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Material de Estudos - 2° série - 1° trimestre 
Avaliação Integrada - Disciplinas Pedagógicas 
Texto 1: Tecnologias na pré-história 
Pedro Eurico Rodrigues 
Quando falamos em tecnologia a primeira coisa que nos vem em mente certamente são os avanços 
tecnológicos do nosso presente: robôs, computadores, máquinas. No entanto, a palavra se refere a toda e 
qualquer técnica que tenha se desenvolvido graças a atividade humana. Proposital, sistemática e utilizada 
para um determinado fim, as técnicas desenvolvidas na pré-história vão desde o domínio do fogo à invenção da 
roda e até mesmo à fundição de metais, que possibilitaram a sobrevivência dos homens na Terra. 
Uma das primeiras técnicas desenvolvidas foi a atividade de lascar pedras umas nas outras a fim de 
formar uma ponta pontiaguda, que serviria para a caça e para o manuseio de alimentos. Foi lascando pedras 
que o homem descobriu o fogo, uma das tecnologias mais importantes da humanidade até hoje. A partir dele, 
descoberto no período que chamamos de paleolítico, muita coisa mudou: além da possibilidade de se fazer 
fogueiras para aquecer o grupo e o cozimento de alimentos, proporcionou uma maior sobrevivência, com 
consequente aumento demográfico. A partir dele, também, foi possível muito tempo após a sua descoberta, 
fundir metais para a produção de novos objetos úteis para o cotidiano e sobrevivência dos grupos humanos. 
A transição do período paleolítico para o neolítico foi marcada pelo que se costuma chamar de 
Revolução Neolítica. Ela foi marcada não só pelo início do processo de sedentarização dos grupos humanos, 
que a partir do domínio da terra e da agricultura conseguiram se fixar em um único local produzindo não só a 
alimentação necessária para determinado momento como também o necessário para guardar e manter o 
grupo vivo, sem precisar de deslocamento para se alimentar. 
Pode-se considerar também a agricultura como uma das técnicas desenvolvidas pelos homens e 
mulheres pré-históricos. Semear, plantar, irrigar, colher e produzir o alimento foram processos que 
dependeram não só da ação da natureza como também da inteligência humana. 
Neste sentido a arte rupestre pode ser considerada uma forma de técnica: o desenvolvimento de uma 
linguagem de comunicação últil para determinado grupo e as técnicas de representação daquela realidade, 
bem como os materiais utilizados para tal fim podem enquadrar a arte rupestre como uma forma de tecnologia. 
Imagina-se que outra tecnologia fundamental para o desenvolvimento das sociedades humanas tenha 
sido produzida durante o período pré-histórico: a roda. Entretanto, as pesquisas arqueológicas encontraram 
rastros de sua existência apenas há 3.000 anos a.C., na sociedade mesopotâmica. 
 
