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O PROFISSIONAL WEBMASTER 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sumário 
O PROFISSIONAL WEBMASTER ................................................................................ 1 
NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 4 
AS MUDANÇAS DE PARADIGMAS EM RELAÇAO AO TRABALHO NA 
SOCIEDADE ................................................................................................................... 4 
OS SIGNIFICADOS DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO PARA O 
BIBLIOTECÁRIO ........................................................................................................... 6 
A INTERNET E SEU POTENCIAL DE TRABALHO PARA O BIBLIOTECÁRIO ... 6 
A EVOLUÇÃO DAS PÁGINAS DE BIBLIOTECAS NA INTERNET ........................ 8 
AS CARREIRAS CRIADAS PELO ADVENTO DA INTERNET .............................. 16 
ESTUDOS INTERNACIONAIS ................................................................................... 25 
ESTUDOS NACIONAIS ............................................................................................... 26 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file://192.168.40.10/O/Pedagogico/MBA/MBA%20EM%20GESTÃO%20DA%20INFORMAÇÃO/O%20PROFISSIONAL%20WEBMASTER/O%20PROFISSIONAL%20WEBMASTER.docx%23_Toc94513529
 
 
 
4 
INTRODUÇÃO 
Trata-se e uma reflexão sobre as oportunidades de trabalho na Internet na área 
da construção de páginas de bibliotecas com base na literatura. 
As opiniões sobre o mercado existente para o profissional da informação orien-
taram o desenvolvimento desse estudo. 
Tenta-se verificar a presença de alguns conceitos consolidados pela literatura 
sobre o Profissionais da Informação: o espaço de trabalho - momento vivido, a 
saber: a Internet tem características de uma grande biblioteca; essas caracterís-
ticas significariam para o bibliotecário apenas uma mudança de ambiente; toda 
novidade tecnológica provoca uma mudança no ambiente de trabalho e gera 
uma disputa entre profissionais; toda organização deve possuir uma equipe de 
informação para conseguir a polivalência exigida pelo mercado. 
 
AS MUDANÇAS DE PARADIGMAS EM RELAÇAO 
AO TRABALHO NA SOCIEDADE 
As inovações tecnológicas aliadas ao fenômeno da globalização econômica, so-
cial e cultural, trazem uma série de mudanças no mercado de trabalho do profis-
sional da informação. 
Do final da última década até os dias de hoje foram realizados vários estudos 
sobre a atuação do bibliotecário na Internet, mostrando as oportunidades que a 
rede oferece aos profissionais da área da informação. 
A globalização desemprega, por um lado, mas aumenta as oportunidades de 
emprego em termos mundiais. 
A tecnologia desemprega, mas cria, simultaneamente, outros tipos de empregos. 
A individualização do emprego surge na prestação de serviços e na terceiriza-
ção, e traz a precarização do emprego e a oportunidade do trabalho sem em-
prego. 
De acordo com Castells (1999), em sua discussão sobre a transformação do 
trabalho e do mercado de trabalho, o temor do desemprego tecnológico continua 
sendo o pesadelo de muitos. 
A tecnologia, porém, por si própria não desemprega e sim, cria outros tipos de 
emprego. 
 
 
 
5 
O desemprego é, também, o grande responsável por novas alternativas no que 
diz respeito à prestação de serviços. 
Novos empregos estão sendo (e serão) criados na indústria de alta tecnologia, 
e, de forma mais significativa, na área de serviços. 
Dentro desse contexto, Castells (1999, p.285) afirma que "a reestruturação de 
empresas e organizações, possibilitada pela tecnologia da informação e estimu-
lada pela concorrência global, está introduzindo uma transformação fundamen-
tal: a individualização do trabalho no processo de trabalho. 
Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do 
trabalho e socialização da produção, que foi a característica predominante da 
era industrial". 
As mudanças que vêm sendo registradas nos mercados de trabalho em todo o 
mundo são decorrências típicas dos fatores tecnológicos, econômicos e sociais 
que agem na chamada sociedade da informação. 
Os autores examinados constataram a emergência de novas formas de trabalho 
em todas as profissões. 
Bridges (1995), ao fazer uma reflexão sobre um mundo sem emprego, percebeu 
que na realidade americana o emprego formal, ortodoxo, com patrões, empre-
gados, salários, benefícios, e demais condições de segurança para o empre-
gado, está com dias contados. 
 Antevendo um futuro sem empregos, o autor identifica a tecnologia, dentre todos 
os fatores, como a maior responsável pelas mudanças, pois ela altera a própria 
forma de execução do trabalho. 
Porém, Pastore (1999), sociólogo estudioso da questão do trabalho no Brasil, 
não aceita a noção de um mundo sem emprego, nem acredita em desemprego 
total, argumentando que os investimentos na qualificação e na educação podem 
auxiliar na readaptação da mão-de-obra. 
Em seu artigo "Mitos sobre o desemprego" pondera que, ao mesmo tempo em 
que a tecnologia destrói alguns empregos, cria outros empregos adotando novas 
tecnologias. Seu ponto parece ser, então, não a extinção do emprego, mas a 
sua evolução. 
 
 
 
 
6 
OS SIGNIFICADOS DA SOCIEDADE DA INFORMA-
ÇÃO PARA O BIBLIOTECÁRIO 
A sociedade da informação caracteriza-se pelo uso intenso da informação de 
várias maneiras e em várias áreas. 
A informação pode ter um valor competitivo para empresas, pode intensificar a 
comunicação, promover a formação da cidadania ou melhorar a educação. 
Enfim, além Profissionais da informação: o espaço de trabalho da questão eco-
nômica, a informação contempla os aspectos de desenvolvimento social e cultu-
ral. 
Atuam na indústria da informação aqueles que produzem a informação (ex: edi-
tores e jornalistas) e os que prestam serviços ou distribuem os produtos de in-
formação. 
Nesse contexto é possível verificar os impactos para aqueles que estão traba-
lhando nessa área. 
Existe uma discussão em relação à identificação dos que têm em sua prática 
profissional a informação como matéria-prima. 
Alguns consideram que todas as profissões utilizam a informação para exercer 
sua função. 
Percebe-se, no entanto, num raciocínio menos generalista, que existe um grupo 
de profissionais mais ligados aos problemas da informação, ou seja, aqueles que 
coletam, processam e disseminam a informação. 
Seguindo esse raciocínio, têm-se identificado os seguintes profissionais:os in-
formatas, os jornalistas e os bibliotecários (MARCHIORI,1996). 
Para eles, os impactos do contexto da sociedade da informação seriam mais 
significativos. 
 
A INTERNET E SEU POTENCIAL DE TRABALHO 
PARA O BIBLIOTECÁRIO 
A Internet é identificada com as seguintes características: veículo de comunica-
ção e de promoção organizacional; uma grande base de dados; uma grande bi-
blioteca ou um excelente espaço para a área comercial, que a transforma num 
grande mercado. 
 
