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UNIVERSIDADE FEDERAL DO SUL DA BAHIA 
CENTRO DE FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE 
CURSO DE BACHARELADO EM BIOMEDICINA 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I 
 
Imagenologia 
 
Kedly Santos Carvalho 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teixeira de Freitas - BA 
Abril, 2025 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a Deus por ter me dado sabedoria e por iluminar cada passo dessa 
jornada para concluir mais uma etapa. 
Aos meus pais, Ângela e Aleonidas que são meu alicerce, por todo amor, apoio 
e incentivo e por acreditarem em mim e no meu potencial, sem vocês eu não teria 
conseguido. As minhas irmãs, Larissa e Lohana por estarem sempre ao meu lado, 
pelos conselhos e pela parceria 
Ao meu namorado Tiago, meu eterno agradecimento por sempre estar ao meu 
lado, por todo suporte, carinho e por me encorajar todos os dias, e a Valéria por todo 
apoio e gentileza. 
Agradeço também aos professores Daniely e Wiliam Freitas, por toda 
dedicação em nossa formação. Suas orientações e apoio foram pilares importantes 
para a minha jornada acadêmica e para a realização deste estágio. 
A Dra. Cecília Gonçalves que não apenas compartilhou seu conhecimento e 
experiência, mas também abriu as portas da sua clínica para que esta experiência de 
estágio fosse possível. 
Aos técnicos de radiologia Emanuel, Lucas e Joabe, a experiência prática e o 
conhecimento que vocês compartilharam diariamente foram fundamentais para o meu 
aprendizado. Agradeço também às enfermeiras Gleiciane, Leila e Gleicia pela 
colaboração e pelo apoio. Suas dedicações e profissionalismo contribuíram para uma 
experiência de estágio mais completa. 
Aos meus companheiros de jornada, Daniele, Giuliene, Ana Paula, Maria 
Cecília, Thiago e Lucas por compartilhar os desafios e aprendizados. 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1.INTRODUÇÃO GERAL ............................................................................................ 8 
2. Objetivo Geral ......................................................................................................... 9 
2.1 Objetivos específicos ............................................................................................ 9 
3.0 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ................................................................ 9 
3.1 Introdução a Tomografia Computadorizada .......................................................... 9 
3.2 Equipamentos e Componentes da TC ................................................................ 10 
3.3 Anamnese ........................................................................................................... 13 
3.4 Preparo e posicionamento para TC ..................................................................... 14 
3.5 Princípios Físicos ................................................................................................ 14 
3.6 Indicações da TC ................................................................................................ 18 
3.7 Contraindicações da TC ...................................................................................... 18 
3.8 Meios de contraste .............................................................................................. 19 
3.9 Artefatos na TC ................................................................................................... 20 
4.0 Blindagens e segurança ...................................................................................... 21 
5. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA .............................................................................. 23 
5.1 Introdução à Ressonância Magnética ................................................................. 23 
5.2 Princípios Físicos da RM ..................................................................................... 23 
5.3 Equipamentos e Componentes da RM ................................................................ 25 
5.4 Anamnese ........................................................................................................... 30 
5.5 Posicionamento ................................................................................................... 30 
5.6 Indicações da Ressonância Magnética ............................................................... 31 
5.7 Contraindicações da Ressonância Magnética ..................................................... 31 
5.8 Meio de Contraste ............................................................................................... 31 
5.9 Artefatos .............................................................................................................. 32 
6.1 Blindagens de segurança .................................................................................... 37 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 38 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 39 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1- Ilustração da parte interna do Gantry ......................................................... 11 
Figura 2- Mesa do Tomografo ................................................................................... 11 
Figura 3- Computador para análises de Tomografia Computadorizada na 
Ultraimagem Diagnósticos ........................................................................................ 12 
Figura 4-Componentes da Tomografia Computadorizada ........................................ 12 
Figura 5- Painel de controle e bomba injetora na Clínica Ultraimagem ..................... 13 
Figura 6- Valores de Densidade em Unidades Hounsfield (UH) para diferentes 
estruturas anatômicas ............................................................................................... 15 
Figura 7- Janela para parênquima (A) e janela para mediastino (B) corte axial ........ 16 
Figura 8 - Janela de partes moles, janela pulmão e janela óssea corte axial ........... 16 
Figura 9 - Seios paranasais no plano axial................................................................ 17 
Figura 10- Seios paranasais no plano coronal .......................................................... 17 
Figura 11- Seios paranasais no plano sagital............................................................ 17 
Figura 12– Imagem em 3D de um pulmão ................................................................ 17 
Figura 13 – Imagem 3D de um crânio ....................................................................... 18 
Figura 14 - Artefato devido estruturas metálicas (corte axial) ................................... 21 
Figura 15– Artefato devido ao movimento do paciente (corte axial) .......................... 21 
Figura 16 - Sistema típico para criação da imagem .................................................. 24 
Figura 17- Planos da Ressonância Magnética .......................................................... 24 
Figura 18 - Componentes da Ressonância Magnética .............................................. 25 
Figura 19 – Diagrama do Pulso Spin Eco (SE) em RM ............................................. 26 
Figura 20 - Sequência ponderada em T1 corte axial ................................................. 26 
Figura 21 - Comparação entre a sequência T1 com e sem o contraste Gd corte axial
 .................................................................................................................................. 27 
Figura 22 - Sequência ponderada em T2 corte axial ................................................. 27 
Figura 23 - Sequência ponderada em FLAIR corte axial ........................................... 28 
Figura 24 - Imagem ponderada em DWI corte axial .................................................. 28 
Figura 25- Sequência de Difusão e Mapa de Coeficiente de Difusão Aparente (ADC) 
corte axial .................................................................................................................. 29 
Figura 26- Imagemda mama no plano axial ponderado em T1 FAT SAT pós-
contraste intravenoso, mostrando a gordura em hipossinal. ..................................... 29 
Figura 27– Artefato de movimento (RM de crânio corte axial) .................................. 33 
Figura 28 – Artefato de dobra (RM de crânio) ........................................................... 33 
Figura 29– Artefato metálico devido a presença de grampos metálicos no cabelo 
(RM do crânio, sequência magnética ponderada em T1 no plano coronal e sagital) 34 
Figura 30– Artefato metálico devido a presença de prótese metálica na cavidade oral 
(RM do crânio, sequência magnética ponderada em T1 no plano sagital) ................ 34 
Figura 31– Zona I - RM: Área de acesso livre na Clínica Ultraimagem ..................... 35 
Figura 32 – Zona II – RM: Área de acesso controlado Clínica Ultraimagem ............. 35 
Figura 33– Zona III – RM: Área de acesso restrito Clínica Ultraimagem ................... 36 
Figura 34– Zona IV – RM: Área de acesso restrito a sala do Magneto da Clínica 
Ultraimagem .............................................................................................................. 36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
ADC Coeficiente de difusão aparente 
ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária 
AVC Acidente Vascular Cerebral 
3D Tridimensional 
CFBM Conselho Federal de Biomedicina 
DWI Imagem Ponderada por Difusão 
FLAIR Fluid Attenuated Inversion Recovery 
GD Gadolínio 
RF Radiofrequência 
RM Ressonância Magnética 
TC Tomografia Computadorizada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
1.INTRODUÇÃO GERAL 
 
