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Direito Previdenciário p/ TRF-2 (AJAJ) 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof. Ali Mohamad Jaha - Aula 12 
 
Prof. Ali Mohamad Jaha 
www.fb.com/amjahafp 
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AULA 12 
 
Tema: Regime de Previdência Complementar dos Servidores 
Públicos Federais. 
 
Assuntos Abordados: Regime de Previdência Complementar para 
os Servidores Públicos Federais (Lei n.º 12.618/2012). 
 
Sumário. 
 
Sumário. ......................................................................................... 1 
Saudações Iniciais. ........................................................................... 1 
01. O Regime de Previdência Complementar para os Servidores Públicos 
Federais (Lei n.º 12.618/2012)........................................................... 1 
02. Resumex da Aula. ..................................................................... 28 
03. Questões Comentadas. .............................................................. 32 
04. Questões Sem Comentários. ....................................................... 40 
05. Gabarito das Questões. .............................................................. 43 
 
Saudações Iniciais. 
 
Olá Concurseiro! Tudo bem contigo? 
 
Vamos dar continuidade ao nosso Direito Previdenciário p/ TRF-
2 (AJAJ)? 
 
Vamos iniciar! Bons estudos! =) 
 
01. O Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais (Lei n.º 12.618/2012). 
 
01. Considerações Iniciais. 
 
A Previdência Complementar é forma de provimento social muito 
difundida nos países mais desenvolvidos, como os EUA, os países da União 
Europeia e o Japão. Contudo, ainda é pouco conhecida entre nós, 
brasileiros, sobretudo em se tratando de seus aspectos jurídicos. 
 
Para constar, a Previdência Complementar é um benefício opcional, 
que proporciona ao trabalhador um seguro previdenciário adicional, 
conforme sua necessidade e vontade. É uma aposentadoria contratada 
 Direito Previdenciário p/ TRF-2 (AJAJ) 
Teoria e Questões Comentadas 
Prof. Ali Mohamad Jaha - Aula 12 
 
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para garantir uma renda extra ao trabalhador, no caso de aposentadoria, 
ou ao seu beneficiário, no caso de pensão por morte. 
 
Atualmente, os benefícios previdenciários do Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS) estão limitados ao teto de R$ 5.189,82, ou 
seja, se o trabalhador, enquanto na atividade, recebia como remuneração 
R$ 7.500,00 em média, quando passar para a inatividade, receberá 
mensalmente no máximo R$ 5.189,82. Daí advém a importância da 
Previdência Complementar. 
 
Além da aposentadoria, o participante normalmente tem à sua 
disposição outros benefícios pecuniários, como no caso de morte, 
acidentes, doenças e invalidez. No Brasil existem dois tipos de previdência 
complementar: a Previdência Aberta e a Previdência Fechada. 
 
Ambas funcionam de maneira simples: durante o período em que o 
cidadão estiver trabalhando, contribui todo mês com uma quantia de 
acordo com a sua disponibilidade. Esses valores serão investidos pela 
entidade gestora, o que gerará, em tese, um fundo de reservas. 
 
Após um determinado período de tempo, coincidente ou não com a 
aposentadoria do indivíduo no RGPS, o saldo acumulado do fundo poderá 
ser resgatado integralmente ou recebido de forma parcelada 
mensalmente, como uma aposentadoria tradicional. 
 
02. Previsão Constitucional. 
 
02.01. Regime de Previdência Complementar. 
 
A Previdência Complementar se encontra de forma expressa no 
texto da Constituição Federal de 1988, especificamente no Art. 202 e seus 
parágrafos. 
 
Conforme dispõe o caput do Art. 202: 
 
O Regime de Previdência Privada, de caráter complementar e 
organizado de forma autônoma em relação ao Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), será facultativo, baseado na 
constituição de reservas que garantam o benefício contratado, e 
regulado por lei complementar. 
 
Como podemos observar, a Emenda Constitucional n.º 20/1998, que 
deu nova redação ao artigo supracitado, considera a Previdência 
Privada, ou a Previdência Complementar (sinônimo), um regime 
 Direito Previdenciário p/ TRF-2 (AJAJ) 
Teoria e Questões Comentadas 
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previdenciário autônomo e complementar ao RGPS, ou seja, o 
trabalhador não precisa ser filiado ao RGPS para ter direito a ela. Em 
outras palavras, o cidadão não precisa nem mesmo estar trabalhando 
para contratar uma previdência complementar. 
 
Além do supracitado, a Previdência Complementar é facultativa, ou 
seja, adere a essa espécie de previdência quem assim a desejar. 
 
Como pode ser observado, o próprio caput do Art. 202 traz a 
essência da Previdência Privada, que é justamente a constituição de 
reservas, por meio de pagamentos mensais do trabalhador, que serão 
investidas e geridas por uma instituição (entidade). Essas reservas 
posteriormente se transformarão num fundo considerável que financiará 
os benefícios mensais do indivíduo, durante o seu período de gozo. 
 
A lei complementar citada no artigo é a Lei Complementar n.º 
109/2001, que assegura ao participante (indivíduo que aderiu à 
Previdência Complementar) o pleno acesso às informações relativas à 
gestão do seu respectivo Plano de Benefícios de Previdência 
Complementar. 
 
Assim, o participante ao ingressar na Previdência Complementar, 
contratará um Plano de Benefícios, onde terá acesso a todos os dados 
referentes à gestão desse Plano e do respectivo fundo de reservas. Em 
última análise, estamos diante do princípio da transparência para as 
Entidades de Previdência Complementar. 
 
As contribuições do empregador, os benefícios e as condições 
contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios 
das Entidades de Previdência Complementar não integram o contrato 
de trabalho dos participantes, assim como à exceção dos benefícios 
concedidos, não integram a remuneração dos participantes, nos termos da 
lei. 
 
O parágrafo supracitado quer dizer que o contrato de trabalho não 
deverá ter nenhuma cláusula referente às contribuições ou benefícios da 
Previdência Complementar, bem como esses valores não são considerados 
remuneração dos trabalhadores, exceto em relação aos benefícios 
concedidos, na forma que a lei prever. 
 
Conforme dispõe a legislação, é vedado (proibido) o aporte 
(investimento) de recursos à Entidade de Previdência Complementar pela 
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades 
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públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual, em 
hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. 
 
Em regra, o governo, seja administração direta ou indireta 
(autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia 
mista), NÃO poderá investir dinheiro (aportes) em Entidades de 
Previdência Complementar, exceto na condição de Patrocinador do 
Plano. 
 
Entretanto, para ser patrocinador, o governo tem que se 
comprometer a pagar mensalmente um valor máximo equivalente a 
contribuição paga pelo participante, ou seja, se o participante contribuir 
com R$ 1.000,00 (10% da sua remuneração), o governo poderá pagar no 
máximo R$ 1.000,00 por mês para esse mesmo Plano, referente ao 
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Certo. 
 
06. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Embora a CF permita que a União, os estados, o DF e os municípios 
instituam regime de previdência complementar para seus respectivos 
servidores titulares de cargo efetivo, ainda não foi editada lei, no âmbito 
do Poder Executivo federal, que regulasse a aplicação dessa norma aos 
novos servidores. 
 
A questão é de 2013, sendo que a Lei n.º 12.618 foi publicada 
em 30/04/2012, ou seja, na ocasião da prova, já existia lei editada 
e publicada tratando do assunto. =) 
 
Errado. 
 
07. (Técnico Federal de Controle Externo/TCU/CESPE/2012): 
O regime de previdência complementar a ser instituído pela União, 
estados, Distrito Federal e municípios aplica-se aos servidores ativos que 
são titulares de cargos efetivos na administração direta, autarquias e 
fundações, não alcançando os inativos e pensionistas. 
 
Questão com redação muito estranha! Ao analisarmos o artigo 
inicial da Lei n.º 12.618/2012, subentende-se que o RPC, a ser 
instituído pelos entes políticos, alcança somente os servidores e 
membros que se encontram na ativa, não abarcando os inativos 
(aposentados e pensionistas). 
 
Além da questão legal supracitada, temos que não existe 
previsão constitucional para inclusão de inativos no RPC dos 
servidores públicos. 
 
Essa questão foi bem polêmica na época do concurso, sendo 
que muitos candidatos recursaram a questão, tentando alterar o 
gabarito de “Errado” para “Certo”, sendo que a banca foi irredutível 
e manteve o gabarito, do qual, discordo diametralmente. 
 
Errado. 
 
08. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que 
competem ao TCU a supervisão e a fiscalização dos planos de benefícios 
da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUD. 
 
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A supervisão e a fiscalização da FUNPRESP-EXE, da 
FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUD e dos seus planos de benefícios 
competem à Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar (PREVIC), órgão fiscalizador das EFPC. 
 
Errado. 
 
09. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas 
autarquias e fundações, inclusive para os membros do Poder Judiciário, do 
Ministério Público da União e do Tribunal de Contas da União que tenham 
ingressado no serviço público até a data anterior ao início da vigência do 
regime de previdência complementar poderão, mediante prévia e 
expressa opção, aderir ao regime de previdência complementar. 
 
Conforme dispõe a legislação, os servidores e membros que 
tenham ingressado em data anterior à 04/02/2013, a adesão ao 
RPC é facultativa mediante prévia e expressa opção. 
 
Certo. 
 
10. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que a 
FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD devem ser criadas 
pela União no prazo de cento e oitenta dias, contado da publicação da lei 
que as instituiu, e iniciar suas atividades em até duzentos e quarenta dias 
após a publicação da autorização de funcionamento concedida pelo órgão 
fiscalizador, configurando o descumprimento injustificado de tais prazos a 
prática de ato de improbidade administrativa. 
 
O CESPE foi cruel ao cobrar uma questão que cobra 
conhecimentos presentes nas disposições transitórias e finais da Lei 
n.º 12.618/2012. Para constar, tais disposições são as seguintes: 
 
Art. 31. A FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD 
deverão ser criadas pela União no prazo de 180 dias, contado da 
publicação desta Lei, e iniciar o seu funcionamento nos termos do 
art. 26. 
 
Art. 26. A FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD 
deverão entrar em funcionamento em até 240 dias após a 
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publicação da autorização de funcionamento concedida pelo órgão 
fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar. 
 
Art. 32. Considera-se Ato de Improbidade, nos termos do Art. 
10 da Lei n.º 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), o 
descumprimento injustificado dos prazos de que trata o art. 31. 
 
Agora, que você foi apresentado aos dispositivos, nunca mais 
será pego de surpresa pelas bancas de concurso. =) 
 
Certo. 
 
11. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que o prazo para a opção do servidor pelo regime da previdência 
complementar será de 12 meses, contados a partir do início da vigência 
do regime de previdência complementar instituído na Lei. 
 
Conforme determina a legislação, o prazo para opção foi de 24 
meses a contar do início da vigência do RPC, sendo que o exercício 
da opção é irrevogável ou irretratável, ou seja, não cabe 
arrependimento posterior por parte do servidor ou membro. 
 
Errado. 
 
12. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que a 
competência exercida pelo órgão fiscalizador exime os patrocinadores da 
responsabilidade pela supervisão e fiscalização sistemática das atividades 
das entidades fechadas de previdência complementar. 
 
A supervisão e a fiscalização da FUNPRESP-EXE, da 
FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUD e dos seus planos de benefícios 
competem à PREVIC, órgão fiscalizador das EFPC. Tal competência 
exercida pela PREVIC não exime os patrocinadores da 
responsabilidade pela supervisão e fiscalização sistemática das 
atividades das EFPC. 
 
Errado. 
 
13. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
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Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que a União é autorizada a criar, no prazo de 180 dias, contado da 
publicação da Lei, as entidades fechadas de previdência complementar, 
com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter 
previdenciário, no âmbito dos poderes executivo, legislativo e judiciário. 
 
A banca foi cruel ao cobrar essa questão, uma vez que a 
resposta se encontra nas disposições transitórias e finais da Lei n.º 
12.618/2012, especificamente nos seguintes dispositivos: 
 
Art. 31. A FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD 
deverão ser criadas pela União no prazo de 180 dias, contado da 
publicação desta Lei, e iniciar o seu funcionamento nos termos do 
art. 26. 
 
Art. 26. A FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD 
deverão entrar em funcionamento em até 240 dias após a 
publicação da autorização defuncionamento concedida pelo órgão 
fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar. 
 
Agora, que você já conhece tais disposições transitórias, caso 
venham a ser cobradas novamente, você não terá nenhuma 
dificuldade em acertar a questão! =) 
 
Certo. 
 
14. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que além da 
sujeição às normas de direito público que decorram de sua instituição pela 
União como fundação de direito público, integrante da administração 
indireta, a natureza pública das entidades fechadas de previdência 
complementar implica submissão à legislação federal sobre licitação e 
contratos administrativos, realização de concurso público para a 
contratação de pessoal, no caso de empregos permanentes, ou de 
processo seletivo simplificado, em caso de contrato temporário, e 
publicação anual, na imprensa oficial ou em sítio oficial da administração 
pública, certificado digitalmente por autoridade para esse fim credenciada 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), de 
seus demonstrativos contábeis, atuariais, financeiros e de benefícios, sem 
prejuízo do fornecimento de informações aos participantes e assistidos dos 
planos de benefícios e ao órgão fiscalizador. 
 
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O enunciado é muito longo e cansativo, sendo que o único erro 
foi afirmar que as EFPC serão instituídas como “fundação de direito 
público”, sendo que o correto é que elas serão instituídas como 
“fundação de direito privado”. 
 
A questão tentou vencer o candidato no cansaço. =/ 
 
Errado. 
 
 
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04. Questões Sem Comentários. 
 
Marque C (certo) ou E (errado): 
 
01. (Especialista/Funpresp-Exe/CESPE/2016): 
Conforme a Lei n.º 12.618/2012, para a concessão de benefícios 
programados, como aposentadoria e pensões, a FUNPRESP–EXE deve 
instituir plano de benefício previdenciário na modalidade de contribuição 
definida. No que se refere aos benefícios não programados, definidos no 
regulamento do plano, o custeio para a cobertura será específico. 
 
02. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): 
Ao servidor público submetido ao RPPS anteriormente à instituição do RPC 
é dada a opção de ingresso nesse regime. Tal opção se dará de forma 
irrevogável e irretratável, não podendo o servidor valer-se das regras 
anteriores à opção. 
 
03. (Defensor Público/DPE-RO/CESPE/2012): 
Com a instituição do novo regime de previdência complementar dos 
servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, instituído pela Lei 
n.º 12.618/2012, o servidor público que ingressou no serviço público em 
data anterior à vigência do referido normativo, terá o prazo de doze 
meses para optar pelo novo regime de previdência, e poderá realizar 
eventual retratação no prazo de cinco ano. 
 
04. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que o regime 
jurídico de pessoal das entidades fechadas de previdência complementar é 
o estatutário. 
 
05. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que a União, suas autarquias e fundações são responsáveis, na qualidade 
de patrocinadores, pelo aporte de contribuições e pelas transferências às 
entidades fechadas de previdência complementar das contribuições 
descontadas dos seus servidores, observado o disposto na Lei e nos 
estatutos respectivos das entidades. 
 
06. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Embora a CF permita que a União, os estados, o DF e os municípios 
instituam regime de previdência complementar para seus respectivos 
servidores titulares de cargo efetivo, ainda não foi editada lei, no âmbito 
 Direito Previdenciário p/ TRF-2 (AJAJ) 
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do Poder Executivo federal, que regulasse a aplicação dessa norma aos 
novos servidores. 
 
07. (Técnico Federal de Controle Externo/TCU/CESPE/2012): 
O regime de previdência complementar a ser instituído pela União, 
estados, Distrito Federal e municípios aplica-se aos servidores ativos que 
são titulares de cargos efetivos na administração direta, autarquias e 
fundações, não alcançando os inativos e pensionistas. 
 
08. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que 
competem ao TCU a supervisão e a fiscalização dos planos de benefícios 
da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUD. 
 
09. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas 
autarquias e fundações, inclusive para os membros do Poder Judiciário, do 
Ministério Público da União e do Tribunal de Contas da União que tenham 
ingressado no serviço público até a data anterior ao início da vigência do 
regime de previdência complementar poderão, mediante prévia e 
expressa opção, aderir ao regime de previdência complementar. 
 
10. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que a 
FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-JUD devem ser criadas 
pela União no prazo de cento e oitenta dias, contado da publicação da lei 
que as instituiu, e iniciar suas atividades em até duzentos e quarenta dias 
após a publicação da autorização de funcionamento concedida pelo órgão 
fiscalizador, configurando o descumprimento injustificado de tais prazos a 
prática de ato de improbidade administrativa. 
 
11. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que o prazo para a opção do servidor pelo regime da previdência 
complementar será de 12 meses, contados a partir do início da vigência 
do regime de previdência complementar instituído na Lei. 
 
12. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
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Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que a 
competência exercida pelo órgão fiscalizador exime os patrocinadores da 
responsabilidade pela supervisão e fiscalização sistemática das atividades 
das entidades fechadas de previdência complementar. 
 
13. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
PúblicosFederais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que a União é autorizada a criar, no prazo de 180 dias, contado da 
publicação da Lei, as entidades fechadas de previdência complementar, 
com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter 
previdenciário, no âmbito dos poderes executivo, legislativo e judiciário. 
 
14. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que além da 
sujeição às normas de direito público que decorram de sua instituição pela 
União como fundação de direito público, integrante da administração 
indireta, a natureza pública das entidades fechadas de previdência 
complementar implica submissão à legislação federal sobre licitação e 
contratos administrativos, realização de concurso público para a 
contratação de pessoal, no caso de empregos permanentes, ou de 
processo seletivo simplificado, em caso de contrato temporário, e 
publicação anual, na imprensa oficial ou em sítio oficial da administração 
pública, certificado digitalmente por autoridade para esse fim credenciada 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), de 
seus demonstrativos contábeis, atuariais, financeiros e de benefícios, sem 
prejuízo do fornecimento de informações aos participantes e assistidos dos 
planos de benefícios e ao órgão fiscalizador. 
 
 
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05. Gabarito das Questões. 
 
01. C 
02. C 
03. E 
04. E 
05. C 
06. E 
07. E 
08. E 
09. C 
10. C 
11. E 
12. E 
13. C 
14. Etrabalhador. Neste caso, não poderá o governo contribuir com R$ 
1.500,00 ou R$ 2.000,00. O limitador é o montante da contribuição do 
segurado. 
 
