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CURSO: FISIOTERAPIA – NOITE N3 ALUNO(A): Rosa Maria Matias Antônio Moura de Paula COMPLEXO DO OMBRO E COTOVELO E ACIDENTES ANATÔMICOS, MÚSCULOS Itapipoca - CE 2025 COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO Os ossos que compõem o complexo articular do ombro são: úmero, escápula, clavícula e esterno. O úmero e a escápula formam a articulação glenoumeral. A escápula e a clavícula formam a estrutura óssea da cintura escapular, que é ventralmente completada pela extremidade cranial do esterno, com a qual se articulam as extremidades mediais das clavículas. Dorsalmente é bastante deficiente, sendo as escápulas ligadas ao tronco apenas por músculos. A cintura escapular é sustentada e estabilizada pelos músculos que estão presos às costelas, ao esterno e às vértebras. ÚMERO O úmero, o maior e mais longo osso do membro superior, articula-se com a escápula na articulação do ombro e com o rádio e a ulna na articulação do cotovelo. É divisível em um corpo, uma cabeça e um côndilo. A extremidade distal do úmero, incluindo os epicôndilos, tróclea e capítulo e as fossas do olécrano, coronóidea e radial, constitui o côndilo do úmero. A extremidade proximal do úmero possui cabeça, colo e tubérculos maior e menor. A cabeça do úmero, superfície lisa e arredondada, se articula com a cavidade glenoidal da escápula. A circunferência dessa face articular é levemente estrangulada e denomina-se colo anatômico, que a separa dos tubérculos maior e menor, em contraste com um estrangulamento abaixo dos tubérculos denominado colo cirúrgico. A cabeça do úmero volta-se para cima medial e posteriormente, retrovertida cerca de 40°. A cavidade glenoidal é rasa e voltada ântero-lateralmente. O tubérculo maior está situado lateralmente à cabeça e ao tubérculo menor. Sua superfície proximal é arredondada e marcada por três impressões planas: a mais alta dá inserção ao supraespinal, a média ao infraespinal e a inferior ao redondo menor. O tubérculo menor projeta-se medialmente, logo abaixo do colo anatômico. Sua face anterior serve para a inserção do tendão subescapular. Os tubérculos estão separados entre si por um sulco profundo, o sulco intertubercular (sulco bicipital), que aloja o tendão da porção longa do músculo bíceps braquial. ESCÁPULA A escápula é um osso triangular, plano, que se situa na face posterolateral do tórax, estendendo-se da 2ª até a 7ª costela. A escápula não se localiza no plano frontal, mas no plano oblíquo, de dentro para fora e de trás para adiante. Possui duas faces: costal (próxima às costelas) e posterior; três margens: medial, lateral e superior; e três ângulos: superior, lateral e inferior. A face costal, côncava, forma uma grande fossa subescapular. A face posterior, convexa, é dividida irregularmente pela espinha da escápula (crista de osso espessa e saliente) em uma pequena fossa supraespinal e em uma fossa infraespinhal muito maior. As grandes superfícies ósseas das três fossas propiciam fixações para músculos volumosos. A espinha da escápula termina lateralmente no acrômio. Superolateralmente o ângulo lateral da escápula é ampliado em um processo espesso, algumas vezes denominado cabeça da escápula, ligado ao restante do osso por um colo levemente constringido. Esta porção da escápula é escavada para formar a cavidade glenoidal, que se articula com a cabeça do úmero. Orienta-se para fora, para frente e levemente para cima. É côncava em ambos os sentidos (vertical e transversal) e está rodeada pela proeminente margem glenóide, interrompida pela incisura glenóide na sua porção ântero-superior. Anterolateralmente, por baixo da clavícula e na direção da cabeça do úmero, projeta-se o processo coracóide, com a forma de um dedo curvado, proporcionando inserções para ligamentos e músculos O acrômio forma a porção mais alta do ombro e salienta-se sobre a cavidade glenoidal (Figura 3). Sua face cranial é convexa, áspera e dá inserção a algumas fibras do músculo deltóide. Sua face caudal é lisa e côncava e a borda lateral espessa e irregular, apresentando três ou quatro origens tendíneas do deltóide. Tem a borda medial mais curta que a lateral, côncava, dando inserção a uma porção do músculo trapézio e apresentando, próximo ao seu centro, uma pequena superfície de articulação para a extremidade acromial da clavícula. Seu ápice, que corresponde ao ponto de encontro dessas duas bordas, é fino e tem nele inserido o ligamento coracoacromial. CLAVÍCULA A clavícula conecta o membro superior ao tronco e forma a porção ventral da cintura escapular. É um osso longo, curvado em