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DIREITO DO TRABALHO
JANAINA GUIMARAES MANSILIA
DIREITO DO TRABALHO
1) Conceito: É o conjunto de princípios e regras jurídicas, aplicáveis às relações individuais e coletivas de trabalho subordinado – ou equiparados – de caráter eminentemente social, destinados a melhoria das condições de emprego.
2) Fontes 
2.1)Conceito de Fonte Trata-se de uma expressão metafórica para designar a origem-nascente-das normas jurídicas- É o meio pelo qual o Direito do Trabalho se forma, se origina e estabelece suas normas jurídicas. 
2.2) Classificação das fontes:
a) Fonte Material: pré- elaboração das normas- pré-jurídico –são os fatores econômicos/sociais/políticos que deram origem as normas trabalhistas.
fatores econômicos: evolução do sistema capitalista-revolução industrial; 
fatores sociais: a saída dos trabalhadores do campo- concentração dos trabalhadores cidade- fábrica-indústria;
fatores políticos: em razão dos movimentos sociais organizados pelos trabalhadores nos movimentos sindicais e reformistas, atuando no plano da sociedade civil e do Estado. 
Servem de parâmetro para informar o legislador e também como ponto de partida de algumas soluções dadas ao caso concreto.
Por ex: a pandemia gerou a necessidade da edição de uma série de normas para regular as relações de emprego
2) Fontes - 2.2) Classificação das fontes:
b)Fonte Formal: São as próprias normas jurídicas trabalhistas. 
São comandos gerais (destinados a todos e não a uma só pessoa), abstratos (regulamentado uma situação hipotética e não um caso concreto), impessoais, e imperativos (de cumprimento obrigatório a todos os seus destinatários). 
Fontes formais constituem a forma como as normas jurídicas se exteriorizam, refletem no meio social. 
Podemos resumir as fontes formais em seis categorias:
a. fontes normativas estatais: lei, medida provisória; 
b. normas internacionais: convenções da OIT;
c. normas coletivas: acordo ou negociação coletiva;
d. regulamento da empresa; 
e. cláusulas contratuais; 
 f) costumes.
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2) Fontes - 2.2) Classificação das fontes:
b.1) Fontes formais heterônomas, também chamadas de imperativas, estatais ou indiretas: são aquelas que emanam do Estado e, normalmente são impostas, ou aquelas em que o Estado participa ou interfere, sem participação imediata dos destinatários principais da regra jurídica. 
As fontes heterônomas são produzidas por um terceiro à relação social a ser disciplinada, em geral o Estado, sem a participação direta dos destinatários da norma jurídica. 
São fontes formais heterônomas: a Constituição Federal, leis ordinárias e complementares, medidas provisórias, decretos, a sentença normativa, a sentença arbitral em litígio coletivo, tratados e convenções internacionais ratificados no Brasil. 
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2) Fontes 
2.2) Classificação das fontes:
b.2) Fontes formais autônomas, também chamadas de profissionais, primárias ou não estatais (extraestatais): são elaboradas pelos próprios destinatários, sem a intervenção estatal. Os próprios agentes sociais espontaneamente a produzem; emergem da vontade das partes. 
 As fontes autônomas são aquelas cuja produção normativa conta com a participação imediata dos atores sociais destinatários da regra. Os próprios destinatários da regra participam da elaboração dessas regras. 
São fontes autônomas o costume (os próprios destinatários da norma é que produzem os costumes), a convenção coletiva de trabalho e o acordo coletivo de trabalho. 
DIREITO DO TRABALHO
JANAINA GUIMARAES MANSILIA
2) Fontes 
2.2) Classificação das fontes:
Fontes Supletivas ou Subsidiárias: art. 8º, da CLT- nos casos de lacunas da legislação trabalhista
Na ausência de disposições legais ou contratuais, são formas de integração do Direito do Trabalho:
a) jurisprudência; b)analogia; c) equidade; d)princípios e normas gerais de direito e) direito comparado f) usos e costumes. 
São formas/elementos/mecanismos de integração do Direito do Trabalho. 
E ainda que interesses públicos prevalece sobre os interesses particulares. 
Direito Comum (Direito Civil)- art. 8º, parágrafo 1º da CLT, é necessário que haja compatibilidade.
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2) Fontes 
2.2) Classificação das fontes:
Art. 8º, parágrafo 2º da CLT- Súmulas e enunciados de jurisprudência editados pelo TST e pelos TRTs não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. 
Art. 8º, parágrafo 3º da CLT- No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça Trabalho analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do negócio jurídico (artigo 104 CC), balizará sua atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva.
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JANAINA GUIMARAES MANSILIA

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