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FACULDADE DE MINAS FACUMINAS NÚBIA CHAVES DUTRA MURTA TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECOMIA ITAOBIM 2024 FACULDADE DE MINAS FACUMINAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECOMIA Trabalho de conclusão de curso apresentado à FACUMINAS de Coronel Fabriciano – MG como requisito para obtenção do diploma do Curso BIBLIOTECOMIA. ITAOBIM 2024 TROOES RESUMO Desde o seu surgimento, as tecnologias da informação tem alterado de forma decisiva o mundo da informação. A mediação da informação no campo da Biblioteconomia sempre foi de fundamental importância, pois é através dela que o bibliotecário pode sanar de forma completa, ou de maneira parcial, a urgência, a dúvida, a procura pela informação do usuário. Com a criação de novas TICs, houve uma expansão no fazer do profissional da informação. A maciça introdução dessas tecnologias no contexto de trabalho dos profissionais ligados à informação redundou em modificações na forma de atuar, ressaltando a importância do conhecimento teórico e prático das Tecnologias da informação por parte do profissional bibliotecário evidenciando a importância da capacitação dos mesmos para o mercado de trabalho. O presente trabalho propõe-se a discutir o que a literatura especializada tem apresentado sobre o tema da formação acadêmica e profissional do bibliotecário, enfocando, especificamente a incorporação das tecnologias da informação diante do atual contexto de mercado. Este trabalho reflete sobre os pontos positivos e negativos no processo de formação dos bibliotecários e sua atuação no novo ambiente informacional. Palavras – chaves: Bibliotecomia; Profissional da informação; Tecnologia da informação; Profissional bibliotecário. INTODUÇÃO Tecnologias da informação é um conjunto de recursos utilizados para criar, processar, armazenar, recuperar e trocar dados e informações. Nos últimos tempos, as transformações tecnológicas levaram a sociedade de analógica à digital, as tecnologias da informação e comunicação se modernizaram e, com isso, houve inúmeras mudanças políticas, sociais, econômicas e culturais. Atualmente a sociedade passa por uma onda tecnológica, na qual se destacam a informação e a comunicação. Diante disso, o profissional em bibliotecomia precisa se reinventar, se fortalecer e buscar novas formas de atuação e capacitação para serem capazes de atender a demando do mercado de trabalho e o público, pois a tecnologia da informação nesta área não serviu apenas para acelerar os velhos processos da bibliotecomia, mas para transformá-los. Para tanto, necessita-se dissipar aquela secular imagem, que ainda revela uma figura estereotipada e na maioria das vezes antagônica ao tempo, concebida pela literatura, cinema e até pela publicidade. Para os bibliotecários, além da importância de refletir sobre a pertinência da informação para o indivíduo, organização e sociedade, acrescentam-se as questões referentes às transformações ocorridas na sua atuação, principalmente no que concerne a introdução das novas tecnologias da informação, focalizando a interferência direta ou indireta que causaram na sua formação. Mas a informação, o verdadeiro objeto de trabalho do bibliotecário e não o livro, atualmente apresenta uma relevante importância em nossa sociedade. Este fato vem modificando a cultura dos profissionais ligados a ela. O presente trabalho propõe-se a discutir o que a literatura especializada tem apresentado sobre o tema da formação acadêmica e profissional do bibliotecário, enfocando, especificamente a incorporação das tecnologias da informação diante do atual contexto de mercado. A escolha desse tema deu-se objetivando situar o bibliotecário no espaço informacional, procurando observar sua atuação, sua mudança de comportamento e também procurando verificar quais as tecnologias da informação e comunicação mais utilizadas por esses profissionais. Esse processo de interação entre o homem e a tecnologia deu-se através da chamada “sociedade da informação”, expressão essa que, foi propagada nos últimos anos deste século. Dessa forma substituindo a expressão “sociedade pós-industrial”, ocorrendo assim um “novo paradigma técnico-econômico”. A nova era tecnológica operou mudanças em todos os setores da sociedade Wertkein (2000). Esta pesquisa está dedicada a compreender a atuação do profissional em bibliotecomia, sua atuação na sociedade contemporânea e embasar o fortalecimento do tema para possíveis melhorias. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO NA BIBLIOTECOMIA Biblioteconomia é uma área interdisciplinar e multidisciplinar do conhecimento que estuda as práticas, perspectivas e as aplicações de métodos de representação, e gestão da informação e do conhecimento, em diferentes ambientes de informação, tais como bibliotecas, centros de documentação, e centros de pesquisa. Atualmente, a área está entrelaçada com diversas outras áreas, principalmente com a Ciência da Informação e a Documentação. A primeira escola de Biblioteconomia do mundo foi criada por Melvil Dewey, que não só participou da criação da American Library Association (ALA), como criou também a Classificação Decimal de Dewey. Outros grandes nomes como Johannes Gutenberg e Gabriel Naudé, além de períodos como o Renascimento e a Revolução Francesa, também estão atrelados à história da área. Atualmente, existem cerca de 30 000 bibliotecários no Brasil, inscritos nos 15 Conselhos Regionais ao redor do país. A criação dos primeiros cursos da área de Biblioteconomia foram o da École Nationale des Chartes, na França, em 1821, e o da Columbia University, em 1887, nos Estados Unidos. O curso da Columbia University foi criado por Melvil Dewey, que se tornou um dos pensadores mais importantes da área, por participar da criação da American Library Association (ALA), da publicação do primeiro periódico especializado — Library Journal —, e por criar o CDD, conhecido como Classificação Decimal de Dewey. Em 1888, na Clerkenwell Public Library, James Duff Brown cria o único sistema de classificação da Inglaterra, o livre acesso às estantes. Já no Brasil, a Biblioteconomia se faz presente desde a criação das bibliotecas beneditinas, franciscanas e jesuítas, mas principalmente com a criação da Biblioteca Nacional, no estado de Rio de Janeiro. O Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), entretanto, só considera que a área passou a existir no país em 1911, com a criação do primeiro curso de Biblioteconomia do Brasil, também o primeiro da América Latina, e o terceiro no mundo. O curso era baseado no da Ècole Nationale des Chartes, enquanto que o Colégio Mackenzie cria um, em 1930, inspirado no curso da Columbia University. Rubens Borba de Moraes, em 1936, funda o Curso de Biblioteconomia em São Paulo, posteriormente incorporada à Escola de Sociologia e Política, e a Escola de Biblioteconomia e Documentação de São Carlos (escola e curso que foi incorporado à UFSCar). A partir desses cursos, há a criação de diversas organizações que apoiam a Biblioteconomia como profissão, e a inclusão do curso em graduações como a UFBA e UFMG. A figura, abaixo representa os estágios da evolução tecnológica da biblioteca. Cunha agrupou os estágios de maturidade das bibliotecas em Era I - Tradicional Moderna, Era II - Automatizada, Era III - Eletrônica, Era IV – Digital, e Era V – Virtual. Cunha foi bastante preciso, em sua previsão em 2000, sobre a adesão da maioria das bibliotecas universitárias brasileiras até 2010 para formatos digitais. Todos os campos do conhecimento alimentam-se de informação, mas poucos são aqueles que a tomam por objeto de estudo e este é o caso da Ciência da Informação. A ciência da informação é um campo interdisciplinar principalmente preocupado com a análise, coleta, classificação, manipulação, armazenamento, recuperação e disseminação da informação registrada. Ou seja, esta ciência estuda a informação desde a sua gênese até o processo de transformação de dados em conhecimento. Por outro lado, esta informação de que trata a Ciência da Informação movimenta-senum território multifacetado, tanto podendo ser informação numa determinada área quanto sob determinada abordagem. Assim, informação, por ser objeto de estudo da Ciência da Informação, permeia os conceitos e definições da área. E, embora informação não possa ser definida nem medida, o fenômeno mais amplo que este campo do conhecimento pode tratar é a geração, transferência ou comunicação e uso da informação, aspectos contidos na definição de Ciência da Informação. Por outro lado, deve ser explicitado que, embora haja relação profunda entre conhecimento e informação, os dois termos são distintos, portanto, não são sinônimos e, na literatura, esta é uma questão recorrente. A situação após a Segunda Guerra despertou, notadamente nos países desenvolvidos, um grande interesse pelas atividades de ciência e tecnologia, ocasionando um aumento considerável de conhecimentos. Esse Fenômeno, denominado como “explosão de informação”, caracterizou-se por um crescimento exponencial de registros de conhecimento, particularmente em ciência e tecnologia. Tal fenômeno trazia em seu bojo um problema básico, que era a tarefa de tornar mais acessível um acervo crescente, proveniente daqueles registros. O emprego do computador no tratamento e na recuperação da informação de maneira sistemática trouxe novas perceptivas para serviços de bibliotecas e de informação, notadamente, nas indústrias. O computador permite um comportamento mais preciso e racional no tratamento da informação, além de possibilitar a manipulação de grade dados. O trabalho com a recuperação de informações deu subsídio para o desenvolvimento de inúmeras aplicações bem-sucedidas (produtos, sistemas, redes, serviços). A tecnologia da informação (abreviado TI) é um conjunto de recursos utilizados para criar, processar, armazenar, recuperar e trocar dados e informações; um processo que faz parte das tecnologias da informação e comunicação (TIC). Um sistema de tecnologia da informação (sistema de TI) é geralmente um sistema de informação, um sistema de comunicação ou, mais especificamente falando, um sistema computacional – incluindo todo o hardware, software e, equipamentos periféricos — operados por um grupo limitado de usuários de TI que faz o tratamento de dados (estatística, relatório e decisão). O termo é comumente usado como sinônimo de computadores e redes de computadores, mas também abrange outras tecnologias de distribuição de informações, como televisão e telefones. Vários produtos ou serviços dentro de uma economia estão associados à tecnologia da informação, incluindo hardware de computador, software, eletrônicos, semicondutores, internet, equipamentos de telecomunicações e comércio eletrônico. Com base nas tecnologias de armazenamento e processamento empregadas, é possível distinguir quatro fases distintas do desenvolvimento da TI: pré-mecânica (3000 a.C.