda	
  que	
  a	
  questão	
  não	
  tenha	
  sido	
  discutida	
  em	
  plenário	
  
o   Inf.	
  748,	
  STJ:	
  Embora	
  seja	
  necessária	
  a	
  quesitação	
  aos	
  jurados	
  sobre	
  a	
  incidência	
  de	
  
minorantes,	
  a	
  escolha	
  do	
  quantum	
  de	
  diminuição	
  da	
  pena	
  cabe	
  ao	
  juiz	
  sentenciante,	
  
e	
  não	
  ao	
  júri.	
  	
  
o   Inf.	
  748,	
  STJ:	
  Se	
  o	
  TJ/TRF,	
  ao	
  julgar	
  apelação	
  contra	
  condenação	
  do	
  júri,	
  reconhece	
  
nulidade	
   na	
   quesitação	
   da	
   qualificadora,	
   bastará	
   afastar	
   essa	
   qualificadora,	
   não	
  
sendo	
  necessária	
  a	
  realização	
  de	
  novo	
  júri	
  
	
  
o   Nulidade:	
   a)	
   falta	
  dos	
  quesitos	
  e	
  de	
   suas	
   respectivas	
   respostas;	
  b)	
  deficiência	
  dos	
  
quesitos	
  ou	
  das	
  suas	
  respostas;	
  c)	
  contradição	
  entre	
  as	
  respostas	
  (art.	
  564,	
  III,	
  “k”)	
  
o   Inf.	
  730,	
  STF:	
  Quesitos	
  complexos,	
  com	
  má	
  redação	
  ou	
  com	
  formulação	
  deficiente,	
  
geram	
   a	
   nulidade	
   do	
   julgamento	
   do	
   Tribunal	
   do	
   Júri,	
   por	
   violação	
   ao	
   art.	
   482,	
  
parágrafo	
  único,	
  do	
  CPP	
  
o   As	
  decisões	
  do	
  Tribunal	
  do	
  Júri	
  serão	
  tomadas	
  por	
  maioria	
  de	
  votos	
  
o   Condenação:	
  sentença	
  fixa	
  a	
  pena-­‐base	
  +	
  juiz	
  considera	
  as	
  agravantes	
  e	
  atenuantes	
  
alegadas	
  no	
  debate	
  +	
  impõe	
  as	
  causas	
  de	
  diminuição	
  e	
  aumento	
  +	
  demais	
  providencia	
  
do	
  art	
  387	
  +	
  estabelece	
  efeitos	
  genéricos	
  e	
  específicos	
  da	
  condenação	
  
o   Execução	
  provisória	
  no	
  caso	
  de	
  condenação	
  a	
  uma	
  pena	
  igual	
  ou	
  superior	
  a	
  15	
  anos	
  
de	
  reclusão:	
  	
  Inf.	
  730,	
  STJ:	
  Pendente	
  de	
  julgamento	
  no	
  STF	
  o	
  Tema	
  1068,	
  em	
  que	
  se	
  
discute	
   a	
   constitucionalidade	
   do	
   art.	
   492,	
   I,	
   do	
   CPP,	
   deve	
   ser	
   reafirmado	
   o	
  
entendimento	
  do	
  STJ	
  de	
  impossibilidade	
  de	
  execução	
  provisória	
  da	
  pena	
  mesmo	
  em	
  
caso	
  de	
  condenação	
  pelo	
  tribunal	
  do	
  júri	
  com	
  reprimendaigual	
  ou	
  superior	
  a	
  15	
  anos	
  
de	
   reclusão.	
  No	
  entanto,	
  o	
  entendimento	
  do	
  STJ,	
   firmado	
  em	
  consonância	
   com	
  a	
  
jurisprudência	
  do	
  STF	
  fixada	
  no	
  julgamento	
  das	
  ADCs	
  n.	
  43,	
  44	
  e	
  54,	
  é	
  no	
  sentido	
  de	
  
ilegalidade	
   da	
   execução	
   provisória	
   da	
   pena	
   quando	
   ausentes	
   elementos	
   de	
  
cautelaridade,	
  previstos	
  no	
  art.	
  312	
  do	
  CPP.	
  
	
  
	
  
	
  
	
  
Página	
  8	
  de	
  8	
  
	
  
DECOREBA	
  –	
  TRIBUNAL	
  DO	
  JÚRI	
  
o   Absolvição:	
   liberdade	
   do	
   acusado,	
   se	
   não	
   houver	
   outro	
   motivo	
   +	
   revogação	
   das	
  
medidas	
   restritivas	
   +	
   imposição	
   de	
   medida	
   de	
   segurança,	
   no	
   caso	
   de	
   absolvição	
  
impropria;	
  
o   Desclassificação	
   para	
   infração	
   de	
   competência	
   do	
   juiz	
   singular:	
   juiz	
   presidente	
  
profere	
  sentença.	
  Se	
  houver	
  crime	
  conexo	
  não	
  doloso	
  contra	
  a	
  vida,	
  juiz	
  presidente	
  
também	
  julga.	
  	
  
o   Apelação:	
   se	
  a	
  pena	
   for	
   igual	
  ou	
   superior	
  a	
  15	
  anos,	
   via	
  de	
   regra,	
  não	
   tem	
  efeito	
  
suspensivo.	
  
