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Material de Estudos - 2° série - 1° trimestre Avaliação Integrada - Disciplinas Pedagógicas Texto 1: Tecnologias na pré-história Pedro Eurico Rodrigues Quando falamos em tecnologia a primeira coisa que nos vem em mente certamente são os avanços tecnológicos do nosso presente: robôs, computadores, máquinas. No entanto, a palavra se refere a toda e qualquer técnica que tenha se desenvolvido graças a atividade humana. Proposital, sistemática e utilizada para um determinado fim, as técnicas desenvolvidas na pré-história vão desde o domínio do fogo à invenção da roda e até mesmo à fundição de metais, que possibilitaram a sobrevivência dos homens na Terra. Uma das primeiras técnicas desenvolvidas foi a atividade de lascar pedras umas nas outras a fim de formar uma ponta pontiaguda, que serviria para a caça e para o manuseio de alimentos. Foi lascando pedras que o homem descobriu o fogo, uma das tecnologias mais importantes da humanidade até hoje. A partir dele, descoberto no período que chamamos de paleolítico, muita coisa mudou: além da possibilidade de se fazer fogueiras para aquecer o grupo e o cozimento de alimentos, proporcionou uma maior sobrevivência, com consequente aumento demográfico. A partir dele, também, foi possível muito tempo após a sua descoberta, fundir metais para a produção de novos objetos úteis para o cotidiano e sobrevivência dos grupos humanos. A transição do período paleolítico para o neolítico foi marcada pelo que se costuma chamar de Revolução Neolítica. Ela foi marcada não só pelo início do processo de sedentarização dos grupos humanos, que a partir do domínio da terra e da agricultura conseguiram se fixar em um único local produzindo não só a alimentação necessária para determinado momento como também o necessário para guardar e manter o grupo vivo, sem precisar de deslocamento para se alimentar. Pode-se considerar também a agricultura como uma das técnicas desenvolvidas pelos homens e mulheres pré-históricos. Semear, plantar, irrigar, colher e produzir o alimento foram processos que dependeram não só da ação da natureza como também da inteligência humana. Neste sentido a arte rupestre pode ser considerada uma forma de técnica: o desenvolvimento de uma linguagem de comunicação últil para determinado grupo e as técnicas de representação daquela realidade, bem como os materiais utilizados para tal fim podem enquadrar a arte rupestre como uma forma de tecnologia. Imagina-se que outra tecnologia fundamental para o desenvolvimento das sociedades humanas tenha sido produzida durante o período pré-histórico: a roda. Entretanto, as pesquisas arqueológicas encontraram rastros de sua existência apenas há 3.000 anos a.C., na sociedade mesopotâmica. Ilustração mostra a evolução da roda ao longo da história da humanidade. Fonte: James Steidl / Shutterstock.com Embora relacionemos diretamente a tecnologia ao presente é preciso lembrar que as sociedades humanas só puderam se desenvolver, construir cidades, desenvolver códigos numéricos e de escrita a partir da transformação de elementos da natureza em ferramentas e materiais úteis para a sobrevivência humana. Texto 2: A revolução digital transformou todos os setores da sociedade e as formas de relacionamento entre seus indivíduos. Amanda Goularte, Diana Marilia Arenas A evolução das tecnologias digitais, de informação e comunicação, provocou uma transformação na sociedade como nunca se viu na história da humanidade. A educação na Era Digital exige um novo olhar, postura e medidas que atendam às novas necessidades dos indivíduos e da sociedade. Ignorar a urgente necessidade de mudança é condenar o processo educativo ao fracasso. Não apenas a educação deve se adequar a esta nova Era, como também deve preparar os indivíduos para ela. Os primeiros acessos à internet O surgimento dos primeiros computadores domésticos, na década de 1980, e o acesso à internet Você está recebendo uma coletânea de textos que irá contribuir na construção do conhecimento e reflexões necessárias para a realização da Avaliação Integrada das Disciplinas Pedagógicas, neste trimestre. As leituras são fáceis e objetivas, aproveite e muito sucesso! https://www.infoescola.com/autor/pedro-eurico-rodrigues/3327/ https://www.infoescola.com/tecnologia/ https://www.infoescola.com/historia/pre-historia/ https://www.infoescola.com/quimica/fundicao/ https://www.infoescola.com/quimica/metais/ https://www.infoescola.com/sistema-solar/terra/ https://www.infoescola.com/quimica/metais/ https://www.infoescola.com/pre-historia/periodo-paleolitico/ https://www.infoescola.com/historia/revolucao-agricola/ https://www.infoescola.com/artes/arte-rupestre/ https://www.infoescola.com/artes/arte-rupestre/ https://www.infoescola.com/cultura/roda/ https://www.infoescola.com/historia/sociedade-mesopotamica/ https://www.infoescola.com/comunicacao/escrita/ https://blog.flexge.com/author/amanda/ https://blog.flexge.com/author/diana/ https://blog.flexge.com/educacao-digital-brasil-escolas https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2018/08/evolucao-roda39705466.jpg através da rede discada, já causavam espanto e encantamento. Foi uma revolução! Quem vivenciou esse período, a chamada geração X, em um tempo não muito distante, deve lembrar a admiração diante da modernidade de acessar à internet, uma inovação que ocorreu por volta do ano 1995. Fazer parte da rede mundial de computadores era como se tornar protagonista daqueles filmes futuristas que nos permitiram viajar na imaginação durante nossa infância e adolescência. O processo exigia alguns componentes: devia se contar com um fax-modem, uma linha telefônica