Não obstante, a Previdência Complementar brasileira também é 
regida por outra lei complementar, a Lei Complementar n.º 108/2001, que 
disciplina a relação entre o Governo (União, Estados, DF ou Municípios), 
inclusive sua administração indireta e empresas controladas, e as suas 
respectivas Entidades Fechadas de Previdência Complementar 
(EFPC), enquanto patrocinadora dessas. 
 
As EFPC são aquelas que oferecem planos de benefícios para certos 
grupos de pessoas, como servidores públicos de determinado Poder 
(Executivo, Legislativo ou Judiciário), trabalhadores de uma determinada 
empresa, etc. 
 
Por sua vez, as Entidades Abertas de Previdência Complementar 
(EAPC) oferecem planos de benefícios para qualquer pessoa que tenha 
interesse em aderi-los. Geralmente são produtos bancários, como o 
BrasilPrev do Banco do Brasil, o PrevRenda da Caixa Econômica Federal e 
o FlexPrev do Itaú. 
 
Para constar, a Lei Complementar n.º 108/2001 aplica-se, no que 
couber, às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de 
prestação de serviços públicos, quando patrocinadoras de EFPC. Além 
disso, tal lei complementar estabelece os requisitos para a designação dos 
membros das diretorias das EFPC e disciplina a inserção dos participantes 
nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam 
objeto de discussão e deliberação. 
 
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02.02. Previdência Complementar do Servidor Público. 
 
A Emenda Constitucional n.º 20/1998, que instituiu a Primeira 
Reforma Previdenciária, trouxe, além de nova redação ao Art. 202 
(Previdência Complementar), a possibilidade de os entes políticos (União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios) concederem aos seus servidores 
públicos apenas a aposentadoria prevista para o Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), atualmente limitada em R$ 5.189,82 (teto do 
RGPS), desde que instituam um Regime de Previdência Complementar 
(RPC). 
 
O RPC serve, em regra, para complementar os rendimentos de 
aposentadoria dos servidores públicos que recebam acima do teto do 
RGPS. No caso, a previdência complementar dos servidores públicos é 
constituída por contribuições tanto do servidor quanto do governo, que 
são juntadas em um só fundo, e geridos por uma Entidade Fechada de 
Previdência Complementar (EFPC). 
 
Por seu turno, o RPC do servidor público deve ser instituído por lei, 
sendo que será obrigatório para todos os servidores públicos que 
ingressarem após o início da vigência dessa lei e será facultativo para os 
servidores que já se encontravam no serviço público na data da 
publicação do referido ato normativo. 
 
Devo ressaltar que cada ente político deve editar e publicar a sua 
própria lei instituidora, ou seja, a lei federal só institui o RPC Federal para 
os servidores da União, não abrangendo os servidores estaduais, distritais 
ou municipais. 
 
Para constar, as alterações promovidas pela Emenda Constitucional 
n.º 20/1998 e pela Emenda Constitucional n.º 41/2003 (Segunda Reforma 
Previdenciária) encontram-se nos seguintes parágrafos do Art. 40 da 
Carta Constitucional: 
 
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, 
desde que instituam Regime de Previdência Complementar 
(RPC) para os seus respectivos servidores titulares de cargo 
efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e 
pensões a serem concedidas pelo regime de previdência do 
servidor público, o limite máximo estabelecido para os 
benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 
 
§ 15. O Regime de Previdência Complementar (RPC) de que trata 
o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder 
Executivo, observado o disposto no Art. 202 e seus parágrafos 
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(Previdência Complementar), no que couber, por intermédio de 
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), de 
natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes 
planos de benefícios somente na modalidade de Contribuição 
Definida (CD). 
 
§ 16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o 
disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver 
ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de 
instituição do correspondente regime de previdência 
complementar. 
 
No caso do serviço público federal, desde 1998 existia um projeto de 
lei que criava o RPC para os servidores da União, entretanto, tal projeto 
só foi convertido em lei quase 14 anos depois, com a publicação da Lei 
n.º 12.618/2012, que instituiu o RPC e as EFPC responsáveis pela 
gestão dos fundos de previdência. 
 
Por fim, após essa breve explanação constitucional, vamos adentrar 
no objeto de estudo deste tópico: a Lei n.º 12.618/2012, com o texto 
atualizado até a Lei n.º 13.183/2015. =) 
 
03. Lei n.º 12.618/2012. 
 
03.01. Introdução. 
 
A publicação da Lei n.º 12.618/2012 trouxe as seguintes mudanças 
no cenário previdenciário federal: 
 
1. Instituiu o Regime de Previdência Complementar (RPC) para os 
servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, incluindo 
os membros dos órgãos relacionados em seu texto; 
 
2. Fixou o limite máximo para a concessão de aposentadorias e 
pensões pelo regime de previdência do servidor público, adotando, 
conforme disposições constitucionais, o teto do RGPS, e; 
 
3. Autorizou a criação de até 3 Entidades Fechadas de Previdência 
Complementar (EFPC), a saber: 
 
3.1. Fundação de Previdência Complementar do Servidor 
Público Federal do Poder Executivo (FUNPRESP-EXE); 
 
3.2. Fundação de Previdência Complementar do Servidor 
Público Federal do Poder Legislativo (FUNPRESP-LEG), e; 
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3.3. Fundação de Previdência Complementar do Servidor 
Público Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD). 
 
03.02. Regime de Previdência Complementar. 
 
Como já foi citado, temos que com o advento da Lei n.º 
12.618/2012, foi instituído o Regime de Previdência Complementar (RPC), 
de que trata o Art. 40, §§ 14, 15 e 16 da CF/1988, para os: 
 
 
1. Servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, 
suas autarquias e fundações, no Poder Executivo, no Poder 
Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Público da 
União (MPU) ou no Tribunal de Contas da União (TCU), e; 
 
2. Membros do Poder Judiciário, do Ministério Público da 
União (MPU) ou do Tribunal de Contas da União (TCU). 
 
 
Para constar, servidor público é aquele que presta concursos público 
de provas ou de provas e títulos, e é empossado num cargo estatutário, 
com diversas prerrogativas e estabilidade após findado período de estágio 
probatório. 
 
Em regra, o concursado é servidor público: Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil, Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil, Auditor-
Fiscal do Trabalho, Delegado de Polícia Federal, Advogado da União, 
Procurador Federal, Analista do Poder Judiciário, Técnico do Poder 
Judiciário, cargos administrativos em geral (Analista Administrativo e 
Técnico Administrativo). 
 
Por sua vez, o Membro do Poder Judiciário (Juiz e Desembargador), 
o Membro do Ministério Públicoda União (Procurador do MPU) e o Membro 
do Tribunal de Contas da União (Auditor do TCU, que não deve ser 
confundido com o Auditor-Federal de Controle Externo), também passam 
por concurso público de provas, títulos e prova oral, entretanto são 
dotados de prerrogativas mais complexas, gozam de liberdade de 
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convicção e são vitalícios em suas funções, e não apenas estáveis como os 
servidores públicos. 
 
Dando continuidade, o RPC será de inscrição inicial obrigatório 
para todos os servidores e membros da esfera federal com remuneração 
superior ao teto do RGPS que ingressarem após o início da vigência da 
Previdência Complementar prevista na Lei n.º 12.618/2012, que ocorreu 
em 04/02/2013. Neste caso, os servidores serão automaticamente 
inscritos no respectivo plano de previdência complementar. 
 
No caso supracitado, posteriormente, fica assegurado ao 
participante o direito de requerer, a qualquer tempo, o cancelamento de 
sua inscrição. Na hipótese de o cancelamento ser requerido no prazo de 
até 90 dias da data da inscrição, fica assegurado o direito à restituição 
integral das contribuições vertidas, a ser paga em até 60 dias do pedido 
de cancelamento, corrigidas monetariamente. 
 
Por seu turno, os servidores e membros que tenham ingressado em 
data anterior à 04/02/2013, a adesão ao RPC é facultativa mediante 
prévia e expressa opção. 
 
Com o advento da Lei n.º 13.183/2015, os servidores e os membros 
com remuneração superior ao limite máximo estabelecido para os 
benefícios do RGPS, que venham a ingressar no serviço público a partir do 
início da vigência do RPC (04/02/2013), serão automaticamente 
inscritos no respectivo plano de previdência complementar desde a data 
de entrada em exercício. 
 
Fica assegurado ao participante o direito de requerer, a qualquer 
tempo, o cancelamento de sua inscrição, nos termos do regulamento do 
plano de benefícios. 
 
Na hipótese de o cancelamento ser requerido no prazo de até 90 
dias da data da inscrição, fica assegurado o direito à restituição integral 
das contribuições vertidas, a ser paga em até 60 dias do pedido de 
cancelamento, corrigidas monetariamente. Tal cancelamento não 
constitui resgate. 
 
Por seu turno, a contribuição aportada pelo patrocinador será 
devolvida à respectiva fonte pagadora no mesmo prazo da devolução da 
contribuição aportada pelo participante. 
 