A imagenologia é uma área dedicada a interpretar e criar imagens através de 
tecnologias não invasivas que conseguem visualizar as estruturas internas do corpo. 
Nessa área de atuação, são utilizados vários métodos de diagnóstico por imagem: 
radiologia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia e 
ultrassonografia, entre outros. Cada uma tem a sua característica, indicação e 
limitação, sendo possível visualizar desde fraturas ósseas com raios-x até a avaliação 
de tecidos moles com a ressonância magnética. As imagens obtidas através desses 
exames, desempenham um papel importante na detecção precoce, monitoramento e 
tratamento de diversas doenças, fornecendo informações importantes para o médico 
e outros profissionais da saúde. 
O biomédico, por sua vez, possui um papel fundamental na área de 
imagenologia, que é regulamentada pelo Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), 
que, através da Resolução nº 234, de 05 de dezembro de 2013, estabelece as 
atribuições do profissional habilitado em imagenologia. Essa regulamentação garante 
que o biomédico esteja apto a atuar com segurança e responsabilidade na área. No 
presente estágio, o foco principal foi nas áreas de tomografia computadorizada e 
ressonância magnética, onde tivemos a oportunidade de vivenciar e observar a rotina 
de trabalho nessas duas áreas, desde a preparação do paciente, posicionamentos, 
operação dos equipamentos, até o desenvolvimento de protocolos de exames. 
O presente Relatório de Estágio foi elaborado como resultado de atividades 
desenvolvidas na Clínica Ultraimagem Diagnóstico localizada na Rua Prudente de 
Moraes, 248, Centro, Teixeira de Freitas - BA. No período de 04/11/2024 até 
26/03/2025, com carga horária de 510 horas, durante cinco horas diárias, distribuídas 
entre os períodos da manhã, tarde e noite no setor de Tomografia Computadorizada 
e Ressonância Magnética sob a supervisão e orientação da Dra. Cecilia Maria de 
Oliveira Gonçalves. 
A realização do estágio é uma experiência importante para a formação, pois 
nessa etapa aproxima o acadêmico da realidade permitindo compreender os desafios 
da área de formação. Através dessa experiência existe a oportunidade de relacionar 
os conteúdos vivenciados no curso e sua relação com a prática no ambiente de 
trabalho. 
9 
 
2. Objetivo Geral 
Este relatório de estágio tem como objetivo apresentar as atividades 
desenvolvidas no estágio supervisionado I, no setor de diagnóstico por imagem, com 
foco em ressonância magnética e tomografia. Sendo abordados os princípios de 
funcionamento de cada setor. Promover oportunidades de aprendizado significativo 
contribuindo com a formação no curso de biomedicina. 
 
2.1 Objetivos específicos 
• Aplicar conhecimentos teóricos na prática; 
• Compreender os princípios de funcionamento, indicações clínicas e protocolos 
de exames da Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, suas 
indicações clínicas e os protocolos de exames. 
• Participar da preparação do paciente para os exames, incluindo a orientação 
sobre os procedimentos e os cuidados necessários 
• Realizar a anamnese dos pacientes, coletando informações relevantes sobre o 
histórico de saúde e as queixas principais 
 
3.0 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
3.1 Introdução a Tomografia Computadorizada 
A Tomografia Computadorizada faz parte dos diversos exames de 
imagenologia. Sendo um exame simples e não invasivo. Que utiliza raios-x que, ao 
serem emitidos por um tubo de radiação, atravessam o corpo e são captados por 
detectores para obter imagens transversais detalhadas dos órgãos e tecidos do corpo 
humano. Esses dados são processados por um computador, que cria imagens 
transversais do corpo, chamadas de cortes tomográficos. Essas imagens podem ser 
reconvertidas em imagens tridimensionais. Sendo útil para diagnosticar diversas 
doenças, desde fraturas até AVC. 
É um exame rápido que dura em média de 10 a 30 minutos, porém essa 
variação depende de alguns fatores como: área do corpo a ser examinada, uso de 
contraste e a colaboração do paciente. Durante o período de estágio tive a 
oportunidade de acompanhar o funcionamento do tomógrafo da Clínica Ultra Imagem 
Diagnóstico de 16 canais da marca Canon Medical Systems, um equipamento de alta 
tecnologia que permite uma resolução muito detalhada nas imagens. O tomógrafo de 
10 
 
16 canais realiza a varredura do corpo em menos tempo, o que proporciona um exame 
mais rápido e confortável para o paciente. 
 