o   Pode	
  ser	
  atribuído	
  efeito	
   suspensivo	
   (incidentalmente	
  na	
  apelação	
  ou	
  em	
  petição	
  
dirigida	
   ao	
   relator)	
   se	
   a	
   apelação	
   não	
   tiver	
   proposito	
   meramente	
   protelatório	
   e	
  
levanta	
  questão	
  substancial	
  que	
  possa	
  reduzir	
  a	
  pena	
  para	
  menos	
  de	
  15	
  anos.	
  	
  
o   Súmula	
  713,	
  STF:	
  O	
  efeito	
  devolutivo	
  da	
  apelação	
  contra	
  decisões	
  do	
  Júri	
  é	
  adstrito	
  
aos	
  fundamentos	
  da	
  sua	
  interposição.	
  
o   Inf.	
  752,	
  STJ:	
  O	
  art.	
  593,	
   inciso	
   III,	
  alínea	
  d,	
  do	
  Código	
  de	
  Processo	
  Penal	
  deve	
  ser	
  
interpretado	
  de	
  forma	
  estrita,	
  permitindo	
  a	
  rescisão	
  do	
  veredicto	
  popular	
  somente	
  
quando	
   a	
   conclusão	
   alcançada	
   pelos	
   jurados	
   seja	
   teratológica,	
   completamente	
  
divorciada	
  do	
  conjunto	
  probatório	
  constante	
  do	
  processo.	
  
	
  
•   Desaforamento:	
  julgamento	
  vai	
  para	
  outra	
  comarca	
  da	
  mesma	
  região.	
  
o   Causas:	
   Interesse	
  da	
  ordem	
  pública	
  OU	
   dúvida	
   sobre	
   a	
   imparcialidade	
  do	
   júri	
  OU	
  
segurança	
  pessoal	
  do	
  acusado	
  OU	
  comprovado	
  excesso	
  de	
  serviço	
  (=	
  julgamento	
  não	
  
pode	
  ser	
  realizado	
  no	
  prazo	
  de	
  6	
  meses	
  contados	
  da	
  preclusão	
  da	
  pronúncia);	
  
o   Mediante	
  requerimento	
  ou	
  representação	
  do	
  juiz	
  (se	
  for	
  a	
  causa	
  o	
  excesso	
  de	
  serviço,	
  
somente	
  pode	
  ser	
  requerido	
  pela	
  defesa	
  ou	
  acusação);	
  	
  
o   Pedido	
  é	
  distribuído	
  para	
  a	
  Câmara	
  ou	
  Turma	
  e	
  tem	
  preferencia	
  no	
  julgamento	
  (juiz	
  
presidente	
  é	
  ouvido	
  quando	
  o	
  pedido	
  não	
  for	
  feito	
  por	
  ele);	
  
o   Relator	
  pode	
  determinar	
  a	
  suspensão	
  do	
  julgamento	
  pelo	
  júri;	
  
o   Pedido	
  não	
  será	
  admitido	
  se	
  se	
  estiver	
  na	
  pendência	
  recurso	
  contra	
  a	
  pronúncia;	
  
o   Pedido	
  não	
  será	
  aceito	
  quando	
  efetivado	
  o	
  julgamento,	
  salvo	
  quanto	
  a	
  foto	
  ocorrido	
  
durante	
  ou	
  após	
  a	
  sua	
  realização;	
  
o   Súmula	
  712-­‐STF:	
  É	
  nula	
  a	
  decisão	
  que	
  determina	
  o	
  desaforamento	
  de	
  processo	
  da	
  
competência	
  do	
  Júri	
  sem	
  audiência	
  da	
  defesa.	
  
o   Juris	
  STJ:	
  O	
  simples	
   fato	
  de	
  não	
  mais	
   subsistir	
  o	
  motivo	
  que	
  ensejou	
  a	
  medida	
  de	
  
desaforamento	
   não	
   é	
   fundamento	
   para	
   o	
   retorno	
   do	
   feito	
   para	
   julgamento	
   na	
  
Comarca	
  originária.	
  STJ.	
  6ª	
  Turma.	
  AgRg	
  no	
  HC	
  403.659/SP,	
  Rel.	
  Min.	
  Rogerio	
  Schietti	
  
Cruz,	
  SEXTA	
  TURMA,	
  j.	
  28/04/2020.	
  
Questão	
  –	
  MPMS,	
  INSTITUTO	
  AOCP	
  –	
  2022:	
  CORRETA:	
  Segundo	
  o	
  entendimento	
  mais	
  recente	
  do	
  STJ,	
  a	
  
anulação	
  da	
  decisão	
  absolutória	
  do	
  Conselho	
  de	
  Sentença,	
  manifestamente	
  contrária	
  à	
  prova	
  dos	
  autos,	
  
pelo	
  Tribunal	
  de	
  Justiça,	
  por	
  ocasião	
  do	
  exame	
  do	
  recurso	
  de	
  apelação	
  interposto	
  pelo	
  Ministério	
  Público,	
  
não	
  viola	
  a	
  soberania	
  dos	
  veredictos	
  naqueles	
  casos	
  em	
  que	
  a	
  negativa	
  de	
  autoria	
  é	
  a	
  única	
  proposição	
  
defensiva	
  e	
  quando	
  houve	
  votação	
  positiva	
  dos	
  dois	
  primeiros	
  quesitos	
  (materialidade	
  e	
  autoria).

Mais conteúdos dessa disciplina