 
 
7 
Generalizando bastante, a rede representa, virtualmente, nosso cotidiano. De 
maneira geral, as oportunidades de trabalho para o profissional da informação 
na Internet são geradas pelo excesso e a desorganização da informação, e, por-
tanto, todas as atividades direcionadas para filtrar e organizar a informação terão 
sucesso. 
Sendo assim, existe uma demanda relacionada com as tarefas de planejar, cons-
truir e operacionalizar páginas (organização da informação) e com as atividades 
de busca de informação (criação de filtros para recuperação da informação). 
Além dessa perspectiva, existe a possibilidade de se trabalhar com promoção 
de serviços de informação dentro do aspecto da comunicação organizacional 
que a rede propicia, pois se trata de um espaço que proporciona a comunicação 
entre pessoas, empresas e instituições de modo fácil e interativo. 
O relacionamento entre biblioteca e usuário é alterado com o uso dessa nova 
mídia. 
É possível divulgar e fornecer serviços e produtos por meio da Intranet. Dentro 
dessa modalidade, verifica-se que as bibliotecas têm utilizado a Intranet para 
fornecer serviço de referência online (busca em catálogo e reserva de publica-
ções), boletins de alerta sobre novas aquisições e outras informações (BLAT-
MANN e A1VES, 2002). 
A Internet, como instrumento de comunicação, é reconhecida por vários autores. 
Para Lindroos (1997), citando Hansen (1995), a rede pode ser estudada tanto 
como mídia de comunicação quanto como sistema de comunicação de massa. 
A autora compara ainda a navegação que o usuário faz na rede com um passeio 
por uma feira. 
Ela afirma que "os serviços de uma página podem ser usados por muitos e dife-
rentes tipos de usuários do mundo inteiro" (HANSEN, 1995 apud LINDROOS, 
1997) e, essa possibilidade de uso por muitos e de maneira indiscriminada ca-
racterizaria a rede como um instrumento de comunicação de massa. 
Ao se considerarem todas essas possibilidades de novas formas de atuação, 
verifica-se que muitas profissões estão se adaptando ao espaço de trabalho da 
Internet, e as organizações estão escolhendo as pessoas que possam organizar 
o caos existente, viabilizando uma comunicação efetiva. 
 
 
 
8 
Os estudos sobre a atuação e oportunidades específicas para o bibliotecário na 
Internet têm evoluído, formando um consenso sobre as características da Inter-
net e as oportunidades que a rede oferece a esses profissionais. 
Da década de 90 até o presente momento vários autores têm explorado essas 
possibilidades. 
No Brasil, autores como Tarapanoff, 1999; Blattmann, 2000 e Baptista et al. 
2000/1999, mostraram os nichos existentes e as habilidades necessárias. 
Na área internacional surgiram algumas contribuições importantes com listagens 
de oportunidades de Profissionais da Informação: o espaço de trabalho. 
 
A EVOLUÇÃO DAS PÁGINAS DE BIBLIOTECAS NA 
INTERNET 
A rede apresentou um crescimento acentuado depois de 1994, como atesta Lin-
droos (1997). 
Para a autora, aqueles que em 1993 tinham conexão com a Internet eram tidos 
como pioneiros. 
A partir de 1995, surge uma exigência maior do usuário em relação aos prove-
dores e serviços oferecidos. 
O comércio eletrônico evolui rapidamente. As páginas passam a exibir um maior 
número de serviços e informações. 
O layout dessas páginas é apresentado de forma mais trabalhada quanto ao 
formato, linguagem, capacidade de navegação e outras melhorias. 
Dos meados dos anos 90 até 2000, a oferta de páginas e portais de unidades de 
informação evoluiu bastante, tanto em número, quanto na qualidade dos serviços 
oferecidos. 
As páginas de bibliotecas disponíveis na rede, no princípio, continham informa-
ções genéricas sobre os serviços. 
Elas eram estáticas, com pouca interatividade em relação aos serviços presta-
dos ao usuário. 
 
 
 
9 
Assistiu-se, neste período, uma evolução direcionada ao atendimento do usuário 
à distância, por exemplo: disponibilidade de busca na base de dados da institui-
ção, reserva de publicações, encomenda de busca de informação via e-mail e 
outros serviços típicos do serviço de atendimento de uma biblioteca não-virtual. 
Rosário (2002) mostra o histórico dessa evolução no Brasil, verificada no decor-
rer da sua pesquisa sobre a construção de páginas. 
A autora assinala que o primeiro levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro 
de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) sobre o Perfil das Bibliotecas e 
Serviços de Informação Brasileiros na Internet identificou, em julho de 1996, um 
total de 50 endereços de bibliotecas brasileiras na Internet. 
Nessa oportunidade, a autora classificou as bibliotecas em quatro tipos, de 
acordo com o conteúdo de informação apresentado: 
• com apenas informações institucionais; 
• com informações sobre acervo ou produtos disponíveis; 
• com possibilidade de recuperação (search) por palavra; 
• com apontadores para informações localizadas em outras páginas da Internet. 
Foi constatada a predominância de bibliotecas que ofereciam apenas informa-
ções institucionais sobre o acervo ou produtos disponíveis, e que poucas ofere-
ciam conexões para informações em outras páginas da Internet, ou alguma pos-
sibilidade de recuperação por palavra-chave. 
Rosário (2002) conclui que, nessa fase, as bibliotecas "virtuais" brasileiras eram 
muito mais propagandas institucionais eletrônicas do que propriamente prove-
doras de informação em rede. 
Em 1997, em nova avaliação, o IBICT identificou 190 páginas de bibliotecas exis-
tentes na rede. 
De acordo com Rosário (2002), além do aumento do número de páginas, as 
bibliotecas, por meio da Internet, passaram a interagir com seus usuários dispo-
nibilizando produtos e serviços de informação, utilizando novos recursos para 
promover a comunicação e oferta de serviços. 
 
O trabalho em equipe na construção de páginas 
Por que, teoricamente, seria necessária a composição de uma equipe para cons-
trução de páginas de bibliotecas? 
 
 
 
10 
A construção de páginas na Internet requer uma série de habilidades que envol-
vem conhecimentos de tecnologia, comunicação, design e muitos outros. 
Para se ter ideia dos requisitos, verifica-se que, na visão de Smith (1997), uma 
página pode ser avaliada de acordo critérios que envolvem o software usado, 
sistema de navegação, aspecto da página e organização da informação. 
Para o autor, é necessário, quanto ao conteúdo, por exemplo, assegurar a atua-
lização constante dos dados das páginas. 
Para obter uma navegabilidade ideal dentro da página seria necessário criar links 
com outras fontes de informação, ser amigável (fácil de usar), possuir um sis-
tema com boa capacidade de operacionalização (ex: tempo de carregamento da 
página), um bom sistema de browser (programa que interpreta o código html e 
possibilita a leitura) e conectividade. Sobre a aparência, o autor enfatiza a ne-
cessidade de se ter cuidado com a apresentação do texto e com aspecto gráfico. 
Autores como Blattmann (2002), Vicentini e Mileck (2003), Nardini et al. (2002) 
e Ferreira et al. (2002) reforçam o elenco das competências necessárias. 
Para eles, a construção de páginas engloba a estrutura, o sistema de navega-
ção, a organização do conteúdo da página e requisitos tecnológicos, tais como: 
segurança de informação, gerência de redes, detalhes técnicos da própria Inter-
net e a aparência da página em relação ao equilíbriodas cores, tipos de letras, 
imagens e outros aspectos que compõem o layout da página. 
Para Viccentini e Mileck (2003), dentre os profissionais envolvidos, dois tipos de 
competências são basicas: a de administrador do servidor web (responsável pela 
instalação, configuração, manutenção, e segurança, entre outras) e a de web-
master (conteúdo, qualidade da informação, integridade e relevância dos docu-
mentos, estilo da página, atendimento online/ respostas). 
Em algumas tarefas mencionadas pelos autores percebe-se claramente a ne-
cessidade de um informata e de um bibliotecário. 
Ao abordar a construção e operacionalização de um sistema de informação, Da-
venport (2000) afirma que são vários os papéis que podem ser desempenhados, 
tendo como objetivo um sistema completo e eficiente. 
O autor visualiza papéis relacionados com o conteúdo, gerência e infraestrutura. 
Em seu relato a equipe tradicional englobaria o bibliotecário, o informata e o ad-
ministrador. 
 