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Para efeitos do RPC do Servidor Federal, a legislação prevê as 
seguintes definições, muito importantes para a continuidade dos nossos 
estudos: 
 
1. Patrocinador: A União, suas autarquias e fundações, no Poder 
Executivo, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério 
Público da União (MPU) ou no Tribunal de Contas da União (TCU). A 
União, a exemplo do próprio servidor federal, também contribuirá 
mensalmente para a reserva financeira que servirá de base para a 
aposentadoria do servidor; 
 
2. Participante: O servidor público titular de cargo efetivo da 
União, inclusive o membro do Poder Judiciário, do Ministério Público 
da União (MPU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), que aderir 
aos planos de benefícios administrados pelas Entidades Fechadas 
de Previdência Complementar (EFPC). No caso, cada EFPC terá o seu 
plano de benefícios, onde constará todos os direitos e as obrigações 
do patrocinador e do participante, ou seja, tal plano funciona como 
um regulamento, e; 
 
3. Assistido: O participante ou o seu beneficiário em gozo de 
benefício de prestação continuada. O participante é o próprio 
servidor ou membro, enquanto que o beneficiário é o seu 
dependente, que terá direito de gozar alguns benefícios previstos no 
RPC. 
 
Com o advento dessas profundas alterações legislativas, aplica-se o 
limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), atualmente em R$ 5.189,82, às 
aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime Próprio de 
Previdência Social (RPPS) da União, previsto no Art. 40 da CF/1988, aos 
servidores e aos membros anteriormente citados, que tiverem 
ingressado no serviço público: 
 
1. A partir do início da vigência do Regime de Previdência 
Complementar (RPC), independentemente de sua adesão ao plano 
de benefícios. Em suma, se o servidor não optar por adentrar na 
Previdência Complementar, ele terá sua aposentadoria e pensão 
limitados ao teto do RGPS, independentemente de a remuneração 
ser maior que esse limite, e; 
 
2. Até a data anterior ao início da vigência do Regime de Previdência 
Complementar, e nele tenham permanecido sem perda do vínculo 
efetivo, e que exerçam a prévia e expressa opção por esse 
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regime. Para constar, o prazo para opção foi de 24 meses a contar 
do início da vigência do RPC, sendo que o exercício da opção é 
irrevogável ou irretratável, ou seja, não cabe arrependimento 
posterior por parte do servidor ou membro. 
 
Para o servidor ou membro que já estava em exercício no serviço 
público federal em 04/02/2013 (início da vigência do RPC do Servidor 
Federal) e optar por aderir ao RPC, é assegurado o direito a um Benefício 
Especial calculado com base nas contribuições recolhidas ao Regime 
Próprio de Previdência Social (RPPS) da União, dos Estados, do Distrito 
Federal ou dos Municípios de que trata o Art. 40 da CF/1988. 
 
Em suma, é uma espécie de incentivo por parte do governo para 
que o servidor antigo desista do antigo regime de previdência (que é 
muito oneroso para o governo) e adentre no novíssimo RPC (que é muito 
menos oneroso para o governo). Na prática, ninguém faz esse tipo de 
opção, uma vez que as regras anteriores são melhores e mais vantajosas 
para o servidor (só não é bom para o governo). 
 
Conforme dispõe a legislação previdenciária, o Benefício Especial 
será equivalente à diferença entre a média aritmética simples das maiores 
remunerações anteriores à data de mudança do regime, utilizadas como 
base para as contribuições do servidor ao regime de previdência da União, 
dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, atualizadas pelo Índice 
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), correspondentes a 
80% de todo o período contributivo desde a competência 07/1994 ou 
desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência, e o 
limite máximo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), multiplicada 
pelo fator de conversão. 
 
Acredito que apresentar o parágrafo anterior em forma de equação 
ajuda muito o nosso entendimento. =) 
 稽継 噺 岫警 伐 詣岻 捲 繋系 
 
No qual: 
 
BE: Benefício Especial. 
 
M: Média aritmética simples das maiores remunerações anteriores à 
data de mudança do regime, utilizadas como base para as 
contribuições do servidor ao regime de previdência da União, dos 
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, atualizadas pelo 
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Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), 
correspondentes a80% de todo o período contributivo desde a 
competência 07/1994 ou desde a do início da contribuição, se 
posterior àquela competência. Em suma, é a média das 80% 
maiores remunerações do servidor. 
 
L: Limite máximo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 
Em suma, é o teto do RGPS. 
 
FC: Fato de Conversão. 
 
Por sua vez, o Fator de Conversão, cujo resultado é limitado ao 
valor máximo de 1,00, será calculado mediante a aplicação da seguinte 
fórmula: 
 繋系 噺 劇潔劇建 
 
No qual: 
 
FC: Fator de Conversão. 
 
Tc: Quantidade de contribuições mensais efetuadas para o 
Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da UNIÃO de que trata 
o Art. 40 da CF/1988, efetivamente pagas pelo servidor titular de 
cargo efetivo da União ou por membro do Poder Judiciário, do 
Ministério Público da União (MPU) e do Tribunal de Contas da União 
(TCU) e até a data da opção. 
 
Tt = 455, quando servidor titular de cargo efetivo da União ou 
membro do Poder Judiciário, do Ministério Público da União (MPU) e 
do Tribunal de Contas da União (TCU), se homem, que tenha 
cumprido cumulativamente os requisitos da aposentadoria 
voluntária, a saber: 
 
 60 anos de idade; 
 
 35 anos de contribuição; 
 
 10 anos de efetivo exercício no serviço público, e; 
 
 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 
 
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Tt = 390, quando servidor titular de cargo efetivo da União ou 
membro do Poder Judiciário, do Ministério Público da União (MPU) e 
do Tribunal de Contas da União (TCU), se mulher, ou professor 
(homem) de educação infantil e do ensino fundamental, que 
tenham cumprido os seguintes requisitos constitucionais: 
 
 55 anos de idade; 
 
 30 anos de contribuição; 
 
 10 anos de efetivo exercício no serviço público, e; 
 
 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 
 
 
Tt = 325, quando servidor titular de cargo efetivo da União de 
professora (mulher) de educação infantil e do ensino 
fundamental, que tenha cumprido os seguintes requisito 
constitucionais: 
 
 50 anos de idade; 
 
 25 anos de contribuição; 
 
 10 anos de efetivo exercício no serviço público, e; 
 
 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 
 
Em resumo, temos: 
 
Tc = Quantidade de Contribuições Mensais 
Tt = 455 (Homem) 
Tt = 390 (Mulher e Homem Professor) 
Tt = 325 (Mulher Professora) 
 
Por sua vez, o Fator de Conversão será ajustado pelo órgão 
competente para a concessão do benefício quando o tempo de 
contribuição exigido para concessão da aposentadoria de servidor com 
deficiência, ou que exerça atividade de risco, ou cujas atividades 
sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde 
ou a integridade física, for inferior ao Tt. 
 
O Benefício Especial será pago pelo órgão competente da União, 
por ocasião da concessão de aposentadoria, inclusive por invalidez, ou 
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pensão por morte pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da 
União, de que trata o Art. 40 da CF/1988, enquanto perdurar o benefício 
pago por esse Regime, inclusive junto com a Gratificação Natalina. 
 
Por fim, o Benefício Especial calculado será atualizado pelo mesmo 
índice aplicável ao benefício de aposentadoria ou pensão mantido pelo 
Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 
 
03.03. Entidades Fechadas de Previdência Complementar. 
 
03.03.01. Criação das EFPC. 
 
Como também já foi citado anteriormente, com o advento da Lei n.º 
12.618/2012, a União foi autorizada a criar as seguintes Entidades 
Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), com a finalidade de 
administrar e executar Planos de Benefícios de caráter previdenciário, 
nos termos da Lei Complementar n.º 109/2001 e da Lei Complementar 
n.º 108/2001 (arcabouço jurídico da previdência complementar 
brasileira): 
 
1. A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público 
Federal do Poder Executivo (FUNPRESP-EXE), para os 
servidores públicos titulares de cargo efetivo do Poder Executivo, 
por meio de ato do Presidente da República; 
 
2. A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público 
Federal do Poder Legislativo (FUNPRESP-LEG), para os servidores 
públicos titulares de cargo efetivo do Poder Legislativo e do Tribunal 
de Contas da União (TCU) e para os membros deste Tribunal, por 
meio de ato conjunto dos Presidentes da Câmara dos 
Deputados (CD) e do Senado Federal (SF), e; 
 
3. A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público 
Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD), para os servidores 
públicos titulares de cargo efetivo e para os membros do Poder 
Judiciário e do Ministério Público da União (MPU), por meio de ato 
do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
Como podemos observar, o legislador ordinário separou as EFPC em 
3, sendo uma destinada para cada Poder Constituído (Executivo, 
Legislativo e Judiciário). Sua criação sempre se dará por meio de ato do 
representante maior de cada um dos poderes (ato do Presidente da 
República, ato conjunto dos Presidentes da CD e do SF e ato do Presidente 
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do STF). Essa autonomia se dá pelo fato de os poderes, conforme dispõe a 
nossa Carta Magna, serem independentes e harmônicos entre si. 
 
Por seu turno, a FUNPRESP-EXE, a FUNPRESP-LEG e a FUNPRESP-
JUD serão estruturadas na forma de fundação, de natureza PÚBLICA, 
com personalidade jurídica de direito PRIVADO, gozarão de 
autonomia administrativa, financeira e gerencial e terão sede e foro no 
Distrito Federal. 
 
