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<p>ANTONIO FLAVIO ALVES BARRETO</p><p>RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO</p><p>BOVINOCULTURA</p><p>Santa Inês–BA</p><p>2024</p><p>ANTONIO FLAVIO ALVES BARRETO</p><p>RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO</p><p>BOVINOCULTURA</p><p>Relatório de Estágio Supervisionado</p><p>apresentado ao Núcleo de Relações</p><p>Instituições (NRI) do Instituto Federal de</p><p>Educação, Ciência e Tecnologia Baiano</p><p>– C ampus Santa Inês.</p><p>Área de atuação: Bovinocultura</p><p>Professor Orientador: Ma. Jaciane Mota dos</p><p>Santos Barreto.</p><p>Santa Inês–BA</p><p>2024</p><p>ANTONIO FLAVIO ALVES BARRETO</p><p>RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO</p><p>BOVINOCULTURA</p><p>Relatório apresentado à banca examinadora para obtenção da aprovação do curso</p><p>Técnico em Agropecuária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia</p><p>Baiano – campus Santa Inês.</p><p>Data: / /</p><p>Prof. Ma. Jaciane Mota dos Santos Barreto</p><p>Prof. Lucidalva Andrade de Menezes</p><p>Prof. Aurélio José Antunes de Carvalho</p><p>CONCEITO FINAL:</p><p>DEDICATÓRIA</p><p>Dedico aos meus amigos, a minha</p><p>família e a mim.</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus, e depois aos meus pais, Flávio</p><p>Antonio Alves Barreto e Emília Alves Barreto, por me darem todo o apoio necessário para</p><p>concluir minha educação e por me criarem para estar aqui hoje. Também agradeço à minha</p><p>irmã, Julia Alves Barreto, e à minha prima Bruna Neiva.</p><p>Quero expressar minha gratidão aos professores que contribuíram para o meu</p><p>aprendizado e fizeram parte dessa etapa especial da minha vida: Aurélio Carvalho, Clóvis</p><p>Sampaio, Rogério Cordeiro, Lucidalva Menezes, Romária e Antônio Brito.</p><p>Um agradecimento especial à minha orientadora, Jaciane Barreto. Obrigado por</p><p>disponibilizar seu tempo para me ajudar nesse passo importante na minha vida, e também</p><p>pelas suas aulas sobre caprinos, ovinos e suínos. Guardarei seus ensinamentos para</p><p>sempre, e estarei apto a utilizá-los quando necessário, pois aprendi com a melhor.</p><p>Gostaria de agradecer a todos que conheci durante minha jornada no Instituto</p><p>Federal. Essas amizades não terminarão aqui; elas continuarão para sempre. Entre essas</p><p>amizades estão: Anderson Oliveira, ou melhor, GAUCHE, que foi minha referência para</p><p>entrar no IF, e obrigado por ser um ótimo presidente do grêmio; Iago, meu "casca de bala",</p><p>meu chofe, meu motorista, sem ele não conseguiria estudar no IF; Vitor Hugo, ou melhor</p><p>TARUGO, meu parceiro de infância, obrigado pelas resenhas; Gaso, ou melhor PRIMO,</p><p>obrigado por me levar para casa ou para o IF quando Iago não podia; Gabriel Batista,</p><p>também conhecido como NEGÃO, meu parceiro de todas as horas, obrigado pelas</p><p>resenhas; Ana Mascarenhas, obrigado por aturar minhas brincadeiras; Heloísa Gabriele,</p><p>por ser minha parceira no uno; Késia Reis, gravamos vários tik toks juntos; Gervásio Neto,</p><p>também conhecido como galego, meu cúmplice de corrupção, obrigado pelo apelido de</p><p>"corrupto"; Davi Andrade, o melhor organizador de eventos do IF, obrigado pelas melhores</p><p>resenhas; Mateus Mota, meu rival de luva e também pelas melhores resenhas; Gabriel</p><p>Santos, obrigado por sempre pegar no meu pé, sei que só queria o meu melhor; Catarina</p><p>Braga, a melhor líder, sem você não saberia o que seria daquela sala; Ayllin Neri, sempre</p><p>tinha as melhores brincadeiras; Sarah Souza, obrigado por me ajudar sempre que</p><p>precisava; Ana Carvalho, obrigado pelas melhores piadas e brincadeiras; Ananda Thiele,</p><p>mesmo que não gostasse de você, sei que você e minha mãe só queriam o melhor para</p><p>mim; Ruan Pereira, também conhecido como o famoso BOCA, minha dupla dinâmica, o</p><p>casca de bala; e um agradecimento especial para Guilherme Andrade, que, mesmo não</p><p>estando conosco, foi minha primeira dupla, éramos conhecidos como os fazendeiros da</p><p>sala.</p><p>Obrigado a todos que me aceitaram do meu jeito. Não sei quando estaremos juntos</p><p>novamente, mas espero que seja logo, pois não sei como será minha vida daqui para</p><p>frente, e ainda temos que fazer uma segunda, terça, quinta, sábado e um domingo CIS, era</p><p>assim que nos chamávamos nossas festinhas.</p><p>RESUMO</p><p>As atividades do estágio supervisionado foram desenvolvidas na Fazenda Caianas,</p><p>localizada na zona rural do município de Ubaíra-BA, entre os períodos de 26/12/2023</p><p>e 30/01/2024, com uma carga horária total de 150 horas. Tendo como ato a</p><p>execução de, tratar feridas, realizar o manejo sanitário, tosa, aplicar medicamentos,</p><p>castrar e atender às necessidades básicas da propriedade. Durante o período de</p><p>estágio foi possível adquirir conteúdo prático e teórico. As atividades realizadas</p><p>neste me permitiram vivenciar o trabalho dos criadores de bovinos, proporcionando a</p><p>aquisição de experiência e o conhecimento de técnicas que permitem a atuação no</p><p>mercado de trabalho, visando o cuidado e bem-estar ao animal. Este período de</p><p>aprendizado foi de suma importância para a complementação da formação técnica,</p><p>em Agropecuária, dada a imersão na realidade vivida pelos colaboradores da</p><p>fazenda.