 
 
11 
Esse raciocínio pode ser repassado para o ambiente da Internet, que possui as 
mesmas características, propósitos e função de um sistema de informação. 
Mesmo que o bibliotecário não vá construir sua própria página, deverá ele pos-
suir algumas noções básicas de gestão da informação para interagir junto a uma 
equipe. 
Habilidades tais como liderança, relacionamento interpessoal, distribuição de ta-
refas de maneira equilibrada, entre outras, são requisitos necessários para o 
funcionamento uma equipe bem entrosada. 
A WEB, além dos requisitos mencionados - conhecimentos de informática, orga-
nização de conteúdo e gestão -, exige conhecimentos de design, pois a apre-
sentação da página é muito importante. 
A página representa a imagem da instituição. Noções de uso de cores, e tipo de 
letra têm sido objeto de estudo. 
Ferreira et al. (2002) afirmam: Atualmente, os sistemas de software são como 
um meio de comunicação entre um homem e um programa. Esse diálogo é es-
tabelecido através da interface com o usuário (IU). 
A cor é um componente essencial em um processo de comunicação; exerce 
grande influência em uma pessoa, interferindo nos sentidos, emoções e inte-
lecto, podendo, portanto, ser deliberadamente usada para se atingir objetivos 
específicos, merecendo assim, um estudo especial. 
É difícil imaginar que uma só pessoa consiga ter sucesso em todas as áreas 
mencionadas: softwares e linguagens próprias para a WEB, rede de transmissão 
ou segurança, organização do conteúdo, planejamento, gerência, conversão de 
acervo para o meio digital, comunicação, marketing e design (arte) entre outras. 
Nardini et al (2002) relatam a experiência da reformulação da página da biblio-
teca da Universidade de Yale (EUA). 
Quatro anos após a primeira versão da página da biblioteca, a equipe resolveu 
fazer uma reformulação. 
Eles reconheceram a necessidade de recrutar outros profissionais com habilida-
des em design de páginas para a Internet. 
A equipe da biblioteca de Yale resolveu os problemas de organização do conte-
údo. 
Os detalhes técnicos da área de tecnologia necessária foram solucionados pela 
equipe da área de informática da universidade. 
 
 
 
12 
O trabalho de reestruturação da página foi orientado pelas seguintes diretrizes: 
ser orientado para o usuário; ser fácil de entender; ter aparência agradável; pos-
sibilitar o acesso da informação por vários caminhos; possuir uma estrutura e 
hierarquia de links adequados; não com profissionais da Informação: o espaço 
de trabalho ter imagens metafóricas; empregar tecnologia que possibilitasse um 
carregamento rápido; possibilitar o display (visão da página) por meio de qual-
quer browser e conter meios que possibilitassem o acesso por pessoas com de-
ficiência visual. 
No final da reformulação os bibliotecários concluíram que a experiência havia 
sido muito produtiva, principalmente quanto à interação entre os diversos profis-
sionais que participaram do planejamento e execução da reformulação da pá-
gina. No exemplo relatado acima os papéis foram bem delimitados. 
Cada profissional cooperou com a reestruturação de acordo com sua formação: 
bibliotecários, cuidando da organização do conteúdo; informatas, cuidando da 
parte tecnológica, e a firma contratada, da aparência da página. 
Outros relatos encontrados na literatura mostram a falta de um padrão de atua-
ção quanto à formação ou composição da equipe para a execução dessa ativi-
dade. 
Para verificar a oferta de serviços de bibliotecas via Internet, utilizando um check 
list com critérios de observação básicos, tais como conteúdo, apresentação, na-
vegabilidade e serviços oferecidos, Paz (2000) realizou um estudo exploratório 
sobre as características das páginas de bibliotecas universitárias (formação do 
responsável e grau de participação dos bibliotecários) e as dos profissionais res-
ponsáveis pelas mesmas. 
Sobre a responsabilidade do bibliotecário nas atividades de manutenção e atua-
lização das páginas na Internet, Paz encontrou os seguintes resultados: das 35 
respostas recebidas, 18 responsáveis pela manutenção e atualização da página 
eram da área de Biblioteconomia e Documentação; 10 respondentes eram da 
área de Informática; os restantes, de diversas áreas (Engenharia, História e ou-
tros). 
Foi identificada apenas uma pessoa com o 2o grau (escolaridade). O nível de 
participação indireta, nas 17 páginas em que o bibliotecário não era o responsá-
vel pela manutenção e atualização, foi considerado alto por quatro respondentes 
(participação espontânea e quando solicitada); oito respondentes classificaram 
 
 
 
13 
como média; quatro, como baixa; e somente um respondente afirmou que o bi-
bliotecário não participou em nenhum momento, no que se refere à manutenção 
e atualização da página. 
De acordo com o relato das entrevistas, quanto à questão sobre a formação do 
profissional responsável pelo planejamento e construção de páginas de bibliote-
cas, ou a existência de uma equipe, não foi possível verificar um padrão nos 
casos observados. 
Observou-se a presença de bibliotecários, informatas e administradores reali-
zando as tarefas de planejamento e construção. 
Por meio dos depoimentos dos bibliotecários que realizaram todas as atividades 
sem a participação de outro profissional, notou-se que o conhecimento de algu-
mas ferramentas, por exemplo, front page, homesite, etc, permite a execução da 
construção da página sem maiores problemas. 
Dois entrevistados afirmaram que aprenderam a resolver esses problemas por 
meio de conversas ou publicações, e não realizaram um treinamento formal. De 
acordo com Baptista (2003), quanto à possibilidade de associar a excelência da 
página com a formação do profissional responsável, não foi observado um pa-
drão. 
Nos casos relatados, algumas das páginas consideradas como as mais comple-
tas foram planejadas e construídas por bibliotecários, informatas e administra-
dores isoladamente, ou seja, esses profissionais realizaram todas as tarefas de 
planejamento e construção sem a cooperação de outro profissional. 
Quanto aos casos de páginas bem construídas por uma equipe, verificou-se uma 
frequência maior de casos em que a equipe era formada por bibliotecários e 
informatas. No discurso dos informatas entrevistados, que eram responsáveis 
por todo o processo da construção de páginas, foram anotadas algumas percep-
ções preocupantes a respeito dos bibliotecários. 
Ao serem indagados sobre a ausência desse profissional no processo de plane-
jamento e construção das páginas, as expressões usadas foram: "tem medo da 
tecnologia"; "está em fase de aposentadoria e não quer aprender como se faz"; 
e outras variações. 
O contrário também foi verificado no discurso do bibliotecário. Uma das entrevis-
tadas afirmou: "não queremos a participação do analista de sistema". Ela asse-
 
 
 
