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Página 1 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI • Súmula 603-‐STF: A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do juiz singular e não do Tribunal do Júri. • Súmula vinculante 45-‐STF: A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição estadual. • Rejeição da denúncia: aplica o art 395 tanto para o procedimento ordinário quanto para o procedimento do júri. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA – causas: Denúncia manifestamente inepta Denúncia com falta de pressuposto processual ou condição da ação Denúncia sem justa causa • Absolvição sumária: não aplica o art 397 previsto para o procedimento ordinário, mas sim o art 415 específico para o júri. Causas de absolvição sumária no 397: Causas de absolvição sumária no 415: Manifesta excludente de ilicitude Inexistência do fato Manifesta excludente de culpabilidade, salvo inimputabilidade Prova de que o acusado não é autor ou partícipe Fato evidentemente não constitui crime Fato não constituir infração penal Punibilidade extinta Isenção de pena ou exclusão do crime, só se aplicando à inimputabilidade se for a única tese defensiva Obs: a inimputabilidade no procedimento comum NÃO é causa de absolvição sumária. No júri, ela pode ser causa de absolvição sumária se for a única tese defensiva. • 1A FASE: SUMÁRIO DA CULPA o Recebimento da denúncia + citação para resposta em 10 dias; o Cabe RESE da rejeição da denúncia – art 581, I; o Acusação e defesa arrolam até 8 testemunhas; o Exceções são processadas em apartado; Página 2 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI o Caso o réu não apresente resposta, é nomeado defensor para apresenta-‐la em 10 dias. o Juiz ouve o MP, sobre preliminares levantadas na resposta, em 5 dias; o Inquirição de testemunhas e diligências requeridas pelas partes, no máximo em 10 dias (Lembrar: no procedimento ordinário, a AIJ deve ocorrer em até 60 dias; no procedimento sumário, em até 30 dias). o Ordem das declarações em audiência de instrução: ofendido, testemunhas de acusação e depois de defesa, peritos, acareações, reconhecimentos e interrogatório do acusado; o Alegações sempre orais; o Inf. 751, STJ: O entendimento de que, em processos de competência do júri, o não oferecimento de alegações finais na fase acusatória não é causa de nulidade do processo (regra) não se aplica na hipótese em que isso não ocorre por deliberação do acusado (exceção). o Juiz profere a decisão no ato ou o faz em 10 dias; o Conclusão do procedimento em no máximo 90 dias (no procedimento ordinário não tem essa previsão). • Decisões possíveis na 1a fase: 1. Pronúncia: materialidade do fato + indícios suficientes de autoria ou de participação + circunstancias qualificadoras e causas de aumento. Atenção: Causas de diminuição são analisadas pelo Conselho de Sentença. Agravantes e atenuantes são analisadas pelo juiz-‐presidente. A causa de diminuição da pena e as circunstâncias agravantes e atenuantes não devem constar na pronúncia! o Cabe RESE da pronúncia – art 581, IV. o O RESE admite retratação. Se o juiz sumariante se retratar, haverá uma decisão de despronúncia. Dessa decisão cabe apelação (art 416) e não RESE. o Súmula 191-‐STJ: A pronúncia é causa interruptiva da prescrição, ainda que o tribunal do júri venha a desclassificar o crime. o Súmula 21-‐STJ: Pronunciado o réu, fica superada a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo na instrução. 2. Impronúncia: ausência de indícios suficientes de autoria ou de participação ou ausência da materialidade do fato; o Lembrar: caso houvesse prova de que o acusado não é autor ou partícipe do fato, haveria absolvição sumária. Na impronúncia, faltam indícios suficientes. o Cabe apelação (art 416); o Faz coisa julgada formal. Página 3 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI 3. Absolvição sumária: provada a inexistência do fato, provado não ser o acusado autor ou partícipe, fato não constituir infração penal, demonstrada causa de isenção de pena ou exclusão do crime. o Só se absolve sumariamente pela inimputabilidade se essa for a única tese de defesa; o Inf. 535, STJ: No procedimento do Tribunal do Júri, o juiz pode, na fase do art. 415 do CPP, efetivar a absolvição imprópria do acusado inimputável, na hipótese em que, além da tese de inimputabilidade, a defesa apenas sustente por meio de alegações genéricas que não há nos autos comprovação da culpabilidade e do dolo do réu, sem qualquer exposição dos fundamentos que sustentariam esta tese. o Faz coisa julgada formal e material; 4. Desclassificação: juiz entende que o fato