</p><p>Palavras Chaves: Manejo, Alimentação, Criação.</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 1 19</p><p>Figura 2 20</p><p>Figura 3 21</p><p>Figura 4 24</p><p>Figura 5</p><p>Figura 6 _</p><p>25</p><p>26</p><p>Figura 7 27</p><p>Figura 8</p><p>Figura 9</p><p>29</p><p>29</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO 10</p><p>2. OBJETIVO GERAL 12</p><p>2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 12</p><p>3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO 1 3</p><p>3.1. LOCAL 1 3</p><p>3.2. PERÍODO 1 3</p><p>3.3. SUPERVISÃO 1 3</p><p>4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 1 4</p><p>4.1. INSTALAÇÕES ZOOTÉCNICAS 1 4</p><p>4.2. MANEJO REPRODUTIVO 17</p><p>4.3. MANEJO NUTRICIONAL 1 5</p><p>4.4. MANEJO SANITÁRIO 1 7</p><p>5. ATIVIDADES REALIZADAS 1 8</p><p>5.1.1. ALIMENTAÇÃO 1 8</p><p>5.1.2. FORNECIMENTO DE ÁGUA 21</p><p>5.2. MANEJO SANITÁRIO 2 2</p><p>5.2.1. LIMPEZA DE TANQUE DA ÁGUA 23</p><p>5.2.2. LIMPEZA DE COMEDOUROS E BEBEDOUROS 23</p><p>5.2.3. BANHO 24</p><p>5.2.4. TRATAMENTO DE FERIDAS E VACINAÇÃO 25</p><p>5.2.5. SEPARAÇÃO DE MAMOTES 27</p><p>5.2.6. CASTRAÇÃO 28</p><p>6. CONCLUSÃO 3 0</p><p>7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 3 1</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A bovinocultura é o ramo da agropecuária dedicado à criação de bovinos, ou</p><p>seja, de bois, vacas, touros e outras categorias de gado, para diversos fins.</p><p>No Brasil, a bovinocultura é uma atividade de grande importância econômica</p><p>e social, estando entre as principais atividades agropecuárias do país. O Brasil se</p><p>destaca como um dos maiores produtores e exportadores de carne bovina e de leite</p><p>do mundo e a forma como a bovinocultura está estabelecida no Brasil varia bastante</p><p>de acordo com a região, refletindo diferenças climáticas, de solo e de mercado</p><p>(IBGE, 2018).</p><p>A bovinocultura brasileira, com dados atualizados até abril de 2023, se</p><p>destaca como um pilar fundamental da economia do país, evidenciando-se por</p><p>números que demonstram tanto a capacidade produtiva quanto a relevância</p><p>internacional do setor. O Brasil, reconhecido por possuir o maior rebanho comercial</p><p>de bovinos do mundo, com aproximadamente 218 milhões de cabeças</p><p>(EMBRAPA,2023), posiciona-se como uma potência na produção e exportação de</p><p>carne bovina, ultrapassando a marca de 2 milhões de toneladas em equivalente</p><p>carcaça anualmente. Essa atividade não só gera bilhões em receita mas também</p><p>solidifica a posição do país como o maior exportador mundial do produto. Os</p><p>principais mercados consumidores</p><p>da carne bovina brasileira incluem nações como</p><p>China, Egito, países da União Europeia e Rússia, evidenciando a amplitude e a</p><p>diversificação da demanda internacional (ABIEC, 2022).</p><p>Paralelamente, o Brasil figura entre os maiores produtores de leite do globo,</p><p>com uma produção anual que excede os 34 bilhões de litros (ABIEC, 2022). Ainda</p><p>que a produção leiteira seja vasta, a produtividade por animal aponta para um</p><p>potencial de otimização, sugerindo que há margens consideráveis para avanços por</p><p>meio da incorporação de tecnologias e práticas de manejo mais eficientes. Esse</p><p>cenário indica uma oportunidade de crescimento sustentável dentro do setor.</p><p>À medida que a bovinocultura brasileira avança, os desafios que enfrentamos</p><p>se tornam mais complexos e urgentes. Como destacado por Oliveira e Silva (2019),</p><p>a pressão por práticas sustentáveis e inovação tecnológica é inegável. O ano de</p><p>2018 foi marcado por um despertar para a necessidade de adotar métodos de</p><p>produção ecologicamente responsáveis, com um olhar atento para a redução do</p><p>desmatamento e o aprimoramento genético do gado. Estamos testemunhando um</p><p>aumento notável nos investimentos direcionados à nutrição animal, manejo sanitário</p><p>e sistemas de gestão agropecuária, com o objetivo não apenas de impulsionar a</p><p>produtividade, mas também de minimizar nosso impacto no meio ambiente." - Paulo</p><p>Santos, "Perspectivas da Bovinocultura Brasileira: Rumo à Sustentabilidade",</p><p>Revista Brasileira de Pecuária, 2020 .