14 
gurou que todos os bibliotecários envolvidosno processo de construção da pá-
gina realizaram um treinamento formal para resolver todas as atividades reque-
ridas pelo processo. 
Nesses trechos relatados é perceptível a disputa entre os profissionais por este 
campo de trabalho. 
Foi visto, porém, nos relatos de Paz (2001) e Baptista (2003), que o bibliotecário, 
quando quer, participa e tem sucesso. 
Não foi comprovada a afirmação de Gontow e Marco (2000, p. 2) sobre a exclu-
são do profissional: Percebe-se, com frequência, a exclusão do profissional da 
Informação (ou bibliotecário, como usualmente são conhecidos) das equipes 
multidisciplinares que são constituídas para o desenvolvimento de atividades vol-
tadas para o gerenciamento da informação e do conhecimento. 
As autoras questionam, em relação à exclusão do bibliotecário do processo ge-
rencial, se haveria alguma relação com a Internet, se a rede estaria promovendo 
a extinção de várias profissões e favorecendo o aparecimento de novas. 
Sobre esse assunto, com um título muito sugestivo "The librarian is dead, long 
live the librarian" Hathron (1997) sugere que a Internet fará renascer um novo 
bibliotecário. Em outra pesquisa de Baptista (2003), com 76 bibliotecários forma-
dos pela Universidade de Brasília, das 71 respostas válidas verificou-se que 60 
(84%) realizavam serviços de busca em bases de dados na Internet, e somente 
11 (15,49%) participavam do planejamento, gerência e execução de páginas da 
biblioteca da sua instituição. 
Nota-se, por meio dos poucos relatos existentes na literatura, que o assunto é 
novo, e que, até o momento, vive-se uma fase exploratória, procurando-se con-
firmar, ou não, a presença do bibliotecário na área de construção de páginas e/ 
ou a participação na equipe multidisciplinar que pode ser formada. 
O trabalho em equipe, pela lógica, seria mais conveniente para a prestação de 
um serviço mais completo e com qualidade. 
O bom senso indica que a polivalência, requerida pelo mercado, será mais facil-
mente obtida com vários profissionais trabalhando em torno do objetivo de trans-
ferir a informação, facilitar o acesso e resolver outras necessidades de informa-
ção no processo de utilização da rede. 
 
 
 
15 
Arquiteto da Informação Especificamente em relação à construção de páginas 
de bibliotecas na Internet, a literatura discute a possibilidade de elas serem cons-
truídas por bibliotecários. 
Essa tarefa pode ser realizada pelo arquiteto da informação (uma nova denomi-
nação para o bibliotecário) ou por uma equipe multidisciplinar. 
Bradley (2000) defende que os bibliotecários são arquitetos da informação natu-
rais. 
Concordando com essa perspectiva, autores como Blatmann (2002), Peon Es-
pantoso (1999/2000) e Rowbothan (1999) consideram que essa área pode ser 
um campo de trabalho para o bibliotecário. 
As tarefas desempenhadas pelo profissional envolvem, de acordo com 
Rowbothan (1999), criação, planejamento da estrutura e propósito da página; 
navegação, apresentação dos dados e sistema de busca e recuperação da in-
formação. 
Peon Espantoso (1999/2000) argumenta que a arquitetura da informação, com 
base no pensamento de Shiple (2000), pode ser definida da seguinte maneira: 
A arquitetura da informação (Al) é um campo que envolve a investigação, aná-
lise, projeto e a implementação de sítios. 
Esta definição, no contexto da Web, inclui a organização, navegação, represen-
tação e mecanismo de busca. 
O objetivo é fazer com que os usuários encontrem e gerenciem a informação de 
forma efetiva. 
Barreto (2003), em sua lista de discussão, comentando o artigo (e no mesmo se 
baseando) "An introduction to the thought of S.R. Ranganathan for information 
architects", define: Profissionais da Informação: o espaço de trabalho. 
O arquiteto da informação trabalha para otimização de projetos de páginas para 
a Web, no que se relaciona a sua forma, conteúdo, funções, navegação, inter-
face, interação e qualidade visual; é uma especialização recente e mais avan-
çada na América do Norte. 
Apesar de os autores da área da Ciência da Informação considerarem que o 
bibliotecário tem a formação necessária para trabalhar com a arquitetura da in-
formação para a construção de páginas, pois eles sempre trabalharam com a 
organização e recuperação da informação, outros profissionais, com formação 
em outras áreas do conhecimento, reivindicam essa ocupação. 
 
 
 
16 
 
AS CARREIRAS CRIADAS PELO ADVENTO DA IN-
TERNET 
Se para a organização do conteúdo alguns autores consideram o bibliotecário 
como candidato ideal, as áreas que envolvem conhecimentos de tecnologia da 
informação também deveriam estar sendo ocupadas por informatas, e isso não 
acontece com frequência, como atesta Somoggi (1998) sobre as novas carreiras 
na Internet. 
A autora mostra o que acontece na prática, ao relatar as entrevistas com diver-
sos profissionais. 
No seu relato, verifica-se que o importante não é a formação, e sim, habilidades 
e competências adquiridas com a prática do dia a dia, visão de mercado ou ou-
tras variáveis que explicam como um (a) analista de sistema se torna estrategista 
de marketing na Internet; ou o caso do administrador de banco de dados que se 
tornou analista de negócios, em razão da necessidade de possuir essa habili-
dade para coletar os dados para a empresa e , também, o caso do webmaster,, 
responsável por colocar páginas em funcionamento na rede, que teve suas fun-
ções ampliadas para ser gerente de conteúdo, mesmo sem ter formação para 
essa função. 
Sobre esse tema Mattos (1999), professor do Departamento de Informática e 
Métodos Quantitativos da EAESP/FGV, publicou, em seu artigo, uma lista de 
profissões que seriam afetadas pela Internet, possíveis candidatas à substituição 
por outras que estavam sendo criadas. 
O bibliotecário aparece como candidato à substituição juntamente com outras 
(vendedores, corretores, agente de viagem, secretárias, etc). 
Das 2 novas ocupações citadas, 14 estavam relacionadas com a administração, 
informática e engenharia. 
Ao final da lista, o autor cita o webdesigner e o webmaster, mas não associa 
essas duas ocupações com uma formação especifica. 
A cada tecnologia criada para a área de informação, concomitantemente alguém 
anuncia na literatura a extinção do bibliotecário (GIULIANO, 1979; LANCASTER, 
 
 
 
17 
1994; MATTOS, 1999). Foi assim quando começaram a ser operacionalizadas 
as primeiras bases de dados, a sociedade sem papel e agora a Internet. 
O que se tem visto de fato é que os profissionais da área de Biblioteconomia têm 
se adaptado a essas novas tecnologias e continuado no mercado. 
Retomando as premissas que orientaram essa reflexão sobre as oportunidades 
de trabalho nascidas com advento da Internet, especificamente sobre a função 
de construir páginas, percebe-se que existe uma equivalência entre o ambiente 
de uma biblioteca virtual na rede e o ambiente de uma biblioteca tradicional; que 
ocorreram mudanças no mundo do trabalho; que existe uma disputa por esse 
mercado e que o domínio da tecnologia será determinante na seleção dos pro-
fissionais candidatos a esse mercado. 
A literatura alerta a todos os profissionais sobre a necessidade de possuírem 
muitas habilidades para atuar na sociedade da informação, mas, ao mesmo 
tempo, mostra que a necessidade de serem polivalentes pode ser resolvida por 
meio de uma equipe multidisciplinar. 
Verifica-se, também, pelo exame da literatura, mais especificamente a partir dos 
relatos de pesquisa, uma fase de turbulência, e uma natural, falta de consenso 
sobre o futuro da atuação do profissional na Internet, quanto à construção de 
páginas ou quanto à ocupação da função de arquiteto da informação. 
Essa situação ficará mais clara quando "baixar a poeira" e for possível ter um 
retrato mais exato sobre "quem está fazendo o quê". 
Não é possível ainda tirar conclusões muito categóricas, como uma possívelex-
clusão do profissional do processo de organização e transferência da informação 
na rede (GONTOW e MARCO, 2000), ou endossar a opinião de Mattos (1999) 
sobre substituição do bibliotecário por outros profissionais. 
Parece ser mais razoável a afirmação dos autores que falam na necessidade de 
adaptação do profissional para o novo ambiente da Internet. 
Todos os fatores de mudança citados afetam particularmente o futuro do biblio-
tecário, porque a informação é a matéria prima para sua atuação e porque a 
Internet representa uma grande biblioteca sem organização e que necessita de 
um profissional que saiba "filtrar" a informação. 
A opinião dos profissionais entrevistados por Baptista (2003) confirma essa ideia 
de muitas informações desordenadas. 
 
