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Indaial – 2021
Instrumento: PrátIca de 
teclado
Prof.ª Morgana Tillmann 
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2021
Elaboração:
Prof.ª Morgana Tillmann 
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
T577i
Tillmann, Morgana
 Instrumento: prática de teclado. / Morgana Tillmann – Indaial: 
UNIASSELVI, 2021.
 215 p.; il.
 ISBN 978-65-5663-983-3
 ISBN Digital 978-65-5663-984-0
 1. Estudo de teclado. – Brasil. II. Centro Universitário Leonardo da 
Vinci.
CDD 786
aPresentação
Acadêmico, bem-vindo ao livro. Este livro está dividido em três 
unidades. 
 
Na Unidade 1, intitulada Elementos da Técnica e Interpretação do 
Teclado, abordaremos a leitura e execução das cifras, assim como o estudo 
de algumas escalas maiores e menores naturais e de arpejos nos compassos 
4/4, 3/4, 2/4 e 6/8.
Em seguida, na Unidade 2, intitulada Leitura, Interpretação e Criação, 
apresentaremos alguns símbolos que indicam a forma de execução das 
notas ou trechos musicais, um conjunto de partituras com até dois acidentes 
musicais na armadura e exercícios de improvisação musical.
Por fim, na Unidade 3, intitulada O Teclado e a Educação Musical, 
abordaremos possibilidades do ensino do teclado e da educação musical, 
tendo o teclado como suporte. Falaremos também sobre alguns métodos 
de ensino de teclado voltados ao público infantil. Além disso, iremos expor 
algumas partituras musicais para o ensino do teclado direcionadas às crianças. 
Espero que o material seja de fácil compreensão e assimilação dos 
conceitos aqui trabalhados.
 
Bons estudos!
Prof.ª Morgana Tillmann
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você terá 
contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complementares, 
entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
sumárIo
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO .............. 1
TÓPICO 1 — SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL ...................................................................... 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 O QUE SÃO CIFRAS MUSICAIS .................................................................................................... 3
2.1 CIFRAS DE ACORDES MAIORES E MENORES ...................................................................... 4
2.2 CIFRAS COM NÚMEROS ............................................................................................................. 5
2.3 CIFRAS COM SÍMBOLOS GRÁFICOS ....................................................................................... 6
2.3.1 Barra comum (/) ..................................................................................................................... 6
2.3.2 Sustenido e Bemol (# e b) ...................................................................................................... 6
2.3.3 O sobrescrito (°)...................................................................................................................... 7
3 COMO EXECUTAR AS CIFRAS NO TECLADO ......................................................................... 7
3.1 DISPOSIÇÃO DAS NOTAS DO ACORDE A PARTIR DA CIFRA ......................................... 8
3.2 ORDEM VERTICAL OU HORIZONTAL ................................................................................... 8
3.3 EXECUTANDO OS ACORDES INVERTIDOS ........................................................................... 9
3.3.1 Acordes maior e menor na primeira inversão (3ª no baixo) ............................................ 9
3.3.2 Acordes Maior e menor na segunda inversão (5ª no baixo) .......................................... 10
3.3.3 Acordes Maior e menor com sétima na terceira inversão (7ª no baixo) ....................... 10
RESUMO DO TÓPICO 1..................................................................................................................... 11
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 12
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS ......................................................... 15
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 15
2 ESCALAS: CLAVE DE SOL (MÃO DIREITA) ............................................................................. 15
2.1 ESCALAS MAIORES .................................................................................................................... 15
2.1.1 Escala de Dó Maior ............................................................................................................. 16
2.1.2 Escala de Sol Maior ............................................................................................................. 16
2.1.3 Escala de Ré Maior ............................................................................................................. 16
2.1.4 Escala de Lá Maior ............................................................................................................... 17
2.1.5 Escala de Mi Maior .............................................................................................................. 17
2.1.6 Escala de Fá Maior ............................................................................................................... 18
2.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS) .......................................................................................... 18
2.2.1 Escala de Lá menor natural ................................................................................................ 18
2.2.2 Escala de Mi menor natural ............................................................................................... 19
2.2.3 Escala de Si menor natural .................................................................................................19
2.2.4 Escala de Fá# menor natural .............................................................................................. 20
2.2.5 Escala de Dó# menor natural ............................................................................................. 20
2.2.6 Escala de Ré menor natural ................................................................................................ 20
3 ESCALAS: CLAVE DE FÁ (MÃO ESQUERDA) .......................................................................... 21
3.1 ESCALAS MAIORES .................................................................................................................... 21
3.1.1 Escala de Dó Maior ............................................................................................................. 21
3.1.2 Escala de Sol Maior ............................................................................................................. 22
3.1.3 Escala de Ré Maior ............................................................................................................. 22
3.1.4 Escala de Lá Maior ............................................................................................................... 22
3.1.5 Escala de Mi Maior .............................................................................................................. 23
3.1.6 Escala de Fá Maior ............................................................................................................... 23
3.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS) .......................................................................................... 24
3.2.1 Escala de Lá menor natural ................................................................................................ 24
3.2.2 Escala de Mi menor natural ............................................................................................... 24
3.2.3 Escala de Si menor natural ................................................................................................. 25
3.2.4 Escala de Fá# menor natural .............................................................................................. 25
3.2.5 Escala de Dó# menor natural ............................................................................................. 25
3.2.6 Escala de Ré menor natural ................................................................................................ 26
4 ESCALAS: CLAVES DE SOL E FÁ (MÃOS DIREITA E ESQUERDA) ................................... 26
4.1 ESCALAS MAIORES .................................................................................................................... 26
4.1.1 Escala de Dó Maior ............................................................................................................. 27
4.1.2 Escala de Sol Maior ............................................................................................................. 28
4.1.3 Escala de Ré Maior ............................................................................................................. 29
4.1.4 Escala de Lá Maior ............................................................................................................... 30
4.1.5 Escala de Mi Maior .............................................................................................................. 31
4.1.6 Escala de Fá Maior ............................................................................................................... 32
4.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS) .......................................................................................... 32
4.2.1 Escala de Lá menor natural ................................................................................................ 33
4.2.2 Escala de Mi menor natural ............................................................................................... 34
4.2.3 Escala de Si menor natural ................................................................................................. 35
4.2.4 Escala de Fá# menor natural .............................................................................................. 36
4.2.5 Escala de Dó# menor natural ............................................................................................. 37
4.2.6 Escala de Ré menor natural ................................................................................................ 38
RESUMO DO TÓPICO 2..................................................................................................................... 39
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 40
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS .......................................................... 43
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 43
2 ARPEJOS: COMPASSO 4 POR 4 .................................................................................................... 43
2.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (4/4) ......................................................................................... 44
2.1.1 Arpejo de Dó Maior (4/4) .................................................................................................... 44
2.1.2 Arpejo de Sol Maior (4/4) .................................................................................................... 44
2.1.3 Arpejo de Ré Maior (4/4) ..................................................................................................... 45
2.1.4 Arpejo de Lá Maior (4/4) ..................................................................................................... 45
2.1.5. Arpejo de Mi Maior (4/4) ................................................................................................... 46
2.1.6 Arpejo de Fá Maior (4/4) ..................................................................................................... 46
2.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (4/4) ....................................................................................... 47
2.2.1 Arpejo de Lá menor (4/4) .................................................................................................... 47
2.2.2 Arpejo de Mi menor (4/4) ................................................................................................... 48
2.2.3 Arpejo de Si menor (4/4) ..................................................................................................... 48
2.2.4 Arpejo de Fá# menor (4/4) .................................................................................................. 49
2.2.5 Arpejo de Dó# menor (4/4) ................................................................................................. 49
2.2.6 Arpejo de Ré menor (4/4) .................................................................................................... 50
3 ARPEJOS: COMPASSO 3 POR 4 .................................................................................................... 50
3.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (3/4) ......................................................................................... 50
3.1.1 Arpejo de Dó Maior (3/4) .................................................................................................... 50
3.1.2 Arpejo de Sol Maior (3/4) .................................................................................................... 51
3.1.3 Arpejo de Ré Maior (3/4) ..................................................................................................... 51
3.1.4 Arpejo de Lá Maior (3/4) ..................................................................................................... 52
3.1.5. Arpejo de Mi Maior (3/4) ................................................................................................... 52
3.1.6 Arpejo de Fá Maior (3/4) ..................................................................................................... 53
3.2 ARPEJO:ACORDES MENORES (3/4) ....................................................................................... 53
3.2.1 Arpejo de Lá menor (3/4) .................................................................................................... 54
3.2.2 Arpejo de Mi menor (3/4) ................................................................................................... 54
3.2.3 Arpejo de Si menor (3/4) ..................................................................................................... 55
3.2.4 Arpejo de Fá# menor (3/4) .................................................................................................. 55
3.2.5 Arpejo de Dó# menor (3/4) ................................................................................................. 56
3.2.6 Arpejo de Ré menor (3/4) .................................................................................................... 56
4 ARPEJOS: COMPASSO 2 POR 4 .................................................................................................... 56
4.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (2/4) ......................................................................................... 57
4.1.1 Arpejo de Dó Maior (2/4) .................................................................................................... 57
4.1.2 Arpejo de Sol Maior (2/4) .................................................................................................... 57
4.1.3 Arpejo de Ré Maior (2/4) ..................................................................................................... 58
4.1.4 Arpejo de Lá Maior (2/4) ..................................................................................................... 58
4.1.5. Arpejo de Mi Maior (2/4) ................................................................................................... 59
4.1.6 Arpejo de Fá Maior (2/4) ..................................................................................................... 59
4.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (2/4) ....................................................................................... 60
4.2.1 Arpejo de Lá menor (2/4) .................................................................................................... 60
4.2.2 Arpejo de Mi menor (2/4) ................................................................................................... 60
4.2.3 Arpejo de Si menor (2/4) ..................................................................................................... 61
4.2.4 Arpejo de Fá# menor (2/4) .................................................................................................. 61
4.2.5 Arpejo de Dó# menor (2/4) ................................................................................................. 62
4.2.6 Arpejo de Ré menor (2/4) .................................................................................................... 62
5 ARPEJOS: COMPASSO 6 POR 8 .................................................................................................... 63
5.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (6/8) ......................................................................................... 63
5.1.1 Arpejo de Dó Maior (6/8) .................................................................................................... 63
5.1.2 Arpejo de Sol Maior (6/8) .................................................................................................... 64
5.1.3 Arpejo de Ré Maior (6/8) ..................................................................................................... 64
5.1.4 Arpejo de Lá Maior (6/8) ..................................................................................................... 65
5.1.5. Arpejo de Mi Maior (6/8) ................................................................................................... 65
5.1.6 Arpejo de Fá Maior (6/8) ..................................................................................................... 66
5.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (6/8) ....................................................................................... 66
5.2.1 Arpejo de Lá menor (6/8) .................................................................................................... 66
5.2.2 Arpejo de Mi menor (6/8) ................................................................................................... 67
5.2.3 Arpejo de Si menor (6/8) ..................................................................................................... 67
5.2.4 Arpejo de Fá# menor (6/8) .................................................................................................. 68
5.2.5 Arpejo de Dó# menor (6/8) ................................................................................................. 68
5.2.6 Arpejo de Ré menor (6/8) .................................................................................................... 69
LEITURA COMPLEMENTAR ............................................................................................................ 70
RESUMO DO TÓPICO 3..................................................................................................................... 74
AUTOATIVIDADE .............................................................................................................................. 75
REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................... 77
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO ...................................................................... 79
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL .......................................................... 81
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 81
2 A INTERPRETAÇÃO NO TECLADO ........................................................................................... 81
2.1 ARTICULAÇÃO ........................................................................................................................... 81
2.1.1 Legato ...................................................................................................................................... 81
2.1.2 Staccato ................................................................................................................................... 82
2.2 DINÂMICA ................................................................................................................................... 83
2.3 ACENTOS ...................................................................................................................................... 84
2.3.1 Martelato ............................................................................................................................. 84
2.3.2 Marcato .................................................................................................................................. 85
2.3.3 Tenuto .................................................................................................................................... 85
2.3.4 Forte piano (fp) ....................................................................................................................... 86
2.4 ORNAMENTOS ............................................................................................................................ 86
2.4.1 Apojatura ou apogiatura ..................................................................................................... 86
2.4.2 Arpejo .................................................................................................................................... 88
2.4.3 Glissando .............................................................................................................................. 89
2.4.4 Trinado ..................................................................................................................................89
2.4.5 Mordente ............................................................................................................................... 90
2.4.6 Grupeto ................................................................................................................................. 91
2.4.7 Portamento ........................................................................................................................... 93
2.5 OITAVAS ........................................................................................................................................ 94
2.6 REPETIÇÕES E CODAS .............................................................................................................. 94
2.6.1 Sinal de repetição ................................................................................................................. 94
2.6.2 Coda ....................................................................................................................................... 96
3 PARTITURAS MUSICAIS .............................................................................................................. 99
3.1 VALSA DO IMPERADOR ........................................................................................................... 99
3.2 RUSSIAN FOLK SONG ............................................................................................................. 100
3.3 DANÚBIO AZUL ........................................................................................................................ 101
3.4 LA VIOLETTE ............................................................................................................................. 102
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 103
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 104
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL ................................................................................................ 107
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 107
2 MÚSICAS COM UM ACIDENTE MUSICAL NA ARMADURA .......................................... 107
2.1 MÚSICAS EM SOL MAIOR ...................................................................................................... 108
2.1.1 Amazing Grace ................................................................................................................... 108
2.1.2 Jingles Bells ......................................................................................................................... 109
2.1.3 Singing In The Rain ........................................................................................................... 111
2.1.4 Aura Lee .............................................................................................................................. 112
2.2 MÚSICAS EM FÁ MAIOR ........................................................................................................ 113
2.2.1 Berceuse .............................................................................................................................. 114
2.2.2 Deck the Halls .................................................................................................................... 115
2.2.3 A Primavera ........................................................................................................................ 116
2.2.4 Tristesse ............................................................................................................................... 118
2.3 MÚSICA EM MI MENOR ......................................................................................................... 119
2.3.1 El Condor Pasa ................................................................................................................... 120
2.4 MÚSICA EM RÉ MENOR ......................................................................................................... 121
2.4.1 Olhos Negros ...................................................................................................................... 121
3 MÚSICAS COM DOIS ACIDENTES MUSICAIS NA ARMADURA .................................. 122
3.1 MÚSICAS EM RÉ MAIOR ......................................................................................................... 122
3.1.1 Alegrar-se com a vida ....................................................................................................... 123
3.1.2 Old Black Joe ...................................................................................................................... 124
3.1.3 Pela Luz dos Olhos Teus ................................................................................................... 125
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 127
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 128
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL ................................................................................. 131
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 131
2 ASPECTOS TÉCNICOS DA IMPROVISAÇÃO MUSICAL ................................................... 131
2.1 DOMÍNIOS NECESSÁRIOS PARA UMA INICIAÇÃO À PRÁTICA DA 
IMPROVISAÇÃO MUSICAL .................................................................................................... 132
2.1.1 Escalas e arpejos ................................................................................................................. 132
2.1.2 Notas evidentes .................................................................................................................. 132
2.1.3 Cromatismo ........................................................................................................................ 133
2.1.4 Ritmo ................................................................................................................................... 134
3 EXERCÍCIOS DE IMPROVISAÇÃO MUSICAL ...................................................................... 134
3.1 TONALIDADE DE DÓ MAIOR ............................................................................................... 135
3.1.1 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 1 - 4/4 ....................................... 135
3.1.2 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 2 - 3/4 ....................................... 135
3.1.3 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 3 - 2/4 ....................................... 136
3.2 TONALIDADE DE SOL MAIOR .............................................................................................. 136
3.2.1 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 1 - 4/4 ...................................... 136
3.2.2 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 2 - 3/4 ...................................... 136
3.2.3 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 3 - 2/4 ...................................... 137
3.3 TONALIDADE DE FÁ MAIOR ................................................................................................ 137
3.3.1 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 1 - 4/4 ........................................ 137
3.3.2 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 2 - 3/4 ........................................ 138
3.3.3 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 3 - 2/4 ........................................ 138
3.4 ENCADEAMENTO: I – IV – V7 ............................................................................................... 138
3.4.1 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Dó Maior ..................................................139
3.4.2 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Sol Maior .................................................. 139
3.4.3 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Fá Maior ................................................... 139
3.5 ENCADEAMENTO: Im E V7 .................................................................................................... 139
3.5.1 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Lá menor ....................................................... 140
3.5.2 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Mi menor ...................................................... 140
3.5.3 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Ré menor ...................................................... 140
3.6 ENCADEAMENTO: Im – IVm - V7 ......................................................................................... 140
3.6.1 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Lá menor ........................................... 141
3.6.2 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Mi menor ........................................... 141
3.6.3 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Ré menor ................................................ 141
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 142
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 147
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 148
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 150
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL ...................................................... 151
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO ..................................... 153
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 153
2 O TECLADO E A PERCEPÇÃO AUDITIVA .............................................................................. 153
3 O TECLADO E O CANTO ............................................................................................................. 153
3.1 A MÚSICA PARA AS CRIANÇAS E A EXTENSÃO VOCAL IDEAL ............................... 154
4 A MÚSICA E O CORPO: MOVIMENTO CORPORAL COM O AUXÍLIO 
 DO TECLADO .................................................................................................................................. 155
4.1 O MOVIMENTO CORPORAL E OS PLANOS BAIXO, MÉDIO E ALTO.......................... 155
4.2 A MOVIMENTAÇÃO CORPORAL, O ANDAMENTO, A PULSAÇÃO E O 
 PADRÃO RÍTMICO .................................................................................................................... 156
RESUMO DO TÓPICO 1................................................................................................................... 164
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 165
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO ......................................... 167
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 167
2 MÚSICAS DIVERSAS ................................................................................................................... 167
2.1 MÚSICAS INTERNACIONAIS ADAPTADAS PARA O PORTUGUÊS ............................ 167
2.2 MÚSICAS DO FOLCLORE BRASILEIRO ............................................................................... 172
2.3 MÚSICAS DE COMPOSITORES NACIONAIS ..................................................................... 176
3 MÚSICAS ERUDITAS FACILITADAS ....................................................................................... 182
3.1 ANTONIO VIVALDI .................................................................................................................. 183
3.2 JOHANN STRAUSS II................................................................................................................ 184
3.3 LUDWIG VAN BEETHOVEN................................................................................................... 185
3.4 FRÉDÉRIC CHOPIN .................................................................................................................. 187
3.5 JOHANN SEBASTIAN BACH .................................................................................................. 188
RESUMO DO TÓPICO 2................................................................................................................... 190
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 191
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS ........................................... 193
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 193
2 ALGUNS MÉTODOS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM DO 
 INSTRUMENTO .............................................................................................................................. 193
2.1 BRINCADEIRAS NO TECLADO: MÉTODO DE INICIAÇÃO AO TECLADO, 
 DE MARIA THEREZA FERREIRA LAVRADOR .................................................................. 193
2.2 INICIAÇÃO AO PIANO E TECLADO, DE ANTONIO ADOLFO ........................................ 199
2.2.1 Músicas executadas por meio da leitura da partitura .................................................. 199
2.2.2 Músicas executadas por meio da imitação ..................................................................... 201
2.3 EDUCAÇÃO MUSICAL ATRAVÉS DO TECLADO, DE MARIA DE LOURDES 
JUNQUEIRA GONÇALVEZ E CACILDA BORGES BARBOSA ......................................... 202
3 O ENSINO DO TECLADO PARA ALÉM DOS MÉTODOS .................................................. 204
3.1 AÇÕES PRIMORDIAIS NO ENSINO DO TECLADO .......................................................... 205
3.1.1 Apresentação sistemática dos elementos musicais ....................................................... 205
3.1.2 Trabalho inicial com partituras de fácil compreensão ................................................. 205
3.1.3 Desenvolvimento da percepção auditiva ....................................................................... 205
3.1.4 Incentivo à criação ............................................................................................................. 206
3.1.5 Inserção da cultura do aluno no estudo do teclado ...................................................... 206
LEITURA COMPLEMENTAR .......................................................................................................... 207
RESUMO DO TÓPICO 3................................................................................................................... 212
AUTOATIVIDADE ............................................................................................................................ 213
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 215
1
UNIDADE 1 — 
ELEMENTOS DA TÉCNICA E 
INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender o sistema de cifragem musical;
• fazer a leitura de diferentes cifras musicais;
• perceber diferentes possibilidades de execução das notas de um acorde 
a partir da cifra.
• executar os acordes invertidos.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL
TÓPICO 2 – TÉCNICA DO INSTRUMENTO:ESCALAS
TÓPICO 3 – TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1 — 
UNIDADE 1
SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 1, abordaremos o sistema de cifragem musical, o 
qual é muito utilizado por músicos em diferentes partes do mundo, em especial 
por aqueles que tocam instrumentos harmônicos.
Neste tópico será indicada a forma de leitura do sistema de cifragem 
musical: letras acrescidas de números e símbolos como a barra comum (/); 
sustenido (#); bemol (b) e o sobescrito (º).
Além disso, serão apresentadas algumas possibilidades de formações 
de acordes a partir da leitura da cifra e algumas possibilidades de execução no 
teclado a partir do sistema de cifragem.
Leia com atenção e faça anotações caso julgue pertinente. Bons estudos!
2 O QUE SÃO CIFRAS MUSICAIS
Cifra é um tipo de notação – que combina letras e números – utilizada 
para representar os nomes dos acordes musicais. Segundo Chediak (1986, p. 
75), a cifra “é um sistema predominantemente usado em música popular para 
qualquer instrumento”.
Para iniciar o estudo das cifras é preciso compreender que as notas musicais 
são associadas às sete primeiras letras do alfabeto. Veja a imagem a seguir:
FIGURA 1 – NOTAS MUSICAIS E CIFRAS
FONTE: A autora
Assim como as letras são utilizadas para identificar as notas musicais, elas 
também são utilizadas para identificar os acordes. No entanto, a maior parte dos 
acordes, além das letras do alfabeto, é acrescida de outros símbolos.
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4
2.1 CIFRAS DE ACORDES MAIORES E MENORES
Em uma cifra, a diferença que existe entre um acorde maior e um menor 
é a presença ou não da letra “m”. Quando o acorde é Maior, se suprime a letra 
“M”, quando o acorde é menor, utilizamos a letra “m”, escrita em minúsculo, 
para identificá-lo. Por exemplo:
QUADRO 1 – ACORDES MAIORES E MENORES
Acordes maiores Acordes menores
Cifra Nome do acorde Cifra Nome do acorde
C Dó Maior Cm Dó menor
D Ré Maior Dm Ré menor
E Mi Maior Em Mi menor
F Fá Maior Fm Fá menor
G Sol Maior Gm Sol menor
A Lá Maior Am Lá menor
B Si Maior Bm Si menor
FONTE: A autora
FIGURA 2 – FORMAÇÃO DO ACORDE DE DÓ MAIOR (C)
FONTE: A autora
Como já estudado anteriormente, a formação de um acorde maior se dá por 
meio dos seguintes intervalos: 3ªM e 5ªJ (em relação à tônica). Observe a Figura 2.
DICAS
TÓPICO 1 — SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL
5
FIGURA 3 – FORMAÇÃO DO ACORDE DE DÓ MENOR (Cm)
FONTE: A autora
2.2 CIFRAS COM NÚMEROS
Há algumas cifras que possuem números. Esses números servem para 
representar os intervalos usados para realizar a formação do acorde, tríades. Veja 
alguns exemplos a seguir:
QUADRO 2 – CIFRAS COM NÚMEROS
Cifra Nome do acorde
C(b9) Dó Maior com nona diminuta
C9 Dó Maior com nona (maior)
C(#9) Dó Maior com nona aumentada
C4 Dó Maior com quarta (justa)
C11 Dó Maior com décima primeira (justa)
C(#11) Dó Maior com décima primeira aumentada
C(b5) Dó Maior com quinta diminuta
C(#5) Dó Maior com quinta aumentada
C(b6) Dó Maior com sexta menor
C(b13) Dó Maior com décima terceira menor
C6 Dó Maior com sexta (maior)
C13 Dó Maior com décima terceira (maior)
C7 Dó Maior com sétima (menor)
C7M Dó Maior com sétima maior
FONTE: A autora
Como já estudado anteriormente, a formação de um acorde menor se dá por 
meio dos seguintes intervalos: 3ªm e 5ªJ (em relação à tônica). Observe a Figura 3.
DICAS
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
6
2.3 CIFRAS COM SÍMBOLOS GRÁFICOS
Os símbolos também são elementos presentes nas cifras. A seguir, veremos 
algumas cifras musicais que utilizam diferentes símbolos, como: barra comum (/); 
sustenido (#); bemol (b) e o sobescrito (°). 
2.3.1 Barra comum (/)
Esse símbolo é usado se o acorde estiver invertido. A leitura fica assim: 
“com baixo em”. Exemplo: C/E: Dó Maior com baixo em Mi.
QUADRO 3 – CIFRAS DE ACORDES COM INVERSÃO
Cifra Nome do acorde
C/E Dó Maior com Mi no baixo
C/G Dó Maior com Sol no baixo
C/Bb Dó Maior com Si bemol no baixo
Cm/Eb Dó menor com Mi bemol no baixo
Cm/G Dó menor com Sol no baixo
Cm/Bb Dó menor com Si bemol no baixo
FONTE: A autora
2.3.2 Sustenido e Bemol (# e b)
Esses símbolos atuam sobre o acorde. Por exemplo: D# (Ré sustenido 
Maior), Abm (Lá bemol menor).
QUADRO 4 – CIFRAS DE ACORDES SUSTENIDOS E BEMÓIS
Acordes maiores Acordes menores
Cifra Nome do acorde Cifra Nome do acorde
C# Dó sustenido Maior C#m Dó sustenido menor
Db Ré bemol Maior Dbm Ré bemol menor
D# Ré sustenido Maior D#m Ré sustenido menor
Eb Mi bemol Maior Ebm Fá menor
F# Fá sustenido Maior F#m Fá sustenido menor
Gb Sol bemol Maior Gbm Sol bemol menor
G# Sol sustenido Maior G#m Sol sustenido menor
Ab Lá bemol Maior Abm Lá bemol menor
A# Lá sustenido Maior A#m Lá sustenido menor
Bb Si bemol Maior Bbm Si bemol menor
FONTE: A autora
TÓPICO 1 — SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL
7
2.3.3 O sobrescrito (°)
O sobrescrito (°): representa o acorde diminuto. Por exemplo: Gb° (Sol 
bemol diminuto), D° (Ré Diminuto).
QUADRO 5 – CIFRAS DE ACORDES DIMINUTOS
Acordes naturais Acordes menores Acordes bemóis
C° Dó diminuto C#° Dó sustenido diminuto
D° Ré diminuto D° Ré sustenido diminuto Db° Ré bemol diminuto
E° Mi diminuto Eb° Mi bemol diminuto
F° Fá diminuto F#° Fá sustenido diminuto
G° Sol diminuto G#° Sol sustenido diminuto Gb° Sol bemol diminuto
A° Lá diminuto A#° Lá sustenido diminuto Ab° Lá bemol diminuto
B° Si diminuto G#m Sol sustenido menor Bb° Si bemol diminuto
FONTE: A autora
FIGURA 4 – FORMAÇÃO DO ACORDE DE DÓ DIMINUTO (C°)
FONTE: A autora
3 COMO EXECUTAR AS CIFRAS NO TECLADO 
As cifras estabelecem os tipos de acordes: maior; menor; com 7ª; etc. 
Estabelecem também eventuais alterações como quinta aumentada (#5) ou nona 
menor (b9). Além disso, podem estabelecer a inversão dos acordes como Dó Maior 
com Mi no baixo (C/E) ou Dó Maior com Sol no Baixo (C/G). 
As cifras, no entanto, não estabelecem a disposição das notas nem a ordem 
vertical ou horizontal. Esses dois assuntos serão abordados com mais detalhes a seguir.
A formação de um acorde diminuto se dá com os seguintes intervalos: 3ª, 
5ªdim e 7ªdim (em relação à tônica). Observe a Figura 4.
DICAS
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
8
3.1 DISPOSIÇÃO DAS NOTAS DO ACORDE A PARTIR DA CIFRA
O acorde de Dó Maior (C) é composto pelas notas Dó, Mi e Sol. Quando a 
cifra aparece na partitura, o acorde pode ser realizado de muitas formas. Vejamos 
algumas maneiras de executar o acorde de Dó Maior (C):
FIGURA 5 – ALGUMAS POSSIBILIDADES DE EXECUÇÃO DO ACORDE DE DÓ MAIOR (C)
FONTE: A autora
 