-1450 d.C.), mecânica (1450-1840), eletromecânica (1840-1940) e eletrônica (1940-presente). A tecnologia da informação ajuda a empresa a fazer a gestão da informação eficaz. De acordo com Jorge Luis Nicolas Audy, Gilberto Keller de Andrade e, Alexandre Cidral (em 2005) a Tecnologia da Informação (TI) de forma genérica é considerada como "o conjunto de recursos não-humanos empregados na coleta, armazenamento, processamento e distribuição da informação.”; "Que também envolve os métodos, as técnicas e, as ferramentas de planejamento, desenvolvimento e suporte dos processos informacionais.” A tecnologia da informação teve uma gigantesca evolução e, com a tendência do mundo moderno, inovações e facilidades ainda hão de surgir. A internet e, em consequência, o e-mail e a agenda de grupo online, são componentes de um grande marco e um dos avanços mais significativos, pois através deles vários outros sites. O profissional de TI propõe melhorias e novas soluções de tecnologia e processos para que a empresa utilize os melhores softwares e hardwares. Isso a fim de proporcionar aos funcionários de uma determinada empresa facilidade e qualidade na execução do seu trabalho de forma segura e eficiente. Além disso, monitora as tecnologias de processamento de dados, auxilia na parte relacionada a uso, manutenção (preventiva e corretiva) de softwares e hardwares, como também em Segurança da Informação, Computação em Nuvem e Proteção de Dados. Logo, entende-se que a TI é uma das engrenagens que fazem com que as empresas se movimentem corretamente. Portanto, ela deve ser tratada com grande prioridade. Ou seja, podemos entender que a importância deste setor se dá uma vez que ele pode ser o fator diferencial para o sucesso da instituição. Quando falamos em um profissional que trabalha na área de gestão da tecnologia da informação, a sua importância é justamente a de auxiliar a empresa. Contudo, a ajuda se dá principalmente em adequar a tecnologia de informação às estratégias da instituição. Logo, todas as atitudes tomadas por essa organização estão de acordo com o que a área de TI defende e entende, sendo então um ponto crucial para garantir, entre outras coisas, a segurança dos clientes. Atualmente, encontramos várias tecnologias que viabilizam a comunicação, porém o que vai agregar maior peso a essas tecnologias é a interação e a colaboração de cada uma delas. Dentro desse cenário, é importante frisar uma interessante observação feita por Lévy (1999): A maior parte dos programas computacionais desempenha um papel de tecnologia intelectual, ou seja, eles reorganizam, de uma forma ou de outra, a visão de mundo de seus usuários e modificam seus reflexos mentais. As redes informáticas modificam circuitos de comunicação e de decisão nas organizações. Na medida em que a informatização avança, certas funções são eliminadas, novas habilidades aparecem, a ecologia cognitiva se transforma. O que equivale a dizer que engenheiros do conhecimento e promotores da evolução sociotécnica das organizações serão tão necessários quanto especialistas em máquinas (LÉVI, 1999, p. 36). O desenvolvimento cada vez mais rápido de novas tecnologias de informação modificou também as bibliotecas e os centros de documentação (principais locais de armazenamento de informação), introduzindo novas formas de organização e acesso aos dados e obras armazenadas; reduziu custos e acelerou a produção dos jornais e possibilitou a formação instantânea de redes televisivas de âmbito mundial. A mediação da informação no campo da Biblioteconomia sempre foi de fundamental importância, pois é através dela que o bibliotecário pode sanar de forma completa, ou de maneira parcial, a urgência, a dúvida, a procura pela informação do usuário. Com a criação de novas TICs, houve uma expansão no fazer do profissional da informação. Nesse sentido, muito se tem falado sobre o papel do bibliotecário como mediador da informação, antes do advento das novas tecnologias, já havia a preocupação com quem recebe a informação Segundo Simantob e Lippi (2003), a inovação é uma iniciativa, modesta ou revolucionária, que surge como uma novidade para a organização e para o mercado e que, aplicada na prática, traz resultados econômicos para a empresa, sejam eles ligados à tecnologia, gestão, processos ou modelo de negócio. O aparecimento do computador foi um elemento disparador de um processo de exacerbação das diferenças entre as formas tradicionais de realizar o trabalho e as novas formas. Esta tecnologia é tão importante que por si só justificaria esta pesquisa para que fossem explorados os mais diversos aspectos relativos aos impactos que podem ser percebidos na preparação da introdução da tecnologia de informação em uma organização, no decorrer deste processo, durante a absorção desta tecnologia, e nas características da organização após tudo isto. Na visão de Mendes e Albuquerque (2007), este novo conceito de inovação organizacional engloba, entre outros, os três componentes básicos, os quais representam áreas relevantes para se promover inovações: Práticas de negócio; Organização do espaço de trabalho e Relações exernas. Diante desse novo quadro que as TICs trouxerampara o ambiente da informação ocorreu a necessidade de se estabelecer mudança de comportamento por parte do bibliotecário que, além de buscar conhecer as ferramentas disponíveis para melhor mediar a informação, deve também se preocupar em repassar seus novos conhecimentos ao usuário, pois esse é o principal receptor da informação. A Era da Informação e do Conhecimento que vivemos nos mostra um mundo novo, na qual o trabalho humano é feito pelas máquinas, cabendo ao homem a tarefa à qual é insubstituível: ser criativo, ter boas ideias. Há algumas décadas, a era da informação vem sendo superada pela onda do conhecimento. Já que o aumento de informação disponibilizada pelos meios informatizados vem crescendo bastante, a questão agora está centrada em como gerir esse mundo de informações e retirar dele o subsídio para a tomada de decisão. Desenvolver competências e habilidades na busca, tratamento e armazenamento da informação transforma-se num diferencial competitivo dos indivíduos. Tidd, Bessant e Pavitt (2008) ressaltam que existem diferentes graus de novidade no processo de inovação, que vão desde melhorias incrementais até mudanças realmente radicais que transformam a forma de como vemos ou usamos as coisas. Os avanços da tecnologia da informação têm contribuído para projetar a civilização em direção a uma sociedade do conhecimento. A análise da evolução da tecnologia da informação, de acordo com Silva (2003), é: "Por 50 anos, a TIC tem se concentrado em dados — coleta, armazenamento, transmissão, apresentação — e