e também um provedor de acesso à rede. Uma vez ligada toda essa parafernália, ouvia-se, com santa e respeitosa paciência, aquele barulhinho característico, que, apesar de irritante, era fácil de suportar, pois sabíamos que ele anunciava fortes emoções que estavam por vir. Era tudo muito novo e surpreendente: poder participar de chats, as crianças acessarem jogos, pesquisar temas, e toda a série de descobertas que nos aguardavam e deslumbravam, uma atrás da outra. Falando assim, até parece que faz muito tempo que isso tudo aconteceu. Mas não faz. A velocidade em que a tecnologia evoluiu, e continua a evoluir, é surpreendente. Por isso, não se pode fechar os olhos para os impactos que tamanha e acelerada evolução causaram na educação. O próprio papel do professor mudou nesta nova Era, deixando este de ser o único detentor das informações: os alunos podem acessá-las com um clique, na palma da mão. A evolução da comunicação digital Quem nasceu entre os anos 1960 e o início dos anos 1980, presenciou também o surgimento dos celulares (enormes, por sinal!), das impressoras, estreou o uso de e-mails, acompanhou um verdadeiro boom na área tecnológica e da comunicação. Por mais estrondoso que tenha nos parecido à época, apenas estava começando. Não era possível imaginar, a verdadeira revolução que ocorreria na velocidade da informação, no desenvolvimento tecnológico e principalmente, na forma da educação que temos hoje na chamada Era Digital. Pensando nisso, quem é capaz de prever, com certo grau de exatidão, quais serão os avanços na tecnologia e seu impacto nas relações sociais dentro de uns vinte anos? O que pode mudar, com essa velocidade de descobertas? Como será influenciada a humanidade neste mundo high tech? O que podemos afirmar é que a comunicação em tempo real, com o uso dos dispositivos móveis, foi natural e organicamente internalizada e a capacidade de realizar tarefas diversas com rapidez, desenvolvida. A nova geração participou do início das redes sociais, que estabeleceu novas relações e formas de comunicação. As facilidades da conectividade e dos serviços da Era Digital as acompanharam sempre, desde o nascimento. Os impactos disso para a educação são avassaladores. É impossível teimar em manter a educação nos mesmos moldes que existem desde a Revolução Industrial. Devido a essefácil acesso à informação, é possível que hoje, em uma mesma turma, alunos possuam diferentes níveis de conhecimento. Essas diferenças não podem ser ignoradas pelos professores, que precisam encontrar um meio de ensinar a todos sem que ninguém se prejudique. A educação deve contemplar o presente e o futuro e se adequar aos novos indivíduos, cada vez mais conectados e dispersos, frutos da Era Digital. Veja a seguir quem são esses indivíduos da nova geração. Uma geração de nativos digitais Os filhos da geração Y, a chamada geração Z, nativa digital, ou até mesmo conhecida por iGeneration, é composta por pessoas nascidas a partir do início da década de 2000, que têm a tecnologia em seu DNA. São pessoas que nasceram cercadas pela tecnologia. Não conseguem imaginar um mundo desprovido de celulares, tablets, os mais diversos itens eletrônicos compõem seu espaço e as redes sociais são a forma mais natural de comunicação. Habituadas ao crescimento na velocidade de transmissão das informações, bem como à rapidez com que ocorrem as mudanças e inovações tecnológicas, as pessoas desta geração estão sempre conectadas. Nasceram em um mundo sem fronteiras geográficas, em que a globalização é um fato, e não apenas um conceito. Os nativos digitais, que têm acesso a todo tipo de informação, a qualquer hora e lugar, encontram nas escolas uma realidade muito diferente da expectativa e alcance que sua própria conectividade permite. Era digital e educação: entenda quais são os desafios “O pior cego é aquele que não quer ver”, diz o famoso provérbio. Ao pensar na realidade de nosso atual sistema educacional, essa frase sintetiza muito bem a situação. Professor, giz e quadro negro. O modelo tradicional idealizado em uma época absolutamente diferente da que vivemos, ainda está presente na maioria das salas de aula (excetuando o período da pandemia). Insistimos em manter a organização e dinâmica como concebida: crianças agrupadas por idades, disciplinas separadas, professor expondo o conhecimento. Neste modelo, o aluno recebe passivamente informações que nem se comparam, em qualidade e quantidade, às que ele próprio pode ter acesso, onde e quando quiser. https://blog.flexge.com/papel-professor-tecnologias-educacionais https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel https://blog.flexge.com/como-dar-aula-ingles-multinivel Como fechar os olhos para essa realidade? Os nativos digitais necessitam de um olhar diferenciado do setor educacional. Expostos desde sempre a uma infinidade de estímulos, não conseguem “se conectar” às aulas no modelo tradicional. A padronização das turmas, a necessidade de memorização, o repasse de conteúdos fixos e limitados, entre tantas práticas que ainda perfazem a forma como as escolas se organizam, devem ser revistas e corrigidas para se adequarem a um modelo de educação na Era Digital. O professor não pode mais ter a expectativa ou pretensão de ser o detentor do conhecimento. Basta imaginar que a cada dois dias é criada uma quantidade de informação equivalente ao período que vai do início da história da humanidade até 2003, para entender que a estratégia da educação na Era Digital deve ser outra. A necessidade de mudança do processo educacional é urgente e todo esforço e atenção deve ser dado sob o risco de presenciarmos um colapso do sistema como hoje está