não constitui crime doloso contra a vida; o Remessa do processo ao juiz competente; o Cabe RESE. Mnemônico: recursos das possíveis decisões Lembrar: “Vogal com vogal, consoante com consoante” Absolvição e Impronúncia Apelação Pronúncia e Desclassificação RESE • 2A FASE: JUDICIUM CAUSAE o Juiz-‐presidente recebe os autos + intima o MP e defensor ; o Acusação e defesa arrolam até 5 testemunhas (na primeira fase são até 8) em até 5 dias; o A testemunha que for arrolada como imprescindível, em caso de não comparecimento, poderá ser conduzida, pois o julgamento não pode ser realizado sema sua oitiva (art 461); o Juiz decide sobre requerimentos + elabora relatório do processo para inclusão em pauta de julgamento. Questão -‐ Defensor DPERS 2022 -‐ Cespe: CORRETA -‐ Considere que, em sessão plenária do tribunal do júri, estejam ambos os pronunciados intimados pessoalmente para solenidade e que haja pedido de apenas um dos dois corréus para oitiva de determinada testemunha em plenário, arrolada a título imprescindível. Nessa situação, caso a testemunha não compareça, ainda que intimada, o juiz poderá determinar sua condução imediata ou reagendar o julgamento para o primeiro dia desimpedido. o A pauta de julgamento será elaborada dando preferencia aos acusados presos (depois, aos que estiverem mais tempo preso e, se em tempo igual, os pronunciados primeiro); o O assistente tem que requerer sua habilitação 5 dias antes da data da sessão; Página 4 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI o Juiz intima o MP, DP e OAB para acompanharem o sorteio dos jurados da reunião periódica; o Sorteio entre o 15o e 10o dia útil antes da reunião; o Convocação dos 25 jurados sorteados por correio ou qualquer outro meio hábil; Número de jurados Composição do Júri 25 jurados Número mínimo que devem estar presentes para a abertura da sessão 15 jurados Conselho de Sentença 7 jurados o Recusa injustificada ao serviço de júri: multa de 1 a 10 salários mínimos. o Somente será aceita escusa fundada em motivo relevante até a chamada dos jurados, salvo força maior; o Se o MP falta, juiz adia o julgamento. Se a falta for injustificada, comunica ao PGJ; o Se o advogado falta sem justificativa, juiz comunica para a OAB, designa nova data e intima a DP para o novo julgamento, que acontecerá no prazo mínimo de 10 dias. o Acusado solto e intimado, que não comparece: julgamento não é adiado; o Acusado preso que não é conduzido: julgamento é adiado, salvo pedido de dispensa por ele assinado com o defensor; o Testemunha não comparece sem justa causa: multa de 1 a 10 salários mínimos e o julgamento não é adiado (salvo se, quando arrolada, foi indicada como imprescindível); o Instalação dos trabalhos: dos 25 jurados, devem estar presentes pelo menos 15 jurados; o Atenção: Os jurados excluídos por impedimento ou suspeição serão computados para a constituição do número legal. o Conselho de Sentença: dos 15 jurados presentes, sorteiam-‐se 7 jurados; o Recusa de jurado: Recusa motivada Recusa imotivada Impedimento, suspeição ou incompatibilidade do jurado (aplicam-‐se as causas dos juízes togados). Não há justificativa Não há limite de recusas, podendo acontecer o estouro de urna. Cada parte pode recusar até 3 jurados o Os jurados recebem cópia da pronúncia, ou, se for o caso, das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação e do relatório do processo; Página 5 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI Questão -‐ Promotor MPEMG 2021 – Fundep: CORRETA -‐ Segundo entendimento doutrinário e jurisprudencial, a regra da incomunicabilidade não proíbe os jurados de conversarem sobre fatos pretéritos, ainda que vinculados ao Tribunal do Júri. Além disso, a quebra da incomunicabilidade é tese que deve ser sustentada nos debates, sob pena de configurar nulidade de algibeira. o Inf. 630, STJ: Jurado que fala “é um crime” durante a sessão de julgamento viola o dever de incomunicabilidade, acarretando a nulidade absoluta da condenação. o Súmula 206-‐STF: É nulo o julgamento ulterior pelo júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo. • Instrução: o Compromisso dos jurados + juiz, MP e defesa tomam declarações do ofendido e inquirem as testemunhas arroladas pela acusação, diretamente. o As testemunhas arroladas pela defesa são inquiridas pelo defensor antes do MP. o Jurados formulam perguntas por intermédio do juiz. Não pergunta direto ao ofendido ou testemunha! o As partes e os jurados poderão requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas e esclarecimento dos peritos, bem como a leitura de peças que se refiram, exclusivamente, às provas colhidas