Ilustração mostra a evolução da roda ao longo da história da humanidade. 
Fonte: James Steidl / Shutterstock.com 
Embora relacionemos diretamente a tecnologia ao presente é preciso lembrar que as sociedades 
humanas só puderam se desenvolver, construir cidades, desenvolver códigos numéricos e de escrita a partir 
da transformação de elementos da natureza em ferramentas e materiais úteis para a sobrevivência humana. 
Texto 2: A revolução digital transformou todos os setores da sociedade e as formas 
de relacionamento entre seus indivíduos. 
Amanda Goularte, Diana Marilia Arenas 
A evolução das tecnologias digitais, de informação e comunicação, provocou uma transformação na 
sociedade como nunca se viu na história da humanidade. A educação na Era Digital exige um novo olhar, 
postura e medidas que atendam às novas necessidades dos indivíduos e da sociedade. Ignorar a urgente 
necessidade de mudança é condenar o processo educativo ao fracasso. Não apenas a educação deve se 
adequar a esta nova Era, como também deve preparar os indivíduos para ela. 
Os primeiros acessos à internet 
O surgimento dos primeiros computadores domésticos, na década de 1980, e o acesso à internet 
Você está recebendo uma coletânea de textos que irá contribuir na construção 
do conhecimento e reflexões necessárias para a realização da Avaliação Integrada 
das Disciplinas Pedagógicas, neste trimestre. As leituras são fáceis e objetivas, 
aproveite e muito sucesso! 
https://www.infoescola.com/autor/pedro-eurico-rodrigues/3327/
https://www.infoescola.com/tecnologia/
https://www.infoescola.com/historia/pre-historia/
https://www.infoescola.com/quimica/fundicao/
https://www.infoescola.com/quimica/metais/
https://www.infoescola.com/sistema-solar/terra/
https://www.infoescola.com/quimica/metais/
https://www.infoescola.com/pre-historia/periodo-paleolitico/
https://www.infoescola.com/historia/revolucao-agricola/
https://www.infoescola.com/artes/arte-rupestre/
https://www.infoescola.com/artes/arte-rupestre/
https://www.infoescola.com/cultura/roda/
https://www.infoescola.com/historia/sociedade-mesopotamica/
https://www.infoescola.com/comunicacao/escrita/
https://blog.flexge.com/author/amanda/
https://blog.flexge.com/author/diana/
https://blog.flexge.com/educacao-digital-brasil-escolas
https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2018/08/evolucao-roda39705466.jpg
através da rede discada, já causavam espanto e encantamento. Foi uma revolução! Quem vivenciou esse 
período, a chamada geração X, em um tempo não muito distante, deve lembrar a admiração diante da 
modernidade de acessar à internet, uma inovação que ocorreu por volta do ano 1995. 
Fazer parte da rede mundial de computadores era como se tornar protagonista daqueles filmes 
futuristas que nos permitiram viajar na imaginação durante nossa infância e adolescência. 
O processo exigia alguns componentes: devia se contar com um fax-modem, uma linha telefônica e 
também um provedor de acesso à rede. Uma vez ligada toda essa parafernália, ouvia-se, com santa e 
respeitosa paciência, aquele barulhinho característico, que, apesar de irritante, era fácil de suportar, pois 
sabíamos que ele anunciava fortes emoções que estavam por vir. 
Era tudo muito novo e surpreendente: poder participar de chats, as crianças acessarem jogos, 
pesquisar temas, e toda a série de descobertas que nos aguardavam e deslumbravam, uma atrás da outra. 
Falando assim, até parece que faz muito tempo que isso tudo aconteceu. Mas não faz. A velocidade 
em que a tecnologia evoluiu, e continua a evoluir, é surpreendente. Por isso, não se pode fechar os olhos 
para os impactos que tamanha e acelerada evolução causaram na educação. 
O próprio papel do professor mudou nesta nova Era, deixando este de ser o único detentor das 
informações: os alunos podem acessá-las com um clique, na palma da mão. 
A evolução da comunicação digital 
Quem nasceu entre os anos 1960 e o início dos anos 1980, presenciou também o surgimento dos 
celulares (enormes, por sinal!), das impressoras, estreou o uso de e-mails, acompanhou um verdadeiro boom 
na área tecnológica e da comunicação. Por mais estrondoso que tenha nos parecido à época, apenas estava 
começando. 
Não era possível imaginar, a verdadeira revolução que ocorreria na velocidade da informação, no 
desenvolvimento tecnológico e principalmente, na forma da educação que temos hoje na chamada Era Digital. 
Pensando nisso, quem é capaz de prever, com certo grau de exatidão, quais serão os avanços na 
tecnologia e seu impacto nas relações sociais dentro de uns vinte anos? O que pode mudar, com essa 
velocidade de descobertas? Como será influenciada a humanidade neste mundo high tech? 
O que podemos afirmar é que a comunicação em tempo real, com o uso dos dispositivos móveis, foi 
natural e organicamente internalizada e a capacidade de realizar tarefas diversas com rapidez, desenvolvida. 
A nova geração participou do início das redes sociais, que estabeleceu novas relações e formas de 
