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ç UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: AVALIAÇÃO CLINICA/ PSICOSSOCIAL NOME DO ALUNO: ANA CARLA DA COSTA VIEÍRA R.A: 2213549 POLO: ARARIPINA-PE DATA: 01/05/2023 ç TÍTULO DO ROTEIRO: AVALIAÇÃO CLINICA/ PSICOSSOCIAL - INTRODUÇÃO: Avaliação clinica psicossocial em enfermagem, trata- se de instrumentalizar o enfermeiro para a compreenção da enfermagem como prática social. Proporcionando o dessenvolvimento de habilidades para avaliar o ser humano em seu aspecto psicossocial em atendimento pré- hospitalar. Abordaremos a seguir como e feito a lavagem de mãos, técnica de calçar luva estéril, sinais vitais, dados antropométricos, avaliação neurológica, avaliação cabeça e pescoço, avaliação cardioarculatória, avaliação respiratória, avaliação abdominal, exame clínico das mamas, exame clínico dos orgão ginitais externos feminino e masculino e avaliação do sistema urinário. – No polo Unip Araripina-PE nos dias 20/04 e 27/04, tivemos aulas práticas ministradas pela professora Sabrina Alencar, sobre os respectivos assuntos citados acima, vimos como e feito todo o processo desde a higienização até o exame clínico fisíco psicossocial, dessenvolvendo conhecimentos, habillidades e atitudes para avaliar o ser humano em seu aspecto clínico. ç RESULTADOS E DISCUSSÃO Aula 01 Roteiro 01 1. Higienização das mãos/ Técnica de calçar luva estéril Estudos realizados pela organização mundial da saúde em 2006 evidenciam que a prática da higienização das mãos reduz significamente a transmissão de micro-organismos, e assim diminui a incidência das infecções previnientes, reduzindo a morbimortalidade em serviços a saúde. Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviço a saúde e mantém contato direto ou indireto com o pacientes, atuem na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril. Além de familiares, acompanhantes e visitantes. A OMS (Organização Mundial da Saúde), preconiza os cinco principais momentos da assistência ao paciente, para os quais o profissional de saúde deverá higienizar, impreterivelmente, as suas mãos. • Veja a seguir os cinco principais momentos da assistência ao paciente. (Observe a figura abaixo). ç A eficácia da higienização simples das mãos, com água e sabonete, depende da técnica e do tempo gasto durante o procedimento. Tem a finalidade de remover micro-organismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia á permanência e á proliferação de micro- organismos, com duração entre quarenta e sessenta segundos. Esse nível de descontaminação é suficiente para os contatos sociais em geral e para a maioria das atividades práticas nos serviços de saúde. • Observe na imagem abaixo como se faz a higienização das mãos. 1.1 Higienização antisséptica das mãos Tem a finalidade de promover a remoção de sujidades e de micro-organismos com um antisséptico, reduzindo a carga microbiana das mãos. O procedimento deve ter duração de vinte a trinta segundos. • Veja na imagem a seguir de como e feita a higienização antisséptica. ç ç 1.2 Antissepsia cirúrgica ou preparo pré-operatório das mãos Tem a finalidade de eliminar a microbiota transitória da pele e reduzir a microbiota residente, além de proporcionar efeito residual na pele do profissional. A duração do procedimento é de três a cinco minutos para a primeira cirurgia e de dois a três minutos para as cirurgias subsequentes. • Veja a seguir passo a passo de como se faz a antissepsia cirúrgica 1. Abrir a torneira, molhar as mãos, antebraços e cotovelos; 2. Recolher, com as mãos em concha, o antisséptico e espalhar nas mãos, antebraço e cotovelo. No caso de escova impregnada com antisséptico, pressione a parte da esponja contra a pele e espalhe por todas as parte; 3. Limpar sob as unhas com as cerdas da escova. 4. Friccionar as mãos, observando espaços interdigitais e antebraço, de três a cinco minutos, mantendo as mãos acima dos cotovelos. 5. Enxaguar as mãos em água corrente, no sentido das mãos para os cotovelos, retirando todo resíduo do produto. Fechar a torneira com o cotovelo, joelho ou pés, se a torneira não possuir fotossensor 6. Enxugar as mãos em toalhas ou compressas estéreis, com movimentos compressivos, iniciando pelas mãos e seguindo pelo antebraço e cotovelo, atentando para utilizar as diferentes dobras da toalha ou compressa para regiões distintas. ç ➢ Observe a imagem abaixo. ç 1.3 Técnica de calçar luva estéril ➢ Materiais necessários; Pares de luvas estéreis numeradas como 6.0, 6.5, 7.0, 7.5, 8.0, 8.5 e 9.0; pode variar de acordo com o fabricante ➢ Indicação Manuseio de material esterilizado que precise permanecer sem contaminação Ao realizar técnicas assépticas 1.4 Procedimento ✓ Selecionar o material conforme o tamanho adequado ✓ Retirar adornos ✓ Higienizar as mãos ✓ Posicionar o material em superfície segura ✓ Abrir o pacote da luva, sem tocar nas luvas ✓ Com a mão dominante, retirar a luva pegando pela parte interna do punho ✓ Calçar a luva na mão dominante, atentando-se para não contaminar a parte externa ✓ Colocar a mão enluvada dentro da dobra do punho da outra luva ✓ Calçar a luva na mão não dominante atentando para não contaminar a não enluvada ✓ Ajeitar as luvas externamente com as mãos enluvadas ✓ Após o uso: ç ✓ . Retirar a luva de uma das mãos puxando-a, externamente pelo punho, sobre a mão, virando-a pelo avesso ✓ Na sequência, introduzir os dedos da mão já sem luva dentro do punho, puxar, virando-a do avesso ✓ Desprezar as luvas no lixo infectante ✓ Lavar as mãos • Observe a imagem abaixo http://enfermagemcontinuada.blogspot.com.br/2011/03/tecnica-de-calcar-luva-esteril.html ç Aula 01 Roteiro 02 2. Sinais Vitais São indicadores do estado de saúde e da garantia das funções circulatórias, respiratória, neural e endócrina do corpo. Podem servir como mecanismos de comunicação universal sobre o estado do paciente e da gravidade da doença Verificação de: Temperatura, pulso e frequência cardíaca, respiração, pressão arterial, dor. Materias necessários para a verificação; Bandeja de aço inoxidável, Álcool 70%, algodão ou gaze, papel e caneta, relógio com ponteiro de segundos, termômetro digital, escalas de dor, estetoscópio, esfigmomanômetro. Procedimento: Lavar as mãos, em seguida reunir os materiais necessários, colocar a bandeja com os materiais na mesa ou cabeceira do paciente e explicar todo o procedimento ao paciente. 