3.2 Equipamentos e Componentes da TC 
Os sistemas da Tomografia Computadorizada consistem em quatro 
componentes principais: 
• Gantry: É a parte do equipamento que envolve o paciente durante o exame, 
sendo a maior parte do equipamento, e possui um formato circular. É o aparato 
que permite a passagem do paciente posicionado sobre a mesa de exames. O 
gantry é composto pelos seguintes elementos: 
o Tubos de raio X: São fonte de geração da radiação 
ionizante. 
o Detectores: Esses são responsáveis por medir a 
quantidade de radiação que irá atravessar o corpo do paciente. 
Ele consegue converter essa radiação em sinais elétricos, que 
são enviados para o computador. 
o Colimadores: É responsável por reduzir a dose de 
radiação moldando e limitando o feixe e melhorando a qualidade 
da imagem. 
o Sistema de rotação: Os detectores e o tubo de raio 
X giram ao redor do paciente sincronizadamente durante o exame 
para aquisição de imagens em diferentes ângulos. 
o Filtro: Remove raios X de baixa energia (fótons 
desnecessários), o que otimiza o espectro do feixe e permite a 
varredura com uma dose menor. 
11 
 
Figura 1- Ilustração da parte interna do Gantry 
 
• Painel de controle: É o campo de interação entre o operador e o sistema de 
TC. Ele está acoplado ao gantry na sua parte externa, e permite controlar 
diversos aspectos do exame, como: movimentação da mesa, visualização e a 
comunicação com o sistema. 
• Mesa de exame: A mesa é onde fica o paciente fica deitado, ela se move 
através do gantry, permitindo que faça o escaneamento de diferentes regiões 
do corpo. 
Figura 2- Mesa do Tomógrafo 
 
• Computador: É considerado uma parte doequipamento, sendo essencial para 
o processamento dos comandos, ele recebe os sinais elétricos dos detectores 
e os processa, transformando-os em imagens digitais. Também é responsável 
por reconstruir, armazenar, visualizar e processar imagens. Este por sua vez, 
12 
 
fica na sala de comando que é separada da sala de exame onde ficam os 
profissionais da área registrando os exames no computador. 
Figura 3- Computador para análises de Tomografia Computadorizada na 
Ultraimagem Diagnósticos 
 
 
Figura 4-Componentes da Tomografia Computadorizada 
 
 
Além desses componentes, existe a bomba injetora que não é um equipamento 
obrigatório, porém faz parte dos equipamentos presente na clínica Ultraimagem. É um 
dispositivo utilizado para administrar o contraste iodado no paciente em alguns tipos 
de exames como a angiotomografia. Ela permite controlar com precisão a velocidade 
e o volume do contraste injetado, garantindo um fluxo contínuo. 
13 
 
Figura 5- Painel de controle e bomba injetora na Clínica Ultraimagem 
 
 
3.3 Anamnese 
Através da anamnese, é possível identificar riscos, contraindicações e garantir 
a segurança do paciente durante o exame. Sendo necessário coletar informações 
antes da realização do exame. Nesse contexto, investiga-se cirurgias prévias, 
doenças renais, diabetes, tabagismo e tratamentos como quimioterapia e radioterapia. 
Em alguns casos, a anamnese pode indicar a necessidade de protocolos adicionais, 
como o uso de contraste. 
É necessário, realizar algumas perguntas específicas ao paciente, visando 
coletar informações cruciais para o exame, abordando o tempo de jejum, se o paciente 
já apresentou alguma alergia, qual o motivo da realização do exame incluindo a queixa 
principal e os sintomas apresentados, além do histórico médico do paciente, 
condições médicas como insuficiência renal, diabetes ou problemas cardíacos, pois 
podem exigir cuidados especiais durante o exame. Essas informações são essenciais 
para avaliar possíveis riscos e adaptar o protocolo do exame, se necessário. 
A maioria dos aparelhos tem restrições em relação ao peso do paciente, pois 
suportam até 120kg. Sendo necessário avaliar durante a anamnese para evitar 
situações desagradáveis na hora da realização do exame. 
 
 
14 
 
3.4 Preparo e posicionamento para TC 
 
O posicionamento para a realização de uma tomografia computadorizada varia 
de acordo com a área anatômica a ser examinada, sendo necessário que a região de 
interesse seja centralizada no equipamento. Antes de ir para a sala de exame, o 
paciente é direcionado para um vestuário onde deve trocar de roupa e receber um 
avental e o propé, sendo instruído a retirar todos os objetos metálicos que possam 
interferir nas imagens, como colares, relógios, próteses dentárias, brincos. Além disso, 
é necessário informar que deve manter-se imóvel durante a aquisição do exame para 
que não haja interferência nas imagens. 
Os exames são realizados com o paciente deitado, com o posicionamento e as 
marcações ajustadas de acordo com a área a ser examinada. É utilizado um laser 
infravermelho para centralizar a área e fornecer marcações precisas para o 
equipamento de tomografia, indicando onde passarão os feixes de raios-x. 
É recomendado que o paciente realize o exame sem acompanhantes, a fim de 
evitar a exposição desnecessária aos raios X. Em casos de crianças, idosos ou 
pacientes com necessidades especiais, a presença de um acompanhante é permitida, 
sendo necessário que ele utilize avental e colete plumbífero, que atuam como barreira 
de proteção contra a radiação ionizante. 
Além disso, nos exames feitos com administração do contraste é necessário 
um preparo antes da realização do exame. É indicado que o paciente fique em jejum 
de até 8 horas, esse período pode variar de acordo com a indicação médica e do 
exame que será realizado. Para exames da área digestiva como a enterotomografia 
ou até mesmo a tomografia de abdome, é indicado além do jejum o uso de laxantes 
para limpar o intestino. 
3.5 Princípios Físicos 
 
O princípio da TC baseia-se na atenuação diferencial dos raios-x ao passarem 
por diferentes tecidos do corpo. Um tubo de raios-x emite um feixe de radiação 
ionizante, que é o colimador para minimizar a dispersão. Ao atravessar o corpo, os 
raios-x interagem com os tecidos, sofrendo atenuação, que é a redução da 
15 
 
intensidade do feixe devido a absorção e ao espalhamento de fótons pelos átomos do 
tecido. Tecidos mais densos, como os ossos, atenuam mais os raios-x do que tecidos 
menos densos, como os pulmões devidos ao ar. 
 
Parâmetros para aquisição da imagem 
Para a aquisição da imagem, o computador utiliza os dados que foram obtidos 
do sinal elétrico e constroem uma imagem digital. Essa imagem é representada em 
uma matriz composta por pixels. Em cada pixel, é atribuído um determinado valor de 
tonalidade com base na escala de Hounsfield que depende da intensidade da radiação 
que foi absorvida. A UH serve para quantificar a densidade da radiação utilizada, 
definindo a densidade da água como 0 unidades Hounsfield (UH), e a densidade do 
ar como - 1000 UH. Todos os outros tecidos biológicos têm densidades expressas em 
relação a esses valores. 
 