comunicação. As facilidades da conectividade e dos serviços da Era Digital as acompanharam sempre, desde 
o nascimento. 
Os impactos disso para a educação são avassaladores. É impossível teimar em manter a educação 
nos mesmos moldes que existem desde a Revolução Industrial. 
Devido a essefácil acesso à informação, é possível que hoje, em uma mesma turma, alunos possuam diferentes 
níveis de conhecimento. Essas diferenças não podem ser ignoradas pelos professores, que precisam 
encontrar um meio de ensinar a todos sem que ninguém se prejudique. 
A educação deve contemplar o presente e o futuro e se adequar aos novos indivíduos, cada vez mais 
conectados e dispersos, frutos da Era Digital. Veja a seguir quem são esses indivíduos da nova geração. 
 
Uma geração de nativos digitais 
Os filhos da geração Y, a chamada geração Z, nativa digital, ou até mesmo conhecida por iGeneration, 
é composta por pessoas nascidas a partir do início da década de 2000, que têm a tecnologia em seu DNA. 
São pessoas que nasceram cercadas pela tecnologia. Não conseguem imaginar um mundo desprovido de 
celulares, tablets, os mais diversos itens eletrônicos compõem seu espaço e as redes sociais são a forma mais 
natural de comunicação. 
Habituadas ao crescimento na velocidade de transmissão das informações, bem como à rapidez com 
que ocorrem as mudanças e inovações tecnológicas, as pessoas desta geração estão sempre conectadas. 
Nasceram em um mundo sem fronteiras geográficas, em que a globalização é um fato, e não apenas um 
conceito. Os nativos digitais, que têm acesso a todo tipo de informação, a qualquer hora e lugar, encontram 
nas escolas uma realidade muito diferente da expectativa e alcance que sua própria conectividade permite. 
 
Era digital e educação: entenda quais são os desafios 
“O pior cego é aquele que não quer ver”, diz o famoso provérbio. Ao pensar na realidade de nosso 
atual sistema educacional, essa frase sintetiza muito bem a situação. Professor, giz e quadro negro. O modelo 
tradicional idealizado em uma época absolutamente diferente da que vivemos, ainda está presente na maioria 
das salas de aula (excetuando o período da pandemia). 
Insistimos em manter a organização e dinâmica como concebida: crianças agrupadas por idades, 
disciplinas separadas, professor expondo o conhecimento. Neste modelo, o aluno recebe passivamente 
informações que nem se comparam, em qualidade e quantidade, às que ele próprio pode ter acesso, onde e 
quando quiser. 
https://blog.flexge.com/papel-professor-tecnologias-educacionais
https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel
https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel
https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel
Como fechar os olhos para essa realidade? 
Os nativos digitais necessitam de um olhar diferenciado do setor educacional. Expostos desde 
sempre a uma infinidade de estímulos, não conseguem “se conectar” às aulas no modelo tradicional. 
A padronização das turmas, a necessidade de memorização, o repasse de conteúdos fixos e 
limitados, entre tantas práticas que ainda perfazem a forma como as escolas se organizam, devem ser revistas 
e corrigidas para se adequarem a um modelo de educação na Era Digital. 
O professor não pode mais ter a expectativa ou pretensão de ser o detentor do conhecimento. Basta 
imaginar que a cada dois dias é criada uma quantidade de informação equivalente ao período que vai do início 
da história da humanidade até 2003, para entender que a estratégia da educação na Era Digital deve ser 
outra. A necessidade de mudança do processo educacional é urgente e todo esforço e atenção deve ser dado 
sob o risco de presenciarmos um colapso do sistema como hoje está colocado. 
Gestores, professores e pais precisam adotar um novo olhar e se tornar parte do processo, dentro 
dos novos papéis que surgem neste cenário de enxurrada tecnológica e de informação. Para extrair da Era 
Digital o que ela nos oferece de melhor, no ambiente educacional, com suas profundas transformações nas 
relações sociais, dependemos de um conjunto de fatores que favoreçam as novas práticas, mas o principal é 
o despertar do professor para seu papel de orientador neste complexo e infinito acesso às informações, 
fomentando a capacidade de reflexão e análise seletiva dos conteúdos, o trabalho em equipe e a criatividade. 
O grande desafio atual é estimular a geração Z para que aprenda, com o apoio do seu professor/tutor, 
a filtrar conteúdos, organizar e validar informações, extrair significado e encontrar soluções. 
Para tanto, os professores podem começar a adequar suas metodologias para um aprendizado ativo, 
colocando o aluno como centro do processo de aquisição do conhecimento, e não mero espectador. Somente 
com um modelo novo de educação na Era digital é que se atenderá, de fato, à nova geração. 
Texto 3: 
 7 exemplos de TICs na Educação e os benefícios de usar essas tecnologias em sala 
de aula 
Amanda Goularte 
 