2.1Temperatura A temperatura corporal é um parâmetro fisiológico controlado rigorosamente pelo organismo humano. Existe uma variação de 0,2° a 0,4° Celsius (°C) para mais ou para menos de 37 °C para manutenção das funções metabólicas. Para avaliar a temperatura corporal, é necessário utilizar um termômetro. Pode-se avaliar a temperatura nos seguintes locais; • Cavidade oral: colocar o termômetro embaixo da língua, orientar a pessoa a fechar os lábios e aguardar de três a cinco minutos; • cavidade retal: introduzir termômetro específico para essa região, com a devida lubrificação, de 3 a 4 cm do ânus. A pessoa deve estar em decúbito lateral. Permanência do termômetro por três minutos; • Região axilar: para colocação do termômetro, a região deve estar livre de umidade para não interferir na medida. Período de ç permanência do termômetro: de cincoa sete minutos; • Pavilhão auricular: recurso tecnológico especial – mais utilizado em unidade de terapia intensiva. 2.2 Valores de Referência ✓ Hipotermia: abaixo de 36°C ✓ Normotermia: entre 36°C e 36,8°C ✓ Febrícula: entre 36, 9°C e 37,4°C ✓ Estado febril: entre 37,5° e 38°C ✓ Febre: entre 38°C e 39°C ✓ Pirexia ou Hipertermia: entre 39,1°C e 40°C ✓ Hiperpirexia: acima de 40°C 2.3 Procedimento ✓ Lavar as mãos ✓ Posicionar o paciente de forma confortável ✓ Limpar o termômetro com algodão embebido em álcool 70% ✓ Se necessário, enxugar a axila do paciente com a própria roupa ou papel toalha ✓ Colocar o termômetro na região axilar com o bulbo em contato direto com a pele do paciente, posicionando o membro sobre o tórax ✓ Aguardar sinal sonoro do termômetro ✓ Retirar o termômetro ✓ Proceder à leitura e anotar o valor obtido ✓ Limpar o termômetro com algodão embebido em álcool 70% ✓ Guardar o mesmo na embalagem de segurança (caixinha) ✓ Lavar as mãos ✓ Anotar o valor obtido ç 2.4 Pulso Para a verificação do pulso, com a devida observação do número e das características dos batimentos cardíacos refletidos nas artérias, devemos utilizar as polpas dos dedos indicador e médio para proceder a palpação de uma artéria, em geral a artéria radial, para, durante um minuto, realizarmos as observações. pertinentes. Além da verificação do pulso radial, podemos verificar o pulso braquial, femoral, carotídeo, pedioso, tibial posterior e poplíteo. As características do pulso a serem observadas são: • Intensidade (cheio ou filiforme); • Ritmicidade (regular ou irregular); • Simetria (iguais em ambos os membros). 2.5 Valores de Referência e Padrões • Normocardia: 60 a 100 bpm • Taquicardia: > de 100 bpm • Bradicardia: de 100 bpm • BRADICARDIA:do braço no ponto médio entre acrômio e olecrano. 2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço: 3. Colocar o manguito, sem deixar folgas, de 2 a 3 cm acima da fossa cubital. 4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial. 5. Estimar o nível da PAS pela palpação do pulso radial (observar com que pressão de insuflação do manguito o pulso radial cessa). 6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula ou o diafragma do estetoscópio sem compressão excessiva. 7. . Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da PAS obtido pela palpação do pulso radial. 8. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 mmHg por segundo). 9. Determinar a PAS pela ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff) após aumentar ligeiramente a velocidade de deflação. 10. Determinar a PAD no desaparecimento dos sons 11. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa 12. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a PAD no abafamento dos sons e anotar valores da PAS/PAD/zero. 13. Realizar pelo menos duas medições, com intervalo em torno de um minuto. Medições adicionais deverão ser realizadas se as duas primeiras forem muito diferentes. ç Caso julgue adequado, considere a média das medidas. 14. Medir a pressão em ambos os braços na primeira consulta e usar o valor do braço onde foi obtida a maior pressão como referência. 15. nformar o valor de PA obtido para o paciente. 16. . Anotar os valores exatos sem “arredondamentos” e o braço em que a PA foi medida. 6. Dor A dor é uma sensação desagradável que sinaliza lesões reais ou possíveis. A dor é o motivo mais comum pelo qual as pessoas procuram assistência médica. A dor pode ser aguda ou leve, constante ou intermitente, latejante ou estável. Às vezes, pode ser muito difícil descrever a dor. Podendo ser classificada como: - Dor Aguda - Dor Crônica (acima de 6 meses) - Dor Recorrente (períodos de curta duração e que se repete com frequência) 6.1 Intensidade -Leve - Moderada - Intensa - Muito intensa 6.2 Duração -Contínua - Cíclica ou periódica: duração de cada crise e intervalos. 6.3 Técnica • Lavar as mãos ç • Posicionar o paciente de forma confortável • Explicar o procedimento • Questionar e anotar conforme verbalização do paciente as características da dor: ➢ Data de início (quando) ➢ Localização (onde), se necessário fazer uso do diagrama corporal (abaixo) o Intensidade (quanto), usar escalas de dor ➢ Qualidades (como) ➢ Periodicidade e duração dos episódios ➢ Fatores de melhora e piora ƒ ➢ Sintomas associados ➢ Efeitos sobre as atividades da vida diária ➢ Anotar os resultados ç Aula 01 Roteiro 03 7. Dados antropométricos A antropométria é a medida das dimensões físicas de uma pessoa. Inclui, peso, circunferência abdominal,altura, Índice de Massa Corporal (IMC), percentual de gordura e índice de padrão de crescimento. Esses parâmetros são fundamentais para a avaliação do paciente em algumas unidades de atendimento, tais como pediatria, endocrinologia, nefrologia, obstetrícia e cardiologia. 