focado apenas o T da TI. As novas revoluções da informação focalizam o I, ao questionar o significado e a finalidade da informação. Isso está conduzindo rapidamente a redefinição das tarefas a serem executadas com o auxilio da informação, e com ela, a redefinição das instituições que as executam". Cabe ainda ressaltar que, com as transformações que as TICs trouxeram para os meios de informação e comunicação, ocorreu também uma concepção nova com relação à prestação de serviços em bibliotecas, o bibliotecário da atualidade precisa direcionar sua atenção para os usuários tanto físicos, quanto virtuais, e procurar investigar quais são suas demandas e necessidades informacionais, qual o tipo de pesquisa ele pretende realizar. E também, quais os materiais bibliográficos e os publicados de forma eletrônica podem auxiliá-lo nessa busca. Mas o que realmente se percebe é que as mudanças nas tecnologias da informação ocorridas durante os últimos anos reorganizaram a maior parte das atividades associadas à Biblioteconomia ou Ciência da Informação. Este fenômeno, tão visível, sinaliza fortes mudanças e põe em cheque currículos e métodos de ensino dos cursos de Biblioteconomia. A adoção destas novas ferramentas tem colocado sistematicamente desafios na formação acadêmica oferecida atualmente nos cursos de Biblioteconomia, bem como na constante necessidade e premência da busca da educação continuada com a finalidade de atualização permanente. Silva e Cunha (2002) estabelecem que os novos perfis profissionais privilegiem a criatividade, interatividade, flexibilidade e aprendizado contínuo. Guimarães (1997) alerta para alguns aspectos que nos parece de maior importância quando diz: “Novos mercados profissionais surgem. Se antes a atividade do bibliotecário poderia ficar restrita aos limites físicos de uma biblioteca e de uma coleção, agora o uso difundido da tecnologia a serviço da informação transpõe barreiras físicas e institucionais.” A nova divisão do trabalho reflete uma reestruturação do processo produtivo, no qual novos postos e perfis profissionais são exigidos. Para que isso seja conseguido é necessário que o próprio bibliotecário tome consciência desses avanços, e se reposicione profissionalmente, buscando aumentar sua capacidade de aprender e sua sensibilidade para captar mudanças. Tigre (2006) amplia estes conceitos além das inovações radicais e incrementais, apresentando quatro tipos de mudanças tecnológicas. A mudança Incremental, na qual ocorrem melhorias contínuas e modificações cotidianas, a mudança radical, em que ocorrem saltos descontínuos na tecnologia de produtos e processos, o novo sistema tecnológico, onde ocorrem mudanças que afetam mais de um setor e dão origem a novas atividades econômicas e, novo paradigma tecnoeconômico, onde ocorrem mudanças que afetam toda a economia, envolvendo mudanças técnicas e organizacionais, alterando produtos e processos, criando novas indústrias e estabelecendo trajetórias de inovações por várias décadas. Segundo Schumpeter (1997), “inovações ‘radicais’ provocam grandes mudanças no mundo, enquanto inovações ‘incrementais’ preenchem continuamente o processo de mudança”, o que é reafirmado pelo Manual de Oslo (2004; 2005) e Grizendi (2011), quando ressaltam que a inovação está no cerne da mudança econômica, pois é um processo contínuo onde as empresas realizam constantemente mudanças em produtos e processos e buscam novos conhecimentos. Mais do que entender os conceitos sobre inovação, é preciso entender sua aplicabilidade e sua dinâmica por meio dos processos de gestão, ou seja, como de fato proceder e vivenciar os conceitos aprendidos. Segundo Coral, Ogliari e Abreu (2008) e Grizendi (2011), o processo de inovação não deve ser ocasional, deve ser contínuo, sustentável e integrado aos demais processos da empresa. Deve também ser formalizado, sem perder de vista a criatividade dos profissionais, priorizando o desenvolvimento na própria organização, mas, estimulando parcerias e conhecimentos complementares. As TICs vieram modificar o papel do bibliotecário, ampliando e resinificando sua atuação no mercado de trabalho. Sendo assim Oliveira e Silveira (2010, p. 4) afirmam que: “[...] diante do atual contexto, o bibliotecário deve necessariamente possuir os conhecimentos técnicos para tratar e disponibilizar informações – estejam elas em qualquer tipo de suporte [...]. Nessa nova configuração da sociedade, mediada pelas novas tecnologias da informação e comunicação, o bibliotecário precisa – além de adquirir novos conhecimentos e habilidades – atualizar constantemente seus conhecimentos habituais referentes ao tratamento, seja no tradicional suporte impresso, seja no meio digital.” Sem a apropriação dos novos conhecimentos que as tecnologias de informação e comunicação trouxeram para o mundo globalizado da informação, o bibliotecário não consegue desenvolver um trabalho que esteja de acordo com as mudanças ocorridas na sociedade da informação. É preciso inferir que a relação virtual entre usuários está presente nas interações sociais nas redes cibernéticas, sendo assim há necessidade por parte do profissional, de fazer a divulgação de produtos e serviços nas mídias sociais, para dessa forma alcançar um número cada vez maior de usuários, internautas que navegam nas mídias existentes. Muitos são os canais para essa divulgação como os: sites, blogs, e-mail, Facebook, Twitter, etc. As tecnologias úteis para a Gestão do Conhecimento são aquelas que propiciam a integração das pessoas, que facilitam a superação das fronteiras entre unidades de negócio, que ajudam a prevenir a fragmentação das informações e permitem criar redes globais para o compartilhamento do conhecimento. Isso é fundamental, por exemplo, para a criação de bases de dados de clientes e para o entendimento do comportamento do consumidor. (TEIXEIRA FILHO, 2000). Compreendida a importância da