</p><p>Do ponto de vista geográfico, a distribuição da bovinocultura de corte e de</p><p>leite pelo território brasileiro revela uma clara especialização regional. Enquanto a</p><p>bovinocultura de corte tem sua força no Centro-Oeste e no Norte, destacando-se</p><p>estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Pará, a produção leiteira</p><p>concentra-se em maioria no Sul e Sudeste, com Minas Gerais, Paraná, Rio Grande</p><p>do Sul e São Paulo à frente (IBGE, 2022).</p><p>Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a distribuição da</p><p>bovinocultura não é apenas uma consequência das condições climáticas e de solo,</p><p>mas também um reflexo das tradições e práticas produtivas enraizadas em cada</p><p>região. Conforme destacado por Mendonça e Lima (2017), a bovinocultura brasileira</p><p>é um exemplo vivo de um setor em constante mutação, capaz de se adaptar às mais</p><p>diversas circunstâncias. Desde mudanças climáticas imprevisíveis até as oscilações</p><p>nas políticas agrícolas, e desde as exigências do mercado global até os avanços</p><p>tecnológicos, cada fator exerce sua influência, contribuindo para a complexidade e a</p><p>capacidade adaptativa desse setor tão vital para a economia nacional." - Marcelo</p><p>Mendonça e Ana Lima, "Bovinocultura Brasileira: Entre Tradição e Inovação", Anais</p><p>do Congresso Brasileiro de Zootecnia, 2018.</p><p>2. OBJETIVO GERAL</p><p>Colocar em prática os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos em sala</p><p>de aula e nas atividades de campo, afim de obter uma melhor desenvoltura para a</p><p>aplicação dos mesmos.</p><p>2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS</p><p>● Participar de situações reais que envolvem a atuação do técnico no mercado</p><p>de trabalho;</p><p>● Aprender sobre os tipos de manejo envolvidos nos tratos com bovinos;</p><p>● Aprimorar os conhecimentos acerca dos bovinos;</p><p>● Praticar os aprendizados teóricos relacionados ao casqueamento, a</p><p>alimentação, tosa e os demais tratos empregados nos cuidados dos bovinos;</p><p>● Ampliar a visão geral sobre a atuação do Técnico em Agropecuária na atividade.</p><p>3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DO ESTÁGIO</p><p>3.1. LOCAL</p><p>O estágio foi realizado na propriedade denominada Fazenda Caianas,</p><p>localizada na zona rural do município de Ubaíra- BA, cujo proprietário é a Sra.</p><p>Creuza Alves Barreto Santos, e possui como atividade principal a criação de</p><p>bovinos de corte com foco em vendas para frigoríficos e também para outros</p><p>criadores, seguindo critérios baseados na raça do animal, peso, estatura e outros.</p><p>A propriedade conta com aproximadamente 10 bois, 2 vacas e 40 bezerros,</p><p>criados em sistema de criação semi-extensivo... , um curral de manejo, pasto no</p><p>qual a gramínea cultivada é o capim pangola (Digitaria eriantha) distribuído em uma</p><p>área de 42 hectares, e compartimentos para guarnição de ferramentas, rações,</p><p>remédios, entre outros.</p><p>Na fazenda há apenas animais destinados para comercialização.</p><p>A propriedade é uma herança familiar passada de geração em geração,</p><p>mantendo costumes e hábitos de criação familiar.</p><p>3.2. PERÍODO</p><p>O estágio foi realizado entre os dias 26/12/2023 e 30/01/2024 com uma</p><p>carga horária diária de 6 horas, contabilizando no total 150 horas.</p><p>3.3. SUPERVISÃO</p><p>As atividades desenvolvidas foram supervisionadas pelo funcionário</p><p>da fazenda, Sr. Jose Pedro dos Santos Pereira.</p><p>4. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</p><p>4.1. INSTALAÇÕES ZOOTÉCNICAS</p><p>Curral refere-se como instalações adequadas para os bovinos e são àquelas</p><p>que proporcionam a estes uma forma de manter o seu equilíbrio físico e mental.</p><p>Para que isso ocorra, o empreendedor, que irá trabalhar com esses animais,</p><p>poderá buscar pareceres de pessoas que detenham o conhecimento sobre bovinos,</p><p>e outros que detenham o conhecimento em construções rurais, prevenindo, assim,</p><p>acidentes, decisão que acarretará maior tranquilidade ao animal.</p><p>Os piquetes ou áreas de pastejo são de fundamental importância para o bom</p><p>desenvolvimento dos animais, seja no âmbito alimentar, no melhor aproveitamento</p><p>da matéria verde ou mesmo no benefício comportamental que a liberdade traz ao</p><p>animal. Os piquetes devem ser semeados ou plantados com gramíneas e/ou</p><p>leguminosas recomendadas para a região e com características vegetativas que</p><p>facilitem o hábito de pastoreio próprio da espécie (SENAR, 2012).</p><p>Em estudos, realizados por Silver (2000), foi possível averiguar que currais</p><p>amplos e com boa disposição de sombras proporcionam, aos animais, menores</p><p>graus de estresse. Curtis et al. (1996) já ressaltavam que é comum os bovinos,</p><p>restringidos a espaços desconfortáveis, adquirirem problemas relacionados a stress</p><p>e depressão (fatores que comprometem gravemente a condição de existência</p><p>destes).