7.1 ÍNDICE DE MASSA CORPÓREA (IMC) ç 7.2 Materiais Necessários 7.3 Altura e Peso • Balança: -Mecânica com regra antropométrica -Digital com regra antropométrica • Estadiômetro - para mensurar com exatidão a altura do paciente - Papel Toalha Procedimento ✓ Lavar as mãos ✓ Forrar o piso da balança com papel toalha ✓ Pedir ao paciente para retirar o calçado, o roupão ou excesso de roupa, carteira, celular, entre outros ✓ Auxiliá-lo a subir na balança ✓ Destravar a balança e deslocar o massor do quilograma até o valor do peso estimado do paciente – quando do tipo mecânica ✓ Deslocar o massor do grama até o valor do peso estimado do paciente – quando do tipo mecânica ✓ Registrar o peso do paciente ✓ Auxiliá-lo a virar de costas para a régua antropométrica (antropômetro) ✓ Orientar e auxiliar o paciente em relação ao posicionamento adequado (cabeça reta, olhando para o horizonte ✓ Posicionar o antropômetro de maneira que a barra toque na parte superior da cabeça e registrar a altura ç ✓ Higienizar as mãos ✓ Proceder à anotação de enfermagem Aula 02 Roteiro 04 8. Avaliação Neurológica Exame neurológico é uma avaliação clínica, não invasiva, que busca identificar e dimensionar transtornos que afetam o sistema neurológico. - Observa-se: • Identificação de disfunções no sistema nervoso • Efeitos da disfunção na vida do paciente • Detecção de situações de risco de vida - O exame neurológico serve para constatar anormalidades no sistema neurológico, indicando lesões e patologias. • O paciente poderá ser examinado: - Deitado - Sentado - Em pé 8.1 Materiais Necessários • Lanterna • Pupilômetro • Escala de coma de Glasgow • Escala de força muscular ç 8.2 Avaliação do Nível de Consciência • Despertar • Estado de vigília • estar acordado • Linguagem • Memória • Crítica • Perceptividade • Reatividade (variável quando há perda da consciência) Avaliação do Nível de Consciência /Escala de Coma de Glasgow • Visa diminuir a subjetividade • Padronizar os registros • Linguagem uniforme • Registro simples e fácil • Avalia a consciência por meio de 3 indicadores: - Abertura ocular = AO - Melhor resposta verbal = MRV - Melhor resposta motora = MRM - Reatividade pupilar 8.3 Procedimento O exame é composto, basicamente, por anamnese e avaliação física. A ideia é que, ao final da avaliação, seja possível descrever um exame físico neurológico abrangente e identificar anormalidades que sinalizem comprometimento neurológico. • Verificar fatores que interferem com a comunicação, capacidade de resposta e outras lesões. • Observar a abertura ocular, o conteúdo do discurso e os ç movimentos dos hemicorpos direito e esquerdo. -Estimular • Estimulação sonora: ordem em tom de voz normal ou em voz alta • Estimulação física: pressão na extremidade dos dedos, trapézio ou incisura supraorbitária - Pontuar de acordo com a melhor resposta observada - Analisar a reatividade pupilar - Subtrair a nota obtida anteriormente pelo valor obtido na reatividade pupilar ç 8.4 Procedimento: ✓ Entrar no quarto/enfermaria já observando o paciente ✓ Aproximar-se do paciente ✓ Avaliar se houve abertura ocular espontânea ✓ Se abertura ocular espontânea, dar continuidade ao exame, verificar o nível de orientação (tempo, espaço e em relação a si mesmo) ✓ Realizar perguntas pontuais com intuito de verificar a memória, atenção, concentração e linguagem ➢ Caso o paciente não apresente abertura ocular espontânea; • Iniciar o estímulo auditivo, com tom de voz normal • Se obtiver resposta verbal do paciente, avaliar o nível de orientação (tempo, espaço e em relação a si mesmo) • Realizar perguntas pontuais com intuito de verificar a memória, atenção, concentração e linguagem ➢ Ausência de resposta com estímulo auditivo, usando tom de voz normal • Aumentar o tom de voz • Se não houver resposta aplicar estímulo, como bater de palmas ou estalar os dedos • Avaliar se o paciente responde, se sim, mensurar o nível de orientação (tempo, espaço e em relação a si mesmo) ➢ Caso o paciente não apresente resposta ao estímulo auditivo • Tentar estímulo tátil, ao tocar o braço do paciente • Se não houver resposta,aplicar o estímulo ç doloroso no leito ungueal ou região esternal • Em ambos, exercer pressão sobre o local • Se obtiver resposta verbal do paciente, avaliar o nível de orientação (tempo, espaço e em relação a si mesmo) ➢ Avaliar a resposta motora do paciente O adequado é que o cliente obedeça aos comandos do enfermeiro em relação à movimentação dos membros. Entretanto, existem situações em que não haverá tal movimentação, nestes casos, ao aplicar o estímulo doloroso, averiguar se: Dirige a mão em direção ao estímulo doloroso, na ausência de resposta verificar se: • Flexiona o braço rapidamente, mas não apresenta movimentação anormal • Flexiona os braços e cotovelos, apresenta predominantemente movimentação anormal (decorticação) • Extensão dos braços (descerebração) • Não movimenta braços ou pernas e não existe fator interferindo a atividade motora. ➢ Os estímulos que obtiveram a melhor resposta do paciente devem ser marcados em cada um dos três tópicos da escala. Se algum fator impede a vítima de realizar a tarefa, deve-se marcar como não testável (NT). Somar as notas obtidas nos três tópicos. Análise da reatividade pupilar Suspender cuidadosamente as pálpebras do paciente e direcionar um foco de luz para os seus olhos. Registrar a nota correspondente à reação ao estímulo. Subtrair a nota obtida anteriormente pelo valor obtido na reatividade pupilar e registrar a nota obtida pelo paciente. ç ➢ Por exemplo; Nota do paciente na ECG for igual a 6, considerando a AO; MRV e MRM e a reação das pupilas for igual a 2. Nesse caso, a ECG com reação pupilar será de 6 menos 2, ou seja, 4 pontos. AVALIAÇÃO PUPILAR A avalição das pupilas se dá com auxílio de lanterna e pupilômetro. Durante avaliação é fundamental comparar uma pupila com a outra. Deve ser realizado observando: • Diâmetro • Forma • Fotorreatividade Diâmetro • Varia de 1 a 9 mm • Padrão = 2 a 6 mm • Diâmetro médio = 3,5 mm • Midríase = 7 a 9 mm • Miose = 1 mm Simetria • Isocóricas = diâmetros iguais • Anisocóricas = diâmetros diferentes Formato • Redondas – fisiológico • Ovoides - Hipertensão craniana • Buraco de fechadura – Cirurgia de catarata • Irregulares – Trauma de órbita Procedimento ✓ Posicioná o paciente de maneira confortável ✓ Explicar o procedimento ao paciente, e Certificar-se que o ambiente esteja claro ✓ Posicionar o pupilômetro paralelo ao globo ocular D do paciente ✓ Encontrar a medida que corresponda ao diâmetro da pupila do paciente ç ✓ Aproveitar e verificar o formato da pupila ✓ Anotar as informações ✓ Proceder da mesma maneira do lado E ✓ Aproveitar e verificar o formato da pupila ✓ Anotar as informações ✓ Solicitar que o cliente feche os olhos ✓ Posicionar a lanterna ligada paralela ao globo ocular D ✓ Pedir para o paciente abrir os olhos ✓ Imediatamente posicionar a lanterna sobre os olhos ✓ Verificar se houve reação pupilar ao estímulo luminoso, sendo esperado a constrição da pupila ✓ Realizar o mesmo procedimento na pupila do olho E ✓ Anotar as informações TESTE ROMBERG Avalia o equilíbrio, o sinal de Romberg indica que há lesão no cordão posterior evidenciado por meio da perda o equilíbrio ➢ Observe a imagem abaixo, de como ocorre o procedimento ç Teste inedex nariz Testar coordenação nas extremidades superiores Técnica • Explicar o procedimento para o paciene • Solicitar que o mesmo fique em pé • Pedir para estender os membros superiores lateralmente • Orientar o mesmo a tocar a ponta do nariz com o indicador, alternando lado D/E • Uma mão de cada vez, acelerando o movimento • Posteriormente com olhos fechados Teste de força muscular Verificar a dependência ou independência do paciente para realizar atividades físicas. Comparar um membro com o membro do lado oposto do corpo. Nesse exame, o paciente procura fazer movimentos, com oposição aplicada pelo examinador. Não havendo indicios de doenças que justifique exame particularizado de determinados segmentos, esse exam é realizado rotineiramente de modo global. • Abrir e fechar as mão • Estender e flexionar o antebraço • Abduzir e elevar o braço • Flexionar e estender a perna e o pé. ç AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE ➢ Avalia-se se os receptores sensitivos do corpo (dermátomos) transmitem impulsos para o córtex sensitivo. • Solicitar que o paciente feche os olhos • Encostar gaze ou algodão seco na superfície corporal • Verificar se o paciente refere a percepção dos estímulos • Comparar o hemicorpo direito com o esquerdo • Solicitar que o paciente feche os olhos • Encostar e comprimir levemente um objeto de ponta romba na superfície corporal • Verificar se o paciente refere a percepção dos estímulos • Comparar o hemicorpo direito com o esquerdo • Solicitar que o paciente feche os olhos • Encostar um tubo de ensaio contendo água fria e água quente na superfície corporal • Verificar se o paciente refere a percepção dos estímulos • Comparar o hemicorpo direito com o esquerdo Aula 02 Roteiro 05 9. Avaliação cabeça e pescoço Avalição dos órgãos do sentido, os quais são de importância para o indivíduo proteger-se das ameaças externas mediante a visão, audição, olfato e paladar. -Primeiramente o enfermeiro deve reunir os materiais e logo em seguida, higienizar as mãos, garantindo um ambiene adequado. -O enfermeiro deverá explicar todo o procedimento ao paciente. ç Posicionando o paciente quando possível deitado -O enfermeiro deverá utilizar técnicas de inspeção e palpação 9.1 Materiais Necessários - Lanterna -Pupilômetro -Espátula -Otoscópio O enfermeiro deverá observar a posição ideal para a cabeça, que poderá ser ereta, Equilibrio e sem movimentos anormais. Observando a postura, tiques e Inflamação das meninges. 9.2 Crânio -Tamanho Varia com a idade e biotipo adequado para idade • Microcefalia ƒ • Macrocefalia - Couro cabeludo Higiene Distribuição do cabelo • Quantidade de cabelo • Coloração do cabelo • Descamação o Seborreia o Parasitose • Lesões localizadas • Saliências (abaulamento) ƒ • Cistos sebáceos ƒ • Tumores ósseos ƒ • Hematomas ƒ ç • Depressão 9.3 Face Coloração; Palidez , Icterícia , Cianose - Manchas localizadas, 9.4 Olhos Pálpebras avaliar; Abertura, fechamento, Mobilidade do globo ocular (laterais, para cima e para baixo), Presença de edema palpebral, Presença de processos inflamatórios folículos pilosos e glândulas sebáceas 9.5 Pupilas - Diâmetro e Forma; Posicionar o pupilômetro paralelo ao globo ocular D do paciente, encontrar a medida que corresponda ao diâmetro da pupila do paciente, verificar o formato da pupila e anotar as informações. E proceder da mesma maneira do lado E Diâmetro ▪ Varia de 1 a 9 mm ▪ Padrão = 2 a 6 mm ▪ Diâmetro médio = 3,5 mm ƒ ▪ Midríase = 7 a 9 mm ▪ Miose = 1 mm ▪ Isocóricas = diâmetros iguais ▪ Anisocóricas = diâmetros diferentes -Simetria (forma) ▪ Redonda – fisiológico ƒ ▪ Ovoides - Hipertensão craniana ƒ ▪ Buraco de fechadura – Cirurgiade catarata ƒ ▪ Irregulares – Trauma de órbita -Reação à Luz; Pedir que o paciente fecha os olhos, posicionando a lanterna ligada paralela ao globo ocular. Pedir parra o paciente abrir os ç olhos e imediatamente posicionar a lanterna sobre os olhos e verificar se houve reação pupilar ao estímulo luminoso, sendo esperado a constrição da pupila e realizar o mesmo procedimento da pupila no lado E. 9.6 Nariz Materiais: • Otoscópio/lanterna • Espátula -Forma e Tamanho: Poderão ser alteradas no caso de traumatismo, tumores e Doenças endócrinas. -Exame endonasal (verificar): Podem verificar pelos, epistaxe, Secreção mucopurulenta, crostas, Septo nasal. -Investigando hipersensibilidade dos seios paranasais Avaliado por meio da técnica de palpação 9.7 Seios frontais e maxilares Pressionar o osso frontal com os polegares sobre as sobrancelhas, pressionar os seios maxilares com os polegares, fazendo movimentos para cima, se sensibilidade, sugestivo de sinusite. 