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Não obstante, por ato conjunto das autoridades competentes para 
a criação das EFPC, poderá ser criada uma fundação que contemple os 
servidores públicos de 2 ou 3 Poderes. E foi exatamente o que ocorreu. 
Atualmente temos apenas 2 EFPC: 
 
FUNPRESP: Abarca o pessoal do Poder Executivo e do Poder 
Legislativo com os seguintes Planos de Benefícios: ExecPrev e 
LegisPrev, e; 
 
FUNPRESP-JUD: Abarca o pessoal do Poder Judiciário 
 
 
Por fim, como a Lei n.º 12.618/2012 trata essas EFPC como se 
fossem três, uma para cada Poder Constituído, ao invés de duas, como 
ocorre atualmente. Sendo assim, desse ponto em diante, tratarei 
como se fossem 3 EFPC para não perdemos a essência do texto da 
lei! =) 
 
Mas lembre-se: Atualmente, existem apenas 2 EFPC! =) 
 
03.03.02. Organização das EFPC. 
 
A estrutura organizacional das EFPC (FUNPRESP e FUNPRESP-JUD) 
será constituída de Conselho Deliberativo (CD), Conselho Fiscal (CF) 
e Diretoria Executiva (DE), observadas as disposições da legislação 
previdenciária complementar. 
 
Os Conselhos Deliberativos terão composição paritária e cada 
um será integrado por 6 membros, ou seja, com 3 membros do Governo 
(Patrocinador) e 3 membros dos Servidores (Participantes e Assistidos). 
 
Os Conselhos Fiscais também terão composição paritária e cada 
um deles será integrado por 4 membros, ou seja, com 2 membros do 
Governo (Patrocinador) e 2 membros dos Servidores (Participantes e 
Assistidos).Os membros dos Conselhos Deliberativos e dos Conselhos Fiscais 
das EFPC serão designados: 
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 Pelo Presidente da República (Poder Executivo); 
 
 Pelo Presidente do STF (Poder Judiciário), e; 
 
 Por ato conjunto dos Presidentes da CD e do SF (Poder 
Legislativo). 
 
A presidência dos Conselhos Deliberativos será exercida pelos 
membros indicados pelos Patrocinadores, na forma prevista no 
Estatuto das EFPC. 
 
Não obstante, a presidência dos Conselhos Fiscais será exercida 
pelos membros indicados pelos Participantes e Assistidos, na forma 
prevista no estatuto das EFPC. 
 
Por sua vez, as Diretorias Executivas serão compostas, no 
máximo, por 4 membros, nomeados pelos Conselhos Deliberativos das 
EFPC. 
 
Podemos resumir todas as informações até agora apresentadas da 
seguinte maneira: 
 
 
 Patrocinador 
Participantes 
e Assistidos 
Total 
Conselho Deliberativo (CD) 3 membros 3 membros 6 membros 
Conselho Fiscal (CF) 2 membros 2 membros 4 membros 
Diretoria Executiva (DE) Até 
2 membros 
Até 
2 membros 
Até 
4 membros 
 
CD: O presidente é indicado entre os membros do Patrocinador. 
CF: O presidente é indicado entre os membros dos Participante e Assistidos. 
 
A remuneração e as vantagens de qualquer natureza dos membros 
das Diretorias Executivas (DE) das EFPC serão fixadas pelos seus 
Conselhos Deliberativos em valores compatíveis com os níveis 
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prevalecentes no mercado de trabalho para profissionais de graus 
equivalentes de formação profissional e de especialização, observando 
sempre como limite máximo o subsídio dos ministros do STF (atualmente 
em R$ 33.763,00). 
 
Ainda sobre o tema, a remuneração dos membros dos Conselhos 
Deliberativo (CD) e Fiscal (CF) é limitada a 10% do valor da 
remuneração dos membros da Diretoria Executiva. Entretanto, nada 
impede constituir-se de um índice menor, 5% ou 8%, por exemplo. 
 
Dando continuidade, a Lei Complementar n.º 108/2001 prevê alguns 
requisitos a serem observados pelos membros das Diretorias Executivas: 
 
Art. 20. Os membros da Diretoria Executiva deverão atender aos 
seguintes requisitos mínimos: 
 
I - Comprovada experiência no exercício de atividade na 
área financeira, administrativa, contábil, jurídica, de 
fiscalização, atuarial ou de auditoria; 
 
II - Não ter sofrido condenação criminal transitada em 
julgado; 
 
III - Não ter sofrido penalidade administrativa por 
infração da legislação da seguridade social, inclusive da 
previdência complementar ou como servidor público, e; 
 
IV - Ter formação de nível superior. 
 
Não obstante, os requisitos supracitados são estendidos aos 
membros dos Conselhos Deliberativos e Fiscais das EFPC, conforme prevê 
a Lei n.º 12.618/2012. 
 
Por fim, as EFPC poderão criar, observado o disposto no estatuto e 
regimento interno, comitês de assessoramento técnico, de caráter 
consultivo, para cada plano de benefícios por elas administrado, com 
representação paritária entre os patrocinadores e os participantes e 
assistidos, sendo estes eleitos pelos seus pares, com as atribuições de 
apresentar propostas e sugestões quanto à gestão da entidade e sua 
política de investimentos e à situação financeira e atuarial dos respectivos 
planos de benefícios, além de formular recomendações prudenciais a elas 
relacionadas. 
 
03.03.03. Disposições Gerais. 
 
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Por força da legislação pátria, é exigida a instituição de Código de 
Ética e de Conduta, inclusive com regras para prevenir conflito de 
interesses e proibir operações dos dirigentes com partes 
relacionadas, que terá ampla divulgação, especialmente entre os 
participantes e assistidos e as partes relacionadas, cabendo aos Conselhos 
Fiscais das EFPC assegurar o seu cumprimento. 
 
Por sua vez, compete à Superintendência Nacional de Previdência 
Complementar (PREVIC), órgão fiscalizador das EFPC, definir o universo 
das partes relacionadas a que se refere o parágrafo anterior. 
 
Quanto a contratação de novos funcionários, o regime jurídico de 
pessoal das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), 
FUNPRESP e FUNPRESP-JUD, será o previsto na legislação trabalhista, ou 
seja, o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), previsto no 
Decreto-Lei n.º 5.452/1943. 
 
O regime celetista é aplicado à iniciativa privada e ao setor público 
no caso de emprego público, ou seja, nos casos em que não existe a 
figura do Estatuto do Servidor, sendo que uma das diferenças mais 
expressivas entre o regime Celetista e o Estatutário, é que aquele não 
goza de estabilidade no serviço após alguns anos de efetivo exercício. 
 
Além da sujeição às normas de direito público que decorram de sua 
instituição pela União como fundação de direito privado, integrante da 
sua administração indireta, a natureza pública das EFPC consistirá em na: 
 
1. Submissão à legislação federal sobre licitação e contratos 
administrativos (Lei n.º 8.666/1993); 
 
2. Realização de concurso público para a contratação de pessoal, 
no caso de empregos permanentes (empregados celetistas), ou 
de processo seletivo, em se tratando de contrato temporário 
(empregados temporários - Lei n.º 8.745/1993), e; 
 
3. Publicação anual, na imprensa oficial ou em sítio oficial da 
administração pública certificado digitalmente por autoridade para 
esse fim credenciada no âmbito da Infraestrutura de Chaves 
Públicas Brasileira (ICP Brasil), de seus demonstrativos contábeis, 
atuariais, financeiros e de benefícios, sem prejuízo do fornecimento 
de informações aos participantes e assistidos dos planos de 
benefícios e ao Órgão Fiscalizador das EFPC (PREVIC). 
 
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A administração das EFPC observará os princípios que regem a 
administração pública, especialmente os da eficiência e da 
economicidade, devendo adotar mecanismos de gestão operacional que 
maximizem a utilização de recursos, de forma a otimizar o 
atendimento aos participantes e assistidos e diminuir as despesas 
administrativas. 
 
Por sua vez, as despesas administrativas supracitadas serão 
custeadas na forma dos regulamentos dos planos de benefícios e ficarão 
limitadas aos valores estritamente necessários à sustentabilidade do 
funcionamento das EFPC. O montante de recursos destinados à cobertura 
das despesas administrativas será revisto ao final de cada ano. 
 
As EFPC serão mantidas integralmente por suas receitas, oriundas 
das seguintes fontes: 
 
 Contribuições de patrocinadores, participantes e assistidos; 
 
 Resultados financeiros de suas aplicações e de doações, e; 
 
 Legados de qualquer natureza. 
 
Devo lembrar que a União, na qualidade de patrocinadora, somente 
poderá carrear recursos para EFPC por meio de contribuições, sendo 
vedado o aporte (investimento) de recursos de outras formas, conforme 
dispõe o Art. 202, § 3.º da CF/1988, a saber: 
 
Art. 202. § 3.º É vedado o aporte de recursos a entidadede 
previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, 
sociedades de economia mista e outras entidades públicas, salvo 
na qualidade de patrocinador, situação na qual, em hipótese 
alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. 
 
Conforme dispõe a legislação e os estatutos das respectivas EFPC, a 
União, suas autarquias e fundações são responsáveis, na qualidade de 
patrocinadores, pelo aporte de contribuições e pelas transferências 
às EFPC das contribuições descontadas dos seus servidores. 
 
