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Aluna: Ana Júlia Ramiro Zica
Matrícula: UC20201082
Diferença da inspeção ante-mortem e post-mortem
Brasília
2024
 As inspeções, ante-mortem e post-mortem, previnem a contaminação e consequentemente a transmissão das zoonoses cujo interesse engloba tanto a saúde pública quanto aspectos sanitários e econômicos (Menon, 2011), contribuindo para o fornecimento de alimento seguro e que está de acordo com os padrões higiênicos sanitários (Silva, 2016). A inspeção ante-mortem dos produtos de origem animal é muito importante para que o consumidor obtenha um produto seguro desde a produção até a comercialização (Avila; Kehl, 2016). Para garantir ao consumidor a oferta de um produto de origem animal sobretudo em relação à qualidade higiênica, sanitária e tecnológica, é muito importante realizar a inspeção e fiscalização do alimento em todas as etapas de cadeia produtiva, sendo realizada por profissionais competentes à atividade (Medeiros, 2021). Pereira e Lopes (2006) consideram o início do pré-abate a partir do embarque dos animais na propriedade, pois é nesse intervalo que os animais se encontram suscetíveis a desenvolver o processo de estresse. Durante este intervalo, os animais podem ser expostos a desafios que perturbam sua homeostase, sendo assim deverão ser considerados todos os atributos que interfiram nesta fase (Mendonça et al., 2016; Alves et al., 2019). As etapas de transporte, descanso, movimentação, insensibilização e sangria dos animais são importantes para o processo de abate dos animais, devendose evitar todo o sofrimento desnecessário. Neste sentido, o treinamento, capacitação dos funcionários são fundamentais (Cortesi, 1994). Após a chegada no frigorífico os animais permanecem em descanso e dieta hídrica, o objetivo é reduzir o nível de estresse antes do abate, seja físico ou psicológico, reestabelecer as reservas de glicogênio (Thornton, 1969), além de realizar inspeção ante-mortem e completar o tempo de jejum, com o propósito de conferir a sanidade do rebanho e os certificados de vacinação. (Ludtke et al., 2012; Mendonça; Caetano, 2017). Os animais acidentados ou em estado de sofrimento durante o transporte ou a chegada ao estabelecimento de abate devem ser submetidos a matança de emergência. Para tal, os animais não devem ser arrastados e sim transportados para o local do abate de emergência por meio apropriado, meio este que não acarrete qualquer sofrimento inútil (Brasil, 2000). A inspeção post-mortem de carcaças e outras partes relevantes deverão utilizar informação da produção primária e inspeção ante-mortem, em conjunto com outros dados decorrentes da inspeção sensorial realizada na cabeça, na carcaça e nas vísceras, num importante trabalho de saúde pública, não só prevenindo zoonoses e outras doenças, mas também compondo com informações indispensáveis a tarefa de possibilitar ao consumidor alimentos seguros (Prata; Oliveira, 2011). As doenças transmitidas por alimentos (DTA’s) tem ocorrência elevada e geram uma grande preocupação mundial por estarem relacionadas com perdas causados à saúde pública (Almeida et al., 2011). Após todos os exames, estando a carcaça apta ao consumo, recebe o carimbo de inspeção em partes pré-determinadas, sofre uma toalete final e vai para a refrigeração. Caso seja detectado algum problema, a carcaça não vai para o consumo, tomando o veterinário as providências cabíveis (Leal, 2002). Ao longo do tempo as exigências pela qualidade da carne bovina se intensificaram em função das exigências dos consumidores e, principalmente, pela pressão exercida pelo mercado externo. O Médico Veterinário é responsável por realizar as inspeções ante-mortem e post-mortem, fiscalizar todo procedimento realizado durante o abate dos animais, sempre certificando se as operações desenvolvidas estão em conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos pelas legislações e que garantam alimentos seguros.
REFERÊNCIAS 
LUDTKE, Charli Beatriz et al. Abate Humanitário de Bovinos. WSPA Brasil – Sociedade mundial de proteção animal. Movendo o mundo pelo bem-estar dos animais Rio de janeiro / RJ, 2012. 
MESSIAS, Cassio Toledo. Período de descanso ante-mortem e qualidade da carne de bovios abatidos em frigorífico comercial. Orientador: Pedro Viega Rodrigues Paulino. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, MG, 2012. 
ROÇA, Roberto de Oliveira. Abate de Bovinos. Departamento de Gestão e Tecnologia Agroindustrial Fazenda Experimental Lageado, Caixa Postal, 237. F.C.A. - UNESP - Campus de Botucatu, Botucatu – SP 
SILVA, Thaynara Paula; GUIMARÃES, Jaquelinne Calixto de Macêdo; RIBEIRO, Laryssa Freitas. Relação de bem-estar e abate humanitário com a qualidade da carne. 
GETEC, v.10, n.28, p.25-39/2021. TRECENTI, Anelize de Souza; ZAPPA, Vanessa. Abate Humanitário: Revisão de Literatura. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária – ISSN: 1679-7353 Ano XI – Número 21 – julho de 2013 – Periódicos Semestral, Garça – SP.
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