9.8 Ouvidos Observar pavilhão auricular, forma e tamanho se tem deformidades congênitas ou deformidades adquiridas como, nódulos, tumorações, hematomas. Realizar o procedimento com o auxílio de um espéculo ou otoscópio. Detectar precença de corpos estranhos, processos inflamatórios, Furunculose ou otorragia. ç 9.9 Boca A avaliação da boca será realizado com ajuda de uma espátula, se necessário com a ajuda da lanterna, observando a coloração da cavidade e o hálito. Observar as deformarções congênitas como, Lesões herpéticas, Edema ou Ulcerações. Avaliar coloração das gengivas, Avaliar se há Presença de infecções nos dentes, Cáries, Formatos, sangramento ou lesões. Já a língua e avaliada apartir do dorso ,nela o enfermeiro observa, Amigdalite aguda, Processos purulentos, Abcessos amigdalianos e Cáseos. 10. Pescoço O pescoço deve ser avaliado nas seguintes posições; vertical, mobilidade, Inclinações, rigidez de nuca. O enfermeiro deverá fazer inspeções na presença de cicatrizes, lesõe e tumorações. A palpação no trajeto do pescoço tem o intuito de identificar linfonodos ingurgitados, glândula tireoide, forma, consistência e se há presença de nódulos. Aula 02 Roteiro 06 Avaliação Cardiocirculatória Avaliar por meio das técnicas de inspeção, palpação e ausculta o aparelho circulatório. Identificar características fisiológicas e possíveis alterações no aparelho cardiocirculatório. Primeiramente o enfermeiro deve reunir os materiais e higienizar as mãos, garatir um ambiente adequado e pocisionar o paciente explicando todo o procedimento ao paciente. Em seguida o enfermeiro irá utilizar técnicas de inspeção, palpação e ausculta. Materiais Necessários: • Estetoscópio ç • Algodão • Álcool 70% Inspeção e Palpação -Posicionamento do cliente no leito • Parece tranquilo ou inquieto? • Apresenta dispneia ou cansaço ao responder as perguntas? • Qual sua posição? Avaliação geral do tórax • Coloração (manchas, palidez) • Condições da Pele • Movimentos torácicos (será focado na avaliação respiratória) • Pigmentação • Simetria • Irregularidades (massas, hematomas, cistos) Inspeção do Precórdio • Posicionar o paciente em decúbito dorsal, com tórax exposto • O profissional sempre deve se posicionar à direta do paciente Observar: • Se é possível visualizar o ictus cordis ou choque de ponta ▪ Pulsações epigástricas ƒ ▪ Pulsações supraesternais Palpação do Precórdio Pode ser feita juntamente com a inspeção a fim de determinar a presença de pulsações normais e anormais. ç Ausculta Cardíaca -Realizar com auxílio do estetoscópio - face diafragmática - Posicionar o paciente em decúbito dorsal ou sentado - Preferencialmente com o tórax desnudo - Ausculta-se na área onde a audibilidade do ruído das valvas é melhor a avaliar se: • Rítmico ƒ • Arrítmico ƒ • Normofonéticas ƒ • Batem em 2 tempos (TUM e TÁ) ƒ • Ausência de sopro ƒ • Presença de sopro ç Aula 02 Roteiro 07 AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA A avaliação respiratória completa é composta por anamnese, exame físico e exames complementares, quando necessário. Tudo começa com uma análise do histórico do paciente, incluindo sintomas atuais, patologias crônicas e uso de medicamentos. Em seguida, deve-se avançar para a avaliação física, que oferece diversos sinais relevantes para o diagnóstico; • Inspeção: coloração da pele, circulação colateral, abaulamentos, retrações, formato do tórax (deformidades, assimetria),frêquencia respiratória , presença de ritmos anormais ou esforço, retração dos espaços intercostais, uso de musculatura acessória. • Palpação da traquéia e parede torácica: verificar se há massas, lesões, fístulas, trechos doloridos ou com alta sensibilidade, frêmito tátil ou vocal • Percussão: indispensável na identificação de líquidos ou partes sólidas nos pulmões. Órgãos saudáveis emitem o som claro pulmonar, que é claro, com timbre grave e oco. Ruído hipersonoro, surdo e seco, ou suave e de alta frequência indicam condições como pneumotórax, pneumonia e derrame pleural. • Ausculta: ruídos adventícios, a exemplo dos estertores ou crepitantes e subcrepitantes. Ou mesmo sons anormais como roncos, sibilos e atrito pleural. Anamnese: Ao posicionar o paciente, e explicar o procedimento ao paciente, o enfermeiro deve conversar, observar se o paciente faz uso de tabagismo, por quanto tempo ele faz uso, quantos ele consome por dia. Se o paciente há queixas de tosse se sente dor torácica, perguntar a quanto tempo ele vem sentindo essa dor. Perguntar também sobre o histórico familiar desse paciente, se alguem da familía sofre de asma, fibrose. ç -O enfermeiro deve-se avaliar o formato do tórax, se ele esta normal, tonel,escavado, carinado. Observar a simetria, condição da pele, coloração se há manchas, se esta palida. Ver se a irregularidades nesse paciente como, massas, hematomas, cistos. Palpação Técnica O enfermeiro deve Espalmar as mãos sobre o tórax do paciente encostando os dedos polegares e observar o distanciamento dos polegares com o movimento de inspiração e reaproximação com a expiração. ➢ Observe as Imagens ç Frêmito Toracovocal Denomina-se frêmito torácico uma sensação vibratória que se percebe ao palpar a superfície do tórax de um indivíduo. Quando a vibração é produzida no momento em que ele fala, chama-se frêmito toracovocal ou no momento em que ele respira (frêmito pleural e frêmito brônquico). - O enfermeiro deve proceder com as palmas das mãos sobre o tórax anterior e posterior e realizar a palpação: • Região anterior do tórax (4 pontos, do ápice para base, bilateralmente, comparando a região correspondente) • Região posterior do tórax (5 pontos, do ápice para base, bilateralmente, comparando a região correspondente) -Enfermeiro solicitar que o paciente verbalize: um, um, um ou trinta e três, trinta e três... Avaliando a transmissão da vibração do movimento do ar através da parede torácica durante a fonação Percussão Percussão é uma técnica convencional da fisioterapia respiratória que consiste em movimentos rítmicos e sincronizados sobre o tórax do paciente, na área de projeção pulmonar, com o intuito de mobilizar a secreção. -O enfermeiro deve posicionar a polpa digital do dedo indicador e médio ç no espaço intercostal da região que será avaliada, com a mão dominante realizando movimento