colocado. Gestores, professores e pais precisam adotar um novo olhar e se tornar parte do processo, dentro dos novos papéis que surgem neste cenário de enxurrada tecnológica e de informação. Para extrair da Era Digital o que ela nos oferece de melhor, no ambiente educacional, com suas profundas transformações nas relações sociais, dependemos de um conjunto de fatores que favoreçam as novas práticas, mas o principal é o despertar do professor para seu papel de orientador neste complexo e infinito acesso às informações, fomentando a capacidade de reflexão e análise seletiva dos conteúdos, o trabalho em equipe e a criatividade. O grande desafio atual é estimular a geração Z para que aprenda, com o apoio do seu professor/tutor, a filtrar conteúdos, organizar e validar informações, extrair significado e encontrar soluções. Para tanto, os professores podem começar a adequar suas metodologias para um aprendizado ativo, colocando o aluno como centro do processo de aquisição do conhecimento, e não mero espectador. Somente com um modelo novo de educação na Era digital é que se atenderá, de fato, à nova geração. Texto 3: 7 exemplos de TICs na Educação e os benefícios de usar essas tecnologias em sala de aula Amanda Goularte O uso de tecnologia em sala de aula é algo que veio para ficar. Não se trata mais de algo que se vislumbra para o futuro da educação, mas sim de algo que já faz parte do dia a dia de professores e alunos. Com isso, é muito importante que educadores, gestores, coordenadores e demais atores do sistema educacional conheçam essas tecnologias, entendam seus conceitos e aplicações. Somente assim será possível obter sucesso na aplicação delas no processo de ensino-aprendizagem. O que é TIC TIC é a abreviação adotada para o termo Tecnologia da Informação e Comunicação. Refere-se a um conjunto de recursos tecnológicos integrados, os quais proporcionam, por meio das funções de hardware, software e telecomunicações, a automação e comunicação de processos. Com a popularização da internet, o uso dessas tecnologias foi potencializado em vários campos, inclusive na educação. Pode parecer algo muito complexo ou revolucionário, mas a verdade é que as TICs já fazem parte do nosso dia a dia pessoal e profissional. Você provavelmente possui um endereço de e-mail, certo? Ou utiliza algum chat ou aplicativo de mensagem instantânea, não é mesmo? Pois bem, elas são exemplos de TICs. Outros exemplos são: notebooks e computadores; celulares; câmeras de vídeo e foto para computador ou Webcams; pendrive; cartão de memória; internet; websites; e-mail; YouTube. Em cada área da sociedade, as TICs são desenvolvidas para proporcionar soluções específicas, como automação para a indústria, ferramentas de gestão no comércio e segurança para empresas financeiras. Na educação, essas tecnologias proporcionam a potencialização do processo de aprendizagem, a personalização do ensino, gerenciamento de turmas, assertividade na gestão de escolas, dentre outros. TICs na educação As Tecnologias da Informação e Comunicação estão para a Era Digital assim como o carvão esteve para a Era Industrial. São ferramentas indispensáveis para o funcionamento do novo paradigma social. Hoje https://canaltech.com.br/big-data/O-fenomeno-Big-Data-e-seu-impacto-nos-negocios/ https://canaltech.com.br/big-data/O-fenomeno-Big-Data-e-seu-impacto-nos-negocios/ https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem https://blog.flexge.com/author/amanda/ https://blog.flexge.com/tecnologia-sala-de-aula-vantagens-desvantagens em dia, muitas de nossas atividades cotidianas são prejudicadas se perdermos o acesso à internet ou a nossos aparelhos celulares. Trabalho, lazer, alimentação, transporte e educação: elas estão presentes em toda parte. Para um professor de inglês, por exemplo, a utilização de recursos audiovisuais para ensinar o idioma tornou-se algo indispensável. As TICs proporcionam algo que antes da existência das mesmas parecia impossível de se realizar. A qualidade do ensino com a utilização das TICs é muito maior e mais perceptível. Isso porque elas multiplicaram as possibilidades de pesquisa e informação para os alunos, que com essas ferramentas em mãos, tornam a aprendizagem ativa e passam a protagonizar o processo de ensino- aprendizagem. No entanto, a implementação dessas tecnologias em sala de aula não esvazia o papel dos professores. Pelo contrário, este passa por uma transformação que aumenta ainda mais sua importância e indispensabilidade.No contexto da Era Digital, o professor deixa de ser o único detentor e transmissor do conhecimento e passa a ser organizador e curador das informações, fornecedor de meios e recursos de aprendizagem, provocador do diálogo, da reflexão e da participação crítica, entre outros papéis. Quando as TICs são aplicadas no processo de ensino-aprendizagem de forma adequada, os alunos se tornam mais motivados e engajados. Ainda, tratando-se da utilização das TICs na educação, devemos destacar a importância dessas ferramentas para a democratização do ensino. Por meio dessas tecnologias, a Educação a Distância (EaD) supera barreiras territoriais e econômicas, para levar educação a uma vasta quantidade de pessoas, em diversas localidades. 7 exemplos de TICs na Educação e seus benefícios 1. Ferramentas de comunicação Comuns a diversas áreas de nossas vidas, essas TICs tem a função de facilitar a comunicação entre as pessoas. Neste caso estamos falando das pessoas envolvidas no processo educativo: professores, alunos, pais dos alunos, diretores, coordenadores. São muito eficientes para simplificar a troca de informações, agilizar conversas (que ocorrem de forma instantânea), permitir a comunicação em grupos, entre outras vantagens. Alguns exemplos são: e-mail; aplicativos como WhatsApp; site; redes sociais. 