 
 
18 
 Para os entrevistados, as oportunidades estão relacionadas com a "organização 
de informação", "indexação" e "recuperação da informação". 
Essas tarefas realizadas para o meio virtual são as mesmas do ambiente tradi-
cional de uma biblioteca e, sendo assim, para ocupar este espaço é necessário 
um esforço de adaptação ao meio virtual por parte do profissional. 
 
Utilize as ferramentas gratuitas para webmasters 
Os principais mecanismos de pesquisa, incluindo Google, fornecem ferramentas 
gratuitas para webmasters. 
As Ferramentas do Google para Webmasters ajudam a ter um melhor controle 
de como o Google interage com os seus sites e a obter informações úteis sobre 
o seu site. 
Utilizar as ferramentas para webmasters não irá ajudar a obter um tratamento 
preferencial para o seu site; no entanto, ele pode ajudá-lo a identificar questões 
que, quando resolvidas, podem melhorar o desempenho do seu site nos resul-
tados da pesquisa. 
Com este serviço, os webmasters podem: 
● ver que partes de um site tiveram problemas de rastreamento pelo Googlebot 
● enviar um arquivo Sitemap XML 
● analisar e gerar um arquivo robots.txt 
● remover URLs já rastreadas pelo Googlebot 
● especificar o domínio preferido 
● identificar problemas com títulos e meta tags de descrição [inglês] 
● entender os termos de pesquisa mais utilizados para chegar a um site 
● ter uma ideia da forma como o Googlebot vê páginas 
● remover links indesejados que o Google pode usar nos resultados de pesquisa 
● receber notificação de violação das diretrizes de qualidade e solicitar reconsi-
deração Yahoo! (Yahoo! Site Explorer) e Microsoft (Live Search Webmaster To-
ols) também oferecem ferramentas gratuitas para webmasters. 
 
Aproveite os serviços de análise da web 
Caso tenha melhorado o rastreamento e a indexação do seu site usando o Go-
ogle Webmaster Tools ou outro serviço, provavelmente está curioso sobre o trá-
fego que chega ao seu site. 
 
 
 
19 
Programas de análise de tráfego como o Google Analytics são uma valiosa fonte 
de informação. 
Você pode usá-los para: 
● entender como os usuários acessam e interagem com seu site 
● descobrir os conteúdos mais populares do seu site Otimização de sites para 
Mecanismos de Pesquisa (SEO) - Guia do Google para Iniciantes 
● medir o impacto das otimizações que você fizer em seu site (por exemplo, após 
modificar os títulos e meta tags de descrição, o tráfego vindo dos mecanismos 
de pesquisa melhorou?) 
Para usuários avançados, a informação fornecida por um pacote de análise, 
combinados com os dados de seu servidor [inglês] podem fornecer informações 
ainda mais abrangentes sobre como os visitantes estão interagindo com os seus 
documentos (como palavras-chave adicionais que poderiam ser usadas para en-
contrar seu site). 
Por último, o Google oferece uma ferramenta chamada Google Website Optimi-
zer que permite que você execute testes e veja qual o efeito de pequenas modi-
ficações de modo a produzir as melhores taxas de conversão. Isto, em combina-
ção com o Google Analytics e as Ferramentas do Google para Webmasters (con-
sulte nosso vídeo sobre o uso do "Google Trifecta" [inglês]), representam um 
poderoso meio para começar a melhorar seu site. 
 
Recursos úteis para webmasters Grupo de Ajuda do webmaster do Google - Tem 
alguma pergunta ou comentário sobre o nosso guia? Avise-nos. 
Blog da Central do Webmaster – Artigos frequentemente atualizado por Googlers 
sobre como melhorar o seu site. 
Central de Ajuda do Webmaster – Cheio de documentação em profundidade so-
bre as questões relacionadas com webmaster. Ferramentas do Google para 
Webmasters – Otimizar a forma como o Google interage com o seu site. Diretri-
zes do Google para Webmaster – Diretrizes técnicas de design, conteúdo e qua-
lidade. 
Google Analytics – Localizar a fonte dos seus visitantes, o que estão vendo, e 
aferir mudanças. 
Google Website Optimizer – Faça testes em suas páginas para ver o que vai 
funcionar e o que não vai. 
 
 
 
20 
Dicas para contratar um SEO – Se você não quiser fazê-lo sozinho, estas dicas 
devem ajudá-lo a escolher uma empresa de SEO. 
Salvo se anuncie o contrário, o conteúdo deste documento encontra-se sob a 
licença Creative Commons Attribution 3.0 License. (Traduzido por Pedro Dias 
(PT-Pt) e Ariel Lambrecht (PT-Br)) 
 
Práticas recomendadas para promover o seu site 
● Blog sobre novos conteúdos ou serviços – Publicar novidades no blog de seu 
próprio site é uma boa maneira de anunciar novos conteúdos ou serviços. Outros 
webmasters que leiam o seu blog ou subscrevam a sua feed RSS poderão pro-
mover suas novidades. 
● Não se esqueça da promocção offline – Promover o seu site offline pode tam-
bém ser recompensador. Por exemplo, se você tiver um negócio local, certifique-
se sua URL está listada no seu cartão de visita, papéis timbrados, cartazes, etc. 
Você pode também enviar boletins informativos aos clientes através do correio, 
com informações sobre novos produtos e conteudos de seu website. 
● Conheça os sites de mídia social – Sites, mídia social construída em torno da 
interação e compartilhamento dos usuários, torna mais fácil a grupos de pessoas 
interessadas corresponder-se com conteúdo relevante. 
 Evite: ● 
 tentar promover cada pequena nova alteração de conteúdo que você faça; pro-
mova apenas grandes mudanças ou fatos interessantes. 
● envolver o seu site em programas onde o seu conteúdo é artificialmente pro-
movido ao topo desses serviços 
● Adicione o seu negócio no Google Local Business Center - Se você tem uma 
empresa local, adicionar a sua informação no Centro de Negócios do Google vai 
ajudá-lo a chegar a clientes que utilizem o Google Maps e a pesquisa na web. 
A Central de Ajuda do Webmaster tem mais dicas para promover a sua empresa 
local. 
● Alcance aqueles que estão em comunidades relacionadas – É muito provável 
que existam sites que cobrem áreas temáticas semelhantes às suas. Comunicar-
se com esses sites é geralmente benéfico. 
 