em “martelo” e movimentar o punho para proferir o golpe. Claro pulmonar -Sons que indicam alterações • Maciço ƒ • Submaciço ƒ • Hipersonoridade ƒ • Timpânico AUSCULTA O enfermeiro aorealizar o exame deve se colocar atrás do paciente. Ele deve estar com o tórax despido, e respirar pausada e profundamente. Orienta-se ao paciente que inspire o ar pelo nariz e o solte pela boca, entreaberta, sem emissão de ruídos neste processo. Então, utiliza-se o estetoscópio (da forma correta: headsets e olivas para a frente) e, com o diafragma, inicia-se a ausculta no dorso e, se necessário, na região ventral, posicionando o diafragma a quatro dedos transversos abaixo das clavículas, preferencialmente fazendo a ausculta em “barra grega”, visando fazer um estudo auscultatório comparativo e simétrico dos hemitórax. - Para um adulto em repouso, a frequência respiratória normal fica entre ç 12 e 20 rpm, isto é, movimentos respiratórios por minuto. Murmúrio vesicular (MV) - Sons que indicam alterações ƒ • Creptações/estertores • Roncos ƒ • Sibilos Aula 02 Roteiro 08 AVALIAÇÃO ABDOMINAL O enfermeiro deve investigar o inicio, a duração e a a intensidade dos sintomas que esse paciente se encontra observar se ele se encontra com febre, se está com decolaração de mucosa. Perguntar a ele com está seus hábitos alimentares, se houve alteração no peso, se apresenta Náuseas, dor. - Divisão em Quadrantes • Uma linha horizontal e uma vertical que cruzam perpendicularmente na cicatriz umbilical. • Quadrantes superior direito e esquerdo ƒ • Quadrantes inferior direito e esquerdo ç Ausculta abdominal Procedimento: 1. Deve ser realizada logo após a inspeção abdominal, para que as manobras de palpação e percussão não influenciem no peristaltismo 2. Usa-se o diafragma do estetoscópio, colocado nas diversas regiões do abdome. 3. Devem-se ouvir ruídos hidroaéreos a cada 5-10 segundos, de localização variável e inesperada. No silêncio abdominal, deve-se auscultar pelo menos um minuto. 4. Os ruídos podem ser aumentados (ex: diarréia), peristaltismo de luta (obstrução intestinal) ou diminuído e abolido (íleo paralítico). I. Palpação do Abdome (Superficial) Procedimento: 1. Com uma mão espalmada, inicie a palpação superficial do abdome, observando atentamente, mas de forma discreta, a fácies do seu paciente. 2. Inicie em um ponto do abdome e vá progredindo a palpação de forma ç contígua e uniforme, até examinar toda a superfície do abdome e terminando no ponto onde iniciou a palpação. 3. Avalie a defesa abdominal para distinguir contratura abdominal voluntária da involuntária: para cessar a contração voluntária, desvie a atenção do paciente: converse outros assuntos, solicite que inspire e expire de forma rítmica ou peçalhe para flexionar as pernas. Empregue a manobra bi manual para localizar defesa localizada da parede abdominal (com ambas as mãos espalmadas e colocadas longitudinalmente, uma de cada lado e paralelas à linha alba, ir palpando em sentido craniocaudal. Enquanto uma das mãos palpa uma região suspeita, a outra palpa a região contralateral equivalente, em movimentos alternados e comparativamente). O abdome sem defesa é dito livre. 4. Identifique e examine os pontos dolorosos abdominais: xifoidiano, epigástrico, cístico ou biliar, esplênico, ureterais, apendicular . 5. Verifique o sinal de Murphy: ao comprimir o ponto cístico, pede-se ao paciente para inspirar profundamente. Nesta hora, o diafragma abaixará o fígado, fazendo com que a vesícula biliar alcance a extremidade do seu dedo. Nos casos de colecistite, esta manobra induz dor intensa obrigando ao paciente interromper subitamente a inspiração. Este sinal não é patognomônico de doença na vesícula biliar. II. Palpação profunda 6. Repita o procedimento iniciando no mesmo ponto em que começou a palpação superficial, desta vez aprofundando mais a mão e tentando identificar órgãos e massas (ou tumorações). 7. Utilize uma ou duas mãos (uma sobre a outra) para a palpação. 8. Ao encontrar órgãos e massas, observe se há dor e as suas características semiológicas. ç Aula 02 Roteiro 09 Exame Clínico das Mamas O exame das mamas divide-se em inspeção estática, dinâmica e palpação. Na inspeção estática, coloca- -se a paciente sentada de frente para o observador, com o tórax desnudo, e membros superiores relaxados ao lado do corpo. Anotamos após a observação, alterações de pele, pigmentações, cicatrizes, simetria, contornos, retrações e abaulamentos, dando atenção especial às aréolas e papilas. No caso de adolescentes ou pacientes com suspeitas sindrômicas, avalia-se o estágio do desenvolvimento mamário de acordo com a classificação dos estágios de Tanner. CLASIFICAÇÃO DOS ESTÁGIOS DE TANNER ç Na inspeção dinâmica a realização de manobras é para realçar possíveis retrações e abaulamentos, que podem sugerir ou não processos malignos, bem como, verificar o comprometimento dos planos musculares, cutâneo e gradil costal. São realizadas as manobras solicitando à paciente que eleve lentamente as mãos sobre a cabeça e em seguida baixar e pressionar com as mãos as asas do osso ilíaco bilateralmente, para contrair a musculatura peitoral. A manobra de inclinação do tronco para frente com os braços abertos é útil em pacientes com mamas grandes ou pendulares e para melhor observação de retração do complexo areolopapilar, que pode sugerir malignidade. A palpação envolve as mamas, axilas e fossas supra e infraclaviculares. Deve ser realizada com a paciente em decúbito dorsal, os braços estendidos para trás da cabeça. Com a face palmar da mão, percorrer os quadrantes mamários no sentido horário da porção mais externa a mais interna, até chegar à porção central da mama, onde está o complexo areolopapilar. Pode-se complementar a palpação em caso de dúvida, utilizando a técnica com as polpas digitais em compressões superficiais, médias e profundas. Para se palpar a cadeia axilar esquerda, o braço esquerdo do examinador apoia o braço esquerdo da paciente que deve estar fletido e em ângulo de 90 graus com o tórax. Com a mão direita o