2. Ferramentas de trabalho Neste grupo de TICs se encontra qualquer aplicativo ou programa que auxilie na organização de arquivos e na realização de tarefas, utilizado tanto por professores quanto por alunos. São tecnologias que substituem ferramentas como cadernos e arquivos, e vão além, transformando os processos e a forma como realizamos tais tarefas. Exemplos: ferramentas de edição de textos; ferramentas de armazenamento. 3. Ferramentas de gestão As ferramentas de gestão simplificam e facilitam a organização de informações e processos relacionados à educação, seja dentro da sala de aula ou fora dela, relacionado à própria escola, aos professores ou alunos. Pode-se elencar como TICs de gestão: sistema para emissão de boletos; gerenciador de presença; livro virtual para lançamento de notas. 4. Ferramentas de experimentação As ferramentas de experimentação, colocam o aluno como protagonista no processo de aprendizagem, ao viabilizar que ele desenvolva projetos e produtos que não seriam possíveis sem tais tecnologias. Estamos falando aqui de tecnologias que permitem ao aluno colocar a mão na massa e adquirir conhecimentos de forma prática, experimental. Elas são muito importantes para o desenvolvimento do aluno, vez que auxiliam no trabalho com as competências cognitivas, as habilidades socioemocionais, a comunicação e o trabalho em equipe. São exemplos de TICs de experimentação: laboratório de informática; kits de robótica; plataformas de programação; softwares de produção audiovisual. 5. Ambientes virtuais imersivos Sabemos que é possível visitar diversos museus de maneira virtual e ter contato com arte e cultura de diversas nacionalidades e épocas, sem sair de casa. Através de imagens virtuais, a tecnologia de realidade aumentada promove experiências que misturam o mundo real com o digital. Para os alunos, essa experiência proporciona diversão e muito aprendizado. Um ambiente virtual imersivo é um cenário tridimensional dinâmico armazenado em computador e exibido através de técnicas de computação gráfica, em tempo real. O usuário tem a sensação de estar presencialmente no local. Alguns exemplos de dispositivos de realidade aumentada são: HMDs; BOOMs; Shutter-Glasses; CAVEs. 6. Plataformas https://blog.flexge.com/recursos-audiovisuais-ensinar-ingles https://blog.flexge.com/recursos-audiovisuais-ensinar-ingles https://blog.flexge.com/metodologias-ativas-ensino-aprendizagem https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores https://blog.flexge.com/cultura-maker-educacao https://www.eravirtual.org/ As TICs mais utilizadas na educação são as plataformas. Elas apresentam diversas funcionalidades, sendo a mais comum a distribuição do conteúdo. Através delas, o professor consegue gerenciar o processo de ensino-aprendizagem, acompanhando a evolução e o desenvolvimento do aluno, de forma personalizada. No modelo de ensino híbrido, por exemplo, o professor pode publicar materiais para que o aluno acesse de sua casa, e este, por sua vez, consegue enviar para o professor as atividades realizadas de forma online. São exemplos plataformas utilizadas na educação: sistema de gestão de aprendizagem (LMS - Learning Management System); ambiente virtual de aprendizagem; Google Classroom; material didático digital. 7. Objetos digitais de aprendizagem Por fim, o último tipo de TICs na educação são os ODA - Objetos Digitais de Aprendizagem. ODA nada mais são do que recursos digitais que auxiliam a prática pedagógica dentro ou fora da sala de aula. Na maioria das vezes, são ferramentas utilizadas para tratar da matéria de forma mais dinâmica, sendo muito eficientes para captar o interesse e envolver os alunos nas atividades da aula. Exemplos: jogos ou plataformas gamificadas; eBooks (livros digitais); animações; videoaulas e outros recursos audiovisuais. Benefícios das TICs na educação Desde a organização da parte burocrática, financeira e administrativa das organizações de ensino, as TICs permeiam todo o processo educacional, atuando de maneira positiva também na atividade final, o ensino. É fato que as TICs colaboram com a gestão educacional para melhorar a qualidade do ensino, pois munem o professor de ferramentas que potencializam sua capacidade de ensinar. Assim, pode-se dizer que as TICs na educação: - proporcionam a personalização do ensino e acompanhamento individualizado; - promovem a autonomia do estudante, deixando o processo de aprendizagem muito mais ativo; - incentivam o trabalho em equipe através de atividades colaborativas e interativas; - deixam as aulas e o aprendizado mais dinâmico; - auxiliam os educadores e coordenadores a gerenciar tarefas burocráticas, tornando o seu trabalho mais prático e eficiente; - permitem que o aprendizado ocorra de maneira contextual e situada, visto que a instrução pode ocorrer em qualquer lugar e momento; - contribuem para o acesso universal à educação. O que é a Inclusão digital? Inclusão digital consiste em disponibilizar para todos os cidadãos, de modo igualitário, a oportunidade de ter acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC's). Em outras palavras, a inclusão digital representa a democratização da tecnologia. A inclusão digital serve para garantir que todas as pessoas, independente de classe social, etnia, religião ou poder econômico, tenham condições de usufruir as potencialidades das ferramentas tecnológicas de comunicação e informação. Quando exploradas corretamente, estas podem ajudar a melhorar as condições de vida desses indivíduos. Para que haja a inclusão digital são necessários três