O uso de tecnologia em sala de aula é algo que veio para ficar. Não se trata mais de algo que se 
vislumbra para o futuro da educação, mas sim de algo que já faz parte do dia a dia de professores e alunos. 
Com isso, é muito importante que educadores, gestores, coordenadores e demais atores do sistema 
educacional conheçam essas tecnologias, entendam seus conceitos e aplicações. Somente assim será 
possível obter sucesso na aplicação delas no processo de ensino-aprendizagem. 
O que é TIC 
TIC é a abreviação adotada para o termo Tecnologia da Informação e Comunicação. Refere-se a um 
conjunto de recursos tecnológicos integrados, os quais proporcionam, por meio das funções de hardware, 
software e telecomunicações, a automação e comunicação de processos. Com a popularização da internet, o 
uso dessas tecnologias foi potencializado em vários campos, inclusive na educação. 
Pode parecer algo muito complexo ou revolucionário, mas a verdade é que as TICs já fazem parte do 
nosso dia a dia pessoal e profissional. 
Você provavelmente possui um endereço de e-mail, certo? Ou utiliza algum chat ou aplicativo de 
mensagem instantânea, não é mesmo? Pois bem, elas são exemplos de TICs. 
Outros exemplos são: notebooks e computadores; celulares; câmeras de vídeo e foto para 
computador ou Webcams; pendrive; cartão de memória; internet; websites; e-mail; YouTube. 
Em cada área da sociedade, as TICs são desenvolvidas para proporcionar soluções específicas, como 
automação para a indústria, ferramentas de gestão no comércio e segurança para empresas financeiras. Na 
educação, essas tecnologias proporcionam a potencialização do processo de aprendizagem, a personalização 
do ensino, gerenciamento de turmas, assertividade na gestão de escolas, dentre outros. 
TICs na educação 
As Tecnologias da Informação e Comunicação estão para a Era Digital assim como o carvão esteve 
para a Era Industrial. São ferramentas indispensáveis para o funcionamento do novo paradigma social. Hoje 
https://canaltech.com.br/big-data/O-fenomeno-Big-Data-e-seu-impacto-nos-negocios/
https://canaltech.com.br/big-data/O-fenomeno-Big-Data-e-seu-impacto-nos-negocios/
https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem
https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem
https://blog.flexge.com/author/amanda/
https://blog.flexge.com/tecnologia-sala-de-aula-vantagens-desvantagens
em dia, muitas de nossas atividades cotidianas são prejudicadas se perdermos o acesso à internet ou a 
nossos aparelhos celulares. Trabalho, lazer, alimentação, transporte e educação: elas estão presentes em 
toda parte. 
Para um professor de inglês, por exemplo, a utilização de recursos audiovisuais para ensinar o idioma 
tornou-se algo indispensável. As TICs proporcionam algo que antes da existência das mesmas parecia 
impossível de se realizar. A qualidade do ensino com a utilização das TICs é muito maior e mais perceptível. 
Isso porque elas multiplicaram as possibilidades de pesquisa e informação para os alunos, que com essas 
ferramentas em mãos, tornam a aprendizagem ativa e passam a protagonizar o processo de ensino- 
aprendizagem. 
No entanto, a implementação dessas tecnologias em sala de aula não esvazia o papel dos 
professores. Pelo contrário, este passa por uma transformação que aumenta ainda mais sua importância e 
indispensabilidade.No contexto da Era Digital, o professor deixa de ser o único detentor e transmissor do 
conhecimento e passa a ser organizador e curador das informações, fornecedor de meios e recursos de 
aprendizagem, provocador do diálogo, da reflexão e da participação crítica, entre outros papéis. 
Quando as TICs são aplicadas no processo de ensino-aprendizagem de forma adequada, os alunos 
se tornam mais motivados e engajados. Ainda, tratando-se da utilização das TICs na educação, devemos 
destacar a importância dessas ferramentas para a democratização do ensino. 
Por meio dessas tecnologias, a Educação a Distância (EaD) supera barreiras territoriais e 
econômicas, para levar educação a uma vasta quantidade de pessoas, em diversas localidades. 
7 exemplos de TICs na Educação e seus benefícios 
1. Ferramentas de comunicação 
Comuns a diversas áreas de nossas vidas, essas TICs tem a função de facilitar a comunicação entre 
as pessoas. Neste caso estamos falando das pessoas envolvidas no processo educativo: professores, alunos, 
pais dos alunos, diretores, coordenadores. 
São muito eficientes para simplificar a troca de informações, agilizar conversas (que ocorrem de forma 
instantânea), permitir a comunicação em grupos, entre outras vantagens. 
Alguns exemplos são: e-mail; aplicativos como WhatsApp; site; redes sociais. 
2. Ferramentas de trabalho 
Neste grupo de TICs se encontra qualquer aplicativo ou programa que auxilie na organização de 
arquivos e na realização de tarefas, utilizado tanto por professores quanto por alunos. São tecnologias que 
substituem ferramentas como cadernos e arquivos, e vão além, transformando os processos e a forma como 
realizamos tais tarefas. 
Exemplos: ferramentas de edição de textos; ferramentas de armazenamento. 
3. Ferramentas de gestão 
As ferramentas de gestão simplificam e facilitam a organização de informações e processos 
relacionados à educação, seja dentro da sala de aula ou fora dela, relacionado à própria escola, aos 
professores ou alunos. 
Pode-se elencar como TICs de gestão: sistema para emissão de boletos; gerenciador de presença; 
livro virtual para lançamento de notas. 
4. Ferramentas de experimentação 
As ferramentas de experimentação, colocam o aluno como protagonista no processo 
de aprendizagem, ao viabilizar que ele desenvolva projetos e produtos que não seriam 
possíveis sem tais tecnologias. Estamos falando aqui de tecnologias que permitem ao aluno 
colocar a mão na massa e adquirir conhecimentos de forma prática, experimental. 
Elas são muito importantes para o desenvolvimento do aluno, vez que auxiliam no trabalho com as 
competências cognitivas, as habilidades socioemocionais, a comunicação e o trabalho em equipe. 
São exemplos de TICs de experimentação: laboratório de informática; kits de robótica; plataformas 
de programação; softwares de produção audiovisual. 
5. Ambientes virtuais imersivos 
Sabemos que é possível visitar diversos museus de maneira virtual e ter contato com arte e cultura de 
diversas nacionalidades e épocas, sem sair de casa. 
Através de imagens virtuais, a tecnologia de realidade aumentada promove experiências que 
misturam o mundo real com o digital. Para os alunos, essa experiência proporciona diversão e muito 
aprendizado. 
Um ambiente virtual imersivo é um cenário tridimensional dinâmico armazenado em computador e 
exibido através de técnicas de computação gráfica, em tempo real. O usuário tem a sensação de estar 
presencialmente no local. 
Alguns exemplos de dispositivos de realidade aumentada são: HMDs; BOOMs; Shutter-Glasses; 
CAVEs. 
6. Plataformas 
https://blog.flexge.com/recursos-audiovisuais-ensinar-ingles
https://blog.flexge.com/recursos-audiovisuais-ensinar-ingles
https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem
https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores
https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores
https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores
https://blog.flexge.com/cultura-maker-educacao
https://www.eravirtual.org/
As TICs mais utilizadas na educação são as plataformas. Elas apresentam diversas funcionalidades, 
sendo a mais comum a distribuição do conteúdo. Através delas, o professor consegue gerenciar o processo 
de ensino-aprendizagem, acompanhando a evolução e o desenvolvimento do aluno, de forma personalizada. 
No modelo de ensino híbrido, por exemplo, o professor pode publicar materiais para que o aluno 
acesse de sua casa, e este, por sua vez, consegue enviar para o professor as atividades realizadas de forma 
online. 
São exemplos plataformas utilizadas na educação: sistema de gestão de aprendizagem (LMS - 
Learning Management System); ambiente virtual de aprendizagem; Google Classroom; material didático 
digital. 
7. Objetos digitais de aprendizagem 
Por fim, o último tipo de TICs na educação são os ODA - Objetos Digitais de Aprendizagem. ODA 
nada mais são do que recursos digitais que auxiliam a prática pedagógica dentro ou fora da sala de aula. 
Na maioria das vezes, são ferramentas utilizadas para tratar da matéria de forma mais dinâmica, 
sendo muito eficientes para captar o interesse e envolver os alunos nas atividades da aula. 
Exemplos: jogos ou plataformas gamificadas; eBooks (livros digitais); animações; videoaulas e outros 
recursos audiovisuais. 
 