 
 
21 
Temas da atualidade que apareçam em seu nicho ou na comunidade podem 
desencadear novas ideias para conteúdo ou a criação de uma boa comunidade 
de recursos. 
 
Otimização de sites para Mecanismos de Pesquisa (SEO) - Guia do Google para 
Iniciantes 
 Evite: 
● enviar spam a todos os sites relacionados ao seu tema 
● comprar links de outros sites com o objetivo de conseguir PageRank ao invés 
de tráfego. 
O espaço de trabalho do profissional da informação Baseado em Valentim 
(2000), organiza-se a distribuição do mercado de trabalho do profissional da in-
formação em três grandes grupos. 
O primeiro representado pelo mercado informacional tradicional, onde prevale-
cem instituições que têm tradição de grandes empregadoras do PI. 
Estas instituições estão nos diversos setores da economia, mas com destaque 
para a administração pública, pois é um segmento no qual a atividade principal 
é subsidiar à população em geral o acesso à cultura, recreação e lazer. 
O segundo grupo é formado pelo mercado informacional existente e pouco ocu-
pado, porque representa empresas einstituições, cuja atividade requer auxílio 
de organização e recuperação da informação. 
No entanto, boa parte não contrata PI’s em função dos custos ou desconheci-
mento dos benefícios futuros da informação organizada. 
Por último, o terceiro grupo denominado mercado informacional de tendências. 
Este é um mercado de fronteira, já que vários outros profissionais podem com-
petir, muitas vezes com vantagem, visto que sobressai o foco do emprego inci-
sivo da tecnologia da informação. A seguir são descritos estes grupos com suas 
principais possibilidades de atuação. 
O mercado informacional tradicional: 
• Bibliotecas universitárias: Espaço bastante consolidado de atuação dos biblio-
tecários, podendo ser de responsabilidade municipal, estadual, federal ou pri-
vada. Esse tipo de instituição possui a finalidade de atender a demanda de es-
tudo, pesquisa e ensino de professores e alunos as quais são vinculadas. É o 
maior empregador, no Brasil. 
 
 
 
22 
• Bibliotecas públicas: Mercado consolidado, onde se concentra grande parte 
dos profissionais. 
Sob coordenação do Estado encontram-se nesse segmento a Biblioteca Nacio-
nal, cuja principal função é preservar a memória nacional; as bibliotecas públicas 
estaduais e municipais, que têm a missão de atender às necessidades informa-
cionais de uma determinada comunidade, assim como as bibliotecas populares 
ou comunitárias, sendo que as últimas são geralmente de iniciativa privada, man-
tidas por associações de moradores, sindicatos ou grupos estudantis; 
• Bibliotecas escolares: Embora seja um importante espaço de trabalho, é bas-
tante reduzido o número de profissionais que atuam nesta área. Essas institui-
ções são responsáveis pelo suporte pedagógico aos professores, bem como 
pelo incentivo à leitura e iniciação dos alunos na habilidade de busca de infor-
mação. 
É um espaço que pode ser muito ampliado, a depender das políticas públicas. 
• Bibliotecas infanto-juvenis: Espaço de trabalho de fundamental importância so-
cial, visto que é responsável pelo auxílio na formação cultural de crianças e ado-
lescentes com o fomento à leitura, acesso a materiais literários, além de outras 
atividades culturais para esse tipo de público. 
Ainda é uma área de trabalho com poucos profissionais atuando. 
• Bibliotecas especializadas: São entendidas como bibliotecas ou centros de in-
formação especializados em alguma área do conhecimento. 
O acervo é orientado por completo para satisfazer as necessidades imediatas e 
práticas da instituição. 
As publicações periódicas, tanto impressas como eletrônicas, têm papel mais 
importante que os livros, com uma tendência à utilização cada vez maior dos 
recursos eletrônicos de acesso à informação (SEEFELDT; SYRÉ, 2004). 
Embora seja um espaço consolidado existe baixa concentração de profissionais, 
já que as empresas privadas contratam poucos profissionais da informação para 
atender suas demandas informacionais. 
Este mercado é essencialmente concentrado nos grandes centros urbanos e re-
giões metropolitanas. 
• Centros de cultura: Um lugar onde se divulgam e promovem atividades cultu-
rais. 
 
 
 
23 
É um espaço onde há uma grande concentração de profissionais da informação, 
visto a crescente demanda por cultura na sociedade, mas também quase sempre 
restrito aos centros urbanos. 
•Arquivos: Instituições responsáveis pela preservação de documentos relevan-
tes produzidos por pessoas físicas ou jurídicas. 
Ao profissional da informação cabe o processamento técnico, recolhimento dos 
materiais permanentes e desenvolvimento de técnicas de recuperação para 
acesso e estocagem de informações de uso corrente. 
• Museus: Instituições também voltadas para disseminação e preservação da 
cultura. 
Espaço de trabalho importante para os profissionais da informação, no tocante 
à seleção e catalogação de materiais informacionais a fim de auxiliar a elabora-
ção de exposições. 
Mercado informacional existente e pouco ocupado: 
• Editoras: Os profissionais da informação podem atuar na catalogação na fonte 
e normalização das publicações literárias e científicas, contudo ainda é um es-
paço com pouca presença da categoria; 
• Livrarias: É um mercado existente, no entanto, nota-se poucos profissionais da 
informação atuando neste segmento, onde podem atuar no desenvolvimento das 
coleções (aquisição e seleção), bem como na organização e recuperação des-
sas coleções para os clientes. 
• Jornais: Os profissionais com diploma em biblioteconomia podem atuar na or-
ganização de centros de documentação e organização de arquivos internos; 
• Locadoras de Vídeo, DVD e livros: espaço de atuação a ser preenchido pelos 
profissionais da informação na organização das coleções e localização de temas 
de interesse; 
 • Empresas privadas: As empresas, de uma maneira geral, geram muita docu-
mentação, que necessitam ser organizadas para posterior recuperação e toma-
das de decisões estratégicas. 
Nesse sentido, este é um nicho de mercado a ser ocupado pelos profissionais, 
mesmo que não haja um centro de informação ou documentação na empresa. 
Mercado informacional de tendências: 
• Base de dados: São repositórios de informação organizados principalmente no 
meio digital. 
 
 
 
24 
Os profissionais da informação podem atuar na elaboração de base de dados ou 
no uso eficiente dessas para a recuperação de informação relevante a um de-
terminado cliente. 
• Intranet: Portais de informações empresariais que permitem armazenar infor-
mações internas e externas, provendo aos usuários acesso à informação perso-
nalizada necessária para a tomada de decisões de negócios. 
• Internet: Esta grande biblioteca virtual necessita ser organizada para recupera-
ção eficaz. 
 Uma possibilidade bastante apregoada para os profissionais da informação é 
sua atuação como webmaster, o profissional responsável pela seleção da 68 
informação, integridade e relevância dos documentos, estilo da página e atendi-
mento on-line. 
Além desses espaços têm-se a possibilidade de atuação como consultor, asses-
sor ou autônomo. 
Nesses novos espaços há uma profusão de ocupações e as reconfigurações 
profissionais não são bem delimitadas, com o enfoque voltado mais para a tec-
nologia do que para a informação. 
É preciso, no entanto, estar atento para o fato de que todas as profissões que 
gozam de prestígio social se especializam em suas áreas e restringem seu mer-
cado de atuação, “quanto mais coeso e lógico for o corpo de conhecimentos que 
dá sustentação a um grupo profissional, maior a resistência dessa profissão aos 
ataques rivais” (MUELLER, 2004, p. 35). 
Se os profissionais da informação não se preocuparem com seu espaço tradici-
onal, o que não quer dizer deixar a biblioteca ser um local anacrônico em relação 
às tecnologias e todas as inovações, perdendo de vista a impertinência de sua 
dimensão social, a profissão tenderá à perda de identidade por parte do profis-
sional e ser substituída pelo imperativo da tecnologia. 
 