tecnologia implantação da tecnologia do futuro oferece carreiras cheias de desafios, mas as oportunidades douradas serão reservadas aos profissionais da informação com base, tanto em informática, como em Biblioteconomia. Afinal, a informação não está apenas no livro tradicional, mas também nos sites da Web etc., e o bibliotecário, como profissional da informação, precisam dominar as ferramentas do computador, para gerenciar a informação eletrônica. Marcondes (1998, p. 73) coloca que: “A formação profissional através das disciplinas que correspondem a essas atividades deve também refletir a realidadedessas práticas. Conteúdos de tecnologia da informação deveriam estar presentes nas mais diferentes disciplinas da formação do profissional de informação, onde quer que elas sejam usadas como meio para otimizar e potencializar melhores práticas bibliotecárias. É claro que isso implica também em um trabalho de reciclagem dos professores. O enfoque deve ser alterado da automação de bibliotecas como um momento singular e excepcional da vida das instituições de informação para um enfoque abrangente das tecnologias da informação, centrado nos usuários, nas suas necessidades e no potencial das tecnologias de informação como meio de viabilizar novos e melhores serviços e produtos. Todavia, não se pode esquecer que, de qualquer forma, a base humanística é imprescindível em qualquer situação.” Sabe-se que no lugar de paredes institucionais, foram criadas as redes institucionais para dar suporte à troca imediata de informações, tornando o mundo fisicamente distante em suas fronteiras e estreito através das redes virtuais. As unidades de informação e as bibliotecas já adotam essas mudanças. Na visão de Barreto (1997, p. 28), o uso da informática em unidades de informação proporciona: •maior agilidade na recuperação da informação; •acesso a uma quantidade de dados devido às facilidades de armazenamento e disseminação; •rapidez e segurança na transferência de informações; •melhor apresentação dos produtos; •utilização do potencial humano para atividades mais especializadas; •racionalização de recursos financeiros e humanos. Em um mundo globalizado como o nosso, necessitamos estar preparados para uma série de transformações e constantes mudanças para conseguir o bom sucesso das organizações. Com um bom gerenciamento da informação e do conhecimento, poderemos obter vantagem competitiva através da valorização dos bens tangíveis e intangíveis, como o próprio conhecimento se enquadra. O principal benefício que a tecnologia da informação traz para as organizações é a sua capacidade de melhorar a qualidade e a disponibilidade de informações e conhecimentos importantes para a empresa, seus clientes e fornecedores. Uma pesquisa realizada pela revista Information Strategy Online, ligada à conceituada The Economist mostrou uma lista de tecnologias em uso para a GIC - Gestão da Informação e do Conhecimento. Dentre elas encontram-se o groupware, workflows, painéis eletrônicos, portais e grupos de discussão, bases de dados on- line, Internet, intranets, sistemas especialistas, agentes de pesquisa inteligentes, data warehouse / data mining, CD-ROMs, sistemas especialistas, videoconferência e gerenciamento eletrônico de documentos. Claro que todas as tecnologias existentes não podem substituir a questão primordial que existe na GIC que é a interrelação entre as pessoas e os processos. As tecnologias da informação e da comunicação estão possibilitando a convergência dos tradicionais suportes informativos, assim como a criação de outras informações que já “nascem” no ambiente virtual. Devido a isso, existem sérias preocupações quanto à segurança dos componentes das TIC’s, pois com a dependência a elas, sem os sistemas de informação, as Unidades tornam-se incapazes de fornecer serviços. A vulnerabilidade da infra-estrutura tecnológica de hardwares e softwares é outro fator agravante, pois esses sistemas podem ser danificados e os equipamentos também são muito visados por ladrões por serem portáteis e atraírem a atenção de crackers, espiões ou empregados dispostos a trocar os seus privilégios em troca de dinheiro ou vantagens oferecidas por um concorrente. O profissional bibliotecário deve manter conceitos como organização de acervos, disseminação de conhecimento e atendimento aos usuários. Mas também atuar em conjunto com fundamentos utilizados pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). Assim, os bibliotecários podem trabalhar em soluções tecnológicas para aperfeiçoar os processos em bibliotecas e outras empresas. Seja para desenvolver plataformas, fazer curadoria de conteúdo, ou ajudar a gerar valor a quem busca o conhecimento. O bibliotecário tem a responsabilidade de oferecer ao usuário, mecanismos que o levam a obter a informação desejada em menor tempo possível e com qualidade, dessa forma coloca-se em prática a quarta lei de Ranganathan: “Poupe o tempo do leitor”, que em versão atualizada seria compreendida como, “poupe o tempo do usuário”. Em relação a essa Lei de Ranganathan, Campos (2006, p. 4): [...] evidência que, para que as atividades do bibliotecário possam funcionar satisfatoriamente, é necessário que este profissional de informação não se comporte como um mero repassador de informação/documento, aceitando métodos e técnicas estabelecidos, mas criando em seu fazer diário instrumentos e formas de ação mais adequada ao Sistema de informação no qual está inserido. O encontro entre a literatura e as novas tecnologias não significa a extinção dos livros impressos e da difusão tradicional de cultura, mas sim o surgimento de novas práticas e modelos que caminham paralelos, entrecruzando ou distanciando em novas formas de leitura e consumo. Como já exposto, o objeto de trabalho do bibliotecário é a informação. Com a explosão bibliográfica e com a globalização, houve um aumento informacional além de