examinador palpa a cadeia axilar, nos diferentes níveis, bem como as fossas infra e supraclaviculares. Para se palpar a cadeia axilar direita, fazemos o oposto, e o examinador utiliza a mão esquerda para a palpação. A expressão papilar deverá ser realizada rotineiramente se houver história de secreção espontânea ou presença de nódulos, devendo ser registrado a cor, consistência, quantidade e local exato. ç Aula 02 Roteiro 10 EXAME CLÍNICO DOS ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS FEMININOS Para o exame da genitália externa, coloca-se a mulher adequadamente em posição ginecológica pedindo a ela que deslize para a ponta na mesa de exame até as nádegas ultrapassarem um pouco a margem da mesa. As coxas devem manter-se em flexão, abdução e rotação externa na altura dos quadris, cobrindo a paciente da metade do abdome até os joelhos, e a cabeça apoiada em um travesseiro. Antes de se iniciar o exame, o examinador deve explicar cada etapa do procedimento, se posiciona sentado de frente para a genitália, com auxílio de foco luminoso já posicionado, mãos enluvadas, evitando movimentos inesperados ou bruscos, agindo sempre de maneira delicada e observando as reações da paciente. O exame da vulva consiste na inspeção do monte de Vênus, os grandes lábios e o períneo. Quando se afasta os grandes lábios, se inspeciona os pequenos lábios lateralmente, o clitóris, o meato uretral, o vestíbulo vulvar, o hímen ou carúnculas himenais e a fúrcula vaginal. A palpação da glândula de Bartholin está indicada se houver uma história de processo infeccioso ou cístico. Realiza-se introduzindo o dedo indicador na vagina, próximo à extremidade posterior do introito e o polegar por fora da parte posterior dos grandes lábios. No caso de ç adolescentes ou pacientes com suspeitas sindrômicas,avalia-se a presença de pilificação de acordo com os estágios de Tanner. Na inspeção do monte de Vênus observar a distribuição pilosa, que deve ser triangular com a base voltada superiormente, mesmo nas pacientes que realizam depilação. Diante da queixa de prurido, deve-se afastar lesão dermatológica. Nos grandes lábios observar a presença de lesões granulomatosas, herpéticas, condilomatosas, alterações de cor vulvar, doenças epiteliais não neoplásicas ou lesões suspeitas de malignidade. Nos pequenos lábios avaliar simetria e coloração, pois são estrogênios dependentes, bem como podem ser sede de lesões infecciosas e malignas. No clitóris observar o tamanho, pois normalmente mede 1 cm. No meato uretral notar a presença ou não de carúncula uretral. O vestíbulo vulvar é o espaço limitado anteriormente pelo clitóris, lateralmente pelos pequenos lábios e posteriormente pela fúrcula vaginal, onde estão localizados os orifícios da uretra, das glândulas de Skene e da vagina, que também podem apresentar lesões infecciosas, malignas, distopias genitais, leucorreias. O hímen separa o vestíbulo vulvar da vagina, podendo estar íntegro ou roto, formando as carúnculas himenais. A fúrcula vaginal resulta da fusão dos grandes lábios na região mediana posterior. O períneo é a região entre a fúrcula vulvar e o ânus, necessitando ser avaliado a presença de cicatrizes, pois pode ter sido rompido em parto transpélvico. Para complementar a inspeção, realiza-se a inspeção dinâmica através da manobra de Valsalva, para avaliar distopias genitais e incontinência urinária. Aula 02 Roteiro 11 Exame Clínico dos Órgãos Genitais Externos Masculinos O exame da genitália externa masculina pode causar ansiedade no paciente, assim como nas alunas e até em alguns alunos do sexo masculino. Essa ansiedade é uma reação normal; às vezes o paciente pode ter uma ereção, e nessas circunstâncias o médico deve terminar o exame sem dar importância ao fato. Em outras ocasiões, o paciente ç masculino pode se recusar a ser examinado por uma mulher; da mesma forma, uma mulher pode se recusar a fazer seu exame pélvico por um homem; Em ambos os casos, a vontade e os direitos do paciente devem ser respeitados, solicitando a ajuda de um colega. A ordem a seguir para o exame da genitália externa é: -Inspeção externa do cabelo, pênis e escroto. - Palpação de nódulos regionais, pênis, testículos, epidídimo e cordão espermático. - Controle do estado dos orifícios herniários. - Exame retal, para avaliar o tônus do esfíncter anal, a bolha retal, a próstata e a presença de sangue oculto na matéria fecal. O exame genital é feito com a paciente deitada e depois em pé, para verificar se há hérnias e a presença de uma varicocele. São utilizadas luvas de borracha, caso contrário, a higiene manual antes e após o exame é um bom hábito. Inspeção e Palpação O desenvolvimento sexual deve ser avaliado, observando as características dos pelos púbicos e genitais. ç Pênis No pênis são observadas as características da pele, sua forma e tamanho. O paciente é solicitado a retrair o prepúcio; em caso de falta de higiene, um material cremoso, branco-amarelado, denominado smegma, será observado no sulco balanopreputial. A glande deve ser comprimida para produzir a abertura do orifício uretral, de onde nenhuma secreção deve fluir. Escroto A cor e a textura da pele escrotal devem ser inspecionadas, e os testículos e o epidídimo também devem ser palpados com o polegar, o indicador e o dedo médio. A forma, tamanho, superfície e consistência serão levados em consideração; é normal que essa palpação produza dor visceral. Os cordões espermáticos também serão palpados. Para confirmar a normalidade dos testículos, pode-se usar a transiluminação, para a qual, em ambiente escuro, um poderoso feixe de luz é direcionado através do escroto. Em condições normais, o conteúdo permite a transiluminação. O paciente é solicitado a realizar manobras de Valsalva e os orifícios herniários são palpados. Sem saliências ou palpação das vísceras abdominais no triângulo da fraqueza inguinal, no orifício superficial do canal inguinal ou no orifício crural. ç Para palpar a abertura superficial do canal inguinal, o dedo indicador do examinador é inserido no escroto e, puxando