As contribuições devidas pelos patrocinadores deverão ser pagas de 
forma centralizada pelos respectivos Poderes da União, pelo Ministério 
Público da União (MPU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 
 
Por fim, o pagamento ou a transferência das contribuições após o 
dia 10 do mês seguinte ao da competência: 
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1. Enseja a aplicação dos acréscimos de mora previstos para os 
tributos federais, e; 
 
2. Sujeita o responsável às sanções penais e administrativas 
cabíveis. 
 
03.04. Planos de Benefícios. 
 
03.04.01. Linhas Gerais dos Planos de Benefícios. 
 
Os planos de benefícios da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-LEG e da 
FUNPRESP-JUD serão estruturados na modalidade de Contribuição 
Definida (CD), nos termos da regulamentação estabelecida pela 
Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC), órgão 
Regulador das EFPC, e financiados de acordo com os planos de 
custeio, que terão periodicidade mínima anual e estabelecerão o nível de 
contribuição necessário à constituição das reservas garantidoras dos 
benefícios. 
 
A distribuição das contribuições nos planos de benefícios e nos 
planos de custeio será revista sempre que necessário, para manter o 
equilíbrio permanente dos referidos planos. 
 
Por sua vez, devemos prestar atenção a seguinte disposição legal 
prevista na Lei Complementar n.º 109/2001: 
 
Art. 18, § 3.º As reservas técnicas, provisões e fundos de cada 
plano de benefícios e os exigíveis a qualquer título deverão 
atender permanentemente à cobertura integral dos 
compromissos assumidos pelo plano de benefícios, 
ressalvadas excepcionalidades definidas pelo órgão regulador e 
fiscalizador. 
 
Sem prejuízo do dispositivo legal supracitado, o valor do benefício 
programado será calculado de acordo com o montante do saldo da conta 
acumulado pelo participante, devendo o valor do benefício estar 
permanentemente ajustado ao referido saldo. 
 
Não obstante, os benefícios não programados serão definidos 
nos regulamentos dos planos, observado o seguinte: 
 
1. Devem ser assegurados, pelo menos, os benefícios decorrentes 
dos eventos invalidez e morte e, se for o caso, a cobertura de 
outros riscos atuariais, e; 
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2. Terão custeio específico para sua cobertura. 
 
Na gestão dos benefícios não programados, as EFPC poderão 
contratá-los externamente ou administrá-los em seus próprios planos de 
benefícios. Por sua vez, a concessão desses benefícios aos participantes 
ou assistidos pela EFPC é condicionada à concessão do benefício pelo 
Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
Os requisitos para aquisição, manutenção e perda da qualidade 
de participante, assim como os requisitos de elegibilidade e a forma 
de concessão, cálculo e pagamento dos benefícios, deverão constar 
dos regulamentos dos planos de benefícios, observadas as disposições da 
legislação pertinente e a regulamentação da Secretaria de Políticas de 
Previdência Complementar (SPPC), órgão Regulador das EFPC. 
 
 
 
Considero muito importante informar que o servidor com 
remuneração inferior ao limite máximo estabelecido para os benefícios do 
RGPS (atualmente de R$ 5.189,82) poderá aderir aos planos de benefícios 
administrados pelas EFPC, sem contrapartida do patrocinador, cuja 
base de cálculo será definida nos regulamentos. 
 
 
Em outras palavras, se o servidor receber uma remuneração de R$ 
2.500,00, por exemplo, ele poderá participar da Previdência 
Complementar, entretanto, não contará com a contrapartida da União, ou 
seja, da contribuição do patrocinador, uma vez que essa só ocorre para a 
parcela da remuneração que extrapolar o teto do RGPS. 
 
Dando continuidade, conforme dispõe a Lei n.º 12.618/2012, poderá 
permanecer filiado aos respectivos planos de benefícios o participante: 
 
1. Cedido a outro órgão ou entidade da administração pública direta 
ou indireta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive 
suas empresas públicas e sociedades de economia mista; 
 
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2. Afastado ou licenciado do cargo efetivo temporariamente, com 
ou sem recebimento de remuneração, e; 
 
3. Que optar pelo benefício proporcional diferido ou 
autopatrocínio, na forma do regulamento do plano de benefícios. 
 
Para constar, temos que entender o conceito dos seguintes termos 
supracitados: 
 
 Benefício Proporcional Diferido: É o instituto que faculta ao 
participante, em razão da cessação do vínculo empregatício com 
o patrocinador antes da aquisição do direito ao benefício pleno, 
optar por receber, em tempo futuro, o benefício decorrente dessa 
opção. Em suma, é quando é quebrado o vínculo com a União e o 
ex-servidor opta por receber um benefício proporcional à reserva 
acumulada. 
 
 Autopatrocínio: É a faculdade de o participante manter o valor 
de sua contribuição e a do patrocinador, no caso de perda parcial 
ou total da remuneração recebida, para assegurar a percepção 
dos benefícios nos níveis correspondentes àquela remuneração 
ou em outros definidos em normas regulamentares. Neste caso, o 
vínculo também é quebrado, entretanto, o ex-servidor continua 
contribuindo com sua parte e com a do patrocinador, até o 
momento em que conseguirá obter o benefício desejado 
inicialmente. 
 
Os regulamentos dos planos de benefícios disciplinarão as regras 
para a manutenção do custeio do plano de benefícios, observada a 
legislação aplicável. 
 
Os patrocinadores arcarão com as suas contribuições somente 
quando a cessão, o afastamento ou a licença do cargo efetivo implicar 
ônus para a União, suas autarquias e fundações. 
 
Por fim, havendo cessão com ônus para o cessionário, este 
deverá recolher às EFPC a contribuição aos planos de benefícios, nos 
mesmos níveis e condições que seria devida pelos patrocinadores, na 
forma definida nos regulamentos dos planos. 
 
Para não esquecer: 
 
Cessão do Servidor Federal: 
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Com ônus para União 
(Cedente): 
A União (Patrocinadora) recolhe 
a contribuição normalmente. 
Com ônus para Cessionário: 
O Cessionário recolhe as 
contribuições que seriam 
devidas pela União 
(Patrocinadora). 
 
03.04.02. Recursos Garantidores. 
 
A aplicação dos recursos garantidores correspondentes às reservas, 
às provisões e aos fundos dos planos de benefícios da FUNPRESP-EXE, da 
FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUDobedecerá às diretrizes e aos 
limites prudenciais estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional 
(CMN). 
 
A gestão dos recursos garantidores dos planos de benefícios 
administrados pelas EFPC citadas no parágrafo anterior poderá ser 
realizada por meio de carteira própria, carteira administrada ou 
fundos de investimento. 
 
Por sua vez, as referidas EFPC contratarão, para a gestão dos 
recursos garantidores, somente instituições, administradores de carteiras 
ou fundos de investimento que estejam autorizados e registrados na 
Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A contratação das instituições 
será feita mediante licitação, cujos contratos terão prazo total máximo 
de execução de 5 anos. 
 
Não obstante, o edital da licitação supracitada estabelecerá, entre 
outras, disposições relativas aos limites de taxa de administração e de 
custos que poderão ser imputados aos fundos, bem como, no que 
concerne aos administradores, a solidez, o porte e a experiência em 
gestão de recursos. 
 
Cada instituição contratada poderá administrar, no máximo, 20% 
dos recursos garantidores correspondentes às reservas técnicas, aos 
fundos e às provisões. 
 
Por fim, as instituições acima mencionadas não poderão ter 
qualquer ligação societária com outra instituição que esteja concorrendo 
na mesma licitação ou que já administre reservas, provisões e fundos da 
mesma EFPC. 
 
03.04.03. Contribuições. 
 
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As contribuições do patrocinador e do participante incidirão 
somente sobre a parcela da base de contribuição que exceder o teto 
do RGPS (atualmente em R$ 5.189,82), respeitando sempre como limite 
máximo o subsídio dos ministros do STF (atualmente em R$ 33.763,00). 
 
Em outras palavras, a contribuição da União e do servidor para o 
RPC incidirá somente sobre a parcela da remuneração (base de 
contribuição) que exceder o teto do RGPS e que for inferior ao subsídio 
dos ministros do STF. 
 
Para efeitos legais, praticamente todas as verbas recebidas pelo 
servidor são consideradas como base de contribuição, podendo o 
participante também optar pela inclusão de parcelas remuneratórias 
percebidas em decorrência do local de trabalho e do exercício de 
cargo em comissão ou função de confiança. 
 
A alíquota da contribuição do participante será por ele definida 
anualmente, observado o disposto no regulamento do plano de benefícios. 
A alíquota da contribuição do patrocinador será igual à do participante, 
observado o disposto no regulamento do plano de benefícios, e não 
poderá exceder o percentual de 8,5%. 
 
Conforme dispõe os regulamentos dos planos de benefícios 
atualmente constituídos, temos as seguintes alíquotas a serem escolhidas 
pelos servidores: 
 
FUNPRESP: 
 
Poder Executivo: 7,5%, 8,0% e 8,5% (3 alíquotas). 
 
Poder Legislativo: 7,5%, 8,0% e 8,5% (3 alíquotas). 
 
FUNPRESP-JUD: 
 
Poder Judiciário: 6,5%, 7,0%, 7,5%, 8,0% e 8,5% (5 
alíquotas). 
 
Além da contribuição normal supracitada, o participante poderá 
contribuir facultativamente, sem contrapartida do patrocinador, na 
forma do regulamento do plano. Em suma, se o servidor quiser contribuir 
com mais de 8,5%, deverá fazer por meio de contribuição facultativa, sem 
contrapartida da União. No caso, os regulamentos previram os valores 
mínimos de contribuição facultativa que o servidor poderá recolher da 
seguinte maneira: 
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FUNPRESP: 
 
Poder Executivo: 7,5%, no mínimo. 
 