por carta precatória e às provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis. o Interrogatório do acusado: MP, assistente, querelante e defesa, nessa ordem, perguntam diretamente. Jurados formulam perguntas por intermédio do juiz. o Súmula vinculante 11-‐STF: Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do estado. • Debates: o MP faz a acusação, sustentando as agravantes, se tiverem (em 1h30min). Lembrar: na pronúncia não tem as agravantes ou atenuantes, nem as causas de diminuição; o A acusação tem que se limitar à pronúncia, porque há eficácia preclusiva. o Assistente fala depois do MP; depois, fala a defesa (em 1h30min). o A acusação poderá replicar (mais 1h) e a defesa treplicar (mais 1h), sendo admitida a reinquirição de testemunha já ouvida em plenário. o Se houver mais de um réu,o tempo de debate aumenta em mais 1h. o O juiz pode conceder a intervenção de uma das partes, quando a outra estiver com a palavra, podendo conceder até 3 minutos para cada aparte requerido, que serão acrescidos ao tempo desta última. o Inf. 719, STJ: Juiz não pode unilateralmente alterar os prazos dos debates orais no Júri previstos no CPP; no entanto, isso pode ser feito mediante acordo entre as partes Página 6 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI o Inf. 970, STF: Não se deve anular a condenação do réu no júri por ausência de defesa no caso em que o advogado fez sustentação oral por apenas 3 minutos, sendo que, antes disso, o Ministério Público já havia pedido a absolvição. o É causa de nulidade, durante os debates, fazer referência, como ARGUMENTO DE AUTORIDADE, à pronuncia ou outra decisão posterior que admite a acusação, bem como ao uso de algema, silencio do acusado ou a sua ausência no interrogatório (lembrar que os jurados recebem cópia da pronúncia). o Inf. 774, STF: Segundo decidiu o STF, o art. 478, I, não proíbe que se leia a sentença condenatória de corréu no mesmo processo. Logo, não é possível falar que houve descumprimento da regra prevista nesse dispositivo. o Inf. 779, STF: Não haverá nulidade se o MP simplesmente ler, no Plenário, trecho da decisão do Tribunal que manteve a sentença de pronúncia contra o réu, sem fazer a utilização do artifício do “argumento de autoridade”. o Qualquer documento para ser lido nos debates deve ser juntado aos autos no mínimo até 3 dias antes. A parte adversa precisa ser cientificada nesse prazo. o Inf. 610, STJ: Documento ou objeto somente pode ser lido ou exibido no júri se a parte adversa tiver sido cientificada de sua juntada com até 3 dias úteis de antecedência. o Os jurados podem ter acesso aos autos se solicitarem ao juiz. O juiz pode esclarecer dúvida sobre questão de fato. Ordem dos quesitos e votação 1 Materialidade 2 Autoria ou participação 3 Absolvição 4 Diminuição 5 Qualificadora ou aumento Se mais de 3 jurados responderem negativamente ao quesito 1 ou 2 = ABSOLVIÇÃO Se mais de 3 jurados responderem positivamente ao quesito 1 ou 2 = quesita a absolvição Se os jurados não absolverem (quesito 3) = quesita a existência de causa de diminuição, qualificadoras e causas de aumento. Se a defesa sustentar a desclassificação para um crime de competência de juiz singular = se formula quesito próprio para ser respondido depois do 2 ou 3. Se a defesa sustentar tentativa ou divergência sobre a tipificação do delito = quesito sobre a ser respondido depois do 2. As agravantes e atenuantes NÃO são quesitos. Página 7 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI o Absolvição por clemência -‐ Tema 1087 (pendente de julgamento): Possibilidade de Tribunal de 2º grau, diante da soberania dos veredictos do Tribunal do Júri, determinar a realização de novo júri em julgamento de recurso interposto contra absolvição assentada no quesito genérico, ante suposta contrariedade à prova dos autos. Defensor DPDF 2019 Cespe: CORRETA -‐ Manoel foi denunciado pela prática de homicídio doloso; o processo seguirá as regras do rito do tribunal do júri. Se os jurados reconhecerem que Manoel praticou crime de homicídio culposo, então, nesse caso, haverá o que se denomina desclassificação imprópria: o juiz presidente passa a ser competente para o julgamento. o Súmula 162-‐STF: É absoluta a nulidade do julgamento pelo júri, quando os quesitos da defesa não precedem aos das circunstâncias agravantes. o Inf. 757, STJ: Não há nulidade na formulação de quesito a respeito do dolo eventual, quando a defesa apresenta tese no sentido de desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte, ainda que a questão não tenha sido discutida em plenário o Inf. 748, STJ: Embora seja necessária a quesitação aos