Figura 6- Valores de Densidade em Unidades Hounsfield (UH) para diferentes 
estruturas anatômicas 
 
 
Além disso, existe o janelamento que é uma técnica de pós-processamento que 
permite ajustar o contraste da imagem permitindo uma melhor avaliação de estruturas 
específicas. A janela do mediastino avalia melhor as estruturas na região do 
mediastino, podendo avaliar estruturas contidas no coração, esôfago e aorta, a janela 
de parênquima permite uma boa avaliação do parênquima pulmonar, a janela de 
tecidos de partes moles é utilizada para avaliar tecidos moles em geral, incluindo 
16 
 
órgãos abdominais (como fígado, rins, pâncreas), músculos e outras estruturas não 
ósseas, a janela de partes ósseas avalia toda a estrutura óssea 
 
Figura 7- Janela para parênquima (A) e janela para mediastino (B) corte axial 
 
 
Figura 8 - Janela de partes moles, janela pulmão e janela óssea corte axial 
 
 
Reconstrução e cortes da imagem na TC 
Na Tomografia Computadorizada é possível visualizar as imagens em 
diferentes planos, o axial que separa o corpo em duas partes de maneira horizontal, 
o coronal que é uma divisão entre as porções ventral ou anterior, dorsal, ou superior 
e o corte sagital que é um corte de lateral esquerda e lateral direita. A Partir do corte 
axial obtêm-se os outros dois cortes. 
 
17 
 
Figura 9 - Seios paranasais no plano axial 
 
Figura 10- Seios paranasais no plano coronal 
 
Figura 11- Seios paranasais no plano sagital 
 
 
Reconstrução 3D: são imagens tridimensionais obtidas através de estruturas 
internas, esse sistema 3D impacta positivamente na qualidade dos laudos, pois partes 
moles de órgãos, fissuras e vasos pode ser mais bem visualizado. 
 
Figura 12– Imagem em 3D de um pulmão 
 
18 
 
Figura 13 – Imagem 3D de um crânio 
 
 
3.6 Indicações da TC 
A versatilidade da Tomografia Computadorizada permite a identificação precisa 
de fraturas ósseas, hemorragias internas e de traumas, além de fornecer uma 
avaliação abrangente do sistema musculoesquelético, incluindo braços, cotovelos, 
ombros, coluna lombar, bacia, coxas, pernas, joelhos e tornozelos. 
Além disso, a técnica possibilita a visualização detalhada de tumores, 
auxiliando na detecção precoce, caracterização e monitoramento do crescimento, 
bem como na identificação de placas arteriais, aneurismas e outras doenças 
vasculares. No âmbito pulmonar, desempenha um papel crucial no diagnóstico de 
embolia pulmonar, câncer e outras patologias, enquanto na Tomografia de abdome 
total permite a detecção de problemas renais, hepáticos e, no caso feminino, 
ginecológicos. Além disso, esse exame se revela uma ferramenta auxiliarindispensável no planejamento cirúrgico preciso de intervenções complexas. 
(FLEURY, n.d). 
3.7 Contraindicações da TC 
Certas condições podem impedir que um paciente realize o exame de TC, 
porém, a maioria delas são voltadas para pacientes que irão fazer o uso do contraste 
iodado. Exceto isso, é contraindicado para pacientes claustrofóbicos sendo 
necessário realizar o exame com sedação, gestantes no primeiro trimestre devido a 
exposição do bebê a radiação pois, os órgãos ainda estão em formação e pessoas 
em situação de obesidade que pode ocorrer de não caber no equipamento. Pacientes 
19 
 
diabéticos não são contraindicados, porém, aqueles que fazem o uso de metformina 
devem suspender a medicação 48h antes do exame e só retornar com a medicação 
48h depois. 
3.8 Meios de contraste 
Os meios de contraste iodados é uma substância que consegue dar uma maior 
definição às imagens tomográficas, melhorando a qualidade das imagens fornecidas 
pela tomografia. De acordo com Lucio et al. (2023), o armazenamento adequado do 
contraste iodado, é em estufa a 37°C por pelo menos 28 dias, é crucial para otimizar 
sua fluidez e reduzir riscos de reações adversas. Além disso, o uso do contraste após 
a abertura do frasco deve ocorrer dentro de 24 horas, e o material aspirado não deve 
ser reaproveitado. 
A administração do contraste exige atenção a detalhes como a técnica de 
punção, o calibre do cateter intravenoso (jelco), o monitoramento da injeção e o fluxo 
correto. A escolha do calibre do jelco é crucial para garantir a qualidade das imagens 
e a segurança do paciente. Geralmente, calibres entre 18 e 20 são preferidos devido 
à necessidade de alto fluxo durante a injeção do contraste. É fundamental que haja 
rapidez na aplicação do contraste para obter imagens nítidas e detalhadas, permitindo 
a visualização precisa de estruturas vasculares e órgãos. Calibres maiores 
proporcionam uma vazão mais veloz, assegurando que o contraste alcance as áreas 
de interesse no tempo ideal para o exame. 
Além disso, o contraste iodado é um líquido viscoso, o que significa que flui 
com mais dificuldade em cateteres de menor calibre. A utilização de calibres 
adequados facilita a injeção, evitando obstruções e garantindo um fluxo constante. A 
segurança do paciente é outra consideração importante. A injeção de contraste sob 
alta pressão pode levar ao extravasamento do líquido para os tecidos circundantes, 
causando dor e lesões. Calibres maiores reduzem a pressão necessária, diminuindo 
o risco de extravasamento e hemólise. 
As principais contraindicações para o uso desse meio de contraste são 
hipertireoidismo manifesto e insuficiência renal. Paciente com a função renal 
comprometida, (níveis séricos elevados de ureia e creatinina) não deve ser submetido 
à injeção de contraste iodado, salvo se estiver em programa de diálise. Paciente 
20 
 
