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MARIA FRANCILENE DOS SANTOS SILVA 
 
 
A HISTÓRIA DO DIREITO PENAL: As origens do direito penal na 
antiguidade e sua evolução histórica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fortaleza 2025 
 
 
MARIA FRANCILENE DOS SANTOS SILVA 
 
 
A HISTÓRIA DO DIREITO PENAL: As origens do direito penal na 
antiguidade e sua evolução histórica 
 
 
Artigo científico apresentado como requisito 
parcial para obtenção do título de Bacharel em Direito 
pelo centro universitário UniAteneu, Orientador: 
Professor Afonso Albuquerque 
 
 
 
Professor(a) Avaliador(a) 
 
_____________________________________ 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A história do Direito Penal constitui um campo de estudo essencial para compreender a 
evolução das sociedades e seus mecanismos de controle e justiça. Desde as primeiras formas de 
punição baseadas em costumes e vingança privada até os sistemas jurídicos modernos estruturados 
em códigos e princípios universais, o Direito Penal reflete as transformações culturais, políticas e 
filosóficas que moldaram a relação entre o indivíduo, o Estado e a coletividade. Este artigo propõe 
uma análise histórica dessa disciplina, explorando suas origens nas civilizações antigas, seu 
desenvolvimento ao longo da Idade Média e Moderna, e sua consolidação contemporânea como 
instrumento de equilíbrio entre a repressão ao crime e a garantia de direitos fundamentais. Ao 
investigar os marcos que definiram essa trajetória, busca-se não apenas traçar um panorama 
cronológico, mas também compreender como os valores de cada época influenciaram a concepção 
de crime, pena e justiça, oferecendo uma base para reflexões sobre os desafios atuais do sistema penal. 
Palavras-chave: Direito penal. Historia. Evolução. Justiça. Punição. Pena. Crime. Estado. 
Civilizações antigas. 
 ABSTRACTC 
The history of Criminal Law is an essential field of study for understanding the evolution of societies 
and their mechanisms of control and justice. From the first forms of punishment based on customs and private 
revenge to modern legal systems structured on universal codes and principles, Criminal Law reflects the 
cultural, political and philosophical transformations that have shaped the relationship between the individual, 
the State and the community. This article proposes a historical analysis of this discipline, exploring its origins 
in ancient civilizations, its development throughout the Middle Ages and Modern Age, and its contemporary 
consolidation as an instrument for balancing the repression of crime and the guarantee of fundamental rights. 
By investigating the milestones that defined this trajectory, the aim is not only to outline a chronological 
panorama, but also to understand how the values of each era influenced the conception of crime, punishment 
and justice, offering a basis for reflections on the current challenges of the criminal justice system. 
Keywords: Criminal law. History. Evolution. Justice. Punishment. Penalty. Crime. State. Ancient 
civilizations. 
. 
_______________________ 
1 Graduanda em direito pelo centro universitário UniAteneu 
O direito penal passou por varias fases ao longo da história, fases estas que refletem as mudanças 
sociais, politicas e folosoficas, foram bases para o que é o nosso direito penal hoje, a historia percorre 
caminha por evoluções desde a idade mais antiga até a comtemporanea. Fazer um estudo sobre essas 
fases é de suma importância para avaliar os princípios que regem o sistema atual, não podemos 
desvincular a historia da humanidade do contexto histórico do direito pena, afinal desde sempre o crime 
acontece, e assim se faz necessário uma organização que garanta a paz e o bem-estar da sociedade. 
Os estudiosos dividem a historia em algumas fases, sendo elas; 
VINGANÇA DIVINA 
Sabemos nos dias de hoje que os raios, os ventos, a chuva, a seca , entre outros, são fenômenos 
naturais, porém os seres humanos primitivos não tinham esse entendimento, eles acreditavam que esses 