Caso você esteja tocando um teclado arranjador ou workstation e utilizando 
o acompanhamento automático, você deverá utilizar a estrutura do acorde 
apresentada naquele compasso. 
As demais estruturas podem ser utilizadas no acompanhamento manual, 
realizando a harmonia (acordes) com a mão esquerda ou com a mão esquerda 
e direita (quando o teclado não executa a melodia e passa a acompanhar outro 
instrumento melódico como flauta ou canto).
3.2 ORDEM VERTICAL OU HORIZONTAL
Além da disposição das notas do acorde, a cifra também não determina 
a forma como deve ser tocada: bloco (vertical) ou arpejo (horizontal). Dessa 
maneira, você tem a liberdade de tocar as cifras da maneira que considerar mais 
apropriado.
TÓPICO 1 — SISTEMA DE CIFRAGEM MUSICAL
9
FIGURA 6 – ALGUMAS POSSIBILIDADES DE EXECUÇÃO DO ACORDE DE DÓ: BLOCO E ARPEJO
FONTE: A autora
Na unidade três desse livro serão apresentadas algumas formas de 
execução de arpejos para que você possa estudar mais esse assunto.
3.3 EXECUTANDO OS ACORDES INVERTIDOS
 
Os acordes invertidos também podem ser executados em forma de 
bloco ou arpejo. Observe as imagens que virão a seguir para compreender as 
possibilidades de execução dos acordes invertidos.
3.3.1 Acordes maior emenor na primeira inversão (3ª no baixo)
FIGURA 7 – ACORDES MAIOR E MENOR NA PRIMEIRA INVERSÃO
FONTE: A autora
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
10
3.3.2 Acordes Maior e menor na segunda inversão (5ª no 
baixo)
FIGURA 8 – ACORDES MAIOR E MENOR NA SEGUNDA INVERSÃO
FONTE: A autora
3.3.3 Acordes Maior e menor com sétima na terceira inversão 
(7ª no baixo)
FIGURA 9 – ACORDES MAIOR E MENOR NA SEGUNDA INVERSÃO
FONTE: A autora
11
Neste tópico, você aprendeu que:
• Cifra é um tipo de notação – que combina letras e números – utilizada para 
representar os nomes dos acordes musicais.
• A cifra é um sistema utilizado na música popular e se destina aos mais 
diversos tipos de instrumentos musicais.
• As cifras estabelecem os acordes a serem realizados.
• As cifras não estabelecem a disposição das notas nem a ordem vertical ou 
horizontal
• Os acordes invertidos também podem ser executados em forma de bloco ou 
arpejo. 
RESUMO DO TÓPICO 1
12
1 As cifras são um sistema de identificação dos acordes por meio de letras, 
números e sinais. Elas simplificam e otimizam a leitura musical. Sobre o 
exposto, observe e ordene as cifras a seguir:
I - C
II - Fm
III - G7
IV - D#º
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
a) ( ) Ré sustenido diminuto; Dó Maior; Sol Maior com sétima (menor); Fá 
menor.
b) ( ) Sol Maior; Fá menor; Sol Maior com sétima (menor); Ré bemol.
c) ( ) Fá Maior; Ré menor; Sol Maior com sétima Maior; Ré sustenido 
diminuto.
d) ( ) Dó Maior; Fá menor; Sol Maior com sétima menor; Ré sustenido 
diminuto. 
2 O sistema de cifragem não determina a disposição das notas do acorde. 
Dessa maneira, há uma variedade de possibilidades de executar um acorde. 
A partir da informação apresentada, qual das execuções a seguir não é do 
acorde de Dó Maior?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
3 O sistema de cifragem utiliza a barra comum ( / ) para indicar um acorde 
com inversão. Observe os acordes a seguir e assinale a alternativa que 
indica qual deles representa o acorde de Sol Maior com Si no baixo (G/B):
AUTOATIVIDADE
13
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
4 Em uma cifra, a diferença que existe entre um acorde maior e um menor 
é a presença ou não da letra “m”. Quando o acorde é Maior, se suprime 
a letra “M”, quando o acorde é menor, utilizamos a letra “m”, escrita em 
minúsculo, para identificá-lo. A partir dessa informação, escreva o nome 
dos seguintes acordes: C; Dm; Em; F; G e Am:
5 Além dos números, as cifras também podem ser compostas de símbolos. 
Entre eles, encontramos o # e o b. O que eles representam?
14
15
TÓPICO 2 — 
UNIDADE 1
TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 2 abordaremos alguns exercícios com base nas 
escalas para a mão direita, mão esquerda e para as duas mãos.
As escalas que farão parte do estudo deste tópico são as escalas maiores de 
Dó, Sol, Ré, Lá, Mi e Fá, e as escalas menores naturais de Lá, Mi, Si, Fá#, Dó# e Ré.
É de extrema importância que tais exercícios sejam realizados. Esses 
exercícios o auxiliarão na leitura e execução instrumental.
Realize os exercícios observando a numeração indicativa dos dedos. Caso 
necessite, ouça o áudio disponível para cada exercício.
2 ESCALAS: CLAVE DE SOL (MÃO DIREITA)
Nesse primeiro momento iremos realizar alguns exercícios para trabalhar 
a mão direita, nos quais faremos a leitura da Clave de Sol.
 
Observe atentamente a digitação dos dedos indicada em cada exercício, 
pois ela varia de acordo com cada escala. Para obter uma maior agilidade na 
execução das escalas musicais aqui trabalhadas, é aconselhável estudar cada 
exercício repetidas vezes.
2.1 ESCALAS MAIORES
As sequencias de tons e semitons das escalas maiores, como já estudamos 
anteriormente, obedecem a seguinte ordem: Tom – Tom – Semitom – Tom – Tom 
– Tom – Semitom.
 
Ao realizar os exercícios, não se esqueça de observar as armaduras de clave 
que indicam quais notas devem ser alteradas em todas as oitavas da partitura 
inteira ou de um determinado trecho.
16
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.1.1 Escala de Dó Maior 
FIGURA 10 – ESCALA DE DÓ MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
2.1.2 Escala de Sol Maior 
FIGURA 11 – ESCALA DE SOL MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó Maior: Clave de Sol. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
2.1.3 Escala de Ré Maior 
FIGURA 12 – ESCALA DE RÉ MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio Escala de Sol Maior: Clave de Sol. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-sol-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
17
2.1.4 Escala de Lá Maior
FIGURA 13 – ESCALA DE LÁ MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré Maior: Clave de Sol. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
2.1.5 Escala de Mi Maior
FIGURA 14 – ESCALA DE MI MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá Maior: Clave de Sol. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi Maior: Clave de Sol.. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
18
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.1.6 Escala de Fá Maior
FIGURA 15 – ESCALA DE FÁ MAIOR: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
2.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS)
Toda a escala Maior tem a sua relativa menor. As escalas relativas são 
as escalas que possuem as mesmas notas entre si e modos (maior e menor) 
diferentes. Como regra, a escala relativa menor de uma escala maior é a escala 
menor do sexto grau dessa tonalidade. Desta forma, a escala relativa de Dó Maior 
é Lá menor, Sol Maior é Mi menor, Ré Maior e Si menor, Lá Maior é Fá# menor, 
Mi Maior é Dó# menor, Fá Maior é Ré menor e assim por diante. 
As sequencias de tons e semitons das escalas menores naturais, como já 
estudamos anteriormente, obedecem a seguinte ordem: Tom – Semitom – Tom – 
Tom – Semitom – Tom – Tom. 
 
2.2.1 Escala de Lá menor natural
FIGURA 16 – ESCALA DE LÁ MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá Maior: Clave de Sol. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-maior-clave-de-sol-ascendente-
descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
19
2.2.2 Escala de Mi menor natural
FIGURA 17 – ESCALA DE MI MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá menor natural: Clave de Sol. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-menor-clave-de-sol-
ascendente-descendente.
DICAS
2.2.3 Escala de Si menor natural
FIGURA 18 – ESCALA DE SI MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi menor natural: Clave de Sol.
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-menor-clave-de-sol-
ascendente-descendente.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Si menor natural: Clave de Sol.
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-si-menor-clave-de-sol-
ascendente-descendente.
DICAS
20
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.2.4 Escala de Fá# menor natural
FIGURA 19 – ESCALA DE FÁ# MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL 
FONTE: A autora
2.2.5 Escala de Dó# menor natural
FIGURA 20 – ESCALA DE DÓ# MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL 
FONTE: A autora (2021)
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá# menor natural: Clave de Sol.
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-sustenido-menor-clave-
de-sol-ascendente-descendente.DICAS
2.2.6 Escala de Ré menor natural
FIGURA 21 – ESCALA DE RÉ MENOR NATURAL: CLAVE DE SOL 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó# menor natural: Clave de 
Sol. Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-sustenido-menor-
clave-de-sol-ascendente-descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
21
3 ESCALAS: CLAVE DE FÁ (MÃO ESQUERDA)
A partir desse momento, iremos realizar alguns exercícios para trabalhar 
a mão esquerda, nos quais faremos a leitura da Clave de Fá. 
As escalas da Clave de Fá têm uma maior variedade de digitação dos 
dedos se comparadas à digitação das escalas da Clave de Sol, por esse motivo 
faz-se necessário grande atenção no momento de execução das mesmas.
3.1 ESCALAS MAIORES
 
Será iniciado agora o estudo dos exercícios com base nas escalas para a 
mão esquerda. Observe a posição dos dedos sinalizada por números.
3.1.1 Escala de Dó Maior 
FIGURA 22 – ESCALA DE DÓ MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio Escala de Ré menor natural: Clave de Sol. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-menor-clave-de-sol-
ascendente-descendente.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó Maior: Clave de Fá. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
22
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.1.2 Escala de Sol Maior 
FIGURA 23 – ESCALA DE SOL MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
3.1.3 Escala de Ré Maior 
FIGURA 24 – ESCALA DE RÉ MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Sol Maior: Clave de Fá. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-sol-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
3.1.4 Escala de Lá Maior
FIGURA 25 – ESCALA DE LÁ MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré Maior: Clave de Fá. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
23
3.1.5 Escala de Mi Maior
FIGURA 26 – ESCALA DE MI MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá Maior: Clave de Fá. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
3.1.6 Escala de Fá Maior
FIGURA 27 – ESCALA DE FÁ MAIOR: CLAVE DE FÁ
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi Maior: Clave de Fá. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá Maior: Clave de Fá. Disponível 
em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-maior-clave-de-fa-ascendente-
descendente.
DICAS
24
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS)
 
Observe com atenção a posição dos dedos. Você já deve ter observado que 
as posições variam de acordo com a escala. Fique atento.
3.2.1 Escala de Lá menor natural
FIGURA 28 – ESCALA DE LÁ MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
3.2.2 Escala de Mi menor natural
FIGURA 29 – ESCALA DE MI MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-menor-clave-de-fa-
ascendente-descendente.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-menor-clave-de-fa-
ascendente-descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
25
3.2.3 Escala de Si menor natural
FIGURA 30 – ESCALA DE SI MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
3.2.4 Escala de Fá# menor natural
FIGURA 31 – ESCALA DE FÁ# MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Si menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-si-menor-clave-de-fa-
ascendente-descendente.
DICAS
3.2.5 Escala de Dó# menor natural
FIGURA 32 – ESCALA DE DÓ# MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá# menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-sustenido-menor-clave-
de-fa-ascendente-descendente.
DICAS
26
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.2.6 Escala de Ré menor natural
FIGURA 33 – ESCALA DE RÉ MENOR NATURAL: CLAVE DE FÁ 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó# menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-sustenido-menor-clave-
de-fa-ascendente-descendente.
DICAS
4 ESCALAS: CLAVES DE SOL E FÁ (MÃOS DIREITA E ESQUERDA)
Agora iremos realizar alguns exercícios para trabalhar as mãos direita e 
esquerda. Tais exercícios têm como base algumas escalas maiores e menores naturais.
Os exercícios a seguir devem ser realizados tocando as duas mãos, 
simultaneamente. Inicie o estudo tocando em um andamento lento. Não se esqueça 
de executar os exercícios estabelecendo o tempo preciso de cada nota.
4.1 ESCALAS MAIORES
Os exercícios a seguir podem apresentar um certo grau de dificuldade, 
no entanto, eles são de extrema importância para iniciar uma prática efetiva no 
estudo do teclado. 
É importante observar a distinção de digitação entre a mão direita e a mão 
esquerda. Fique atento e pratique com calma. 
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré menor natural: Clave de Fá. 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-menor-clave-de-fa-
ascendente-descendente.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
27
4.1.1 Escala de Dó Maior 
FIGURA 34 – ESCALA DE DÓ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 35 – ESCALA DE DÓ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó Maior: Claves de Sol e Fá (1). 
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
28
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.1.2 Escala de Sol Maior 
FIGURA 36 – ESCALA DE SOL MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 37 – ESCALA DE SOL MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Sol Maior: Claves de Sol e Fá (1).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-sol-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Sol Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-sol-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
29
4.1.3 Escala de Ré Maior 
FIGURA 38 – ESCALA DE RÉ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
 FONTE: A autora
FIGURA 39 – ESCALA DE RÉ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré Maior: Claves de Sol e Fá (1).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
30
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.1.4 Escala de Lá Maior
FIGURA 40 – ESCALA DE LÁ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 41 – ESCALA DE LÁ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
 FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá Maior: Claves de Sol e Fá (1).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
Acesse olink para ouvir o áudio da Escala de Lá Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
31
4.1.5 Escala de Mi Maior
FIGURA 42 – ESCALA DE MI MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 43 – ESCALA DE MI MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi Maior: Claves de Sol e Fá (1).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
32
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.1.6 Escala de Fá Maior
FIGURA 44 – ESCALA DE FÁ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora 
FIGURA 45 – ESCALA DE FÁ MAIOR: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá Maior: Claves de Sol e Fá (1).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-maior-claves-de-sol-
e-fa-1.
DICAS
4.2 ESCALAS MENORES (NATURAIS)
Observe atentamente a digitação dos dedos. Inicie o estudo devagar e aos 
poucos vá aumentando a velocidade, sem pressa. Não esqueça: o mais importante 
agora é a postura e a digitação correta dos dedos.
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá Maior: Claves de Sol e Fá (2).
Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-maior-claves-de-sol-
e-fa-2.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
33
4.2.1 Escala de Lá menor natural
FIGURA 46 – ESCALA DE LÁ MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 47 – ESCALA DE LÁ MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá menor natural: Claves de Sol e 
Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-maior-claves-
de-sol-e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Lá menor natural: Claves de Sol e 
Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-la-menor-claves-
de-sol-e-fa-2.
DICAS
34
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.2.2 Escala de Mi menor natural
FIGURA 48 – ESCALA DE MI MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 49 – ESCALA DE MI MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi menor natural: Claves de Sol e 
Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-menor-claves-
de-sol-e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Mi menor natural: Claves de Sol e 
Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-mi-menor-claves-
de-sol-e-fa-2.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
35
4.2.3 Escala de Si menor natural
FIGURA 50 – ESCALA DE SI MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 51 – ESCALA DE SI MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Si menor natural: Claves de Sol e 
Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-si-menor-claves-
de-sol-e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Si menor natural: Claves de Sol e 
Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-si-menor-claves-
de-sol-e-fa-2.
DICAS
36
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.2.4 Escala de Fá# menor natural
FIGURA 52 – ESCALA DE FÁ# MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 53 – ESCALA DE FÁ# MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá# menor natural: Claves de 
Sol e Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-sustenido-
menor-claves-de-sol-e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Fá# menor natural: Claves de Sol 
e Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-fa-sustenido-
menor-claves-de-sol-e-fa-2.
DICAS
TÓPICO 2 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ESCALAS
37
4.2.5 Escala de Dó# menor natural
FIGURA 54 – ESCALA DE DÓ# MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 55 – ESCALA DE DÓ# MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
 FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó# menor natural: Claves de Sol 
e Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-sustenido-
menor-claves-de-sol-e-fa-1.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Dó# menor natural: Claves de Sol 
e Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-sustenido-
menor-claves-de-sol-e-fa-2.
DICAS
38
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.2.6 Escala de Ré menor natural
FIGURA 56 – ESCALA DE RÉ MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (1)
FONTE: A autora
FIGURA 57 – ESCALA DE RÉ MENOR NATURAL: CLAVES DE SOL E FÁ (2)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré menor natural: Claves de Sol 
e Fá (1). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-do-sustenido-
menor-claves-de-sol-e-fa-2.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da Escala de Ré menor natural: Claves de Sol e 
Fá (2). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/escala-de-re-menor-claves-
de-sol-e-fa-2.
DICAS
39
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os exercícios com bases nas escalas auxiliam na agilidade de leitura e 
execução. 
• Para executar as escalas musicais, se faz necessário observar a indicação do 
posicionamento dos dedos. 
• As escalas possuem posicionamento de dedos distintos. 
• Em alguns casos, o posicionamento dos dedos difere entre as mãos direita e 
esquerda, como é o caso da escala de Dó# menor natural (C#m). 
40
1 Cada escala possui uma sugestão para a disposição dos dedos que facilita 
a sua execução. Para tocar uma escala musical se faz necessário perceber 
antecipadamente qual digitação dos dedos é a indicada. Observe a imagem 
a seguir, da escala de Fá Maior para a clave de Sol (mão direita), e assinale a 
alternativa que apresenta a digitação de dedos indicada para a sua execução:
FONTE: A autora
a) ( ) 1, 2, 3, 1, 2, 3, 4, 5, 4, 3, 2, 1, 3, 2, 1.
b) ( ) 1, 2, 3, 4, 5, 1, 2, 3, 2, 1, 5, 4, 3, 2, 1.
c) ( ) 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 3, 2, 1, 4, 3, 2, 1.
d) ( ) 1, 2, 1, 2, 1, 2, 3, 4, 3, 2, 1, 2, 1, 2, 1.
2 A Escala maior possui uma sequência de intervalo de Tom, Tom, Semitom, 
Tom, Tom, Tom, Semitom. Com base nessa afirmação, qual das escalas a 
seguir não é uma Escala Maior?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
3 A Escala menor natural possui uma sequência de intervalo de Tom, 
Semitom, Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom. Com base nessa afirmação, qual 
das escalas a seguir não é uma Escala menor natural?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
AUTOATIVIDADE
41
d) ( )
4 Toda a escala Maior tem a sua relativa menor. As escalas relativas são as 
escalas que possuem as mesmas notas entre si e modos (maior e menor) 
diferentes. Com base nessa informação, quais são as escalas, entre as maiores 
e menores, que possuem apenas um acidente musical na armadura de clave? 
5 Como regra, a escala relativa menor de uma escala maior é a escala menor 
do sexto grau dessa tonalidade. Escreva a seguir as escalas relativas 
menores das seguintes escalas maiores: escala de Ré Maior; escala de Lá 
Maior; escala de Mi Maior.
42
43
TÓPICO 3 — 
UNIDADE 1
TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3, abordaremos maneiras de executar arpejos de 
alguns acordes maiores e menores.
Serão apresentadas quatro possibilidades de execução, uma para cada 
fórmula de compasso (4/4, 3/4, 2/4 e 6/8). 
O estudo dos arpejos é de suma importância para o instrumentista. Além 
de possibilitar um conhecimento mais abrangente sobre as estruturas musicais, tal 
estudopode promover uma maior desenvoltura na execução de acordes musicais 
e nos momentos de improvisação musical. Falaremos mais sobre improvisação 
musical na Unidade 2 deste livro.
Realize todos os exercícios propostos e não se esqueça de observar a 
posição dos dedos.
2 ARPEJOS: COMPASSO 4 POR 4
De acordo com Kennedy (1994, p. 41), arpejos “são as notas ouvidas em 
sucessão de baixo para cima, ou por vezes do agudo para baixo, como na harpa”.
Os arpejos podem ter três notas, chamados de arpejos tríades, ou quatro 
notas, chamados de arpejos tétrades.
Os arpejos tríades são formados pela tônica, terça e quinta. Os arpejos 
tétrades são formados pela tônica, terça, quinta e sétima.
Arpejar é tocar as notas de um acorde sucessivamente, de forma 
ascendente ou descendente. Nos exercícios de Arpejos no compasso 4 por 4 
serão utilizadas as notas 1ª, 3ª, 5ª e 3ª de sua respectiva escala. Nesse arpejo cada 
nota valerá 1 tempo.
44
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (4/4)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 4/4, 
nos acordes de Dó Maior, Sol Maior, Ré Maior, Lá Maior, Mi Maior e Fá Maior.
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade maior, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªM (terça maior) e 5ªJ (quinta justa). 
As possibilidades apresentadas ao longo dos próximos tópicos são 
apenas um dos exercícios para a aperfeiçoamento da técnica no instrumento e 
não representam a única estrutura de arpejo que pode ser executada em seus 
respectivos compassos.
2.1.1 Arpejo de Dó Maior (4/4)
FIGURA 58 – ARPEJO DE DÓ MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
2.1.2 Arpejo de Sol Maior (4/4)
FIGURA 59 – ARPEJO DE SOL MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio Arpejo de Dó Maior (4/4). Disponível em: https://
soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-maior-4-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
45
2.1.3 Arpejo de Ré Maior (4/4)
FIGURA 60 – ARPEJO DE RÉ MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Sol Maior (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-sol-maior-4-por-4.
DICAS
2.1.4 Arpejo de Lá Maior (4/4)
FIGURA 61 – ARPEJO DE LÁ MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré Maior (4/4).. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-maior-4-por-4.
DICAS
46
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.1.5. Arpejo de Mi Maior (4/4)
FIGURA 62 – ARPEJO DE MI MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá Maior (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-maior-4-por-4.
DICAS
2.1.6 Arpejo de Fá Maior (4/4)
FIGURA 63 – ARPEJO DE FÁ MAIOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi Maior (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-maior-4-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
47
2.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (4/4)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 4 por 
4, nos seguintes acordes: Lá menor; Mi menor; Si menor; Fá# menor; Dó# menor 
e Ré menor.
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade menor, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªm (terça menor) e 5ªJ (quinta justa). 
2.2.1 Arpejo de Lá menor (4/4)
FIGURA 64 – ARPEJO DE LÁ MENOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá Maior (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-maior-4-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá menor (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-menor-4-por-4.
DICAS
48
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.2.2 Arpejo de Mi menor (4/4)
FIGURA 65 – ARPEJO DE MI MENOR (4/4)
FONTE: A autora
2.2.3 Arpejo de Si menor (4/4)
FIGURA 66 – ARPEJO DE SI MENOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi menor (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-menor-4-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Si menor (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-si-menor-4-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
49
2.2.4 Arpejo de Fá# menor (4/4)
FIGURA 67 – ARPEJO DE FÁ# MENOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá# menor (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-sustenido-menor-4-por-4.
DICAS
2.2.5 Arpejo de Dó# menor (4/4)
FIGURA 68 – ARPEJO DE DÓ# MENOR (4/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó# menor (4/4) Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-sustenido-menor-4-por-4.
DICAS
50
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
2.2.6 Arpejo de Ré menor (4/4)
FIGURA 69 – ARPEJO DE RÉ MENOR (4/4)
FONTE: A autora
3 ARPEJOS: COMPASSO 3 POR 4
Nos exercícios de Arpejos no compasso 3 por 4 serão utilizadas as notas 
1ª, 3ª e 5ª de sua respectiva escala. Nesse arpejo cada nota valerá 1 tempo.
3.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (3/4)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 3/4, nos 
seguintes acordes: Dó Maior, Sol Maior, Ré Maior, Lá Maior, Mi Maior e Fá Maior. 
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade maior, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªM (terça maior) e 5ªJ (quinta justa).
3.1.1 Arpejo de Dó Maior (3/4)
FIGURA 70 – ARPEJO DE DÓ MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré menor (4/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-menor-4-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
51
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-maior-3-por-4.
DICAS
3.1.2 Arpejo de Sol Maior (3/4)
FIGURA 71 – ARPEJO DE SOL MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
3.1.3 Arpejo de Ré Maior (3/4)
FIGURA 72 – ARPEJO DE RÉ MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Sol Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-sol-maior-3-por-4.
DICAS
52
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.1.4 Arpejo de Lá Maior (3/4)
FIGURA 73 – ARPEJO DE LÁ MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-maior-3-por-4.
DICAS
3.1.5. Arpejo de Mi Maior (3/4)
FIGURA 74 – ARPEJO DE MI MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-maior-3-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
53
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-maior-3-por-4.
DICAS
3.1.6 Arpejo de Fá Maior (3/4)
FIGURA 75 – ARPEJO DE FÁ MAIOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá Maior (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-maior-3-por-4.
DICAS
3.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (3/4)
 