Benefícios das TICs na educação 
Desde a organização da parte burocrática, financeira e administrativa das organizações de ensino, 
as TICs permeiam todo o processo educacional, atuando de maneira positiva também na atividade final, o 
ensino. 
É fato que as TICs colaboram com a gestão educacional para melhorar a qualidade do ensino, pois 
munem o professor de ferramentas que potencializam sua capacidade de ensinar. 
Assim, pode-se dizer que as TICs na educação: 
- proporcionam a personalização do ensino e acompanhamento individualizado; 
- promovem a autonomia do estudante, deixando o processo de aprendizagem muito mais ativo; 
- incentivam o trabalho em equipe através de atividades colaborativas e interativas; 
- deixam as aulas e o aprendizado mais dinâmico; 
- auxiliam os educadores e coordenadores a gerenciar tarefas burocráticas, tornando o seu trabalho 
mais prático e eficiente; 
- permitem que o aprendizado ocorra de maneira contextual e situada, visto que a instrução pode 
ocorrer em qualquer lugar e momento; 
- contribuem para o acesso universal à educação. 
 
O que é a Inclusão digital? 
Inclusão digital consiste em disponibilizar para todos os cidadãos, de modo igualitário, a oportunidade 
de ter acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC's). Em outras palavras, a inclusão digital 
representa a democratização da tecnologia. 
A inclusão digital serve para garantir que todas as pessoas, independente de classe social, etnia, 
religião ou poder econômico, tenham condições de usufruir as potencialidades das ferramentas tecnológicas 
de comunicação e informação. Quando exploradas corretamente, estas podem ajudar a melhorar as 
condições de vida desses indivíduos. 
Para que haja a inclusão digital são necessários três requisitos básicos: um computador, acesso a 
internet e, principalmente, o domínio sobre as ferramentas da internet. Por este motivo, os programas de 
inclusão digital dos governos, por exemplo, devem visar essencialmente a formação e "alfabetização 
informática" das pessoas, para que sejam aptas a extrair os benefícios do universo digital. 
A inclusão digital é um passo em direção a inclusão social dos indivíduos. 
Os programas de inclusão digital dão destaque aos âmbitos escolares, auxiliando crianças e jovens 
a aprenderem a usar a tecnologia em prol do seu desenvolvimento. Os portadores de deficiência também são 
alvo desses programas governamentais, onde a tecnologia deve ser adaptada para atender as suas 
necessidades. Além do mais, as tecnologias de comunicação e informação podem ser uma excelente 
ferramenta educacional para quem sofre com deficiência auditiva ou visual, por exemplo.Texto 4: O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa 
Amanda Goularte, Thiago Capitelli 
A introdução das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem não se trata de modismo 
e isso já está mais do que comprovado. Com isso, os professores ganharam importantes aliados que podem 
ajudá-los a aprimorar a arte de ensinar. O uso da internet e de ferramentas tecnológicas em sala de aula 
transformaram o cenário educacional, provocando uma notável mudança de paradigma. 
O papel do professor foi ressignificado, o modo pelo qual os alunos aprendem mudou, barreiras foram 
derrubadas e novos obstáculos foram revelados. Paralelamente ao que acontece na educação, observa-se 
https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia
https://flexge.com/pt/?utm_campaign=blog&utm_source=blog&utm_medium=tics-na-educacao
https://flexge.com/pt/?utm_campaign=blog&utm_source=blog&utm_medium=tics-na-educacao
https://blog.flexge.com/author/amanda/
https://blog.flexge.com/author/thiago/
https://blog.flexge.com/papel-professor-tecnologias-educacionais
outra relevante transformação na sociedade, refletindo essa nova realidade da Era Digital. Diversas profissões 
estão correndo verdadeiro risco de extinção, devido ao avanço tecnológico. 
Será esse o caso dos professores? Afinal, como o professor deve lidar com a tecnologia digital na 
sua prática educativa? Qual o futuro dos professores? 
 
A tecnologia substitui o professor? 
Esse é um questionamento pertinente na Nova Era. Afinal, são inúmeras as profissões ameaçadas 
pelo avanço da tecnologia, como se tornou comum noticiar atualmente. Em contrapartida, sabe-se também 
que incontáveis novas profissões devem 
surgir nos próximos anos, decorrentes desse mesmo avanço. Logo, trata-se de uma situação que pode vir a 
ser equilibrada em algum momento no futuro. 
Mas quanto aos professores? A tecnologia substitui o professor? 
Bom, as notícias para esses profissionais são tranquilizadoras. Segundo um estudo realizado pela 
Universidade de Oxford, intitulado: “O futuro do emprego: como os trabalhos são suscetíveis a 
informatização?”, os professores estão entre as profissões que correm os menores riscos de substituição. 
Isso porque a adoção da tecnologia no processo de ensino não esvazia o papel do professor. Pelo 
contrário, dá novo significado e até mesmo aumenta a sua importância. Há uma crença equivocada que, desde 
a introdução das novas tecnologias na educação, o professor estaria na lista de profissões ameaçadas. Isso 
se deve ao fato de que, antes dessa mudança de paradigma que aconteceu, o docente era tido como único 
detentor do conhecimento. 
Apenas os professores dominavam os conteúdos e somente através deles é que se poderia ter acesso 
a tais conhecimentos. Ora, uma vez que agora, na Era Digital, a informação está disponível para qualquer 
pessoa com acesso à internet, surgiu a falsa ideia de que o professor deixaria de ser necessário. Trata-se de 
flagrante engano pensar que, de alguma forma, o professor pode ser dispensável ao ensino. Isso porque a 
função desse agente educacional vai muito além da mera transmissão de informações. 
Assim, a tecnologia não substitui o professor, pois ele é indispensável ao ensino. Com as 
transformações ocasionadas pela evolução tecnológica, o papel do professor passa também por uma 
significativa mudança, sem diminuir, contudo, a sua importância. 
 