diabético em uso de cloridrato de metformina não deve receber contraste iodado, pois 
a associação dessas duas drogas pode causar acidose lática. Dessa forma, é 
necessário que o paciente faça a suspensão do medicamento dois dias antes e dois 
dias depois do exame contrastado. (SÃO PAULO, 2018) 
Possíveis reações após uso do contraste 
O contraste pode causar diversas reações desde as reações leves e mais 
comuns como uma sensação de calor, náusea ou vômito. Alguns poucos pacientes 
têm uma reação do tipo alérgica moderada que pode incluir coceira e/ou urticária, 
inchaço dos olhos ou lábios, espirros, ou, raramente, dificuldade para respirar. Nesses 
casos, se necessário, poderá ser administrada medicação para o tratamento dessas 
reações. Outrossim, podem ocorrer complicações mais graves como choque, 
insuficiência renal, problemas cardiorrespiratórios, contusão e perda da consciência, 
podendo levar até a óbito. Ocasiões em que serão tomadas condutas imediatas, como 
atendimento médico e administração dos medicamentos necessários. 
Fases de captação do contraste 
• Pré-contraste - Nessa fase são admitidas imagens antes da 
administração do contraste 
• Arterial - Essa fase o contraste circula apenas nas artérias, nela 
captura o realce máximo das artérias, útil para visualizar a vascularização de 
tumores e outras anormalidades 
• Venosa - Portal - O realce do parênquima hepático e de outras 
estruturas irrigadas pela veia porta, sendo essencial para detectar lesões 
hepáticas 
• Tardia - Visualiza principalmente o sistema urinário e tecidos que 
retêm o contraste por mais tempo. 
• Excretora - Nessa fase é possível visualizar rins, ureteres e 
bexiga, durante a excreção do contraste, é uma fase mais demorada podendo 
durar em torno de 15 minutos. 
3.9 Artefatos na TC 
Os artefatos são distorções ou falhas das imagens, esses artefatos podem 
interferir negativamente no diagnóstico, dificultando a visualização da região de 
21 
 
interesse a ser analisada. Podendo causar até um diagnóstico equivocado devido às 
alterações presentes na imagem. As origens dos artefatos são diversas, e eles podem 
ser classificados baseando-se no fator que os causa. 
Dessa forma, podem ser causados por fatores físicos do aparelho podendo 
ocorrer imperfeições no scanner, ou ainda fatores relacionados à aquisição das 
imagens. Há também os artefatos de movimento, que podem ser causados pelo 
paciente sendo movimentos involuntários como a respiração, deglutição entre outros. 
Ou até mesmo movimentos voluntários causados por desconfortos ou medo. Há 
também o artefato devido a estruturas metálicas como implantes metálicos ou clipes 
cirúrgicos. E os artefatos de reconstrução ocorrem devido a erros nas reconstruções 
de secções adquiridas. (PEGORARO, 2015). 
 
Figura 14 - Artefato devido estruturas metálicas (corte axial) 
 
 
Figura 15– Artefato devido ao movimento do paciente (corte axial) 
 
 
4.0 Blindagens e segurança 
22 
 
A Tomografia Computadorizada é um exame de imagem que desempenha um 
papel fundamental na área da saúde, porém, devido a radiação é exigido que as 
instituições de saúde se adequem rigorosamente à legislação vigente, investindo em 
equipamentos de radiologia adequados e seguros. Essa proteção radiológica é 
regulamentada por normas nacionais e internacionais, que estabelecem limites de 
doses de radiação para pacientes e trabalhadores que ficam expostos à radiação 
ionizante. 
No Brasil, um dos órgãos responsáveis por regulamentar a proteção radiológica 
em serviços de saúde é a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), sendo 
responsável por monitorar 70% dos serviços de radiologia no país. Na construção dos 
equipamentos de radiologia e das salas de exames deve-se utilizar materiais com alta 
capacidade de radiação. 
Para garantir a segurança da TC a blindagem é essencial. Isso envolve 
materiais como chumbo e tungstênio, que absorvem a radiação, revestimento de 
equipamentos. A blindagem estrutural, com paredes, tetos e pisos revestidos de 
concreto e chumbo. As janelas por sua vez, devem ser protegidas com vidros 
plumbíferos, é um tipo especial de vidro que contém chumbo em sua composição. 
Dessa forma, o profissional consegue acompanhar o exame sem se expor à radiação. 
Além disso, é necessário que os profissionais e pacientes utilizem 
equipamentos de proteção individual (EPIs) como luvas e aventais plumbíferos. É 
válido salientar que, deve haver o controle de acesso ao local do exame e treinamento 
adequado dos profissionais. Há outras medidas de proteção que monitoram a dose 
de radiação recebida, existe a determinação da dosimetria ambiental, que são 
medidas de acordo com o programa de monitoração ambiental. 
Esta dosimetria é necessária para estimar as doses em locais onde pode existir 
exposição às radiações ionizantes, tanto de indivíduos ocupacionalmente expostos 
quanto de pacientes e público em geral. Através da colocação de dosímetros em áreas 
adjacentes à sala de exames, é possível monitorar e quantificar osníveis de radiação 
dispersa, assegurando que permaneçam dentro dos limites regulamentares. 
(SANTANA et al., 2015). 
 
23 
 
5. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 
5.1 Introdução à Ressonância Magnética 
 
O exame de Ressonância Magnética é um método que permite a captação da 
imagem de forma indolor e não invasiva. Diferente da Tomografia Computadorizada, 
esse método não possui radiação ionizante e sim campos magnéticos para alinhar os 
prótons no corpo, junto com o pulso de rádio, esse desalinhamento e realinhamento 
dos prótons é detectado e convertido em imagens. O tempo necessário para realizar 
uma ressonância magnética pode variar consideravelmente, desde alguns minutos 
até mais de uma hora. Essa diferença depende das regiões do corpo que precisam 
ser examinadas. 
As imagens coletadas durante o exame, ajudam na avaliação do paciente, pois, 
a partir dela o médico especialista é capaz de visualizar os vários tipos de tecidos e 
estruturas do corpo humano, definindo o que é normal e o que é patológico. Na clínica 
Ultraimagem Diagnósticos, tive a oportunidade de acompanhar o equipamento de 
Ressonância Vantage Elan 1.5T da marca Canon Medical Systems de 16 canais. 
 