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 3 por 4, 
nos acordes de Lá menor, Mi menor, Si menor, Fá# menor, Dó# menor e Ré menor. 
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade menor, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªm (terça menor) e 5ªJ (quinta justa).
54
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.2.1 Arpejo de Lá menor (3/4)
FIGURA 76 – ARPEJO DE LÁ MENOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-menor-3-por-4.
DICAS
3.2.2 Arpejo de Mi menor (3/4)
FIGURA 77 – ARPEJO DE MI MENOR (3/4)
FONTE: A autoraAcesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-menor-3-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
55
3.2.3 Arpejo de Si menor (3/4)
FIGURA 78 – ARPEJO DE SI MENOR (3/4)
FONTE: A autora
3.2.4 Arpejo de Fá# menor (3/4)
FIGURA 79 – ARPEJO DE FÁ# MENOR (3/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Si menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-si-menor-3-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá# menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-sustenido-menor-3-por-4.
DICAS
56
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
3.2.5 Arpejo de Dó# menor (3/4)
FIGURA 80 – ARPEJO DE DÓ# MENOR (3/4)
FONTE: A autora
3.2.6 Arpejo de Ré menor (3/4)
FIGURA 81 – ARPEJO DE RÉ MENOR (3/4) 
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó# menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-sustenido-menor-3-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré menor (3/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-menor-3-por-4.
DICAS
4 ARPEJOS: COMPASSO 2 POR 4
Nos exercícios de Arpejos no compasso 2 por 4 serão utilizadas as notas 
1ª, 3ª, 5ª e 3ª de sua respectiva escala. Nesse arpejo cada nota valerá ½ tempo.
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
57
4.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (2/4)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 2/4, 
nos acordes de Dó Maior, Sol Maior, Ré Maior, Lá Maior, Mi Maior e Fá Maior.
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade maior, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªM (terça maior) e 5ªJ (quinta justa).
4.1.1 Arpejo de Dó Maior (2/4)
FIGURA 82 – ARPEJO DE DÓ MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
4.1.2 Arpejo de Sol Maior (2/4)
FIGURA 83 – ARPEJO DE SOL MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-maior-2-por-4.
DICAS
58
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.1.3 Arpejo de Ré Maior (2/4)
FIGURA 84 – ARPEJO DE RÉ MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Sol Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-sol-maior-2-por-4.
DICAS
4.1.4 Arpejo de Lá Maior (2/4)
FIGURA 85 – ARPEJO DE LÁ MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-maior-2-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
59
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-maior-2-por-4.
DICAS
4.1.5. Arpejo de Mi Maior (2/4)
FIGURA 86 – ARPEJO DE MI MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
4.1.6 Arpejo de Fá Maior (2/4)
FIGURA 87 – ARPEJO DE FÁ MAIOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-maior-2-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá Maior (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-maior-2-por-4.
DICAS
60
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (2/4)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 2 por 
4, nos seguintes acordes: Lá menor; Mi menor; Si Menor; Fá# menor; Dó# menor e 
Ré menor. 
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade menor, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªm (terça menor) e 5ªJ (quinta justa).
4.2.1 Arpejo de Lá menor (2/4)
FIGURA 88 – ARPEJO DE LÁ MENOR (2/4)
FONTE: A autora
4.2.2 Arpejo de Mi menor (2/4)
FIGURA 89 – ARPEJO DE MI MENOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-menor-2-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
61
4.2.3 Arpejo de Si menor (2/4)
FIGURA 90 – ARPEJO DE SI MENOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-menor-2-por-4.
DICAS
4.2.4 Arpejo de Fá# menor (2/4)
FIGURA 91 – ARPEJO DE FÁ# MENOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Si menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-si-menor-2-por-4.
DICAS
62
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
4.2.5 Arpejo de Dó# menor (2/4)
FIGURA 92 – ARPEJO DE DÓ# MENOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá# menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-sustenido-menor-2-por-4.
DICAS
4.2.6 Arpejo de Ré menor (2/4)
FIGURA 93 – ARPEJO DE RÉ MENOR (2/4)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó# menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-sustenido-menor-2-por-4.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
63
5 ARPEJOS: COMPASSO 6 POR 8
Nos exercícios de Arpejos no compasso 6 por 8 serão utilizadas as notas 
1ª, 3ª, 5ª, 8ª, 5ª e 3ª de sua respectiva escala.
5.1 ARPEJO: ACORDES MAIORES (6/8)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 6 por 
8, nos acordes de Dó Maior, Sol Maior, Ré Maior, Lá Maior, Mi Maior e Fá Maior. 
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade maior, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªM (terça maior) e 5ªJ (quinta justa).
5.1.1 Arpejo de Dó Maior (6/8)
FIGURA 94 – ARPEJO DE DÓ MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré menor (2/4). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-menor-2-por-4.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Dó Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-maior-6-por-8.
DICAS
64
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
5.1.2 Arpejo de Sol Maior (6/8)
FIGURA 95 – ARPEJO DE SOL MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
5.1.3 Arpejo de Ré Maior (6/8)
FIGURA 96 – ARPEJO DE RÉ MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Sol Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-sol-maior-6-por-8.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-maior-6-por-8.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
65
5.1.4 Arpejo de Lá Maior (6/8)
FIGURA 97 – ARPEJO DE LÁ MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
5.1.5. Arpejo de Mi Maior (6/8)
FIGURA 98 – ARPEJO DE MI MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-maior-6-por-8.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-maior-6-por-8.
DICAS
66
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
5.1.6 Arpejo de Fá Maior (6/8)
FIGURA 99 – ARPEJO DE Fá MAIOR (6/8)
FONTE: A autora
5.2 ARPEJO: ACORDES MENORES (6/8)
A seguir, serão apresentados seis exercícios de arpejo, em compasso 6 por 
8, nos seguintes acordes: Lá menor, Mi menor, Si menor, Fá# menor, Dó# menor e 
Ré menor. 
Os exercícios que seguem têm como base os arpejos da tríade menor, nos 
quais são tocadas as seguintes notas: T (tônica), 3ªm (terça menor) e 5ªJ (quinta justa).
5.2.1 Arpejo de Lá menor (6/8)
FIGURA 100 – ARPEJO DE LÁ MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá Maior (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-maior-6-por-8.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
67
5.2.2 Arpejo de Mi menor (6/8)FIGURA 101 – ARPEJO DE MI MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Lá menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-la-menor-6-por-8.
DICAS
5.2.3 Arpejo de Si menor (6/8)
FIGURA 102 – ARPEJO DE SI MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Mi menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-mi-menor-6-por-81.
DICAS
68
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
5.2.4 Arpejo de Fá# menor (6/8)
FIGURA 103 – ARPEJO DE FÁ# MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Si menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-si-menor-6-por-8.
DICAS
5.2.5 Arpejo de Dó# menor (6/8)
FIGURA 104 – ARPEJO DE DÓ# MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Fá# menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-fa-sustenido-menor-6-por-8.
DICAS
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
69
5.2.6 Arpejo de Ré menor (6/8)
FIGURA 105 – ARPEJO DE RÉ MENOR (6/8)
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio Arpejo de Dó# menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-do-sustenido-menor-6-por-8.
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio do Arpejo de Ré menor (6/8). Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/arpejo-re-menor-6-por-8.
DICAS
70
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
A LEITURA E A INTERPRETAÇÃO DE CIFRAS NOS INSTRUMENTOS 
DE TECLADO
Silvio Augusto Merhy
O Instituto Villa-Lobos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro 
– Unirio
No Regimento do Instituto Villa-Lobos, aprovado pelo Conselho Federativo 
da FEFIEG em 28 de janeiro de 1974, a Escola de Educação Musical (EEM) “tem 
por finalidade: a) promover o desenvolvimento e a divulgação da cultura musical; 
b) exercer o ensino da música em nível superior e criar cursos de instrumentos 
em níveis técnicos e de graduação; c) expedir certificados de registro definitivo de 
professor de Licenciatura em Música e Disciplinas Específicas” (art. 3º). 
O curso de Bacharelado em Música Popular Brasileira, acrescido à lista 
de oferta dos bacharelados em 1998, foi aprovado no CONSUNI pela Resolução 
1.842, de 1º de julho de 1997 e obteve seu reconhecimento apenas em 2005, após 
longo processo que incluiu visita de verificação in loco. O reconhecimento foi feito 
pela Portaria MEC 1.662 de 13/05/2005 e é válido por quatro anos. 
O projeto CT-INFRA, financiado pela FINEP, significou transformação 
qualitativa nas instalações do CLA e do IVL com a implantação de Laboratórios 
de Criação, Investigação e Apresentação Musical e de plataformas de trabalho 
nos Laboratórios de Editoração e Gravação Eletrônica. 
A disciplina Harmonia de Teclado 
A Harmonia de Teclado, disciplina dos Cursos de Graduação em Música 
da Unirio, tem como objetivo a leitura e a interpretação de cifras das canções 
populares brasileiras. A prática de leitura e interpretação de cifras necessita do 
auxílio da análise harmônica e seu repertório é constituído sobretudo por canções 
cujas harmonizações são analisadas em classe durante o processo de leitura. 
Para complementar a atividade com dados sobre a composição das canções 
recorre-se a textos surgidos bem mais tarde, como o livro A canção no tempo e a 
tese Bossa Nova: a permanência do samba entre a preservação e a ruptura, e outros. 
Em 1980 criei o Método de Leitura e Interpretação de Cifras no Teclado. 
A fusão da minha atividade como pianista com o interesse pela Estruturação 
Musical e pela Harmonia foram, do ponto de vista acadêmico, determinantes 
para a implantação de uma ementa de disciplina que pudesse desenvolver 
LEITURA COMPLEMENTAR
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
71
especificamente a leitura ao piano de canções cifradas. A disciplina Teclado 
Básico, já existente, abrigou os conteúdos de Leitura e Interpretação de Cifras no 
Teclado e se transformou na disciplina Harmonia de Teclado. 
Tradicionalmente as explicações para harmonizações de canções populares 
se baseiam principalmente nos conceitos desenvolvidos no Berklee College of 
Music, de Boston, USA, muito divulgados no Brasil a partir das últimas décadas. 
Os conceitos sistematizados para dar conta de explicar os standards 
americanos podem ser estendidos às canções populares brasileiras. Porém, tais 
conceitos podem produzir incompatibilidade com os conceitos da harmonia 
vocal consagrados nos tratados de Walter Piston (1962), de Arnold Schoenberg 
(1978) e de Igor Spossobin (1965). 
Hoje extremamente valorizado, o repertório de canções populares 
brasileiras deixa de ser apenas uma opção de enriquecimento curricular para ser 
item essencial do conteúdo programático, provocando até mesmo uma mudança 
de eixo na elaboração de currículos de música. 
O Método de Leitura de Cifras 
O Método de Leitura de Cifras foi apresentado pela primeira vez no 2º 
Encontro Nacional de Pesquisa em Música em 1985, promovido pela UFMG. O 
seu objetivo principal era o de sistematizar para a Harmonia de Teclado os códigos 
de cifragem alfabética mais usados por compositores e estúdios de gravação. 
O Método se transformou, para além da prática de leitura de cifras, num 
instrumento de análise e de composição de peças populares. Os conteúdos da 
Harmonia Vocal foram se integrando aos conteúdos da Harmonia de Teclado, 
produzindo um aprofundamento do conhecimento da harmonia utilizada nas 
peças populares e permitindo simultaneamente que se integrassem ao estudo da 
morfologia destas peças. 
Tem sido difícil estabelecer critérios práticos e funcionais para um trabalho 
eficiente de leitura e de interpretação de cifras nos instrumentos de teclado. A 
observação permanente dos pianistas revela que existem alguns critérios já 
consagrados através do tempo quanto à distribuição das notas dos acordes, tanto 
pela contínua experimentação como pela repetição exaustiva de certas fórmulas. 
Muitas das fórmulas que se consagraram pela repetição, já estão de 
tal forma associadas ao código de cifras atualmente em uso que praticamente 
determinaram como deverá ser o arranjo para teclado. 
Da prática musical cotidiana e do exame do grande número de manuais e 
métodos brotam um número significativo de dados aproveitados na organização 
do trabalho didático. A premissa para o Método é que a habilidade de harmonizar 
72
UNIDADE 1 — ELEMENTOS DA TÉCNICA E INTERPRETAÇÃO DO TECLADO
deverá estar inevitavelmente ligada ao conhecimento de todos os códigos de 
cifragem existentes, em uso ou não, para que o intérprete possa tocar no teclado 
acordes cifrados tão fluentemente quanto acordes escritos em notas musicais. 
Devido a sua contribuição para a música cifrada a música popular está 
conquistando cada vez mais o espaço que lhe é devido nos currículos de música 
das escolas oficiais de referência, e é através dessa forma de cultura que tem sido 
mais recentemente praticada a leitura de cifras e a harmonização. A sua inclusão 
nos conteúdos dos cursos de música reveste-se de caráter metodológico e torna 
inevitável a sua organização como disciplina, somando-se às suas características 
específicas aquelas que são comuns aos princípios da Didática geral. 
A Música Popular Brasileira é tão rica harmonicamente que já é tomada 
como modelo para a música popular de outras regiões e está fazendo escola junto 
aos bons músicos de todos os países. 
Essa riqueza harmônica se deve em parte ao violão, um dos nossos 
instrumentos mais típicos, figurante obrigatório nos arranjos de base das nossas 
orquestras populares e instrumento mais frequente no acompanhamento de 
cantores e compositores. Ele esteve presente em todas as fases da História da 
Música no Brasil e deixou vestígios em todas as nossas práticas. 
Por suas características o violão ajudou a renovar as fórmulas habituais da 
harmonia funcional e a cultivar o gosto pela dissonância, o qual exercesobre os 
músicos uma atração irresistível. Para reafirmar ainda mais a ampla utilização do 
violão como instrumento acompanhante edita-se um sem-número de publicações 
de consumo rápido, que são vendidas em bancas de jornal. Isto constitui uma 
excelente prova da vitalidade da música popular. 
No entanto a situação dos instrumentos de teclado é completamente 
diversa: comparada ao violão encontramos para eles um número mínimo de 
publicações desse tipo, o que possivelmente pode ser justificado pela posição de 
instrumento nobre que o piano sempre ocupou no nosso meio musical. 
Talvez pelo mesmo motivo o ensino do piano jamais tenha dedicado um só 
capítulo à harmonia de teclado, optando exclusivamente pela linha de formação 
de solistas e abdicando de outras áreas de importância primordial. 
Na área da leitura de cifras a carência se torna mais evidente pela ausência 
total de metodologia. Os pianistas buscam constantemente uma solução para 
o problema da distribuição de notas na leitura de acordes cifrados ao teclado 
com resultados sonoros satisfatórios. Pela ausência de critérios ou melhores 
procedimentos o princípio básico da superposição de 3as transparece na leitura de 
cifras ao teclado, o que emperra a leitura fluente e o desenvolvimento do estilo na 
execução. A falta de opções para a ordem das notas dos acordes gera um impasse 
na liberdade de manipular o material harmônico e no próprio desenvolvimento 
do pianista. 
TÓPICO 3 — TÉCNICA DO INSTRUMENTO: ARPEJOS
73
Os códigos de cifragem 
Os códigos de cifragem variam muito e podem ser representados por 
sinais como (–) para representar a 3ª menor ou 5+ para a 5ª aumentada. Outros 
só fazem sentido em inglês, como maj 7 que indica 7ª maior, ou sus4 que indica 
a 4ª justa. Outros não tem nenhuma associação aparente com o intervalo como o 
(º) para o acorde de 7ª diminuta, que parece se referir à simetria do acorde, cuja 
formação mantém sempre a estrutura de terceiras menores. 
 
Música e Ciências Sociais
Unir o discurso sobre música ao “discurso musical” nem sempre é tarefa 
bem-sucedida só por ter sido executada por especialistas em música. Ao contrário, 
o discurso sobre música deve ser construído através de crítica bem referenciada, 
incluindo-se no referencial um conhecimento básico de Ciências Sociais, uma 
noção sobre sua longa constituição como campo de conhecimento. Este é o 
caminho mais seguro para que a crítica musical possa legitimar-se e integrar a 
pesquisa em música com base na visão ampla das práticas musicais, inseridas na 
rede das práticas culturais e sociais. 
Novas questões e problemas estão sendo trazidos para a academia com a 
inclusão de produções culturais que até bem pouco tempo não faziam parte dos 
tópicos de preferência dos pesquisadores. A música popular brasileira é um deles. 
FONTE: <http://cp2.g12.br/ojs/index.php/interludio/article/view/1954>. Acesso em: 30 de mar. 2021. 
74
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Arpejar é tocar as notas de um acorde sucessivamente, de forma ascendente 
ou descendente. 
• Uma possibilidade de realizar um arpejo em compasso 4/4 é tocar a 1ª, 3ª, 5ª e 
3ª nota de uma determinada escala, destinando um tempo para cada nota.
• Uma possibilidade de realizar um arpejo em compasso 3/4 é tocar a 1ª, 3ª e 5ª 
nota de uma determinada escala, destinando um tempo para cada nota.
• Uma possibilidade de realizar um arpejo em compasso 2/4 é tocar a 1ª, 3ª, 5ª e 
3ª nota de uma determinada escala, destinando ½ tempo para cada nota.
• Uma possibilidade de realizar um arpejo em compasso 6/8 é tocar a 1ª, 3ª, 5ª, 
8ª, 5ª e 3ª nota de uma determinada escala. 
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
75
1 Arpejar é tocar as notas de um acorde sucessivamente, de forma ascendente 
ou descendente. A partir dessa afirmação, qual das imagens corresponde a 
um arpejo?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
2 De acordo com Kennedy (1994, p. 41), arpejos “são as notas ouvidas em 
sucessão de baixo para cima, ou por vezes do agudo para baixo, como na 
harpa”. Observe os arpejos a seguir:
1.
2.
3.
4.
AUTOATIVIDADE
76
Assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA dos arpejos apresentados:
a) ( ) Arpejos de: Dó menor; Lá Maior; Sol menor e Mi Maior
b) ( ) Arpejos de: Dó Maior; Lá Maior; Sol Maior e Mi Maior
c) ( ) Arpejos de: Dó menor, Lá menor, Sol menor e Mi menor
d) ( ) Arpejos de: Dó Maior; Lá menor; Sol Maior e Mi menor
3 O estudo dos arpejos possibilita um conhecimento mais abrangente sobre 
as estruturas musicais. Ao realizar um arpejo, você está tocando as notas 
que fazem parte de um determinado acorde. Com base nessa afirmação, 
quais arpejos possuem o acidente musical Sol#?
a) ( ) Arpejos de: Mi Maior e Dó# menor.
b) ( ) Arpejos de Sol Maior e Ré menor.
c) ( ) Arpejos de: Dó Maior e Fá Maior.
d) ( ) Arpejos de: Fá# menor e Mi menor.
4 O arpejo de tríade maior é composto por T (tônica), 3ªM (terça maior) e 5ªJ 
(quinta justa). Quais são as notas tocadas em um arpejo de Mi Maior?
5 O arpejo de tríade menor é composto por T (tônica), 3ªm (terça menor) e 5ªJ 
(quinta justa). Quais são as notas tocadas em um arpejo de Ré menor?
 