</p><p>Por essa razão que se faz necessário que os currais sejam</p><p>consideravelmente amplos para a proporção de animais alocados, e que possuam a</p><p>alimentação necessária por metro quadrado.</p><p>4.2. MANEJO NUTRICIONAL</p><p>O sistema digestivo dos bovinos é verdadeiramente notável em sua</p><p>complexidade e eficiência na transformação de grandes volumes de forragem em</p><p>nutrientes vitais. Conforme salientado por Silva e Souza (2019), este sistema é</p><p>composto por quatro compartimentos principais - o rúmen, o retículo, o omaso e o</p><p>abomaso - cada um desempenhando um papel crucial na fermentação, digestão e</p><p>absorção de nutrientes. É essa sinergia entre os compartimentos que permite aos</p><p>bovinos extrair o máximo de valor nutricional de sua dieta, tornando-os verdadeiros</p><p>mestres na arte da digestão." - Carlos Silva e Maria Souza, "Fisiologia Digestiva</p><p>Bovina: Uma Visão Abrangente", Revista Brasileira de Zootecnia, 2020.</p><p>● Rúmen: O maior compartimento, atuando como uma câmara de fermentação</p><p>onde microrganismos degradam a fibra vegetal, produzindo ácidos graxos</p><p>voláteis, que são a principal fonte de energia para o animal.</p><p>● Retículo: Conectado ao rúmen, o retículo ajuda a filtrar o material que precisa</p><p>de mais digestão e é envolvido em processos como a formação do bolo</p><p>alimentar.</p><p>● Omaso: Conhecido como o "livro" devido às suas numerosas dobras, o omaso</p><p>tem a função de absorver água e nutrientes adicionais, além de filtrar as</p><p>partículas de alimento que serão enviadas ao abomaso.</p><p>● Abomaso: O único compartimento semelhante ao estômago monogástrico,</p><p>onde ocorre a digestão enzimática antes de o alimento prosseguir para o</p><p>intestino delgado.</p><p>O design desse sistema permite que os bovinos aproveitem eficientemente os</p><p>nutrientes de plantas ricas em fibras, caracterizando-os como ruminantes eficazes.</p><p>Este processo de digestão única é fundamental para a produção de carne e leite,</p><p>tornando a compreensão do trato gastrointestinal dos bovinos essencial na</p><p>agropecuária e na medicina veterinária. O fornecimento de alimentos volumosos</p><p>são fundamentais para os bovinos tanto pelo fato de serem herbívoros quanto pelo</p><p>alto teor de fibras, melhorando a digestibilidade e o trânsito alimentar ao longo do</p><p>trato gastrointestinal (ANDRADE, 2018).</p><p>Ao fornecer alimentos concentrados aos bovinos, deve-se considerar que a</p><p>necessidade de concentrado varia de 5% a 40%. Em um sistemas de produção de</p><p>leite a quantidade de concentrado pode ser mais significativa, geralmente variando</p><p>de 20% a 60% da dieta total. (ANDRADE et. al, 2018.</p><p>Essas variações são determinadas com base nos requisitos nutricionais</p><p>específicos para atender às necessidades de crescimento, reprodução ou produção de</p><p>leite, juntamente com a disponibilidade de forragem e outros alimentos. Um nutricionista</p><p>animal ou profissional de agronomia pode fornecer orientações específicas com base</p><p>nos objetivos de produção dos animais em questão.</p><p>A água, assim como o alimento sólido, também é um fator importante para manter</p><p>as condições fisiológicas dos bovinos, e sua necessidade varia de acordo com suas</p><p>perdas (DECONTO et al., 2015). Segundo o NRC (2007), animais consumindo dietas</p><p>exclusivas de forragem, ingerem água em uma proporção de 3,6 litros de água por kg de</p><p>MSI, enquanto que, para os animais alimentados com dietas compostas por feno e</p><p>concentrado, essa proporção é de 2,9:1, recomendando-se o consumo de 2 a 3 litros de</p><p>água/kg de MSI.</p><p>O bem-estar animal está diretamente relacionado a sua alimentação. Quando</p><p>fornecido baixa quantidade de alimento ou uma dieta desbalanceada pode acarretar ao</p><p>bovino um baixo grau de bem-estar (BROOM e FRASER, 2010).</p><p>4.5 MANEJO REPRODUTIVO</p><p>Nas últimas décadas, o desenvolvimento de novas técnicas reprodutivas</p><p>possibilitou o melhor aproveitamento dos animais, tornando possível acelerar o</p><p>aprimoramento das raças e seus cruzamentos. A ampla utilização das biotecnologias</p><p>trouxe, ao longo dos anos, benefícios aos criadores de bovinos, e com isso a</p><p>possibilidade de aumentar o número de produtos obtidos por ano, de animais com</p><p>genética superior. Em relação à reprodução bovina, várias tecnologias se tornaram</p><p>difundidas e comuns tais como a inseminação artificial, a transferência de embriões</p><p>e a manipulação do sêmen (GOMES & GOMES, 2009).</p><p>A espécie bovina é considerada por muitos especialistas como a com maior ta</p><p>a de fertilidade entre as espécies, o que foi atribuído a características de seleção e</p><p>cuidados relacionados ao manejo reprodutivo.</p><p>O êxito na reprodução bovina depende do conhecimento da anatomia</p><p>reprodutiva, fisiologia, endocrinologia, conduta de criação, manejo sanitário e</p><p>realização de um manejo alimentar correto (LIRA et al., 2009).