5.2 Princípios Físicos da RM 
Os núcleos de hidrogênio são favoráveis à imagem da RM. Ao colocar o 
paciente em um equipamento de RM, os núcleos de hidrogênio orientados 
randomicamente se alinham com o campo magnético estático. A fim de detectar um 
sinal, um pulso de RF perturbador é transitoriamente aplicado ao paciente, resultando 
em alteração do alinhamento desses núcleos. Quando o pulso de RF é desligado, os 
spins retornam ao estado de equilíbrio dissipando energia para as moléculas 
adjacentes. A taxa de perda de energia é mediada pelas propriedades de relaxamento 
intrínsecas do tecido, designadas de tempos de relaxamento longitudinal (T1) e 
transversal (T2). T1 representa a restauração da magnetização longitudinal ao longo 
do eixo do campo magnético principal, enquanto T2 representa o tempo de 
decaimento da magnetização no plano transverso. 
 
 
 
24 
 
Parâmetros para aquisição da imagem 
Para criar a imagem na RM, a onda de frequência perturba o alinhamento dos 
prótons, fazendo com que eles mudem de orientação e precessem em fase. Quando 
a onda de radiofrequência é desligada, os prótons retornam ao seu estado de 
equilíbrio, emitindo um sinal que é detectado e usado para criar a imagem. Na figura 
15 representa resumidamente esse fluxo de informações, o gerador RF e o gerador 
de pulsos criam os sinais que, após serem amplificadas no transmissor são enviadas 
para o paciente através das bobinas de RF. Após a emissão dos sinais de retorno do 
paciente, eles são recebidos no receptor, e enviados para o computador, que irá 
processar e gerar a imagem. 
 
Figura 16 - Sistema típico para criação da imagem 
 
Planos da Ressonância 
Os planos da imagem referem-se às diferentes orientações em que as imagens 
são obtidas. Os planos da RM são o axial, sagital e coronal. 
 
Figura 17- Planos da Ressonância Magnética 
 
 
 
25 
 
5.3 Equipamentos e Componentes da RM 
• Magneto - É o imã principal, sendo responsável por gerar o campo magnético 
estático e intenso que é necessário para alinhar os prótons no corpo do 
paciente. 
• Bobinas de gradiente - As de gradiente codificam espacialmente os sinais da 
RM. Elas produzem campos magnéticos variáveis em 3 direções espaciais (x, 
y, z). Sendo a de gradiente X responsável por selecionar os cortes sagitais, a 
de gradiente Y cortes coronal e a de gradiente Z, os cortes axiais. Sendo assim, 
são responsáveis pela seleção de cortes, formação de imagens, codificação de 
frequência e codificação de fase. 
Figura 18 - Componentes da Ressonância Magnética 
 
• Bobinas de radiofrequência - Fazem parte do processo de mapear e codificar 
os sinais, nas quais são antenas transmissoras e receptoras de sinais de RF, 
e se adapta ao contorno do corpo. Elas possuem divisões e quanto menor for 
a bonina mais próxima da área de interesse melhor é a imagem obtida. São 
divididas em bobinas de corpo, crânio, tornozelo, pé, joelho, ombro, mão e 
punho. 
• Computador - Controla, processa e exibe as imagens. 
Sequências da RM 
As sequências no exame de RM são uma série de pulsos de radiofrequência e 
gradientes, que a partir delas formam um conjunto de imagens. Para descrever as 
sequências são utilizados termos para descrever a aparência dos tecidos, sendo eles, 
o hiperintenso que significa que o tecido é mais brilhante, isointenso, é um tom de 
26 
 
cinza tendo o mesmo brilho que o tecido de referência, e por fim o hipointenso que 
representa um tecido mais escuro. 
As sequências básicas são: 
• SPIN-ECO - É uma das técnicas mais básicas da RM. Sendo caracterizada por 
um pulso de 90 graus para orientar os spins nucleares, seguido por um pulso 
de 180 graus, que gera um eco. 
Figura 19 – Diagrama do Pulso Spin Eco (SE) em RM 
 
• T1 - Na sequência ponderada em T1 é ideal para visualização de estruturas 
com alta densidade de prótons, como gordura. Pois, a gordura tem uma alta 
intensidade de sinal nas imagens. É essencial para a avaliação de tumores, 
patologias vasculares e sistemas musculoesqueléticos. 
Figura 20 - Sequência ponderada em T1 corte axial 
 
27 
 
É importante ressaltar que, após aplicar o contraste no paciente e realizar as 
sequências específicas para contraste, é necessário que faça novamente uma 
sequência de T1, pois o contraste tem um alto sinal na sequência T1. Sendo 
necessário fazer T1 com contraste e sem contraste para que haja uma comparação 
entre as imagens obtidas. 
Figura 21 - Comparação entre a sequência T1 com e sem o contraste Gd 
corte axial 
 
• T2 - Na sequência ponderada em T2, os líquidos aparecem com intensidade 
de sinal mais brilhante. Dessa forma, estruturas como líquor, inflamações e 
edemas ficam mais destacados. 
Figura 22 - Sequência ponderada em T2 corte axial 
 
• FLAIR - É uma sequência eficaz para identificar lesões em pacientes com 
patologias neurológicas. Pois, é caracterizada pela supressão de fluidos , como 
o líquor. 
28 
 
Figura 23 - Sequência ponderada em FLAIR corte axial 
 
• DIFUSÃO (DWI - Diffusion Weighted Imaging)- É um marcador de 
celularidade, pois mede a mobilidade da água no interior dos tecidos. Nessa 
sequência a calota craniana não fica nítida nas imagens. Essa sequência é 
essencial para a avaliação de Acidentes Vasculares Cerebral (AVC), tumores, 
lesões agudas e patologias que alteram a difusão da água nos tecidos. 
Figura 24 - Imagem ponderada em DWI corte axial 
 
Logo após, a sequência de difusão obtém-se o mapa ADC (Coeficiente de 
Difusão Aparente), que é responsável por quantificar a difusão das moléculas de água 
nos tecidos. Sendo importante para auxiliar na avaliação de tumores, AVC, 
caracterização e monitoramento de diversas condições de órgãos do corpo. 
29 
 