Estudos sobre o mercado de trabalho do profissional da informação 
Nessa seção, apresentam-se alguns estudos sobre o mercado de trabalho, da 
informação, a fim de identificar os percursos metodológicos adotados e principais 
resultados. 
 
 
 
 
25 
ESTUDOS INTERNACIONAIS 
No âmbito internacional vale destacar o trabalho de Cronin; Stiffer; Day (1993), 
que teve como objetivo produzir um mapa do mercado emergente em todo os 
Estados Unidos. 
A metodologia utilizada valeu-se de três abordagens: análise dos anúncios de 
emprego; entrevistas com empregados tradicionais e áreas afins; além de um 
survey por e-mail com egressos da School of Library and Information Science da 
Indiana University. 
Alguns achados da pesquisa apontam que esse novo mercado é difuso, os títu-
los e funções de trabalho são extremamente variados e, por isso, não há fideli-
dade a qualquer corpo profissionalou disciplinar estabelecido, valorizando-se a 
experiência profissional e os títulos acadêmicos, tal como o mestrado. 
Assim, recomenda-se às escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação 
rever não somente os currículos, mas também investigar se seus egressos estão 
tendo êxito no mercado de trabalho. 
Ainda no plano internacional tem-se uma pesquisa realizada na Lituânia e Estô-
nia sobre o mercado de trabalho para os especialistas em informação (MACEVI-
CIUTE, 1998). 
A principal forma de coleta de dados foi através do envio de questionários a em-
presas e instituições identificadas através do catálogo da Lithuanian Association 
of Information Business. 
O estudo objetivou identificar as possíveis mudanças e tendências no mercado 
de trabalho, com o fim principal de prover dados para planejamento e desenvol-
vimento dos cursos de desenvolvimento e gestão da informação nos Estados 
Bálticos. 
Alguns resultados do estudo apontam que o mercado de trabalho para esses 
profissionais na Lituânia é um fenômeno bastante novo; a indústria contrata pou-
cos profissionais da informação e a maioria dos que atuam nos serviços de in-
formação não tem formação na área de ciência da informação, tais como: eco-
nomistas, jornalistas, engenheiros, professores, físicos, matemáticos etc.; as 
principais competências necessárias ao profissional da informação são as capa-
cidades de utilizar os recursos da informática para armazenar e recuperar infor-
mação, bem como habilidades na procura de informações. 
 
 
 
26 
 
ESTUDOS NACIONAIS 
Um dos estudos pioneiros sobre o mercado de trabalho dos bibliotecários foi o 
de Polke; Araújo; Cesarino (1976), no qual foram enviados questionários aos 
egressos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com base nos ar-
quivos da Escola de Biblioteconomia e do Conselho Regional de Bibliotecono-
mia. Obteve-se o retorno de 180 (85,7%) questionários. Foram apontadas ques-
tões, tais como: status socioeconômico, satisfação, anseio profissional, expecta-
tiva salarial e salário real. 
Com base nesse trabalho, embora restrito a uma região, pode-se traçar o perfil 
do bibliotecário nos anos 1970 como um profissional jovem (59,09 % com menos 
de 30 anos), predominantemente do sexo feminino, solteiro, contente com a es-
colha da profissão e mesmo com um salário regular (entre 3 e 6 salários míni-
mos), estava relativamente satisfeito com esse salário. 
Na década de 1980, tem-se uma pesquisa de abrangência nacional, realizada 
sob a coordenação da Federação Brasileira de Associações Bibliotecárias (FE-
BAB). 
Foram enviados questionários para uma amostra regional de profissionais no 
Brasil, com o objetivo de identificar as realidades regionais e locais, abrangendo 
questões sobre a reciclagem profissional, nível salarial e serviços autônomos 
(ROMANELLI, 1985). 
O trabalho de Oliveira (1983), embora seja focado na autoimagem do bibliotecá-
rio em relação a sua profissão, levanta questões relativas ao mercado de traba-
lho como renda, satisfação no trabalho e setor de atuação. 
Foi entregue um questionário aos 950 profissionais bibliotecários que participa-
ram do 10º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, 337 
(35%) foram respondidos e, desses, 309 (32,52%) foram utilizados para análise 
dos dados. 
Em meados dos anos 1990 foi realizada uma pesquisa para identificar o perfil do 
bibliotecário atuante no mercado de trabalho, na cidade de São Paulo 
(SOUZA,1994, 1996). 
 
 
 
27 
Enviaram-se questionários a 800 bibliotecários selecionados através de uma 
amostra aleatória simples, com dados oriundos do cadastro do Conselho Regio-
nal de Biblioteconomia de São Paulo – 8ª região (CRB-8), obteve-se uma taxa 
de resposta de 10%. 
Analisaram-se questões referentes ao sexo, origem da graduação, qualificação 
exigida no mercado, satisfação no trabalho e atividades exercidas pelo profissi-
onal. 
Os resultados demonstraram, entre outras questões, que a maioria dos bibliote-
cários da cidade de São Paulo é mulher, com remunerações que variavam entre 
6 a 10 salários mínimos. 
No quesito qualificação exigida a experiência anterior se mostrou o item mais 
citado pelos respondentes. 
Ainda nessa direção, outro estudo analisou o perfil do mercado de trabalho do 
bibliotecário no interior do estado de São Paulo (SOUZA; NASTRI, 1996). Nesse 
trabalho enviou-se questionários aos profissionais atuantes naquela região que 
estivessem registrados no CRB-8 de forma definitiva e provisória. 
A taxa de resposta foi de 20%. Dentre alguns resultados destaca-se que a mai-
oria dos bibliotecários (32, 43%) trabalhava em instituições do governo munici-
pal; 29,73% em instituições do governo estadual e 18,92% em empresas priva-
das. 
O restante atuava em instituições do governo federal (9,91%); 5,41% em em-
presa pública ou de economia mista e, apenas 1,80% como autônomo. 
Esses dados demonstram a importância do setor público como empregador 
desta categoria profissional, já que no interior do estado de São Paulo, empre-
gava mais da metade desses profissionais. 
A maioria atuava em bibliotecas universitárias e 41,44% da amostra recebiam 
mais de 10 salários mínimos. 
A Federação Internacional de Informação e Documentação (FID) criou em 1991, 
o Grupo de Interesse específico sobre Papéis, Carreiras e Desenvolvimento do 
Moderno Profissional da Informação (SIG FID/MIP). 
Foi realizado pesquisa mundial para identificar as mudanças no mundo do tra-
balho e sua influência no perfil dos profissionais da informação. 
 