a pele com o dedo, palpa o orifício externo do canal inguinal, identificando o cordão espermático, o tamanho e o perímetro do anel superficial e a área do triângulo de Hesselbach Exame retal É uma manobra de extrema utilidade pelas informações que fornece, e nunca deve ser omitida no exame físico de homens com mais de 40 anos. Assim como no exame genital, a atitude profissional do médico é muito importante neste exame; O objetivo da manobra deve ser explicado ao paciente e, desta forma, ele sentirá apenas um leve desconforto. Para a realização do toque retal, o paciente deve assumir as seguintes posições: a posição preferida pela maioria dos examinadores, principalmente em idosos ou idosos, é o decúbito lateral esquerdo, com a perna esquerda parcialmente fletida e a direita francamente fletida, a esquerda braço cruzado sob o peito e o braço direito pendurado sobre a mesa. Outra posição que pode ser útil é a posição joelho-ombro, em que o paciente repousa ambos os joelhos separadamente na mesa de exame e o ombro esquerdo, com o braço esquerdo por baixo, também se apoia no explorador de mesa; os tornozelos e pés estendem-se para fora da mesa Também pode ser realizado com o paciente em pé. Na beira da cama ou maca, o paciente, em pé, apoia as mãos ou cotovelos na cama. A região deve ser bem iluminada para visualizar adequadamente a região anal. Em condições normais, a pele perianal é mais pigmentada. O enfermeiro, com a mão direita enluvada, insere o dedo indicador lubrificado através do esfíncter anal, enquanto a mão esquerda separa a nádega. O esfíncter anal se fecha ao redor do dedo explorador e começa palpando as faces laterais e posteriores do reto, que deve ter uma superfície lisa e pode conter matéria fecal. Em seguida, a parede anterior do reto é palpada para avaliar as características da próstata, sua forma, lobos e sulco mediano, tamanho, limites, superfície, consistência e sensibilidade, levando em consideração que sua palpação pode despertar o desejo de urinar. O dedo do examinador deve ser retirado suavemente, ç observando os restos do material para verificar a presença de sangue nas fezes. O paciente recebe gaze para remover o excesso de vaselina. Aula 02 Roteiro 12 Avaliação do Sistema Urinário A avaliação do sistema urinário físico é dirigido aos ângulos costovertebrais, abdome, reto, região inguinal e genitais. Em mulheres com sintomas urinários, geralmente é feito exame pélvico. Ângulo costovertebral A dor surgida após percussão com o punho na região lombar, flancos e no ângulo formado pelo 12º arco costal e espinha lombar (dolorimento costovertebral) pode indicar pielonefrite, cálculos ou obstrução do trato urinário. Abdome Abaulamento visível do abdome superior é um achado extremamente raro e inespecífico de massa renal ou abdominal. Som maciço à percussão no abdome inferior indica distensão vesical; normalmente, mesmo uma bexiga cheia não pode ser percutida acima da sínfise púbica. A palpação da bexiga, algumas vezes, é utilizada para confirmar distensão e retenção urinária. Reto Durante o toque retal, pode-se detectar prostatite através do encontro de uma próstata dolorosa e edemaciada. Nódulos focais e áreas pouco endurecidas devem ser distinguidas de câncer da próstata. A próstata pode estar simetricamente aumentada, fibroelástica e não dolorosa na hipertrofia benigna da próstata. Exame de urina é fundamental para a avaliação de doenças urológicas. Os exames de imagem (p. ex., ultrassonografia,TC, ressonância nuclear magnética) são solicitados com frequência. Para análise do sêmen, ver Distúrbios espermáticos. ç O teste de antígeno do tumor de bexiga para carcinoma de células transicionais do trato urinário é mais sensível que a citologia urinária para detectar cânceres de baixo grau; não é sensível o suficiente para substituir o exame endoscópico. A citologia urinária é o melhor exame para detectar câncer de alto grau. O antígeno prostático específico (PSA, prostate-specific antigen) é uma glicoproteína de função desconhecida produzida pelas células epiteliais prostáticas. Os níveis podem estar elevados em câncer de próstata e em algumas doenças comuns não neoplásicas (p. ex., hipertrofia benigna da próstata, infecção, trauma). Mede-se o PSA para detectar recidiva de câncer após tratamento; seu uso generalizado para a triagem de câncer é controverso. Procedimento Enfermeiro perguntar a paciente se sente dores nas costas, presença de febre nos últimos dias, sensação de urgência para urinar, Queimação, dor, urgência miccional ou hesitação para urinar. Ao realizar a inspeção ver como esta a cor da urina, aspecto, dor, Verificar insuficiência renal observar edema: • Periorbitalƒ • Sacral • Extremidades • Mudança na coloração da pele • Turgescência da pele • Estado mental • Peso • Débito urinário Percussão Percussão da Bexiga: • Sua realização se dá na região suprapúbica – 5 cm acima da sínfise púbica • Percussão direta ou indireta - Timpânico - padrão ƒ - Maciço – bexiga cheia Percussão Renal: • Posicionar o paciente sentado ou em pé ç • Utilizar superfície ulnar do punho parcialmente fechado • Percutir a parte posterior do tórax sobre o ângulo costovertebral na linha escapular • Se houver sensibilidade SINAL DE GIORDANO + (positivo) Palpação Renal • Posicionar o paciente em decúbito dorsal e relaxado; ƒ • Joelhos fletidos; • Enfermeiro – sentado ao lado do leito, próximo ao lado que deseja palpar – lombocostal; • Uma mão fica na região posterior do abdome; • utra mão fica sobre o abdome – flanco; • Durante a inspiração - Realizar pressão contra o flanco com intuito de tentar sentir o polo inferior do rim. ç REFERÊNCIAS: [1]. https://ava.ead.unip.br [2]. https://bvsms.saude.gov.br/higienizacao-das-maos-na-assistencia-a-saude/ [3]. https://portaltelemedicina.com.br/o-que-e-anamnese-e-como-e-feita [4]. https://www.uol.com.br/ https://ava.ead.unip.br/ https://bvsms.saude.gov.br/higienizacao-das-maos-na-assistencia-a-saude/ https://portaltelemedicina.com.br/o-que-e-anamnese-e-como-e-feita https://www.uol.com.br/ ç ç ç