requisitos básicos: um computador, acesso a internet e, principalmente, o domínio sobre as ferramentas da internet. Por este motivo, os programas de inclusão digital dos governos, por exemplo, devem visar essencialmente a formação e "alfabetização informática" das pessoas, para que sejam aptas a extrair os benefícios do universo digital. A inclusão digital é um passo em direção a inclusão social dos indivíduos. Os programas de inclusão digital dão destaque aos âmbitos escolares, auxiliando crianças e jovens a aprenderem a usar a tecnologia em prol do seu desenvolvimento. Os portadores de deficiência também são alvo desses programas governamentais, onde a tecnologia deve ser adaptada para atender as suas necessidades. Além do mais, as tecnologias de comunicação e informação podem ser uma excelente ferramenta educacional para quem sofre com deficiência auditiva ou visual, por exemplo.Texto 4: O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa Amanda Goularte, Thiago Capitelli A introdução das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem não se trata de modismo e isso já está mais do que comprovado. Com isso, os professores ganharam importantes aliados que podem ajudá-los a aprimorar a arte de ensinar. O uso da internet e de ferramentas tecnológicas em sala de aula transformaram o cenário educacional, provocando uma notável mudança de paradigma. O papel do professor foi ressignificado, o modo pelo qual os alunos aprendem mudou, barreiras foram derrubadas e novos obstáculos foram revelados. Paralelamente ao que acontece na educação, observa-se https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia https://flexge.com/pt/?utm_campaign=blog&utm_source=blog&utm_medium=tics-na-educacao https://flexge.com/pt/?utm_campaign=blog&utm_source=blog&utm_medium=tics-na-educacao https://blog.flexge.com/author/amanda/ https://blog.flexge.com/author/thiago/ https://blog.flexge.com/papel-professor-tecnologias-educacionais outra relevante transformação na sociedade, refletindo essa nova realidade da Era Digital. Diversas profissões estão correndo verdadeiro risco de extinção, devido ao avanço tecnológico. Será esse o caso dos professores? Afinal, como o professor deve lidar com a tecnologia digital na sua prática educativa? Qual o futuro dos professores? A tecnologia substitui o professor? Esse é um questionamento pertinente na Nova Era. Afinal, são inúmeras as profissões ameaçadas pelo avanço da tecnologia, como se tornou comum noticiar atualmente. Em contrapartida, sabe-se também que incontáveis novas profissões devem surgir nos próximos anos, decorrentes desse mesmo avanço. Logo, trata-se de uma situação que pode vir a ser equilibrada em algum momento no futuro. Mas quanto aos professores? A tecnologia substitui o professor? Bom, as notícias para esses profissionais são tranquilizadoras. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford, intitulado: “O futuro do emprego: como os trabalhos são suscetíveis a informatização?”, os professores estão entre as profissões que correm os menores riscos de substituição. Isso porque a adoção da tecnologia no processo de ensino não esvazia o papel do professor. Pelo contrário, dá novo significado e até mesmo aumenta a sua importância. Há uma crença equivocada que, desde a introdução das novas tecnologias na educação, o professor estaria na lista de profissões ameaçadas. Isso se deve ao fato de que, antes dessa mudança de paradigma que aconteceu, o docente era tido como único detentor do conhecimento. Apenas os professores dominavam os conteúdos e somente através deles é que se poderia ter acesso a tais conhecimentos. Ora, uma vez que agora, na Era Digital, a informação está disponível para qualquer pessoa com acesso à internet, surgiu a falsa ideia de que o professor deixaria de ser necessário. Trata-se de flagrante engano pensar que, de alguma forma, o professor pode ser dispensável ao ensino. Isso porque a função desse agente educacional vai muito além da mera transmissão de informações. Assim, a tecnologia não substitui o professor, pois ele é indispensável ao ensino. Com as transformações ocasionadas pela evolução tecnológica, o papel do professor passa também por uma significativa mudança, sem diminuir, contudo, a sua importância. O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa O papel do professor foi ressignificado diante do novo paradigma social, no qual a tecnologia passou a fazer parte de todas as áreas das nossas vidas, inclusive na educação. Diante dessa nova realidade, o professor foi compelido a adotar nova postura e comportamento, precisando rever suas metodologias de ensino e princípios pedagógicos. Além de inserir novas ferramentas em suas aulas, ao professor também foi incumbida a missão de preparar os alunos para a nova realidade. Assim, junto com a função de transmissor de conhecimento, o professor passa a ser, neste novo contexto, mediador de conteúdos, curador, mentor e facilitador. Isso porque os alunos precisam aprender a lidar com as informações a que têm acesso de forma crítica, significativa, reflexiva e ética. Somente dessa forma eles poderão exercer com plenitude seus papéis sociais e transformar essas ideias com as quais interagem em conhecimento. Vale ainda mencionar que as tecnologias digitais apresentam uma enorme gama de possibilidades para a interação, comunicação, busca de informações, entretenimento e produção do conhecimento. Desse modo, é preciso repensar as formas de ensino para que se assegure, realmente, a aprendizagem dos alunos. Mais do que uma mudança de mentalidade quanto ao seu papel, o professor precisa também buscar por formação continuada, a fim de estar preparado