jurados sobre a incidência de minorantes, a escolha do quantum de diminuição da pena cabe ao juiz sentenciante, e não ao júri. o Inf. 748, STJ: Se o TJ/TRF, ao julgar apelação contra condenação do júri, reconhece nulidade na quesitação da qualificadora, bastará afastar essa qualificadora, não sendo necessária a realização de novo júri o Nulidade: a) falta dos quesitos e de suas respectivas respostas; b) deficiência dos quesitos ou das suas respostas; c) contradição entre as respostas (art. 564, III, “k”) o Inf. 730, STF: Quesitos complexos, com má redação ou com formulação deficiente, geram a nulidade do julgamento do Tribunal do Júri, por violação ao art. 482, parágrafo único, do CPP o As decisões do Tribunal do Júri serão tomadas por maioria de votos o Condenação: sentença fixa a pena-‐base + juiz considera as agravantes e atenuantes alegadas no debate + impõe as causas de diminuição e aumento + demais providencia do art 387 + estabelece efeitos genéricos e específicos da condenação o Execução provisória no caso de condenação a uma pena igual ou superior a 15 anos de reclusão: Inf. 730, STJ: Pendente de julgamento no STF o Tema 1068, em que se discute a constitucionalidade do art. 492, I, do CPP, deve ser reafirmado o entendimento do STJ de impossibilidade de execução provisória da pena mesmo em caso de condenação pelo tribunal do júri com reprimendaigual ou superior a 15 anos de reclusão. No entanto, o entendimento do STJ, firmado em consonância com a jurisprudência do STF fixada no julgamento das ADCs n. 43, 44 e 54, é no sentido de ilegalidade da execução provisória da pena quando ausentes elementos de cautelaridade, previstos no art. 312 do CPP. Página 8 de 8 DECOREBA – TRIBUNAL DO JÚRI o Absolvição: liberdade do acusado, se não houver outro motivo + revogação das medidas restritivas + imposição de medida de segurança, no caso de absolvição impropria; o Desclassificação para infração de competência do juiz singular: juiz presidente profere sentença. Se houver crime conexo não doloso contra a vida, juiz presidente também julga. o Apelação: se a pena for igual ou superior a 15 anos, via de regra, não tem efeito suspensivo. o Pode ser atribuído efeito suspensivo (incidentalmente na apelação ou em petição dirigida ao relator) se a apelação não tiver proposito meramente protelatório e levanta questão substancial que possa reduzir a pena para menos de 15 anos. o Súmula 713, STF: O efeito devolutivo da apelação contra decisões do Júri é adstrito aos fundamentos da sua interposição. o Inf. 752, STJ: O art. 593, inciso III, alínea d, do Código de Processo Penal deve ser interpretado de forma estrita, permitindo a rescisão do veredicto popular somente quando a conclusão alcançada pelos jurados seja teratológica, completamente divorciada do conjunto probatório constante do processo. • Desaforamento: julgamento vai para outra comarca da mesma região. o Causas: Interesse da ordem pública OU dúvida sobre a imparcialidade do júri OU segurança pessoal do acusado OU comprovado excesso de serviço (= julgamento não pode ser realizado no prazo de 6 meses contados da preclusão da pronúncia); o Mediante requerimento ou representação do juiz (se for a causa o excesso de serviço, somente pode ser requerido pela defesa ou acusação); o Pedido é distribuído para a Câmara ou Turma e tem preferencia no julgamento (juiz presidente é ouvido quando o pedido não for feito por ele); o Relator pode determinar a suspensão do julgamento pelo júri; o Pedido não será admitido se se estiver na pendência recurso contra a pronúncia; o Pedido não será aceito quando efetivado o julgamento, salvo quanto a foto ocorrido durante ou após a sua realização; o Súmula 712-‐STF: É nula a decisão que determina o desaforamento de processo da competência do Júri sem audiência da defesa. o Juris STJ: O simples fato de não mais subsistir o motivo que ensejou a medida de desaforamento não é fundamento para o retorno do feito para julgamento na Comarca originária. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC 403.659/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, SEXTA TURMA, j. 28/04/2020. Questão – MPMS, INSTITUTO AOCP – 2022: CORRETA: Segundo o entendimento mais recente do STJ, a anulação da decisão absolutória do Conselho de Sentença, manifestamente contrária à prova dos autos, pelo Tribunal de Justiça, por ocasião do exame do recurso de apelação interposto pelo Ministério Público, não viola a soberania dos veredictos naqueles casos em que a negativa de autoria é a única proposição defensiva e quando houve votação positiva dos dois primeiros quesitos (materialidade e autoria).