fenômenos eram causados por divindades e seres de forças sobrenaturais, os totens por exemplo era 
imagens, objetos, animais ou até fenômenos da natureza como a chuva, e estes eram venerados pelos 
clãs antigos, que acreditavam que por meio desses totens, vinha a proteção de que eles precisavam, surge 
ai os tabus, que podemos chamar de proibições relacionadas ao totem, por exemplo...se existisse um 
totem de um animal, este animal jamais poderia ser morto ou comido, a violação de uma lei como esta 
se tornava uma afronta a esta divindade, daí punia-se o infrator para acalmar os deuses e purificar o 
grupo novamente. 
Temos aí o período que podemos classificar de vingança divina, sendo essa uma fase primitiva 
do direito, o castigo era atribuído á aqueles indivíduos que desagradavam aos deuses, com o intuito de 
amenizar a ira da divindade, castigava-se com rigor e crueldade o transgressor, aqui o direito se confunde 
com a religião, partindo do princípio de que essas divindades necessitavam de vidas humanas, para que 
o homem pudesse ser perdoado. Podemos visualizar na sociedade egípcia por exemplo, a necessidade 
da repressão, que advinha dos representantes das divindades na terra, os faraós. 
A perda da paz de uma tribo por exemplo, somente poderia ser conquistada novamente quando 
houvesse a morte de alguém que de alguma forma era o culpado por esse castigo dos deuses, essas penas 
eram severas e cruéis. 
Seria o período da pré-história do direito penal, nesta época ainda não existia a escrita, as leis 
era embasadas oralmente e conservadas pela tradição passando de geração para geração, existiam várias 
etnias , tribos onde estes tinham suas próprias regras, ligadas as religiões, como por exemplo os Incas, 
Astecas e no Brasil os indígenas. 
Durante a idade média, o direito penal era ligado as autoridades religiosas, a inquisição por 
exemplo, foi criada para combater a heresia, penas de tortura e execução eram comuns nesta época. 
Trata-se de um direito onde os sacerdotes eram que comandavam, o delito era considerado um pecado, 
e cada pecado era atribuído a um determinado Deus. A penalidade era uma punição divina destinada à 
purificação e à redenção da alma do transgressor. 
O direito canônico por exemplo, é a jurisdição da igreja católica, que inicialmente tinha o papel 
de disciplinar, que logo passou a atingir toda a sociedade. O objetivo era recuperar os criminosos, fazer 
com que voltasse a sociedade, mesmo que para isso fosse necessário penas e métodos severos. 
A penitenciaria no que podemos chamar de período do direito canônico, lugar onde o agressor 
não cometeria mais crimes e se arrependendo de seus crimes, voltaria ao convívio social. 
VINGANÇA PRIVADA 
No período da vingança privada, mais conhecida como “Fazer justiça com as próprias mãos”, 
dentro destas regras está a máxima que é “olho por olho, dente por dente”. 
Nesta fase quando na ocorrência do crime, um familiar aplica a pena, a reação a este crime partia 
da própria vítima ou de seus familiares ou até mesmo pela sua tribo, e esta reação é desproporcional, 
superior a ofensa, este modelo de justiça atinge não só o agente causador como também o grupo em que 
ele convive, podendo assim levar a conflitos entre tribos, foi um período instigado por lutas acirradas, 
causando muitas vezes a extinção de muitos clãs. 
O ofensor podia ser banido de seu grupo social ficando à mercê de outros grupos, onde poderiam 
causar sua morte, por outras tribos, pois o mesmo estava vulnerável, acreditava-se que este infrator era 
indigno de estar ali com sua tribo, sua permanência no grupo desagradava. 
Se o ofensor fosse de um grupo social diferente da vítima, a reação era a conhecida por 
“vingança de sangue”, que era considerada um dever religioso e sagrado, uma “verdadeira guerra 
movida pelo grupo ofendido àquele a que pertencia o ofensor, culminando, não raro, com a eliminação 
completa de um dos grupos” (GAECEZ, apud MIRABETE,2010, p. 16). 
Nesta fase não existe um estado juiz, não existe leis, nem existe um moderador, alguém que 