</p><p>As vacas são consideradas poliéstricas não estacionais, o que significa que</p><p>possuem vários ciclos estrais de 21 dias durante o ano sem relação com as</p><p>estações. (INTERVET, 2007).</p><p>Para complementar a seleção de uma égua matriz é preciso considerar o</p><p>tamanho em relação ao garanhão, a idade, o temperamento dócil e o</p><p>desenvolvimento das glândulas mamárias (INTERVET, 2007).</p><p>Segundo Silva et al. (1991), no manejo reprodutivo de bovinos, os aspectos</p><p>de avaliação incluem o monitoramento de ciclo estral, detecção de cio, inseminação</p><p>artificial, avaliação da condição corporal, controle de manejo sanitário e nutricional,</p><p>além de registros precisos para otimizar eficiência reprodutivas do rebanho</p><p>(INTERVET, 2007).</p><p>5. ATIVIDADES REALIZADAS</p><p>Durante o período de estágio supervisionado na Fazenda Caianas, foram realizadas</p><p>diversas atividades práticas essenciais à bovinocultura, envolvendo diferentes aspectos da</p><p>criação e manejo dos bovinos. Inicialmente, o foi dedicado tempo ao manejo alimentar,</p><p>aprendendo técnicas de formulação e distribuição de rações adaptadas às necessidades</p><p>nutricionais específicas dos diversos grupos de bovinos. Paralelamente, houve um foco</p><p>significativo no manejo sanitário, onde foi possível adicionar conhecimento sobre as</p><p>medidas preventivas e de higiene necessárias para controle de doenças. Outra atividade</p><p>chave foi o cuidado com o fornecimento constante e adequado de água, essencial para a</p><p>saúde e bem-estar animal. Além disso, houve a participação ativa nas campanhas de</p><p>vacinação, crucial para manter o rebanho protegido contra enfermidades infecciosas. Este</p><p>conjunto de experiências pode proporcionar um aprofundamento prático e teórico no</p><p>campo da bovinocultura, destacando a importância de um manejo integrado para o</p><p>sucesso na criação de bovinos.</p><p>5.1.1. RAÇAS</p><p>Durante o estágio supervisionado na Fazenda Caianas, foi possível trabalhar com</p><p>diferentes raças de bovinos, cada uma adequada a propósitos específicos na produção</p><p>agropecuária. Entre as raças presentes na fazenda, destacaram-se a Nelore e a Girolando,</p><p>conhecidas respectivamente por sua adaptabilidade e eficiência na produção de carne e</p><p>leite em climas tropicais (Silva et al., 2015; Oliveira et al., 2018). A experiência com essas</p><p>raças proporciona uma visão abrangente das características genéticas e dos requisitos de</p><p>manejo que diferenciam as raças de corte e leite, ressaltando a importância da seleção</p><p>genética na maximização da produtividade e sustentabilidade da fazenda. Esses</p><p>conhecimentos são fundamentais para entender como o manejo adequado pode influenciar</p><p>diretamente na eficiência produtiva e na saúde dos animais, conforme discutido por Barros</p><p>et al. (2017) em seu estudo sobre o impacto do manejo na produtividade de bovinos de</p><p>corte.</p><p>5.1.2. MANEJO ALIMENTAR</p><p>Durante o estágio, foi possível acompanhar o processo de alimentação para</p><p>engorda de bovinos, uma experiênci a bastante reveladora. Logo de início, foi evidente a</p><p>complexidade por trás da formulação de dietas balanceadas, destinadas a otimizar o</p><p>ganho de peso dos animais mantendo sua saúde.</p><p>Deste modo, uma nutrição adequada, que inclui uma combinação precisa de</p><p>forragens, grãos, suplementos e, em alguns casos, aditivos específicos para promover</p><p>uma engorda eficiente e saudável.</p><p>O supervisor responsável orientou em como ajustar as dietas conforme as</p><p>necessidades dos bovinos em diferentes estágios de crescimento, ressaltando a</p><p>necessidade de monitoramento constante para garantir que os objetivos de engorda</p><p>sejam alcançados sem comprometer o bem-estar animal. A rotina diária de alimentação</p><p>era rigorosamente seguida, destacando a disciplina necessária para manter o programa</p><p>de engorda (Figura 1).</p><p>Além disso, pude observar a logística envolvida na preparação e distribuição da</p><p>alimentação, utilizando equipamentos específicos para garantir que cada animal</p><p>recebesse a quantidade adequada de nutrientes. A interação direta com os animais</p><p>durante a alimentação e o aprendizado sobre a importância de práticas de manejo que</p><p>reduzissem o estresse dos bovinos foram aspectos marcantes.</p><p>Dado o exposto, esta experiência no campo da nutrição animal possibilitou a</p><p>ampliação e compreensão sobre a engorda de bovinos, reforçando a relevância de uma</p><p>abordagem científica e cuidadosa para alcançar resultados produtivos e sustentáveis</p><p>na pecuária.