O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa 
O papel do professor foi ressignificado diante do novo paradigma social, no qual a tecnologia passou 
a fazer parte de todas as áreas das nossas vidas, inclusive na educação. Diante dessa nova realidade, o 
professor foi compelido a adotar nova postura e comportamento, precisando rever suas metodologias 
de ensino e princípios pedagógicos. Além de inserir novas ferramentas em suas aulas, ao professor também 
foi incumbida a missão de preparar os alunos para a nova realidade. Assim, junto com a função de 
transmissor de conhecimento, o professor passa a ser, neste novo contexto, mediador de conteúdos, curador, 
mentor e facilitador. 
Isso porque os alunos precisam aprender a lidar com as informações a que têm acesso de forma 
crítica, significativa, reflexiva e ética. Somente dessa forma eles poderão exercer com plenitude seus papéis 
sociais e transformar essas ideias com as quais interagem em conhecimento. 
Vale ainda mencionar que as tecnologias digitais apresentam uma enorme gama de possibilidades 
para a interação, comunicação, busca de informações, entretenimento e produção do conhecimento. Desse 
modo, é preciso repensar as formas de ensino para que se assegure, realmente, a aprendizagem dos alunos. 
Mais do que uma mudança de mentalidade quanto ao seu papel, o professor precisa também buscar por 
formação continuada, a fim de estar preparado para os novos desafios ocasionados pela revolução 
tecnológica que vivemos. 
É importante destacarmos aqui que a relação do professor e a tecnologia digital na sua prática 
educativa não pode se limitar a adoção de ferramentas, mantendo-se a mesma lógica de ensino tradicional. 
Além disso, é preciso compreender que não se trata da adoção de novas metodologias e ferramentas em 
substituição total às até então utilizadas. Não é necessário a adoção de uma metodologia ou outra, uma 
ferramenta ou outra. Pode-se combinar várias opções, em busca das melhores alternativas para o novo 
cenário e contexto de ensino. 
Deve-se repensar metodologias, modelos educacionais, estratégias de ensino e, acima de tudo, 
compreender o novo perfil dos alunos e atuar de maneira significativa na vida deles, preparando-os para o 
futuro. 
“O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo 
aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola.” 
(Jean Piaget) 
 
O futuro dos professores: os desafios que vêm por aí 
Como falamos, na Era da Educação 4.0 que vivemos, o professor teve que sair da função estática de 
transmissor de conhecimento, assumindo novos papéis no que tange à educação dos seus alunos. Ele 
https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf
https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf
https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf
https://blog.flexge.com/tecnologia-sala-de-aula-vantagens-desvantagens
https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores
https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia
https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia
https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia
agora precisa ter uma atuação mais dinâmica e fluida, atuando como curador de conteúdos e mentor 
dos seus alunos, para guiá-los na busca pelo conhecimento. 
Sabe-se que cada vez mais os professores deverão desenvolver nos alunos habilidades 
como pesquisa, comparação, compreensão, análise crítica e conexão de ideias. Eles devem também 
conscientizar os estudantes para o uso saudável dos recursos tecnológicos. 
Ainda pode-se elencar entre as funções do professor na Nova Era o incentivo a autonomia do aluno 
para a aquisição de conhecimentos e a promoção de modelos de aprendizado que levem em conta 
características individuais dos estudantes. Por fim, neste contexto do ensino digital, o professor deve estar 
preparado para lidar com conflitos emocionais e éticos que podem surgir, devido à impossibilidade de controlar 
as interações que os alunos realizarão na internet. 
“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente 
repetir o que outras gerações fizeram.” (Jean Piaget) 
 
Texto 5: A importância das tecnologias digitais na Educação e seus desafios 
 
Auner Pereira Carneiro Professor pós-doc. (UENF), doutor em Ciências (USP) Ismérie Salles de Souza Figueiredo 
Mestra em Educação (Facultad Interamericana de Ciências Sociales)Thalles Azevedo Ladeira Mestrando em 
Ensino (PPGEn/UFF) 
 