aplica a sanção e que meça qual a proporção ideal, existe a não razoabilidade, apenas a vingança como 
uma retribuição pelo mal feito a alguém, é uma vingança totalmente livre, onde se poderia dizimar tribos 
inteiras, eram guerras bárbaras, diante disso surge uma lei chamada lei de talião, ou seja, tal qual, olho 
por olho, dente por dente, implantada pelo código de Hamurabi que foi o primeiro código de leis da 
história e vigorou na Mesopotâmia, quando Hamurabi governou o primeiro império babilônico, entre 
1792 e 1750 a.C" esse código se baseava na Lei do Talião, que punia um criminoso de forma semelhante 
ao crime cometido, implantada também pelo povo Hebreu e os Romanos, afinal como nesta época não 
existia a figura do estado, não existia um órgão centralizador para a aplicação da justiça penal. Aqui, 
por mais cruel que possa parecer, temos uma manifestação inicial do princípio da proporcionalidade, 
por tratar de modo igual, infrator e vítima. 
Trazendo a ideia de fazer justiça, pois não seria justo que um indivíduo de um grupo contrario 
cometesse um crime, toda a tribo dele morresse por causa de um, por isso se implantou esta lei, que 
aplica uma punição de que um olho seria vingado com outro olho, um dente seria vingado com outro 
dente, podemos dizer que a lei de talião seria de fato o inicio do direito penal, quando pelo código de 
Hamurabi, já temos as leis escritas trazendo essa proporcionalidade entre crime e punição ideal. 
As sentenças escritas estavam relacionadas ao casamento, à escravidão, ao trabalho e a acordos 
comerciais, para cada classe social o código determinava um tipo de punição. 
Isso não bastava para as populações que com o tempo estavam cada vez mais deformadas, foi 
então que surgiu o sistema da composição, onde o agressor e a vitima entrariam em acordo, e um valor 
era estipulado a fim de reparar o dano, vemos ai que a composição foi um dos primeiros termos de 
responsabilidade civil, bem como das penas pecuniárias do direito penal. 
O Código de Hamurabi foi crucial para estabelecer um código legal que regulasse as interações 
sociais entre os residentes do primeiro império babilônico. Assim, o código sucedeu a tradição oral, que 
transmitia as leis de uma geração a outra. Esperava-se que, ao aplicar uma punição para um criminoso 
de maneira semelhante ao delito praticado, houvesse uma diminuição nas atividades criminosas. 
VINGANÇA PÚBLICA 
Vingança pública, também conhecida como período da justiça pública ou vingança coletiva, 
marca uma etapa da história do direito penal, situada entre a vingança privada e o surgimento dos 
sistemas jurídicos estatais organizados. Com a sociedade mais evoluída e estruturada, o estado toma 
para si o dever de manter a ordem e a paz social, cabendo o direito de punir o infrator em nome da 
coletividade, essa fase reflete a transição do controle das punições das mãos dos indivíduos ou famílias 
para a comunidade ou autoridade emergente, onde o estado é o único poder munido de praticar as 
punições, sendo esses lideres tribais, religiosos, o rei. Aqui as vitimas não precisa fazer justiça com as 
próprias mãos, a função primaria da fase era a manutenção do estado, assim como a existência do próprio 
soberano, tendo a punição como meio de amedrontamento. O crime passa a ser visto como ofensa não 
apenas ao individuo mais a ordem social ou divina, onde se exige uma resposta social ou comunitária. 
Período marcado por penalidades exemplares e cruéis, desumanas, com caráter retaliatório e 
dissuasório, visando afirmar o poder da autoridade, o soberano determinava, quem , como e onde punir, 
ninguém poderia ir contra a sua decisão ou poderia ter a mesma fatalidade, temos como exemplo, a 
morte na fogueira, roda, o esquartejamento, sepultamento em vida, amputações, para se alcançar o 
objetivo maior que era a segurança da classe dominante. Com o poder do Estado cada vez mais 
fortalecido, o caráter religioso foi sendo dissipado e as penas passaram a ter o intuito de intimidar para 
que os crimes fossem precavidos e dominados. 