para os novos desafios ocasionados pela revolução tecnológica que vivemos. É importante destacarmos aqui que a relação do professor e a tecnologia digital na sua prática educativa não pode se limitar a adoção de ferramentas, mantendo-se a mesma lógica de ensino tradicional. Além disso, é preciso compreender que não se trata da adoção de novas metodologias e ferramentas em substituição total às até então utilizadas. Não é necessário a adoção de uma metodologia ou outra, uma ferramenta ou outra. Pode-se combinar várias opções, em busca das melhores alternativas para o novo cenário e contexto de ensino. Deve-se repensar metodologias, modelos educacionais, estratégias de ensino e, acima de tudo, compreender o novo perfil dos alunos e atuar de maneira significativa na vida deles, preparando-os para o futuro. “O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola.” (Jean Piaget) O futuro dos professores: os desafios que vêm por aí Como falamos, na Era da Educação 4.0 que vivemos, o professor teve que sair da função estática de transmissor de conhecimento, assumindo novos papéis no que tange à educação dos seus alunos. Ele https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf https://blog.flexge.com/tecnologia-sala-de-aula-vantagens-desvantagens https://blog.flexge.com/tecnologia-educacao-plataformas-professores https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia https://blog.flexge.com/ensino-hibrido-personalizacao-tecnologia agora precisa ter uma atuação mais dinâmica e fluida, atuando como curador de conteúdos e mentor dos seus alunos, para guiá-los na busca pelo conhecimento. Sabe-se que cada vez mais os professores deverão desenvolver nos alunos habilidades como pesquisa, comparação, compreensão, análise crítica e conexão de ideias. Eles devem também conscientizar os estudantes para o uso saudável dos recursos tecnológicos. Ainda pode-se elencar entre as funções do professor na Nova Era o incentivo a autonomia do aluno para a aquisição de conhecimentos e a promoção de modelos de aprendizado que levem em conta características individuais dos estudantes. Por fim, neste contexto do ensino digital, o professor deve estar preparado para lidar com conflitos emocionais e éticos que podem surgir, devido à impossibilidade de controlar as interações que os alunos realizarão na internet. “O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.” (Jean Piaget) Texto 5: A importância das tecnologias digitais na Educação e seus desafios Auner Pereira Carneiro Professor pós-doc. (UENF), doutor em Ciências (USP) Ismérie Salles de Souza Figueiredo Mestra em Educação (Facultad Interamericana de Ciências Sociales)Thalles Azevedo Ladeira Mestrando em Ensino (PPGEn/UFF) Compreende-se que os espaços escolares vêm sofrendo modificações sem precedentes com o advento das tecnologias, trazendo uma necessidade de modernização das aulas dos professores para acompanhar a cultura digital, que é uma realidade em nossa sociedade. Com isso, não cabe mais, nos dias atuais, modelos de aulas obsoletos, que não façam uma ponte com as ferramentas tecnológicas tão presentes em nosso cotidiano. Além disso, consideramos ainda que a familiaridade com o uso de programas de computador e com a navegação na web são fundamentais para o exercício da cidadania; portanto, devem ser estimuladas pelos professores aos seus alunos. Partindo desse pressuposto, destacamos que, em 2020, a escola que continuar educando sem se basear em métodos pedagógicos que dialoguem com as tecnologias é considera uma escola pedagogicamente atrasada no tempo. Nesse sentido, consideramos fundamental que as escolas abram espaço para o uso das tecnologias e os professores apropriem-se delas de forma segura e as utilizem como importantes ferramentas didáticas para a transmissão do conhecimento. Baseado nisso é que podemos falar da importância da inclusão digital no Brasil, assim como da importância da escola ser um espaço potencializador dessa inclusão, possibilitando aos alunos um uso consciente e saudável das tecnologias digitais, estimulando o aprendizado por meio dela e, desse modo, levando os alunos a tomarem consciência das infinitas possibilidades de acesso ao conhecimento que eles podem desenvolver. Considerando esse indicativo, Silveira (2005) aponta que existem três pontos a serem considerados quando pensamos em inclusão digital: A inclusão voltada para a cidadania, no sentido da busca do direito de interagir e do direito de se comunicar por meio das redes; a inclusão voltada para inserir as camadas mais pauperizadas ao mercado de trabalho - neste caso seria uma inclusão com um foco mais tecnicista, de ações que estão voltadas a meros “cursos de informática”; e por último a inclusão voltada à educação, na perspectiva da importância da formação sociocultural dos jovens, na sua formação e orientação diante do dilúvio informacional. Sendo assim, a definição da inclusão digital se dá com a universalização do acesso ao computador conectado à internet, bem como, ao domínio da linguagem básica para manuseá-lo com autonomia (Silveira, 2005, p. 434). Com base na citação de Silveira (2005), começa a ficar claro para nós a importância de termos professores preparados pedagogicamente para desenvolver suas aulas com uma didática interativa, dinâmica e que dialogue com a realidade da maioria de seus alunos, que, por sua vez, geralmente já chegam à sala de aula imersos em uma cultura digital, onde as tecnologias da comunicação e informação (TCI), como o uso de celulares e acesso à internet ocupam um espaço significativo em sua rotina diária. Além disso, cabe destacar que professores preparados para atuar pedagogicamente e