</p><p>Figura 1: Ração concentrada no comedouro</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>Durante o estágio na fazenda, foi possível observar diversos manejos, tais</p><p>como o manejo alimentar, o qual é fornecido ração para os bezerros em fase de</p><p>crescimento, utilizando-se uma ração apropriada com 18 a 22% de proteína bruta e</p><p>4 a 7% de extrato etéreo, na proporção de 1% do peso vivo em ração, dividida em 2</p><p>refeições (Figura 2).</p><p>Figura 2: Ração dos bezerros.</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>5.1.3. FORNECIMENTO DE ÁGUA</p><p>O fornecimento adequado de água é fundamental para o bom funcionamento do</p><p>organismo animal, pois a água desempenha diversos papéis vitais em processos</p><p>fisiológicos essenciais. A água é um componente principal dos fluidos corporais, como o</p><p>sangue, a linfa e o líquido cefalorraquidiano, e é essencial para a regulação da temperatura</p><p>corporal, transporte de nutrientes e eliminação de resíduos metabólicos.</p><p>Conforme destacado por NRC (2001), em seu relatório "Nutrient Requirements of</p><p>Dairy Cattle", a água é especialmente crucial para animais de produção, como o gado</p><p>leiteiro, pois desempenha um papel fundamental na produção de leite. Uma vaca leiteira,</p><p>por exemplo, consome grandes quantidades de água para produzir leite e manter a saúde</p><p>do úbere. A falta de água pode levar a uma redução na ingestão de alimentos e,</p><p>consequentemente, afetar negativamente a produção de leite e o desempenho geral do</p><p>animal.</p><p>Além disso, a água é essencial para processos digestivos eficientes. Ela ajuda na</p><p>dissolução e transporte de nutrientes nos diferentes compartimentos do trato</p><p>gastrointestinal, facilitando a digestão e a absorção de nutrientes essenciais. A falta de</p><p>água pode levar à constipação e problemas digestivos, afetando negativamente a saúde e</p><p>o desempenho do animal.</p><p>A água era fornecida duas a três vezes por dia, diretamente nos bebedouros</p><p>dos reprodutores. Já para os outros animais, era disponibilizado em bebedouros</p><p>instalados no pasto (Figura 3).</p><p>Figura 3: Tanque de água para sanar as necessidades dos animais</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p>5.2. MANEJO SANITÁRIO</p><p>Na criação de animais faz-se necessário garantir o bem-estar dos</p><p>indivíduos, fornecendo condições adequadas para saúde e conforto. Se tratando de</p><p>bovinos não seria diferente. O criador deve se atentar a estas questões para que o</p><p>animal mantenha um desempenho satisfatório para sua finalidade, seja competições,</p><p>trabalho ou comércio. Neste contexto, o manejo sanitário se mostra como um ponto</p><p>essencial na criação, devendo ser realizado de forma eficiente, favorecendo o</p><p>desenvolvimento do animal e problemas como zoonoses (FREITAS, 2020).</p><p>As doenças podem ser evitadas através do estabelecimento de protocolo</p><p>sanitário adequado na propriedade. Entretanto, a sanidade do animal também está</p><p>entrelaçada com o manejo nutricional, com as instalações e o manejo do mesmo,</p><p>portanto para a prevenção eficiente das doenças e enfermidades é necessário um</p><p>alinhamento entre todos estes aspectos (FREITAS, 2020).</p><p>5.2.1. LIMPEZA DE TANQUE COM ÁGUA</p><p>A limpeza do tanque onde os animais da propriedade (Bovinos e Equinos)</p><p>se hidratam era realizada semanalmente, a fim de que mantenha a qualidade da</p><p>água para o animal.</p><p>Com o auxílio de escovas de cerdas grossas, detergente neutro, escova para</p><p>cantos e fendas, e água sanitária, esvaziava-se o tanque, retirava-se os restos de</p><p>capim, fezes e outras impurezas, em seguida o reservatório era novamente</p><p>preenchido.</p><p>5.2.2. LIMPEZA DOS BEBEDOUROS E COMEDOUROS</p><p>A limpeza desses compartimentos era sempre feita antes de disponibilizar</p><p>água e alimento para os bovinos, com o auxílio de uma vassoura. O ideal seria uma</p><p>lavagem diária para evitar a proliferação de fungos e bactérias.</p><p>Manter bebedouros e comedouros limpos é crucial para a saúde e o</p><p>bem-estar dos bovinos, afetando diretamente a produtividade e a qualidade dos</p><p>produtos de origem animal. A limpeza desses equipamentos é essencial para</p><p>prevenir a proliferação de agentes patogênicos como bactérias, vírus, parasitas e</p><p>fungos, que podem trazer doenças ao rebanho. Além disso, uma higiene adequada</p><p>assegura que os animais tenham acesso constante a água e alimentos frescos e</p><p>limpos, incentivando uma ingestão adequada que é vital para a saúde e o</p><p>crescimento.</p><p>A redução de desperdícios de água e alimento, através da manutenção de</p><p>bebedouros e comedouros limpos, também contribui para uma operação mais</p><p>eficiente e sustentável. Essa prática impacta positivamente na qualidade do leite e</p><p>da carne, visto que a saúde geral dos gados de corte é um fator determinante para</p><p>a segurança e qualidade dos produtos derivados. Além disso, a conformidade com</p><p>regulamentos específicos sobre a higiene em instalações pecuárias é crucial, muitas</p><p>vezes sendo uma exigência legal que visa proteger tanto a saúde animal quanto a</p><p>pública.