 
 
28 
No Brasil o trabalho foi realizado por Tarapanoff (1997), no qual foram enviados 
881 questionários aos dirigentes das unidades de informação especializadas em 
ciência e tecnologia integrantes do sistema Comut. 
Obteve o retorno de 401 questionários, nos quais as principais questões eram 
relativas ao perfil do profissional pesquisado, além de levantar as percepções 
sobre as mudanças e tendências no mundo do trabalho. 
Constatou-se, na referida pesquisa, que a maioria dos informantes era composta 
de bibliotecários, sendo os demais oriundos de diversas áreas. 
Percebeu-se quanto à educação continuada, um percentual significativo de pro-
fissionais que possuíam pós-graduação lato sensu (39,50%) e stricto sensu 
(12%). Resultados interessantes, mas de alguma forma já esperados, já que a 
pesquisa focou os responsáveis pelas unidades de informação. 
Programa de Comutação Bibliográfica, que visa a troca de documentos entre 
unidades de informação no Brasil. 
No quesito Mudanças e Tendências, a influência da tecnologia nos processos 
de trabalho foi identificada como um dos principais fatores naquele período. 
Quanto às qualificações necessárias ao desenvolvimento profissional, destacou-
se o treinamento para a inovação e desenvolvimento de produtos e processos. 
Já nos anos 2000, outro estudo analisa o mercado de trabalho, na década ante-
rior, para os bibliotecários egressos do curso de Biblioteconomia de Santa Cata-
rina (CUNHA; PEREIRA, 2003). 
O método utilizado foi o envio de questionários aos egressos formados entre 
1991 e 2000, sendo que 92% dos respondentes formaram-se nos últimos dois 
anos. Obteve-se o retorno de 49 questionários (15,8%) do total de 309 egressos. 
O trabalho identificou que o bibliotecário em Santa Catarina “é um profissional 
do sexo feminino, que trabalha numa biblioteca de universidade privada, no in-
terior de Santa Catarina; [...] está no cargo há dois anos e exerce as funções de 
análise, referência e gestão da informação” (CUNHA; PEREIRA, 2003, p. 16). 
É preciso ainda, observar que 45% trabalham em Florianópolis e 51% em bibli-
otecas universitárias. 
Não há, porém, informações de quantos desses profissionais atuavam na Uni-
versidade Federal de Santa Catarina, que é universidade pública. 
 
 
 
29 
Em estudo comparativo ao anterior, identificou-se o perfil do bibliotecáriofor-
mado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CUNHA; SILVA; KILL, 
2005), no período de 1993 a 2002. 
No universo de 319 egressos do curso, 97 (30,4%) responderam aos questioná-
rios. O perfil desse egresso é muito semelhante ao verificado no estudo anterior, 
sendo o seu protótipo identificado como uma mulher, formada entre 1999 e 2002, 
exercendo as funções de análise, gestão e referência, prioritariamente, nas bi-
bliotecas de universidades privadas, em Porto Alegre. Outro estudo ainda no 
sentido de caracterizar a carreira profissional e identificar o campo de atuação 
do profissional bibliotecário foi realizado. 
A pesquisa do mercado de trabalho dos bibliotecários valeu-se dos registros ati-
vos no Conselho Regional de Biblioteconomia do Espírito Santo (CRB-12). Co-
letou-se dados do CRB-12, tais como: nome, telefone, idade, ano de conclusão 
e local de realização do curso. 
No segundo momento foram realizadas entrevistas, por telefone, com 92 indiví-
duos 73 selecionados aleatoriamente, correspondendo a 35,3% do total de 260 
registros ativos (ROSEMBERG et al., 2003). 
A maioria dos profissionais da amostra escolhida era formada por mulheres, ge-
ralmente casadas. 
A grande maioria atuava na cidade de Vitória e formou-se na Universidade Fe-
deral do Espírito Santo (91,8%), com uma participação de egressos da UFMG 
em 4,7% das entrevistas. 
As demais instituições somavam 3,6% da população pesquisada. Uma das cons-
tatações é que 53,26% dos entrevistados atuavam em instituições públicas; 
46,65% em instituição privada e, apenas 1,09% em instituição de economia 
mista. 
Tendo em vista que mais da metade é funcionário público, o concurso público foi 
a principal forma de acesso ao atual emprego (31,52%), seguida de 26,09% por 
indicação e os11,96% restantes através de processo seletivo com o empregador. 
Em relação ao setor em que os profissionais atuavam, o estudo evidenciou que 
69,5% dos entrevistados estavam empregados em bibliotecas, outros 8,7% em 
centros de documentação e 7% em arquivos. 
 
 
 
30 
Portanto, percebe-se que mais de 80% dos profissionais da informação no Es-
pírito Santo exerciam atividades profissionais setor tradicional do mercado de 
trabalho. 
A respeito das possibilidades de atuação dos bibliotecários na prestação de ser-
viços autônomos, assessorando pessoas físicas ou jurídicas na organização dos 
seus estoques de informação, identificou-se nas pesquisas de Batista (1998, 
2000), a existência de 95 profissionais autônomos, contudo somente 89 foram 
considerados para a pesquisa. 
Entre os respondentes, foram identificados 56,17% trabalhando em bibliotecas 
e 43,82% atuando em arquivo, editora, ensino/curso, firma de prestação de ser-
viço/consultoria, museu e livraria. 
Entretanto, o trabalho sem a proteção dos direitos trabalhistas, consolidados 
pela CLT, torna este tipo de atividade passível de desvalorização. 
Nos EUA, mais do que em outros países, os profissionais proprietários de firmas 
ou free lancer estão mais organizados. 
Eles possuem um diretório organizado por região[...] e participam de uma asso-
ciação voltada para este tipo de profissional. (BAPTISTA, 2000, p. 95). 
No Brasil, não há este tipo de organização dos bibliotecários autônomos. Encon-
tram-se até mesmo poucos registros nos Conselhos, dada a não obrigatoriedade 
do registro de firmas prestadoras de serviços (BAPTISTA, 2000). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
REFERÊNCIAS 
BAPTISTA, Sofia G., LIMA, ArlanM., ROSARIO, Marmenha M. Ribeiro Investi-
gação sobre o mercado de trabalho para o bibliotecário na Internet: relato de 
pesquisa em andamento. RBB, v.23/24, n.2, p.209-220,1999/2000. 
BAPTISTA, Sofia G. Investigação sobre o mercado de trabalho para o bibliote-
cário na Internet: relatório final período 2001/2002. Brasília, 30 p. 2003 (relatório 
CNPq). 
BARRETO, A. Comentário sobre o artigo: uAn introduction to the thought ofS.R. 
Ranganathan for information architects". Mensagem enviada por em 2003. Sofia 
Galvão Baptista 240 
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Acesso em: agosto del997. 
BLATTMANN, Ursula. Bibliotecário na posição de arquiteto da informação em 
ambiente WEB. IN: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (Florianó-
polis, abril, 2000). Anais. Florianópolis, 2000. (disponível na WEB em 13 de abril 
de 2000). 
BLATTMAN, Ursula; ALVES, Maria Bernadete Martins. Organizações virtuais da 
informação. Disponível em: . Acesso em: 29 abr. 2001. 
BRADLEY, J. Information architects. Disponível em: Acesso em 29 abril 2001. 
BRIDGES, W. Um mundo sem empregos (job shift): os desafios da sociedade 
pósindustrial. São Paulo: Makron Books, 1995.269 p. 
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 2.ed. São Paulo: Paz e Terra, 
1999.v.l,p.285. 
DAVENPORT, Thomas H. Equipe especializada em informação. In: Ecologia da 
informação: porque só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informa-
ção. São Paulo: Futura, 2001.p.l40-172. 
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