forma de S itálico. Situado quase que horizontalmente, logo acima da primeira costela, mede aproximadamente 15 cm de comprimento. Tem duas extremidades, duas faces e duas bordas. Apresenta uma curvatura dupla: os dois terços mediais mostram convexidade anterior, pois a clavícula deve adaptar-se à curvatura anterior da caixa torácica, ao passo que o terço lateral é de convexidade posterior. A clavícula articula-se medialmente com o manúbrio do esterno e lateralmente com o acrômio da escápula. A clavícula, uma vez atuando como suporte, permite que a escápula e o membro superior fiquem suspensos, mantendo-os longe do tórax e proporcionando ao braço liberdade máxima de movimento e ainda transmite forças do membro superior para o esqueleto axial. ESTERNO O esterno é um osso plano que forma a face anterior da parede óssea do tórax. Consiste de três partes: manúbrio, corpo e processo xifoide, em sentido craniocaudal. Lateralmente, à borda superior apresenta as incisuras claviculares côncavas para as faces articulares esternais das clavículas COMPLEXO ARTICULAR DO COTOVELO Articulações do cotovelo: úmero-ulnar Articulações do cotovelo: úmero radial Articulações do cotovelo: rádio-ulnar A articulação do cotovelo é do tipo sinovial, constituída pelas articulações úmero-ulnar, úmero-radial e radioulnar. A cápsula articular é reforçada nas laterais por ligamentos colaterais e sua membrana fibrosa reveste todas as estruturas articulares. Os principais ligamentos são: ligamento colateral radial (se origina no epicôndilo lateral do úmero e se funde com o ligamento anular do rádio); ligamento colateral ulnar (que se origina no epicôndilo medial). Articulações do cotovelo: úmero-ulnar A articulação úmero-ulnar permite contato e movimento entre o úmero e a ulna. Ela é do tipo sinovial e uniaxial (possui um único eixo) com movimento de flexo-extensão. Nas partes superficiais da articulação úmero-ulnar podem ser encontradas entre a tróclea do úmero e a incisura troclear da ulna. A tróclea tem a forma de ampulheta e sua superfície articular é revestida de cartilagem. O sulco troclear é uma depressão central da tróclea que separa duas superfícies convexas desiguais. Acima da superfície cartilaginosa da tróclea encontra-se uma depressão, a fossa coronóide, onde se articula o processo coronóide da ulna durante a flexão. Posteriormente, a fossa olecraniana relaciona-se com o processo olecraniano da ulna durante a extensão. Outra estrutura relacionada com a articulação úmero-ulnar é o epicôndilo medial, que é ponto de inserção do grupo dos músculos flexores e pronadores do antebraço e do ligamento colateral ulnar. Articulações do cotovelo: úmero radial A articulação úmero-radial é também uma diartrose uniaxial. Mas ela tem duas funções, flexão-extensão no plano frontal e rotação em torno do eixo longitudinal associados à articulação radioulnar proximal. A saliência distal e lateral do úmero é metade de uma esfera, denominada côndilo ou capítulo. Um sulco separa o côndilo da tróclea. A borda da cabeça do rádio é direcionada em movimento pelo sulco côndilo-toclear na flexo-extensão. Acima do côndilo está uma depressão, a fossa radial, onde se articula a cabeça radial na flexão máxima. Lateralmente, encontramos o epicôndilo lateral. Articulações do cotovelo: rádio-ulnar A articulação radioulnar proximal é sinovial e permite o movimento da cabeça do rádio sobre a incisura radial da ulna através do ligamentoanular do rádio, que circunda a articulação. Já a articulação radioulnar distal, também sinovial, permite o movimento da extremidade do rádio sobre a cabeça da ulna e a estrutura de união é o ligamento triangular Acidentes anatômicos ósseos Os acidentes anatômicos ósseos são irregularidades nos ossos que servem de referência para a origem e inserção dos músculos. Acidentes anatômicos ósseos Linhas, que são pontos de origem e inserção de músculos largos Espinhas, que são alongadas, como o processo espinhoso Côndilos e cabeças, que podem ser formados no interior de articulações Forames, que são perfurações nos ossos Tuberosidades, onde se fixam os músculos Sulcos, por onde passam nervos e artérias. Relação entre acidentes anatômicos e músculos. A linha áspera é um acidente ósseo muscular que é um ponto de origem e inserção de músculos largos. A tuberosidade do músculo deltoide é um acidente ósseo muscular onde se fixa o deltoide Lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações São classificadas em leve, moderada e grave. Os sinais e sintomas variam de acordo com o grau da lesão, O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico image1.png