 Compreende-se que os espaços escolares vêm sofrendo modificações sem precedentes com o advento 
das tecnologias, trazendo uma necessidade de modernização das aulas dos professores para acompanhar a 
cultura digital, que é uma realidade em nossa sociedade. Com isso, não cabe mais, nos dias atuais, modelos de 
aulas obsoletos, que não façam uma ponte com as ferramentas tecnológicas tão presentes em nosso cotidiano. 
Além disso, consideramos ainda que a familiaridade com o uso de programas de computador e com a navegação 
na web são fundamentais para o exercício da cidadania; portanto, devem ser estimuladas pelos professores aos 
seus alunos. Partindo desse pressuposto, destacamos que, em 2020, a escola que continuar educando sem se 
basear em métodos pedagógicos que dialoguem com as tecnologias é considera uma escola pedagogicamente 
atrasada no tempo. 
 Nesse sentido, consideramos fundamental que as escolas abram espaço para o uso das tecnologias e 
os professores apropriem-se delas de forma segura e as utilizem como importantes ferramentas didáticas para 
a transmissão do conhecimento. Baseado nisso é que podemos falar da importância da inclusão digital no Brasil, 
assim como da importância da escola ser um espaço potencializador dessa inclusão, possibilitando aos alunos 
um uso consciente e saudável das tecnologias digitais, estimulando o aprendizado por meio dela e, desse modo, 
levando os alunos a tomarem consciência das infinitas possibilidades de acesso ao conhecimento que eles 
podem desenvolver. Considerando esse indicativo, Silveira (2005) aponta que existem três pontos a serem 
considerados quando pensamos em inclusão digital: A inclusão voltada para a cidadania, no sentido da busca 
do direito de interagir e do direito de se comunicar por meio das redes; a inclusão voltada para inserir as camadas 
mais pauperizadas ao mercado de trabalho - neste caso seria uma inclusão com um foco mais tecnicista, de 
ações que estão voltadas a meros “cursos de informática”; e por último a inclusão voltada à educação, na 
perspectiva da importância da formação sociocultural dos jovens, na sua formação e orientação diante do dilúvio 
informacional. Sendo assim, a definição da inclusão digital se dá com a universalização do acesso ao computador 
conectado à internet, bem como, ao domínio da linguagem básica para manuseá-lo com autonomia (Silveira, 
2005, p. 434). 
 Com base na citação de Silveira (2005), começa a ficar claro para nós a importância de termos 
professores preparados pedagogicamente para desenvolver suas aulas com uma didática interativa, dinâmica e 
que dialogue com a realidade da maioria de seus alunos, que, por sua vez, geralmente já chegam à sala de aula 
imersos em uma cultura digital, onde as tecnologias da comunicação e informação (TCI), como o uso de celulares 
e acesso à internet ocupam um espaço significativo em sua rotina diária. 
 Além disso, cabe destacar que professores preparados para atuar pedagogicamente e didaticamente 
com o uso das tecnologias digitais é uma competência exigida pela própria Base Nacional Comum Curricular 
(BNCC), quando aborda a competência geral 5, que, por sua vez, está colocada da seguinte forma: 
Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, 
reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar 
informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e 
coletiva (BNCC, 2017). 
 Diante disso, fica claro para nós que o uso de tecnologias digitais em sala de aula é um direito do aluno 
e do professor, além de caracterizar-se como uma importante competência trazida pela BNCC e que deve ser 
cumprida nos espaços escolares para a promoção de um processo de ensino-aprendizagem mais qualitativo e 
significativo, tanto para os docentes quanto discentes. É diante da importância de tal discussão, que cabe falar 
em alfabetização e letramento digital, que, por sua vez, são ações pedagógicas que visam tornar acessível o 
conhecimento para os alunos por meio de tecnologias e da cultura digital que se configuram como uma importante 
ferramenta para compor o aprendizado. Referencial teórico Diante do cenário de modernização da sociedade 
com a utilização das tecnologias digitais tornando-se um hábito na vida da grande maioria dos brasileiros, é 
preciso pensar a sua importância nos espaços educacionais, a fim de assegurar ambientes de aprendizado com 
https://blog.flexge.com/educacao-era-digital-desafios
mais qualidade, dinamismo, interatividade e que estimulem os alunos ao conhecimento, além de permitir ao 
professor poder repensar a sua própria prática na educação. 
 Nesse sentido, assegurar uma formação, tanto inicial quanto continuada, aos professores, que dê conta 
de prepará-los para desenvolver suas aulas com maior segurança na utilização das tecnologias digitais é 
fundamental. No que se refere à formação inicial, consideramos que é da maior importância que os cursos de 
licenciatura atualizem suas grades de disciplina para preparar professores para a Educação Profissional e 
Tecnológica. Nesse sentido, Moura (2008) aponta que é fundamental refletir sobre o papel das instituições que 
formam os professores, compreendendo que uma formação que priorize uma didática tecnológica e integrada 
com o mundo digital deve ser valorizada, pois, desse modo, os professores terão maiores ferramentas 
pedagógicas para estimularem o conhecimento aos alunos. 
 A respeito da formação continuada, Freire (1996) aponta que “na formação permanente dos professores, 
o momento fundamental é a reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de 
ontem que se pode melhorar a próxima prática” (Freire, 1996, p. 43). Baseados em Freire, entendemos ser 
fundamental também que haja um investimento do poder público, para capacitar constantemente os docentes 
para atuarem em sala de aula, dando conta de utilizar os conhecimentos tecnológicos de forma segura, didática 
e que cause um reflexo positivo no processo de ensino- aprendizagem. Sobre essa questão, Carvalho (2007) 
avalia a importância do uso das tecnologias digitais nos ambientes escolares como uma grande oportunidade 
que os professores têm para tornar suas aulas interessantes para os alunos e, assim, conseguir ensinar de forma 
prazerosa e didática. Sobre essa questão, ela ainda destaca que à medida que as TCI ganham espaço na escola, 
o professor passa a se ver diante de novas e inúmeras possibilidades de acesso à informação e de abordagem 
dos conteúdos, podendo se libertar das tarefas repetitivas e concentrar-se nos aspectos mais relevantes da 
aprendizagem, porém, torna-se necessário que o professor desenvolva novas habilidades para mover-se nesse 
mundo, sendo capaz de analisar os meios à sua disposição e fazer suas escolhas tendo como referencial algo 
mais que o senso comum (Carvalho, 2007, p. 2). 
 Nesse sentido, cabe destacar também algumas tecnologias digitais aplicáveis à educação, que já são 
presentes em muitas escolas municipais, estaduais e/ou federais ao redor do país, a fim de elucidar a sua 
importância como ferramenta pedagógica a favor da transmissão do conhecimento. Um primeiro exemplo é o 
uso de computadores nas escolas, geralmente realizado através de uma sala de informática, onde os alunos têm 
a oportunidade de vivenciar experiências de aulas num formato diferenciado, podendo acessar a internet para 
fazer pesquisas interativas com a aula. 
 Esse formato de aula com estímulo interativo e dinâmico estimula a participação dos alunos e torna o 
momento da apropriação do conhecimento mais agradável, tanto para os alunos quanto para o professor. O uso 
de datashow, projetor multimídia, ou até mesmo a lousa digital, são grandes exemplos de outras ferramentas 
tecnológicas digitais que podem fazer toda a diferença no desenvolvimentode uma aula, como, por exemplo, na 
exibição de filmes, documentários, assim como a exibição de outros conteúdos, como pinturas, gráficos, etc., 
que podem ser usados em sala de aula a partir da utilização dessa ferramenta. É importante destacar que o uso 
de tecnologias digitais nos espaços escolares em nada diminui as tecnologias não digitais que também compõem 
os espaços escolares, sendo um importante aliado na educação, tendo um uso absolutamente relevante nas 
aulas, como aparelho DVD, televisão, calculadora, aparelho microscópico, dentre muitos outros equipamentos 
que, sendo no formato digital ou não, devem ser considerados importantes recursos tecnológicos que possibilitam 
um ensino-aprendizagem de maior qualidade. 
 No entanto, por mais que consideremos que as tecnologias são importantes ferramentas pedagógicas, 
assim como é fundamental uma formação docente que os habilite a usá-las com excelência, devemos levar em 
consideração que sua aplicação no ambiente escolar envolve uma política de investimento na educação, pois 
não adianta o governo instituir uma Base Nacional (BNCC) que traz como tarefa o uso das tecnologias na 
educação se o mesmo não investe recursos financeiros para que tais tecnologias venham a ser aplicadas. A 
esse respeito, precisamos nos posicionar a favor do investimento na educação e, sobretudo, numa educação de 
caráter tecnológico, pois compreendemos ser essa estrutura educacional uma fundamental aliada no processo 
de aprendizagem. Metodologia Este é um estudo de revisão bibliográfica, baseado em uma pesquisa exploratória 
e descritiva, pautado em leituras atualizas sobre o tema em questão, a partir de uma investigação acompanhada 
de um olhar crítico e reflexivo. 
 A respeito da pesquisa bibliográfica, consideramos que ela é: feita com o intuito de levar um 
conhecimento disponível sobre teorias, a fim de analisar, produzir ou explicar um objeto sendo investigado. A 
pesquisa bibliográfica visa então analisar as principais teorias de um tema, e pode ser realizada com diferentes 
finalidades (Chiara et al., 2008). Baseado nesse pressuposto, consideramos que o objetivo central dessa revisão 
bibliográfica é trazer uma análise crítica a respeito da importância das tecnologias digitais no ambiente escolar, 
pautado em autores que são referências no tema, para assim oferecer um suporte teórico para as escolas 
começarem a refletir sobre a sua relevância e pensarem formas de implementação das mesmas, tendo 
consciência de seu papel em todo o processo educativo. 
 