77
REFERÊNCIAS
CHEDIAK, A. Harmonia e improvisação. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, 1986. 
(Vol. 1).
KENNEDY, M. Dicionário Oxford de música. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 
1994.
78
79
UNIDADE 2 — 
A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender e executar alguns símbolos de articulação, dinâmica, 
acentos, ornamentos, oitavas, repetições e codas;
• executar algumas peças musicais que serão apresentadas de acordo com 
seu grau de dificuldade;
• compreender os princípios básicos da improvisação musical;
• realizar alguns exercícios de improvisação musical.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL
TÓPICO 2 – PRÁTICA MUSICAL
TÓPICO 3 – IMPROVISAÇÃO MUSICAL
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
80
81
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 1 abordaremos alguns símbolos de articulação, 
dinâmica, acentos, ornamentos, oitavas, repetições e codas. Esses sinais permitem 
ao intérprete conhecer a intenção do compositor ao criar determinada peça musical. 
O instrumentista não precisa seguir a descrição dos símbolos empregados e pode 
criar a sua própria forma de interpretação. No entanto, caso queira manter a 
música mais próxima da realidade, deve seguir as simbologias predeterminadas.
Neste tópico também serão apresentadas músicas que contém algumas 
das simbologias estudadas, como: Valsa do Imperador, de Johann Strauss II; 
Russian Folk Song, de Ludwig van Beethoven; Danúbio Azul de Johann Strauss 
II e La Violette, de Louis Streabbog
Observe as partituras e ouça os áudios para que você possa compreender 
melhor como se dá a execução de algumas simbologias. Caso consiga, tente 
reproduzi-las no teclado.
2 A INTERPRETAÇÃO NO TECLADO
Além das notas escritas na partitura, que nos apresentam a altura e a 
duração, temos outros símbolos que indicam a forma como a execução musical 
deve ser realizada. A seguir, estudaremos algumas destas simbologias. 
2.1 ARTICULAÇÃO
Para iniciar nosso estudo serão abordados dois tipos de articulações o 
legato e o staccato, que dão interpretações totalmente diferentes à nota musical. 
2.1.1 Legato 
De acordo com Med (1996, p. 47), legato “é uma palavra italiana usada para 
indicar que uma passagem de um som para o outro deve ser feita sem interrupção”.
TÓPICO 1 — 
LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICALUNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
82
O legato ou ligadura de expressão é o sinal colocado entre duas ou mais 
notas de alturas diferentes. Ela é usada para indicar que o trecho deve ser tocado 
sem interrupção. 
FIGURA 1 – LEGATO
FONTE: A autora
2.1.2 Staccato 
O staccato é representado por um ponto acima ou abaixo da nota indicando 
que os sons são tocados com a metade da sua duração original. No caso da 
semínima, por exemplo, ela passa a soar pelo tempo de uma colcheia seguida de 
pausa de colcheia.
FIGURA 2 – STACCATO
FONTE: A autora
O sinal da ligadura de expressão pode ser substituído pela palavra “legato”.
IMPORTANT
E
A ligadura une as cabeças das notas e não as hastes.
ATENCAO
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
83
2.2 DINÂMICA
Dinâmica musical corresponde à anotação que o compositor faz na partitura 
para indicar a intensidade desejada da execução de sua obra ou trecho dela.
QUADRO 1 – DINÂMICAS MUSICAIS
DINÂMICA 
(ABREVIATURA) COMO DEVE SER REALIZADA A EXECUÇÃO
Piano (p) Piano, com pouca intensidade.
Pianísssimo (pp) Pianíssimo, com intensidade muito suave.
Più piano Mais piano.
Forte (f) Forte, com intensidade.
Fortíssimo (ff) Fortíssimo, com muita intensidade.
Più forte Mais forte.
Pesante (pes.) Pesado.
Forte-piano (fp) Forte e imediatamente piano.
Mezzo-forte (mf) Meio-forte, meia intensidade.
Crescendo (cresc.) Crescendo, aumentando gradualmente a intensidade.
Decrescendo (decresc.) Decrescendo, diminuindo gradualmente a intensidade.
Diminuendo (dem.) Diminuindo, significa o mesmo que decrescendo.
Mezzo-voce (mez.-voc.) Meia voz, a meia intensidade.
Smorzando (smorz.) Enfraquecendo muito o som.
Perdendosi Perdendo-se, fazendo quase desaparecer o som.
Moriendo Morrendo, extinguindo o som.
FONTE: A autora
As dinâmicas crescendo e diminuendo também podem ser apresentadas por 
símbolos. Veja na Figura 3 os símbolos que representam estas dinâmicas.
Como visto na Figura 2, o ponto do staccato é colocado próximo à cabeça 
da nota.
ATENCAO
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
84
FIGURA 3 – SÍMBOLOS DE CRESCENDO E DIMINUENDO
FONTE: A autora
 
2.3 ACENTOS
De acordo com Med (1996, p. 217), acento “é o grau de intensidade 
atribuído a determinada nota de um desenho ou frase musical”.
Para indicar a intensidade com que cada nota deve ser tocada, o compositor 
utiliza os sinais de acentuação.
FIGURA 4 – SINAIS DE ACENTUAÇÃO
FONTE: A autora
2.3.1 Martelato 
Uma nota acentuada com o sinal do martelato deve ser tocada com muito 
vigor e suavizada logo em seguida.
FIGURA 5 – IMAGEM REPRESENTANDO O SOM DE UMA NOTA SEM ACENTUAÇÃO
FONTE: Adaptado de Medl (1996)
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
85
FIGURA 6 – IMAGEM REPRESENTANDO O SOM DE UMA NOTA COM O SÍMBOLO MARTELATO
FONTE: Adaptado de Medl (1996)
2.3.2 Marcato
Uma nota acentuada com o sinal marcato deve ser tocada com certo grau 
de intensidade e suavizada logo em seguida.
FIGURA 7 – IMAGEM REPRESENTANDO O SOM DE UMA NOTA COM O SÍMBOLO MARCATO
FONTE: Adaptado de Medl (1996)
2.3.3 Tenuto
O sinal tenuto indica que a nota deve manter a intensidade original e ser 
sustentada até o fim da figura.
FIGURA 8 – IMAGEM REPRESENTANDO O SOM DE UMA NOTA COM O SÍMBOLO TENUTO
FONTE: Adaptado de Medl (1996)
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
86
2.3.4 Forte piano (fp)
Quando uma nota for sinalizada com fp, significa que a mesma deve ser 
tocada com força e em seguida prosseguir em piano (sem o decrescendo).
FIGURA 9 – IMAGEM REPRESENTANDO O SOM DE UMA NOTA COM O SÍMBOLO fp
 FONTE: Adaptado de Medl (1996)
2.4 ORNAMENTOS
Segundo Kennedy (1994, p. 517), ornamentos são “embelezamentos e 
decorações de uma melodia”. 
Com base nos escritos de Med (1996) podemos dividir os ornamentos em 
três modalidades: 
• inteiramente improvisados: sem nenhuma indicação na partitura; 
• indicados na partitura: a partir de sinais gráficos;
• grafados detalhadamente: com notas exatas.
Os ornamentos que serão estudados a seguir são: apojatura; arpejo; 
glissando; trinado; mordente; grupeto e portamento.
2.4.1 Apojatura ou apogiatura
É o ornamento que precede a nota real. Em italiano significa apoio. Nessa 
Unidade trataremos de dois tipos de apojatura: longa e breve simples. 
Para maior aprofundamento do estudo referente à apojatura, é aconselhável a 
leitura do livro Teoria da Música, de Med.
DICAS
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
87
Apojatura longa “é representada por uma nota pequena (um grau acima 
ou abaixo da nota real) ligada à nota real. Na execução normalmente dá-se à 
apojatura o valor inteiro que ela representa.” (BUHUMIL, 1996, p. 295).
FIGURA 10 – NOTAÇÃO E EXECUÇÃO DE APOJATURA LONGA
FONTE: A autora
Apojatura breve simples “é representada por uma nota pequena (um grau 
acima ou abaixo da nota real), geralmente a colcheia atravessada por um traço 
obliquo. Na execução dá-se à apojatura breve a parte mínima do valor da nota 
real, ficando esta com o restante do valor” (BUHUMIL, 1996, p. 299).
FIGURA 11 – NOTAÇÃO E EXECUÇÃO DE APOJATURA BREVE SIMPLES
FONTE: A autora
Ao executar um trecho com apojatura longa, a nota a ser acentuada deve ser 
a da apojatura e não a nota principal. 
IMPORTANT
E
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
88
2.4.2 Arpejo
Como já estudado anteriormente o arpejo é a execução sucessiva das 
notas de um acorde. Veja, na Figura 12, alguns dos sinais utilizados para indicar 
o arpejo.
FIGURA 12 – ARPEJOS ASCENDENTE E DESCENDENTE
FONTE: A autora
Ao executar um trecho com apojatura breve simples, a nota a ser acentuada 
é a nota principal. 
IMPORTANT
E
O acento se dá na primeira nota do ornamento.
ATENCAO
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
89
2.4.3 Glissando
De acordo com Med (1996, p. 327), o glissando “é um ornamento relativamente 
moderno, que consiste no deslizamento rápido entre duas notas reais”.
FIGURA 13 – GLISSANDO ASCENDENTE
FONTE: A autora
FIGURA 14 – GLISSANDO DESCENDENTE
FONTE: A autora
2.4.4 Trinado
Segundo Med (1996, p. 318), trinado “é um ornamento que consiste na 
alternância rápida de duas notas (real e o grau superior ou inferior)”.
O acento do glissando é na primeira nota real.
ATENCAO
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
90
FIGURA 15 – SINAIS DO TRINADO
FONTE: A autora
FIGURA 16 – TRINADOS SUPERIOR E INFERIOR
FONTE: A autora
2.4.5 Mordente
Segundo Med (1996, p. 306), mordente é “um ornamento que se compõe 
de duas notas que procedem a nota real, sendo a primeira nota da mesma altura 
da nota real e a segunda um grau acima ou abaixo dela”.
 
A duração do trinado é igual a duração da nota real e o seu acento se dá na 
primeira nota do trinado (nota real).
IMPORTANT
E
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
91
FIGURA 17 – MORDENTE SUPERIOR E MORDENTE INFERIOR
FONTE: A autora
2.4.6 Grupeto
De acordo com Med (1996, p. 310), grupeto é “um ornamento que se 
compõe de três ou quatro notas que precedem ou seguem a nota real”.
Há dois tipos de grupeto:
• Grupeto superior: inicia um grau acima da nota real;
• Grupeto inferior: inicia um grau abaixo da nota real.
O grupeto pode ser executado de duas formas:
• No início da nota real (grupeto de ataque);
• No meio ou final da nota real (grupeto medial).
Na realização do mordente, o acento se dá na primeira nota do ornamento. 
ATENCAO
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
92
FIGURA 18 – GRUPETOS DE ATAQUE
FONTE: A autora
O grupeto de ataque também pode ser executado antecipadamente. 
Observe a Figura 19:
FIGURA 19 – GRUPETO DE ATAQUE SENDO EXECUTADO ANTECIPADAMENTE
FONTE: A autora
O grupeto medial é executado no meio ou no final da nota real. O seu sinal 
é colocado entre a nota real e a que a sucede.
No grupeto de ataque, o acento se dá na nota real após o grupeto.
ATENCAO
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
93
FIGURA 20 – GRUPETOS MEDIAL
FONTE: A autora
2.4.7 Portamento
O portamento é uma rápida antecipação da nota real (tempo retirado na 
nota anterior) e é representado por uma colcheiade menor proporção.
FIGURA 21 - PORTAMENTO
FONTE: A autora
No grupeto medial, o acento se dá no início da primeira nota real. 
ATENCAO
No portamento o acento é realizado na nota real.
ATENCAO
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
94
2.5 OITAVAS
Para escapar do uso recorrente de notas suplementares (notas fora 
da pauta), sugere-se o uso da indicação de oitava, ou seja, indicar que um 
determinado trecho deva ser tocado uma oitava acima ou abaixo na nota escrita 
no pentagrama.
FIGURA 22 – INDICAÇÃO DE OITAVA ACIMA
FONTE: A autora
FIGURA 23 – INDICAÇÃO DE OITAVA ABAIXO
FONTE: A autora
2.6 REPETIÇÕES E CODAS
Muitas partituras apresentam sinais que indicam a repetição de trechos. 
Tais sinais são chamados de repetições ou codas.
2.6.1 Sinal de repetição
O sinal de repetição pode ser escrito no início ou no final do compasso, 
indicando que o que está entre esses sinais deve ser executado duas vezes.
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
95
FIGURA 24 – SINAL DE REPETIÇÃO
FONTE: A autora
Observe na música Terezinha de Jesus como o sinal de repetição é 
empregado. Além disso, a música Terezinha de Jesus possui uma terminação 
diferente daquela realizada antes da repetição. Desta forma, para que a execução 
ocorra de acordo com o desejado foram criadas duas casas, indicadas com as 
chaves 1 e 2. Na primeira execução será tocada a casa 1, após a repetição será 
tocada a casa 2 (sem tocar a casa 1).
FIGURA 25 – PARTITURA DA MÚSICA TEREZINHA DE JESUS
FONTE: A autora
Caso o trecho a ser repetido deva ser realizado desde o início da música, 
não há a necessidade de colocar o primeiro sinal de repetição, apenas o segundo. 
Veja a música a seguir.
Acesse o link para ouvir o áudio da música Terezinha de Jesus. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/terezinha-de-jesus
DICAS
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
96
FIGURA 26 – PARTITURA DA MÚSICA PAI FRANCISCO
FONTE: A autora
2.6.2 Coda
De acordo com o Dicionário Oxford de Música, coda significa “a secção 
acrescentada ao fim de um andamento, funcionando mais no sentido de o encerrar 
do que desenvolver a música por diante” (KENNEDY, 1994, p. 163). Na partitura 
é utilizado um símbolo para sinalizar a coda. Observe a Figura 27:
Acesse o link para ouvir o áudio da música Pai Francisco. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/pai-francisco
DICAS
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
97
FIGURA 27 – SÍMBOLO DO CODA
FONTE: A autora
Além do símbolo coda, outro é utilizado para sinalizar a parte a ser tocada 
novamente, o segno, que significa a partir do sinal. 
FIGURA 28 – SÍMBOLO DO SEGNO
FONTE: A autora
Nas partituras que apresentam coda a indicação de como executá-la será 
apresentada ao final da partitura:
• D.S. al Coda (Dal Segno al Coda): o músico deve retornar ao símbolo Segno e 
tocar a partitura até encontrar o símbolo Coda e depois dar continuidade na 
leitura da partitura até o final, caso a mesma apresente uma continuidade. Se não 
apresentar continuidade, o músico deverá encerrar a música no símbolo capo;
• D.C. ao Coda (Dal Capo al Coda): o músico deve retornar ao início (capo) da 
música e tocá-la até que encontre o sinal do Coda. Depois dever dar sequência 
na leitura até a barra dupla final. 
Observe a partitura a seguir e ouça o áudio para compreender como se é 
executada a indicação da coda.
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
98
FIGURA 29 – PARTITURA: GAROTA DE IPANEMA
FONTE: A autora
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
99
3 PARTITURAS MUSICAIS 
A seguir, serão apresentadas mais partituras com algumas das simbologias 
estudadas acima.
3.1 VALSA DO IMPERADOR
FIGURA 30 – PARTITURA: VALSA DO IMPERADOR
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Garota de Ipanema. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/garota-de-ipanema-1
DICAS
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
100
3.2 RUSSIAN FOLK SONG
FIGURA 31 – PARTITURA: RUSSIAN FOLK SONG
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Valsa do Imperador. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/valsa-do-imperador
DICAS
Acesse o link para ouvir o áudio da música Russian Folk Song. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/russian-folk-song
DICAS
TÓPICO 1 — LEITURA E INTERPRETAÇÃO MUSICAL 
101
3.3 DANÚBIO AZUL
FIGURA 32 – PARTITURA: DANÚBIO AZUL
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Danúbio Azul. Disponível em: 
https://soundcloud.com/user-777259749/danubio-azul
DICAS
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
102
3.4 LA VIOLETTE
FIGURA 33 – PARTITURA: LA VIOLETTE
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música La Violette. Disponível em: https://
soundcloud.com/user-777259749/la-violette
DICAS
103
Neste tópico, você aprendeu que:
• Além das notas escritas na partitura, que nos apresentam a altura e a duração, 
temos outros símbolos que indicam a forma como a execução musical deve 
ser realizada.
• Há dois tipos de articulações: o legato e o staccato.
• Dinâmica musical corresponde à notação que o compositor faz na partitura 
para indicar a intensidade desejada da execução de sua obra, ou trecho dela.
• Para indicar a intensidade com que cada nota deve ser tocada o compositor 
utiliza os sinais de acentuação.
• Para escapar do uso recorrente de notas suplementares, sugere-se o uso da 
indicação de oitava.
• Muitas partituras apresentam sinais que indicam a repetição de trechos. Tais 
sinais são chamados de repetições ou codas.
RESUMO DO TÓPICO 1
104
1 Legato e staccato são dois tipos de articulação que indicam interpretações 
totalmente diferentes à nota musical. Observe as informações e associe os 
itens utilizando o código a seguir:
I- Legato.
II- Staccato.
( ) Indica que os sons são secos.
( ) É usada para indicar que o trecho deve ser tocado sem interrupção.
( )
( )
Assinale a alternativa CORRETA:
a) ( ) I – I – II – II.
b) ( ) II – I – I – II.
c) ( ) II – I – II – I.
d) ( ) I – II – I – II.
2 Dinâmica musical corresponde à notação que o compositor faz na partitura 
para indicar a intensidade desejada da execução de sua obra, ou trecho dela. 
Observe a sequência de dinâmicas e assinale a alternativa que corresponde 
à CORRETA realização da sequência:
Forte; Forte-piano; Crescendo; Smorzando
a) ( ) Forte e imediatamente piano; com intensidade; enfraquecendo muito o 
som; aumentando gradualmente a intensidade.
b) ( ) Com intensidade; meia intensidade; diminuindo gradualmente a 
intensidade; com muita intensidade.
c) ( ) Com muita intensidade; forte e imediatamente piano; meia intensidade; 
com intensidade.
d) ( ) Com intensidade; forte e imediatamente piano; aumentando gradualmente 
a intensidade; enfraquecendo muito o som.
3 Segundo Kennedy (1994, p. 517), ornamentos são “embelezamentos e 
decorações de uma melodia”. Sobre o exposto, associe os itens utilizando o 
código a seguir:
AUTOATIVIDADE
105
I- Apojatura.
II- Arpejo.
III- Glissando.
IV- Trinado.
V- Mordente.
VI- Grupeto.
VII- Portamento.
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA:
a) ( ) VII – III – V – I – IV – II – VI.
b) ( ) IV – II – V – III – VII – VI – I.
c) ( ) II – III – IV – I – V – VII – VI.
d) ( ) VII – I – V – VI – IV – II – III.
4 De acordo com Med (1996, p. 217), acento “é o grau de intensidade atribuído 
a determinada nota de um desenho ou frase musical”. Com base nos estudos 
realizados nesse tópico, cite quatro sinais de acentuação:
5 Segundo Kennedy (1994, p. 517), ornamentos são “embelezamentos e 
decorações de uma melodia”. Com base no exposto, podemos dividir os 
ornamentos em três modalidades. Quais são elas?
106
107
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 2 abordaremos a prática no teclado. Serão 
apresentadas algumas partituras organizadas de acordo com o grau de dificuldade. 
Primeiramente, são trabalhadas músicas que apresentam um acidente 
musicalna armadura, nas tonalidades de Sol Maior, Fá Maior, Mi menor e Ré menor.
Para finalizar nosso estudo de prática musical, serão trabalhadas três 
músicas que apresentam dois acidentes musicais na armadura de clave, na 
tonalidade de Ré Maior.
Com as partituras, serão apresentados os acordes que compõem cada 
música, assim como sugestões de padrões rítmicos para tocar as músicas sem a 
utilização do acompanhamento automático. 
É possível utilizar outros padrões rítmicos para tocar as músicas. É preciso 
observar, no entanto, se a fórmula de compasso do padrão escolhido é a mesma 
que a da música a ser tocada. Por exemplo, uma música com o compasso 3/4 não 
pode ser executada com um padrão rítmico 2/4. Além disso, é preciso observar 
se o padrão rítmico escolhido soa bem na música a ser tocada. Pode ocorrer de, 
apesar de apresentar a mesma fórmula de compasso, música e padrão rítmico 
não combinarem quando executados ao mesmo tempo.
2 MÚSICAS COM UM ACIDENTE MUSICAL NA ARMADURA
 
Na prática de teclado é importante que o estudo seja realizado levando em 
consideração o nível de complexidade da obra a ser executada. É aconselhável 
tocar inicialmente músicas que não tenham acidentes musicais, de curta extensão 
e com figuras de valores positivos simples como semínima, mínima e semibreve.
Com o decorrer do tempo, faz-se necessário a inserção gradativa de 
músicas que apresentem acidentes musicais, maior extensão e com figuras de 
valores positivos diversificados.
 
Levando em consideração os encaminhamentos realizados no livro 
Instrumento: iniciação ao teclado, no qual as músicas apresentadas já seguiam uma 
sequência progressiva de dificuldades utilizando apenas músicas sem acidentes 
TÓPICO 2 — 
PRÁTICA MUSICAL
108
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
na armadura (tonalidade de Dó Maior e Lá menor), as músicas apresentadas 
aqui serão pensadas como uma continuidade do livro anterior. Desta forma serão 
trabalhadas músicas com um e dois acidentes na armadura.
 