um aumento no acesso à informação através das Tecnologias da Informação e Comunicação. O aumento informacional demanda um profissional capacitado para geri-las, assim, o bibliotecário atua como gerenciador da informação. Tais mudanças exigem do bibliotecário: flexibilidade, adaptação, busca de novas habilidades e competências com possibilidade de crescimento e absorção de novos conhecimentos. (CARVALHO; ALVES). Com o uso das tecnologias voltadas para os sistemas de bibliotecomia, é possível gerar a ficha catalográfica com apenas um clique. Assim, o usuário terá fácil acesso a todas as informações de que se necessita, e de modo instantâneo. A geração de relatórios também é simplificada aumentando a eficiência do processo e fornecendo dados completos para melhor tomada de decisões. Em tempo de pandemia, as bibliotecas precisaram repensar seus fluxos de trabalho para garantir maior segurança aos usuários e ás equipes, assim as tecnologias serviram de aliadas e se perpetuaram desde então com mais empoderamento no setor. Novos avanços tecnológicos vivenciados pela humanidade após o final do século XIX permitiram que a criação de novos suportes para informação, os documentos não impressos, como registros de som e imagens. Le Coadic (1996, p.15) afirma que “A biblioteca tradicional, que conservava apenas livros, sucedeu a biblioteca que reúne acervos muito mais diversificados, tanto por seus suportes como por sua origem: imagens, sons, textos. Transformou-se em midiateca”. Os desenvolvimentos de redes telefônicas e dos sistemas de computadores permitiram, não somente a substituição das máquinas de escrever como começaram a ser utilizados em outras tarefas, corroborando assim com o fenômeno da explosão documental científica, que é a produção em massa de todo tipo de registros informativos, não somente no formato impresso. Ao estabelecer a possibilidade de conectar computadores, estava desenhada a internet. E com ela estabelecia-se um novo panorama para a informação: todo conhecimento poderia estar na memória dos computadores e esse conhecimento seria alcançado a qualquer momento por qualquer indivíduo que tivesse um computador e um telefone para conexão. Além disso, caía a barreira entre escritor e leitor: todos podiam desempenhar esses dois papéis. Desenhou- se o destino das bibliotecas. Em países onde elas nem mesmo existiam de maneira suficiente e adequada, discutia-se o sentido de sua existência. (MILANESI, 2002, p. 32). É importante deixar claro aqui que as atividades de catalogação, indexação e de recuperação da informação não perderam a sua importância, continuam auxiliando o bibliotecário de referência. Houve apenas uma mudança em sua execução, advindas da implantação de novas tecnologias emergentes de informaçãoe comunicação. Atualmente, os bibliotecários têm um papel mais estratégico dentro das instituições, uma vez que possuem conhecimento para administrar todo tipo de informação, seja em formato físico ou digital. O conhecimento em ciência da informação ajuda o profissional bibliotecário a gerenciar com eficiência não só a biblioteca física, mas também os espaços digitais. Além disso, o bibliotecário tem o papel de coletar, organizar, disseminar e intermediar o acesso à informação digital. Como podem perceber muitas são as ferramentas existentes nesse universo de informação, é preciso antes de tudo, que o bibliotecário de referência se aproprie delas e saiba utilizá-las para suprir com êxito a busca de informação requisitada pelo usuário com vistas ao desenvolvimento sócio econômico, político e cultural da humanidade, acompanhando suas transformações. É oportuno lembrar que as bibliotecas e centros de informação terão de enfrentar o desafio de outras instituições competitivas, de modo que se obrigarão a proporcionar novos e valiosos serviços a todos os interessados no uso da informação. Além disso, deverão estar preparados para aceitar a grande responsabilidade de atuar como disseminadores de informações (SURPRENANT, 1982). Apesar da ausência de um uso exclusivo para o conceito de biblioteca digital, é cada vez mais importante, para a biblioteca, a capacidade de digitalização de documentos de qualquer natureza, que a instituição detém de forma característica ou exclusiva – fotografias, coleções hemerográficas antigas, coleções especiais etc. Este aspecto tem a ver com a tarefa tradicional da biblioteca, que nada mais é que selecionar, organizar, preservar e fornecer acesso aos conteúdos culturais. Não faz muitos anos que esses conteúdos se encontravam apenas no papel, mas agora estão em formato digital ou em processo de digitalização. As bibliotecas digitais unem o conhecimento disponível nos acervos físicos à praticidade proporcionada pela web. Com o recurso, é possível acessar os conteúdos em qualquer dispositivo com acesso à internet em qualquer lugar e horário. Com isso, é possível diminuir as barreiras físicas e digitais de acesso ao conhecimento. A biblioteca digital tem como característica principal uma coleção de documentos eminentemente digitais, independendo se forem criados na forma digital ou digitalizados a partir de documentos impressos, e permite, por meio de uso de redes de computadores, compartilhar a informação instantânea e facilmente. Cunha (2000) descreve: a “biblioteca digital é simplesmente um conjunto de mecanismos eletrônicos que facilitam a localização da demanda informacional, interligando recursos e usuários". As bibliotecas digitais são bibliotecas que existem de forma digital, ou seja em disquetes, winchester, CDs, etc. Dispõem de todos os recursos de uma biblioteca eletrônica oferecendo pesquisa e visualização dos documentos (full text, vídeo etc.), tanto local como por meio de redes de computadores (CUNHA, 1999). A biblioteca digital permite que toda a comunidade acadêmica tenha acesso aos materiais sem precisar se deslocar até a universidade. Com