 Considerações finais: Em suma, cabe apontarmos a importância das tecnologias digitais na educação, 
sendo o seu uso um grande estímulo para o aprendizado, quando feito de maneira pedagógica e em conjunto 
com os professores. É nesse sentido que ratificamos que o uso das tecnologias digitais, quando encontra o seu 
espaço nas aulas, pode levar o aluno a se sentir mais ativo e responsável pelo seu processo de aprendizagem, 
à medida que o conhecimento é construído de forma dinâmica, interativa e dialógica, levando-nos a considerar 
que tais tecnologias, quando aplicadas de forma correta, podem representar um grande estímulo à interação e à 
aprendizagem. Por essas razões, é da ordem do dia defender o seu uso para que, cada vez mais, as escolas 
sintam-se motivadas a investir nelas e para que os governos, de modo geral, desde o âmbito municipal, estadual 
ou federal, venham fomentar a sua aplicação para que, desse modo, tenhamos espaços socioeducativos mais 
propícios para a livre apropriação do conhecimento. 
 
Informações Complementares: 
 
Prosumer – o que é? Características e exemplos 
Prosumer é um termo que combina as palavras "produtor" e "consumidor". É utilizado para designar 
um tipo de consumidor que participa ativamente do processo de criação de produtos e serviços. 
Características dos prosumers 
Pesquisam informações sobre produtos e serviços 
Compartilham opiniões e experiências com outros consumidores 
Contribuem com o processo criativo de um produto ou serviço 
Geram insights e influenciam tendências 
Interagem com a marca através das redes sociais 
Criam informações relacionadas à marca 
Impacto dos prosumers 
Os prosumers são influenciadores que geram opiniões importantes, principalmente via internet. Eles 
podem impactar as estratégias de marketing das empresas, ajudando-as a tomar melhores decisões. 
Exemplos de prosumers 
Produtores de blogs, podcasts, vídeos no YouTube 
Consumidores que participam da produção de energia a partir de pequenos sistemas em residências 
ou em comunidades energéticas 
Consumidores que procuram produtos de tecnologia de ponta. 
(Pesquisa Google, acesso em março/2025) 
O fenômeno das fake news 
Notícias falsas sempre circularam. Sobretudo nos estratos menos expostos ao jornalismo e a outras 
formas de conhecimento verificável, boatos encontram terreno para se propagar. [...] 
A novidade é que as redes sociais da internet se mostram o veículo ideal para a difusão de notícias 
falsas. Não apenas estapafúrdias, como seria de esperar, mas às vezes inventadas de modo a favorecer 
interesses e prejudicar adversários. 
A circulação instantânea, própria desse meio, propicia a formação de ondas de credulidade. [...] essas 
ondas conferem escala e ritmo inéditos à tradicional circulação de boatos. 
Dado que as pessoas, nas redes sociais, tendem a se agregar por afinidade de crenças, não é difícil 
que os rumores se disseminem sem serem confrontados por crítica ou contraponto. 
O melhor antídoto para os males da liberdade de expressão é a própria liberdade de expressão, que 
tende a encontrar formas de se autocorrigir. E o melhor antídoto contra as falsidades apresentadas como 
jornalismo é a prática do bom jornalismo, comprometido com a veracidade dos fatos que relata e com a 
pluralidade de pontos de vista no que concerne às questões controversas. 
Embora haja remédios legais para reparar os excessos, a maioria dos casos passará despercebida no 
ruído incessante da internet. 
(Folha de S.Paulo, 26.02.2017. Adaptado) 
Referências: 
- PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2011 
- https://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/ 
- https://blog.flexge.com/professor-tecnologia-pratica-educativa/ 
- https://www.significados.com.br/inclusao-digital 
- CARNEIRO, Auner Pereira; FIGUEIREDO, Ismérie Salles de Souza; LADEIRA, Thalles Azevedo. A importância das 
tecnologias digitais na Educação e seus desafios. Revista Educação Pública, v. 20, nº 35, 15 de setembro de 2020. 
Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/35/joseph-a-importancia-das-tecnologias-digitais-na-
educacaoe-seus-desafios-a-educacao-na-era-da-informacao-e-da-cibercultura 
 
http://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/
http://www.significados.com.br/inclusao-digital

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