A seguir, você observará algumas músicas com um acidente na armadura 
nas tonalidades de Sol Maior, Fá Maior, Mi menor e Ré menor.
2.1 MÚSICAS EM SOL MAIOR
Para compor nosso estudo de teclado, foram selecionadas quatro músicas 
na tonalidade de Sol Maior, são elas: Amazing Grace, Jingle Bells, Singing in The 
Rain e Aura Lee.
Com as partituras serão apresentados os acordes que compõem cada 
música, assim como sugestões de padrões rítmicos para tocar as músicas sem a 
utilização do acompanhamento automático. 
É possível utilizar outros padrões rítmicos para tocar as músicas. É preciso 
observar, no entanto, se a fórmula de compasso do padrão escolhido é a mesma 
que a da música a ser tocada. Por exemplo, uma música com o compasso 3/4 não 
pode ser executada com um padrão rítmico 2/4. Além disso, é preciso observar 
se o padrão rítmico escolhido soa bem na música a ser tocada. Pode ocorrer de, 
apesar de apresentar a mesma fórmula de compasso, música e padrão rítmico 
não combinarem quando executados ao mesmo tempo. 
2.1.1 Amazing Grace
FIGURA 34 – PARTITURA: AMAZING GRACE
FONTE: A autora
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
109
FIGURA 35 – ACORDES UTILIZADOS: AMAZING GRACE
FONTE: A autora
FIGURA 36 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: AMAZING GRACE
FONTE: A autora
2.1.2 Jingles Bells
FIGURA 37 – PARTITURA: JINGLES BELLS
Acesse o link para ouvir o áudio da música Amazing Grace (sem o padrão 
rítmico sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/amazing-grace
DICAS
110
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FONTE: A autora
FIGURA 38 – ACORDES UTILIZADOS: JINGLE BELLS
FONTE: A autora
FIGURA 39 – PADRÃO RÍTMICO: JINGLE BELLS
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Jingle Bells (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/jingle-bells
DICAS
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
111
2.1.3 Singing In The Rain
FIGURA 40 – ACORDES UTILIZADOS: SINGING IN THE RAIN
FONTE: A autora
FIGURA 41 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: SINGING IN THE RAIN
FONTE: A autora
FIGURA 41 – PARTITURA: SINGING IN THE RAIN
112
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FONTE: A autora
2.1.4 Aura Lee
FIGURA 42 – PARTITURA: AURA LEE
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Singing in The Rain (sem o padrão 
rítmico sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/singing-in-the-rain
DICAS
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
113
FIGURA 43 – ACORDES UTILIZADOS: AURA LEE
FONTE: A autora
 
FIGURA 44 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: AURA LEE
FONTE: A autora
2.2 MÚSICAS EM FÁ MAIOR
Para dar continuidade ao nosso estudo de teclado, foram selecionadas 
quatro músicas na tonalidade de Fá Maior, são elas: Berceuse, Deck The Halls, A 
Primavera e Tristesse.
Acesse o link para ouvir o áudio da música Aura Lee (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/aura-lee
DICAS
114
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
2.2.1 Berceuse 
FIGURA 45 – PARTITURA: BERCEUSE
FONTE: A autora
FIGURA 46 – ACORDES UTILIZADOS: BERCEUSE
FONTE: A autora
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
115
FIGURA 47 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: BERCEUSE
FONTE: A autora
2.2.2 Deck the Halls
FIGURA 48 – PARTITURA: BERCEUSE
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Berceuse (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/berceuse
DICAS
116
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FIGURA 49 – ACORDES UTILIZADOS: DECK THE HALLS
FONTE: A autora
FIGURA 50 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: DECK THE HALLS
FONTE: A autora
2.2.3 A Primavera
FIGURA 51 – ACORDES UTILIZADOS: A PRIMAVERA
FONTE: A autora
Para tocar a música A Primavera sem acompanhamento é possível sustentar 
a nota principal do acorde indicado. Observe, a seguir, um pequeno trecho da 
música sendo tocado com a nota principal do acorde indicado.
Acesse o link para ouvir o áudio da música Deck The Halls (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/deck-the-halls
DICAS
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
117
FIGURA 52 – SUGESTÃO DE EXECUÇÃO: A PRIMAVERA (TRECHO)
FONTE: A autora
FIGURA 53 – PARTITURA: A PRIMAVERA
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música A Primavera (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/a-primavera
DICAS
118
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
2.2.4 Tristesse
FIGURA 54 – ACORDES UTILIZADOS: TRISTESSE
FONTE: A autora
FIGURA 55 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: TRISTESSE
FONTE: A autora
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
119
FIGURA 56 – PARTITURA: TRISTESSE
FONTE: A autora
2.3 MÚSICA EM MI MENOR
A música na tonalidade de Mi menor selecionada para dar continuidade 
ao nosso estudo é El Condor Pasa.
Acesse o link para ouvir o áudio da música Tristesse (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/tristesse
DICAS
120
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
2.3.1 El Condor Pasa
FIGURA 57 – PARTITURA: EL CONDOR PASA
FONTE: A autora
FIGURA 58 – ACORDES UTILIZADOS: EL CONDOR PASA
FONTE: A autora
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
121
FIGURA 59 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: EL CONDOR PASA
FONTE: A autora
2.4 MÚSICA EM RÉ MENOR
Para o nosso estudo na tonalidade de Ré menor a música selecionada foi 
a canção Russa Olhos Negros.
2.4.1 Olhos Negros
FIGURA 60 – ACORDES UTILIZADOS: OLHOS NEGROS
FONTE: A autora
FIGURA 61 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: OLHOS NEGROS
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música El Condor Pasa (sem o padrão 
rítmico sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/el-condor-pasa
DICAS
122
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FIGURA 62 – PARTITURA: OLHOS NEGROS
FONTE: A autora
3 MÚSICAS COM DOIS ACIDENTES MUSICAIS NA ARMADURA
Para o estudo de partituras com dois acidentes musicais foram selecionadas 
três músicas na tonalidade de Ré Maior. 
3.1 MÚSICAS EM RÉ MAIOR
As três músicas selecionadas paracompor este estudo são: Alegrar-se com 
a Vida; Old Back Joe e Pela Luz dos Olhos Teus.
Acesse o link para ouvir o áudio da música Olhos Negros (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/olhos-negros
DICAS
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
123
3.1.1 Alegrar-se com a vida
FIGURA 63 – ACORDES UTILIZADOS: ALEGRAR-SE COM A VIDA
FONTE: A autora
FIGURA 64 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: ALEGRAR-SE COM A VIDA
FONTE: A autora
FIGURA 65 – PARTITURA: ALEGRAR-SE COM A VIDA
FONTE: A autora
124
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
3.1.2 Old Black Joe
FIGURA 66 – PARTITURA: OLD BLACK JOE
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Alegrar-se com a Vida (sem o padrão 
rítmico sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/alegrar-se-com-
a-vida
DICAS
TÓPICO 2 — PRÁTICA MUSICAL
125
FIGURA 67 – ACORDES UTILIZADOS: OLD BLACK JOE
FONTE: A autora
FIGURA 68 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: OLD BLACK JOE
FONTE: A autora
3.1.3 Pela Luz dos Olhos Teus
FIGURA 69 – ACORDES UTILIZADOS: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Old Black Joe (sem o padrão rítmico 
sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/old-black-joe
DICAS
126
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FIGURA 70 – SUGESTÃO DE PADRÃO RÍTMICO: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
FONTE: A autora
FIGURA 71 – PARTITURA: PELA LUZ DOS OLHOS TEUS
FONTE: A autora
Acesse o link para ouvir o áudio da música Pela Luz dos Olhos Teus (sem o 
padrão rítmico sugerido). Disponível em: https://soundcloud.com/user-777259749/pela-luz-
dos-olhos-teus
DICAS
127
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Na prática de teclado, é importante que o estudo seja realizado levando em 
consideração o nível de complexidade da obra a ser executada, iniciando 
pelas mais simples.
• É aconselhável tocar inicialmente músicas que não tenham acidentes musicais, 
de curta extensão sonora e com figuras de valores positivos simples como 
semínima, mínima e semibreve.
• Com o decorrer do tempo, faz-se necessário a inserção gradativa de músicas 
que apresentem acidentes musicais, maior extensão sonora e com figuras de 
valores positivos diversificados.
• É possível utilizar outros padrões rítmicos para tocar as músicas. É preciso 
observar, no entanto, se a fórmula de compasso do padrão escolhido é a 
mesma que a da música a ser tocada.
128
1 No estudo e ensino do teclado recomenda-se, na fase inicial, a inserção de 
músicas levando em consideração o grau de dificuldade. Para isso, alguns 
aspectos podem ser levados em consideração como a quantidade de 
acidentes na armadura, os valores positivos, a extensão sonora, a quantidade 
de acordes, entre outros. A partir do pensamento mostrado e com base nos 
trechos a seguir, qual dessas músicas deve ser apresentada primeiro a um 
aluno iniciante no estudo do teclado?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
2 O padrão rítmico é uma alternativa de acompanhamento para quem não 
tem interesse em tocar o teclado usando o acompanhamento eletrônico. 
Uma música pode apresentar algumas possibilidades de variações de 
execução de padrão rítmico. Tais variações vão se ampliando de acordo 
com o conhecimento obtido a partir dos estudos realizados. Qual padrão 
rítmico não pode ser utilizado na música a seguir?
FONTE: A autora
AUTOATIVIDADE
129
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
3 Na partitura para teclado, é comum encontrar a indicação de acorde a ser 
realizado. Esse acorde pode ser tocado com o acompanhamento eletrônico 
ou servir de base para um padrão rítmico. Assinale a alternativa que indica 
a sequência CORRETA dos acordes apresentados a seguir:
a) ( ) Dó Maior com 7ª menor (C7); Ré menor (Dm); Fá Maior (F); Sol menor 
(Gm); Lá Maior com 7ª menor (A7).
b) ( ) Dó menor (Cm), Ré Maior com 7ª menor (D7); Fá menor (Fm); Sol Maior 
(G); Lá Maior co 7ª menor (A7).
c) ( ) Dó Maior (C); Ré Maior (D); Fá Maior (F); Sol Maior (G); Lá menor (Am).
d) ( ) Dó Maior com 7ª menor (C7); Ré Maior (D); Fá menor (Fm); Sol Maior 
com 7ª menor (G7); Lá Maior.
130
4 Nos estudos musicais realizados no Tópico 2 desta unidade foram apresentadas 
músicas com um acidente na armadura de clave. Quais são as tonalidades 
das músicas com dois acidentes musicais na armadura de clave?
5 Nesse tópico, para o estudo de partituras com dois acidentes musicais, foram 
selecionadas três músicas na tonalidade de Ré Maior. Quais são as notas 
alteradas na armadura de clave na tonalidade de Ré Maior?
131
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3 falaremos sobre a improvisação musical com 
base no pensamento de alguns educadores musicais. Abordaremos também 
princípios básicos da improvisação musical, como: Escalas, arpejos, intervalos, 
notas evidentes, cromatismo, ritmo, harmonia e melodia. 
Por fim, neste tópico também serão apresentados alguns exercícios 
básicos de improvisação musical nas seguintes tonalidades: Dó Maior; Sol Maior; 
Fá Maior; Lá menor; Mi menor e Ré menor.
 
Realize todos os exercícios, refazendo-os de maneiras diferentes. Há uma 
gama de possibilidades na improvisação desses exercícios, pratique-as e perceba 
o que soa melhor para você.
2 ASPECTOS TÉCNICOS DA IMPROVISAÇÃO MUSICAL
No Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Michaelis (versão on-line), 
a palavra improviso está ligada à ideia de realizar algo sem intenção prévia, sem 
programação, como um “quebra-galho”, algo provisório. 
Para a educadora musical argentina Violeta de Gainza, o improviso é 
produto do ato de improvisar. 
Entretanto, na música, assim como nas diferentes artes, o termo improvisar 
apresenta a ideia de criação, de habilidade, experiência e conhecimento musical 
(GAINZA, 1983, p. 20).
Para conseguir uma boa performance ao improvisar o músico necessita, 
além da capacidade imaginativa um grande domínio de seu instrumento e dos 
aspectos musicais. 
De acordo com o Dicionário Grove de Música (1994, p. 450), improvisação 
musical é “a criação de uma obra musical, ou de sua forma final, à medida que 
está sendo executada. Pode significar a composição imediata da obra pelos 
executantes, a elaboração ou ajustes de detalhes numa obra já existente, ou 
qualquer coisa dentro desses limites”.
TÓPICO 3 — 
IMPROVISAÇÃO MUSICAL
132
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
Muitos educadores musicais, como Gainza, Koellreuter, Schafer, Self, 
entre outros, enfatizam em seus escritos a importância da improvisação musical 
como parte fundamental e indispensável no estudo musical.
O estudo da improvisação musical aliado ao estudo do teclado é algo 
amplo, não sendo possível aprofundá-lo nesse tópico. Dessa forma, ao longo 
desse breve estudo serão apresentados alguns pontos relevantes para o estudo da 
improvisação ao teclado.
2.1 DOMÍNIOS NECESSÁRIOS PARA UMA INICIAÇÃO À 
PRÁTICA DA IMPROVISAÇÃO MUSICAL
Para conseguir realizar uma improvisação musical o músico/estudante 
necessita ter um amplo conhecimento musical. Quanto mais ele se aprofunda nos 
estudos musicais, mais potencial para improvisação terá. 
Devido à complexidade desse tema, nesta unidade serão apresentados 
conceitos básicos. Tais conhecimentos devem ser aprofundados a partir de estudos 
específicos de improvisação musical. 
2.1.1 Escalas e arpejos
Para realizar o estudo de improvisação é preciso ter o domínio das escalas 
e dos arpejos da harmonia presente no trecho a ser executado (prática realizada 
na unidade anterior). Isso é fundamental para ter conhecimento de quais notas é 
aconselhável tocar durante a execução de cada acorde.
 
2.1.2 Notas evidentes
Em toda a harmonia existem notas comuns de acorde para acorde. Essas 
notas facilitam o repouso nas passagens e a conexão de um acorde para o outro. 
É importante salientar que apenas o conhecimento musical não é suficiente 
para realizar uma boa improvisação. O conhecimento musical aliado ao ato de se permitir, 
continuamente, fazer algo para além do escrito(dando asas à imaginação) é fundamental 
para o desenvolvimento das habilidades necessárias ao improviso musical. 
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
133
Observe, na Figura 72, a nota evidente nos acordes de Dó Maior e Sol 
Maior e como ela pode ser utilizada nos momentos da passagem desses acordes.
FIGURA 72 – NOTA EVIDENTE NOS ACORDES DO DÓ MAIOR E SOL MAIOR
FONTE: A autora
FIGURA 73 – NOTA SOL SENDO EXECUTADA NAS PASSAGENS DOS ACORDES DE DÓ MAIOR 
PARA SOL MAIOR
FONTE: A autora
2.1.3 Cromatismo
 
O cromatismo é um ótimo recurso para enriquecer as melodias da 
improvisação. No entanto ele deve ser utilizado tendo como apoio as notas da 
escala do acorde (principalmente como notas de passagem). Ao final de cada 
frase é preciso ficar atento para que, no uso do cromatismo, a melodia não finalize 
fora das notas da escala do acorde. 
Para iniciar o uso do cromatismo é possível utilizar a passagem pela 
sensível da nota. Toda nota tem sua sensível. Veja, a seguir, as sensíveis das notas 
da escala de Dó Maior
134
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
FIGURA 74 – SENSÍVEIS DAS NOTAS DA ESCALA DE DÓ MAIOR
FONTE: A autora
FIGURA 75 – TRECHO MUSICAL MODIFICADO UTILIZANDO A ESCALA CROMÁTICA 
(NOTAS SENSÍVEIS)
FONTE: A autora
2.1.4 Ritmo
No momento da improvisação se faz necessário observar os padrões 
rítmicos presentes na melodia que está sendo executada. É aconselhável que a 
parte da improvisação dialogue com tais padrões.
FIGURA 76 – EXEMPLO DE IMPROVISAÇÃO QUE NÃO DIALOGA COM OS PADRÕES RÍTMICO 
VIGENTES
FONTE: A autora
3 EXERCÍCIOS DE IMPROVISAÇÃO MUSICAL
A partir dos elementos básicos, apresentados anteriormente, de improvisação, 
realize as improvisações solicitadas a seguir. Esse estudo deve ser realizado quantas 
vezes for preciso. 
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
135
Lembrando mais uma vez que. neste tópico. são apresentadas noções 
básicas de improvisações, em alguns aspectos até rudimentares, pois o estudo 
da improvisação musical é amplo e exige muito tempo para a assimilação de 
todos os componentes necessários. Caso você deseje se aprofundar no estudo de 
improvisação é sugerido a leitura específica do tema.
3.1 TONALIDADE DE DÓ MAIOR
Relembre as notas das escalas e dos arpejos da harmonia presente nos 
trechos a seguir e tente realizar as improvisações solicitadas.
3.1.1 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 
1 - 4/4
FIGURA 77 – DÓ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 1 - 4/4
FONTE: A autora
3.1.2 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 
2 - 3/4
FIGURA 78 – DÓ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 2 - 3/4
FONTE: A autora
136
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
3.1.3 Tonalidade de Dó Maior: Exercício de Improvisação 
3 - 2/4
FIGURA 79 – DÓ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 3 - 2/4
FONTE: A autora
3.2 TONALIDADE DE SOL MAIOR
Não esqueça de utilizar as notas evidentes nas mudanças de acordes.
3.2.1 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 
1 - 4/4
FIGURA 80 – SOL MAIOR – IMPROVISAÇÃO 1 - 4/4
FONTE: A autora
3.2.2 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 
2 - 3/4
FIGURA 81 – SOL MAIOR – IMPROVISAÇÃO 2 – 3/4
FONTE: A autora
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
137
3.2.3 Tonalidade de Sol Maior: Exercício de Improvisação 
3 - 2/4
FIGURA 82 – SOL MAIOR – IMPROVISAÇÃO 3 - 2/4
FONTE: A autora
3.3 TONALIDADE DE FÁ MAIOR
O uso das notas sensíveis é uma ferramenta que enriquece a melodia da 
improvisação. Não deixe de utilizá-las.
3.3.1 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 
1 - 4/4
FIGURA 83 – FÁ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 1 - 4/4
FONTE: A autora
138
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
3.3.2 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 
2 - 3/4
FIGURA 84 – FÁ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 2 - 3/4
FONTE: A autora
3.3.3 Tonalidade de Fá Maior: Exercício de Improvisação 
3 - 2/4
FIGURA 85 – FÁ MAIOR – IMPROVISAÇÃO 3 - 2/4
FONTE: A autora
3.4 ENCADEAMENTO: I – IV – V7
 