Poder Legislativo: 7,5%, no mínimo. 
 
FUNPRESP-JUD: 
 
Poder Judiciário: 2,5%, no mínimo. 
 
Por fim, a remuneração do servidor, quando devida durante 
afastamentos considerados por lei como de efetivo exercício, será 
integralmente coberta pelo ente público, continuando a incidir a 
contribuição para o RPC. 
 
03.04.04. Disposições Especiais. 
 
O plano de custeio discriminará o percentual da contribuição do 
participante e do patrocinador, conforme o caso, para cada um dos 
benefícios previstos no plano de benefícios. 
 
O referido plano deverá prever parcela da contribuição do 
participante e do patrocinador com o objetivo de compor o Fundo de 
Cobertura de Benefícios Extraordinários (FCBE), do qual serão 
vertidos montantes, a título de contribuições extraordinárias, à conta 
mantida em favor do participante, nas seguintes hipóteses: 
 
1. Morte do participante; 
 
2. Invalidez do participante; 
 
3. Aposentadoria nas hipóteses de: 
 
3.1. Aposentadoria do Servidor Portador de Deficiência; 
 
3.2. Aposentadoria do Servidor que exerça Atividade de Risco; 
 
3.3. Aposentadoria do Servidor que exerça atividades sob 
Condições Especiais que prejudique a Saúde ou a Integridade 
Física, e; 
 
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3.4. Aposentadoria do Servidor Professor que atuou 
exclusivamente na Educação Infantil, no Ensino Fundamental 
e/ou Ensino Médio. 
 
4. Aposentadoria Voluntária da Servidora Mulher, que cumprir os 
seguintes requisitos constitucionais: 
 
a) 55 anos de idade; 
 
b) 30 anos de contribuição; 
 
c) 10 anos de efetivo exercício no serviço público, e; 
 
d) 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria. 
 
5. Sobrevivência do assistido. 
 
O Montante do Aporte Extraordinário de que tratam os itens 3 e 4, 
acima mencionados, será equivalente à diferença entre a reserva 
acumulada pelo participante e o produto desta mesma reserva 
multiplicado pela razão entre 35 e o número de anos de contribuição 
exigido para a concessão do benefício pelo Regime Próprio de Previdência 
Social (RPPS). 
 
Acredito que uma equação seja mais apropriada para explanar o 
disposto no parágrafo acima: 
 警畦継 噺 迎畦 伐 磐迎畦 捲 ぬの劇潔継卑 
 
Onde: 
 
MAE: Montante do Aporte Extraordinário. 
 
RA: Reserva Acumulada pelo Participante do RPC. 
 
TcE: Tempo de contribuição exigido, em anos, para concessão do 
benefício pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
Por fim, as EFPC manterão controles das reservas constituídas 
em nome do participante, registrando contabilmente as contribuições 
deste e as dos patrocinadores. 
 
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03.05. Controle e Fiscalização. 
 
A constituição, o funcionamento e a extinção da FUNPRESP-EXE, da 
FUNPRESP-LEG e da FUNPRESP-JUD, a aplicação de seus estatutos, 
regulamentos dos planos de benefícios, convênios de adesão e suas 
respectivas alterações, assim como as retiradas de patrocínios, 
dependerão de prévia e expressa autorização da Superintendência 
Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), órgão fiscalizador das 
EFPC. 
 
Serão submetidas à PREVIC: 
 
1. As propostas de aprovação do estatuto e de instituição de planos 
de benefícios da EFPC, bem como suas alterações, e; 
 
2. A proposta de adesão de novos patrocinadores a planos de 
benefícios em operação na EFPC. 
 
No caso da FUNPRESP-EXE, as propostas de aprovação do 
estatuto, de adesão de novos patrocinadores e de instituição de planos 
devem estar acompanhadas de manifestação favorável do Ministério do 
Planejamento, Desenvolvimentoe Gestão (MPDG) e do Ministério 
da Fazenda (MF). 
 
Já no caso da FUNPRESP-LEG, as propostas de aprovação do 
estatuto, de adesão de novos patrocinadores e de instituição de planos 
devem estar acompanhadas de manifestação favorável das Mesas 
Diretoras da Câmara dos Deputados (CD) e do Senado Federal 
(SF). 
 
Não obstante, no caso da FUNPRESP-JUD, as propostas de 
aprovação do estatuto, de adesão de novos patrocinadores e de instituição 
de planos devem estar acompanhadas de manifestação favorável do 
Supremo Tribunal Federal (STF). 
 
A supervisão e a fiscalização da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-
LEG e da FUNPRESP-JUD e dos seus planos de benefícios competem à 
PREVIC, órgão fiscalizador das EFPC. Tal competência exercida pela 
PREVIC não exime os patrocinadores da responsabilidade pela supervisão 
e fiscalização sistemática das atividades das EFPC. 
 
Além do supracitado, os resultados da supervisão e da fiscalização 
exercidas pelos patrocinadores serão encaminhados à PREVIC. 
 
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Por fim, aplica-se, no âmbito da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-LEG 
e da FUNPRESP-JUD, o regime disciplinar previsto na Lei Complementar 
n.º 109/2001, sendo que tal regime disciplinar não será objeto de nossos 
estudos neste ponto da disciplina. =) 
 
02. Resumex da Aula. 
 
01. A Previdência Complementar é um benefício opcional, que 
proporciona ao trabalhador um seguro previdenciário adicional, conforme 
sua necessidade e vontade. É uma aposentadoria contratada para garantir 
uma renda extra ao trabalhador ou ao seu beneficiário. Atualmente, os 
benefícios previdenciários do RGPS estão limitados ao teto de R$ 
5.189,82, ou seja, se o trabalhador, enquanto na atividade, recebia como 
remuneração R$ 7.500,00 em média, quando passar para a inatividade, 
receberá mensalmente no máximo R$ 5.189,82. Daí advém a importância 
da Previdência Complementar. 
 
02. O Art. 202 da CF/1988, que trata da previdência complementar, teve 
sua redação alterada pela Emenda Constitucional n.º 20/1998, 
considerando a previdência complementar (ou privada, como cita o 
texto constitucional) um regime previdenciário autônomo e 
complementar ao RGPS, ou seja, o trabalhador não precisa ser filiado ao 
RGPS para ter direito a ela. Em outras palavras, o cidadão não precisa 
nem mesmo estar trabalhando para contratar uma previdência 
complementar. 
 
03. O Regime de Previdência Complementar (RPC) do servidor público 
deve ser instituído por lei, sendo que será obrigatório para todos os 
servidores públicos que ingressarem após o início da vigência dessa lei e 
será facultativo para os servidores que já se encontravam no serviço 
público na data da publicação do referido ato normativo. Lembrando que 
cada ente político (União, Estados, DF e Munícipios) deve editar e publicar 
a sua lei, ou seja, a lei federal só instituiu o RPC Federal para os 
servidores da União, não abrangendo os servidores estaduais, distritais ou 
municipais. 
 
04. Dando continuidade, o RPC será obrigatório para todos os servidores 
e membros federais que ingressarem após o início da vigência da 
Previdência Complementar prevista na Lei n.º 12.618/2012 (que institui o 
RPC Federal), que ocorreu em 04/02/2013. 
 
05. Por seu turno, os servidores e membros federais que tenham 
ingressado em data anterior à 04/02/2013, a adesão ao RPC é 
facultativa mediante prévia e expressa opção. 
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06. Para efeitos do RPC do Servidor Federal, a legislação prevê as 
seguintes definições, muito importantes para as provas de concursos: 
 
1. Patrocinador: A União, suas autarquias e fundações, no Poder 
Executivo, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério 
Público da União (MPU) ou no Tribunal de Contas da União (TCU). A 
União, a exemplo do próprio servidor federal, também contribuirá 
mensalmente para a reserva financeira que servirá de base para a 
aposentadoria do servidor; 
 
2. Participante: O servidor público titular de cargo efetivo da 
União, inclusive o membro do Poder Judiciário, do Ministério Público 
da União (MPU) e do Tribunal de Contas da União (TCU), que aderir 
aos planos de benefícios administrados pelas Entidades Fechadas 
de Previdência Complementar (EFPC). No caso, cada EFPC terá o seu 
plano de benefícios, onde constará todos os direitos e as obrigações 
do patrocinador e do participante, ou seja, tal plano funciona como 
um regulamento, e; 
 
3. Assistido: O participante ou o seu beneficiário em gozo de 
benefício de prestação continuada. O participante é o próprio 
servidor ou membro, enquanto que o beneficiário é o seu 
dependente, que terá direito de gozar alguns benefícios previstos no 
RPC. 
 
07. Com o advento da Lei n.º 12.618/2012, a União também foi 
autorizada a criar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar 
(EFPC), com a finalidade de administrar e executar Planos de 
Benefícios de caráter previdenciário, nos termos da Lei Complementar 
n.º 109/2001 e da Lei Complementar n.º 108/2001 (arcabouço jurídico da 
previdência complementar brasileira). 
 