isso, é possível quebrar as barreiras físicas e geográficas que impedem o acesso ao conhecimento. Essa facilidade é válida tanto para pessoas com deficiência quanto para quem mora em uma cidade diferente de onde estuda. Assim, a IES pode também promover o ensino híbrido e a modalidade EaD com mais assertividade, expandindo as possibilidades para estudantes e gestão. As Bibliotecas Universitárias por estarem ligadas as Instituições de Ensino Superior tem fundamental importância na implantação das bibliotecas digitais encontram-se presentes e atuantes na vida acadêmica, como suporte no processo de pesquisa e ensino. Estar presente na organização e implementação das bibliotecas digitais é maneira que as bibliotecas universitárias têm de potencializar sua importância no meio acadêmico. Contribuir na implantação daquelas que são as bibliotecas do presente. Contribuir para o acesso universal do conhecimento e para a transformação da sociedade. Participar da criação das bibliotecas digitais, para que o bem restrito (o conhecimento) torne-se um bem comum (informação). As Bibliotecas Universitárias podem ser consideradas uma das instituições que mais se beneficiam dos recursos e ferramentas oferecidos pelas tecnologias da informação, a começar pela Internet. O cenário das bibliotecas universitárias passou por uma evolução significativa nos últimos anos, impulsionado pelo acesso cada vez mais fácil e amplo a conteúdos digitais de toda ordem. A integração de computadores e recursos eletrônicos à rotina de trabalho da biblioteca universitária se fez necessário, principalmente porque a universidades desempenha um papel significativo no desenvolvimento do país. Nesse contexto encontram-se as bibliotecas universitárias, cuja participação é oferecer a infra- estrutura informacional às atividades de ensino pesquisa e extensão realizadas nas universidades, contribuindo assim para o desenvolvimento político, econômico, cultural e social da nação. A digitalização e a internet revolucionaram a forma como as pessoas acessam informações, o que reafirmou o papel das bibliotecas como fontes de informação segura. Além da disponibilização de acervos impressos, elas desempenham um papel fundamental na orientação de estudantes e pesquisadores para fontes confiáveis. O rápido desenvolvimento da tecnologia dos computadores e a possibilidade de utilização dos satélites de comunicação para fins educativos, bem como para a comunicação da informação, tal como no campo da ciência básica e das ciências aplicadas, também levou ao conceito de sistemas de informação e ao desenvolvimento de certas técnicas eletrônicas de armamento e recuperação da informação, fazendo com que aquelas pessoas que não utilizam frequentemente as bibliotecas e seus serviços supusessem que as bibliotecas tinham tornado obsoletas. As escolas de bibliotecários se converteram em escolas de Biblioteconomia e Ciências da Informação, e preparam tanto os técnicos para a aplicação das novas tecnologias às necessidades das bibliotecas como os bibliotecários para o uso dos recursos eletrônicos. A “automação de bibliotecas” ocupa tanto espaço quanto as bibliotecas escolares na literatura biblioteconômica recente. Necessita-se, portanto dissipar aquela secular imagem, que ainda revela uma figura estereotipada e na maioria das vezes antagônica ao tempo do profissional de Bibliotecomia. Imagem de uma biblioteca moderna. Imagem de site de biblioteca digital. METODOLOGIA A metodologia adotada neste trabalho será de abordagem qualitativa, bibliográfica e exploratória, com um enfoque específico no tema Tecnologias da Informação na Bibliotecomia. O presente trabalho trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório do tema a fim de abordar as vantagens e os grandes desafios enfrentados na inserção das tecnologias na área da bibliotecomia e a atuação dos profissionais no mercado de trabalho. A pesquisa deu se inicialmente a partir do levantamento de fontes bibliográficas de forma exploratória acerca do tema posposto neste trabalho por meio das ferramentas digitais e conteúdos da web abordando a atuação do bibliotecário com as tecnologias da informação. Os instrumentos utilizados para o desenvolvimento deste estudo de caso são: pesquisa bibliográfica e documental. Na pesquisa exploratória pôs-se em prática a metodologia cuja função é preencher lacunas de informações que estão faltando em um estudo. Esse método apresenta informações e constrói uma maior familiaridade do problema/objetivo, possibilitando construir hipóteses iniciais para realizar um planejamento estratégico depois. Na pesquisa bibliográfica procurou-se revisar a literatura que aborda tanto a disseminação da informação, quanto às tecnologias de informação e comunicação, e a atuação do profissional bibliotecário. Na pesquisa documental utilizou-se de toda informação disponível coletada de forma oral, escrita ou visualizada. Dessa formaforam pesquisados diversos autores, procurando demonstrar a importância do bibliotecário, manter-se atualizado com as transformações trazidas pelas tecnologias, para o ambiente de trabalho. Com relação às tecnologias da informação e comunicação essenciais que o bibliotecário precisa saber conhecer e manusear em uma unidade de informação foram abordadas: a internet e suas ferramentas como os portais, os blogs, sites, os e-mails etc., como a base para realizar uma pesquisa. É preciso saber trabalhar com o Sistema implantado na biblioteca, saber manusear o Catálogo on-line, a Ficha Catalográfica, ou seja, todos os produtos existentes em uma unidade de informação. É fundamental nesse contexto o bibliotecário manter-se receptivo para conhecer e saber lidar com as ferramentas que, auxiliam no tratamento, recuperação e disseminação da informação para dessa forma, participar das mudanças que a sociedade da informação e do conhecimento impõe no mundo da informação. Para