Não esqueça de observar os padrões rítmicos presentes no primeiro trecho 
musical. É partir desse padrão que você poderá estabelecer um maior diálogo 
musical no momento da execução da sua improvisação.
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
139
3.4.1 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Dó Maior
FIGURA 86 – ENCADEAMENTO I – IV – V7 – DÓ MAIOR
FONTE: A autora
3.4.2 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Sol Maior
FIGURA 87 – ENCADEAMENTO I – IV – V7 – SOL MAIOR
FONTE: A autora
3.4.3 Encadeamento I – IV – V7 - Tonalidade de Fá Maior
FIGURA 88 – ENCADEAMENTO I – IV – V7 – FÁ MAIOR
FONTE: A autora
3.5 ENCADEAMENTO: Im E V7
Para realizar a improvisação do encadeamento Im e V7 você poderá 
utilizar a escala menor melódica do I grau (menor).
140
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
3.5.1 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Lá menor
FIGURA 89 – ENCADEAMENTO Im e V7 – LÁ MENOR
FONTE: A autora
3.5.2 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Mi menor
FIGURA 90 – ENCADEAMENTO Im e V7 – MI MENOR
FONTE: A autora
3.5.3 Encadeamento Im e V7 - Tonalidade de Ré menor
FIGURA 91 – ENCADEAMENTO Im e V7 – RÉ MENOR
FONTE: A autora
3.6 ENCADEAMENTO: Im – IVm - V7
Utilize a escala menor melódica (I e IV grau) para realizar a improvisação 
dos exercícios a seguir.
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
141
3.6.1 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Lá menor
FIGURA 92 – ENCADEAMENTO Im – IVm - V7 – LÁ MENOR
FONTE: A autora
3.6.2 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Mi menor
FIGURA 93 – ENCADEAMENTO Im – IVm - V7 – MI MENOR
FONTE: A autora
3.6.3 Encadeamento Im – IVm - V7 - Tonalidade de Ré menor
FIGURA 94 – ENCADEAMENTO Im – IVm - V7 – RÉ MENOR
FONTE: A autora
142
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
A IMPROVISAÇÃO MUSICAL E A TRADIÇÃO ESCRITA NO OCIDENTE
Sonia Albano de Lima, Cesar Albino
A improvisação musical no Dicionário Grove de Música (1995, p. 450) foi 
definida como a criação de uma obra musical, ou de sua forma final, à medida 
que está sendo executada. Pode significar a composição imediata da obra pelos 
executantes, a elaboração ou ajustes de detalhes numa obra já existente, ou 
qualquer coisa dentro desses limites. 
Violeta Gainza (1983 p. 23-25) vê dois momentos importantes na 
improvisação. Um expressivo, em que o intérprete, independente do resultado, 
esforça-se para expressar e exteriorizar o que está internalizado: e outro momento 
introspectivo, que se dá por meio da investigação, da exploração, do exercício em 
que aquele intérprete manipula os objetos sonoros e extrassonoros com o intuito 
de absorvê-los em pura pesquisa sonora.
Tomando como exemplo a Europa da Idade Média, vamos observar que 
o sistema de notação musical, ainda rudimentar tanto para as alturas quanto 
para as durações, permitiu que alguns componentes da música fossem alterados, 
recombinados e finalmente memorizados na forma final da ideia musical. Nesse 
período as atividades de compor, executar e improvisar fundiam-se na mesma 
pessoa; a improvisação foi um recurso bastante utilizado.
Com o aprimoramento do sistema notacional, essas práticas puderam ser 
transcritas. Em razão disso, a improvisação foi perdendo espaço, pois a busca por 
uma grafia musical condizente fez cair a utilização da improvisação nos processos 
de execução. 
Houve a necessidade, então, de se fixar por escrito estruturas musicais 
por meio de signos: "Avançava-se por tanto também até uma codificação escrita 
que se distanciava da tradição oral e da improvisação” (MARTIN, 2001, s. p., 
tradução nossa).
Diversos autores admitem que a improvisação começa a desaparecer no 
Ocidente à medida que o sistema de notação se desenvolve (LAZZETTA, 2001; 
MARTIN, 2001; NACHMANOVITCH, 1993; ROCHA, 2001). 
Mesmo assim, no período barroco, apesar de o sistema notacional já estar 
praticamente consolidado, a improvisação ainda foi muito utilizada. Havia a 
clara intenção de improvisar em música, talvez por força de uma tradição oral 
que fazia parte do cotidiano musical.
LEITURA COMPLEMENTAR
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
143
J. S. Bach, por exemplo, na sua época, foi maisconhecido como um exímio 
improvisador do que como compositor, apesar do fato de que foram as suas 
partituras que nos permitiram conhecer a sua música. Das suas improvisações 
restam apenas depoimentos de seus contemporâneos que puderam testemunhar 
essa sua habilidade. 
Boa parte da improvisação no Barroco esteve contida no baixo figurado (baixo 
contínuo) - um sistema de escrita musical que registra certos elementos relativos à 
harmonia da música. Consiste em uma linha de baixo escrita de forma convencional 
a ser executada comumente pelo cravo e o violoncelo, embora também pudesse ser 
executado pelo órgão, a viola da gamba ou o fagote. 
O músico encarregado de executar o instrumento de teclado deveria tocar esse 
baixo com a mão esquerda e improvisar com a mão direita a harmonia indicada pelas 
figuras (números) sob a linha do baixo. Geralmente, esse executante era o que dirigia 
o grupo e o compositor da obra (BRINGS et al., 1979, p. 77; GALWAY, 1987, p. 83).
O baixo figurado deixou de ser empregado pelos compositores pós-
barrocos, mas ainda é tradição para os interpretes contemporâneos especializados 
em música barroca. Na música barroca havia ainda outros espaços nos quais se 
esperava que o intérprete executasse mais do que aquilo que estava escrito. 
É fácil deduzir que tais técnicas funcionavam em formações camerísticas 
pequenas, executadas ora por um solista, ora por outro, seja na voz ou no 
instrumento. Mas no período clássico, nas formações mais densas, a prática 
improvisatória passou a ter uma aplicabilidade bem mais restrita, até porque tal 
grupo exigia a presença de um regente, o que antes era realizado pelo próprio 
executante do baixo contínuo. 
Contudo, na cadenza dos concertos permitia-se a improvisação, 
principalmente nas obras de Haendel e Corelli. O violinista Yehudi Menuhin 
admite que essa prática se estendeu para o solista virtuose. Mozart foi um 
dos primeiros compositores que permitiu, nas cadências de concertos, que o 
solista improvisasse temas e figurações contidos no movimento que estava sendo 
executado (MENUHIN; DAVIS, 1979, p. 164). 
Entretanto, não demorou muito para que os futuros compositores passassem 
a escrever suas próprias cadenzas, principalmente quando perceberam nos executantes 
certo declínio na capacidade de improvisar. Beethoven foi o primeiro a fazer isso no 
Concerto para piano forte n. 5, em mi bemol maior, op. 73 (1809) - o Imperador.
Gradualmente, os compositores foram adotando uma escrita musical 
extremamente precisa, abolindo qualquer espaço para a improvisação. Tal 
procedimento seguiu até o serialismo integral no século XX.
Tanto é seguro afirmarmos que a improvisação desapareceu da música 
clássica ocidental devido ao aprimoramento do sistema notacional, como também, 
pelo prestígio e influência que os regentes passaram a ter na condução das orquestras: 
144
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
"A limitação gradual e a eliminação final da improvisação nessa música também 
parece ter ocorrido no mesmo período que presenciou o crescente predomínio do 
regente de orquestra, o representante do compositor” (BAILEY, 1993, p. 20). Não 
obstante, a separação gradual que se estabeleceu entre a figura do compositor e do 
intérprete também contribuiu para o declínio das atividades improvisatórias. 
Com o advento do lluminismo predominou entre os teóricos e compositores 
a certeza de que faltava ao músico a racionalidade e a cientificidade presentes nas 
demais áreas de conhecimento. Essa determinante fez surgir cada vez mais na 
história da música ocidental a sacralização da partitura. Este padrão epistemológico 
propiciou o abandono das práticas improvisatórias nos processos interpretativos. 
A improvisação consumou-se como uma atividade de somenos importância, até 
mesmo perniciosa para o interprete.
O desenvolvimento da tradição escrita no Ocidente foi capaz de perpetuar 
a ideia musical manifestada pelo compositor e ampliar a sua reprodução no 
tempo e no espaço; entretanto, promoveu o declínio da prática improvisatória 
nos processos de execução. 
Manoel Carlos P. Saisse, em artigo publicado na Revista Música Hoje (199), 
analisa sob uma perspectiva histórica a relação existente entre tecnologia e música, 
focando não só a utilização dos instrumentos eletrônicos por parte do compositor para 
a produção da obra musical, como também, o controle que ele detém na transmissão 
de suas ideias musicais na partitura, inibindo a liberdade interpretativa do executante.
Saisse esclarece que no final do século XVIII e ao longo do século XIX, a 
busca por uma notação musical precisa foi significativa. As convenções de execução 
anteriores, que davam ao intérprete uma razoável flexibilidade em relação às 
indicações fornecidas, deram lugar a uma segunda ordem – o intérprete deveria 
ser fiel a notação musical expressa na partitura. Dessa forma, podemos intuir que 
os sistemas de notação no Ocidente evoluíram no sentido de expandir cada vez 
mais a área de controle do compositor sobre a execução musical, em detrimento da 
liberdade interpretativa do executante sobre a partitura. 
A tendência de expansão dessa área de controle do compositor pode ser 
observada com bastante clareza na produção musical do início do século XX. 
Inicialmente esses meios eletrônicos de produção de som foram utilizados pelos 
compositores, de forma a ampliar a área de controle sobre a execução musical – só 
mais tarde foram empregados como meio efetivo de produção sonora (SAISSE, 1999)
Essa realidade histórica traz consigo uma realidade contraposta: como 
explicar, a luz desta tendência tão restritiva, o surgimento da música chamada 
aleatória, da qual Cage foi o grande representante?
Neste período assistimos a uma expansão da área de indeterminação nas 
composições e uma liberdade interpretativa a níveis jamais vistos na história da 
música ocidental, despojando muitas vezes a composição de qualquer vestígio de 
controle advindo do compositor. 
TÓPICO 3 — IMPROVISAÇÃO MUSICAL
145
Também nesse período, os meios tecnológicos que haviam sido 
empregados como proibitivos da liberdade interpretativa foram utilizados como 
ferramentas adicionais para a produção sonora.
Para Saisse, essas duas tendências antagônicas levaram o compositor a 
reavaliar a função do intérprete e do acaso na execução musical e perceber que a 
tecnologia trouxe para o compositor a possibilidade de determinar os limites de 
sua área de controle, a área de controle do intérprete e a área de indeterminação 
que poderiam estar presentes na partitura.
O serialismo integral, no qual o princípio serial de organização dos sons 
não se dá apenas nas alturas, mas também nas durações, ataques e dinâmicas, 
proporcionou um controle quase que absoluto, até doutrinário do compositor 
sobre sua obra. Coincidentemente e nessa época que a música eletrônica também 
se desenvolve na Europa, podendo inclusive adotar o serialismo, dentre outras 
práticas composicionais. 
Na música eletrônica, o compositor podia trabalhar seu material 
diretamente, podendo ouvi-lo em seguida, sem necessitar de um intérprete. 
Esse comportamento cria um canal direto de comunicação entre o compositor 
e sua obra. Griffths cita como exemplo as composições de Edgar Varese e Pierre 
Schaeffer (1987, p. 146).
Ao mesmo tempo, surge nos EUA uma outra corrente, incorporando o 
aleatório, a indeterminação e a improvisação na música erudita. Como exemplo 
dessa nova prática, temos as obras de John Cage e Earle Brown (ROCHA, 2001, p. 5). 
A partitura 4'33" escrita por Cage, em 1952, leva ao extremo o conceito de 
acaso e indeterminação. Não há na obra uma única nota escrita, apenas a indicação 
tacet (não toque) e o tempo que isso deve durar (4 minutos e trinta e três segundos).
Vários motivos determinaram essa nova forma de compor: motivos 
filosóficos, de criação gráfico-musical, de representação sonora, estéticos, históricos 
e culturais. Certos compositores detectaram que o sistema notacional tradicional 
já não atendiamais as necessidades composicionais. Efeitos extraídos com muita 
dificuldade das partituras do serialismo integral podiam ser obtidos de uma forma 
mais interessante e espontânea utilizando-se a indeterminação. 
Muitas das partituras gráficas nasceram da intenção dos compositores em 
criar um sistema notacional apropriado às novas ideias. Em algumas dessas obras 
concentravam-se em igual medida, a fidelidade às ideias do compositor e uma 
liberdade interpretativa até então não reconhecida nas partituras que seguiam 
a notação tradicional. Xenakis na obra Psappha para percussão, ao adotar outro 
sistema baseado no grafismo, consegue um grau ainda mais alto de precisão do 
que a notação tradicional.
146
UNIDADE 2 — A TÉCNICA DO INSTRUMENTO
No mesmo período, observa-se também a implantação da indeterminação 
proposital. Para obter tal resultado, alguns compositores utilizavam o aleatório 
ou a improvisação (Griffiths, 1987, p. 159-160). Nessas duas possibilidades o 
compositor abdica da tomada de decisão, só que na aleatoriedade a decisão fica 
por conta do acaso - o produto final, ou parte dele, não pode ser previsto (Cope 
apud Rocha, 2001, p. 16). A composicao Twenty Five Pages (1953) de Earle Brown, 
para um ou até 25 pianos, na qual a ordenação das 25 páginas da música fica a 
critério do(s) intérprete(s) e o Musikalisches Würfelspiel (Jogo de Dados) de W.A. 
Mozart (1777) são exemplos do emprego de elementos aleatórios na composição. 
Na obra de Mozart, por exemplo, a ordem dos compassos deve ser escolhida a 
partir da emissão de dois dados.
Já na improvisação, a tomada de decisão fica a cargo do intérprete (Bailey, 
1992, p.60). Alguns compositores não só aceitaram as práticas improvisatórias 
como também incentivaram a espontaneidade do intérprete. Como exemplo, 
temos a obra Stop (1965) de Stockhausen, e a série de concertos improvisados do 
pianista americano Keith Jarrett, que durante as décadas de 1970-80 realizou uma 
serie de concertos em várias cidades do mundo, inclusive São Paulo, tocando 
músicas compostas no momento de sua execução – uma autêntica improvisação. 
Vários desses concertos foram gravados pela ECM Records, como o Koln Concert 
(1975) e Vienna Concert (1992).
A utilização da improvisação pelos compositores eruditos teve seu auge 
até as décadas de 60/70; posteriormente, essa prática composicional foi decaindo 
e os intérpretes continuaram a seguir as indicações da partitura de forma 
irrestrita. Diversas são as razões, dentre elas destacamos: a forte tradição escrita 
do repertório erudito; o número restrito de composições destinadas a essa prática; 
a maior utilização da improvisação pelo músico popular; a falta do ensino da 
improvisação nos cursos técnicos e superiores de música erudita.
A improvisação tem sido utilizada pelos educadores musicais, nos cursos 
de musicalização e de iniciação musical, com o intuito de incentivar a criatividade; 
ela também é empregada no estudo das escalas, nos exercícios de técnica, na 
memorização de jargões melódicos e harmônicos de difícil execução, tornando o 
estudo performático não tão repetitivo e enfadonho. 
A improvisação na música erudita sucumbiu ao tempo, principalmente 
se considerarmos o peso que a música ocidental erudita atribui a tradição escrita. 
Encontrar um ponto de equilíbrio entre essa atividade e a sua perpetuidade parece 
ser a questão fundamental a se trabalhar. Como medida preliminar, acreditamos 
que a inserção da improvisação na matriz curricular dos cursos técnicos e superiores 
de instrumento e canto erudito seria um facilitador, trazendo inúmeros benefícios 
para a performance, a interpretação e a criação musical.
FONTE: Adaptado de <https://revistas.ufpr.br/musica/article/view/20014>. Acesso em: 16 abr. 2021.
147
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• Para realizar o estudo de improvisação, é preciso ter o domínio das escalas e 
arpejos.
• Em toda a harmonia existem notas comuns de acorde para acorde. Essas notas 
facilitam o repouso nas passagens e a conexão de um acorde para o outro.
• O cromatismo é um ótimo recurso para enriquecer as melodias da 
improvisação. No entanto, ele deve ser utilizado tendo como apoio as notas 
da escala do acorde (principalmente como notas de passagem).
• No momento da improvisação, se faz necessário observar os padrões rítmicos 
presentes na melodia que está sendo executada. É aconselhável que a parte da 
improvisação dialogue com tais padrões.
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
148
1 Para realizar o estudo sobre improvisação, é preciso ter o domínio das escalas 
e dos arpejos da harmonia presente no trecho a ser executado. Isso é 
fundamental para ter conhecimento de quais notas é aconselhável tocar 
durante a execução de cada acorde. Qual das escalas não faz parte da 
harmonia desta música?
FONTE: A autora
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
 
2 Em toda a harmonia existem notas comuns de acorde para acorde. Essas 
notas, chamadas de notas evidentes, facilitam o repouso nas passagens e 
a conexão de um acorde para o outro. Qual alternativa não apresenta uma 
mudança de acordes com a melodia sendo executada em uma nota evidente?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
AUTOATIVIDADE
149
d) ( )
3 O cromatismo é um ótimo recurso para enriquecer as melodias da 
improvisação. Ele deve, no entanto, ser utilizado tendo como apoio as notas 
da escala do acorde (principalmente como notas de passagem). Para iniciar o 
uso do cromatismo é possível utilizar a passagem pela sensível da nota. Qual 
das notas a seguir não é a sensível da nota subsequente?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
4 No Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa Michaelis (versão on-line), 
a palavra improviso está ligada à ideia de realizar algo sem intenção prévia, 
sem programação, como um “quebra-galho”, algo provisório. Na música, 
no entanto a palavra improviso tem outro significado. O que é improvisação 
musical de acordo com o Dicionário Grove de música?
5 Muitos educadores musicais enfatizam em seus escritos a importância da 
improvisação musical como parte fundamental e indispensável no estudo 
musical. De acordo com esse tópico, quais são alguns desses educadores?
150
REFERÊNCIAS
GAINZA, V. H. de. La improvisación musical. Buenos Aires: Ricordi Americana, 
1983.
IMPROVISO. In: Dicionário da Língua Portuguesa Michaelis. 2021. Disponível 
em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/
improviso/. Acesso em: 29 jun. 2021.
KENNEDY, M. Dicionário oxford de música. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 
1994.
MED, B. Teoria da música. 4. ed. rev. e ampl. Brasília, DF: Musimed, 1996.
SADIE, S. Dicionário grove de música, edição concisa. Rio de Janeiro: Jorge 
Zahar, 1994. 
151
UNIDADE 3 — 
O TECLADO E A EDUCAÇÃO 
MUSICAL
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• compreender as possibilidades do uso do teclado na educação musical;
• ampliar o repertório musical para as aulas de teclado;
• analisar as diferenças e as semelhanças entre três métodos de ensino de 
teclado, escritas por professores brasileiros;
• conhecer as ações primordiais no ensino do teclado.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO
TÓPICO 2 – O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
TÓPICO 3 – O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
152
153
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 1, abordaremos as possibilidades de uso do teclado 
nas aulas de educação musical.
Além do ensino técnicodo instrumento, é possível utilizar o teclado nas 
práticas da educação musical. Esse estudo pode antever o ensino do teclado ou 
ser realizado nas aulas de educação musical, de uma forma mais ampla.
O teclado é um excelente recurso que facilita o ensino de diferentes 
conceitos e práticas musicais essenciais em uma proposta de educação musical 
integral. Assim, a seguir, serão apresentadas algumas ações possíveis, utilizando 
o teclado como suporte.
2 O TECLADO E A PERCEPÇÃO AUDITIVA
O desenvolvimento da percepção auditiva é um dos pilares para a 
construção do conhecimento musical. É possível inserir o teclado nesse processo, 
em especial, para compreender as propriedades do som.
Entender as propriedades do som é um dos ensinamentos elementares 
para o estudo da educação musical. O teclado auxilia, pois, por meio dele, 
consegue-se executar sons nos quais se percebem parâmetros, como a altura, a 
intensidade (como o recurso de teclas sensitivas), a duração e o timbre.
3 O TECLADO E O CANTO
Além da percepção auditiva, o teclado pode ser utilizado como suporte 
nas práticas vocais. No entanto, para isso, é preciso se atentar a um aspecto muito 
importante e, por vezes, negligenciado no momento da prática musical, através 
do canto para crianças: a extensão vocal ideal na infância. 
TÓPICO 1 — 
O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
154
3.1 A MÚSICA PARA AS CRIANÇAS E A EXTENSÃO VOCAL 
IDEAL 
O termo extensão se aplica, não somente, à voz, mas, também, aos 
instrumentos, de uma forma geral: na música, o termo extensão se refere ao 
conjunto de todas as notas que um determinado instrumento musical ou uma 
voz é capaz de emitir, independentemente da qualidade produzida.
É muito importante conhecer a extensão ideal (confortável) para a voz 
infantil no momento da escolha das músicas e das tonalidades a serem trabalhadas, 
caso contrário, pode-se causar desconforto às crianças para o canto.
Em sua dissertação de mestrado, Roberty (2016) apresenta um quadro com 
informações das extensões recomendadas para turmas mistas infantis, realizadas 
por alguns pesquisadores ao redor do mundo. Nesse quadro, é possível observar 
que não há um consenso a respeito, mas uma proximidade de informações.
QUADRO 1 – EXTENSÕES RECOMENDADAS PARA TURMA MISTA
FONTE: Roberty (2016, p. 43)
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
155
No artigo intitulado A Extensão Vocal Infantil, Sobreira e Boechat (2015) 
apresentam uma série de pesquisas, as quais problematizam a extensão musical 
de canções encontradas em cancioneiros infantis de diferentes lugares do mundo, 
em comparação à extensão vocal infantil.
A partir desse artigo, é possível compreender que alguns livros destinados 
à prática do canto infantil apresentam notas muito agudas, fora da extensão vocal 
ideal das crianças. Nesse sentido, faz-se necessário um olhar cauteloso para a 
escolha dos materiais a serem trabalhados nos momentos de canto. Caso não 
sejam encontradas músicas que se adequem à extensão vocal infantil, é pertinente 
realizar a transposição de tonalidade.
4 A MÚSICA E O CORPO: MOVIMENTO CORPORAL COM 
O AUXÍLIO DO TECLADO
O movimento corporal é uma ferramenta, fortemente, conectada às 
perspectivas do campo da educação musical. Desde o século XIX, até o período 
atual, há pedagogos musicais que utilizam o movimento corporal como parte 
do processo da aprendizagem musical. Dentre eles, podemos citar: Emile Jaques 
Dalcroze (1865-1950), Edgar Willems (1890-1978), Zoltán Kodály (1882-1967), 
Carl Orff (1895-1982), Edwin E. Gondon (1928-) e Murray Schafer (1933-).
Em uma educação musical na qual o movimento corporal é visto como uma 
ação indispensável, o uso do teclado pode, facilmente, contribuir nesse processo. 
Então, a seguir, serão apresentadas algumas possibilidades de ferramentas que 
conectam o teclado à educação musical e ao movimento.
4.1 O MOVIMENTO CORPORAL E OS PLANOS BAIXO, 
MÉDIO E ALTO
O movimento corporal, com o uso dos planos baixo, médio e alto, pode 
ser realizado a partir de estímulos auditivos ligados à altura, à intensidade e à 
duração do som. Todos podem ser trabalhados separadamente, ou ao mesmo 
tempo. No entanto, antes de falarmos das possibilidades da proposta, é preciso 
compreender o que são os planos baixo, médio e alto.
O plano baixo, ou nível baixo, apresenta-se quando o corpo se movimenta, 
mantendo a menor distância do chão até alcançar a altura do quadril. No plano 
médio, mantêm-se os membros superiores entre o quadril e a cintura. Por fim, 
para o plano alto, os membros superiores ficam acima do pescoço.
Há muitas possibilidades de utilizar o teclado aliado aos planos do 
movimento corporal. É possível associar esses planos às notas realizadas no 
teclado, por exemplo, os sons graves podem ser executados pelo professor 
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
156
enquanto o aluno realiza a movimentação no plano baixo; os sons médios, no 
plano médio; e os sons agudos, no plano alto. Além disso, consegue-se trazer 
intensidade ao movimento a partir da intensidade realizada ao tocar o teclado, 
assim como a duração do movimento corporal ser realizada de acordo com o 
tempo dos sons executados no instrumento.
4.2 A MOVIMENTAÇÃO CORPORAL, O ANDAMENTO, A 
PULSAÇÃO E O PADRÃO RÍTMICO
O teclado pode ser utilizado para o aprimoramento da compreensão do 
andamento, da pulsação e do ritmo. Outra ação possível de se realizar é a execução 
de determinada música, solicitando que as crianças marquem a pulsação com os 
pés e realizem um padrão rítmico com a as mãos (observando o andamento da 
canção). Ainda, realizar, apenas, um padrão rítmico com os sons feitos pelo corpo, 
sem a necessidade da marcação do pulso, aliando, assim, a audição musical ao 
movimento corporal sonoro através da percussão corporal. 
As músicas a serem tocadas no teclado podem seguir as recomendações 
de tessitura, apresentadas no estudo que engloba o teclado e o canto, fazendo, 
assim, com que essas canções possam ser, além de executadas, percussivamente, 
pelo corpo, cantadas pelas crianças. Veja, a seguir, alguns exemplos de músicas 
nas quais foram introduzidos padrões rítmicos de percussão corporal.
• Sereia
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
157
FIGURA 1 – PARTITURA - SEREIA
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/sereia-1 para ouvir o áudio 
da música Sereia.
DICAS
• Quem Me Ensinou a Nadar
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
158
FIGURA 2 – PARTITURA - QUEM ME ENSINOU A NADAR (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/quem-me-ensinou-a-nadar 
para ouvir o áudio da música Quem Me Ensinou a Nadar.
DICAS
• Anunciação
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
159
FIGURA 3 – PARTITURA - ANUNCIAÇÃO
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/anunciacao-1 para ouvir o 
áudio da música Anunciação.
DICAS
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
160
• Chamada do Povo
FIGURA 4 – PARTITURA - CHAMADA DO POVO
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/chamada-do-povo-1 para 
ouvir o áudio da música Chamada do Povo.
DICAS
• Sai Preguiça
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
161
FIGURA 5 – PARTITURA - SAI PREGUIÇA
FONTE: A autora
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
162
• O Trenzinho do Caipira
FIGURA 6 – PARTITURA - O TRENZINHO DO CAIPIRA
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/sai-preguica-1 para ouvir o 
áudio da música Sai Preguiça.
DICAS
TÓPICO 1 — O ENSINO DA MÚSICA POR MEIO DO TECLADO 
163
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/trenzinho-caipira-1 para ouvir 
o áudio da música O Trenzinho do Caipira.
DICAS
164
Neste tópico, você aprendeu que:
• O teclado é um excelente recurso que facilita o ensino de diferentes conceitos 
e práticas musicais essenciais em uma proposta de educação musical integral.
• O teclado auxilia na compreensãodas propriedades do som. Por meio dele, 
é possível executar sons nos quais se percebem parâmetros, como a altura, a 
intensidade (o recurso de teclas sensitivas), a duração e o timbre.
• O teclado pode ser utilizado como suporte nas práticas vocais.
• É muito importante conhecer a extensão ideal (confortável) para a voz infantil 
no momento da escolha das músicas e das tonalidades a serem trabalhadas, 
caso contrário, pode-se causar desconforto às crianças para o canto.
• Caso não sejam encontradas músicas que se adequem à extensão vocal infantil, 
é necessário realizar a transposição da tonalidade.
• O movimento corporal, com o uso dos planos baixo, médio e alto, pode ser 
realizado a partir de estímulos auditivos ligados à altura, à intensidade e à 
duração do som.
• O teclado está apto a ser utilizado para o aprimoramento da compreensão do 
andamento, da pulsação e do ritmo.
RESUMO DO TÓPICO 1
165
1 O teclado é um excelente recurso, o qual facilita o ensino de diferentes conceitos 
e práticas musicais essenciais em uma proposta de educação musical integral. 
Assinale a alternativa que não foi apresentada no estudo anterior, referente às 
possibilidades de uso do teclado nos momentos de educação musical.
a) ( ) O uso do teclado nos momentos de canto.
b) ( ) O uso do teclado nos momentos de percepção auditiva.
c) ( ) O uso do teclado nos momentos de relaxamento.
d) ( ) O uso do teclado nos momentos de movimentação corporal.
2 O teclado auxilia na compreensão das propriedades do som, pois, por meio 
dele, é possível executar sons nos quais as percebemos auditivamente. Qual 
das alternativas a seguir não é uma propriedade do som?
a) ( ) Altura.
b) ( ) Largura.
c) ( ) Intensidade.
d) ( ) Timbre.
3 É muito importante conhecer a extensão ideal (confortável) para a voz infantil 
no momento da escolha das músicas e das tonalidades a serem trabalhadas, 
caso contrário, é possível causar desconforto às crianças para o canto. Qual 
dos trechos a seguir não compreende a extensão ideal para a voz infantil?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
4 Em sua dissertação de mestrado, Roberty (2016) apresenta um quadro com 
informações das extensões recomendadas para turmas mistas infantis, 
realizadas por alguns pesquisadores ao redor do mundo. O que significa o 
termo extensão?
5 O movimento corporal, com o uso dos planos baixo, médio e alto, pode ser 
realizado a partir de estímulos auditivos ligados à altura, à intensidade e à 
duração do som. De acordo com o texto apresentado, o que são os planos 
baixo, médio e alto?
AUTOATIVIDADE
166
167
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 2, serão apresentadas algumas partituras de 
diferentes músicas, visando ao ensino musical do estudante de teclado, em 
especial, mas não exclusivo, do público infantil. Além disso, serão abordadas 
algumas informações a respeito de compositores e de músicas a serem ensinadas.
Todas as canções dispõem de áudio, facilitando, assim, a compreensão no 
momento da execução, caso existam dúvidas. 
O ensino de um instrumento musical deve estar pautado na diversidade 
cultural. Apresentar, ao aluno, um repertório musical diversificado, dinamiza 
o estudo e amplia a visão de mundo de quem está aprendendo a tocar. Assim, 
a seguir, você observará diferentes tipos de músicas que poderão ser utilizadas 
durante o ensino do teclado.
2 MÚSICAS DIVERSAS 
Para que o ensino do teclado seja interessante e carregado de sentidos para 
o aluno, faz-se necessário conversar a respeito das músicas que ele conhece ou 
estilos que gosta de ouvir. A partir daí, pode-se montar um planejamento de ensino 
no qual essas canções sejam apresentadas em ordem crescente de complexidade, 
intercalando-as com as demais. Dessa forma, você consegue despertar o interesse 
pela prática do instrumento e ampliar o repertório musical do jovem.
A seguir, serão apresentadas algumas músicas de cunho popular, 
nacionais e internacionais, que podem ser utilizadas no ensino do teclado, em 
especial, para as crianças.
2.1 MÚSICAS INTERNACIONAIS ADAPTADAS PARA O 
PORTUGUÊS
Muitas das músicas internacionais adaptadas para o português, que se 
destinam ao público infantil, têm uma melodia de fácil execução, facilitando, 
assim, a iniciação ao estudo do teclado.
TÓPICO 2 — 
O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
168
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
É aconselhável que o estudo do teclado se dê de forma progressiva, 
iniciando com músicas simples e avançando para as mais complexas. 
A seguir, serão apresentadas canções que podem ser elencadas no início 
do estudo do teclado.
• Brilha, Brilha Estrelinha
FIGURA 7 – PARTITURA - BRILHA, BRILHA ESTRELINHA (TWINKLE, TWINKLE, LITTLE STAR)
FONTE: A autora
• Cabeça, Ombro, Joelho e Pé
FIGURA 8 – PARTITURA - CABEÇA, OMBRO, JOELHO E PÉ (HEAD, SHOULDERS, KNEES AND TOES)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/brilha-brilha-estrelhinha para 
ouvir o áudio da música Brilha Brilha, Estrelinha.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
169
• Dó-Ré-Mi
FIGURA 9 – PARTITURA - DÓ-RÉ-MI (DO-RE-MI)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/cabeca-ombro-joelho-e-pe 
para ouvir o áudio da música Cabeça, Ombro, Joelho e Pé.
DICAS
170
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
• Oh, Suzana
FIGURA 10 – PARTITURA - OH, SUZANA (OH, SUSANNA)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/do-re-mi para ouvir o áudio 
da música Dó-Ré-Mi.
DICAS
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/oh-suzana para ouvir o áudio 
da música Oh, Suzana.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
171
• Quem Tem Medo do Lobo Mau
FIGURA 11 – PARTITURA - QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU? (WHO’S AFRAID OF THE BIG 
BAD WOLF?)
FONTE: A autora
• Seu Lobato
FIGURA 12 – PARTITURA - SEU LOBATO (OLD MACDONALD HAD A FARM)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/quem-tem-medo-do-lobo-
mau para ouvir o áudio da música Quem Tem Medo do Lobo Mau.
DICAS
172
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/seu-lobato para ouvir o áudio 
da música Seu Lobato.
DICAS
2.2 MÚSICAS DO FOLCLORE BRASILEIRO
As músicas folclóricas são canções tradicionais, transmitidas pela tradição 
oral, que fazem parte da cultura de um povo. Muitas vezes, os autores dessas 
músicas populares não são conhecidos, ou a autoria delas se perdeu ao longo do 
tempo.
A seguir, serão apresentadas algumas partituras de músicas que fazem 
parte do folclore brasileiro.
• Peixe Vivo
FIGURA 13 – PARTITURA - PEIXE VIVO (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE: A autora
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
173
• Na Bahia Tem
FIGURA 14 – PARTITURA - NA BAHIA TEM (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/peixe-vivo para ouvir o áudio 
da música Peixe Vivo.
DICAS
• Prenda Minha
FIGURA 15 – PARTITURA - PRENDA MINHA (FOLCLORE BRASILEIRO)
 FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/na-bahia-tem para ouvir o 
áudio da música Na Bahia Tem.
DICAS
174
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/prenda-minha para ouvir o 
áudio da música Prenda Minha.
DICAS
• Passarás, Não Passarás
FIGURA 16 – PARTITURA - PASSARÁS, NÃO PASSARÁS (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE: A autora
• Fui no Itororó
FIGURA 17 – PARTITURA - FUI NO ITORORÓ (FOLCLORE BRASILEIRO)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/passaras-nao-passsaras para 
ouvir o áudio da música Passarás, Não Passarás.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
175
FONTE: A autora
• Se Essa Rua Fosse Minha
FIGURA 18 – PARTITURA - SE ESSA RUA FOSSE MINHA (FOLCLORE BRASILEIRO)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/fui-no-itororo para ouvir o 
áudio da música Fui no Itororó.
DICAS
176
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FONTE: A autora
2.3 MÚSICAS DE COMPOSITORES NACIONAIS
O Brasil possui muitoscompositores que dedicaram algumas das próprias 
músicas ao público infantil, como Toquinho, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, 
Edgar Poças e Braguinha. A seguir, você verá algumas músicas que foram 
compostas, no século passado, por esses compositores.
• A casa, de Toquinho e Vinícius de Moraes
FIGURA 19 – PARTITURA - A CASA
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/se-essa-rua-fosse-minha para 
ouvir o áudio da música Se Essa Rua Fosse Minha.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
177
FONTE: A autora
• Aquarela, de Toquinho, Vinícius de Moraes, Maurizio Fabrizio e Guido Morra
FIGURA 20 – PARTITURA - AQUARELA
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/a-casa para ouvir o áudio da 
música A Casa.
DICAS
178
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FONTE: A autora
• O pato, de Toquinho, Vinícius de Moraes e Paulo Soledade
FIGURA 21 – PARTITURA - O PATO
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/aquarela para ouvir o áudio 
da música Aquarela.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
179
FONTE: A autora
• Superfantástico, de Ignacio Ballesteros, Difelisatti, Adpt. Edgar Barbosa Poças
FIGURA 22 – PARTITURA - SUPERFANTÁSTICO
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/o-pato para ouvir o áudio 
da música O Pato.
DICAS
180
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FONTE: A autora
• Tem Gato na Tuba, de João de Barro e Alberto Ribeiro
FIGURA 23 – PARTITURA - TEM GATO NA TUBA
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/superfantastico para ouvir o 
áudio da música Superfantástico.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
181
FONTE: A autora
• Minha Canção, de Chico Buarque
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/tem-gato-na-tuba para ouvir 
o áudio da música Tem Gato na Tuba.
DICAS
182
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FIGURA 24 – PARTITURA - MINHA CANÇÃO
FONTE: A autora
3 MÚSICAS ERUDITAS FACILITADAS
Inserir músicas eruditas no início do estudo do teclado pode não ser 
uma tarefa fácil para o professor, pois essas canções, em sua grande maioria, 
apresentam dificuldades técnicas na execução, exigindo, do estudante, um 
conhecimento mais abrangente, o que, normalmente, um iniciante, muitas vezes, 
não possui. 
Para que haja a possibilidade de o estudante de teclado executar músicas 
(ou partes de músicas) eruditas, serão apresentadas, a seguir, algumas obras 
simplificadas (trechos, com a modificação da tonalidade; algumas figuras 
positivas, com a retirada da linha da clave de fá da mão esquerda; e a inserção de 
acordes a serem executados no lugar).
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/minha-cancao para ouvir o 
áudio da música Minha Canção.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
183
Foram selecionadas seis músicas dos seguintes compositores: Antonio 
Vivaldi, Johann Strauss II, Ludwig van Beethoven, Frédéric Chopin e Johann 
Sebastian Bach.
3.1 ANTONIO VIVALDI
Compositor Italiano que nasceu em Veneza, no dia 4 de março de 1678, e 
faleceu em Viena, em 28 de julho de 1741, aos 63 anos de idade. Ele é considerado 
um dos pais do concerto para instrumentos solistas. Os quatro concertos 
(Primavera, Verão, Outono e Inverno), para violino e orquestra, denominados de 
Quatro Estações, fazem parte do acervo das principais obras dele.
• A Primavera: Trecho do 1º Movimento
FIGURA 25 – PARTITURA - A PRIMAVERA (TRECHO DO 1º MOVIMENTO)
FONTE: A autora
184
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
3.2 JOHANN STRAUSS II
Também, conhecido como Johann Strauss Jr., nasceu em Viena, em 1825, e 
faleceu, também, em Viena, em 1899. Johann Strauss II é conhecido como o “Rei 
da Valsa”. Dentre as valsas mais famosas dele, é possível destacar Danúbio Azul 
(1867) e Valsa do Imperador (1888).
• Valsa do Imperador
FIGURA 26 – PARTITURA - VALSA DO IMPERADOR
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/a-primavera-1 para ouvir o 
áudio da música A Primavera (Trecho do 1º Movimento).
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
185
FONTE: A autora
3.3 LUDWIG VAN BEETHOVEN
 