Figura 25- Sequência de Difusão e Mapa de Coeficiente de Difusão Aparente 
(ADC) corte axial 
 
• FAT SAT - Essa sequência suprime ou anula o sinal dos tecidos adiposos 
(gordura) nas imagens, pois lança mão de um pulso de 90º prévio à sequência 
de pulso propriamente dita. Esse pulso causará a aceleração do vetor da 
gordura e este vetor ficará com o momento magnético diferente dos outros 
vetores. Em seguida, aplica-se um pulso de 90º da sequência de pulso (pulso 
excitatório), os vetores que não haviam sido excitados vão para o plano 
transverso, enquanto o vetor da gordura vai para o plano longitudinal negativo 
(180º) e começa a precessionar em maior velocidade, ficando fora de sintonia 
em relação aos outros vetores. 
Figura 26- Imagem da mama no plano axial ponderado em T1 FAT SAT pós-
contraste intravenoso, mostrando a gordura em hipossinal. 
 
 
 
30 
 
5.4 Anamnese 
A Ressonância Magnética exige uma anamnese cuidadosa para garantir a 
segurançado paciente e a qualidade das imagens. Diferentemente de outros exames, 
a RM utiliza um campo magnético intenso, o que torna necessário a identificação e 
remoção de metais antes de realizar o exame. A anamnese deve abordar o histórico 
médico detalhado do paciente. Podendo abordar alergias, cirurgias prévias e doenças 
preexistentes. 
É primordial, a investigação sobre implantes e dispositivos metálicos, 
abrangendo desde marca-passos cardíacos e clipes de aneurisma até brincos, colares 
e piercing. Também deve ser exploradas condições específicas como gravidez, 
claustrofobia e histórico de convulsões. A coleta dessas informações é essencial para 
evitar riscos, como o aquecimento ou deslocamento de objetos metálicos pelo campo 
magnético, e para prevenir artefatos nas imagens que prejudicam o diagnóstico. 
5.5 Posicionamento 
Na ressonância magnética, são utilizadas bobinas específicas para cada área 
a ser examinada. O exame é realizado com o paciente em sua maioria posicionado 
em decúbito dorsal, a área a ser analisada deve estar alinhada com o centro da 
bobina. É utilizado um laser infravermelho para centralizar a área a ser analisada. É 
importante esclarecer que o posicionamento pode variar dependendo do protocolo 
específico do centro de imagem e da condição do paciente, podendo variar o 
posicionamento em alguns casos específicos. 
É necessário conscientizar o paciente que durante o exame deve ficar imóvel, 
pois ao mover-se pode interferir na aquisição das imagens. Além disso, é utilizado em 
alguns exames suportes sob penas para elevar os membros inferiores, reduzindo a 
tensão na coluna e minimizando o movimento do paciente. E, além de suporte, o uso 
de almofadas e outros dispositivos como cintas que são utilizadas em alguns exames 
específicos como abdome total e pelve pois, é comum para garantir que o paciente 
permaneça imóvel e previna artefatos. 
 
 
31 
 
5.6 Indicações da Ressonância Magnética 
A ressonância magnética é o exame de escolha para investigação de lesões 
de ligamento e tendões, para problemas na coluna vertebral, para tumores do sistema 
nervoso central e para a investigação de doenças neurológicas, como a esclerose 
múltipla, além de doenças abdominais. 
5.7 Contraindicações da Ressonância Magnética 
É contraindicado na RM, a presença de materiais ferromagnéticos no corpo do 
paciente, como certos implantes metálicos, marca-passos ou clipes de aneurisma 
cerebral antigos, pois representam um risco significativo devido ao forte campo 
magnético. Esses materiais podem se deslocar, causar lesões internas ou gerar 
artefatos nas imagens. Além disso, dispositivos médicos eletrônicos, como bombas 
de infusão ou neuroestimuladores. Outras contraindicações incluem a claustrofobia, 
devido ao espaço da máquina ser muito fechado e apertado pode causar claustrofobia 
no paciente. 
5.8 Meio de Contraste 
Na ressonância magnética, o meio de contraste utilizado é o gadolínio que por 
sua vez desempenha um papel crucial ao realçar a visibilidade de estruturas internas, 
permitindo diagnósticos mais precisos. O gadolínio possui propriedades 
paramagnéticas, o que significa que ele altera o comportamento dos átomos de 
hidrogênio nos tecidos circundantes quando exposto a um campo magnético. Essa 
alteração afeta os tempos de relaxamento dos tecidos, especialmente o tempo de 
relaxamento T1. Ao encurtar o tempo de relaxamento T1, o gadolínio resulta em um 
aumento da intensidade do sinal nas imagens ponderadas em T1, tornando as 
estruturas que absorveram o gadolínio mais visíveis e distintas nas imagens de RM. 
Antes da aplicação do contraste, é necessário que o paciente assine um termo 
de consentimento que é disponibilizado na recepção da clínica. É fundamental que o 
profissional de saúde tenha a responsabilidade de informar detalhadamente o 
paciente sobre o procedimento, assegurando que este entenda suas implicações e 
concorde com o procedimento. 
32 
 
De acordo com o Manual Prático de Biomedicina no Diagnóstico por Imagem, 
do Hospital Sírio-Libanês, o meio de contraste gadolínio é administrado por via 
intravenosa. A quantidade em volume médio administrado é de 10 mL a 20 mL. O 
cálculo para a administração do contraste é baseado no peso do paciente e na 
concentração do agente de contraste utilizado. A dose padrão geralmente varia de 0,1 
a 0,2 mmol/kg de peso corporal. 
Possíveis reações 
A incidência total de reações adversas aos meios de contraste na RM varia, 
aproximadamente, entre 2% e 4%. As reações adversas ao uso do GD podem ser 
divididas entre maiores e menores, e entre gerais e locais. 
• Reações menores gerais mais comuns são náusea, vômito, urticária e cefaleia, 
enquanto as locais são irritação, ardor e sensação de frio. 
• Reações adversas agudas maiores ao gadolínio, como laringoespasmo e 
choque anafilático, são raras. 
• Reações adversas após a injeção intravenosa de gadolínio são mais frequentes 
em pacientes que já tiveram reações prévias a qualquer tipo de contraste de 
uso interno, quer seja gadolínio ou contraste iodado (dobro de chance), e em 
pacientes com história de asma e alergias. (Meireles et al., 2012, p. 329) 
5.9 Artefatos 
Um artefato é uma alteração ou distorção indesejada na imagem, que não 
deveria estar presente. Essa falha pode simular uma doença ou esconder estruturas 
importantes do corpo, dificultando o diagnóstico preciso. 
• Artefato de movimento: É causado devido a movimentos voluntários podendo 
ser o movimento de deglutição, movimento dos olhos, movimento por 
desconforto e claustrofobia. Ou movimentos involuntários, sendo eles os 
movimentos cardíacos, respiratórios, pulsação dos vasos, fluxo sanguíneo 
entre outros. 
33 
 