trabalhar com uma biblioteca digital, o bibliotecário deve ter muita atenção com as técnicas biblioteconômicas e documentais. Afinal, é preciso ter entendimento e experiência para organizar os materiais no ambiente virtual. As ferramentas tecnológicas oferece aos bibliotecários mecanismos para exercer seu papel levando ao usuário, uma informação de qualidade e pondo em prática a quarta Lei de Ranganathan “Poupe o tempo do leitor”. Além de proporcionar meios para que o usuário tenha a possibilidade de recuperar a informação por conta própria, participando assim com mais efetividade do mundo informacional. Mudanças, transformações, quebra de paradigmas e tecnologias da informação são palavras que fazem parte do vocabulário dos profissionais que selecionam, tratam, recuperam e disseminam a informação. Estamos perplexos diante das inovações que as tecnologias impuseram e/ou propuseram as bibliotecas, contribuindo muito para a qualidade de todos os serviços e produtos que as mesmas oferecem. A temática da pesquisa que é a relação entre as tecnologias da informação e os bibliotecários, com a introdução de tecnologias como a informática, Internet, entre outras, nas práticas bibliotecárias. Assim como apresenta novas ferramentas que auxiliam o bibliotecário em sua missão de agente da informação. Após todos os procedimentos adotados e o referencial teórico, espera-se ser possível chegar a um consenso e alcançar os objetivos propostos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com o objetivo de situar o bibliotecário na era da tecnologia e da informação preliminarmente buscou-se bases teóricas para fundamentar o construto de nossa pesquisa. Levantar questionamentos sobre a postura do bibliotecário com relação ao manuseio das tecnologias da informação e comunicação foi de extrema relevância para a pesquisa, pois através desses questionamentos pôde se fazer uma avaliação, do quanto conhecer e saber utilizar essas tecnologias tem uma importância capital na mediação da informação. Sem esse aprendizado o bibliotecário corre o risco de ficar à margem de uma sociedade que se comunica cada vez mais através das redes sociais. Atrelado a esse fato compreender que, as novas produções científicas e literárias estão cada vez mais deixando o meio impresso para ser publicado no meio eletrônico. Campello (2003) ressalta que, o aprendizado ao longo da vida prepara o Profissional da Informação Bibliotecário a atingir metas e aproveitar oportunidades em evolução para o benefício compartilhado. Por outro lado, na leitura de textos sobre as tecnologias da informação aplicada a biblioteconomia, nos deparamos com uma gama de soluções e de perspectivas quase ilimitadas para todas as questões reais e potenciais. É fato que essas tecnologias trazem vantagens, mas não resolve tudo. O complexo, nesse caso, é dimensionar exatamente quanto se deve conhecer, no caso dos profissionais da informação, especialmente os bibliotecários, considerando a gama de aplicativos e aplicações, soluções e serviços disponíveis ou potenciais. Além disso, a utilização crescente das novas tecnologias pelos serviços de informação indica uma tendência de transformar o posicionamento do bibliotecário, de profissional passivo para agente disseminador da informação, tornando-o apto a usar os recursos tecnológicos disponíveis, capaz de promover, de forma ativa, a transferência da informação para os seus usuários e não apenas como um mero repassador desta. Nesta perspectiva, a universidade deverá subsidiar a formação deste profissional, proporcionando ao mesmo, o aprendizado e desenvolvimento de competências e habilidades imprescindíveis a uma atuação profissional mais segura e consistente. Comprovou-se nessa pesquisa que o bibliotecário precisa ser na atualidade um profissional proativo, buscando mecanismos novos para que com eles possa dar suporte informacional e organizacional, seja qual for a plataforma. Diante disso é preciso trabalhar com as novas tecnologias de informação com o intuito de promover o acesso com maior eficácia. A cada dia novos softwares são lançados no mercado, para acompanhar essa renovação as bibliotecas precisam contar com uma unidade mantenedora que incentive e se preocupe bem também renovar seu aparato tecnológico. Pois, não se pode negar que a biblioteca tem como princípio maior, servir a comunidade local. E é preciso reconhecer que, a biblioteca sempre foi referência na transmissão de informação e guarda, através de décadas do registro do saber da história da humanidade. No século atual, esse saber está sendo guardado não só no meio físico, como cada vez mais no meio eletrônico. O bibliotecário precisa se apropriar cada vez mais desse aparato tecnológico, para que possa continuar exercendo seu ofício de mediador da informação, porém agora sob nova ótica, novo paradigma e principalmente através de novos suportes. Este estudo constatou que houve certo reconhecimento dessa temática nos últimos anos, e que torna necessário o incentivo nesta área. No tocante aos objetivos de pesquisa, entende-se que foram alcançados e que os resultados advindos deste trabalho alimentarão novas pesquisas sobre a temática. BIBLIOGRAFIAS https://www.blogdoead.com.br/tag/vida-na-universidade/como-fazer-um-tcc https://ead.eduno.com.br/estudar/9f3a483b034d5e3b8c4f686cdd5381ea/44131 3ad5b28b06d73e75158bb67cb6d https://projetoacademico.com.br/temas-tcc-biblioteconomia/ https://temastcc.com.br/temas-tcc-biblioteconomia/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal https://www.colaboraread.com.br/0 ANTÔNIO, Irati. A biblioteca ao agente da informação: seu perfil diante de novas tecnologias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Florianópolis, v. 24, n.1/4, p. 76-85, 1991. EGGERT, Gisela. A percepção social do profissional bibliotecário: uma pesquisa exploratória. 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