didaticamente com o uso das tecnologias digitais é uma competência exigida pela própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC), quando aborda a competência geral 5, que, por sua vez, está colocada da seguinte forma: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (BNCC, 2017). Diante disso, fica claro para nós que o uso de tecnologias digitais em sala de aula é um direito do aluno e do professor, além de caracterizar-se como uma importante competência trazida pela BNCC e que deve ser cumprida nos espaços escolares para a promoção de um processo de ensino-aprendizagem mais qualitativo e significativo, tanto para os docentes quanto discentes. É diante da importância de tal discussão, que cabe falar em alfabetização e letramento digital, que, por sua vez, são ações pedagógicas que visam tornar acessível o conhecimento para os alunos por meio de tecnologias e da cultura digital que se configuram como uma importante ferramenta para compor o aprendizado. Referencial teórico Diante do cenário de modernização da sociedade com a utilização das tecnologias digitais tornando-se um hábito na vida da grande maioria dos brasileiros, é preciso pensar a sua importância nos espaços educacionais, a fim de assegurar ambientes de aprendizado com https://blog.flexge.com/educacao-era-digital-desafios mais qualidade, dinamismo, interatividade e que estimulem os alunos ao conhecimento, além de permitir ao professor poder repensar a sua própria prática na educação. Nesse sentido, assegurar uma formação, tanto inicial quanto continuada, aos professores, que dê conta de prepará-los para desenvolver suas aulas com maior segurança na utilização das tecnologias digitais é fundamental. No que se refere à formação inicial, consideramos que é da maior importância que os cursos de licenciatura atualizem suas grades de disciplina para preparar professores para a Educação Profissional e Tecnológica. Nesse sentido, Moura (2008) aponta que é fundamental refletir sobre o papel das instituições que formam os professores, compreendendo que uma formação que priorize uma didática tecnológica e integrada com o mundo digital deve ser valorizada, pois, desse modo, os professores terão maiores ferramentas pedagógicas para estimularem o conhecimento aos alunos. A respeito da formação continuada, Freire (1996) aponta que “na formação permanente dos professores, o momento fundamental é a reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática” (Freire, 1996, p. 43). Baseados em Freire, entendemos ser fundamental também que haja um investimento do poder público, para capacitar constantemente os docentes para atuarem em sala de aula, dando conta de utilizar os conhecimentos tecnológicos de forma segura, didática e que cause um reflexo positivo no processo de ensino- aprendizagem. Sobre essa questão, Carvalho (2007) avalia a importância do uso das tecnologias digitais nos ambientes escolares como uma grande oportunidade que os professores têm para tornar suas aulas interessantes para os alunos e, assim, conseguir ensinar de forma prazerosa e didática. Sobre essa questão, ela ainda destaca que à medida que as TCI ganham espaço na escola, o professor passa a se ver diante de novas e inúmeras possibilidades de acesso à informação e de abordagem dos conteúdos, podendo se libertar das tarefas repetitivas e concentrar-se nos aspectos mais relevantes da aprendizagem, porém, torna-se necessário que o professor desenvolva novas habilidades para mover-se nesse mundo, sendo capaz de analisar os meios à sua disposição e fazer suas escolhas tendo como referencial algo mais que o senso comum (Carvalho, 2007, p. 2). Nesse sentido, cabe destacar também algumas tecnologias digitais aplicáveis à educação, que já são presentes em muitas escolas municipais, estaduais e/ou federais ao redor do país, a fim de elucidar a sua importância como ferramenta pedagógica a favor da transmissão do conhecimento. Um primeiro exemplo é o uso de computadores nas escolas, geralmente realizado através de uma sala de informática, onde os alunos têm a oportunidade de vivenciar experiências de aulas num formato diferenciado, podendo acessar a internet para fazer pesquisas interativas com a aula. Esse formato de aula com estímulo interativo e dinâmico estimula a participação dos alunos e torna o momento da apropriação do conhecimento mais agradável, tanto para os alunos quanto para o professor. O uso de datashow, projetor multimídia, ou até mesmo a lousa digital, são grandes exemplos de outras ferramentas tecnológicas digitais que podem fazer toda a diferença no desenvolvimentode uma aula, como, por exemplo, na exibição de filmes, documentários, assim como a exibição de outros conteúdos, como pinturas, gráficos, etc., que podem ser usados em sala de aula a partir da utilização dessa ferramenta. É importante destacar que o uso de tecnologias digitais nos espaços escolares em nada diminui as tecnologias não digitais que também compõem os espaços escolares, sendo um importante aliado na educação, tendo um uso absolutamente relevante nas aulas, como aparelho DVD, televisão, calculadora, aparelho microscópico, dentre muitos outros equipamentos que, sendo no formato digital ou não, devem ser considerados importantes recursos tecnológicos que possibilitam um ensino-aprendizagem de maior qualidade. No entanto, por mais que consideremos que as tecnologias são importantes ferramentas pedagógicas, assim como é fundamental uma formação docente que os habilite a usá-las com excelência, devemos levar em consideração que sua aplicação no ambiente escolar envolve uma política de investimento na educação, pois não adianta o governo instituir uma Base Nacional (BNCC) que traz como tarefa o uso das tecnologias na educação se o mesmo não investe recursos financeiros para que tais tecnologias venham a ser aplicadas. A esse respeito, precisamos nos posicionar a favor do investimento na educação e, sobretudo, numa educação de caráter tecnológico, pois compreendemos ser essa estrutura educacional uma fundamental aliada no processo de aprendizagem. Metodologia Este é um estudo de revisão bibliográfica, baseado em uma pesquisa exploratória e descritiva, pautado em leituras atualizas sobre o tema em questão, a partir de uma investigação acompanhada de um olhar crítico e reflexivo. A respeito da pesquisa bibliográfica, consideramos que ela é: feita com o intuito de levar um conhecimento disponível sobre teorias, a fim de analisar, produzir ou explicar um objeto sendo investigado. A pesquisa bibliográfica visa então analisar as principais teorias de um tema, e pode ser realizada com diferentes finalidades (Chiara et al., 2008). Baseado nesse pressuposto, consideramos que o objetivo central dessa revisão bibliográfica é trazer uma análise crítica a respeito da importância das tecnologias digitais no ambiente escolar, pautado em autores que são referências no tema, para assim oferecer um suporte teórico para as escolas começarem a refletir sobre a sua relevância e pensarem formas de implementação das mesmas, tendo consciência de seu papel em todo o processo educativo. Considerações finais: Em suma, cabe apontarmos a importância das tecnologias digitais na educação, sendo o seu uso um grande estímulo para o aprendizado, quando feito de maneira pedagógica e em conjunto com os professores. É nesse sentido que ratificamos que o uso das tecnologias digitais, quando encontra o seu espaço nas aulas, pode levar o aluno a se sentir mais ativo e responsável pelo seu processo de aprendizagem, à medida que o conhecimento é construído de forma dinâmica, interativa e dialógica, levando-nos a considerar que tais tecnologias, quando aplicadas de forma correta, podem representar um grande estímulo à interação e à aprendizagem. Por essas razões, é da ordem do dia defender o seu uso para que, cada vez mais, as escolas sintam-se motivadas a investir nelas e para que os governos, de modo geral, desde o âmbito municipal, estadual ou federal, venham fomentar a sua aplicação para que, desse modo, tenhamos espaços socioeducativos mais propícios para a livre apropriação do conhecimento. Informações Complementares: Prosumer – o que é? Características e exemplos Prosumer é um termo que combina as palavras "produtor" e "consumidor". É utilizado para designar um tipo de consumidor que participa ativamente do processo de criação de produtos e serviços. Características dos prosumers Pesquisam informações sobre produtos e serviços Compartilham opiniões e experiências com outros consumidores Contribuem com o processo criativo de um produto ou serviço Geram insights e influenciam tendências Interagem com a marca através das redes sociais Criam informações relacionadas à marca Impacto dos prosumers Os prosumers são influenciadores que geram opiniões importantes, principalmente via internet. Eles podem impactar as estratégias de marketing das empresas, ajudando-as a tomar melhores decisões. Exemplos de prosumers Produtores de blogs, podcasts, vídeos no YouTube Consumidores que participam da produção de energia a partir de pequenos sistemas em residências ou em comunidades energéticas Consumidores que procuram produtos de tecnologia de ponta. (Pesquisa Google, acesso em março/2025) O fenômeno das fake news Notícias falsas sempre circularam. Sobretudo nos estratos menos expostos ao jornalismo e a outras formas de conhecimento verificável, boatos encontram terreno para se propagar. [...] A novidade é que as redes sociais da internet se mostram o veículo ideal para a difusão de notícias falsas. Não apenas estapafúrdias, como seria de esperar, mas às vezes inventadas de modo a favorecer interesses e prejudicar adversários. A circulação instantânea, própria desse meio, propicia a formação de ondas de credulidade. [...] essas ondas conferem escala e ritmo inéditos à tradicional circulação de boatos. Dado que as pessoas, nas redes sociais, tendem a se agregar por afinidade de crenças, não é difícil que os rumores se disseminem sem serem confrontados por crítica ou contraponto. O melhor antídoto para os males da liberdade de expressão é a própria liberdade de expressão, que tende a encontrar formas de se autocorrigir. E o melhor antídoto contra as falsidades apresentadas como jornalismo é a prática do bom jornalismo, comprometido com a veracidade dos fatos que relata e com a pluralidade de pontos de vista no que concerne às questões controversas. Embora haja remédios legais para reparar os excessos, a maioria dos casos passará despercebida no ruído incessante da internet. (Folha de S.Paulo, 26.02.2017. Adaptado) Referências: - PINSKY, Jaime. As primeiras civilizações. São Paulo: Contexto, 2011 - https://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/ - https://blog.flexge.com/professor-tecnologia-pratica-educativa/ - https://www.significados.com.br/inclusao-digital - CARNEIRO, Auner Pereira; FIGUEIREDO, Ismérie Salles de Souza; LADEIRA, Thalles Azevedo. A importância das tecnologias digitais na Educação e seus desafios. Revista Educação Pública, v. 20, nº 35, 15 de setembro de 2020. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/35/joseph-a-importancia-das-tecnologias-digitais-na- educacaoe-seus-desafios-a-educacao-na-era-da-informacao-e-da-cibercultura http://www.infoescola.com/historia/tecnologias-na-pre-historia/ http://www.significados.com.br/inclusao-digital