O compositor alemão Beethoven nasceu no dia 17 de dezembro de 1770, e 
faleceu em 26 de março de 1827, aos 57 anos de idade.
Compôs nove sinfonias, 32 sonatas para piano, cinco concertos para piano 
e orquestra e um concerto para piano, violino, violoncelo e orquestra. Criou, 
somente, uma ópera, Fidélio; 16 quartetos de cordas; e diversas outras obras, 
como, a Bagatelle Für Elise (Para Elisa).
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/valsa-do-imperador-2 para 
ouvir o áudio da música Valsa do Imperador.
DICAS
Beethoven perdeu a audição, progressivamente, ao longo de três décadas 
(entre os 20 e os 50 anos), quando já se encontrava na fase adulta. As últimas composições 
dele foram realizadas quando já se encontrava, completamente, surdo.
NOTA
186
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
• Für Elise
FIGURA 27 – PARTITURA - FÜR ELISE
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/fur-elise para ouvir o áudio 
da música Für Elise.
DICAS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
187
3.4 FRÉDÉRIC CHOPIN
Frédéric François Chopin nasceu na Polônia, em 1º de março de 1810, e 
faleceu na França, em 17 de outubro de 1849, com, apenas, 39 anos de idade.
Chopin foi um compositor que se dedicou, principalmente, à escrita de 
obras para piano. A preferência dele se voltava para peças pequenas. As principais 
obras são mazurcas, noturnos, valsas, baladas, prelúdios, concertos, polonaises e 
estudos, como o Estudo Op. 10, nº 3, apelidada de Tristesse (tristeza). 
• Tristesse
FIGURA 28 – PARTITURA - TRISTESSE (TRECHO)
FONTE: A autora
188
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/tristesse-1 para ouvir o 
áudio da música Tristesse.
DICAS
3.5 JOHANN SEBASTIAN BACH
Nasceu em Eisenach, Alemanha, em 21 de março de 1685, e faleceu em 
1750, aos 65 anos. O órgão foi o principal instrumento dele, tornando-se um 
virtuose conhecido em toda a Europa. Compôs inúmeras obras musicais, dentre 
elas, a Cantata BWV 147, famosa pelo décimo movimento (repetição do sexto, com 
outro texto), o coro conhecido como Jesus, Alegria dos Homens.
• Cantada 147 – 10º Movimento (Jesus, Alegria dos Homens)
FIGURA 29 – PARTITURA - JESUS, ALEGRIA DOS HOMENS
TÓPICO 2 — O REPERTÓRIO PARA O ENSINO DO TECLADO
189
FONTE: A autora
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/jesus-alegria-dos-homens 
para ouvir o áudio da música Jesus, Alegria dos Homens.
DICAS
190
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Apresentar, ao aluno, um repertório musical diversificado, dinamiza o estudo 
e amplia a visão de quem está aprendendo a tocar.
• Para que o ensino do teclado seja interessante e carregado de sentidos para o 
aluno, faz-se necessário conversar a respeito das músicas que ele conhece ou 
dos estilos que gosta de ouvir.
• É aconselhável que o estudo do teclado se dê de forma progressiva, iniciando 
com músicas simples e avançando para as mais complexas.
• Muitas das músicas internacionais, adaptadas para o português, que se 
destinam ao público infantil, têm uma melodia de fácil execução, facilitando, 
assim, a iniciação ao estudo do teclado.
• As músicas folclóricas são canções tradicionais, transmitidas pela tradição 
oral, que fazem parte da cultura de um povo.
• O Brasil possui muitos compositores que dedicaram algumas das músicas 
deles ao público infantil, como Toquinho, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, 
Edgar Poças e Braguinha. 
• Inserir músicas eruditas no início do estudo do teclado pode não ser uma tarefa 
fácil para o professor, pois essas canções, em sua grande maioria, apresentam 
dificuldades de execução, exigindo, do estudante, um conhecimento mais 
abrangente, algo que um iniciante, muitas vezes, não possui. Por esse motivo, 
em alguns casos, é feita a simplificação da partitura.
191
1 Muitas das músicas internacionais adaptadas para o português, que se 
destinamao público infantil, têm uma melodia de fácil execução, facilitando, 
assim, a iniciação ao estudo do teclado. Qual dos trechos musicais a seguir é 
de uma música internacional adaptada para o português e para as crianças?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
 