</p><p>O bem-estar animal é significativamente melhorado quando eles são</p><p>mantidos em condições limpas e higiênicas. Um ambiente adequado minimiza o</p><p>estresse e promove a saúde do rebanho, refletindo positivamente na produtividade</p><p>e na sustentabilidade da operação. Para tanto, é recomendável adotar uma rotina</p><p>regular de limpeza e desinfecção, utilizando produtos apropriados e seguindo as</p><p>melhores práticas do setor. Esse cuidado não somente salvaguarda a saúde dos</p><p>bovinos, mas também otimiza a eficiência da produção pecuária, reforçando a</p><p>importância de uma gestão higiênica rigorosa de bebedouros e comedouros.</p><p>5.2.3. BANHO</p><p>O ato de banhar os bovinos e outros animais da fazenda, como a exemplo</p><p>dos cavalos, só era realizado quando o proprietário ou administrador da fazenda</p><p>indicava a necessidade de limpeza ou até mesmo em dias mais quentes, para</p><p>diminuir o estresse animal por conta da temperatura elevada.</p><p>Os animais eram amarrados em cabrestos a pequenos prendedores fixados</p><p>num muro, todo o banho foi realizado utilizando apenas água por meio de uma</p><p>mangueira</p><p>e a nossa própria mão, o recomendado seria utilizar sabonete apropriado</p><p>para cavalo e um pente ou escova para um melhor resultado (Figura 4).</p><p>Figura 4: Banho em um dos animais da fazenda.</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>5.2.4 TRATAMENTO DE FERIDAS E VACINAÇÃO</p><p>O tratamento de feridas é realizado caso haja alguma lesão externa no</p><p>animal. Na fazenda utilizava-se uma pomada com propriedades antiinflamatórias e</p><p>antibacterianas para prevenção de infecções e inflamações. A aplicação da pomada</p><p>era feita duas vezes ao dia no período da manhã e ao meio da tarde após a limpeza</p><p>da área de aplicação. (Figura 5 ).</p><p>Já durante o processo de vacinação dos bovinos, houve a oportunidade de</p><p>participar ativamente, aplicando vacinas cruciais para a saúde do rebanho (Figura</p><p>6). Como parte desse procedimento, se faz necessário administrar doses contra a</p><p>febre aftosa e a clostridiose. Estas doenças em questão são as que afetam animais</p><p>de produção, como bovinos e ovinos, e podem causar impactos significativos na</p><p>saúde e na produtividade do rebanho.</p><p>A febre aftosa é causada pelo vírus da febre aftosa (FMDV), que pertence à família</p><p>Picornaviridae e é altamente contagioso. Os sintomas incluem febre, salivação excessiva e</p><p>lesões vesiculares dolorosas na boca, tetas e cascos. O manejo da febre aftosa envolve</p><p>medidas de controle sanitário, como isolamento dos animais infectados, sacrifício dos</p><p>doentes e vacinação preventiva. Os bovinos e ovinos devem ser vacinados regularmente,</p><p>geralmente a cada seis meses, via subcutânea.</p><p>Já a clostridiose é causada pela ingestão de colostro contaminado com a bactéria</p><p>Escherichia coli enterotoxigênica. Os sintomas incluem diarreia profunda, desidratação e</p><p>fraqueza. O tratamento envolve fluidoterapia para combater a desidratação e antibióticos</p><p>para controlar a infecção bacteriana. Não há vacina específica para a clostridiose, mas</p><p>medidas preventivas incluem garantir a qualidade do colostro fornecido aos bezerros e</p><p>manter boas práticas de higiene nas instalações</p><p>garantindo a proteção e o bem-estar dos animais. Participar deste processo</p><p>foi fundamental para auxiliar na prevenção de doenças e na manutenção da</p><p>produtividade do gado.</p><p>Figura 5 : Pomada</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p>Figura 6: Vacinação</p><p>Fonte: Arquivo Pessoal</p><p>5.3 SEPARAÇÃO DE MAMOTES</p><p>Durante o estágio, foi realizada a seleção de cinco bovinos para venda, uma</p><p>experiência instrutiva e prática (Figura 7). Aplicou-se a experiência de estágio também</p><p>o aprendizado de como identificar características valiosas para o mercado, como peso,</p><p>saúde e comportamento, e o entendimento da importância de manter registros</p><p>detalhados. A preparação dos animais inclui cuidados para sua saúde e apresentação,</p><p>visando maximizar seu valor de mercado. Foram estudadas as normas éticas e legais</p><p>da venda de bovinos, incluindo a necessidade de documentação adequada.