As penas ainda carecem de proporcionalidade ou garantias particulares, características que só 
se consolidariam em fases posteriores com o avanço do estado e do conceito jurídico. 
ILUMINISMO E A REFORMA PENAL 
Com o Iluminismo e a Revolução Francesa no século XVIII, o Direito Penal sofreu profundas 
mudanças, destacando os princípios de igualdade, liberdade e justiça. Durante esse período, 
proeminentes teóricos do Direito Penal, como Cesare Beccaria que escreveu “ Dos delitos e das Penas” 
que tinha por função criticar o sistema penal da época pois este era muito severo , Beccaria era humanista 
e agia de acordo com a razão, afirmava que as punições não se baseavam na razão como fator de 
mensurar o certo e o grau da pena a ser aplicada, dentro desta época temos Jeremy Bentham, fundador 
do utilitarismo, onde avaliava a moralidade das ações com base em sua capacidade de promover o maior 
bem para o maior número de pessoas, era racional no campo do direito, onde acreditava que as leis 
deveriam maximizar a felicidade coletiva e minimizar o sofrimento, ambos advogavam pela 
humanização das penas e pela tentativa de reintegração dos condenados à sociedade. 
O iluminismo chega como uma forma de pensar a pena, onde temos uma iluminação das ideias, 
um despertar da consciência, a igreja perdendo seu poder autoritário sobre a sociedade, sobre a ciência, 
onde temos ai o antropocentrismo, o homem sendo centro do processo. 
O iluminismo traz uma nova abordagem ao direito penal, onde enfatiza a razão, a humanidade 
e a proporcionalidade nas punições, ficando a favor da abolição da tortura e da pena de morte, 
promovendo ideias baseadas de justiça e prevenindo o crime, trazendo a reabilitação do criminoso ,ideias 
estas que foram bases de muitas reformas legais em muitos países europeus. 
No século XX, o Direito Penal sofreu mudanças significativas, resultando na elaboração de leis 
mais específicas e na incorporação de tecnologias inovadoras na investigação de crimes. As penas 
alternativas também estão se tornando mais frequentes, como meio de prevenir a superpopulação 
carcerária e fomentar a reintegração dos condenados à sociedade. 
A justiça se torna distributiva, ou seja, não existe mais a figura da divindade, como forma de 
distribuição da punição que se torna uma necessidade social onde é garantido o direito a defesa. 
DIREITO PENAL COMTEMPORANEO 
Refere-se ao conjunto de normas, princípios e práticas jurídicas que regem as sociedades atuais, 
adaptando-se às transformações sociais, tecnológicas e políticas do mundo moderno. Ele é caracterizado 
por uma constante evolução, influenciada pela globalização, pelos direitos humanos e pela necessidade 
de regulamentar novas realidades, como a inteligência artificial, o comércio eletrônico e as questões 
ambientais. 
No contexto atual, o direito contemporâneo busca equilibrar tradições jurídicas com inovações. 
Sistemas como o civil law (baseado em códigos e legislações escritas) e o common law (centrado em 
precedentes judiciais) continuam a coexistir, mas há uma crescente interação entre eles devido à 
internacionalização do direito. Tratados internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos de 1948, e organismos como a ONU e a OMC moldam as legislações nacionais, promovendo 
a harmonização de normas. 
Além disso, o direito contemporâneo enfrenta desafios como a proteção de dados pessoais (ex.: 
GDPR na Europa), a justiça social e a inclusão de minorias, refletindo uma maior atenção à igualdade e 
à dignidade humana. A interdisciplinaridade também é uma marca, com o direito dialogando com áreas 
como economia, tecnologia e ética. Em resumo, o direito contemporâneo é dinâmico, pluralista e voltado 
para responder às complexidades do século XXI, mantendoa justiça como objetivo central. 
O surgimento do direito penal internacional com tribunais, como o tribunal internacional reflete 
uma preocupação global com a responsabilização por crimes contra a humanidade. O direito penal 
continua a evoluir, enfrentando desafios com as constantes mudanças que ocorrem no mundo. 