2 As músicas folclóricas são canções tradicionais, transmitidas pela tradição 
oral, que fazem parte da sabedoria de um povo. Qual dos trechos musicais 
a seguir não faz parte das músicas folclóricas brasileiras?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
3 O Brasil possui muitos compositores que dedicaram algumas das músicas 
deles ao público infantil, como Toquinho, Vinícius de Moraes, Chico 
Buarque, Edgar Poças e Braguinha. Qual dos trechos a seguir faz parte da 
música Aquarela, de Toquinho, Vinícius, Maurizio Fabrizio e Guido Morra?
a) ( )
b) ( )
AUTOATIVIDADE
192
c) ( )
d) ( )
4 Para que o ensino do teclado seja interessante e carregado de sentidos para 
o aluno, faz-se necessário conversar a respeito das músicas que ele conhece 
ou dos estilos que gosta de ouvir. De acordo com o texto, o que se pode 
fazer a partir desse diálogo inicial? 
5 No material estudado, foram apresentadas seis músicas do folclore brasileiro. 
De acordo com o texto, o que são as músicas folclóricas? 
193
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Acadêmico, no Tópico 3, abordaremos três métodos que englobam o 
ensino do teclado, escritos por professores de música brasileiros.
Apresentaremos o livro Brincadeiras no Teclado: Método de Iniciação ao 
Teclado, de Maria Thereza Ferreira Lavrador. Também, falaremos do livro Iniciação 
ao Piano e Teclado, de Antonio Adolfo. Por fim, será apresentado o livro Educação 
Musical Através do Teclado, de Maria de Lourdes Junqueira Gonçalves e Cacilda 
Borges Barbosa.
Por fim, será realizada uma breve explanação acerca do ensino do teclado 
para além dos métodos.
2 ALGUNS MÉTODOS PARA O ENSINO E A APRENDIZAGEM 
DO INSTRUMENTO
O Brasil possui um pequeno número de métodos de ensino de teclado, 
em especial, para crianças. É possível que isso se dê pelo fato de o teclado ser 
um instrumento, relativamente, novo, não existindo tempo suficiente para a 
produção de uma diversidade de materiais para esse tema.
A escassez dos métodos de teclado dificulta um estudo amplo que abarque 
o assunto, restringindo o professor a um pequeno número de livros que trata 
dessa questão. 
A seguir, serão apresentados três livros que tratam do ensino do teclado e 
da educação musical.
2.1 BRINCADEIRAS NO TECLADO: MÉTODO DE INICIAÇÃO 
AO TECLADO, DE MARIA THEREZA FERREIRA LAVRADOR
O livro Brincadeiras no Teclado: Método de Iniciação ao Teclado, volume 1, 
de Maria Thereza Ferreira Lavrador, foi publicado no ano de 2000, pela editora 
Irmãos Vitae. Nesse livro, a autora apresenta uma proposta de pedagogia musical 
com base na experiência dela, de 12 anos como professora de piano, órgão e 
teclado eletrônico.
TÓPICO 3 — 
O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
194
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
O livro traz uma série de músicas compostas pela autora, e cada uma 
apresenta um novo elemento para a aprendizagem musical, fazendo com que 
as partes que tratam da teoria musical sejam vivenciadas, de forma prática, pelo 
estudante, ao tocar a partitura.
Ao fim, a autora apresenta um mapa pedagógico, a partir do qual é 
possível observar o objetivo de cada música ou do exercício proposto.
QUADRO 2 – MAPA PEDAGÓGICO DO LIVRO BRINCADEIRAS NO TECLADO: MÉTODO DE 
INICIAÇÃO AO TECLADO
FONTE: Lavrador (2000, p. 51)
A seguir, serão apresentadas algumas das músicas e dos exercícios 
contidos no livro Brincadeiras no Teclado: Método de Iniciação ao Teclado.
• Vou Subir e Descer
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
195
FIGURA 30 – PARTITURA - VOU SUBIR E DESCER
FONTE: Lavrador (2000, p. 16)
• Uma Canção Feliz
FIGURA 31 – PARTITURA - UMA CANÇÃO FELIZ
FONTE: Lavrador (2000, p. 31)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/vou-subir-e-descer para ouvir 
o áudio da música Vou Subir e Descer.
DICAS
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/uma-csncao-feliz para ouvir 
o áudio da música Uma Canção Feliz.
DICAS
196
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
• Valsinha com o F
FIGURA 32 – PARTITURA - VALSINHA COM O F
FONTE: Lavrador (2000, p. 39)
• A Grande Escalada
FIGURA 33 – PARTITURA - A GRANDE ESCALADA
FONTE: Lavrador (2000, p. 41)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/valsinha-com-f para ouvir o 
áudio da música Valsinha com o F.
DICAS
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
197
• Exercício 1
FIGURA 34 – EXERCÍCIO 1
FONTE: Lavrador (2000, p. 43)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/a-grande-escalada para ouvir 
o áudio da música A Grande Escalada.
DICAS
• Exercício 2
FIGURA 35 – EXERCÍCIO 2
FONTE: Lavrador (2000, p. 43)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/exercicio-1 para ouvir o áudio 
da música Exercício 1.
DICAS
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/exercicio-2 para ouvir o áudio 
da música Exercício 2.
DICAS
198
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
• Treino a Forminha do G
FIGURA 36 – TREINO A FORMINHA DO G
FONTE: Lavrador (2000, p. 45)
• Treino a Forminha do C
FIGURA 37 – TREINO A FORMINHA DO C
FONTE: Lavrador (2000, p. 45)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/treino-a-forminha-do-g para 
ouvir o áudio da música Treino a Forminha do G.
DICAS
• Treino a Forminha do F
FIGURA 38 – TREINO A FORMINHA DO F
FONTE: Lavrador (2000, p. 45)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/treino-a-forminha-do-c para 
ouvir o áudio da música Treino a Forminha do C.
DICAS
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
199
2.2 INICIAÇÃO AO PIANO E TECLADO, DE ANTONIO ADOLFO
O livro Iniciação ao Piano e Teclado, de Antonio Adolfo, foi publicado em 
2011, pela editora Irmãos Vitae. Nesse livro, o autor apresenta uma proposta de 
ensino do teclado. Inicialmente, explana alguns componentes do teclado e partes 
do piano. Além disso, inicia o estudo da teoria musical, dissociando-a da partitura 
convencional. Por fim, cria estratégias para demonstrar, de forma progressiva, os 
saberes necessários (alia a teoria à prática musical) para um estudo de teclado no 
qual haja a leitura da partitura. 
No decorrer do livro, Antonio Adolfo trabalha com dois tipos de partituras: 
as que a criança deve tocar, conseguindo acompanhar as notas; e as que toca por 
imitação. Assim, a seguir, serão apresentadas algumas das partituras presentes 
nessa obra.
2.2.1 Músicas executadas por meio da leitura da partitura
Como este livro se destina aos estudos do piano e do teclado, as partituras 
que serão expostas contêm as duas claves: sol e fá.
FIGURA 39 – PARTITURA - SOBE E DESCE
FONTE: Adolfo (2011, p. 107)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/treino-a-forminha-do-f para 
ouvir o áudio da música Treino a Forminha do F.
DICAS
200
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FIGURA 40 – PARTITURA - VALSA DAS ANDORINHAS
FONTE: Adolfo (2011, p. 108)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/sobe-e-desce para ouvir o 
áudio da música Sobe e Desce.
DICAS
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/valsa-da-andorinha para ouvir 
o áudio da música Valsa das Andorinhas.
DICAS
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
201
FIGURA 41 – PARTITURA - PESCANDO NO RIACHO
FONTE: Adolfo (2011, p. 108)
2.2.2 Músicas executadas por meio da imitação
No método Iniciação ao Piano e Teclado, Antonio Adolfo não detalha como 
deve ser realizado o processo de aprendizagem por imitação, apenas apresenta 
algumas músicas, sugerindo, no título do tópico, que sejam ensinadas por 
imitação.
FIGURA 42 – PARTITURA - MARCHA SOLDADO (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE: Adolfo (2011, p. 61)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/pescando-no-riacho para 
ouvir o áudio da música Pescando no Riacho.
DICAS
202
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FIGURA 43 – PARTITURA - PIRULITO QUE BATE, BATE (FOLCLORE BRASILEIRO)
FONTE:Adolfo (2011, p. 121)
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/marcha-soldado para ouvir 
o áudio da música Marcha Soldado.
DICAS
2.3 EDUCAÇÃO MUSICAL ATRAVÉS DO TECLADO, DE 
MARIA DE LOURDES JUNQUEIRA GONÇALVEZ E CACILDA 
BORGES BARBOSA
O livro Educação Musical Através do Teclado, de Maria de Lourdes Junqueira 
Gonçalves e Cacilda Borges Barbosa, foi publicado, pela primeira vez, em 1986. 
A edição da qual trataremos é a 9ª, que foi modernizada e revisada por Tiago 
Batistone e Ingrid Barancoski, publicada em 2019, pela editora UNIRIO.
No início do livro, Gonçalves e Barbosa apresentam alguns conhecimentos 
musicais, não os associando à partitura convencional, como posição das mãos, 
notas musicais no teclado, altura, duração e intensidade. Observe a música 
Carnaval, que está presente na primeira parte do livro.
Acesse https://soundcloud.com/user-777259749/pirulito-que-bate-bate para 
ouvir o áudio da música Pirulito que Bate, Bate.
DICAS
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
203
FIGURA 44 – CARNAVAL
FONTE: Gonçalves e Barbosa (2019, p. 53)
Na segunda parte do livro, as autoras introduzem, aos poucos, as linhas, 
e, por consequência, os espaços. Inicia-se o estudo com duas linhas, e se amplia 
até serem apresentadas as notas presentes no pentagrama completo. 
FIGURA 45 – MELODIA DA MONTANHA
FONTE: Gonçalves e Barbosa (2019, p. 74)
Quando todas as linhas do pentagrama são apresentadas, iniciam-se os 
estudos da leitura da partitura e da execução musical com as duas mãos. 
FIGURA 46 – O QUE SERÁ?
FONTE: Gonçalves e Barbosa (2019, p. 89)
204
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
FIGURA 47 – OVO AZUL
FONTE: Gonçalves e Barbosa (2019, p. 95)
No livro Educação Musical Através do Teclado, as autoras, também, 
apresentam atividades de criação musical, incentivando, desde o início do estudo, 
a ação de compor músicas.
FIGURA 48 – A AVE LUNAR
FONTE: Gonçalves e Barbosa (2019, p. 100)
3 O ENSINO DO TECLADO PARA ALÉM DOS MÉTODOS
Embora haja uma escassa produção de livros que auxiliem para o ensino 
de teclado, podemos observar, a partir desses apresentados, a diversidade 
de pensamentos que envolvem o seguinte: como deve se dar a aprendizagem 
musical. Essa multiplicidade de maneiras de se pensar no ensino do instrumento 
traz uma diversidade maior de práticas a serem observadas.
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
205
Cabe salientar que as vivências do estudante, durante a prática do teclado, 
não precisam, necessariamente, ater-se a uma única metodologia. É importante 
ir além dos métodos, aqui, apresentados, além de conhecer os mais diferentes 
materiais de apoio, partir da singularidade de cada aluno, e compor, com o 
estudante, a metodologia que melhor se adequa ao processo de ensino.
3.1 AÇÕES PRIMORDIAIS NO ENSINO DO TECLADO
A partir dos métodos apresentados e do texto presente na Unidade 3, 
podemos destacar algumas considerações a respeito do ensino do teclado.
3.1.1 Apresentação sistemática dos elementos musicais
Cabe, ao professor, apresentar, de forma sistemática, todos os elementos 
necessários para que o aluno consiga realizar, ao longo do processo, a leitura 
musical. Tais ações não devem se dar, todas, no início do estudo, mas durante a 
execução instrumental, aliando a teoria à prática musical.
3.1.2 Trabalho inicial com partituras de fácil compreensão
O ensino da partitura é uma grande responsabilidade para o professor de 
música. É necessário compreender as facilidades e as dificuldades de cada estudante, 
para que esse estudo não se torne exaustivo, fazendo, assim, com que o aluno perca 
o interesse pela leitura musical. É preciso compreender o ensino da partitura como 
se compreende a alfabetização da língua materna: deve haver tempo para que o 
aluno desenvolva os conhecimentos essenciais para a realização da leitura musical 
de forma autônoma. Esse processo precisa estar permeado de jogos, de brincadeiras 
e de atividades que reforcem os conceitos e as habilidades necessárias. 
3.1.3 Desenvolvimento da percepção auditiva
Os momentos de execução instrumental por imitação, também, são 
considerados práticas importantes no início da aprendizagem de qualquer 
instrumento musical, incluindo o teclado. Todos os seres humanos iniciaram o 
aprendizado, na linguagem falada, por imitação. Só depois de um tempo, esse 
aprendizado vai ser estruturado, e, a partir daí, a criança começa o estudo da 
leitura e da escrita.
Assim como a língua falada, a aprendizagem da linguagem musical pode 
se dar por meio da imitação. No entanto, é preciso cautela, para que essa prática 
não se torne recorrente, a ponto de o estudante não se interessar pela escrita 
musical. Cabe, ao professor, compreender os limites do ensino da execução 
instrumental por imitação.
206
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
3.1.4 Incentivo à criação
Momentos de criação são de extrema importância para um estudo integral 
de música. Além de incentivar o ato criativo, oportunizar, ao estudante, momentos 
nos quais ele possa compor, e ajudá-lo no registro dessa composição, por meio da 
partitura (tradicional ou não convencional), aproximam o aluno dessa partitura e 
trazem mais conexão e significado à escrita musical.
3.1.5 Inserção da cultura do aluno no estudo do teclado
Por último, mas não menos importante, é preciso conversar com o aluno 
a respeito dos interesses musicais dele e inserir, ao longo do estudo do teclado, 
algumas músicas da sua preferência. Essa prática faz com que a aprendizagem do 
teclado se torne mais significativa para o aluno, ajudando-o a ter mais interesse 
em conhecer melhor o instrumento e a escrita musical.
FIGURA 49 – DICIONÁRIO DE ACORDES TRABALHADOS NESTA UNIDADE
FONTE: A autora
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
207
DIDÁTICA MUSICAL PARA AS AULAS DE TECLADO ELETRÔNICO: 
UMA ABORDAGEM VOLTADA PARA O COTIDIANO DOS ALUNOS
Maria Amélia Benincá de Farias 
O estímulo para a produção desse texto se deu a partir da minha 
contratação como professora de teclado eletrônico na Fundação Municipal de 
Artes de Montenegro – FUNDARTE, em abril de 2014. Embora eu seja bacharela 
em piano, pela UFRGS, o início da minha vivência musical aconteceu através do 
teclado eletrônico. 
Ao ter que recuperar esses conhecimentos para ensinar, encontrei 
dificuldades de natureza didática. Durante a graduação e, depois, tive muito 
contato com a docência em piano e com uma grande quantidade de materiais 
didáticos. Porém, deparei-me com um curso de teclado que não teve professor 
especializado durante muitos anos, consequentemente, os materiais eram muito 
escassos, como muitos ainda eram os que foram utilizados na minha educação 
musical. 
Conversando com os meus alunos adolescentes, percebi, neles, o grande 
desejo de tocar as músicas favoritas deles e em conjuntos. Assim, passei a focar 
as aulas na formação de habilidades que lhes dessem autonomia para aprender 
esse repertório alternativo e tocar em bandas. Sendo, os alunos, muito conectados 
com as tecnologias, utilizei, e muito, sites da internet, como Cifraclub e Youtube, 
para auxiliar no ensino das músicas favoritas elencadas por eles. Também, utilizei 
aplicativos de gravação, como o GarageBand, para poder reproduzir, em sala 
de aula, a sensação de tocar em banda, além de prepará-los para esse tipo de 
performance. 
Com as crianças, a abordagem se deu de outra forma. Ainda sem um 
gosto musical muito definido, elas não se importavam em tocar pequenas 
melodias folclóricas conhecidas, porém, a abordagem de realizar, apenas, leituras 
de partituras teve que ser repensada, uma vez que as crianças, hoje, convivem 
muito com diversas tecnologias e mídias, precisando de mais atrativos, além dos 
livros, para atrair a atenção delas. Busquei aplicativos de educação musical e 
outras ferramentas tecnológicas, encontradas nos próprios teclados Yamaha, que 
dinamizaram a aula. 
O meu interesse em lidar com a aula de música, dessa forma, surgiu a 
partir de uma dificuldadeinesperada. Deparei-me com um instrumento musical 
que carecia de material didático, o que me levou a buscar novas fontes para a 
produção de material. Assim, acabei descobrindo que a maior e a melhor fonte 
são os próprios alunos, e em sala de aula.
LEITURA COMPLEMENTAR
208
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
Fundamentação teórica 
Ao citar a socióloga francesa Anne-marie Green, Jusamara Souza (2004, p. 
7) descreve como "a presença da música, em nossa vida cotidiana, é tão importante 
que podemos considerá-la como um fato social a ser estudado". Ainda que soe 
uma afirmação óbvia, Souza continua, e escreve que, como na sala de aula, a 
"música, ainda, aparece como um objeto que pode ser tratado descontextualizado 
da sua produção sociocultural" (SOUZA, 2004, p. 8). O resultado disso é que 
nós, como professores, "agimos, constantemente, como se nossos alunos, sobre 
música, nada soubessem, e buscamos ensiná-la continuamente, mal permitindo 
que expressem interesses musicais diferentes dos nossos" (2004, p. 9). Essa relação 
intrínseca com a música é demonstrada por Souza (2004, p. 8) no artigo dela, ao 
citar a dissertação de mestrado de Vânia Fialho, trazendo a fala de um jovem que 
diz que, “sem ele (o rap), eu acho que eu não vivo”. Relembro, aqui, também, 
o clip de Closer to the Edge, da banda 30 Seconds to Mars, no qual, no fim, uma 
jovem afirma "Algumas pessoas acreditam em Deus, eu acredito na música". Em 
seguida, outro jovem afirma: "A música significa tudo para mim". Souza (2004) 
lembra Jofre Dumazedier, que descreve essa prática, de ignorar, em sala de aula, 
aquilo que os alunos praticam no tempo livre deles, fora da sala, como "política 
do avestruz". Essa metáfora se mostra muito apropriada, uma vez que só mesmo 
enfiando a cabeça na terra para ser capaz de ignorar tantas demonstrações de 
amor e devoção à música por parte dos jovens. Entendo que, ao agirmos assim, 
abrimos mão do nosso maior privilégio como professores de música, que é o de 
termos, como conteúdo, algo com o qual jovens guardam uma relação íntima e 
investem boa parte do tempo livre. 
Ao ler Berger e Luckman, pude compreender como a minha aula poderia 
ser beneficiada por uma abordagem que, diferentemente do que tem acontecido, 
traz, para dentro da sala de aula, as relações que o aluno constrói com a música 
fora dela. O autor descreve o cotidiano como a realidade por excelência. Segundo 
ele, o "nível de tensão da consciência chega ao máximo na vida cotidiana, isto é, 
esta última se impõe à consciência de maneira mais maciça, urgente e intensa" 
(1985, p. 38). Isso significa que, no momento em que eu nego, ao aluno, durante 
a aula de música, o estudo do repertório que ele conhece, com o qual convive 
rotineiramente e guarda vínculos emocionais, eu desvinculo a aula da realidade 
dele. Por exemplo, um aluno expõe, para mim, o interesse em uma determinada 
canção popular. Eu, por minha vez, apresento a possibilidade de ele tocar. Ele não 
sabe tocar a música, portanto, eu o coloco diante de um problema, porém, eu não 
interrompo essa realidade cotidiana, pois, ainda, estamos falando daquela música 
favorita citada pelo estudante. Dessa forma, esse problema pode ser resolvido, e, 
o conhecimento, adquirido, integrado à rotina. Contudo, se eu ignoro a cultura do 
outro e proponho aprender elementos musicais com uma música desconhecida 
para ele, eu estou interrompendo a rotina, apresentando uma situação com 
a qual ele não guarda nenhuma identificação. Berger e Luckman descrevem 
que, enquanto a realidade compreende esses dois setores, o problemático e o 
não problemático, o setor não problemático só poderá ser aprendido como não 
problemático se não pertencer a uma realidade, inteiramente, diferente. Alguns 
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
209
poderiam afirmar que, por ser tudo música, indiferentemente do gênero, seria 
um exagero dizer que, ao utilizar uma canção desconhecida do aluno, estou 
apresentando, a ele, uma realidade, completamente, diferente. Talvez, seja 
exagero, mas se é tudo música, indiferentemente do gênero ao qual pertence, por 
que não facilitar o processo de aprendizagem do aluno, utilizando músicas da 
cultura dele para ensinar os conceitos musicais e a técnica pretendida? 
A socióloga inglesa Lucy Green descreve, no trabalho dela, a importância 
de compreender os diferentes significados que a música assume, socialmente, para 
aprofundar a reflexão na educação musical. Ela demonstra como esses significados 
podem advir de uma abertura ao aprendizado ou de uma resistência ao ensino. 
Green apresenta dois aspectos teóricos do significado que a música assume: o 
significado inerente e o significado delineado. O significado inerente trata do 
significado construído pelos materiais sonoros em si, quando apresentados de 
forma coerente e percebidos, racionalmente, pelo ouvinte. "Essas inter-relações 
estarão imanentes em todas as peças, mas elas poderão emergir das experiências 
anteriores do ouvinte, de um número de peças que, juntas, formam um estilo, 
um sub-estilo ou um gênero" (GREEN, 1997, p. 27). Já o significado delineado 
trata dos elementos extramusicais, os quais relacionamos a um determinado 
estilo de música, como a elegância de um concerto de gala de música erudita, 
ou as roupas pretas que vinculamos a “rockeiros”. Esse significado será, sempre, 
resultado de uma construção social. "Quando escutamos música, não podemos 
separar, inteiramente, nossas experiências dos seus significados inerentes, de uma 
maior ou menor consciência do contexto social que acompanha a produção, a 
distribuição ou a recepção" (GREEN, 1997, p. 29). Green chama esses significados 
de delineados, pois entende que a "música, metaforicamente, delineia uma 
pletora de fatores simbólicos" (GREEN, 1997, p. 29). Em uma experiência musical 
completa, esses dois significados coexistem. Podemos ter uma reação afirmativa 
aos significados inerentes de uma obra quando sentimos que compreendemos o 
significado, ou uma repulsa, quando não compreendemos a música, acreditando 
que ela seja caótica e obscura. Quanto aos significados delineados, por vezes, 
surge uma experiência positiva, identificando-nos com os valores delineados 
por aquela canção, ou uma experiência negativa, quando não nos reconhecemos 
naquela música, quando sentimos que ela não nos representa, nem representa a 
classe na qual estamos inseridos (GREEN, 1997). Com esse contexto em mente, 
podemos compreender alguns problemas na educação musical. A questão é que 
"atitudes tendenciosas, a respeito de um dos aspectos do significado musical, 
podem suplantar e influenciar nossas atitudes em relação ao outro" (GREEN, 
1997, p. 32). É o caso de um educador que se recusa a aceitar o funk ou o hip-hop 
na sala de aula ("isso não é música"), pois reage, negativamente, aos significados 
delineados, o que acaba o tornando surdo para os significados inerentes da 
música. Também, é o caso de um aluno que está acostumado a ouvir, apenas, 
canções com a mesma forma, e poucos minutos de duração, que se vê diante 
de uma sinfonia de Beethoven, instrumental e com 60 minutos. Aquele material 
não apela aos conhecimentos do aluno de repetição, estrutura, início, meio, fim, 
assim, o aluno não se atenta aos significados inerentes da obra, tendo uma reação 
negativa aos significados delineados da música ("música de gente velha"). 
210
UNIDADE 3 — O TECLADO E A EDUCAÇÃO MUSICAL
Como objetivo geral da pesquisa, buscarei compreender a relação que os 
alunos de teclado eletrônico guardam com a música e com o aprendizado desse 
instrumento. Como objetivos específicos, compreenderei as práticas musicais 
cotidianas dos alunos, e como agregá-las ao ensino de música em sala de aula; 
descobrirei maneiras de enriquecer essas práticas através da aula de teclado; 
e buscarei ferramentas e materiais de ensino que estejam em sintonia com as 
ferramentas usadas pelos alunos no dia a dia.
Metodologia 
Para esta pesquisa, realizarei um estudode caso com alguns alunos 
da minha classe de teclado eletrônico, da Fundação Municipal de Artes de 
Montenegro - FUNDARTE. Ciente de que a observação, apenas, não dará conta 
de trazer a essência dos fenômenos vividos em sala de aula, realizarei entrevistas 
semiestruturadas com os alunos. Entendo que, apenas, buscando ouvir os alunos, 
poderei chegar a uma profunda reflexão acerca da didática do ensino do teclado. 
Identifico-me com a possibilidade de uma análise fenomenológica das 
informações que forem levantadas a partir de entrevistas, pela forma como Pais 
e Berger e Luckman apresentam a fenomenologia. Pais descreve a função do 
fenomenologista, ao usar a metáfora do ninho, como descrita por Bachelard:
[…] A tarefa do fenomenologista não é a de descobrir os ninhos 
encontrados na natureza, trabalho, positivamente, reservado aos 
ornitólogos, mas a de descobrir essa sensação de «ter um ninho na 
mão», de encontrar, de novo, esse deslumbramento candoroso 
quando, na infância, descobria-se um ninho (PAIS, 1986, p. 31).
Identifico-me com essa postura, pois não quero, apenas, saber se o 
aprendizado dos alunos está sendo efetivo, mas como eles se sentem em relação 
a esse aprendizado. Berger e Luckman usam outra metáfora para expressar as 
possibilidades dessa análise: 
Uma análise fenomenológica detalhada descobriria as várias camadas 
da experiência e as diferentes estruturas de significação implicadas, 
digamos, o fato de ser mordido por um cachorro, lembrar-se de ter 
sido mordido por um cachorro, ter fobia por todos os cachorros, e 
assim por diante (BERGER; LUCKMAN, 1985, p. 37).
Agrada-me a possibilidade de análise dessa natureza, ao me permitir 
compreender os processos de aprendizagem a partir de diversas camadas. 
Considerações
Quando entrei em contato com os conceitos apresentados por Lucy Green, 
comecei a compreender a raiz de muitos dos problemas da sala de aula. Hoje, 
entendo que o professor deve ser aquele a dar o primeiro passo e a superar os 
próprios preconceitos para alcançar o aluno. Sei que, como professora, também, 
TÓPICO 3 — O ENSINO DO TECLADO: ALGUNS MÉTODOS 
211
é minha responsabilidade apresentar, aos alunos, o novo, porém, acredito que 
esse caminho deve ser feito objetivando não o meu interesse, mas o crescimento 
musical do aluno. Ao me aproximar do aluno, com respeito pela cultura dele, 
posso buscar novas músicas coerentes com o que ele tem trazido.
Acredito que, nas entrevistas, encontrarei alunos conscientes das próprias 
necessidades musicais. Penso que o aluno de teclado eletrônico ouviu muito, 
observou as bandas favoritas e constatou, ali, a presença, não de um instrumento 
de teclas secular, consagrado na música erudita, mas de um instrumento 
moderno, que teve início na história há menos de cem anos. É um aluno que 
busca outra natureza de conhecimento, exigindo professores com outra natureza 
de abordagem. Qual é essa abordagem? Qual é a melhor forma de dar conta dos 
anseios desses alunos e enriquecer a relação deles com a música? Sobre essas 
questões, pretendo me debruçar. 
FONTE: <http://seer.fundarte.rs.gov.br/index.php/Anaissem/article/download/229/329>. Acesso 
em: 24 jan. 2021.
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pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
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RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• O Brasil possui um pequeno número de métodos de ensino de teclado, em 
especial, para as crianças.
• O livro Brincadeiras no Teclado: Método de Iniciação ao Teclado, de Maria Thereza 
Ferreira Lavrador, traz uma série de músicas compostas pela autora. Cada 
uma apresenta um elemento novo para a aprendizagem musical, fazendo 
com que os momentos de teoria musical sejam vivenciados de forma prática, 
ao tocar as partituras.
• No livro Iniciação ao Piano e Teclado, Antonio Adolfo abre o estudo da teoria 
musical, dissociando-a da partitura convencional. Ainda, cria estratégias para 
apresentar, de forma progressiva, os saberes necessários (aliando a teoria à 
prática musical) para um estudo de teclado, a partir do qual haja a leitura da 
partitura.
• No início do livro Educação Musical Através do Teclado, Maria de Lourdes 
Junqueira Gonçalves e Cacilda Borges Barbosa abarcam alguns conhecimentos 
musicais, não os associando à partitura convencional, como posição das mãos, 
notas musicais no teclado, altura, duração e intensidade.
• Cabe, ao professor, apresentar, de forma sistemática, todos os elementos 
necessários para que o aluno consiga realizar, ao longo do processo, a leitura 
musical.
• O ensino da partitura é uma grande responsabilidade para o professor de 
música. É necessário compreender as facilidades e as dificuldades de cada 
aluno para que esse estudo não se torne exaustivo, fazendo com que o 
estudante perca o interesse pela leitura musical.
• Os momentos de execução instrumental por imitação, também, são 
considerados práticas importantes no início da aprendizagem de qualquer 
instrumento musical, inclusive, do teclado.
• Momentos de criação são de extrema importância para um estudo integral de 
música.
• É preciso conversar com o aluno a respeito dos interesses musicais dele, e 
inserir, ao longo do estudo do teclado, algumas músicas elencadas por ele.
213
1 O Brasil possui um pequeno número de métodos de ensino de teclado, em 
especial, para as crianças. A escassez desses métodos dificulta um estudo 
amplo sobre o assunto, restringindo o professor a poucos livros que tratam 
dessa questão. Quais foram os três livros abordados neste tópico?
2 O livro Brincadeiras no Teclado: Método de Iniciação ao Teclado, de Maria Thereza 
Ferreira Lavrador, traz uma série de músicas compostas pela autora. 
Cada uma apresenta um elemento novo para a aprendizagem musical, 
fazendo com que os momentos de teoria musical sejam vivenciados de 
forma prática, ao tocar cada partitura. Qual dos trechos a seguir tem, como 
objetivo, trabalhar com a escala de dó e a passagem do polegar?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
3 No decorrer do livro Iniciação ao Piano e Teclado, Antonio Adolfo trabalha 
com dois tipos de partituras: as que a criança deve tocar, conseguindo 
acompanhar as notas; e as que a criança toca por imitação. Qual dos 
trechos a seguir faz parte de uma das partituras apresentadas para que seja 
executada por imitação?
a) ( )
b) ( )
AUTOATIVIDADE
214
c) ( )
d) ( )
4 Na segunda parte do livro Educação Musical Através do Teclado, Gonçalves 
e Barbosa introduzem, aos poucos, as linhas, e, por consequência, os 
espaços. Isso se inicia com duas linhas e vai ampliando o estudo, até serem 
apresentadas as notas presentes no pentagrama completo. Quais dos 
estudos a seguir apresentam todas as linhas do pentagrama?
a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )
5 No livro Educação Musical Através do Teclado, as autoras Gonçalves e Barbosa, 
também, apresentam atividades de criação musical, incentivando, desde o início 
do estudo, a ação de compor músicas. Qual é o título da música a ser criada que 
está presente neste livro das autoras e que foi apresentada neste estudo?
215
REFERÊNCIAS
ADOLFO, A. Iniciação ao piano e teclado. São Paulo: Irmãos Vitale, 2011.
GAINZA, V. H. La iniciación musical del Niño. Buenos Aires: Sociedade 
Americana e Editorial, 1964.
GONÇALVES, M. de L. J.; BARBOSA, C. B. Educação musical através do 
teclado. 9. ed. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2019. 
LAVRADOR, M. T. F. Brincadeiras no teclado: método de iniciação ao teclado. 
São Paulo: Irmãos Vitale, 2000.
ROBERTY, B. B. A extensão vocal infantil: um estudo sobre a voz infantil no 
contexto do ensino regular brasileiro. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2016.
SOBREIRA, S.; BOECHAT, B. A extensão vocal infantil. 2015. Disponível em: 
http://abemeducacaomusical.com.br/conferencias/index.php/xxiicongresso/
xxiicongresso/paper/viewFile/1024/421. Acesso em: 24 abr. 2021.

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