</p><p>A interação com compradores e a negociação de preços ressaltaram a</p><p>importância de comunicar efetivamente as qualidades dos animais. Na seleção e venda</p><p>de animais, diversos critérios são considerados para garantir a escolha dos melhores</p><p>exemplares e atender às demandas do mercado pecuário. Isso inclui a conformação</p><p>física do animal, seu peso e ganho de peso ao longo do tempo, além da sua saúde e</p><p>sanidade. A genética do animal também é um fator crucial, assim como seu</p><p>temperamento e sua capacidade de adaptação ao ambiente local. Todos esses critérios</p><p>são essenciais para garantir animais de qualidade e maximizar a lucratividade na</p><p>atividade pecuária. Essa experiência destacou a relevância do manejo responsável e</p><p>ético dos bovinos, desde a seleção até a venda, para o sucesso comercial.</p><p>Figura 7: Separação de mamotes</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>5.4 CASTRAÇÃO</p><p>Durante o estágio supervisionado, foi realizado o processo de castração</p><p>de bovinos, uma experiência tanto desafiadora quanto educativa (Figura 8-9).</p><p>Sob a supervisão de profissionais experientes, que possibilita maior</p><p>compreensão da importância dessa prática para o manejo do gado, visando</p><p>melhorar a qualidade da carne e facilitar o manejo dos animais, reduzindo a</p><p>agressividade.</p><p>A preparação para a castração envolveu a separação dos animais a</p><p>serem castrados e a aplicação de técnicas de contenção adequadas para</p><p>garantir a segurança de todos envolvidos. A higiene e a preparação do local</p><p>foram aspectos enfatizados para minimizar o risco de infecções. O uso de</p><p>equipamentos adequados e a aplicação de técnicas corretas foram cruciais.</p><p>No processo de castração, foram utilizados diversos equipamentos</p><p>específicos para garantir a eficácia e segurança do procedimento. Entre os</p><p>principais equipamentos estão o bisturi, utilizado para realizar a incisão na</p><p>região escrotal do animal, e o castrador (emasculador), ferramenta fundamental</p><p>para a remoção dos testículos, que comprime e corta o cordão espermático de</p><p>forma controlada. Além disso, foram utilizados fórceps para manipular os tecidos</p><p>durante o procedimento, anestésicos locais para reduzir a dor e o desconforto, e</p><p>materiais de limpeza e desinfecção para garantir a assepsia da área cirúrgica.</p><p>O procedimento inicia-se com a contenção segura do animal em um</p><p>tronco ou brete, seguida pela limpeza e desinfecção da região escrotal. Após a</p><p>aplicação do anestésico local, realiza-se a incisão na pele da bolsa escrotal com</p><p>o bisturi, expondo os testículos e o cordão espermático. Em seguida, os</p><p>testículos são removidos um de cada vez, utilizando o castrador, com</p><p>movimentos precisos e firmes. Após a remoção dos testículos, é realizada a</p><p>hemostasia para controlar o sangramento, seguida pelo fechamento da incisão</p><p>na pele com pontos ou grampos, conforme necessário.</p><p>Após o procedimento, o animal é liberado e monitorado para garantir uma</p><p>recuperação adequada. Medidas adicionais, como administração de analgésicos</p><p>e antibióticos, podem ser tomadas conforme orientação veterinária.</p><p>A experiência também realçou a importância do manejo pós-operatório,</p><p>incluindo o monitoramento dos animais para qualquer sinal de complicações. A</p><p>interação com os profissionais e a oportunidade de aprender fazendo foram</p><p>incrivelmente valiosas, oferecendo uma perspectiva real sobre os cuidados e</p><p>considerações necessárias em práticas veterinárias de campo.</p><p>Figura 8: Procedimento de castração</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>Figura 9: Animal contido.</p><p>Fonte: Arquivo pessoal</p><p>6. CONCLUSÃO</p><p>O período de estágio é de suma importância para formação curricular, visto</p><p>que é colocado em prática todos os aprendizados teóricos adquiridos em sala de</p><p>aula durante os anos de estudo, com a finalidade de um olhar mais amplo sobre as</p><p>atividades no setor de Bovinocultura.</p><p>Conhecer o setor de bovinocultura foi crucial para o bom desenvolvimento nos</p><p>manejos realizados em campo. O auxílio do proprietário também foi um ponto que</p><p>agregou bastante para que pudesse ter concluído com sucesso.</p><p>Contudo, o que tornou a experiência ainda mais valiosa foi o empenho e</p><p>dedicação de todas as partes envolvidas, afim de proporcionar</p><p>a melhor experiência</p><p>possível.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ANDRADE, L. S., Aprenda como corrigir os defeitos de aprumos em bovinos ,</p><p>2012. Disponível em: < www.escoladoboi.com.br> , acesso em, 15/03/2024.</p><p>ANDRADE J. L. R.; NUNES M. S.; GEDANKEN V. Bovinicultura: manejo e</p><p>alimentação – Coleção SENAR - 185, p. 08 – 81, 2018. Disponível em:</p><p><https:/ /www.cn a brasil.org.br/assets/arquivos/185-BOVINOS.pdf >. Acesso em:</p><p>15/03/2024.</p><p>BROOM, D. M.; FRASER, A. F. Comportamento e Bem-Estar de Animais</p><p>Domésticos . 4ª ed. Barueri: Manole, 2010.</p><p>CASEY, R. A. Clinical problems associated with intensive management of</p><p>performance horses . The Welfare of bovine . 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