08. Não obstante, por ato conjunto das autoridades competentes para a 
criação das EFPC, poderá ser criada uma fundação que contemple os 
servidores públicos de 2 ou 3 Poderes. E foi exatamente o que ocorreu. 
Atualmente temos apenas 2 EFPC: 
 
FUNPRESP: Abarca o pessoal do Poder Executivo e do Poder 
Legislativo com os seguintes Planos de Benefícios: ExecPrev e 
LegisPrev, e; 
 
FUNPRESP-JUD: Abarca o pessoal do Poder Judiciário 
 
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09. Resumo da Estrutura das EFPC: 
 
 Patrocinador 
Participantes 
e Assistidos 
Total 
Conselho Deliberativo (CD) 3 membros 3 membros 6 membros 
Conselho Fiscal (CF) 2 membros 2 membros 4 membros 
Diretoria Executiva (DE) 
Até 
2 membros 
Até 
2 membros 
Até 
4 membros 
 
CD: O presidente é indicado entre os membros do Patrocinador. 
CF: O presidente é indicado entre os membros dos Participante e Assistidos. 
 
10. Considero muito importante informar que o servidor com remuneração 
inferior ao limite máximo estabelecido para os benefícios do RGPS 
(atualmente de R$ 5.189,82) poderá aderir aos planos de benefícios 
administrados pelas EFPC, sem contrapartida do patrocinador, cuja 
base de cálculo será definida nos regulamentos. 
 
11. A alíquota da contribuição do participante será por ele definida 
anualmente, observado o disposto no regulamento do plano de benefícios. 
A alíquota da contribuição do patrocinador será igual à do participante, 
observado o disposto no regulamento do plano de benefícios, e não 
poderá exceder o percentual de 8,5%. 
 
12. Além da contribuição normal supracitada, o participante poderá 
contribuir facultativamente, sem contrapartida do patrocinador, na 
forma do regulamento do plano. Em suma, se o servidor quiser contribuir 
com mais de 8,5%, deverá fazer por meio de contribuição facultativa, sem 
contrapartida do respectivo ente federativo. 
 
13. A constituição, o funcionamento e a extinção das FUNPRESP, a 
aplicação de seus estatutos, regulamentos dos planos de benefícios, 
convênios de adesão e suas respectivas alterações, assim como as 
retiradas de patrocínios, dependerão de prévia e expressa autorização da 
Superintendência Nacionalde Previdência Complementar (PREVIC), 
órgão fiscalizador das EFPC. 
 
(...) 
 
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Acabamos a teoria! A seguir, estão as questões comentadas, mas se 
você quiser tentar resolvê-las antes dos comentários, adiante um pouco 
mais o nosso curso e você encontrará as questões sem comentários e com 
gabarito ao final, como de costume. É hora de exercitar! =) 
 
Em caso de dúvida sobre o conteúdo, utilize o nosso Fórum de 
Dúvidas, presente em sua área restrita. 
 
Para outros assuntos, escreva para mim: 
 
ali.previdenciario@gmail.com 
 
www.facebook.com/amjaha (Adicione-me) 
 
www.facebook.com/amjahafp (Curta a minha página) 
 
Sucesso sempre e ótimos estudos! =) 
 
 
 
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03. Questões Comentadas. 
 
01. (Especialista/Funpresp-Exe/CESPE/2016): 
Conforme a Lei n.º 12.618/2012, para a concessão de benefícios 
programados, como aposentadoria e pensões, a FUNPRESP–EXE deve 
instituir plano de benefício previdenciário na modalidade de contribuição 
definida. No que se refere aos benefícios não programados, definidos no 
regulamento do plano, o custeio para a cobertura será específico. 
 
Os planos de benefícios da FUNPRESP-EXE, da FUNPRESP-LEG 
e da FUNPRESP-JUD serão estruturados na modalidade de 
Contribuição Definida (CD), nos termos da regulamentação 
estabelecida pela Secretaria de Políticas de Previdência 
Complementar (SPPC), órgão Regulador das EFPC, e financiados 
de acordo com os planos de custeio, que terão periodicidade 
mínima anual e estabelecerão o nível de contribuição necessário à 
constituição das reservas garantidoras dos benefícios. 
 
A distribuição das contribuições nos planos de benefícios e nos 
planos de custeio será revista sempre que necessário, para 
manter o equilíbrio permanente dos referidos planos. 
 
Por sua vez, devemos prestar atenção a seguinte disposição 
legal prevista na Lei Complementar n.º 109/2001: 
 
Art. 18, § 3.º As reservas técnicas, provisões e fundos de cada 
plano de benefícios e os exigíveis a qualquer título deverão 
atender permanentemente à cobertura integral dos 
compromissos assumidos pelo plano de benefícios, 
ressalvadas excepcionalidades definidas pelo órgão regulador e 
fiscalizador. 
 
Sem prejuízo do dispositivo legal supracitado, o valor do 
benefício programado será calculado de acordo com o montante 
do saldo da conta acumulado pelo participante, devendo o valor do 
benefício estar permanentemente ajustado ao referido saldo. 
 
Não obstante, os benefícios não programados serão 
definidos nos regulamentos dos planos, observado o seguinte: 
 
1. Devem ser assegurados, pelo menos, os benefícios 
decorrentes dos eventos invalidez e morte e, se for o caso, a 
cobertura de outros riscos atuariais, e; 
 
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2. Terão custeio específico para sua cobertura. 
 
Certo. 
 
02. (Consultor Legislativo/Câmara dos Deputados/CESPE/2014): 
Ao servidor público submetido ao RPPS anteriormente à instituição do RPC 
é dada a opção de ingresso nesse regime. Tal opção se dará de forma 
irrevogável e irretratável, não podendo o servidor valer-se das regras 
anteriores à opção. 
 
Com o advento de profundas alterações legislativas, aplica-se 
o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social (RGPS), atualmente em R$ 5.189,82, às 
aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime 
Próprio de Previdência Social (RPPS) da União, previsto no Art. 40 
da CF/1988, aos servidores e aos membros do Poder Judiciário e 
do Ministério Público, que tiverem ingressado no serviço público: 
 
1. A partir do início da vigência do Regime de Previdência 
Complementar (RPC), independentemente de sua adesão ao 
plano de benefícios. Em suma, se o servidor não optar por 
adentrar na Previdência Complementar, ele terá sua 
aposentadoria e pensão limitados ao teto do RGPS, 
independentemente de a remuneração ser maior que esse 
limite, e; 
 
2. Até a data anterior ao início da vigência do Regime de 
Previdência Complementar, e nele tenham permanecido sem 
perda do vínculo efetivo, e que exerçam a prévia e 
expressa opção por esse regime. Para constar, o prazo para 
opção foi de 24 meses a contar do início da vigência do RPC, 
sendo que o exercício da opção é irrevogável ou 
irretratável, ou seja, não cabe arrependimento posterior por 
parte do servidor ou membro. 
 
Certo. 
 
03. (Defensor Público/DPE-RO/CESPE/2012): 
Com a instituição do novo regime de previdência complementar dos 
servidores públicos federais titulares de cargo efetivo, instituído pela Lei 
n.º 12.618/2012, o servidor público que ingressou no serviço público em 
data anterior à vigência do referido normativo, terá o prazo de doze 
meses para optar pelo novo regime de previdência, e poderá realizar 
eventual retratação no prazo de cinco ano. 
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Conforme determina a legislação, o prazo para opção foi de 24 
meses a contar do início da vigência do RPC, sendo que o exercício 
da opção é irrevogável ou irretratável, ou seja, não cabe 
arrependimento posterior por parte do servidor ou membro. 
 
Errado. 
 
04. (Juiz Federal Substituto/TRF-5/CESPE/2013): 
Acerca do novo Regime de Previdência Complementar para os servidores 
públicos federais titulares de cargo efetivo, é correto afirmar que o regime 
jurídico de pessoal das entidades fechadas de previdência complementar é 
o estatutário. 
 
Quanto a contratação de novos funcionários, o regime jurídico 
de pessoal das Entidades Fechadas de Previdência Complementar 
(EFPC), FUNPRESP e FUNPRESP-JUD, será o previsto na legislação 
trabalhista, ou seja, o regime da Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT), previsto no Decreto-Lei n.º 5.452/1943. 
 
O regime celetista é aplicado à iniciativa privada e ao setor 
público no caso de emprego público, ou seja, nos casos em que não 
existe a figura do Estatuto do Servidor, sendo que uma das 
diferenças mais expressivas entre o regime Celetista e o Estatutário, 
é que aquele não goza de estabilidade no serviço após alguns 
anos de efetivo exercício. 
 
Errado. 
 
05. (Analista Judiciário - Área Judiciária/TST/FCC/2012): 
Considerando o Regime de Previdência Complementar para os Servidores 
Públicos Federais, instituído pela Lei n.º 12.618/2012 é correto afirmar 
que a União, suas autarquias e fundações são responsáveis, na qualidade 
de patrocinadores, pelo aporte de contribuições e pelas transferências às 
entidades fechadas de previdência complementar das contribuições 
descontadas dos seus servidores, observado o disposto na Lei e nos 
estatutos respectivos das entidades. 
 
Conforme dispõe a legislação e os estatutos das respectivas 
EFPC, a União, suas autarquias e fundações são responsáveis, na 
qualidade de patrocinadores, pelo aporte de contribuições e pelas 
transferências às EFPC das contribuições descontadas dos 
seus servidores. 
 
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