A teoria geral da pena , explica os princípios, finalidades e justificativas para a aplicação da 
pena, que é uma sanção imposta pelo estado em resposta a prática de um crime, com objetivos principais 
de retribuição, prevenção e ressocialização 
Retribuição – castigo justo ao transgressor, equilibra a gravidade do delito proporcionando uma 
resposta proporcional ao delito, baseia-se na ideia de justiça e no valimento da punição 
Ressocialização – transformar o condenado, reintegrando-o a sociedade de maneira positiva, por 
meio da reeducação e adaptação social, tentando trazer dignidade dentro da legalidade ao reintegrado. 
Prevenção – dissuadir a sociedades e o infrator com foco na prevenção geral , pensa-se em 
desestimular a pratica do crime pela sociedade em geral , o que chamamos de efeito intimidativo, visa 
impedir que o violador volte a cometer crimes, seja por meio de intimidação ou reabilitação 
O sistema penal de hoje, busca um equilíbrio entres essas três finalidades, ela desempenha um 
papel essencial no direito penal, fornecendo os fundamentos teóricos que justificam a imposição de 
sanções pelo estado, equilibrando as punições com a proteção social, justiça e reintegração., fazendo 
com que a pena não seja vista apenas como condenação, e sim como instrumento de controle social, 
respeitando os direitos fundamentais e promovendo harmonia na sociedade. 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O direito penal contemporâneo reflete a evolução de ideias iluministas que buscaram humanizar 
e racionalizar a justiça, como as defendidas por Cesare Beccaria e Jeremy Bentham. Enquanto Beccaria 
enfatizou a proporcionalidade e a rejeição à crueldade, Bentham trouxe uma perspectiva utilitarista, 
focada na eficiência e na maximização do bem-estar social. Esses princípios, aliados às demandas atuais 
por igualdade, prevenção e reabilitação, mostram que o sistema penal não é apenas um instrumento de 
repressão, mas um mecanismo dinâmico voltado para o equilíbrio entre a segurança da sociedade e os 
direitos individuais. Assim, o estudo do direito penal revela sua capacidade de se adaptar às 
transformações históricas e éticas, mantendo como desafio central a construção de uma justiça que seja, 
ao mesmo tempo, eficaz e humana. 
Compreender a evolução do Direito Penal é crucial para entender as origens da justiça 
contemporânea e formular novas respostas para os desafios do século XXI.Com o passar do tempo, o 
Direito Penal sofreu transformações e se adaptou às alterações sociais, culturais e políticas de cada 
período. A progressão do Direito Penal espelha o anseio da sociedade por uma justiça mais equitativa e 
humana, que preserve a dignidade humana e honre os direitos básicos. 
O que se está a demonstrar é que não apenas a força coercitiva do Direito continua sendo uma 
de suas características mais marcantes, mas que, mesmo com todas as críticas sobre sua ineficácia, 
seletividade e simbolismo vazio de elementos positivos, ele continua sendo um refúgio para a falência 
de outras áreas jurídicas, possivelmente devido à sua característica de máxima coercitividade. 
 
REFERENCIAS 
BRASIL. Código de Processo Penal. 1941 
Beccaria, Cesare. Dos Delitos e das Penas. Tradução de Torrieri Guimarães. São Paulo: Martin Claret, 
2003. Marco histórico do direito penal, essencial para entender as reformas iluministas do século XVIII. 
Bentham, Jeremy. An Introduction to the Principles of Morals and Legislation. Oxford: Clarendon Press, 
1996 (edição original de 1789).Obra fundadora do utilitarismo, com reflexões sobre a evolução das 
penas e sua função social. 
Foucault, Michel. Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. Petrópolis: 
Vozes, 2007. Análise histórica e filosófica da transição dos castigos corporais para o sistema prisional 
moderno. 
Anitua, Gabriel Ignacio. Histórias dos Pensamentos Criminológicos. Tradução de Sérgio Lamarão. Rio 
de Janeiro: Revan, 2008. Obra que traça a evolução do pensamento penal, desde a Antiguidade até os 
debates contemporâneos.

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