Figura 27– Artefato de movimento (RM de crânio corte axial) 
 
• Artefatos causados por filtros: São causados devido ao uso de filtros de 
homogeneidade que se apresentam na forma de ruídos externos ou faixas 
brilhantes atravessando a imagem. 
• Artefato de dobra: Ocorre quando a anatomia fora do FOV, dobra sobre a 
região de interesse e ficam sobrepostas na imagem. 
Figura 28 – Artefato de dobra (RM de crânio) 
 
• Artefato metálico: Ocorre devido a presença de objetos metálicos no corpo do 
paciente que interferem no sinal ao seu redor. 
34 
 
Figura 29– Artefato metálico devido a presença de grampos metálicos no 
cabelo (RM do crânio, sequência magnética ponderada em T1 no plano coronal e 
sagital) 
 
Figura 30– Artefato metálico devido a presença de prótese metálica na 
cavidade oral (RM do crânio, sequência magnética ponderada em T1 no plano 
sagital) 
 
6. Zonas de segurança 
Os locais que utilizam o equipamento de ressonância devem ser divididos em 
4 zonas. Essas zonas são projetadas para controlar o acesso e minimizar os riscos 
associados ao campo magnético. As quatro zonas devem conter sinalização com 
placas claras e visíveis, tendo um acesso rigorosamente controlado. 
Zona I - Área livre 
• É uma área mais externa, geralmente uma sala de espera onde a circulação e 
o acesso são liberados. 
35 
 
Figura 31– Zona I - RM: Área de acesso livre na Clínica Ultraimagem 
 
Zona II - Área controlada 
• Nessa zona, o acesso é controlado e restrito a pacientes e profissionais 
autorizados. O ideal é que os pacientes sejam submetidos ao questionário de 
segurança de metais, é onde ocorre a anamnese e a troca de roupa para 
utilização do avental e o propé que são disponibilizados na clínica. 
Figura 32 – Zona II – RM: Área de acesso controlado Clínica Ultraimagem 
 
Zona III - Área restrita 
• Nessa área o acesso deve ser estritamente controlado, sendo proibido 
permanecer sem autorização, pois geralmente é um corredor que fica próximo 
ao equipamento de ressonância e a sala de comando. 
36 
 
Figura 33– Zona III – RM: Área de acesso restrito Clínica Ultraimagem 
 
Zona IV - 
• Esta área é onde tem acesso direto com o equipamento da Ressonância.A 
segurança é máxima devido ao forte campo magnético, a entrada é permitida 
apenas para pacientes e profissionais. 
Figura 34– Zona IV – RM: Área de acesso restrito a sala do Magneto da 
Clínica Ultraimagem 
 
 
37 
 
6.1 Blindagens de segurança 
As salas de exame de RM onde fica o aparelho devem possuir uma blindagem 
RF(Rádio Frequência), denominada de Gaiola de Faraday. Essa blindagem envolve o 
ressonador e impede que eles entrem ou saiam de ondas eletromagnéticas. Um 
projeto de gaiola de faraday requer certas condições prévias de estudos (dimensões 
das aberturas, os níveis de piso e teto, insumos e outros), os quais são detalhados 
em uma pasta técnica. Também devem dispor de isolamento acústico, medidas para 
atenuação de vibrações mecânicas e sistema de evacuação massiva de gases 
criogênicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O estágio supervisionado é sem sombra de dúvidas um dos momentos chaves 
no processo de formação acadêmica, pois nessa etapa ocorre a experimentação de 
todo o conteúdo que foi abordado durante o curso de forma teórica. Além disso, é 
nesse período que de fato o aluno começa a ter um contato com o mercado de 
trabalho. Ao longo desse período, tive a oportunidade de estar presente em diferentes 
etapas do fluxo da clínica Ultraimagem, desde o preparo do paciente, observação da 
operação dos equipamentos até o acompanhamento das imagens. A imersão no 
ambiente dinâmico da clínica Ultraimagem, me proporcionou um aprendizado pratico 
complementando a formação teórica adquirida. 
A vivência prática me permitiu compreender os diferentes parâmetros de 
sequências, bobinas e o preparo do paciente para a obtenção de imagens de 
qualidade. A experiência de ter uma interação com uma equipe multidisciplinar, 
incluindo técnicos, enfermeiras e médicos radiologistas foi fundamental para a 
compreensão da importância do trabalho em equipe e da comunicação eficaz no 
ambiente de saúde. Em suma, o estágio supervisionado foi essencial pois, 
representou uma etapa crucial na minha formação acadêmica e profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
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ultrassom%20e%20v%C3%A1rios%20outros. Acesso em: 02 abr. 2025. 
 
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Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 4, n. 1, p. [páginas do artigo, se 
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Manual Prático de Biomedicina no Diagnóstico por Imagem do 
Hospital Sírio-Libanês/edição Paula Caparroz Lucio... [et al.]. – 1. ed. – 
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MAZZOLA, Alessandro A.; STIEVEN, Karine I.; HOHGRAEFE NETO, 
Guilherme; CARDOSO, Georgina de Melo. Segurança em Imagem por 
Ressonância Magnética. Revista Brasileira de Física Médica, v. 13, n. 1, p. 
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Meireles, G. C. X., Kreimer, S., Marchiori, G. G. A., Galon, M. Z., & 
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NOBESCHI, L.; KATAYOSE, J.; GOTO, R. E.; MUNHOZ, B. N. S.; 
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